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FETRACONSPAR, 14 de junho
de 2007 | Eventos
FETRACONSPAR realiza reunião da
diretoria
A
Diretoria da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias
da Construção e do Mobiliário do Estado do Paraná (FETRACONSPAR),
se reuniu nesta quinta-feira (14), em sua sede, sito à Rua Dr.
Faivre, nº. 888 – Centro - Curitiba/PR, para Reunião
Ordinária.
Na
oportunidade, está sendo abordado dentre outros temas, o seguinte:
1 -
Leitura, discussão e aprovação da Ata da reunião
anterior;
2 - Finanças da Fetraconspar, com respectivos saldos e entrega:
2.1 - Balancete de Verificação dos meses de abril e maio
de 2007;
2.2 - Relatório das receitas e despesas dos meses de abril e maio de
2007, comparado com o mesmo período anterior;
2.3 - Relatório das aplicações financeiras, com prazos
e taxas de rendimentos;
2.4 - Relatório de receitas, despesas e investimentos na Colônia
de Férias da Fetraconspar em Itapoá;
2.5 - Empréstimos e doações;
3 - Correção do valor das diárias da Colônia de
Férias, conforme deliberado na reunião da Diretoria do dia 23/02/2006;
4 - Participação nas Assembléias;
5 - Informes sobre as mesas redondas de negociação;
6 - Informes pelo Secretário Geral, dos check-list da Cohapar e a posição
do Comitê de Combate a Informalidade;
7 - Informes sobre os Sindicatos que encaminharam os check-list da categoria
de mármores e granitos;
8 -
Outros assuntos.
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FETRACONSPAR, 14 de junho
de 2007
STICM Guarapuava realiza assembléia
na GVA
Em mais uma assembléia realizada ontem (14/06) pelo Sindicato dos
Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário
de Guarapuava, com trabalhadores da empresa GVA INDÚSTRIA E COMÉRCIO
S/A, foi deliberada a continuidade da paralisação das atividades
até a regularização dos salários de maio/2007.
Segundo informações do presidente do sindicato, companheiro
Sirlei César de Oliveira, quando a empresa apresentar proposta
para os pagamentos, que deverá ocorrer até amanhã (sexta-feira)
dia 15/06, uma nova assembléia será convocada, com anuncio
em rádio local.
A empresa está sendo administrada por uma comissão de
empregados e conta atualmente com aproximadamente 440 empregados. O sindicato é filiado
a FETRACONSPAR.
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César
de Oliveira (Presidente do STICMG) fala aos trabalhadores. |
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JORNAL
UMUARAMA ILUSTRADO, 14 de junho de 2007 | Geral
Secretaria do trabalho
PR tem os melhores resultados do País na intermediação
de empregos
Esse ainda não é um índice ideal, mas é o melhor
do país, disse Nelson Garcia
Curitiba
Redação/Assessoria
O
Sistema Público de Emprego do Paraná alcançou,
em 2006, os melhores resultados do país. No índice que
mede a participação do Sistema Público de Emprego
no total de contratações realizadas no Paraná no
ano passado, chamado Grau de Eficiência, o Paraná alcançou
14,8%. O índice é o dobro do apresentado na média
nacional, que ficou em 7,7%.
“
Isso significa que o Sistema Público de Emprego do Paraná intermediou
14,8% de todas as admissões realizadas no ano passado. Esse ainda
não é um índice ideal, mas é o melhor do
país, e eu tenho certeza de que, com o trabalho que vem sendo
desenvolvido, essa eficiência tende a aumentar”, comenta
o Secretário do Trabalho, Emprego e Promoção Social,
deputado Nelson Garcia.
Os dados são de um relatório elaborado pela Coordenadoria
de Intermediação de Mão-de-obra (CIM) da Secretaria
de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social, com base
nos dados do Sistema Público de Emprego no Paraná e do
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Em comparação com o desempenho dos outros estados que formam
a região sul do país – Santa Catarina e Rio Grande
do Sul, o índice do Paraná chega a ser quase 3 vezes maior
do que o de Santa Catarina que, segundo o estudo, obteve um grau de eficiência
de 5,6%. No Rio Grande do Sul, esse grau ficou em 8,4% durante o ano
de 2006.
Para o secretário Nelson Garcia, os bons resultados do Paraná,
tanto no Sistema Público de Emprego quanto na criação
de novos empregos, são um reflexo da política desenvolvida
no Governo do Estado. “Esses números mostram que o Paraná vem
desempenhando um bom trabalho, e em ritmo muito maior que a média
nacional. Isso só comprova o fato de que o Governo do Estado tem
uma política séria e efetiva para geração
de trabalho, emprego e renda”, defende o secretário Nelson
Garcia.
Atratividade de novas vagas - O estudo da SETP aponta também que
o Paraná conseguiu atrair para o Sistema Público de Emprego
24,3% do total de novos empregos criados durante o ano de 2006, quando
o estado abriu 86.396 postos de trabalho. O grau de atratividade do país
ficou em 14,9%, em média.
Esse índice, no estado do Rio Grande do Sul, ficou em 14,1%, resultado
um pouco abaixo da média nacional. Em Santa Catarina, o grau de
atratividade registrado durante o ano de 2006 foi de 11,7%.
A coordenadora do CIM, Angela Cartens, afirma que o bom desempenho é comprovado
pelos números apresentados pelo Paraná. “O Sistema
Público de Emprego do Paraná é hoje referência
nacional. É por isso que vem ultrapassando recordes, como é o
caso deste ano. Só na intermediação de mão-de-obra,
durante os cinco primeiros meses de 2007, o número de colocações
realizadas é cerca de 29% superior à do ano passado, e
o total já é o melhor alcançado para o período,
em toda a história do Estado”, defende Angela Carstens.
O Sistema Público de Emprego, Trabalho e Renda foi criado em 1975,
com o objetivo de promover a intermediação entre trabalhadores
e empregadores. No Paraná, o Sistema chega ao cidadão através
das Agências do Trabalhador. Atualmente, 245 Agências estão
instaladas em municípios de todas as regiões do estado.
Os serviços são oferecidos gratuitamente aos trabalhadores
e empresários, através da parceria entre os governos federal,
estadual e municipal.
PEDIDOS PARA UMUARAMA
O chefe do escritório regional da Secretaria do Trabalho, de Umuarama,
Aricídio Cassiano Junior, informou que aproveitou a reunião
de trabalho realizada esta semana na Secretaria de Estado do Trabalho,
Emprego e Promoção Social, Em Curitiba, para entregar um
pedido com reivindicações ao secretário Nelson Garcia.
Entre os pedidos do chefe da Regional, está a melhoria da estrutura
do Posto do Ministério do Trabalho. Segundo ele, o local precisa
de novos equipamentos necessários para um bom atendimento ao público.
O Posto posteriormente irá integrar o Centro Integrado de Emprego,
Trabalho e Renda (CIET), espaço para políticas do trabalho
que vai ser o primeiro do Estado e um dos primeiros do Brasil. Na oportunidade,
Arícídio também pediu para o secretário levar
ao Ministério do Trabalho uma proposta para criar uma sub-delegacia
do Ministério do Trabalho e Emprego (TEM) em Umuarama.
O Delegado Regional do Trabalho no Paraná, Geraldo Serathiuk,
participou do encontro entre o chefe do escritório Regional
de Umuarama Aricídio Cassiano Junior e o secretário de
estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social, deputado
Nelson Garcia.
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ESTADÃO.COM / SÃO PAULO,
14 de junho de 2007 | Nacional
CCJ rejeita reforma política,
mas decisão é anulada
Votação foi com cinco presentes; líderes do DEM
e PSDB dizem que foi ´golpe´
Denise Madueño e Luciana Nunes Leal
BRASÍLIA - A Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ) da Câmara, em uma votação
rápida - de cerca de três minutos de duração
- nesta quinta-feira, 14, rejeitou o projeto de reforma política,
considerando-o inconstitucional, mas essa decisão já foi
anulada. A votação na CCJ foi simbólica, com
apenas cinco deputados presentes no momento da votação.
A decisão foi anulada pelo deputado Inocêncio Oliveira
(PMDB-PE), que presidiu a sessão nesta manhã. A votação
na CCJ foi considerada pelos líderes do DEM, Onyx Lorenzoni
(RS), e do PSDB, Antonio Carlos Pannunzio (SP), um "golpe".A
votação da reforma ficou para terça-feira
que vem.
O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) propôs que o
presidente da CCJ, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), seja processado no
Conselho de Ética por falta de decoro parlamentar pelo "golpe".
O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) recorreu à CCJ
contra a decisão de Inocêncio Oliveira. Faria de Sá foi
indicado por Picciani para relatar o projeto na comissão.
Com posição pública e clara contra o projeto,
Faria de Sá deu parecer contrário à proposta.
O deputado foi um dos principais opositores, na quarta-feira, da tentativa
de votação do item da reforma que institui o voto em
lista fechada. O projeto entrou em votação na comissão
depois que o deputado Carlos Willian (PTC-MG) pediu que esse ponto
ficasse entre os primeiros da pauta da CCJ.
A decisão da comissão provocou discursos acalorados
no plenário da Câmara. Lorenzoni afirmou que a atitude
de Picciani "se aproxima de uma molecagem": "Ele fraudou
o trâmite de uma matéria que está no plenário.
O respeito aos trâmites é uma das primeiras regras da
Câmara".
Picciani afirmou que o projeto já estava na pauta da CCJ. Faria
de Sá disse que a discussão do projeto no plenário
não está encerrada e, portanto, nada impede que a CCJ
analise a proposta. "Golpe, eles é que quiseram dar ontem
(13), mas não houve votação", afirmou Faria
de Sá. "Os mentores da lista de Schindler, PT e Democratas,
não estavam na sessão (da CCJ). Não houve irregularidade.
Eles dormiram no ponto e agora estão esperneando. Nesta Casa,
dormir de touca é chorar no relento", disse Faria de Sá.
Inválida
O presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), e
o ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares
Guia, afirmaram que não tem validade a declaração
de inconstitucionalidade do projeto de reforma política pela
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
da Câmara.
"Essa decisão não altera um milímetro o
processo, pois foi dado parecer (sobre o projeto) no plenário",
disse Chinaglia. O ministro Mares Guia afirmou que a discussão
da reforma política ainda está no começo e considerou
normal a decisão de quarta da Câmara de adiar a discussão
e votação da proposta na Casa: "Por exemplo, o PSDB,
que tinha defendido publicamente o projeto, retrocedeu ontem. O assunto
está em plena discussão", disse.
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JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO,
14 de junho de 2007 | Brasil
Lula pede para brasileiros
pararem de falar mal do país
CLARICE SPITZ
da Folha Online, no Rio
Um dia depois de criticar
as notícias negativas da mídia, o presidente Luiz Inácio
da Silva disse que os brasileiros precisam parar de falar mal de si mesmos.
Ontem, Lula disse que não vê nada "de bonito na imprensa
brasileira" e que só lê notícias negativas
nas manchetes.
Hoje, Lula afirmou que é preciso parar de falar mal do Brasil. "Quem
viaja muito o mundo às vezes volta decepcionado com a imagem
que se cria do Brasil lá fora. Aliás, eu acho que o Brasil é o único
país em que os brasileiros viajam para fora e falam mal do Brasil.
Você não vê um suíço falar mal da
Suíça, você não vê um italiano falar
mal da Itália, mas os brasileiros adoram falar [mal]."
Ele voltou a dizer hoje que depende dos
brasileiros a imagem que o país terá lá fora. "Nós é que
temos que cuidar da nossa imagem, nós é que temos que
cuidar daquilo que nós queremos preservar e nós precisamos
cuidar da imagem que nós queremos ter aqui e lá fora."
Lula visitou hoje o Cristo Redentor e
pediu votos para elegê-lo
como uma das sete maravilhas do mundo. "Falar bem do Brasil depende
só de nós. Reconhecer as coisas boas do Brasil e reconhecer
também as coisas ruins do Brasil, depende só de nós.
Para eleger o Cristo como uma das Maravilhas do mundo, nós não
dependemos de ninguém, a não ser dos 190 milhões
de brasileiros."
O presidente afirmou que espera que os
cerca de 50 milhões
de votos que recebeu e os que não teve na eleição
sejam dados ao Cristo. "Vamos votar e vamos dar ao Cristo o que
ele merece: todos os votos dos brasileiros e das brasileiras."
São Judas x São Jorge
A reportagem da Folha Online teve acesso à visita que Lula
fez à capela localizada no interior do Cristo.
Na saída, ele recebeu do empresário Humberto Mota, da
Associação Comercial do Rio, um santinho de papel de
São Judas. O empresário disse a Lula que São Judas
era o santo das causas impossíveis.
Lula agradeceu, mas disse ao empresário que São Jorge
era mais forte --numa provável referência ao padroeiro
do seu time Corinthians.
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ESTADÃO.COM
/ SÃO PAULO, 14 de junho de 2007 | Nacional
Emprego na indústria
tem maior expansão desde 2005
Alimentos e bebidas, produtos de
metal e máquinas e equipamentos
puxam índice
Jacqueline Farid
RIO - O emprego industrial cresceu 1,7% em abril, na
comparação
com o mesmo mês de 2006, segundo divulgou nesta quinta-feira,
14, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A expansão é a maior nesse indicador desde maio de
2005. No confronto com março, na série com ajuste sazonal,
a ocupação na indústria aumentou 0,5%, a quarta
alta consecutiva nessa base de comparação.
Segundo o documento de divulgação da pesquisa, os segmentos
com maior impacto positivo no emprego ante abril de 2006 - não
há detalhamento ante mês anterior - foram alimentos e
bebidas (4,4%), produtos de metal (5,3%) e máquinas e equipamentos
(5,0%). Com influência negativa no resultado, destacaram-se os
impactos negativos dos setores de calçados e artigos de couro
(-5,7%) e de vestuário (-3,8%).
Em termos regionais, 13 dos 14 locais
pesquisados aumentaram o contingente de trabalhadores em abril ante
abril de 2006. A única queda
ocorreu no Rio Grande do Sul (-1,3%), devido, principalmente, ao recuo
do emprego no setor de calçados e artigos de couro (-15,3%).
As indústrias de São Paulo (2,4%), Região Nordeste
(2,3%) e Santa Catarina (2,7%) contribuíram com as pressões
mais relevantes no resultado geral.
Até abril, o emprego industrial acumula expansão de
1,4%, e de 0,6% em 12 meses. Para os técnicos da coordenação
de indústria do IBGE, "em síntese, o emprego industrial
evoluiu favoravelmente em todas as bases de comparação" no
primeiro quadrimestre de 2007.
Segundo o documento de divulgação da pesquisa de emprego
e salário na indústria, há "uma aceleração
do ritmo de crescimento do emprego e do número de horas pagas,
acompanhando a aceleração observada na atividade industrial,
acentuadamente no primeiro quadrimestre de 2007".
Renda
O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria
cresceu 1,4% em abril ante março, na série com ajuste
sazonal. O resultado reverte a queda de 3,7% registrada em março
ante o mês anterior.
Nas comparações com iguais períodos do ano passado,
todos os resultados foram positivos: 5,9% no indicador ante abril de
2006 e 4,7% no acumulado no ano até abril. Em 12 meses, a folha
da indústria acumula alta de 2,7% até abril, "mantendo
a trajetória ascendente desde dezembro de 2006", segundo
destacam os técnicos do IBGE no documento de divulgação.
No confronto com abril de 2006, entre
14 as regiões pesquisadas,
a maior influência para o aumento no valor da folha veio de São
Paulo (6,0%). Outros destaques foram a Região Nordeste (7,9%)
e Minas Gerais (4,5%).
Setorialmente, ainda no indicador ante
abril de 2006, o valor da folha de pagamento real cresceu em 14 dos
18 setores investigados. Os principais
impactos positivos vieram de alimentos e bebidas (8%), produtos químicos
(11%), meios de transporte (5,5%) e indústria extrativa (19%).
Por outro lado, as maiores pressões negativas foram observadas
em papel e gráfica (-5,1%), madeira (-7,4%) e fumo (-25%).
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ESTADÃO.COM / SÃO PAULO,
14 de junho de 2007 | Nacional
Menores Estados do País
investem mais em infra-estrutura
Norte, NE e CO receberam 76,3% das transferências do Orçamento
desde 2003
Sérgio Gobetti
BRASÍLIA
- Os ditos Estados mais pobres do País, que
reivindicam dinheiro do governo federal para o desenvolvimento regional,
em troca do apoio à reforma tributária, são
os que mais estão investindo em infra-estrutura e receberam
76% das transferências do Orçamento da União
desde 2003. De acordo com dados da Secretaria do Tesouro Nacional,
só quatro Estados do Norte-Nordeste - Piauí, Sergipe,
Rio Grande do Norte e Paraíba - estão entre os que
menos têm gasto em obras e equipamentos e efetivamente precisam
de apoio da União para melhorar seu desempenho econômico.
O ranking dos investimentos é liderado hoje por Estados que
pretensamente são pouco desenvolvidos, como Tocantins, Acre,
Amazonas e Ceará, que têm aplicado entre 17% e 41% da
receita em infra-estrutura. Já na metade sul do Brasil, considerada
desenvolvida, há Estados literalmente falidos, sem capacidade
de investimento, como o Rio Grande do Sul.
Essas contradições, segundo técnicos do Ministério
da Fazenda, mostram que a política de desenvolvimento regional
que o governo começa a discutir nesta quinta-feira com os secretários
estaduais de Fazenda - parte importante da pauta da reforma tributária
- não pode mais dividir o País em duas partes. O Sul
desenvolvido e o Norte subdesenvolvido. O Nordeste concentra os maiores
bolsões de pobreza, mas também tem uma face rica, principalmente
na Bahia, no Ceará e Pernambuco.
O governo quer disponibilizar R$ 1,5
bilhão por ano para o
novo fundo de desenvolvimento regional e deseja aplicar só em
projetos “estruturantes” para regiões menos desenvolvidas
aos olhos dos investidores.
A ex-coordenadora dos secretários de Fazenda no Conselho Nacional
de Política Fazendária (Confaz), Lina Vieira, concorda
que a discussão da política de desenvolvimento comece
pela definição de critérios, mas adverte que os
governadores só apoiarão a proposta se ela garantir recursos
novos e suficientes para pôr fim à guerra fiscal.
Outra questão diz respeito à situação
financeira. O Tocantins, por exemplo, além de estar crescendo
com a produção de soja, tem uma estrutura de administração
pública nova, com poucos esqueletos e despesas. Por isso, sobra
mais de um terço da receita para investir. Já o Piauí é semi-estagnado
e 40% dos seus esparsos gastos em infra-estrutura dependeram de repasses
federais.
Ao todo, o governo destinou cerca de
R$ 3 bilhões para os Estados
gastarem em investimento, nos últimos quatro anos. Desse total,
35,9% foram destinados ao Nordeste, 32,1% ao Norte e 8,4% ao Centro-Oeste
- 76,3% para as chamadas regiões menos desenvolvidas.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
14 de junho de 2007
Justiça do Trabalho exclui
responsabilidade de empresa vendida para outra
A 1ª Turma do TST (Tribunal Superior do Trabalho) determinou que
a Incobrasa (Industrial e Comercial Brasileira), cujas instalações
em Palmeira das Missões, no Rio Grande do Sul, foram vendidas
para a Santista, seja excluída de processo trabalhista movido
por um ex-empregado.
A decisão, aprovada
por unanimidade conforme o voto do ministro Vieira de Mello Filho,
dá provimento a recurso da empresa que, inconformada com a decisão
do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 4ª Região (Rio
Grande do Sul), apelou ao TST para deixar de fazer parte do processo
como responsável solidária.
De acordo com o tribunal, o
caso refere-se a ação de um ex-empregado que, contratado
pela Incobrasa, trabalhou dois anos como servente e cinco como vigia.
Quando vendeu suas instalações no município, a
empresa procedeu ao desligamento de todos os trabalhadores, e muitos
foram contratados pela Santista.
O vigia, após ter sido
efetuada sua rescisão do contrato de trabalho, inclusive com
a emissão de guia para seguro-desemprego, foi admitido pela
Santista no dia seguinte, na mesma função. Entretanto,
três meses depois, findo o prazo de experiência, foi demitido
pelo novo empregador.
Imediatamente, ajuizou ação
reclamando diferenças salariais, como adicional de insalubridade,
e alegando que houve sucessão de empregadores, e, por esse motivo,
a empresa vendida deveria ser apontada como devedora solidária.
Entre os argumentos utilizados
na ação, o trabalhador afirmou que não fez uso
do benefício do seguro-desemprego quando demitido da Incobrasa
porque entendia que “continuava empregado” e também
não pôde fazê-lo quando desligado da Santista por
não ter o seu contrato atingido o período mínimo
exigido por lei para esta finalidade.
A sentença da Vara do
Trabalho foi favorável ao trabalhador, reconhecendo que estava
caracterizada a sucessão de empresas e, portanto, tratava-se
de um mesmo contrato (unicidade contratual), com a conseqüente
nulidade da primeira rescisão (com a Incobrasa) e da “readmissão” (com
a Santista), condenando as duas empresas, solidariamente, ao pagamento
de aviso prévio de 30 dias e adicional de periculosidade, além
de determinar a emissão de nova guia de seguro-desemprego.
Diante de recursos ajuizados
pelas duas empresas, o TRT autorizou a compensação dos
valores pagos na primeira rescisão com os valores deferidos
judicialmente a título de aviso prévio, mas manteve o
reconhecimento da responsabilidade solidária, o que levou a
Incobrasa a apelar ao TST.
O ministro Vieira de Mello
Filho inicia seu voto analisando os dispositivos da CLT que regulamentam
a sucessão trabalhista. Para ele, a legislação
buscou a “despersonalização do empregador, acentuando
a vinculação do empregado apenas ao empreendimento empresarial,
sem dependência do efetivo titular. Ou seja, os direitos do empregado
ficam protegidos das eventuais mudanças, inclusive de titularidade,
que possam ocorrer na empresa para a qual presta os serviços”.
Em sua avaliação,
apesar de o texto legal não atribuir expressamente responsabilidade
quanto às obrigações trabalhistas na hipótese
de sucessão, “a doutrina e a jurisprudência tradicionalmente
extraíram dos dispositivos genéricos indicados a responsabilização
unicamente do sucessor, tendo em vista que a sucessão, via de
regra, se opera com a transferência da unidade econômico-jurídica,
ou seja, dos bens que poderão suportar os débitos trabalhistas”.
Após citar o posicionamento
de alguns doutrinadores neste sentido, o ministro registra que ele
também vislumbra a possibilidade de responsabilização
do sucedido para proteger os interesses e o direito do empregado, especialmente
se a dívida se estender ao período anterior da sucessão.
Mas, no caso analisado, diz o ministro, “não há notícias
de que a transferência da titularidade do empreendimento tenha
afetado as garantias empresariais conferidas ao contrato de trabalho
do reclamante”.
E, diante do fato de
que a quase totalidade da condenação se refere ao período
trabalhado para a sucessora (Santista), conclui que não há justificativa
plausível para se atribuir à Incobrasa responsabilidade
sobre os débitos trabalhistas.
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CONSULTOR JURÍDICO,
14 de junho de 2007
Formatura sem festa
Obrigação contratual
será apreciada pela Justiça comum
Obrigação contratual de direito civil deve ser apreciada
pela Justiça comum. O entendimento é do ministro Cesar
Asfor Rocha, do Superior Tribunal de Justiça. O ministro determinou
que a Justiça comum julgue a ação de indenização
por danos morais da estudante Taciana Chaves contra a empresa de formaturas
CEL Eventos e Promoções.
De acordo com o processo, a
empresa foi paga para fazer a festa de formatura da turma de Taciana,
mas não realizou o evento. A ação foi encaminhada
pelo advogado da estudante à 4ª Vara Cível de Jundiaí.
Diante da Emenda Constitucional 45/2004, o juízo enviou o processo à Justiça
do Trabalho. Para a Justiça cível, o julgamento seria
da Justiça trabalhista porque a EC 45 incluiu nas competências
da Justiça do Trabalho as relações que envolvem
prestação de serviços.
Ao receber a ação,
a 1ª Vara do Trabalho de Jundiaí concluiu não ser
da sua competência a análise do processo. Os autos foram
encaminhados para o STJ para que o Tribunal definisse quem decidiria
a causa.
O ministro Cesar Rocha definiu
que o processo deve ser apreciado pela 4ª Vara Cível de
Jundiaí. “A questão, como se vê, refere-se
a eventual dívida a ser examinada como uma obrigação
contratual de direito civil. Não há nos autos lide oriunda
de relação de trabalho capaz de ensejar a competência
da Justiça Laboral para o seu julgamento. Inaplicável,
ao caso, o disposto no artigo 114 da CF, com a nova redação
que lhe deu a EC 45/2004”, concluiu.
CC 82.563
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JORNAL GAZETA DO POVO,
14 de junho de 2007 | Economia
Falta mão-de-obra para atender o aquecimento da construção
civil
PIB da construção cresceu 2,4% no primeiro trimestre
em relação
mesmo período do ano passado
por ROSANA FÉLIX
A retomada da construção civil, setor que cresceu 2,4% no
primeiro trimestre deste ano, de acordo com o IBGE, já esbarra na
falta de mão-de-obra especializada. No Paraná, as construtoras
estão com dificuldades para preencher todas as vagas. O saldo de
pessoas contratadas no setor entre janeiro e março representa metade
de todo o saldo do ano passado. Considerando os dados de abril, o porcentual é de
65%, com saldo positivo de 3927 postos de trabalho. De acordo com o IBGE,
houve alta de 3% no número nacional de postos de trabalho no
setor.
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JORNAL
O ESTADO DO PARANÁ, 14 de junho de 2007
Reajustes salariais na construção
pressionam IGP-M
Agência Estado
Uma combinação de
fatores envolvendo preços da construção
civil, do atacado e do varejo levaram à taxa maior de
inflação na primeira prévia do Índice
Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de junho, que subiu
0,31%, ante queda de 0,19% apurada na primeira prévia
do mesmo indicador em maio. Segundo o coordenador de Análises
Econômicas da Fundação Getúlio Vargas
(FGV), Salomão Quadros, a elevação intensa
nos preços da mão-de-obra na construção
civil, a alta nos preços dos produtos agrícolas
no atacado e alimentos mais caros no varejo conduziram o término
da deflação na primeira prévia.
O economista informou que cerca de
dois terços da taxa de 0,31% foram causados pela alta
de 1,79% registrada pelo INCC, indicador da construção
civil. "O INCC foi a grande estrela nesse IGP-M",
disse Quadros. Ele explicou que, nesta época do ano,
ocorrem as resoluções de dissídios salariais
em várias capitais do País - incluindo São
Paulo, a de maior peso na formação do índice.
Ainda segundo o economista, houve resolução de
dissídios salariais em cinco localidades: Distrito Federal,
Goiânia, Florianópolis, Fortaleza e, é claro,
São Paulo. "Foi São Paulo a capital que
fez toda a diferença, e foi o principal fator para a
aceleração nos preços de mão-de-obra
na construção", disse, lembrando que a elevação
nos preços desse segmento passou de 0,28% para 3,04%,
da primeira prévia de maio para a primeira prévia
em junho.
"Mas o que aconteceu
hoje, esse impacto do INCC no IGP-M, foi totalmente previsível",
disse, considerando que há algum tempo, a taxa do INCC
sempre se eleva nessa época do ano, devido aos dissídios
salariais. Em junho do ano passado, o INCC subiu 1 80%; em
junho de 2005, teve alta de 2,10%.
Embora a influência
do INCC tenha sido expressiva na formação do
resultado mais elevado da prévia de junho do IGP-M,
as influências do atacado e do varejo na aceleração
da taxa da primeira prévia não podem ser desprezadas.
Quadros considerou que o IPA (Índice de Preços
por Atacado), de maior peso na formação do IGP-M,
saiu de uma queda de 0,37% para uma alta de 0 15%, na prévia
anunciada hoje. Isso porque a deflação nos preços
dos produtos agrícolas perdeu força (de -2,32%
para -0,02%). Os destaques ficaram por conta das elevações
de preços em soja (3 72%) e leite in natura (4,36%).
Já no varejo,
houve o fim da queda dos preços dos alimentos (de -1%
para 0,08%), principal fator para a aceleração
na taxa do IPC (de -0,02% para 0,14%). Segundo Quadros, as
altas de preço no setor alimentício, no âmbito
do consumidor, estão bem espalhadas - e vão desde
alimentos in natura a alimentos processados.
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DIÁRIO DO NORDESTE,
14 de junho de 2007
CONSTRUÇÃO CIVIL
Impulso no mercado popular
Com medidas de incentivo tributário,
novas empresas passaram a investir na construção
civil para baixa renda
São Paulo. O mercado
popular está inspirando investimentos do setor da construção
civil de forma inédita no mercado brasileiro. Após o
pacote imobiliário lançado pelo governo em 2006, com
uma série de medidas de incentivo fiscal, já é visível
a entrada de novas empresas nesse segmento de consumo de baixa renda
e intensificação das atividade de quem já atuava
nele.
´Até há pouco
tempo não havia financiamento para esse público nem segurança
jurídica para os casos de inadimplência. Hoje, os bancos
privados estão interessados nos rendimentos do setor imobiliário
e a instituição da alienação fiduciária
passou a dar maior segurança aos riscos de inadimplência,
possibilitando a recuperação do imóvel em até seis
meses após a decisão judicial´´, afirma Renato
Diniz, diretor de operações da Rossi Residencial, incorporadora
que desde 1992 vem investindo nesse mercado.
´No Brasil, ainda estamos
engatinhando no mercado de crédito imobiliário e esses
consumidores de baixa renda estão demandando qualidade, serviço
e, principalmente, bom atendimento´´, afirma o diretor
de varejo da BM, Elyseu Mardegan Jr., que ressalva: ´Não
se pode confundir produtos destinados a população de
baixa renda com produtos e serviços de baixa qualidade´´.
Segundo Elyseu Mardegan, são fatores determinantes para o sucesso
desses empreendimentos o prazo de financiamento e o valor da prestação. ´Essa
população não costuma dar um passo maior do que
a perna, garantindo a fama de bons pagadores.´´ A estimativa é que
o mercado total de credito imobiliário hoje no País represente
cerca de 1% do PIB. Nos EUA, esse volume corresponde a 80% do PIB e,
na Europa, a 120%.
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JORNAL
GAZETA DO POVO, 14 de junho de 2007 | Economia
Imóveis - Caixa
pretende financiar R$ 1 bilhão no ano
A Caixa Econômica Federal, principal financiador imobiliário
do Brasil, já fechou 14,5 mil contratos neste ano no Paraná.
O valor contratado foi de R$ 416,6 milhões. “Normalmente
se produz mais no segundo semestre, então vamos bater a casa
de R$ 1 bilhão com certeza”, diz o gerente regional de
negócios para a construção civil, Gueber Roberto
Laux. Parte desse volume será negociado no feirão marcado
para este fim-de-semana, no Marumby Expo Center.
“ Curitiba está um verdadeiro canteiro de obras, assim como muitas
cidades do interior. As construtoras estão solicitando por mão-de-obra,
que está em falta”, afirma o presidente da Federação
dos Trabalhadores em Construção Civil e Mobiliário
do Paraná (Fetraconspar), Geraldo Ramthun. Segundo ele, há cerca
de 150 mil pessoas trabalhando no setor no Paraná, das quais
120 mil com carteira assinada. Foram contratados entre janeiro e abril
deste ano 26,6 mil pessoas, para 22,7 mil demissões.
De
acordo com o vice-presidente do Sindicato da Indústria da
Construção Civil do Paraná (Sinduscon-PR), Normando
Antônio Baú, a recuperação do setor, tão
esperada, está enfrentando problemas com a falta de pessoal
especializado. “O problema é que foram quatro anos de
baixo desempenho e um aquecimento muito rápido a partir do ano
passado. Não é possível, de uma hora para outra,
recuperar os trabalhadores que atuavam na área”, diz.
Ele avalia que muitas pessoas deixaram a construção civil
e passaram a trabalhar em outros setores, durante a crise dos últimos
anos.
O
Sinduscon-PR tem promovido cursos de qualificação
e aperfeiçoamento. Mas o setor poderá contar com o apoio
do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), que
está ampliando o número de vagas para cursos na área
de construção civil, de 60 para 200. “Por enquanto
as empresas estão fazendo um trabalho forte de treinamento”,
conta Baú.
Crédito
O aquecimento do setor
está diretamente ligado à oferta
de crédito, avalia Baú. “Há crédito
abundante. Com juros altos e maior prazo de pagamento, as prestações
cabem no bolso das pessoas”, afirma. De acordo com o IBGE, o
volume de crédito direcionado ao setor de habitação
aumentou 22,9% no primeiro trimestre deste ano, em termos nominais.
Reflexo disso é o volume de contratos realizados neste ano.
De acordo com a Associação Brasileira das Entidades de
Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o número
de contratos fechados em todo o país, entre janeiro e março
deste ano aumentou 70% em relação ao mesmo período
do ano passado (de 20 mil para 34,7 mil). O valor contratado teve alta
de 86%, passando de R$ 1,5 milhão para R$ 2,9 milhões.
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JORNAL
GAZETA DO POVO, 14 de junho de 2007 | Economia
Crédito e telefone puxam expansão
de 4,3% da economia brasileira
Desempenho do PIB no trimestre não
surpreende e fica dentro da expectiva do mercado
São Paulo – A economia brasileira apresentou uma expansão
de 4,3% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo
período do ano passado. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB)
brasileiro está em linha com expectativas de analistas, que esperavam
variação de 2,9% a 4,8%. Em relação aos três últimos
meses do ano passado, o incremento foi de 0,8%, também dentro da
estimativa, que variava entre 0,6% e 0,8%. Em valores, o PIB brasileiro
totalizou R$ 596,2 bilhões. Os dados foram divulgados ontem pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – no
primeiro levantamento após a mudança de cálculo do
conjunto das riquezas produzidas no país.
Segundo o boletim Focus, elaborado
pelo Banco Central com base em consultas a mais de cem analistas
de mercado, o crescimento da economia neste ano
deve alcançar 4,2%. Já o governo promete uma alta de 4,5%.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, aposta que o Brasil fechará o
ano de 2007 com o sétimo PIB do mundo.
Pela ótica da oferta, o maior destaque coube ao setor de serviços – sustentado
pelo aumento da massa salarial e do emprego. O segmento, que detêm
maior peso entre os setores, apresentou expansão de 1,7% em relação
ao quarto trimestre de 2006.
A telefonia e a intermediação financeira foram os principais
destaques dentro dos serviços. O sistema de informação,
do qual fazem parte a telefonia fixa e móvel, TV por assinatura,
serviços de informática, cresceu 7,3% no primeiro trimestre
do ano em relação ao mesmo do ano passado. Nos primeiros
três meses de 2006, ele tinha subido 1,2%. Já os serviços
de intermediação financeira mantiveram o crescimento em
patamar alto de 9,2%.
Roberto Olinto, coordenador de contas nacionais,
diz que o setor de telefonia tem se beneficiado de um crescimento mais
acentuado do serviço
móvel no período e do crescimento da renda. “É um
movimento que temos observado há um tempo a telefonia móvel
crescer mais sobre a telefonia fixa.”
No caso da agropecuária, segundo Claudia Dionisio, da Coordenação
de Contas Nacionais, a queda ocorreu porque o setor teve uma base de
comparação alta. “Nos terceiro e quarto trimestres
do ano passado a agropecuária estava bastante aquecida depois
da quebra da safra em 2005.” Na comparação com o
mesmo trimestre do ano passado a atividade registrou alta de 2,1%.
Já a indústria apresentou um crescimento de apenas 0,3%
no primeiro trimestre na série com ajuste sazonal e cresceu 3,0%
na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. A
indústria extrativa mineral registrou forte desaceleração
de 14% no primeiro trimestre de 2006 para 4,1% no de 2007. A indústria
de transformação avançou 2,8% em relação
ao mesmo período do ano passado, impulsionada pelas máquinas
e equipamentos, automóveis e material elétrico.
A taxa de investimento da economia cresceu
7,2% no primeiro trimestre deste ano ante o mesmo período de 2006 e se consolidou como principal
combustível entre os itens que formam o PIB - consumo das famílias,
gasto governamental e setor externo. Foi a 13.ª vez que o Brasil
apurou crescimento da taxa de investimento, também chamada de
Formação Bruta de Capital Fixo, índice calculado
a partir dos investimentos em construção civil e em bens
de capital. O valor nominal do investimento foi de R$ 102,6 bilhões,
17,2% do PIB do período.

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JORNAL
GAZETA DO POVO, 14 de junho de 2007 | Economia
Juros e câmbio seguram crescimento
Na avaliação do presidente da Federação das
Indústrias do Paraná (Fiep), Rodrigo da Rocha Loures, o PIB
brasileiro continua crescendo aquém do que poderia porque variáveis
macroeconômicas essenciais, como os juros e o câmbio, não
permitem desempenho melhor. Para ele, o resultado divulgado não
permite comemoração. “Estamos crescendo pouco em cima
de pouco. E não há indicação de que a performance
vá melhorar em 2007.”
Outra preocupação, segundo Rocha Loures, é a perda
de participação da indústria no PIB. No primeiro
trimestre deste ano, o PIB industrial respondeu por 24,8% do total, enquanto
a média em 2006 foi de 26,6%. A indústria registrou aumento
de apenas 0,3% em relação ao trimestre anterior, projetando
uma expansão anual abaixo de 3%. “A indústria tem
potencial muito maior, mas, com o câmbio hipervalorizado, as decisões
de investimento estão muito cautelosas. Isso, com certeza, vai
se refletir no resultado do PIB de 2007.”
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JORNAL
GAZETA DO POVO, 14 de junho de 2007 | Economia
Carga fiscal cresce mais que o dobro do PIB
No primeiro trimestre deste ano, em relação a igual
período
de 2006, a carga fiscal suportada pelos brasileiros cresceu 10,2% em
termos reais, já descontada a inflação pe-lo
IPCA. Traduzindo em números: cada contribu-inte pagou R$ 1.047,21,
em média,
em tributos entre janeiro e março de 2006, valor que subiu para
R$ 1.190,73 no mesmo período deste ano, segundo estudo do Instituto
Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Até o fim
do ano, a carga tributária individual passará de R$ 4,7
mil – foi
de R$ 4.379,38 no ano passado.
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JORNAL
O ESTADO DO PARANÁ,
14 de junho de 2007
Negociação não avança
com a Sanepar
Elizangela Wroniski
Foto: Fábio
Alexandre

MPT acompanhou a reunião de ontem à tarde, em Curitiba.
Mais uma vez não houve acordo na reunião intermediada
ontem pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), em Curitiba,
entre os trabalhadores da Sanepar e a direção da empresa
sobre o reajuste salarial da categoria. Hoje pela manhã, a União
dos Sindicatos dos Trabalhadores da Sanepar (USTS) vai comunicar oficialmente
os trabalhadores sobre o resultado da negociação, oficializando
a greve na empresa em todo o Estado. A Sanepar divulgou em nota que
solicitou o ajuizamento de dissídio coletivo junto ao MPT para
pôr um fim ao impasse e retirou todas as propostas anteriores
feitas durante a negociação.
Segundo o presidente da USTS, Gerti José Nunes, a empresa não
apresentou proposta ontem. A direção da Sanepar, em nota
oficial, justificou essa decisão porque alguns trabalhadores
teriam entrado em greve enquanto o processo de negociação
do Acordo Coletivo de Trabalho estava em andamento. Havia o compromisso
de se levar à apreciação dos empregados e da direção
da empresa proposta formulada em mesa-redonda pelo Ministério
Público na semana passada. O sindicalista calcula que pelo menos
40% dos trabalhadores estavam parados ontem. “A empresa não
está negociando. Está impondo”, disse Gerti.
A data-base da categoria é o mês de março. Mas
até agora os funcionários da Sanepar e a direção
da empresa não conseguiram chegar a um acordo em relação
ao reajuste salarial. Os trabalhadores começaram pedindo 20%
de aumento para repor as perdas acumuladas em 10 anos. Mas a Sanepar
havia oferecido apenas a inflação do último ano:
3,12%.
Com a ameaça de greve, a empresa melhorou a proposta, oferecendo
um reajuste escalonado: 10,89% para quem ganha até R$ 974, 7%
para os trabalhadores que recebem entre R$ 975 e R$ 1.259, e 3,12%
para quem ganha acima disso - tal proposta, porém, foi retirada,
agora, pela empresa. Mas os trabalhadores rejeitaram e passaram a pedir
um aumento linear de R$ 224. Mais uma vez não houve consenso,
mas ficou acordado no encontro de ontem que os trabalhadores não
parariam. No entanto, em nota, a Sanepar afirmou que os sindicatos
insistiram em manter parte dos empregados parados.
A estatal considera a atitude dos sindicalistas intransigente e decidiu
pedir o dissídio coletivo, além de entrar na Justiça
do Trabalho com um pedido de interdito proibitório para possibilitar
o direito de ir e vir dos funcionários. Também enviou
ao MPT um documento que mostra o número necessário de
trabalhadores para que os serviços não sejam prejudicados.
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Agência
Diap, 14 de junho de 2007
Emenda 3
Ministro da Fazenda anunciou que governo
e oposição chegaram
a acordo
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, após reunião realizada
nesta terça-feira, 12/06, com os líderes partidários
e o presidente do Senado, Renan Calheiros, anunciou que uma comissão
está trabalhando na redação de um projeto de consenso
entre o governo e a oposição para “acabar com a novela
da Emenda 3”. A informação foi divulgada pela Agência
Senado.
Ainda segundo divulga a Agência Senado, Mantega prometeu que “com
representantes de todos os poderes e de todas as tendências e partidos,
estará sendo redigido um texto que nas próximas 48 horas
será submetido ao governo”. O ministro também disse
que a posição do governo será de impedir que haja
precarização das relações de trabalho, mas
ao mesmo tempo de tornar legítimas certas condições
de trabalho.
A Emenda 3 foi vetada em março deste ano pelo presidente Luiz
Inácio Lula da Silva no projeto que criou a Receita Federal do
Brasil. Sob o falso argumento de tentar estabelecer bases mais sólidas
para a relação entre os prestadores de serviços
e as empresas, a referida emenda explicitava o entendimento de que só a
Justiça tem competência para reconhecer um vínculo
trabalhista.
Com isso, proibia o auditor fiscal da Receita
Federal do Brasil de intervir na contratação de pessoa jurídica de uma pessoa
só, em flagrante manobra para encobrir a existência de relação
trabalhista e driblar o fisco.
O DIAP reitera os riscos da Emenda 3 aos
direitos trabalhistas. Sem a proteção do Estado, os trabalhadores ficariam expostos à prática
de contratação sob formas precarizantes, disfarçadas
de trabalho autônomo, eventual ou sem vínculo de emprego.
Na prática, todo e qualquer empregador poderia trocar empregados
por autônomos e ter o direito de não sofrer qualquer ação
administrativa do Estado brasileiro. Assim, não haveria como exigir
férias, FGTS, 13º salário, normas de segurança
e saúde, pagamento de horas extras, aposentadoria, licença-maternidade,
entre outros direitos. (Viviane Ponte Sena)
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Agência
Diap, 14 de junho de 2007
Previdência Social
Quase três milhões de pessoas recebem benefícios
assistenciais
Idosos e portadores de deficiência com baixa renda têm
direito
Segundo informações do Ministério da Previdência
Social, mensalmente, mais de 2,9 milhões de benefícios
assistenciais são pagos em todo o Brasil, no valor de R$ 1,1 bilhão.
O benefício é da Prestação Continuada (BPC),
também conhecido como Loas (Lei Orgânica da Assistência
Social), pago pelo INSS a pessoas de baixa renda, com mais de 65 anos
de idade ou portadores de deficiência que não podem trabalhar
nem levar uma vida independente.
Quem tem direito
Para ter direito ao BPC, o solicitante
deve comprovar renda familiar menor que 1/4 do salário mínimo por pessoa, hoje R$ 95,00.
Para saber o valor da renda familiar, é necessário somar
a renda de todas as pessoas que vivem na mesma casa. Depois, é só dividir
o valor encontrado pelo número de pessoas da residência.
Para os idosos, além da renda e da idade, é necessário
comprovar que a pessoa não recebe nenhum outro benefício
previdenciário (aposentadoria, pensão por morte ou auxílio-doença).
No entanto, se houver outra pessoa na mesma casa recebendo o BPC, esse
valor não será usado para calcular a renda familiar.
No caso dos portadores de deficiência física é importante
lembrar que o benefício é liberado somente após
a realização de exames pelos médicos peritos do
INSS. Neste caso, se houver mais de uma pessoa na residência com
direito ao BPC, o valor dever ser usado para calcular a renda familiar.
Como ter acesso ao benefício
Para pedir o benefício, é necessário ligar gratuitamente
para o número 135 – a central funciona de segunda a sábado,
24 horas por dia - e marcar uma data para ser atendido na Agência
da Previdência Social.
No dia marcado, a pessoa deverá apresentar certidão de
nascimento, identidade, carteira de trabalho ou outro documento de identificação,
CPF, comprovante de residência e, se tiver, comprovante de renda
do solicitante e das pessoas que moram na mesma casa.
O direito ao benefício, que é de um salário mínimo
(R$ 380) por mês, é do solicitante. Em caso de falecimento,
o valor não poderá ser transferido para outro membro da
família. Além disso, o BPC não dá direito
ao décimo terceiro.
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Nova Central, 14 de junho
de 2007
Reforma da Previdência não atingirá trabalhadores que
já estão no mercado de trabalho
O ministro Luiz Marinho (Previdência Social) afirmou nesta terça-feira
que os debates do Fórum da Previdência "não trarão
nenhuma mudança para o trabalhador que está no mercado de
trabalho".
"Pensamos em um projeto de longo prazo para dar sustentabilidade à Previdência.
Não há propostas para impor mudanças para os trabalhadores
atuais. Se houver mudanças nas regras, elas serão aplicadas
aos que entrarão no mercado de trabalho", afirmou.
Marinho aproveitou para cobrar maior coesão das centrais a fim
de aprovar a Reforma Sindical. "O governo tem que fazer o processo
andar, mas é preciso criar um processo de mobilização
para pressionar a aprovação de medidas", disse Marinho.
Ainda segundo ele, o ministro Carlos Lupi
(Trabalho) deve encaminhar nos próximos 30 dias a proposta de Medida Provisória que
regulamenta a existência das centrais sindicais.
Marinho voltou a dizer que pretende humanizar
o atendimento nas agências
do INSS (Instituto Nacional da Seguridade Social), assim como tomar medidas
para defender os peritos das agências.
No entanto, ele disse que irá continuar trabalhando para impedir
que "oportunistas" se encostem nos sistema previdenciário. "Um
cidadão que força um afastamento está cometendo
uma fraude contra a classe trabalhadora", afirmou.
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Diário
Vermelho, 14 de junho de 2007
Números do PIB indicam economia
com sinais de estabilidade
Os números do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados nesta quarta-feira
(13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
indicam que a economia brasileira dá sinais de um panorama de estabilidade.
A avaliação é do coordenador de Contas Nacionais
do instituto, Roberto Olinto.
"As nossas últimas análises estão trazendo
pontos de destaque semelhantes. O consumo vem apresentando sistematicamente
taxas altas e já há alguns trimestres as exportações
crescem a taxas bem menores do que as importações",
afirmou Olinto. "É um comportamento de uma economia que já tem
características de certa estabilidade."
O levantamento do IBGE indicou que o PIB - soma de todas as riquezas
produzidas pelo país - cresceu 4,3% no primeiro trimestre de
2007 em relação ao mesmo período do ano passado.
Já na comparação com o último trimestre
de 2006, a expansão foi de 0,8%.
Ainda segundo o técnico do IBGE, duas áreas foram os
grandes destaques do crescimento dos trimestres de 2006 e 2007: 1)
as intermediações financeiras, cuja expansão de
9%, segundo Olinto, foi impulsionada pelo aumento de crédito
para pessoas físicas e para construção civil;
e 2) os serviços de informação, que tiveram influência
do crescimento da telefonia móvel.
Roberto Olinto destacou que a telefonia fixa vem sendo substituída,
em muitos casos, pelos celulares e pela telefonia pela internet. Com
esse movimento, os serviços de informação registraram
alta de 7,3% no primeiro trimestre de 2007, quando comparado com o
primeiro trimestre de 2006.
Mais consumo
Olinto também destacou o crescimento do consumo das famílias
- uma expansão de 6% nessa mesma base de comparação.
O resultado foi o 14º aumento consecutivo, a maior taxa em sete
anos. No primeiro trimestre de 2000, o consumo das famílias
brasileiras havia subido 10,3%.
Segundo Cláudia Dionísio, da coordenação
de Contas Nacionais do instituto, o movimento é explicado pelo
aumento de 6,4% da massa salarial no período e também
pela expansão do crédito, que teve elevação
de 24,6%.
A maior oferta de crédito, especialmente para a construção
civil, somada ao crescimento das importações, com destaque
para as máquinas e equipamentos, também impulsionou a
expansão de 7,2% na Formação Bruta de Capital
Fixo (FBCF), que indica os investimentos da economia.
Apesar do movimento observado na FBCF, a taxa de investimento da economia
ficou estável em 17,2%. Este também foi o patamar alcançado
no primeiro trimestre do ano passado. Essa estabilidade pode ser explicada,
segundo Olinto, porque os investimentos cresceram em quantidade, mas
ficaram mais baratos em função, principalmente, da valorização
do real frente ao dólar, que deixou as importações
de máquinas e equipamentos mais baratos. "Compra-se mais
pagando-se menos", explicou Olinto.
Dados revistos
O IBGE também revelou que a taxa de poupança do primeiro
trimestre de 2007 ficou em 17,4%, a maior desde o primeiro trimestre
de 2004 (18,3%). No primeiro trimestre de 2006, a taxa de poupança
havia sido de 16,4%.
Em valores nominais, o PIB brasileiro nos três primeiros meses
do ano somou R$ 596,1 bilhões. No mesmo período do ano
passado, o PIB somava R$ 539,3 bilhões.
O IBGE também divulgou revisões nos números do
PIB relativos aos quatro trimestres de 2006. De acordo com os dados,
o quarto trimestre do ano passado passou de um crescimento de 0,9%
para 1,1%; o terceiro trimestre de 2006 foi de 2,6% para 2,7%; o segundo
trimestre do ano passado passou de menos 0,5% para menos 0,4%, e o
primeiro trimestre de 2006 passou de 1,6% para 1,3%.
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ESTADÃO.COM / SÃO PAULO,
14 de junho de 2007 | Nacional
Votação da
reforma política é adiada na Câmara
A informação é do relator da proposta, que pediu
tempo a Chinaglia para que votação ocorra na próxima
semana; na realidade, falta apoio político
Denise Madueño
BRASÍLIA - A votação
do projeto da reforma política pelo plenário é adiada
para a próxima semana, segundo informação do relator
da proposta, deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), na noite desta quarta-feira,
13. Caiado anunciou o adiamento ao informar que pediu ao presidente da
Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), tempo para trabalhar
em seu relatório.
Na realidade, não há condições de votação
da proposta na sessão desta quarta-feira, pois falta apoio político
para os defensores do ponto mais polêmico do projeto, que é a
criação do voto em lista fechada, em vez do voto nominal
em candidatos. Os defensores da lista fechada querem adiar a votação
para evitar uma derrota no plenário.
A votação de um requerimento serviu de teste e demonstrou
que o voto em lista fechada seria derrotado. O requerimento previa
o encerramento da discussão para acelerar a votação
do projeto, mas o resultado foi de 245 votos pelo prosseguimento dos
debates e 194 pelo encerramento, com quatro abstenções.
A continuação da discussão era a estratégia
dos adversários da proposta da lista fechada para protelar a
votação.
O resultado mostra a divisão que há, internamente, nas
bancadas e entre os diferentes partidos. Encaminharam pelo encerramento
da votação os líderes do DEM, do PMDB, do PT,
do PPS e do PV. Encaminharam contra o encerramento o PSDB, o PSB, o
PP, o PR, PTB e o PSOL.
Nesta manhã, em uma votação preliminar, o resultado
foi o inverso. Um recurso que inviabilizaria a votação
nesta quarta foi derrotado por 244 votos a 99, com dez abstenções.
Entre as duas votações, o PSDB decidiu votar contra a
lista fechada, e o PT apresentou dissidências de mais de um terço
de sua bancada de 82 deputados contra a posição da Executiva
petista de obrigar os deputados a votar a favor da lista fechada.
PSDB e PMDB divididos
O PSDB, que tem 57 deputados, decidiu ficar contra a proposta de lista
fechada nas eleições legislativas e financiamento público
de campanha. A decisão dos tucanos deixa ainda mais indefinido
o destino da proposta de voto em lista, que divide opiniões
na Câmara independentemente do tamanho ou da posição
das bancadas em relação ao governo. O PMDB decidiu votar
a favor, mas há dissidências também no maior partido
da Câmara.
A principal resistência dos tucanos é à proposta
de voto em lista fechada para deputados e vereadores. Pela proposta,
o voto nas eleições para deputado federal, estadual e
vereador seria dado diretamente aos partidos, não mais aos candidatos.
As vagas obtidas por cada legenda nas eleições seriam
distribuídas de acordo com uma lista (chapa) organizada internamente
antes do pleito.
Ainda cinco votações
O projeto original de reforma política do Senado será apreciado
pela Câmara em cinco votações diferentes. A lista
também é apoiada pelo DEM e PCdoB. São totalmente
contrários o PDT, PSB e, por maioria, PP, PTB e PR. O projeto
original de reforma do Senado transformou-se na Câmara no Projeto
de Lei 1210/07, e foi fatiado por meio de emendas em cinco pontos para
facilitar a tramitação.
O projeto contém uma recomendação para que os
atuais deputados e vereadores tenham preferência na formação
das listas (chapas). A decisão sobre o ordenamento a lista,
no entanto, é exclusiva das convenções partidárias.
Fundo público
A proposta de financiamento público estabelece a criação
de um fundo na base de R$ 7 por eleitor registrado, que seria distribuído
entre os partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Com a previsão de que haverá 115 milhões de eleitores
em 2008, o fundo começaria com cerca de R$ 880 milhões.
Pela proposta, 1% do fundo seria distribuído igualmente entre
todos os partidos com registro no TSE; 14% igualmente entre todos os
partidos com deputados federais e 85%, proporcionalmente ao tamanho
dos partidos na Câmara.
O projeto também prevê uma norma para garantir a fidelidade
partidária, pelo menos no exercício do primeiro mandato,
a proibição de coligações nas eleições
para deputado e vereador, e a previsão de federações
partidárias para as a sobrevivência das legendas pequenas.
(Com Reuters)
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ÚLTIMA INSTÂNCIA, 14 de
junho de 2007
Cobrança de pedágio
em rodovia das Cataratas (PR) é legal, decide STJ
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) reconheceu legítima
a cobrança de pedágio na Rodovia das Cataratas, que liga
a cidade de Guarapuava à Foz do Iguaçu, no Paraná.
A 1ª Turma impediu, inclusive, a devolução das quantias
já pagas, conforme determinava decisão do TJ-PR (Tribunal
de Justiça do Estado do Paraná).
De acordo com a assessoria de imprensa
do STJ, o recurso foi impetrado pela União e pela empresa Rodovia Cataratas, responsável
pela exploração dos serviços, contra o Ministério
Público Estadual.
O MP afirmava que a cobrança só seria possível
se fosse oferecida uma via alternativa e gratuita para o usuário,
o que não era o caso, e, dessa forma, os valores já pagos
deveriam ser devolvidos.
O TJ-PR julgou a ação civil pública proposta
pelo MP e considerou que o pedágio é uma tarifa e a sua
cobrança seria ilegal. O tribunal aplicou o Código de
Defesa do Consumidor.
Para o STJ, o pedágio tem a natureza de taxa e “índole” tributária,
mesmo se cobrada por concessionárias, o que impossibilita o
MP de ingressar com ação civil pública.
O assunto de ser o pedágio um tipo de taxa ou tarifa já foi
discutido em ações anteriores nas Cortes Superiores.
O Supremo Tribunal Federal, inclusive, pronunciou-se sobre o assunto
e concluiu que o pedágio é um tipo de taxa. Na época,
alegava-se que o pedágio era uma forma injusta de o governo
arrecadar dinheiro. No caso da taxa, o pagamento é devido por
alguém que é usuário em potencial dos serviços.
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ÂMBITO JURÍDICO, 14 de
junho de 2007
Aborrecimentos cotidianos
não caracterizam dano moral
Mero dissabor, aborrecimento, mágoa, irritação ou
sensibilidade exacerbada não geram dano moral. Com esse entendimento,
unânime, a 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça
de Goiás manteve, em parte, decisão do juízo da 9ª Vara
de Família, Sucessões e Cível de Goiânia que
isentou o Supermercado Carrefour Comércio e Indústria Ltda.
de indenizar o consumidor Klênio Humberto José de França.
Na ação, o autor alegou ter recebido tratamento violento
por parte do segurança da empresa porque se irritou com a falta
de atendimento de um funcionário da Coca-Cola, que mantinha um quiosque
de troca promocional de tampinhas dentro do estabelecimento e estava em
horário de almoço.
No entanto, o desembargador-relator Kisleu
Dias Maciel Filho entendeu que a abordagem de uma pessoa no estacionamento
do supermercado por empregado,
sem uniforme ou crachá de identificação, que defende
agressão sofrida por outro trabalhador, não caracteriza
dano moral. "Sendo o segurança acionado para verificar o
tumulto ocorrido devido à conduta do apelante, não pode
ser cobrada indenização da empresa, uma vez que seu empregado
só tentou impedir um dano maior, ou seja, uma agressão
a outro funcionário", asseverou.
Lembrando que meros dissabores fazem parte
da normalidade do nosso dia-a-dia tanto no trabalho como no trânsito e até entre amigos, o
relator explicou que propiciar ações judiciais em busca
de indenizações pelo mais triviais aborrecimentos é um
forma de banalizar o dano moral. "A simples sensação
de desconforto causada pelo fato em questão não constitui
dano moral suscetível de reparação civil, pois não
houve comprovação de dolo, culpa ou má-fé por
parte da apelada", frisou.
Com relação ao pedido da empresa para que fosse aplicada
ao recorrente a pena de litigância por má-fé, Kisleu
esclareceu que o simples fato de o consumidor não provar o que
alega não caracteriza tal conduta. "A pena de litigância
de má-fé pode ser imposta de ofício pelo juiz, mas
havendo resquício de dúvida afasta-se a punição,
com aplicação analógica do in dubio por reu.. Portanto,
essa conduta processual para ficar plenamente comprovada exige induvidosa
intencionalidade", reiterou.
Ementa
A ementa recebeu a seguinte redação: "Apelação
Cível. Ação de Indenização por Danos
Morais. Excesso por Parte de Segurança em Estacionamento de Supermercado.
Ausência de Ação Culposa e de Nexo de Causalidade.
Improcedência do Pedido. 1 - Agindo o segurança de supermercado
dentro dos limites do exercício regular do direito, não
pratica ato indenizável se efetua a abordagem em agressor de funcionário
que se encontrava dentro do estabelecimento. No caso dos autos, verifica-se
que o procedimento usado pelo segurança da apelada foi dentro
dos parâmetros permitidos em lei, diante de uma situação
suspeita sem que tenha havido excesso, pois deteu um agressor, portanto
o dever de indenizar inexiste. 2 - O beneficiário da Justiça
Gratuita, ao sucumbir, é condenado no pagamento das verbas da
sucumbência, as quais ficarão prescritas se, dentro de cinco
anos, contados da sentença final, o assistido não puder
satisfazer tal obrigação (arts. 11 e 12, Lei 1.060/50).
3 - Inocorrentes as hipóteses do artigo 17 do Código de
Processo Civil, não há de se falar em condenação
por litigância de má-fé. 4 - Recurso não provido,
sentença retificada de ofício". Apelação
Cível nº 105112-8/188 (200603694688), de Goiânia. Acórdão
publicado no Diário da Justiça do último dia 6.
(Myrelle Motta)
Fonte: TJGO
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CONSULTOR JURÍDICO, 14
de junho de 2007
Reforma de sentença
TST desobriga grupo de pagar juros em
ação
trabalhista
O grupo Bamerindus do Brasil S/A está desobrigado de pagar juros
de mora sobre o débito trabalhista de um ex-funcionário.
A decisão é da 4ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho,
que reformou parcialmente a decisão do Tribunal Regional do Trabalho
da 9ª Região no Paraná.
O ex-funcionário foi contratado, em 1978, como comandante de
aeronave pelo Banco Bamerindus. Logo após a contratação,
o piloto foi transferido para a empresa Araucária Aerotáxi
Ltda. A empresa aérea pertencia ao grupo Bamerindus e estava em
processo de liquidação extrajudicial. Em 1998, o piloto
foi dispensado sem justa causa. Ele ajuizou reclamação
trabalhista contra a Araucária. O segundo reclamado foi o Banco
Bamerindus do Brasil.
O juiz da Vara do Trabalho de São José dos Pinhais, no
Paraná, deu ganho de causa ao trabalhador. Ele determinou que
o banco pagasse, entre outras diferenças salariais, gratificação
por idioma falado, adicional de periculosidade e horas extras, com reflexos
sobre verbas rescisórias.
Ambas as partes recorreram e obtiveram
provimento parcial dos respectivos recursos. A segunda instância decidiu excluir da relação
processual a empresa Araucária Aerotáxi, tendo em vista
sua extinção. Também deferiu a exclusão do
pagamento da gratificação por idioma falado e outras diferenças
salariais. Quanto ao recurso do piloto, acrescentou às verbas
indenizatórias horas extras aos domingos e em dias de folga.
As partes apelaram ao TST. A relatora do
processo, juíza Maria
Doralice Novaes, acatou parcialmente o recurso do Bamerindus, excluindo
a incidência de juros de mora sobre os débitos trabalhistas.
Em seu voto, ela analisou a decisão da 9ª Região,
que negou o recurso, sob o fundamento de que a fluência de juros,
conforme a lei, é tratada diferentemente nas hipóteses
de liquidação e de intervenção.
De acordo com a relatora, houve contrariedade à Súmula
304 do TST. “Os débitos trabalhistas das entidades submetidas
aos regimes de intervenção ou liquidação
extrajudicial estão sujeitos a correção monetária
desde o respectivo vencimento até seu efetivo pagamento, sem interrupção
ou suspensão, não incidindo, entretanto, sobre tais débitos,
juros de mora”.
RR-2319/1998-670-09-40.9
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Notícias
do Tribunal Superior do Trabalho
14/06/2007
Empresa é multada por demitir indevidamente
por justa causa
A Terceira Turma do Tribunal Superior
do Trabalho manteve a aplicação
da multa do artigo 477 da CLT em caso de atraso no pagamento de verbas
rescisórias num caso de conversão de demissão
por justa causa em dispensa imotivada. A multa foi aplicada à empresa
mineira ACS – Algar Call Center Service S.A. pelo Tribunal Regional
do Trabalho da 3ª Região, diante da descaracterização
de justa causa aplicada a uma operadora de telemarketing. Segundo a
relatora, ministra Maria Cristina Peduzzi, “diante da controvérsia
acerca da configuração da justa causa e do reconhecimento
judicial da despedida imotivada, a assunção dos riscos
do empreendimento pelo empregador, a teor do artigo 2º da CLT,
justifica a aplicação da multa prevista no artigo 477, § 8º ,
da CLT”.
A operadora de telemarketing foi admitida
pela Call Center em outubro de 2005. Contou que sempre apresentou
alta produção,
mas, em junho de 2006, foi surpreendida com a demissão por justa
causa, sem antes ter recebido qualquer advertência ou pena disciplinar.
Na 4ª Vara do Trabalho de Uberlândia (MG), pediu o pagamento
das verbas rescisórias e indenização por danos
morais, não inferior a 100 salários, pela dispensa arbitrária
e sem provas das faltas cometidas.
A defesa da Call Center ressaltou que
a empregada provocou a dispensa, pois, segundo outros operadores,
ela “derrubava” as ligações
recebidas, sem justificativa, ou seja, desligava o telefone, ou ficava
muda, até o cliente desistir do atendimento. Afirmou ainda que
ela chegou a ser suspensa por seis dias pela negligência no seu
trabalho.
A sentença julgou o pedido improcedente, considerando que houve
desídia da empregada, justificando a demissão por justa
causa. Negou-lhe, em conseqüência, a indenização
por dano moral. Segundo a sentença, “corresponde a desídia
o descumprimento pelo empregado de sua obrigação de bem
realizar a prestação de serviços”.
No TRT/MG, a empregada insistiu na dispensa
imotivada e na indenização
por dano moral, alegando que sofreu com as repercussões da justa
causa em sua vida profissional e pessoal, “afetando-lhe a honra”.
A decisão regional deu provimento parcial ao recurso ordinário
e converteu em imotivada a demissão, pois considerou que não
foi provada pelo empregador “a prática de ato ilícito
trabalhista por parte da empregada, grave o bastante a ponto de ensejar
a dispensa por justa causa”. O TRT negou a ocorrência de
dano moral, entendendo que “o fato de a trabalhadora sentir-se
magoada com a dispensa não configura dano passível de
reparação”. A Call Center foi condenada ao pagamento
das verbas rescisórias e da multa pelo atraso em seu pagamento.
A empresa, inconformada, recorreu ao
TST. Afirmou que já havia
pago as verbas rescisórias, não cabendo a multa. A ministra
Cristina Peduzzi rejeitou os argumentos da empresa, explicando que,
a imputação da justa causa é um risco assumido
pelo empregador, que causa dano material e moral à esfera jurídica
alheia. “Ainda que descaracterizada em juízo a alegada
justa causa, difícil é a reparação do conceito
do empregado”, concluiu. (RR 1001/2006-104-03-00.2)
(Léa Paula)
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14/06/2007
Brigas entre chefe e subordinada nem sempre configuram dano moral
“Nem sempre o difícil relacionamento entre o chefe
e o subordinado gera dano moral. O difícil relacionamento
entre eles pode, eventualmente, ser ofensivo, se o tratamento que
o chefe dispensa ao subordinado vem permeado pelo propósito
de humilhar ou de reduzir sua importância no contexto da unidade
profissional”. Balizada nessa linha de raciocínio, a
Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, acompanhando o voto
do relator, ministro João Batista Brito Pereira, reformou
decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região
(MG) que havia concedido R$ 100 mil de indenização
por danos morais a uma ex-servidora do Banco do Brasil.
A dramática história relatada pela bancária
aposentada está inserida em oito volumes do processo trabalhista
iniciado em junho de 2001, revelando a conturbada relação
entre chefe e subordinada, que culminou com pedido de indenização
por danos morais e físicos em torno de R$ 700 mil. De um lado
da contenda, uma advogada, admitida por concurso público como
escriturária, que se disse perseguida de forma “criminosa” por
seu chefe. De outro, o Banco do Brasil, que baseou sua defesa no
fato de a empregada ter sido diagnosticada por psiquiatra como portadora
de transtorno bipolar, o que a levaria a fantasiar exageradamente
as situações vivenciadas no ambiente de trabalho.
A empregada entrou para os quadros
do Banco do Brasil em 1984. Disse que, apesar de ter sido admitida
como escriturária, desenvolveu
por longos anos a função de digitadora, vindo a adquirir
doença profissional conhecida por Lesão por Esforços
Repetitivos (LER). Segundo consta na petição inicial,
o mal teria atingido o braço direito, causando-lhe dores fortes,
a ponto de ficar impossibilitada para o trabalho e ter sido afastada
por diversas vezes pelo INSS com recomendação de submissão
a tratamento pelo Centro de Reabilitação Profissional
do instituto social.
As constantes licenças médicas, segundo ela, teriam
desagradado à chefia, e a relação entre chefes
e subordinada ficou tão conturbada que algumas vezes chegaram
até mesmo às vias de fato. Na visão da empregada,
a perseguição sistemática desenvolvida por seus
superiores foi tão intensa que a levou a apresentar um quadro
clínico de profunda depressão. Ela foi aposentada prematuramente,
aos 36 anos, não pela LER, mas por ser portadora de transtorno
bipolar. A doença, conhecida antigamente pelo nome de psicose
maníaco-depressiva, caracteriza-se por alterações
do humor, com episódios depressivos, eufóricos e maníacos.
Na ação trabalhista intentada contra seu empregador,
a escriturária pediu, dentre outras verbas, o reconhecimento
da culpa do Banco do Brasil pela aposentadoria precoce por invalidez,
com indenização por danos morais de 100 salários
de um advogado pleno do BB e por danos físicos no valor de
R$ 500 mil, além de pensão para cobrir as perdas salariais
que teria se fosse ativa.
O banco, em contestação, negou a ocorrência
do dano moral e disse que as “perseguições” alegadas
pela empregada não passavam de “delírios” provenientes
da doença. Apresentou diagnóstico de psiquiatra atestando
que a empregada sofria problemas de ordem emocional, inclusive com
episódios de tentativas de suicídio. Concluiu alegando
que a bancária teve atritos em todos os setores onde trabalhou.
O magistrado de primeiro grau ouviu
testemunhas e analisou a farta documentação carreada pelas duas partes e concluiu
pela existência do dano moral. “A empregada enfrentou
ambiente hostil, de descaso e perseguição sistemática.
Dizer que isso não passa de delírio, postura sintomática
de seus males psíquicos, é prosseguir na conduta antijurídica
de vilipendiar a reclamante, fazendo sangrar feridas que ainda não
cicatrizaram”, destacou o juiz. O pedido de indenização
por danos físicos foi julgado improcedente, mas o banco foi
condenado a pagar R$ 100 mil pelos danos morais.
Houve recurso de ambas as partes ao
TRT/MG, mas a condenação
em danos morais e o valor arbitrado da indenização
foram mantidos. “A empregada sofreu doença profissional
que a impossibilitou parcialmente para o trabalho desde 1989 quando,
também, foi constatado estar ela acometida de ansiedade e
depressão. Tratava-se, portanto, de uma empregada já atingida
pelo infortúnio e acometida de séria doença
não profissional, ou seja, a depressão bipolar, que
a levou a aposentar-se por invalidez, precocemente. Merecia, portanto,
toda a atenção e a compreensão de sua chefia
e dos seus colegas de profissão, devendo ser tratada com cortesia
e, mesmo, com a ajuda e amparo de todos. A prova oral produzida,
porém, confirmou sua alegação feita na inicial
em relação ao rude tratamento recebido de seu chefe,
fazendo-a enfrentar um ambiente hostil”, destacou o acórdão
do TRT.
A matéria chegou ao TST por meio de recurso das duas partes:
o agravo de instrumento da empregada não foi provido e o recurso
de revista do Banco do Brasil recebeu provimento para, reformando
o acórdão do regional, julgar improcedente o pedido
de indenização por dano moral.
De acordo com o voto do ministro Brito
Pereira, o TRT registrou no acórdão que o tratamento do preposto do banco dispensado à empregada
não revelou situação de humilhação.
Ao contrário, o TRT esclareceu que o Banco procurou readaptar
a escriturária, que ficara impossibilitada parcialmente para
o trabalho por algum tempo, além de confirmar que ela foi
acometida de ansiedade e depressão bipolar, doença
não profissional, que gerou a aposentadoria por invalidez.
“Do exame dos fatos extraídos do acórdão
regional, vê-se que estão ausentes os pressupostos ensejadores
do dever de indenizar, dado que o mau relacionamento ou as divergências
de entendimentos no ambiente de trabalho, tal como narrados pelo
Tribunal Regional, não passaram de meras divergências
entre advogados, nem ficou revelado qualquer propósito de
humilhar a reclamante no seio da unidade profissional onde ambos
trabalhavam”, disse o ministro relator. Segundo ele, para a
configuração do dano moral concorrem três pressupostos
básicos: o dano propriamente dito; a culpa ou dolo do agente
a quem se imputa a ação ou omissão; e o nexo
de causalidade entre o dano e o comportamento do agente. “Na
espécie, contudo, do que se extrai do acórdão
recorrido, nem mesmo o dano se configurou, porque o sofrimento da
reclamante não decorreu de ato do preposto do reclamado”,
concluiu. (AIRR e RR 804/2001-100-03-00-0)

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