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Agência
CUT, 19 de outubro de 2007
Reconhecimento das centrais
Nota oficial da CUT: Decisão da Câmara
desrespeita acordo entre centrais e governo
Por: CUT
A Central Única dos Trabalhadores sempre foi e continuará sendo
contra o Imposto Sindical. Esta é uma questão estatutária,
de princípio e de concepção. No entanto, queremos
deixar claro que havia sido feito um acordo entre o conjunto das centrais
sindicais e o governo sobre a regulamentação, que não
foi respeitado na aprovação de ontem (quarta-feira). Diante
disso, queremos chamar a atenção para o debate de algumas
questões:
Primeiro - Para acabar com o Imposto Sindical é preciso que isso
ocorra tanto para os trabalhadores quanto para os empregadores. Não
admitimos que se acabe com o imposto apenas para os Sindicatos de Trabalhadores,
pois enquanto isso os patronais continuam tendo preservada sua fonte
de recursos. Seriam dois pesos e duas medidas.
Segundo - Somos favoráveis à liberdade e à autonomia
sindical, portanto, não aceitamos a qualquer ingerência
do Estado. Sindicato não é órgão de Estado,
por isso não concordamos que o TCU (Tribunal de Contas da União)
tenha como papel investigar e acompanhar as contas das entidades sindicais,
ainda mais que, de novo, a decisão implica na fiscalização
apenas das entidades sindicais dos trabalhadores, isentando a dos empregadores.
Para nós, quem tem de investigar e acompanhar a transparência,
a prestação de contas, são os próprios trabalhadores,
que devem exigi-las de seus Sindicatos.
Terceiro - Nós somos favoráveis a retomar o debate que
foi feito no Fórum Nacional do Trabalho, onde se implementou uma
contribuição sobre a negociação coletiva,
que quem decide sobre ela são os próprios trabalhadores
em assembléia.
Retomar estes pontos é fundamental num momento como esse. Repetimos:
o que foi aprovado não reflete o que foi acordado e só retira
recursos das entidades dos trabalhadores e não dos empregadores.
Artur Henrique, presidente nacional da CUT.
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Diário
Vermelho, 19 de outubro de 2007
Batista Lemos: Um golpe contra a organização
sindical
Com os
votos da direita (PSDB, DEM, PPS) e de alguns parlamentares que se
dizem
de esquerda, a Câmara Federal aprovou na quarta-feira
(18) uma alteração no projeto que legaliza as centrais
sindicais. A mudança, proposta pelo deputado Augusto Carvalho
(PPS-DF), configura um golpe traiçoeiro contra a organização
sindical no Brasil.
Por João Batista Lemos
Trata-se de uma mudança na Contribuição Sindical
(também conhecida como imposto sindical, cujo valor equivale a
um dia de trabalho a cada ano), que deixaria de ser compulsória,
não podendo mais ser descontada sem a prévia autorização
do trabalhador ou trabalhadora.
A redação aprovada pelos deputados dispõe que “os
empregadores deverão descontar da folha de pagamento dos empregados
relativas ao mês de março de cada ano, desde que autorizados
individualmente por estes, a contribuição sindical devida
aos respectivos sindicatos”. Tal contrabando — acrescido
ao projeto original que foi enviado pelo governo Lula com o merecido
apoio de todas as centrais sindicais — contempla concepções
liberais defendidas por certos setores do movimento sindical.
Mas a maioria dos sindicalistas brasileiros repudia esse golpe por um
motivo muito simples e inequívoco: vai enfraquecer os sindicatos,
na base, e as centrais sindicais — e, por conseqüência,
reduzir o poder de fogo da classe trabalhadora na luta contra o capitalismo
neoliberal e em defesa dos direitos sociais. Não é por
outra razão que obteve o apoio da direita.
Dois pesos e duas medidas
A pregação moralista contra o caráter compulsório
da contribuição, sob o pretexto de que caracteriza um imposto, é hipócrita
ou, na melhor das hipóteses, ingênua. Ninguém ignora
que o povo brasileiro arca com uma carga tributária pesada e injusta
(que consome mais de um terço dos salários), pagando impostos
de variadas modalidades que, no entanto, não provocam maiores
indignações e escândalos em certos círculos
(esquerdistas ou direitistas) que demonizam o chamado imposto sindical.
Sabe-se que parte expressiva dos tributos impostos à população
destina-se à formação do superávit primário
ou, em outras palavras, ao pagamento dos juros da dívida pública,
configurando uma forma perversa de transferência de renda dos trabalhadores,
assim como de pequenos e médios empresários, para uma meia
dúzia de agiotas.
Por que essa onda toda contra a contribuição compulsória
cobrada para sustentar as organizações dos trabalhadores,
que constitui uma fração ínfima, inexpressiva, da
carga tributária nacional e é indispensável ao financiamento
das lutas?
Isto só encontra explicação racional no objetivo
de enfraquecer os sindicatos, que faz parte da feroz ofensiva neoliberal
contra as forças do trabalho. Essa intenção mal
disfarçada transparece quando se verifica que o senhor Carvalho,
autor da alteração, faz uso de dois pesos e duas medidas:
propõe o fim da obrigatoriamente da contribuição
para as organizações trabalhistas, mas mantém o
caráter compulsório da taxa que sustenta as entidades patronais.
Conforme notou o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), que é do
ramo, “isso mantém a estrutura sindical patronal forte,
com imposto, e fragiliza a estrutura sindical dos trabalhadores, algo
inaceitável”.
Atentado à autonomia
Outra mudança aprovada pela maioria dos deputados federais em
adição ao texto original — esta de autoria do deputado
tucano Antonio Carlos Pannuzio (PSDB-SP) — prevê que as contas
das entidades sindicais sejam submetidas ao monitoramento e julgamento
do Tribunal de Contas da União (TCU).
Essa alteração constitui um atentado ao princípio
da autonomia e liberdade sindical, consagrado na Constituição,
e uma forma de atrelar os sindicatos ao Estado. Mais uma vez, a norma
só vale para a classe trabalhadora. As entidades patronais foram
poupadas do constrangimento, numa prova de que estamos diante de uma
provocação rasteira ao movimento sindical.
O projeto que legaliza as centrais, encaminhado pelo governo Lula, foi
produto de um consenso das principais lideranças do sindicalismo
nacional e conta com o aval de todas as centrais, obtido depois de exaustivas
negociações. Por essa razão, dirigentes de todas
as centrais (inclusive da CUT, que divulgou nota repudiando as alterações
propostas pelos deputados do PPS e PSDB) se opõem à provocação
e iniciaram um processo de mobilização para restaurar o
espírito original (e unitário) da lei.
As controvérsias em torno da Contribuição Sindical
são legítimas e devem continuar sendo debatidas, mas os
dirigentes têm consciência de que esta não é uma
forma aceitável de solucionar o problema e não pretendem
fazer o jogo da direita, apostando na divisão.
O projeto aprovado pela maioria dos deputados ainda vai à apreciação
do Senado antes de ser encaminhado ao presidente Lula, que pode ou não
vetá-la. É preciso que o movimento sindical se mobilize
desde já para sensibilizar os senadores a corrigir o erro da Câmara.
Se não for assim, caberá ao presidente vetar os dispositivos
que alteram a legislação que foi por ele proposta com o
apoio do conjunto das centrais. A democracia, assim como a luta por um
novo projeto de desenvolvimento, com soberania e valorização
do trabalho, demanda o fortalecimento das entidades sindicais.
* João Batista Lemos é coordenador
nacional da CSC (Corrente Sindical Classista)
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Diário
Vermelho, 19 de outubro de 2007
Lopes convoca sindicalistas para reagirem ao fim do imposto
A
aprovação da emenda que torna facultativo o imposto
sindical foi um dos assuntos do dia, nesta quinta-feira (18) de movimento
fraco na Câmara dos Deputado. O deputado Chico Lopes (PCdoB-CE),
em discurso no plenário da Câmara, convocou o movimento
sindical para se mobilizar e fazer muitas manifestações
para alterar a situação durante a discussão
da matéria no Senado.
''Muitas mobilizações devem ser feitas para sensibilizar
o Senado e o Governo Federal para a retomada do texto original da
proposta que reconhece as centrais sindicais'', disse, acrescentando
que ''faço um chamamento a todos os trabalhadores do país
para uma mobilização em defesa da autonomia e da organização
sindical''.
''É necessário uma reação contra a política
neoliberal das classes conservadoras que historicamente buscam por
um fim à força representativa dos trabalhadores'',
destacou o parlamentar comunista.
Ele também destacou que o Projeto de Lei que dispõe
sobre a organização sindical é fruto de um entendimento
entre o governo e trabalhadores que visa reconhecer as centrais sindicais,
determinar às suas atribuições e prerrogativas,
e estabelecer mecanismos para o seu financiamento. ''De forma alguma,
era objetivo do governo com o referido projeto, acabar com o imposto
sindical'', afirmou.
Prejudicial e discriminatória
Lopes avalia que
''a emenda, além de prejudicar a atividade
sindical dos trabalhadores, é discriminatória, pois
trata apenas das contribuições feitas pelos empregados,
modificando o artigo 582 da CLT (Consolidação das Leis
do Trabalho) e não fazendo referência às contribuições
para às entidades dos empregadores'', disse.
''As contribuições são fundamentais para o
funcionamento e o desenvolvimento das entidades sindicais. Sem esses
recursos a prestação de serviço relevante aos
trabalhadores acaba sendo impedida de ser concretizada. Essas contribuições
revertem em benefício para toda a categoria, inclusive dos
trabalhadores não filiados a uma entidade sindical'', explicou
Lopes.
Em seguida, destaca
que ''com a proposta do fim do imposto sindical poderemos assistir
ao fechamento de
sindicatos''. Sem recursos para
custear a manutenção e instalações das
suas sedes, os sindicatos terão inviabilizados também
a confecção de materiais, como boletins e jornais,
e a garantia da estrutura das manifestações, das mobilizações
nas portas de fábricas e em todo o país.
Lopes lembrou que
''o governo de Getúlio Vargas oficializou
a contribuição sindical compulsória e esse dispositivo
foi levado para a Consolidação das Leis do Trabalho
(CLT), possibilitando autonomia financeira às entidades classistas''.
De Brasília
Márcia Xavier
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Diário
Vermelho, 19 de outubro de 2007
Fim do imposto decreta fim do movimento sindical, diz Daniel
''Na prática, decreta o fim do movimento sindical''. A frase
do deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) faz referência a emenda,
aprovada na noite desta quarta-feira (17), pelo plenário da
Câmara dos Deputados, tornando facultativa a cobrança
do imposto sindical. Ele considera a aprovação da medida
fora de tempo e lugar. A votação era para regularizar
o funcionamento das centrais sindicais. E acredita que a medida pode
ser alterada no Senado, a partir da reação do movimento
sindical, que foi pego de surpresa.

Daniel: estranheza e surpresa com a emenda.
Além da surpresa, o deputado parlamentar destaca um fato estranho
na proposta aprovada com o apoio da ''extrema direita e a `suposta´ extrema
esquerda'', como classifica ele os 215 votantes que aprovaram a emenda.
''O mais estranho é que torna o imposto sindical para os
trabalhadores optativo e mantêm para os patrões obrigatório.
As entidades patronais continuam a ter o direito de cobrar o imposto
sindical aos seus associados. Isso mantém a estrutura sindical
patronal forte, com imposto, e fragiliza a estrutura sindical dos
trabalhadores, algo inaceitável'', afirmou.
''A conseqüência disso é o enfraquecimento da
estrutura sindical brasileira, especialmente dos sindicatos menores,
de categorias menos organizadas, por que os grandes sindicais, dos
grandes centros não sofrerão maiores conseqüências,
mas aqueles que precisam se fortalecer serão as maiores vítimas
desse processo'', avalia o parlamentar.
Momento de fortaleza
Ele também estranhou que ''essa emenda venha em um momento
que o movimento sindical se fortalece. Nós temos campanhas
vigorosas; convenções coletivas apresentam ganhos salariais
como há muitos décadas não se verificava; fortalecimento
das conquistas dos trabalhadores e participação dos
salários na economia brasileira''.
Daniel Almeida faz uma comparação entre essa medida
e a instituição do FGTS, na década de 1960,
para justificar a declaração de que ''na prática,
(a emenda) decreta o fim do movimento sindical''. O imposto sindical é cobrado
como contribuição dos trabalhadores para fortalecer
suas organizações. Ao ser facultativo, passa a ter
o mesmo conteúdo de anulação do imposto.
Ele lembra que na década de 1960, a lei tornou o FGTS (Fundo
de Garantia por Tempo de Serviço) facultativo, mas não
se revogou o regime de estabilidade de emprego; só que o patrão,
ao contratar o trabalhador, já pede que ele assine a declaração
de opção. Ninguém é contrato pelo regime
de estabilidade. Todos são obrigados a optar pelo FGTS'',
conta o parlamentar.
Segundo Daniel, ''se a contribuição sindical passa
a ser facultativo, todo patrão, ao contratar o trabalhador,
vai pedir a ele que assine a declaração para não
contribuir, e quem perde com isso é a organização
sindical''.
Composição política
Pego de surpresa, o parlamentar comunista
avalia que a composição
política que conseguiu aprovar a emenda foi formada pela ''extrema
direita com a `suposta´ extrema esquerda''. O deputado deputado
Augusto Carvalho (PPS-DF) apresentou a emenda ''e consegui sensibilizar
muitos desses setores, que embarcou nesse processo''.
Para Daniel Almeida, existem outros
elementos que contribuíram
para a aprovação da emenda. O fato de imposto ser um
assunto sensível na opinião pública e a incompreensão
de alguns segmentos que defendem o fim do imposto sindical. ''Nós
também defendemos o fim do imposto sindical, diz Daniel, acrescentando
que ele pode ser extinto, ''mas dentro de uma discussão mais
abrangente sobre que outras medidas podem ser adotadas para fortalecer
a estrutura sindical''.
Ele estranha que a emenda tenha surgido
dentro da discussão
da medida para legalizar as centrais sindicais. ''Essa emenda vem
fora de tempo e de lugar, por que não há debate mais
amplo sobre a estrutura sindical brasileira, a medida veio apenas
para reconhecer, legalizar as centrais sindicais, portanto não
cabia a discussão sobre imposto sindical, que deveria ser
discutido em outro momento''.
''Nesse momento em que as centrais
sindicais pautaram e discutiram o salário mínimo e são grandes responsáveis
pela política permanente do salário mínimo, é muito
estranho que nesse momento exato haja medida que enfraquece o movimento
sindical'', avalia o parlamentar.
Reação esperada
O Projeto de Lei que reconhece as centrais
sindicais como entidades de representação geral dos trabalhadores será enviado
ao Senado. A expectativa é que o movimento sindical acompanhe
o debate no Senado e será capaz de alterar esse situação.
''A proposta (de reconhecimento das
centrais sindicais) veio de uma grande entendimento do governo,
patrões e movimento sindical,
enquanto a emenda (do fim do imposto sindical) foi apresentado em
plenário'', destaca Daniel Almeida, para justificar a reação
do movimento sindical à medida.
A deputada Jô Moraes (PCdoB-MG),
que acompanhava a entrevista, lembrou que o Presidente Lula pode
vetar o item que trata do fim
do imposto.
De Brasília
Márcia Xavier
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FETRACONSPAR, 19 de outubro de 2007
Encontro
Presidente da FETRACONSPAR participa de encontro no Tocantins
O
Presidente da FETRACONSPAR e Diretor Secretário Regional
da CNTI/PR, GERALDO RAMTHUN, esteve presente hoje (19/10) em
Palmas/TO, onde participou do Encontro do Departamento Profissional
da Construção e do Mobiliário – DEPACOM,
com as entidades sindicais do Centro-Oeste.
Na ocasião estiveram presentes diversas Federações
da Construção e do Mobiliário de todo o
Brasil, discutindo temas de interesse da categoria, inclusive
avaliando a emenda que torna facultativo o imposto sindical,
apresentada ao Projeto de Lei nº. 1990/2007, que reconhece
as centrais sindicais.
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Geraldo Ramthun,
em sua palestra falou sobre o PLS 248/2006, do senador Paulo
Paim, que trata das contribuições assistenciais,
do PL 1990/2007, que regulamenta as centrais sindicais, e das
citadas emendas. |
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Confira
documento aprovado no encontro: CARTA DE PALMAS |
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ESTADÃO.COM / SÃO PAULO,
19 de outubro de 2007 | Geral
Senado aprova financiamento
total de mensalidades
AE - Agencia Estado
BRASÍLIA - O projeto que permite a alunos de universidades particulares
o financiamento de até 100% das mensalidades por meio do Financiamento
ao Estudo do Ensino Superior (Fies) foi aprovado no Senado na noite
de quarta-feira. Atualmente, os alunos podem financiar no máximo
50% do valor da mensalidade e o sistema de crédito educativo
pode ser usado apenas por alunos da graduação. Depois
que a lei for sancionada, o financiamento será estendido a
alunos de mestrado e doutorado.
O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva vai vetar o dispositivo
que permitia a formados usar recursos do Fundo de Garantia do Tempo
de Serviço (FGTS) para pagar o financiamento. O governo argumenta
que não é possível ampliar as hipóteses
para saque do fundo.
Os alunos que
aderirem ao sistema de crédito pagarão
juros simples entre 3,5% e 6,5% ao ano, a depender do curso pelo qual
optaram. Os ex-alunos poderão começar a pagar a dívida
seis meses depois de formados. Atualmente, o pagamento deve começar
logo no mês seguinte. A lei permite que se recorra a um consórcio
de cinco ?fiadores solidários? como garantia. As informações
são do jornal O Estado de S. Paulo .
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INFOMONEY PESSOAL, 19 de
outubro de 2007
Justiça gaúcha
garante restituição a prejudicados por planos econômicos
SÃO
PAULO - O Tribunal de Justiça do Rio Grande do
Sul concedeu nesta semana sentença a ação civil
pública movida contra três bancos, para garantir restituição
a poupadores prejudicados pelos planos Bresser, Verão, Collor
I e II. As ações movidas pelas defensorias públicas
do Rio de Janeiro e de São Paulo sobre o Plano Bresser ainda
não tiveram decisão em primeira instância.
A decisão estabelece restituição aos investidores
que durantes os planos tinham conta-poupança em alguma agência
gaúcha dos bancos Unibanco, Bradesco e Santander Brasil. A
assessoria de imprensa das duas primeiras instituições
não foram encontradas nesta quinta-feira (11) para comentar
o assunto. A do Santander não respondeu à solicitação
da reportagem.
Planos econômicos
Conforme a Defensoria Pública do Rio Grande do Sul, a ação
foi movida no final de maio último. Além dos três
bancos, foram citados outros sete, mas a decisão ainda não
saiu. Como a sentença foi julgada em primeira instância,
ainda cabe recurso - o que deve ocorrer em até 15 dias. Nesse
prazo, portanto, o dinheiro não será liberado aos consumidores.
A sentença estipula que as restituições serão
acrescidas de juros remuneratórios de 0,5% ao mês, capitalizados.
Esse valor sofrerá, na respectiva época, correção
monetária oficial aplicada à poupança no período
e será acrescido de 1% ao mês contado da citação.
Nas demandas individuais ajuizadas antes das ações
coletivas, os juros serão devidos a partir da citação
na ação individual.
As
indenizações foram fixadas nas seguintes proporções:
Plano Bresser: 26,06%, para as cadernetas com vencimento anterior
a 15 de junho de 1987;
Plano Verão: 42,72% às cadernetas que aniversariavam
de 1º a 15 de janeiro de 1989;
Collor I: 84,32% para as cadernetas com vencimento anterior a 15
de março de 1990, incidindo também aos que tiveram
valores com a instituição não-transferidos ao
Banco Central após 15/3. Nos casos dos poupadores com contas
que aniversariaram entre 15 e 31 de março (exceto àqueles
cujas contas permaneceram com a instituição após
esta data), e para os novos poupadores, que tiveram suas contas abertas
após 31 de março do mesmo ano, a correção
monetária deverá ser computada pela variação
do BTNF (41,28%).
Collor II: 20,21% sobre os saldos existentes nas cadernetas de poupança
no período de 1º a 31 de janeiro de 1991, com correção
pela variação do BTNF.
Ações individuais
De acordo com o TJRGS, em julho, todas as ações individuais
com a mesma finalidade foram suspensas, aguardando o resultado das
ações coletivas, cuja tramitação ocorreu
em 90 dias - incluindo os prazos processuais em dobro ao Ministério
Público e a Defensoria Pública.
A partir de agora, as ações individuais vão
prosseguir como liquidação provisória de sentença,
sendo suprimida toda a fase de conhecimento, apenas para reafirmar
a decisão proferida nas ações coletivas.
No Rio e em SP
O defensor público responsável pela ação
coletiva referente ao Plano Bresser movida no Rio, André Ordacgy,
acredita que o resultado - mesmo em primeira instância - demorará de
um a dois anos para ser anunciado. "Citamos 11 bancos, os maiores
do Brasil, então, até haver uma resposta, vai demorar
muito. Eles vão recorrer até a última instância",
previu.
João Paulo Dorini, defensor de São Paulo, acredita
que, entre o final deste ano e o início do ano que vem, saia
alguma resposta. "A ação está esperando
o despacho do juiz desde 2 de outubro. Ainda seremos intimados para
prestar depoimento, porque os bancos contestaram a decisão",
explicou.
As ações civis públicas têm abrangência
nacional. Contudo, em suas decisões, juízes podem limitar
a decisão apenas para um Estado, por exemplo.
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INFOMONEY
PESSOAL, 19 de outubro de 2007
Déficit da Previdência
Social sobe em setembro e registra R$ 9,157 bilhões
SÃO PAULO - O Regime Geral de Previdência Social (RGPS)
registrou um déficit de R$ 9,157 bilhões no mês
de setembro deste ano, o que representa um aumento de 1,9% sobre
o valor apurado no mesmo mês do ano passado (R$ 8,987 bilhões).
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira
(18) pelo Ministério
da Previdência Social.
Nos nove primeiros meses do ano, o
déficit acumulado é de
R$ 36,182 bilhões, crescimento de 0,9% em relação
aos R$ 35,866 apurados em igual período do ano passado.
Arrecadação
e Despesas
O valor líquido arrecadado em setembro atingiu R$ 11,392 bilhões,
quantia 4,2% superior à registrada no nono mês de 2006.
No entanto, comparado ao montante do mês anterior, de R$ 11,713
bilhões, houve um recuo de 2,74%. Segundo a Previdência,
em agosto, a arrecadação foi maior porque a Secretaria
do Tesouro Nacional repassou R$ 240 milhões aos INSS. De janeiro
a setembro, as receitas líquidas subiram 9,5%.
Já as despesas com benefícios previdenciários
alcançaram R$ 20,550 bilhões, o que corresponde a um
crescimento de 3,2% na comparação com o mesmo mês
do ano passado e de 43,6% frente a agosto (R$ 14,306 bilhões).
No acumulado de 2007 até setembro, as despesas aumentaram
7,1%
O pagamento antecipado do 13º salário foi o motivo apontado
pelo secretário de Políticas de Previdência Social,
Helmut Schwarzer, para a elevação das despesas. "Nos
próximos balanços, as despesas voltarão à casa
dos R$ 14 bilhões e só terão novo impacto em
dezembro, quando será pago o restante da gratificação
natalina".
Previsão
Com o resultado de setembro, a Previdência alterou as previsões
de déficit para este ano, dos R$ 44,6 anteriormente calculados
para R$ 44,4 bilhões. "O déficit só não
vai ficar abaixo dos R$ 44 bilhões porque a dotação
orçamentária para atendimemnto a sentenças judiciais
subiu de R$ 4,746 bilhões para R$ 5,507 bilhões",
explicou Schwarzer, adicionando que, no início do ano, o déficit
previsto era de R$ 47 bilhões.
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ÂMBITO
JURÍDICO, 19 de outubro de 2007
Não incide INSS
sobre ajuda-alimentação definida como indenizatória
em convenção coletiva
A 6ª Turma do TRT-MG, acompanhando voto do desembargador Hegel de
Brito Boson, negou provimento a recurso em que o INSS insistia na incidência
da contribuição previdenciária sobre o valor pago
a título de ajuda-alimentação (cesta básica)
no acordo homologado. O recorrente defendia a tese de que a parcela integra
o salário-de-contribuição e que as partes a incluíram
como indenizatória apenas para se esquivarem dos recolhimentos previdenciários.
Isto porque, a verba não teria sido paga de acordo com o PAT do
MTE, não se enquadrando, portanto, no parágrafo 9º,
do art. 28, da Lei nº 8.212/91.No caso, o direito à ajuda-alimentação
passou a ser exigível pelo reclamante, tendo em vista uma cláusula
do acordo coletivo celebrado entre a empresa e o sindicato profissional.
Para o relator, havendo acordo homologado, que discrimina dentre as verbas
quitadas de caráter indenizatório a ajuda-alimentação
(cesta básica) e, tendo em vista que essa parcela se originou de
negociação coletiva, que a caracterizava como um prêmio
por assiduidade vinculado ao PAT, não há falar que sobre
ela incide contribuição previdenciária. “O pagamento
em espécie, advindo do acordo entre as partes, não transmuda
a natureza das parcelas que o compõem” – ressalta
o desembargador.
Por esses fundamentos, a Turma descartou
a possibilidade de incidência
de contribuição previdenciária sobre o valor quitado
a título de ajuda-alimentação (cesta básica).
( RO nº 00942-2005-035-03-00-8 )
Fonte: TST
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ÂMBITO JURÍDICO,
19 de outubro de 2007
Pensão vitalícia
só pode ser suspensa se cessar incapacidade para o trabalho
A 4ª Turma do TRT-MG negou provimento a agravo de petição
de uma empresa de telefonia que pleiteava a realização de
nova perícia médica na reclamante, aposentada por invalidez
em decorrência de acidente de trabalho. A agravante, que foi condenada
a pagar à reclamante pensão mensal no valor de dois salários-mínimos
enquanto durasse sua incapacidade, pretendia reavaliar a atual capacidade
da aposentada para o trabalho.
Porém, segundo o juiz redator do recurso, Fernando Luiz Gonçalves
Rios Neto Juiz, “o pagamento da pensão mensal está condicionado à duração
da incapacidade laborativa ou, caso essa não cesse, de forma vitalícia,
ocorrendo aqui a execução forçada de prestações
sucessivas que se suspende apenas quando e se ocorrer a referida condição
estipulada”.
O fato é que a reclamante encontra-se aposentada por invalidez,
de acordo com o artigo 42, da Lei 8.213/91, que obriga todo beneficiário
a submeter-se a exames médico-periciais bienalmente, sob pena
de sustação do pagamento do benefício pelo INSS,
e esse benefício vigora até que o próprio órgão
previdenciário o cancele ou suspenda.
Dessa forma, a agravante só poderia sustar o pagamento da pensão
mensal se o benefício da reclamante tivesse sido cancelado, o
que não ocorreu, no caso. O juiz esclarece que, de acordo com
os artigos 46 e 47 da Lei 8.213/91, a reclamante não pode retornar à atividade,
o que implica, necessariamente, no reconhecimento de que persiste a sua
incapacidade para o trabalho. Ficou, portanto, mantida a pensão
vitalícia a cargo da reclamada.
( AP nº 01829-2000-011-03-00-5 )
Fonte: TRT3
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Agência Câmara,
19 de outubro de 2007
Economistas pedem legislação
sobre trabalho terceirizado
Elton Bomfim

Pastore (E) e Pochmann (D): terceirização é um processo
irreversível e precisa ser regulamentada.
Em audiência pública na Comissão de Finanças
e Tributação, nesta quinta-feira, os economistas José Pastore
e Marcio Pochmann enfatizaram a necessidade de uma legislação
específica para disciplinar o trabalho terceirizado no Brasil.
Especialistas em relações de trabalho, os dois acreditam
que a terceirização é um processo irreversível
e precisa ser regulamentada.
Professor da Universidade
de São Paulo (USP), José Pastore
observou que há, nesse campo, abusos e fraudes, mas também
um vácuo legal para os que praticam a terceirização "necessária
e decente". "Precisamos garantir a boa terceirização,
que proteja o trabalhador e confira segurança jurídica às
empresas", afirmou.
Pastore avaliou que a
situação está ficando "quase
desesperadora" para algumas empresas, processadas pelo Ministério
Público e pela Justiça do Trabalho, com base na Súmula
331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), único instrumento
para disciplinar a terceirização no País. Ele explicou
que essa súmula só admite a terceirização
das atividades meio, que não impliquem subordinação
nas relações de trabalho.
No entanto, acrescentou,
há diferentes interpretações
de juízes sobre o que são atividades meio e fim. Na sua
visão, mesmo que se chegue a uma distinção satisfatória,
hoje muitas vezes as empresas precisam terceirizar a atividade fim.
Fragmentação
José Pastore assinalou que atualmente a produção é muito
fragmentada em todo o mundo, devido à necessidade de especialização.
São empresas que se associam para formar uma cadeia mais produtiva
e mais competitiva. "Em certo sentido, há uma subordinação
de natureza econômica dentro dessas redes. Agora, é um passo
muito grande transformar essa subordinação em dependência
jurídica, segundo a qual todos os que fazem parte da rede sejam
empregados da empresa líder", ponderou Pastore.
Na visão do economista, não se pode pretender que a proteção
do trabalhador seja garantida pela empresa-mãe dentro da rede.
Ele sugeriu, no entanto, que, na formulação de uma lei
da terceirização, seja prevista a responsabilidade solidária
da empresa contratante em relação ao cumprimento da legislação
pela contratada.
O presidente da Comissão de Finanças e Tributação,
deputado Virgílio Guimarães (PT-MG), enfatizou que a regulamentação
deve ser focada na pessoa, com garantia dos direitos dos trabalhadores.
Negociação
coletiva
Além da necessidade de uma legislação apropriada
para a terceirização, o presidente do Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, destacou a importância
dos sindicatos e das negociações coletivas para "afinar
as normas do trabalho para além da legislação",
de acordo com as especificidades de cada empresa. Pochmann apontou ainda
a necessidade de uma visão clara sobre a forma como o Brasil se
insere na economia mundial.
Tanto Pochmann quanto
Pastore afirmaram que a terceirização
não é sinônimo de trabalho precário. Segundo
o presidente do Ipea, em grande parte dos países, as duas coisas
não se confundem. No entanto, Pochman observou que no Brasil o
ambiente terceirizado se assemelha ao padrão asiático de
trabalho, com trabalhadores ganhando menos que os não terceirizados
nas mesmas funções, submetidos a intensas jornadas de trabalho
e com taxa de rotatividade muito alta. Para ele, essa situação
diz respeito ao contexto da economia do País, no qual as empresas
estão inseridas.
Na avaliação do professor Pastore, o que torna o trabalho
precário é a violação da legislação
para se contratar pessoas de forma irregular. Ele também contestou
o "mito" de que a terceirização desemprega. Para
o professor, graças a ela, as empresas aumentam sua produtividade
e seu lucro, e, assim, empregam mais.
O deputado Silvio Torres (PSDB-SP), que
propôs a audiência,
disse que os economistas deram contribuições importantes
para a Comissão de Finanças e Tributação
avaliar os projetos de lei que receber sobre o tema. "Milhões
de brasileiros hoje têm sua atividade regulada por uma súmula
do TST que não lhes dá nenhuma segurança e deixa
ao arbítrio de decisões judiciais relações
que podem evoluir para o desenvolvimento qualificado do mercado de trabalho",
reforçou.
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Diário
Vermelho, 19 de outubro de 2007
Previdência registra recorde de arrecadação
em setembro
A arrecadação líquida da Previdência Social
aumentou 4,2% em setembro deste ano em relação ao mesmo
mês de 2006, passando de R$ 10,932 bilhões para R$ 11,392
bilhões. "A receita líquida de setembro é a
segunda maior da história, só superada pelo mês de
agosto deste ano", informou o secretário de Políticas
de Previdência Social, Helmut Schwarzer.
Em agosto, a receita líquida da Previdência Social atingiu
R$ 11,713 bilhões, porque a Secretaria do Tesouro Nacional repassou
R$ 240 milhões ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
O valor é relativo à parte da arrecadação
do Simples, que deveria ter entrado no caixa da Previdência em
meses anteriores.
As despesas subiram em setembro 3,2% em
comparação com
setembro do ano passado, de R$ 19,919 bilhões para R$ 20,550 bilhões.
Mas Schwarzer explicou que a antecipação do pagamento de
metade do 13º aos aposentados elevou as despesas de setembro. Em
agosto, os gastos totalizaram R$ 14,306 bilhões.
Segundo a Previdência, nos próximos balanços, as
despesas voltarão à casa dos R$ 14 bilhões e só terão
novo impacto em dezembro, quando será pago o restante da gratificação
natalina.
Devido ao pagamento antecipado do 13º, o déficit da Previdência,
em setembro, ficou em R$ 9,157 bilhões, resultado 1,9% acima do
registrado no mesmo mês do ano passado, de R$ 8,987 bilhões.
Schwarzer afirmou que o impacto será compensado em dezembro, quando
as empresas pagam o 13º salário aos seus empregados, o que
provoca aumento na arrecadação do INSS.
Emprego
O resultado de setembro, segundo Schwarzer,
aponta melhoria nas contas da Previdência, principalmente devido ao crescimento do emprego
com carteira assinada. "A trajetória continua muito favorável
por causa do mercado de trabalho", afirmou.
De janeiro a setembro, houve crescimento
de 9,5% nas receitas líquidas
da Previdência, enquanto as despesas subiram 7,1%. No ano, o déficit
cresceu 0,9%, de R$ 35,866 bilhões, em 2006, para R$ 36,182 bilhões,
neste ano.
Com o resultado de setembro, a Previdência alterou sua previsão
para as contas deste ano: a necessidade de financiamento para 2007 deve
ficar em R$ 44,4 bilhões, e não mais nos R$ 44,6 bilhões
da última estimativa. O déficit só não vai
ficar abaixo dos R$ 44 bilhões, explicou Schwarzer, porque a dotação
orçamentária para atendimento a sentenças judiciais
subiu de R$ 4,746 bilhões para R$ 5,507 bilhões. Ele ressaltou,
entretanto, que a previsão, no início do ano, era de déficit
de R$ 47 bilhões.
Fonte: Folha Online
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Congresso em Foco, 19 de
outubro de 2007
Oposição fechará questão
contra a CPMF
Apesar das promessas de negociação do governo, senadores
tucanos devem anunciar, na próxima semana, voto contrário à prorrogação
do imposto do cheque, a exemplo do DEM.
Apesar da ofensiva
do governo, apenas um milagre fará com que
o PSDB ceda e vote a favor da proposta que prorroga por mais quatro anos
a cobrança da Contribuição Provisória sobre
Movimentação Financeira (CPMF). Na próxima semana,
os 13 senadores do PSDB devem anunciar que, assim como os 14 colegas
do DEM, irão votar contra a CPMF.
Nem mesmo a sinalização feita ontem (18) pelo ministro
do Planejamento, Paulo Bernardo, de discutir uma eventual redução
gradual da alíquota, dos atuais 0,38%, sensibiliza os tucanos.
Segundo o líder do partido no Senado, Arthur Virgílio (AM),
80% da bancada não aceitam a prorrogação do chamado
imposto do cheque mesmo que o governo prometa concessões. “O
tempo está se esgotando”, alerta, sem precisar uma data.
De acordo com o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), apesar de a legenda
não
ter batido o martelo ainda, o partido votará unido contra a CPMF. “Tenho
certeza que o fim da CPMF será o primeiro passo para a reforma
tributária”.
Próximo presidente do partido, o pernambucano Sérgio Guerra
explica por que o partido não deverá ceder: “Porque
não há nenhum sinal do governo de que serão reduzidas
a carga tributária e a gastança. Os sinais são no
sentido trocado. Então nós não podemos entrar nessa”.
Diferentemente do DEM, que já fechou questão contra a prorrogação
do tributo, os tucanos ainda buscam alguma espécie de acordo com
o governo para que a CPMF continue a existir. Apesar da negativa dos
parlamentares da sigla, a pressão pela manutenção
da contribuição vem dos governadores da legenda, notadamente
os de São Paulo (José Serra), Minas Gerais (Aécio
Neves) e do Rio Grande do Sul (Yeda Crusius).
No entanto, a sigla não aceita que a proposta seja aprovada da
mesma forma que veio da Câmara. Pelo texto aprovada pelos deputados,
a alíquota da contribuição se mantém em 0,38%. “Somos
contra a prorrogação pura e simples, do jeito que está”,
afirmou o presidente nacional da legenda, senador Tasso Jereissati
(CE).
A oposição também afirma que não confia na
proposta do governo de aprovar a CPMF agora para diminuir a alíquota
no futuro. “O governo é perigoso quando acena para compromissos
futuros”, diz Alvaro Dias. “Prefiro ser derrotado no plenário
a passar como otário duas vezes”, ressalta Virgílio.
Os oposicionistas justificam que o ceticismo em relação às
promessas governistas vem de 2003, época em que o governo prometeu
que, uma vez prorrogada a CPMF por mais quatro anos, a alíquota
diminuiria.
“
Naquela época o cenário era incerto, e o governo sinalizava
pela diminuição. Agora, com a economia estabilizada, o
governo não quer diminuir a alíquota”, dispara o
líder do PSDB.
"
Demo" e Lula
A avaliação de parte dos tucanos é de que a visita
ao Senado do presidente da República em exercício, José Alencar,
e dos ministros José Gomes Temporão (Saúde), Paulo
Bernardo, Nelson Machado (interino da Fazenda) e Walfrido dos Mares Guia
(Relações Institucionais), na última quarta-feira
(17), foi “apenas uma visita”.
Para o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), o governo
tem dois discursos: o da base no Congresso, que prega o diálogo,
e o do presidente Lula, que exige a aprovação na íntegra
da proposta.
O senador potiguar ressalta que o Brasil possui “a maior carga
tributária do mundo”. Para o parlamentar, Lula “vem
como um cão” para defender a CPMF.
O ataque de Agripino é uma resposta à declaração
do presidente Lula, em Angola, de que não abre mão da aprovação
integral da CPMF. “Se os 'demos' estão dizendo que vão
fechar questão é um problema deles", afirmou o presidente,
num trocadilho com a sigla.
Arrumando a casa
De acordo com o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), o governo está recolhendo
propostas para que a Fazenda possa fazer um estudo do impacto fiscal. “Estamos
em uma fase inicial de negociação”, afirmou. Os caminhos
alternativos à CPMF serão apresentados ao ministro da Fazenda,
Guido Mantega, e ao próprio presidente Lula.
“
Pelo que conheço do presidente Lula, ele vai determinar o limite
da negociação”, disse o ex-vice-líder do governo.
Para que a matéria consiga passar com menos dificuldade, algumas
sugestões foram apresentadas. A de maior destaque é a que
isenta da contribuição aqueles que ganham até R$
1.700,00 por mês e possuem apenas uma conta bancária.
Segundo o senador petista, o ministro da Fazenda “vai dar prioridade à CPMF”.
Mantega almoçará na próxima semana com senadores
para discutir o assunto. Para que algumas arestas sejam aparadas dentro
dos partidos da base aliada, o bloco do governo no Senado se reunirá na
próxima semana com o PMDB e o PDT.
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Gazeta do Povo, 19 de outubro
de 2007
ECONOMIA | IBGE
Construção vende 24% mais
em agosto
Automóveis e autopeças têm
impacto positivo de 4 pontos porcentuais no varejo do Paraná
por HELENA CARNIERI
As vendas no varejo automobilístico e de materiais de construção
no Paraná superaram em agosto o comércio de material de
informática, que vem em crescimento constante há meses.
Considerando os dois segmentos, o volume de vendas cresceu no mês
14,7% em relação a agosto de 2006, a 4.ª maior alta
do país. Sem eles, o resultado é de 6,3%.
Na comparação com o mês de julho deste ano, houve
queda de 0,4%, abaixo da média nacional, que foi positiva, em
0,7%. O volume de vendas do varejo ampliado do Paraná vendeu 13,2%
mais no ano e 11,9% mais nos 12 meses anteriores a agosto.
De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de
Veículos Automotores (Anfavea), as vendas de veículos entre
janeiro e agosto no país (1,53 milhão de unidades) representam
uma alta de 27,3% em relação a igual período de
2006. O aquecimento da atividade das montadoras exige a produção
extra de peças e implementos, mercado que também vem aquecido
desde o início do ano. O comércio varejista de veículos
e peças soma alta em agosto de 25,8% e de cerca de 23% no acumulado
do ano e nos 12 meses anteriores a agosto.
Pequenas reformas
Os materiais de construção seguem o ritmo rápido
das pequenas reformas e ampliações realizadas pelas classes
C e D e têm alta de 23,6% nas vendas no mês – e o setor
se prepara para ampliação ainda maior com a oferta de mais
crédito habitacional. No ano, acumula alta de 22,7% (ante média
nacional de 9,6%) e de 12,4% nos 12 meses anteriores.
Apesar de o Paraná abrigar a maior fabricante de computadores
do país, a Positivo Informática, a alta nas vendas do setor
de informática e equipamentos de escritório no estado (15,2%)
foi bastante inferior à média nacional, de 35%. Isso é explicado
pelo fato de o desempenho do varejo ter pouca relação com
a posição geográfica das unidades produtivas. Já no
ano os dados são semelhantes, com 25,2% e 27,1%, respectivamente.
Nos 12 meses anteriores a agosto o Paraná acumulou 34% de crescimento
nas vendas, ante 23% do país.
A receita obtida com as vendas no varejo
ampliado também é positiva,
com alta de 10,4% no mês e de 8,5% no ano. A notícia é boa
especialmente para o setor de super e hipermercados, cujo desemepenho
de vendas, somado ao dos revendedores em geral de alimentos e bebidas
acompanha a média nacional (6,5% e 6,4%, respectivamente), ao
contrário dos outros 11 locais pesquisados. O Rio de Janeiro registra
queda de 2,5%, enquanto Santa Catarina tem vendas 8% maiores.
O setor tem um cenário bastante mais favorável que o do
ano passado, quando a receita obtida com as vendas crescia menos que
o volume ou até caía, devido à deflação.
Este ano há inclusive temor de retomada da inflação
puxada pelos alimentos. O segmento faturou 14,3% mais em agosto no Paraná,
e acumula 10% de alta tanto no ano quanto nos últimos 12 meses.
Os únicos indicadores negativos de agosto são os de livros,
papelaria, jornais e revistas (que amargam queda de 12,5% em agosto ante
o mesmo mês do ano passado, enquanto a média nacional é de
crescimento de 13,4%) e de combustíveis e lubrificantes (-0,4%),
o que, para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de
Combustíveis do estado, Roberto Fregonese, teria relação
com as vendas aceleradas de veículos novos. “A queda na
venda não tem relação com o preço, já que
na mesma época de 2006 eles estavam mais altos. A abundância
de crédito leva à substituição de veículos
usados, que gastam mais combustíveis”, diz. “O parque
de veículos aumentou mais que o consumo.”
Confira índices
de crescimento no varejo paranaense
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Folha
de São Paulo,
19 de outubro de 2007
159 prefeitos têm mandato em risco,
diz levantamento
Confederação Nacional de Municípios mapeia troca-troca
partidário pelo país | Em 3% das cidades houve mudança
após a decisão do
TSE sobre o assunto, em março; desde a eleição de
2004 foram 433 alterações
SIMONE IGLESIAS
DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE
Dos 5.562 prefeitos do país, 159 (3%) trocaram de partido depois
de 27 de março e correm o risco de perder o mandato com base na
decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que, na última
terça-feira, normatizou a fidelidade partidária.
Os dados constam de levantamento produzido entre quarta-feira e ontem
pela CMN (Confederação Nacional dos Municípios),
que localizou 156 prefeitos nessa situação -a Folha somou
mais 3 à relação, já que as assessorias dos
prefeitos de Florianópolis (Dario Berger, que trocou o PSDB pelo
PMDB), de Boa Vista (Iradilson Sampaio, que foi eleito pelo PPS e está no
PSB) e de Salvador (João Henrique, ex-PDT e atual PMDB) confirmaram
que eles trocaram de partido depois de 27 de março.
O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, coordenou o trabalho, que foi realizado
por telefone. Cerca de 60 pessoas telefonaram para todos os municípios
brasileiros. Segundo ele, é possível que exista "uma
pequena distorção nos números", já que
pode ter acontecido troca de partido nos dias posteriores às ligações
ou até mesmo erros na digitação dos dados.
De acordo com o levantamento, o Estado onde mais ocorreu troca-troca
foi Mato Grosso, em decorrência da mudança do governador
Blairo Maggi, em janeiro, que deixou o PPS para se filiar ao PR. Dos
159 "infiéis" em todo o país, 34 são prefeitos
de cidades mato-grossenses, sendo que 29 deles acabaram acompanhando
Maggi na ida para o PR.
Em Minas Gerais, 15 migraram desde 27 de março; em Tocantins,
12; e no Paraná, 10. Nos demais Estados, as trocas são
inferiores a nove casos.
O partido que teve o maior saldo de prefeitos perdidos foi o PPS (34),
seguido pelo DEM (20). Os que, no saldo final entre prefeitos perdidos
e acrescentados, mais ganharam foram o PR (31) e o PMDB (30).
Para comparação, desde 27 de março, 3% dos deputados
trocaram de sigla e 6% dos senadores fizeram o mesmo.
Desde 2004
O percentual de troca equivale a 3% do total de prefeituras brasileiras.
Mas esse índice aumenta para 7,7%, se consideradas as migrações
desde a eleição de outubro de 2004. Em três anos,
433 prefeitos deixaram os partidos pelos quais se elegeram.
Mesmo nesse universo maior, o Mato Grosso lidera -65 dos 141 prefeitos
(47%) do Estado deixaram seus partidos.
A menor migração ocorreu no Rio Grande do Sul: 12 dos 496
prefeitos (2%).
Desde 2004, o PPS vem perdendo seus eleitos. Naquele ano, 306 venceram
as disputas municipais. Dos que se elegeram, 229 permaneceram filiados
ao partido. Em contrapartida, o PR elegeu há três anos 388
prefeitos e hoje administra 444 cidades.
Já o PMDB elegeu 1.058 e perdeu 29, mas filiou outros 136, aumentando
para 1.165 o número de prefeituras.
Ziulkoski afirmou que somente na semana que vem, quando o TSE definir
a partir de que data de filiação vai valer a regra de fidelidade,
será possível avaliar o impacto desses números.
"
Todo mundo fala em 27 de março, data da consulta feita pelo DEM
sobre os mandatos dos cargos proporcionais, e em 16 de outubro, quando
o TSE decidiu a favor da fidelidade partidária. Mas há ainda
uma terceira hipótese, de 2 de abril, quando foi feita a consulta
pelo deputado federal Nilson Mourão [PT-AC] sobre os mandatos
majoritários", afirmou.
|
Folha
de São Paulo,
19 de outubro de 2007
CONGRESSO
Câmara vai pagar "pedágio" de
R$ 60 mi para o sindicato
RANIER BRAGON
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A Mesa da Câmara dos Deputados decidiu ontem em reunião
fechada pagar um "pedágio" de R$ 60 milhões
para que o sindicato de funcionários não crie empecilho à tentativa
de venda ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal
da administração da folha de pessoal da Casa, negócio
que está para ser fechado por R$ 200 milhões.
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), quer usar
o dinheiro da venda da folha para construir um novo prédio de
gabinetes para os deputados, além de reformar apartamentos funcionais.
Mas o Sindilegis diz que a folha de funcionários não
pode ser vendida pela Mesa da Câmara, mas sim pelo próprio
sindicato. Os sindicalistas estariam dispostos a entrar na Justiça.
Na reunião de ontem, ficou decidido que um instrumento de "convencimento" pode
ser o pagamento de R$ 60 milhões relativos a anuênios
de 2004 e 2005 a que servidores teriam direito.
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Notícias
do Tribunal Superior do Trabalho
19/10/2007
Imunidade de organismo internacional não
inclui direitos trabalhistas
“A imunidade de jurisdição dos organismos internacionais
se restringe aos atos de império, dentre os quais não
se incluem os relacionados à legislação trabalhista”.
Com esse entendimento, a Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho
deu provimento a recurso de um trabalhador que ajuizou ação
contra o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
(ONU/PNUD), em Brasília, buscando o reconhecimento de vínculo
de emprego e o conseqüente pagamento de verbas relacionadas com
o contrato de trabalho.
O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (DF/TO)
havia negado provimento a recurso ordinário do trabalhador,
mantendo sentença que, reconhecendo a imunidade de jurisdição
do organismo internacional, extinguiu o processo com exame do mérito.
Essa decisão foi contestada em recurso de revista, sob alegação
de que não se aplica tal imunidade quando se tratam de atos
de gestão, como os relacionados ao contrato de trabalho.
O relator da matéria, ministro Carlos Alberto Reis de Paula,
ressaltou que o TST tem entendido que os entes de direito público
externo não possuem imunidade absoluta de jurisdição,
aplicáveis apenas aos chamados atos de império (atos
unilaterais que expressam a vontade onipotente do Estado e o seu poder
de coerção), mas não em relação à legislação
trabalhista.
“Efetivamente, são atos de gestão os concernentes à relação
de trabalho, como os em debate na presente ação, em que
o reclamante pleiteia o reconhecimento do vínculo de emprego
e o direito a parcelas decorrentes do contrato de trabalho, não
havendo que se falar, portanto, em imunidade de jurisdição”,
explica o relator. Após citar vários precedentes de outros
ministros do TST sobre a matéria, Reis de Paula conclui pelo
provimento ao recurso do trabalhador, e determinou o retorno do processo à Vara
do Trabalho de origem, para que prossiga no seu julgamento. (RR 195/2004-013-10-00.1)
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19/10/2007
Transferência abusiva
acarreta rescisão indireta do contrato de trabalho
Para
legitimar a transferência de empregado da localidade em
que foi contratado, a empresa deve comprovar a real necessidade de
serviço. Não basta apenas ter no contrato de trabalho
a previsão de transferência. Este entendimento fez com
que um auxiliar de jardineiro da Ponta do Céu Paisagismo Ltda.
tenha, assim, direito a receber as verbas rescisórias, inclusive
indenização de 40%, devido à resolução
indireta do seu contrato de emprego.
A Segunda Turma do Tribunal Superior
do Trabalho, seguindo voto do ministro José Simpliciano Fernandes, relator do recurso do trabalhador,
reformou decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região
(RJ) e restabeleceu sentença da 2ª Vara do Trabalho de
Petrópolis. O relator julgou haver, na decisão do Regional,
contrariedade à Súmula nº 43 do TST, que adota a
presunção de abusividade da transferência quando
não há comprovação da necessidade do serviço.
O TRT considerava desnecessária a comprovação,
pois havia previsão contratual para possível transferência
do empregado.
O auxiliar de jardineiro foi contratado
pela Ponta do Céu,
em abril de 2002, para trabalhar no Sítio Verberas, em Petrópolis.
Em 29 de dezembro de 2003, foi impedido de assumir suas funções
pelo encarregado, que lhe informou que, a partir daquele dia, deveria
trabalhar na cidade do Rio de Janeiro, em obra da empresa, ou seja,
em localidade diversa daquela onde o trabalhador foi contratado.
Após ser despedido em janeiro de 2004, o jardineiro ajuizou
reclamatória trabalhista para ter rescindido o seu contrato
de trabalho, por culpa exclusiva do empregador, e receber o pagamento
das devidas verbas rescisórias. Alegou que a empresa infringiu
o Enunciado nº 43 do TST, que diz: “Presume-se abusiva a
transferência de que trata o § 1º do artigo 469 da
CLT, sem a comprovação da necessidade de serviço”.
Na contestação, a empresa argumentou que o trabalho em
local diverso da contratação era circunstância
prevista no contrato de trabalho.
A juíza de Petrópolis considerou que, mesmo com previsão
contratual quanto à possibilidade de transferência, ela
só poderia ser efetivada com expressa comprovação
de necessidade de serviço, sob pena de ser vista como abusiva
e ilegal. Como a empresa não provou que a mudança se
deu de forma legítima, então a transferência não
poderia ser validada. Admitiu, assim, a resolução indireta
do contrato de emprego e procedentes os pedidos de pagamento de aviso
prévio, saque do FGTS e indenização de 40%, entre
outros.
Ao restabelecer a sentença, a Segunda Turma do TST julgou que
a legitimidade da transferência decorre da prova da real necessidade
do serviço, nos termos previstos no artigo 469, § 1º,
da CLT. Segundo o ministro José Simpliciano, o objetivo desta
lei é impossibilitar a transferência abusiva, com o acréscimo
de cláusula contratual na admissão do empregado que tem
a sua efetiva capacidade de negociação a respeito das
condições de trabalho diminuídas, ou até mesmo
como forma de represália ou ameaça. (RR-2/2004-302-01-00.2)

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