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Agência
Diap, 28 de novembro de 2007
MOVIMENTO SINDICAL
Comissões votam hoje no Senado
projeto das centrais sindicais
Hoje, 28, às 11 horas, a Comissão de Assuntos Sociais
(CAS) do Senado vota o parecer favorável do senador Paulo Paim
(PT/RS) ao PLC 88/07, do Executivo, que regulamenta o funcionamento das
centrais sindicais. O parecer deste colegiado sobre o projeto é o
mais importante, pois se trata da principal comissão de mérito
a se pronunciar sobre a proposição. Às 15 horas,
a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) votará o
parecer do senador Francisco Dornelles (PP/RJ) ao projeto de lei.
“
O projeto de lei é meritório e nos parece bem formulado,
pois fortalece a organização sindical, dá uma
maior transparência na participação das entidades
sindicais de trabalhadores nos órgãos colegiados e pode
gerar bons resultados, não só para a classe trabalhadora,
mas também para a Justiça do Trabalho, eis que as medidas
aqui preconizadas servem como canal de diálogo entre patrões,
empregados e Governo”, defende Paim.
No parecer, Paulo Paim rejeitou cinco das 21 emendas apresentadas ao
projeto. Dessas, três foram aprovadas na íntegra; e as
outras doze foram aprovadas parcialmente.
As aprovadas
As emendas aprovadas pelo relator são as que procuram restabelecer
os eixos do projeto apresentado pelo Governo em acordo com as centrais
sindicais. A emenda 2 trata da paridade de representação
entre trabalhadores e patrões nas consultas formulados pelo
Governo.
As emendas 3 e 4 rejeitam a redação aprovada na Câmara
(emenda Augusto Carvalho) para que a contribuição sindical
só seja depositada na conta do sindicato caso o trabalhador
aprove previamente o desconto no contracheque. Assim, no parecer, Paulo
Paim resgata o desconto automático da contribuição
sindical e seu repasse conforme estabelecido no projeto original.
Contribuição sindical pela negocial
“Há um consenso social acerca da extinção dessa
contribuição [sindical], que foi muito importante para
a consolidação do movimento sindical brasileiro, mas
que, atualmente, mostra sinais de exaustão e anacronismo”,
argumenta.
E segue: “Decerto todos concordam que o imposto sindical, nos
moldes como é hoje, deve desaparecer. Todavia, não se
pode pretender realizar tal mudança sem que haja outras bases
legais sólidas a reger o financiamento da atividade sindical
no Brasil”. Nestes termos, o relator propõe que a contribuição
sindical só seja extinta depois de aprovada a contribuição
negocial, de modo a não desmantelar o movimento sindical pela
asfixia econômica.
Relatório Dornelles
Hoje à tarde, às 15 horas, a Comissão de Assuntos
Econômicos (CAE) vota o relatório do senador Francisco
Dornelles ao PLC 88. No parecer, o relator aprova as emendas que restabelecem
a contribuição sindical tal como é hoje, portanto,
rejeita a emenda Augusto Carvalho.
Dornelles, no seu voto, ratifica a emenda, aprovada na Câmara,
de autoria do deputado Antônio Carlos Pannunzio (PSDB/SP), que
determina que os recursos provenientes da contribuição
sindical sejam fiscalizados pelo Tribunal de Contas da União
(TCU).
Está previsto ainda, conforme anunciado nesta terça-feira
(27) pelo presidente da CAE, Aloizio Mercadante (PT/SP), que a CCJ
também vote o projeto no colegiado, cuja relatora é a
senadora Lúcia Vânia (PSDB/GO), embora a matéria
não esteja na pauta, conforme checagem da assessoria parlamentar
do DIAP.
Nesse caso, o projeto pode ser incluído na agenda “extra-pauta” da
Comissão ou pode ainda ter o parecer proferido em plenário,
já que tramita em regime de urgência constitucional, cujo
prazo para votação na Casa vence no dia 10 de dezembro.
Depois do dia 10, a matéria passa a bloquear a pauta do plenário
do Senado. (Marcos Verlaine)
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AGÊNCIA SENADO, 28 de novembro
de 2007 | Plenário
Projeto sobre contribuição
sindical vai a Plenário
Foi encaminhado nesta terça-feira
(27) para deliberação
do Plenário o projeto de Lei da Câmara nº 88/07 que
regulamenta a atuação das centrais sindicais e trata da
contribuição
sindical . Inicialmente estava prevista uma reunião da Comissão
de Assuntos Econômicos (CAE) para votar a matéria na tarde
da quarta-feira (28). Ela foi adiada em virtude de o prazo para a apreciação
do PLC nas comissões ter expirado desde o dia 19 de novembro,
já que
a tramitação é em regime de urgência.
O PLC 88/07 estava tramitando em conjunto
na CAE, na CCJ (Comissão
de Constituição, Justiça e Cidadania) e na CAS (Comissão
de Assuntos Sociais). A matéria deu entrada no Senado no dia 24
de outubro. O Regimento Interno da Casa estipula um prazo de 25 dias
para matérias tramitando em regime de urgência serem apreciadas
nas comissões. Se o projeto não for votado pelo Plenário
até o dia 9 de dezembro, deverá ser incluído na
Ordem do Dia sobrestando a deliberação sobre as demais
matérias.
A matéria, da forma como foi aprovada na Câmara dos Deputados,
enfrenta a oposição das centrais sindicais de trabalhadores,
que não querem que a cobrança seja facultativa. Na manhã desta
terça-feira (27), o relator do projeto no âmbito da CAE,
senador Francisco Dornelles (PP-RJ), apresentou oficialmente seu relatório
sobre o projeto. Ele defende a retirada da emenda do deputado federal
Augusto Carvalho (PPS-DF) que suprime a obrigatoriedade do desconto em
folha da contribuição - e que gerou a reação
contrária das centrais sindicais.
Dornelles argumentou que esse texto, ao
contrário do que se divulga,
não acaba com a obrigatoriedade da cobrança, mas faz com
que as empresas deixem de recolher o tributo. De acordo com o senador,
isso levaria muitos trabalhadores, "sem que eles saibam", a
uma situação de inadimplência.
Contribuição negocial
Dornelles disse ainda que o governo federal
e as centrais sindicais fizeram um acordo para que seja apresentado,
no prazo de 90 dias, um
projeto de lei criando uma contribuição negocial, a qual
substituiria a contribuição sindical. Na semana passada,
o senador havia declarado que "não se pode acabar com esse
tributo sem antes criar uma contribuição negocial, para
que não haja um vazio e os sindicatos venham a enfrentar problemas".
- E, quando a atual contribuição for extinta, ela o será tanto
para os empregados como para os patrões - afirmou ele, referindo-se
ao fato de que a proposta aprovada na Câmara dos Deputados tratar
somente da contribuição paga pelos trabalhadores.
Da Redação / Agência
Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da
Agência Senado)
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Folha de São Paulo,
28 de novembro de 2007
CONGRESSO
Centrais pressionam
Senado a favor do imposto sindical
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Pressionado pelas centrais sindicais, o Senado pode votar hoje ou
amanhã, no plenário, o projeto que regulariza a situação
das entidades, derrubando a emenda aprovada pela Câmara que
aboliu o desconto obrigatório da contribuição
sindical.
Os três relatores do projeto nas comissões do Senado
-Francisco Dornelles (PP-RJ), Lúcia Vânia (PSDB-GO)
e Paulo Paim (PT-RS)- fecharam acordo para levar a votação
direto ao plenário.
Ontem, a votação foi adiada depois que Dornelles, que
relata o projeto na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos),
apresentou seu parecer, mas houve um pedido de "vista" coletivo.
O adiamento foi articulado pelas centrais sindicais e pelo próprio
Dornelles, que querem dar preferência à aprovação
do relatório de Paim, relator na CAS (Comissão de Assuntos
Econômicos), por ser a versão que mais agrada aos sindicatos,
mantém o imposto sindical e evitar a fiscalização
dos recursos pelo TCU (Tribunal de Contas da União).
O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, que também é presidente
da Força Sindical, disse que as centrais estudam formas de
o dinheiro do imposto ser fiscalizado pelos próprios trabalhadores.
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FETRACONSPAR, 28 de novembro de 2007
3ª Conferência Nacional das Cidades
Representantes dos trabalhadores defendem
temas e apresentam sugestões
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Da Esq.: Willian
Dolenga (CNTI/PR), Domingos Oliveira Davide (STICC
Curitiba), Denilson Pestana da Costa (FETRACONSPAR/ Sintracom
Londrina) e Sirlei César de Oliveira (STICM Guarapuava).
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Em reunião
realizada terça-feira (27/11), foram definidas e aprovadas
quais seriam as propostas a serem apresentadas em plenária
na data de quarta-feira (28/11).
O grupo dos representantes dos trabalhadores
por suas entidades sindicais (FETRACONSPAR/ CNTI), ficou com
o tema: As Intervenções
Urbanas e o Controle Social.
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Na ocasião o companheiro Denilson Pestana (Secretário
de Finanças da FETRACONSPAR e Presidente do SINTRACOM Londrina),
dentre outros itens, defendeu que deve-se: "Condicionar a liberação
de recursos financeiros pelo governo federal (como o Fundo Nacional
de Habitação de Interesse Social, FGTS, PPI e PAC)
aos municípios, estados e distrito federal, que tenham instituído
Conselhos das Cidades com caráter deliberativo, em funcionamento
e com a participação dos movimentos populares, efetivando
assim o controle social”.
Houve destaque para que o item fosse
alterado, e após votação,
foi aprovado sem emendas ou alterações.
Ao final da tarde de terça-feira (27/11) foram iniciadas
as discussões nos segmentos para definir a eleição
dos coordenadores dos Conselhos das Cidades.
Embora o grupo de trabalhadores tivesse
no início aproximadamente
3% dos votos, foi iniciado uma articulação com as
entidades co-irmãs de outros estados para tentar derrubar
a proposta apresentada, cuja chapa segue:
Titulares: |
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Suplentes: |
1. CUT/ 01 vaga
2. FNA/
01 vaga
3. Fisenge/ 01 vaga
4. FNU/ 01 vaga
5. CONTRAF/ 01 vaga
6.
FNE/ 01 vaga
7. FENAMETRO/ 01 vaga
8. CNTT/ 01 vaga |
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1. CUT/ 02 vagas
2. FNA/
01 vaga
3. FNU/ 01 vaga
4. FORÇA
SINDICAL/ 01 vaga
5. CONTICOM/
01 vaga
6. CNTT/ 02 vagas |
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Na tentativa
de inserir a NCST – Nova Central Sindical de
Trabalhadores, nosso grupo foi à procura de mais votos, para
assim apresentar uma chapa de oposição (afinal estávamos
enfraquecidos), ainda assim conseguimos um total de aproximadamente
20% dos votos válidos.
Ficando então mantida a chapa da situação
para os próximos três anos de mandato.
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AGÊNCIA DIAP, 28 de novembro
de 2007
MOVIMENTO
SINDICAL
Acordo entre relatores transfere votação
do PLC 88 para esta quinta no plenário
Acordo entre os relatores — senadores
Paulo Paim (PT/RS), Francisco Dornelles (PP/RJ) e Lúcia Vânia
(PSDB/GP) — nas Comissões
de Assuntos Sociais, de Assuntos Econômicos e de Constituição
e Justiça transfere a votação do PLC 88/07, do Executivo,
que regulamenta o funcionamento das centrais sindicais, para esta quinta-feira,
29, às 14 horas no plenário.
Com este entendimento,
tudo indica que a novela da regulamentação
das centrais sindicais tenha um desfecho positivo no Senado Federal.
Os pareceres dos relatores Paulo Paim e Francisco Dornelles já foram
divulgados. Em síntese, o voto dos relatores resgata o projeto
acordado entre Governo e centrais sindicais, com alterações,
que na compreensão deles melhora o conteúdo da matéria.
Ambos
os pareceres rejeitam a emenda aprovada na Câmara, de autoria
do deputado Augusto Carvalho (PPS/DF), que cria dificuldades para o recolhimento
da contribuição sindical, isto é, resgatam o texto
original do projeto. No entanto, os relatores aprovaram a emenda que
determina que os recursos arrecadados por meio da contribuição
sindical sejam fiscalizados pelo Tribunal de Contas da União
(TCU).
O
parecer da senadora Lúcia Vânia vai na mesma direção
que os outros dois relatores adotaram. Sendo o projeto aprovado amanhã no
plenário do Senado, a matéria retorna à Câmara,
que dará a posição final. Por fim, o texto vai à sanção
presidencial. (Marcos Verlaine)
Conheça os pareceres dos relatores na CAS e na CAE, que também
estão disponíveis ali na sessão Íntegras.
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FETRACONSPAR,
28 de novembro de 2007
Jornal do SOM São
José dos Pinhais
Está circulando o jornal “SOMSJOP”,
informativo do Sindicato dos Oficiais Marceneiros e Trabalhadores nas
Indústrias de Serrarias e Móveis de Madeiras, Móveis
de Junco e Vime, de Vassouras, de Cortinados e Estofos e de Escovas e
Pincéis e de Trabalhadores na Indústria de Carpintaria,
Tanoaria, Madeiras Compensadas e Laminadas, Aglomeradas e Chapas de Fibras
de Madeiras de São José dos Pinhais, presidido pelo companheiro ANTONIO
SARTOR.
O Informativo deste mês
traz diversas informações de interesse da categoria,
e também uma mensagem especia para o ano novo.
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Antonio Sartor
Presidente do SOM São José dos Pinhais
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A FETRACONSPAR e o DEPACOM
parabenizam o companheiro Antonio Sartor e sua diretoria pelo
importante trabalho desenvolvido junto aos trabalhadores da Madeira
e Mobiliário de São José dos Pinhais.
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O
ESTADO DO PARANÁ, 28 de novembro de 2007 | Política
PR: Oposição
barra votações na CCJ da Assembléia
Elizabete Castro
Foto: Fábio Alexandre

Valdir Rossoni: vistas.
A oposição barrou ontem na Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ) a votação do projeto que reajusta
a tabela do IPVA (Imposto Sobre Propriedade de Veículos Automotores)
e conseguiu adiar a análise da proposta que implanta a cobrança
progressiva do ITCMD (Imposto Sobre Transmissão Causa Mortis
e Doação de Bens ou Direitos), o imposto sobre herança.
O IPVA recebeu parecer favorável do relator, Caíto Quintana
(PMDB), mas o líder da bancada de oposição, Valdir
Rossoni (PSDB), pediu vistas à matéria, suspendendo a
votação.
Já o relator do projeto reformulando a cobrança do ITCMD,
Reni Pereira (PSB), recusou-se a dar parecer à proposta enquanto
o governo não informar como irá compensar a perda de
receita que a mudança irá acarretar, como revelaram ontem
os técnicos da Secretaria da Fazenda. Durante audiência
pública na Assembléia Legislativa, com o secretário
da Fazenda, Heron Arzua, os técnicos mostraram que o novo sistema
de cobrança irá implicar em renúncia fiscal e
não aumento de receita.
Os dados derrubaram um dos principais
argumentos da oposição,
que se declarou contrária à medida porque via na proposta
apenas uma forma de arrecadar mais. No entanto, a informação
da Fazenda serviu para o relator ganhar mais tempo para dar seu parecer,
exigindo novas informações.
De acordo com os técnicos da Fazenda, de janeiro a outubro
deste ano, o Estado arrecadou R$ 61,8 milhões. Se as novas regras
já estivessem em vigor, a receita cairia para R$ 26,6 milhões.
A Secretaria da Fazenda distribuiu um comparativo mostrando que as
mudanças isentariam do pagamento do imposto 25.300 contribuintes
dos 31.900 que recolheram o ITCMD no período de janeiro a outubro.
Agora, a oposição alega que a Lei de Responsabilidade
Fiscal exige que o Executivo aponte aonde irá buscar os recursos
para cobrir os recursos que deixará de arrecadar. “Se
o governo não informar, meu parecer será contrário”,
disse Pereira.
Mudanças
No projeto regulamentando a cobrança do IPVA de 2008, a liderança
do governo admite manter a alíquota de 2,5% para os carros com
potência de até mil cilindradas. Somente acima desse patamar, é que
o imposto seria reajustado para 3%. Os líderes governistas também
admitem inserir no projeto do ITCMD uma emenda mantendo a isenção
para proprietários de imóvel único que usam como
habitação. No projeto em discussão, a isenção
seria aplicada para bens avaliados em até R$ 50 mil, com um
bônus de mais R$ 25 mil por herdeiro.
Votos
O líder da bancada de oposição, Valdir Rossoni
(PSDB), contabilizou trinta votos para derrubar os projetos do “tarifaço”.
O placar da oposição ganhou mais uma assinatura, a de
Durval Amaral (DEM), completando vinte e três nomes. Os outros
sete apoios viriam de três deputados do PSDB alinhados ao governo,
e PPS, PTB, PDT e PMN, com um cada, que não concordaram em assinar
o placar.
O líder do governo, Luiz Claudio Romanelli (PMDB), duvidou
das contas dos adversários. “Vocês sabem que assinatura
na Assembléia Legislativa não vale nada”, reagiu.
Ele garantiu ontem que os dezesseis deputados do PMDB votarão
a favor das medidas propostas pelo governo, assim como os seis petistas.
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O ESTADO DO PARANÁ, 28
de novembro de 2007 | Política
Paraná é terceiro
na lista de devedores do INSS
Redação O Estado do Paraná
Foto:
Arquivo

Prédio da instituição.
O Estado do Paraná é o terceiro estado que mais deve
ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). De acordo com a Lista
de Devedores da Dívida Ativa do INSS, divulgada pelo site do
Ministério da Previdência Social, até setembro
deste ano, data da última atualização dos valores,
a dívida de 12 setores do Poder Executivo e um do Judiciário
acumulava R$ 208 milhões, como revelou, ontem, o blog de Marcus
Vinícios: http://www.bemparana.com.br/marcus/.
Dessa dívida, 97%, ou R$ 202,6 milhões, cabem à Chefia
do Poder Executivo do Estado. Secretarias como as de Segurança,
Educação e Cultura também estão entre as
devedoras.
O Estado consultou a situação dos outros 25 estados
da federação e mais o Distrito Federal e só encontrou
dois estados com uma dívida maior que o Paraná junto à Previdência
Social: São Paulo, com dívida de R$ 215 milhões,
e Rio de Janeiro (R$ 379 milhões).
Nove estados (Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato
Grosso do Sul, Tocantins, Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí e
Maranhão) não aparecem na lista de devedores do INSS
disponibilizada no portal www.previdencia.gov.br.
No caso do Paraná, são 55 processos tramitando no ministério,
a maioria deles em fase de impugnação aos embargos, recursos
apresentados pelas partes envolvidas no processo que acabam protelando
sua conclusão e a conseqüente execução da
dívida. A execução destas dívidas pode
levar, até, à suspensão de repasses de recursos
federais ao Estado.
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FOLHA DE LONDRINA, 28 de
novembro de 2007 | Política
Senado inicia discussão
sobre PEC da CPMF
Aprovação de medidas provisórias que tracavam a pauta
e retirada de urgência de projetos pelo governo facilitaram o avanço
da tramitação da emenda
Brasília
- A oposição cumpriu a promessa e encerrou
ontem a obstrução às votações no
plenário do Senado. Isso deu início à tramitação
da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prorroga a Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF)
até 2011.
Foram aprovadas ontem as duas medidas
provisórias que ''trancavam''
a pauta do Senado e o governo retirou a urgência de projetos que,
ao ter preferência de votação, também impediam
o avanço da tramitação da emenda da CPMF.
No início da noite de ontem, o presidente interino do Senado,
Tião Viana (PT-AC), fez a leitura da PEC no plenário -
o que automaticamente abriu o prazo de cinco sessões deliberativas
(com votações) para que a matéria seja discutida
pelos parlamentares.
Antes de ser colocada em votação, no entanto, a PEC terá que
retornar para nova análise da Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ) caso receba emendas no plenário. DEM e
PSDB já prometeram apresentar amanhã 11 emendas ao texto.
Ao retornar à CCJ, o relator Romero Jucá (PMDB-RR) terá 15
dias para apresentar um parecer sobre a PEC. No total, o texto poderá ficar
por 30 dias em tramitação na CCJ.
Depois de três semanas com a pauta do plenário trancada
por duas medidas provisórias, a oposição desistiu
de obstruir as votações - para que a CPMF começasse
a tramitar no plenário - porque considera que o governo não
terá os 49 votos necessários para a aprovação
da PEC. Juntos, DEM e PSDB calculam reunir pelo menos 33 votos contrários à matéria
para inviabilizar sua aprovação.
Os governistas, por outro lado, garantem
que vão conseguir reunir
os 49 votos até o momento da votação em primeiro
turno - que deve ocorrer entre o dia 14 e 18 de dezembro.
''É difícil contabilizar votos, saber um número
preciso. Eu acho possível se chegar a 50 votos dentro dos 81 senadores'',
avaliou o líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO).
A votação em segundo turno, no entanto, está prevista
para ocorrer na semana entre o Natal e o Ano Novo - período de
esvaziamento da Casa Legislativa, o que anima a oposição.
Gabriela Guerreiro
Folhapress
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FOLHA
DE LONDRINA, 28 de novembro de 2007 | Política
Oposição
faz acordo para acelerar votação
Com um mapeamento que contabiliza entre 33 e 35 votos
para derrubar a CPMF, tucanos e democratas selaram acordo ontem para
desobstruir a pauta do Senado e acelerar a tramitação
da emenda que prorroga o ''imposto do cheque''.
A intenção da oposição é fazer o
governo correr contra o calendário para conseguir angariar no
mínimo 49 dos 81 votos para aprovar a CPMF até o final
do ano. A previsão do governo era votar a emenda em primeiro turno
no plenário entre os dias 18 e 19 de dezembro.
O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), afirmou que a mudança
de posição ocorreu porque, após a reunião
com o DEM, ele passou a ter certeza de que tem votos para derrubar a
CPMF no plenário. ''O governo vai jogar, tem um habilidoso novo
coordenador político, mas estamos com a faca e o queijo na mão.
Não precisa mais obstrução, agora é só cumprir
prazos'', disse.
A base do governo é formada por 53 senadores, mas há dissidências
certas. Para supri-las, o governo tenta trabalhar até quatro votos
do PSDB por meio da interferência de governadores do partido. ''Eles
(governo) não têm votos, estão blefando'', disse Álvaro
Dias (PSDB-PR). Há ainda o voto do senador Osmar Dias (PDT-PR),
que será trabalhado por seu irmão Álvaro Dias. ''Ele
pode votar contra, sim'', disse Álvaro.
Nas contas da oposição, entretanto, até oito governistas
podem votar pela rejeição da CPMF. A planilha oposicionista
lista três votos possíveis contra a CPMF no PMDB: Jarbas
Vasconcelos (PE), Mão Santa (PI) e Pedro Simon (RS).
Na prática, como o voto de Jarbas é considerado irreversível
pelo próprio governo, bastariam cinco desses oito votarem contra
para que a CPMF não passasse no plenário. Essa contabilidade
não inclui dois votos considerados incertos: José Nery
(PSOL-PA) e Valter Pereira (PMDB-MS).
Do outro lado, o governo também planeja uma ofensiva para buscar
os 49 votos. A estratégia foi traçada numa reunião
no Palácio do Planalto entre os ministros José Múcio
(Relações Institucionais), Guido Mantega (Fazenda), Paulo
Bernardo (Planejamento) e Fernando Haddad (Educação).
No encontro, foi acertado que cada ministro
ficará responsável
por trabalhar votos de oito a dez senadores. Questionado sobre a tática
da oposição de acelerar a votação para tentar
surpreender o governo, Múcio reagiu: ''Acho que deveríamos
ter apressado antes, a necessidade é premente. Na realidade, não é uma
provocação ao governo, é uma provocação
ao país, à sociedade, em função da necessidade
da CPMF, que não é o governo, é do país''.
Silvio Navarro e Letícia Sander
folhapress
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FOLHA
DE LONDRINA, 28 de novembro de 2007 | Política
Planalto ameaça
congelar reformas e reajustes
O governo recorreu ontem a um arsenal
mais pesado de ameaças caso a prorrogação da CPMF não seja
aprovada pelo Senado. De acordo com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo,
o Planalto decidiu operar para suspender no Congresso a votação
do Orçamento da União para 2008, adiar o anúncio da
nova política industrial e o envio da proposta de Reforma Tributária
para o Parlamento, além de não conceder mais nenhum reajuste
salarial para o funcionalismo público.
''Estou otimista que vamos conseguir
aprovar a prorrogação
da CPMF, mas temos que ter prudência porque, se ocorrer de não
aprovar, vamos ter que adotar medidas pra resolver o quadro que vai ficar
depois disso.'' Sem a CPMF, o orçamento ficará com um rombo
nas receitas previstas de R$ 40 bilhões. E o orçamento
não pode aprovar gastos sem previsão de receita.
A reforma tributária lidera a lista de reivindicações
do setor produtivo. ''A política industrial está pronta,
mas o presidente recomendou que não fosse anunciada. Como vou
fazer uma medida desonerando tributo se posso perder outra receita importante.
Não podemos ser irresponsáveis.''
O ministro disse que o governo vai pedir à Comissão Mista
de Orçamento que suspenda a votação da proposta
orçamentária até resolver a prorrogação
da CPMF. Bernardo admitiu que corre o risco da votação
ficar para o ano que vem, embora tenha esperança de aprová-lo
antes do recesso de final de ano.
''O Orçamento pode ficar pra última hora, mas o pior é ficar
com um rombo de R$ 40 bilhões e ter que correr atrás para
resolver esta questão.''
Renata Veríssimo
Agência Estado
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Agência
Diap, 28 de novembro de 2007
PROGRAMA DE ACELERAÇÃO DO
CRESCIMENTO
FGTS será usado para investimento
nas obras do PAC
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) publicou nesta
segunda-feira, 26/11, a Instrução 462, que regulamenta
o funcionamento do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia por Tempo
de Serviço (FI-FGTS), criado pela Lei 11.491/07, no âmbito
do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
O Fundo vai investir até 80% do patrimônio líquido
do FGTS em empreendimentos nos setores de energia, rodovias, hidrovias,
ferrovias, portos e saneamento. Os recursos, no entanto, somente poderão
financiar, no máximo, 30% de cada obra.
O patrimônio total do FGTS gira em torno de R$ 183 bilhões
e o seu patrimônio líquido, ou seja, aquilo que sobra se
todos os detentores de contas fizessem a retirada ao mesmo tempo, chega
a R$ 22 bilhões.
Economia
A Lei autoriza a aplicação de até 80% desse patrimônio
líquido, algo que se aproxima dos R$ 17 bilhões. Inicialmente
está autorizada a aplicação de R$ 5 bilhões,
que serão usados em investimentos que ajudem no crescimento da
economia.
A meta de rentabilidade média do FI-FGTS é de taxa referencial
(TR) mais 6% ao ano, cerca de 8% ao ano, com base nos índices
de 2006. Hoje, as contas vinculadas dos trabalhadores são remuneradas
pela TR mais 3% de juros ao ano, de acordo com a lei. Ano passado, o
reajuste médio anual foi de 5%.
Trabalhadores
Somente numa segunda etapa, em cerca de dois anos e após a consolidação
do FI-FGTS é que o fundo estará aberto aos trabalhadores,
que terão a possibilidade de investir até 10% do saldo
de sua conta vinculada. Quem mantiver o investimento por, no mínimo,
cinco anos, terá isenção do Imposto de Renda.
Atualmente R$ 78 bilhões do patrimônio do FGTS estão
investidos em habitação e saneamento e R$ 68,7 bilhões
investidos em títulos públicos. Do valor aplicado em títulos
públicos sairão os recursos para o FI-FGTS.
Instrução
Do texto da Instrução foi retirado o artigo que vedava
a cessão e transferência de cotas e os dispositivos que
vedavam a cobrança de taxa de performance e que exigiam que a
contratação de certos serviços pelo fundo fosse
debitada à taxa de administração.
Em ambos os casos, a tutela que se queria
adotar foi entendida como desnecessária dado o papel que terá o Conselho Curador
do FGTS - onde os trabalhadores têm assento - na determinação
da remuneração a ser paga ao administrador do fundo, assim
como na aprovação do Regulamento do FI-FGTS, o qual deverá dispor
sobre as despesas com que o fundo arcará. (Com informações
do MTE)
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Gazeta do Povo, 28 de novembro
de 2007
BRASIL | RELATÓRIO
Brasil entra no grupo de países
de alto desenvolvimento humano
ONU destaca programas de transferência de renda adotados pelo país
Curitiba – Pela primeira vez na história, o Brasil alcançou
um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) considerado “alto”.
De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano 2007/2008, divulgado
ontem pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
(Pnud), o país obteve em 2005 um IDH de 0,800, índice mínimo
para estar enquadrado nessa categoria. Em 2004, o índice brasileiro
era de 0,792, considerado “médio”.
O Pnud destaca os programas de transferência de renda adotados
pelo Brasil desde o início da década e consolidados em
2003 no Bolsa- Família. O relatório recomenda o fim da
sobretaxa ao etanol brasileiro na Europa e nos EUA.
Apesar de ter passado de “médio” para “alto
desenvolvimento humano”, em termos relativos o Brasil caiu no ranking
do IDH – passou da 69.ª para a 70.ª posição
entre os 177 países pesquisados. Além disso, parte da variação
do Brasil se deve a revisões metodológicas.
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Gazeta do Povo, 28 de novembro
de 2007
BRASIL | RELATÓRIO
Conquista do país é vista
com cautela
Brasil possui indicadores inferiores a alguns vizinhos em quase todos os
aspectos
por FERNANDO JASPER COM AGÊNCIAS
Curitiba – A conquista do Brasil, que em 2005 atingiu o posto
de país com “alto desenvolvimento humano”, é vista
com cautela por especialistas e pelo próprio Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), responsável pelo relatório
do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Embora destaque a “alta
consistência” da evolução dos índices
de desenvolvimento humano do país desde 1990, o Pnud lembra que
o país ainda possui indicadores inferiores a alguns vizinhos em
quase todos os aspectos.
“
Ao ingressar no grupo de países de alto desenvolvimento humano,
o Brasil marca o início, mesmo que simbólico, de uma
nova trajetória e de um novo conjunto de aspirações”,
diz o comunicado divulgado ontem pelo Pnud. Na seqüência,
o organismo alerta que “o olhar deve voltar-se ao desempenho
do conjunto de países latino-americanos que têm um desenvolvimento
humano superior ao brasileiro, incluindo Argentina, Chile, Uruguai,
Costa Rica, Cuba e México”.
A Argentina, que ocupa a 38.ª posição no ranking – a
melhor em toda a América Latina – tem IDH considerado alto
desde o início da década de 80. Chile, atualmente em 40.º,
e Uruguai, 46.º no levantamento, atingiram a marca ao longo dos
anos 90. Entre os latino-americanos, o Brasil também está atrás
de Costa Rica, Cuba, México e Panamá.
Além de a divisão de categorias ser considerada “artificial” por
alguns analistas – quem tem IDH inferior a 0,5 tem baixo desenvolvimento
humano, quem tem superior a 0,8 é enquadrado no nível mais
alto e os demais ficam no patamar médio –, o ranking deixa
de fora indicadores importantes como o acesso a saneamento básico,
mortalidade infantil e materna e distribuição de renda.
Parte da ascensão brasileira se deve a fatores como revisões
nos bancos de dados do Unicef e do Banco Mundial, a alterações
no impacto da aids sobre a expectativa de vida em 62 países e
também à mudança de cálculo do Produto Interno
Bruto (PIB) no Brasil – que elevou a taxa de crescimento econômico
dos últimos anos. No entanto, a distribuição desse
crescimento segue muito desigual: dos 177 países analisados, o
Brasil tem a 11.ª maior discrepância entre os ganhos de ricos
e pobres, de acordo com o Índice Gini. A faixa 20% mais rica de
brasileiros ganha quase 22 vezes mais que o grupo 20% mais pobre. No
Uruguai e no Chile, essa diferença é de 10 e 16 vezes,
respectivamente.
O saneamento básico chega a 75% dos brasileiros, enquanto 91%
dos argentinos e todos os uruguaios têm acesso a esse serviço.
Mesmo na Síria, que tem o 108.º IDH, o saneamento chega a
99% da população, segundo o relatório do Pnud. O
número de mortes entre mulheres durante ou logo após o
parto no Brasil também é crítico. São 110
mortes a cada 100 mil habitantes – no México, são
60 por 100 mil e, na Argentina, 77 a cada 100 mil pessoas. No Brasil,
a mortalidade entre crianças com menos de cinco anos é de
33 a cada 100 mil habitantes, mais que o dobro do Uruguai (15).
Para calcular o IDH, no entanto, o Pnud
considera apenas quatro critérios:
PIB per capita, expectativa de vida, taxa de alfabetização
de adultos e taxa de matrículas no ensino primário, secundário
e superior. “Mesmo nesses critérios há alguns problemas.
A taxa de alfabetização, por exemplo, representa quantos
sabem ler e escrever, simplesmente. Por isso no Brasil ela é tão
boa. Em tese, menos de 12% são analfabetos. Mas, para ser mais
criterioso, há que se considerar quantos são analfabetos
funcionais, aqueles que não conseguem se expressar por meio da
escrita ou interpretar um texto”, diz Olinto Nogueira, coordenador
da área de desenvolvimento humano da Fundação João
Pinheiro, de Minas Gerais.
Adriano Codato, professor de Ciência Política da Universidade
Federal do Paraná (UFPR), assinala que o crescimento econômico
vem sendo mais baixo no Brasil que em outros emergentes. Também
por isso, países como China e Índia, embora ainda estejam
atrás do Brasil no ranking do Pnud, elevaram seu IDH mais rápido
que o Brasil entre 1990 e 2005: o índice chinês subiu 23%,
para 0,777, enquanto o indiano avançou quase 20%, para 0,619.
O IDH brasileiro cresceu 11% no período.
Para Nogueira, da Fundação João Pinheiro, um índice
mais preciso sobre a realidade brasileira é o IDH municipal. No
entanto, esse tipo de levantamento é feito a partir de dados do
censo do IBGE. Por isso o mais recente se refere a 2000, e o próximo
deve sair somente após 2010.
Desenvolvimento
sustentável - Pnud defende biocombustíveis
O Pnud parece ter aderido à maior causa do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva: a defesa do etanol. O relatório divulgado ontem,
intitulado “Combater as mudanças climáticas: solidariedade
humana num mundo dividido”, defende o uso de biocombustíveis
e sugere que Estados Unidos e Europa eliminem as sobretaxas impostas
ao álcool de cana brasileiro, combustível renovável
e menos poluente que os derivados do petróleo.
Segundo o Pnud, essa medida “geraria ganhos não apenas
para o Brasil, mas também para a mitigação dos efeitos
das mudanças climáticas” – efeitos que, segundo
o relatório, serão muito piores nos países pobres
que no mundo desenvolvido.
Em artigo escrito para o relatório a convite do Pnud, Lula afirma
que o programa brasileiro de etanol está reduzindo as emissões
de gás carbônico. “Em 2004, lançamos o Programa
Nacional de Produção e Uso do Biodiesel. Nosso alvo é aumentar
a oferta de biodiesel em 5% para cada litro de combustível fóssil
vendido no Brasil até 2013”, escreveu o presidente. (FJ)
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Gazeta do Povo, 28 de novembro
de 2007
BRASIL | RELATÓRIO
Programas de distribuição de renda são
destaque
por FERNANDO JASPER, com colaboração
de Giana Andonini
Um dos pontos mais destacados pelo PNUD em seu Relatório de Desenvolvimento
Humano foram os programas de transferência de renda do Brasil. Iniciados
no governo Fernando Henrique, eles foram reunidos no programa Bolsa-Família
em 2003, durante o governo Lula, e abrangem 46 milhões de pessoas – um
quarto da população do Brasil. Eles estariam apoiando avanços
no desenvolvimento humano, “permitindo às famílias
gerir os choques sem tirar os filhos da escola”.
De acordo com o relatório, o Bolsa-Família atinge 100%
das famílias que vivem abaixo do limiar de pobreza e é responsável
por “quase um quarto da recente queda abrupta na desigualdade no
Brasil e por 16% do seu declínio na pobreza extrema”. Também
reduziu em 60% a desnutrição de bebês de até 11
meses nas famílias pobres e está aumentando a taxa de matrículas
escolares. “Espera-se que 60% das crianças pobres, que atualmente
não freqüentam a escola, se matriculem em resposta ao Bolsa-
Família. A taxa de desistências diminuiu em 8%”, aponta
o Pnud.
Na casa de Ivonice Gomes de Souza, moradora
da Vila Audi, na periferia de Curitiba, o dinheiro do programa já foi usado até para
ampliar a casa. Mas, segundo Ivone, que está no programa há cinco
anos e recebe R$ 112 por mês, a prioridade é comprar materiais
escolares para os filhos. “Quando sobra dá para comprar
mais frutas e comida, e até remédios. Mas antes vêm
as coisas deles”. Além do benefício, a renda da família
vem do salário do marido, que trabalha com serviços gerais,
e da filha de 17 anos, que é estagiária.
A diarista Maria Cristina Luís, que também mora na Vila
Audi, diz que o Bolsa-Família é usado somente para comprar
materiais escolares para seus cinco filhos. Ela recebe o benefício
de R$ 54 mensais há dois anos. Mas a maior ajuda para a casa vem
do Benefício de Prestação Continuada (BPC) de R$
380, que ela recebe do governo federal porque sua filha Crisane, de cinco
anos, é portadora de necessidades especiais. “Do Bolsa-Família
só dá pra comprar as coisas da escola mesmo. Já com
o dinheiro da Crisane (o BPC) dá para comprar roupa para eles,
pagar o ônibus e comprar uma ou outra coisa pra casa”, explica.
A dona de casa Alice Fátima dos Santos, que mora com os quatro
filhos na Vila das Torres, na área central de Curitiba, recebe
o Bolsa-Família desde 2002. Além do salário do mais
velho, a renda familiar vem dos “bicos” que ela faz e dos
R$ 80 que recebe do programa. Alice explica que o dinheiro vai todo para
as crianças, para comprar materiais escolares e, eventualmente,
roupas e calçados. Mas reclama que o benefício não
tem sido pago regularmente, e que não recebeu o benefício
entre julho e outubro deste ano. “O pior é que, depois,
eles não pagam os que atrasaram”, afirma.
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Folha
de São Paulo,
28 de novembro de 2007
Lula rebate FHC e diz que sabe governar melhor do que tucano
À
noite, tucano diz que sempre é alvo dos ataques do presidente: "Ele
não consegue dar uma entrevista sem me dar uma agulhada e quer que
eu não fale?"
JOSÉ ALBERTO BOMBIG
LEANDRO BEGUOCI
DA REPORTAGEM LOCAL
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu pela primeira vez às
críticas de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, sobre sua
falta de escolaridade. Em entrevista ao "Jornal da Record", disse
que "é verdade que ele [FHC] teve mais anos de escolaridade,
mas é verdade que eu sei governar melhor do que ele".
Na semana passada, FHC pediu "brasileiros melhor educados, e não
liderados por gente que despreza a educação". Lula não
tem curso superior.
O presidente afirmou que as críticas de FHC têm algum fundamento: "Obviamente
que, se comparar a educação, a formação intelectual
do Fernando Henrique Cardoso, ele é muito mais estudado do que eu".
Disse contudo que sabia governar melhor do que o tucano e que não
ficará criticando o sucessor: "Quero mostrar que é plenamente
possível um presidente da República, depois de cumprir o
seu mandato, fechar a boca e deixar o outro governar".
Ontem à noite, em São Paulo, FHC disse que só dá "cutucadas" em
Lula "quando ele [o petista] exagera". O tucano também
afirmou que foi mal-interpretado. "Eu estava defendendo o PSDB",
afirmou o ex-presidente. "Nós não somos de elite só porque
somos acadêmicos e trabalhamos. O povo brasileiro gosta de trabalhar
e de aprender, eu não estava criticando [o Lula]. Não pode
haver preconceito contra quem sabe. Está se invertendo a situação
no Brasil. Saber não é errado."
Segundo ele, sua afirmação em Brasília não
teve um caráter preconceituoso. "Já dei declarações
de que não é preciso ser doutor para ser presidente. Agora,
também não é empecilho ser doutor."
Antes de saber das críticas de Lula no "Jornal da Record",
FHC comentou a alfinetada que Lula lhe dera à tarde. O petista disse
que presidentes, em geral, não gostam de conferência, a não
ser "antes ou depois, como vida profissional, para ganhar dinheiro".
Com freqüência, FHC é chamado para participar de eventos
como conferencista.
"
Ele [Lula] não consegue dar uma entrevista sem me dar uma agulhada
e quer que eu não fale? Nos Estados Unidos, o ex-presidente [Bill]
Clinton briga com o presidente [George] Bush a valer. Uma agulhada aqui,
outra ali, faz parte da natureza humana. Mas não me peça
para eu ficar calado e comece a me agulhar. Eu não sou são
Sebastião", disse FHC.
"
Vou continuar falando quando eu puder, tiver interesse e propriedade. O
presidente atual é quem deve ser mais cuidadoso ao falar dos outros
ex-presidentes, porque o outro pode dar uma cutucada mais forte, já que
não está no cargo."
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Folha
de São Paulo,
28 de novembro de 2007
PREÇOS 1
Sindicato descarta alta no cimento
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O presidente do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento, Sérgio
Maçães, disse ontem que o preço do cimento não
vai subir no curto prazo, mesmo que a demanda cresça na construção
civil. Mas os preços também não vão cair,
afirmou.
Maçães participou de audiência com o ministro Guido
Mantega (Fazenda), que estava preocupado com as notícias de que
os produtores estariam fazendo estoque para aumentar os preços.
Maçães negou que haja formação de cartel. Lembrou
que hoje existem apenas dez produtores no país, por isso a produção
não é maior. "Posso garantir que o preço do cimento
no Brasil é o menor da América", disse.
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Agência Câmara,
28 de novembro de 2007
Trabalho aprova obrigação de sindicato atualizar dados

Iran Barbosa: mudança acaba com ingerência estatal
em atividades sindicais.
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço
Público aprovou na última quarta-feira (21) o Projeto de
Lei 195/07, do deputado Sandes Júnior (PP-GO), que transfere do
Ministério do Trabalho para os próprios sindicatos o dever
de comunicar à Caixa Econômica Federal suas mudanças
estatutárias. A CEF é o banco responsável pela manutenção
das contas correntes relativas à contribuição sindical
obrigatória.
De acordo com o relator, atribuir o controle
de informações
ao ministério é uma "indevida ingerência estatal
nas atividades sindicais". O relator, deputado Iran Barbosa (PT-SE),
afirma que essa incumbência "pode e deve ser cometida às
próprias entidades sindicais interessadas".
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FOLHA DE LONDRINA, 28 de
novembro de 2007 | Cidades
INSS muda avaliação
para conceder benefício
Eduardo Anizelli
Garantido pela Constituição
Federal de 1988, o Benefício de Prestação
Continuada (BPC) é um direito das pessoas com deficiência
e de idosos com mais de 65 anos cuja renda familiar per capita
não ultrapasse um quarto de salário mínimo,
ou seja, R$ 95,00 por mês. É um benefício assistencial,
que não exige contribuição do beneficiário à Previdência
Social, como é o caso do auxílio doença, por
exemplo.
Somente em Londrina, 3.219 pessoas
com deficiência e 4.965 idosos recebem, todos os meses, um salário
mínimo por se enquadrarem no perfil exigido pela legislação
do BPC. É um dinheiro que faz a diferença no orçamento
das famílias beneficiadas. Um exemplo é o da estudante
do Instituto dos Cegos de Londrina Rita de Cássia Machado, 9 anos.
Com o pai desempregado já há algum tempo, o benefício
da menina garante o sustento da família de quatro pessoas. ''Meu
pai está à procura de um emprego como balconista, mas não
está conseguindo. O dinheiro do meu benefício nos ajuda
bastante'', conta a menina.
Contudo, há uma novidade
para os beneficiários. O Decreto Federal 6214/2007 prevê mudanças
na regra do jogo. A grande modificação é que a partir
de meados de 2008 a avaliação dos requerentes não
será apenas médica, mas também social. Para isso,
somente no Paraná, 1,6 mil assistentes sociais serão contratados.
De acordo com a coordenadora
estadual do BPC pelo INSS, Rita Valiati, com essa nova medida o número
de benefícios concedidos deve aumentar, pois a avaliação
deixa de ser restrita à doença e passa a analisar também
as condições sociais dos candidatos. ''Muitas vezes, os
requerentes estão inseridos em grupos familiares desestruturados,
o problema vai além do quadro clínico. Fazíamos
apenas uma avaliação pontual, mas agora, além de
uma avaliação médica baseada na Classificação
Internacional de Funcionalidade (CIF), vamos avaliar também aspectos
de vida das pessoas'', ressalta.
Rita também destaca que
não há motivos para preocupação de quem pretende
requerer o benefício nos próximos dias. A forma de requerimento
continua a mesma, basta procurar uma agência do INSS. Porém,
um alerta. É preciso tomar cuidado com os intermediários.
''Para conseguir o benefício,
não é preciso pagar taxa alguma. Tem intermediários
que pegam procurações dos candidatos ao BPC e cobram caro
para fazer o requerimento. Cuidado para não cair nesse golpe'',
informa.
Na opinião de Martinha
Claret Dutra, membro do Conselho Nacional da Pessoa com Deficiência,
há outra grande vantagem na mudança de política
de concessão do BPC. Ela diz que muitas pessoas se acomodam quando
passam a receber o benefício, deixando de estudar e de procurar
capacitação para conseguir uma vaga no mercado de trabalho.
''Isso acontece porque aqueles
que arrumam emprego perdem o direito ao benefício. Com a mudança
na legislação, quem tiver empregado e perder a vaga no
mercado de trabalho pode voltar a receber o BPC'', destaca Martinha.
Wilhan Santin
Reportagem Local
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Agência Senado,
28 de Novembro de 2007
Demissão de dirigentes sindicais é tema de audiência
A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa
(CDH) reúne-se nesta quinta-feira (29), às 14h, para discutir
questões relacionadas à demissão arbitrária
de dirigentes sindicais.
Foram convidados a participar da audiência pública o procurador-geral
do Trabalho, Otávio Brito Lopes; o secretário de Relações
do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego, Luiz Antonio
de Medeiros Neto; o presidente da Comissão Nacional de Direitos
Sociais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Caldas; o presidente
do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de
Ensino Superior (Andes), Paulo Marcos Borges Rizzo; e o especialista
em normas internacionais da Organização Internacional
do Trabalho (OIT) Christian Ramos Veloz.
Em sua justificativa, o autor do requerimento da audiência, senador
Paulo Paim (PT-RS), diz que está se tornando rotina a prática
de demissão de dirigentes sindicais como meio de impedir ações
organizadas dos trabalhadores.
A audiência será na sala 2 da Ala Senador Nilo Coelho,
no Anexo II do Senado.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
28/11/2007
Amianto:
só exposição acima do limite assegura
insalubridade
“Somente o exercício do trabalho em condições
insalubres, acima dos limites de tolerância fixados em lei, assegura
a percepção do adicional de insalubridade”. Com
esse entendimento, em voto da ministra Maria Cristina Peduzzi, a Terceira
Turma do Tribunal Superior do Trabalho deu provimento a um recurso
e excluiu o adicional de insalubridade de condenação
trabalhista imposta à Eternit S/A, no Estado do Paraná.
Trata-se de discussão sobre o reconhecimento de direito ao
pagamento de adicional de insalubridade a trabalhadores que ficam expostos à fibra
de amianto (asbesto), substância considerada cancerígena.
A questão foi levantada em processo iniciado há 13 anos
pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Ladrilhos Hidráulicos,
Produtos de Cimento e Artefatos de Cimento Armado de Curitiba, na condição
de substituto processual de um grupo de trabalhadores de duas empresas.
Após a exclusão de uma delas, a ação manteve-se
apenas em relação à Eternit.
Com base em laudos periciais, a Vara
do Trabalho de Colombo (PR) negou o pedido, por entender que em nenhum
momento ficou demonstrado que
havia concentração de asbesto em nível superior
ao limite fixado por lei, que é de 2,0 fibras por centímetro
cúbico.
O sindicato entrou com recurso ordinário e o Tribunal Regional
do Trabalho da 9ª Região (PR) reformou a sentença,
determinando o pagamento de adicional de insalubridade correspondente
a 40% do salário-base de cada empregado. Para fundamentar a
decisão, o TRT considerou que “o julgador não é obrigado
a adotar conclusão idêntica à do perito (embora
normalmente o faça, porque não dotado dos conhecimentos
técnicos usualmente necessários quando se trata da matéria
em apreço)”. E concluiu que, em se tratando de substância
altamente perigosa para o organismo humano, cancerígena, não
há limite aceitável.
Após ter embargos de declaração rejeitados pelo
TRT, a empresa apelou ao TST, mediante recurso de revista, sustentando
ser indevido o pagamento do adicional de insalubridade. Alegou que,
ao não adotar o laudo pericial, o Regional desrespeitou as normas
que regulamentam o trabalho com amianto, e destacou que a perícia é obrigatória
para a caracterização e classificação da
insalubridade.
A relatora do processo, ministra Maria
Cristina Peduzzi, manifestou-se pelo provimento do recurso, com o
conseqüente restabelecimento
da sentença de primeiro grau. O voto fundamentou-se no artigo
189 da CLT, que estabelece que somente o exercício de trabalho
em condições insalubres, acima dos limites de tolerância
fixados em lei, assegura o direito ao adicional de insalubridade. (RR
360/1994-657-09-00.1)
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28/11/2007
Rejeição de testemunha com ação
idêntica não configura cerceamento de defesa
Empregado, ao utilizar testemunha que
ajuizou reclamação
trabalhista idêntica à sua, contra a mesma empresa - Companhia
Espírito Santense de Saneamento – CESAN – não
obteve êxito na Justiça do Trabalho ao alegar cerceamento
de defesa. A decisão, da Justiça do Trabalho da 17ª Região
(ES), foi mantida pela Quarta Turma e pela Seção Especializada
em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho.
A SDI-1 rejeitou embargos interpostos pelo empregado, que alegava a
nulidade de decisão que lhe foi desfavorável por cerceamento
de defesa.
Após nove anos de trabalho na empresa, exercendo a função
de operador de bomba de grande porte, o empregado informou na inicial
ter sido sumariamente demitido e, inconformado, moveu ação
na tentativa, primeiramente, de ser reintegrado. Alegou prestar serviços
há vários anos na empresa, enquanto esta, apesar da existência
de empregados cedidos a outros órgãos, havia contratado
irregularmente 849 novos empregados e estagiários. Alegou, assim,
a inexistência de critérios objetivos para sua demissão,
a seu ver ilegal e arbitrária.
O empregado ressaltou, ainda, o fato
de a empresa ter-se comprometido a proteger seus empregados contra
despedida arbitrária, nos
termos da Convenção nº 158 da Organização
Internacional do Trabalho. Solicitou o pagamento de horas extras, porque
laborava mais de seis horas em regime de turnos ininterruptos de revezamento,
e diversas outras verbas trabalhistas.
O juízo de primeiro grau não acolheu o depoimento da
testemunha em favor do empregado por ter sido demonstrado seu interesse
no litígio. A testemunha ajuizara reclamação trabalhista
idêntica à do colega, diante da mesma empresa, e este
testemunhava naquela ação. Sentindo-se prejudicado e
alegando cerceio de defesa, recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho
da 17ª Região (ES), mas este manteve a decisão da
instância originária.
O empregado interpôs então recurso de revista para o
TST contra o acórdão do Regional. A relatora do processo,
juíza convocada Maria Doralice Novaes, destacou que a não-aceitação
da testemunha “ocorreu não pelo fato de litigar contra
o mesmo empregador, mas também em razão de as ações
possuírem o mesmo objeto e de o empregado ter funcionado como
testemunha naquela ação”. A situação,
neste caso, revelava troca de favores.
Na tentativa de desfazer o acórdão anterior, o empregado
opôs embargos à SDI-1, mas a sessão, por maioria,
manteve o entendimento da inexistência de nulidade por cerceamento
de defesa, seguindo o voto da relatora, ministra Maria Cristina Peduzzi.
(RR-768.212/2001.8)
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28/11/2007
Advogado perde ação por receber
mandato de colega sem procuração
Adicionais de periculosidade,
transferência e tempo de serviço, dupla função
e horas extraordinárias. Nada disso foi discutido pelo Tribunal
Superior do Trabalho no recurso da Companhia Paranaense de Energia -
Copel porque o advogado da companhia recebeu substabelecimento de profissional
que não tinha procuração no processo. Só posteriormente
ao recurso de revista, fora da época própria, a procuração
foi juntada aos autos.
O ministro Vieira de Mello Filho,
relator da revista no TST, em um voto minucioso, especificou procuradores,
substabelecidos e respectivas datas dos documentos. Com a verificação
da irregularidade de representação, o relator não
pôde conhecer do recurso de revista e muito menos chegar a apreciar
o mérito da questão. A Primeira Turma seguiu o entendimento
do ministro Vieira de Mello e manteve inalterada a decisão do
Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR).
Contratado pela Copel em novembro
de 1977 para o cargo de desenhista em Umuarama, no Paraná, o trabalhador
que ajuizou a ação foi despedido em agosto de 1998. Sua última
função foi como técnico de obras, acumulada com
a de motorista, já em Cianorte, para onde foi transferido em agosto
de 1995.
Ao buscar a 2ª Vara do Trabalho
de Maringá (PR), o eletricitário pediu adicional de transferência
e o reconhecimento da natureza salarial de parcelas recebidas como ajuda-alimentação,
AC-DRT (1/12 de salário autorizado em acordo coletivo) e dupla
função, o que alteraria o valor da verba rescisória
que lhe foi paga. A juíza indeferiu vários pedidos, mas
concedeu adicional de tempo de serviço e a natureza salarial das
parcelas AC-DRT e da dupla função.
Ambas as partes recorreram ao
TRT/PR, que deu provimento parcial tanto ao recurso da empresa quanto
ao do trabalhador. O Regional acrescentou à condenação
as diferenças do adicional de periculosidade sobre a remuneração
do empregado, pedido que não fora concedido pela 2ª Vara
de Maringá.
A Copel recorreu ao TST para
reformar a decisão quanto a vários temas: horas extraordinárias,
caráter salarial da parcela dupla função, descontos
previdenciários e fiscais, adicional de transferência e
base de cálculo do adicional de periculosidade estabelecida mediante
acordo coletivo. Tudo que foi concedido ao ex-empregado pelas instâncias
anteriores da Justiça do Trabalho permaneceu inalterado por descuido
dos advogados da empresa. (RR-695.545/2000.6)
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ÂMBITO
JURÍDICO, 28 de novembro de 2007
São obrigatórios
depósitos de FGTS em período anterior à CF/88
Em contratos firmados antes da Constituição de 1988, se o
empregado fez opção pelo FGTS na época da contratação,
ele tem direito aos depósitos fundiários desde o primeiro
mês trabalhado, não havendo necessidade de prova de opção
retroativa. É esse o teor de decisão da 4ª Turma do
TRT-MG, com base em voto do desembargador Júlio Bernardo do Carmo,
ao modificar sentença para deferir à reclamante os depósitos
do FGTS relativamente ao período anterior à promulgação
da Constituição Federal vigente.
Segundo esclarece
o desembargador, no período compreendido entre
a criação do FGTS e a promulgação da Constituição
Federal de 1988, vigoraram os dois sistemas: o do FGTS e o sistema de
indenização por tempo de serviço e estabilidade
decenal. Até 1988, estava a cargo do empregado a opção
pelo Fundo, a qual teria de ser de forma expressa (por escrito), no momento
da celebração do contrato, e assim fazendo o empregado
ficava automaticamente excluído do sistema de indenizações
crescentes por tempo de serviço previsto na CLT e da estabilidade
decenal. Com a promulgação da nova Constituição,
houve a universalização do FGTS, ou seja, eliminou-se a
exigência de opção expressa pelo Fundo, que se tornou
um direito inerente a todo contrato de trabalho, à exceção
dos regidos pela Lei dos Domésticos.
No caso, a reclamante
foi contratada em 1982, ou seja, na vigência
da Lei anterior à CF/88, e teria direito aos depósitos
do FGTS, caso optante por este regime. Como não há dúvida
quanto à opção feita na data da celebração
do contrato de trabalho, a Turma entendeu que a reclamante faz jus aos
depósitos fundiários desde sua contratação,
rejeitando a tese da defesa de que o FGTS seria devido apenas em relação
ao período posterior à promulgação da Constituição
Federal, na medida em que a reclamante não comprovou que fez opção
retroativa pelo FGTS antes dessa data.
A Turma afastou ainda
da tese defendida pela Santa Casa, no sentido de que, por ser entidade
filantrópica, estaria desobrigada de
efetuar depósitos fundiários, em face do disposto no Decreto-Lei
no. 194/67. “O privilégio assegurado no referido decreto
apenas dispensava as entidades filantrópicas de efetuar os depósitos
mês a mês, sem excluir, todavia, o direito do empregado ao
FGTS quando do término do contrato de trabalho, ocasião
em que, obedecidas as hipóteses legais, poderia movimentar a conta
vinculada” - encerra o relator.
Dando provimento ao recurso
da reclamante, a Turma condenou a reclamada ao pagamento do FGTS do
mês de dezembro
de 1982 e de todos os meses dos anos de 1983 a 1988, nos termos pleiteados
na inicial, e multa de
40% sobre todo o montante devido.
( RO
nº 00404-2007-112-03-00-0
)
Fonte: TRT3
|
ÚLTIMA INSTÂNCIA, 28 de
novembro de 2007
Empresa que indicou bens
inexistentes em execução leva multa de 20%
A empresa Royal do Brasil Technologies foi condenada a pagar multa
de até 20% sobre o valor do débito executado por atentar contra
a dignidade da Justiça. A decisão é da juíza
Ana Beatriz de Melo Santos, do Tribunal Regional do Trabalho do Rio
de Janeiro.
De acordo com o pedido de punição à empresa feito
pelo advogado Alex Porto Farias, a Royal agiu de má fé durante
o processo de execução, indicando bens em Porto Alegre
que não foram encontrados pelo oficial de justiça.
O advogado fundamentou seus pedidos nos
artigos 600 e 601 do CPC (Código
de Processo Civil), segundo o qual é atentatório à dignidade
da justiça o ato do executado que se opõe maliciosamente à execução,
empregando ardis e meios artificiosos.
“Nesses casos pode incidir multa de até 20% do valor
atualizado do débito em execução, sem prejuízo
de outras sanções de natureza processual e material”,
diz.
Segundo Farias, “com as novas regras trazidas pela reforma no
cumprimento de sentença , hoje, os juízes dispõem
de instrumentos mais eficazes para por fim a manobras de devedores
que já tiveram o amplo direito de defesa exercido no processo
de conhecimento”.
“No passado essas sentenças eram objeto de um processo
de execução o que efetivamente retardava consideravelmente
o efetivo recebimento do credor”, conclui.

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