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AGÊNCIA DIAP, 30 de junho
de 2009
Centrais criticam fórmula
85/95. Defendem fim do fator previdenciário
Agência DIAP
Representantes das principais centrais sindicais reuniram-se,
na última
terça-feira (23), em São Paulo, para discutir projetos
de lei em tramitação no Congresso Nacional que afetam
os trabalhadores.
Em relação ao fator previdenciário, os sindicalistas
reiteraram o apoio ao projeto do senador Paulo Paim (PT/RS), que acaba
com o redutor das aposentadorias para quem se torna apto a solicitar
o benefício com menos idade, mas mantiveram as criticas à proposta
do relator do projeto, o deputado federal Pepe Vargas (PT/RS).
"Somos todos contra a chamada Fórmula 85/95, que prejudica
quem começa a trabalhar mais jovem e também quem trabalha
a vida toda para a iniciativa privada", afirmou o secretário-geral
da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Quintino Severo, que
participou do encontro.
A proposta de Vargas prevê que o trabalhador só tenha direito
ao benefício integral quando a soma do tempo de contribuição
com a idade atingir 95 a para os homens e 85 para as mulheres.
Sem registro em carteira
Quintino explica que, ao contrário do funcionário público,
o trabalhador da iniciativa privada normalmente passa alguns anos sem
registro em carteira, seja por conta do desemprego ou por conta de períodos
de trabalho informal.
"Pessoas nessas condições têm mais dificuldade
para atingir os 85 anos para homens e 95 para mulheres", diz.
Quanto às pessoas que começam a trabalhar mais cedo, segundo
seu ponto de vista elas terão que trabalhar bem mais que 35 anos
para ter direito à aposentadoria.
"Isso prejudica os mais necessitados, que precisam ir ao mercado
de trabalho muito jovens para ajudar a sustentar a família",
avalia o dirigente sindical.
Dirigentes sindicais estarão em Brasília hoje (30) para
acompanhar na comissão especial da Câmara dos Deputados
a votação sobre a proposta de redução da
jornada sem redução de salário, cujo relator é o
deputado Vicentinho (PT/SP), que pretende gerar 2,2 milhões de
postos de trabalho.
As centrais irão organizar também uma grande mobilização
nacional no dia 14 de agosto contra as demissões, pela redução
dos juros, fim do superávit primário em defesa dos investimentos
públicos e dos direitos trabalhistas e sociais.
Os dirigentes sindicais decidiram ampliar
a pressão pela aprovação
da lei que formaliza a política de valorização do
salário mínimo e pela ratificação, pelo Congresso
Nacional, da Convenção 158, da OIT, que inibe as demissões
imotivadas.
O então presidente FHC assinou Decreto 2.100/96, por meio do
qual informou a retirada do Brasil do acordo internacional (Convenção
158 da OIT).
As centrais, desde então
lutam na Justiça
para derrubar esse decreto.
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GAZETA DO POVO, 30 de junho
de 2009 | Vida Pública
INSS
Câmara volta a discutir o fim do fator previdenciário
Extinção do cálculo que retarda a aposentadoria e
a equiparação da correção dos benefícios
ao mesmo reajuste do mínimo podem ir à votação
nesta semana
Publicado em 30/06/2009 | Caroline Olinda
Os projetos que preveem
o fim do fator previdenciário e a concessão do mesmo porcentual
de reajuste dado ao salário mínimo para aposentadorias
acima do piso podem entrar na pauta de votação da Câmara
Federal desta semana. Os líderes da Casa se reúnem hoje
para discutir a votação das propostas.
O senador Paulo Paim (PT-RS), autor dos
dois projetos, se reúne
nesta terça-feira com o líder do governo na Câmara,
Henrique Fontana (PT-RS), para tratar do assunto. Na semana passada,
o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), afirmou a Paim
que desejava colocar as propostas na pauta de votação
o quanto antes.
O Sindicato Nacional dos
Aposentados e Pensionistas começou em junho um movimento para
pressionar os deputados a aprovarem os projetos. Eles pretendem apresentar
até o fim deste ano 1 milhão de ações judiciais
para contestar a legalidade do fator previdenciário e buscar a
recuperação do poder de compra das aposentadorias. Só em
São Paulo, o sindicato apresentou 1,5 mil ações
contra o fator, em um mês. Agora, os representantes dos aposentados
se organizam para apresentar processos contra a desvalorização
dos benefícios.
O aumento dado às aposentadorias nos últimos anos não
seguiu o do salário mínimo, que tem recebido reajustes
acima da inflação.
A proposta que iguala o aumento das aposentadoria
ao do mínimo é uma
emenda ao Projeto de Lei 01/07, que cria uma política de reajustes
para o piso salarial brasileiro. O projeto garante que todo aumento
concedido ao salário mínimo seja estendido a todos benefícios
da Previdência Social. Foi aprovado pelos senadores no começo
do ano passado sob os protestos do Palácio do Planalto, que
argumenta que a Previdência não teria capacidade para
conceder os mesmos reajustes.
A mesma argumentação é apresentada pelo governo
contra o projeto que acaba com o fator previdenciário, também
aprovado no Senado em 2008. As negociações para a aprovação
da proposta só avançaram depois da apresentação
de um novo texto, de autoria do deputado Pepe Vargas (PT-RS), que cria
a fórmula 85/95. Pela nova proposta, o fator previdenciário
seria extinto sempre que a soma da idade do beneficiário com
o tempo de contribuição dele chegasse a 85 pontos (no
caso das mulheres) ou a 95 pontos (homens). Nesses casos, o cidadão
receberia a aposentadoria integral, mesmo que não tivesse atingido
60 anos (para mulheres) ou 65 (para os homens).
No projeto original, o fator é extinto e o benefício
volta a ser calculado de acordo com a média aritmética
simples, até o máximo dos últimos 36 salários
de contribuição, apurados em período não
superior a 48 meses. Essa era a fórmula utilizada antes da criação
do fator previdenciário, no governo Fernando Henrique Cardoso.
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O ESTADO DO PARANÁ, 30
de junho de 2009 | Economia
Indústria paranaense
ainda sofre com a crise
Helio Miguel
A indústria paranaense sofreu, em maio, mais uma queda nas exportações,
na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os números
do mês, ante o quinto mês de 2008, demonstram uma diminuição
de 40,36% nas vendas para o exterior, com negócios que totalizaram
US$ 1,115 bilhão.
Na comparação com abril, também houve queda, de
0,52%. No ano, as exportações somam US$ 4,436 bilhões,
mas já caíram 27,29% em relação aos cinco
primeiros meses do ano passado.
Os números foram divulgados ontem, pelo Departamento Econômico
da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep),
e fazem parte do seu relatório mensal sobre o comércio
exterior do Estado.
De acordo com a entidade, o prejuízo para o exportador paranaense
só não foi maior porque houve uma depreciação
do real em relação ao dólar, no período.
Considerando o câmbio médio divulgado pelo Banco Central,
a Fiep informou que, entre janeiro e maio de 2009, a receita do exportador
caiu 6,26%.
“Diferentemente do tempo em que a paridade das moedas apresentava
o real fortemente apreciado, os efeitos da contração do
comércio internacional incidem também em dimensões
distintas”, afirmou o coordenador do Departamento Econômico
da Fiep, Maurílio Schmitt, através de comunicado à imprensa.
De acordo com a Fiep, o montante de exportações da indústria
paranaense é de US$ 1,127 bilhão por mês, considerando-se
a média dos últimos 12 meses. O chamado complexo soja continua
liderando as exportações do Estado, com 34,11% das vendas
da indústria.
Os produtos, porém, tiveram uma redução de 20,22%
nas vendas ao exterior, nos cinco primeiros meses de 2009, ante o mesmo
período do ano passado. As carnes, com 14,10% de participação,
e os materiais de transportes, com 12,19% de participação,
ocupam as duas posições seguintes.
O relatório da Fiep também apontou que as importações
feitas pela indústria do Estado também caíram no
ano. Na comparação com os cinco primeiros meses de 2008,
as compras reduziram em 40,81%, somando US$ 3,088 bilhões. Em
maio, ante o mesmo mês do ano passado, a redução
foi de 63,12%, com as compras totalizando US$ 678 milhões.
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O
ESTADO DO PARANÁ,
30 de junho de 2009 | Economia
Miguel Jorge: é difícil
vigiar contrapartida de emprego
Agência Estado
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior,
Miguel Jorge, admitiu hoje ser "praticamente impossível" o
governo exigir e fiscalizar as indústrias que recebem benefícios
em relação à manutenção dos empregos.
De acordo com ele, os únicos setores em que o governo consegue ter
essa contrapartida garantida são o de motos produzidas em Manaus
e o da indústria automobilística. "Só temos contrapartida
dos que já tinham feito anteriormente. Dos outros setores é difícil
fazer o controle", afirmou, após a cerimônia de anúncio
de medidas para a recuperação da economia, afetada pela crise
financeira internacional, e praticamente todas as medidas embasadas na
renúncia fiscal.
Na avaliação de Miguel Jorge, a contrapartida no caso
da linha branca deve ser natural, já que se espera o aumento das
vendas de eletrodomésticos. Ele citou como exemplo o caso de lavadoras
de roupas, cujo incremento foi de 30% em maio na comparação
com o mês anterior. "A expectativa é de que essas empresas
não só mantenham os empregos em suas unidades, como contratem
mais empregados para subir a demanda", disse.
Logo após o anúncio das novas desonerações,
o ministro Miguel Jorge já adiantou que outras ações
já estão em estudo pelo governo. "Eu, pessoalmente,
defendo mais medidas, mas não posso adiantá-las",
desconversou. De acordo com ele, até agora o mercado tem mostrado
que tem publico para receber as ações adotadas pelo governo.
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JORNAL UAI/ MINAS GERAIS,
30 de junho de 2009
Construção civil aplaude
alívio tributário
Geórgea Choucair - Estado de Minas
O segmento da construção civil considerou como “sensata” a
prorrogação da redução do IPI de materiais da construção
até dezembro deste ano, além da inclusão de vergalhões
de cobre na lista de produtos desonerados. “Devido ao cronograma da construção,
as compras do nosso setor não são tão imediatas e o resultado
da queda do imposto é a médio prazo”, afirma Ricardo Caus,
presidente da Associação do Comércio de Material de Construção
de Minas Gerais (Acomac).
Em março, o governo anunciou
a redução do IPI para mais de 20 grupos de produtos de
materiais de construção, como revestimentos, tintas e cimento,
entre outros. Em abril, incluiu novos grupos de produtos na lista de
itens com IPI reduzido, como telhas de aço, impermeabilizantes,
revestimentos cerâmicos, cadeados e registros de gavetas.
Desde que as reduções
e desonerações de IPI foram anunciadas, as entidades que
representam a indústria e o varejo do setor defenderam que o prazo
não fosse restrito aos 90 dias inicialmente previstos. Os principais
argumentos para o pedido de ampliação são de que
esse período é incompatível com o ciclo produtivo
do setor de construção e que só com a extensão
desse prazo a produção dos imóveis do a Minha casa,
minha vida poderá se beneficiar das alíquotas menores de
IPI. “Os primeiros meses de desoneração serviram
mais para que os consumidores fossem conferir os preços. Alguns
descontos só começaram a ser praticados em junho, pois
muitos lojistas estavam com estoque antigo”, observa Caus.
Até março, os números
do setor estavam negativos. Com isso, de janeiro a maio, o faturamento
das indústrias de material de construção caiu 16,10%,
em relação ao mesmo período de 2008. A partir de
abril, as vendas começaram a melhor, sem, porém, reverter
o quadro negativo. Em Minas Gerais, a queda no segundo semestre foi de
8%, segundo a Acomac. “O crédito na área ainda é difícil,
com cobrança elevada de juros”, observa Caus.
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CONGRESSO EM FOCO, 30 de
junho de 2009
Apesar da crise, municípios
recebem mais em junho
Rodolfo Torres
A crise financeira internacional
não impediu que os municípios
recebessem mais recursos neste mês em comparação
ao mesmo período do ano passado. Levantamento divulgado pela
Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela
um aumento de 5,06% em relação a junho de 2008.
“A Confederação ressalta que o crescimento, não
só de junho, mas também de maio, deve-se aos repasses
extras enviados pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Somados
os três repasses de junho, o valor bruto, sem retenção
do Fundeb, é de R$ 4,0 milhões contra R$ 3,8 milhões
enviados em 2008”, afirma a CNM.
Ainda segundo a entidade, os municípios receberão R$
768,73 milhões, referentes aos últimos dez dias de junho,
do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Contudo, a CNM ressalta que os repasses
do FPM no primeiro semestre deste ano foram 2,10% menores em relação ao mesmo período
do ano passado. “Em 2009, os repasses dos meses de janeiro, maio
e junho foram maiores, mas em compensação, fevereiro,
março e abril tiveram diminuição brusca. Portanto,
o semestre fechou com resultado negativo, com um montante de R$ 24,4
bilhões. No ano passado, nos seis primeiros meses, os Municípios
receberam R$ 24,9 bilhões. A diferença é de R$
524,06 milhões”, explica a confederação.
MP na Câmara
Deputados podem analisar nesta terça-feira (30) a MP 462/09,
que autoriza a União a transferir R$ 1 bilhão ao FPM.
O objetivo da medida é assegurar que o repasse deste ano aos
municípios seja igual ao do ano passado, quando o mundo ainda
não estava atolado na crise.
O governo argumenta que a medida é necessária tendo
em vista que a crise econômica “afetou a arrecadação
das receitas tributárias dos entes federativos”, impactando
especialmente os municípios.
“
As transferências da União, bem como as receitas próprias,
vêm se realizando ao longo de 2009 abaixo das expectativas
e das projeções das administrações municipais,
trazendo dificuldades para o cumprimento de compromissos financeiros
com fornecedores, prestadores de serviço e com a folha de
pagamento dos servidores”, argumenta o governo.
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FOLHA
DE SÃO PAULO,
30 de junho de 2009 | Dinheiro
Centrais cobram varejo
sobre repasse do IPI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
As centrais sindicais querem cobrar explicações dos empresários
do varejo que não repassaram integralmente a redução
do IPI para o preço final dos produtos.
Reportagem da Folha publicada ontem mostra que o benefício, em
muitos casos, não chegou ao consumidor na mesma proporção.
O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva
(PDT-SP), o Paulinho, afirmou que irá convidar os principais nomes
do varejo para dar explicações na Comissão de Trabalho
da Câmara.
Ele afirmou ainda que poderá reunir assinaturas para a convocação
de uma CPI com o objetivo de apurar as razões para o não
repasse integral do IPI reduzido.
Empresários do setor, como Luiza Trajano, presidente da rede varejista
Magazine Luiza, têm defendido que a redução de impostos
foi inteiramente repassada na ponta.
De acordo com o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores),
Artur Henrique, outra questão que será estudada é a
manutenção de emprego. "Precisamos encontrar uma fórmula
para isso."
Para Paulinho, não se pode cobrar da indústria de linha
branca a garantia de manutenção de empregos exigida das
montadoras. "A dificuldade é maior porque essas empresas
produzem vários tipos de produto."
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FOLHA
DE SÃO PAULO, 30 de junho de 2009 | Mundo
MEDIDA ANTICRISE
Cuba muda
lei trabalhista e autoriza o "pluriemprego"
DA REDAÇÃO
O
governo de Raúl Castro modificou a lei trabalhista de Cuba
e autorizou que os cubanos tenham mais de um emprego, informou ontem
a imprensa estatal do país.
O objetivo, diz o governo, é melhorar a renda dos trabalhadores
-que hoje é de US$ 17 por mês em média- e se contrapor à tendência
de envelhecimento da população.
O país vive a crise econômica mais dura desde a queda
da União Soviética. Além de sentir os efeitos
da recessão global, Cuba foi, em 2008, devastada por furacões
que comprometeram 10% do PIB local. Por isso, em maio, o jornal oficial "Granma" pediu
que os cidadãos trabalhassem mais.
Além disso, estima-se que os cubanos com 60 anos ou mais passem
dos atuais 16% da população a quase 25% em 2025.
A lei, aprovada na sexta-feira, além de autorizar o "pluriemprego" -exceto
a profissionais da saúde, professores, cientistas e auditores-,
também facilita a contratação em Havana de moradores
de outras Províncias.
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Com agências internacionais
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O
ESTADO DO PARANÁ,
30 de junho de 2009 | Política
PT e PP discutem as bases
da aliança no Estado
Elizabete Castro
A direção estadual do PP propôs à direção
estadual do PT a indicação de um candidato ao Senado e a
realização de coligação para a disputa à Câmara
dos Deputados e Assembléia Legislativa. Estas foram as condições
apresentadas pelo presidente estadual do PP, Ricardo Barros, para o partido
se aliar ao PT nas eleições do próximo ano.
Barros e deputados estaduais e federais
do PP se reuniram ontem, 29, com a presidente estadual do PT, Gleisi
Hoffmann, e outras lideranças
do partido. A conversa foi sobre as possibilidades de um acordo para
2010, já que o PP faz parte do grupo de partidos que apoiam o
governo Lula.
No encontro, os petistas apresentaram seu
projeto de juntar todos os aliados no palanque de um mesmo candidato
ao governo. A direção
do partido sugeriu que trabalha com a expectativa de ter o senador Osmar
Dias (PDT) encabeçando a aliança ao governo do Paraná e
em torno da candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à presidência
da República.
Barros disse que não esperava uma resposta imediata dos petistas às
propostas do PP. “As reivindicações são essas
e vamos ver como eles conseguem atender”, disse. Mas Gleisi e as
lideranças petistas já apontaram algumas dificuldades para
atender a todas as exigências do aliado.
A coligação proporcional enfrenta resistências e
quanto à cessão da vaga ao Senado, uma das duas poderá estar
reservada para a presidente estadual do partido, já que o presidente
Lula definiu como prioridade eleger aliados ao Senado, onde seu governo
se ressente de falta de apoio. Além disso, a outra vaga também
tem que estar à disposição para compor com outros
partidos.
“Sobre a coligação na proporcional, nós ponderamos
com o PP que a densidade eleitoral dos parlamentares do PT é menor
do que a deles”, relatou o deputado Elton Welter, que participou
da conversa.
Só o começo
Barros acha que para uma primeira conversa,
o ritmo foi bom. O presidente estadual do PP é o nome indicado pelo partido para concorrer ao
Senado. Barros lembrou que se o Senado é uma prioridade para Lula,
a eleição de Dilma Rousseff também é.
“Além disso, seria falta de visão considerar que
só o PT vai ajudar a garantir a governabilidade. O Lula sabe que
o PT precisa de um conjunto de aliados para garantir a governabilidade.
O PT sozinho não dá conta”, afirmou.
Sobre a coligação proporcional, o presidente do PP disse
que é preciso aguardar as próximas conversas que o PT terá com
outros aliados. Entre eles o PMDB, o PR, PSC, PSB, PTB e PCdoB. O encontro
com o PCdoB deverá ser marcado ainda esta semana.
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O ESTADO DO PARANÁ, 30
de junho de 2009 | Política
Partidos de oposição
protestam contra Richa
Roger Pereira
Os partidos de oposição ao prefeito de Curitiba, Beto
Richa (PSDB) foram às ruas protestar contra a conduta da bancada
de apoio ao prefeito que barrou, na câmara municipal, a tentativa
de abertura de CPI para investigar o suposto caixa 2 e a compra do apoio
de ex-candidatos durante a campanha de reeleição do prefeito.
Com apenas seis assinaturas no pedido de
CPI, a oposição
precisa, ao menos, da assinatura de sete vereadores da base do prefeito
para atingir as 13 assinaturas necessárias para que o pedido possa
ser protocolado na câmara. Mas nenhum outro vereador admitiu a
possibilidade de apoiar a investigação.
Apoiado por movimentos sociais e sindicatos,
inclusive o Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba, que formam
a “Frente Popular
contra a Corrupção”, os oposicionistas realizaram,
na manhã de ontem, uma vigília nas escadarias da câmara
municipal e, à tarde, a manifestação ocorreu na
Boca Maldita, no centro da capital, onde foram instalados televisores
que exibiram durante toda a tarde os vídeos em que os coordenadores
do “Comitê Lealdade”, formado por dissidentes do PRTB,
aparecem distribuindo dinheiro para os ex-candidatos a vereador do partido,
que abriram mão da candidatura para apoiar Beto Richa.
“A pressão popular sempre preocupa os detentores de mandato.
Vamos ver se com a sociedade exigindo, os vereadores de Curitiba assinam
a CPI e cumpram com seu papel de legislador e fiscalizador. A CPI seria
a mostra de que Curitiba tem um Poder Legislativo e que a câmara
não é apenas um anexo do Executivo”, disse o deputado
federal Dr. Rosinha (PT), que participou do ato. “O prefeito foi
ao Ministério Público pedir para ser investigado. Se isso
não for pura demagogia, então ele deveria pedir para que
sua base assine a CPI, fazendo com que ele, de fato, seja investigado”,
lembrou.
Com uma baixa adesão, Rosinha foi a única liderança
partidária presente na Boca Maldita. Vereadores e deputados de
oposição não compareceram por estarem participando
da votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias
do município e do Estado, mas a ausência de outras lideranças
sem mandato também foi sentida.
Representantes do PT, PMDB, PCdoB, PSC
e PRTB, também estiveram,
ontem, reunidos com o procurador regional eleitoral, Neviton Guedes,
que está investigando o caso. Os partidos de oposição
entregaram documento oficializando apoio às investigações. “Cabe
a nós nos colocarmos à disposição, mas também
estamos fazendo nossa parte. Vamos acompanhar de perto todas as investigações,
e sempre que acharmos procedente, entraremos com as medidas cabíveis”,
disse o presidente do PT de Curitiba, André Passos. Na última
sexta-feira, os partidos entraram com pedido de cassação
do prefeito na 1.ª Zona Eleitoral de Curitiba. O advogado do prefeito,
Cristiano Hotz, disse que foi à 1.ª Zona ontem, mas não
teve acesso ao processo, que, segundo ele, está sendo encaminhado
para o Ministério Público.
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STJ, 30 de junho de 2009
DECISÃO
Bancos respondem por prejuízos
a terceiros se permite abertura de conta com documento falso
Instituições financeiras devem responder pelos prejuízos
gerados a terceiros por permitir a abertura de conta-corrente mediante
a apresentação de documentos falsos. A conclusão é da
Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça, ao manter indenização
por danos morais e materiais a ser paga pelo Banco do Estado da Bahia (BANEB) à empresa
Enghouse – Engenharia e Arquitetura S/A, em virtude do uso indevido
do CGC da empresa por outra, que abriu conta no banco e emitiu cheques
sem fundo com a falsificação do documento, causando a inscrição
indevida da Enghouse nos cadastros de proteção ao crédito.
Consta dos autos que o representante
da Olinto Construções
Ltda. foi até ao banco, onde abriu conta-corrente utilizando-se
de CGC falso, pois a proprietária era a Enghouse. Posteriormente,
a Olinto emitiu seis cheques sem fundos, cuja devolução
deu ensejo à inscrição do nome da verdadeira portadora
do CGC nos cadastros de proteção ao crédito.
A Enghouse entrou na Justiça contra o banco, afirmando que fato
teria ocasionado o cancelamento de dois contratos de empreitada já assinados,
bem como a impossibilidade de participar de licitações,
por não conseguir obter atestado de idoneidade financeira.
Segundo a defesa, o banco agiu de forma
desidiosa, não comparando
a assinatura dos cheques sem fundos com a das fichas cadastrais tanto
da emitente quanto suas, além de não ter publicado retratação
de modo a atenuar as consequências danosas da inserção
de seu nome entre o dos maus pagadores.
Em primeira instância, a ação foi julgada procedente.
Em apelação para o Tribunal de Justiça da Bahia
(TJBA), o banco alegou incompetência absoluta e funcional do juiz,
pois a privatização do banco tornaria incompetente a Vara
da Fazenda Pública. Protestou, ainda, contra o que considerou
decisão ultra petita, que estaria caracterizada pelo fato de a
sentença ter concedido danos materiais mais abrangentes do que
os pedidos na ação.
O tribunal baiano negou provimento à apelação,
afastando todas as alegações. “Culpa consubstanciada
em omissão e negligência do apelante. “Descumprimento
de normas e exigências do banco central na abertura de contas correntes”,
diz a decisão. Insatisfeito, o banco recorreu ao STJ, alegando,
entre outras coisas, que a conduta do falsário se constitui em
fato de terceiro apto a romper a relação de causalidade
necessária para a configuração da responsabilidade
civil. Ainda segundo a defesa, a sentença concedeu mais do que
o pedido, o que seria ilegal.
A Quarta Turma conheceu parcialmente do recurso e deu provimento apenas
para reduzir a indenização por danos morais. “A falsificação
de documentos para a abertura de conta-corrente não isenta a instituição
financeira da responsabilidade de indenizar, pois constitui risco inerente à atividade
econômica por ela desenvolvida”, considerou o ministro Fernando
Gonçalves, relator do caso, ao manter a decisão por danos
materiais, que serão calculados na liquidação de
sentença.
A alegação de incompetência também foi afastada. “A
verificação de eventual maltrato dos artigos 87, 93 e 113
do Código de Processo Civil depende da anterior análise
da Lei de Organização Judiciária do Estado da Bahia,
de modo a constatar os efeitos da privatização da recorrente
na competência do juízo”, esclareceu. “Nesse
passo, o deslinde da controvérsia pressupõe o exame de
direito local, matéria imune ao crivo do recurso especial, nos
termos da súmula 280/STF”, considerou o relator.
O recurso especial foi provido, no entanto, na parte que pedia a redução
do valor dos danos morais. “Creio que o valor da indenização
realmente se mostra desproporcional à hipótese tratada
nos autos, especialmente porque a utilização de documentação
falsa por terceiro foi decisiva no equívoco perpetrado pela recorrente.
Nessa perspectiva, reduzo o montante fixado a títulos de danos
morais para o valor de R$ 25.000,00”, concluiu Fernando Gonçalves.
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Coordenadoria de Editoria e Imprensa
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FOLHA
DE SÃO PAULO,
30 de junho de 2009 | Dinheiro
BNDES é sócio de usina acusada de usar trabalho "escravo"
Participação do banco estatal chega a 20% da Brenco; instituição
injetou R$ 1 bilhão na empresa
EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O governo federal recorreu à Justiça para incluir na "lista
suja" do trabalho escravo a Brenco, empresa com 20% de seu capital
nas mãos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social).
Entre o fim de 2008 e o início deste ano, o banco injetou R$
1 bilhão na empresa para a implantação de unidades
de processamento de cana e plantação de lavoura em Mato
Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Com isso, ganhou um assento
no conselho de administração.
O aporte financeiro ocorreu meses após fiscais terem encontrado
trabalhadores em situação degradante em Goiás
e Mato Grosso. Nessa ação, no início de 2008 e
direcionada à Brenco, foram registrados 107 autos de infração
por violações à legislação, segundo
o governo, como alojamento precário, falta de equipamentos de
proteção e transporte irregular.
Comandada pelo ex-presidente da Petrobras Henri Philippe Reichstul,
a Brenco é uma empresa brasileira, com investidores norte-americanos.
A empresa diz que, até 2015, investirá R$ 5,5 bilhões
na implantação de dez unidades, o que lhe permitirá uma
capacidade de moagem de 44 milhões de toneladas por safra.
A empresa, que nega as acusações (leia texto ao lado),
entrou na Justiça e conseguiu, no mês passado, uma liminar
da 12ª Vara do Trabalho de Brasília que impede o ministério
de incluí-la no cadastro.
Recurso
Por meio da AGU (Advocacia Geral da União), o governo recorreu.
Neste mês, entrou com um recurso ordinário contra a sentença,
que agora será analisada pela segunda instância da Justiça
trabalhista.
Criada em 2004 pelo Ministério do Trabalho, a "lista suja" dá publicidade
a empresas e pessoas flagradas com trabalhadores em situação
análoga à escravidão. O cadastro é renovado
a cada seis meses, e o ministério quer incluir a Brenco na atualização
do mês que vem.
Entre 1995 e junho deste ano, o grupo móvel de fiscalização,
que reúne auditores do trabalho, procuradores e policiais federais,
resgatou 33.903 trabalhadores em situação análoga à de
escravo, num total de 829 operações e 2.307 fazendas.
O Ministério Público do Trabalho e a empresa ainda negociam
a assinatura de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta). Uma reunião
está prevista para meados de julho.
O BNDES, órgão do governo federal que faz propaganda
de sua cláusula social, diz que, antes de fechar qualquer contrato,
checa a lista do ministério. Caso a inclusão no cadastro
ocorra em meio à vigência do financiamento, o banco afirma
que pode suspender o desembolso. Sobre a Brenco, diz que não
havia nenhuma sentença definitiva contra a empresa no momento
da assinatura do contrato, em agosto do ano passado, quando aprovou
o financiamento de R$ 1,2 bilhão.
Nos últimos dias, o BNDES passou pelo constrangimento de ter
seu nome incluído em denúncias de desmatamento na Amazônia.
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FOLHA
DE SÃO PAULO,
30 de junho de 2009 | Dinheiro
Outro lado
Para empresa, inclusão em lista "suja" é indevida
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A Brenco nega a prática de trabalho escravo e diz que, por
avaliar indevida a acusação do Ministério do Trabalho,
foi à Justiça para impedir a inclusão de seu nome
na "lista suja".
"
A sentença confirmou a liminar, determinando que essa inclusão
somente ocorra se, esgotadas todas as possibilidades de discussão
dos autos de infração aplicados, inclusive na esfera
judicial, estes sejam julgados subsistentes", afirma a assessoria
de comunicação da empresa.
Ao negar práticas ilegais, a empresa diz que "se pauta
pelas mais rigorosas práticas de governança corporativa
e pela valorização das pessoas e sempre ofereceu excelentes
condições de trabalho".
O BNDES, também por meio de sua assessoria, afirma que, para
obterem financiamento do banco, todas as empresas têm de "observar
a legislação relativa à utilização
de recursos públicos, sobretudo no que diz respeito às
questões trabalhistas, ambientais e fiscais".
O banco do governo federal diz ainda que, em agosto do ano passado,
quando foi assinado o contrato de financiamento com a empresa, e, no
início deste ano, quando foi liberada a maior parte dos recursos, "a
legislação foi observada pela beneficiária".
De acordo com o BNDES, o contrato pode ser rescindido caso ocorra uma
condenação definitiva na Justiça.
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O ESTADO DO PARANÁ, 30 de junho de 2009 | Economia
Empregados da Bosch param
por 48 horas
Helio Miguel
Uma paralisação de 48 horas foi a resposta dos funcionários
da Bosch às 826 demissões ocorridas na empresa, há duas
semanas. A decisão ocorreu ontem, no início da manhã.
Os cerca de 3 mil empregados, que estavam
sob licença remunerada
e deveriam retornar ontem, pararam imediatamente. Ainda ontem, a Volvo
iniciou negociações com trabalhadores, para tentar suspender
temporariamente cerca de 300 contratos de trabalho e adequar sua produção à demanda
atual.
De acordo com o presidente do Sindicato
dos Metalúrgicos da Grande
Curitiba (SMC), Sérgio Butka, em um ano e quatro meses a Bosch
efetuou aproximadamente 1,7 mil desligamentos de funcionários. “E
há boatos de que haveria mais 250 a 300 demissões por vir,
na área administrativa”, afirmou, ontem, em entrevista coletiva.
O dirigente sindical afirma que a categoria
continua confiando em uma solução para o impasse, seja no Tribunal Regional do Trabalho
do Paraná (TRT-PR) ou no Ministério Público do Trabalho
(MPT), órgãos onde o SMC ingressou com processos. Hoje,
haverá uma nova audiência no TRT-PR. Amanhã, será a
vez da segunda audiência no MPT.
A solução que o sindicato prefere, conforme o presidente
da entidade, envolve a readmissão dos trabalhadores demitidos
este mês e a suspensão temporária dos contratos de
trabalho dos empregados, o chamado lay-off.
Sobre a redução de salários e jornada de trabalho
alternativa que a Bosch diz ter proposto anteriormente, Butka esclareceu
que não foi aceita pelo SMC, já que a empresa não
a atrelou à garantia de manutenção dos empregos.
Sobre a paralisação iniciada ontem, a Bosch informou,
através de sua assessoria de imprensa, que “adotou os procedimentos
legais que garantem o acesso dos colaboradores que desejarem retornar
ao trabalho”, e que está avaliando as próximas ações.
Volvo
Na mesma avenida da Cidade Industrial de
Curitiba, a cerca de 10 quilômetros
de distância da unidade da Bosch, outra multinacional instalada
na capital também negocia com os trabalhadores para tentar contornar
a crise econômica mundial.
Ontem, a direção da Volvo se reuniu com representantes
dos trabalhadores e o SMC para discutir a suspensão temporária
dos contratos de trabalho de cerca de 300 funcionários.
De acordo com o presidente do SMC, a proposta
da empresa é de
que a suspensão dure até três meses. Durante este
período, os trabalhadores receberiam bolsa-qualificação
profissional.
Contatada, a Volvo admitiu a negociação. A empresa, segundo
sua assessoria de imprensa, precisa ajustar a produção à demanda
atual por caminhões, que não se recuperou nos mercados
interno e externo, em relação ao ano passado.
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FOLHA DE LONDRINA, 30 de
junho de 2009 | Economia
Volvo pode afastar 300
funcionários
Curitiba - Uma reunião realizada ontem entre representantes do
Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba (SMC) e da Volvo tentou
negociar suspensões temporárias de contratos de trabalho
previstos para os próximos dias. Segundo o presidente do sindicato,
Sérgio Butka, cerca de 300 funcionários da unidade de Curitiba
podem ser afastados de suas atividades por três meses. Nessa modalidade,
eles ficam em casa recebendo remuneração, sendo uma parte
paga pela empresa e o restante pelo governo.
A empresa confirmou, por meio de sua
assessoria de imprensa, a intenção
de ''flexibilizar as relações de trabalho de seus empregados''.
O motivo da medida seria a queda nas vendas tanto no Brasil como na
América Latina em decorrência da crise econômica.
A reunião de ontem não teve um resultado definitivo,
mas tanto sindicato com empresa informaram que esperam chegar a uma
decisão em nova reunião marcada para hoje.
Marcela Rocha Mendes
Equipe da Folha
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AGÊNCIA DIAP, 30 de junho
de 2009
Demissão imotivada:
mensagem presidencial será examinada pelo Trabalho
Agência DIAP
Com decisão da Mesa, agora Mensagem Presidencial será transformada
em projeto de decreto legislativo da Câmara (PDC), que será,
inicialmente, examinado pela Comissão de Trabalho da Câmara
A
Mesa Diretora da Câmara indeferiu (rejeitou) o requerimento
do deputado Júlio Delgado (PSB/MG) para arquivar a Mensagem Presidencial
59/08, que ratifica a Convenção 158, da OIT, que trata
da demissão imotivada.
Delgado foi relator da matéria na Comissão de Relações
Exteriores e Defesa Nacional, que aprovou o parecer contrário à Mensagem
do Governo.
Com a rejeição da mensagem, Delgado pediu o arquivamento
da proposta na Câmara.
O DIAP questionou este encaminhamento,
pois apenas duas comissões
na Câmara podem, pelo regimento interna da Casa, arquivar proposições
caso sejam rejeitadas - a de Constituição, Justiça
e Cidadania; e a de Finanças e Tributação.
Prevaleceu a tese do DIAP.
Ademais, é preciso esclarecer que mensagem presidencial não
pode ser arquivada nas comissões temáticas.
Independente do resultado, a mensagem precisa
concluir toda tramitação
até ser votada no plenário. Só o plenário
- da Câmara ou do Senado - pode arquivá-la, se for rejeitada.
Próximos
passos
Com a decisão da Mesa, agora a Mensagem Presidencial será transformada
em projeto de decreto legislativo da Câmara (PDC), que será,
inicialmente, examinado pela Comissão de Trabalho.
E depois, pela Comissão de Constituição e Justiça.
A matéria aguarda designação de relator na Comissão
de Trabalho.
Pressão
sindical
Mas se não houver pressão do movimento sindical, pouco
efeito terá a decisão da Mesa.
É preciso que as entidades pressionem o presidente da Comissão
de Trabalho, deputado Sabino Castelo Branco (PTB/AM) para que a matéria
seja distribuída para um parlamentar favorável à proposta,
a fim de que produza um parecer favorável e imediatamente paute
o projeto para votação no colegiado.
O movimento sindical perdeu a primeira
batalha, pois a mensagem foi derrotada na primeira comissão da Câmara, mas venceu a segunda,
ao não permitir o arquivamento da iniciativa do Executivo.
Porém, é preciso continuar o movimento; do contrário,
a tendência é que Castelo Branco não distribua rapidamente
o projeto antes de encerrar o primeiro semestre.
Pauta trabalhista
A Convenção 158 faz parte da "Pauta trabalhista",
que as centrais sindicais apresentaram em maio ao presidente da Câmara,
Michel Temer (PMDB/SP).
Além da demissão
imotivada, faz parta da pauta a redução
da jornada de trabalho (PEC 231/95); fator previdenciário (PL
3.299/08); salário mínimo (PL 1/07); trabalho escravo (PEC
438/01); Convenção 151 (PCD 795/08); e terceirização
(PL 4.302/08) mensagem 389/03, que pede o arquivamento do projeto.
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Notícias
do Tribunal Superior do Trabalho
30/06/2009
Sexta Turma mantém hipoteca judiciária em ação
contra Unilever
A hipoteca judiciária, prevista no Código de Processo
Civil (artigo 466), é um direito do credor, pode ser ordenada
de ofício pelo juiz independentemente de pedido da parte e é efeito
da sentença para garantir o cumprimento da decisão judicial,
impedindo o dilapidamento dos bens do réu, em prejuízo
da futura execução. Apesar de pouco utilizada na Justiça
do Trabalho, sua aplicação tem sido promovida principalmente
pelo Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG), o
que tem levado as empresas atingidas a contestar o uso do instituto
em recursos ao Tribunal Superior do Trabalho. Recurso recente discutindo
o tema envolveu a Unilever Brasil Ltda. e um ex-empregado de sua unidade
de Vespasiano (MG), onde são fabricados detergentes e sabões
em pó.
A ação trabalhista movida pelo operador de embalagem
foi julgada parcialmente procedente pelo juiz da Vara do Trabalho da
Pedro Leopoldo (MG), que reconheceu o direito do trabalhador a 30 minutos
diários de horas de percurso (horas in itinere), adicional de
insalubridade em razão de ruído e equiparação
salarial com um colega que realizava as mesmas funções
e ganhava mais. Empregado e empregador recorreram ao TRT/MG. O Regional
acrescentou à condenação o pagamento de uma hora
extra diária relativa ao intervalo intrajornada e, julgando
o recurso da Unilever, declarou a hipoteca judiciária sobre
bens imóveis do devedor, correspondentes ao valor da condenação,
gerando o direito real de sequela, até seu pagamento.
No recurso ao TST, a defesa da Unilever
qualificou a hipoteca judiciária
como “ato teratológico” (monstruoso e absurdo) do
TRT/MG e contestou sua aplicação sem que tenha havido
requerimento do trabalhador. Argumentou ainda que a Unilever é uma
das maiores empresas do País, não se justificando a medida
contra uma indústria de seu porte e liquidez e que, de acordo
com o Código de Processo Civil, a execução deverá fluir
pela forma manos gravosa ao devedor. Relator do recurso, o ministro
Aloysio Corrêa da Veiga, afirmou que, “ao lançar
mão da hipoteca judiciária, o TRT/MG visou à garantia
dos créditos devidos ao trabalhador, sem com isso ofender a
ampla defesa e o contraditório, uma vez que a Unilever deles
tem se valido no seu intento de alterar o desfecho do que foi decidido”.
O acórdão regional, relatado pelo juiz Antônio Álvares
da Silva, defende que, “de dispositivo morto, a hipoteca judiciária
pode se transformar em realidade e contribuir decisivamente para a
execução da sentença e para a efetiva prestação
jurisdicional” enquanto não houver lei que exija o depósito
integral da condenação. “Até que haja mudanças
mais profundas, a hipoteca judiciária pode ser a solução.
Incidindo sobre os bens da executada, a execução fica
garantida e os bens, na quantia devida, indisponíveis. O caminho é,
pois, fácil e lógico. Basta que a jurisprudência
trabalhista adote, para o crédito alimentar, uma medida que é empregada
pelo legislador comum”, registra o acórdão.
Para o TRT/MG, a hipoteca judiciária é um efeito da
sentença, assim como as custas, a correção monetária,
os honorários de perito, os descontos previdenciários
e o imposto de renda. O extenso acórdão trata dos supostos
entraves à utilização do instituto, rejeitando-os
um a um. Caso a sentença seja reformada em instância superior,
a hipoteca automaticamente se desfaz. Caso a hipoteca alcance bem de
família que, por lei, é impenhorável, a parte
pode alegar este fato até mesmo antes de sua constituição.
Como a hipoteca se dá após a sentença de primeiro
grau, ainda não há penhora e muito menos penhora "on
line". “Por isso é que ela exerce, desde logo, seu
salutar efeito para garantir-lhe a execução da sentença,
impedindo que a empresa malbarate seus bens”, concluiu.
Ao acompanhar o relator o ministro Horácio Senna Pires afirmou
que “a hipoteca judiciária é um instituto que passa
desapercebido, não se valendo dele os juízes”.
O ministro Maurício Godinho Delgado ressaltou que a hipoteca
judiciária é consequência da sentença, mas
o juiz deve usá-la com moderação. Segundo ele,
pelo fato de a empregadora em questão ser uma grande empresa
multinacional, líder mundial em seu setor, talvez até não
fosse necessária, mas não é algo capaz de gerar
nulidade processual. O recurso da Unilever foi provido no ponto em
que questionou a aplicação de multa administrativa imposta
pelo TRT/MG em razão da condenação ao pagamento
de adicional de insalubridade, já que a Justiça do Trabalho
não tem competência para isso. ( RR 571/2006-092-03-00.0)
(Virginia Pardal)
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30/06/2009
Policiais conseguem reconhecimento
de vínculo com empresa
A Seção Especializada em Dissídios Individuais
(SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou embargos da Editora
Guanabara
Koogan contra o reconhecimento de vínculo empregatício
de dois policiais militares. A empresa havia embargado decisão
da Primeira Turma do TST, que reconheceu o vínculo ao entendimento
de que a atividade de segurança privada desenvolvida pelos policiais
na empresa estava amparada legalmente nos termos do artigo 3º da
CLT.
Em 1999, os policiais reclamaram na Justiça que trabalhavam como
segurança para a editora, por meio de uma empresa terceirizada,
e foram demitidos sem o pagamento de verbas rescisórias após
reclamarem o recebimento de gratificação natalina. Entre
outros itens, pediram o reconhecimento de vínculo de emprego com
a editora. Tanto na primeira instância quanto no recurso ordinário
ao Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ) o vínculo
foi negado. Para aqueles julgadores, a relação jurídica
de subordinação não poderia existir, porque policiais
da ativa tinham horários determinados pela corporação
que não poderiam ser desrespeitados. Entenderam, assim, que o
trabalho na editora era eventual.
Ao contrário das instâncias anteriores, a Primeira Turma
do TST não viu motivo para que o reconhecimento do vínculo
fosse negado, pois se tratava de atividade lícita, amparada legalmente
na CLT. A Turma deu provimento a recurso do grupo e reformou a sentença,
julgando procedentes seus pedidos. A editora então interpôs
os à SDI-1 SDI – o órgão uniformizador das
decisões da Justiça Trabalhista –, mas não
obteve êxito. O relator, ministro Vantuil Abdala, explicou que,
uma vez atendidos os requisitos celetistas, a Súmula nº 386
do TST legitima o reconhecimento de relação de emprego
entre policial militar e empresa privada, independentemente das sanções
disciplinares a que o policial esteja sujeito na corporação.
( E-ED-ED-RR-789851-2001.6)
(Mário Correia)
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29/06/2009
Embraer e sindicatos não chegam a acordo sobre demissões
Terminou
sem acordo a tentativa de conciliação entre a
Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A. (Embraer) e os sindicatos
que representam as categorias de metalúrgicos e de trabalhadores
nas indústrias de construção de aeronaves no Tribunal
Superior do Trabalho. A reunião foi convocada pelo ministro Maurício
Godinho Delgado, relator do recurso da Embraer contra decisão
do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP),
no dissídio coletivo relativo à demissão de
4.200 empregados da empresa, em fevereiro deste ano.
Vários aspectos do problema foram apresentados na reunião.
O relator sugeriu, em vez da demissão, a readmissão de
parte dos demitidos e a suspensão dos contratos de trabalho com
base no artigo 476-A da CLT, que permite a medida por um período
de dois a cinco meses, para participação do empregado em
curso ou programa de qualificação profissional oferecido
pelo empregador. Discutiu, também, a possibilidade de criação
de um plano de demissões voluntárias (PDV) que contemplasse
os demitidos em bases financeiras mais vantajosas. Finalmente, formalizou
proposta que partia da decisão do TRT/Campinas e a ampliava para
garantir aos demitidos indenização equivalente a quatro
vezes o valor do aviso prévio, limitada ao teto de R$ 14 mil.
Os trabalhadores se dispuseram a levar
as propostas às assembléias
da categoria, desde que houvesse sinalização positiva da
empresa. Todas as propostas foram rejeitadas pela Embraer, que afirmou
não ter condições de fazer mais concessões
além das já feitas nas negociações no TRT/Campinas.
O ministro Maurício Godinho afirmou sua intenção
de levar o processo a julgamento na primeira sessão da SDC no
segundo semestre, marcada para o dia 10 de agosto, e explicou que a proposta
que apresentou visava exclusivamente à conciliação,
e não tinha nada a ver com o voto que ainda vai elaborar para
o julgamento. “Trata-se de matéria nova para a SDC, e, portanto, é um
mistério qual será o resultado do julgamento”, observou
o relator. “Por isso, é mais fácil que as partes
negociem e que a empresa lide com um resultado previsível, ainda
que com algum custo financeiro.” O ministro insistiu para que as
partes tentem chegar a uma solução negociada para as demissões
antes do julgamento, e pôs-se à disposição
para homologar o acordo, caso as partes consigam obtê-lo.
Entenda o caso
No dia 19 de fevereiro, a Embraer anunciou
a demissão de 4.200
trabalhadores. Os sindicatos instauraram dissídio coletivo no
TRT/Campinas, que, liminarmente, suspendeu as demissões até a
data da primeira audiência de conciliação, dia 5
de março. Após várias tentativas de conciliação
fracassadas, a Seção de Dissídios Coletivos do TRT/Campinas,
embora não tenha determinado a reintegração dos
demitidos, estendeu o prazo fixado na liminar, obrigando a Embraer a
pagar salários desde a data da demissão (19/02) até 13/03,
dia da última tentativa de conciliação, como se
os contratos ainda estivessem em vigor.
Em 13 de abril, o presidente do Tribunal
Superior do Trabalho, ministro Milton de Moura França, concedeu efeito suspensivo da decisão
regional, pedido pela Embraer, com relação à prorrogação
dos contratos de trabalho até o dia 13 de março. Os efeitos
da decisão ficaram, portanto, suspensos até que o TST julgue
o mérito do recurso ordinário em dissídio coletivo – cujo
relator é o ministro Maurício Godinho Delgado. ( ES-207660/2009-000-00-00.7
)
(Carmem Feijó)
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CNTI-PR, 27 de junho de 2009 | Eventos
Posse
STI do Vestuário de Apucarana
realiza solenidade
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário
de Apucarana e região, - STIVAR, presidido pela companheira MARIA
LEONORA BATISTA, realizou no dia 27 de junho de 2009, no Centro de Formação
Profissional e Lazer da entidade, a solenidade de posse da diretoria
eleita para o mandato de 01 de junho de 2009 a 31 de maio de 2014.
Na ocasião estiveram presentes
aproximadamente 150 pessoas e dentre elas o Secretário Regional
da CNTI e Presidente da FETRACONSPAR e DEPACOM, Geraldo Ramthun, o Presidente
da FETIEP, Luiz Ary Gin além de
diversas Lideranças Sindicais e Políticas da Região.
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Geraldo
Ramthun (Secretário Regional da CNTI e Presidente da FETRACONSPAR
e DEPACOM), dicursando na posse. |
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FETRACONSPAR, 30 de junho
de 2009 | Campanha Salarial 2009/2010
Instalações Elétricas
Fetraconspar e Sindicatos realizam 4ª rodada de negociações
com o SINELTEPAR
A FETRACONSPAR e os Sindicatos
de Trabalhadores da Categoria, juntamente com o Sindicato Patronal, realizaram
hoje
(30/06), às 13h00, na
sede do Sindicato das Empresas de Eletricidade, Gás, Água,
Obras e Serviços do Estado do Paraná – SINELTEPAR,
sito à Rua Piauí, 1761 - Vila Guaira, Curitiba/PR, 4ª reunião para debater a pauta de reivindicações aprovada pelos Oficiais
Eletricistas e Trabalhadores na Indústria de Instalações
Elétricas, Hidráulicas, Gás e Sanitárias
do Estado. A data base da categoria é 1º de junho.
Dando continuidade ao processo de negociação, as partes,
após análise e debates da pauta de negociação
ainda não chegaram a uma decisão final, ficando para decidir
na próxima reunião.
A reunião foi entre a Comissão de Negociação
formada por diretores da Federação e dos Sindicatos de
Trabalhadores com os representantes do SINELTEPAR.
Participaram os companheiros: Denilson
Pestana da Costa (Secretário
de Finanças FETRACONSPAR), José Caetano Ferreira (Presidente
SOE Curitiba), José Thomaz (Presidente SOE Maringá), Almir
do Rosário Andrade Prado (Secretário de Finanças
STICC Ponta Grossa), José Ávido Pacheco (Presidente STICM
Paranaguá) e Antonio Barros França (Presidente SITRACOCIFOZ).
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FETRACONSPAR,
30 de junho de 2009 | Campanha Salarial 2009/2010
Montagem Industrial
5ª rodada de negociações
entre a FETRACONSPAR e SINDIMONT com o SINDEMON
A FETRACONSPAR e o SINDIMONT, realizaram na sede da empresa Irmãos
Passaúra & Cia. Ltda, sito à Rua Paul Garfunkel, n.º 250 – CIC,
Curitiba/PR, nesta terça-feira, 23, às 09h00min, 5ª reunião para debater a pauta de reivindicações aprovada pelos trabalhadores
das Indústrias de Montagens Industriais e Serviços Relativos à Instalação
e Manutenção do Gasodutoe o percentual de reajuste, referente
ao período 2009/2010. A data base da categoria é no mês
de junho.
Dando continuidade ao processo de negociação, as partes,
após análise e debates da pauta,. ambos ainda não
chegaram a uma decisão final, ficando para decidir na próxima
reunião, que foi entre a Comissão de Negociação
formada por membros da Federação, do SINDIMONT com os representantes
do SINDEMON.
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