Diante da crise provocada pela pandemia do novo Coronavírus, alguns governantes de plantão, chamados a resolver o problema, ainda não mostraram a que vieram.

Os discursos ultraliberais de Bolsonaro e seu Ministro da Economia Paulo Guedes junto com o todo poderoso mercado, amarelaram na primeira porrada, enquanto vários governadores e prefeitos, de diferentes partidos e posições políticas, estão procurando fazer o que é recomendado pela Organização Mundial da Saúde e por outros países que enfrentam a mesma pandemia.

Se por um lado Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão, Paulo Câmara (PSB), governador de Pernambuco, se alinham a João Dória (PSDB), governador de São Paulo e Ronaldo Caiado (DEM), governador de Goiás, mostrando que o combate ao coronavírus está acima de qualquer disputa ideológica, de outro lado, para tentar acalmar os ânimos do mercado, Romeu Zema (Novo), Ratinho Júnior(PSD) e Carlos Moisés (PSL), governadores de Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina, respectivamente, seguem posições vacilantes e de risco, que se não forem revertidas a tempo se colocarão no mesmo patamar anticiência, assumido em uma aposta genocida por Jair Bolsonaro, questionando o isolamento social como medida eficaz para contenção do avanço da doença.

Com o caos instalado, foi preciso chamar o velho e sábio Dr. Keynes para pegar umas aulinhas. O Estado mínimo pregado pelos que chegaram ao poder em 2018 não é capaz de dar respostas eficientes para uma crise de tamanha envergadura, muito menos o “Deus Mercado”. No primeiro grande desafio, o Estado é chamado para socorrer aqueles, que antes, o demonizavam.

Quem socorre o povo é o Estado. E o povo por sua vez é o motor da economia. Não há economia sem povo. O maior ativo, o bem mais valoroso na economia, pois sem ele nenhum outro valor poderá ser produzido, é o trabalhador. Nós que sempre tivemos do lado do povo e dos trabalhadores e denunciamos toda forma de exploração do trabalho sabemos como agir nessas horas.

Agora é hora, respeitosamente, do Presidente da República falar menos e agir mais. Chega de mimimi. Lero, lero não mata vírus. O que mata o vírus são investimentos, dinheiro para o fortalecimento do SUS e ampliação de leitos, dinheiro para garantir o emprego e a renda do trabalhador em quarentena, para manter funcionando as empresas.

Está na hora de unirmos em um só objetivo. Sabemos que o governo terá que tomar uma posição mais eficiente e rigorosa. O Governo Federal, os governos estaduais e municipais que assumam as responsabilidades que lhes foram dadas pelo voto popular, sendo nós políticos eleitos do executivo e legislativo, que temos o poder de gerenciar os recursos advindos dos impostos pagos religiosamente. O verdadeiro dono dos recursos do orçamento público é o povo brasileiro.

Que usem os valores necessários para manter as necessidades básicas de toda população do país. O Brasil tem estes recursos. São vários instrumentos que podem e devem ser usados para tal.

Deve ser colocado em pauta a cobrança das dívidas das grandes empresas com o governo, como por exemplo as multas ambientais da Vale até hoje não recebidas, a taxação dos lucros e dividendos e a regulamentação do imposto sobre grandes fortunas. Os 1% que detém 50% da riqueza desse país devem pagar pela crise. É obrigação dos governos se dedicarem totalmente a proteção dos cidadãos dessa nação.

É necessário agilizar a efetivação do auxílio emergencial logo que concluir sua tramitação no Congresso Nacional para socorrer quem está sofrendo com a quarentena. É preciso aprovar rapidamente, aqui na Assembleia Legistaiva de Minas Gerais (ALMG), os diversos projetos que apresentamos, como a anistia para dívidas públicas de micro e pequenas empresas, anistia e adiamento de contas da CEMIG e COPASA, linhas de crédito no BDMG com contrapartida social de garantia de empregos, proteção ao setor de transporte de cargas e de passageiros que não pode parar, distribuição de equipamentos de proteção para trabalhadores dos setores de serviços essenciais, medidas para auxiliar quem está passando por tantas necessidades nessas horas tão difíceis. Portanto, vamos salvar o povo pois só assim salvamos a economia, seus empregos e suas rendas.

As medidas do Congresso Nacional de colocar recursos na mão do povo e das empresas injetam recursos reais na economia. Até os Estados Unidos, a Meca do neoliberalismo, sucumbiram perante o coronavírus. Vão investir 2 trilhões de dólares direto na sua economia, colocando um cheque de mil e duzentos dólares na mão de cada americano adulto e mais quinhentos dólares por filho, isso para manter o isolamento social já que o país se tornou o novo epicentro da pandemia.

Do empresário que vê a economia como o centro da vida até o motorista de aplicativos, o vendedor ambulante, para todos e todas, o isolamento social é a melhor medida para diminuir a contaminação da Covid-19, reduzindo o gasto com saúde intensiva e evitando o colapso total do sistema de saúde, que não suportará milhões de atendimentos sendo requisitados ao mesmo tempo.

Marchemos juntos, unidos, sem largar os braços uns dos outros mesmo que nessas horas esse abraço não seja físico, mas sim, de solidariedade de classe! E, não vacilemos, ficar em casa é a maneira mais segura, rápida e eficiente pra gente vencer o mais breve possível esse traiçoeiro Coronavírus.

Vermelho