Atento às demandas impostas à toda a sociedade no esforço de conter a rápida disseminação do coronavírus, o movimento sindical brasileiro também vai oferecer sua estrutura física de lazer para enfrentar a situação emergencial. Além de essencial na luta em defesa dos direitos da classe trabalhadora, as entidades de classe mostram como o sindicalismo-cidadão pode reforçar o combate à pandemia.

Segundo os dirigentes, a ideia é colocar estruturas de hospedagem como colônias de férias, clubes, chácaras e chalés, entre outras, que estão espalhadas por todo o País, à disposição de governos municipais e estaduais para a ampliação de leitos de baixa complexidade.

Sindicalistas se reúnem por meio de videoconferência
As Centrais Sindicais oficializaram a iniciativa na semana passada, durante reunião por videoconferência entre dirigentes da CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central, CTB e CSB. Em nota, as entidades recomendaram aos Sindicatos, Federações e Confederações de trabalhadores que coloquem à disposição das autoridades de saúde toda infraestrutura que possuírem em condições para ser transformadas em hospitais, ambulatórios e postos de atendimento.

"Tais estruturas poderão criar cerca de 5 mil novos leitos para pacientes do coronavírus", afirma a nota.

As Centrais também saudaram a instituição, por meio de projeto de lei de iniciativa do Legislativo, da renda mínima emergencial, de R$ 600,00 por pessoa e até R$ 1.200,00 por família, para proteger a população mais vulnerável aos impactos econômicos da epidemia da Covid-19.

"Consideramos a renda mínima emergencial imprescindível para o combate à crise sanitária, uma vez que ela ajudará a superar as adversidades econômicas da quarentena que todos temos que cumprir", destaca o documento. O texto lembra que as medidas estão em sintonia com as propostas que as Centrais apresentaram e trataram com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, para enfrentar a crise sanitária.

Em Nota Técnica (n° 230), distribuída na segunda (30), o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) avalia que a aprovação do projeto de renda básica de emergência deve ser vista como positiva, pois responde a um dos mais sérios problemas surgidos com a propagação da epidemia. "Há uma nítida convergência entre o que foi proposto pelas Centrais Sindicais e o que foi aprovado", aponta a Nota Técnica.
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