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FETRACONSPAR, 16 de fevereiro
de 2007
FETRACONSPAR realiza Reunião
da Diretoria em São Miguel do Iguaçu

Diretoria reunida em São Miguel do Iguaçu/PR.
A
FETRACONPAR - Federação dos Trabalhadores nas Indústrias
da Construção e do Mobiliário do Estado do
Paraná,
realizou ontem, 15 de fevereiro de 2007,
na Pousada das Águas Bissolotti,
localizada no Distrito de Santa Rosa do Ocuí, no município
de São
Miguel do Iguaçu-PR, reunião Ordinária
da Diretoria, para discutir os seguites itens:
1 - Leitura,
discussão e aprovação da Ata da reunião
anterior;
2 - Finanças da Fetraconspar, com respectivos saldos e entrega:
2.1 - Balancete de Verificação dos meses de dezembro de 2006 e
janeiro de 2007;
2.2-
Relatório das receitas e despesas dos meses de dezembro de 2006
e janeiro de 2007, comparado com o mesmo período anterior;
2.3 -
Relatório das aplicações financeiras, com prazos e
taxas de rendimentos;
2.4 -
Relatório de receitas, despesas e investimentos na Colônia
de Férias da Fetraconspar em Itapoá;
2.5 -
Empréstimos e doações;
3 - Apresentação do relatório das despesas com a realização
do XVI Seminário;
4 - Avaliação do XVI Seminário, realizado de 29 de janeiro
a 01 de fevereiro de 2007, em Itapoá/SC;
5 - Autorização para a venda e compra de veículos;
6 - Formação de comissão para analisar:
6.1 -
Orçamento para compra e venda de veículos, dependendo da
deliberação do item 6;
6.2 -
Orçamento para confecção de camisetas, agendas, bolsas
e outros materiais para a Fetraconspar;
7 - Participação nas Assembléias;
8 - Apresentação pelos companheiros Ronaldo Winklan, Oracildes
Tavares e Antonio Sartor, de pré-projeto referente ao
item 4 e 4.1, do plano de ação;
9 - Discussão e deliberação sobre o contrato com a Caixa
Econômica Federal, referente às Guias de Contribuição
Sindical;
10 - Apresentação e discussão sobre os trabalhadores serventes
nas obras da Cohapar, conforme correspondência
encaminhada aos Sindicatos, dia 11.01.2007;
11 - Outros assuntos.

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SITE DA CNTI, 16 de fevereiro
de 2007
CAS aprova projeto sobre Contribuição
Assistencial
O projeto de lei 248/06, que regulamenta a contribuição assistencial,
de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), foi, finalmente, votado e aprovado
na manhã de hoje (14.02.07), na Comissão de Assuntos Sociais
(CAS) do Senado Federal. A matéria obteve o apoio de todos os senadores
presentes à sessão presidida pela senadora Patrícia
Sabóia (CE), depois da leitura do parecer favorável e defesa
do senador Paim.
A
matéria acrescenta dispositivo à Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT) para dispor sobre a contribuição
assistencial, destinada ao financiamento da negociação
coletiva e de outras atividades sindicais. Pelo projeto, a contribuição
será descontada compulsoriamente de todos os trabalhadores e servidores
membros da categoria profissional, sindicalizados ou não. O percentual
de contribuição assistencial devido a ser creditado para
a entidade sindical e a forma de rateio deverão ser fixados por
assembléia geral dos trabalhadores.
Esse
percentual de contribuição não poderá,
entretanto, ser superior a 1% da remuneração bruta anual
do trabalhador em atividade. O não-recolhimento das contribuições
assistenciais em órgãos e empresas públicas será tipificado
como ato de improbidade administrativa, conforme o projeto.
Paim
disse que as entidades sindicais enfrentam verdadeira maratona para
obter das empresas o desconto em
folha de pagamento das
contribuições
assistenciais, mesmo quando fixadas em assembléia da categoria
ou convenção coletiva. Reiterou, ainda, que o projeto representa
um entendimento de todos os segmentos do movimento sindical e que foi
construído depois de conversações com o Ministério
do Trabalho e o Ministério Público. “O objetivo do
nosso projeto é acabar com os conflitos, inclusive judiciais,
que existem atualmente”, afirmou o senador.
O projeto do senador Paim foi aprovado em caráter terminativo
pelo Senado, devendo ser encaminhado imediatamente para iniciar sua
tramitação na Câmara dos Deputados.
A sessão que aprovou o PL 248/06 foi acompanhada pelas lideranças
sindicais do Fórum Sindical dos Trabalhadores, integrado
pelas confederações laborais nacionais e centrais
sindicais.
PROJETO
DE LEI DO SENADO Nº 248, DE 2006
Acrescenta
Capítulo III-A ao Título V da Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452,
de 1º de maio de 1943, para dispor sobre a Contribuição
Assistencial e dá outras providências.
O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Art. 1º A Consolidação das Leis
do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de
maio de 1943, passa a vigorar acrescida do seguinte Capítulo
III-A ao Título
V:
"CAPÍTULO
III-A
DA CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL
Art.
610-A. A Contribuição Assistencial, destinada ao
financiamento da negociação coletiva e de outras atividades
sindicais, será descontada compulsoriamente de todos os trabalhadores
e servidores membros da categoria profissional, sindicalizados ou não,
conforme prerrogativa prevista na alínea e do art. 513 desta
Consolidação, e na alínea c do art. 240 da Lei
nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990.
§
1º O percentual de Contribuição Assistencial devido,
a ser creditado para a entidade sindical representativa, e a forma
de rateio serão fixados por Assembléia Geral dos
trabalhadores.
§
2º É vedada a fixação de percentual de contribuição
superior a um por cento da remuneração bruta anual
do trabalhador em atividade.
Art. 610-B. As fraudes, os desvios ou a recusa arbitrária do
empregador em efetuar o desconto da contribuição da categoria
em folha de pagamento serão considerados ilícitos, puníveis
na forma prevista nos arts. 553 e 598 desta Consolidação,
cabendo apuração pelo Ministério Público
do Trabalho.
§
1º Sem prejuízo das penalidades legais fixadas nesta Consolidação, é vedada
a concessão de empréstimos ou financiamentos bancários
por entes públicos e vedada a participação em
concorrências públicas, às empresas em situação
irregular com as obrigações relativas ao recolhimento
das contribuições assistenciais.
§
2º Em se tratando de órgão ou empresa pública,
o não recolhimento das contribuições assistenciais
será tipificado como ato de improbidade administrativa."
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Senador Paulo Paim
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JORNAL GAZETA DO POVO,
16 de fevereiro de 2007 | Paraná
Saldo da balança comercial do
PR cai 12% em janeiro
Venda de industrializados cresce, mas
em ritmo menor que o volume de importações
Impulsionadas pelas vendas de produtos industrializados, as exportações
paranaenses cresceram pelo segundo mês consecutivo. O valor exportado
em janeiro, de US$ 659,3 milhões, representa um avanço de
8,5% em relação a igual período do ano passado. No
entanto, a baixa cotação do dólar estimulou as importações,
que cresceram 19.3%, atingindo US$ 474,1 milhões. Como resultado,
o saldo da balança comercial do estado recuou 12% no período,
para US$ 185,2 milhões.
O desempenho é semelhante ao da balança comercial brasileira,
que também teve redução no saldo. Porém, as
exportações e as importações do país
cresceram em ritmo mais forte, com altas de 18,3% e 31,3%, respectivamente.
Os dados, que devem ser divulgados nos próximos dias pelo Ministério
do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC),
constam de um relatório preparado pela consultoria GT Internacional
para a Gazeta do Povo.
Um dos aspectos destacados pelo relatório é a venda de produtos
industrializados, que cresceu 20,5% em janeiro, compensando a queda de
17,8% dos produtos básicos, como a soja. Para a consultoria, a exportação
de produtos de maior valor agregado é positiva para o desenvolvimento
do estado, pois favorece a oferta de emprego e a geração
de renda.
Outro dado importante é o crescimento das compras de bens de
capital (máquinas e equipamentos para a indústria), que
avançaram cerca de 41%, ritmo superior ao do conjunto das importações.
Isso significa que os empresários do estado podem estar aproveitando
o dólar barato para renovar o maquinário. “Quem tem
condições de investir precisa aproveitar essa oportunidade,
para aumentar a eficiência e reduzir os custos da indústria”,
diz o analista Gustavo Machado, diretor da GT Internacional.
De acordo com a consultoria, as vendas paranaenses
para o Mercosul cresceram 13,7% e para a União Européia, 33,1%. Por outro lado, a Ásia
comprou 24% a menos em janeiro, puxada pela China, que reduziu suas compras
em 40,4%. Nos últimos meses, o estado está vendendo cada
vez menos e comprando cada vez mais dos chineses – a importação
de produtos do país asiático cresceu quase 150% em janeiro.
Com isso, a China subiu para o terceiro lugar no ranking das importações
paranaenses, ameaçando a posição de tradicionais
fornecedores como Estados Unidos, Argentina e Alemanha.
Cinco dos dez principais produtos da pauta de exportação
do estado tiveram aumento nas vendas em janeiro. Destes, três são
da área automotiva: veículos com motor 1.5 a 3.0 (crescimento
de 110,4%), motores (21,8%) e injetores para motores diesel ou semidiesel
(38,1%). Milho e açúcar, cujas vendas tinham ficado próximas
de US$ 1,5 milhão em janeiro de 2006, tiveram as altas mais expressivas
no mês passado, saltando para US$ 28,7 milhões e US$ 26
milhões, respectivamente. Aumentos dessa magnitude costumam ser
efeito de fatores incomuns, como a concentração de embarques
em determinado período. Mas, em parte, podem estar ligados ao
aquecimento do mercado internacional para esses produtos.

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JORNAL
O ESTADO DO PARANÁ,
16 de fevereiro de 2007
Grande Curitiba liderou a geração
de empregos
Lyrian Saiki
Foto: Arquivo

Comércio foi o setor que ofereceu mais vagas.
Pelo segundo ano consecutivo, a Região Metropolitana de Curitiba
(RMC) liderou a geração de empregos no Paraná.
Com crescimento de 6,10% - contra 4,08% do interior do Estado -, a
Grande Curitiba encerrou o ano de 2006 com o saldo (admissões
menos demissões) de 42.742 empregos, concentrados especialmente
nos setores de serviços e comércio.
Em todo o Paraná, o saldo em 2006 foi de 86.396 empregos: o
segundo melhor resultado desde 92 (atrás apenas de 2004, quando
houve o saldo recorde de 122.648 novos postos de trabalho) e quase
20% a mais do que em 2005. Os dados são do Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho
e Emprego, e foram divulgados ontem pelo Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Socioeconômicos, regional Paraná (Dieese-PR).
Conforme os dados do Caged, entre 2001 e 2004 a geração
de empregos no Paraná foi liderada pelo interior. “A partir
do segundo semestre de 2004, houve a retomada do crescimento econômico,
puxado pelos setores de exportação. Isso acabou refletindo
no mercado interno e na geração de empregos nos grandes
centros urbanos”, analisou o economista Sandro Silva, do Dieese-PR.
Além disso, acrescentou, o interior sofreu mais com o aumento
da taxa de juros, a valorização cambial e a crise agrícola.
Entre as nove regiões metropolitanas brasileiras, a Grande Curitiba
registrou o segundo maior aumento do nível de emprego (6,10%),
atrás apenas da Grande Belo Horizonte (7,86%). A média
nacional foi de 5,23%. Entre os setores que mais empregaram em 2006,
destaque para o comércio varejista (8.247 postos de trabalho),
serviços terceirizados, vigilância, limpeza (7.198), hotéis
e restaurantes (6.464) e construção civil (2.568). O único
setor com queda foi o de materiais elétricos e comunicação
(-416).
Paraná
No Paraná, o saldo de 86.396 empregos no ano passado foi quase
20% superior ao do ano anterior. Segundo Sandro Silva, vários
fatores contribuíram para o desempenho melhor, entre eles a
queda da taxa de juros - que apesar de elevada é a menor da
história em termos nominais -, o baixo nível de inflação,
aumentos salariais reais, manutenção do volume de crédito
do País, aumento real do salário mínimo e políticas
sociais.
O setor que mais ofereceu oportunidades de trabalho em 2006 foi o comércio
varejista (18.444 vagas), seguido por serviços terceirizados,
vigilância, limpeza (10.836), hotéis e restaurantes (10.786),
indústria de alimentos e bebidas (10.463) e construção
civil (5.955). O setor de madeira e mobiliário foi o único
que fechou o ano com queda (-2.271), por conta da valorização
do real, que prejudicou as exportações.
Na comparação com outros estados, o Paraná - com
crescimento de 4,88% no nível de emprego em 2006 - ficou na
10.ª posição. Espírito Santo liderou o ranking
(crescimento de 6,19%), enquanto o Mato Grosso apresentou o pior desempenho
(1,13%). A média nacional ficou em 4,72%.
Previsão
Para 2007, a previsão é que o Paraná gere mais
empregos do que em 2006. “Estamos num processo de reaceleração.
A safra agrícola deve ser melhor, com vários produtos
recuperando preços, caso da soja, do açúcar, milho
e trigo”, apontou o economista do Dieese-PR. Com isso, espera-se
maior renda no interior do Estado, que deve refletir em vendas do comércio
e mais empregos.
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA,
16 de fevereiro de 2007
Previdência Simplificada quer adesão de 3,5 milhões
Com alíquota de 11%, plano pretende incentivar a formalização
das contribuições dos trabalhadores de menor renda
Rio
de Janeiro - Um decreto presidencial reduziu esta semana de 20% para
11% dos rendimentos a alíquota de contribuição à Previdência
Social paga por trabalhadores de renda mais baixa. Eles farão
parte do Plano Simplificado de Inclusão Previdenciária.
Com a medida, o governo estima aumentar a arrecadação
anual da Previdência em R$ 1,65 bilhão.
De acordo com o diretor do Regime Geral de Previdência Social
do Ministério da Previdência, João Donadon, a meta
do governo é conseguir a adesão de 3,5 milhões de
trabalhadores. A medida, segundo ele, busca incentivar a formalização
das contribuições da previdência. ''Existe um potencial
de até 3,5 milhões de pessoas que poderiam contribuir com
a alíquota reduzida. Se isso acontecer, teremos atingido plenamente
o objetivo da medida adotada'', disse Donadon, em entrevista à Rádio
Nacional.
O diretor reconheceu que a alíquota adotada não é suficiente
para custear todos os benefícios da Previdência Social,
mas afirmou que foram realizados cálculos e avaliações
de impacto em função da categoria de trabalhadores a que
estaria destinado.
''Muitos deles ao completarem 65 anos de idade,
se não estivessem
vinculados ao sistema previdenciário, acabariam indo para o Sistema
de Assistência Social, então, pesando todas as possibilidades,
inclusive, de no futuro, para uma boa parte deles ter que ser amparada
de outra forma, estima-se que esses percentuais, no longo prazo, mais
ou menos se equilibram.''
O Ministério da Previdência prepara o novo sistema, criando
os códigos de contribuição que se inicia em abril.
O primeiro recolhimento ocorrerá em maio. Quem aderir só não
terá direito a aposentadoria por tempo de serviço.
''Aquele contribuinte que iniciar a contribuição de 11%
sobre um salário mínimo, a partir de 12 meses, já terá direito
ao auxilio doença, que é um beneficio por incapacidade
temporária de trabalho. Para fins de aposentadoria, terá que
implementar duas condições: 15 anos de contribuição
e 65 anos de idade o homem e 60 a mulher'', explicou Donadon.
O diretor do Regime Geral de Previdência Social ainda destacou
a importância do Fórum Nacional da Previdência. Criado
pelo governo para discutir o aperfeiçoamento do sistema, em coordenação
com as políticas de assistência social do país, ele
será integrado por representantes dos trabalhadores, empregadores
e do governo federal. Eles terão seis meses para apresentar propostas
ao Congresso Nacional.
''É preciso fazer as mudanças para adequar o sistema em
função da longevidade das pessoas e os problemas demográficos
que afetam o sistema previdenciário, com aumento da expectativa
de vida, que é boa, mas aliado a isso há redução
da taxa de natalidade. Há menos filhos por mulher em idade de
criação. Em médio prazo, vamos sofrer com isso uma
pressão grande.''
O Ministério da Previdência calcula que existam no Brasil
sete milhões de trabalhadores com alguma ocupação,
recebendo aproximadamente um salário mínimo, mas sem contribuir
para a Previdência Social. Outros 28 milhões de trabalhadores
informais estariam na mesma situação.
Agência Brasil
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Agência Câmara,
16 de fevereiro de 2007
Projeto libera FGTS para pagamento de cursos no exterior
A Câmara analisa o Projeto de Lei 7595/06, que permite a movimentação
da conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) nos casos
em que o trabalhador ou seus dependentes estejam matriculados em curso
de graduação ou pós-graduação no exterior.
A proposta, do ex-deputado Corauci Sobrinho, determina que os valores só poderão
ser retirados quando o curso for reconhecido pelo governo brasileiro e
desde que o estudante não receba qualquer ajuda de órgãos
oficiais.
Segundo o autor, o projeto atende ao interesse "de todo o País,
tão necessitado de pessoas qualificadas para enfrentar os desafios
da globalização de nossos dias".
Tramitação
O PL 7595/06 tramita apensado ao PL 3961/04, do
Senado, que permite a movimentação de até 30% do valor da conta do FGTS
para pagamento de cursos que o próprio trabalhador ou seus dependentes
façam. As propostas serão analisadas pelas comissões
de Educação e Cultura; de Trabalho, de Administração
e Serviço Público; de Finanças e Tributação;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania em caráter
conclusivo.
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Folha
de São Paulo,
16 de fevereiro de 2007
Partidos correm e aprovam projeto para recuperar verba
Em 6 dias úteis, grandes siglas articulam para ficar com 95% do
Fundo Partidário | TSE havia estabelecido que nanicos teriam direito
a 42% do fundo; nova regra, que vai passar pelo Senado, restringirá essa
fatia a 5% LETÍCIA SANDER, SILVIO NAVARRO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Sob protesto dos partidos pequenos,
a Câmara dos Deputados aprovou
ontem uma nova alteração na distribuição
dos recursos do Fundo Partidário, abastecido por dinheiro público.
Foi uma vitória das grandes legendas, que se uniram para reverter
decisão do Tribunal Superior Eleitoral que as prejudicaria na
partilha das verbas. O projeto de lei, que agora precisa do aval do Senado,
prevê uma divisão do fundo da seguinte forma: 5% do montante
total dos recursos serão rateados entre todos os partidos com
registro no TSE, inclusive as siglas que não elegeram nenhum deputado
federal.
Os outros 95% serão distribuídos de forma proporcional,
de acordo com os votos obtidos por partido na última eleição
para a Câmara. Se aprovada pelo Senado e sancionada pelo presidente
da República, a nova regra revogará a decisão tomada
pelo TSE em 6 de fevereiro, segundo a qual a divisão igualitária
entre os partidos alcançaria 42% do total do fundo. Caso a regra
do tribunal prevalecesse, os repasses mensais a legendas como PMDB, PT
e PFL diminuiriam, em média, R$ 500 mil para cada uma.
Por exemplo: com a interpretação do TSE, o PSDB receberia
mensalmente em média, R$ 954 mil. Pela regra aprovada ontem, os
tucanos devem faturar R$ 1,34 milhão por mês. Já o
PT, que com a interpretação do tribunal receberia R$ 1,1
milhão, terá, segundo o projeto aprovado ontem, uma média
de R$ 1,45 milhão mensais. O Fundo Partidário é composto
por recursos públicos, do Orçamento e de arrecadação
de multas eleitorais. Antes da polêmica aberta pela decisão
do TSE, os chamados "nanicos" recebiam ainda menos recursos
do fundo. Apenas 1% do total era dividido igualitariamente entre as siglas.
Devido ao interesse das grandes
legendas, a aprovação
da nova regra na Câmara foi célere para os padrões
da Casa -apenas seis dias úteis. Isso foi possível porque
o projeto tramitou em regime de urgência e não precisou
ser apreciado por nenhuma comissão. No Senado, a aprovação é dada
como certa. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP),
afirmou que a disputa entre as siglas grandes e nanicas era "natural" e
criticou a decisão judicial. "Quem tem de legislar é o
Poder Legislativo, e houve uma interpretação de que o TSE
extrapolou suas funções", disse.
"Esta Casa é formada por partidos políticos que são
fundamentais para a democracia. O que estamos querendo fazer é retomar
a iniciativa de definir essa distribuição [do fundo] ao
Poder Legislativo", disse o líder do PSDB, Antonio Carlos
Pannunzio (SP), autor do pedido de urgência da votação
de ontem. O fundo é a principal fonte de recursos dos partidos.
Só neste ano, a previsão é de que R$ 126 milhões
sejam repassados às legendas por meio dele.
Protestos
A votação foi marcada por intenso protesto das siglas
nanicas. O líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), acusou Chinaglia
de ter "atropelado" o regimento para votar a matéria
rápido. O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro
Marco Aurélio Mello, ironizou a aprovação na Câmara
do projeto de distribuição do fundo partidário e
sugeriu necessidade de emenda constitucional para disciplinar a questão.
Os partidos nanicos perderam com a regra aprovada
ontem. O PSOL, por exemplo, se mantida a determinação do TSE, receberia R$
163 mil mensais. Agora, serão R$ 135 mil. Já o PSTU, que
não elegeu nenhum deputado federal, receberia R$ 146 mil pela
parcela de janeiro deste ano, caso valesse a interpretação
do tribunal. Agora, serão R$ 27,7 mil.
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Folha
de São Paulo,
16 de fevereiro de 2007
AMÉRICA LATINA
PIB da Argentina desacelera para 8,5%,
aponta prévia
DE BUENOS AIRES
A economia argentina cresceu 8,5%
no ano passado, segundo o índice
oficial que estima mensalmente a atividade econômica do país
e é considerado uma prévia do PIB, que será divulgado
em março. O dado foi anunciado ontem pelo Indec (Instituto Nacional
de Estatísticas e Censos), órgão que corresponde
ao IBGE. Segundo o instituto, a expansão foi impulsionada principalmente
pela indústria (sobretudo a automotiva) e pela construção
civil. Embora indique que a Argentina cresce pelo quarto ano seguido,
o índice revela desaceleração com relação
ao ritmo de crescimento obtido em 2005 (9,2%) e 2004 (9%). (BRUNO LIMA)
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JORNAL
BEM PARANÁ /
PORTAL PARANAENSE, 16 de fevereiro de 2007
Vagas
Balanço indica aumento de 4,88% no nível de empregos
no PR
Números relativos a 2006 foram divulgados
pelo Dieese Após registrar em 2005 uma desaceleração no crescimento
do nível de empregos formais, em 2006 verifica-se uma aceleração,
fechando o ano com um crescimento de 4,88% no nível de emprego.
O saldo de empregos passou de 72.374 empregos em 2005 para 86.396 empregos
em 2006, sendo o 2º maior saldo de empregos registrado desde 1992,
ficando atrás apenas do ano de 2004 (122.648 empregos). De acordo
com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED/Ministério
do Trabalho e Emprego e divulgados pelo Departamento Intersindical de
Estatísticas e Estudos Sócioeconômicos (Dieese-PR),
em dezembro o nível de emprego formal no Paraná registrou
queda de -1,15%, no nível da variação nacional (-1,14%),
correspondendo a um saldo (admissões menos os desligamentos) de
-21.835 empregos. O interior apresentou queda de 1,66% no nível
de emprego e a RMC queda de 0,40%.
Com o resultado de dezembro, o número estimado de trabalhadores
com carteira assinada no Paraná é de aproximadamente 1,857
milhão.
No acumulado do ano foram criados 86.396 empregos,
registrando crescimento de 4,88%, regionalmente o Interior do Estado
apresentou no período
um aumento no nível de emprego de 4,08%, com a geração
de 43.654 empregos, ou seja, 50,5% dos empregos gerados no Estado. Na
RMC observamos que houve um crescimento do nível de emprego de
6,10%, com a geração de 42.742 postos de trabalho, respondendo
por 49,5% dos empregos gerados no Estado.
Em 2006 o crescimento do emprego ficou concentrado
em alguns ramos de atividades: no setor de Serviços os destaques são Outros
Serviços (10.836 empregos), Hotéis e Restaurantes (10.786
empregos), Transporte e Comunicação (4.031 empregos) e
Ensino (2.984 empregos); no setor de Comércio o Varejista gerou
18.444 empregos e o Atacadista 2.761 empregos; na Indústria de
Transformação destacam-se a Ind. de Alimentos, Bebidas
e Álcool (10.463 empregos), Ind. Têxtil e de Vestuário
(2.893 empregos) e a Ind. Metalúrgica (2.659 empregos); na Construção
Civil 5.955 empregos e na Agropecuária 1.245 empregos.
Ranking do Sul — Dentre os
três estados do sul do país,
o Estado do Paraná apresentou a maior redução de
empregos no mês de dezembro, com quede de -1,15%; Santa Catarina
ocupou a 2a posição com redução de -1,02%
e o Rio Grande do Sul com queda de 0,70%. No acumulado do ano de 2006
a situação se inverte, com o Paraná (4,88%) com
o melhor desempenho, seguido por Santa Catarina (4,74%) e o Rio Grande
do Sul (2,84%).
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 16 de fevereiro de 2007 | Economia
Indústria paulista criou 2.004
empregos em janeiro
Nível de emprego medido pela Ciesp teve alta de 0,10% no primeiro
mês do ano
Anne Warth
SÃO PAULO - A pesquisa mensal do nível de emprego da indústria
paulista, organizada pelo Centro das Indústrias do Estado de São
Paulo (Ciesp), apontou alta de 0,10% em janeiro de 2007, ante dezembro
de 2006, o que significa em números absolutos a criação
de 2.004 postos de trabalho.
Embora o resultado seja bastante tímido, já é melhor
do que o apresentado em janeiro do ano passado, quando o levantamento
apurou crescimento de 0,04% no nível de emprego, ante dezembro
de 2005, com a criação de apenas 766 vagas.
A alta no nível de emprego interrompe uma seqüência
de dois meses de queda no indicador, de 0,69% em novembro e de 1,81%
em dezembro. Desde janeiro de 2006, o emprego tem apresentado resultados
mensais que oscilam entre 0,5% e 1%.
O crescimento foi avaliado de forma positiva pelo
economista-chefe do Ciesp, Carlos Cavalcanti. Segundo ele, o resultado
mostra sinais de que
o indicador terá um crescimento moderado neste ano, o que permite
projetar um crescimento entre 1% e 1,2% do emprego em 2007.
"Os números são positivos em relação
a janeiro de 2006, quando o emprego teve alta de 0,04%, fica um pouco
abaixo de 2005 (0,17%) e repete o resultado de janeiro de 2003, ano em
que tivemos um crescimento econômico bastante reduzido. Porém,
nada indica que 2007 será um ano como 2003, e por isso esperamos
resultados melhores, estamos otimistas e projetamos uma alta entre 1%
e 1,2% no nível de emprego em 2007, ante uma elevação
de 0,52% em 2006", afirmou Cavalcanti.
De acordo com o economista, o Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC) deve incrementar a produtividade da indústria
nacional. Ele ponderou, entretanto, que o crescimento de produtividade
pode se refletir tanto na geração quanto na extinção
de empregos. "O aumento da produtividade é uma faca de dois
gumes", disse.
O nível de emprego acumula alta de 0,58% nos últimos 12
meses, o que significa a criação de 11.289 novos postos
de trabalho, 1.230 empregos a mais do que no mesmo período do
ano anterior, quando a pesquisa mostrou alta de 0,51%.
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AGÊNCIA
ESTADO, 16 de fevereiro de 2007
Trabalhadores da construção fazem manifestação
em SP
Cerca de cinco mil trabalhadores
da construção civil de
São Paulo fizeram uma passeata na manhã de hoje por ruas
da zona sul da cidade. O protesto faz parte de uma série de paralisações
que ocorre desde o início do mês em diversas regiões
da capital paulista.
A movimentação dos operários teve início
em Moema e terminou na Avenida Ibirapuera.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores
das Indústrias
da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP),
Antônio de Sousa Ramalho, além da passeata, cerca 45 mil
operários cruzaram os braços hoje, deixando 3,3 mil canteiros
de obras parados. Eles reivindicam pagamento de plano de saúde,
participação nos lucros das empresas e revisão dos
critérios para prestação de serviço dos operários
por empreitada. Segundo Ramalho, na prestação de serviço
por empreitada, alguns funcionários chegam a trabalhar até 16
horas por dia.
Na última quinta-feira, quatro mil operários participaram
de passeata e 32 mil deixaram de trabalhar na região do Morumbi.
A próxima paralisação está prevista para
o dia 1º, nas zonas leste e central de São Paulo. De acordo
com o Sintracon-SP, o sindicato patronal não apresentou proposta
até agora e caso não haja negociação, haverá greve
geral dos trabalhadores a partir do dia cinco de março. A Força
Sindical apóia o movimento. Para o presidente da entidade, Paulo
Pereira da Silva, a greve é justa. "O setor de construção
civil é um dos que mais lucra e menos distribui", afirmou.
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JORNAL INFOPESSOAL, 16
de fevereiro de 2007
Aposentados: 13º salário será pago em parcela única
em dezembro de 2007
SÃO PAULO - Beneficiários do Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS) receberão o 13º salário em parcela única,
somente no último mês do ano, e não mais em duas
parcelas, como aconteceu no ano passado, quando o pagamento foi realizado
em setembro e dezembro.
A confirmação foi feita pela assessoria de imprensa do
Ministério da Previdência Social, que ainda admitiu que
podem ocorrer mudanças (ou não) na decisão tomada.
Metade em setembro de 2006
Em setembro do ano passado, os aposentados receberam,
pela primeira vez, parcela referente à metade do 13º salário.
A gratificação foi concedida conforme acordo firmado entre
governo e entidades representativas dos aposentados em abril de 2006,
o qual também definiu o índice de reajuste para os benefícios
acima de um salário mínimo.
Dos 24.219.785 beneficiários do INSS, 20.815.964 tiveram direito
ao adiantamento. Foram distribuídos R$ 18,25 bilhões no
mês, dos quais R$ 5,79 bilhões se referiam à antecipação
do 13º salário.
Não tem direito à gratificação
De acordo com a legislação previdenciária, o pagamento
do 13º salário é restringido a alguns benefícios
específicos, como amparo previdenciário do trabalhador
rural, vantagem do servidor aposentado pela autarquia empregadora, pensão
mensal vitalícia, renda mensal vitalícia, abono de permanência
em serviço, auxílio-suplementar por acidente de trabalho,
salário-família e amparo assistencial ao idoso e ao deficiente.
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JORNAL
BEM PARANÁ /
PORTAL PARANAENSE, 16 de fevereiro de 2007
Ações trabalhistas podem
ser calculadas online
O Brasil é campeão mundial desse
tipo de processo
O programa Debit Trabalhista, oferecido pela empresa
Debit, efetua cálculos
trabalhistas, em geral. Na atual situação em que o país
se encontra – campeão mundial em ações trabalhistas – é uma
ferramenta importante para a realização dos cálculos,
que beneficiam tanto empresas, como ex-funcionários.
O Debit Trabalhista – programa utilizado por empresas, advogados,
contadores, peritos, entre outros profissionais, para cálculos
previdenciários, abonos salariais, férias, rescisões
e outros cálculos trabalhistas – permite a realização
de cálculos prévios de eventuais ações trabalhistas. “No
caso de uma empresa, por exemplo, ela pode evitar um processo, anexando
documentos que a favorecem, evitando indenizações que,
na realidade, não são devidas; o mesmo pode acontecer com
um ex-funcionário que utiliza o programa”, afirma Marcelo
Rozgrin, diretor da Debit.
De acordo com a notícia publicada em 12/02/2007, no jornal O
Estado de S. Paulo, o Brasil é campeão mundial em ações
trabalhistas, movidas por trabalhadores, em busca de seus direitos. São
2 milhões de processos por ano (só para se ter uma idéia,
nos EUA, são 75 mil, na França, 70 mil, e 2,5 mil, no Japão),
segundo levantamento do sociólogo José Pastore, especialista
em relações do trabalho há mais de 40 anos.
Ainda de acordo com o Estadão, na matéria repercutida
em 13/02, sindicalistas e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, apontam
a reforma sindical, parada no Congresso (desde fevereiro de 2005) como
principal instrumento para reduzir as ações na Justiça. “Ela
facilitaria o fechamento de acordos entre empregados e empregadores sem
a necessidade de recorrer aos tribunais”, diz o ministro, entrevistado
por Lu Aiko Otta e Cleide Silva. A opinião de Artur Henrique,
presidente da CUT, é que “estatisticamente, 70% das ações
são relativas a isonomia, hora extra e questões que poderiam
ser resolvidas no local de trabalho”.
Com o Debit Trabalhista, é possível obter relatórios
completos, prontos para serem anexados ao processo trabalhista, fornecendo
apenas algumas informações a respeito do funcionário
(reclamante). O software – utilizado, com sucesso, por cerca de
5 mil pessoas – pode ser acessado online, armazenando os cálculos
diretamente no site da Debit, permitindo consultas posteriores ou mesmo
novos cálculos, editando apenas as informações desejadas. “A
legislação trabalhista é extremamente complexa e
por isso o software é muito utilizado. São levados em consideração,
por exemplo, feriados da cidade, médias das horas extras, feitas
durante os meses trabalhados, e índice de correção
monetária definido pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho)”,
explica Rozgrin.
A Debit disponibiliza também, em seu site, o domínio www.cltcomentada.com.br,
que contém leis trabalhistas comentadas e com exemplos de fácil
entendimento. “A CLT Comentada é diretamente relacionada
ao Debit Trabalhista; ambos procuram desmistificar nossa complexa legislação”,
finaliza o empresário.
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CONSULTOR
JURÍDICO,
16 de fevereiro de 2007
Fronteira trabalhista
Ação de âmbito nacional
tem de ser julgada no DF
Competência para julgar Ação Civil Pública
trabalhista de âmbito nacional é da Justiça no Distrito
Federal. O entendimento é da Seção de Dissídios
Individuais 2 do Tribunal Superior do Trabalho. A decisão ocorreu
em conflito negativo de competência entre a 2ª Vara do Trabalho
de Goiânia e a 17ª de Brasília.
A ação foi movida pelo Ministério Público
do Trabalho de Goiás contra o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte
Rodoviário da Região Integrada de Desenvolvimento Econômico
e empresas do setor situadas em Goiás e no Distrito Federal. O
entendimento dos ministros da SDI-2 teve como fundamento a Orientação
Jurisprudencial 130, editada em 2004.
De acordo com o texto, para a fixação da competência
territorial em sede de Ação Civil Pública, leva-se
em conta a extensão do dano e, por analogia, a regra contida no
artigo 93 do Código de Defesa do Consumidor. Assim, se a extensão
do dano a ser reparado limita-se ao âmbito regional, a competência é de
uma das Varas do Trabalho da capital do estado; se for de âmbito
supra-regional ou nacional, o foro é o do Distrito Federal.
O relator do processo, ministro Renato de Lacerda
Paiva, esclareceu que “no caso, a extensão do dano teria âmbito supra-regional,
pois não atingiria apenas os empregados das empresas rés
situadas no estado de Goiás, mas também os trabalhadores
vinculados às empresas rés sediadas em Brasília”.
O ministro Renato de Paiva ressaltou que a ação foi proposta
contra empresas situadas em Goiás e em Brasília, e segundo
ele, “os danos que se objetiva coibir não se limitariam à área
em que ocorreram as investigações, de modo que aqueles
fatos apurados, ao que tudo indica, extrapolariam a região de
Goiás”.
CC-170.061/2006-000-00-00.0

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