É o que aponta o Observatório Brasileiro de Crédito Habitacional. Considerando os 50% mais pobres, a perda foi de 10%. No caso dos mais ricos, o 1% do topo aumentou a capacidade de financiamento em 9,4%

(Foto: Kelsen Fernandes / Fotos Públicas)
 

247 -  Um estudo publicado pelo Observatório Brasileiro de Crédito Habitacional apontou os 10% mais pobres perderam em média 25,7% da sua capacidade de financiamento de 2014 a 2018. Eles conseguiam financiar R$ 100 mil, teto que passou para R$ 74 mil. A análise é dos economistas do Observatório Brasileiro de Crédito Habitacional Henrique Bottura Paiva (pesquisador da UNB e da Fipe) e José Pereira Gonçalves, também  ex-superintendente da Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário (Abecip).

Considerando os 50% mais pobres, a perda foi de 10%. No caso dos mais ricos, o 1% do topo aumentou a capacidade de financiamento em 9,4%. A variação é positiva mesmo levando em consideração os 5% mais ricos (aumento de 2,41%) até os 20% mais ricos (aumento de 0,43%).

“Não adianta ter tanto otimismo com a recuperação do mercado imobiliário porque esse crescimento não está levando todo mundo. É de um setor, de um mercado específico, que está deixando a maior parte das pessoas para trás”, afirma Paiva, conforme relato publicado no jornal Folha de S.Paulo. “Fica difícil imaginar uma significativa expansão do setor [imobiliário] quando seu público potencial restringe-se a uma fatia tão pequena da população”, escrevem os autores.

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