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FETRACONSPAR,
06 de outubro de 2006
Eleições em Foz
do Iguaçu/PR
Posse no
SITRACOCIFOZ
Tomou posse no último dia
04 de outubro, a diretoria do SINDICATO DOS TRABALHADORES
NAS INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO CIVIL
E NAS INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO DE
ESTRADAS, PAVIMENTAÇÃO E OBRAS DE TERRAPLENAGEM
EM GERAL DE FOZ DO IGUAÇU, encabeçada pelo
companheiro ANTONIO BARROS FRANÇA,
eleita dia 06/07/2006, para o mandato de 2006/2010. Estiveram
presentes
na solenidade
os senhores GERALDO RAMTHUN, Presidente
da FETRACONSPAR, Diretor Secretário Regional da
CNTI-PR e 3º Vice-Presidente da NCST Nacional, ALMIR
GUEDES FERNANDES, Presidente do STI da Madeira
e do Mobiliário de Cascavel, ANACIR
ANTONIO DE ANDRADE, Presidente
do STICM de Toledo, SIRLEI CESAR DE OLIVEIRA,
Presidente do STICM de Guarapuava.
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ANTONIO
BARROS FRANÇA,
presidente do SITRACOCIFOZ
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Da
esquerda para a direita: ANACIR
ANTONIO DE ANDRADE, Presidente do STICM de Toledo, ALMIR
GUEDES FERNANDES, Presidente do STI da Madeira e do Mobiliário
de Cascavel, GERALDO RAMTHUN, Presidente da FETRACONSPAR,
Diretor Secretário Regional da CNTI-PR e 3º Vice-Presidente
da NCST Nacional, ANTONIO BARROS FRANÇA, Presidente eleito do SITRACOCIFOZ
e SIRLEI
CESAR DE OLIVEIRA, Presidente do STICM de Guarapuava. |
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ANTONIO
BARROS FRANÇA, Presidente eleito do SITRACOCIFOZ
sendo empossado pelo Sr. GERALDO RAMTHUN,
Presidente da FETRACONSPAR, Diretor Secretário Regional da CNTI-PR
e 3º Vice-Presidente da NCST Nacional. |
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Diretoria
eleita do SITRACOCIFOZ |
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JORNAL GAZETA DO POVO, 06 de outubro de 2006 | Economia
BANCOS-Paralisação deve continuar sem serviços
básicos de auto-atendimento na semana que vem
Greve de bancários fecha 180 agências
em Curitiba
Jonathan Campos/Gazeta do Povo

Diante da Caixa Econômica, grevistas
fazem piquete e correntistas aguardam na fila do caixa automático
A greve deflagrada ontem pelos bancários envolveu 190 mil dos
400 mil bancários do país – cerca de 24 mil no
Paraná –, paralisou cerca de 180 agências de diferentes
bancos em Curitiba e região e mais 80 no interior do estado.
A paralisação causou transtornos aos clientes e deve
continuar por tempo indeterminado. A Federação Nacional
dos Bancos (Fenaban) ainda não ofereceu uma contraproposta à reivindicação
salarial da categoria. Até agora, a oferta é de reajuste
salarial de 2,85%, enquanto os bancários pedem reposição
de 7,05%.
A Fenaban argumenta que o reajuste de 2,85% é equivalente à inflação
medida nos últimos 12 meses pelo Índice Nacional de Preços
ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE). A entidade alterou a proposta em relação
ao pagamento de Participação nos Lucros e Resultados
(PLR), que ficaria em 80% do salário mais R$ 823 de parte fixa,
contra R$ 816 anteriormente. Nos bancos em que o lucro cresceu ao menos
20% neste ano, a PLR seria acrescida ainda de R$ 750.
Foram sete rodadas de negociação entre os bancos e os
representantes da categoria, desde 10 de agosto. Os bancários
chegaram a fazer 24 horas de greve nacional no dia 25 de setembro e,
ontem, seis estados e seis capitais já haviam parado. Em reunião
segunda-feira, os sindicalistas avisaram que o reajuste de 2,85% não
contempla as reivindicações da categoria. “Nós
sabemos que eles podem conceder mais. Em 2004 e em 2005 conseguimos
aumento real. Este ano os bancos obtiveram lucros enormes”, afirmou
José Paulo Staub, secretário-geral do Sindicato dos Bancários
de Curitiba e Região.
No ano passado, quando houve greve de seis dias,
os bancários
receberam reajuste de 6% (1% de aumento real), mais R$ 1,7 mil de abono
e PLR mínima de 80% do salário mais R$ 800. Na ocasião,
a primeira proposta dos bancos foi de 4% de reajuste.
No país, aderiram à greve os sindicatos de Belo Horizonte
(MG), Maranhão, Rondônia, Rio de Janeiro e Brasília.
Outros bancários já estavam em greve e continuaram em
Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Salvador (BA), Pernambuco,
Rio Grande do Norte, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Piauí e
Goiás.
Clientes reclamam
A greve dos bancários gerou protestos de clientes que não
conseguiram resolver seus afazeres financeiros ontem. Adolpho Correa
Netto, administrador hospitalar aposentado, disse que foi impedido
de entrar na sala de auto-atendimento da agência da Marechal
Deodoro do Banco do Brasil, no centro. “Duas pessoas na porta
disseram que não eram bancários, mas funcionários
do sindicato. A greve é um direito da classe bancária,
o problema é quando outras pessoas vêm impedir você de
entrar na agência”, reclamou. Em outras quatro agências
bancárias centrais, havia piquete de pessoas que diziam trabalhar
para o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região,
mas que não eram bancários. “A gente pode usar
o caixa eletrônico para sacar dinheiro ou fazer pagamentos, é um
direito que a gente tem. Se acabar o dinheiro na máquina, aí tudo
bem, é greve. Mas enquanto a máquina está lá,
peço que meu direito de cidadão seja respeitado”,
insistia Adolpho.
O secretário de bancos públicos do sindicato, Antônio
Fermino, disse que foi feito um acordo com os bancos para manter o
auto-atendimento funcionando em algumas agências, pois o mês
está no começo e muitas pessoas recebem salários
nesta época. “Mas, na segunda-feira não vai ter
nada funcionando”, adiantou. Sobre os transtornos provocados
pela paralisação, Fermino disse que a greve é a última
opção da categoria para reivindicar seus direitos e que
90% das pessoas com quem conversou apoiavam o movimento.
Na saída da agência Carlos Gomes da Caixa Econômica
Federal, a cliente Edna Guimarães reclamou que não conseguia
retirar dinheiro do caixa automático, que estava sem nada. “Queria
fazer um depósito também. Achei ruim [a greve], porque
me afeta diretamente”, falou. Para Carla Renaud, correntista
do HSBC, que estava saindo da agência da Rua XV de Novembro,
enquanto ela puder tirar dinheiro a greve não vai atrapalhar. “Mas
eu não precisei do meu gerente, porque se precisasse ia complicar”,
acrescentou.
Marco Sanchotene, com agências
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JORNAL GAZETA DO POVO, 06 de outubro de 2006
| Economia
ESTUDO
Aos 18 anos, Constituição tem 229 mil regras
tributárias
Ontem, a Constituição Federal completou 18 anos. Em todos
estes anos, muita coisa mudou na legislação do país,
como mostra um estudo sobre a quantidade de normas tributárias
editadas, que o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário
(IBPT) aproveitou para divulgar na data que lembra a criação
da Carta Magna. Segundo a entidade, foram criadas aproximadamente 3,5
milhões de regras em geral, das quais 229 mil se referem aos
tributos, o que dá 6,54% do total. No entanto, apenas 16 mil
destas normas tributárias estão em vigor, o que leva
os contribuintes a dedicarem muito tempo e esforço para se atualizarem
sobre elas, para se manter em dia com o Fisco.
O estudo mostra que, nestes 18 anos, o Brasil
criou 141.771 normas no âmbito federal, 891.112 no estadual e 2.447.920 normas no
municipal. É como se a União tivesse criado 31,6 normas
por dia útil, os estados, 7,36, enquanto os municípios
foram os responsáveis pela publicação de 0,1 norma
diária. Quanto às regras tributárias, foram 51
por dia útil, 6 na esfera federal, 15 na estadual e 30 na municipal.
O cálculo revela ainda que foram criadas 2,13 normas tributárias
por hora neste período.
Somando-se tudo, chega-se à cifra de 229.616 normas tributárias
editadas desde a promulgação da Constituição
brasileira. O problema é que algumas revogam as outras e servem
como atualizações do sistema tributário. Desta
forma, estão em vigor 16.142 normas tributárias, ou 7,03%
do total editado até agora. Porém, como as empresas não
realizam negócios em todos os estados, o IBPT estima que cada
uma precisa conhecer 3.203 normas em média para se manter em
atividade. E isso é bastante. Se alguém quiser ler todos
artigos, parágrafos, incisos e alíneas, vai ter que enfrentar
uma fila de 5,5 quilômetros, se imprimi-las em papel A4 com letra
Arial 12.
Devido à complexidade das regras que regem o jogo tributário
brasileiro, o IBPT acredita que as empresas gastam cerca de R$ 30 bilhões
anualmente somente para manter pessoal, sistemas e equipamentos para
acompanhar as modificações na legislação.
Dividindo-se a quantidade de normas por habitantes, tem-se uma norma
geral para cada grupo de 52 pessoas, enquanto nos três anos anteriores
da promulgação da Carta o número era de uma norma
para cada grupo de 300 pessoas. Em relação às
normas tributárias, os números ficam em uma regra para
cada grupo de 4.615 habitantes, no período de 1985 a 1988, e
de uma norma para cada grupo de 802 habitantes nos 18 anos seguintes.
Marco Sanchotene
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JORNAL GAZETA DO POVO, 06 de outubro de 2006
| Economia
IBGE-Câmbio limita expansão
mais acelerada
Indústria mantém ritmo
moderado de crescimento
Rio de Janeiro – A produção da indústria
brasileira repetiu o ritmo moderado de crescimento e avançou
0,7% em agosto na comparação livre de influências
sazonais com julho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). Em junho, o nível de atividade da indústria tinha
avançado também 0,7%, de acordo com os dados revisados.
Segundo o IBGE, o câmbio limita uma expansão mais acelerada
da indústria e o setor segue estável no início
do segundo semestre. O IBGE destaca o que chama de média móvel
trimestral, indicador de desempenho de longo prazo e que aponta tendências.
Ele revelou estabilidade de 0,1% na passagem entre os trimestres encerrados
em julho e agosto.
O indicador de média móvel trimestral, diz o IBGE, cresce
há cinco meses e acumula alta de 1,3%. “É um crescimento
permanente, mas numa velocidade discreta”, disse o chefe da coordenação
de indústria do IBGE, Silvio Sales. Em relação
ao mesmo mês do ano passado, houve alta de 3,2% em agosto. No
ano, a atividade industrial apresenta expansão de 2,8% e, em
12 meses, de 2,2%.
Para Sales, a dupla atuação do câmbio, reduzindo
a competitividade dos exportadores e aumentando a dos importados, tem
sido um dos principais fatores a frear uma expansão mais robusta
da indústria.
Além disso, ele cita o esgotamento do ritmo forte de vendas
do varejo e o fraco desempenho de setores ligados à atividade
agrícola como entraves ao crescimento do setor. “Em termos
de pressões negativas, os destaques são os semiduráveis,
que são calçados e confecções, e que perdem
fôlego nas exportações.”
O setor de bens intermediários, que agrega, entre outras coisas,
insumos para a indústria e construção civil, e
que tem o maior peso no índice, registrou alta 0,7% na comparação
com o mês anterior. Os bens de capital (máquinas e equipamentos)
tiveram avanço de 2,8%. A produção de bens duráveis
apresentou alta de 1,6% após três quedas consecutivas
e voltou ao patamar de abril.
O setor de bens de consumo duráveis registrou um aumento de
93,5% no volume das importações nos últimos 12
meses. Os semiduráveis atingiram 20,3% de alta no volume de
importados no mesmo período.
Sales afirmou que, no ano, o ritmo da produção industrial
continua sustentado pelo desempenho do setor exportador de commodities,
além do aumento do setor automobilístico e o comportamento
do setor de bens de capital e de setores como farmacêutica, bebidas
e construção civil.
O economista comemorou o aumento de 2,8% na produção
de bens de capital em agosto na comparação com julho.
Segundo Sales, os bens de capital para a própria indústria
cresceram 11,9% no bimestre julho e agosto na comparação
com o mesmo período do ano passado, o que pode significar um
aumento na taxa de investimentos.
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) representa os
investimentos produtivos do país e resulta da soma entre despesas
com máquinas e equipamentos e com construção civil. “Há algum
sinal de que para além do crescimento para fora da indústria,
há também aumento de bens de capital industrial, tudo
isso indica aumento da capacidade produtiva.”
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JORNAL GAZETA DO POVO, 06 de outubro de 2006
| Economia
INDÚSTRIA
Alimentos e química seguram
atividade no Paraná
A recuperação das vendas por parte da indústria
de alimentos, a de maior peso relativo na economia do Paraná,
foi a principal responsável pelo desempenho positivo da indústria
paranaense de janeiro a agosto deste ano, na comparação
com o mesmo período de 2005. No total, o aumento foi de 4,53%,
segundo pesquisa Indicadores Conjunturais, do Departamento Econômico
da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).
O gênero Produtos Alimentares teve suas vendas expandidas em
20,07%, segundo o estudo. Ainda assim, o setor não atingiu o
mesmo nível de 2002, o que, segundo analistas, caracteriza a
performance de vendas deste período como atendimento à base
deprimida de 2005.
A pesquisa da Fiep aponta ainda o setor Químico como outro
com bom desempenho no período. Com segundo maior peso relativo
no estado, ela obteve crescimento de 7,27% nas vendas. Já a
terceira indústria mais importante da economia paranaense – de
Material de Transporte – teve queda de 10,12% no faturamento
de janeiro a agosto de 2006.
Aquecimento
De acordo com o presidente do Sistema Fiep, Rodrigo
da Rocha Loures, o período de julho a outubro é, historicamente, o de
maior nível de atividade industrial, com aquecimento das vendas. “Normalmente
há uma elevação de consumo no final do ano, mas
esse consumo está sendo atendido na sua maior parte por produtos
importados. Somente a indústria alimentícia está se
beneficiando deste pequeno crescimento da economia”, avalia.
Segundo Rocha Loures, o que mais preocupa é que a indústria
de alimentos registra crescimento basicamente por conta de políticas
públicas federais pontuais, como o Bolsa Família e o
aumento do salário mínimo. “De resto, a indústria
brasileira, de modo geral, vai muito mal, com índices de vendas
bastante tímidos, que refletem a estagnação e
o desacerto da política econômica federal.”
Emprego
A análise é confirmada pela própria pesquisa
da Fiep, que aponta queda no nível de emprego industrial nos
oito primeiros meses do ano. O resultado, segundo a Federação
das Indústrias, reflete a falta de investimentos e de confiança
do empresário na política econômica federal. O
total de pessoas empregadas pelo segmento ficou 4,02% menor e os postos
de trabalho diretamente ligados à produção tiveram
redução ainda maior, de 5,32%.
“Todos estes índices revelam que nossa economia está frágil
e os pequenos aumentos são apenas espasmódicos, demonstrando
mais uma recuperação sem sinais de sustentabilidade”,
afirma Rocha Loures. Para ele, o setor industrial só terá condições
de se recuperar quando acontecerem mudanças como a redução
da carga tributária e das taxas de juros, a redefinição
do câmbio e a flexibilização da legislação
trabalhista e previdenciária. “Só assim será possível
a retomada dos investimentos, a recuperação do emprego
e do crescimento do país.”
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JORNAL GAZETA DO POVO, 06 de outubro de 2006
| Economia
LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA
Ministro recebe pedidos do Paraná
Um grupo de empresários paranaenses quer aproveitar a disputa
acirrada ao segundo turno das eleições para convencer
o candidato-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a modificar
a legislação tributária. O Movimento pelo Desenvolvimento,
organizado pelo Movimento Nacional para a Recuperação
das Empresas Brasileiras, apresenta hoje às 19 h ao ministro
do Planejamento, Orçamento e Gestão Paulo Bernardo Silva
um documento com quatro reinvidicações.
A primeira pede a “inconstitucionalização” da
penhora online, instrumento que permite a juízes de qualquer
instância bloquear bens de empresários e familiares por
dívidas ao INSS.
O segundo pedido é que empresários possam apelar em
segunda instância na Justiça Trabalhista sem pagar uma
taxa de R$ 5 mil. Esse item também pede o cancelamento da multa
de 40% sobre o FGTS do empregado demitido.
A terceira reinvindicação é sobre o Refis 3,
programa de parcelamento de dívidas junto ao governo federal. “As
empresas não conseguem aderir porque o pagamento mínimo é de
R$ 2 mil (exceto para microempresas)”, diz a coordenadora do
movimento, Regina Zanchi. Ela defende que o valor mínimo seja
proporcional ao faturamento da empresa.
Por fim, o grupo pede que seja criado um fundo
de crédito financiado
pelas Receitas Estadual e Federal, batizado de “fundo de amparo
ao empresário”.
Helena Carnieri
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AGÊNCIA DIAP, 06 de outubro de 2006
Decisão do TSE muda resultado da eleição para
a Câmara
Segundo informações da Agência Câmara, os
deputados Carlos Sampaio (PSDB/SP), sub-relator da CPMI das Sanguessugas,
e Dimas Ramalho (PPS/SP), ambos Promotores de Justiça, obtiveram
do Tribunal Superior Eleitoral, por meio de recurso, o reconhecimento
de suas candidaturas e estão oficialmente reeleitos. Segundo
a assessoria de imprensa do TSE, a decisão transitou em julgado,
ou seja, não há mais possibilidade de recurso.
A votação de São Paulo para deputado federal
será recalculada pelo Tribunal Regional Eleitoral, que não
informa em que prazo isso será feito.
As candidaturas dos dois deputados haviam sido
impugnadas pelo TRE paulista em razão de supostos problemas no prazo legal para
afastamento do cargo de Promotor de Justiça em tempo de concorrer
nas eleições. As representações contra
os deputados foram ajuizadas pelo Ministério Público
Eleitoral.
Mudanças no quadro partidário
Os dois deputados obtiveram votação expressiva. Sampaio
teve 239.781 votos e Ramalho 117.108. Esses votos poderão ser
suficientes para "arrastar" outros candidatos de seus partidos
ou coligações, provocando ainda mais mudanças
no quadro partidário da Câmara, o que traria conseqüências
na composição da Mesa Diretora e nas comissões
permanentes. A recontagem de votos também provocará alterações
no cálculo da cláusula de barreira.
PSDB ganha reforço
A eleição do deputado Carlos Sampaio – cujos números
não estavam computados oficialmente no TSE, assim como os de
Dimas Ramalho – converte o PSDB na terceira força política
da Câmara, com 66 deputados, jogando o PFL para o quarto lugar
(ambos estavam empatados com 65 deputados eleitos). Já o PPS
passa a ter 22 deputados, empatando com o PTB e numa situação
muito próxima às do PL (23) e PDT (24), que ocupam a
oitava e a sétima posições, respectivamente.
Com a entrada dos dois deputados, dois outros,
até agora considerados
eleitos, perderão suas vagas. Ainda não se sabe quais
serão eles.
As mudanças poderão ser maiores, dependendo das alterações
que forem verificadas nos quocientes eleitoral e partidário.
AGÊNCIA
DIAP
Eleitores reelegem 12 parlamentares acusados pelas CPMI’s do
Mensalão e das Sanguessugas
Dos 92 parlamentares acusados de envolvimento nos escândalos
do mensalão e das sanguessugas, 63 se candidataram às
eleições deste ano. Do total de candidatos, apenas 12
foram reeleitos.
Entre os senadores apontados como participantes
do esquema das sanguessugas, Serys Slhessarenko (PT/MT) e Magno Malta
(PL/ES) permanecerão
no Congresso – eles foram eleitos em 2002 para um mandato de
oito anos. Já o senador Ney Suassuna (PMDB/PB) foi derrotado
por Cícero Lucena (PSDB).
Mensaleiros reeleitos
Sandro Mabel (PL/GO)
Pedro Henry (PP/MT)
João Paulo Cunha (PT/SP)
José Mentor (PT/SP)
Vadão Gomes (PP/SP)
Valdemar Costa Neto (PL/SP)
Paulo Rocha (PT/PA)
Sanguessugas reeleitos
Wellington Fagundes (PL/MT)
Wellington Roberto (PL/PB)
Pedro Henry (PP/MT)
João Magalhães (PMDB/MG)
Marcondes Gadelha (PSB/PB)
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MONITOR MERCANTIL,
06 de outubro de 2006
Trabalho perde participação
no PIB Mundial
Salários ladeira abaixo | Em alguns países, porém,
trabalhador mantém direitos
Se
a globalização elevou às alturas a participação
do lucro nos produtos internos brutos (PIBs) nacionais do Ocidente, inclusive
nos países ricos, ao mesmo tempo tirou poder de negociação
dos trabalhadores, que viram sua fatia no PIB encolher aos mais baixos
níveis das últimas décadas.
Isso por causa da integração da China e dos demais países
em desenvolvimento ao sistema econômico mundial, com incorporação
da mão-de-obra dos emergentes. A perda não ocorreu só para
os trabalhadores sem especialização, mas também
entre os qualificados.
O economista do Dieese Paulo Jagger observa que
a distribuição
de renda piorou também nos Estados Unidos: "Tem havido muita
reclamação de setores afetados pela concorrência
também na França e Espanha. No caso do Brasil, ainda não
analisamos dados para 2005, mas ao longo dos anos 90 e início
dos anos 2000 houve piora sistemática da participação
dos salários no PIB. E o lucro vem aumentando exatamente sobre
a parcela perdida pelos assalariados".
Aos motivos comuns a todo o Ocidente, como a reestruturação
produtiva, reengenharia, terceirização e a abertura comercial,
Jagger acrescenta outros, no caso brasileiro:
"Em nosso caso, tivemos juros altos, estrutura tributária
regressiva, queda na taxa de sindicalização e outros fatores
que reforçaram essa tendência, sobretudo o aumento do desemprego",
listou.
As conseqüências distintas são fruto, segundo Jagger,
de estratégias diferentes: "Os países não estão
entrando nesse jogo da mesma maneira. Vários adotam um protecionismo
disfarçado. Não é à toa que emperraram as
negociações na OMC. Mas não interessa para eles
o protecionismo aberto, pois têm interesse no mercado externo".
Mas lembrou que, em alguns lugares, os trabalhadores
mantiveram direitos trabalhistas e previdenciários.
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ESTADÃO.COM
/ SÃO PAULO, 06 de outubro de 2006 | Economia
Reformas fiscal e tributária podem
ser alento ao investimento, diz Furlan
O ministro do Desenvolvimento defendeu a adoção de um sistema
mais simples de ser aplicado e fiscalizado e afirmou que a carga tributária é o
maior inibidor de investimentos no Brasil
Paula Puliti
SÃO PAULO - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, disse nesta quinta-feira,
durante o Fórum Brasil com Z, promovido pelo Grupo Estado, na
capital paulista, que as reformas fiscal e tributária podem ser
um grande alento para o investimento no País. Furlan defendeu
a adoção de um sistema mais simples de ser aplicado e fiscalizado
e ressaltou que uma pesquisa recém-concluída mostrou que
a carga tributária é, de longe, o maior inibidor de investimentos
no Brasil.
Falando sobre o tema internacionalização de empresas brasileiras,
o ministro admitiu que, por conta da complexidade, muitas vezes política,
as reformas tendem a ser mais lentas. Mesmo assim, enumerou algumas medidas
que o governo tem adotado para desonerar investimentos.
Ele citou a redução de impostos nas áreas de bens
de capital e construção civil, além do Reporto,
programa de modernização dos portos nacionais. Furlan mencionou
ainda que, durante seu período no ministério, foram criados
cinco centros de distribuição de produtos no exterior.
Esses centros incluem espaços para mostruário, salas de
reuniões e depósitos, voltados para empresas de pequeno
e médio portes.
Ao final de seu pronunciamento, no Auditório do Grupo Estado,
o ministro afirmou, sobre o atual governo, que "vamos deixar um
País muito mais estável e promissor". Furlan citou
diversas vezes o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
como grande incentivador, tanto da internacionalização
de empresas quanto do comércio exterior.
Afirmou ainda ter percebido que, hoje, o Brasil
não depende de
forças externas para se desenvolver e crescer. "Se a sociedade
brasileira se engajar em torno de algumas prioridades, como o crescimento,
teremos, em poucos anos, um País muito melhor", comentou.
Indústria
O ministro do Desenvolvimento foi evasivo em seu
comentário sobre
o resultado da produção industrial de agosto, divulgado
nesta quinta pelo IBGE. Furlan afirmou que este terceiro trimestre foi
bom, por conta da vitalidade das exportações e do mercado
interno.
Ele lembrou que, no mês passado, o setor automotivo bateu recorde
de vendas (152 mil veículos, segundo a Fenabrave). Ao comentar
a queda de 14,8% na produção de automóveis, divulgada
hoje pela Anfavea, e de recuo de 11,7% nas vendas, na margem, o ministro
limitou-se a dizer que esses números refletem apenas o número
menor de dias úteis.
"A produção continua crescendo. Ela está ligada
a dias úteis. Agosto, com 23 dias, foi o maior mês do ano
e, setembro, teve 21 dias úteis", afirmou Furlan, logo após
sua participação no "Fórum Brasil com Z",
promovido pelo Grupo Estado, na capital paulista.
O ministro disse que vê "o clima na produção
bem mais tranqüilo". Para Furlan, o segundo semestre será melhor
que o primeiro, mas ressaltou que os últimos três meses
do ano são marcados por uma intensa sazonalidade, ligada ao período
natalino.
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JORNAL
FOLHA DE SÃO PAULO, 06 de outubro de 2006 | Dinheiro
ELEIÇÕES 2006 / PRESIDÊNCIA
Lula diz que Alckmin quer "demitir e cortar salários"
Em evento no Rio, petista sustenta que "corte de gastos" atingirá servidores
públicos | Presidente diz que os lucros recordes dos bancos são
positivos, porque evitam a necessidade de programas de auxílio,
como o Proer
RAPHAEL GOMIDE
SERGIO TORRES
DA SUCURSAL DO RIO
O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição
pelo PT, acusou seu rival, Geraldo Alckmin (PSDB), de estar planejando,
se eleito, demitir funcionários públicos e cortar salários.
A declaração foi feita no discurso em que Lula saudou
a adesão do PT à candidatura do senador Sérgio Cabral
(PMDB) ao governo do Estado do Rio.
"Quando meu adversário estiver falando "vou fazer contenção
de gasto corrente", ele está afirmando é [que vai]
mandar servidor público embora, vai cortar salário. É isso
o que significa cortar despesa com gasto corrente."
Quando se referiu a supostas intenções do rival em relação
ao funcionalismo público, Lula falava dos investimentos de seu
governo na área de saúde do Estado do Rio. Disse que investiu
R$ 156 milhões em melhorias hospitalares nos municípios
fluminenses, em 2005.
Logo depois, ao avistar o presidente da Petrobras,
José Sérgio
Gabrielli, no fundo do palco, atrás de prefeitos, deputados e
dirigentes petistas no Rio, o presidente repreendeu os organizadores
do evento.
Lula disse que Gabrielli, cotado para ocupar um
ministério de
seu segundo governo, caso eleito, deveria estar sentado em uma cadeira,
não em pé, anônimo, longe das autoridades presentes
ao evento.
Em seguida à reclamação do presidente, Cabral e
a ex-governadora Benedita da Silva, coordenadora da campanha de Lula
no Rio, correram até o fundo do palco, trouxeram um Gabrielli
ruborizado pelos braços e o sentaram em uma cadeira providenciada
imediatamente ao lado do local onde o presidente discursava.
Lula foi ao Rio acompanhado de três ministros e do coordenador-geral
da campanha, Marco Aurélio Garcia.
Ladeado por rivais do PT há até cinco dias, Lula falou
a militantes do partido e do PMDB que a união para a disputa do
segundo turno decorre da necessidade de "compreender" o "momento
político do Brasil".
Ao discursar, Lula criticou a elaboração de planos financeiros
voltados para a disputa eleitoral, não para a melhoria do país
na história nacional. Citou o Plano Cruzado, de 1986, criado no
governo do então presidente José Sarney, hoje seu aliado
no PMDB.
Mais cedo, em Brasília, ele havia batido na tecla da temática
social, ao reivindicar a paternidade de praticamente todos os programas
hoje existentes no país. Em uma farpa contra governadores, desprezou
a contribuição dos Estados.
"Se andar pelo Brasil qualquer especialista, e tenho pedido para
a imprensa me ajudar nisso, vamos perceber o seguinte: 99% de todas as
políticas sociais nesse país são feitas pelo governo
federal."
Lula voltou a usar uma de suas "vacinas" contra críticas à política
econômica. Repetiu que os lucros recordes dos bancos são
positivos, pois evitaram que eles precisassem de um programa federal
de auxílio nos moldes do extinto Proer. Mas as empresas, segundo
o presidente, lucraram ainda mais.
À noite, o boletim de sua campanha distribuído por e-mail à imprensa
tinha como título "O candidato de Wall Street", em alusão
a Alckmin.
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JORNAL
FOLHA DE SÃO PAULO, 06 de outubro de 2006 | Dinheiro
ELEIÇÕES 2006 / PRESIDÊNCIA
Alckmin pede cassação
do registro de Lula
No TSE, tucano diz que entrevista de Mantega
na Fazenda para criticá-lo
caracteriza uso da máquina em favor de petista | PSDB pede multa
de até R$ 100 mil a ministro, que criticou Alckmin e usou site da
Fazenda para noticiar entrevista na terça passada
SILVANA DE FREITAS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O candidato
do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, entrou
no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com representação
contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Guido
Mantega (Fazenda). Para os tucanos, houve uso da máquina administrativa
em favor da candidatura de Lula em entrevista de Mantega.
A coligação PSDB-PFL afirma que Mantega usou a sede do
Ministério da Fazenda e servidores para convocar e conceder uma
entrevista em que teria feito "proselitismo político".
O tucano diz que o site do ministério reproduziu a íntegra
da entrevista e notícia sobre ela.
Na terça-feira passada, Mantega convocou uma entrevista que foi
dada na portaria da Fazenda e fez críticas ao tucano. "O
[programa econômico] do candidato Alckmin eu não conheço
porque vi apenas algumas idéias esparsas. Diz "vou fazer
mais reformas", mas que reformas? Não sei. Vejo propostas
desencontradas. Ora eu vejo: vai fazer um ajuste fiscal mais rígido.
Aí me pergunto: ele vai cortar o quê? Vai cortar os programas
sociais? É preciso que ele explicite melhor [suas propostas]",
afirmou Mantega.
À época, a assessoria do ministro negou que ele tenha
convocado a entrevista. Informou a assessoria que o ministro iria ao
Planalto e estaria à disposição para responder perguntas.
A campanha do tucano pede liminar para suspender
a divulgação
na internet da entrevista e de notícia. No mérito, pede
que Lula seja condenado à cassação do registro da
candidatura como beneficiário da conduta de Mantega. Sobre este,
quer multa de até R$ 100 mil. As punições estão
previstas no artigo 73 da Lei Eleitoral, que proíbe os agentes
públicos de uma série de condutas na campanha.
Para Alckmin, as circunstâncias em que a entrevista ocorreu implicaram
a violação dos incisos que vedam o uso de prédios
públicos e serviços custeados pelo poder público,
em razão do uso do site da Fazenda.
Segundo Alckmin, a máquina administrativa foi usada de pelo menos
duas formas: além do uso do site, diz que a chefe da assessoria
foi ao comitê de imprensa avisar que o ministro iria ao Planalto
e que estaria à disposição. "Não há dúvida
de que é irregular o uso da página oficial da Fazenda para
fazer a divulgação de entrevista de cunho eminentemente
eleitoral concedida pelo titular da pasta, após irregular convocação
por intermédio de servidores", afirma. A representação
diz que "a entrevista concedida não passou de um ato de campanha."
O PPS anunciou ontem que deve ir à Justiça contra a liberação
de R$ 1,5 bilhão do Orçamento, por julgar a medida eleitoreira.
A coligação de Alckmin também pediu ao TSE uma investigação
contra a CUT para apurar se a entidade faz propaganda da candidatura
Lula.
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CIDADE BIZ.COM,
06 de outubro de 2006
Preços no atacado e na construção civil puxaram queda
na variação do IGP-DI
Dois dos três itens que compõem o índice apresentaram
desaceleração no mês passado
O
IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna,
calculado pela FGV) variou 0,24% em setembro, 0,17 ponto percentual abaixo
da variação registrada em agosto, de –0,41%. O índice é calculado
com base nos preços coletados entre os dias 1º e 30 do mês
de referência.
Dois dos três componentes do IGP-DI mostraram decréscimos
em suas taxas de variação entre agosto e setembro: o Índice
de Preços por Atacado (IPA) recuou de 0,53% para 0,28%, e o Nacional
de Custo da Construção (INCC), de 0,24% para 0,11%. O Índice
de Preços ao Consumidor (IPC), marcou leve alta, de 0,16% para
0,19%.
IPC (0,19%) - Cinco das sete classes de despesa
componentes do índice
apresentaram alta. As maiores vieram dos grupos Habitação
(0,04% para 0,33%) e Vestuário (-1,11% para 0,70%). No primeiro
caso, a principal aceleração foi taxa de água e
esgoto residencial. No segundo grupo, as maior contribuições
vieram de roupas e calçados.
INCC (0,11%) - A Mão-de-Obra recuou de 0,14% ´para 0,04%,
com o fim do impacto dos reajustes salariais em Curitiba e Porto Alegre.
O grupo Serviços teve a taxa elevada de 0,16% para 0,25%. E Materiais
registrou desaceleração de 0,35% para 0,12%.
IPA (0,53%) - Houve desaceleração dos bens finais (-0,08%
para –0,35%), com destaque para os legumes e frutas. Os bens intermediários
desaceleraram de 0,58% para 0,20%, muito por causa dos do subgrupo combustíveis
e lubrificantes para a produção. As matérias-primas
brutas tiveram leve recuo de 0,02 ponto percentual, passando de 1,31%
para 1,29%, com destaque para bovinos, cana-de-açúcar e
suínos.
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UOL ECONOMIA,
06 de outubro de 2006
Pesquisa CNI mostra que otimismo do consumidor
atinge nível recorde
Da Redação
Em São Paulo
Divulgado hoje
pela Confederação Nacional da Indústria
(CNI), o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) mostra
que o brasileiro está satisfeito com sua vida e faz previsões
otimistas sobre o emprego e a renda.
O indicador atingiu em setembro os 110,6 pontos,
mais alto nível
da série histórica de pesquisas, que teve início
em outubro 1997. O recorde anterior, de 106,3 pontos, havia sido registrado
em junho de 2003.
Segundo informa a CNI em nota, o otimismo do brasileiro é resultado
do aumento da renda, proporcionado pela queda da inflação
e pelo reajuste do salário mínimo e dos benefícios
da Previdência, como avalia o gerente-executivo da Unidade de Política
Econômica da confederação, Flávio Castelo
Branco.
De acordo com Castelo Branco, a expectativa dos
brasileiros é confirmada
pelo aumento do consumo, que deve fechar o ano com uma expansão
de 4%. "É esse consumo que está mantendo o crescimento
da economia", afirma o executivo, segundo informa o CNI. Ele lembra
que a projeção da entidade para o crescimento da economia
neste ano é de 2,9%.
A pesquisa da CNI, que ouviu 2.002 pessoas em todo
o país entre
9 e 11 de setembro, aponta que 24% dos entrevistados planejam ampliar
suas compras nos próximos três meses, percentual 0,5% superior
ao registrado no segundo trimestre e 7,6% maior do que o de igual período
de 2005. O estudo mostra, assim, que a disposição para
ir às compras aumentou.
Já o temor de perder o emprego diminuiu. O Inec demonstra que
o indicador de temor em relação ao desemprego foi de 104,7
pontos em setembro, menor nível desde o início da pesquisa.
Os consumidores também apostam na redução dos preços,
de acordo com o Inec. O indicador que verifica a expectativa de queda
da inflação subiu para 111,5 pontos, nível 17% superior
ao registrado em setembro de 2005. Quanto maior o indicador, maior o
otimismo em relação à inflação.
Ainda segundo o estudo da CNI a percepção positiva dos
consumidores em relação à renda, ao emprego e à inflação
aumentou sua satisfação com a vida, efeito demonstrado
no indicador específico, que atingiu 102,2 pontos, 3% maior que
o de setembro de 2005.
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ESTADÃO.COM
/ SÃO PAULO, 06 de outubro de 2006 | Economia
Clientes devem procurar alternativas
de atendimento bancário
Caixas eletrônicos, internet, casas lotéricas, correios e
lojas de departamento são opções para pagamentos
e saques
Solange Spigliatti, Mônica Aquino, Kelly Lima e Flávio
Leonel
SÃO PAULO - Os correntistas não estão sendo afetados
bruscamente pela greve dos bancários nesta quinta-feira, segundo
a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Os caixas
eletrônicos e serviços por telefone estão funcionando
normalmente e devem ser utilizados pelos clientes como alternativa para
a greve.
A Febraban não tem estimativa do número de prejudicados
pela greve e instrui os clientes a usarem canais de atendimento alternativo,
como caixas eletrônicos, internet, telefone, correios, lotéricas
e lojas de departamentos.
A Universidade de Campinas (Unicamp) decidiu prorrogar
as inscrições
para o Vestibular 2007 até o dia 11 de outubro, em conseqüência
da greve. Os candidatos devem pagar a taxa de inscrição
por meio de boleto bancário, e poderiam ser prejudicados pela
paralisação. Além dos bancos, o valor de 100 reais
pode ser pago com o boleto em casas lotéricas, nos Correios, caixas
eletrônicos e pela internet.
O prazo se encerraria nesta sexta-feira, dia 6 de
outubro, mas foi estendido para que os candidatos tenham mais tempo
para pagar a taxa. As inscrições
para os processos seletivos da Universidade Estadual Paulista (Unesp)
e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) também
se encerram nesta sexta, mas as instituições não
divulgaram nenhum adiamento do prazo.
A Fundação informa que a greve não atinge todas
as agências e que os bancários que quiserem trabalhar terão
o direito assegurado. Entretanto, alerta que os clientes que tiverem
contas vencidas terão de pagar os juros estabelecidos pelas empresas
e pelos bancos correspondentes ao pagamento. Já as contas com
vencimento programado para os próximos dias, devem ser quitadas
nas agências bancárias ou em locais alternativos.
Clientes que necessitam sacar o FGTS e o seguro
desemprego, entretanto, devem procurar uma agência da Caixa Econômica Federal, única
autorizada a disponibilizar este tipo de serviço, segundo a Febraban.
A Fundação considerou que a decisão sobre a greve
prejudica, principalmente aposentados e pensionistas, já que o
pagamento dos benefícios deve cair nas contas nesta quinta-feira.
Porém, afirma que grande parte dos beneficiários já utiliza
os caixas eletrônicos para sacar o valor recebido.
De acordo com relatório da Febraban, em 2005 apenas 10,6% dos
correntistas, das cerca de 95 milhões de contas correntes existentes
no país, utilizaram os serviços em caixas de agências.
Um número considerado pequeno pela Federação Brasileira
de Bancos (Febraban). Em 2005, foram feitas 35 bilhões de transações
bancárias, sendo que apenas 10% delas foram registradas nos caixas
das agências, segundo a Febraban.
Greve
O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região
informou nesta quinta que o mais recente balanço sobre a greve
da categoria por tempo indeterminado, iniciada nesta quinta-feira em
todo o País, apontou que cerca de 36 mil trabalhadores estão
parados em 428 locais de trabalho na região de abrangência
do sindicato, entre agências e centros administrativos. Até as
13 horas, os bancários estavam parados em 77 locais na região
central da capital paulista, 37 na região da Avenida Paulista,
103 na zona leste, 68 na zona oeste, 38 na zona sul, 44 na zona norte
e 60 na região de Osasco.
De acordo com o sindicato, os caixas eletrônicos das agências
estão funcionando normalmente e os aposentados estão recebendo
atendimento. Em São Paulo, Osasco e nos 15 municípios da
região de Osasco, há cerca de três mil locais de
trabalho e 106 mil bancários.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro
(Contraf), que é ligada à Central Única dos Trabalhadores
(CUT) e representa cerca de 450 mil trabalhadores, deve divulgar ainda
nesta quinta um balanço nacional da paralisação
da categoria. Desde a semana passada, movimentos parciais de greve vêm
sendo organizados pelos sindicatos do Rio de Janeiro (capital), Belo
Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Pernambuco, Salvador e região,
Sergipe, Florianópolis, Maranhão, Rio Grande do Norte,
Paraíba, Alagoas, Piauí, Campina Grande (PB) e Bauru (SP).
A categoria, que tem data-base em 1º de setembro, decidiu na quarta-feira à noite
iniciar a greve por tempo indeterminado, após sete rodadas de
negociação com os banqueiros, que fizeram propostas de
reajuste salarial abaixo do desejado pelos trabalhadores. Enquanto os
bancários reivindicam aumento real de 7,05%, a Federação
Nacional dos Bancos (Fenaban), braço sindical da Federação
Brasileira de Bancos (Febraban), ofereceu, até a mais recente
rodada de negociação, reajuste de 2,85%.
Segundo a assessoria de imprensa da federação, não
foi feito nenhum balanço da greve por parte da entidade, tampouco
foi adotado um posicionamento sobre o assunto. A Fenaban destaca, entretanto,
que não recebeu comunicado oficial dos trabalhadores, em relação à proposta
de 2,85%, apresentada na terça-feira.
Rio
A greve ganhou maior força no Rio nesta quinta. O sindicato da
categoria estima que 80% dos 30 mil bancários do Estado estão
parados. Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários do Rio
e membro do Comando Nacional, Vinícius Assumpção,
o fato de a greve ter se tornado um movimento nacional deu força à paralisação
e pressionou um maior número de trabalhadores a aderir ao protesto.
Um esquema preparado pelo comando de greve está garantindo o atendimento
especial voltado aos aposentados e pensionistas.
Assumpção é enfático ao repudiar qualquer
tentativa de se atrelar a greve às eleições. "Estamos
fazendo contínuas greves nos últimos anos para recompor
as perdas que a categoria teve nos anos anteriores", disse, revelando
que apóia Lula e acredita que este movimento pode até beneficiá-lo, "se
houver um bom acordo".
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PARAÍBA.COM,
06 de outubro de 2006
Justiça do Trabalho pede que PF
garanta abertura do Bradesco
Um
ofício da Justiça do Trabalho manda que a Polícia
Federal atue para garantir a abertura de todas as agências do Bradesco
em João Pessoa, Bayeux e Sapé. O ofício, já enviado à PF,
foi assinado pela juíza Margarida Alves de Araújo Silva,
titular da 1ª Vara do Trabalho de João Pessoa e busca o cumprimento
da decisão do juiz do Trabalho Arnóbio Teixeira de Lima,
que acatou pedido de liminar feito pelos advogados do banco em uma ação
de interdito proibitório, contra o Sindicato dos Empregados de
Estabelecimentos Bancários da Paraíba. A decisão
abrange oito agências do banco nas três cidades.
O banco pediu à Justiça a retirada de pessoas que possam
vir a se postar nas portas e impedir o acesso dos clientes e de funcionários
que queiram trabalhar. Pede a retirada de veículos, cavaletes,
correntes, cadeados e de objetos que possam impedir a entrada.
Requer, a retirada, ainda,
de faixas que possam vir a ser fixadas e de aparelhos de som ou instrumentos “que possam provocar ruídos,
perturbando a ordem e a paz no local e nas imediações”.
Na ação, os advogados representantes do banco pedem a
aplicação de multa diária ao sindicato dos bancários
no valor de R$ 10.000,00, para cada agência, no caso de descumprimento
da ordem judicial.
Em seu despacho, o juiz
Arnóbio Teixeira de Lima diz que “é fato
de todos conhecido que, os piquetes formados nas portas de agências
bancárias, via de regra, impedem o livre acesso, daqueles funcionários
que não aderiram ao movimento, bem como da clientela do Banco.
Para que se conceda a liminar pleiteada faz-se mister demonstrar a posse,
a ameaça de turbação e o justo receio. Todos esses
requisitos estão provados nos autos”.
Adianta que a atuação o sindicato dos bancários
na defesa das reivindicações trabalhistas de seus filiados é legítima,
reconhecida constitucionalmente, não devendo ser obstada. “Todavia,
esse direito constitucional, não deve ser exercido com violações
aos direitos dos consumidores, que procuram a agência bancária
para suas operações financeiras, bem como dos demais trabalhadores,
que não encaparam o movimento revista. E é fato notório
que a movimentação dos sindicalistas nas agências
bancárias, durante movimentos reivindicatórios, ameaça
o exercício de direito de terceiros não envolvidos na lide
trabalhista, como também, a posse sobre os bens dos quais o autor é titular”,
disse o magistrado em sua decisão.
Diz, ainda que as fotografias
juntadas aos autos juntadas no processo são “prova suficiente da probabilidade de ocorrerem atos
turbatórios da posse, as quais poderiam até constituir
condutas tipificadas no Código Penal Brasileiro, o judiciário
deve garantir as atividades ameaçadas pela conduta dos filiados
do sindicato-réu”.
O magistrado, portanto,
deferiu a liminar no sentido de determinar ao sindicato dos bancários, que se abstenha de ameaçar o exercício
da posse do banco sobre as agências bancárias, sob pena
de aplicação de multa diária de R$ 5.000,00 por
descumprimento por cada agência.
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CONSULTOR
JURÍDICO,
06 de outubro de 2006
Acréscimo de patrimônio
Verba de rescisão de contrato de trabalho é tributada
Incide
Imposto de Renda sobre verba decorrente de rescisão de
contrato trabalho sem justa causa. O entendimento é da 2ª Turma
do Superior Tribunal de Justiça. O entendimento já está pacificado
pela 1ª Turma, que entendeu que, por importar em acréscimo
patrimonial, conforme previsto no artigo 43 do Código Tributário
Nacional, incide o Imposto de Renda.
A decisão da Turma reverteu entendimento de segunda instância.
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região concluiu que, sobre
a indenização adicional paga pelo empregador, qualquer
que fosse a sua denominação, não se sujeitaria ao
Imposto de Renda. Isso nos casos em que o pagamento seja feito por conta
da rescisão do contrato de trabalho e o objetivo essencial seja
compensar financeiramente a situação, ainda que fora do
contexto de adesão ao plano de demissão voluntária.
No recurso ao STJ, a Fazenda Nacional argumentou
que não se trata
de “demissão incentivada ou de adesão a programa
de incentivo à demissão voluntária”, o que
afasta a incidência da Súmula 215. O enunciado da súmula
prevê que a indenização recebida pela adesão
a programa de incentivo à demissão voluntária não
está sujeita à incidência do imposto de renda.
EREsp 775.701
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CONSULTOR
JURÍDICO,
06 de outubro de 2006
Empregado ébrio
Demissão por justa causa deve ser feita no ato da infração
A
demissão por justa causa por embriaguez só pode ser
feita no momento em que se constatou a falta, não depois. O entendimento é da
6ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.
Os juízes anularam a demissão por justa causa de um empregado
do Laboratório de Análises Médicas Dr. José Rodrigues.
Por unanimidade, a 6ª Turma acompanhou o voto do relator e determinou
o pagamento dos 40% da multa do FGTS e demais verbas rescisórias
das demissões comuns.
Para justificar a justa causa, a empresa declarou
que o técnico
de laboratório fazia uso constante de bebida alcoólica
e tinha por hábito comparecer ao trabalho em estado de embriaguez.
Segundo a empresa, o fato o impedia de fazer o seu trabalho, que englobava
coleta de material biológico para exames, inclusive, de sangue.
Uma testemunha da empresa disse tê-lo visto passar mal, mas não
disse que ele estava alcoolizado. O ex-funcionário alegou que,
ao ser dispensado, passava por tratamento de saúde e que não
passou pelo exame médico demissional.
Em seu voto, o juiz Valdir Florindo destacou que “ainda que se
admita que o autor ingeria bebida alcoólica, cumpre salientar
que não há sinonímia entre a embriaguez e o ato
de beber, haja vista que este não resulta necessariamente naquele”.
Além disso, o juiz lembrou que a empresa não usou a demissão
por justa causa no momento oportuno. “A justa causa deve ser aplicada
na primeira oportunidade em que o empregador tomar conhecimento da prática
de falta grave, com mais razão no caso, onde o recorrente era
técnico de laboratório”, observou.
Segundo o juiz, se comprovada a embriaguez, a empresa
deveria afastar o técnico para tratamento clínico e não tê-lo
dispensado, “pois nos moldes previstos no inciso II do artigo 4º do
atual Código Civil, os ébrios habituais são considerados
relativamente incapazes”.
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Notícias
do Tribunal Superior do Trabalho
06/10/2006
Pleno aprova nova Súmula do TST
O Pleno do Tribunal Superior do Trabalho decidiu
pela conversão
da Orientação Jurisprudencial nº 169 da Seção
Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) na Súmula
nº 423 do TST. A mudança é decorrência da
decisão majoritária, tomada pelo Pleno, durante exame
de Incidente de Uniformização de Jurisprudência
(IUJ) sobre a fixação da jornada de trabalho superior
a seis horas diárias em regime de turno ininterrupto de revezamento,
por meio de negociação coletiva, e a inexigibilidade
do pagamento das horas extras. Na oportunidade, o IUJ foi julgado procedente
conforme o voto de seu relator, o ministro João Batista Brito
Pereira.
De acordo com a deliberação do Pleno do TST, a nova
Súmula terá a seguinte redação: “Estabelecida
jornada superior a seis horas e limitada a oito horas por meio de regular
negociação coletiva, os empregados submetidos a turnos
ininterruptos de revezamento não têm direito ao pagamento
da sétima e oitava horas como extras”.
A redação da agora extinta Orientação
Jurisprudencial nº 169, instituída em março de 1999
tratava do tema de forma mais genérica, pois estabelecia que “quando
há na empresa o sistema de turno ininterrupto de revezamento, é válida
a fixação de jornada superior a seis horas mediante a
negociação coletiva”. O exame de diversos casos
concretos e a evolução dos ministros na análise
do tema levaram à conversão da OJ em Súmula.
No âmbito do Tribunal, as Orientações Jurisprudenciais
correspondem a uma primeira formalização de certo entendimento
firmado pelos órgãos julgadores do TST. Já a Súmula
representa a consolidação do posicionamento de todo o
Tribunal, ou seja, uma jurisprudência mais ampla e cristalizada
sobre um determinado assunto.

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