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Agência Câmara,
20 de abril de 2009
Câmara amplia concessão
do adicional de periculosidade
A Comissão de Constituição e Justiça
e de Cidadania aprovou nesta quinta-feira a introdução
de novos critérios na Consolidação das Leis
do Trabalho (CLT) para caracterização de uma atividade
como perigosa, condição que garante ao trabalhador
um adicional de 30% sobre o salário. De caráter conclusivo,
o projeto agora segue para o Senado.
Em seu parecer, o relator, deputado Geraldo Pudim (PMDB-RJ), recomendou
a aprovação do substitutivo da Comissão de Trabalho,
de Administração e Serviço Público aos
projetos de lei 1033/03, da deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM),
e 1562/07, do deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), que tramitam apensados.
O substitutivo engloba os dois projetos.
Risco acentuado
Pelo texto aprovado, são consideradas perigosas as atividades
ou operações que envolvam risco acentuado devido a
contato permanente com inflamáveis, explosivos ou energia
elétrica; roubos ou outras espécies de violência
física; acidentes de trânsito; e acidentes de trabalho.
"As propostas pretendem justamente estabelecer condições
de trabalho consideradas perigosas e impor o adicional consequente
como forma de onerar o trabalho realizado nas condições
que especifica, estimulando investimentos para eliminar ou, pelo
menos, minimizar tais condições", afirmou o relator.
Hoje, a CLT (Decreto-Lei 5.452/43) reconhece como perigosas apenas
as atividades que impliquem o contato permanente com inflamáveis
ou explosivos em condições de risco acentuado.
O PL 1033/03 prevê adicional de periculosidade de 30% sobre
o salário para vigilantes e empregados em transporte de valores.
Já o PL 1562/07 altera a CLT para estender o adicional de
periculosidade "ao trabalhador que exercer suas atividades sujeito
a elevados riscos de roubos ou outras espécies de violência
física; acidentes de trânsito e acidentes do trabalho".
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Agência Brasil, 20
de abril de 2009
Brasil quer indicador para avaliar
redução
do racismo
Chefe da delegação brasileira na Conferência
de Revisão de Durban -que vai avaliar e ampliar o acordo contra
a discriminação racial definido pela Organização
das Nações Unidas (ONU) em 2001 - o ministro da Secretaria
Especial de Promoção de Políticas da Igualdade
Racial (Seppir), Edson Santos, vai defender a criação
de um indicador para avaliar a evolução das medidas
de redução da discriminação racial.
A reunião começa amanhã (20) e vai até sexta-feira
(24) na sede da ONU em Genebra (Suíça). A definição
de um indicador, nos moldes do Índice de Desenvolvimento Humano
(IDH), permitiria o acompanhamento das políticas de promoção
da igualdade racial, na avaliação do ministro. A implementação
efetiva dos mecanismos anti-discriminação definidos
pela ONU nos países é uma das principais demandas da
sociedade civil.
“O indicador seria um mecanismo que medisse a evolução
da sociedade na promoção da igualdade racial a partir
dos mecanismos de discriminação positiva, de formação
de jovens universitários, de acesso ao trabalho, à saúde.
São indicadores que nos permitiriam avaliar a redução
da desigualdade racial no mundo a partir desses dados, dessas políticas”,
detalhou o ministro, em entrevista à Agência Brasil.
De acordo com o diretor-executivo da organização não-governamental Ágere
Cooperação em Advocacy e secretário nacional
de ações com a sociedade e governo da Comunidade Bahá´í,
Iradj Roberto Eghrari, nomeado relator da Conferência da ONU,
a criação de um indicador específico para desigualdade
racial “ainda é alvo de negociação”.
O que já está no documento prévio da reunião – e
que deverá ser ratificado pelos ministros de Estado no fim
da semana – é a obrigação de coleta de
dados e desagregação das informações
de acordo com a raça ou etnia, por exemplo.
“Esse é o primeiro passo para depois falar de índices.
Alguns países estão distantes até da coleta
de dados. Há países na América Latina cujo censo
não diz quem é branco e quem é negro, dizem
que não fazem isso porque seria uma medida de discriminação.
Claro que não. Se eu não souber como o negro é tratado
no hospital público em relação a como o branco é tratado,
jamais vou conseguir saber como melhorar o atendimento ao negro”,
argumentou.
A adoção de ações afirmativas também
será defendida pela delegação brasileira, segundo
Edson Santos. “Acreditamos que essas experiências para
os segmentos vulneráveis do ponto de vista social são
os mecanismos que abrirão oportunidades para qualificação
e inserção nas carreiras mais sofisticadas do mercado
de trabalho”, comentou, em referência à política
de cotas de acesso a universidades públicas.
Santos acredita em uma convergência entre países ocidentais
e orientais sobre os temas da reunião e afirmou que o Brasil
deverá manter a “postura de mediação” adotada
na Conferência de Durban em 2001. “Nosso papel deverá ser
de busca de consensos para garantir avanços em torno da agenda
de Durban.”
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Agência Diap, 20 de abril
de 2009
Hélio Gherardi: Sindicalismo evoluiu em benefício
do povo
No artigo abaixo, o advogado Hélio Stefani Gherardi faz um
passeio pela história do movimento sindical brasileiro, a
partir da promulgação da Constituição
Federal de 88. O autor resgata desde a época dos assistencialismos,
até o momento atual.
No texto, ele defendeu que a evolução e o conseqüente
amadurecimento do movimento sindical - hoje mais amplo, plural e
centrado na luta em defesa da classe trtabalhadora - contribuíram
na perspctiva promover de melhorias na vida do povo. Leia abaixo:
Vinte anos da Constituição
Federal: amadurecimento do movimento sindical
Por Hélio
Stefani Gherardi*
Ao ser promulgada a Constituição Federal, aos 05 de
outubro de 1.988, através da Assembléia Nacional Constituinte
presidida pelo saudoso Deputado Ulisses Guimarães, destacou
em seu preâmbulo:
“Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em
Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado
Democrático, destinado a assegurar o exercício dos
direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança,
o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como
valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos,
fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional,
com a solução pacífica das controvérsias,
promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição
da República Federativa do Brasil”
Os objetivos primordiais, por conseguinte, constituíram-se
na instituição de um Estado Democrático, destinado
a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais,
a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento,
a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade
fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social
e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução
pacífica das controvérsias.
Todas as normas que disciplinam direitos e garantias fundamentais
foram determinadas de aplicabilidade imediata, consoante dispõe
o § 1º. do artigo 5º.; enquanto o § 2º.
garante outros direitos e garantias fundamentais.
Nesse diapasão a sociedade foi se moldando, uma vez que não
possuía o histórico democrático em razão
de vários governos totalitários que sufocaram a liberdade
de expressão, o voto e a vontade do povo durante décadas,
sendo o atual o maior período verdadeiramente democrático
de nosso país.
Desta forma, as associações sindicais que até então
manifestavam discretos arroubos de representatividade, sufocados
pela repressão; pois a determinação legal era
a de serem assistencialistas; começaram a ir às portas
das fábricas, aos postos de gasolina, aos locais de trabalho,
para, concretamente ouvir e reivindicar as vontades e necessidades
de seus representados, ratificando o histórico movimento paulista
de l.979.
Começaram então os movimentos objetivando, o reconhecimento
das entidades sindicais, a melhoria das condições de
trabalho e o recebimento de salários condignos para readequação
do poder de compra corrompido desde 1.965.
De início, os sindicatos, esperançosos por reformas
- como se encontrava todo o país - iniciaram batalhas internas,
nas próprias entidades sindicais, objetivando as reformulações
nas direções que, em alguns casos, vinham com os vícios
antigos do assistencialismo, sem atentar para as novas mudanças.
Diversos grupos surgiram e, com o tempo, pensamentos distintos
criaram formas de "combate" montando oposições
nos sindicatos onde os "outros" se encontravam, culminando
com o surgimento de várias centrais, algumas legítimas
e outras decorrentes de interesses não acatados por aquelas.
E a evolução continuava, sindicatos surgiam, outros
ecléticos eram desmembrados, novas centrais eram criadas até que,
em um determinado momento no final do Século XX e início
do Século XXI, cerca de 30 (trinta) centrais existiam no Brasil.
E o movimento sindical avançava em sua representatividade,
obtendo melhorias salariais e de trabalho, constituindo entidades
específicas para atender diretamente às necessidades
de seus filiados, e, como marco, também, dessa evolução,
Federações e Confederações saíram
do casulo em que se encontravam e foram também à luta,
marchando lado a lado nas estradas da igualdade social, criando o
Fórum Sindical.
Toda a evolução originou, pela vez primeira, o que
nunca se imaginara anteriormente: um sindicalista na Presidência
da República e, mais ainda, reeleito e com aprovação
popular, desde a posse, nunca vista e sonhada pelo mais entusiasta
eleitor.
Dirigentes Sindicais foram eleitos para o Congresso Nacional: Senado
e Câmara Federal, para Câmaras Estaduais, Municipais,
Prefeituras, Governos Estaduais e indicados para Ministérios,
trazendo a todos esses órgãos governamentais a visão
de quem sofrera as agruras das adversidades e que, em razão
disso, tinha uma compreensão diversa das ansiedades, necessidades
e possibilidades da evolução da sociedade como um todo.
A histórica Lei n° 11.648, de 31 de março de 2.008,
reconheceu formalmente as Centrais Sindicais, legalizando as instituições
que há vários anos negociavam com o Governo os interesses
e as necessidades da classe trabalhadora como um todo, trazendo à baila
uma discussão levantada pelo críticos costumeiros do
movimento sindical que objetivavam, de todas as maneiras, ver o retrocesso
das evoluções trabalhistas e a eliminação
dos direitos conquistados, exatamente pela evolução
das entidades sindicais desde o período mais obscuro da ditadura
militar.
O reconhecimento legal das Centrais Sindicais instalou-as no topo
da pirâmide sindical mantida pelo IV, do artigo 8° da Carta
Magna, uma vez que o sistema confederativo é representado,
exatamente pelos Sindicatos, pelas Federações, pelas
Confederações e, com a Lei n° 11.648, pelas Centrais
Sindicais.
A Portaria n° 194, do DD. Ministério de Estado do Trabalho
e Emprego, atendendo ao determinado pela Lei n° 11.648, aprovou
as instruções para a aferição dos requisitos
de representatividade das centrais sindicais, exigidos pela Lei nº.
11.648, de 31 de março de 2008, e outras providências
inerentes.
Dentre os requisitos, destaca-se o da necessidade de comprovação
de que cada Central represente, no mínimo, 5% (cinco por cento)
do total de empregados sindicalizados em âmbito nacional no
período de 24 (vinte e quatro) meses a contar da publicação
da Lei; e de 7% (sete por cento) do total de empregados sindicalizados
em âmbito nacional após os mencionados 24 (vinte e quatro)
meses.
Em razão dos requisitos legais para constituição
e manutenção das Centrais Sindicais, várias
fusões ocorreram e, atualmente, 06 (seis) estão formalmente
reconhecidas pelo MM. Ministério do Trabalho e Emprego: CUT,
Força Sindical, UGT, Nova Central, CGTB e CTB, enquanto outras
aguardam o reconhecimento.
A legalização das Centrais Sindicais trouxe uma nova
compreensão, visão e adequação dos dirigentes
sindicais e, finalmente, o amadurecimento necessário de que
o caminhar juntos até o limite político interno de
cada grupo e não o confronto, nada mais faz do que trazer
benefícios para toda a classe trabalhadora, independentemente
de quem esteja à testa de sua representatividade.
Sindicatos estão hoje compostos de trabalhadores de várias
correntes, Federações e Confederações
constituem-se de Sindicatos de várias Centrais, todos com
um único objetivo, finalmente colocado em primeiro plano,
de defesa da classe trabalhadora como um todo e não de antagonismos
que ocorriam, muitas vezes, infelizmente, por questões de
ordem pessoal que sobrepujavam o interesse maior da própria
categoria.
Depois de vinte anos da Nova Constituição - que ainda é “Nova”,
pois muitas regulamentações ainda não vieram
e muitas aplicações ainda são “esclarecidas” e
direitos e garantias fundamentais, em alguns casos, ainda pendem,
por incrível que pareça, de reconhecimento - a evolução
e o conseqüente amadurecimento do movimento sindical contribuíram
sobremaneira para que o povo não mais sonhe, mas sim, tenha
certeza de que um porvir maior já é a mais pura realidade.
*Hélio Stefani Gherardi é advogado sindical e consultor
técnico do DIAP.
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Gazeta do Povo, 20 de abril
de 2009
Eleições
De onde deve vir o financiamento das campanhas eleitorais
A origem da verba divide opiniões, mas especialistas concordam
que deve haver mais fiscalização e punição
A 18 meses das eleições
de 2010, a descoberta de doações milionárias
feitas pela construtora Camargo Corrêa a diversos partidos
políticos – supostamente em troca de vantagens em licitações
públicas – antecipou a discussão em torno do
financiamento de campanha. Para alguns especialistas, o ideal seria
manter o financiamento privado, desde que haja maior fiscalização
e punições mais rígidas aos candidatos que agirem
de maneira ilícita. No entanto, há quem defenda o financiamento
público como saída para acabar com interesses particulares
sobre a administração pública e tornar a disputa
mais justa do ponto de vista econômico. A dúvida que
fica é se a medida conseguiria, de fato, pôr fim ao
caixa dois das campanhas eleitorais.
A polêmica em relação à ingerência
privada no setor público é antiga no Brasil. Em 1870,
ao abrir uma reunião do Conselho de Ministros, o imperador
dom Pedro II afirmou que “todos os males da política
brasileira decorrem do modo como são feitas as eleições” – financiadas,
na época, pelos grandes fazendeiros. Mais de um século
depois, em meio ao escândalo do mensalão (2005), o ex-parlamentar
Roberto Jefferson (PTB-RJ) declarou que um mandato de deputado federal
no Rio de Janeiro “não sai por menos de R$ 1 milhão”.
Diante de campanhas cada vez mais caras, doações privadas
ganham força a cada nova eleição e, por vezes,
são uma forma de exigir contrapartidas quando o candidato
apoiado for eleito. Esse é o principal argumento de quem defende
o financiamento público de campanha.
O secretário de Assuntos Legislativos do Ministério
da Justiça, Pedro Abramovay, considera o financiamento público
o melhor caminho para se instituir uma política livre e independente
de interesses econômicos. Para ele, a democracia brasileira é toda
financiada por quem dispõe de mais recursos financeiros, dando
maior chance de ser eleito aos candidatos que se aproximam dessas
pessoas ou empresas. “Quem financia as campanhas não
age por ideologia, mas por interesse de obter um retorno depois da
eleição”, alerta. Na avaliação
de Abramovay, a aplicação de verba pública na
disputa eleitoral ainda iria economizar milhões dos cofres
da União, estados e municípios. “Hoje, o retorno
que essas empresas recebem de contrapartida dos candidatos eleitos
sai mais caro para o governo.”
De acordo com Abramovay, os frequentes casos de caixa dois são
fruto de problemas de fiscalização – e não
de legislação. Diante disso, o secretário admite
que o financiamento público não acabaria com doações
ilícitas, mas iria tornar a fiscalização muito
mais fácil. Outra medida importante, segundo ele, seria enviar
os repasses financeiros apenas aos partidos e não individualmente
a cada candidato.
Já o advogado Fernando Gustavo Knoerr, doutor em Direito
do Estado, defende a total independência de partidos políticos
e candidatos em relação ao poder público. Segundo
ele, os partidos devem ser livres de qualquer vínculo com
o Estado para poder exercer seu papel de resistência e reivindicar
ações em favor dos cidadãos. “Se as legendas
dependerem de dinheiro público para existir, será o
fim dos partidos, que são um importante instrumento da democracia”,
diz. Na visão de Knoerr, o Estado brasileiro também
não pode se dar ao luxo de financiar disputas eleitorais com
verba pública. “Não somos um estado rico. Há vários
serviços que dependem desse dinheiro.”
Na avaliação dele, a legislação evoluiu
nos últimos anos e passou a punir com mais rigor candidatos
que utilizam verba de caixa dois nas campanhas. Desde 1997, a lei
eleitoral pune esses casos com a inelegibilidade por três anos – antes,
a irregularidade rendia apenas multa. No entanto, o advogado rebate
a afirmação de que o financiamento público iria
moralizar as eleições e acabar com as doações
ilícitas. “É impossível acabar com um
dinheiro de onde sequer se sabe a procedência”, diz.
Medida isolada não resolve,
dizem especialistas
O diretor da ONG Contas Abertas, Gil Castelo Branco, se diz favorável
ao financiamento público de campanha, mas fez ressalvas à proposta.
Para ele, é preciso haver uma fiscalização rigorosa, que
impeça a existência de financiamento misto – dinheiro público
(legal) e privado (ilegal). “Esse seria o pior dos mundos. Além
de onerar os cofres públicos, haveria verba particular por fora”,
disse. “Desde que haja regras claras, o financiamento público
facilitaria a comparação entre os gastos dos candidatos e deixaria
evidente indícios de despesas ilícitas.”
Segundo Castelo Branco, o debate não chega a um desfecho
por falta de interesse dos próprios parlamentares. “O
modelo atual ajuda a perpetuar os caciques do Congresso no poder.
Entrarem em igualdade na disputa não seria nada interessante
para eles”, declarou.
Na avaliação do advogado Gustavo Justino de Oliveira,
doutor em Direito do Estado, apenas instituir o financiamento público
seria insuficiente para coibir os casos de caixa dois. “O mandato
todo precisa ser revisto, não só a modalidade de financiamento.
Para isso, seria necessário uma reforma política”,
defendeu.
No início do ano, o governo entregou uma proposta de reforma
política ao Congresso. A Câmara e o Senado prometeram
formar uma comissão conjunta para analisar cada um dos pontos
listados no projeto e colocar a proposta em votação
já no primeiro semestre. No entanto, na última vez
em que entrou em votação – em junho de 2007 –,
a reforma política saiu de pauta, principalmente porque não
houve consenso quanto ao financiamento público de campanha.
(ELG)
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Gazeta do Povo, 20 de abril
de 2009
Parlamento
CPI chega aos 75 anos, mas ainda não
amadureceu
Especialistas e parlamentares defendem mudanças nos mecanismos
das comissões de inquérito para aprimorar o trabalho
e os resultados das investigações do Legislativo São Paulo -
Há 75 anos, as comissões parlamentares de inquérito
(CPIs) eram estabelecidas, pela primeira vez, numa Constituição
brasileira. Acolhidas pela lei fundamental promulgada em julho de
1934, as CPIs foram institucionalizadas no país por influência
direta da jurisprudência anglo-saxônica, 45 anos após
a Proclamação da República. Após sete
décadas e um processo de popularização com as
transmissões ao vivo pela tevê, especialistas em CPIs
e os próprios parlamentares defendem mudanças para
que o trabalho desses grupos seja aprimorado, não caia no
esquecimento e nem substitua o papel do Parlamento de legislar.
De acordo com o professor de Direito Constitucional Sérgio
Resende de Barros, doutor pela Faculdade de Direito da Universidade
de São Paulo (USP), há a necessidade de um aprimoramento
do mecanismo. Defensor das CPIs, Barros é favorável
ao envio do relatório final das comissões diretamente à Procuradoria-Geral
da República (PGR), independente da aprovação
ou rejeição dos parlamentares, que podem determinar
o arquivamento ou a remessa para o Ministério Público
Federal (MPF).
“
Atualmente, eles (deputados e senadores) enviam para o MPF se quiserem.
Muitas vezes, quando chega ao fim dos trabalhos, a maioria no Congresso
vem com o rolo compressor e não manda o relatório final
para o MPF”, afirma. Mesmo assim, para ele, o senso comum de
que CPI “dá em pizza” mostra que há uma
noção errada sobre a função dessas comissões.
“Acham que a CPI tem de punir, não entendem a finalidade
dela. Quem pune é o Judiciário e não a CPI.
E quem denuncia é o Ministério Público.” Barros
critica ainda o “vedetismo” por parte de alguns parlamentares
que, no seu entender, aproveitam as comissões televisionadas
para se promover eleitoralmente.
Na opinião do advogado José Alfredo de Oliveira Baracho
Junior, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), as CPIs estão
sobrecarregadas. Segundo ele, a função legislativa
hoje é quase totalmente vista por meio das comissões
de inquérito. “A CPI não pode ser o único
espaço de atuação legislativa. O Congresso tem
outras funções importantes, como discutir e votar projetos
e emendas. Esse papel tem sido pouco exercido”, considera.
Baracho Junior conta que na CPI do caso PC Farias, que investigou
a influência do empresário Paulo César Farias
durante o mandato do ex-presidente Fernando Collor de Mello, atual
senador pelo PTB de Alagoas, o Congresso “praticamente não
legislou, viveu em função desta CPI”, comenta.
Falhas
O vice-presidente da CPI da Pedofilia, senador Romeu Tuma (PTB-SP),
defende o mecanismo das comissões, mas aponta como uma das
falhas a possibilidade de apresentação do relatório
em separado. “Às vezes, toda a apuração
da CPI cai por terra porque algum parlamentar decide fazer um relatório
em separado. Eu acho que todos os relatórios devem ser remetidos
ao Ministério Público”, considera. No entanto,
para Tuma, a CPI é mais “extensiva” do que os
demais órgãos de fiscalização do Poder
Executivo, como os Tribunais de Contas da União (TCU) e dos
Estados (TCEs).
Para o presidente da CPI das Escutas Telefônicas, deputado
Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), as comissões de inquérito
devem ser fortalecidas. Ele defende, por exemplo, que os dados apurados
por quebra judicial de sigilo sejam compartilhados com as CPIs. De
acordo com ele, isso fortalece o papel da comissão e dá a
ela o mesmo poder que tem o Judiciário. “CPI é um
instrumento fundamental da democracia e tem sido muito bem utilizado
em várias partes do mundo, assim como no Brasil”, ressalta.
A voz destoante é a do presidente da Câmara, Michel
Temer (PMDB-SP). O peemedebista discorda da visão de Itagiba
quanto aos poderes jurisdicionais. Para Temer, as CPIs estão “na
medida certa” quanto à faculdade de fiscalizar. “Elas
não podem exercer funções judiciais. Por isso,
prestam o papel adequado”, reitera. De acordo com ele, as comissões
de inquérito exercem uma das principais funções
do Congresso, a de fiscalizar.
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Gazeta do Povo, 20 de
abril de 2009
Preços
Ipardes aponta inflação
em alta
Levantamento é o primeiro depois da minirreforma tributária
do governo estadual. Supermercados garantem que repassaram ao consumidor
a redução dos tributos Apesar de
o setor supermercadista paranaense garantir que cerca de 5 mil produtos
ficaram até 7%
mais baratos com o repasse da redução do ICMS, a inflação
do estado deve registrar aceleração próxima
de 0,8% no período entre os dias 15 de março e 15 de
abril. O número – que foi pressionado por itens de vestuário – deve
ser confirmado hoje pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento
Econômico e Social (Ipardes) e reflete os primeiros 15 dias
desde o início da chamada minirreforma tributária estadual,
que reduziu de 18% para 12% a alíquota de ICMS sobre produtos
e bens de consumo.
O primeiro levantamento mensal completo sob a minirreforma está em
andamento e deverá ser divulgado no início do mês
de maio, segundo o governador do estado Roberto Requião. “É lógico
que alguns [supermercados] não vão querer repassar
[a queda no imposto], mas quem não repassar vai perder clientes
e corre o risco de criar a imagem de supermercado que vende mais
caro, o que fica difícil de reverter depois”, avalia
o governador.
A desoneração tributária estadual foi elogiada ontem por
representantes do setor supermercadista na abertura da 28ª edição
da Mercosuper, Feira e Convenção Paranaense de Supermercados.
Para o presidente da Associação Paranaense de Supermercados (Apras),
Everton Muffato, o setor deve se beneficiar da medida, garantindo um crescimento
mesmo no cenário de crise econômica.
O otimismo se reflete nas expectativas do próprio evento,
que para esta edição aguarda um crescimento de 10%
no número de visitantes e de negócios realizados. Em
2008, sob um cenário de economia superaquecida, a edição
da Mercosuper atraiu 45 mil visitantes, movimentando R$ 550 milhões.
Para este ano são esperados 50 mil visitantes e R$ 600 milhões
em negócios nos três dias de evento.
Para o presidente da Associação Brasileira de Supermercados
(Abras), Susumo Honda, o setor deve apresentar alta entre 4% e 5%
no primeiro quadrimestre de 2009 sobre o mesmo período de
2008. “O setor de alimentos depende fundamentalmente do aumento
da massa salarial. Para este ano contamos com uma recomposição
de 12% no salário mínimo, com uma redução
da alíquota do imposto de renda e, no Paraná, com a
redução de 7% em média no ICMS dos produtos.
Somando, isso representa uma recomposição da ordem
de 20% no poder de compra dos salários”, calcula Honda.
O presidente da rede Condor, Pedro Joanir Zonta, conta que a redução
do ICMS sobre os produtos de Páscoa garantiu um crescimento
de 20% nas vendas de sua rede comparadas ao mesmo período
do ano passado. “Foi reduzir o preço e os produtos sumiram
das gôndolas. E não só os ovos de chocolate,
mas todos os produtos ligados à data que tiveram o preço
reduzido”, comenta.
Zonta também comemora o anúncio da redução
do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) da chamada linha
branca – fogões, micro-ondas e geladeiras. “Amanhã mesmo
[hoje] toda a linha branca terá uma redução
média de 10% nos preços”, afirma o empresário,
que acredita que a medida deva impulsionar em até 20% as vendas
destes artigos até o Dia das Mães.
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Folha de S.Paulo, 20 de
abril de 2009
Economia com juros é gasta no
governo
Alta das despesas com pessoal chegou a R$
40 bi ao ano desde 2006, equivalente ao que deixou de ser desembolsado
no pagamento da dívida
Investimentos públicos registraram um avanço de R$
14,7 bi, menos que as despesas com funcionalismo, custeio e Previdência
Social
MARCIO AITH
DA REPORTAGEM LOCAL
O governo federal usou praticamente toda a economia que teve com
a queda dos juros desde 2006 para reforçar sua própria
estrutura e aumentar o salário do funcionalismo público.
Pouco foi feito para elevar os investimentos, necessários
para permitir que o país cresça sem solavancos.
É
o que revela estudo feito pelo economista Alexandre Marinis, sócio
da consultoria Mosaico, a pedido da Folha. Entre abril de 2006 e
fevereiro de 2009, os gastos anuais do governo central com juros
caíram cerca de R$ 40 bilhões. No mesmo período,
as despesas com pessoal subiram iguais R$ 40 bilhões, e as
de custeio, R$ 26,7 bilhões. Já as despesas de capital
-os investimentos propriamente ditos- aumentaram apenas R$ 14,7 bilhões.
O mês de abril de 2006 foi escolhido como marco inicial do
estudo por duas razões. Naquele mês, o governo central
registrou o pico do pagamento de juros acumulados em 12 meses. Também
foi a partir de abril de 2006 que o governo acelerou a contratação
e intensificou os reajustes salariais.
Ou seja, o aumento de gastos com funcionalismo e custeio não
foi produto de um simples crescimento vegetativo e involuntário
da máquina, mas, principalmente, do voluntarismo oficial.
Entre 2003 e 2005, nos três primeiros anos do governo Lula,
o crescimento médio anual da folha de salários federais
foi de apenas R$ 7 bilhões. Entre 2006 e 2009, esse aumento
pulou para R$ 13 bilhões ao ano.
"
A política econômica do segundo mandato do presidente
Lula está sendo marcada não só pela queda dos
juros, mas também pelo maior ciclo de contratações
e de aumentos salariais ao funcionalismo de que se tem notícia",
disse Marinis.
Nos 12 meses entre maio de 2005 e abril de 2006, a Selic média
estabelecida pelo Copom (Comitê de Política Monetária
do BC) foi de 18,5%. Já nos 12 meses entre março de
2008 e fevereiro de 2009, a taxa caiu para 12,8% -uma redução
de 5,7 pontos percentuais.
O levantamento ganha relevância com a perspectiva de novas
quedas da taxa Selic até dezembro. Se a taxa média,
acumulada em 12 meses, cair de 12,8%, hoje, para 10% no fim do ano,
como prevê o mercado, estima-se em R$ 20,3 bilhões a
redução do custo da dívida do governo federal.
"
Esse valor equivale à metade dos ganhos já ocorridos
com a queda dos juros desde 2006", disse Marinis. "Pela
experiência recente, esse dinheiro não deve ir para
investimentos. Os juros não são o único vilão
das contas públicas. Sua redução não
garante, necessariamente, o aumento dos investimentos."
Além dos gastos de custeio e da folha, as despesas com benefícios
previdenciários também aumentaram mais do que os investimentos
entre 2006 e 2009: R$ 51,8 bilhões.
Mais receita
Em entrevista à Folha, Armínio Fraga, ex-presidente
do Banco Central, disse que a queda dos juros não pode servir
de pretexto para a elevação descontrolada do gasto
público.
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Folha de S.Paulo, 20 de abril de 2009
Poupança distinguirá investidores,
diz Lula
Para o presidente, mudança no cálculo do rendimento é necessária
para que o dinheiro dos mais pobres não seja corroído
Lula não quis entrar em detalhes, nem mesmo sobre o limite
de aplicação na poupança a partir do qual a
remuneração será menor
CLÓVIS ROSSI
ENVIADO ESPECIAL A PORT OF SPAIN
A mudança na caderneta de poupança que o governo está estudando
fará uma distinção entre "o pequeno poupador
e alguém que quer fazer da poupança um investimento",
afirmou ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista
coletiva concedida após sua participação na
5ª Cúpula das Américas.
Mas o presidente, tal como já acontecera na quinta-feira,
não entrou em detalhes nem mesmo para definir qual é o
limite de aplicação a partir do qual o poupador passa
a ser investidor e, portanto, terá eventualmente uma remuneração
menor.
Os números citados por Lula foram apenas ilustrativos. "Daqui
a pouco, tem gente tirando R$ 50 milhões, R$ 60 milhões,
e querendo aplicar na poupança. Aí você mata
a poupança", afirmou, ilustrando o que seria um investidor.
Na ponta do poupador, o presidente lembrou que "85% dos poupadores
têm menos de R$ 5.000 na poupança".
Não quer dizer, como é óbvio, que esses serão
os limites para definir a remuneração da caderneta.
Servem apenas para mostrar qual é o conceito de poupador e
o de investidor que orientará a mudança.
Lula lembrou ainda que há a "necessidade de o juro no
Brasil ir se ajustando para que a economia brasileira volte a crescer
mais rapidamente", o que se reflete na poupança.
Caindo os juros, cai a remuneração dos fundos de investimento
baseados nos juros. A poupança, que não paga imposto,
fica mais atraente. Para o presidente, se não houver um ajuste
também na poupança, "você vai começar
a ver pessoas que têm muito dinheiro, em vez de ficar investindo
em fundos de investimento, correrem para a poupança. E poupança é para
cuidar das pessoas mais pobres, para evitar que o dinheiro delas
seja corroído".
Lula reconheceu o óbvio: a questão da poupança "é delicada" e,
por isso, vai exigir "muito trabalho da área econômica".
Escudou-se na delicadeza do tema para não entrar em mais detalhes. "Não
posso dizer o que penso a respeito porque poderia gerar especulação.
Nós não podemos permitir que a poupança sofra
qualquer enfraquecimento e, ao mesmo tempo, não podemos permitir
que as pessoas que mais necessitam da poupança criem desconfiança
sobre esse instrumento financeiro tão importante."
Conforme a Folha já informou, a mudança na caderneta
de poupança é necessária por causa da queda
dos juros, que deve continuar nos próximos meses, o que, de
resto, foi indiretamente confirmado por Lula ao mencionar a necessidade
de "ajuste" na taxa de juros.
Se o nível fixado pelo BC, hoje em 11,25%, cair abaixo de
9% ao ano, os técnicos estimam que a poupança renderá mais
que os fundos de investimento, devido à isenção
do IR.
Já as aplicações em fundos de investimento seguem
de perto a taxa de juros de mercado, mas são tributadas. Entre
os desequilíbrios que essa diferença pode causar, estão
a dificuldade de o governo refinanciar sua dívida e a possível
redução no dinheiro disponível para empréstimo
pelos bancos.
Combustível
O presidente também comentou o "pequeno ajuste" a
ser feito no preço dos combustíveis, a partir da queda
no preço internacional.do petróleo.
Mas não deu detalhes, alegando que, antes de qualquer decisão,
o governo pretende saber o efeito sobre a receita dos Estados, que
cobram ICMS pelos combustíveis. "Queremos preservar o
máximo possível de capacidade de investimento."
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
20/04/2009
Não cabe adicional de insalubridade
para remoção de aves mortas na Perdigão
O trabalho de remoção de aves mortas em aviário
não permite, por si só, o recebimento pelo empregado
de adicional de insalubridade. A Perdigão S.A. foi liberada
da condenação, pela Quarta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho, ao pagamento de adicional de insalubridade a um auxiliar
de granja, responsável por retirar aves mortas do galpão.
Para a maioria da Turma, a função não permite
analogia com a especificada na relação das atividades
classificadas como insalubres pelo Ministério do Trabalho e
Emprego (MTE).
Ao analisar a questão, o ministro Barros Levenhagen, relator
do recurso de revista da empresa, entendeu que a utilização
da expressão “resíduos de animais deteriorados” no
Anexo 14 da NR-15 do MTE equivale a resíduos de animais degenerados
ou apodrecidos. A conclusão do relator é que a norma
não abrange a tarefa de recolhimento de aves mortas e sua remoção
até a área de serviço, “uma vez que não
há registro de que elas se encontrassem em estado de apodrecimento
ou degeneração”.
O adicional havia sido concedido, em grau médio, pelo Tribunal
Regional do Trabalho da 4ª Região (RS), ao entendimento
de que o trabalhador estava exposto a agentes biológicos. O
Regional considerou irrelevante o fato de o Anexo 14 não mencionar
expressamente a prestação de trabalho em aviários
e julgou razoável, por analogia, no caso do auxiliar da Perdigão,
o “enquadramento das atividades de recolher as fezes das aves,
retirar aves mortas e de limpar galinheiros, àquelas arroladas
no anexo 14, especialmente no que se refere aos itens ‘outros
estabelecimentos destinados ao tratamento e atendimento de animais’ e ‘resíduos
de animais deteriorados’”.
A Perdigão recorreu do acórdão regional, e a
Quarta Turma, por maioria, excluiu a sanção. A ministra
Maria de Assis Calsing, vencida no julgamento do tema, propunha a manutenção
do adicional. O relator ressaltou, na defesa de seu voto, que o laudo
pericial concluiu ser salubre o local de trabalho e que não
houve indicação, pelo Regional, de “outros elementos
ou fatos provados nos autos que os levassem à conclusão
diversa da conclusão do experto”.
Em outubro de 2001, o trabalhador de Taquari (RS) foi contratado pela
Avipal S.A. Avicultura e Agropecuária - que mudou de razão
social para Eleva Alimentos S.A. e, em abril de 2008, foi incorporada
pela Perdigão S.A. Demitido em julho de 2006, postulou o pagamento
pela empresa de diversas verbas trabalhistas, entre elas adicionais
de insalubridade e periculosidade. ( RR-10342/2006-761-04-00.7)
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FETRACONSPAR, 16 de abril de 2009
FETRACONSPAR realiza reunião da
diretoria em Imbituva
Na Última quinta-feira (16/04) a FETRACONSPAR, realizou no município
de Imbituva/PR, reunião com sua diretoria e conselho de representantes,
ocasião em que foram discutidos diversos temas de interesse
do movimento sindical.
Ainda no dia 16/04, na parte da manhã, dirigentes ligados
a FETRACONSPAR, fizeram panfletagem e visitaram várias empresas
para conversar com os trabalhadores, tendo em vista as eleições
que ocorrem no SINDICOMP Imbituva no próximo dia 24/04.
A FETRACONSPAR apóia a chapa nº. 2 “RENOVAÇÃO”.
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FETRACONSPAR, 17 de abril de 2009 | Eventos
Data Base Junho
FETRACONSPAR realiza reunião conjunta
com os sindicatos da cadeia produtiva da Construção
Civil
Dando seqüência a programação da Campanha
Salarial Unificada – 2009, data base junho, a FETRACONSPAR realizou
na última sexta-feira (17/04), reunião conjunta com os
sindicatos filiados, para avaliação,
adequação e deliberação das propostas aprovadas
nas Assembléias da categoria da construção civil
e demais setores da cadeia produtiva.
As entidades prepararam as Pautas, que serão encaminhadas aos
sindicatos patronais, agora em abril, sendo que as primeiras mesas
de negociação estão previstas para o início
de maio.
Na ocasião recebemos a visita do prefeito de Imbituva, que agradeceu
a presença dos sindicalistas em seu município, e comentou sobre as
eleições que ocorrem no próximo dia 24/04 no Sindicomp Imbituva.
Prefeito de Imbituva comparece
ao local
da reunião
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Cornélio Ferreira, candidato a
presidente do SINDICOMP pela chapa nº. 2 "Renovação",
também participou da reunião
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FETRACONSPAR, 18 de abril de 2009 | Eventos
Marceneiros de Curitiba
Diretoria do SOMPAR toma posse na sede da FETRACONSPAR
Geraldo Ramthun e Reinaldim Barboza, posam juntamente com a diretoria
que
estará
a frente do SOMPAR no período 2009/2013 |
Tomou posse neste sábado (18/04), para o mandato 2009/2013,
a nova diretoria do SOMPAR – Sindicato dos Oficiais Marceneiros
do Estado do Paraná, presidido pelo companheiro JOÃO
MARIA VIANA.
GERALDO RAMTHUN, presidente da FETRACONSPAR e Diretor
Secretário
Regional da CNTI, presidiu a mesa que contou ainda com a presença
dos senhores REINALDIM BARBOZA PEREIRA, Secretário
Geral da FETRACONSPAR e presidente do STICM de Paranavaí, DENILSON
PESTANA DA COSTA, Secretário de Finanças da
FETRACONSPAR e presidente do STICM de Londrina, SIRLEI CÉSAR
DE OLIVEIRA, presidente do
STICM de Guarapuava, NILTON ANTUNES BETIM, presidente
do SITIM Jaguariaíva,
ILSON KONDRATOSKI, Presidente do SINDIMARMORE, JOSÉ ZIERHUT,
presidente do SOM de Ponta Grossa, ANTONIO LEMOS DO PRADO,
presidente do SINDIMONT e RAUL PEREIRA, Secretário
Geral do SINTRACON Curitiba, além de alguns diretores das entidades
presentes. O advogado trabalhista SANDRO
LUNARD, também esteve presente, prestigiando o evento.
Geraldo Ramthun empossa nova diretoria
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Após a solenidade de posse, os mais de 100 convidados foram
recepcionados no Restaurante Lonatto para almoço de confraternização.
Convidados foram recepcionados no
Restaurante Lonatto
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Diretores e seus familiares
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FETRACONSPAR, 19 de abril de 2009 | Eventos
Olaria e Cerâmica
Sintracon Curitiba realiza assembléia
com trabalhadores das Olarias
Domingos Oliveira Davide, presidente
do SINTRACON Curitiba, apresenta seus diretores e funcionários
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O SINTRACON – Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
da Construção Civil de Curitiba, presidido pelo companheiro
DOMINGOS OLIVEIRA DAVIDE, realizou neste domingo (19/04), na localidade
do Agaraú em São José dos Pinhais, grande assembléia
com trabalhadores das olarias e cerâmicas da região metropolitana
de Curitiba, visando o início da campanha salarial 2009/2010.
Na ocasião foi realizado um torneio de futebol com a participação
de 09 (nove) equipes. Foi servido almoço aos presentes e os
trabalhadores tiveram a oportunidade de se associarem no local.
A equipe composta por funcionários do SINTRACON Curitiba
e da FETRACONSPAR, montaram estrutura para que a emissão das
carteirinhas fossem feitas na hora.
O evento foi um sucesso e contou com a presença de aproximadamente
300 pessoas entre trabalhadores e seus familiares.
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