A Centrais Sindicais estiveram nesta quarta (7) com o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), para tratar da reforma da Previdência. No encontro, em Brasília, dirigentes da CUT, Força Sindical, CTB, Nova Central e CSB sugeriram o adiamento da votação da PEC 287, prevista para 20 de fevereiro.

Dirigentes das Centrais cobram de Rodrigo Maia adiamento da votação da PEC da Previdência

                 

João Carlos Gonçalves (Juruna), secretário-geral da Força Sindical, defende que o melhor seria a votação da reforma ficar para 2019. Segundo ele, o adiamento poderia propiciar um debate amplo sobre as mudanças necessárias na Seguridade Social.

“Dissemos ao presidente da Câmara que a sociedade é contra as propostas do governo Temer e que as mudanças não deveriam ocorrer agora, pois estamos em ano de eleição. Os candidatos poderão expor os modelos de Previdência que defendem, para que todos possam conhecê-los e optar pelo que considerarem o mais apropriado”, destaca Juruna.

Deputado Paulinho da Força diz a Rodrigo Maia que a reforma da Previdência não tem votos suficientes

        

Antonio Neto, presidente da CSB, reforçou que o projeto não tem apoio popular. “O governo não tem os votos. Os deputados estão cada vez mais convencidos de que não há razão de fazer essa mexida e que devemos discutir isso durante o processo eleitoral, deixando as mudanças para o próximo Congresso Nacional e o presidente da República que for eleito”, diz.

“Não estamos nos furtando a discutir uma reforma da Previdência, desde que ela seja debatida com a sociedade e feita por um governante eleito para Presidente da República”, destaca o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), que preside Força Sindical.

Agenda - Rodrigo Maia disse aos dirigentes que tem o compromisso de tentar votar o projeto nos dias 19, 20 ou 21, mas que, se não conseguir os votos necessários, irá retirar o texto de pauta.

                   

Fonte: Agência Sindical, 08 de fevereiro de 2018