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O ESTADO DO PARANÁ, 29
de junho de 2009 | Economia
Países já gastaram
5% do PIB para enfrentar crise
Agência Estado
O mundo já gastou 5% do seu PIB para enfrentar a pior crise nos últimos
60 anos. Mas as autoridades alertam: os pacotes de recuperação
não estão dando resultados esperados, não se sabe
quando a recuperação ocorrerá e governos estão
sendo lentos na reforma do sistema bancário. Nove meses depois da
eclosão da crise, os mesmos reguladores que deveriam ter fiscalizado
o mercado continuam perplexos e reconhecem que não entendem como é que
o sistema financeiro que "parecia perfeito" entrou em colapso.
Esses são alguns dos resultados do relatório anual do Banco
de Compensações Internacionais (BIS), que amanhã conclui
sua assembleia anual com todos os BCs do mundo, apelando para que o trabalho
de corrigir as falhas no sistema seja acelerado. O BIS quer que governos
e bancos centrais deem sinais claros de que estão comprometidos
com essa reforma. Seu recado é claro: os pacotes de resgate estão
mal elaborados, incrementam os riscos, os governos estão demorando
para limpar os bancos e não existe ainda uma estratégia
de saída.
A mensagem do BIS é de que nada adianta trilhões de dólares
para manter a economia em funcionamento se o sistema financeiro não
for reformado. "A habilidade dos pacotes de gerar uma recuperação
sustentável é ainda uma questão aberta", diz
o BIS. "As ações políticas tem sido insuficientes
em restaurar a saúde do sistema bancário", alerta.
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O
ESTADO DO PARANÁ, 29 de junho de 2009 | Economia
Crise econômica afeta
os mais ricos e classe C já reage
Agência Estado
A crise econômica global atingiu em cheio o bolso dos brasileiros
mais ricos. De janeiro a abril deste ano, a renda média (individual)
das pessoas das classes A e B nas seis principais regiões metropolitanas
caiu 8,7% em termos reais (descontada a inflação), ante igual
período de 2008, de R$ 2.637 para R$ 2.407. Em 2008, a renda das
classes A e B já havia caído 7,01% ante 2007. Na visão
do economista Marcelo Neri, que calculou esses números, a queda
em 2008 deve ter sido influenciada pelos meses após a crise global,
iniciada em setembro do ano passado.
A boa notícia, nesse levantamento feito por Neri, que chefia o
Centro de Política Social (CPS) da Fundação Getúlio
Vargas (FGV), é que a classe C, muito atingida em janeiro, se
recuperou. Um estudo anterior de Neri mostrava que, apenas em janeiro,
a classe C tinha perdido para as classes D e E 11% de todo o seu crescimento
em tamanho no governo Lula.
Os novos números fazem parte de um estudo de natureza diferente,
que revela o salário médio por classe, e não o tamanho
de cada uma. O cálculo do novo estudo também toma por base
a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) nas regiões metropolitanas
de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador
e Recife.
O trabalho mostra que a renda média das pessoas de classe C cresceu
3,9% de janeiro a abril deste ano, comparada com os mesmos meses de 2008,
subindo de R$ 625 para R$ 649. Em 2008, já havia aumentado 6,12%.
Coerentemente com esse resultado, a classe C já representava,
na última semana de abril, 53,6% da população das
seis regiões metropolitanas, após ter caído de 53,81%
para 52,64% apenas em janeiro.As classes A e B correspondiam a 13,3%
da população metropolitana na última semana de abril.
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O GLOBO, 29 de junho de
2009 | Economia
Governo anuncia novas medidas
de estímulo hoje
BRASÍLIA - O governo vai aproveitar o evento marcado para hoje
com os setores de bens de capital (indústria de máquinas
e equipamentos e a de bens de capital para infraestrutura) para confirmar
a prorrogação da desoneração do IPI para
automóveis, produtos da linha branca e construção
civil, cuja desoneração terminaria em 30 de junho.
O Imposto sobre Produtos Industrializados
(IPI) incidente sobre os carros será mantido no patamar atual por mais três meses. Em outubro,
a alíquota será elevada gradativamente até dezembro.
O impacto para o governo será de cerca de R$ 2 bilhões
no segundo semestre, no que se refere aos carros. O governo também
anunciará a prorrogação por três meses da
menor tributação para a linha branca e itens ligados à construção
civil.
A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas
(Abimaq) e a Associação Brasileira da Infraestrutura e
Indústrias de Base (Abdib) estão confirmadas no evento
marcado para às 11h30 de hoje, descrito na agenda do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva como " cerimônia de anúncio
de medidas de estímulo à economia " . Para estes setores,
as medidas são concentradas na redução das taxas
de juros e no aumento dos prazo para financiamentos.
As presenças dos representantes das montadoras (Jackson Schneider,
presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos-Anfavea),
linha branca (Lourival Kiçula, presidente da Associação
Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos-Eletros)
e construção civil (Melvyn Fox, presidente da Associação
Brasileira da Indústria de Materiais de Construção-Abramat)
são esperadas, mas não foram confirmadas.
(Valor Econômico)
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O Outro Lado da Notícia,
29 de junho de 2009
Trabalhadores com mais estudo lideram perda de renda,
revela IBGE
Os trabalhadores com mais anos de estudos
tiveram em maio uma perda de rendimento acima da média da população
ocupada brasileira.
Uma queda maior tanto em valor quanto em
termos percentuais, mostra a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada
na última quinta-feira
(26) pelo IBGE.
Segundo Cimar Azeredo, gerente da pesquisa
mensal de emprego do IBGE, o rendimento das pessoas ocupadas com,
pelo menos, o ensino médio
completo caiu 1,5% frente a abril, um recuo R$ 1.781,22 para R$ 1.753,80.
Essa redução foi acima do estimado pelo IBGE para a
população ocupada como um todo.
O rendimento médio real dos trabalhadores recuou 1,1% em maio
na comparação a abril, para R$ 1.311,70, mostram os dados.
Uma queda maior do rendimento também ocorreu para a população
ocupada com o ensino fundamental completo. O rendimento médio
desse trabalhador caiu 1,2% em maio, de R$ 779,17 para R$ 769,70.
"Os trabalhadores dos grupos de intermediação financeira
e de serviços para empresas apresentaram uma queda maior do
rendimento. São setores que tiveram maiores perdas com a crise
e que não têm mais como sustentar pessoas com salários
muito elevados", avalia o economista.
Já o rendimento da população
ocupada com apenas os primeiros anos do ensino fundamental completos
aumentou em maio:
0,8%.
O rendimento passou de R$ 683,12 em abril
para R$ 688,60 no mês
passado.
Por grupamento, os trabalhadores com
carteira de trabalho assinada perceberam uma baixa de 0,2% no rendimento,
para R$ 1.260,10. Já a
renda dos empregados sem carteira de trabalho assinada subiu 5,5%,
para R$ 883,90.
A renda dos conta própria
ficou quase estável:
-0,1%, em R$ 1.094,40.
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O
ESTADO DO PARANÁ, 29 de junho de 2009 | Economia
Reciclagem reduz custo
de obra em até 35%
Newton Almeida
Daniel Caron

Quase tudo que já foi usado em uma construção
pode ser usado de novo.
O reaproveitamento de materiais de construção pode significar
uma economia de até 35% em reformas ou novas construções.
Segundo profissionais de arquitetura, o uso de materiais e equipamentos
reaproveitáveis pode representar custos menores inclusive na decoração
dos ambientes.
Um exemplo de que é possível aliar a economia da reutilização
de materiais alternativos à decoração de alto nível
está no espaço da Churrasqueira, na exposição
Casa Cor Paraná 2009.
A arquiteta Jucy Passalacqua, uma das responsáveis pelo espaço,
conta que a cobertura de vidro, que eventualmente pode passar despercebida
para quem visita o ambiente, é resultado de sobras de vidraçarias.
Já a bela bancada, decorada com peças de requinte, foi
revestida com pastilhas que restaram de outra obra.
“Se a ideia é economizar, além de usar muita criatividade,
a melhor opção é procurar materiais alternativos”,
afirma Jucy. Segundo ela, é possível encontrar materiais
de qualidade em locais, muitas vezes considerados como lojas de segunda
linha. “Existem cemitérios de vidros e azulejos, onde existem
materiais que permitem uma decoração diferenciada”,
afirma.
Segundo Jucy, o valor pago pelos vidros
usados na composição
do ambiente foi 30% menor do que custaria se o material fosse encomendado. “Também
abrimos mão do granito e do mármore para aproveitarmos
as pastilhas que sobraram de outra reforma. Nesse caso, sequer houve
custos”, conta.
Jucy explica que, ao contrário de uma obra convencional, existe
a necessidade de adaptar os espaços aos materiais disponíveis. “No
espaço da Churrasqueira, especificamente, foi preciso fechar uma
parede para adaptar o encaixe dos vidros.” Mesmo assim, a arquiteta
conta que o custo da obra significou uma economia de 30% a 35% em relação
ao que se pagaria com materiais novos.
Materiais
Se a alta decoração se adapta à possibilidade do
reaproveitamento de elementos da construção, há também
quem se especialize no comércio de materiais alternativos, como é o
caso do empresário Henrique Rodbard.
Há três anos, ele presta serviços de demolição.
Neste tempo, Rodbard também passou a renegociar os produtos de
habitações demolidas que poderiam ser reutilizados.
Rodbard conta que oferece descontos para
o cliente, quando existem materiais que podem ser renegociados. “Em alguns casos chegamos até a
pagar pelo material, se ele agregar uma boa qualidade”, afirma.
O empresário conta que revende desde telhas até tijolos
maciços. “Temos materiais que são vendidos por metade
do preço, mas com a mesma qualidade de produtos novos.”
Rodbard usa uma porta de madeira maciça como exemplo. “É muito
difícil achar para comprar um material resistente como esse. Nesse
caso, o preço é um pouco mais caro em relação
a uma porta comum, mas quem conhece sabe que vale a pena”, conta.
Serviço:
A Casa Cor Paraná 2009 está aberta para visitação
no Asilo São Vicente (Rua Barão dos Campos Gerais, 970
- Juvevê. Curitiba-PR), das 13h às 21h (terça a sábado),
e das 11h às 19h (domingo).
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Gazeta do Povo, 29 de junho
de 2009
Cenário
PR dá sinais de que o pior já passou
No primeiro semestre, o estado acumulou resultados ruins, agravados
pela quebra na safra. Apesar de os números mais recentes indicarem
recuperação, as 900 demissões da Bosch, ocorridas
há dez dias, mostram que o período de ajustes não
terminou
Com vários setores industriais duramente abatidos pela crise
e com uma perda expressiva na produção agrícola
devido à estiagem, o primeiro semestre da economia paranaense
foi desanimador. Há sinais, porém, de que ela já bateu
no fundo do poço e indicadores importantes mostram um desempenho
melhor do que a média nacional.
Parece contraditório, mas um dos sinais mais positivos da economia
paranaense no primeiro semestre foi o recuo de 1,4% na produção
industrial de janeiro a abril, na comparação com o mesmo
período de 2008. Foi a menor queda entre os estados pesquisados
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
e sensivelmente menor do que a queda de 14,7% na média do país.
Setores de peso, como alimentos, bebidas e produtos químicos,
seguraram o índice estadual.
Os efeitos da crise foram mais sentidos
no setor metalmecânico,
abatido pela queda abrupta nas exportações de veículos
e nas vendas internas de caminhões e máquinas – os
fabricantes de veículos apresentaram um recuo de 35,6% na produção,
a maior entre todos os segmentos pesquisados. Também foi um
semestre decepcionante para produtores de madeira e mobiliário.
O presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep),
Rodrigo da Rocha Loures, diz que no começo do ano os empresários
estavam se preparando para o pior, mas depois a crise se mostrou moderada
no estado. “Já era esperado que houvesse perdas nesse
primeiro semestre em relação ao ano passado. O setor
exportador foi muito impactado e grandes empresas tiveram de fazer
ajustes entre novembro e janeiro”, lembra. “Agora precisamos
nos preocupar com a competitividade da indústria para quando
vier a retomada.”
Essa sensação de “moderação” também
foi vista no emprego. De janeiro a abril, foram abertas 34,5 mil vagas
formais no Paraná, o que significa um incremento de 1,6% no
número de pessoas empregadas. O número está acima
da média nacional, de 0,56%. A recuperação é bem-vinda,
mas ainda é tímida diante da perda de quase 50 mil postos
de trabalho no Paraná em dezembro. E o ciclo de demissões,
como mostra a dispensa de 900 trabalhadores da fábrica da Bosch
em Curitiba, ainda não está completamente encerrado.
No comércio, houve um aumento de 0,7% nas vendas nos primeiros
quatro meses do ano, segundo o IBGE – abaixo da expansão
nacional de 2,5%. A venda de veículos, apesar da redução
de impostos sobre automóveis, estagnou e os segmentos de vestuário,
móveis e eletrodomésticos, e materiais de construção
recuaram. “Dividimos o semestre em duas partes. O primeiro trimestre
foi de queda, com uma recuperação no segundo trimestre,
quando começou a valer a redução de impostos sobre
a linha branca e materiais de construção”, comenta
Darci Piana, presidente da Federação do Comércio
do Paraná (Fecomércio).
Em parte, o comércio sentiu os reflexos das dificuldades do
campo. Segundo a Secretaria da Agricultura, houve uma quebra de 21%
na safra de grãos neste ano – número apurado até maio
e que deve ser revisto. Assim, o estado está produzindo 25,5
milhões de toneladas, em vez dos 32 milhões de toneladas
previstos. Além disso, o preço de vários itens
está mais baixo do que no ano passado. É o caso do milho,
cuja saca é vendida hoje por cerca de R$ 17, cerca de R$ 3 a
menos do que em 2008.
No setor de construção civil, o ânimo foi retomado
com a melhora no crédito – somente a liberação
de recursos da Caixa no Paraná cresceu 82% até maio.
As taxas de juros estão caindo e o projeto Minha Casa, Minha
Vida fez disparar a procura pelos imóveis mais baratos. “É verdade
que a velocidade das vendas caiu um pouco, mas o indicador está na
média histórica, o que é saudável para
o setor”, diz Hamilton Franck, presidente do Sindicato da Indústria
da Construção Civil do Paraná (Sinduscon-PR).
O sindicato também notou uma queda de 9% nas áreas liberadas
para construção, um indicador da disposição
de se iniciarem novas obras. “Muitas empresas esperaram o cenário
se estabilizar. Nossa previsão é de que haja um aumento
de 10% a 15% na área liberada até o fim do ano”,
diz Franck.
“Os incentivos ao consumo funcionaram para segurar a economia
no primeiro semestre e, mesmo assim, o PIB do Brasil caiu 0,8% no primeiro
trimestre”, destaca Christian Luiz da Silva, professor de Economia
da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).
Na opinião do economista, uma vantagem do Paraná é que
sua indústria alimentícia é bastante estável
e serve como um amortecedor para choques em outros segmentos. “Ao
mesmo tempo, a economia do estado está mais exposta a problemas
climáticos, como a seca deste ano. Seu impacto total no PIB
estadual ainda precisa ser estimado”, completa.
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Folha de S.Paulo, 29 de
junho de 2009
Lula decide manter meta de inflação
em 4,5% para 2011
Presidente quer aliviar pressão no BC para elevar taxa de juros
em ano de eleição | Equipe econômica via condições
técnicas
para reduzir meta de inflação para 4%, mas o BC poderia
ter de elevar juro em 2010
KENNEDY ALENCAR
VALDO CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Para aliviar a pressão sobre o Banco Central no ano eleitoral
de 2010, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu fixar
em 4,5% a meta de inflação para 2011. Segundo apurou
a Folha, Lula deseja evitar eventual alta dos juros no último
ano de governo, quando tentará eleger a ministra da Casa Civil,
Dilma Rousseff (PT), como sucessora.
Tecnicamente, o Banco Central e o Ministério da Fazenda julgavam
que havia condição de reduzir a meta de inflação
anual para 4%, sempre segundo o IPCA (Índice de Preços
ao Consumidor Amplo). O IPCA é o indicador oficial do sistema
de metas de inflação.
Mas Lula avaliou que a redução poderia obrigar o BC a
ter mais rigor na política monetária justamente no ano
eleitoral. Trocando em miúdos: subir os juros básicos
da economia (Selic) em 2010 para obter uma inflação menor
em 2011.
Elevações e quedas das taxas de juros demoram meses para
surtir efeito. Grosso modo, as elevações da Selic procuram
desestimular o consumo, a fim de que a inflação caia.
As reduções de juros objetivam esquentar a economia,
o que pode gerar pressões inflacionárias.
Hoje, a Selic está em 9,25% ao ano. O governo considera que
o processo de redução dos juros está se aproximando
do fim e que dificilmente o atual governo terá uma Selic menor
do que 8% ou 8,5%.
Como Lula deseja terminar o mandato com a menor taxa básica
real de juros, ele discutiu com a equipe econômica a manutenção
da meta de 4,5% ao ano. Esse número tem sido mantido desde 2005.
Serão, portanto, sete anos de meta de 4,5%, contando 2011.
Oficialmente, o CMN (Conselho Monetário Nacional) fixa a meta
de inflação. Mas é Lula quem dá a última
palavra aos três integrantes do CMN: o presidente do Banco Central,
Henrique Meirelles, e os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Paulo
Bernardo (Planejamento).
Lula já deixou claro que sua prioridade em 2010 continuará sendo
aquecer a economia. Para isso, uma meta de inflação de
4,5% pode acomodar imprevistos melhor do que uma meta de 4%. Ele decidiu
manter o intervalo de variação em relação
ao centro da meta em dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Ou seja, um banda de 2,5% a 6,5% ao ano.
Outra razão para o alívio sobre o BC: risco de instabilidade
no processo eleitoral provocar elevação nas expectativas
de alta inflacionária, o que exigiria aumento dos juros.
Um auxiliar de Lula diz que, numa campanha eleitoral, é natural
que possam acontecer turbulências no mercado, como ocorreu na
primeira eleição do petista em 2002 -quando a inflação
subiu. Com meta de 4,5%, o BC teria margem de manobra maior para evitar
uma subida dos juros ou promover uma elevação mais controlada
da taxa.
Segundo técnicos do governo, a retração da economia
gerou um nível de capacidade ociosa na indústria brasileira
que permite sustentar um crescimento econômico entre 3,5% e 4%
sem gerar pressões inflacionárias. Isso desde que não
haja alta exagerada no preço das commodities -produtos cujos
valores obedecem ao mercado internacional.
Só que, além do fator eleitoral, outro deve pesar na
decisão, sempre lembrado pelo presidente Lula nas discussões
internas. Seu governo está em final de mandato e esse é um
tema que deve ser deixado para o próximo presidente, já que
será ele o responsável pela condução da
política monetária em 2011. O sucessor do presidente
Lula poderá mudar a meta.
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Agência
Diap, 29 de junho de 2009
Senado: redução de tributos para construção
de casas populares
A
medida provisória (MP) que concede benefícios
fiscais para construtoras de imóveis do programa 'Minha Casa,
Minha Vida' tranca a pauta do plenário e tem prioridade nas
votações
da sessão deliberativa desta terça-feira (30), às
14h.
Trata-se da mesma pauta
da semana passada, pois a Casa não
a deliberou em razão da noiva crise que abate o Senado.
A MP também reduz tributos para a fabricação
e importação de motocicletas.
Transformada no Projeto
de Lei de Conversão (PLV) 12/09, a
Medida Provisória (MP) 460/09 aumenta a tributação
sobre o cigarro, com objetivo não só de combater o tabagismo,
mas também de compensar a renúncia fiscal decorrente
da redução de impostos contida na medida.
Obras iniciadas
Aprovada com várias modificações pela Câmara,
a MP foi relatada naquela Casa pelo deputado André Vargas (PT/PR).
Uma das mudanças contidas no PLV estendeu os benefícios
tributários destinados ao Programa 'Minha Casa, Minha Vida' às
obras contratadas a partir de 31 de março de 2009. Pela MP,
seriam beneficiadas somente obras iniciadas naquela data.
Esse benefício é destinado a construções
de até R$ 60 mil - conforme prevê a MP 459/09, que dispõe
sobre o programa - e vale até 31 de dezembro de 2013.
Incorporação
Para cada incorporação submetida ao regime especial de
tributação, a incorporadora ficará sujeita ao
pagamento equivalente a 6% da receita mensal recebida, que corresponderá ao
pagamento mensal unificado dos impostos e contribuições.
O percentual correspondente
ao pagamento unificado dos tributos para os projetos de incorporação de imóveis residenciais
do programa Minha Casa, Minha Vida será equivalente a 1% da
receita mensal recebida.
Nesse pagamento único, estão incluídos o Imposto
de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ), PIS/Pasep, Cofins e Contribuição
Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
O relator concedeu
também mais dez dias para as empresas pagarem
o imposto. Pelo PLV, o pagamento unificado de impostos deve ser feito
até o 20º dia do mês subseqüente àquele
em que houver sido auferida a receita.
O pagamento dos impostos
será considerado definitivo, não
gerando, em qualquer hipótese, direito à restituição
ou à compensação com o que for apurado pela construtora.
Motos e cigarros
Com objetivo de incentivar a fabricação e importação
de motocicletas, a MP reduz de 3% para zero a alíquota da Cofins
incidente sobre a receita bruta da venda, no mercado interno, de motocicletas
de cilindrada inferior ou igual a 150cm³.
Esse benefício - que valerá para os meses de abril a
junho de 2009 - não se aplica às receitas auferidas pela
empresa revendedora, na revenda de mercadorias em relação às
quais a contribuição seja exigida da empresa vendedora,
na condição de substituta tributária.
O único aumento de tributos recai sobre o cigarro, cujo índice
a ser aplicado pelos fabricantes sobre o preço de varejo para
encontrar a base de cálculo da Cofins passa de 169% para 291,69%.
Para a base de cálculo da Contribuição para o
PIS/Pasep, o coeficiente multiplicador passa de 1,98 para 3,42, o que
representa aumento de 72%. Esses novos tributos para o cigarro valem
a partir de 1º de julho de 2009.
Pessoa
com deficiência
A medida provisória também concede às pessoas
com deficiência isenção do PIS/Pasep e da Contribuição
para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) na compra de bens
como cadeira de rodas, próteses, entre outros.
No mesmo sentido, os
portadores de deficiência auditiva com
perda mínima de 41 decibéis nos dois ouvidos também
poderão comprar carro novo com isenção do Imposto
sobre Produtos Industrializados (IPI), cujo benefício já existe
para portadores de deficiência física, visual e mental.
A MP concede ainda à Agência Nacional de Telecomunicações
(Anatel) competência para atuar sobre tributação
e arrecadação da contribuição para fomento
da radiodifusão pública.
Enchentes
Segundo item da agenda do Plenário, a MP 461/09 abre crédito
extraordinário para o Ministério da Integração
Nacional, no valor de R$ 300 milhões, para socorro e assistência às
pessoas atingidas pelas chuvas e enchentes ocorridas entre outubro
de 2008 e março de 2009 em vários estados.
Os recursos pretendidos
pelo governo, conforme a MP, também
serão usados para atender a operação "carro-pipa" em
municípios do semi-árido que, ao contrário dos
locais inundados, padecem da falta de água para o consumo humano.
Do total de recursos,
R$ 220 milhões serão destinados à assistência às
vítimas das enchentes e ao abastecimento de água em regiões
afetadas pela estiagem, e os demais R$ 80 milhões serão
aplicados na recuperação da infraestrutura danificada
pelas cheias.
Os recursos para a
abertura do crédito decorrem, segundo o
Governo, de superávit financeiro no balanço patrimonial
da União do exercício de 2008, relativo a recursos ordinários.
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Agência Estado, 29
de junho de 2009
Acordo trabalhista reduz críticas
ao etanol, diz Lula ao assinar acordo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
disse que o termo de compromisso assinado entre trabalhadores da cana-de-açúcar,
usineiros e Governo, para melhorar as condições de
trabalho do setor, vai ajudar a diminuir as críticas que são
feitas no exterior à produção brasileira de
etanol.
Segundo o presidente, o acordo tem entre
outros objetivos, "resolver
essas coisas que eram motivos usados contra nós no exterior".
Ele contou que até trabalhadores do setor de cana-de-açúcar
chegaram a ser levados para outros países para criticar o setor
sucroalcooleiro.
Lula contou que, certa vez, recebeu uma autoridade estrangeira que
disse que o trabalho de corte da cana era muito penoso.
"Eu respondi que sabia que era um trabalho duro, mas melhor que
o trabalho em uma mina de carvão, que foi o que transformou
o país dele (da autoridade estrangeira) em uma potência",
disse.
Lula, que se autodefiniu como "garoto propaganda" do etanol
no mundo, disse que, há décadas atrás, os trabalhadores
e os donos das usinas eram "inimigos de classe, sem sequer se
conhecer".
Ele ressaltou que, nos últimos anos, começou a haver
uma aproximação entre sindicalistas, o PT e os usineiros
e deu como exemplo o mandato do atual deputado Antonio Palocci como
prefeito de Ribeirão Preto (SP), que ajudou nesse diálogo.
O presidente comparou os usineiros aos
evangélicos, afirmando
que todos os políticos querem os votos de ambos, mas têm
vergonha disso.
Segundo o presidente da União da Agroindústria Canavieira
de São Paulo (Única), Marcos Jank, o compromisso assinado
hoje prevê a adoção de "50 práticas
empresariais exemplares" no tratamento dos operários.
Um dos principais compromissos assumidos
pelas 303 usinas que assinaram o acordo foi a adoção da contratação direta
dos trabalhadores que atuam no plantio e no corte da cana, eliminando
assim a figura do intermediário, conhecido como "gato".
Jank também reconheceu que esse compromisso de melhores práticas "ajudará a
aprovar a sustentabilidade do etanol brasileiro".
A assinatura do acordo, realizada no
Palácio do Buriti, em
Brasília, foi marcado por momentos de bom humor.
O presidente Lula recebeu um facão de cortar cana de presente
de trabalhadores e, ao posar para a foto com o objeto, disse, sorridente,
que aquilo não poderia ser interpretado como um objeto de violência,
mas de paz e trabalho.
Depois, Lula recebeu uma cesta com alguns produtos fabricados a partir
da cana.
Ele retirou da cesta o pacote de rapadura,
mostrou-o aos repórteres
e disse: "Isso é rapadura, é doce, mas não é mole".
Ao fim do evento, Lula ainda recebeu
um bilhete das mãos do
lavrador Antônio Carlos, no qual o operário dizia ao presidente
que também era boxeador e campeão do Pontal do Paranapanema.
O "pugilista" aproveitou a deixa para pedir patrocínio
do Governo.
Lula disse que ia passar o contato dele
para o ministério dos
Esportes e perguntou se ele era campeão do Pontal por ter vencido
o líder sem-terra José Rainha.
"Que é bem pequeno",
brincou Lula.
O presidente ainda brincou que já foi treinador de boxe, mas
que deixou a atividade porque achava aquilo "excessivamente violento".
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O
ESTADO DO PARANÁ, 29 de junho de 2009 | Economia
Autônomos querem
sair da informalidade
Helio Miguel
A poucos dias de entrar em vigor,
as novas regras para o microempreendedor individual (instituídas pela Lei Complementar número 128/2008)
estão gerando boas expectativas entre especialistas e entidades
de apoio a empresários.
No
Paraná, as previsões são de que pelo menos 10%
dos profissionais autônomos que atuam na informalidade - que são
565 mil no total - busquem se enquadrar na nova categoria. Em todo o
País, o número de novos microempreendedores pode chegar
a 1 milhão.
Para
o coordenador de Políticas Públicas do Serviço
Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas do Paraná (Sebrae-PR),
Cesar Risette, a expectativa no Estado é baseada na procura que
o órgão já vem tendo por interessados no assunto,
desde que as novas regras foram anunciadas. “Recebemos várias
ligações de pessoas querendo saber o que é, e como
se tornar microempreendedor individual”, informa.
Além disso, a boa quantidade de benefícios, a um custo
baixo, deve ajudar a manter a demanda pela legalização
elevada. Entre os benefícios ao custo de pouco menos de R$ 60
por mês, no máximo, estão oito tipos de cobertura
previdenciária, como aposentadoria, auxílio-doença
e salário-maternidade.
“Também será melhor a negociação com
fornecedores, pois (os microempreendedores) poderão emitir nota
fiscal. Eles também poderão participar de licitações
públicas, por exemplo”, destaca Risette.
O
presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços
Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações
e Pesquisas (Fenacon), Valdir Pietrobon, também está confiante
no sucesso das novas regras.
“Acredito que este é o maior projeto de inclusão
social já feito no País, pois tira as pessoas da informalidade.
Os benefícios serão muito maiores que os custos”,
opina, lembrando que os microempreendedores terão acesso mais
fácil a crédito em bancos como a Caixa Econômica
Federal e o Banco do Brasil.
O
presidente da Fenacon lembra, ainda, que os escritórios de
contabilidade optantes do SuperSimples, que são cerca de 1,8 mil
no Paraná e 20 mil no Brasil, são obrigados, pela lei,
a orientar gratuitamente os microempresários, legalizando sua
situação e até fazendo a sua primeira declaração
de imposto de renda. Caso não o façam, os escritórios
podem ser retirados do regime tributário do Simples.
Quem
desejar formalizar seu negócio deverá acessar o Portal
do Empreendedor (www.portaldoempreendedor.gov.br), que entra no ar no
dia 1.º de julho. Nele, será possível obter o registro
no CNPJ, as inscrições na Previdência Social e na
Junta Comercial e alvará provisório para funcionamento.
Empreendedores
da indústria, comércio e serviços
exceto locação de mão-de-obra e profissões
regulamentadas por lei com receita bruta anual de até R$ 36 mil
poderão se enquadrar nas regras, desde que tenham, também,
no máximo um funcionário com renda de até um salário
mínimo mensal ou piso da categorial profissional (ver quadro).
Amanhã, às 19h30, no auditório do Sebrae-PR, em
Curitiba, representantes de vários órgãos públicos
e entidades de apoio ao setor irão apresentar à sociedade
a nova regra. Até a última sexta-feira (26), mais de 300
participantes já haviam confirmado presença no evento.

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Valor Online, 29 de junho
de 2009
Trabalhador poderá aplicar FGTS em 'infra', com regulamentação
A
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deve regulamentar
em breve a aplicação de parte do Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço (FGTS) das pessoas físicas em
um fundo de investimento em cotas (FIC) direcionado a projetos
de infraestrutura.
A informação é do gerente nacional de fundos
especiais da Caixa Economica Federal, Roberto Madoglio, que participou
hoje de seminário promovido pela agência de classificação
de risco Fitch Ratings.
Segundo gerente da Caixa, o FIC será diretamente atrelado ao
FI-FGTS, fundo que tem hoje cerca de R$ 12 bilhões aplicados
em projetos de infraestrutura, a maioria deles (cerca de 70%) de energia
elétrica, entre os quais a usina hidrelétrica de Santo
Antonio, no rio Madeira (RO).
Ele explicou o FGTS das pessoas físicas será direcionado
para o FI-FGTS, lançado em julho de 2008, e que é composto
atualmente apenas com recursos do patrimônio líquido do
FGTS - a parte que excede o valor depositado na conta dos trabalhadores.
A participação voluntária das pessoas físicas,
no entanto, será limitada a 10% do saldo aplicado no FGTS.
A expectativa é de que o novo fundo atraia recursos da ordem
de R$ 3 bilhões a R$ 6 bilhões.
Ocorre que, por lei, o FI-FGTS tem seu
investimento limitado a R$ 17,1 bilhões, montante que, segundo
Madoglio, deve ser atingido durante o primeiro semestre de 2010.
Ele explicou que uma nova lei terá que
ser editada para aumentar esse limite.
Os recursos aplicados na conta tradicional do FGTS rendem TR mais
3% ao ano.
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TRIBUNA CATARINENSE, 29
de junho de 2009
SC: Construção
civil continua contratando
Ramo da construção civil está entre
os setores que exibiram maior crescimento no contingente de carteiras
assinadas durante
2009
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged) de Santa Catarina emitiu nesta semana dados sobre o desemprego
no Estado. Durante o mês
de maio, 2.072 postos de trabalho foram desativados. Os dados comprovam
uma retração de 0,13% em relação ao mês
de abril. Este foi o segundo pior resultado para o mês de maio
nos últimos dez anos.
O Sine/SC informa que o emprego com carteira assinada atingiu a marca
de 36.283 novos postos durante o ano de 2009, completados em maio.
No mesmo período de 2008 os empregos totalizaram 88.343, ou seja,
uma retração de 58,9% para os empregos formais de 2009.
Dentre os ramos que mais cresceram proporcionalmente em 2009 estão
a construção civil e os serviços de administração
pública. A construção civil registra durante os
meses de janeiro a maio de 2009 um total de 32.980 contratações,
contra 29.520 desligamentos. Os dados revelam um saldo positivo de 3.460
empregos. No mesmo período do ano passado foram criadas 6.563
novas vagas.
Dentre os 36 maiores municípios de Santa Catarina com mais de
30 mil habitantes, oranking de maior geração de empregos
formais no mês
passado é liderado por Florianópolis, com 408 vagas,
seguido por Blumenau com 255 vagas e Brusque com 244 contratações.
Entre os municípios que maior demitiram estão: Chapecó com
682 demissões, Fraiburgo com 627 postos e Joinville com 311
desligamentos.
* Ricardo Zanon
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W News, 29 de junho de
2009
Trabalhadores temem dispensas
com suspensão da venda do Speedy
Os
sindicatos dos trabalhadores ligados à Telefônica
divulgaram uma nota, na última quinta-feira (25), dizendo
que estão "assustados" e temem a possibilidade de
demissão em massa com a suspensão da venda do serviço
Speedy, determinada pela Anatel na segunda-feira (22) da semana passada.
De acordo com a nota, as empresas terceirizadas
que prestam serviço
na área do Speedy empregam, atualmente, cinco mil funcionários.
Ainda segundo os sindicatos, estas possíveis demissões
podem causar uma perda e dispersão da mão de obra qualificada
na área de serviços de banda larga e até prejuízos
ao consumidor final, já que existem áreas de São
Paulo que são atendidas somente pela Telefônica.
A Anatel suspendeu a comercialização do Speedy na última
segunda-feira por causa das seguidas falhas no serviço desde
o final do último ano.
A Telefônica tem 30 dias para apresentar um plano de melhoras
para poder voltar a vender o serviço.
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O ESTADO DO PARANÁ, 29
de junho de 2009 | Economia
Bosch aumenta indenização
para demissão
Helio Miguel
A Bosch aumentou discretamente as indenizações que tinha
oferecido aos trabalhadores demitidos da empresa na semana passada, em
troca do encerramento dos processos movidos, em decorrência dos desligamentos,
pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba.
A nova proposta surgiu na audiência realizada ontem na sede do
Ministério Público do Trabalho (MPT) do Paraná,
em Curitiba. A intenção dos empregados é de que
a indústria suspenda as demissões.
Da mesma forma que ocorreu na audiência realizada anteontem, no
Tribunal Regional do Trabalho do Paraná, quando o desembargador
que conduziu a audiência de conciliação sugeriu que
a empresa suspendesse as demissões, o MPT também propôs
uma solução amigável ao problema.
No caso, a sugestão foi de conversão dos desligamentos
em um acordo coletivo para redução de jornada e remuneração,
ou em um acordo para regular a suspensão dos contratos para requalificação
profissional.
Também foi sugerido que, se a Bosch suspendesse as demissões,
poderia iniciar um procedimento negociado de dispensas, com a participação
do sindicato e do MPT.
Apesar de não aceitar as sugestões do MPT e do Sindicato,
a Bosch aumentou um pouco a proposta de indenização que
tinha feito no TRT. Agora, os funcionários com até 15 anos
de empresa receberiam 1,5 do salário-base; com 15 a 20 anos, dois
salários; e, com mais de 20 anos, 2,5 salários.
A empresa comunicou que a proposta está de acordo com o limite
de suas possibilidades. A questão, agora, deverá ser analisada
pelos funcionários, em uma assembleia na próxima segunda-feira.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
29/06/2009
TST concede justiça gratuita, mas não pode determinar devolução
de custas
A Primeira Turma do Tribunal Superior do
Trabalho reconheceu o direito de empregado que perdeu causa trabalhista
ao benefício da
justiça gratuita. No entanto, os ministros concordaram com
a opinião do relator e presidente da Turma, ministro Lelio
Bentes, de que a devolução dos valores recolhidos pelo
trabalhador a título de custas processuais não pode
ser determinada pelo TST nessa fase processual. No caso, o empregado
deve obter a restituição por via administrativa ou,
se negada, propor ação específica.
O empregado entrou com reclamação na Justiça
do Trabalho contra a Ripasa S.A. – Celulose e Papel. Como a sentença
julgou improcedente a ação, ao recorrer ao Tribunal Regional
do Trabalho da 2ª Região (SP), para reformar a decisão,
o trabalhador pediu o benefício da justiça gratuita.
Mas o TRT não só manteve a sentença como negou
o benefício. O argumento foi de que o trabalhador já tinha
recolhido as custas processuais, demonstrando que o pagamento não
afetara a subsistência dele ou da família, e, portanto,
não cabia mais discussão sobre o assunto.
Restou ao empregado recorrer mais uma
vez do resultado, agora ao TST. Em relação ao benefício da justiça gratuita,
alegou que era garantia constitucional do Estado prestar assistência
jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência
de recursos (artigo 5º, inciso LXXIV, da Constituição
Federal). Além do mais, a Lei nº 1.060/1950 estabelece
que, para conseguir a justiça gratuita, basta simples declaração
da parte. Por fim, o trabalhador requereu a expedição
de ofício ao órgão arrecadador (Receita Federal)
com o objetivo de reaver o valor pago.
O relator, ministro Lelio Bentes, esclareceu
que o benefício
da justiça gratuita pode ser requerido em qualquer tempo ou
grau de jurisdição, e, se ocorrer na fase recursal, é preciso
apenas que o pedido seja formulado no prazo legal para interposição
do recurso. De acordo com o relator, a concessão ou não
da justiça gratuita depende da situação econômica
da parte. A necessidade do benefício pode ser comprovada com
o recebimento de salário inferior ao dobro do mínimo
ou declaração do interessado.
Segundo o relator, como no caso havia
declaração do
empregado atestando a carência de recursos com pedido expresso
de concessão do benefício, o Regional desrespeitou a
Constituição ao negar a gratuidade judiciária
ao trabalhador. Daí a importância do reconhecimento pelo
TST do direito do empregado ao benefício e conseqüente
expedição de certidão nesse sentido. Entretanto,
para o relator, o Tribunal não pode determinar a devolução
das custas processuais recolhidas aos cofres da União: o empregado
deverá propor ação de repetição
de indébito para reaver os valores.
Essa interpretação foi acompanhada, por unanimidade,
pelos demais ministros da Primeira Turma. O ministro Vieira de Mello
Filho ainda chamou a atenção para o fato de que “agora,
com esta decisão, se extrai uma certidão de que o empregado
fora isento das custas, e ele pode obter administrativamente a devolução”.
Se houver dificuldade, aí sim a parte deve entrar com ação
judicial, afirmou o ministro. ( RR – 1000/2003-251-02-40.0)
(Lilian Fonseca)
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29/06/2009
TST mantém vínculo
de vigilante de prestadora clandestina com Multibank
A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho, em voto relatado
pelo ministro Ives Gandra Martins Filho, manteve a decisão regional
que declarou o vínculo de emprego de um vigilante bancário
diretamente com o Multibank S/A após constatar a forma fraudulenta
como foi criada a empresa de vigilância e sua inidoneidade econômica.
Ficou comprovado nos autos que as agências franqueadas do Multibank
formaram uma associação – a Aspambank – que,
por sua vez, contratou a empresa de vigilância Equipe Escolta de
Apoio Ltda. para suprir a necessidade de segurança das numerosas
agências. Ocorre que a suposta empresa de vigilância foi
criada pelo então coordenador de segurança das franqueadas
com o intuito de mascarar a formação de vínculo
de emprego diretamente com as agências.
A Equipe Escolta de Apoio Ltda. assumiu
as responsabilidades trabalhistas dos vigilantes contratados sem possuir
idoneidade econômica para
tanto, segundo o Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região
(PB). O TRT/PB também constatou que o Multibank era o responsável
pelo pagamento dos salários de todos os vigias que trabalhavam
em suas agências e, quando havia qualquer problema, eles se dirigiam à sede
do Multibank para falar com uma pessoa responsável pela contratação
destes empregados: o próprio coordenador de segurança que
criou a Equipe Escolta de Apoio. O vigilante que ajuizou a ação
trabalhista trabalhou para o Multibank durante vários anos e foi
subordinado a este coordenador, que, apesar de formalmente ser o dono
da empresa de vigilância, na verdade era empregado do Multibank.
Para o TRT/PB, houve desvirtuamento no sistema de franquia.
No recurso ao TST, a defesa do banco afirmou
que, apesar de o TRT/PB reconhecer o contrato de franquia para prestação de seus
serviços de correspondente bancário, reconheceu o vínculo
diretamente entre ele e o autor da ação trabalhista, que
era empregado da empresa de vigilância que prestava serviços
para as franqueadas. A defesa contestou a imputação ao
Multibank da responsabilidade direta pelo contrato de trabalho, pois,
de acordo com a lei que conceitua a franquia (Lei nº 8.955/94),
o franqueador não pode ser responsabilizado pelo cumprimento das
obrigações trabalhistas assumidas pelos franqueados.
Segundo o ministro Ives Gandra Filho, a
defesa do Multibank não
conseguiu comprovar a divergência jurisprudencial, uma vez que
o acórdão utilizado para confrontar a decisão regional
não trata da matéria sob o enfoque da clandestinidade da
prestadora dos serviços, da contribuição da franqueadora
para pagamento dos empregados da empresa de vigilância e da existência
de ilicitude contratual. No TST, foi alegada ainda a ocorrência
de cerceamento de defesa porque foi negado o pedido relativo ao chamamento
ao processo da “real empregadora” do autor da ação
trabalhista, segundo a defesa, ou seja, a Associação de
Proprietários de Agências de Multibank (Aspambank).
O ministro Ives Gandra Filho rejeitou a
alegação de cerceamento
de defesa. O Código de Processo Civil (artigo 77) estabelece que é admissível
o chamamento ao processo do devedor, na ação em que o fiador
for réu; dos outros devedores, quando para a ação
for citado apenas um deles; e de todos os devedores solidários,
quando o credor exigir de um ou de alguns deles, aprcial ou totalmente,
a dívida comum. “Nesse contexto, tendo o Regional identificado
a clandestinidade da empresa prestadora de serviços, desvirtuamento
no sistema de franquia e conseqüente ilicitude do contrato, verifica-se
que o alegado cerceamento de defesa não se mostra caracterizado,
pois a hipótese não se enquadra nos permissivos do artigo
77 do CPC, que trata do chamamento ao processo. ( RR 400/2007-022-13-00.6)
(Virginia Pardal)
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FETRACONSPAR, 29 de junho
de 2009 | Eventos
Campanha Salarial/ Mármores e Granitos
FETRACONSPAR e SINDIMÁMORE iniciam negociações
com o SIMAGRAN
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Mesa
de Negociação:
Diretores da FETRACONSPAR e dos Sindicatos de trabalhadores com
representantes do SIMAGRAN. |
Foi realizado nesta manhã, às 08h30, na sede da Federação
das Indústrias do Estado do Paraná - FIEP, sito à Av.
Candido de Abreu, 200 - Centro Cívico, Curitiba/PR, reunião
inicial para definir o reajuste salarial e a renovação
da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria de Mármores
e Granitos do Estado. A data-base da categoria é no mês
de junho.
A reunião foi entre a Comissão de Negociação
formada por diretores da FETRACONSPAR, SINDIMÁRMORE e dos Sindicatos
de Trabalhadores com os representantes do Sindicato da Indústria
de Mármores e Granitos do Estado do Paraná – SIMAGRAN.
Estiveram presentes os companheiros
Reinaldim Barboza Pereira (Secretário
Geral da FETRACONSPAR), Ilson Kondratoski (Presidente do SINDIMÁRMORE)
e Osmar Kriger (Presidente do STIC CIVIL de Francisco Beltrão).
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