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Agência
Diap, 19 de novembro de 2008
Crise financeira: centrais exigem garantias para classe trabalhadora
Dirigentes das centrais sindicais do País vão encaminhar
ao Governo Federal um documento contendo propostas de preservação
do emprego e outras medidas que possam minimizar os efeitos da crise financeira
internacional sobre a classe trabalhadora. O texto, que será apresentado
aos ministros do Trabalho Emprego, Carlos Lupi, da Fazenda, Guido Mantega,
e ao Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, o
documento é uma iniciativa das seis centrais sindicais - Central
dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Força Sindical, Central Única
dos Trabalhadores, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil, União
Geral dos Trabalhadores e Nova Central Sindical de Trabalhadores.
Além da idéia vincular a liberação de recursos à garantia
de emprego, os dirigentes sindicais estão preocupados com a crise
que, já motiva convocação de férias coletivas
e licenças remuneradas, comece a ocasionar demissões em massa
no inicio do próximo ano.
Entre as propostas feitas pelas centrais sindicais, está o repasse
de recurso público para ampliar a liquidez do sistema bancário
ou crédito aos setores produtivos.
Contrapartida Social
Os representantes dos trabalhadores propõem ainda que os recursos
do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), do Fundo de Amparo
ao Trabalhador (FAT) e dos bancos públicos sejam investidos em habitação
e saneamento. Isso funcionaria como uma contrapartida social ao uso desses
recursos públicos para ajudar as empresas.
O documento traz ainda outras 16 reivindicações que aliviariam
os possíveis impactos da crise no emprego e na renda dos brasileiros.
Os dirigentes também reforçam pedidos já feitos ao
Governo Federal, como a ampliação do número de parcelas
do seguro-desemprego para até dez meses.
Hoje, o seguro é pago em até cinco parcelas. Os dirigentes
devem agendar, ainda esta semana, uma audiência com o ministro do
Trabalho e aguardam também uma data para tratar do assunto com
o presidente Lula. (Com CTB)
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Folha de S.Paulo, 19 de
novembro de 2008
FERNANDO RODRIGUES
As centrais e suas idéias
BRASÍLIA - As centrais sindicais brasileiras enviaram uma
carta a Lula. Fazem sugestões para enfrentar a atual crise
financeira internacional. O documento é útil por dois
motivos. Primeiro, para saber que existem seis centrais sindicais
no Brasil. Segundo, por revelar o grau de desconexão da
realidade por parte dos sindicalistas.
Para economizar papel e tinta, eis apenas as siglas das centrais
sindicais brasileiras: CGTB, CTB, CUT, Força Sindical, NCST
e UGT. A sopa de letras se robusteceu depois de Lula aceitar repassar
parte do imposto sindical a essas organizações. Com
dinheiro estatal, tudo fica mais simples e fácil.
Mas não tão rápido. A crise financeira entrou
em sua fase aguda no início de setembro. Foram necessários
mais de 60 dias para as seis centrais produzirem o seu "documento
unitário", como foi batizado, e enviá-lo a
Lula.
O texto parece obra empoeirada de alguém enroscado numa dobra
do tempo anterior à queda do Muro de Berlim. Os sindicalistas
falam sobre a "imposição dos dogmas do livre mercado" resultando
em um "ambiente propício ao ganho fácil e à especulação
das megacorporações multinacionais". O diagnóstico
saiu na mesma semana em que o Citigroup anunciou o corte de 52
mil empregos neste ano.
Entre as 18 propostas apresentadas pelos sindicalistas, ressurgem
as sombrias sugestões de "criar mecanismos de controle
de fluxo de capital externo e de controle de câmbio" ou
um "programa de substituição de importações
para fortalecer o mercado interno".
A Grande Depressão da década de 30 se aprofundou porque
os países adotaram políticas contra o comércio
internacional. Essa é a receita das centrais: o Brasil
deve se enclausurar e resolver as coisas sozinho. No longo prazo,
o
real seria extinto, estaremos todos comendo rapadura e fazendo
escambo.
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MTE, 13 de novembro
de 2008
Proposta de anteprojeto de terceirização
já está disponível no site do MTE
Minuta do texto pode ser consultada pela
sociedade e as sugestões de alterações no projeto
encaminhadas ao Ministério para análise antes do envio à Casa
Civil. Audiência Pública desta quinta-feira debateu
a questão em Brasília
Foto: Renato Alves

ANTEPROJETO DE TERCEIRIZAÇÃO
Coordenadora-geral da SRT, Maria da Gloria Bittencourt, o ministro do Trabalho
e Emprego, Carlos Lupi, o secretário de Relações do Trabalho,
Luiz Antônio de Medeiros, e o consultor jurídico, Jerônimo
Jesus dos Santos
Brasília, 13/11/2008 - O site do Ministério do Trabalho e Emprego
traz a partir desta quinta-feira a minuta
do texto do anteprojeto de lei para a regulamentação da contratação
de serviços terceirizados no setor privado. De hoje (13) até o
próximo dia 23, quem estiver interessado pode enviar sugestões
para mudanças no texto que será encaminhado à Casa Civil.
Na manhã desta quinta-feira o ministro Carlos Lupi; o secretário
das Relações do Trabalho, Luiz Antônio de Medeiros; e a
coordenadora-geral da secretaria, Maria da Gloria Bittencourt, falaram sobre
as premissas do projeto em encontro no auditório do Ministério,
em Brasília. Ao final, representantes do governo, das centrais sindicais,
das confederações patronais e de empresas privadas, além
de trabalhadores presentes, puderam esclarecer suas dúvidas em relação
aos principais pontos da proposta.
Por não haver
regulamentação legal que trate da terceirização,
há mais de um ano o Ministério vem se reunindo
com representantes de trabalhadores e empregadores para poder
apresentar essa proposta de forma que seja consensual e atenda
aos interesses de ambas as partes.
"Nós precisamos
avançar no sentido de construir para o Brasil uma legislação
perene, a mais perene possível. É uma realidade
que existe um percentual elevado de empresas apenas de fachada
que descaracterizam, precarizam e desmoralizam o trabalho (terceirizado)",
afirmou o ministro Carlos Lupi e completou: "Não
vamos aceitar empresas de fachada, queremos as que sejam especializadas
e tenham capital social correspondente ao serviço que
irão prestar".
Frisa-se que o MTE não
pretende regularizar a terceirização de mão-de-obra,
mas sim a contratação de serviços terceirizados.
Atualmente, existe um tomador de serviços, uma empresa
intermediadora e um trabalhador. "Com o novo projeto haverá uma
empresa (contratante) que precisa de determinado serviço
para uma atividade que vai melhorar seu processo de produção,
dar mais dinamismo, crescimento econômico e avanço
tecnológico; e uma empresa contratada que seja especializada
no ramo. E esta, por sua vez, com seus próprios empregados,
vai prestar o serviço para a contratante", explica
Maria da Gloria Bittencourt.
Esta é a primeira
premissa do projeto: a diferença entre contratação
de serviços e intermediação de mão-de-obra.
Durante a cerimônia
desta quinta, o projeto recebeu elogios pela iniciativa de levar
adiante um trabalho correlato a milhões de brasileiros
e até pela situação mundial da economia. "Nesse
momento, essa lei tem aspecto fundamental para o Brasil, pois
ela amplia as possibilidades de emprego. A lei tem que ter um
objetivo de melhorar as condições do contrato social
e legalizar mais ainda as relações sociais",
apoiou o deputado constituinte Paulo Delgado.
A atual proposta determina
que a contratada tenha seus próprios empregados, que estes
sejam regulares, registrados e que tenham todos os direitos trabalhistas
assegurados. Para garantir o correto cumprimento da legislação,
o texto aborda a questão da responsabilidade mútua
da contratante e da contratada. A primeira será responsável
pela verificação de que a empresa contratada cumpre
com suas obrigações como pagamento de salários,
de fundo de garantia e questões previdenciárias.
A coordenadora informa que se a contratante não monitorar
ou o fizer de forma inadequada, será responsabilizada
pelo pagamento de todos os direitos desses trabalhadores, podendo
o empregado requerer seus benefícios a qualquer uma das
empresas, a qualquer tempo. O nome disso é responsabilidade
solidária.
Por outro lado, se for
mantido um controle efetivo, a contratante será responsabilizada
subsidiariamente. "Nesse caso o trabalhador vai pedir primeiro
para a empresa contratada, se esta não fizer o pagamento,
tiver dificuldade financeira ou estiver em falência, aí a
responsabilidade recai sobre a empresa contratante". Esse
compromisso mútuo impulsiona a contratação
de empresas idôneas. "Isso cria um laço legal,
entremeia uma necessidade muito grande de cumprimento das legislações",
comemora Bittencourt.
Para alcançar
tais metas o projeto prevê cláusulas obrigatórias
que dizem respeito ao cumprimento de contrato, à especificação
de serviço, a não contratação aleatória;
e ao prazo de vigência. O texto prevê também
a apresentação de documentos que comprovem idoneidade
financeira, fiscal e até questão de instalação
do local de funcionamento da contratada. "Diante dessas
amarras legais, o projeto do Ministério não criou
nenhuma restrição para empresa contratar serviços
da sua atividade fim ou meio, o que importa é que os direitos
do trabalhador sejam mantidos".
Decisão
das contratantes - Outro ponto crucial do anteprojeto é a
garantia de lastro da contratada, ou seja, se têm condições
de cumprir com o serviço a ser prestado e com o pagamento
dos direitos do trabalhador. Quem vai decidir isso é a
contratante por meio do Termo de Contrato que determinará o
acordo social com o capital que garanta a execução
do mesmo. A contratante deverá observar o tamanho de
sua demanda e o que necessita para sua conclusão, e
a partir daí, observar a condição financeira
da contratada. "O que significa isso a curto, médio
e longo prazo? Aprimoramento dos serviços prestados.
Cada vez mais só vão ficar no mercado, as empresas
que realmente podem prestar um serviço de qualidade,
que tenham especialização e condição
de produtividade".
Fiscalização -
Por não haver leis que tratem da terceirização,
tanto a fiscalização do Ministério Público
como do Ministério do Trabalho e Emprego são levadas
a trabalhar de forma subjetiva. O projeto do MTE acaba com isso,
pois estabelece mecanismos para o trabalho de fiscalização,
com previsão de multa de R$ 1.000 por trabalhador encontrado
em situação irregular quando não forem cumpridos
os requisitos do contrato. E de R$500 quando houver qualquer
tipo de discriminação do trabalhador.
Conclusão -
O secretário Luiz Antônio de Medeiros fechou o
evento reforçando que todas as propostas de nova redação
serão analisadas pelo MTE e que esse processo deverá ser
levado adiante com agilidade para que o texto possa ser encaminhado
a Casa Civil. "Esse é um projeto que protege o
trabalhador, o Brasil precisa dele. Em breve, poderemos ter
uma lei que ajude o país a crescer e a fazer justiça
social."
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O
ESTADO DO PARANÁ,
19 de novembro de 2008 | Economia
Comércio isento
da crise econômica no Paraná
Redação
As vendas do comércio varejista do Paraná apresentaram, em
setembro, crescimento de 8,16%, em comparação ao mesmo mês
de 2007. É o melhor resultado entre os estados da região
Sul. Santa Catarina registrou aumento de 7,82%, e o Rio Grande do Sul,
de 5,96%.
Os dados foram divulgados
ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado de janeiro a setembro de 2008,
o comércio paranaense registrou incremento de 7,66% nas vendas,
apesar da crise financeira internacional.
Entre os segmentos que
vêm impulsionando o crescimento do setor
destacam-se os ramos de materiais de escritório e informática,
com alta de 91,49% nos nove primeiros meses de 2008, artigos de uso pessoal
e doméstico (20,1%) e móveis e eletrodomésticos
(13,45%).
Em relação ao varejo ampliado ((varejo mais as atividades
de veículos, motos, partes e peças e de material de construção),
as maiores taxas para o volume de vendas ocorreram em Rondônia
(30,1%), Roraima (25,3%), Ceará (24,5%), Mato Grosso (23,7%) e
Paraíba (23,2%).
Já em termos de impacto no resultado global, os destaques foram
São Paulo (19,2%), Paraná (14,2%), Rio Grande do Sul (13,3%),
Minas Gerais (12,9%) e Rio de Janeiro (10,8%).
“O bom desempenho do comércio varejista reflete o momento
virtuoso da economia do Paraná, com a expansão do emprego
e dos salários reais”, avalia Julio Suzuki, coordenador
da área de conjuntura do Instituto Paranaense de Desenvolvimento
Econômico e Social (Ipardes).
Todas as vinte e sete
Unidades da Federação apresentaram
resultados positivos na comparação setembro08/setembro07.
Destacaram-se com as maiores variações: Rondônia
(26,5%); Paraíba (24,2%); Roraima (14,6%); Maranhão (13,9%);
e Ceará (12,5%).
Quanto à participação na composição
da taxa do Comércio varejista, os destaques foram, pela ordem,
São Paulo (12,3%); Rio de Janeiro (6,8%); Minas Gerais (7,1%);
Paraná (8,2%); e Rio Grande do Sul (6,0%).
Vendas de final de ano devem cair
A crise na economia internacional
deve refletir no desempenho das vendas do varejo neste final de ano.
O comércio paranaense já reduz
a expectativa de crescimento, que antes era de 8%, para menos de 6%.
De acordo com o consultor
econômico da Federação
do Comércio do Paraná (Fecomércio), Vamberto Santana,
o setor já está consciente de que as vendas não
devem atingir as previsões de crescimento feitas na metade do
ano.
Santana explica que um conjunto de variáveis deve influenciar
no desempenho do comércio. “A taxa de juros, que teve uma
alteração nos últimos meses, pode desencorajar os
consumidores a comprar a prazo e, assim, as vendas financiadas devem
diminuir.”
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O ESTADO DO PARANÁ, 19
de novembro de 2008 | Economia
Satisfação
do povo é inversa ao crescimento do País
Agência Estado
Embora seja comum a percepção de que a satisfação
com a vida, no geral, é maior nos países com maiores níveis
de renda per capita, as pessoas tendem a se sentir menos satisfeitas em
países que tiveram taxa de crescimento mais alta nos anos recentes
do que em países que cresceram menos, constata o estudo do Banco
Interamericano de Desenvolvimento (BID). "A insatisfação
nos países com rápido crescimento é resultado de aumento
acelerado nas expectativas relacionadas a consumo material e competição
por status econômico e social", informa o relatório.
O BID classifica esta situação como "paradoxo do crescimento
infeliz".
Este fato, acrescenta, é uma ameaça contra políticas
que promovem eficiência, pois algumas medidas para aliviar temporariamente
o descontentamento podem ser eficazes a este respeito, mas à custa
de companhias ou indivíduos bem-sucedidos economicamente que servem
de referência para grupos descontentes. No entanto, o estudo não
leva em conta se o descontentamento estaria ligado ao sentimento de inveja
em relação aos considerados bem-sucedidos, por exemplo.
Por conta da constatação deste paradoxo, o BID estima
que "uma política focada exclusivamente no crescimento tem
poucas possibilidades de ser politicamente sustentável".
Escala apresentada no estudo revela que o maior nível de satisfação
está ligado à população de países
com crescimento médio anual inferior a 2%. Em oposição,
o menor nível de satisfação está relacionado à população
de países que crescem anualmente mais que 7%.
Outro paradoxo constatado é o da "aspiração".
Os mais pobres e com menor nível educacional têm uma opinião
sobre políticas sociais mais positiva do que os mais ricos ou
com melhor nível educacional dentro de um mesmo país. "A
falta de aspiração enfraquece a demanda do pobre por melhor
educação, saúde e proteção social",
informa o estudo.
Sociedades com mais educação e mais participativas politicamente
têm mais chances de quebrar este paradoxo. "Cidadãos
descontentes, mas ativos politicamente, são uma indicação
melhor de progresso social do que uma sociedade passiva e tolerante",
avalia o BID.
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FOLHA DE LONDRINA, 19 de
novembro de 2008 | Economia
Setor madeireiro sofre
mais com crise mundial
Segmentos mais prejudicados foram madeira
serrada, portas e compensados, com vendas voltadas para exportação
Curitiba - O setor de madeira demitiu 100
mil funcionários no Brasil
neste ano em função da queda que o dólar teve até setembro.
Hoje, o segmento emprega 2 milhões de trabalhadores. A estimativa é do
presidente da Associação Brasileira da Indústria de
Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), Antônio Rubens Camilotti.
Segundo ele, os setores mais prejudicados foram de madeira serrada, portas
e compensados, produtos com maior valor agregado e que possuem vendas mais
voltadas para o mercado externo. Ele não tem um levantamento de
quantas pessoas foram demitidas no Paraná, no entanto, disse que
a cidade de Sengés foi mais afetada porque tinha vendas concentradas
no mercado americano.
Neste ano, o setor deve fechar o ano
com US$ 3,6 bilhões de exportações
brasileiras contra US$ 3,7 bilhões em 2007. A maior produção
do setor está concentrada em compensados que em 2008 deve ser
de 2,7 milhões de metros cúbicos, sendo 1,4 milhão
destinados à exportação. O segmento não teve
o mesmo volume de produção de 2007 e não avançou
praticamente nada. Camilotti acredita que os volumes mantenham-se nos
mesmos patamares. ''Não sabemos o tamanho da crise que vai vir'',
disse.
''Agora estamos em dois mundos. De um lado,
o dólar está melhorando
a rentabilidade das empresas e de outro os volumes exportados não
aumentaram'', disse. Ele acredita que a partir do final de janeiro ou
fevereiro, o setor pode ter novas perspectivas.
Em 2007, as exportações brasileiras de madeira serrada
de pinus apresentaram queda de 1,7% em volume e de 6,5% em valor comparadas
a 2006. Os Estados Unidos são o principal destino das exportações
de madeira serrada de pinus do Brasil. Em 2007, os americanos importaram
52% do volume total exportado pelo Brasil deste produto. A estimativa
para 2008 mostra que a madeira serrada de pinus deve apresentar queda
de 0,4% passando de 1,308 milhões de metros cúbicos para
1,303 milhões m3 em volume e acréscimo de 4,7% em valor
de US$ 257 milhões em 2007 para US$ 269 milhões em 2008.
A partir de hoje, o setor realiza o 4º Congresso Internacional
de Madeira Sólida de Florestas Plantadas, em Curitiba. O tema
central do encontro, ''Riscos globais e as oportunidades para a indústria
de produtos de madeira'', pretende levantar discussões em torno
da atual situação econômica mundial, análises
do mercado internacional e tendências para o setor, novas tecnologias
para a indústria madeireira e colheita florestal.
Um dos palestrantes é o especialista em previsões e análises
de mercados internacionais de produtos florestais, Bernard Fuller, presidente
da Cambridge Forest Products Associates. Ele vai falar sobre crise imobiliária
americana e o impacto no mercado internacional de produtos florestais.
Andréa Bertoldi
Equipe da Folha
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O ESTADO DO PARANÁ, 19
de novembro de 2008 | Política
Câmara aguarda STF
para decidir futuro de 'infiel'
Agência Estado
A Mesa da Câmara deverá manter por mais tempo o mandato do
deputado Walter Brito Neto (PRB-PB), descumprindo a decisão do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE), que cassou o seu mandato por infidelidade partidária.
A Mesa deverá esperar que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue
recurso extraordinário de Brito Neto, seguindo a orientação
da Comissão de Constituição e Justiça da Casa
(CCJ), antes de cumprir a determinação do TSE.
Brito Neto perdeu o mandato por ter
trocado o DEM pelo PRB em setembro de 2007, ou seja, depois de 27
de março daquele ano, data a partir
da qual o TSE estabeleceu que os mandatos pertencem às legendas,
não aos parlamentares. Parecer será entregue à Mesa
nesta semana pelo corregedor da Casa, deputado Inocêncio Oliveira
(PR-PE). Caberá ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia
(PT-SP), marcar a reunião para votar o parecer.
Mesmo depois de o STF ter autorizado, na
semana passada, a cassação
do mandato de parlamentares que trocam de partido sem justificativa,
a Câmara tem resistido a cumprir a decisão do TSE. A ordem
para que a Mesa declare a perda de mandato de Brito Neto, por exemplo,
foi dada em setembro - até agora não foi cumprida. Chinaglia
afirma que a Mesa tem de agir com cautela. Ele argumenta que há casos
em que a Justiça Eleitoral determina a perda de mandato, mas depois
concede liminar, uma decisão provisória, mantendo o parlamentar
no cargo. As informações são do jornal O Estado
de S. Paulo.
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Congresso em Foco, 19 de
novembro de 2008
Senadores fazem vigília em plenário
por aposentados
Está em curso no plenário do Senado uma vigília
de protesto contra o que seria o descaso do governo em relação
a três propostas do senador Paulo Paim (PT-RS), que alteram normas
previdenciárias. As matérias, já aprovadas pelos
senadores, esperam apreciação da Câmara.
Entre elas, estão a que elimina o fator previdenciário
(equação de cálculo para benefício de aposentados);
a que recompõe os valores de pensões e aposentadorias dos
beneficiários da Previdência Social; e a que estende o meio
de cálculo de reajuste do salário mínimo aos benefícios
da Previdência. Ao Congresso em Foco, o autor das proposições
disse estar confiante no êxito da mobilização.
"
A vida me ensinou que o Parlamento só ouve, efetivamente, o rufar
dos tambores das ruas se eles tocarem aqui dentro da Casa. Não
adianta tocar só lá no município", disse Paulo
Paim, informando que o esquema de plantão montado em seu gabinete
já recebeu centenas de e-mails e telefonemas "lindos" de
todo o país. "Estamos percebendo que a população
está apoiando o nosso movimento. Esperamos que isso sensibilize
o Executivo e a Câmara dos Deputados, para que votem os projetos."
Paim disse que cidadãos dos quatro cantos do Brasil estão
se reunindo para assistir à transmissão da sessão
ordinária pela TV Senado, e que pessoas ligam para seu gabinete "chorando",
supostamente emocionadas com a força-tarefa em curso no plenário. "Essa
vigília há de sensibilizar", acrescentou, dizendo
acreditar que também o presidente Lula está "sensibilizado".
Paim disse ainda que o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR),
garantiu que não iria apresentar requerimento para que um dos
projetos de lei de Paim – justamente o que promove a recomposição
de valores de aposentadorias e pensões – seja votado em
plenário. Caso isso se confirme, a matéria segue direto
para a apreciação da Câmara, uma vez que foi aprovada
em caráter terminativo (sem necessidade de ir a plenário
na Casa de origem).
Além de Paim, senadores como Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Valter
Pereira (PMDB-MS), Mário Couto (PSDB-PA), Mão Santa (PMDB-PI),
Geraldo Mesquita (PMDB-AC), Romeu Tuma (PTB-SP), Rosalba Ciarlini (DEM-RN),
Sérgio Zambiasi (PTB-RS), Marcelo Crivella (PRB-RJ), Papaléo
Paes (PSDB-AP) e José Nery (Psol-PA) já anunciaram que
vão se revezar em discursos sobre as contas da Previdência
Social, além das proposições que garantem benefícios
para aposentados e pensionistas. Os senadores prometem ficar até as
6h desta quarta-feira (19).
Duas verdades
Os senadores se revoltaram com as declarações do ministro
da Previdência Social, José Pimentel, proferidas hoje após
a reunião com o presidente e o relator da Comissão Mista
de Orçamento, respectivamente o deputado Mendes Ribeiro (PMDB-RS)
e o senador Delcídio Amaral (PT-RS), além de parlamentares
que apóiam as alterações nos benefícios previdenciários.
Segundo Paim, Pimentel mentiu sobre o que foi discutido na reunião,
em entrevista concedida logo depois do encontro.
"
O ministro foi infeliz, mais uma vez. Ele combinou uma coisa conosco
dentro da reunião e, do lado de fora, ele disse outra, envolvendo
inclusive o nome dos senadores", criticou Paim, para quem esse foi
um dos motivos que os levaram ao protesto, que estava previsto apenas
para a próxima semana. "Na próxima reunião,
vou perguntar a ele [Pimentel] se ele é ateu", bradou da
tribuna Mário Couto, dizendo que pediu a Deus, antes da reunião
de hoje, que iluminasse "a cabeça do ministro".
Pimentel teria dito, na entrevista supracitada, que houve consenso entre
os presentes à reunião de que não haveria base orçamentária
para abrigar as alterações propostas por Paulo Paim – e
a implicações financeiras nelas embutidas. "Os senadores
se sentiram feridos. Nós temos orgulho próprio. Palavra é palavra,
e aqui no Parlamento temos um código entre nós: mentira
leva a impeachment, perda de mandato", disse Paim.
"
Se a vigília não funcionar, vamos obstruir a pauta do Senado.
Respeitosamente, mas vamos obstruir", ameaçou Geraldo Mesquita,
que seguiu para o Senado direto do aeroporto, onde desembarcou há pouco
de um vôo com origem em Assunção, capital do Paraguai. "Não é possível
que não haja uma solução. Acho que é hora
de pressionarmos mesmo, com vigília, com obstrução,
até que o governo compreenda que não pode dar as costas
a uma situação como esta."
Tanto Paim quanto Mesquita garantiram que, se a vigília em curso,
de 12 horas, não for suficiente, outras de 48 e até 72
horas estão a caminho. "E nesse espaço de tempo vamos
obstruir a pauta do Senado", arrematou Mesquita, dizendo que ao
menos 15 senadores já aderiram à vigília. "Vamos
parar esta Casa, se for necessário." (Fábio Góis)
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Gazeta do Povo, 19 de novembro
de 2008
Crise
Espanha quer incluir sindicatos e empresas na reforma financeira
Primeiro-ministro espanhol diz que
empresários e trabalhadores precisam
participar das negociações do G20
Genebra - O primeiro-ministro
espanhol, José Luis Rodríguez
Zapatero, enviou carta ao Brasil e Reino Unido pedindo que sindicatos e
as grandes empresas mundiais participem do processo de reforma do sistema
financeiro internacional. A carta foi endereçada ao atual presidente
do G20, o Brasil, e ao próximo governo que comandará o grupo,
o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown.
“É
fundamental agora que trabalhadores e empresários possam se expressar.
Mas isso precisa ocorrer de forma institucional e quero que o G20 adote
medidas para garantir a incorporação das sugestões
desses atores econômicos”, explicou Zapatero, que esteve ontem
em Genebra para reuniões na ONU.
A partir de janeiro, Brown assume o grupo que começa a ganhar notoriedade
depois da cúpula de Washington no último final de semana.
A reunião serviu como um primeiro passo para a elaboração
de propostas de uma reforma.
Na segunda-feira, as 50 maiores empresas da Europa já enviaram uma
carta aos governos alertando que as decisões do G20, no último
fim de semana, em Washington, não foram suficientes e que novas
medidas serão necessárias. Elas ainda apontam para a necessidade
de pacotes de incentivo, investimentos e queda na taxa de juros. Entre
as empresas que assinaram o apelo estavam a Nokia, Shell, Basf e Nestlé.
Outra proposta de Zapatero é para que o Fundo Monetário Internacional
(FMI) crie formas de garantir que a poupança gerada nos países
emergentes seja usada para combater a pobreza nessas regiões, e
que deixe de ser usada para financiar os déficits dos países
ricos.
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Folha de S.Paulo, 19 de
novembro de 2008
AMÉRICA LATINA
Após anunciar 52 mil demissões, executivo do Citi chega
ao país
DA REPORTAGEM LOCAL
Um dia após anunciar 52 mil demissões, o presidente mundial
do Citigroup, o indiano Vikram Pandit, iniciou uma visita de dois dias
ao Brasil para conhecer as operações brasileiras do Citibank,
décimo maior banco em operação no país.
É
a primeira viagem de Pandit ao Brasil como presidente mundial do Citigroup.
Segundo o Citibank brasileiro, Pandit não vai anunciar nenhuma
aquisição ou desinvestimento.
O executivo planejava conhecer as operações no Brasil em
janeiro, mas teve de adiar a visita por conta de agenda em meio à crise.
Na contramão da matriz americana, o Citibank brasileiro comprou
neste ano a corretora Intra, a oitava maior do varejo nacional. O valor
não foi revelado, mas o mercado estimava em R$ 200 milhões. À época,
o presidente do Citi no Brasil, Gustavo Marin, disse que o grupo
tinha decidido apostar em mercados de maior potencial de crescimento.
Com perdas de mais de US$ 20 bilhões desde o final do ano passado,
o Citigroup pretende reduzir em 20% as suas despesas. O grupo emprega
352 mil funcionários e já demitiu 23 mil neste ano.
No Brasil, onde emprega 6.184 pessoas, não há definição
sobre o tamanho dos cortes. O banco afirmou em nota que vai "administrar
com cuidado" o atual quadro de funcionários para adequá-lo à "realidade
de mercado". (TONI SCIARRETTA)
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Agência
Diap, 19 de novembro de 2008
CUT critica proposta de terceirização
do MTE
A CUT compareceu na quinta-feira (13), à audiência pública
convocada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, para a apresentação
das diretrizes de um projeto de lei que será elaborado pela pasta
para regulamentar a terceirização no Brasil. Os representantes
da CUT, entre eles o secretário de finanças da Confederação
Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Miguel Pereira,
fizeram várias críticas ao projeto. Após a conclusão
da consulta pública, o PL será encaminhado à Casa
Civil para apreciação e posterior envio ao Congresso Nacional
com caráter de urgência.
Também participaram da reunião o secretário de Relações
do Trabalho, Luiz Antônio Medeiros, e os representantes das outras
cinco centrais sindicais e representantes do patronato. Entre os participantes
chamou a atenção a presença, na mesa, do deputado
Laerte Oliveira (PSDB/SE), que é o atual presidente da Federação
das Empresas Prestadores de Serviços de Asseio e Conservação.
"
Não sabemos se isso foi uma ironia ou uma sinalização
de tendência", ironiza Miguel. "Mas o fato é que,
por todo o tempo, ouvimos os representantes do ministério, inclusive
o próprio ministro Lupi, falarem em combater a precarização
dos direitos trabalhistas. Com esta proposta, ao contrário, nossa
análise é que a precarização aumentará e
muito. Nos parece que o MTE focou seus interesses apenas na segurança
jurídica para as empresas", lamenta.
Grupo de trabalho
Em março deste ano foi criado um grupo de trabalho tripartite (trabalhadores,
governo e patrões) para discutir o projeto de lei, mas nunca chegou
a se reunir. As discussões se limitaram a encontros entre trabalhadores,
governo e patrões, sem que nunca tenham acontecido negociações
efetivas.
A audiência de quinta concluiu esse processo, quando o Ministério
definiu as premissas que balizarão a proposta de PL de sua autoria,
a ser encaminhado à Casa Civil. O anteprojeto está disponível
no site do ministério (http://www.mte.gov.br/) para a apreciação
da sociedade por somente dez dias a partir do dia 13. A pretensão
do MTE é concluir esse debate até o mês que vem.
"
Com base nas críticas que apresentamos abaixo, é fundamental
que todos os sindicatos conheçam e divulguem a proposta, e fiquem
alertas para todos os prejuízos que poderão recair sobre
a classe trabalhadora caso a proposta de PL seja consolidada", adverte
Miguel Pereira, representante da CUT na audiência.
"
Orientamos a todas as entidades e dirigentes que também enviem e-mails
com críticas e sugestões ou protocolem as contribuições
junto ao Ministério, em Brasília." O endereço
para o envio de sugestões é terceirizacao.srt@mte.gov.br
Entre as reivindicações apresentados pelos trabalhadores
estão:
1) Direito à informação e negociação
prévia com os sindicatos dos trabalhadores;
2) Proibição da terceirização na atividade-fim;
3) Responsabilidade solidária da empresa contratante pelos direitos
trabalhistas e previdenciários;
4) Igualdade de direitos e de condições de trabalho;
5) Penalização das empresas infratoras.
Veja os principais problemas da proposta atual do MTE:
- A proposta de PL pretende regulamentar a prestação de serviços
entre empresas (Código Civil) e não relações
de trabalho.
- Legaliza a figura dos "PJs", uma vez que diz o texto que a
contratada poderá ser pessoa jurídica especializada.
- Autoriza indistintamente a terceirização de serviços,
seja nas atividades fim ou meio, contrariando o disposto no Enunciado
331 do TST.
- Estabelece como parâmetro para a terceirização somente
os serviços especializados, mas quem define esta especialização é o
próprio contrato social das empresas.
- Não será exigido dessas "empresas especializadas" objeto
social específico, ou seja, uma mesma empresa poderá ser "especializada" em
quantas atividades quiser.
- Os direitos dos trabalhadores da contratada serão os assegurados
em convenção coletiva dos respectivos trabalhadores pertencentes
a esta categoria profissional, ou seja, desvincula da categoria principal.
- Com essa concepção, o PL descaracteriza por completo
as atuais categorias profissionais.
- Não prevê negociação ou tratativas com
os sindicatos.
- Dificulta a fiscalização e autuação por parte
da própria secretaria de fiscalização do MTE, por
exemplo, para estabelecer vínculo de emprego.
- Possibilita as subcontratações - quarterização,
quinterização etc. -, dificultando o acompanhamento e ação
sindical. (Com CUT)
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FOLHA DE LONDRINA, 19 de
novembro de 2008 | Economia
Demissões e férias
coletivas rondam setor automotivo
Fábrica da Volks na RMC dá férias para metade dos
funcionários
Curitiba- Das cerca de 160 empresas filiadas ao Sindicato das Indústrias
Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Paraná (Sindimetal),
89% pretendem conceder férias coletivas variando entre uma semana
e 30 dias no mês de dezembro e início de janeiro, de acordo
com pesquisa realizada pela entidade na semana passada. Dessas, 75% não
previam essa parada, em razão do crescimento que o setor vinha sentindo
havia cerca de um ano e meio. ''Esse dado nos chamou muito a atenção'',
disse o presidente do sindicato, Roberto Karam.
Mas o pior é que ele já prevê demissões para
janeiro, tão logo os trabalhadores retornem das férias.
Karam destacou que, durante o período de expansão, o setor
ganhou mais 5 mil trabalhadores que se juntaram aos outros 20 mil já contratados.
De acordo com o presidente do Sindimetal,
as férias coletivas
não programadas concedidas pelas montadoras que possuem unidades
no Paraná produziram um efeito cascata. A fábrica da Volkswagen,
em São José dos Pinhais, na região metropolitana
de Curitiba, está concedendo férias para metade dos 3,6
mil funcionários - 900 pararam no início do mês e
outros 900 voltam na quinta-feira (20), cumprindo dez dias de folga.
No mesmo município, a Renault anunciou parada entre 2 de dezembro
e 7 de janeiro. ''Isso é completamente atípico'', ponderou
Karam. Ele acredita que os fornecedores diretos e indiretos podem seguir
o mesmo caminho. Na Volvo, que produz caminhões e ônibus
na Cidade Industrial de Curitiba, por enquanto estão previstas
apenas as tradicionais férias coletivas entre 22 de dezembro e
4 de janeiro.
Apesar da previsão de que as demissões podem ocorrer a
partir de janeiro, Karam disse que o Sindimetal tem reiterado os pedidos
para que os associados, ''dentro do possível'', evitem tomar essa
atitude. Mas, como o risco existe, ele acredita que outros setores, como
o comércio, devem sofrer também.
O Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos
Automotores (Sindipeças), regional do Paraná, disse que,
por enquanto, não está se pronunciando sobre os reflexos
da crise. De acordo com a assessoria, uma pesquisa nacional com os associados
está sendo encerrada e deve demonstrar as dificuldades e as perspectivas
de investimento diante do novo quadro. O presidente do Sindicato dos
Metalúrgicos da Grande Curitiba, Sérgio Butka, não
foi encontrado para comentar as previsões do Sindimetal.
Evandro Fadel
Agência Estado
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Folha de S.Paulo, 19 de
novembro de 2008
Autopeças deve demitir 5.000 no
PR, diz sindicato
DIMITRI DO VALLE
DA AGÊNCIA FOLHA, EM CURITIBA
Usando
como justificativa a crise global, os setores de autopeças
e montadoras do Paraná devem começar a demitir a partir
de janeiro, após o período de férias coletivas.
Cerca de 5.000 postos de trabalho deverão ser atingidos, caso
os efeitos da crise não sejam revertidos. A informação é do
presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas
e de Material Elétrico do Paraná, Roberto Karam.
De acordo com o presidente do sindicato, as empresas do setor automotivo
não estão recebendo pedidos novos. Ele disse que a estimativa é que
o nível de produção no segundo semestre de 2008
seja 25% menor do que o registrado no primeiro semestre deste ano. O
Paraná reúne o segundo maior pólo automotivo do
país, atrás de São Paulo.
Os problemas estão ocorrendo por causa da falta de crédito,
que atinge o consumo. "Os bancos não estão emprestando
dinheiro porque não sabem se vão receber. É preciso
que eles voltem a financiar crédito com juros menores e prazos
maiores. Se voltarem essas facilidades, podemos tentar reverter a situação",
disse Karam.
A assessoria do Sinfavea, que representa as montadoras, disse que não
faria comentários sobre o prognóstico do Sindimetal do
Paraná. "A avaliação é dele [Karam].
No nosso setor, há férias coletivas, e não demissões",
disse.
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Folha de S.Paulo, 19 de
novembro de 2008
VEÍCULOS
Renault dá férias
coletivas em dezembro no PR
A unidade de São José dos Pinhais (PR) terá férias
coletivas. Os três turnos de produção, no qual atuam
cerca de 2.700 operários, terão folga entre 1º de
dezembro e 5 de janeiro, segundo o sindicato da categoria. As férias
são reflexo da crise global e de ajustes no banco de horas da
empresa, disse Robson Jamaica, coordenador da delegação
sindical da Renault.
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Agência
Diap, 19 de novembro de 2008
Redução da jornada: presidente da Comissão de Trabalho
promete colocar PL em votação
O presidente da Comissão de Trabalho, deputado Pedro Fernandes (PTB/MA),
anunciou nesta terça-feira (18), em audiência pública,
que os projetos que reduzem a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais
vão entrar na pauta de votação do colegiado na última
quarta-feira do mês de novembro (26).
O presidente do colegiado acredita que a matéria não será votada
na mesma sessão, pois possivelmente haverá pedidos de vista
para que os deputados apresentem novas sugestões ao relatório.
Assim a votação da matéria poderá acorrer na
quarta-feira (3/12), dia da realização da 5° Marcha
dos Trabalhadores.
Convidado para debater o tema na comissão, o presidente da Força
Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP) considera que a crise
nos mercados financeiros internacionais não impede a redução
da jornada. "Pelo contrário: a medida será importante
para aumentar a capacidade de o cidadão conseguir empregos, bem
como o consumo", avalia o parlamentar.
A deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM), autora do requerimento que
sugeriu a audiência, avalia que a redução da jornada tornou-se
medida urgente com o advento da crise. "Precisamos votar os projetos
o quanto antes. Ou vamos esperar o nosso País cair no desemprego
absoluto?", questionou.
José Calixto, presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores
(NCST), afirmou que a diminuição da jornada semanal máxima
dos trabalhadores celetistas de 44 para 40 horas poderia desencadear um
círculo virtuoso, com a geração de dois milhões
de empregos, o que, segundo ele, pode servir de antídoto ao mal-humor
dos mercados "A redução da jornada pode até ajudar
a combater a crise".
Para Lúcia Regina dos Santos Reis, representante da Central Única
dos Trabalhadores (CUT), a redução da jornada foi o centro
da pauta de reivindicações do movimento sindical. O tema
será uma das exigências da 5° Marcha Nacional a Brasília,
organizado pelas centrais sindicais, que acontecerá no próximo
dia 3.
Contrário
O presidente da Confederação Nacional da Indústria
(CNI), deputado Armando Monteiro (PTB/PE), criticou a votação
da jornada menor para os trabalhadores regidos pela Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT) em meio à crise financeira internacional.
Segundo ele, a indústria recebe a informação com "grande
apreensão". "No momento em que o Brasil entra em um período
de incerteza, em que o cenário externo mudou para pior, não
pode o País, ele mesmo, adotar uma medida que vai implicar aumento
dos custos da produção", queixou-se.
A redução da jornada de 44 para 40 horas, de acordo com o
presidente da CNI, vai gerar "custos adicionais na economia brasileira,
o que evidentemente vai produzir efeitos indesejáveis, como a queda
na produtividade". Ele acrescentou que o ônus será repassado
para a sociedade. (Com Agência Câmara)
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Vermelho, 19 de novembro
de 2008
Após 14 anos de debate, redução da jornada de trabalho
será votada
A redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais
será votada no próximo dia 27. O presidente da Comissão
de Trabalho da Câmara dos Deputados, Pedro Fernandes (PTB-MA),
acatou o pedido da deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) para pautar
a matéria para votação. O assunto foi discutido
em audiência pública, realizada na tarde desta terça-feira
(18) por solicitação da deputada comunista. Para a ela,
que recebeu o apoio dos demais colegas da Comissão, o objetivo
da audiência pública foi alcançado.
A intenção, ao propor a realização do debate,
era o de apressar a votação do projeto que está na
Comissão desde 1994. E fazer coincidir a votação
da matéria com a realização da 5a Marcha da Classe
Trabalhadora, que ocorre no próximo dia 3 de dezembro, em Brasília,
e tem como um dos temas centrais a redução da jornada de
trabalho.
O deputado Vicentinho (PT-SP), relator
do projeto, que parabenizou e apoiou a deputada na solicitação da votação,
disse que estava pronto para votar. Ele lembrou que a proposta está em
debate há 14 anos, que já existem 43 projetos de lei sobre
o mesmo assunto e que já foram apresentados três pareceres – em
2005, em 2007 e o último em 24 de junho desde ano –, o que
demonstram tempo e preocupação demais com o tema.
Momento oportuno
Para o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA),
o momento é oportuno
para a votação da matéria porque representa uma
medida para que o Brasil combata os efeitos da crise econômica.
Ele lembrou que o presidente Lula já manifestou preocupação
com o assunto e o tema é unanimidade entre as centrais sindicais.
Para o parlamentar, cabe ao Poder Legislativo se unir ao Executivo e à sociedade
nesse pleito e votar o projeto.
A redução da jornada de trabalho representa, segundo os
representantes das centrais sindicais que participaram da audiência
pública, mais do que abertura de novos postos de trabalho. A redução
da jornada de trabalho gera mais qualidade de vida para os trabalhadores,
que sofrem problemas de saúde como estresse, depressão,
lesões por esforço repetitivo, devido as longas jornadas,
e terão mais tempo para lazer, estudo e convivência com
a família.
Segundo os líderes sindicais, a redução da jornada
de trabalho é também vantajoso para os empresários,
já que gera maior produtividade.
“Câncer” para o trabalhador
Eles também alertaram para a necessidade da discussão
das horas-extras e “Banco de Horas”, que deve ser paralela à da
redução da jornada de trabalho. Para o representante da
União Geral dos Trabalhadores (UGT), Evanildo Cabral, do Sindicato
dos Comerciários de São Paulo, o Banco de Horas é um “câncer” para
o trabalhador e que a redução da jornada sozinha não
resolve o problema de sobrecarga da trabalho, principalmente para os
comerciários, segundo ele, os mais penalizados.
Joilson Cardoso, representante da Central
dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) destacou que a jornada
de trabalho, além das 44
em que o trabalhador passa no local de trabalho, é acrescida pelas
horas extras e o tempo em que gasta no trajeto de ida e volta. Ele destacou
ainda que para as mulheres, que cumpre a dupla jornada pelo acúmulo
das tarefas domésticas, a jornada de 44 horas semanais é ainda
mais penosa.
O presidente da Nova Central Sindical de
Trabalhadores (NCST), José Calixto
Ramos, apresentou dados que comprovam que a redução da
jornada de trabalho é o caminho para o desenvolvimento, citando
os números dos países desenvolvidos. Na Alemanha, a jornada
semanal é de 40,3 horas; nos Estados Unidos, 42,6 horas; na Espanha,
35 horas; no Japão, 42 horas; e na França, 38,6 horas.
De Brasília
Márcia Xavier
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BEM PARANÁ, 19 de novembro
de 2008 | Economia
Revista
Justiça condena grupo Pão de Açúcar
O grupo Pão de Açúcar foi condenado pela 3ª Vara
do Trabalho de Brasília a pagar indenização de R$
1 milhão, revertida para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT),
por fazer revista em bolsas, sacolas e mochilas de funcionários.
O grupo pode recorrer da sentença. A decisão do juiz Francisco
Luciano de Azevedo Frota é válida para todas as unidades
do grupo no país e prevê ainda que, se a rede voltar a revistar
os pertences de seus empregados, poderá receber multa diária
no valor de R$ 10 mil. “Funcionários prestaram depoimento
informando que a empresa fazia a revista e que se sentiam constrangidos.
Constatamos que o grupo não fazia revistas íntimas. Mas,
ao revistar bolsas, mochilas e sacolas de seus funcionários, a
empresa ofende a dignidade do trabalhador, que está protegida
pela Constituição”, diz a procuradora Ana Claudia
Monteiro. Em sua defesa, o grupo informou que a revista poderia ser feita “nos
moldes realizados” porque havia um acordo coletivo assinado com
o sindicato que representa a categoria.
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Notícias
do Tribunal Superior do Trabalho
19/11/2008
Pleno do TST confirma norma da CLT que garante intervalo para mulher
O Pleno do Tribunal Superior do Trabalho
rejeitou ontem (17) incidente de inconstitucionalidade em recurso
de revista do artigo 384 da CLT,
que trata do intervalo de 15 minutos garantido às mulheres trabalhadoras
que tenham que prestar horas extras. Por maioria de votos, em votação
apertada (14 votos a 12), o TST entendeu que a concessão de
condições especiais à mulher não fere o
princípio da igualdade entre homens e mulheres contido no artigo
5º da Constituição Federal.
O assunto vinha, até então, dividindo os julgamentos
nas Turmas do Tribunal e na Seção Especializada em Dissídios
Individuais (SDI-1). De um lado, a corrente vencedora no julgamento
de ontem, que não considera discriminatória a concessão
do intervalo apenas para as mulheres. De outro, os ministros que consideram
que a norma, além de discriminatória, prejudica a inserção
da mulher no mercado de trabalho.
O processo foi encaminhado pela Sétima Turma quando, no julgamento
do recurso de revista, dois ministros sinalizaram no sentido da inconstitucionalidade
do artigo 384 da CLT. Nesses casos, quando se trata de matéria
que não tenha sido decidida pelo Tribunal Pleno ou pelo Supremo
Tribunal Federal, o Regimento Interno do TST prevê a suspensão
da votação e a remessa do caso ao Pleno.
O relator do incidente, ministro Ives
Gandra Martins Filho, destacou que “a igualdade jurídica entre homens e mulheres não
afasta a natural diferenciação fisiológica e psicológica
dos sexos”, e que “não escapa ao senso comum a patente
diferença de compleição física de homens
e mulheres”. O artigo 384 da CLT se insere no capítulo
que trata da proteção do trabalho da mulher e, ressalta
o relator, “possui natureza de norma afeta à medicina
e segurança do trabalho, infensa à negociação
coletiva, dada a sua indisponibilidade”.
Em sua linha de argumentação, o ministro Ives Gandra
Filho observou que o maior desgaste natural da mulher trabalhadora,
em comparação com o homem, em função das
diferenças de compleição física, não
foi desconsiderado na Constituição Federal, que garantiu
diferentes limites de idade para a aposentadoria – 65 anos para
o homem e 60 anos para a mulher. “A diferenciação é tão
patente que, em matéria de concursos para policial militar,
a admissão da mulher é feita em percentual mais reduzido
(20% das vagas) e com exigências menores nos testes físicos”,
afirmou. “Se não houvesse essa diferenciação
natural, seria inconstitucional a redução dos requisitos
e das vagas”, ponderou. “Não é demais lembrar
que as mulheres que trabalham fora estão sujeitas à dupla
jornada de trabalho. Por mais que se dividam as tarefas domésticas
entre o casal na atualidade, o peso maior da administração
da casa e da educação dos filhos acaba recaindo sobre
a mulher.” ( IIN-RR - 1540/2005-046-12-00.5)
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19/11/2008
TST aceita recurso protocolado
após horário de expediente devido a fila
O
fechamento do protocolo do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região
quando ainda havia fila à espera de atendimento não será impedimento
para que o Banco Cidade S/A tenha seu recurso ordinário julgado.
A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho determinou o
retorno do processo ao TRT/SP, para que seja julgado. O representante
do Banco Cidade, na capital paulista, embora tenha chegado no horário,
esperou longamente numa fila e só obteve a chancela após
o encerramento do horário de atendimento ao público.
O Regional não aceitou o atraso e considerou que o recurso estava
fora do prazo, pois era o último dia para ser interposto.
O banco se insurgiu contra a decisão do Tribunal Regional de
reformar sentença da 53ª Vara do Trabalho de São
Paulo para responsabilizá-lo subsidiariamente pelo pagamento
de verbas trabalhistas reclamadas por um motoboy que executava o serviço
personalizado do banco de “atendimento home service” e
era contratado pelas Auto Moto Copacabana e Transval.
A referida intempestividade ocorreu quando
o Regional, ao examinar o recurso, entendeu que ele foi interposto
além do horário
de atendimento ao público. “Tendo sido intimado da sentença
de embargos no dia 4/4/2006, o prazo para interposição
do recurso findou-se em 17/4/2005, já computada a suspensão
dos prazos em vista dos feriados da Semana Santa”, entendeu o
TRT/SP. Como o protocolo registrou a entrada do recurso às 19h45min
do dia 17, o Regional considerou a data do dia seguinte, tendo por
fundamento o seu Regimento Interno, que estabelece o horário
de atendimento das 11h30min às 18h.
Diferentemente, o relator do agravo na
Sétima Turma, ministro
Guilherme Caputo Bastos, adotou o entendimento de que, antes das 18h,
o procurador do banco já estava presente ao local para protocolizar
os documentos referentes ao processo, e só não conseguiu
fazê-lo porque a fila estava grande. “A parte ingressou
a tempo no local autorizado para a prática do ato processual,
de forma que o recurso não pode ser considerado intempestivo”,
esclareceu o relator.
Durante o julgamento na Sétima Turma, o ministro Guilherme
Bastos exemplificou o seu entendimento referindo-se à forma
como os bancos operam o encerramento do expediente. Lembrou que eles
fecham as portas e atendem os usuários que estão do lado
de dentro, e as operações bancárias são
válidas. ( RR-1996-1998-053-02-40.2)
(Mário Correia)
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