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FOLHA DE LONDRINA, 08 de
janeiro de 2008 | Opinião
Eleição:
exercício democrático e transtorno
Este é também o último
ano de mandato de prefeitos e vereadores e um tempo de entediantes
auto-elogios
São muitos os defensores da coincidência de eleições,
evitando-se a periodicidade bienal ora vigorante, que para os brasileiros
(e vale para qualquer campanha eleitoral) é mais um transtorno que
um exercício democrático. Este 2008 é ano eleitoral
e os pré-candidatos a prefeito já se movimentam. Reportagem
de ontem da jornalista Catarina Scortecci, da sucursal da FOLHA em Curitiba,
informa que duas dezenas de deputados estaduais já se habilitam
a concorrer às prefeituras dos respectivos municípios. Em
Londrina, pelo menos cinco candidatos potenciais já levantam suas
bandeiras: os deputados estaduais Antonio Belinati e Luiz Eduardo Cheida
e os federais Alex Canziani, André Vargas e Luiz Carlos Hauly. Eles
são ''eternos'' candidatos em qualquer pleito que venha pela frente.
Este é também o derradeiro ano de mandato dos prefeitos
e vereadores e poderá ser um período de esforço
extra para mostrar realizações. No caso dos prefeitos,
eles irão raspar o fundo do tacho das verbas disponíveis
e aplicá-las onde for possível. Quem está no poder
e não visa reeleição, foca suas vistas em outros
cargos eletivos futuros, porque daqui a dois anos tem mais eleição,
dessa vez para deputados estaduais e federais, senadores, governadores
e presidente da República. Ou, se não pensa nisso, pode
desejar eleger um sucessor do mesmo partido, o que significa também
uma forma de prestígio. A reportagem mostra sinais de que o ano
será de pouca produtividade na Assembléia Legislativa por
conta da faina eleitoral.
Se o rendimento já não era grande, os deputados tenderão
a apresentar e discutir projetos de repercussão momentânea,
no entender do analista Antonio Celso Mendes, da Pontifícia Universidade
Católica do Paraná, citado na reportagem. Eles correrão
para diante das câmeras e debaixo dos holofotes. Um novo palco
de campanha dos deputados candidatos a prefeito ou que apóiam
parceiros será a TV recentemente inaugurada na Assembléia.
A disputa, como todas as outras, deverá ser ferrenha também
com vista às câmaras municipais, não tanto por espírito
público e o ideal de servir e sim porque se trata de um excelente
emprego. Quem contestar que isto não é levado em conta
(em muita conta) já começa mentindo ao eleitorado. Esse
anseio primordial não é apenas desses candidatos específicos
e sim de todos os que buscam eleger-se pela primeira vez ou reeleger-se.
O analista mencionado declara que a política se tornou uma atividade
rentável e que a tendência é os políticos
se eternizarem no poder, porque eles sempre têm mais chance que
os candidatos estreantes. Ele propõe, e com sentido, uma reforma
da legislação, de modo a evitar isso. O ideal seria que
o mandato dos eleitos para cargos legislativos tivesse a mesma duração
dos mandatos executivos. Estes nove meses que antecedem as eleições
(que serão dia 5 de outubro, em primeiro turno) são um
tempo precioso para os eleitores avaliarem seus candidatos. Prefeitos
que tiveram fraco desempenho e vereadores carreiristas não merecem
ser reeleitos.
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FOLHA
DE LONDRINA, 08 de janeiro de 2008 | Opinião
Participação Popular
- Só o povo consegue mudar a cabeça dos políticos
Para o cientista político Ricardo Oliveira, da UFPR, Congresso só funciona
sob pressão; ‘Boa parte dos parlamentares se considera super-homem,
acima das Leis’
Arquivo FOLHA

‘ A questão do plebiscito para mudança de Constituição
enfrenta desgaste na América do Sul, mais especificamente na Venezuela
e na Bolívia’, afirma Oliveira
O Congresso Nacional deve discutir, assim que voltar do recesso, um
projeto que prevê a realização de plebiscito para
revisão constitucional ligada às reformas política
e tributária. Segundo a proposta do deputado Flávio Dino
(PCdoB/AL), parlamentares eleitos em 2010 teriam a tarefa de promover
alterações na Carta Magna nacional, respeitando as cláusulas
pétreas para não prejudicar direitos dos trabalhadores
e sociais.
Em entrevista à FOLHA, o cientista político e professor
da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ricardo Oliveira, mostrou-se
contrário à realização do plebiscito, argumentando
que a consulta popular não é o ponto principal da questão.
Para ele, em primeiro lugar é preciso discutir a cultura política
e uma série do comportamentos do brasileiro, que precisa cobrar
mais dos seus representantes.
O que o senhor acha da
idéia de fazer plebiscito para saber se
a população aprova uma revisão na Constituição?
A questão do plebiscito para mudança da Constituição
enfrenta um grande desgaste na América do Sul, mais especificamente
na Venezuela e na Bolívia, que achavam que poderiam resolver graves
problemas estruturais apenas modificando a Constituição.
A idéia de que uma Constituinte irá refundar todo um país,
achando que as Leis podem mudar toda uma realidade mostrou-se uma farsa.
A grande questão não é alterar a Constituição.
Além disso, dificilmente o atual governo teria espaço político
para qualquer nova proposta de emenda constituicional. Já há um
desgaste em função da derrota da CPMF, mostrando que o
governo não tem a maioria para aprovar qualquer proposta.
O plebiscito traz uma
falsa sensação
de democracia?
Referendos e plebiscitos são extremamente importantes para o
fortalecimento da democracia, mas antes você precisa preparar a
população e discutir o assunto. Mais importante do que
achar que um plebiscito vá resolver o problema é discutir
toda uma cultura, uma série de comportamentos. No referendo do
desarmamento, não estava em jogo apenas a questão das armas,
mas todo um contexto social e estrutural que gera violência, corrupção
na polícia, cultura da impunidade. É um processo político
muito mais complexo do que uma falsa visão de que uma mudança
no arcabouço jurídico ou constitucional irá, como
em um passe de mágica, resolver problemas graves do país.
Não é pela Lei que você transforma a realidade comportamental.
Como será possível mudar o sistema político do
país então?
Com diálogo, entendimento. A própria Justiça Eleitoral é que
está regulando e adequando Leis para tentar moralizar as eleições,
já que o próprio poder legislativo não consegue
fazer isso. Algumas coisas precisam mudar com urgência, como por
exemplo a figura do suplente. É um absurdo. Muitas vezes o senador é eleito,
ocupa outro cargo, e assume um suplente que não teve votação
direta.
O que mais pode ser feito
para moralizar a política nacional?
Outro ponto em que a Justiça Eleitoral pode ser mais rigorosa
e efetiva para ajudar a controlar o Legislativo e os maus parlamentares é a
questão patrimonial. Nós temos uma verdadeira casta de
políticos profissionais, que começam a carreira como vereador,
viram deputados, governadores, senadores, ministros, e o patrimônio
tem um aumento completamente incompatível com a trajetória
deles. Cada vez o parlamentar quer mais vantagens, mais salário,
verba de gabinete, verbas indenizatórias, e ele tem uma movimentação
financeira sem limite, porque não tem quem controle.
É possível sobrepor os interesses tanto de governo quanto
de oposição para promover estas mudanças?
É preciso vontade não apenas dos partidos, situação
e oposição, mas principalmente da sociedade civil organizada.
Nós temos que ter um envolvimento de entidades como a OAB, movimentos
sociais, estudantis, associações de empresários,
sindicatos, ou seja, uma mobilização de verdade para coibir
os excessos. A atividade parlamentar está se convertendo cada
vez mais em uma atividade cara, que só beneficia o abuso do poder
econômico, e aí vira uma plutocracia. Só se elege
quem tem muito dinheiro ou é financiado, seja na esfera pública
ou na esfera privada. Isso quando não entra financiamento de atividades
como caixa dois - que de certa forma ainda é admitido quando tinha
que ser pesadamente combatido - ou ainda financiamento de atividades
criminosas como narcotráfico, roubo de cargas.
Sobre a participação das entidades, podemos dizer que
o Congresso só funciona sob pressão?
Exatamente, tem que ser assim. Se não houver fiscalização,
aquilo lá vira a casa dos privilégios. Boa parte dos parlamentares
se considera super-homem, acima das Leis. Com a pressão da sociedade,
isso muda. É a única forma de colocar um freio nestes abusos.
Marco Feltrin
Reportagem Local
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FETRACONSPAR, 08 de janeiro de 2008
Perspectivas
Presidente da FETRACONSPAR se reúne com Supervisor Técnico
do DIEESE/PR
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Perspectivas na Construção Civil é o tema da
reunião entre Geraldo Ramthun e Cid Cordeiro
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Foi realizada
na tarde desta terça-feira (08/01), na sede
da FETRACONSPAR, reunião entre o presidente da entidade – Geraldo
Ramthun e o Sr. Cid Cordeiro Silva - Economista e Supervisor Técnico
do DIEESE Paraná.
Dentre os temas abordados destaque
para a análise dos indicadores
conjunturais da construção civil paranaense de 2007
e perspectivas para o ano de 2008.
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FOLHA DE LONDRINA, 08 de
janeiro de 2008 | Curitiba
Ano novo, emprego novo
Candidatos formam fila em Curitiba na busca por um trabalho formal em
2008
Contrariando a máxima
segundo a qual o Brasil só começa a funcionar após
a folia do Carnaval, candidatos a um emprego formal partiram para a busca
por trabalho logo no início do ano. Na Agência do Trabalhador,
a procura começou já na primeira semana e ontem os candidatos
formavam fila na Agência Central, em Curitiba.
Depois de deixar por conta própria o emprego numa montadora
em junho do ano passado para investir em um estabelecimento comercial,
Otniel Alves, de 30 anos, decidiu adiar os planos de empreendedor e
quer voltar a ter carteira assinada em 2008. ‘‘Virou o
ano a pessoa tem que renovar’’, afirma Alves. Ele passou
os últimos seis meses trabalhando com o pai, dono de uma loja
de confecções, e pretendia abrir o próprio comércio
mas precisou rever os planos. ‘‘Faltou investimento. Assim
você acaba naufragando, não fica no mercado. Vou me preparar
mais para voltar para isso aí. Vou fazer cursos no Sebrae’’,
projeta.
Osmario Pereira Lima, de 43 anos, quer
voltar ao mercado formal para recuperar a segurança de um salário fixo. Após
perder o emprego no setor de pintura automotiva na metade de 2007,
Lima honrou as contas da casa com serviços prestados no mercado
informal, mas não quer mais depender da renda incerta de trabalhos
esporádicos. ‘‘Com emprego fixo você não
fica com medo de abrir uma prestação porque já está contando
com aquilo’’, justifica.
Para Dagmar Pereira Neves, de 21 anos,
o clima de virada de ano serviu como estímulo para buscar a independência financeira. ‘‘Agora
tomei essa decisão: quero trabalhar. Sou casada e agora quero
ter minha independência, ter meu dinheiro, ajudar em casa’’,
explica. ‘‘No começo do ano dá mais ânimo.
Tem mais vagas, estão procurando mais pessoas para trabalhar’’,
avalia Dagmar.
Segundo a gerente da Agência Central do Trabalhador, em Curitiba,
Elaine Ribeiro de Souza Anderle, a oferta de vagas em janeiro costuma
ser a mesma dos demais meses do ano, a procura é que sofre uma
diminuição, o que pode ser vantajoso para quem está concorrendo
a um posto de trabalho. ‘‘A concorrência é menor
porque muitos ainda estão na praia em trabalhos temporários.
Com menos gente, as empresas acabam flexibilizando as exigências
pela necessidade de preencher o quadro de funcionários’’,
revela a gerente.
De acordo com o economista do Departamento
Intersindical de Estatística
e Estudos Sócio-econômicos (Dieese/PR), Sandro Silva,
o ano de 2008 deve manter a geração de empregos de 2007,
embora em ritmo menos acelerado, porque a tendência é de
manutenção do crescimento.
O balanço da geração
de empregos no Paraná em
2007 ainda está sendo fechado mas a expectativa é de
que o desempenho do ano que passou alcance um saldo próximo
ao de 2004, quando foram gerados 122.648 empregos, o melhor desempenho
registrado no Estado desde 1992. Em 2006, foram gerados 86.396 empregos.
Até novembro de 2007 o saldo chegou a 153.579 vagas preenchidas.
Segundo Silva, esse número deve cair no fechamento do ano porque
tradicionalmente o saldo de demissões do mês de dezembro é superior
ao de contratações.
Denise Ribeiro
Equipe da Folha
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FOLHA DE LONDRINA, 08 de
janeiro de 2008 | Curitiba
Registro em carteira para
garantir aposentadoria
Confiante nas projeções que apontam a geração
de mais empregos este ano, Rizonete Rosa Beltrão, de 31 anos, espera
estrear sua carteira de trabalho em 2008. ''Com fôlego novo dá mais
pique. Na verdade todo começo de ano tem que entrar pensando positivo.
A promessa é que tenha mais emprego, principalmente aqui no Paraná.
Então a gente tem que fazer a nossa parte de tentar e esperar'',
afirma.
Filha de trabalhador rural, Rizonete
passou a se preocupar com os benefícios
de um emprego formal após observar a dificuldade do pai em comprovar
os anos dedicados ao trabalho na lavoura para obter a aposentadoria.
''Nunca me preocupei com registro em carteira, mas vai chegar o dia em
que vou precisar. A realidade bate e a gente tem que aceitar'', observa
Rizonete, que sempre trabalhou como empregada doméstica. Há pouco
tempo ela passou por uma fábrica de alimentos, na qual trabalhou
por cinco meses sem registro por falta de informação. ''Minha
carteira ficou guardadinha lá e não foi registrada. Quando
descobri eu saí. Não sabia que tinha que assinar nada'',
conta.
Quem tiver dúvidas, como Rizonete, sobre como deve firmar seus
contratos de trabalho pode procurar a Agência do Trabalhador. Todos
os serviços são gratuitos. Além da intermediação
entre empresas e candidatos, a agência oferece cursos de capacitação,
cadastra prestadores de serviços eventuais na Central do Profissional
Autônomo e Pequenos Serviços, orienta sobre o seguro desemprego
e mantém um programa voltado exclusivamente a pessoas com necessidades
especiais.
Em Curitiba, o trabalhador pode fazer o
seu cadastro pessoalmente nos postos da Agência do Trabalhador localizados nas Ruas da Cidadania
ou na Rua Pedro Ivo, 744, Centro. A Agência também mantém
postos nos municípios da Região Metropolitana e de todo
o Estado. (D.R.)
Serviço
- O cadastro também pode ser feito via internet no www.setp.pr.gov.br.
Mais informações pelo telefone (41) 3883-2244 ou no próprio
site.
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FOLHA DE LONDRINA, 08 de
janeiro de 2008 | Economia
Novos investimentos impulsionam
RMC
Municípios da região de Curitiba estão otimistas em
2008; previsão é de crescimento superior ao ano passado
Curitiba
- Para alguns municípios da Região Metropolitana
de Curitiba (RMC), 2008 chega com a perspectiva de ser um ano promissor.
Com expectativa de novos (e grandes) investimentos, os administradores
dessas cidades se mostram otimistas e prevêem um crescimento
econômico superior ao de 2007. Entre os que vislumbram um ano
positivo estão São José dos Pinhais e Araucária,
dois dos municípios que já estão entre os que
mais arrecadam no Estado.
Em São José, os novos investimentos chegaram já no
fim de 2007, com a inauguração de um centro de distribuição
da Aurora Alimentos, um dos maiores grupos agroindustriais do País.
''Por nossa localização privilegiada, estamos sendo procurados
por centros de distribuição e esperamos atrair novos investimentos'',
afirma o prefeito Leopoldo Meyer (PSDB). Além disso, a Renault,
uma das montadoras de veículos instaladas no município,
anunciou a ampliação de sua produção, com
o início da fabricação de um novo modelo, o Sandero.
Segundo Meyer, a empresa pretende ainda
implantar um centro de desenvolvimento de produtos no Brasil. ''Existem
outras cidades pleiteando esse investimento,
mas como São José já possui uma fábrica da
Renault, acredito que podemos trazê-lo para cá'', declara.
O prefeito aponta ainda um crescimento de outras empresas ligadas ao
setor automotivo que estão instaladas na cidade. ''Todas as empresas
que vieram para o município, há uma década, junto
com as montadoras também estão ganhando novos mercados
e se expandindo'', comemora.
Além do crescimento do setor industrial, Meyer aponta como fator
de otimismo a construção do primeiro shopping center de
São José, com inauguração prevista para setembro.
''Isso vai gerar empregos e contribuir até para uma mudança
de cultura no município'', diz. Com custo estimado em R$ 60 milhões,
o empreendimento terá 140 lojas e cinco salas de cinema.
Com todos esses investimentos, o prefeito
diz acreditar que a arrecadação
do município deve continuar em crescimento. ''Nossa receita com
o ISS (Imposto Sobre Serviço), por exemplo, já vem crescendo
acima de 10% ao ano e devemos manter essa tendência em 2008'',
afirma. Meyer, no entanto, faz uma resalva. ''As perspectivas são
boas, mas estamos crescendo também em população
e com isso crescem os problemas a serem resolvidos pela prefeitura'',
declara.
Em Araucária, o otimismo com 2008 se deve principalmente às
obras de ampliação da Refinaria Presidente Getúlio
Vargas (Repar), já iniciadas pela Petrobras. Até 2011,
serão investidos cerca de R$ 5 bilhões para praticamente
duplicar a unidade. No total, estima-se que aproximadamente 17 mil postos
de trabalho sejam criados durante o período de obras. Para Osvaldo
Davanso, assessor especial da Companhia de Desenvolvimento de Araucária
(Codar), órgão ligado à prefeitura, a expectativa é que
a ampliação da Repar possa atrair ainda mais investimentos.
''Temos várias consultas de empresas interessadas em se instalar
no município e acreditamos que 2008 deva ser um bom ano'', diz.
Para atender a demanda dessas empresas,
Davanso afirma que uma das preocupações
da administração municipal é investir em capacitação
de mão-de-obra. ''Nos últimos três anos, já qualificamos
mais de 11 mil pessoas para atender as empresas'', garante. ''Se for
necessário, podemos ampliar a oferta de cursos de qualificação'',
acrescenta.
Rodrigo Lopes
Equipe da Folha
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Gazeta do Povo, 8 de Janeiro de 2008
ECONOMIA | PREÇOS
Cesta básica subiu 11,46% em Curitiba
Aumento na capital parananense foi o menor do
país, mas ainda
assim acima do reajuste do salário mínimo
por ROSANA FÉLIX

Números da alta nos preços de alimentos
Curitiba foi a capital
que registrou o menor aumento da cesta básica
em 2007, entre 16 cidades pesquisadas pelo Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).
A alta foi de 11,46%, mas mesmo assim ficou acima do reajuste do salário
mínimo concedido em abril do ano passado, de 8,57%. Com essa
variação, Curitiba, que geralmente tem a quarta cesta
básica mais cara do país, fechou 2007 com o 10.º maior
valor dos alimentos: R$ 187,23. São Paulo tem a cesta básica
mais cara (R$ 214,63) e João Pessoa (PB), a mais barata (R$
155,09).
Os alimentos, tanto em Curitiba como
nas outras 15 capitais pesquisadas pelo Dieese, tiveram aumento de
preço principalmente no segundo
semestre. De acordo com o economista Sandro Silva, entre agosto e dezembro
a cesta básica na capital paranaense subiu 11,55%. A maioria
dos produtos vinha apresentado deflação desde 2006. Naquele
ano, o custo da cesta básica apresentou queda de 5%. O aumento
registrado no ano passado ficou abaixo do de 2005, quando a cesta havia
subido 13,48%.
Henri Milléo/Gazeta do Povo

Batata teve a maior alta de 2007: 82,5%.
Em 2007, o grande vilão da cesta básica foi a batata,
que subiu 82,5%. No início do ano, isso parecia muito improvável
de ocorrer, já que uma safra recorde havia derrubado os preços
do produto. Alguns supermercados venderam o quilo da batata a menos
de R$ 0,40. No entanto, uma forte estiagem nos meses seguintes reverteu
a tendência de queda. “Em 2006, o preço da batata
havia caído 53%. Era esperada uma recuperação,
mas ela foi mais forte em função dos problemas climáticos”,
disse Silva.
O feijão preto foi outro produto que apresentou forte alta
(57,14%) em decorrência da estiagem. O aumento do preço
se concentrou nos últimos meses do ano: entre outubro e dezembro,
a alta foi de 43,9%. “A estiagem atrapalhou até a safra
intermediária e atrasou o plantio para a próxima. Como
a colheita ficará atrasada também, a oferta se manterá baixa
e isso mantém os preços em patamares altos.”
Dos 13 produtos da cesta básica, apenas três tiveram
redução de preço em Curitiba durante 2007. A maior
queda foi registrada no preço do açúcar (-24,18%).
De acordo com Silva, essa variação já era esperada,
uma vez que em 2006 o produto havia subido 18,6%. “Além
disso, houve maior produção no ano passado, enquanto
que as exportações, prejudicadas pelo câmbio, não
pressionaram o preço no mercado interno.”
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O ESTADO DO PARANÁ, 08
de janeiro de 2008 | Política
Bancada do Paraná usa
quase toda verba extra
Roger Pereira
Os deputados federais paranaenses gastaram,
em 2007, mais de R$ 4,7 milhões em verba indenizatória,
numa média de
R$ 156,6 mil para cada um dos 30 parlamentares que formam a bancada
do Estado, além dos salários e de outros benefícios
que recebem, como verbas para gabinetes.
Com direito a R$ 15 mil mensais para
pagar despesas de escritório,
transporte, hospedagem e alimentação, entre outros gastos
de gabinete, cada deputado teve direito a R$ 180 mil no ano, para os
reeleitos, e R$ 165 mil, para os que estão em primeiro mandato,
já que o mandato teve início em fevereiro.
Dois parlamentares paranaenses não economizaram um centavo
da verba a que tiveram direito. O gabinete de Abelardo Lupion (DEM)
teve de fazer muitas contas para não estourar o limite. Com
os R$ 18.885,51 gastos no mês de dezembro, o deputado fechou
o ano com a conta zerada, gastando exatos R$ 180.000,00. O mês
em que mais gastou foi abril, quando utilizou mais de R$ 38 mil, sendo
R$ 35 mil para um trabalho de consultoria técnica.
Já o gabinete de Chico da Princesa (PR) não precisou
fazer tantas contas assim. De acordo com as informações
do gasto com verba indenizatória da Câmara dos Deputados,
o deputado gastou exatos R$ 15 mil em todos os meses do ano. E sempre
da mesma forma: R$ 5 mil para assessoria técnica, R$ 7 mil para
locomoção e hospedagem e R$ 3 mil para contratação
de serviços de segurança. “Este recurso me é destinado
por direito, não fui eu que pedi, mas como tenho à disposição,
utilizo com planejamento, para melhor executar meu trabalho”,
disse o deputado, que justificou a necessidade de usar todos os recursos
pelo fato de manter escritórios em Brasília, Curitiba,
Londrina, Santo Antônio da Platina e Piraí do Sul. “Esse é o
problema do deputado do interior. Trabalho para uma região de
mais de 70 pequenos municípios, tenho que manter assessores
perto de todos esses prefeitos para que eles sejam atendidos pelo governo
federal”, argumentou, dizendo que utiliza os recursos apenas
para a locomoção de seus assessores, pagando muitas de
suas despesas “do próprio bolso”.
Já Ricardo Barros (PP) adota estratégia diferente. “Tem
gente que compromete o recurso em gastos mensais, eu utilizo para pesquisas,
e divulgação de minha prestação de contas,
geralmente, no final de cada semestre”, disse. O saldo da verba
não utilizada em um mês acumula-se para o mês seguinte,
dentro de cada semestre. Com saldo acumulado, Barros gastou R$ 37,4
mil em dezembro.
Dos deputados que estão em primeiro mandato, o que mais se
aproximou do limite de gastos foi André Vargas (PT), que fechou
o ano com R$ 164.795,00 dos R$ 165 mil que teria direito. O mês
de junho foi o mais caro para o parlamentar, que gastou R$ 20.360,63,
na “divulgação da atividade parlamentar”,
fechando o mês com R$ 31.146,31 gastos.
Divulgação da atividade parlamentar foi um dos itens
que mais consumiu a verba indenizatória dos deputados paranaenses.
Além deste, serviço de assessoria ou consultoria e gastos
com combustíveis foram o destino de grande parte dos recursos.
A verba indenizatória surgiu há sete anos para substituir
um reajuste salarial que vinha sendo discutido na Casa e que foi muito
criticado pela sociedade. Além do salário mensal e da
verba para pagamento do pessoal de gabinete, os deputados passaram
a ter direito ao ressarcimento dos gastos com as atividades parlamentares.
Apesar de a Câmara divulgar em seu site os valores gastos pelos
deputados com a verba indenizatória, a Casa não permite
o acesso às notas fiscais apresentadas pelos parlamentares.
Alguns parlamentares não concordam com a liberação
destas verbas e não utilizam tais recursos, como Fernando Lopes
(PMDB/RJ) e Miro Teixeira (PDT/RJ), mas nenhum paranaense abriu mão
do benefício em 2007. O deputado que menos recorreu à verba
indenizatória foi Hermes Parcianello (PMDB), que utilizou R$
108.846,00. Na média, Parcianello utilizou cerca de R$ 5 mil
mensais, com aluguel de escritório, combustível e locomoção.
No entanto, em abril, o deputado recorreu ao benefício para
comprar R$ 31.151,75 em material de expediente e voltou a buscar recursos
em novembro (R$ 22.215,60) para a divulgação da atividade
parlamentar.
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Gazeta do Povo, 8 de Janeiro
de 2008
POLÍTICA | ELEIÇÃO
Apesar da lei, propaganda eleitoral segue nos muros
Publicidade teria de
ser retirada até um mês depois da votação
por FABIANE PROHMANN
Jonathan Campos/Gazeta do Povo

Muro no Xaxim com propaganda de 2006: moradora
reclama dos ex-candidatos
A Lei Eleitoral estabelece um prazo de 30
dias após a eleição
para que a propaganda eleitoral seja retirada das ruas. Mas como não
há nenhum tipo de punição prevista na legislação,
muitos políticos não cumprem a determinação.
Mais de três anos após a eleição municipal de
2004 e um ano e dois meses após o pleito de 2006, ainda há vários
muros de Curitiba pintados com propaganda eleitoral de candidatos que
concorreram nesses anos.
As últimas eleições para vereador foram realizadas
no início de outubro de 2004. Se fosse seguir a determinação,
os candidatos a uma vaga na Câmara deveriam ter pintado os muros
há três anos e três meses. Já a eleição
para prefeito foi decidida em segundo turno, no fim de outubro de 2004.
Com isso, os candidatos deveriam ter limpado os muros há três
anos e dois meses. Porém, a reportagem da Gazeta do Povo encontrou
nas ruas da cidade propaganda do então candidato Beto Richa (PSDB)
e do atual vereador Sérgio Ribeiro (PV).
Já as últimas eleições para deputados estaduais
e federais, senador, governador e presidente da República ocorreram
em 2006. Ou seja, há mais de um ano os muros cedidos para a campanha
deveriam ter sido novamente pintados. Mas, em Curitiba, a Gazeta do Povo
constatou que ainda há propagandas do governador Roberto Requião
(PMDB), do senador Alvaro Dias (PSDB), dos deputados federais Gustavo Fruet
(PSDB) e Ratinho Júnior (hoje no PSC, eleito pelo PPS), dos deputados
estaduais Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) e Professor Luizão,
do então candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB)
e do suplente de deputado estadual Alisson Wandscheer (PPS).
Promessa
A dona de casa Ivan de Lara, moradora do
Xaxim, cedeu o muro para propaganda de dois candidatos: Ratinho Júnior e Alisson Wandscheer. A promessa
era de que, após a campanha de 2006, o muro seria pintado. “Eles
falaram que iam limpar logo depois da eleição. Prometeram
que iam apagar. E até agora nada”, lamenta ela. Essa foi a
primeira vez que dona Ivan cedeu o muro para campanha. “E foi a última
vez. Estou pensando em comprar tinta para eu mesma pintar.”
O aposentado Clemente dos Santos Lauton,
morador do Novo Mundo, afirma que sempre empresta o muro para as campanhas,
mas somente para candidatos
que ele apóia. Em 2006, cedeu o muro para propaganda de Gustavo
Fruet, que não foi apagada.
“Ele (Gustavo Fruet) me deu
dinheiro para comprar tinta, mas ainda não comprei. Acho que vou
pintar no fim de semana”, afirma
Lauton. “Eu não me importo, sempre dou autorização
para pintar o meu muro. Agora vem outra eleição. Então
tenho que deixar ele branco de novo, para poder usar com um outro candidato.”
Publicidade não-apagada
Confira os locais de Curitiba
onde a reportagem da Gazeta do Povo encontrou propaganda eleitoral em muros
e quais são os candidatos que os
utilizaram na campanha:
• 1. Avenida Marechal Floriano Peixoto, entre a Rua Chile e Rua
Almirante Gonçalves, no Rebouças.
Candidatos: Gustavo Fruet (deputado federal, PSDB), Alvaro Dias (senador,
PSDB) e Geraldo Alkmim (presidente, PSDB)
• 2. Praça Imer Collares Marques,
esquina com a Rua Acindino Rosa Neves, no Xaxim
Candidato:Professor Luizão (deputado estadual, PT)
• 3. Rua José Brum, 509, no
Xaxim
Candidato: Ratinho Júnior (deputado federal, PPS) e Alisson Wandscheer
(deputado estadual, PPS)
• 4. Rua João Surian, esquina
com a Rua Nair Costa Padilha, 42, no Novo Mundo
Candidato: Gustavo Fruet (deputado federal, PSDB)
• 5. Rua Maria Caron Joaquim, esquina com a Rua Carlos Blanck, no
Portão
Candidatos: Luiz Cláudio Romanelli (deputado estadual, PMDB) e Roberto
Requião (governador, PMDB)
• 6. Rua Carlos Blanck, em frente ao número 427, no Portão
Candidato: Beto Richa (prefeito, PSDB)
• 7. Rua Francisco Klentz, esquina com a Avenida Arthur Bernardes,
no Portão
Candidato: Sérgio Ribeiro (vereador, PV)
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Gazeta do Povo, 8 de Janeiro
de 2008
POLÍTICA | ELEIÇÃO
Ex-candidatos alegam desconhecimento
por FABIANE PROHMANN
A maioria dos ex-candidatos que ainda têm propaganda
em muros de Curitiba justifica o descumprimento à Lei Eleitoral
informando que não sabia que ainda havia publicidade das campanhas
passadas nas ruas da cidade.
O deputado estadual Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) afirmou que
não tinha conhecimento de muros pintados com seu nome em Curitiba. “Na
verdade, não fiz pintura de muro por iniciativa minha na cidade.
Foram alguns amigos que fizeram, por iniciativa pessoal”, afirmou
ele. “Não consigo ter controle de todos os muros, mas vou
mandar apagar.”
A mesma justificativa foi usada pelo deputado
estadual Professor Luizão
(PT). Ele também afirmou que não sabia que ainda havia
propaganda sua nos muros. “Mandei apagar todos os meus muros”,
contou. “Vou mandar apagar esse muro o quanto antes”, garantiu
Luizão. Para o deputado, deveria haver uma legislação
proibindo a utilização de muros. “Eu uso porque os
outros candidatos também usam. Mas acho que (a propaganda em muros)
suja muito a cidade.”
O deputado federal Gustavo Fruet (PSDB)
afirmou que o muro da Marechal Floriano faz parte de um terreno de
seu avô. Por isso, a propaganda
continua lá. “Se houver alguma determinação
do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), eu tiro. Mas como o muro é da
família e eu não estou disputando nenhuma eleição,
eu deixei.” Fruet, porém, também concorda que este
tipo de propaganda deveria acabar.
O deputado federal Ratinho Júnior garantiu que todos os seus
muros foram pintados. “A mesma equipe que foi contratada para pintar
os muros ficou encarregada de apagar. Mas pode ter havido uma falha”,
admitiu Ratinho. “Vou verificar.” O suplente de deputado
Alisson Wandscheer (PPS) também disse que todos seus muros foram
pintados. “Pode ter ficado algum de fora, mas todos os que estavam
na nossa relação foram repintados”, disse.
O senador Alvaro Dias (PSDB) contou que
ainda há vários
muros pintados com propaganda sua em Curitiba. “Isso é de
responsabilidade do candidato. Toda vez que recebo uma comunicação,
seja do morador ou do TRE, eu mando apagar.”
O vereador Sérgio Ribeiro (PV) e o deputado federal Ratinho Júnior
foram procurados pela reportagem, mas não foram encontrados. A
assessoria de imprensa da prefeitura de Curitiba informou que não
se manifestaria sobre o assunto, já que os muros com propaganda
de Beto Richa foram pintados antes de ele ser eleito.
Já Valdir Rossoni, presidente estadual do PSDB, partido de Richa,
afirmou não ter conhecimento do fato. “Isso é uma
novidade para mim”, disse. “Não sei qual deve ser
a atitude do partido, mas o melhor é mandar pintar os muros. Não
vamos fugir da nossa responsabilidade”, garantiu.
O secretário geral do PMDB do Paraná, João Arruda
Júnior, também não tinha conhecimento de que ainda
havia muros pintados com propaganda de Roberto Requião. “A
coligação Paraná Forte é a responsável.
A informação que eu tinha era de que todos os muros haviam
sido pintados”, disse. “Vamos tomar providências.” A
assessoria de imprensa do PPS informou que não tem informação
de nenhuma pintura de muro pendente.
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FOLHA DE LONDRINA, 08 de
janeiro de 2008 | Política
'É preciso cortar
na veia', diz Lula
Presidente disse que só conseguirá compensar a perda da CPMF
com a redução de R$ 20 bilhões nos gastos dos três
poderes
Brasília - Em meio às queixas de
parlamentares e juízes
dos tribunais com os cortes de despesas anunciados pelo governo, o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que só conseguirá compensar
a perda da Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira (CPMF) com a redução de R$ 20 bilhões
nos gastos dos três poderes. ''Resolvemos com muita seriedade
e tranqulidade anunciar ao Brasil que temos que cortar na veia outra
vez'', afirmou. ''Temos que cortar os gastos'', completou. ''Isso vale
para o Poder Executivo, o Judiciário e o Legislativo.''
Numa entrevista divulgada ontem pelo programa
de rádio ''Café com
o Presidente'', Lula observou que os banqueiros, por exemplo, não
reclamaram do aumento da Contribuição Social sobre Lucro
Líquido (CSLL) dos bancos, de 9% para 15%, uma das medidas anunciadas
pelo governo. ''Não reclamaram porque os bancos tiveram muito
lucro nesses últimos anos'', avaliou. ''Agora, os bancos estão
ganhando, eles vão poder pagar um pouco mais.''
A Câmara, o Senado e os tribunais de Justiça planejavam
uma farra de obras neste ano, com reformas de gabinetes e construções
de anexo. As medidas anunciadas na semana passada pelo governo para compensar
a perda de R$ 40 bilhões da receita do imposto do cheque não
foram bem recebidas por parlamentares e ministros do Judiciário.
Nas contas de Lula, o aumento da alíquota do Imposto sobre Operações
Financeiras (IOF) e da contribuição dos bancos vão
render ao governo ''por volta'' de R$ 10 bilhões e o corte de
despesas mais R$ 20 bilhões. Ele pretende atingir os R$ 40 bilhões,
receita anual estimada da CPMF, com o crescimento da economia.
O presidente comentou as obras previstas
no Plano de Aceleração
do Crescimento (PAC), como a refinaria de petróleo em Pernambuco,
a ferrovia Norte-Sul e a transposição das águas
do rio São Francisco. Lula também citou o programa de financiamento
de moradia da Caixa Econômica Federal, que já contratou
R$ 17 bilhões. ''O governo está tranqulo com as coisas
que estão acontecendo, porque fizemos sacrifício no primeiro
mandato'', disse. ''Certamente, estaremos sempre muito vigilantes para
que a gente não permita que haja nenhum desvio nas metas que nós
já traçamos para chegar a 2010.''
Lula ressaltou que o governo pretende manter
os programas sociais, mesmo com o suposto rombo no orçamento. Ele ainda destacou as ações
na área do ensino, com a ampliação da rede universitária
e de escolas técnicas. O governo está investindo na construção
de dez novas universidades e 214 escolas de ensino profissionalizante.
À tarde, o presidente recebeu no gabinete do Palácio do
Planalto a rainha e as princesas da Festa da Uva de Caxias do Sul, que
acontece de 21 de fevereiro a 9 de março. Lula, que já participou
de duas edições do evento como presidente, disse pretende
retornar à serra gaúcha na abertura da festa neste ano,
segundo organizadores.
Leonencio Nossa
Agência Estado
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Gazeta do Povo,
8 de Janeiro de 2008
BRASIL | IMPOSTOS
PSDB tenta anular no Senado o aumento do IOF proposto por Lula
Alvaro Dias pede convocação da Comissão
do Congresso, que pode suspender projeto
por KEYSE CALDEIRA E AGÊNCIAS
Curitiba – O
senador paranaense Alvaro Dias (PSDB) apresenta hoje no Senado um decreto
legislativo para anular o decreto do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, que aumentou o Imposto sobre Operações
Financeiras (IOF) no último dia 3. Essa é a primeira ação
da oposição, leia-se PSDB e DEM, contra o pacote fiscal
anunciado pelo governo para compensar a perda de R$ 40 bilhões
com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira (CPMF).
O presidente do Senado, Garibaldi Alves
(PMDB-RN), irá decidir
se convoca a Comissão Representativa do Congresso Nacional. A
Comissão pode colocar em votação o decreto que será apresentado
hoje pela oposição.
“Se o presidente do Senado não convocar a Comissão,
a votação fica para fevereiro. Acredito que ele não
irá convocar porque não quer desagradar ao governo federal
nesse momento”, disse o senador Alvaro Dias à Gazeta do
Povo. Se a decisão ficar para fevereiro, Dias acha que no Senado
será aprovada, mas na Câmara não teria tanta certeza. “Na
Câmara, cerca de 150 deputados serão candidatos a prefeito.
Muitos não querem sofrer desgaste eleitoral.”
A Comissão é composta por
17 deputados e oito senadores e tem o poder de sustar atos normativos
do Poder Executivo.
O líder do DEM no Senado, senador José Agripino Maia (RN),
disse que também quer apresentar um decreto legislativo com teor
semelhante. “O ano começou com o quadro tenso, a corda esticada”,
comenta o senador.
O pacote do governo enterrou de vez qualquer
chance de aprovação
da reforma tributária em 2008, disse Agripino.
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FOLHA
DE LONDRINA, 08 de janeiro de 2008 | Política
DEM entra na
Justiça contra aumento do IOF
O argumento é que há cobrança dupla do imposto; presidente
dos democratas diz que pacote do governo é um desrespeito com o
Congresso
Brasília - O DEM entrou ontem no Supremo
Tribunal Federal (STF) com ação direta de inconstitucionalidade
(Adin) contra as medidas que aumentaram a alíquota do Imposto
sobre Operações
Financeiras (IOF). Num segundo movimento contra o pacote tributário
do governo, o DEM entra hoje com outra ação na Corte
contra o aumento da alíquota da Contribuição Social
sobre Lucro Líquido (CSLL) para o setor financeiro. O presidente
do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), chamou de cínico o ministro
da Fazenda, Guido Mantega, que alegou que o compromisso do governo
de não aumentar impostos era apenas até o dia 31 de
dezembro de 2007.
''O ministro foi completamente cínico e fez uma coisa atrapalhada
e desrespeitosa'', resumiu Maia. ''A nossa intenção é anular
a decisão do governo em relação ao aumento da carga
tributária'', explicou. No dia 2 de janeiro, o governo anunciou
um pacote com o reajuste das alíquotas de impostos para compensar
o fim da cobrança da Contribuição Provisória
sobre Movimentação Financeira (CPMF), derrubada pelo Senado
em dezembro. Para aprovar a Desvinculação das Receitas
da União (DRU), o governo havia se comprometido a não baixar
pacote com aumento de impostos.
No final da tarde de ontem, o presidente
do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), foi ao Supremo e entrou com a Adin
contra o aumento do IOF. O argumento
do democratas é que há cobrança dupla do imposto.
Além disso, alega o partido, a medida do governo feriu o princípio
da isonomia uma vez que a alíquota para empréstimo a pessoa
física dobrou, enquanto a da pessoa jurídica permaneceu
inalterada, em 0,041%.
Hoje, o DEM deverá entrar no Supremo com Adin contra o aumento
da CSLL, a partir de abril, para o setor financeiro. O argumento da oposição é que
essa majoração tem de respeitar o princípio da anualidade,
o qual estabelece que o aumento da contribuição só pode
entrar em vigor no ano seguinte ao de sua implantação.
Ou seja, o aumento do IOF só poderá ocorrer em 2009.
Em 1988, segundo explicou Maia, o Supremo
considerou inconstitucional a criação e a cobrança no mesmo ano da CSLL. Mas,
em 1989, o mesmo tribunal deu aval à contribuição.
Os democratas estão esperançosos que agora o Supremo não
deixe que o aumento da CSLL para os bancos comece a vigorar já este
ano. Rodrigo Maia rebateu os argumento do governo de que apenas os bancos
serão prejudicados com o aumento da CSLL. ''Só na cabeça
do ministro da Fazenda e do presidente Lula é que banqueiros não
assimilam custos de impostos. Ou seja, esses custos serão repassados
ao cidadão'', previu Maia.
O presidente do DEM afirmou ainda que o
pacote do governo é um
''desrespeito'' com o Congresso. Maia lembrou também que o líder
do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), havia dado sua palavra
de que não haveria aumento de impostos para compensar o fim da
CPMF. Além das ações de inconstitucionalidade, o
DEM junto com o PSDB pretende apresentar decreto legislativo para tentar
anular o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que aumentou
o IOF.
Maia anunciou ainda que o partido começará a recolher
assinaturas para criação de Comissão Parlamentar
de Inquérito (CPI) para investigar a revelação feita
pelo ex-ministro da Casa Civil José Dirceu que admitiu que recursos
provenientes de caixa 2 financiaram a construção da sede
do PT, em Porto Alegre. Segundo Maia, a idéia é criar uma
CPI mista, formada por senadores e deputados federais. São necessárias
as assinaturas de 171 deputados e 27 senadores para que a instalação
da CPI.
Eugênia Lopes
Agência Estado
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FOLHA
DE LONDRINA, 08 de janeiro de 2008 | Política
Para Bernardo, STF vai
barrar questionamento
São Paulo - O ministro
do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou ontem que não acredita
que o governo terá problemas
para manter as elevações de tributos anunciadas na
semana passada. Para ele, a atitude da oposição de
questionar as medidas na Justiça faz parte do processo político,
mas ele acha que o questionamento vai terminar barrado no Supremo
Tribunal Federal (STF).
Bernardo afirmou que no caso do IOF está clara a prerrogativa
do Executivo de elevar o imposto e lembrou que o próprio ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso tomou tal decisão. Ele também
disse que não considera que ocorra bitributação
no IOF, como apontado pelo DEM. ''É só uma fórmula
de cálculo. Não é bitributação.''
No caso da CSLL, o ministro destacou
que a apuração
do lucro dos bancos é trimestral e, por isso, não vê chance
de prosperar a tese de que ela só poderá ser cobrada
a partir de 2009. Bernardo reuniu-se ontem com o ministro da Articulação
Política, José Múcio, para consolidar as informações
e organizar a ação do governo ao longo da semana.
Ele informou que na quarta-feira, às 11 horas, ele fará reunião
com o relator do Orçamento, deputado José Pimentel (PT-CE),
e o presidente da Comissão do Orçamento, José Maranhão
(PMDB-PB). Na quinta-feira, os três voltam a se encontrar junto
com Múcio e líderes da base aliada.
Segundo Bernardo, o governo tem, sim,
pressa para aprovar a peça
orçamentária, para dar continuidade aos projetos do PAC
e também para passar um sinal positivo aos agentes econômicos.
Ele também afirmou que é um ''absurdo'' a notícia
de que o governo cortaria emendas parlamentares apenas de partidos
da oposição. Segundo ele, os cortes serão feitos
independentemente de partido.
Fabio Graner
Agência Estado
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FOLHA
DE LONDRINA, 08 de janeiro de 2008 | Política
Aliados avisam que cortes
devem piorar tensão
Brasília - Com o diagnóstico pronto sobre a situação
da base aliada no Congresso depois do anúncio das medidas que buscam
compensar a perda de arrecadação causada pelo fim da CPMF,
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai reunir a coordenação
política na quinta-feira.
A idéia é traçar a estratégia a ser implementada
pelo governo para garantir a execução das medidas e a aprovação
do texto do Orçamento Geral da União. Antes, os assessores
diretos de Lula receberam mensagens dos aliados de que o governo deverá evitar
cortes de emendas parlamentares na tentativa de impedir o acirramento
do clima no Senado e na Câmara.
Ontem os ministros José Múcio Monteiro (Relações
Institucionais) e Paulo Bernardo (Planejamento) receberam do líder
do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), um recado enviado
por vários integrantes da base aliada. A reportagem apurou que
deputados e senadores prevêem deterioração nas relações
com o Congresso caso a equipe econômica resolva cortar emendas
parlamentares de bancada e também individuais.
Apesar de os eventuais cortes terem de
ser discutidos pela Comissão
Mista de Orçamento do Congresso, a possível recomendação
do governo pesará sobre a posição assumida pelos
partidos. Hoje, Múcio deverá fazer uma nova rodada de reuniões
com Bernardo e Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência). Na
quinta-feira, Lula faz a reunião de coordenação.
Segundo interlocutores, Jucá teria dito a Bernardo e Múcio
que o descontentamento da base aliada aumentou também em decorrência
da demora na nomeação de cargos para presidências
e diretorias em várias estatais. Na quarta-feira, o presidente
deve jantar com o comando do PMDB.
Folhapress
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FOLHA
DE LONDRINA, 08 de janeiro de 2008 | Política
Cassação
de deputado pode levar Severino à Câmara
Brasília - O processo de cassação do mandato do deputado
federal Marcos Antônio Ramos da Hora (PRB-PE) por infidelidade partidária
poderá reconduzir o ex-presidente da Câmara dos Deputados
Severino Cavalcanti (PP) à Casa, segundo o Tribunal Superior Eleitoral
(TSE). Em 2005, Cavalcanti renunciou à presidência sob acusação
de cobrar propina do empresário Sebastião Buani, dono de
um restaurante na Câmara.
A petição contra Da Hora foi ajuizada no TSE no último
dia 31. Nela, o suplente de deputado federal Fernando Antônio Rodovalho
(PSC-PE) tenta reaver o cargo de Da Hora, que após ser eleito
pelo PSC teria passado por outras duas legendas em menos de seis meses.
De acordo com o TSE, Cavalcanti é o primeiro suplente da coligação
que elegeu Marcos da Hora. O ministro Cezar Peluso será o relator
do caso. O julgamento poderá esclarecer se o mandato pertence
ao partido ou à coligação.
Elvis Pereira
Agência Estado
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Gazeta do Povo, 8 de Janeiro
de 2008
BRASIL | INSS
Governo suspende empréstimo consignado
a aposentado
São Paulo – O governo suspendeu no último
dia 2 as operações de crédito consignado a aposentados
e pensionistas. A suspensão será mantida até que
o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) consolide todas as mudanças
nas regras das operações. Em dezembro, o INSS ampliou o
prazo máximo de pagamento dos empréstimos com desconto
em folha de pagamento de 36 para 60 meses.
De acordo com a assessoria do Ministério da Previdência
Social, o INSS deve agora mudar o valor da prestação. Atualmente,
os aposentados e pensionistas podem comprometer até 30% do total
do benefício no pagamento dos empréstimos, e o INSS deverá reduzir
esse limite para 20%.
Os empréstimos ficarão suspensos até que o novo
porcentual seja publicado, o que deve ocorrer ainda neste mês.
A mudança no prazo foi estabelecida na Instrução
Normativa N.º 24, publicada no dia 20 de dezembro no Diário
Oficial da União. A taxa de juros aplicada às operações
de empréstimos consignados para aposentados e pensionistas é de
até 2,64% ao mês.
Nos últimos três anos, foram realizados 20,7 milhões
de operações de empréstimo com desconto em folha
por aposentados e pensionistas. De acordo com balanço do Ministério
da Previdência Social, de maio de 2004 até agosto de 2007,
8,4 milhões de pessoas recorreram aos empréstimos e os
recursos liberados totalizaram R$ 27,3 bilhões. Somente em agosto,
o valor de empréstimos foi de R$ 904,1 milhões.
De acordo com a assessoria do Ministério da Previdência,
as operações de empréstimo consignado – com
desconto em folha – a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional
do Seguro Social (INSS) começaram a ser realizadas em maio de
2004.
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| GAZETA DO POVO, 08 de janeiro de 2008 | Cursos
& Palestras |
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Agência
Senado, 8 de Janeiro de 2008
Lúcia Vânia quer incluir na CLT medidas de proteção
ao trabalhador idoso

Projeto de lei da senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) visa incluir
na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) capítulo
com medidas de proteção ao trabalho do idoso. Os dispositivos
reproduzem recomendações da Organização Internacional
do Trabalho (OIT), de 1980, destinadas a reduzir as dificuldades dos trabalhadores
com mais de 60 anos. A proposta da parlamentar reitera ainda determinações
do Estatuto do Idoso (Lei 8.842/94) quanto aos direitos do exercício
de atividade profissional dessa faixa etária, desde que respeitadas
as condições físicas, intelectuais e psíquicas
desse trabalhador.
"
As diferenças de tratamento em relação ao trabalhador
idoso devem servir como forma de proteção e não para
discriminar essa parcela da população", ressalta a senadora
na justificação do projeto. Para Lúcia Vânia,
ainda, o trabalhador idoso deve contar com a proteção do
Estado em relação aos trabalhos penosos, insalubres, perigosos, "ou
que sejam exercidos em ambientes com alta carga de pressão psicológica,
sob pena de serem considerados atos atentatórios aos direitos ao
trabalho e à igualdade do idoso".
De acordo com dispositivos do projeto, há possibilidade, mediante
convenção ou acordo coletivo, de prorrogação
do número de horas trabalhadas em até duas horas diárias,
independentemente de acréscimo salarial, desde que o excesso de
um dia seja compensado pela redução em outro. A jornada de
trabalho dos idosos, determina ainda a proposta, não poderá exceder
a 44 horas semanais ou outro limite inferior legalmente fixado.
Em situações excepcionais ou por motivo de força maior,
e quando o trabalho do idoso for imprescindível ao funcionamento
do estabelecimento, a prorrogação também poderá se
dar até o máximo de 12 horas. Neste caso, a proposta exige
acréscimo salarial de, pelo menos, 50% sobre a hora normal. E ainda,
sempre que o trabalhador idoso tiver seu período de trabalho prorrogado
por quaisquer motivos, deverá observar um descanso de 30 minutos
antes de começar o trabalho extraordinário. Já os
idosos que trabalham sob condições penosas, perigosas ou
insalubres, determina o projeto de Lúcia Vânia, terão
a jornada diária reduzida em 30 minutos, sem prejuízo do
seu salário.
Ainda de acordo com a proposta, não podem ser admitidos idosos para
trabalhos que exijam força muscular superior a 20 quilos em trabalho
contínuo, ou 25 quilos, quando ocasional. Tal determinação
não compreende o trabalhador idoso que utiliza vagonetes sobre trilhos
ou carrinho de mão, bem como outros equipamentos ou máquinas
para a execução do trabalho.
Qualificação
A proposta da senadora Lúcia Vânia também estabelece
que 5% das vagas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
(Senai), do Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat),
bem como do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) serão
reservadas para profissionalização de idosos.
Estabelece ainda o projeto que o empregador deve realizar exames médicos,
bem como de visão, na admissão, semestralmente e na demissão
de trabalhadores com mais de 60 anos. Multa no valor de R$ 300 a R$ 3.000
poderá ser imposta ao infrator de quaisquer dos dispositivos. Na
hipótese de ficar provado emprego de artifício ou simulação
para fraudar a aplicação das medidas propostas, bem como
em caso de reincidência, a multa será aplicada em seu valor
máximo.
O projeto ((PLS 315/07) está em exame na Comissão de Direitos
Humanos e Legislação Participativa (CDH) e, posteriormente,
será encaminhado à Comissão de Assuntos Sociais (CAS),
para votação em decisão terminativa.
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FOLHA DE LONDRINA, 08 de
janeiro de 2008 | Cidades
Acidente deixa operário
paraplégico
Um acidente de trabalho deixou Wesley Aparecido de França, 24 anos,
paraplégico, ontem, em Londrina. Segundo o Corpo de Bombeiros, um
carrinho de aproximadamente 700 quilos caiu sobre ele. O fato ocorreu no
frigorífico Diplomata Agroindustrial (antiga Comaves), localizado
no Parque das Indústrias Leves (Zona Leste), por volta de 12 horas.
O supervisor de Recursos Humanos da empresa,
Maurício Chiesa
Carvalho, disse que o rapaz trabalhava no departamento de produção
e, no momento do acidente, empurrava um carrinho carregado de frangos
congelados. ''Estamos apurando os detalhes e, provavelmente, em sete
dias deveremos saber o motivo do acidente'', afirmou Carvalho, que desconhecia
a gravidade do caso.
França foi encaminhado ao Hospital Evangélico (HE), onde
realizou uma série de exames durante o dia. Conforme a assessoria
de imprensa do hospital, até o final da tarde, nenhum funcionário
do Diplomata ou parente do rapaz acompanhou os procedimentos médicos,
embora residam na cidade. Hoje, ele será submetido a cirurgia
na coluna e, por enquanto, não existe previsão de alta.
Há seis meses, Anderson Spandor, 18 anos, teve o braço
direito arrancado por uma centrífuga de roupas dentro do frigorífico
Diplomata. Sobre este fato, Carvalho atribuiu a responsabilidade à vítima,
que era funcionário terceirizado de uma empresa catarinense. ''Cumprimos
apenas o que diz a lei'', arrematou o supervisor de Recursos Humanos.
Betânia Rodrigues
Reportagem Local
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CONSULTOR JURÍDICO, 08
de janeiro de 2008
Motorista e cobrador
Para PGR, estados não podem legislar
sobre trabalho
Motorista de ônibus pode exercer também e simultaneamente
a função de cobrador. A afirmação é do
procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, em parecer
encaminhado pela inconstitucionalidade da Lei 12.252/06, de São
Paulo, que proíbe os motoristas de veículos destinados ao
transporte público de exercer ao mesmo tempo a atividade de cobrador.
A Ação Direita de Inconstitucionalidade foi proposta pelo
governador do estado de São Paulo, José Serra. O procurador
afirma que a lei viola o inciso XVI do artigo 22 da Constituição
Federal, segundo o qual compete exclusivamente à União
legislar sobre a organização do sistema nacional de emprego
e condições para o exercício de profissões.
“Ao vedar que certa categoria exerça uma específica
atribuição está o estado de São Paulo a pretender
regular determinada profissão. Ocorre, contudo, que pelo nosso
modelo constitucional, as profissões devem receber tratamento
jurídico planificado, uniforme em todo o território nacional”,
afirma o MPF.
O parecer vai ser analisado pela ministra
Carmem Lúcia, relatora
do caso no STF.
ADI 3.960
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Notícias do Tribunal Superior do Trabalho
08/01/2008
Prazos no TST estão suspensos até 31
de janeiro
Em função das férias coletivas dos ministros dos
tribunais superiores, os prazos recursais no Tribunal Superior do Trabalho
estão suspensos até o dia 31 de janeiro e voltam a contar
a partir do início do ano judiciário, dia 1º de fevereiro.
A suspensão, prevista na Súmula nº 262
do TST, baseia-se no artigo 179 do CPC e no artigo 177 do Regimento
Interno do TST.
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08/01/2008
Acordo homologado judicialmente prevalece
sobre convenção
coletiva
A Seção Especializada em Dissídios Individuais
(SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento a embargos
interpostos por um aposentado do Banco do Estado de São Paulo
S. A. – Banespa que pretendia receber reajuste previsto em convenção
coletiva não aplicada aos servidores da ativa. Anteriormente,
a Segunda Turma do TST já havia rejeitado recurso de revista
e embargos declaratórios do aposentado, que insistia na discussão
da complementação de aposentadoria e na não prevalência
de um acordo coletivo homologado nos autos de dissídio coletivo
sobre a convenção coletiva anterior.
Segundo o aposentado, a decisão da Turma violou preceitos legais
e constitucionais. Argumentou que o acordo coletivo de trabalho firmado
pelo banco substituiu, para os empregados em atividade, o reajuste
de 5,5% pela estabilidade no emprego para o período de 2002/2003,
enquanto os aposentados ficaram sem o reajuste, por não se enquadrarem
no requisito da garantia de emprego. Invocou a aplicação
da convenção coletiva, norma mais favorável a
ele.
O relator dos embargos, ministro Aloysio
Corrêa da Veiga, citou
o acórdão da Segunda Turma, no julgamento do recurso
de revista para lembrar que, segundo o Regulamento de Pessoal do Banespa,
a complementação da aposentadoria tinha seu reajuste
vinculado à majoração dos vencimentos da ativa.
Destacou, ainda, que o artigo 620 da CLT dispõe que “as
condições estabelecidas em convenção, quando
mais favoráveis, prevalecerão sobre as estipuladas em
acordo”. No caso, os empregados da ativa não receberam
o reajuste e o abono pretendidos pelo aposentado. “Se a convenção
coletiva não é aplicável aos empregados em atividade,
por força do acordo coletivo homologado judicialmente, também
não será aplicável aos aposentados, que têm
os reajustes salariais atrelados aqueles que se encontram em atividade”,
afirmou o relator.
O ministro Aloysio Veiga destacou que
a jurisprudência do TST
baseia-se no princípio da unicidade das normas coletivas e na
aplicação da teoria do conglobamento, que analisa de
forma global as normas aplicáveis. “Não se interpretam
as cláusulas coletivas de forma isolada, e sim sistemicamente”,
ressaltou. Por unanimidade, a SDI-1 julgou manteve a decisão
da Turma e julgou indevido o pagamento do reajuste de 5,5% ao aposentado
do Banespa. (E-ED-RR-1009-2002-074-15-00.2)
(Mário Correia)
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