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FETRACONSPAR, 26 de abril
de 2007
Dirigentes da FETRACONSPAR participam
da 1ª Reunião da Comissão Preparatória
da 3ª Conferência das Cidades
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| Na data de
25 do corrente, o Presidente do SINTRACOM Londrina e Secretário
de finanças da FETRACONSPAR, Sr Denilson Pestana da Costa,
esteve representando a FETRACONSPAR na 1ª Reunião da
Comissão Preparatória da 3ª Conferência
Estadual das Cidades, que será realizada em Foz do Iguaçu
nos dias 26 e 27 de setembro.
A comissão preparatória, instalada nesta quarta-feira, é integrada
por 60 representantes dos movimentos sociais e populares, dos trabalhadores
por suas entidades sindicais, órgãos governamentais,
de ong’s com atuação na área de desenvolvimento
urbano, de entidades profissionais, acadêmicas e de pesquisas,
e de associações de municípios.
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Durante os
trabalhos realizados nesta quarta-feira no auditório da
Secretaria do Desenvolvimento Urbano (Sedu)/Paranacidade, em Curitiba,
foi aprovado o regimento da conferência e escolhidos, dentre
os membros da comissão preparatória, os integrantes
da coordenação executiva do evento.
O Presidente do SINTRACOM Sr. Denilson
Pestana da Costa foi eleito para compor a Comissão Executiva, representando a FETRACONSPAR,
que é composta por 15 membros.
Antes da conferência estadual serão feitas as etapas
municipais (no período de 1.º de maio a 30 de junho)
e regionais (entre 1.º e 29 de julho).
Veja a Programação
da Reunião
1ª Reunião
da Comissão Preparatória
da 3ª Conferência das Cidades
25/04/2007
Programa
09:00 horas
Abertura Oficial
Pronunciamento do Secretário de Desenvolvimento Urbano – Dr. Luiz
Forte Netto dando início aos trabalhos da 3ª Conferência
das Cidades e demais autoridades.
09:30 horas
Início dos
Trabalhos
Indicação dos representantes dos Segmentos para compor a Comissão
Preparatória respeitando a proporcionalidade conforme determinado no
Regimento Nacional
10:00 horas
Leitura e aprovação
da minuta do Regimento Estadual
Indicação dos representantes dos segmentos para compor a Coordenação
Executiva
14:00 horas
Informe e esclarecimentos
sobre a 3ª Conferência
15:00 horas
Indicação
dos representantes dos segmentos para compor os Grupos de Trabalho
de Mobilização, de Sistematização e
de Validação
15:30 horas
Encaminhamentos da Comissão
Preparatória e Coordenação Executiva
17:00 horas
Fechamentos dos trabalhos – avisos,
informes, orientações. Encerramento da 1ª reunião
da Comissão Preparatória. |
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FETRACONSPAR, 12 de abril de 2007 | Campanha Salarial 2007/2008
Campanha Salarial/Mobiliário: FETRACONSPAR se reúne
com SIMOV na sede da DRT/PR
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Representantes da FETRACONSPAR, do SIMOV e da DRT/PR em Mesa Redonda.
A FETRACONSPAR realizou
na sede da Delegacia Regional do Trabalho – DRT/PR,
em Curitiba/PR, nesta quinta-feira, 26, às 14h, mesa redonda
de negociação para discutir a pauta de reinvidicações
da categoria do mobiliário.
A reunião foi entre a Comissão de Negociação
formada por membros da Federação e dos Sindicatos
de Trabalhadores com os representantes do SIMOV - Sindicato da
Indústria do Mobiliário e Marcenaria do Estado do
Paraná.
A próxima reunião
será novamente na sede da Delegacia Regional do Trabalho – DRT/PR,
em Curitiba/PR, no dia 08 de maio de 2007, às 14h:00. |
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Presidente
da FETRACONSPAR, Sr. Geraldo Ramthun em negociação
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FETRACONSPAR, 27 de abril de 2007
Secretário Geral da FETRACONSPAR, participa de evento na Rússia

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O
companheiro Reinaldim Barboza Pereira, Secretário
Geral da FETRACONSPAR, Tesoureiro e Coordenador Regional no Estado
do Paraná da Comissão Nacional dos Trabalhadores
do Amianto – CNTA, juntamente com diversa lideranças
sindicais, embarcou nesta segunda-feira (23), no período
da noite, para Rússia, afim de participar da Conferencia
Internacional do Amianto realizada em Moscou de 24 a 27/10/2007,
sobre a utilização da fibra do amianto na produção
de bens duráveis.
O que é a
CNTA
A Comissão Nacional dos Trabalhadores do Amianto – CNTA., é um órgão
do Departamento Profissional dos Trabalhadores da Construção
e do Mobiliário da CNTI.- Confederação Nacional
dos Trabalhadores na Indústria, constituída em 26
de julho de 1.988, através de assembléia nacional
dos dirigentes sindicais do fibrocimento, representado por 19 entidades
sindicais e 05 Federações de Trabalhadores, com o
objetivo de dar apoio e organização aos trabalhadores
do amianto no Brasil.
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Acesse o site: http://www.cnta.org.br
Conheça um pouco da Rússia
A Rússia atual teve origem no século 12, com a fundação
do Principado de Muscovy. No século 15, após 200
anos sob dominação da Mongólia, o principado
tornou-se independente e expandiu-se, conquistando outras regiões.
No início do século 17, sob o governo de Peter 1º,
a hegemonia se estendeu até o mar Báltico, e o país
foi rebatizado de Império Russo.
Durante o século 19, o país se expande ainda mais
pela Europa e pela Ásia. Em 1905, acontece uma revolução
que implementa mudanças no Parlamento e outras reformas.
Com a derrota na Primeira Guerra Mundial (1914-1919), o descontentamento
se agrava nas principais cidades do Império Russo e, em
1917, a Revolução Russa derruba o imperador.
Vladimir Lenin torna-se líder de governo e forma-se a União
das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), sob
um governo comunista. A economia soviética fica estagnada
nas décadas posteriores, até que Mikhail Gorbatchov
(1985-1991) introduz a glasnost [abertura] e a perestroika [reestruturação],
tentativas de modernizar o comunismo. Seus esforços acabam
por enfraquecer a URSS, que termina oficialmente em 1991.
Desde então, a Rússia tenta construir um sistema
político democrático e uma economia de mercado para
substituir o controle social, político e econômico
da era comunista. Embora haja progressos na área econômica,
o poder político passou a ser mais centralizado no atual
governo de Vladimir Putin, e as instituições democráticas
russas ainda são fracas.
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JORNAL
O ESTADO DO PARANÁ,
26 de abril de 2007
Emprego formal quase duplicou
Redação O Estado do
Paraná
Foto: Agência
Brasil

Ministro Carlos Lupi, do Trabalho: bom desempenho.
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou
em março a criação de 146.141 novos empregos
com carteira assinada. O resultado foi 91,15% superior ao verificado
no mesmo mês de 2006, quando foram gerados 76.455 postos
de trabalho. No primeiro trimestre do ano, o Caged acumula um saldo
positivo de 399.628 novos empregos, contra 339.703 registrados
em igual período do ano passado. Ou seja, no acumulado do
ano, houve um crescimento de 17,64% no número de novas vagas
de trabalho formais.
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, atribuiu a quase
duplicação na geração de novos postos
formais de trabalho no Brasil pelas empresas, em março,
ao bom desempenho da economia, influenciado pela redução
nos juros e a uma preparação do setor privado para
implantação das medidas do Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC).
“
Muitas empresas começam a se preparar para disputar licitações
e, para isso, contratam preliminarmente alguns profissionais e
até investem em treinamento de pessoal”, afirmou o
ministro, depois de reconhecer que muitas medidas que constam do
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ainda
não saíram do papel porque dependem de aprovação
do Congresso Nacional. “Mas mesmo dependendo de votações,
as empresas não ficam paradas, elas se preparam”,
acrescentou.
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério
do Trabalho anunciou o saldo líquido de 146.141 contratações,
sendo 1.255.630 admissões e 1.109.489 demissões.
Com isso, este foi o melhor mês de março desde o início
da série do Caged em 1992. Em comparação a
igual mês do ano passado, houve um crescimento de 91,15%
no saldo de empregos formais. O resultado do primeiro trimestre
de 2007, 399.628 novos empregos, superou em 17,6% o mesmo período
de 2006 e também foi classificado pelo ministério
como o melhor para primeiros trimestres desde o início do
Caged.
Setores
Todos os setores da economia apresentaram elevação
no nível de empregos formais no mês passado. Os serviços
ajudaram com mais 56,5 mil novas vagas enquanto a indústria
de transformação abriu 40,5 mil postos de ocupação.
O saldo de empregos formais no comércio ficou positivo em
12,8 mil novas vagas e a agricultura contratou 11,3 mil pessoas.
O Caged registra toda a movimentação de contratações
e demissões feita mensalmente pelas empresas privadas que
contratam por meio da Consolidação das Leis Trabalhistas
(CLT). Ficam de fora dessa estatística oficial as admissões
feitas no serviço público e de empregados domésticos.
Paraná
Apenas no mês de março, segundo os dados do Caged,
divulgados ontem, o Paraná gerou 20.090 novos postos de
trabalho. O número é mais que o dobro do que foi
gerado no mesmo mês do ano passado: 10.035. No ano, o Estado
já gerou 42.911 novas vagas e também supera o mesmo
período de 2006 - quando foram criados 31.500 postos.
Os principais destaques na geração de empregos em
março foram a indústria de transformação,
com 8.138 vagas, o setor de serviços, que empregou 4.090
trabalhadores, e a agricultura, com 3.792 postos de trabalho.
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JORNAL GAZETA DO POVO,
26 de abril de 2007 | Economia
Recorde histórico em admissões
O Caged aponta que o saldo entre o total de admitidos e demitidos em
março, no país, ficou positivo em 146.141 mil vagas, o
melhor resultado já registrado pela série histórica.
No trimestre, o número cresce para 399.628 mil vagas, valor também
recorde, 18% maior que o do mesmo período do ano passado. O desempenho
foi puxado pelos setores de serviço, com a contratação
nas áreas de administrações de imóveis, serviços
técnicos e no setor da indústria de transformação.
São Paulo foi o estado que mais contratou, seguido de Minas Gerais.
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JORNAL
GAZETA DO POVO, 26 de abril de 2007 | Brasil
Estagiários poderão ter direito a férias
Os
estagiários poderão ter direito a férias caso
passem um ano ou mais numa empresa. É o que prevê um projeto
de lei feito pelo Ministério da Educação (MEC) para
regulamentar os estágios. A proposta faz parte do Plano de Desenvolvimento
da Educação (PDE) anunciado na terça-feira e já está na
Casa Civil da Presidência da República, de onde deve seguir
para o Congresso Nacional.
O projeto estabelece que o período de recesso deve ser proporcional
ao tempo de atividade e tem que ser tirado preferencialmente durante
as férias escolares. A proposta não especifica o tempo
de duração das férias nem deixa claro se serão
remuneradas.
Ajuste
Ontem, o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse
que o governo está aberto à possibilidade de fazer eventuais
ajustes ao PDE. O plano prevê mais de 40 medidas para todos os
níveis de ensino, com prioridade para a educação
básica.
“Não temos nenhuma dificuldade de eventualmente, mesmo
depois do lançamento do plano, receber das entidades ligadas à educação
novas sugestões, críticas, recomendações
que poderão ser incorporadas no acompanhamento que fizermos do
plano’’, afirmou o ministro.
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JORNAL
GAZETA DO POVO, 26 de abril de 2007 | Economia
Poupadores têm dificuldade para
obter extrato e reaver rendimento
Prazo para solicitar a banco expurgo do Plano
Bresser vai até 31
de maio
por CINTHIA SCHEFFER
Os brasileiros que tinham poupança em 1987 têm pouco mais
de um mês – até 31 de maio – para tentar reaver
eventuais diferenças de rendimento ocasionadas pelo Plano Bresser,
que entrou em vigor em junho daquele ano. Caso o poupador não peça
o resgate, o valor será incorporado ao patrimônio do banco
a partir de 1.º de junho. A dificuldade para conseguir os extratos
da época, no entanto, pode fazer com que seja justamente este o
destino de boa parte dos R$ 1,9 bilhão que, estima-se, esteja à espera
dos proprietários.
Resgate
O primeiro passo é procurar a agência bancária na qual
tinha poupança em 1987, 1989, 1990 e 1991. Com o CPF e RG em mãos,
o poupador deve fazer um requerimento para o banco, solicitando o microfilme
do extrato da poupança para os seguintes períodos: junho
e julho de 1987; janeiro e fevereiro de 1989; abril e maio de 1990; janeiro,
fevereiro e março de 1991.
É importante que o solicitante exija o protocolo de solicitação
do extrato. Vale lembrar que o banco não pode cobrar mais do que
R$ 7 por folha de extrato.
Com o extrato em mãos, o poupador precisa procurar um advogado
especializado para que ele faça um cálculo do valor a ser
resgatado.
Se o saldo da poupança na época for de até R$ 14
mil (40 salários mínimos) ou de até R$ 21 mil (60
salários), o processo poderá correr no juizado especial
estadual e federal, respectivamente, sem advogado.
Para requerer a diferença, explica o consultor jurídico
do Instituto de Defesa dos Direitos Sociais (IDS), Paulo Zancaneli, é fundamental
que o poupador peça no banco um extrato da época. “É através
dele que a pessoa poderá verificar se tem algo a receber e quanto.” Porém,
muita gente está com dificuldade para conseguir o documento, já que
se trata de contas antigas, que em muitos casos foram fechadas.
A professora aposentada Ione Zago conta
que, mesmo sendo correntista até hoje, precisou brigar muito na Caixa Econômica Federal
(CEF) para conseguir o seu extrato. “Os atendentes não tinham
informações precisas e chegaram até a dizer que
não tinham obrigação de saber”, reclama. “Consegui
o documento depois de muita reclamação.”
O assessor de comunicação Valmir Denardin não teve
a mesma sorte. Ele diz que a conta foi encerrada há muitos anos
e, por isso, não tem mais o número. “Fiz o pedido
com o meu nome e o CPF, mas o banco, de cara, já cria uma série
de empecilhos.” Segundo o assessor, a gerente do banco informou
que só é possível fazer o pedido com o número
da conta. “Não tenho outra forma, a não ser no próprio
banco, de conseguir esse número.”
A Caixa Econômica Federal informou, por meio da assessoria de
imprensa, que está buscando atender todos os pedidos e que foi
a partir dessa semana que a demanda pelos extratos cresceu. Por isso,
as regionais estão recebendo orientações de como
proceder.
A orientação do banco para quem quer fazer o pedido é comparecer à agência
com o número da conta para agilizar o processo. Ainda assim, a
assessoria informou que a pesquisa também será feita por
nomes e CPFs. Porém, isto pode atrasar a resposta, já que
naquela época não era obrigatória a apresentação
do documento para abertura de conta.
A assessoria de imprensa do Banco Central
informou que não tem
um levantamento das poupanças daquela época e, por isso,
não sabe informar quantos correntistas têm direito à diferença.
O BC informou também que a busca dos extratos depende do sistema
de controle de cada banco.
O consultor jurídico do IDS, no entanto, lembra que os bancos
são obrigados a fornecer os extratos, mesmo para aqueles que não
têm mais o número da conta. Zancaneli lembra que o pedido
também pode ser feito por herdeiros. “Se houver diferença
a receber, o herdeiro legal ou o administrador do espólio podem
fazer o requerimento.”
Para quem tinha poupança em bancos que não existem mais,
o consultor sugere checar o destino da instituição. “Se
o banco foi vendido, ele pode fazer o pedido a quem o adquiriu.” É o
caso, por exemplo, do Itaú, que está respondendo pelas
contas do antigo Banestado. O mesmo deve acontecer com o HSBC em relação
ao Bamerindus. Já se o banco faliu, Zancaneli diz que a solicitação
do extrato deve ser feita ao liquidante. É o caso do Banco Econômico.
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JORNAL
GAZETA DO POVO, 26 de abril de 2007 | Economia
Bancos têm dez dias para fornecer
dados ao cliente
Segundo um levantamento feito pelo Instituto de Defesa dos Direitos
Sociais (IDS), apenas 10% das pessoas que tinham poupança na época
da entrada em vigor do Plano Bresser já solicitaram seus extratos
para checar se têm direito à diferença. “Em geral,
os bancos têm até 10 dias para entregar os documentos. Por
isso, é fundamental que a pessoa não deixe para a última
hora”, orienta o consultor jurídico do IDS, Paulo Zancareli.
De posse dos extratos, o orientação é que o correntista
procure um advogado para fazer as contas e fazer a conversão da
moeda da época para o Real. “Dependendo do valor, o pedido
de ressarcimento poderá ser encaminhado ao Juizado de Pequenas
Causas”, diz Zancareli. Segundo o consultor, se entrar na Justiça
comum, o requerente, em geral, vai pagar apenas o valor dos honorários
do advogado – entre 20% e 25% do valor a receber.
A estimativa do instituto é que cerca de 64 milhões de
brasileiros tinha caderneta de poupança naquela época.
A diferença de rendimento ocorreu porque quando o Plano Bresser
entrou em vigor, em junho de 1987, houve uma mudança no indexador
da poupança – de Obrigação do Tesouro Nacional
(OTN) para Letra do Banco Central (LBC). A nova regra, explica Zancareli,
determinou que a poupança seria remunerada pela variação
da LBC a partir de 16 de junho de 1987.
Porém, os bancos remuneraram o mês todo usando como indexador
a LBC, que acusou uma variação de 18,02% no período,
bem menor que a variação da OTN, de 26,06%. “É essa
diferença de 8,04 pontos porcentuais de rendimento, na primeira
quinzena do mês, que o poupador tem direito.”
O mesmo raciocínio vale para o Plano Verão, que entrou
em vigor em 15 de janeiro de 1989. Como o poupador tem 20 anos para solicitar
o valor da perda, neste caso, o prazo máximo para entrar na Justiça é dezembro
de 2008. (CS)
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA,
26 de abril de 2007
Mantega quer taxa maior entre prestador e empresa
Brasília - O ministro Guido Mantega (Fazenda) voltou a defender a cobrança
de um imposto maior nos casos em que prestadores de serviços trabalham
exclusivamente para uma única empresa. Para ele, é preciso deixar
mais claro esse tipo de relacionamento e determinar um piso salarial para a aplicação
dessa nova regra, que será feita por meio da regulamentação
do artigo nº 116 do Código Tributário Nacional. Essa é a
saída que o governo tenta dar para acabar com a polêmica da chamada ‘‘emenda
3’’.
‘‘Quando a pessoa tinha um cargo como pessoa física, por
exemplo, o diretor de uma empresa, e ele vira uma pessoa jurídica com
as mesmas atribuições, mas passa a pagar menos imposto e a empresa
a não recolher encargos (trabalhistas). Isso é uma fraude e temos
que combater’’, afirmou.
De acordo com ele, será cobrada uma ‘‘pequena tarifa adicional’’ nesses
casos e que isso só será permitido quando não houver precarização
da relação. Para isso, quer discutir com o Congresso Nacional
a definição de uma faixa salarial com o objetivo de proteger
os trabalhadores de renda mais baixa.
‘‘Altos salários não vão pagar os 45% que
pagariam, mas também podem pagar mais que os 15% [que pagam quando são
pessoas jurídicas que atuam no regime de lucro presumido]. Isso é uma
discussão aberta.’’
A emenda 3 foi incluída por parlamentares na lei que criou a Super-Receita
e vetada pelo presidente Lula no mês passado. Ela proíbe que os
auditores fiscais multem e tenham o poder para desfazer pessoas jurídicas
quando entenderem que a relação de prestação de
serviços com uma outra empresa é, na verdade, uma relação
trabalhista. Pelo texto aprovado no Congresso Nacional, apenas a Justiça
do Trabalho teria esse poder.
As centrais sindicais são contra a essa emenda porque temem a precarização
das relações trabalhistas. A Receita Federal e o Ministério
da Previdência também, já que perderiam arrecadação.
Mantega reafirmou ainda que a regulamentação do artigo 116
não irá afetar os prestadores de serviço como escritórios
de advocacia, consultórios médicos e odontológicos e profissionais
liberais que prestam serviços para várias empresas.
‘‘Estamos falando só das relações de trabalho
de pessoas jurídicas que são personalistas. O sujeito que trabalha
para uma empresa só. (...) Muitas vezes há o acobertamento do
trabalho assalariado. Está precarizando e isso não podemos permitir’’,
explicou o ministro, que hoje se encontra com líderes do Senado Federal
para discutir o assunto.
Ana Paula Ribeiro
Folhapress
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JORNAL
O ESTADO DO PARANÁ,
26 de abril de 2007
Déficit da previdência é de R$ 4,6 bilhões
Agência
Estado
Foto: Agência
Brasil

Helmut Schwarzer: queda nos próximos meses.
Brasília - O elevado déficit da Previdência registrado
em março - de R$ 4,691 bilhões - é explicado,
segundo o secretário de Previdência Social, Helmut Schwarzer,
pelo alto valor dos precatórios pagos no mês, que totalizou
R$ 2,121 bilhões. Segundo o secretário, esse valor é praticamente
todo o montante programado para o ano. “Se não tivesse
os precatórios, estaríamos comemorando uma queda do déficit
em relação ao mesmo mês do ano passado, ou em relação
ao mês”, disse Schwarzer.
Para os próximos meses, o secretário prevê que os valores
serão menores e voltarão ao patamar de fevereiro, quando foram
pagos R$ 184 milhões em precatórios. Ele explicou que, no mês
de março, foi liquidado todo o estoque de sentenças judiciais
emitidas entre 2002 e 2005. “Esse volume (de março) distorce a
estatística, mas não espelha a realidade da previdência
para o ano inteiro”, afirmou Schwarzer. O déficit do órgão
em março, em função do pagamento de precatórios,
foi mais que o dobro do déficit de fevereiro de 2007 e março
de 2006.
Segundo o secretário, ainda estão previstos para este ano o pagamento
de R$ 103,4 milhões, referentes a sentenças da Justiça
do Trabalho, e R$ 371,2 milhões relativos a sentenças judiciais
nos estados.
Schwarzer disse que os números do trimestre refletem com mais fidelidade
o desempenho das contas da previdência no ano. Ele lembrou que, em janeiro
de 2006, também houve pagamento elevado de precatórios, no valor
de R$ 1,560 bilhão, mas que esse total foi diluído nos números
do primeiro trimestre daquele ano.
Pensões
Schwarzer informou que o governo estuda revisar o cálculo de pagamento
de pensões por morte. Segundo ele, a proposta foi sugerida pelo Instituto
de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na última reunião
do Fórum da previdência. “Podemos ter regras diferentes
para pessoas diferentes e com idades diferentes”, disse Helmut.
O secretário disse que os números apresentados pelo Ipea, órgão
vinculado ao Ministério do Planejamento, mostram que 4 milhões
de casamentos no País já são entre homens com mais de
65 anos e mulheres jovens. Helmut explicou que, nesses casos, a pensão
pode ser temporária e não vitalícia, como é hoje.
Também está em estudo o valor da pensão, que hoje é integral.
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Agência
Senado, 26 de abril de 2007
Congresso recebe na próxima semana substitutivo ao projeto da Câmara
sobre a Emenda 3

O governo deverá enviar na próxima semana ao Congresso Nacional
um esboço de projeto de lei para criar a "pessoa jurídica
especial", nome que se dará ao profissional que presta, principalmente,
serviços intelectuais ou artísticos, por meio de firma individual,
a outra empresa.A informação é do ministro da Fazenda,
Guido Mantega, que participou na tarde desta quarta-feira (25) de reunião
com líderes partidários e o presidente do Senado, Renan
Calheiros.
Para líderes partidários que participaram do encontro, a
proposta poderá colocar fim à crise gerada pelo veto presidencial à chamada
Emenda 3 ao projeto que criou a Super-Receita, que, na avaliação
de alguns congressistas, permitia uma intervenção indevida
dos auditores fiscais nas relações de trabalho no interior
das empresas.
Segundo Renan Calheiros,
que acompanhou o ministro Mantega em entrevista coletiva, há entendimento de que é possível superar
o impasse em torno da matéria já na próxima semana.
Mantega acentuou que representantes do governo e parlamentares conseguiram
manter um diálogo muito produtivo no sentido de construir uma
melhor regulamentação para o artigo 116 do Código
Tributário Nacional, que permite à autoridade administrativa "desconsiderar
atos ou negócios jurídicos praticados com a finalidade
de dissimular a ocorrência do fato gerador do tributo ou a natureza
dos elementos constitutivos da obrigação tributária".
O ministro da Fazenda
esclareceu também que 99% dos profissionais
enquadrados como pessoas jurídicas, entre as quais se encontram
os profissionais liberais, os prestadores de serviço e os escritórios
de advocacia, não sofrerão nenhuma penalidade, e continuarão
pagando, como ocorre atualmente, 15% do lucro presumido. Já a "pessoa
jurídica especial" deverá pagar adicional de até 10% à Previdência
Social - o percentual ainda não é definitivo.
Mantega disse ainda que
o substitutivo criará novos parâmetros
legais, deixando mais precisos os limites de atuação da
Justiça do Trabalho, já definidos em lei.
- Os fiscais não terão poder para definir o que é pessoa
jurídica ou pessoa física - afirmou Mantega, adiantando
que o governo quer evitar a todo custo a precarização das
relações de trabalho.
O líder José Agripino (DEM-RN) reforçou o entendimento
do governo de que fiscal da Receita não deve desqualificar a relação
de trabalho envolvendo pessoas jurídicas, cabendo a ele unicamente
a fiscalização sob o aspecto tributário.
- A expectativa [com relação a um acordo] é boa,
porque a trava principal era o fiscal poder desqualificar essas relações,
além de autuar, e isso já está superado - disse
o senador.
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Agência
Senado, 26 de abril de 2007
Emenda 3 poderá aumentar trabalho
escravo, diz ministro do Trabalho

Em audiência pública conjunta da Comissão de Direitos Humanos
e Legislação Participativa (CDH) e da Comissão da Assuntos
Sociais (CAS), nesta quarta-feira (25), o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos
Lupi, defendeu a manutenção do veto presidencial à Emenda
3.De acordo com Carlos Lupi, uma possível entrada em vigor da Emenda 3
poderá criar uma lacuna na legislação trabalhista que permitirá,
entre outros efeitos danosos, a volta do trabalho escravo.
O ministro considerou que a aprovação da Emenda 3 poderá representar,
inclusive, o fim da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
- Essa emenda como está, se não for mantido o veto, tira o poder
de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Ela transfere para a Justiça do Trabalho a responsabilidade da fiscalização.
Sabemos que a demanda na Justiça do Trabalho é muito grande.
Isso significa simplesmente em alguns casos esperar de dois a cinco anos para
se acionar a fiscalização e fazer cumprir a legislação
trabalhista - explicou.
Durante a reunião a líder do PT, Ideli Salvatti (SC), retransmitiu
recomendações do presidente Luiz Inácio da Silva ao partido
no sentido de se impedir a derrubada do veto presidencial. Para ela, a aprovação
da emenda deverá acarretar a precarização das relações
de trabalho e de direitos trabalhistas.
Paulo Paim (PT-RS) alertou para a possibilidade
de aumento do trabalho informal caso o veto à Emenda 3 não
seja mantido.
- A Emenda 3 significa legalizar o trabalho informal. É dizer que de
hoje em diante teremos trabalho informal para todo lado e o governo não
pode nem fiscalizar. E aquele trabalhador que estiver no trabalho informal
oficializado pela Emenda 3 e quiser protestar, tem que entrar com ação
na justiça. E se entrar com ação é demitido no
dia seguinte - advertiu Paim.
A Emenda 3 ao projeto que criou a Super-Receita
proíbe que auditores
fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego ou da Receita Federal autuem
ou fechem empresas prestadoras de serviço compostas por uma única
pessoa, mesmo que o fiscal considere que a foi criada apenas para burlar a
legislação trabalhista, encobrindo uma relação
de trabalho. Com sua aprovação, apenas a Justiça do Trabalho
poderia definir se existe relação trabalhista em determinado
contrato exigindo, em caso afirmativo, o pagamento de todas as obrigações
previstas na CLT.
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Folha
de São Paulo,
26 de abril de 2007
Serra fixa mínimo de R$ 410 em SP
Medida contempla empregados do setor privado
sem piso definido em lei federal, convenção ou acordo coletivo
| Valor é 8% maior do que o mínimo adotado pelo governo
federal, de R$ 380; Estados podem instituir pisos regionais desde 2000 DA REPORTAGEM LOCAL
O governador de São Paulo, José Serra, enviou ontem à Assembléia
Legislativa projeto de lei que fixa em R$ 410 o piso salarial do Estado.
Pelo projeto - que cria o piso regional - serão instituídos
três patamares salariais em São Paulo segundo as diferentes
categorias profissionais: R$ 410, R$ 450 e R$ 490. Amparada no cruzamento
dos dados do IBGE e do Ministério do Trabalho, a avaliação
do governo é que a medida beneficiará, com um aumento de
8%, um milhão de trabalhadores que hoje recebem o salário-mínimo
adotado pelo governo federal (R$ 380 mensais). São contemplados
os empregados da iniciativa privada que não tenham piso salarial
definido em lei federal, convenção ou acordo coletivo de
trabalho.
"Como disse o [secretário de Emprego e Trabalho, Guilherme]
Afif, esse piso é o dissídio dos que não estão
organizados", discursou Serra, afirmando que foram fixados com cuidado
para evitar informalidade. Pelo texto, o mínimo de R$ 410 é aplicado,
por exemplo, a trabalhadores domésticos, serventes, trabalhadores
agropecuários, contínuos, trabalhadores de serviço
de limpeza e conservação, motoboys e auxiliares de escritórios.
O de R$ 450 vale, por exemplo, para tintureiros,
barbeiros, manicure, cabeleireiro, dedetizadores, garçons, barmen e cobradores. O de
R$ 490 atinge de administradores agropecuários a trabalhadores
de serviço de higiene e saúde. O piso passa a vigorar no
mês seguinte à aprovação na Alesp. A exemplo
do salário-mínimo, a fiscalização de seu
cumprimento deve ser feita pelo Ministério do Trabalho.
Segundo a assessoria da Delegacia Regional
do Trabalho, as multas aplicáveis às
empresas variam segundo a gravidade das irregularidades e o número
de empregados. Desde 2000, os Estados estão autorizados a instituir
o piso regional. Para evitar impacto na conta das prefeituras, estão
excluídos os funcionários municipais. Em São Paulo,
o piso salarial dos funcionários estaduais é de R$ 510.
Hoje, três Estados adotam o piso próprio, divididos em seis
diferentes categorias. No Rio, o menor é de R$ 404,02 e o maior
de R$ 486,13. No Rio Grande do Sul, o piso vai de R$ 405,95 a R$ 441,86.
No Paraná, de R$ 427,00 a R$ 437,80.
No discurso, Serra apontou a medida como
uma demonstração
de que seu governo é popular "Estamos fazendo uma administração
aqui em São Paulo voltada para os interesses populares. Estamos à frente
de um governo popular". Na saída, Afif admitiu risco de aumento
da informalidade. Mas lembrou a possibilidade de aperfeiçoamento
da lei, que é corrigida anualmente.
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Folha
de São Paulo,
26 de abril de 2007
Governo protege calçado e indústria têxtil
Tarifa de importação para os setores será elevada
para 35%, a máxima permitida, contra os 20% cobrados atualmente
| Medida ocorre após intenso lobby, que culpa real forte e concorrência "desleal" chinesa
pela perda de mercado e demissões CLÁUDIA DIANNI
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A forte concorrência com os produtos chineses levou o governo
a aumentar, pela primeira vez nos últimos seis anos, a Tarifa
Externa Comum (TEC) de dois produtos para 35%, o nível máximo
de imposto de importação que o Mercosul está autorizado
a aplicar, segundo as regras da OMC (Organização Mundial
do Comércio). O aumento afeta as importações de
calçados e confecções, cerca de 315 itens, cuja
tarifa média atualmente é de 20%.
Desde 2000, apenas os automóveis importados pagam a TEC máxima
para entrar no Mercosul. A medida visa dar alento aos dois setores que
mais têm reclamado da concorrência chinesa e de perdas com
a alta cotação do real, que encarece seus produtos no exterior,
derrubando suas exportações. Calçadistas e a indústria
têxtil afirmam que vêm demitindo milhares de pessoas por
causa desses fatores.
A elevação dessas tarifas pode afetar as negociação
para a liberalização mundial de comércio, a Rodada
Doha da OMC. O Brasil vem sofrendo pressões para baixar tarifas
de importação de produtos industrializados em troca de
maior acesso ao mercado agrícola.
"Concorrência desleal"
O governo afirma que o objetivo da medida é proteger os setores,
que julga competitivos, da "concorrência desleal" de
produtos que entram no Brasil com preços subfaturados. A decisão
foi tomada ontem em reunião da Camex (Câmara de Comércio
Exterior) e ainda terá que ser ratificada pelos demais membros
do Mercosul (Argentina, Paraguai e Uruguai). A Venezuela não opina
nesse caso porque ainda não aderiu à TEC.
Apesar da elevação da tarifa, o ministro Guido Mantega
(Fazenda) defendeu a redução do nível de proteção
do Brasil e a liberdade comercial ao deixar a reunião da Camex.
Para ele, a medida anunciada ontem era necessária porque os setores
são intensivos em mão-de-obra. Disse ainda que haverá outras,
que ele não especificou, além da fiscalização
de fraudes de preços. "Em havendo a percepção
de que há uma concorrência desleal, temos de proteger a
indústria nacional. Principalmente no caso de têxteis e
confecções, há entrada volumosa de produtos estrangeiros,
alguns com preços subfaturados. Então temos de criar alguma
barreira de modo que o produtor brasileiro possa sobrevier", afirmou
o ministro.
Em 2004, entraram no Brasil 6.319 toneladas
de sapatos e 10.929 toneladas de confecções. No ano passado, as importações
de calçados chegaram a 45.644 toneladas e as de confecções,
a 60.063 toneladas. O Ministério do Desenvolvimento não
especificou quanto desse volume veio da China, mas afirma que se trata
da grande maioria. A Camex elevou a tarifa apenas de confecções
e de vestuário, não de tecidos, cuja tarifa média
continua em 20%, o que significa que as indústrias de confecção
vão continuar a ter acesso a matéria-prima mais barata.
No entanto, a medida terá impacto para o consumidor final, já que
a concorrência vai diminuir, o que tende a aumentar os preços.
Para o secretário-geral da Camex, Mário Mugnaini, a ferramenta
mais adequada para lidar com subfaturamento de preços é o
antidumping. Ou seja, a adoção de tarifas extras proporcionais
ao dumping -quando o exportador está vendendo sua mercadoria no
mercado de destino a um preço menor do que vende em seu mercado.
No entanto, para comprovar a prática de dumping, é preciso
abrir uma investigação que pode levar até um ano.
Por isso, a elevação da tarifa foi a maneira mais rápida
que o governo encontrou de ajudar a indústria, segundo Mugnaini.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 26 de abril de 2007 | Economia
Governo estuda revisar cálculo de pensões
por morte
A informação foi dada pelo secretário de Previdência
Social, Helmut Schwarzer
Renata Veríssimo
BRASÍLIA - O secretário de Previdência Social do
Ministério da Previdência, Helmut Schwarzer, informou que
o governo estuda revisar o cálculo de pagamento de pensões
por morte. Segundo ele, a proposta foi sugerida pelo Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea) na última reunião do Fórum
da Previdência. "Podemos ter regras diferentes para pessoas
diferentes e com idades diferentes", disse Helmut.
O secretário disse que os números apresentados pelo Ipea, órgão
vinculado ao Ministério do Planejamento, mostram que 4 milhões
de casamentos no País já são entre homens com mais
de 65 anos e mulheres jovens. Helmut explicou que, nesses casos, a pensão
pode ser temporária e não vitalícia como é hoje.
Também está em estudo o valor da pensão que hoje é integral.
Para o secretário, poderia ser retomada a fórmula que era
adotada no Brasil até 1991: 50% do valor para o cônjuge
e 10% por dependente. Ele informou que a equipe técnica está trabalhando
nos modelos de projeções do ministério, atualizando
com o índice demográfico e a nova realidade do mercado
de trabalho. Os dados podem ser apresentados na próxima reunião
do Fórum, dentro de um mês.
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PORTAL
LATINO AMERICANO /AGÊNCIA ANSA, 26 de abril de 2007
Peru: Mineiros anunciam greve de 100 mil trabalhadores
LIMA, 24 ABR (ANSA)
- Pelo menos 100 mil trabalhadores mineiros peruanos iniciarão no dia 30 de abril uma greve nacional reivindicando
uma Lei Geral do Trabalho que os proteja, além do livre desligamento
do sistema privado de pensões, entre outras solicitações.
O secretário-geral da Federação Nacional de
Trabalhadores Mineiros, Metalúrgicos e Siderúrgicos,
Luis Castillo, anunciou a medida de força que provavelmente
afetará as empresas mineiras em todo o país.
Castillo também denunciou que por causa das precárias
condições em muitas empresas mineiras, mais de 60 trabalhadores
perderam a vida em acidentes de trabalho.
"Os trabalhadores mineiros estão submetidos a todo tipo
de abuso e excessos, e não contam com seus direitos fundamentais",
disse o secretário-geral.
A paralisação dos mineiros é um dos inúmeros
protestos que caracterizam os conflitos sociais no Peru nas últimas
semanas.
Uma greve indefinida que envolve milhares
de agricultores cocaleiros, os quais mantêm bloqueadas várias estradas e pontes
na selva central e em diversas regiões cocaleiras, reivindica
a suspensão indefinida da erradicação das plantações
ilegais de folhas de coca.
O governo do presidente Alan García Pérez
se nega a dialogar com os cocaleiros e anunciou maiores medidas
para reprimir
os que bloquearem as estradas.(ANSA)
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Notícias
do Tribunal Superior do Trabalho
26/04/2007
TST mantém justa causa em demissão
de eletricista
A Terceira Turma do Tribunal Superior
do Trabalho manteve a justa causa para a demissão de um eletricista, por faltas reiteradas
e injustificadas ao trabalho. A decisão, unânime, foi
proferida no recurso interposto pelo empregado na ação
movida contra a empresa paulista Tajofran de Saneamento e Serviços
Ltda.. O empregado foi admitido pela empresa, como eletricista, em
agosto de 2001, com salário de R$ 379,75 mais adicional de periculosidade.
No final de janeiro de 2003, ficou doente
e precisou se ausentar algumas vezes para tratamento de saúde. No dia 28 de fevereiro do mesmo
ano, foi demitido por justa causa. Contou na petição
inicial que comparecia ao trabalho, mas era impedido de entrar pelos
seguranças. Disse que recebeu o aviso de dispensa e ficou surpreso
ao saber que a demissão se deu por justa causa, pois sequer
foi avisado dos motivos que levaram o empregador a concretizar a dispensa.
Em abril de 2003, ajuizou reclamação trabalhista pleiteando
o pagamento das verbas rescisórias compatíveis com a
demissão sem justa causa e pediu ainda valores referentes ao
seguro-desemprego e indenização por danos morais, sem
fixar o valor pretendido. A empresa, em contestação,
alegou abandono de emprego por reiteradas e injustificadas faltas ao
trabalho. Disse que enviou correspondência ao empregado para
que comparecesse à empresa, mas ele não apareceu. Por
fim, negou que tenham barrado sua entrada na empresa, apresentando
comprovante do pagamento das verbas devidas.
A sentença foi desfavorável ao empregado porque ele
não conseguiu comprovar que compareceu ao trabalho mas foi impedido
de entrar na empresa. Por outro lado, o empregador apresentou em juízo
a carta com comprovante de recebimento na qual convocou o trabalhador
para apresentar-se ao seu posto de trabalho. O juiz entendeu, ainda,
não estar configurado o dano moral que ensejasse reparação.
O empregado recorreu ao Tribunal Regional
do Trabalho da 2ª Região
(São Paulo), mas a sentença foi mantida. O acórdão
destacou que a alegação de justa causa, por si só,
não é suficiente para caracterizar o dano moral. Considerou
que a justa causa ficou devidamente comprovada e considerou que não
houve demonstração de constrangimento ou exposição
do empregado à situação vexatória.
A discussão chegou ao TST por meio de agravo de instrumento.
O relator do processo, juiz convocado Ricardo Machado, destacou em
seu voto a impossibilidade de se rever matéria fática
na Corte Superior. (Súmula 126). “Concluindo o Regional,
soberano na prova dos autos, pelo abandono de emprego, inviável
a alteração do julgado que reconhece a justa causa, pela
impossibilidade de revolvimento do conjunto fático-probatório”,
fundamentou o magistrado. (AIRR 968/2003-035-02-40.4).
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26/04/2007
Uso indevido de e-mail:
sem provas, banco terá de indenizar empregado
Ao
julgar recurso oriundo do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região
(Ceará), a Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve
decisão em que o Banco do Nordeste S/A foi obrigado a indenizar
empregado que havia sido punido pelo suposto uso de e-mail corporativo
para fins particulares. Em procedimento administrativo, o banco suspendeu
o empregado por 30 dias e o transferiu de agência, sob acusação
de ter infringido norma interna e usado o e-mail do banco para praticar
agiotagem entre os colegas de trabalho.
O empregado ajuizou ação contra o banco requerendo a
suspensão da pena administrativa e o conseqüente pagamento
do prejuízo sofrido pela perda da remuneração
e de outras vantagens, como férias, promoção funcional,
licença-prêmio e empréstimo de antecipação
do imposto de renda, além dos honorários advocatícios
de 15% sobre o valor da indenização. Ele sustentou que
jamais violara a norma que disciplina o uso do correio eletrônico.
Segundo ele, foram os colegas que lhe enviavam mensagens, uma prática
corriqueira no banco, e que as informações não
eram sigilosas nem acarretaram prejuízos a terceiros.
Na sentença inicial, posteriormente mantida pelo TRT/CE, o
juiz considerou insuficientes as provas apresentadas pelo banco, condenando-o
a suspender a punição e indenizar o empregado. A empresa
ajuizou recurso insistindo nos argumentos para rever a sentença,
mas o TRT cearense entendeu ser possível apreciar apenas o questionamento
dos honorários advocatícios.
O relator da matéria no TST, ministro Aloysio Corrêa
da Veiga, confirmou que, diante da impossibilidade de exame de violação
dos dispositivos legais apontados, o recurso não poderia ser
admitido para rever a indenização. Entretanto, propôs
dar provimento parcial ao apelo do empregador, eximindo-o do pagamento
dos honorários advocatícios.
Nessa questão, o ministro considerou que a decisão do
TRT/CE contrariou as Súmulas 219 e 329 do TST, que dispõem
sobre a impossibilidade de o pagamento dos honorários advocatícios
decorrerem de mera sucumbência, mas da observância de determinados
requisitos, tais como: assistência da parte pelo sindicato representativo
de sua categoria profissional e percepção de salário
inferior ao dobro do mínimo legal ou estar em situação
que não lhe permita demandar sem prejuízo de seu sustento
ou de sua família.
O ministro assinalou em seu voto que,
no caso analisado, embora assistido por advogado do sindicado, o
autor da ação “não
fez prova da percepção de salário inferior ao
dobro do mínimo legal, ou de se encontrar em situação
econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo
do próprio sustento ou da respectiva família, não
fazendo, portanto, jus ao pagamento de honorários de advogado”.
(RR 1662/2001-008-07-00.3)
(Ribamar Teixeira)

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