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JORNAL
GAZETA DO POVO, 15 de junho de 2007 | Economia
Produção de veículos
aquece emprego industrial no Paraná
Levantamento mostra expansão de 2,5% no estado, contra
um índice
nacional de 1,7%
por ROSANA FÉLIX
Pelo quarto mês seguido, o Paraná registrou alta na taxa de
emprego industrial. O aumento foi de 2,5% em abril, na comparação
com o mesmo período do ano passado, o que dá ao estado a
terceira colocação no ranking nacional, de acordo com a Pesquisa
Industrial Mensal Emprego Salário, divulgada ontem pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado do ano,
o índice da indústria paranaense é de 1,83%. O setor
que mais contribuiu para o bom desempenho foi o de meios de transporte,
que está em pleno vapor de produção e vendas – maio
foi o melhor mês da história da indústria automobilística,
com a venda de 258,9 mil carros, ônibus e caminhões.
O grande número de automóveis nas ruas é conseqüência
das contratações e aumento da produção que
as montadoras vem promovendo desde novembro do ano passado. Em abril, o
setor de meios de transporte contratou 22,1% a mais em relação
do que abril de 2006. No primeiro quadrimestre, o porcentual é de
20,6%. Esses números mostram um quadro bem diverso do que o de um
ano atrás, quando a Volkswagen acenava com a possibilidade de demissões
na fábrica de São José dos Pinhais e as montadoras
em geral passavam por dificuldades. “A situação está agora
o inverso. A empresa está produzindo em três turnos e ainda
estamos vendo a possibilidade de trabalhar sábados adicionais”,
diz o primeiro-secretário do Sindicato dos Metalúrgicos da
Grande Curitiba, Jamil Dabila. Segundo ele, o sindicato contabiliza 3,6
mil trabalhadores na Volks atualmente. “Foram feitas contratações
nos últimos meses, mas apenas para repor pessoal que está afastado
ou que se aposentou”, conta.
Na Renault, a produção do Logan, lançado nesta
semana, também mexeu com o quadro funcional. A fábrica
vem aumentando o número de funcionários para dar conta
do novo produto – os trabalhadores passaram de 2.800 para 3.650.
A Volvo, fabricante de ônibus e caminhões, também
contratou: foram 100 pessoas a mais desde novembro do ano passado e agora
cerca de 2 mil pessoas trabalham lá.
Outros setores que contribuíram para o aumento da taxa de emprego
no Paraná em abril foram o de alimentos e bebidas (5,1%) e produtos
químicos (18,5%). Já os que tiveram maior peso negativo
foram o de madeira (-13,3%), produtos de metal, exceto máquinas
e equipamentos (-10,9%) e têxtil (-6,2%). “O setor de alimentos
e bebidas é intensivo em emprego, e tem atividade para atender
tanto o mercado interno quanto o externo, o que o ajuda a ter bom desempenho
em diversos momentos”, explica a economista da coordenação
de Indústria do IBGE, Denise Cordovil.
Os bons índices
no nível de emprego industrial no Paraná decorrem
também do baixo desempenho industrial do ano passado. Nos últimos
12 meses, a taxa ainda é negativa em -0,6%. A folha de pagamento
real também vem mostrando sinais de recuperação:
a alta no mês foi de 3,1% no Paraná, e o acumulado do ano
está em 2,8%. Assim como o emprego, a variação da
folha de pagamento nos últimos 12 meses ainda é negativa
no estado: -0,8%. O número de horas pagas no Paraná subiu
2,4%, tanto em abril como no acumulado.

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JORNAL
GAZETA DO POVO, 15 de junho de 2007 | Economia
Crescimento é resposta à maior
atividade do setor
Rio de Janeiro – O crescimento de 0,5% no emprego industrial em abril
ante março “é a resposta à maior atividade industrial,
que responde aos estímulos da economia, num cenário mais
favorável, com redução de juros, crescimento da renda
e da produção agrícola”, segundo a economista
da coordenação de indústria do IBGE, Denise Cordovil.
Este foi o quarto mês seguido de expansão.
Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o
crescimento foi de 1,7% – décimo resultado positivo consecutivo
e o maior desde maio de 2005. Entre janeiro e abril deste ano, o emprego
industrial acumulou expansão de 1,4% e, nos últimos 12
meses, a alta é de 0,6% em abril.
Na comparação com abril do ano passado, o crescimento
no emprego industrial foi registrado em todas as regiões, com
exceção do Rio Grande do Sul, que teve queda de 1,3%, devido,
principalmente, ao recuo do emprego no setor de calçados e artigos
de couro (-15,3%). São Paulo (2,4%), Região Nordeste (2,3%)
e Santa Catarina (2,7%) foram os estados que mais contribuíram
para a expansão nesse setor.
Segundo a economista do IBGE, os segmentos
que mais elevaram a média
do emprego industrial em abril foram alimentos e bebidas, impulsionados
pela safra e o consumo interno; produtos de metal, embalados pela reação
da construção civil e veículos automotores com expansão
do crédito. Segundo Denise, porém, que os segmentos mais
intensivos em mão-de-obra, como calçados, vestuário
e têxteis, continuam prejudicados pelo câmbio e reduzindo
a ocupação. Na comparação com abril do ano
passado, o segmento de calçados e artigos de couro reduziu o número
de empregados em 5,7% e o de vestuário, em 5,8%.
Apesar dos desempenhos heterogêneos, ela avalia o cenário
atual como favorável para o mercado de trabalho industrial. E
destacou os dados do valor da folha de pagamento real do setor, que cresceu
1,4% em abril frente a março e 5,9% na comparação
com abril de 2006, sob estímulo do controle da inflação
e da própria reação do emprego.
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DEPACOM, 15 de junho de
2007
Jornal do STICM de Arapongas/PR
Está circulando o “FORÇA OPERÁRIA”, informativo
do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário de Arapongas – Paraná, presidido
pelo companheiro MANOEL FRANCISCO DA SILVA.
O Informativo deste
mês traz diversas informações
de interesse da categoria, com destaque especial para a Campanha Salarial
2007/2008.
O DEPACOM parabeniza
o companheiro Manoel Francisco da Silva e sua diretoria pelo importante
trabalho desenvolvido junto
aos trabalhadores da Construção
e do Mobiliário de Arapongas.
Melhores informações
entrar em contato com o sindicato pelo fone:
(43) 3276-2640.

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DEPACOM, 15 de
junho de 2007
Jornal do Sintracom Londrina/PR
Está circulando o “JORNAL DO SINTRACOM”, informativo do
Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário de Londrina – Paraná, presidido pelo companheiro
DENÍLSON PESTANA DA COSTA.
O Informativo deste mês
traz diversas informações de interesse da categoria,
com destaque especial para o fechamento da Convenção
Coletiva de Trabalho da Madeira.
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Denílson Pestana
Presidente do Sintracom
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O DEPACOM parabeniza
o companheiro Denílson Pestana e sua diretoria pelo importante
trabalho desenvolvido junto aos trabalhadores da Construção
e do Mobiliário de Londrina.
Confira o jornal na íntegra e não deixe de acessar o site da entidade: www.sintracomlondrina.com.br
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AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS, 15 de junho de 2007
Número de trabalhadores
ocupados na indústria do PR cresce 2,45%, mais que a média
nacional
O número de trabalhadores ocupados na indústria do Paraná cresceu
2,45% durante o mês de abril deste ano, em relação
ao mesmo período do ano passado. O crescimento foi acima do registrado
na média nacional que, durante abril, cresceu 1,72% em relação à 2006.
Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário,
divulgados nesta quinta-feira (14), pelo IBGE, e apontam também
o crescimento expressivo no número de horas pagas para os trabalhadores
no Paraná, em relação ao país.
No comparativo do primeiro quadrimestre,
com relação ao
mesmo período de 2006, o crescimento do Paraná também
foi maior que o nacional, no total de trabalhadores ocupados na indústria.
Entre janeiro e abril deste ano, o Paraná cresceu 1,84%, enquanto
no Brasil o crescimento registrado ficou em 1,35%. Nesse comparativo,
o destaque do Paraná foi constado também entre os três
Estados da região sul do Brasil. Em segundo lugar ficou Santa
Catarina, com um aumento de 1,8% no número de trabalhadores ocupados.
O Estado do Rio Grande do Sul recuou quase 2,8%, em relação
ao mês de abril do ano passado.
A economista da Coordenação de Indústria do IBGE,
Denise Cordovil, explica que, das 18 atividades econômicas investigadas
no Paraná, 12 cresceram durante o mês de abril, e 10 no
primeiro quadrimestre do ano. “De forma geral o emprego na indústria
está com resultados positivos nas várias comparações.
No caso do Paraná, a gente observa que, entre as atividades que
mais contribuíram com o resultado positivo, foram os meios de
transporte, alimentos e bebidas e produtos químicos”, detalha. “O
Paraná está apresentando resultados positivos em 2007,
e vem melhorando gradativamente”, completa Denise.
Segundo a economista, o crescimento dos subsetores
de destaque no Estado contribuem para o desenvolvimento do emprego e
da economia. “Os
meios de transporte são bens de consumo durável, normalmente
beneficiados com oferta de créditos. O setor de alimentos e bebidas é um
setor intensivo nos empregos, porque atende tanto o mercado interno como
as exportações”, comenta ainda.
Horas pagas – Na análise do número de horas pagas
aos trabalhadores da indústria, a pesquisa do IBGE apontou um
crescimento de 1,61% na média nacional, durante o mês de
abril de 2007 em relação ao mesmo mês de 2006. No
período acumulado entre os meses de janeiro a abril, o aumento
foi de 1%, com grande destaque na atividade de produtos químicos.
No Paraná, esse aumento foi maior que a média registrada
no país, tanto no mês de abril quanto no período
acumulado. No primeiro caso, o Paraná pagou 2,46% mais horas neste
ano do que em 2006. Já no primeiro quadrimestre, o número
de horas pagas no Estado cresceu 2,47% em relação aos quatro
primeiros meses de 2006. O crescimento foi mais que o dobro da expansão
nacional.
A Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e
Salário é divulgada
mensalmente pelo IBGE, e mostra indicadores de curto prazo, relativos às
atividades industriais. Abrange as Regiões Norte, Centro-Oeste,
Nordeste, Sudeste e Sul. Os dados são informados pelas empresas
que possuem unidades locais registradas no Cadastro Nacional de Pessoa
Jurídica (CNPJ).
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ESTADÃO.COM / SÃO PAULO,
15 de junho de 2007
Receita deposita 1º lote
de restituições do IR 2007
Declarações liberadas
somam 14 mi, das quais 932.794 com imposto a receber
Agência Estado
SÃO PAULO - O dinheiro
do primeiro lote de restituições do Imposto de Renda da
Pessoa Física 2007 (ano-base 2006) está disponível
a partir desta sexta-feira, 15, na conta corrente indicada pelo contribuinte.
Para saber se teve a restituição liberada, o contribuinte
poderá acessar a página da Receita na internet ou ligar
para 0300-789-0300. Basta informar o número do CPF.
Nesse lote foram liberadas 14.120.281
declarações, das
quais 932.794 para contribuintes com imposto a restituir, no valor
de R$ 999,999 milhões, todos com idade igual ou superior a 60
anos, de acordo com o Estatuto do Idoso. A Receita apurou ainda que
outras 2.586.878 pessoas tiveram imposto a pagar, correspondendo a
R$ 4,527 milhões. Outros 10.600.609 contribuintes não
tiveram nem imposto a receber nem a pagar.
O valor da restituição terá correção
total de 2,03%, referentes à taxa básica de juros, a
Selic, de maio (1,03%) e 1% de junho.
Quem não informou o número da conta para crédito
da restituição deverá se dirigir a uma das agências
do Banco do Brasil ou ligar para 4004-0001 nas capitais ou 0800-729-0001
nas demais cidades e pedir a transferência do dinheiro para qualquer
banco do qual seja correntista. A consulta ao extrato de processamento
da declaração poderá ser feita na internet.
A restituição ficará disponível no banco
por um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo,
deverá requerê-la mediante o Formulário Eletrônico
(Pedido de Pagamento de Restituição), disponível
na internet. Caso o contribuinte não concorde com o valor da
restituição, poderá receber a importância
disponível no banco e reclamar a diferença na unidade
local da Receita.
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ÂMBITO JURÍDICO, 15 de
junho de 2007
Auxílio-doença
prorroga período concessivo de férias
Enquanto o empregado encontra-se afastado do trabalho recebendo benefício
previdenciário, o seu contrato permanece suspenso. Em conseqüência,
prorroga-se o fim do período concessivo de férias daquele
ano. Isto porque, somente com a cessação do auxílio-doença,
recomeça a contagem do restante do prazo para a concessão
das férias, sendo o empregador obrigado a concedê-las a seu
empregado até o final desta prorrogação, sob pena
de ter de pagá-lo em dobro.
Por este fundamento, a 3ª Turma do TRT-MG, com base no voto do
desembargador Bolívar Viégas Peixoto, manteve condenação
de empresa ao pagamento de férias em dobro pelo período
2003/2004, rejeitando o argumento de que o afastamento de autor por auxílio-doença
durante parte do período concessivo teria levado à impossibilidade
material do gozo das férias naquele período.
O relator esclarece que, nos termos do
artigo 133, IV, da CLT, o trabalhador só perde o direito às férias quando recebe auxílio-doença
por 6 meses efetivamente, ou seja, por todos os dias deste seu afastamento. “Não
se admite, para estes fins, a proporcionalidade preceituada pelo artigo
146, parágrafo único, da CLT, que foi indevidamente invocada
pelo recorrente. Não se faz uma projeção fictícia
de tempo de concessão de benefício, pelo fato de o obreiro
ter recebido o auxílio-doença em fração superior
a 14 dias, já que a percepção deste valor é contada,
repita-se, dia a dia” - frisa.
( RO nº 00843-2006-048-03-00-3 )
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ÂMBITO
JURÍDICO, 15 de junho de 2007
Motorista monitorado por
satélite ganha horas extras
A Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento a agravo
de instrumento das Lojas Riachuelo contra decisão do Tribunal Regional
do Trabalho da 2ª Região (São Paulo) que determinou
o pagamento de horas extras a um motorista que trabalhava em veículo
monitorado por satélite.
O motorista ajuizou
reclamação contra seu empregador – Lojas
Riachuelo – alegando que cumpria jornada diária superior à contratada.
Obteve sentença favorável ao pagamento de horas extras,
mediante o reconhecimento de que o sistema utilizado para monitorar o
veículo (omnisat) permite a troca de informações
instantâneas e, conseqüentemente, o controle sobre a jornada
do motorista, além do que ele seguia plano de viagem previamente
estabelecido pela empresa.
A Riachuelo interpôs recurso contestando a sentença: alegou
que o monitoramento por satélite tem a finalidade exclusiva de
aumentar a segurança contra assaltos – e não de fiscalizar
o trabalho diário do motorista. Acrescentou que o acompanhamento
contínuo da movimentação do veículo era feito
por empresa responsável pelo sistema e que, além disso,
o reclamante não conseguiu provar a existência de controle
sobre sua jornada.
Ao negar provimento ao
recurso e manter a condenação ao
pagamento das horas extras excedentes à jornada de oito horas
diárias, o TRT de São Paulo destacou que, apenas considerando
a rota de ida, conforme o plano de viagem, o motorista percorria 980
quilômetros, saindo de Guarulhos (SP), para fazer duas entregas – uma
em Madureira (RJ) e outra em Vitória (ES). Isto tornava evidente
a extrapolação de horário, sem computar o período
de repouso de 6h, que não foi impugnado. O Regional também
negou seguimento ao recurso de revista da empresa.
Inconformada com a decisão, a Riachuelo apelou ao TST. O relator
da matéria, juiz convocado Luiz Antonio Lazarim, após ressaltar
ser impossível o reexame dos fatos, conforme a Súmula 126
do TST, refutou as alegações de que a decisão implicaria
violação à CLT, e negou provimento ao agravo de
instrumento. Segundo o voto, aprovado à unanimidade pela Sexta
Turma, o Regional apurou que a tecnologia em questão admite à empresa
contratante o controle da jornada de trabalho do motorista. A realização
de trabalho além do contratado foi comprovada pela análise
do plano de viagem em que constavam os horários de saída
e das entregas efetuadas, assim como as distâncias percorridas.
(AIRR-1561/2003-312-02-40.5)
(Ribamar Teixeira)
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JORNAL
O ESTADO DO PARANÁ,
15 de junho de 2007
Resfriado e outras desculpas
Dante
Mendonça
Deus, numa segunda-feira, criou Curitiba.
Pelo menos assim pensam os curitibanos, conforme texto não assinado que recebi pela
internet. Com parques, praças, muito topete e gente devagar
no trânsito. Achou monótona e então, na terça-feira,
criou o inverno. Com sua névoa, cachecóis e um bom
vinho. Mas achou o frio muito triste.
Na quarta-feira Deus criou a primavera, florida e colorida para enfeitar
os parques e praças. Não satisfeito, Deus a achou bucólica
demais e na quinta-feira criou o verão, alegre e saudável,
para fazer os curitibanos sorrirem. Bom estava, mas achou a estação
muito seca e, na sexta-feira, criou o outono. Farto e ameno, uma
delícia. Então Deus achou tudo muito distante, e no
sábado misturou tudo. Fez o inverno, a primavera, o verão
e o outono reinarem no mesmo dia em Curitiba.
E no domingo Deus descansou...
Na verdade caiu de cama, pois não sabia que tinha acabado
de criar a gripe, a rinite e o resfriado.
****
Quando Deus criou o mundo, Ele não tinha a menor idéia
das tantas doenças que iriam surgir, além de gripe,
rinite e resfriado. Recentemente, o engenheiro de sistemas dos Estados
Unidos, Ahmad Anvari, comprovou que existem mais de 25 enfermidades
insólitas ligadas ao trabalho ou hobbies.
Uma delas chama-se “cotovelo de passeadores de cachorro” (dog
walkers elbow), mencionada pela primeira vez em 1979 no New England
Medical Journal, e se refere à dor causada pela tensão
constante no braço de quem conduz um cachorro pelas ruas.
Transtorno semelhante é o “cotovelo de pescador”,
a inchação dolorosa do ombro e do cotovelo de quem
passa horas e horas sacudindo uma vara de pescar na beira do rio
(New England Medical Journal, 1981). Já a “bursite de
polícia” é causada pelas horas e horas que um
policial passa caminhando, de um lado para outro.
A lista continua. Outra profissão que causa muitas doenças,
poucos reconhecem, é a “síndrome de dona de casa” (houswifitis).
São sintomas nervosos provocados pela dedicação
excessiva ao lar, doce lar. No outro lado da mesma moeda aparece
a “síndrome da mulher que trabalha fora”: fadiga,
irritabilidade, dor de cabeça, e diminuição
da libido pelo esgotamento causado pela profissão. É um
interessante paradoxo: a mulher, dentro ou fora da cozinha, não
está livre do fantasma do estresse.
E já que estamos falando de estresse, entre outras possíveis
causas tem uma que é insólita. Trata-se da “síndrome
do marido aposentado”. Os sintomas: tensão, dor de cabeça,
depressão e ansiedade que aflige a mulher de um marido que
acaba de se aposentar. Depois de tantos anos “casados com o
seu trabalho”, os homens aposentados produzem um efeito extraordinário
na saúde de suas companheiras. E a causa é bastante
simples: de um dia para outro, o casal passa a conviver 24 horas
sob o mesmo teto.
A lista de Anvari inclui também curiosidades dermatológicas.
A “toilet seat dermatitis” leva todos os prêmios. É a
irritação na bunda de quem passa muito tempo lendo
no banheiro. “creditcarditis” é outra moléstia
que ataca a bunda, causada pela compressão nos glúteos
de quem fica sentado muito tempo com um maço de cartões
de crédito no bolso traseiro da calça.
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Se a gripe, a rinite e o resfriado já não são
suficientes, esta lista de raras doenças é de grande
valia para enforcar o trabalho. Podem não convencer, mas são
reais.
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JORNAL
O ESTADO DO PARANÁ, 15 de junho de 2007 | Paraná
Água
Assembléias decidem hoje se greve na Sanepar avança
Caso
paralisação seja mantida, há risco de problemas
no abastecimento
Carlos Simon com agências
Foto: Franklin de Freitas

Mobilização dos trabalhadores na porta da sede da Sanepar
em Curitiba: negociações abertas
Depois de não apresentar propostas para a reposição
dos salários na quarta-feira, durante audiência no Ministério
Público do Trabalho, a Sanepar reuniu-se com os trabalhadores
ontem, e finalmente apresentou uma contraproposta de reposição
salarial. Pela manhã, os trabalhadores da empresa paralisaram
os serviços em pelo menos 60% dos municípios, conforme
balanço da União dos Sindicatos dos Trabalhadores da Sanepar
(USTS). A greve já começa a apresentar reflexos no atendimento à população,
mas o risco maior — o de falta d´água — pode
ocorrer a partir de hoje.
Depois da oferta da estatal, os empregados
realizam nesta manhã assembléias
em todas as regiões para definir se aceitam o acordo ou mantém
a greve. “A proposta ainda está aquém do que pedimos,
mas já é um avanço”, diz Gerti José Nunes,
da coordenação da USTS.
A nova proposta foi apresentada pelos diretores
Natálio Stica
(Comercial), Hermes da Fonseca (Administrativo) e Wilson Barion (Operações).
A Sanepar está oferecendo reajuste escalonado que varia entre
11,56% e 3,77%, dependendo da faixa salarial atual. Os maiores índices
são oferecidos para os trabalhadores com salários menores.
A categoria exigia aumento linear de R$ 224 para todos os funcionários — cerca
de 20%.
Representantes de 12 dos 18 sindicatos
que representam os trabalhadores da Sanepar se comprometeram em realizar
as assembléias para votação
da nova proposta que a diretoria da empresa. Se a proposta for aceita
pela maioria, a paralisação na Sanepar pode ser encerrada
ainda hoje.
A Sanepar tem 6.089 funcionários, distribuídos em 10 faixas
salariais. Pela proposta, os 1.576 que recebem entre R$ 651,70 e R$ 701,18
passariam a receber, respectivamente, entre 11,56% e 10,96%. Para os
1.001 trabalhadores que estão na maior faixa salarial, a empresa
oferece entre 5,64% e 3,77% de reajuste.
Consta da proposta da Sanepar a correção salarial de 100%
do INPC, o que equivale a reajuste de 3,12%; R$ 55,00 de reajuste linear
para todos os empregados; manutenção do auxílio
alimentação, além de outros benefícios sociais.
Desde o início da semana os funcionários mantinham em
ritmo lento serviços como atendimento aos telefones, tarefas administrativas
e leitura dos relógios. Ontem, aderiram ao movimento empregados
de setores essenciais, como as estações de tratamento de água,
produção de água e manutenção e funcionamento
da rede de esgoto.
A empresa emitiu nota lamentando “eventuais transtornos que possam
ser enfrentados pelos usuários”, como a demora no atendimento
pelo telefone 115, nos escritórios, ou no conserto de redes danificadas.
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JORNAL
DO ESTADO, 15 de junho de 2007 |
Trabalho & Negócios
Análise
Estudo do DIEESE traça perfil de metalúrgicos que trabalham
no país
Categoria recupera poder aquisitivo
conquistado após greves no
fim da década de 70
Agência Brasil
Três décadas depois de escreverem uma das páginas
mais importantes da história do movimento sindical no país,
os metalúrgicos enfrentam novos desafios. A categoria agora tenta
manter o poder aquisitivo conquistado após as greves no final
da década de 70 e a luta para combater as desigualdades no mercado
de trabalho.
Essas são as principais conclusões de um estudo feito
pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM)
e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(Dieese). O levantamento traçou um perfil de 1,805 milhão
de metalúrgicos que trabalham no Brasil.
Segundo o documento, em 30 anos, os metalúrgicos sofreram com
o fechamento de postos de trabalho e com a queda dos salários. "Somente
com o crescimento econômico dos últimos anos, os sindicatos
puderam aumentar a pressão e a categoria começou a retomar
o poder aquisitivo e a reconquistar espaço no mercado", afirma
o presidente da CNM, Carlos Alberto Grana.
De acordo com o Dieese, do início de 2003 até abril de
2007, o setor registrou saldo positivo de 423,7 mil novos empregos formais.
Esse número representa uma recuperação em relação
trajetória de queda nos oito anos anteriores. Conforme o estudo,
entre 1995 e 2002, esse índice ficou negativo, com a eliminação
líquida de 91,6 mil postos de trabalho.
Segundo a socióloga e técnica do Dieese Adriana Marcolino,
a geração de empregos poderia ser ainda maior se a jornada
de trabalho fosse reduzida de 44 horas para 40 horas semanais. "Isso
resultaria em mais 135 mil postos de trabalho", estima. Ela diz
ainda que a criação de postos poderia ser dobrada caso
fossem controladas as horas extras na indústria metalúrgica.
Em relação ao nível salarial, o levantamento também
aponta melhoria, mas não em nível suficiente para recompor
a renda média da categoria, que sofreu deterioração
na última década. O estudo constatou aumento real (acima
da inflação) de 6,79% nos últimos quatro anos. Apesar
disso, a remuneração média da categoria, em 2005,
equivalia a 81% do que os metalúrgicos recebiam em 1995. Em 2003,
essa proporção chegou a 76%. Atualmente, o salário
médio de um metalúrgico está em R$ 1.670 mensais.
Segundo Carlos Grana, um dos fatores que
prejudica a reposição
salarial é a alta rotatividade no mercado de trabalho. "Como
muitos metalúrgicos não ficam muito tempo no emprego, esse
movimento intenso de contratações e demissões prejudica
os ganhos salariais porque os novos operários costumam ser admitidos
por salários menores", explica o presidente do CNM. O estudo
constatou que a taxa de rotatividade no setor, em 2006, foi de 28,6%,
valor considerado expressivo.
Outro problema, diz Carlos, é a diferença de salários
entre as regiões. O Dieese constatou que, enquanto no Sudeste
um metalúrgico ganha 10% além da média nacional,
no Centro-Oeste esse índice é 44% menor que essa média. "Muitas
empresas se deslocam de centros industriais para buscar incentivos fiscais
e mão-de-obra mais barata", declara. "Os empresários
alegam que o custo de vida é menor nessas regiões para
justificar os salários mais baixos".
Para reduzir essa desigualdade, Carlos
afirmou que, no 7º Congresso
Nacional dos Metalúrgicos da Central Única dos Trabalhadores
(CUT), que começou ontem (12) e vai até sexta-feira (15),
em São Paulo, a categoria vai propor um piso salarial nacional
para os metalúrgicos durante as negociações para
o contrato coletivo. "Isso vai garantir condições
mínimas para todos os metalúrgicos e evitar essa diferença
regional que ainda persiste no país", explica.
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Agência
Diap, 15 de junho de 2007
OIT
DIAP faz levantamento das principais
normas internacionais de proteção à relação
de trabalho
A assessoria do DIAP acaba de finalizar um levantamento das principais
normas produzidas pela Organização Internacional do Trabalho
(OIT) destinadas à proteção da relação
de trabalho.
O documento, que teve como fonte o portal
da OIT no Brasil, destaca que das 183 Convenções da OIT aprovadas até junho
de 2001, 92 foram ratificadas pelo Brasil. No entanto, 13 delas foram
denunciadas, segundo a Organização, por conta da adoção
de convenções mais atuais e abrangentes. As 91 Convenções
restantes ainda não tiveram adesão do nosso País.
A OIT estabelece entre os critérios de classificação
que oito convenções são fundamentais e integram
a Declaração de Princípios Fundamentais e Direitos
no Trabalho da OIT. Não está ratificada pelo Brasil apenas
a Convenção 87, que trata da liberdade sindical e proteção
do direito de sindicalização.
Outras quatro convenções são consideradas prioritárias
por tratar de assuntos especiais. Destas, o Brasil ainda não ratificou
apenas a Convenção 129, que trata da Inspeção
do trabalho na Agricultura.
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Diário
Vermelho, 15 de junho de 2007
Centrais Sindicais entrarão
no STF contra lista fechada
As Centrais Sindicais CAT (Central Autônoma dos Trabalhadores), CGT
(Confederação Geral dos Trabalhadores), Força Sindical,
NCST (Nova Central Sindical dos Trabalhadores) e SDS (Social Democracia
Sindical) divulgarão nota nesta quarta-feira (13) indicando que
irão entrar no STF (Supremo Tribunal Federal) com uma ADIN (Ação
Direta de Inconstitucionalidade) caso seja aprovada a instituição
do sistema eleitoral através de lista fechada, atualmente em votação
no Congresso Nacional.
O arugumento da ADIN das centrais terá como preceito que a lista
fechada fere o direito do cidadão ao voto direto, garantido pelo
artigo 14 da Constituição Federal. "A lista fechada
tirará do eleitor o direito de escolher diretamente o seu candidato.
Isto porque os eleitos serão os primeiros da lista de candidatos
definida pelo partido e não pela vontade popular, preceito máximo
do Estado Democrático de Direito", diz a nota.
As centrais não contra argumentaram em sua nota as opiniões
que avaliam benefícios com lista fechada, como tornar o debate
eleitoral mais rico em idéias e menos em pessoas, e a possibilidade
de aumentar o número de brasileiros estimulados a participar
de partidos políticos para contribuir na decisão de candidaturas
nas eleições.
Segundo a nota,"a lista fechada desestimula a renovação,
perpetuando uma elite política no País. A lista, decidida
por alguns caciques políticos, é anti-democrática
e ceifa a vontade do eleitor. Se aprovada, jogaremos fora grande parte
das conquistas da campanha das diretas já".
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Folha
de São Paulo,
15 de junho de 2007
Líderes tentam "salvar" reforma política com listas
flexíveis
FÁBIO ZANINI
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Um
dia após fracassar na criação de listas partidárias "fechadas" para
eleições proporcionais, as principais lideranças
da Câmara deflagraram uma operação de salvamento
da reforma política, que está seriamente comprometida.
A palavra de ordem agora é tentar aprovar na semana que vem um
sistema intermediário, que mescle o voto em listas partidárias
pré-ordenadas com o direito de o eleitor escolher também
seu candidato a deputado federal, estadual ou vereador. Um candidato
que receba uma grande quantidade de votos poderia "furar" a
fila da lista pré-ordenada pelo partido.
"Estamos numa guerra, que é muito maior do que a batalha
perdida de ontem [anteontem]", disse o líder do DEM, Onyx
Lorenzoni (RS). A exemplo dos Democratas, também o PT, o PSDB
e o PMDB agora dizem que lutarão por uma lista intermediária. "Vamos
tentar um acordo até segunda", disse Paulo Teixeira (PT-SP).
A expectativa é que o enterro da lista "fechada" seja
capaz de unificar as bancadas dos maiores partidos.
"O plenário nos deu um recado claro. Estamos procurando
soluções que conciliem todos os interesses", disse
o líder do PMDB, Henrique Alves (RN). Mas mesmo aprovar a lista "flexível" não
será fácil, uma vez que existem vários modelos propostos.
O PT fechou ontem apoio a uma proposta de Teixeira, que prevê que
uma parte dos deputados seja eleito pela lista e outra parte com base
nos candidatos mais votados.
O PMDB tem uma proposta diferente, da deputada
Rita Camata (ES), pela qual a lista seria refeita com base nos resultados
obtidos pelos deputados.
Petistas e peemedebistas tentam chegar a um texto unificado. Partidos
médios, porém, prometem manter a oposição
radical às listas. "Fazer lista flexível só vai
complicar ainda mais a vida do eleitor", disse o líder do
PR, Luciano Castro (RR).
Pela manhã, o presidente da Comissão de Constituição
e Justiça, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), tentou uma manobra para
derrubar a reforma. Numa reunião esvaziada da CCJ, ele pôs
em votação um relatório que considerava o projeto
inconstitucional, e que acabou aprovado. A manobra foi desfeita pela
Mesa Diretora da Casa, com o argumento de que a CCJ não podia
analisar a matéria porque ela já se encontrava no plenário,
mas foi suficiente para acirrar os ânimos.
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Folha
de São Paulo,
15 de junho de 2007
Real forte ajuda a reduzir os juros, diz BC
Banco sinaliza que ação dos importados na contenção
da inflação deve permitir mais cortes na taxa e anima mercado
| Câmbio valorizado, criticado por setores do governo e pela indústria, é boa
notícia para a política monetária, ressalta analista NEY HAYASHI DA CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A queda do dólar foi o fator que mais pesou na decisão
tomada pelo Banco Central de reduzir os juros de forma mais acelerada.
Embora alguns diretores do BC argumentem que o crescimento mais forte
da economia pode pressionar a inflação, a expectativa é que
o aumento das importações seja suficiente para contê-la.
Ontem foi divulgada a ata da reunião do Copom (Comitê de
Política Monetária do BC) realizada na semana passada,
quando a taxa Selic foi reduzida de 12,5% para 12% ao ano, interrompendo
uma série de três cortes de 0,25 ponto cada um.
A expectativa dos analistas de mercado é que uma nova redução
de 0,5 ponto ocorra na próxima reunião do Copom, marcada
para o mês que vem. Essa percepção ajudou a Bovespa
a bater novo recorde ontem. Até dezembro, os juros devem cair
para 10,75% ao ano, segundo a média das projeções
dos analistas de mercado. "Os dados referentes à atividade
econômica apontam para um fortalecimento da expansão da
demanda, mas ainda não sugerem uma probabilidade elevada de que
observemos pressões significativas sobre a inflação
no curto prazo. O crescimento das importações tem contribuído
de forma fundamental para esse processo", afirma a ata do Copom.
Dos sete diretores do BC, cinco votaram pelo corte de 0,5 ponto, e dois,
por 0,25 ponto.
Na ata divulgada ontem, a explicação apresentada pelos
diretores que votaram pela queda menor é que a aceleração
do crescimento da economia pode abrir espaço para um aumento da
inflação.
O raciocínio é relativamente simples: se a economia cresce
mais, a renda da população tende a crescer. Com procura
maior, há mais espaço para reajuste de preços. Quem
votou pelo corte maior nos juros afirma que, ainda que esse risco exista,
ele é minimizado pela concorrência dos importados, beneficiados
pelo dólar barato.
Mudança
Para o economista-chefe do BNP Paribas,
Alexandre Lintz, o documento divulgado ontem indica uma mudança na linha de pensamento seguida
pelo Copom. Ele afirma que os diretores do BC já não seguem
de forma tão rígida as projeções feitas a
partir de modelos estatísticos para tomar suas decisões
-se seguissem, diz Lintz, a queda dos juros não teria sido acelerada.
"
Pelo modelo do BC, a projeção de inflação
para 2008 não mudou desde a última reunião do Copom
[em abril]", afirma o economista. A própria ata do Copom
divulgada ontem ressalta que mudanças decididas hoje nos juros
só terão mais efeito no ano que vem, devido ao tempo que
se leva para que uma queda na taxa seja sentida, de fato, pela economia.
Segundo Lintz, a queda de 0,5 ponto se
deveu ao julgamento, feito pelos diretores do BC, de que as chances
de uma grande desvalorização
do real -que pressionaria a inflação- são cada vez
menores.
Diante dos efeitos positivos que o câmbio tem tido sobre a inflação,
o economista-chefe do Unibanco, Marcelo Salomon, chega a ironizar os
que reclamam da forte valorização do real. "Quem disse
que real forte é sempre uma má notícia?", questiona
ele em relatório distribuído a clientes do banco. No governo,
o câmbio sempre foi motivo de polêmica. Nos últimos
dias, várias medidas foram anunciadas na tentativa de conter a
queda do dólar -ou, pelo menos, de amenizar seus efeitos. Entre
elas estão a concessão de empréstimos a juros subsidiados
para alguns setores e limites mais rígidos para as operações
dos bancos no mercado de câmbio.
Anteontem, quando foi divulgado que o PIB
(Produto Interno Bruto) do 1º trimestre cresceu 4,3% sobre o mesmo período de 2006,
analistas ressaltaram que o resultado poderia ter sido melhor se não
fosse o impacto negativo que o aumento das importações
provocou em alguns setores, especialmente na indústria.
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Folha
de São Paulo,
15 de junho de 2007
Desempregadas terão salário-maternidade
Benefício pode ser obtido até 36 meses depois da demissão,
mesmo que voluntária, e será bancado pela Previdência
| Para o ministro Luiz Marinho, medida corrige injustiça; não
há cálculo de quanto gasto novo custará aos cofres
públicos JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A partir de agora, trabalhadoras desempregadas
poderão ter direito
ao salário-maternidade pago pela Previdência Social. O governo
editou ontem um decreto alterando as regras do benefício, que
antes só poderia ser usufruído enquanto fosse mantido o
vínculo de emprego ou fossem recolhidas as contribuições
previdenciárias. Com a mudança, as seguradas que foram
demitidas -a pedido ou por justa causa- ou deixaram de contribuir para
a Previdência podem requerer o salário-maternidade. A condição
para isso é que estejam no chamado "período de graça" no
momento do nascimento do bebê ou da adoção da criança.
"Período de graça" é aquele em que o
trabalhador, embora não esteja recolhendo para a Previdência,
está amparado pelo sistema e pode receber benefícios. O
salário-maternidade era o único benefício da Previdência
ainda fora dessa regra. "Esse decreto corrige uma injustiça
que estava sendo cometida contra as mulheres desde a criação
do salário-maternidade. Ao ser demitida, a mulher tinha direito
a todos os benefícios previdenciários, exceto ao salário-maternidade",
disse o ministro Luiz Marinho (Previdência).
De acordo com o Ministério da Previdência, o "período
de graça" para ter acesso à licença paga pelo
INSS vai de 12 a 36 meses. O de 12 meses vale para todas as seguradas,
independentemente do tempo de contribuição. Mulheres que
contribuíram por mais de dez anos têm um "período
de graça" de 24 meses. Os dois prazos podem ser ampliados
em mais 12 meses desde que a segurada comprove a condição
de desempregada por meio de registro do Ministério do Trabalho.
Exemplo: uma funcionária de uma empresa foi demitida há dois
meses e agora fica grávida. Quando o bebê nascer, terá direito à licença,
mesmo que ainda esteja desempregada. O salário-maternidade assegura à mulher
120 dias de salário pago pela Previdência. O benefício é devido
a partir do oitavo mês de gestação ou do nascimento
da criança. Em casos de adoção, o período
de licença varia de 30 a 120 dias, a depender da idade da criança.
A Previdência não soube informar qual o impacto da mudança
nas contas previdenciárias, que devem fechar o ano com um déficit
superior a R$ 45 bilhões. Segundo os dados oficiais, o INSS concede,
em média, 36 mil salários-maternidade por mês. De
janeiro a junho deste ano, foram liberados mais de 181 mil benefícios
e 43 mil ainda estão sendo pagos. Os gastos no ano superam R$
75 milhões. No ano passado, foram gastos R$ 171,6 milhões.
Ainda de acordo com o ministério, embora o INSS ainda precise
regulamentar o decreto presidencial por meio de uma instrução
normativa, a nova regra já está valendo. Ou seja, as trabalhadoras
já podem ingressar com pedido nas agências da Previdência
ou pela internet (www.previdencia.gov.br). Para ter acesso a mais informações,
também é possível ligar para a central telefônica
135.
A legislação estabelece que a segurada empregada, as empregadas
domésticas e as trabalhadoras avulsas não precisam cumprir
carência para ter direito ao salário-maternidade. Já autônomas,
donas-de-casa e trabalhadoras rurais precisam ter contribuído
pelo menos dez anos antes de pedir o benefício.
A forma de cálculo do salário-maternidade para as desempregadas
será a mesma usada nas demais circunstâncias. Para trabalhadoras
rurais, equivale a um salário mínimo. Para empregada doméstica, é igual
ao último salário. Para as demais seguradas, é a
média dos 12 últimos salários.
Desde 2003, o pagamento do benefício para empregadas é feito
diretamente pela empresa, mas a Previdência Social compensa esse
gasto com as contribuições devidas pelo empregador. Para
pagar à segurada desempregada, o dinheiro virá diretamente
da Previdência.
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ESTADÃO.COM / SÃO PAULO,
15 de junho de 2007 | Nacional
Governadores do Sul criam
Sistema Integrado de Projetos
Sistema criará projetos comuns a três estados e também
do Mato Grosso do Sul
Elder Ogliari
PORTO ALEGRE - Os governadores dos três Estados do Sul e do
Mato Grosso do Sul decidiram criar o Sistema Integrado de Projetos
(Siprosul) durante reunião do Conselho de Desenvolvimento
e Integração Sul (Codesul), nesta quinta-feira, em
Gramado, na serra gaúcha. O sistema será coordenado
pelos secretários estaduais de Planejamento e terá a
finalidade de identificar, sistematizar e elaborar projetos comuns
aos quatro Estados. É o caso, por exemplo, de uma proposta
de programa emergencial de auxílio aos segmentos econômicos
prejudicados pelo câmbio.
A criação do Siprosul é um dos itens da Carta
de Gramado, assinada pelos governadores André Puccinelli, do
Mato Grosso do Sul, Roberto Requião, do Paraná, Luiz
Henrique Silveira, de Santa Catarina, e Yeda Crusius, do Rio Grande
do Sul. Entre as outras determinações estão uma
reforma para permitir o ingresso do Mato Grosso do Sul na composição
do capital do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE)
e a ampliação das áreas de incentivo à economia
solidária da instituição.
Os governadores também decidiram encaminhar uma carta ao governo
federal pedindo a inclusão de novos investimentos no Programa
de Aceleração do Crescimento, o compartilhamento da CPMF
com os Estados e maior ressarcimento aos Estados exportadores pelas
perdas da Lei Kandir.
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ESTADÃO.COM
/ SÃO PAULO, 15 de junho de 2007 | Economia
Crédito imobiliário
soma R$ 1,4 bi em maio e bate recorde
Volume de recursos
alocados no ano é 68% maior que no mesmo
período de 2006
Reuters
SÃO PAULO - A concessão
de crédito imobiliário
pelos agentes que atuam no Sistema Brasileiro de Poupança
e Empréstimos (SBPE) bateu novo recorde em maio, totalizando
R$ 1,44 bilhão. O melhor resultado mensal anterior havia sido
registrado em março, com R$ 1,32 bilhão.
Os dados divulgados nesta quinta-feira,
14, pela Associação
Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança
(Abecip) apontam ainda que o montante do mês passado viabilizou
a construção e a aquisição de 16,2 mil
unidades.
Para o diretor de economia do Sindicato
da Indústria da Construção
Civil de São Paulo (Sinduscon), Eduardo Zaidan, o pico histórico
atingido em maio mostra uma tendência que o setor já antevia.
"O mercado tem uma demanda reprimida bastante grande, a tendência é de
vir recorde após recorde", disse ele à Reuters,
acrescentando que o crédito imobiliário apresentará crescimento
de volumes por pelo menos mais dois anos.
"A poupança ficou parada muito tempo, por quase 15 anos.
Esse resultado só de maio está perto de tudo que vimos
em 2002, quando esse dinheiro financiou 20 mil unidades ao todo. Ainda
está começando com mais força", completou.
Nos cinco primeiros meses de 2007, segundo
a Abecip, o volume de recursos alocados ao mercado via SBPE foi de
mais de R$ 5,53 bilhões
- um crescimento de 68% em relação ao mesmo período
do ano passado.
O diretor de negócios da Rossi Residencial, Renato Diniz, avalia
que a entrada dos bancos privados no mercado de crédito imobiliário
influencia decisivamente na seqüência de recordes.
Para ele, a fase de consolidação
do setor ajuda o mercado a investir em empresas profissionais, o
que acaba atraindo mais recursos
para financiar novos empreendimentos.
"Nos anos 1980 as incorporadoras faziam autofinanciamento, que
não é o negócio delas. Hoje quem financia são
os bancos privados, além da Caixa Econômica Federal. Hoje
são eles que procuram as incorporadoras, é um momento
diferente", comentou.
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24 HORAS NEWS / MATO GROSSO,
15 de junho de 2007
Mato Grosso: Operários
rejeitam proposta 'absurda' dos patrões
Assessoria
A contraproposta apresentada
pelo Sinduscon-MT (Sindicato das Indústrias
da Construção Civil de Mato Grosso) ao Sindicato dos Trabalhadores
na Indústria da Construção Civil de Cuiabá revoltou
os operários do setor, que estão em campanha salarial. O sindicato
da categoria classificou a oferta dos patrões como "uma covardia".
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores, Círio Nunes da Silva, disse
que, "além de querer dar um reajuste miserável, o Sinduscon
está cortando direitos elementares dos trabalhadores". Ele se refere à alimentação,
vale-transporte e adicional por qualidade e produtividade, entre outros
direitos que, de acordo com a contraproposta, podem ser cortados no todo
ou em parte.
Desde 1º de maio, o sindicato dos trabalhadores vem discutindo com o patronato
a pauta de reivindicações da Convenção Coletiva.
A categoria reivindica um total de 14,5% de reajuste salarial, sendo 9,5% de
perdas, conforme cálculo do Dieese, mais 5% de ganho real. Mas o Sinduscon
quer conceder apenas 3,22% de reajuste total, ignorando as perdas salariais
da categoria que vêm se acumulando desde 1994.
"Quer dizer, os operários da construção civil de Mato
Grosso estão há 13 anos sem reajuste das perdas salariais. Esta é uma
demonstração do descaso dos patrões para com a categoria",
afirmou Ronei de Lima, presidente da Federação dos Trabalhadores
na Indústria do Estado de Mato Grosso (Fetiemt).
A pauta de reivindicações inclui ainda a definição
de novos pisos salariais para todas as funções da categoria (servente,
almoxarife, pedreiro, carpinteiro, pintor, eletricista, encanador, etc), o
reajuste de valores para qualidade e produtividade, redução a
3% do desconto salarial referente a vale-transporte, manutenção
do desconto mensal de R$ 2,00 para refeição, cesta básica
e itens de proteção individual, entre outras reivindicações.
"Mas ao invés de melhorar as condições de trabalho
dos operários, os patrões querem é agravar essas condições",
denuncia Ronei de Lima. "Em relação à refeição,
por exemplo, o Sinduscon quer a cobrança de R$ 2,00 por dia. Isto equivale
a uma média R$ 46,00 a mais de desconto, enquanto o reajuste que eles
estão propondo para um servente, por exemplo, é de apenas R$ 16,00",
acrescenta.
Em relação ao vale-transporte, Círio Nunes da Silve denuncia
que o Sinduscon quer um corte total desse benefício, o mesmo ocorrendo
para a qualidade e produtividade. "Se fala em investir na qualificação
do trabalhador, mas não é o que parece que o Sinduscon quer",
afirma o presidente, lembrando que o benefício estimula a qualificação
e o conseqüente aumento da produtividade.
Tanto o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção
Civil, Círio Nunes da Silva, quanto o presidente da Fetiemt, Ronei de
Lima, criticam o fato de os patrões não valorizarem os trabalhadores
do setor, ao mesmo tempo em que recebem incentivos do Governo Federal. "O
setor da construção civil é o que mais vem recebendo incentivos
do Governo Federal nos últimos anos. Mas a ganância pelo lucro é tanta
que esses incentivos não chegam para os trabalhadores. Só servem
para enriquecer ainda mais as empresas", afirma Ronei de Lima.
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JORNAL O GLOBO ONLINE, 15 de junho de 2007
Chinaglia quer formar grupo para debater reforma sindical
Agência Câmara
BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, propôs nesta quinta-feira
a formação de um grupo de trabalho para debater a reforma sindical.
- Queremos fazer uma pauta para o trabalhador.
Não precisamos esperar
o Executivo - declarou.
A proposta foi apresentada por Chinaglia
em encontro com 80 delegados sindicais, que participam de curso em
Brasília sobre o funcionamento
do Congresso. Os sindicalistas foram acompanhados pelo deputado Paulo
Pereira da Silva (PDT-SP).
Segundo o presidente da Câmara, o grupo de trabalho seria formado por
deputados que já atuaram como dirigentes sindicais. Chinaglia lembrou
que ele mesmo teve experiência como presidente do Sindicato dos Médicos
do Estado de São Paulo.
Para o deputado, o grupo de trabalho também
poderia debater uma proposta de reforma trabalhista.
- Não existe assunto proibido para o Congresso. Queremos modernizar
a relação entre capital e trabalho, sabendo que o capital tem infinitamente
mais poder que o trabalho.
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CONSULTOR JURÍDICO, 15
de junho de 2007
Mero negociante
Sindicato não responde por empréstimo
a trabalhador
Servidor que pega empréstimo bancário por meio de sindicato
tem de reclamar juros com a instituição bancário e
não com a entidade sindical. O entendimento é da 19ª Câmara
Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Os desembargadores
negaram recurso de uma servidora pública contra a Federação
Sindical dos Servidores Públicos do Estado (Fessergs). Cabe recurso.
A servidora pública ajuizou ação contra a Fessergs
para revisar os juros de seu empréstimo e suspender o desconto
na folha de pagamento. A primeira instância acolheu o pedido e
determinou a redução dos juros remuneratórios para
1,41% ao mês. A Fessergs apelou da sentença. Alegou ilegitimidade
passiva no processo.
O desembargador Carlos
Rafael dos Santos Júnior, relator, considerou
que o sindicato apenas facilitou a negociação do empréstimo
entre a servidora e a financeira. Dessa forma, a ação deve
ser ajuizada exclusivamente contra o banco.
“A Fessergs tem legitimidade para estar no pólo passivo
em relação à pretensão de suspensão
dos descontos feitos diretamente na folha de pagamento da demandante.
Os mesmos são repassados à Federação, que
os encaminha à instituição financeira. É o
sistema de consignações”, esclareceu o relator.
Acompanharam o voto os
desembargadores Guinther Spode e Mário
José Gomes Pereira.
Processo: 70.019.635.473
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Notícias
do Tribunal Superior do Trabalho
15/06/2007
Ausência de exame médico demissional não autoriza
reintegração
O falta de exame médico demissional não acarreta a nulidade
da dispensa do empregado, embora sua realização seja
uma obrigação prevista em lei. Assim decidiu a Quarta
Turma do Tribunal Superior do Trabalho, ao julgar recurso interposto
por um ex-empregado da Companhia Riograndense de Telecomunicações.
De acordo com o voto da relatora, juíza convocada Maria Doralice
Novaes, “o artigo 168, II, da Consolidação das
Leis do Trabalho, ao estabelecer a obrigatoriedade do exame médico
demissional, não impôs sanção no sentido
O trabalhador foi admitido pela empresa
em setembro de 1976 e demitido sem justa causa em maio de 1995, juntamente
com outros 150 empregados.
No mesmo ano da demissão, ajuizou reclamação trabalhista
pleiteando a nulidade da dispensa por falta de exame médico
demissional. Pediu a imediata reintegração ao emprego
e a determinação para que a empresa procedesse à realização
do exame.
O empregado não obteve sucesso em seu pedido de reintegração.
O juiz da 6ª Vara do Trabalho de Porto Alegre entendeu que o descumprimento
da determinação legal acarreta apenas infração
de cunho administrativo, não levando à nulidade da dispensa.
A empresa, no entanto, foi condenada a custear as despesas com o exame
no prazo de dez dias, sob pena de incorrer em multa diária pelo
descumprimento.
As partes recorreram ao Tribunal Regional
do Trabalho da 4ª Região
(Rio Grande do Sul). A empresa, insurgindo-se contra a determinação
para realização do exame médico, e o empregado
insistindo na reintegração. O acórdão manteve
a decisão quanto à obrigatoriedade de realização
do exame às custas da empresa, porém retirou a multa. “O
descumprimento pelo empregador de obrigação consistente
em submeter o empregado a exame demissional implica a obrigação
de custeá-lo, mesmo que posterior mente à extinção
do contrato de trabalho. Todavia, inviável a condenação
em multa diária, pois a obrigação de fazer incumbe
ao reclamante, não ao empregador”, especificou o acórdão.
O empregado, insatisfeito, recorreu ao
TST, sem sucesso requerendo a nulidade do ato de dispensa. Segundo
a juíza Maria Doralice, “não
há dispositivo legal prevendo que a inobservância da imposição
de realização de exame médico, por conta do empregador,
quando da demissão do empregado, acarrete a nulidade da dispensa
com imediata reintegração do demitido”. O agravo
de instrumento do autor da ação não foi provido
porque ele não conseguiu demonstrar ofensa à lei ou divergência
jurisprudencial válida. (AIRR-56957/2002-900-04-00.2).
(Cláudia Valente)
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Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
DECRETO Nº 6.122, DE 13 DE JUNHO DE 2007.
Dá nova redação aos arts. 97 e 101 do Regulamento
da Previdência Social, aprovado pelo Decreto no 3.048, de 6 de
maio de 1999.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição
que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição,
e tendo em vista o disposto nos arts. 15 e 73 da Lei no 8.213, de 24
de julho de 1991,
DECRETA:
Art. 1o Os arts. 97 e 101 do Regulamento da Previdência Social,
aprovado pelo Decreto no 3.048, de 6 de maio de 1999, passam a vigorar
com a seguinte alteração:
“
Art. 97. O salário-maternidade da segurada empregada será devido
pela previdência social enquanto existir relação
de emprego, observadas as regras quanto ao pagamento desse benefício
pela empresa.
Parágrafo único. Durante o período de graça
a que se refere o art. 13, a segurada desempregada fará jus ao
recebimento do salário-maternidade nos casos de demissão
antes da gravidez, ou, durante a gestação, nas hipóteses
de dispensa por justa causa ou a pedido, situações em que
o benefício será pago diretamente pela previdência
social.” (NR)
“ Art. 101......................................
..................................................
III - em um doze avos da soma dos doze últimos salários-de-contribuição,
apurados em período não superior a quinze meses, para as
seguradas contribuinte individual, facultativa e para as que mantenham
a qualidade de segurada na forma do art. 13.
.................................................
§
3o O documento comprobatório para requerimento do salário-maternidade
da segurada que mantenha esta qualidade é a certidão de
nascimento do filho, exceto nos casos de aborto espontâneo, quando
deverá ser apresentado atestado médico, e no de adoção
ou guarda para fins de adoção, casos em que serão
observadas as regras do art. 93-A, devendo o evento gerador do benefício
ocorrer, em qualquer hipótese, dentro do período previsto
no art. 13.” (NR)
Art. 2o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 13 de junho de 2007; 186o da Independência e 119o
da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Luiz Marinho
Este texto não substitui o publicado no DOU de
14.6.2007.

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