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FETRACONSPAR,
12 de abril de 2007
FETRACONSPAR realiza Reunião
da Diretoria

A
FETRACONPAR - Federação dos Trabalhadores nas Indústrias
da Construção e do Mobiliário do Estado do Paraná,
realizou hoje, 12 de abril de 2007, em sua sede, sito à Rua
Doutor Faivre, nº 888 - Curitiba-PR, reunião
Ordinária da Diretoria, para discutir os seguites itens:
1 - Leitura, discussão e aprovação da Ata da reunião
anterior;
2 - Finanças
da Fetraconspar, com respectivos saldos e entrega:
2.1
- Balancete de Verificação dos meses de fevereiro
e março de 2007;
2.2 - Relatório das receitas e despesas dos meses de fevereiro
e março de 2007, comparado com o mesmo período anterior;
2.3 - Relatório das aplicações
financeiras, com prazos e taxas de rendimentos;
2.4 - Relatório de receitas, despesas e investimentos na Colônia
de Férias da Fetraconspar em Itapoá;
2.5 - Empréstimos e doações;
3
- Leitura, discussão, apreciação e votação
do Balanço Financeiro e Patrimonial do exercício de 2006,
acompanhado do parecer do Conselho Fiscal;
4
- Participação nas Assembléias;
5
- Discussão e deliberação
sobre o reembolso de passagens aos Diretores e Conselheiros;
6
- Informes sobre o check-list da categoria de mármores e granitos;
7
- Informes sobre as mesas redondas de negociação;
8
- Informes sobre os itens 4 e 4.1 do plano de ação e
do Ofício Circular nº 003/2007, de 22/02/2007;
9 - Outros assuntos.






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FETRACONSPAR, 12 de abril
de 2007 | Campanha Salarial 2007/2008
Campanha Salarial/ Mobiliário: FETRACONSPAR
se reúne
com SIMOV

De
um lado FETRACONSPAR e Sindicatos e do outro representantes do SIMOV
A FETRACONSPAR realizou em sua sede, em Curitiba/PR, nesta quinta-feira,
12, às 14h, reunião para debater as pautas de reivindicações
aprovadas pelos trabalhadores da indústria moveleira do Estado.
A reunião foi entre
a Comissão
de Negociação formada por membros da Federação
e dos Sindicatos de Trabalhadores com os representantes do SIMOV - Sindicato
da Indústria do Mobiliário e Marcenaria do Estado do Paraná.
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA,
12 de abril de 2007
Mínimo regional passa a vigorar em 1º de
maio
Proposta que reajusta o salário mínimo do Paraná em
8,5%, foi aprovado na Assembléia Legislativa ontem sem emendas
Curitiba
- O reajuste de 8,5% do salário mínimo regional
foi confirmado ontem na Assembléia Legislativa com a aprovação,
em segunda discussão, do projeto de lei nº 173/07, de autoria
do Executivo estadual. O novo piso passa a valer a partir de 1º de
maio e ficará entre R$ 462,00 e R$ 475,20. A variação
ocorre em função das diferentes categorias definidas
pela Classificação Brasileira de Ocupações
(veja infográfico). Apenas uma emenda, de autoria do deputado
estadual Antonio Belinati (PP), foi apresentada ao projeto de lei
do Executivo, mas foi retirada.
Pela
proposta do parlamentar, a variação do salário
mínimo regional ficaria entre R$ 534,71 e R$ 550,00. Conforme
trecho da justificativa apresentada na Casa, Belinati explica que ''constantemente
o próprio Governo do Estado divulga dados indicando o franco desenvolvimento
econômico paranaense, o que motiva a darmos um substancial aumento
salarial ao trabalhador''.
Antes
da votação em segunda discussão, porém,
o presidente da Casa, Nelson Justus (DEM), fez um apelo para que Belinati
retirasse sua emenda (modificativa) ao projeto de lei do Executivo argumentando
que ''dificilmente seria aprovada''. Justus destacou ainda que, se a
emenda fosse discutida, a votação da proposta do Executivo
''atrasaria em dias''. Belinati aceitou retirar a emenda, mas ressaltou
que pretende apresentar novamente sua proposta salarial ''em outra oportunidade''.
Ao
ser questionado sobre a emenda modificativa, o líder do Governo,
Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), disse que a proposta do Executivo
foi discutida ''de maneira responsável''. ''Eu também gostaria
que o salário mínimo fosse de R$ 1,5 mil mas temos que
ter o pé no chão'', afirmou. ''A dinâmica da economia
paranaense suporta um aumento de 8,5%.''
O
mínimo regional - 25% mais alto que o salário mínimo
nacional, de R$ 380 - não se aplica aos trabalhadores com salários
definidos por lei federal, convenção ou acordo coletivo,
e para os servidores estaduais e municipais. O projeto vai agora para
a redação final, depois passa à sanção
do Poder Executivo e valerá a partir de 1º. de maio, após
publicação no Diário Oficial.
Catarina Scortecci
Equipe da Folha
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JORNAL GAZETA DO POVO,
12 de abril de 2007 | Brasil
Aposentados vão ter 3,3% de reajuste
São Paulo – As aposentadorias e pensões pagas pelo
INSS em valores acima de um salário mínimo terão reajuste
de 3,3% desde o dia 1.º deste mês. O porcentual foi definido
ontem pelo Ministério da Previdência Social. O aumento equivale
ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado
de abril do ano passado a março deste ano.
Terão direito ao aumento integral de 3,3% apenas os benefícios
já em vigor até abril de 2006. Para os concedidos de maio
de 2006 em diante o reajuste será proporcional, variando entre
0,44% e 3,17%.
Com o reajuste, o menor benefício passa a ser de R$ 380, equivalente
ao salário mínimo. Assim, todos os pensionistas que recebiam
entre R$ 350 e R$ 367,87 até março vão receber R$
380 a partir deste mês. Os 3,3% serão pagos aos beneficiários
que recebiam R$ 367,88 ou mais até o mês passado. O aumento
está abaixo dos 8,57% reivindicados pelas centrais sindicais,
o que daria aumento real de cerca de 5%. De acordo com a Previdência
Social, 16,5 milhões de pessoas recebem benefícios de um
salário mínimo e 8,1 milhões recebem mais de um
mínimo.
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JORNAL
GAZETA DO POVO, 12 de abril de 2007 | Economia
FMI aponta maior crescimento da economia brasileira em 2007 e 2008
Perspectivas econômicas publicadas pelo fundo apontam expansão
de quase 5% no PIB mundial
São Paulo – O Fundo Monetário Internacional (FMI) indicou
que o crescimento da América Latina deve ser de 4,9% em 2007, percentual
acima da estimativa anterior de 4,2%, mas abaixo do desempenho de 2006,
em meio a uma desaceleração global provocada pela alta nos
preços do petróleo e dos metais.
O Brasil, maior economia da região e que ficou para trás
em comparação com os países vizinhos no começo
da década, deve crescer 4,4% em 2007. A estimativa anterior era
de expansão de 4%. “A política monetária no
Brasil tem sido aliviada substancialmente ao longo dos últimos 18
meses e, com a inflação contida, o país terá oportunidade
para manter esse ciclo de flexibilização”, disse o
relatório “Perspectivas Econômicas Mundiais”,
publicado ontem pelo fundo. A inflação brasileira deve ser
de 3,5% este ano, abaixo da previsão de 4,1% feita em setembro
pelo FMI.
Economia mundial
O mundo deve crescer no mesmo percentual
da América Latina (4,9%)
neste ano e no próximo, prevê o FMI, que manteve suas perspectivas
de crescimento mundial apesar de reduzir as previsões para os
Estados Unidos. As más notícias do setor imobiliário
do maior mercado do mundo não convenceram o FMI a reduzir os cálculos
do Produto Interno Bruto (PIB) em nível mundial que tinha antecipado
em setembro do ano passado.
Em seu relatório, rebaixa em 0,7 ponto porcentual sua previsão
de crescimento para os Estados Unidos, fixada em 2,2% para este ano,
e em 0,4 ponto porcentual mais em 2008, para 2,8%. Mas o órgão
acredita que estas reduções serão compensadas por
desempenhos melhores que o previsto em outras regiões. A zona
do euro crescerá 2,3% em 2007 e 2008, em ambos os casos 0,3 ponto
percentual a mais que o calculado inicialmente.
O FMI também revisou para cima o crescimento do Japão
para este ano, que chegará a 2,3%, enquanto será de 1,9%
no ano seguinte. A China continuará com suas taxas de crescimento
estratosféricas, pois avançará 10% este ano e 9,5%
no seguinte, com a Índia em seus calcanhares, país que
verá seu PIB se expandir em 8,4% e 7,8%, respectivamente.

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JORNAL
GAZETA DO POVO, 12 de abril de 2007 | Brasil
Câmara quer aumentar em 82% o salário
de Lula
Presidente pode passar a receber R$ 16.250,42
por mês
Brasília – O presidente da Câmara, deputado Arlindo
Chinaglia (PT-SP), defendeu ontem a equiparação do salário
do presidente da República ao dos parlamentares. Essa mudança
equivaleria a um aumento de 82,8% no salário do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva.
Salu Parente/Ag. Câmara

Mesa Diretora decide que vai votar o aumento
assim que a pauta seja destrancada
O presidente Lula recebe por mês R$ 8.885,48. Pela proposta em estudo,
os salários dos parlamentares subiria de R$ 12.847 para R$ 16.250,42 – mesmo
valor que seria fixado para a remuneração do presidente.
Em reunião ontem, a Mesa Diretora decidiu que irá votar
o reajuste salarial do presidente e dos ministros juntamente com os dos
parlamentares assim que a pauta do plenário for destrancada.
A Comissão de Finanças da Câmara chegou a aprovar
neste ano um projeto que reajusta o salário dos parlamentares,
do presidente, do vice e dos ministros com base na inflação
acumulada dos últimos quatro anos. Mas Chinaglia descartou votar
o projeto da comissão.
Segundo ele, a proposta será da Mesa Diretora. “Nós
achamos mais do que razoável que o presidente ganhe igual a deputado
e a senador”, disse. Chinaglia pretende procurar o presidente Lula
para tratar do reajuste, mas observou que a decisão final será do
Congresso. “Há um consenso de que qualquer iniciativa deve
ser tomada depois de consultarmos o Executivo para não provocar
surpresas. Mas a responsabilidade sobre o reajuste é do Congresso”,
afirmou.
Pela proposta aprovada na comissão, que leva em conta a inflação,
Lula teria o salário reajustado para R$ 11.239,24, o que equivaleria
a aumento de 26,49%. Mas se o vencimento do presidente for equiparado
aos dos deputados – como defende Chinaglia –, o presidente
passará a receber R$ 16.250.
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JORNAL
FOLHA DE LONDRINA, 12 de abril de 2007
Paraná quer exportar mais para
emergentes
Atualmente, o Estado responde por 20% das
exportações nacionais
para estes países num montante de US$ 10 bilhões
Curitiba - O Paraná quer aumentar a participação nas
exportações nacionais para países considerados emergentes
como a Rússia, a Índia, o México, a China e a África
do Sul. Atualmente, o Estado responde por 20% das exportações
nacionais para estes países num montante total de US$ 10 bilhões.
A China é o maior cliente dos produtos paranaenses. Mas procura,
via de regra, a matéria-prima para industrializar e revender para
a Europa e os Estados Unidos.
Para o presidente da Federação das Associações
Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap), Ardisson Naim Akel,
existe um mercado à espera dos produtos brasileiros. Somente a
China tem mais de US$ 1,3 trilhão para investimentos. Parte destes
recursos poderiam ser usados para compra de produtos como alimentos em
geral, açúcar e álcool. Atualmente, o Paraná exporta
soja, carnes, aves e insumos para montadoras.
''O conhecimento do que os chineses e os
demais países emergentes
querem dos brasileiros ainda é muito pequeno. É superficial.
O que nós queremos é estreitar os laços e produzir
exatamente aquilo que seja útil'', afirmou Akel.
Ontem, empresários de vários setores participaram em Curitiba
de um seminário com representantes dos países emergentes.
Em 2004 o valor das exportações para esses países
fechou em US$ 12,7 bilhões. Em 2006, o saldo superavitário
da balança comercial brasileira em relação a esses
países foi de US$ 7 bilhões, embora em relação à Índia
tenha havido um déficit de US$ 537 milhões.
A grande dificuldade é exportar produtos com valor agregado.
Até por conta do câmbio alto e das taxas de juros do mercado
brasileiro. ''A supervalorização do real tem criado dificuldades
para os produtos manufaturados. A gente incentiva uma valorização
do dólar, para permitir melhoria nas exportações
brasileiras. Hoje temos muita moeda forte no mercado, um risco Brasil
baixo e juros altos. Se reduzíssimos os juros, poderíamos
regular o fluxo de divisas e melhorar o setor'', sugeriu Akel.
Dificuldades A dificuldade em exportar
produtos manufaturados foi confirmada pelo empresário Oscar Villanueva, da BR Cargo, que há 30
anos exporta para a China e para os países africanos de língua
portuguesa. Villanueva contou que hoje trabalha com consultorias e compra
de matéria-prima para exportação. Fechou cinco empresas
que tinha por não apostar no Brasil que tem custos altos para
operação. O empresário compra hoje madeira, minério
de ferro, açúcar e derivados de soja e vende para a China.
''O mercado vai se afinando. Para a China é muito mais barato
produzir lá porque o custo Brasil é altíssimo. A
tributação brasileira é de 72%. Na China é de
14%. Eles são muito mais competitivos no mercado internacional'',
ponderou.
O presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China,
Charles Tang, também participou do encontro e disse que o Brasil
pode exportar muito mais produtos para a China, desde que aposte nos
produtos certos. Ele citou como exemplo uma fábrica paulista que
descobriu que na China os banhos quentes são complicados. O empresário
estaria ganhando dinheiro vendendo chuveiros elétricos. ''Pode
ser que os produtos prontos ganhem espaço na China. Para isso,
tem que se apostar em tecnologias novas'', declarou.
O comércio bilateral Brasil-China movimentou em 2006 mais de
US$ 16,5 bilhões nos cálculos do governo brasileiro (mais
de US$ 20 bilhões, segundo os chineses).
Luciana Pombo
Equipe da Folha
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JORNAL
FOLHA DE LONDRINA, 12 de abril de 2007
Seguro-desemprego é reajustado
em 8,57%
Brasília - Com a entrada em vigor do salário mínimo
a R$ 380, em 1º de abril, passou a vigorar também novos valores
do seguro- desemprego. De acordo com a resolução publicada
no Diário Oficial da União, as três faixas de valor
do beneficio foram reajustadas em 8,57%.
O reajuste corresponde à variação do Índice
Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), referente ao período
de 1º de abril de 2006 a 31 de março de 2007, estimado em
3%, mais aumento real (acima da inflação medida pelo índice).
Com a correção de 8,57%, na menor faixa de salário
médio, que vai de R$ 380 a R$ 627,29, o trabalhador deve multiplicar
o salário médio por 0.8 (80%), assim o valor máximo
da parcela do seguro-desemprego para essa faixa passa para R$ 501,83.
Para a média salarial compreendida entre R$ 627,30 e R$ 1.045,58
aplicar-se o fator O.8 até o limite de R$ 501,83, e o que passar
desse valor aplicar-se o fator 0.5. O valor da parcela será a
soma dos dois fatores.
O valor máximo do salário-desemprego da faixa intermediária,
agora de R$ 627,30 a R$ 1.045,58, será de R$ 501,83, calculado
pela multiplicação do salário médio por 0.5.
Para aqueles cujo valor
do salário médio dos últimos
três meses ficou na faixa máxima, que com o reajuste passou
de R$ 963,04 para R$ 1.045,58 a parcela do seguro-desemprego será de
no máximo R$ 710,97.
Segundo o Ministério do Trabalho, o seguro-desemprego é concedido
temporariamente ao trabalhador dispensado sem justa causa, que tem de
sete a 120 dias, contados a partir da data da dispensa, para requerer
o benefício.
Para receber o seguro-desemprego,
o trabalhador deve comprovar que recebeu salário consecutivo nos últimos seis meses; que trabalhou
seis meses nos últimos 36 meses; que não está recebendo
nenhum benefício da Previdência Social de prestação
continuada e que não possui renda própria para o seu sustento
e de seus familiares.
O seguro-desemprego deve
ser pedido nas Delegacias Regionais do Trabalho (DRTs), Subdelegacias
do Trabalho (SDTs), Postos
Regionais do Trabalho
(PRTs), Postos Locais do Trabalho (PLTs), Postos Estaduais do Sistema
Nacional de Emprego (SINE) e entidades sindicais cadastradas pelo ministério.
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Agência
Senado, 12 de abril de 2007
Paim pede a ministro que marque reunião
para tratar da emenda 3

Ao posicionar-se a favor da manutenção do veto do presidente
da República à emenda que limitou, no projeto de lei que
criou a Secretaria da Receita Federal do Brasil (PLC 20/06), a atuação
da fiscalização sobre empresas que contratam profissionais
sob a forma de pessoa jurídica, o senador Paulo Paim (PT-RS) apelou
ao ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, que convoque uma reunião
com todos os interessados na questão para que seja tentado um
acordo.
- O que ocorre, na verdade, é que, com a emenda 3, estamos tirando
poder dos auditores fiscais e passando toda a responsabilidade à Justiça
do Trabalho, que já sofre com o acúmulo de processos e
a conseqüente lentidão dos seus julgados - afirmou Paulo
Paim, que solidarizou-se com a mobilização das centrais,
confederações e demais entidades sindicais pela manutenção
do veto.
O senador pelo Rio Grande do Sul também comunicou que apresentará na
quinta-feira (12), em conjunto com a senadora Ideli Salvatti (PT-SC),
requerimento propondo a realização de audiência pública
conjunta da Comissão de Direitos Humanos e Legislação
Participativa (CDH) e da Subcomissão Permanente do Trabalho e
Previdência para debater a emenda 3.
Em aparte, a senadora Ideli Salvatti (PT-SC)
ressaltou que a contratação
de pessoa jurídica por pessoa jurídica vem crescendo e
já é realizada por diversos setores da economia, inclusive
os órgãos de imprensa. Já o senador Tião
Viana (PT-AC) revelou que seguirá o posicionamento político
de Paim a respeito desse assunto. Por sua vez, o senador Jefferson Péres
(PDT-AM) defendeu um acordo que impeça que os fiscais tenham poder
judicante sem que suas atribuições sejam cerceadas.
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Diário
Vermelho, 12 de abril de 2007
Brasil melhora em ranking de distribuição
de renda, diz estudo
Um estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), órgão
ligado ao Ministério do Planejamento, mostra que a distribuição
de renda melhorou no Brasil entre 2001 e 2005.
Os 10% mais pobres da população tiveram um aumento de
36% na renda neste período, enquanto a renda dos 10% mais ricos
caiu 1,2%. Os detalhes da pesquisa devem ser divulgados ainda nesta semana.
Ainda assim, em um ranking mundial que
inclui 126 nações,
o Brasil ainda aparece com a 10ª pior distribuição
de renda, atrás de países como Haiti — o país
mais pobre da América Latina — e a Índia.
Segundo o Ipea, a ampliação dos programas sociais do governo — como
bolsas de estudos e o Bolsa-Família — e da concessão
de aposentadorias por idade ajudou a redistribuir a renda no país.
Na avaliação do instituto, o Brasil está dando os
primeiros passos para a redução da desigualdade de renda
no país.
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Folha
de São Paulo,
12 de abril de 2007
Foco
Câmara criará código de vestimenta para impedir deputado
de usar chapéu
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A
Mesa Diretora da Câmara decidiu ontem publicar um ato normatizando
como os parlamentares devem se vestir para as sessões. O alvo
da norma é o deputado Mão Branca (PV-BA). Desde que assumiu,
participa das sessões plenárias com um chapéu de
couro. O ato da Mesa deve deixar claro que os deputados só podem
usar paletó e gravata, sem adereços.
Mão Branca prometeu recorrer da decisão. "Usar chapéu
não faz mal a ninguém", afirmou o deputado.
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Folha
de São Paulo,
12 de abril de 2007
PAC
Câmara aprova MP que cria fundo
com recursos do FGTS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A
Câmara dos Deputados aprovou ontem a medida provisória
que permite a criação de fundos de investimento com recursos
privados para aplicação em infra-estrutura. A MP faz parte
do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e foi aprovada
com duas emendas em relação ao texto enviado pelo governo.
O relator do projeto, deputado Armando Monteiro Neto (PTB-PE), incluiu
os projetos de irrigação entre os que podem ser financiados
por meio desses fundos, além de energia, transportes, água
e saneamento público.
O projeto também eliminou o prazo mínimo de oito anos
que o governo havia estabelecido para o funcionamento do fundo. Pela
nova regra, o período de aplicação dependerá da
natureza do projeto financiado. De acordo com a medida provisória,
o rendimento do fundo será isento do pagamento de Imposto de Renda
em caso de aplicações feitas por pessoas físicas
que deixem o dinheiro investido por mais de cinco anos.
Desde que o PAC foi lançado pelo presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, no fim de janeiro, apenas quatro MPs foram aprovadas pelo
Congresso. Entre as outras quatro que faltam, estão medidas polêmicas
como a que reajusta a tabela do IR (Imposto de Renda) e que autoriza
o uso de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço)
em obras de infra-estrutura.
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AGÊNCIA
BRASIL, 12 de abril de 2007
Têxteis, vestuário, calçados e madeira sofrem impacto
maior do câmbio valorizado
BRASÍLIA - A pesquisa Indicadores Industriais, da Confederação
Nacional da Indústria (CNI), mostra que os setores de alimentos,
bebidas, refino e álcool tiveram, respectivamente, variação
percentual de 11,1% e 22,1% na geração de emprego na comparação
entre os dois primeiros meses de 2006 e o mesmo período de 2007.
Em contrapartida os segmentos de têxteis, vestuário, couros
e calçados e madeira apresentaram percentuais de -2,3%, -1,4%,
0,8% e -6,4%, respectivamente, em igual período. A causa foi o
impacto do câmbio valorizado para estes setores que dependem das
exportações.
“A continuidade desse processo de valorização acentuará as
dificuldade que esses setores já vem tendo. Ou seja, se eles já mostram
retração na produção e no emprego, muito
possivelmente a continuidade de valorização do real vai
acentuar essa contração de produção e emprego
nesses segmentos”, acentuou o gerente executivo da Unidade de Política
Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco.
Segundo ele, alguns outros setores, como
veículos automotores,
máquinas e equipamentos, que não tiveram ganhos nem prejuízos,
podem ser os próximos prejudicados se a valorização
do real permanecer por mais tempo. “Os segmentos que ainda não
mostram queda, mas sofrem concorrência de produtos importados,
eventualmente, podem vir a ter mais dificuldades. É difícil
antecipar se vai haver aprofundamento do índice de desemprego
nesses segmentos, mas que o problema cambial é grave e afeta o
dinamismo da indústria em diversos segmentos, isso é um
fato”.
Mesmo com o resultado negativo de alguns
setores, Castelo Branco afirmou que a trajetória média de crescimento deve continuar. “Os
fatores que movem os segmentos que estão tendo desempenho positivo,
demanda mundial forte e a demanda doméstica, para alguns segmentos
que não concorrem com importados, vai permanecer”, finalizou.
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REVISTA
REPÓRTER
BRASIL, 12 de abril de 2007
Ação sindical e gestos do
governo adiam votação
de "reforma"?
Congresso vai esperar para
julgar veto de Lula que manteve multa contra empresa que foge da carteira
assinada contratando prestador de serviço.
Pressão sindical, com atos e ameaça de "parar o país",
e negociação de acordo pelo governo provocaram recuo
Por André Barrocal, da Agência
Carta Maior
De um lado, a união das sete maiores centrais sindicais, que
promoveram atos e paralisações em vários estados
nesta terça-feira (10) e ameaçam "parar o país".
De outro, um pedido do presidente Lula e gestos do governo de que está mesmo
disposto a negociar uma saída que agrade ao empresariado e à bancada
patronal no Legislativo. Foi assim que o Congresso adiou uma polêmica
votação prevista para esta quarta-feira (11). Ela poderia
derrubar uma decisão presidencial e proibir fiscais de multar
empresas que contratam trabalhadores como pessoas jurídicas, para
fugir do registro na carteira profissional.
"Queremos tempo para negociar. Se o Congresso votar o veto do presidente
Lula, vai ser uma guerra. O país pára na semana que vem",
disse o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur
Henrique da Silva Santos. "Vivemos uma radicalização
que não interessa para ninguém", afirmou o presidente
da Força Sindical, deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP),
o Paulinho.
As sete centrais juntaram-se contra a chamada "emenda 3" pois
avaliam que a extinção da multa, já aprovada por
deputados e senadores, faz uma reforma trabalhista disfarçada.
Sem risco de punição, as empresas poderiam demitir funcionários
registrados para readmiti-los como PJs, sem pagar direitos como FGTS
e décimo-terceiro.
Foi para barrar a "reforma" que as entidades realizaram paralisações
pelo país, distribuíram panfletos alertando a população,
pressionaram parlamentares no aeroporto de Brasília e coletaram
assinaturas para enviar documento ao presidente do Congresso, senador
Renan Calheiros (PMDB-AL), articulador da votação do veto.
‘Boa-vontade' do governo
Além da mobilização, alguns gestos do governo contribuíram
para Calheiros segurar, por ora, a votação. Na última
quinta-feira (5), o presidente Lula pediu pessoalmente ao senador que
esperasse um acordo. Dias antes, a Receita Federal já informara
que suspenderia as multas em casos sobre vínculo trabalhista até que
houvesse um acordo sobre a "emenda 3".
Nesta terça-feira (10), mais dois sinais de boa-vontade do governo.
Um foi o anúncio da retirada do Congresso de projeto do governo
que era considerado duro demais pelo empresariado. O texto oferecia uma
alternativa à "emenda 3" e tinha sido enviado ao Legislativo
quando o presidente Lula vetou a emenda. O anúncio da desistência
foi feito pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR),
Casa mais engajada a favor da "emenda 3".
O segundo gesto foi o início efetivo de uma negociação
sobre a emenda. Os ministérios da Fazenda, do Trabalho e da Previdência
começaram a discutir uma saída com as centrais descontentes
- empresários também serão ouvidos. O objetivo da
negociação, aceito pelos sindicalistas, é buscar
uma solução para atividades profissionais cuja realidade
está distante da carteira assinada e para as quais o espírito
da "emenda 3" seria válido. É o caso de consultores
de empresas e artistas, por exemplo.
Ficou acertado que as centrais vão tentar se entender sobre critérios
que definam PJs legítimos, para voltar a dialogar com o governo
dia 23. Algumas idéias já surgiram. Por exemplo: impor
limite salarial acima do qual a contratação como PJ estaria
liberada; não aceitar a contratação como PJ em casos
em que o trabalhador tenha horário a cumprir; e proibir empresa
de demitir um funcionário CLT para recontratá-lo como PJ.
A conversão é o grande temor dos sindicalistas. Numa audiência
pública sobre a "emenda 3" nesta terça-feira
(10) na Câmara, o secretário-geral da CUT, Quintino Serevo,
disse que já há indústrias consultando funcionários
sobre a idéia de dar baixa na carteira e transformar todos em
PJ. "O trabalhador tem receio de que isso acabe de tornando regra",
afirmou.
Na mesma audiência, que foi dominada pela posição
patronal, o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, deu mais
um sinal da disposição do governo para negociar uma solução.
Segundo ele, há uma "zona cinzenta" em certos tipos
de PJs que requer nova legislação. "De fato, o mundo
mudou. Temos de adaptar a legislação nesse sentido e regulamentar
o que é relação de trabalho e o que é relação
de negócio", afirmou.
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ÂMBITO JURÍDICO,
12 de abril de 2007
Registro provisório não dá direito a recebimento de
contribuição sindical Um
sindicato só pode representar a categoria quando obtiver o
registro definitivo no Ministério do Trabalho e Emprego, e só a
partir desta data poderá ser considerado credor das contribuições
sindicais respectivas.
Com este entendimento, a 7ª Turma do TRT/MG, acompanhando voto
do desembargador Paulo Roberto de Castro, negou provimento a recurso
interposto por uma cooperativa de crédito, condenada a repassar
ao sindicato da categoria as contribuições sociais de seus
empregados. A cooperativa invocava em sua defesa uma decisão judicial
reconhecendo outro sindicato como a entidade representativa dos empregados
em sociedades cooperativas, portanto, esse é que seria legítimo
para receber o repasse das contribuições.
O desembargador, no entanto, ao examinar
os documentos anexados ao processo, relativos ao registro do novo sindicato,
constatou que na ação
ordinária proposta perante a Justiça Comum, o sindicato
obteve a tutela antecipada e registro sindical provisório, e também
teve alterada a sua denominação social. “Portanto,
como não houve trânsito em julgado da decisão que
concedeu o registro provisório ao sindicato, ou seja, enquanto
o novo sindicato não for registrado definitivamente pelo Ministério
do Trabalho, não detém a representatividade dos empregados
da recorrente e, portanto, não possui titularidade para receber
a contribuição sindical em comento, bem como não é o
credor da contribuição sindical a ele repassada” -
frisou o relator.
( RO nº 00671-2006-099-03-00-0 )
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ÂMBITO JURÍDICO,
12 de abril de 2007
Só a Justiça do Trabalho é competente para reconhecer
vínculo
Depende de
declaração expressa e se constitui atividade
jurisdicional, exclusiva do Poder Judiciário, a constatação
dos diversos tipos de contrato na prestação de trabalho
nos contratos individuais de trabalho.
Baseados neste entendimento, os juízes da Seção
Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Regional
do Trabalho da 2ª Região (TRT-SP) cancelaram multa aplicada
por um Auditor Fiscal do Trabalho à Sercom S/A.
Durante fiscalização à empresa, o fiscal considerou
os 1.876 funcionários que prestavam serviços à empresa
por meio de uma cooperativa de trabalho (Cooperdata) como empregados
da Sercom e que, por isso, deveriam ser registrados como tal.
A empresa foi multada em R$ 755.146,28
e recorreu ao TRT-SP com o objetivo de anular a multa. No tribunal,
a relatora do processo, juíza
Maria Aparecida entendeu que o fiscal "realmente exorbitou de sua
competência" ao aplicar a punição à empresa.
Para a juíza, "a inspeção e fiscalização
do trabalho têm por finalidade assegurar a efetiva aplicação
das normas legais e regulamentares disciplinadoras do trabalho, inclusive
as decorrentes de convenções internacionais ratificadas
pelo Brasil e de Convenções Coletivas do Trabalho, além
dos atos e decisões das autoridades".
No entendimento da juíza Duenhas, entretanto, a conclusão
do fiscal "demandou que se transmudasse a natureza do vínculo
jurídico existente entre as partes envolvidas e, neste aspecto,
envolveu evidente atividade jurisdicional, afeta exclusivamente ao Poder
Judiciário".
Por unanimidade de votos, os juízes da SDI-1 do TRT-SP acompanharam
o entendimento da relatora Maria Aparecida Duenhas e determinaram o cancelamento
da multa aplicada pelo Fiscal dos Trabalho à empresa.
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CONSULTOR
JURÍDICO,
12 de abril de 2007
Exploração de menores
TRT assume competência para julgar
trabalho infantil
A
Justiça do Trabalho deve assumir seu papel constitucional e
garantir que menores não sejam submetidos à atividade insalubre.
O entendimento é do Tribunal Regional do Trabalho do Piauí,
que reconheceu a sua competência para decidir sobre questões
relacionadas ao trabalho infanto-juvenil.
O TRT também confirmou a legitimidade do Ministério Público
do Trabalho para propor a defesa dos direitos individuais de menores
explorados e em condições degradantes.
O tribunal confirmou
a sentença que condenou o município
de Teresina a eliminar, no prazo de 30 dias, o trabalho infanto-juvenil
do aterro sanitário da cidade. Em caso de descumprimento, o município
terá que pagar multa de R$ 500 mil. Ele também foi condenado
a pagar R$ 100 mil por dano moral coletivo, que será revertido
ao Fundo Municipal da Criança e do Adolescente.
O município pediu a redução da multa, mas o TRT
entendeu que o valor elevado servirá para que não se deixe
de cumprir a decisão.
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Notícias
do Tribunal Superior do Trabalho
12/04/2007
Empregada terá reembolso de despesas
com lavagem de uniforme
Com base na alegação de que fazia, ela própria,
a limpeza de seus equipamentos de proteção individual
(EPIs), que incluem avental, roupas e bota, uma empregada da Avipal
S/A – Avicultura e Agropecuária teve garantido o direito
de ser ressarcida das despesas com a lavagem destas peças, incluindo
mão-de-obra para lavar e passar, água e sabão
em pó.
A decisão proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região
(Rio Grande do Sul) foi confirmada pela Segunda Turma do Tribunal Superior
do Trabalho que, por unanimidade, acompanhou o voto do relator, juiz
convocado Josenildo dos Santos Carvalho.
A empregada, de 37 anos, foi admitida
pela empresa, em junho de 1999, como servente industrial, com salário de R$ 1,84 por hora. Em
março de 2004, foi demitida sem justa causa e, em janeiro de
2006, ajuizou reclamação trabalhista pleiteando o reembolso
das despesas com a lavagem do uniforme, no valor de R$ 60,80 por mês,
e diferenças do adicional de insalubridade.
A empresa, em contestação, com amparo no artigo 5° da
Constituição Federal de 1988, alegou ser indevido o reembolso,
pois “ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer
alguma coisa senão em virtude de lei”. alegou que é obrigada,
por lei, apenas a fornecer gratuitamente os EPIs e que a lavagem dos
equipamentos representa “o mínimo de zelo, capricho, higiene
e asseio pessoal” exigíveis do empregado, pois “se
estes não tivessem que lavar o uniforme, lavariam obrigatoriamente
as suas roupas pessoais”. Argumentou também que a lavagem
do uniforme não trazia acréscimo nas despesas de uma
dona-de-casa, pois esta normalmente compra sabão para lavar
as roupas da família.
Ainda segundo a defesa, a partir de abril
de 2003, a lavagem dos uniformes passou a ser feita por uma empresa
terceirizada. Por fim, alegou que
o valor pedido para reembolso das despesas mensais era excessivo e,
caso houvesse condenação nesse sentido, o valor deveria
ser de R$ 10,00 por mês, o que corresponderia a um quilo de sabão
em pó e dois litros de alvejante.
A sentença foi parcialmente favorável à empregada.
Segundo o entendimento do juiz da Vara do Trabalho de Lajeado (RS),
o fornecimento do uniforme é uma imposição em
decorrência da atividade que a empresa exerce, de produção
de alimentos de origem animal. Portanto, não se trata de um
benefício concedido à empregada, não se podendo
impor a ela a realização de despesa para manter limpo
este uniforme, pois isso importaria em diminuir o seu salário.
Ainda segundo a sentença, o fato de a empregada comprar alvejantes,
sabão em pó e outros produtos de limpeza para lavar a
sua própria roupa, não significa que não tenha
acréscimo de despesas, uma vez que o uso destes produtos varia
de acordo com a quantidade de roupa e freqüência de limpeza,
além do acréscimo de despesas com o consumo de água
e energia elétrica, já que o uniforme em questão
não pode ser lavado junto com outras roupas da família. “O
direito a receber um ressarcimento por estes gastos é inafastável”,
concluiu o juiz.
O valor, no entanto, não foi o requerido pela empregada. “A
empresa não exigia o uso de produtos específicos para
lavar o uniforme, nem exigia que a lavagem ocorresse todos os dias.
A freqüência da lavagem dependia de estar o uniforme sujo
ou não”, disse o juiz. Foi fixado o valor da indenização
em R$15,00 por mês, desde a admissão da empregada até o
dia 31.03.2003, quando foi contratada empresa especializada para a
lavagem dos uniformes.
Insatisfeita, a empresa recorreu ao TRT/RS,
que manteve a decisão
da Vara. Novo recurso foi interposto, dessa vez ao TST. O recurso de
revista não foi admitido, o que ocasionou a interposição
de agravo de instrumento. O agravo não foi provido porque a
empresa não conseguiu demonstrar violação a dispositivo
da Constituição Federal ou contrariedade à súmula
do TST, únicas hipóteses de provimento do recurso em
caso de processo submetido ao rito sumaríssimo. (AIRR-87/2006-771-04-40.6)
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12/04/2007
Faxineira se beneficia
de decisão sobre responsabilidade subsidiária
A Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho confirmou decisão
do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (São Paulo)
que reconhece a responsabilidade subsidiária de empresa que terceirizava
os serviços de limpeza e manutenção.
O caso refere-se a uma ação trabalhista movida por uma
ex-empregada contra as empresas Mavec Comércio e Manutenção
de Obras e Ultrafértil S.A, ambas de São Paulo. Contratada
em Cubatão pela Mavec como ajudante de limpeza, deixou de receber
dois meses de salário, até ser demitida, além de
horas extras, férias, 13º salário, aviso prévio
e outras verbas indenizatórias. Por essa razão, ajuizou
ação contra seu ex-empregador, já em processo de
falência, e a Ultrafértil, empresa onde ela efetivamente
prestava serviços.
Ao longo da tramitação do processo, a Ultrafértil
contestou a reclamação, alegando, preliminarmente, ser
parte ilegítima, na medida em que não manteve contrato
diretamente com a reclamante, e sim com a Mavec, tese acatada pela 4ª Vara
do Trabalho de Cubatão. Diante disso, a reclamante ajuizou recurso
ordinário junto ao TRT/SP, que o julgou procedente em parte, condenando
a Mavec e, subsidiariamente, a Ultrafértil ao pagamento das verbas
rescisórias.
Entretanto, o TRT/SP afastou a aplicação do artigo 467
da CLT, segundo o qual: “em caso de rescisão de contrato
de trabalho, havendo controvérsia sobre o montante das verbas
rescisórias, o empregador é obrigado a pagar ao trabalhador, à data
do comparecimento à Justiça do Trabalho, a parte incontroversa
dessas verbas, sob pena de pagá-las acrescidas de cinqüenta
por cento.”
Esgotados os recursos no âmbito regional, as duas partes apelaram
ao TST. O relator do processo, ministro Barros Levenhagen, refutou a
tese de inexistência de responsabilidade subsidiária, levantada
pela Ultrafértil. Em seu voto, o relator cita a fundamentação
do TRT de origem, que concluiu tratar-se de simples terceirização
de mão de obra, enquadrando-se o caso no inciso IV do Enunciado
331 do TST, “sendo a segunda reclamada, tomadora e beneficiária
dos serviços da reclamante, subsidiariamente responsável
pelos termos da condenação”. (RR 271/2001-254-02-00.1)

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