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BADAUÊ/ MARANHÃO, 25 de
agosto de 2008
Salário mínimo
deve ser maior do que aponta LDO
O salário mínimo deve chegar
a R$ 460. No lugar do aumento dos R$ 415 atuais para R$ 453,67 - valor
previsto para 2009 -, o mínimo pode
aumentar um pouco mais e ser arredondado para R$ 460. Segundo líderes
do governo e da oposição na Câmara dos Deputados e no Senado
Federal, é provável que o reajuste no ano que vem seja maior do
que está previsto na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias),
sancionada na sexta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Se o salário de R$ 460 for realmente aprovado, o reajuste em 2009 será de
10,8%. Caso seja mantido o valor de R$ 453,67, estabelecido na LDO, a correção
será de 9,32%. A possibilidade do aumento, acredita a vice-líder
do PSDB no Senado, Marisa Serrano (PSDB-MS), só será consumada
se sobrarem recursos no Orçamento da União no ano que vem. E
as chances disso acontecer, acredita ela, são grandes.
A aprovação está prevista para acontecer até o
dia 20 de dezembro, segundo informou o relator do Orçamento Geral da
União, senador Delcídio Amaral (PT-MS).
De acordo com o deputado Gilmar Machado (PT-MG),
vice-líder do governo
no Congresso Nacional, a liderança governista vai defender o valor do
mínimo em R$ 460 durante a definição do Orçamento
da União para o ano que vem.
O novo valor do piso nacional entrará em vigor em fevereiro de 2009,
com pagamento em março. Para começar a valer, é preciso
que o governo envie um projeto de lei para ser votado pelos deputados e senadores.
Mas, se o tempo ficar apertado para a aprovação da proposta,
o presidente Lula tem a opção de enviar medida provisória
ao Congresso. Este ano, por exemplo, para que o novo salário de R$ 415
fosse pago em abril, conforme acordado com os sindicatos, foi preciso editar
uma MP.
Em janeiro de 2010, o salário mínimo deverá passar para
R$ 492,89, chegando a R$ 539,21 em janeiro de 2011. O salário reajustado
também vale para os 16,9 milhões de aposentados e pensionistas
do INSS que recebem o piso nacional.
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FETRACONSPAR, 25 de agosto de 2008 | Eventos
Araucária
Reunião no SINDIMONT |
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Da esq.: Geraldo
Ramthun (Presidente FETRACONSPAR
e Diretor CNTI/PR), Dr. Sandro Lunardi (Advogado)
e Antonio Lemos
do Prado (Presidente SINDIMONT). |
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O presidente da FETRACONSPAR
e Diretor Secretário Regional
da CNTI – GERALDO RAMTHUN, acompanhado do Secretário
Geral – REINALDIM BARBOZA PEREIRA, estiveram na manhã de
hoje na sede do SINDIMONT – Sindicato dos Trabalhadores nas
Empresas de Montagem, Manutenção e Prestação
de Serviços nas Áreas Industriais do Estado do Paraná,
com o presidente da entidade ANTONIO LEMOS DO PRADO, o Secretário
de Finanças – JOSÉ DORIVAL SIMÕES, e o
Secretário Geral do sindicato – JOSÉ CRUZ, juntamente
com o DR. SANDRO LUNARDI, para cumprir determinação
judicial. |
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BEM PARANÁ, 25 de agosto
de 2008 | Economia
Chance
Eleições municipais criam até 5.900
empregos em Curitiba
No Paraná, números acompanham tendência
nacional
Ana Ehlert, do Jornal do Estado
Jonas Oliveira
Mariana dos Santos, 20: extra com trabalho em campanhaA campanha eleitoral
municipal deve gerar entre 3.600 a 5.900 postos temporários de trabalho, em Curitiba.
A estimativa foi feita com base nas informações prestadas pelos
coordenadores dos partidos com candidato a prefeito, projeção de
contratação entre 2 e 5 trabalhadores por vereador — na sexta-feira,
760 estavam na disputa, conforme dados do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR)—,
além do setor gráfico que, por empresa, deve abrir cerca de 3 postos
no departamento de artes gráficas, segundo o presidente do Sindicato da
Indústria Gráfica no Estado do Paraná (Sigep-PR), Sidney
Paciornik. Em Curitiba e Região Metropolitana, há 420 gráficas
cadastradas junto Sigep-PR.
Na estimativa feita, cerca de 1.200 são de postos temporários
de trabalho junto à indústria gráfica, portanto trabalhos
formais. As demais vagas seriam de postos, sem vínculo empregatício,
por contrato. Conforme o apurado junto aos trabalhadores, a remuneração
mensal oscila entre R$ 200 e R$ 548 para cerca de 8 horas de trabalho, de segunda à sexta-feira,
além das manhãs de sábado, das 8 às 13 horas.
Conforme as informações coletadas
junto aos trabalhadores nas barracas dos candidatos montadas na Boca Maldita,
Centro de Curitiba, os valores
podem ainda ser menores ou maiores, dependendo do trabalho a ser feito e o
tempo.
Stella Maris Guizzi, 31 anos, não quis revelar o valor pago pelo candidato
a vereador Braga Junior (PSC). “Mas eu recebo vale-transporte e alimentação
e trabalho das 10 às 19 horas”, conta.
Desempregada, ela afirma que consegui o trabalho
por indicação
do irmão que já trabalhava na campanha. “Eu comecei ontem
(quinta-feira) e, por enquanto, estou achando que vale a pena, apesar do povo
andar meio cético em relação aos políticos de modo
geral”, diz.
Já a estudante Mariana dos Santos, 20 anos, encontrou uma forma de garantir
um dinheiro extra. Ela conta que antes dividia o tempo com o curso preparatório
para o vestibular e nada mais. “Eu ficava em casa, às vezes estudava
um pouco e ajudava um pouco em casa. Só isso”, diz.
Contratada pelo vereador Elias Vidal (PSDB),
Mariana revelou que receberá cerca
de R$ 650 para cuidar do estande do candidato montado na Boca Maldita. O expediente
dela começa às 9 horas e vai até as 18 horas, durante
a semana. Aos sábados, é das 9 às 13 horas.
Colaboração
Amanda Neimann
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Agência
Diap, 25 de agosto de 2008
FINANCIAMENTO SINDICAL
Nova Central e CTB discordam da proposta
do MTE sobre contribuição
negocial
A Nova Central
Sindical de Trabalhadores (NCST), ao tomar conhecimento do anteprojeto
de lei de contribuição negocial apresentada
pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em reunião
realizada no Ministério, no último dia 21, em defesa de “seus
princípios, apresentou suas considerações e demonstrou
ser contrária ao anteprojeto de lei de contribuição
negocial que o Governo enviará ao Congresso Nacional”, assim
a Nova Central expressa sua divergência.
“A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) reafirma
sua firme oposição à proposta, que carece de segurança
jurídica e pode comprometer, e, em alguns casos inviabilizar,
o financiamento do movimento sindical brasileiro, enfraquecendo a luta
da classe trabalhadora contra a exploração capitalista”.
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Agência
Diap, 25 de agosto de 2008
FUNDO DE GARANTIA
Assuntos Econômicos: alterações
na lei do FGTS em pauta na CAE
A
Comissão de Assuntos Econômicos analisa uma pauta de
14 itens. O projeto de lei do Senado (PLS 273/03), que altera a Lei 8.036,
de 11 de maio de 1990, que dispõe sobre o Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço (FGTS). A matéria é para permitir
ao empregado participar do capital da empresa em que trabalha, utilizando-se
do saldo do fundo.
O projeto é do senador Sérgio Zambiazi (PTB/RS) e o relator
da matéria é o senador Mão Santa (PMDB/PI), cujo
parecer é favorável ao projeto nos termos do substitutivo
que apresenta.
Ainda na pauta da CAE consta o PLS 297/07
do senador Renato Casagrande (PSB/ES), que dá à Agência Nacional de Telecomunicações
(Anatel) competência para arrecadar e aplicar sanções
administrativas no âmbito do Fundo de Universalização
dos Serviços de Telecomunicações (Fust). O voto
do relator, senador Arthur Virgílio (PSDB/AM), é favorável
ao projeto.
O colegiado se reúne, nesta terça-feira (27), na sala
19 da ala Alexandre Costa às 10h.
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Gazeta do Povo, 25 de agosto
de 2008
Comércio
Consumidor ignora juros e mantém
o ritmo das compras
Em geral, população
se preocupa apenas com o valor das parcelas e, por isso, as vendas
continuam em alta
Apesar do aumento da taxa básica de juros, o consumidor não
dá sinais de que vai reduzir o ritmo de compras e, para driblar
o crédito mais caro, está esticando os prazos de pagamento
para que a parcela do financiamento caiba no bolso. De acordo com dados
do Banco Central, o prazo médio de pagamento das operações
de crédito passou de 404 para 468 dias – um alongamento de
dois meses – entre junho de 2007 e junho de 2008. No caso de aquisições
de veículos, a média saiu de 562 para 602 dias; no financiamento
imobiliário passou de 1.798 para 2.501 dias; e no crédito
pessoal, de 432 para 500 dias. Na prática, isso significa que, em
vez de deixar de comprar, o consumidor está optando por prazos mais
longos na aquisição de bens, o que ajuda a manter as vendas
em alta, mesmo com inflação e taxa de juros mais salgadas.
Nos primeiros seis meses do ano, as vendas no comércio cresceram
10,6%, a maior alta semestral desde o início da série histórica
da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
em 2001. A previsão é de que o setor encerre o ano com uma
expansão de 9,5%, resultado bem próximo do alcançado
em 2007 (alta de 9,7%).
Para atrair o consumidor e contornar os juros, o varejo também aposta
em planos mais longos. “Criamos uma opção com mais
parcelas para que o consumidor possa pagar uma prestação
mais baixa”, diz Eduardo Balaroti, diretor de marketing e vendas
da rede de lojas de material de construção Balaroti. A empresa
acaba de lançar um plano de pagamento de 24 vezes com juros de 1,99%
ao mês. A previsão é aumentar as vendas de 6% a 10%
em 2008. Na Casas Bahia, maior rede de eletrônicos e móveis
do país, o prazo de financiamento, em média de oito meses,
subiu para dez meses, segundo informou a assessoria de imprensa da empresa.
Aumentar o número de prestações é uma estratégia
para não precisar elevar o valor das parcelas em função
da alta dos juros e dos preços, embora, ao fim do financiamento,
o cliente vá pagar mais. “O consumidor brasileiro ainda não
faz a conta de quanto vai pagar no fim do prazo. Para ele, o mais importante é ter
uma parcela mais baixa. Ele opta por essa estratégia para fugir
do aumento dos preços e da pressão no orçamento, muitas
vezes já comprometido com outras compras”, afirma Marcio Pauliki,
superintendente da MM Mercado Móveis. A cadeia de lojas de móveis
e eletrodomésticos detectou um aumento do prazo médio
de financiamentos, que passou de nove para doze meses.
Além da pressão dos juros, alguns produtos, como colchões
e eletrodomésticos de linha branca, já estão mais
caros, em função, respectivamente, da pressão dos
custos do petróleo e do aço. Mas esse cenário ainda
não provocou recuo nas compras, de acordo com Pauliki. A empresa
registrou um aumento de 30% nas vendas no primeiro semestre em relação
ao mesmo período do ano passado. Para a segunda metade do ano a
previsão é de um acréscimo de 20%.
Com previsão de crescer 13% em 2008, a Leroy Merlin, que vende material
de construção e de decoração, viu dobrar, nos últimos
meses, o número de financiamentos de longo prazo, principalmente
entre as classes C e D. Atualmente a empresa oferece planos de 10 vezes
sem juros e de 12 a 36 vezes, com taxas variam de 0,99% a 2,99% ao mês.
De acordo com o diretor comercial para a Região Sul, Marcos Lima,
o consumidor dilata o prazo porque já comprometeu a renda com outros
compromissos, como a mão-de-obra na construção.
Porém a elevação da taxa básica Selic, hoje
em 13% ao ano, provoca mudanças na estratégia de algumas
redes . Muitas viram crescer os custos de captação junto
aos bancos e estão reduzindo os prazos para pagamentos sem juros.
No Balaroti, o número de parcelas sem juros caiu de 10 para
5 e na MM, de 10 para 6.
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Gazeta do Povo, 25 de agosto
de 2008
Consumidor
Parcelar em prazos muito longos é mau negócio
À
procura de uma geladeira nova, a dama de companhia Sebastiana Marina dos
Santos, de 42 anos, quer gastar no máximo R$ 100 com a prestação
do eletrodoméstico. “Me preocupo mais em ver se a parcela
vai caber no bolso do que quanto vou pagar no fim do prazo”, admite
ela, que já paga prestações de um jogo de cozinha.
O filho, Christian Marino Dias, de 20 anos, seguiu o exemplo da mãe
e acabou se arrependendo, depois de financiar a compra de um aparelho de
som de R$ 999 com juros. “Dei R$ 300 de entrada e dividi o restante
em 12 parcelas de R$ 101, o que fez com que eu pagasse, no fim do prazo,
R$ 1,5 mil (um aumento, causado pelos juros, de mais de 50%). Nunca mais
faço uma compra como essa”, diz.
A maior parte dos consumidores também começa a sentir os
efeitos da inflação no orçamento. “Agora só compramos
o estritamente necessário e buscamos os planos sem juros”,
diz o casal Célio Marques, de 37 anos, e Cidinéia de Oliveira,
31, que na semana passada estava fazendo um cartão de crédito
para parcelar um aspirador de pó sem juros em uma loja Ponto Frio.
A aposentada Noeli Maria Bonetti, 55 anos, diz que, quando não tem
condições, compra a prazo, mas ultimamente tem procurado
evitar essa estratégia, disposta a fugir dos juros altos. Assim
como Sebastiana, Noeli está juntando dinheiro para comprar uma geladeira
nova. “Os vendedores falam que não tem muito juro. Mas, quando
vamos fazer as contas, é um absurdo: o juro chega a 4%, 5%. Quando
que poupança vai render isso?”, diz. Com uma renda de cerca
de R$ 1,2 mil, ela gasta hoje R$ 300 por mês com prestações
contraídas nos últimos meses, fruto de compras como um sofá novo,
de jóias e sapatos. (CR)
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BEM
PARANÁ, 25 de
agosto de 2008 | Economia
Saúde no trabalho
Superintendência discute ação
para reduzir acidentes
Hoje será realizada a reunião preparatória para o
lançamento do Programa de Boas Práticas e Saúde
no Trabalho
Hoje será realizada a reunião preparatória para o
lançamento do Programa de Boas Práticas e Saúde no
Trabalho, promovido pela Superintendência Regional do Trabalho e
Emprego no Paraná (SRTE/PR), que prevê redução
no número de acidentes de trabalho.
No encontro, será aprovado o regimento do Programa que depois será encaminhado às
entidades sindicais do Paraná. “Elas ficarão responsáveis
por divulgar entre as empresas da região”, afirma o superintendente
do Trabalho e Emprego no Paraná, João Graça.
O lançamento oficial do Boas Práticas de Segurança
e Saúde no Trabalho será no dia 29 de setembro, com o início
do prazo para as inscrições das empresas interessadas. “As
empresas poderão se inscrever no Programa e terão até abril
de 2009 para comprovarem menores índices de ocorrências.
Haverá uma seleção e, em 2010, faremos o reconhecimento
oficial das empresas com os melhores resultados”, afirma a chefe
do Setor de Saúde e Segurança do Trabalho da SRTE/PR, Nancy
Nacarato.
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FOLHA DE LONDRINA, 25 de
agosto de 2008 | Economia
Aposentados começaram
a receber o 13º hoje
São Paulo - Os aposentados e os pensionistas do Instituto Nacional
do Seguro Social (INSS) receberão metade do 13º salário
deste ano com o pagamento dos benefícios referentes ao mês
de agosto. Os segurados que têm os benefícios pagos nos últimos
cinco dias úteis do mês (aqueles que ganham até um
salário mínimo e têm benefícios com finais 1
a 5) receberão a primeira parcela entre hoje e sexta-feira. Os demais
aposentados receberão entre os dias 1º e 5 de setembro. O pagamento
do restante do 13º será feito no final de novembro e no início
de dezembro, com os benefícios referentes a novembro. Sobre essa
parcela, se for o caso, incidirá o desconto do IR.
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FOLHA DE LONDRINA, 25 de
agosto de 2008 | Economia
Jornal é mais confiável
que novas mídias, aponta pesquisa
Entre razões apontadas para a permanência do veículo
na preferência de leitura diária de informação
estão o fato dele apresentar matérias consistentes e esclarecedoras
São
Paulo - Um estudo sobre credibilidade de mídia feito
pelo Grupo CDN, agência de serviços de comunicação
e relações públicas, - que foi realizado este
ano pela terceira vez junto a executivos que ocupam cargos de liderança
em médias e grandes empresas -, mostra que, apesar de a internet
crescer com meio de consulta de informações e notícias,
o jornal permanece como a fonte mais confiável de informação.
Em comparação às edições anteriores,
que tiveram levantamentos feitos em 2003 e 2005, os dados de 2008 confirmam
a forte penetração do meio jornal no universo empresarial,
ainda que haja um avanço da internet na vida dos 600 profissionais
consultados. Mas um ponto a destacar é que os sites consultados
são os que têm uma respeitada marca jornalística,
seja a de um profissional conhecido no meio, seja a de um veículo
de comunicação.
Entre razões apontadas para a permanência do jornal na
preferência de leitura diária de informação
estão o fato dele apresentar matérias consistentes e esclarecedoras,
contar com um corpo de profissionais capacitados e renomados e também
apresentar as noticias como elas ocorrem, sem ser tendencioso nas análises
do noticiário. A credibilidade é o ponto alto e sempre
aparece com vantagem quando comparado aos outros canais de comunicação,
como revistas, televisão, ou rádio.
Há 13 anos a CDN se dedica a estabelecer referências para
o mercado de serviços de comunicação empresarial
sobre auditoria de imagem. Para aprofundar o desenvolvimento dessa tarefa,
a agência criou o Índice de Qualidade e Exposição
na Mídia (IQEM), com a ajuda do economista e professor da Universidade
de São Paulo (USP), Heron do Carmo. A pesquisa de credibilidade
de mídia, que realiza de tempos em tempos, visa justamente coletar
dados para alimentar o seu banco de dados.
''É importante considerar que os executivos consultados são
formadores de opinião e, como tal, têm enorme preocupação
em repassar informações para os públicos que lideram,
assim como trocar com os seus iguais, e o meio jornal é a ferramenta
que usam'', diz Marília.
''A pesquisa mostra que 69% dos consultados
tomam decisões de
mercado tendo como base as notícias que lêem no jornal.
Eles mudam de opinião sobre fornecedores e negócios a partir
do que é publicado. E veja que são executivos que têm
acesso a outras fontes como relatórios de bancos e balanços
anuais'', acrescenta Marília.
Outro ponto fundamental no papel do jornais,
que tem ligação
direta com a credibilidade do veículo é a valorização
do espaço editorial. Ele é quatro vezes maior do que o
espaço ocupado pela propaganda, ainda que sejam anúncios
da empresas concorrentes. Mas a pesquisa revela também que o grau
de credibilidade da publicidade em jornais é alta, já que
75% dos entrevistados afirmaram que a boa propaganda pode influenciar
- para pior ou para melhor - a opinião sobre determinada empresa.
Marili Ribeiro
Agência Estado
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Agência
Diap, 25 de agosto de 2008
PREÇO DA DEMOCRACIA
Perda de arrecadação em
dois anos com propaganda gratuita foi de mais de R$ 700 mi
A
democracia tem preço. Alguém tem que pagar a conta da
propaganda eleitoral gratuita
A Receita Federal deixou de arrecadar
R$ 713 milhões com a exibição
e transmissão dos programas eleitorais gratuitos na televisão
e no rádio, em 2006 e 2007. A perda de arrecadação
deve-se ao fato de que a legislação brasileira garante às
emissoras deduções no imposto de renda para transmitir
os programas de partidos e candidatos, nos anos eleitorais, e as propagandas
institucionais de partidos políticos nos anos não eleitorais.
De acordo com o Decreto 3.786, de 2001,
as emissoras de rádio
e de televisão podem abater, de seu lucro líquido, no imposto
de renda, 80% do valor que seria pago por prováveis anunciantes
nos horários de exibição desses programas. Com isso,
o horário gratuito acaba sendo pago, indiretamente, pela União.
O custo dos benefícios fiscais das eleições deste
ano só será conhecido em 2009, mas nas últimas eleições,
realizadas em 2006, a Receita deixou de arrecadar R$ 470,8 milhões.
No ano passado, quando não houve eleições, mas as
deduções chegaram a R$ 242,2 milhões.
Para o presidente do Instituto Brasileiro
de Pesquisa Social (IBPS), cientista político Geraldo Tadeu Monteiro, o gasto é um
custo necessário para a democracia, já que os eleitores
precisam conhecer as propostas dos candidatos. Ele, no entanto, defende
que os horários eleitorais gratuitos contínuos, em que
todos os partidos mostram suas propostas em um único programa,
deveriam ser reformulados, porque eles não têm a eficácia
esperada.
“Ele é feito de maneira padronizada, em um horário
que todos sabem que vai passar, e que por isso mesmo podem desligar a
TV ou apertar o botão ‘mudo’. Pelas pesquisas que
tenho feito, a maioria das pessoas não assiste e os que assistem
são os que já têm candidato”, disse.
De acordo com o professor, em vez de priorizar
os horários eleitorais
em rede, a Justiça Eleitoral deveria investir mais no modelo de
spots de 30 segundos, que já coexistem com o programa contínuo.
“Os spots trazem mais resultados porque pegam o eleitor entre
um programa e outro”, defende o especialista. (Fonte: Radiobrás)
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FOLHA
DE LONDRINA, 25 de agosto de 2008 | Poilítica
‘Horário eleitoral
gratuito é mal usado no Brasil’
Alex Silva/AE
São Paulo - O horário eleitoral gratuito influencia
- e muito - a opinião do eleitor, mas é uma ferramenta
mal usada, por falta de foco e de compreensão do ponto de
vista do eleitor. Quem avalia é o diretor do Instituto Análise,
Alberto Carlos Almeida, autor de livros como ''A Cabeça do
Brasileiro'' e ''A Cabeça do Eleito'' e ''Por que Lula?'',
além de doutor em ciência política e professor
universitário. ''A exposição é maior
e atinge mais gente. Então ele, de fato, é responsável
por muitas mudanças de voto'', assinala.
Para o especialista em pesquisas e assessoramento
de campanhas, os marqueteiros erram ao apostar no prestígio de personalidades,
como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para alavancar
a popularidade de candidatos ao longo das eleições municipais.
''Tem peso zero'', garante. A seguir, a entrevista que concedeu à reportagem:
Agência Estado - Qual é a importância do horário
eleitoral gratuito no cenário atual?
Alberto Carlos
Almeida - Todos os elementos de comunicação
são importantes. Debates, horário eleitoral gratuito
e a campanha de rua são importantes. Agora, o horário
eleitoral gratuito é mais importante, porque a exposição é maior
e atinge mais gente. Então ele, de fato, é responsável
por muitas mudanças de voto que vão acontecer agora.
Exemplo: existem prefeitos muito bem avaliados cujos candidatos têm
votação fraca. Com o horário eleitoral gratuito,
o eleitor que quer continuidade, que não sabe quem é o
candidato da continuidade, votará no candidato do prefeito.
O horário eleitoral pode tornar popular um político
desconhecido?
Não. Eu tenho isso mapeado. Você não aumenta o
nível de conhecimento durante a campanha. Isso é um grande
achado e ninguém fala isso porque nunca montou esses dados.
Eu não falava isso há um mês atrás, quando
montei os dados. Eu achava que aumentava, mas é errado.
O sr. pode explicar melhor?
O
nível de conhecimento que tem no início da campanha
será o mesmo no fim. O nível de conhecimento aumenta
no decorrer da vida política, depois de 1 ano, 2 anos, depois
que disputa várias eleições, depois que é eleito
deputado e é atuante. É um processo, não um evento
isolado. E a campanha é um evento isolado, parte de um processo
mais longo, de construir imagem de um candidato. O candidato pouco
conhecido pode até ganhar a eleição, mas em circunstâncias
extremadas.
Quais são elas?
Na
maioria das vezes o candidato tem menos votos que o seu nível
de conhecimento. A grande maioria, 90%, têm menos votos que o
nível de conhecimento. Ter mais votos que o nível de
conhecimento só em duas situações extremadas.
Número 1: governo muito bem avaliado e prefeito pede para votar
no candidato dele. O eleitor vota, mesmo não conhecendo bem,
para dar continuidade. Número 2: um governo muito mal avaliado
e o candidato de oposição desconhecido, que cresce e
vence.
Então, de modo geral, o horário eleitoral serve para
avançar entre eleitores que já conhecem o candidato?
Sim,
ou entre quem quer continuidade, ou ainda entre quem quer mudança.
Qual é o peso de grandes figuras nacionais? Vamos citar o caso
do presidente Lula. Ele terá peso em todos os locais em que
apoiar um candidato ou há alguma variável?
Tem
peso zero. O Franklin Delano Roosevelt, presidente dos Estados Unidos
várias vezes, dizia: ''Quando apóio um candidato
sabe quantos votos transfiro? Um voto, o meu.'' Quis dizer que prestígio
você não transfere. Se Lula tiver peso, não consegue
eleger um candidato desconhecido e não consegue eleger um prefeito
muito mal avaliado. Em algum município, Lula vai apoiar um candidato
do PT muito bem avaliado e ele vai vencer. Vencerá porque está muito
bem avaliado, mas todo mundo vai dizer que foi o Lula.
Então é equivocada a estratégia de levar Lula
ao horário eleitoral?
É uma estratégia baseada em uma crença mágica.
Essas estratégias em curso hoje no horário
eleitoral gratuito - uns se dedicando a exclusivamente apresentar
propostas,
enquanto outros partem para o ataque - funcionam?
O horário eleitoral gratuito é mal usado no Brasil,
porque os candidatos querem falar de tudo. Existe uma formulinha equivocada:
um programa sobre saúde, um sobre educação, um
sobre emprego. Isso é um equívoco gigante. O eleitorado
dá peso aos problemas e, quanto mais uma campanha tiver foco,
quanto mais próxima e monotemática for, mais efetiva é.
O horário eleitoral gratuito não é usado assim
no Brasil.
As esquisitices, principalmente
na propaganda dos vereadores, tiram a atenção do eleitor?
Aquilo
ali é estratégia. Já que ninguém
o conhece, ele acha que fazendo esquisitice vai se tornar conhecido,
mas não se torna. O eleitor dá mais atenção
ao principal problema dele. Se quiser reter a atenção
dele, tem de falar do principal problema e de como será resolvido.
Nos EUA, há uma grande participação da internet
nas eleições. No Brasil isso pesará também?
Está só começando,
ainda não
vai disseminar. Mas no futuro vai ter peso.
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Notícias
do Tribunal Superior do Trabalho
25/08/2008
Petrobras é condenada em ação de terceirizados
da área administrativa
Nos contratos de terceirização de mão-de-obra
em que os empregados prestam serviços apenas na área
administrativa da empresa prestadora de serviços, aplica-se
ou não a responsabilidade subsidiária do contratante?
Em processo que suscitou esta questão, a Sexta Turma, em voto
do ministro Horácio Senna Pires, manteve decisão do Tribunal
Regional do Trabalho da 17ª Região (ES) que condenou a
Petrobras a pagar verbas indenizatórias a um grupo de ex-empregados
de uma empresa prestadora de serviços.
Trata-se do caso de três trabalhadores, admitidos pela Dawnstec
Power Ltda. para trabalhar no município de Serra, no Espírito
Santo, em razão de contrato de prestação de serviços
com a Petrobras. Demitidos da empresa e sem receber qualquer indenização,
eles entraram com reclamação trabalhista contra a Dawnstec
reclamando o pagamento dos direitos e apontando a responsabilidade
subsidiária da Petrobras.
Apesar de ter comparecido à audiência, a Dawnstec não
apresentou defesa e, por essa razão, foi condenada à revelia
pelo juiz da 10ª Vara do Trabalho de Vitória, que determinou
o pagamento de aviso prévio, 13º salário, férias,
FGTS e outras verbas indenizatórias. Entretanto, a sentença
rejeitou o pedido de responsabilidade subsidiária, por entender
que os autores da ação trabalhavam em atividades administrativas
da empresa que os contratou e não estavam sob a direção
da Petrobras.
O grupo interpôs então recurso ordinário contestando
a sentença e obtiveram do TRT da 17ª a sua reforma nesse
aspecto, com a condenação da Petrobras ao pagamento dos
créditos trabalhistas. O TRT considerou que, ao contrário
do que decidira o juiz de primeiro grau, o fato de os reclamantes trabalharem
na área operacional ou administrativa da Dawnstec em nada afetaria
a responsabilidade da Petrobras sobre os direitos trabalhistas em questão.
A decisão baseou-se, entre outros fundamentos, no que determina
a Súmula 331 do TST: “O inadimplemento das obrigações
trabalhistas por parte do empregador implica a responsabilidade subsidiária
do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações”.
A Petrobras apelou ao TST, mediante recurso
de revista, no intuito de rever a condenação, e insistiu na tese de que a Súmula
331 não se aplicaria aos casos em que os empregados trabalham
apenas na área administrativa da empresa tomadora de serviços.
O relator da matéria, ministro Horácio Senna Pires, refutou
essas alegações, mantendo, portanto, a decisão
do TRT.
Para o ministro Horácio Pires, apenas o fato de o tomador de
serviços beneficiar-se do trabalho dos empregados da empresa
prestadora de serviços é imprescindível para caracterizar
a responsabilidade subsidiária. E, nessa linha, concluiu, “tratando-se
de empresa prestadora de serviços destinada exclusivamente a
fornecer trabalho ao grupo econômico, este último é responsável
subsidiário pelos débitos trabalhistas da primeira, ainda
que os empregados trabalhassem apenas na área administrativa”.
(RR 1635/2005-010-17-00.1)
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25/08/2008
Empregado acidentado não
consegue pensão vitalícia
Um
empregado do Serviço Social da Indústria – SESI
de Uberlândia, Minas Gerais, que recorreu à Justiça
Trabalhista com a pretensão de receber pensão vitalícia
em decorrência de um acidente de trabalho, que o deixou incapacitado
para as atividades profissionais, teve o pedido negado. O entendimento
adotado Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG)
foi o de que o empregado havia se aposentado por invalidez, e que a
aposentadoria nesta circunstância não é definitiva.
A decisão foi mantida pela Terceira Turma do Tribunal Superior
do Trabalho, que rejeitou recurso de revista do trabalhador.
O acidente ocorreu em 2001, quando o
trabalhador fazia o engate de um “trailer” de uma unidade móvel odontológica
da instituição em uma perua e o veículo caiu sobre
ele. Ao reclamar ajuizar a reclamação trabalhista, informou
que desde que entrou no emprego, em 1984, era obrigado a realizar trabalhos
estranhos às suas atividades, tal como aconteceu no dia do acidente.
A sentença reconheceu o seu direito a horas extras, indenização
por lucros cessantes (diferença entre o valor mensal recebido
a título de aposentadoria e o salário mensal que receberia
se estivesse na ativa) e por danos morais no valor de R$ 30 mil, mas
negou a pensão vitalícia pretendida. O TRT/MG manteve
a sentença e considerou que a condenação imposta
ao SESI era suficiente para a reparação do dano ocorrido.
Ao recorrer ao TST, o trabalhador insistiu
na tese de que teria direito a “uma pensão correspondente à importância
do trabalho, para o qual se inabilitou, ou da depreciação
que sofreu”, e que a rejeição de seu pedido violaria
o artigo 7º, inciso XXVIII, da Constituição Federal
(que trata da indenização por acidente de trabalho).
A ministra Rosa Maria Weber Candiota da Rosa, relatora do recurso do
empregado na Terceira Turma do TST, observou porém que o TRT/MG
não fundamentou sua decisão na norma constitucional apontada
como violada, e sim no caráter provisório da aposentadoria
por invalidez. O Regional não fez qualquer referência
ao fato de ele ter ficado incapacitado permanentemente para o trabalho,
bem como ao grau da incapacitação, como defendido no
recurso (segundo o qual “o empregado está incapacitado
para o trabalho que exercia, limitação que se mostra
definitiva”). Para examinar essa hipótese, seria necessário
recorrer ao conjunto de fatos e provas, o que é vedado pela
jurisprudência do TST. (RR-1450-2003-043-03-00.2)

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