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NCST, 8 de maio de 2008
FGTS amplia valor do subsídio para baixa renda em R$ 350 milhões
"A demanda para essa linha tem crescido
bastante e o Conselho está atento às
necessidades da população de baixa renda", explicou
o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi
O Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço aprovou
nesta terça-feira (6) a ampliação em R$ 350 milhões
no valor do recurso destinado ao subsídio de habitação
popular para quem ganha até cinco salários-mínimos.
O valor para subsidiar a compra da casa própria para a população
de baixa renda, que era de R$1,2 bilhão subiu para R$1,55 bilhão. "A
demanda para essa linha tem crescido bastante e o Conselho está atento às
necessidades da população de baixa renda", explicou
o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, que presidiu a reunião.
Para Lupi, outra decisão importante foi o aumento do recursos
destinado à habitação rural. "Nós aumentamos
de 30% para 40% o percentual de recurso destinado a subsídio para
a população rural que ganha até R$ 760". Hoje,
de acordo com a resolução que aprovou o orçamento
do FGTS para este ano, 30% de todo o recurso destinado a subsídio
seria destinado a população nessa faixa de renda. Com a
nova medida do Conselho, 40% desse valor estará reservado para
a habitação rural.
Em 2008 - O Conselho já aprovou este ano a aplicação
de R$17,5 bilhões, sendo R$8,4 bilhões para a área
de habitação, R$4,6 bilhões para saneamento básico
e R$1 bilhão para a área de infra-estrutura urbana, além
de R$1,55 bilhão para subsídio - que é um aporte
de recursos colocado a disposição do tomador de empréstimo
de baixa renda que ganha até cinco salários mínimos,
já que muitos desses tomadores não tem renda suficiente
para alcançar um valor de empréstimo necessário
a compra de imóvel.
O Fundo também destinou R$ 3 bi para habitação pelo
Programa de Arrendamento Residencial (PAR) e R$ 1 bilhão para
o Pró-Cotista, uma linha especíal para o detentor de
conta do FGTS, com juros menores que para o tomador comum, 7,66% mais
TR.
A linha atende quem possui conta vinculada ao Fundo de Garantia por
Tempo de Serviço há mais de 3 anos e financia habitação
com valor de até R$ 350 mil.
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FETRACONSPAR, 8 de maio de 2008
Curitiba/PR
Presidente da FETRACONSPAR se reúne
com advogados trabalhistas O presidente da FETRACONSPAR e Diretor Secretário Regional
da CNTI/PR, GERALDO RAMTHUN, recebeu ontem (07/05) na sede da FETRACONSPAR,
a advogada trabalhista e ex-Deputada Federal, Dra. Clair da Flora
Martins e dois jornalistas membros do PSOL - Partido Socialismo
e Liberdade, onde discutiram diversos assuntos de interesse da
capital paranaense.
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Reunião
com Dra. Clair |
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Na manhã de hoje (08/05), Geraldo Ramthun, reuniu-se com
o advogado trabalhista e vereador por Curitiba, Dr. André Passos
(PT/PR), para tratar de diversos temas, dentre eles as negociações
salariais 2008/2009. |
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Ramthun
e André Passos,
falam sobre a campanha salarial |
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FETRACONSPAR, 8 de maio de 2008
Agenda
FETRACONSPAR participa de reunião
nos hoteleiros O presidente da FETRACONSPAR, Diretor Secretário Regional
da CNTI/PR, e 3º Vice-Presidente da NCST – Nova Central
Sindical de Trabalhadores, GERALDO RAMTHUN, esteve ontem (07/05)
na sede da FETHEPAR – Federação dos Empregados
em Turismo e Hospitalidade do Estado do Paraná, presidida
pelo companheiro WILSON PEREIRA, onde participou de reunião,
com representantes da categoria, para discutirem sobre as diversas
tentativas de divisão do movimento sindical.
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Participaram também da reunião o presidente da Nova
Central Sindical de Trabalhadores do Paraná e FETROPAR, EPITÁCIO
ANTONIO DOS SANTOS, o Secretário Coordenador da CFT/PR – Coordenação
Federativa de Trabalhadores do Paraná e Presidente da FTIA/PR,
ERNANE GARCIA FERREIRA e o Secretário Executiva da CFT/PR,
CARLOS JOSÉ ZIMMER. |
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Na
reunião foram definidas
as medidas a serem adotadas |
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FETRACONSPAR, 8 de maio de 2008
INSS
FETRACONSPAR irá compor o Conselho de Previdência
Social de Curitiba A
FETRACONSPAR – Federação dos Trabalhadores
nas Indústrias da Construção e do Mobiliário
do Estado do Paraná, irá compor o Conselho de Previdência
Social de Curitiba, onde será representada pelo companheiro
ERMÍNIO FERREIRA DE SANT´ANA, Secretário Geral
do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Cerâmica
de Campo Largo, que terá um mandato de 2 anos.
Ele substitui o companheiro Domingos Oliveira Davide, presidente
do SINTRACON CURITIBA, que nos representava no conselho desde 2004.
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Ermínio Ferreira de Sant´Ana |
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Veja portaria |
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GERÊNCIA REGIONAL EM FLORIANÓPOLIS
GERÊNCIA EXECUTIVA EM CURITIBA
PORTARIA Nº 2, DE 7 DE MAIO DE 2008
O
GERENTE EXECUTIVO do INSS em Curitiba/Paraná, no uso
das atribuições que lhe são conferidas pelo
Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto
no- 3.048, de 6 de maio de 1999, na redação dada
pelo Decreto no 5.699, de 13 de fevereiro de 2006, e pela Resolução
no- 1.234 do Conselho Nacional de Previdência Social - CNPS,
de 17 de dezembro de 2003, com as alterações introduzidas
pela Resolução no- 1.252, de 24 de novembro de 2004,
pela Resolução no- 1.259, de 25 de maio de 2005,
e pela Resolução no- 1.273, de 29 de março
de 2006, resolve: Designar
ERMINIO FERREIRA DE SANTANA, CPF 353.330.499-04, da Federação
dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário do Estado do Paraná - FETRACONSPAR,
e Olário Krieger, CPF 521.392.479-49, da Força Sindical,
para as funções de membros titulares; e Aristeu Elias
Ribeiro, CPF 152.866.149-49, da Federação dos Trabalhadores
na Agricultura do Estado do Paraná - FETAEP, e Darci Borges
Saldanha,CPF 234.412.329-68, da Central Única dos Trabalhadores
do Paraná - CUT, para as funções de membros
suplentes, do Conselho de Previdência Social desta Gerência
- Executiva, representando os trabalhadores, com 2 (dois) anos
de mandato a contar da data da publicação desta
Portaria. Designar
Zildo Costa, CPF 071.939.129-68, da Federação
do Comércio do Paraná - FECOMÉRCIO, e Rodrigo
Meister de Almeida, CPF 019.245.849-30, da Federação
da Indústria do Estado do Paraná - FIEP, para as
funções de membros titulares; e Wesley Borges, CPF
999.832.149-20, da Federação da Agricultura do Estado
do Paraná - FAEP, e Iraci Terezinha Bilek Bara, CPF 402.345.849-04,
da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros
dos Estados do Paraná e Santa Catarina - FEPASC, para as
funções de membros suplentes, do Conselho de Previdência
Social desta Gerência-Executiva, representando os empregadores,
com 2 (dois) anos de mandato a contar da data da publicação
desta Portaria. Designar
Leonardo Zicarelli Rodrigues, CPF 033.647.499-73, da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Paraná -
APOSPAR, para a função de membro titular do Conselho
de Previdência Social desta Gerência-Executiva, representando
os aposentados e pensionistas, com 2 (dois) anos de mandato a contar
da data da publicação desta Portaria. FABRÍCIO
MONTEIRO KLEINIBING |
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O GLOBO, 08 de maio de
2008 | Economia
Caixa abre canal para atualização
de endereço do trabalhador no FGTS
Danielle Abreu - Extra
RIO - A Caixa Econômica Federal está oferecendo mais um
canal para atualização de endereço do trabalhador
no cadastro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O
Disque CAIXA, que funciona no número 0800 726 0101, tem como objetivo
propiciar ao trabalhador alterar seus dados sem a necessidade de sair
de casa. E mais: com a atualização dos dados do FGTS, poderá ser
solicitada, também, a alteração de outros dois bancos
de dados s, o do PIS e o do Cartão do Cidadão.
Para alterar os dados pelo telefone,
o trabalhador precisará ter
em mãos somente o número do PIS.
- O atendente, após a localização do nome do trabalhador
no cadastro do FGTS, procede à identificação positiva
mediante a confirmação de alguns dados pessoais, escolhidos
aleatoriamente, registrando no sistema o novo endereço - explica
o superintendente nacional do FGTS, Joaquim Lima.
O novo canal funciona de 7h às 20h,
de segunda a sexta-feira.
Essa nova opção soma-se às já existentes,
como a internet e as agências da CAIXA.
- Com o endereço em dia, o trabalhador recebe bimestralmente,
em sua residência, o extrato do FGTS e pode controlar os depósitos
que estão sendo feitos em sua conta - destaca Joaquim Lima.
A atualização pode ser feita a qualquer momento e não
há cobrança de tarifas.
Atualmente, a Caixa emite e envia para
a residência dos trabalhadores,
mensalmente, mais de 18 milhões de extratos.
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Agência Câmara,
8 de maio de 2008
Indústria considera convenção
da OIT inconstitucional
Laycer Tomaz

Abreu (D): legislação brasileira é melhor, pois garante
medidas compensatórias para o trabalhador.
O integrante do Conselho Temático de Relações do Trabalho
e Desenvolvimento Social da Confederação Nacional da Indústria
(CNI) Osmani Teixeira de Abreu considerou inconstitucional a Convenção
158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que dificulta
as demissões de trabalhadores sem justa causa. Ele citou decisão
do Supremo Tribunal Federal (STF) que proíbe a aplicação,
no Brasil, de acordo internacional que entre em conflito com a Constituição. "Esta
certamente é a razão por que o Itamaraty denunciou [não
acatou] a Convenção 158", disse, na audiência
pública desta quarta-feira.
Na avaliação de Abreu, a legislação brasileira é melhor,
pois garante medidas compensatórias para o trabalhador, como o
pagamento de indenização de 50% do FGTS. "A impossibilidade
de demitir estimula a informalidade e os conflitos nas relações
de trabalho, além de precipitar a automação das
atividades", alertou. "A convenção aumentará o
número de desempregados e diminuirá investimentos. As empresas
perderão competitividade", disse.
O conselheiro da CNI questiona se existe
demissão sem motivos,
já que custa caro dispensar uma pessoa preparada para o trabalho. "Na
hipótese de a empresa estar falindo, não adianta a Convenção
158. O empregado será dispensado", observou. "Não
se reduz o desemprego proibindo as dispensas, mas aumentando a atividade
econômica e estimulando a criação de empregos."
Restrições
Favorável à ratificação da convenção,
o secretário-adjunto de Relações do Trabalho do
Ministério do Trabalho, André Luís Grandizoli, disse
que é necessário impor restrições às
demissões imotivadas, devido às características
do mundo do trabalho no capitalismo e aos problemas derivados do desemprego.
Ele entende que a convenção tenta criar um sistema de referência
para os motivos da demissão, mas não gera estabilidade
no trabalho.
Grandizoli espera que o empregador busque
negociar os conflitos com os trabalhadores, por meio dos sindicatos,
em vez de simplesmente demitir. "O
empregador ficará mais motivado a qualificar o trabalhador",
disse. "A ratificação da convenção vai
trazer aumento da competitividade para as empresas, além de reduzir
seus custos", acrescentou.
De acordo com o chefe da Divisão de Temas Sociais do Ministério
das Relações Exteriores, Sílvio José Albuquerque
e Silva, a convenção está em pleno vigor e já foi
ratificada por 34 países integrantes da OIT. Segundo ele, o direito
ao trabalho é um direito humano e está presente em acordos
internacionais assinados pelo Brasil. Silva afirmou que, se a convenção
for aprovada por 3/5 da Câmara e do Senado - quorum exigido para
emendas constitucionais -, ela ficará equivalente ao texto da
Carta Magna, eliminando assim qualquer questionamento sobre a constitucionalidade
da medida.
Reportagem - Newton Araújo Jr.
Edição - João Pitella Junior
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Gazeta do Povo, 8 de maio
de 2008
Senado
Dilma se diz vítima do dossiê e rebate críticas
ao PAC
Ministra-chefe da Casa Civil aproveita
tentativa do líder dos Democratas
de constrangê-la e desarma a oposição
Brasília - A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse ontem
que “se descobriu vítima” do caso do dossiê de
gastos do governo FHCcom cartões corporativos. Em depoimento à Comissão
de Infra-estrutura do Senado, ela afirmou ainda que o PAC não está fazendo
obras “fictícias ou fantasmagóricas”, como diz
a oposição.
Dados do Siga Brasil (disponíveis no site do Senado), no entanto,
mostram que dos R$ 17,2 bilhões autorizados para o PAC neste ano,
apenas R$ 1,9 bi foi empenhado e R$ 13,7 milhões, pagos.
Sem se referir ao números do Siga Brasil, Dilma disse que o PAC
acabou com a fase de “vôo de galinha” da economia brasileira.
A ministra destacou que, com o PAC, o Brasil atingiu 5,4% de expansão
em 2007, a maior taxa em dez anos.
Quanto aos gastos com cartões corporativos, Dilma afirmou que a
Casa Civil não elaborou um dossiê contra adversários. “Não
há dossiê. O que existe e está à disposição
da CPI são dados sobre os cartões corporativos. Foram vazadas
informações absolutamente privativas da Casa Civil”,
se defendeu.
Um dos momentos mais favoráveis à ministra foi proporcionado
pelo líder do DEM, José Agripino Maia, que acusou Dilma de
estar mentindo, como mentiu sob tortura durante a ditadura militar. Emocionada,
a ministra respondeu que mentiu, sim, porque era impossível dizer
a verdade naquelas condições (sob tortura). “No pau-de
-arara, com o choque elétrico e a morte, não há diálogo”,
disse. O Planalto avaliou que Dilma venceu 1.º round contra a oposição.
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Folha
de São Paulo,
8 de maio de 2008
Revés da oposição
Sem convencer na questão do dossiê, ministra Dilma Rousseff
sai, porém, ganhando em depoimento no Senado
ISTO AQUI não é um jogo, disse o senador Arthur Virgílio
(PSDB-AM), já no fim do depoimento da ministra Dilma Rousseff na
Comissão de Infra-Estrutura do Senado. Não vinha portanto
ao caso, continuou o líder oposicionista, saber quem ganhara e quem
perdera, no esperado confronto entre a titular da Casa Civil e a "banda
de música" de tucanos e demistas.
As considerações de Arthur Virgílio não deixam
de ser reveladoras, mais uma vez, do efeito político que acabam
tendo as convocações de figuras-chave do Executivo ao
palco parlamentar.
A oposição tende a acumular mais derrotas do que vitórias,
seja porque não tem como colocar em debate a quantidade de informações
de que dispõem os membros do governo, seja porque o despreparo estratégico
e a mediocridade vigente na vida legislativa não oferecem maiores
entraves à atuação dos convocados.
Na tarde de ontem, tudo começou com uma péssima idéia
do senador José Agripino (DEM-RN): julgou pertinente trazer à baila
uma entrevista em que a ministra contou ter mentido muito às forças
da repressão.
"
Eu fui barbaramente torturada, senador", respondeu Dilma Rousseff. "Qualquer
pessoa que ousar falar a verdade para os torturadores, entrega os seus
iguais. Eu me orgulho muito de ter mentido na ditadura, senador."
A força emocional e política de uma resposta desse tipo só poderia
marcar negativamente as acirradas disposições de ânimo
com que a oposição iniciava seus questionamentos.
Diferentemente do que aconteceu na primeira entrevista coletiva sobre
o caso do dossiê, a ministra parecia mais segura de sua argumentação
e, diante da quantidade de perguntas específicas que lhe foram dirigidas
sobre o PAC, estava naturalmente pisando em seu próprio terreno.
Resta, como sempre, a infindável questão do vazamento das
informações sobre gastos presidenciais. A ministra continua
inconvincente em sua argumentação. Insiste, como era de prever,
na tese de que foi produzido apenas um "banco de dados".
Outra coisa, entretanto, vazou da Casa Civil: uma lista contendo dados
pretensamente comprometedores a respeito dos gastos pessoais do ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso.
De quem partiu a iniciativa? Num momento em que se acumulavam denúncias
de abusos com cartões corporativos por parte do governo Lula, é mais
do que plausível imaginar que alguém, no Executivo, estivesse
interessado em contra-atacar levantando tudo o que pudesse trazer descrédito
para a administração anterior.
A tardia decisão de chamar a Polícia Federal para investigar
o caso, anteriormente descartada pela ministra, agora funciona como instrumento
para a autodefesa do governo. Tudo haverá de ser esclarecido: esta
a linha básica da argumentação oficial, quando não
se perde nos embaraços da semântica. É o que falta
ser feito. Enquanto isso, a ministra ganha pontos, e a oposição
parece até ajudá-la sem querer.
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Folha
de São Paulo,
8 de maio de 2008
Corregedor vê denúncias
graves contra Paulinho
Para Inocêncio Oliveira, deputado ligado à Força Sindical
deu explicações insuficientes sobre caso do BNDES
SIMONE IGLESIAS
MARIA CLARA CABRAL
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O corregedor da Câmara, deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE),
disse ontem que as explicações dadas por Paulo Pereira
da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, "foram insuficientes" e
que espera mais esclarecimentos sobre suposta participação
do deputado em fraudes no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social). Para Inocêncio, as denúncias são "graves" e
precisam ser mais bem explicadas.
"
Acho que os esclarecimentos feitos por ele na tribuna do plenário
foram insuficientes porque foram acusações graves. Como
prova, o que tem nos jornais até agora é pouco, mas acho
que existem mais coisas. Se o procurador [procurador-geral da República
Antonio Fernando de Souza] está acompanhando, é porque
tem alguma coisa grave aí", afirmou. Como corregedor, Inocêncio
arquivou todos os processos que apurou em sua gestão.
Inocêncio disse considerar especialmente grave o telefonema feito
pelo advogado Ricardo Tosto, preso pela Polícia Federal e também
suspeito de envolvimento na fraude do BNDES, a Paulinho duas horas após
deixar a carceragem, na semana passada. "O episódio do telefonema
foi um momento de muita infelicidade", disse.
Na ligação, interceptada pela PF com autorização
judicial, Paulinho disse que iria "mexer os pauzinhos" no Congresso
para convocar o ministro da Justiça, Tarso Genro, e o então
superintendente da PF em São Paulo, Jaber Saadi, para explicar
por que Tosto foi preso.
O corregedor recebeu os autos do processo no fim da manhã de ontem.
A Folha apurou que Inocêncio deverá abrir uma sindicância
para ouvir Paulinho e outras pessoas citadas no relatório
da PF.
O deputado foi notificado no fim da tarde de que a corregedoria está analisando
o processo. Ele tem até quarta-feira para prestar os esclarecimentos
que achar necessários.
Depois de receber a defesa de Paulinho, caberá ao corregedor sugerir
abertura de inquérito administrativo ou sindicância ou então
o arquivamento.
Depois de receber o apoio do PDT na noite de terça, Paulinho voltou às
suas atividades habituais na Câmara. Esteve numa comissão
e participou do plenário. "Estou tranqüilo. Depois da
reunião do partido, fui para casa, joguei baralho até tarde
e hoje [ontem] de manhã levei minha mulher ao aeroporto. Os trabalhadores
sabem quem está por trás disso", afirmou, sem
citar nomes.
Ele tentou agendar uma reunião com Antonio Fernando de Souza,
mas não conseguiu.
O deputado afirmou acreditar que o envolvimento de seu nome nas investigações
não trará prejuízos eleitorais.
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Folha
de São Paulo,
8 de maio de 2008
Deputado diz que valor cobrado é "mensalidade"
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Presidente do PDT de São Paulo, Paulo Pereira da Silva disse que é cobrada "mensalidade" dos
diretórios municipais para manter a estrutura e o funcionamento
do partido. Ele rejeitou que seja um pagamento exigido a filiados para
permanecerem em postos de comando no PDT.
Reportagem de ontem da Folha mostrou que ex-dirigentes dizem que o
PDT cobrou para oferecer legenda. O deputado estadual Geraldo Vinholi
(PDT)
disse que os cargos vêm sendo negociados em troca de pagamentos
a pessoas ligadas a Paulinho.
A cobrança seria feita por Cristóvão da Silveira e
por José Gaspar, vice-presidente estadual. Quem não paga,
diz Vinholi, tem de sair do cargo.
"É
conversa fiada. O que acontece é que o diretório municipal
não pagou a mensalidade e mandamos comunicado várias vezes",
disse Paulinho, sobre a cobrança de R$ 72 mil feita por Silveira
ao diretório de Araraquara.
Paulinho afirmou que a cobrança está prevista no estatuto
do partido e disse que cada cidade paga um valor mensal, cujo cálculo
tem como base o número de habitantes. "Tudo dentro do PDT
tem mensalidade. Todos os partidos cobram."
Por meio de nota, a Executiva estadual disse que tem enviado aos diretórios
pedido de pagamento e que essas contribuições constam da
prestação de contas encaminhada anualmente ao TSE.
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O ESTADO DO PARANÁ, 08
de maio de 2008 | Política
Juiz dá sentença
favorável a 5 deputados acusados de nepotismo
Elizabete Castro
O juiz Rosselini Carneiro, da 2.ª Vara da Fazenda Pública,
negou liminar à ação movida pelo Ministério
Público Estadual que pedia a demissão dos parentes
contratados nos gabinetes do presidente da Assembléia Legislativa,
Nelson Justus (DEM), e de mais quatro deputados: Luiz Claudio Romanelli
(PMDB), Nereu Moura (PMDB), Fernando Carli Filho (PSB) e Felipe Lucas
(PPS). Os cinco foram denunciados por prática de nepotismo
em ação civil pública declaratória
de nulidade de ato administrativo.
Os deputados foram citados pelo juiz
no processo, mas dispensados da exoneração imediata de seus familiares, como pretendia
o MP. A medida somente será analisada no mérito da ação,
ou seja, no seu julgamento final. No despacho, o juiz negou a concessão
de tutela antecipada, apontando a necessidade de ouvir as partes, antes
da decisão. Mas sua principal justificativa foi que há várias
decisões em processos semelhantes em que prevaleceu a tese de
que não existe lei específica proibindo a contratação
de parentes até terceiro grau para os cargos em comissão
no Executivo.
É o mesmo entendimento que o Tribunal de Justiça tem
adotado no julgamento das ações movidas pelo MP, que
resultaram na proibição da contratação
de parentes de até terceiro grau de agentes públicos
para cargos comissionados nos poderes Executivo e Legislativo, em várias
cidades do Estado. Sob esse fundamento, o TJ tem reformado as decisões
de juizes de primeira instância que acolhem as ações
do MP. De acordo com o despacho, diante dos precedentes, a concessão
da liminar poderia significar “ingerência do Judiciário
na esfera do Poder Legislativo”, comprometendo o princípio
da separação dos Poderes.
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Folha
de São Paulo,
8 de maio de 2008
Aluno do Senai custa quase um universitário
Cada hora de aula gratuita do Sistema S custou
R$ 13 contra R$ 12 das universidades federais e R$ 5 em escolas técnicas
do governo
| Senai questiona metodologia utilizada na comparação; ministério
da Educação propõe mudança no sistema e na
distribuição dos recursos ANTÔNIO GOIS
DA SUCURSAL DO RIO
Um aluno que estuda gratuitamente no Senai
(Sistema Nacional de Aprendizagem Industrial) custa, por hora de aula
efetivamente
recebida, algo próximo
de um estudante de universidade federal e mais do que o dos Cefets (Centro
Federal de Educação Tecnológica).
A conta é feita a partir do relatório do Senai, que informa,
para 2007, o valor que foi arrecadado da contribuição obrigatória
sobre a folha de pagamento das empresas, o número de matrículas
gratuitas e pagas e o total de horas de aulas efetivamente dadas em cada
curso.
O MEC fez as mesmas contas a partir do relatório do Senai. A equipe
técnica do Ministério da Educação chegou às
mesmas conclusões: levando em conta a carga horária, o
custo de formação de um aluno gratuitamente no Senai se
equivale ao de um universitário da rede federal.
O Senai é um dos principais braços do Sistema S (conjunto
de instituições da área de formação
profissional). As entidades desse sistema e o MEC estão em conflito
por causa da proposta do governo de criar regras mais rígidas
para distribuição dos recursos arrecadados por meio da
contribuição obrigatória de 2,5% da folha de pagamento
das empresas.
Para o ministério, o sistema, gerido pelas entidades patronais, é caro,
elitista e pouco transparente. Para as entidades, a proposta do governo é intervencionista,
mexe numa estrutura de formação profissional de reconhecida
qualidade e que atende prioritariamente à demanda de empresas
por mão-de-obra qualificada.
Segundo seu site e o relatório da instituição, em
2007, o Senai arrecadou R$ 1,46 bilhão das empresas e teve 2,2
milhões de matrículas -51% (1,1 milhão de matrículas)
eram gratuitas.
Se forem considerados só 1,1 milhão de matrículas
gratuitas e o valor arrecadado de contribuição das empresas
(R$ 1,46 bilhão), cada matrícula representou um gasto de
R$ 1.315. Considerando todas os 2,2 milhões de matrículas,
R$ 670.
Esses valores médios não seriam considerados altos se comparados
com os do ensino público, mas, como diz a própria instituição,
a maioria das matrículas, principalmente as gratuitas, foi registrada
em cursos de mais curta duração.
O relatório do Senai também registra o número de
horas de aulas efetivamente dadas por aluno. Em todos os cursos -desde
os de maior duração aos de curta carga horária-,
os alunos tiveram, em média, 85 horas de aula. Levando em conta
o gasto por estudante matriculado e o tempo médio em que ele ficou
em sala de aula, os valores do Senai se aproximam ao de universidades
federais -se forem considerados só os estudantes que estudam gratuitamente-
e superam o de um aluno de nível técnico no Cefet.
Segundo o MEC, o gasto médio de um universitário da rede
federal é de R$ 9.400. Como a maioria dos cursos tem carga horária
de 800 horas por ano, cada hora de aula custou aproximadamente R$ 12
por aluno.
Nos Cefets, o gasto médio é de R$ 3.700 por ano para uma
carga horária mínima (muitos cursos a superam) também
de 800 horas anuais, o que significa um custo por hora de aula de R$
5 por aluno. Já o aluno do Senai custou, por ano, R$ 1.315 (considerando
só as matrículas gratuitas) ou R$ 670 (considerando todas
as matrículas).
No entanto, como a carga horária média (de 85 horas) de
aulas efetivamente dadas é menor do que as 800 horas anuais de
um curso universitário ou técnico, o gasto médio
por hora no Senai fica em R$ 13 (considerando apenas as matrículas
gratuitas) ou em R$ 8 (considerando o total de matrículas).
No primeiro caso, é um valor ligeiramente superior ao de um universitário
federal. No segundo, é maior que o de um aluno da rede técnica
federal.
"Não faz sentido a formação de um aluno do Senai
custar mais do que a de um universitário. Estamos formando em
cursos de curta duração ao custo de um engenheiro em universidade
federal", diz o ministro da Educação, Fernando Haddad.
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Folha
de São Paulo,
8 de maio de 2008
Outro lado
Senai contesta dados usados
para comparação
DA SUCURSAL DO RIO
A diretora de Operações do Senai Nacional, Regina Torres,
discorda da metodologia de cálculo do custo do aluno do
sistema por hora de aula.
Segundo ela, é preciso considerar, primeiro, que os cursos
não começam todos ao mesmo tempo e no início
do ano, já que o calendário escolar permite que os
cursos possam ter início ao longo do ano, ou seja, um curso
pode começar em setembro de um ano e terminar em março
do ano seguinte, e somente parte de sua carga horária
entraria na conta das horas de aula efetivamente dadas.
"
Além disso, para o cálculo do total de alunos-hora
de cada curso, são deduzidas faltas e evasões. Cada
curso tem uma carga horária padrão prevista. Uma carga
horária média de todos os cursos deve ser calculada
sobre essa carga padrão [sem dedução de
faltas]."
Ela afirma que é inadequado o cálculo da carga média
por curso dividindo-se o total de horas pelo total de matrículas,
já que, para a apuração de horas/aula, são
consideradas só as efetivamente dadas no período.
Ainda segundo a entidade, é preciso considerar que há uma
grande diversidade de cursos com objetivos, currículos e clientelas
distintos. Há, por exemplo, desde cursos técnicos com
duração de 1.200 horas a cursos de aperfeiçoamento
com carga entre 40 e 80 horas.
Torres diz também que a receita de contribuição
no valor de R$ 1,46 bilhão é destinada tanto para a
educação profissional quanto para serviços técnicos
e tecnológicos. "Dos recursos destinados à educação
profissional, o Senai aplicou diretamente em ações
educacionais com gratuidade para os alunos, em 2007, recursos da
ordem de R$ 719 milhões.
Outros R$ 555 milhões, diz, foram para o desenvolvimento de
metodologias educacionais, simuladores, recursos didáticos,
sistema de certificação de pessoas, estratégias
para educação inclusiva, atividades de educação
a distância, além dos investimentos em ambientes pedagógicos
e atividades de aperfeiçoamento dos profissionais de educação. "O
resto das receitas é destinado a serviços técnicos
e tecnológicos, como atividades de desenvolvimento e inovação,
serviços técnicos, assessoria técnica, informação
tecnológica e certificação de processos
e produtos."
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GAZETA DA SERRA, 08 de
maio de 2008
RS: Governo apresenta proposta
de reajuste do piso mínimo regional
A governadora Yeda Crusius participou, no final da manhã desta quarta-feira
(7), na Casa Civil, de reunião com as centrais sindicais na qual
foi apresentada proposta de reajuste do piso mínimo regional, beneficiando
cerca de 1,2 milhão de trabalhadores gaúchos. Pela proposta
do governo do Estado, o reajuste, composto pelo INPC entre abril de 2007
e março de 2008 e pela média do PIB gaúcho nos últimos
dois anos, será de 10,62%.
"
Acredito que é uma proposta inovadora, que combina com o momento
atual tanto do Rio Grande do Sul como do Brasil", afirmou a governadora,
em referência ao crescimento econômico que vem sendo registrado
no Estado e no país.
Atualmente, os valores das quatro faixas salariais do piso mínimo
regional gaúcho são de R$ 430,23, R$ 440,16, R$ 450,08 e
R$ 468,28, que correspondem a 1.13 do mínimo nacional. Com o reajuste,
o piso do Estado passa a ser 1.5 maior do que o praticado no país.
Por ser uma decisão de governo, conforme enfatizou Yeda Crusius,
a proposta de reajuste será debatida com os secretários de
Estado pela própria governadora, no início da tarde. Durante
a reunião, ficou acertado também que a proposição
será apresentada às entidades empresariais, pelo secretário-chefe
da Casa Civil, Cezar Busatto, à Assembléia Legislativa, pelo
líder do governo, deputado Márcio Biolchi, e aos trabalhadores,
pelos líderes sindicais presentes à reunião. Um
novo encontro ficou marcado para as 16h desta quarta-feira, na Casa
Civil, a
fim de selar o acordo e encaminhar o projeto de lei ainda nesta tarde
para o Legislativo.
Conforme afirmou Busatto, o reajuste do piso regional é de extrema
importância para o governo do Estado, que abrirá um canal
de diálogo permanente com as entidades envolvidas através
da Casa Civil. "Vamos criar um espaço, que poderá ser
na forma de seminário ou fórum, reunindo Executivo, trabalhadores
e empresários para avaliarmos os critérios de negociação
de forma mais contínua e evitar, nos próximos anos, os atrasos
na definição do reajuste", disse o chefe da Casa
Civil.
Os líderes sindicais presentes à reunião, representando
a Central Única de Trabalhadores, da Força Sindical, da Central
de Trabalhadores Brasileiros e da União Gaúcha de Trabalhadores,
elogiaram a atuação do Governo do Estado e do chefe da Casa
Civil durante as rodadas de negociação, iniciadas há cerca
de 40 dias. Além do líder do governo no Legislativo, o gabinete
do deputado Heitor Schuch também esteve representado no encontro.
As informações são
do Governo do Estado
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REPÓRTER DIÁRIO (ABS PAULISTA),
08 de maio de 2008
Ministro proíbe
INSS de recorrer contra beneficiários
Paulo R. Zulino
Por determinação do ministro da Previdência
Social, Luiz Marinho, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
não
vai mais recorrer às Câmaras de Julgamento do Conselho
de Recursos da Previdência Social (CRPS) quando as juntas de
recursos tomarem decisões favoráveis aos beneficiários.
Os artigos 497 e 509 da Instrução Normativa nº 27
- que substitui a IN 20 -, publicada na última sexta-feira,
têm uma nova redação que beneficia os segurados,
na medida em que, se a junta já concedeu, não cabe ao
INSS questionar. No novo texto, foi retirado do INSS o poder de recorrer às
Câmaras de Julgamento, caso discordasse das decisões das
Juntas. (AE)
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BOM DIA/ BAURU, 08 de maio
de 2008
Corte de auxílio-doença
revolta trabalhadores
INSS enfrenta processos por causa de altas
que interrompem benefício
Agência
BOM DIA
A promotora de vendas Lígia Aparecida Cabana, 48 anos, e o pedreiro
Aparecido Borges, 57, receberam o auxílio-doença do INSS
(Instituto Nacional do Seguro Social) por quase um ano e por três
anos e meio, respectivamente. O auxílio é concedido a contribuintes
considerados, pela perícia médica do INSS, inaptos para
o trabalho.
Em agosto de 2007, Lígia teve seu benefício cortado. “De
repente, o médico do INSS me deu alta”, afirma.
Aparecido recebeu alta do médico perito do INSS em março,
e perdeu o benefício. “Nenhum exame foi feito durante a
perícia”, ele alega.
Correm hoje, na Justiça Federal em Bauru, 1.139 processos contra
o INSS relacionados ao auxílio-doença.
Lígia tem um hemangioma na coluna, espécie de tumor causado
por inflamação dos vasos sanguíneos.
Segundo ela, o problema, que já existia, se agravou quando caiu
de um ônibus em uma viagem de trabalho. Os exames médicos
confirmam que a doença existe. “Sinto muita dor nas costas
e dormência nas mãos. Meu médico particular disse
que não posso trabalhar. O médico da empresa onde eu estava
não me dá alta para voltar ao trabalho e, do outro lado,
o INSS diz que eu estou boa”.
Pai de três filhos menores, Aparecido tem uma série de
doenças “crônicas degenerativas” também
na coluna, segundo os laudos dos médicos do SUS (Sistema Único
de Saúde) que fizeram os exames. “Sou pedreiro e me proibiram
de fazer força.”
Lígia diz precisar do auxílio enquanto faz os tratamentos.
Ela acredita que, se for demitida da empresa onde trabalhava, não
conseguirá outro emprego.
“Como o INSS também não considerou que meu problema
se agravou com o tombo, o que seria um acidente durante o trabalho, não
terei estabilidade na empresa”. Já Aparecido espera conseguir
se aposentar por invalidez. “Minha doença é degenerativa
e não tem tratamento. Agora mesmo estou totalmente sem renda”,
lamenta-se.
Mão calejada ‘denuncia’ atividade
Segundo Marina Fernandes Radaic, chefe-médica da Seção
de Gerenciamento de Benefícios por Incapacidade do INSS, o auxílio
deve durar apenas enquanto a doença estiver em sua fase aguda. “É para
a pessoa se afastar, melhorar e voltar ao trabalho”.
“Não somos ortopedistas ou cardiologistas. Somos peritos”,
afirma. Segundo Marina, essa é a razão de os médicos
do INSS não realizarem exames. “Apenas nos baseamos nos
exames que o requerente traz do seu médico”, diz. Marina
diz que o perito leva em conta, durante a avaliação, o
tipo de atividade exercida e o tempo em que o segurado trabalhou já estando
doente.
O INSS concede o auxílio-doença previdenciário,
o acidentário – quando a empresa continua arrecadando – e
a aposentadoria por incapacidade. “No caso de Aparecido, a perícia
avaliou que estava trabalhando em alguma coisa porque tinha a mão
calejada e manchas de tinta na pele. Por isso o benefício foi
cortado”.
Segundo Marina, é comum empresas “empurrarem a responsabilidade” sobre
o trabalhador para o INSS. “No caso de Lígia, a empresa
em que trabalhava deveria acatar essa decisão e mantê-la
na mesma função com limitações.”
Convênio
garante questionamento judicial
Aparecido Borges decidiu recorrer à Justiça contra a perícia
do INSS. O advogado William Marciolli é o responsável pelo
caso, através de um convênio entre a OAB e a Justiça
Federal, sem custos para Aparecido.
“Tenho muitos casos como esse em que vários médicos
do SUS atestam estado crítico de saúde e um perito do INSS
avalia que o segurado está apto a trabalhar”.
Muitos dos segurados que recorrem à Justiça Federal têm
seu benefício restabelecido. “Para Aparecido, estamos pedindo
aposentadoria por invalidez”, diz.
Há sentenças em que o juiz refere-se ao procedimento como “alta
programada”. Nas próprias cartas do INSS que concedem o
benefício, consta a data em que o mesmo expira, o que alguns juízes
consideram ilegal.
Segundo William, em grande parte dos casos,
os doentes nem mesmo sabem quem foi o médico que os atendeu durante a perícia.
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VERMELHO, 08 de maio de
2008 | Movimentos
MG: sindicato ganha na
Justiça indenização de R$ 2 milhões
O
juiz da 28ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, Vicente de Paula
Maciel Júnior, julgou na segunda-feira (5) a ação
trabalhista movida pelo Sindieletro (Sindicato dos Trabalhadores na
Indústria de Energia Hidroelétrica de Belo Horizonte,
Santa Bárbara e Itabirito) com pedido de indenização
por danos morais coletivos pelos atos ilícitos da Cemig (Companhia
Energética de Minas Gerais ). O juiz acatou os pedidos da ação
e determinou que a empresa pague uma indenização de R$
2 milhões ao sindicato.
A ação do Sindieletro denunciou uma enquete eletrônica,
realizada pela Cemig, com os trabalhadores que forçava a aprovação
do Acordo Coletivo de Trabalho 2007/2008 proposto pela empresa.
Essa é mais uma vitória do sindicato em relação à consulta
eletrônica. A primeira ocorreu no final do ano passado, quando
o juiz Vicente de Paula Maciel Júnior acatou a ação
cautelar trabalhista e decidiu suspender a enquete da Cemig.
Nova vitória sobre a consulta eletrônica foi confirmada
pelo Tribunal Regional do Trabalho nesta quarta. O TRT (Tribunal Regional
do trabalho) confirmou a decisão de primeira instância
quanto à suspensão da enquete.
Para a Justiça, a enquete foi
fato grave que agrediu a imagem do Sindieletro.
"Restou comprovado que os reclamadas (Cemig, Cemig D e Cemig
GT) praticaram conduta ilícita, anti-sindical, no intuito de
enfraquecer a representatividade do sindicato perante seus associados,
bem como esvaziar a atuação do mesmo através de
consulta direta aos empregados, ato para o qual as reclamadas não
possuíam legitimação. O fato é grave e
merece ser repudiado porque agride a imagem da entidade sindical no
exercício de sua função constitucionalmente delegada",
declarou o juiz Vicente de Paula.
A Cemig pode da decisão ao TRT, mas para os trabalhaodes, a
decisão já representa uma grande vitória não
só para a categoria, mas para todo o movimento sindical.
Segundo o advogado do Sindieletro, Flávio Roesberg, "a
sentença concretiza e ratifica, mediante apreciação
do Poder Judiciário, o entendimento do Sindicato sobre as reiteradas
práticas anti-sindicais, cujo efeito é evidente na medida
que servirá de precedente pedagógico-punitivo para coibir
futuros atos da Cemig e outras empresas que visem lesar os direitos
dos trabalhadores."
Para o coordenador-geral do Sindieletro,
Wilian Vagner, é mais
uma sentença que reforça o que a direção
do Sindicato vem alertando sobre as práticas anti-sindicais,
que é ilegal, imoral e inadmissível a interferência
da empresa na organização dos trabalhadores.
"Na última campanha de renovação do Acordo
Coletivo, a Cemig e o Comitê de Negociação adotaram
a postura de que os fins justificam os meios, rompendo a barreira do
respeito mútuo que deveria ocorrer na relação
com os trabalhadores. Ou seja, a empresa tentou impor suas vontades
sem respeito algum às decisões dos eletricitários,
agora estão pagando caro por isso", destaca.
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PARANÁSHOP,
08 de maio de 2008 |
Notas & Informações
Primeiro
emprego: meios alternativos para o mercado de trabalho
Redação,
com colaboradores
A principal preocupação do jovem que hoje busca o primeiro emprego
concentra-se em um único e importante ponto: a experiência. Cada
vez mais, as empresas discriminam os jovens por não terem algo complementar
no currículo. Mas, como conseguir um primeiro emprego se a oportunidade
não existe?
Em 2003 foi criado pelo governo, um
programa de incentivo financeiro às
empresas chamado Primeiro Emprego. O projeto tinha a finalidade de
aumentar a quantidade de jovens com idades de 16 a 24 anos no mercado
de trabalho. O que parecia ser uma solução tornou-se
um fracasso e, após quatro anos sucessivos sem retorno, o programa
foi extinto.
O que muitos destes jovens não sabem, é que um possível
sonho das épocas de criança pode se tornar uma grande
oportunidade. O mundo das passarelas e da televisão são
meios alternativos em que nenhum tipo de bagagem inicial é requisitada.
Neste meio, a descoberta de novos talentos
se dá devido aos
grandiosos eventos organizados pelas empresas de scouting. Um exemplo é o
projeto Top Model Brasil, o qual já revelou centenas de "new
faces".
Este projeto, iniciativa da D`Look Models
Management (a maior empresa de scouting do país) está hoje na sua sétima edição
e promove e incentiva jovens de 7 a 26 anos a ingressar na carreira
artística, televisiva, ou no mundo da moda.
O Top Model Brasil, conhecido como o
berço das estrelas, promove
este ano mais de 40 seleções por vários estados
do país. A pré-seleção Curitibana do evento é gratuita
e ocorre neste dia 18, no Hotel Pestana (Rua Comendador Araújo – 499 – Batel).
Para participar basta comparecer no dia
do evento com uma foto de rosto e preencher a ficha de inscrição no local. O evento
tem início às 15h para jovens de 7 a 15 anos e às
17h para os jovens com idades entre 16 e 26 anos. Os menores de 18
anos devem estar acompanhados pelos pais ou responsáveis.
Serviço: Projeto Top Model Brasil
Contato: (41) 9926-8268
Local: Hotel Pestana
Endereço: R. Comendador Araújo, 499 – Batel – Curitiba,
PR
Data: 18 de maio de 2008
Horário: 15h de 07 a 15 anos
e 17h de 16 a 26 anos
Site: www.projetotopmodel.com.br
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Agência Câmara,
8 de maio de 2008
Relator sinaliza ser contra o fim da
demissão
imotivada
Diógenis Santos

Delgado: legislação trabalhista brasileira é muito
mais moderna do que a Convenção 158 da OIT.
O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) sinalizou nesta quarta-feira que
será contrário à ratificação, pelo Congresso
Nacional, da Convenção 158 da Organização Internacional
do Trabalho (OIT), que dificulta a demissão sem justa causa e exige
negociação com os sindicatos nos casos de conflitos trabalhistas.
Delgado é o relator da mensagem do Executivo que pede a ratificação
do texto da OIT. Até o final deste mês, ele deverá apresentar
o seu relatório à Comissão de Relações
Exteriores e de Defesa Nacional, que promoveu a audiência pública
sobre o tema. Os participantes do debate divergiram sobre a convenção.
Ao ser questionado se já teria se decidido contrariamente à ratificação,
Júlio Delgado citou o deputado Roberto Santiago (PV-SP), que também
participou da audiência. "O deputado Santiago disse que a
existência de legislações mais modernas em alguns
países prova claramente a desnecessidade da convenção",
ressaltou. "Se considerarmos que a Constituição de
1988 não ratificou a convenção, que é de
1982, isso demonstra claramente que a legislação trabalhista
brasileira é muito mais moderna do que a convenção",
disse.
Mobilização
Favorável à aprovação da convenção,
o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva
(PDT-SP), informou que as centrais sindicais vão mobilizar os
trabalhadores para que o Congresso ratifique a medida. "No próximo
dia 28, haverá mobilização para aprovação
desse e de outros interesses trabalhistas, como a redução
da jornada e a desoneração do trabalho", disse. "Sugiro
aos empresários que evitemos, por meio de um entendimento, uma
grande batalha no Congresso e nas ruas", acrescentou.
Segundo ele, as demissões sem motivação baixam
a massa salarial, pois os trabalhadores geralmente são demitidos
para serem substituídos por outros que ganham menos.
Resultados
O autor do requerimento para a realização da audiência,
deputado Walter Ihoshi (DEM-SP), questionou os resultados obtidos pelos
países que ratificaram a Convenção 158. "Será que
não está na hora de discutirmos uma reforma trabalhista,
com a reformulação da Consolidação das Leis
do Trabalho (CLT), em vez de ratificarmos essa convenção?" questionou.
De acordo com o deputado Carlos Zarattini
(PT-SP), que é favorável à ratificação, "existe
uma forte rotatividade da mão-de-obra que acaba com as conquistas
salariais dos trabalhadores. Para ele, o poder de barganha do trabalhador é anulado
pela demissão sem motivos: "O Brasil tem condições
de reduzir o custo da mão-de-obra com o fim dessa violenta rotatividade."
O deputado Guilherme Campos (DEM-SP) disse
que a adesão a um
tratado internacional não vai resolver os problemas trabalhistas
no Brasil. "A convenção não é uma panacéia.
Ela vem na contramão do que o trabalhador e o Brasil precisam,
principalmente em relação à imensa informalidade
no mercado de trabalho", analisou.
O deputado Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG) avalia que é mais
adequado adaptar a legislação trabalhista às normas
dos países que concorrem com o Brasil no mercado internacional,
como o México, a China e a Índia - que, segundo ele, têm
condições mais vantajosas na concorrência. O deputado
Professor Ruy Pauletti (PSDB-RS) disse que ainda não tem posição
a respeito, e o deputado Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) considerou
necessário aprofundar o debate para que o Congresso tenha uma
posição clara na hora da votação.
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CONSULTOR JURÍDICO, 08
de maio de 2008
Escola do trabalho
Juízes trabalhistas terão
que estudar antes de julgar
por Daniel Roncaglia
Os novos juízes do Trabalho agora serão obrigados a estudar
nas escolas de aperfeiçoamento da classe antes de iniciar seus
julgamentos. A resolução, que disciplina o novo esquema
de formação, foi editada no mês de abril pelo ministro
Carlos Alberto Reis de Paula, diretor da Escola Nacional de Formação
e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat).
Assim que tomarem posse, os juízes substitutos deverão
freqüentar o curso de quatro semanas oferecido pela escola nacional
em Brasília. Ao voltar para seus estados, os novatos ficarão à disposição
da Escola Judicial Regional por um período mínimo de 60
dias, onde terão aulas teóricas e práticas.
O curso estabelecido pela Resolução 1/2008 tem o nome
de Módulo Regional da Formação Inicial dos Magistrados
do Trabalho. Dos 24 Tribunais Regionais do Trabalho, apenas dois ainda
não dispõem de uma escola. Eles terão 120 dias para
se adequarem à resolução.
Além desse período inicial, os novos magistrados terão
que cumprir durante o período de vitaliciamento (dois primeiros
anos) uma carga semestral mínima de 40 horas-aula na escola da
sua região.
Segundo o ministro, antes da resolução os novos juízes
não eram obrigados a freqüentar o curso: tomavam posse e
iam trabalhar. “Os juízes tinham uma dificuldade muito grande
porque o aprendizado acontecia ao longo do tempo”, disse Reis de
Paulo ao site Consultor Jurídico durante o congresso da classe
que aconteceu em Manaus entre os dias 29 de abril e 2 de maio.
Para o ministro, o curso não fará com que os juízes
tenham uma ideologia única sobre a Justiça do Trabalho. “Isso é muito
difícil, cada juiz sempre vai pensar da sua maneira”, afirma.
Apesar do curso, ele lembra que um fator fundamental para os juízes
do Trabalho — a realidade social da região onde atua — só será apreendido
ao longo do tempo.
As escolas regionais permanecem com a independência de definirem
o quadro de disciplinas, o projeto didático e a contratação
dos professores. No entanto, existem diretrizes mínimas para o
curso. Segundo a resolução, o objetivo do curso inicial é proporcionar
uma formação tecnicamente adequada e eticamente humanizada,
voltada para defesa do estado democrático de direito.
Entre outras, os alunos terão aulas de deontologia da Magistratura,
de administração da Vara do Trabalho, de relacionamento
interpessoal, de técnicas de conciliação e de instrução
processual trabalhista.
A formação de magistrados
Em sua palestra no XIV Congresso Nacional
da Magistratura da Justiça
do Trabalho, o ministro Reis de Paula também falou da importância
da Enamat, criada durante a Reforma do Judiciário de 2004. “O
magistrado precisa ser formado, não há geração
espontânea em relação a ele. Não podemos ter
trato empírico, mas sim científico. O magistrado carece
de aperfeiçoamento”, diz.
Este ano acontece o quinto curso de formação da escola.
Outro feito da Enamat, segundo o ministro, foi a participação
da escola na 1ª Jornada de Direito Material e Processual de Direito
do Trabalho, evento promovido pela Associação Nacional
da Magistratura do Trabalho (Anamatra), onde se delimitaram 79 enunciados
que podem ser seguidos pela classe.
Uma das questões levantadas pelo ministro durante a palestra
foi se há uma ética especial para os juízes. "O
magistrado precisa ter uma ética que lhe é própria.
Essa ética é assentada nos princípios da independência,
da impessoalidade, da moralidade, da conduta e da eficiência",
afirma.
Segundo Reis de Paula, "na nossa atuação de juiz
não podemos ser um ser isolado. O desconhecimento da realidade
significa o início da morte da magistratura. Se estivermos próximos
da realidade, efetivamente podemos transformá-la".
O ministro destacou a necessidade dos juízes de escutarem. "Na
medida em que escutarmos, desenvolveremos nossa capacidade de responder. É diferente
escutar de ouvir. Quantas vezes, em nossa atividade, recebemos os embargos
declaratórios e não os lemos, não escutamos o que
o outro tem a dizer?", questionou. Para Reis de Paula "o indispensável é que
o magistrado saiba que é limitado e deve conhecer os seus limites
para superá-los, e dar as mãos aos outros para que eles
auxiliem a superar essas imperfeições".
Resolução 01/2008
Estabelece os parâmetros mínimos para o Módulo Regional
da Formação Inicial dos Magistrados do Trabalho O Diretor
da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento
de Magistrados do Trabalho — ENAMAT, Ministro CARLOS ALBERTO REIS
DE PAULA, no uso de suas atribuições legais e regulamentares
e em cumprimento ao deliberado pelo Conselho Consultivo:
CONSIDERANDO o disposto nos arts. 93, inciso
IV, e 111-A, par. 2º,
inciso I, da Constituição Federal, e o previsto no arts.
2º, incisos II e III, e 5º da Resolução Administrativa
n. 1140/06 e nos arts. 2º, inciso III, 7º, inciso IX, 21 e
25 da Resolução Administrativa n. 1158/06, ambas do Colendo
Tribunal Superior do Trabalho;
CONSIDERANDO as sugestões colhidas no âmbito do Sistema
Integrado de Formação de Magistrados do Trabalho — SIFMT
e apresentadas pelos Tribunais Regionais do Trabalho, pelas Escolas Judiciais,
pela Associação Nacional dos Magistrados da Justiça
do Trabalho — ANAMATRA e pelo Conselho Nacional de Escolas da Magistratura
do Trabalho – CONEMATRA;
RESOLVE editar a seguinte Resolução:
Art. 1º A Formação Inicial dos Magistrados do Trabalho
realiza-se em todo o período de vitaliciamento dos Juízes
do Trabalho Substitutos em Módulo Nacional ministrado pela Escola
Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados
do Trabalho – ENAMAT, na forma das Resoluções Administrativas
n. 1140/06 e n. 1158/06 do Colendo Tribunal Superior do Trabalho, e em
Módulo Regional ministrado pela Escola Judicial da Região
respectiva, na forma da presente Resolução, constituindo
requisito para o vitaliciamento.
Art. 2º O objetivo geral do Módulo Regional da Formação
Inicial é proporcionar ao Juiz do Trabalho uma formação
profissional tecnicamente adequada, eticamente humanizada, voltada para
a defesa dos princípios do Estado Democrático de Direito
e comprometida com a solução justa dos conflitos no âmbito
de sua competência, com ênfase nos conhecimentos teórico-práticos
aprofundados para o exercício da função e sua inserção
na realidade local.
Parágrafo único. Constituem objetivos específicos
principais do Módulo Regional da Formação Inicial:
a) desenvolver postura ética, pró-ativa, crítica,
independente, humanizadora das relações no âmbito
judiciário, garantidora dos princípios do Estado Democrático
de Direito e socialmente comprometida com o exercício da função;
b) apresentar visão integradora e democrática do processo,
como meio de solução justa dos conflitos nas dimensões
jurídica, sociológica, econômica e psicológica;
c) desenvolver habilidades e competências para o Magistrado eficazmente
relacionar-se interpessoalmente, relacionar-se com a sociedade e a mídia,
argumentar juridicamente na posição de terceiro, administrar
a Unidade Judiciária, proferir decisões com suporte nas
mais variadas ferramentas jurídicas (eqüidade, analogia,
princípios, direito comparado, etc.) e promover a conciliação;
d) propiciar a aquisição de saberes de outros ramos do
conhecimento indispensáveis à atividade jurisdicional que
não foram objeto de formação acadêmica jurídica
específica;
e) integrar-se no contexto sócio-cultural, econômico e
político da região do exercício da atividade jurisdicional.
Art. 3º O Módulo Regional de Formação Inicial
terá início, de forma preferencial, imediatamente após
a conclusão do Módulo Nacional na Escola Nacional de Formação
e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho – ENAMAT, ou,
não sendo possível, logo após a posse.
Par. 1º No início do Módulo Regional de Formação
Inicial, os Juízes do Trabalho Substitutos em fase de vitaliciamento
deverão permanecer, no mínimo, 60 dias à disposição
da Escola Judicial Regional respectiva, com integração
de aulas teóricas e práticas tuteladas sob supervisão
da Escola para a progressiva aquisição e aplicação
prática de competências na jurisdição.
Par. 2º Após a conclusão do período previsto
no parágrafo anterior, os Juízes em fase de vitaliciamento
deverão cumprir, no mínimo, carga semestral de 40 horas-aula
e carga anual de 80 horas-aula de atividades de formação
inicial até o vitaliciamento, conjugadas entre aulas teóricas
e práticas tuteladas sob supervisão da Escola Judicial
Regional respectiva, sendo implantado preferentemente regime de alternância
entre as atividades na jurisdição e as atividades formativas
para que as experiências e dificuldades concretas dos Juízes
sejam objeto de acompanhamento e discussão periódica na
Escola Judicial.
Art. 4º O Módulo Regional de Formação Inicial
será composto de: I - bloco de disciplinas básicas, que
envolverá, com adaptação às peculiaridades
de cada Região, os seguintes conteúdos mínimos:
a) deontologia da Magistratura;
b) direitos fundamentais sociais no mundo do trabalho;
c) administração judiciária
de Vara do Trabalho;
d) relacionamento interpessoal (com partes,
Advogados, membros do Ministério
Público, outros Magistrados e Servidores);
e) técnicas de juízo conciliatório
trabalhista;
f) técnicas de instrução
processual trabalhista;
g) efetividade da execução
trabalhista;
h) tecnologias aplicadas na jurisdição
trabalhista;
i) temas contemporâneos de direito; II – bloco de disciplinas
complementares, em número mínimo de cinco, que será definido
por ocasião de cada Módulo pela Escola Regional, com ênfase
em saberes práticos, e que poderá envolver, dentre outros
adaptados às peculiaridades de cada Região, conteúdos
como:
a) linguagem jurídica;
b) elementos do trabalho e da produção na sociedade contemporânea;
c) subjetividade do Juiz (emoção e razão);
d) mecanismos sócio-jurídicos de proteção
da dignidade da pessoa humana;
e) qualidade de vida no meio-ambiente do trabalho;
f) segurança pessoal e familiar;
g) formação profissional
(de Servidores, Magistrados, trabalhadores e empreendedores);
h) inserção administrativo-funcional
no quadro da Magistratura;
i) relacionamento com entidades privadas
afins (entidades sindicais, universidades, associações
comerciais, entidades de defesa de grupos discriminados, etc.);
III – bloco de estágios, que será organizado por
ocasião de cada Módulo pela Escola Regional, com base em
aspectos relevantes observados na prática da jurisdição,
e que envolverá no mínimo, dentre outras atividades adaptadas às
peculiaridades de cada Região:
a) laboratório judicial, com simulação
de atividades profissionais;
b) estágios supervisionados em instituições afins
públicas (como unidades da Receita Federal do Brasil e do Ministério
do Trabalho e Emprego, e ofícios do Ministério Público
do Trabalho) e privadas (como entidades sindicais e empresas), sempre
do âmbito regional ou local de inserção profissional
do Magistrado;
c) integração e troca de experiências
profissionais com outros Magistrados e Servidores;
d) exercício jurisdicional tutelado, em atividades práticas,
para progressiva aquisição de competências sob supervisão
da Escola Regional.
Art. 5º A Escola Judicial Regional deverá desenvolver projeto
didático-pedagógico, preferentemente elaborado com o suporte
de profissional de pedagogia e com a participação do corpo
de Magistrados da Região, que atenda aos seguintes requisitos
mínimos:
I - enfatize a formação profissionalizante
do Magistrado;
II - desenvolva saberes transdisciplinares
(da Filosofia, da Sociologia, da Economia, da Psicologia, dentre outras áreas) que permitam
o eficiente enfrentamento em Juízo dos conflitos inerentes às
complexas e dinâmicas relações sociais contemporâneas;
III - introduza métodos de ensino que assegurem a participação
ativa dos Juízes-Alunos, a interação e a troca de
experiências (como aulas teóricas, práticas tuteladas,
estudos de casos, simulações ou outros eventos), de forma
presencial ou a distância;
IV - disponha de instrumentos de avaliação da Escola Judicial
pelo Juiz-Aluno, de avaliação reflexiva do Juiz-Aluno e
de avaliação do Juiz-Aluno pela Escola Judicial, observando,
no último caso, a freqüência e o aproveitamento e sempre
respeitando a plena liberdade de entendimento e convicção
do Juiz-Aluno como Magistrado em formação.
Art. 6º O corpo docente do Módulo Regional será definido
livremente pela Escola Judicial da Região respectiva, devendo
ser composto de professores-formadores tecnicamente qualificados e de
pluralidade intelectual, preferentemente com experiência profissional,
e oriundos tanto da área jurídica (Magistrados, Advogados
e Procuradores, por exemplo) como de outras áreas afins com o
objeto das disciplinas (Filosofia, Sociologia, Economia, Psicologia,
dentre outras).
Art. 7º Para a execução do Módulo Regional
de Formação Inicial, a Escola Judicial da Região
respectiva poderá, de forma parcial e por razões de eficiência
e conveniência administrativa, celebrar convênio com outras
Escolas de Magistratura Judiciais, Associativas ou Fundacionais, ainda
que de diversa região geoeconômica, e com Instituições
de Ensino Superior reconhecidas na forma da lei, mas sempre com supervisão
direta das atividades e com controle dos instrumentos de avaliação.
Art. 8º Para o cumprimento no disposto na presente Resolução
e o previsto no inciso IX do art. 7º da Resolução
Administrativa n. 1158/06 do Colendo Tribunal Superior do Trabalho, as
Escolas Judiciais das Regiões respectivas deverão, até o
final do mês de fevereiro de cada ano, encaminhar à ENAMAT
relatório circunstanciado das atividades de formação
inicial desenvolvidas no ano anterior relativamente aos Juízes
do Trabalho Substitutos em fase de vitaliciamento, devendo constar a
carga horária cumprida e a natureza das atividades.
Parágrafo único. No prazo de 120 dias a contar da entrada
em vigor desta Resolução, as Escolas Judiciais das Regiões
respectivas deverão encaminhar cópia da regulamentação
dos Módulos Regionais respectivos e relatório circunstanciado
das atividades de formação inicial já desenvolvidas
e em desenvolvimento relativamente aos Juízes do Trabalho Substitutos
que, na data da publicação da presente, encontram-se em
fase de vitaliciamento, inclusive a carga horária cumprida e a
natureza das atividades.
Art. 9º Os casos omissos serão resolvidos pela Direção
da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento
de Magistrados do Trabalho – ENAMAT.
Art. 10. Esta Resolução entrará em vigor na data
de sua publicação.
Brasília-DF, 26 de março
de 2008.
Ministro CARLOS ALBERTO REIS DE PAULA
Diretor da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento
de Magistrados do Trabalho

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| DIÁRIO POPULAR, 08 de maio de 2008 | Estadual | Pág. 11 |
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Pedido de Registro Sindical
O
Secretário de Relações do Trabalho, no
uso de suas atribuições legais, considerando o preenchimento
dos requisitos para a publicação do pedido de registro
sindical, dá ciência do requerido pela(s) entidade(s)
abaixo mencionada(s), ficando aberto o prazo de 30 (trinta dias),
para que os interessados possam se manifestar nos termos da Portaria
Nº 188, de 05 de julho de 2007 e Portaria 186/2008 publicada
no DOU em 14 de abril de 2008. Processo 46212.015265/2007-01
Entidade "Sindicato do Comércio Varejista, Atacadista,
e Armazenador de Telêmaco Borba, Ortigueira, Curiúva,
Tibagi, Imbaú, Ventania, Figueira, Reserva e Sapopema",
SINDICOMÉRCIO - PR
CNPJ 09.125.663/0001-07
Abrangência Intermunicipal
Base Territorial Curiúva, Figueira, Imbaú, Ortigueira,
Reserva, Sapopema, Telêmaco Borba, Tibagi e Ventania - PR
Categoria Comércio Varejista, Atacadista e Armazenador
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SINDICATO DOS TRABALHADORES
DE COOPERATIVAS DO ESTADO DA BAHIA
EDITAL DE CONVOCAÇÃO(*)
Convocamos
os Trabalhadores em Cooperativas, legalmente habilitados, residentes
no Estado da Bahia, para participarem da Assembléia
Geral no dia 09/05/2008, às 09 horas em primeira chamada
e ás 09:30 em segunda chamada, na Av. Antonio Carlos
Magalhães,
nº 1.464, sala 02, bairro do Malhado, Ilhéus/BA,
para se reunirem e
deliberarem sobre a seguinte ordem do dia:
1
- Criação e Fundação
do Sindicato dos Trabalhadores em Cooperativa do Estado da Bahia (SINTRACOOBA);
2 - Discussão e Aprovação do Estatuto Social.
3 - Eleição e Posse da Diretoria Executiva, Conselho
Fiscal e respectivos Suplentes.
Ilhéus, 28 de abril de 2008.
MARCELO CARVALHO LAVINE
Presidente do Sindicato
(*) N. da COEJO: Publicado nesta
data por ter sido omitido na edição
do DOU nº 85, de 6-5-2008, Seção 3.
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