Agência Nova Central de Notícias, 30 de março de 2010
Assembléia Legislativa-PR aprova reajuste do piso mínimo regional
Texto Mario Fragoso MTb-PR-2582
Fotos Carllos Bozelli MTb-PR-2681

Em sessão histórica, com a militância da Nova Central ajudando a lotar as galerias, o reajuste do piso regional, o maior do Brasil, foi aprovado por unanimidade.

“Foi um caminho pedregoso, íngreme, mas no fim valeu a pena todo o esforço para ver o reajuste do piso mínimo regional aprovado da forma como foi concebido pelo Governo Estadual, a Nova Central e outras centrais sindicais”, avaliou o Carpinteiro Denílson Pestana da Costa, presidente da Nova Central Sindical-PR, ao final da Sessão Ordinária da Assembléia Legislativa no final da tarde de 29 de março, segunda-feira.

De fato, até que os deputados estaduais aprovassem, de forma unânime, o reajuste do piso mínimo regional com percentuais que variam de 9,5% a 21,5%, houve um intenso debate entre patrões e empregados. “O patronato não queria, de jeito nenhum, que o reajuste fosse aprovado”, lembra Denílson.

Para que a vontade dos empresários, isto é, os representantes do capital, não prevalecesse sobre a do trabalho, ou seja, os trabalhadores, foi preciso uma intensa mobilização, com a Nova Central e as entidades a ela filiadas sempre na linha de frente da batalha.

Audiências – Denílson destaca que as audiências públicas convocadas pela própria Assembléia para debater a questão, por pouco não deixaram de ser realizadas a partir da suspensão da plenária de Curitiba, no dia 18 último.

“Fiz um contato pessoal com o deputado Durval Amaral, presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia, para que as audiências de Londrina e Maringá fossem realizadas”, lembra o presidente regional da Nova Central.

Oposição
– Após as audiências, ficou claro que os deputados não teriam como votar contra o reajuste, pois a argumentação patronal mostrou-se completamente desvinculada da realidade, como destaca Denílson.

“Os representantes patronais continuam com o mesmo discurso da época da implantação do piso regional em 2006, ou seja, dizendo que ele provoca desemprego, informalidade, fechamento de empresas e perda de competitividade da produção paranaense, embora tenha acontecido exatamente o contrário”, finaliza.

 

 
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