A votação da reforma trabalhista (PLC 38/17) está marcada para esta terça (11), no plenário do Senado. Na semana passada, o regime de urgência para a tramitação da matéria foi aprovado, por 46 votos a favor e 19 contra. O placar dilatado indica um cenário preocupante para o sindicalismo, que se empenha para derrubar o projeto.

Na sexta (7), o site do jornal O Estado de S. Paulo noticiou que o governo teria 42 dos 41 votos necessários para aprovar a reforma. Setores do sindicalismo leram a informação como resultado do desgaste de Temer.

                       

Senadores prosseguem com tramitação da reforma trabalhista

                                             

Porém, o jornalista Antônio Augusto de Queiroz (Toninho), diretor de Documentação do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), faz um alerta: “A conta que deve ser feita não é quantos votos o governo teria hoje e sim quantos votos nosso lado tem. Hoje, nosso teto bate em 30 votos, o que está longe de nos dar alguma expectativa de mudar o resultado no plenário na votação da reforma trabalhista”.

Toninho comenta: “Ainda que o governo perca quatro ou cinco votos, manterá larga vantagem no Senado”. Ele orienta que o movimento não descuide da pressão.

                                 

Antônio Augusto de Queiroz (Toninho) é diretor do Diap

                                                                    

Denúncias - Para o diretor do Diap, a onda crescente de denúncias enfraquece Temer e seu governo. Mas não tem impacto direto no encaminhamento das reformas. Segundo Toninho, “o mercado tem interesses próprios, autonomia e influência no Congresso.”

Pressão - Daqui até a votação pelo plenário, a pressão sindical deve continuar. Toninho destaca o contato direto senador por senador, outras formas de pressão nas bases dos políticos e, também, “no que for possível, extrair o máximo de eventual negociação com o governo e sua base”.

Marcha - A CUT Brasília realiza amanhã a Marcha Contra os Assassinos de Direitos, em oposição aos senadores que votarão a favor da reforma trabalhista. Será às 10 horas, com concentração no Espaço do Servidor.

A CTB também orienta suas bases a organizar agenda de luta em Brasília. Nesta segunda, às 10 horas, haverá manifestação no Aeroporto de Brasília. Na terça, reforça ação no Senado.

Hoje (10), o Escritório Regional do Dieese em Brasília realiza o seminário Aspectos e Impactos das Reformas Trabalhista e Previdenciária. O evento está marcado para 14 horas, no auditório Paulo Freire, no Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF).

                                  

Fonte: Agência Sindical, 10 de julho de 2017