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5ª Marcha da Classe Trabalhadora - 3 de dezembro de 2008 | Brasília/DF
 

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Vermelho, 4 de dezembro de 2008
35 mil trabadores em Brasília unidos contra a crise

“Direito não se reduz, se amplia”. Na faixa, uma entre centenas, e na multidão de mais de 35 mil manifestantes, a 5a Marcha da Classe Trabalhadora, que ocorreu nesta quarta-feira (3), em Brasília, demonstrou que tem “reivindicações” e que está unida em torno delas. “Não são seis centrais, é uma só voz”, gritava o orador do alto do carro de som, destacando a união que foi saudada por todos os demais oradores. O evento, que culminou com o ato político, no final da manhã em frente ao Congresso Nacional, deve continuar na agenda das lideranças e na mobilização dos trabalhadores nos estados.



Balões, cartazes, faixas, camisetas, apitos e buzinas deram o tom da manifestação – colorida e com muitas reivindicações, tendo como a principal delas a manutenção do emprego como alternativa para enfrentar a crise financeira internacional. Para os dirigentes das centrais e parlamentares, a principal arma para combater os efeitos da crise econômica é a preservação do emprego, que vai garantir o consumo e o desenvolvimento do País.

Eles destacaram ainda que o dinheiro público que está salvando bancos, indústrias exportadoras e agricultura deve ter como contrapartida a manutenção do nível de emprego nas empresas beneficiadas.

A cada cartaz e faixa correspondia um discurso. Os dirigentes sindicais defenderam a redução da jornada de trabalho, que sofreu um revés na votação prevista para esta quarta-feira (3), na Comissão de Trabalho da Câmara; e a ratificação da Convenção 151, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), aprovada na votação desta quarta na mesma comissão. A Convenção 151 trata das relações de trabalho no serviço público.

“ Emprego, emprego, emprego”

Outra tônica dos discursos foi a redução das taxas de juros. O presidente da CTB, Wagner Gomes, o primeiro a falar no ato político, promoveu uma votação – vitoriosa – pela demissão do presidente do Banco Central, Henrique Meireles. Segundo Gomes, o presidente do BC é responsável pela política de juros altos que impede o crescimento econômico do País e pode agravar os efeitos da crise econômica.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, foi um dos últimos a falar aos manifestantes, que já se dispersavam entre os gramados e calçadas. “Emprego, emprego, emprego”, gritou, chamando atenção das pessoas que, após quatro horas de manifestação, aproveitavam o resto do tempo tirando fotos, comendo pequenos lanches vendidos pelos ambulantes e aplacando o cansaço sentando ou deitando na grama.

Artur Henrique renovou o discurso de todos os que o antecederam, defendendo uma alteração na política macroeconômica do País, com a diminuição das taxas de juros. E fez um balanço da manifestação, destacando que o grande número de manifestantes demonstra a união e a força do movimento sindical. Ele lembrou ainda que a luta continua nos contatos dos dirigentes sindicais com as autoridades e na mobilização nos estados.

Poucos deputados

A Marcha recebeu apoio de parlamentares e outras lideranças. Apenas quatro deputados discursaram no evento, comprometendo-se com as reivindicações dos trabalhadores, embora alguns outros tenha comparecido rapidamente ao evento para cumprimentar os trabalhadores. Vicentino (PT-SP) anunciou o resultado das votações na Comissão de Trabalho, criticando os deputados da oposição – DEM e PSDB, que tentam evitar a aprovação de matérias de interesse dos trabalhadores.

A deputada Manuela D´Ávila (PCdoB-RS) parabenizou a união das centrais, acrescentando que “nesse momento de crise no mundo e no Brasil, não podemos deixar que mais uma vez a classe trabalhadora pague pela crise. Segundo ela, a crise, que é dos bancos, deve ser enfrentada com trabalho e com política de valorização dos salários.

Também falaram na manifestação os deputados Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), que falou como presidente da Força Sindical, reforçando as reivindicação dos trabalhadores pela redução da jornada de trabalho, o fim do fator Previdenciário e a ratificação das Convenções 151 e 158 da OIT.

Rollemberg disse que a crise é do capitalismo e que o compromisso dos socialistas não é salvar bancos e sim a população, criticando o uso de recursos que beneficiam os bancos e que poderiam já ter sido usados para garantir melhoria da qualidade de vida da população.

Apoios e solidariedade

Os trabalhadores receberam apoio também da presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Lúcia Stumpf, do representante da CTA da Argentina, Victorio Paulon e do líder indígena Ednaldo, da Raposa Serra do Sol, em Roraima. Ednaldo aproveitou a ocasião para convidar os trabalhadores brasileiros a reforçarem a luita do povo indígena, lembrando que no próximo dia 10 de dezembro será votada no Supremo Tribunal Federal (STF) a constitucionalidade da demarcação da terra indígena.

Paulon elogiou a união dos trabalhadores brasileiros e conclamou a todos para maior integração dos trabalhadores do Mercosul, lembrando que a crise ameaça a todos e a primeira resposta a ela deve ser a união da classe trabalhadora. Ele disse que no próximo dia 12, em Buenos Aires, os argentinos farão uma marcha como a dos brasileiros. “Hasta la vitoria finale”, concluiu.

Stumpf saudou a manifestação, lembrando que todas as conquistas do mundo do trabalho foram obtidas pela união e mobilização dos trabalhadores, estudantes, mulheres e negros, que lutaram e continuando lutando por um Brasil melhor. E engrossou o coro de que “não é o povo que vai pagar o preço dessa crise.”

Longo percurso

A manifestação foi iniciada nas imediações do estádio de futebol Mané Garrincha, onde se reuniram os manifestantes vindos de todo o País – do Amazonas ao Rio Grande do Sul. Por volta de nove horas, sob uma chuva fina, eles iniciaram o percurso de nove quilômetros. Quando os primeiros manifestantes chegaram em frente ao Congresso Nacional, ainda havia manifestantes por um longo percurso.

Mulheres, homens, jovens e velhos, portanto cartazes, faixas, bandeiras, balões, apitos e buzinas, uniformizados com as camisetas que identificavam as várias centrais sindicais, encheram o gramado em frente ao Congresso. As faixas e cartazes foram estendidas na grama e as bandeiras fincadas no chão. Enquanto aguardavam a chegada de todos, o que demorou quase uma hora, o microfone era disputado pelas lideranças sindicais dos estados.

Em meio aos discursos, foi lembrando o acidente com o ônibus que trazia manifestantes do Maranhão, em que morreram duas pessoas. Uma salva de palmas saudou os dois militantes mortos.

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Agência Diap, 4 de dezembro de 2008
Contra crise, trabalhadores marcham sobre Brasília por emprego e renda

Sob uma fina chuva, mais de 35 mil manifestantes marcharam sobre Brasília contra a crise financeira, pela manutenção dos empregos dos trabalhadores e a renda das famílias. A 5ª Marcha da Classe Trabalhadora "Pelo Desenvolvimento e Valorização do Trabalho" sob a coordenação das centrais sindicais apresentou à sociedade propostas de combate à crise financeira internacional, que começa a contaminar a economia nacional.

Depois de caminhar do Estádio Mané Garrincha até a Esplanada dos Ministérios, que perfaz cerca de 9Km, o evento culminou com o ato político, no final da manhã em frente ao Congresso Nacional, cuja agenda das lideranças continuou pelo resto da tarde e toma também o dia de amanhã (4), com reuniões com ministros.

A marcha foi um evento multicolorido e vibrante, em que as entidades sindicais - centrais, confederações, federações e sindicatos - vieram a Brasília trazer propostas ao Governo com objetivos muito claros.

O eixo da agenda do mvomento tem como principal reivindicação a manutenção do emprego como alternativa para enfrentar a crise financeira internacional. Para os dirigentes das centrais e parlamentares, a principal arma para combater os efeitos da crise econômica é a preservação do emprego, que vai garantir o consumo e o desenvolvimento do País.

Agenda dos trabalhadores
Com muitos cartazes e faixas, os dirigentes sindicais defenderam a redução da jornada de trabalho, que sofreu um revés na votação prevista para esta quarta-feira (3), na Comissão de Trabalho da Câmara; e a ratificação da Convenção 151, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), aprovada na votação desta quarta na mesma comissão. A Convenção 151 trata das relações de trabalho no serviço público.

Ao chegar ao gramado do Congresso Nacional, depois da marcha que durou cerca de oito horas, cuja concentração começou às 5 horas da manhã, os presidentes das centrais sindicais - CGTB, CTB, Força Sindical, Nova Central, CUT e UGT - falaram aos manifestantes e reforçaram as reivindicações dos trabalhadores pela redução da jornada de trabalho, o fim do fator previdenciário e a ratificação das convenções 151 e 158 da OIT.

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VERMELHO, 04 de dezembro de 2008 | Movimentos
Deputados aprovam projeto em homenagem à Marcha

Paralelo ao ato da 5ª Marcha da Classe Trabalhadora em frente ao Congresso Nacional, os deputados da Comissão do Trabalho resolveram homenagear o movimento e aprovaram nesta quarta (3) o Projeto de Decreto Legislativo nº 795/2008 que ratifica a Convenção nº 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Entre outras garantias, o projeto assegura o livre exercício da atividade sindical dos trabalhadores da administração pública.

A matéria, que foi relatada pelo deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), segue agora para a votação em regime de urgência no plenário e depois vai ao Senado. Como se trata de um PDL não depende da sanção presidencial. Houve apenas um voto contrário do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP).

A vitória para o movimento sindical poderia ser dupla não fosse a retirada do Projeto de Lei nº 4.653/94 que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. “Lamento informar que recebi um memorando pedindo a devolução da proposição. O pedido é regimental é devemos obedecer”, disse o presidente da comissão, deputado Pedro Fernandes (PTB-MA).

O memorando foi uma manobra do tucano Bruno Araújo (PE) para impossibilitar a votação da matéria no Trabalho e levá-la para Comissão de Desenvolvimento Econômico onde as forças patronais estão mais representadas.

Para evitar isso, o deputado Eudes Xavier (PT-CE) informou que o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), a pedido do deputado Vicentinho (PT-SP), levará a matéria direto para votação em plenário depois de aprovar um requerimento de urgência. O imbróglio chegou ao conhecimento dos manifestantes a título de informe pelo deputado Vicentinho.

Daniel ressalta avanços

Como havia programado na semana passada, o relator do PDL que ratifica a Convenção nº 151, Daniel Almeida, levou o seu parecer à Comissão do Trabalho justamente no dia da marcha dos trabalhadores em Brasília.

Ao som do movimento que chegava a todas as dependência do Congresso, o relator destacou no seu parecer que a aprovação da matéria “representa um avanço, pois, além de garantir a independência das entidades de servidores, permite aperfeiçoar a legislação brasileira no que diz respeito aos direitos dos servidores e empregados públicos.” Ele diz que o projeto inaugura uma nova etapa nas relações de trabalho na administração pública.

Assim, mais do que garantir o exercício da liberdade e da autonomia sindical, a aprovação do texto representa também a democratização das relações de trabalho nas organizações públicas, com vistas a fortalecer a participação dos servidores em suas entidades representativas e contribuir para o estado democrático de direito”, justificou.

De Brasília,
Iram Alfaia

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O GLOBO, 04 de dezembro de 2008 | País
Luiz Dulci ouve reclamações de sindicalistas e promete acertar encontros com autoridades

BRASÍLIA - O ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, recebeu nesta quarta-feira representantes da 5ª Marcha das Centrais Sindicais e prometeu articular encontros dos sindicalistas com setores do governo. O primeiro deve ser amanhã com o ministro da Previdência, José Pimentel, para tratar de projetos que mudam as regras da aposentadoria. Depois do encontro, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, criticou a proposta do governo de estabelecer idade mínima para aposentadoria na iniciativa privada como forma de compensar um possível fim do fator previdenciário.

- Em meio a essa crise econômica, não é hora de se falar em reforma da Previdência nem trabalhista - disse.

Os sindicalistas entregaram a Dulci a pauta de reivindicações da marcha e insistiram numa reunião com as direções do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O movimento sindical quer condicionar a liberação de crédito para as empresas privadas à garantia da manutenção dos empregos.

- Demissão não tem nada de psicológico. Foram 1.300 demissões na Vale, uma empresa que recebe financiamento do BNDES e tem a Previ (fundo de pensão do Banco do Brasil) como acionista. Essa postura não combina com o discurso do presidente Lula, que quer que o trabalhador volte a consumir. Como alguém vai consumir se não tem garantia de emprego? - argumentou o presidente da CUT.

O ministro também vai encaminhar reuniões dos sindicalistas com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para tratar da correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física, e com o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, para negociar projetos de interesse do movimento sindical no Congresso.

- Os trabalhadores fizeram de fato uma marcha enorme, impressionante. Foi, sem dúvida, a maior mobilização popular deste ano em Brasília - disse Dulci.

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DCI - COMÉRCIO, INDÚSTRIA E SERVIÇOS, 04 de dezembro de 2008
Eemprego
Marcha de trabalhadores pede garantia de empregos e renda

BRASÍLIA - Centrais sindicais realizaram nesta quarta-feira (3) marcha na Esplanada dos Ministérios em defesa dos empregos e da garantia de renda e contra os efeitos da crise financeira internacional. Os trabalhadores temem que a crise provoque demissões em vários setores. Participaram da 5ª Marcha da Classe Trabalhadora representantes de seis centrais sindicais, entre as quais a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical. O tema deste ano foi Desenvolvimento e Valorização do Trabalho.

Segundo o deputado e presidente da Força Sindical, Paulo Perreira da Silva (PDT-SP), a principal preocupação dos trabalhadores é a manutenção do emprego. “Acrise internacional afetou profundamente a questão do emprego e começam a ocorrer demissões”, disse ele.

Também está na pauta de reivindicações das centrais sindicais a redução dos juros, a diminuição do superavit primário, a correção da tabela do Imposto de Renda e o aumento de seis para dez das parcelas do seguro desemprego.

O presidente da CUT, Artur Henrique da Silva Santos, ressaltou que existe também uma pauta de revindicações específica para o Congresso Nacional, pois há projetos de interesse dos trabalhadores tramitando nas duas Casas (Câmara dos Deputados e Senado). Um dos projetos é o que reduz a jornada de trabalho de 40 para 35 horas semanais.

Além de manifestações como a marcha pela Esplanada, a mobilização dos trabalhadores inclui reuniões entre os dirigentes das centrais e os presidentes da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e do Senado, Garibaldo Alves Filho (PMDB-RN), e com os ministros Carlos Lupi, do Trabalho; José Pimentel, da Previdência Social; Luiz Dulci, secretário-geral da Presidência da República; e Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil.

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FOLHA DE LONDRINA, 04 de dezembro de 2008 | Economia
CUT: condicionar ajuda à garantia de emprego

Brasília - O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Arthur Henrique Silva, defendeu ontem que o governo passe a exigir das empresas que receberem socorro do poder público, seja por meio de empréstimos nos bancos públicos ou de desoneração de impostos, a contrapartida de manutenção dos empregados. ‘‘O nosso foco principal é obter garantia de empregos’’, afirmou o dirigente sindical. Ele defendeu que essa exigência conste nos contratos de financiamentos das empresas.

O presidente da CUT e outros vários dirigentes sindicais estiveram reunidos com o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), e depois se encontrariam com o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci. Os reuniões ocorreram logo após a realização da 5ªMarcha dos Trabalhadores, na Esplanada dos Ministérios, que reuniu milhares de trabalhadores.

O evento deste ano teve como principal mote o pedido de medidas oficiais que possam garantir os empregos formais em meio aos sinais de agravamento da crise financeira no Brasil. Uma outra reivindicação das centrais sindicais, citada em um documento que lista 18 sugestões, é a ampliação do número de parcelas do seguro-desemprego como forma de amenizar os efeitos de uma onda de demissões.

Para Arthur Henrique, o ‘‘essencial’’, entretanto, é garantir que não haja demissões. ‘‘O presidente Lula tem dito que as pessoas precisam consumir. Nós temos completado que as pessoas só vão fazer isso tendo a garantia de que não serão demitidos’’, completou o sindicalista.

Isabel Sobral
Agência Estado

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GAZETA DE PIRACICABA, 04 de dezembro de 2008 | Cidade
V Marcha a Brasília
Trabalhadores seguem hoje em caravana à capital federal, de olho em novidades
LUCIANA CARNEVALE
Especial para a Gazeta

Aproximadamente 100 empregados de diferentes classes profissionais e dirigentes sindicais de Piracicaba seguem hoje (2), às 18 horas, em dois ônibus, rumo a Brasília (DF). A saída acontece em frente à sede da Associação dos Aposentados e Pensionistas de Piracicaba - Eclética, localizada à rua Santa Cruz, 1779. Eles se juntarão a cerca de 10 mil pessoas que participarão da V Marcha dos Trabalhadores que acontecerá amanhã (3), na capital federal. Coordenador da Força Sindical, Regional Piracicaba e presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Alimentação, Fânio Luís Gomes explica a idéia é debater, com deputados, senadores e se possível com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, quatro reivindicações avaliadas como cruciais.

Os trabalhadores querem o fim do banco de horas, a não-realização de horas-extras, além da redução da jornada, de 44 horas para 40 horas semanais, e a extinção do fator previdenciário, que, de acordo com Gomes, tem reduzido drasticamente o valor das aposentadorias no Brasil.

Em Piracicaba, a possibilidade de redução da jornada de trabalho deve provocar, de imediato, de acordo com o sindicalista, a criação de pelo menos 10% a mais de vagas com carteiras assinadas. "Os empresários não demitiriam. Para produzir, teriam de contratar mais. Bom para as companhias, que não perderiam em nada, e ótimo para os trabalhadores, que ficariam mais tempo com suas famílias, aliando compromissos e lazer", salienta.

O presidente do Conselho das Entidades Sindicais de Piracicaba (Conespi), Francisco Pinto Filho, o Chiquinho, diz que o objetivo é debater e solucionar problemas crônicos.

MORADIA. Outros itens compõem a relação de assuntos que serão discutidos em Brasília. Os sindicatos querem a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 438, que põe fim a casos de trabalho escravo, pleiteiam moradia digna a todos e os referendos das convenções 158 e 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). As cláusulas proíbem as demissões sem justa-causa e garantem o direito de greve aos servidores.

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A TRIBUNA, 04 de dezembro de 2008
Centrais sindicais exigem o fim do fator previdenciário
Da Redação
JOAQUIM ORDONEZ


As centrais sindicais realizam hoje, em Brasília, a V Marcha da Classe Trabalhadora, que tem entre suas principais bandeiras o fim do fator previdenciário para cálculo das aposentadorias. Essa reivindicação será defendida em reunião com o ministro da Previdência Social, José Pimentel, que acontecerá logo após a manifestação.

A expectativa dos organizadores do ato público é reunir milhares de trabalhadores das mais diversas categorias e de todas as regiões do País para pressionar os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário a incluir no orçamento da União e nos projetos nacionais as propostas e a agenda do movimento sindical.

A diretoria da Central Única dos Trabalhadores (CUT) já adiantou que não aceita em troca o estabelecimento de idade mínima para a aposentadoria, como contrapartida para a extinção do fator previdenciário.

O presidente da CUT, Artur Henrique, entende que não é possível aceitar a fixação de idade mínima para a aposentadoria pelo fato de no Brasil, ao contrário do que ocorre em outros países, a maioria das pessoas começar a trabalhar ainda na adolescência.

Segundo Henrique, se alguém que começa a trabalhar aos 16 anos e consegue contribuir para a Previdência sem nenhuma interrupção até que complete 65 anos de idade, terá 49 anos de contribuição.

"Seria um absurdo. Se levarmos em conta a rotatividade do mercado de trabalho e que a maioria não consegue manter-se empregado ininterruptamente, é claro que não podemos aceitar essa a proposta".

EM SANTOS

Mobilizados na luta pela aprovação do projeto do senador Paulo Paim (PT-RS), que recupera ano a ano o valor das aposentadorias e pensões, sindicalistas e aposentados da região passaram a noite na sede da Associação dos Trabalhadores e Pensionistas (Atmas), em vigília, acompanhando em um telão a vigília de senadores e deputados federais, em Brasília.

Os parlamentares tentam conseguir o número de assinaturas necessário para que a votação da proposta seja votada em regime de urgência.

Na quinta-feira, às 16 horas, haverá uma reunião no Sindicato dos Rodoviários (Av. Conselheiro Nébias, 262) para definir detalhes das manifestações que acontecerão sextafeira, promovidas pelo movimento sindical da região.

A idéia é paralisar por duas horas -­ das 6 às 8 horas ­- os serviços em grandes empresas como a Cosipa, o porto, a Refinaria e o Pólo Industrial de Cubatão. Já na parte da tarde, será realizado, às 16 horas, um ato público na Praça Mauá, com a participação de sindicalistas de várias regiões do País e do autor do projeto, o senador Paulo Paim.

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AGÊNCIA BRASIL, 03 de dezembro de 2008
Trabalhadores fazem marcha pela garantia do emprego
Agência Brasil

BRASÍLIA - Milhares de trabalhadores e lideranças populares são esperados nesta quarta-feira, na 5ª Marcha Nacional da Classe Trabalhadora. Neste ano, trabalhadores do campo e da cidade ocupam a capital federal em defesa do emprego, da garantia de renda e contra os efeitos da crise financeira internacional. O lema é Desenvolvimento e Valorização do Trabalho.

A concentração será às 9h, no estacionamento do Ginásio de Esportes Mané Garrincha. Dali, os manifestantes seguem em passeata até a Esplanada dos Ministérios.

Representantes dos professores também participam da marcha. A categoria reivindica maior correção do salário mínimo, defesa do piso salarial nacional para os profissionais da educação básica, correção da tabela do Imposto de Renda e redução da jornada de trabalho sem redução de salários.

Aeroportuários e aeroviários estarão na manifestação e devem fazer reunião após o ato público. Eles estão em estado de greve.

 

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O ESTADÃO.COM/ SÃO PAULO, 03 de dezembro de 2008 | Economia
Lula quer medidas para evitar demissões
AE - Agencia Estado

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu à equipe econômica e ao Ministério do Trabalho a preparação de medidas para a manutenção do emprego em 2009, quando a economia brasileira deverá desacelerar, refletindo mais fortemente os efeitos da crise mundial. Além de novas desonerações tributárias, está em estudo o aumento, de cinco para dez, do número de parcelas do seguro-desemprego, carro-chefe das reivindicações das Centrais Sindicais que hoje fazem a 5ª Marcha da Classe Trabalhadora, na Esplanada dos Ministérios.

Os sindicalistas também tentam sensibilizar a área econômica para que crie meios de vincular a concessão de empréstimos dos bancos federais à garantia de emprego. Segundo fontes do governo, essa é uma medida que deve ser avaliada cuidadosamente porque o governo não pode engessar as empresas, já bastante sufocadas com as restrições de crédito. Eles apresentaram essas reivindicações em jantar, na semana passada, com o presidente, e esperam receber o mesmo tratamento dado às reivindicações da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A percepção é que a ampliação do seguro-desemprego atenderia a dois objetivos imediatos: neutralizar as perdas financeiras e manter o nível de consumo das famílias. Para o governo, a queda da produção industrial em outubro reforçou a necessidade de uma nova rodada de medidas anticrise. Desta vez, o objetivo não seria apenas atender a demandas de curto prazo, voltadas para a retomada da liquidez no mercado financeiro, mas evitar uma desaceleração maior do crescimento econômico.

As ações que o governo adotou após a fase mais aguda da crise, em setembro, atenderam setores que sofreram com a escassez de crédito, como agricultura, automobilístico e construção. A sustentação desses setores é uma forma de preservar os empregos, já que são intensivos de mão-de-obra. ?A orientação do presidente Lula é nos reunirmos com os setores empresariais e de trabalhadores para ver quais as medidas que podem ser adotadas para minimizar os efeitos da crise?, reforçou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

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O ESTADÃO.COM/ SÃO PAULO, 03 de dezembro de 2008 | Nacional/ Política
Paulinho troca ida ao Conselho de Ética por marcha
Por 10 a 4, deputados votaram pela absolvição de Paulinho da Força, acusado no esquema do BNDES
da Redação

BRASÍLIA - O deputado Paulo Pereira da Silva não compareceu à sessão no Conselho de Ética que decidiu pela sua absolvição nesta quarta-feira, 3. Paulinho participou da 5ª Marcha da Classe Trabalhadora, organizada por seis centrais sindicais, na Esplanada dos Ministérios.

"Não quis participar do julgamento para não constranger o voto dos deputados", disse antes do resultado. Por 10 votos a 4, o deputado foi absolvido das acusações de envolvimento na Operação Santa Tereza.


Crédito: Celso Junior/AE

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G1, 03 de dezembro de 2008 | Brasil / Distrito Federal
Força Sindical realiza marcha em direção ao Congresso
Uma das principais vias de Brasília foi parcialmente interditada | Conselho de Ética absolveu deputado Paulinho, presidente da Força.
Do G1, em Brasília


Marcha da Força Sindical pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília (Foto: Elza Fiúza/ABr)


Uma marcha realizada por ativistas da Força Sindical interditou três das seis faixas do Eixo Monumental, uma das principais vias de Brasília, na altura dos ministérios, na manhã desta quarta-feira (3). Também participaram representantes de outras centrais sindicais do país.

Ao meio dia, muitos carros estavam parados e alguns motoristas subiam nos canteiros para tentar fugir do engarrafamento, que também atingiu outras avenidas da cidade.

O Secretário-Geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, afirmou que cerca de 35 mil sindicalistas estavam na passeata ao meio-dia. Já segundo a Polícia Militar, o número de participantes foi de 15 mil.

A 5ª Marcha da Classe Trabalhadora partiu do estádio Mané Garrincha em direção ao Congresso Nacional, pela Esplanada dos Ministérios. Segundo Gonçalves, as pricipais reivindicações são a redução da taxa dos juros, melhorias na infra-estrutura e aumento do seguro desemprego.

O deputado federal Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical, participou da marcha e defendeu, em comício, atitudes do governo contra a crise econômica mundial. Na semana passada, a Força Sindical entregou um documento ao presidente Lula com o mesmo objetivo. Uma das reivindicações é a de impedir empresas que peguem dinheiro público emprestado de demitir os funcionários. Segundo a assessoria da Força, se houver demissões, poderá haver novas manifestações.

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, em votação do parecer que sobre a cassação do deputado Paulinho, nesta quarta-feira, decidiu pela absolvição do deputado, acusado de desvio de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pela Operação Santa Teresa da Polícia Federal. "A marcha tem causa própria. Foi apenas uma coincidência ser no mesmo dia da votação [do parecer pela cassação do Paulinho]", esclareceu Gonçalves.

Segundo a assessoria de imprensa da Força Sindical, Paulinho tem um encontro, na tarde de hoje, com o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, e com o presidente do Senado Federal, Garibaldi Alves. Paulinho deve se reunir ainda com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulci, e com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

 

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EM TEMPO REAL/ BRASÍLIA, 03 de dezembro de 2008
Deu no Correio Braziliense
Manifestação interdita três faixas do Eixo Monumental

A Polícia Militar do Distrito Federal pede aos motoristas que evitem passar pela via S1 nesta manhã. Três faixas foram interditadas no trecho que vai do Centro de Convenções Ulysses Guimarães até o Congresso Nacional. O motivo é a passeata da 5ª Marcha Nacional da Classe Trabalhadora.

Segundo a PM, um grupo de oito mil pessoas, alguns ônibus e um trio elétrico deixaram o estacionamento do estádio Mané Garrincha em direção à Esplanada dos Ministérios. O congestionamento também é registrado na saída do Setor Sudoeste.

 

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