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PORTAL BEM PARANÁ, 08 de agosto
de 2007
Construção
CUB-PR tem variação
de 3,04% em julho
Alta do CUB reflete o aumento dos
custos da mão-de-obra e encargos sociais do setor
da construção civil
Redação Bem Paraná
O Custo Unitário Básico (CUB) da construção
civil pesquisado pelo Sinduscon-PR (Sindicato da Indústria da
Construção Civil no Estado do Paraná) foi reajustado
em 3,04% no mês de julho em relação ao mês
anterior, conforme a norma técnica NBR 12.721/2006, que entrou
em vigor no mês de fevereiro.
“A alta do CUB reflete principalmente o aumento dos custos da mão-de-obra
e dos encargos sociais na data-base dos trabalhadores da construção
civil”, informa o presidente em exercício do Sinduscon-PR, Hamilton
Pinheiro Franck. A mão-de-obra aumentou, em média, 5,83% no mês
de julho. A Convenção Coletiva de Trabalho assinada pelo Sinduscon-PR,
Federação e os Sindicatos dos Trabalhadores da Construção
Civil estabeleceu novos valores para os pisos e reajuste dos salários
do setor no mês de junho.
Também aumentaram, em média, 2,32% as despesas administrativas
nas empresas construtoras. E os materiais tiveram reajuste médio
de 0,09%. No mês de julho, a maioria dos insumos da construção
civil permaneceu com os preços estáveis. Alguns produtos
tiveram aumentos como a janela de correr em ferro (5%); tubo de PVC
para esgoto (1,58%); aço CA-50 (1,27%); placa de gesso (1,18%)
e tubo de ferro galvanizado com costura (0,31%).
CUB determina custos
De acordo com a nova norma, o custo médio representativo da
construção habitacional (padrão R8-N, para edifícios
com 8 pavimentos, 3 dormitórios e acabamento normal) passou
para R$ 697,59. Na formação destes custos não
são considerados diversos itens como projetos, fundações,
submuramentos, elevadores, urbanização, impostos e taxas,
remuneração do construtor, entre outros.
Divulgado mensalmente pelos sindicatos da construção,
o Custo Unitário Básico (CUB) é calculado desde
fevereiro de acordo com a NBR 12.721/2006, da ABNT (Associação
Brasileira de Normas Técnicas). Elaborado de acordo com onze
projetos-padrão, o CUB determina o custo global da obra para
fins de cumprimento da lei de incorporações e tem fins
exclusivamente comparativos ao custo real da obra, pois este só é obtido
através de um orçamento completo com todas as especificações
de cada projeto em estudo ou análise, esclarece Hamilton Franck.
Atualmente, a variação percentual do CUB tem servido
como mecanismo de reajuste de preços em contratos de compra
de imóveis em construção e até mesmo como índice
setorial.
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FETRACONSPAR, 08 de agosto
de 2007 | Eventos
Salários
Reunião: FETRACONSPAR e Sindicatos
discutem a Campanha Salarial 2007/2008
Com o andamento
das negociações, visando as Convenções
Coletivas de Trabalho, ano base 2007/2008, das categorias representadas
pela FETRACONSPAR e por seus sindicatos filiados, a Federação
está realizando, em sua sede, em Curitiba/PR, reunião com
membros das Comissões de Negociação, para avaliar
as categorias com data base maio e junho, a saber:
Mármores
e Granitos;
Olaria e Cerâmica;
Artefatos de Cimento (SINDICAF);
Móveis (SIMOV);
Madeira Oeste;
Madeira Estadual.
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FETRACONSPAR, 08
de agosto de 2007 | Comissão Paritária
Mobiliário
FETRACONSPAR realiza reunião
com o SIMOV

Reunião entre a Comissão Paritária: Formada por diretores
da Federação e dos Sindicatos de Trabalhadores com os representantes
do SIMOV.
Foi realizada na tarde
desta quarta-feira (08), reunião entre a Comissão
Paritária, formada por diretores da FETRACONSPAR e sindicatos
de trabalhadores com o Sindicato da Indústria do Mobiliário
e Marcenaria do Estado do Paraná, na sede do SIMOV, sito
a Av. Sete de Setembro, 4.698, 16º andar - Batel, Curitiba/PR,
para discussão das cláusulas da convenção
coletiva de trabalho (CCT), período 2008/2009.
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INFOPESSOAL, 08 de agosto
de 2007
No Sudeste, construir é mais
caro: preço do metro quadrado é de R$ 626,88
SÃO PAULO - Consumidores do Sudeste são os que mais
desembolsam na hora de construir um imóvel. Pesquisa do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada na
terça-feira (08) mostrou que na região, em julho, o
custo do metro quadrado saía, na média, por R$ 626,88,
enquanto que, em nível nacional, o gasto girava em torno
de R$ 590.
Em seguida, estão as regiões Sul, com metro quadrado
a R$ 588,45; Norte, com R$ 574,67, e Centro-Oeste, com R$ 562,32.
Os moradores do Nordeste são os que pagam menos: R$ 555,26.
Por Estado
Analisando os dados por Estados, Roraima é a unidade federativa
com maior preço do metro quadrado: R$ 691,76.
Na lista dos mais "careiros" também estão
Rio de Janeiro (R$ 661,12), São Paulo (R$ 654,61), Distrito
Federal (R$ 614,75), Amazonas (R$ 610,41) e Alagoas (R$ 593,05),
todos acima da média nacional.
Na outra ponta, os Estados com menor
preço são Piauí (R$
512,33), Rio Grande do Norte (R$ 527,23) e Espírito Santo
(R$ 523,11).
Análise
O Custo Nacional da Construção Civil engloba o preço
dos materiais, que foi de R$ 338,62, e o de mão-de-obra, em
R$ 252,83.
O índice variou 0,41% no sétimo mês de 2007.
Frente a junho (0,53%), o resultado é 0,12 ponto percentual
menor e, em relação a julho de 2006, igual.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
08 de agosto de 2007
Em Santa Catarina,
indenização a acidentado será paga com serviços
A Areal Felisberto Material de Construção e o motorista
da empresa Gilberto Felisberto firmaram um acordo nesta segunda-feira
(6/8) em que se comprometem a reformar e adaptar a casa de Santos José de
Oliveira, que foi atropelado por um caminhão da empresa, dirigido
por Felisberto, e ficou paraplégico. Os réus ainda pagarão
uma pensão mensal de R$ 500 durante quatro anos à vítima.
O acordo foi homologado pela juíza Vânia Petermann Ramos
de Mello, da 1ª Vara Cível da Comarca de Criciúma
(SC). Em caso de descumprimento do acordo, empresa e motorista, que
também é pedreiro, terão que pagar R$35 mil (valor
do orçamento da mão-de-obra e do material que serão
utilizados na reforma).
De acordo com a assessoria do TJ-SC (Tribunal
de Justiça de
Santa Catarina), após ser atropelado, Santos José de
Oliveira ingressou na Justiça contra a empresa e o motorista
pedindo indenização por danos material e moral. Na segunda
audiência, as partes chegaram a um acordo: ao invés da
reparação do dano ser paga em dinheiro, será efetuada
com produtos e serviços oferecidos pelos réus nos seus
respectivos ramos de atuação.
A casa da vítima receberá uma reforma completa, com
adaptações às suas atuais necessidades. Detalhes
da reforma - como o tipo e a qualidade do material empregado; alteração
do telhado e forro para melhor ventilação; colocação
de calçadas, rampas de acesso às calçadas para
a casa e rampas internas de acesso entre os cômodos – ficaram
especificados no ajuste.
Segunda a juíza Vânia Petermann Ramos de Mello, tanto
empresa como funcionário se mostraram dispostos à realização
de acordo desde a primeira audiência, mas não dispunham
de recursos financeiros para uma justa indenização.
Processo 020.07.005701-0
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CONSULTOR JURÍDICo, 08
de agosto de 2007
Alegação
leviana
Empregado absolvido do crime de furto
será indenizado
A conduta do empregador que ofende a honra, a imagem, o nome e os predicativos
necessários para aceitação social como honestidade,
lealdade e confiança do empregado, gera a obrigação
de reparar o dano causado.
O entendimento é da 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho,
que confirmou a condenação por danos morais imposta à empresa
Ouro e Prata Cargas — Transbaraldi Transportes. Motivo: demissão
de um conferente de cargas acusado por um colega de furto.
O empregado foi contratado, em outubro
de 1997, com salário de
R$ 470. Em agosto de 2000, ajuizou reclamação trabalhista
alegando ter sido demitido sem justa causa, sem receber verbas rescisórias
e sem que a empresa tivesse dado baixa em sua carteira de trabalho.
A transportadora, para se defender, alegou
que o empregado foi demitido por justa causa e se recusou a assinar
a rescisão. Contou que
ele foi acusado por um colega de participar do furto de mercadorias de
clientes da empresa, dentre elas três revólveres avaliados
em R$ 1 mil.
O trabalhador negou o fato e, em nova ação trabalhista,
solicitou o pagamento de danos morais no valor de 400 vezes o salário
mínimo. Alegou que a empresa não tinha provas de sua participação
em quadrilhas de furto de mercadorias e acusou-a de engendrar a trama
para dispensar motivadamente diversos empregados com alegação
injusta de participação criminosa. Juntou aos autos cópia
da sentença criminal que o absolvia.
A 21ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, apesar de afastar a justa
causa e determinar o pagamento das verbas rescisórias solicitadas
, ante a falta de provas do furto, negou o pedido de danos morais. Segundo
o juiz, não foi a empresa que o acusou pelos furtos, mas sim um
colega de trabalho, e a simples despedida por justa causa por improbidade,
ainda que não provada a falta grave, não dá direito à indenização
por danos morais. O empregado recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho
da 4ª Região (RS), que reformou a sentença.
Segundo o acórdão do TRT-RS, o fato de a empresa despedir
o empregado por justa causa, sob o argumento de que participava e integrava
o grupo que efetuava furtos em seus depósitos, sem ter averiguado
a falta a ele imputada, que representa crime no Código Penal,
e de ter dado publicidade ao fato configurou o dano moral. A indenização
foi fixada em R$ 50 mil.
A empresa recorreu, sem sucesso, ao TST.
A decisão foi mantida.
Segundo o relator do processo, ministro Lelio Bentes Corrêa, “é incontestável
o poder disciplinar do empregador, sendo a demissão por justa
causa a sanção mais grave de que dispõe. Todavia,
o exercício desse poder não isenta o seu titular de responder
pelos excessos que resultarem dano a alguém”.
O ministro destacou em seu voto que a imputação ao empregado
de co-autoria de fato criminoso, que resultou em investigação
e processo criminal, cuja conclusão foi a absolvição
por ausência de prova, “revela a leviandade ou presunção
da empresa na gestão de seu poder disciplinar”.
RR-855/2000-021-04-00.8
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Agência Câmara,
08 de agosto de 2007
Projeto de lei federal
dá folga ao trabalhador no dia do aniversário
A Câmara analisa o Projeto de Lei 711/07, do deputado Sabino
Castelo Branco (PTB-AM), que concede folga remunerada no dia do aniversário
do trabalhador contratado pelo regime da Consolidação
das Leis de Trabalho (CLT). O parlamentar lembra que a regra não
se aplica aos plantonistas que prestem serviços essenciais ao
cidadão.
De acordo com a proposta, essa folga
não poderá ser
transferida para outro dia, e sua concessão deverá ser
fiscalizada pela Justiça do Trabalho. O deputado argumenta que
a data é importante para fortalecer as relações
familiares. "A legislação trabalhista brasileira
tem um claro viés na proteção não apenas
das relações entre patrão e empregado, mas também
no bem-estar e na saúde emocional do trabalhador", completa.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado
pelas comissões de Trabalho, de Administração
e Serviço Público; e de Constituição e
Justiça e de Cidadania.
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PARANASHOP, 08 de agosto
de 2007
Workshop discute planejamento
para construção civil, na Grande Curitiba
Redação, com
colaboradores
Os empresários de micro e pequenas empresas da construção
civil em Curitiba e Região Metropolitana têm encontro marcado
nesta quinta-feira, dia 9. Representantes do Sebrae no Paraná,
Sistema Fiep/Senai e Sindicato da Indústria da Construção
Civil (Sinduscon) reúnem-se com os empresários para discutir
planejamento estratégico. Em pauta, quatro temas: uma pesquisa
de comportamento dos consumidores, perspectivas para o mercado imobiliário,
oficina de planejamento participativo e a divulgação de
resultados do "Projeto Construindo o Futuro", implantado em
2005 e que atualmente desenvolve, por meio de cursos, consultorias e
encontros técnicos, a competitividade de 40 pequenas construtoras
na Grande Curitiba.
"A construção
civil vive uma boa fase e os empresários do setor precisam se
integrar, investir em planejamento e buscar qualificação.
Principalmente as micro e pequenas empresas que têm dificuldades
para se posicionarem sozinhas. Existe um mercado gigante que precisa
ser explorado, com espaço para pequenos negócios",
explica o consultor do Sebrae no Paraná, Edvaldo Pires Corrêa.
O consultor cita o lançamento do Plano de Aceleração
do Crescimento (PAC), as taxas de juros mais atrativas, a redução
do estoque imobiliário, a liberação de créditos,
a formação de join ventures com elevado capital e a entrada
em vigor da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, que reduziu a carga
tributária, como alguns dos fatores que têm alavancado
o setor.
O workshop "Ações
para melhoria e fortalecimento do setor da construção",
aberto para os empresários da construção civil,
começa às 8 horas, com um café da manhã,
na sede do Sebrae em Curitiba. Das 8h45 às 9 horas, Edvaldo
Corrêa, do Sebrae, apresenta uma síntese da "Pesquisa
de Comportamento do Consumidor de Imóveis". Das 9 horas às
9h30, Marcos Kahtalian, consultor do Sinduscon Paraná, fala
sobre as "Perspectivas do Mercado Imobiliário em Curitiba".
Das 9h30 às 9h45, Normando Antonio Baú, do Sinduscon,
faz uma apresentação do "Projeto Construindo o Futuro
e os Resultados do 1º Grupo". E das 9h45 às 11h45,
Edgar Von Buettner, da Fiep/Senai, comanda a oficina de planejamento
participativo. Na oportunidade, empresários que não participam
do "Construindo o Futuro" poderão aderir ao projeto.
Pesquisa
Duas pesquisas, realizadas
durante o "Construindo o Futuro", servem de base para o trabalho
do Sebrae e parceiros nos projetos para a construção
civil. Uma qualitativa, que levantou dados mercadológicos sobre
a participação das construtoras no mercado de construção
e reforma, e outra quantitativa, contendo 405 entrevistas pessoais
em lojas de materiais de construção que pudessem atrair
o público que está reformando ou construindo imóvel,
além de compradores recentes de imóveis prontos. As pesquisas
foram realizadas no ano passado. A quantitativa, cuja síntese
será apresentada durante o workshop, foi atualizada e abrange
entrevistados de 60 bairros de Curitiba e Região Metropolitana.
A pesquisa quantitativa traz
informações surpreendentes. Setenta por cento das construções
são feitas diretamente com o pedreiro ou mestre de obras. Nas
reformas, o índice é de 83%. É pequeno o número
de pessoas que buscam a orientação de arquiteto e engenheiro
(4%) ou de construtora (5,5%). "Isso confirma a falta posicionamento
do setor. As pequenas construtoras podem ocupar esse espaço,
já que existem pontos ao seu favor como garantia de entrega,
confiança na execução da obras, segurança,
qualidade, preço e comodidade", analisa o consultor do
Sebrae. A pesquisa mostra a baixa penetração das construtoras,
que atingem 17% do mercado, mas revela o bom nível de fechamento
de negócios. "O que falta é uma aproximação.
De cada três pessoas que consultam uma construtora, uma fecha
negócio", diz Edvaldo Corrêa.
O cruzamento de dados como
tamanho e o tipo de imóveis a serem adquiridos ou reformados,
as classes econômicas dos consumidores e suas preferências
tem ajudado no posicionamento das empresas do "Construindo o Futuro".
A classe A, por exemplo, procura imóveis acima de 300 metros
quadrados. Solteiros e casais sem filhos querem imóveis adaptados à sua
realidade. Os consumidores de classes mais elevadas buscam capricho
e qualidade no acabamento. As classes intermediárias, estrutura
e durabilidade. Enquanto as mais baixas, preço e flexibilidade
no andamento da obra, diz a pesquisa. "Isso revela um mercado
enorme. Com esses dados, as empresas do setor têm condições
de ampliar sua participação", aposta Edvaldo Pires
Corrêa.
O workshop "Ações
para melhoria e fortalecimento do setor da construção" acontece
nesta quinta-feira, dia 9, das 8 horas ao meio-dia, no Sebrae no
Paraná - Rua Caeté, 150 - Prado Velho. A participação é gratuita
e as inscrições podem ser feitas pelo (41) 3330-5800
ou via internet no ecorrea@pr.sebrae.com.br.
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JORNAL GAZETA DO POVO,
08 de agosto de 2007 | Economia
Calendário
Caixa paga abono salarial e PIS
A Caixa Econômica Federal começa a pagar, a partir de hoje,
os rendimentos do PIS e o abono salarial para os trabalhadores que não
se enquadraram nas regras de recebimento antecipado. Serão pagos
mais de 8,7 milhões de abonos salariais e 25,6 milhões de
rendimentos do PIS, de acordo com o mês de aniversário do
trabalhador.
No dia 12 de julho, a Caixa começou a pagar os benefícios
para os trabalhadores que têm conta no banco e para os empregados
de empresas que fizeram o convênio PIS/Empresa. Para esses dois
grupos, foram pagos 3 milhões de abonos e 4,2 milhões de
rendimentos do PIS, no valor total de R$ 1,2 bilhão. Os trabalhadores
poderão receber tanto o abono quanto os rendimentos até 30
de junho de 2008.
O abono salarial foi atribuído aos trabalhadores mediante as
informações prestadas pelas empresas na Relação
Anual de Informações Sociais (Rais), ano-base 2006, e representa
o valor de um salário mínimo vigente na data do pagamento,
atualmente de R$ 380. De acordo com as regras do programa do Ministério
do Trabalho e Emprego, toda pessoa que estiver cadastrado no PIS/Pasep
até 2002, que tenha trabalhado, no mínimo, 30 dias em 2006,
formalmente (com carteira), e tenha recebido, em média, até dois
salários mínimos mensais, poderá sacar o benefício.

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JORNAL
GAZETA DO POVO, 08 de agosto de 2007 | Economia
Imposto
Governo vai retirar incentivos fiscais
O governo do estado considera superada
a crise que afetou os setores da construção civil e da panificação
e estuda a possibilidade de suspender os incentivos fiscais concedidos
em 2005.
O entendimento é de que o momento é favorável às
empresas, especialmente da construção civil, que acumulam
crescimento nas vendas superior a 20% nos três últimos meses.
Outros setores da economia com desempenho “abaixo do esperado” podem
ser atendidos, mas o governo não informou quais seriam eles. O
critério é o mesmo que levou à redução
da alíquota do ICMS de 18% para 12% de vários itens da
construção civil, e de zerá-la nas operações
de venda de trigo, de farinha de trigo e de misturas pré-preparadas
de farinha de trigo para pães.
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JORNAL
GAZETA DO POVO, 08 de agosto de 2007 | Economia
Conjuntura
O melhor semestre em dez anos
IBGE mostra que recuperação do setor agrícola faz
produção industrial paranaense crescer 7%
por ROSANA FÉLIX
No primeiro semestre de 2007, as lavouras foram o cenário ideal
para o Paraná desempenhar um papel que não fazia há 10
anos. A recuperação do setor agrícola, beneficiado
pela alta dos preços internacionais, contribuiu bastante para
o aumento da produção industrial do estado e a alta foi
de 7%, o maior valor para o primeiro semestre desde 1997. Naquele ano,
a indústria
paranaense havia produzido 7,8% a mais do que o mesmo período
do ano anterior. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), que divulgou ontem os dados regionais da
pesquisa industrial.
Em 2004, outro ano de destaque para a agricultura,
a indústria
paranaense havia crescido 6,95% no primeiro semestre, praticamente o
mesmo porcentual
registrado em janeiro e junho deste ano (6,98%, sem arredondar). Nos
dois últimos
anos, o Paraná foi prejudicado pela quebra de safra e outros problemas
no agronegócio, como a suspeita de febre aftosa.
A alta registrada pela indústria do Paraná entre janeiro
e junho ficou acima da média nacional (4,8%) e foi o terceiro
melhor resultado das 14 regiões pesquisadas. O crescimento da
indústria paranaense acumulado nos últimos 12 meses também
mostra tendência de aceleração: passou de 3,1% em
maio para 3,6% em junho. Em comparação com junho de 2006,
a variação foi de 4,1%. E, após dois meses consecutivos
de queda, a produção industrial do Paraná cresceu
1,4% frente ao mês imediatamente anterior.
Os setores que mais contribuíram para o bom desempenho industrial
do Paraná no semestre foram o de veículos automotores,
com alta de 13,1%, máquinas e equipamentos (16,2%) e outros produtos
químicos (41,8%). Estes dois últimos refletem o dinamismo
do campo: ocorreram pelo aumento na produção de colheitadeiras
e de adubos ou fertilizantes, de acordo com o IBGE. O destaque negativo
ficou por conta da indústria madeireira, que teve produção
13,6% inferior, principalmente pela queda na fabricação
de folhas para folheados e madeira compensada.
Freio
Câmbio limita crescimento
Apesar dos resultados industriais animadores,
a política cambial
brasileira ainda é apontada como barreira ao desenvolvimento. “A
taxa cambial atual tira a competitividade dos produtos brasileiros e
implica em altos custos de produção. Os agricultores produzem
porque não tem outra saída”, diz o assessor da presidência
da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep),
Carlos Augusto Albuquerque. Os fertilizantes, cuja matéria-prima é importada,
tiveram alta de 50% no último ano, de acordo com a Faep. Segundo
Albuquerque, o quadro positivo é apenas momentâneo. “Conseguimos
postergar as dívidas agrícolas para agosto, mas elas continuam
lá, e estão crescendo.”
“Para nós, é importante não ocorrer muita
variação cambial. Mas para o nosso cliente, o real valorizado é prejudicial.
Se é ruim para ele, acaba sendo ruim para nós”, diz
o diretor da Península Fertilizantes, Dicesar Santiago de Souza.
Para o coordenador do curso de Economia da Unifae, Gilmar Lourenço,
a trajetória positiva da indústria paranaense requer mudanças
radicais na política de juros e de câmbio, assim como uma
reforma tributária. (RF)
Dados do Porto de Paranaguá, o principal corredor de importação
de fertilizantes do Brasil, comprovam o levantamento feito pelo IBGE.
No primeiro semestre deste ano, chegaram no terminal 3,9 milhões
de toneladas de fertilizantes, contra 1,8 milhão no ano passado
e 3,3 milhões em 2004. Os dados foram colhidos pelo diretor da
Península Fertilizantes, Dicesar Santiago de Souza, que também é diretor
do Sindicato da Indústria de Adubos do Paraná.
A Boutin Fertilizantes, de Curitiba, comercializou
86% mais fertilizantes do que no primeiro semestre do ano passado:
passou de 21 mil toneladas
misturadas para 40 mil. Os cerca de 70 funcionários devem receber
o apoio de mais um grupo nos próximos meses. “No nosso ramo,
o segundo semestre é sempre melhor. Provavelmente teremos de contratar
mais para fazer um outro turno de trabalho”, diz o diretor comercial
da Boutin, Aluisio Teixeira. No primeiro semestre, o turno único
foi possível pelo planejamento feito pela empresa para o longo
prazo, explica o supervisor comercial Amaurício Bueno. “Não
fomos pegos de surpresa, fizemos um ajuste ao longo do tempo.”
A Montana, fabricante de tratores e pulverizadores
de São José dos
Pinhais, teve um incremento médio de 50% nas 27 linhas de produção.
A retomada ocorreu após dois anos de baixa, diz a diretora do
departamento de exportações, Édla Pavan. No ano
passado, foram demitidos 12% dos funcionários. Hoje, com 350 trabalhadores,
a empresa está fazendo o processo seletivo para recontratação
de cerca de 20 pessoas. “Foi muito significativo este semestre,
tanto em relação a 2006 como a 2005”, afirma.
A Pastre, fabricante de
implementos rodoviários (caçambas,
carrocerias, reboques), com sede em Quatro Barras, teve crescimento de
25% no semestre.
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JORNAL
GAZETA DO POVO, 08 de agosto de 2007 | Economia
Agroindústria
Fábricas do PR batem recorde
de vendas
A recuperação da agroindústria também cravou
sua marca nos números das vendas industriais do Paraná neste
primeiro semestre. O crescimento de 10,39% na receita industrial, em relação
ao mesmo período do ano passado, faz do primeiro semestre o melhor
de toda a série histórica de vendas iniciada em 1986 pela
pesquisa Indicadores Conjunturais, do Departamento Econômico da Federação
das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). “O resultado
supera em 10,7% o desempenho do primeiro semestre de 2002, até então
o melhor da série”, observa Maurílio Schmitt, coordenador
do Departamento Econômico da Fiep.
Os setores com maior expansão foram Máquinas e Equipamentos,
com alta de 22,95%; Confecção e Artigos do Vestuário,
com elevação de 21,56%; Fabricação de Veículos
Automotores, que cresceu 18,60%; e Produtos Alimentícios e Bebidas,
com aumento de 17,57%.
Além da recuperação da agroindústria, em
conseqüência do bom desempenho da agricultura, o crescimento
também se deve ao setor de petróleo e álcool e ao
grande aumento da concessão de crédito pessoal, que tem
aumentado a demanda por veículos. Junto com o desempenho da indústria
de alimentos, o parque automotivo e a produção de combustível
responderam por 9,17%, dos 10,39% da expansão registrada por toda
a indústria de transformação paranaense neste primeiro
semestre.
As vendas na indústria nacional apresentaram em junho um forte
recuo de 4,5%, na comparação com o mesmo mês de 2006,
informou ontem a Confederação Nacional da Indústria
(CNI). A entidade atribuiu a queda à forte base de comparação:
em junho de 2006, houve uma expansão significativa no setor de
equipamentos ligados ao transporte, que não se repetiu neste ano.
“A queda das vendas na comparação anual não é preocupante,
pois foi provocada pela variação negativa em um único
setor. Ao retirar essa influência, o indicador total de vendas
passaria a registrar relativa estabilidade’’, diz o boletim “Indicadores
Industriais’’.
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JORNAL
O ESTADO DO PARANÁ,
08 de agosto de 2007
Fábrica da CCE deve ir para São José dos
Pinhais
Lyrian Saiki [08/08/2007]
A empresa Digibrás Industrial, integrante do Grupo CCE - um dos maiores
fabricantes de áudio e vídeo do Brasil - não virá mais
para o município da Lapa, como anunciado no final de junho; a cidade
cotada é São José dos Pinhais, na Região Metropolitana
de Curitiba. A informação foi confirmada ontem tanto pelo prefeito
da Lapa, Miguel Batista, quanto pela Secretaria de Estado da Indústria,
Comércio e Assuntos do Mercosul. A CCE/Digibrás, com sede em
São Paulo, não comentou a respeito.
Segundo o prefeito Miguel Batista, a empresa suspendeu o plano de ir para
a Lapa. A comunicação foi feita através de email enviado
ao prefeito há cerca de duas semanas, assinado pelo gerente industrial
da empresa Hélio Okoshi. “O grupo já tinha um prédio
próprio em São José dos Pinhais e, no email, a empresa
informa que o prédio foi liberado pela Justiça. Isso gerou uma
frustração à Lapa, claro, mas toda empresa busca custos
mais baixos”, afirmou o prefeito.
No email, o gerente industrial atribuiu a nova escolha à redução
de custos. “Por se tratar de imóvel próprio, teremos os
custos fixos significativamente reduzidos, com área útil de 26
mil metros quadrados, o que soluciona os problemas de espaço sem necessidade
de qualquer ampliação ou reforma”, afirmou em nota
ao prefeito.
A secretaria da Indústria e Comércio confirmou, através
da assessoria de imprensa, a instalação da fábrica em
São José dos Pinhais, mas não informou quando inicia a
produção nem o volume de investimentos. Na Lapa, o investimento
previsto era de R$ 7,1 milhões e a estimativa era gerar 600 empregos
diretos.
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Agência
Senado, 08 de agosto de 2007
Comissões
Setor privado critica alterações em projeto que amplia uso
de pregão eletrônico no setor público

Representantes da indústria de base e da construção
civil manifestaram, em audiência na Comissão de Assuntos
Econômicos (CAE), nesta terça-feira (7), restrições às
mudanças feitas até agora pelo Congresso ao projeto do
governo que altera a Lei de Licitações, inclusive com a
previsão do uso do pregão eletrônico para a contratação
de obras pelo setor público. Uma das críticas é de
que as alterações estão elegendo como foco exclusivo
o custo dos serviços, o que poderia trazer perdas em termos de
qualidade e até para a segurança dos empreendimentos.
-O espírito inicial, que foi no sentido de agilizar e trazer
transparência às licitações, foi inteiramente
alterado, de maneira até mesmo prejudicial ao gestor público
- afirmou Paulo Safady Simão, presidente da Câmara Brasileira
da Indústria da Construção (CBIC).
O debate foi organizado para instruir a
apreciação da
proposta (PLC 32/07) na CAE. No Senado, o texto já passou pelas
comissões de Constituição, Justiça e Cidadania
(CCJ) e de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação
e Informática (CCT). Apresentado em janeiro, como parte do Programa
de Aceleração do Crescimento (PAC), o texto do Poder Executivo
ampliava o uso do pregão para todas as aquisições
de bens e serviços comuns. Na Câmara dos Deputados, a versão
aprovada explicitou que poderia valer inclusive para obras. Nesse caso,
o limite foi fixado pelos deputados para contratos de até R$ 340
mil, valor que foi elevado, pelo parecer da CCJ, no Senado, para até R$
3,4 milhões.
O governo quer disseminar o pregão eletrônico porque esse
mecanismo, além de mais ágil, também é considerado
mais eficaz para inibir a combinação de preços entre
concorrentes. O Executivo não previu, porém, limites de
valor para esse tipo de licitação - há também
a carta-convite, a tomada de preços e a concorrência pública,
como previsto na Lei 8.666. Para a compra de bens e contratação
de serviços, a Câmara fixou que o pregão poderia
ser usado para contratos de até R$ 85 milhões, mas esse
teto foi reduzido para R$ 34 milhões pela CCJ, por emenda do relator,
senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).
Inversão
Os representantes da indústria criticam, ainda, o mecanismo de
inversão de fases para todas as modalidades de licitação.
Por esse mecanismo, que já é aplicado nos pregões
eletrônicos, as propostas de preços são examinadas
antes dos itens de habilitação técnica, jurídica
e fiscal dos participantes. Os processos são agilizados, pois
só passam a ser examinadas a proposta técnica e demais
itens do vencedor da proposta de preço. Porém, no entendimento
dos representantes da indústria, a inversão vai criar constrangimentos
para os gestores envolvidos na licitação.
- Duvido que, depois que se abra os preços, o gestor tenha coragem
de desqualificar a proposta mais barata, ainda que não seja comprovada
adequadamente a competência e a idoneidade do participante - argumentou
Luiz Fernando Santos Reis, presidente do Sindicato da Indústria
da Construção Pesada (Sinicon).
O presidente da Associação Brasileira de Infra-Estrutura
e Indústria de Base (ABDIB), Paulo Godoy, defendeu a adoção
de um modelo de contratação de obras públicas baseado
no seguro-garantia, como já existe em outros países. Segundo
ele, esse mecanismo vai permitir a simplificação dos processos
de licitação, com a dispensa de "parafernália
de documentação e controles" que hoje são cobrados
dos participantes. Segundo ele, a instituição já está trabalhando
em estudos com esse objetivo, inclusive fazendo consultadas a grandes
seguradoras.
Na audiência, os representantes privados também sugeririam
que seja adotado no país modelo de arbitragem para resolução
de conflitos em relação aos contratos de obras públicas,
em substituição às demandas prolongadas e de alto
custo na Justiça. Foram feitas, ainda, cobranças no sentido
de que os entes públicos cumpram o cronograma financeiro das obras.
Os atrasos, como justificaram, explicam as obras inconclusas e a elevação
dos custos nas retomadas dos trabalhos.
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Agência
Diap, 08 de agosto de 2007
Mais de um milhão de assinaturas
em defesa dos aposentados
1 milhão de assinaturas em defesa
dos aposentados
A Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas
e Idosos (Cobap), entidade filiada ao DIAP, entrega amanhã (08/08),
para presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB/AL),
abaixo-assinado com mais de 1 milhão de assinaturas pedindo a
aprovação do PLS 58/03, de autoria do senador Paulo Paim
(PT/RS), que prevê a atualização das aposentadorias
e pensões pagas pela Previdência Social.
O projeto estabelece que milhões de idosos voltem a receber o
mesmo número de salários mínimos que tinham na época
em que se aposentaram. As perdas até hoje chegam a 70%.
“Se continuar esta lógica perversa, em poucos anos todos
os aposentados estarão ganhando somente um salário mínimo
que, com certeza, não permitirá que eles vivam com dignidade”,
afirma Paim. O encontro será às 14h30, na presidência
do Senado Federal.
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Folha
de São Paulo,
08 de agosto de 2007
Votorantim investe R$ 1 bi na produção
de cimento
Empresa fará 3 novas fábricas, em Santa Catarina, Rio Grande
do Norte e Tocantins
| Objetivo é elevar produção em 30% para atender
ao crescimento da construção civil puxado pela moradia
popular e obras do PAC GUILHERME BARROS
COLUNISTA DA FOLHA
Líder do mercado nacional com 40% de participação,
a Votorantim Cimentos anuncia hoje um investimento superior a R$ 1 bilhão
na construção de três novas fábricas e na
ampliação das já existentes. Será o maior
investimento da empresa nos últimos dez anos.
A decisão de fazer esse investimento foi tomada pela Votorantim
em razão tanto do crescimento do mercado imobiliário, puxado
principalmente pelo segmento de moradia popular, como pelas perspectivas
de aquecimento da construção civil com as obras de infra-estrutura
previstas no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Com o investimento, a Votorantim Cimentos
pretende aumentar sua capacidade de produção em cerca de 30%. A empresa quer estar preparada
para atender o mercado interno e o potencial até agora pouco explorado
de exportação. O investimento da Votorantim prevê a
construção de três novas fábricas (Tocantins,
Rio Grande do Norte e Santa Catarina), a reativação de
uma (Goiás) e a ampliação do restante das operações.
Com sede em São Paulo, a Votorantim Cimentos, fundada há 71
anos, é uma das dez maiores empresas de cimento do mundo e é controlada
pela família Ermírio de Moraes. Possui 33 unidades de produção
(24 fábricas no Brasil, 7 na América do Norte e 1 na Bolívia),
operando ainda 60 centros de distribuição e 105 centrais
de concreto no país e mais de 60 centrais de concreto e terminais
de cimento na América do Norte. No ano passado, a empresa, com
8.000 funcionários, faturou R$ 5,2 bilhões, 18% dos R$
29 bilhões do total da receita do grupo.
Mercado aquecido
A área de construção civil iniciou o seu processo
de recuperação no ano passado, quando registrou um crescimento
de 8,2% e atingiu a marca de 39,5 milhões de toneladas de produção
de cimento, o mesmo volume de 2000.
O secretário-executivo do Snic (Sindicato Nacional da Indústria
do Cimento), José Otávio de Carvalho, afirma que a expectativa
para este ano é que o setor cresça entre 5% e 6% sobre
2006. Segundo ele, essa expansão é puxada principalmente
pela recuperação da construção civil.
De acordo com Carvalho, o segmento está colhendo os frutos da
queda dos juros, do alongamento dos prazos dos financiamentos habitacionais
e das novas regras para o setor instituídas pelo governo entre
2004 e 2006. Essas novas regras possibilitaram a criação
de novas modalidades de financiamento e impulsionaram o setor nesses últimos
dois anos.
O setor de construção civil representa cerca de 13% do
PIB e é o que mais emprega no país, com 13 milhões
ou cerca de 15% de todas as pessoas ocupadas, quando se levam em conta
os impactos indiretos. Segundo estudo recente da LCA Consultores, as
expectativas para o segmento neste ano são as melhores desde 1999.
Segundo o trabalho da LCA, a trajetória da construção
civil pode ser dividida em dois períodos: de 1980 a 2003 e de
2004 em diante. De 1980 a 2003, o PIB do setor sofreu uma queda de 6,8%,
contra expansão de 57,6% do PIB total. O fraco desempenho se explica
tanto pela diminuição drástica da participação
do Estado nos investimentos, após a crise da dívida externa,
como pela falta de investimento das empresas e das famílias num
ambiente de muita instabilidade e incerteza macroeconômica.
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ÚLTIMA ISNTÂNCIA, 08 de
agosto de 2007
Justiça condena
greve de lixeiros e cobra multa de sindicatos
do DCI
Os dois sindicatos envolvidos na greve
dos lixeiros de São
Paulo terão de arcar com uma multa de R$ 800 mil, de acordo
com Ministério Público do Trabalho. A multa foi estabelecida
pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho).
No dia 2/8, última quinta-feira, o MPT reiterou a necessidade
de pagamento do valor pelo Siemaco (Sindicato dos Trabalhadores em
Empresas de Asseio Conservação e Limpeza Urbana de São
Paulo) e o Sindicato dos Condutores (Sindicato dos Trabalhadores nas
Empresas de Ônibus Rodoviários Intermunicipais e Setor
Diferenciado de São Paulo).
A greve paralisou por quatro dias os
serviços de coleta na
cidade no mês de abril. A multa corresponde a R$ 200 mil por
dia de braços cruzados. O movimento terminou após um
empresas de limpeza urbana e funcionários entrarem em acordo.
Apesar do acordo, o MPT manteve a multa por considerar os prejuízos
provocados pela greve à cidade.
Os empresários ofereceram reajuste, retroativo a 1º de
março, de 3,5%, além da diminuição do desconto
máximo do plano de saúde de 8% do salário para
4%. Os trabalhadores também receberam a promessa de que os dias
parados não seriam descontados e de estabilidade de 90 dias.
Reportagem produzida pelo
jornal DCI e reproduzida por Última
Instância com autorização concedida por contrato
de licenciamento de conteúdo.
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ÂMBITO
JURÍDICO, 08 de agosto de 2007
Jurisprudência – Trabalhista – TRT
4ª Região
Ementa: horas extras decorrentes da não-concessão dos intervalos
de 10 minutos a cada 90 minutos trabalhados, com reflexos. A não
concessão dos intervalos previstos na Lei n. 3.999/61, torna devido
o pagamento da remuneração extra. Adicional de periculosidade
e reflexos. Devido. Aplicação da Orientação
jurisprudencial n. 345 da SDI do TST. (...) Acórdão do Processo
00006-2006-020-04-00-3 (RO) – Data de Publicação: 27/07/2007 – Fonte
Diário Oficial do Estado do RGS – Justiça – Juiz
Relator: João Pedro Silvestrin.
Ementa: Ação indenizatória. Acidente do trabalho.
Coisa julgada não configurada. Acordo firmado em reclamatória
trabalhista que dá quitação da inicial e da relação
jurídica havida entre as partes, em data pretérita à promulgação
da Emenda Constitucional nº 45/04, que não faz coisa julgada
em relação à pretensão de indenização
por dano moral decorrente de acidente do trabalho, na medida que, à época,
a competência para dirimir tal controvérsia era da Justiça
Comum. Afasta-se a declaração de coisa julgada e determina-se
o retorno dos autos ao Juízo de origem, para apreciação
do mérito da demanda. Recurso provido. (...) Acórdão
do Processo 00061-2006-511-04-00-3 (RO) – Data de Publicação:
27/07/2007 – Fonte Diário Oficial do Estado do RGS – Justiça – Juiz
Relator: Carmen Gonzalez.
Ementa: preliminarmente. Da litigância de má-fé. Em
contraminuta ao agravo de petição o exeqüente postula
a condenação do executado em litigância de má-fé (multa
e indenização). Rejeita-se. A utilização de
medidas processuais, tentando convencer o Juízo da procedência
de sua tese, não torna a parte litigante de má-fé.
Nos termos do inciso LV do art. 5º da Constituição Federal,
aos litigantes são assegurados o contraditório e a ampla
defesa, com os meios e recursos a ela inerentes. No mérito. Da preclusão.
Encontra-se, dessa forma, soterrada pelo efeito da preclusão a pretensão
do executado, uma vez que diz respeito a matérias que não
foram veiculadas no momento oportuno, o qual seria quando da ciência
do cálculo apresentado pelo reclamante. Nega-se provimento. Das
horas extras. Fora reconhecido o trabalho diário correspondente
a oito horas e vinte minutos, com quinze minutos de intervalo, sem ter
havido limitação relativa aos dias em que pudesse a jornada
ser dilatada ou reduzida. Mantém-se, para a apuração
das horas extras, o horário de segundas às sextas-feiras,
não desconsiderando os dias em que o expediente bancário
teria sido reduzido. Nega-se provimento. (...) Acórdão do
Processo 00062-1997-721-04-01-2 (AP) – Data de Publicação:
27/07/2007 – Fonte Diário Oficial do Estado do RGS – Justiça – Juiz
Relator: Clóvis Fernando Schuch Santos.
Ementa: recurso da reclamada. Retificação da CTPS. Cômputo
do aviso prévio indenizado. O aviso prévio, mesmo indenizado,
integra o tempo de serviço para todos os efeitos legais. Aplicação
do parágrafo primeiro do artigo 487 da CLT e da Orientação
Jurisprudencial nº 82 da SDI do TST. Recurso desprovido. Diferenças
salariais. Descabe a aplicação de reajuste normativo sobre
o salário já majorado pela ré. Recurso provido. Salário
in natura. Hipótese em que as parcelas salário habitação
e salário alimentação constavam dos recibos de pagamento
e eram consideradas para o cálculo do INSS, do FGTS, do aviso prévio
e do 13º salário, como devido. Recurso provido. Dobra dos repousos
semanais e folgas. Prova documental que demonstra a não concessão
dos repousos e folgas, sendo devido o pagamento em dobro. Nego provimento.
FGTS e acréscimo de 40%. Mantida a condenação principal,
a mesma sorte tem o FGTS incidentes sobre as verbas deferidas, com o acréscimo
de 40%, por ser consectário. Provimento negado. Honorários
assistenciais. Reclamante que declarou a pobreza na inicial através
de procurador devidamente habilitado e juntou a credencial sindical, preenchendo
assim os requisitos da Lei 5584/70. Nego provimento. Recurso da reclamante.
Salário substituição. Descabe a majoração
da parcela pela aplicação do índice normativo sobre
salário já reajustado pela reclamada. Nego provimento. (...)
Acórdão do Processo 00068-2006-020-04-00-5 (RO) – Data
de Publicação: 25/07/2007 – Fonte Diário Oficial
do Estado do RGS – Justiça – Juiz Relator: Ana Luiza
Heineck Kruse.
Fonte: TRT4

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