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Valor Econômico,
20 de julho de 2009
País já recuperou
50% dos postos de trabalho fechados durante a crise
O setor de serviços foi o que
apresentou maior geração
de postos nesse período, com saldo positivo de 157,7 mil novas
vagas, seguido pelo comércio (com geração de
29,8 mil postos) e serviços industriais de utilidade pública
(1,7 mil postos)
O mercado formal de trabalho encerrou junho
com recuperação
de metade das vagas fechadas entre novembro e janeiro, quando foram
cortados no país 797,5 mil postos com carteira assinada - a
fase mais crítica para o mercado de trabalho a partir do agravamento
da crise externa.
No período de fevereiro a junho foram criados 401,3 mil novas
vagas no país, garantindo a recuperação de 50,3%
do total de postos fechados na virada de 2008 para 2009.
Economistas preveem recuperação mais significativa do
emprego no terceiro trimestre, período em que indústria
e varejo iniciam os preparativos para o Natal.
Mas ainda há dúvidas se essa melhora será suficiente
para recompor as perdas remanescentes da crise.
No acumulado de novembro a junho, o saldo
ficou negativo em 396,3 mil vagas, de acordo com dados do Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados
(Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego.
Nesse intervalo, apenas três setores registram recuperação
total dos postos de trabalho.
O setor de serviços foi o que apresentou maior geração
de postos nesse período, com saldo positivo de 157,7 mil novas
vagas, seguido pelo comércio (com geração de 29,8
mil postos) e serviços industriais de utilidade pública
(1,7 mil postos).
Os setores de construção e agropecuário apresentaram
recuperação parcial das perdas, enquanto a indústria
da transformação e a indústria extrativa tiveram
o quadro de demissões agravado.
O pior resultado foi da indústria de transformação,
que chegou em junho com 498,5 mil vagas fechadas - no período
de novembro a janeiro, o fechamento de vagas era menor, de 409,2 mil
postos.
Dos 12 subsetores que compõem a indústria de transformação,
apenas três apresentaram uma recuperação parcial
das perdas - alimentos, bebidas e álcool etílico, com
recuperação de 24,5% das perdas totais; calçados,
com reabertura de 17,6% dos postos fechados; e borracha, fumo e couros,
com recuperação de 38,6% das vagas fechadas entre novembro
e janeiro.
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GAZETA DO POVO, 20 de julho
de 2009 | Economia
Classes sociais
Ricos perdem renda com a crise
Rendimento médio do indivíduo
das classes A e B caiu 8,7%, para R$ 2.407. Os mais pobres, por sua
vez, foram afetados pelo aumento
no desemprego
Publicado em 20/07/2009 | Cristina Rios
Em
dez meses, a turbulência econômica já provocou
mudanças na renda e nos hábitos de consumo dos brasileiros.
A classe C, que nos últimos anos se tornou a grande estrela da
economia nacional com a ascensão social dos mais pobres, parou
de crescer. As classes A e B, por outro lado, foram as que mais perderam
renda desde que a crise estourou, em setembro do ano passado.
De janeiro a abril deste ano, a renda média individual das pessoas
das classes A e B nas seis principais regiões metropolitanas do
país caiu 8,7% em termos reais (descontada a inflação)
na comparação com mesmo período do ano passado,
segundo estudo do Centro de Pesquisas Sociais (CPS) da Fundação
Getúlio Vargas (FGV). O rendimento médio individual entre
os mais ricos passou de R$ 2.637 para R$ 2.407.
“As classes A e B perderam muito dinheiro no mercado financeiro,
com a queda na bolsa de valores, além de estarem mais vinculadas
a atividades que vêm sofrendo mais com a crise, como o setor industrial
e o comércio exterior”, explica o economista Marcelo Cortes
Neri, responsável pelo estudo. A FGV considera classes A e B as
famílias com renda acima de R$ 4.807; classe C aquelas com faturamento
entre R$ 1.115 e R$ 4.807; classe D, entre R$ 804 e R$ 1.115; e E, de
até R$ 804.
Depois de crescer 35% entre 2003 e setembro
de 2008, a participação
das classes A e B já caiu 6,8% segundo a FGV, para 14,38% da população
em abril. “Ainda assim elas concentram 55% da renda do país”,
diz.
Enquanto isso, a classe C, na mesma base
de comparação,
teve aumento de 3,9% na renda média individual, subindo de R$
625 para R$ 649. De acordo com Neri, parte desse ganho vem do reajuste
do salário mínimo. “É muito comum em famílias
de classe média que um dos membros tenha rendimento vinculado
a ele”, afirma.
A classe média chegou a levar um tombo no início do ano – com
redução de participação no bolo da população
brasileira –, mas vem se recuperando. No acumulado entre setembro
do ano passado e abril, a classe média está estável,
com aumento de 0,8%. No total da população continua a representar
a maioria, com 52,72%. “O problema é que a crise interrompe
justamente o fluxo de ascensão social, com menos gente da D migrando
para a C. Em termos de tamanho, a classe média se mantém
em termos de participação porque mais pessoas vão
cair da B para C”, afirma.
O estudo da FGV também mostra que já há uma migração
de pessoas da classe C para as camadas C e D, que cresceram em tamanho
da crise, passando a representar, respectivamente, 13,97% e 18,92% da
população.
Segundo o professor Marcio Cruz, do Departamento
de Economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), os extremos da pirâmide – as
classes A/B e D/E – ficaram mais vulneráveis na crise. As
primeiras porque tiveram perda de renda, com prejuízos em aplicações
financeiras. E as últimas porque são as mais atingidas
pelo desemprego, principalmente na indústria de transformação.
Mas ricos e pobres reagem de maneira diferente
diante das perdas provocadas pela turbulência econômica. “As classes de maior poder
aquisitivo têm mais gordura para queimar, portanto não reduzem
o consumo imediatamente quando perdem renda. Já os mais pobres
são obrigados a cortar gastos, porque não têm poupança”,
acrescenta.
Para o consultor em finanças Raphael Cordeiro, a percepção
de “perda de patrimônio” entre os mais ricos, no entanto,
provoca cautela e adiamento de compras. “O consumo está ligado à confiança
no futuro e à sensação de riqueza”.

* * * *
Construtoras e concessionárias sentem mudança
A mudança no ânimo das classes A e B já se fez sentir
em alguns setores, como o da construção civil, de veículos
e lojas de luxo. Na construtora Andrade Ribeiro, especializada em imóveis
para a alta renda, já houve uma queda na velocidade de comercialização
de empreendimentos voltados para esse público em cerca de 30%. “A
retração ocorreu principalmente em imóveis com preço
acima de R$ 1 milhão. Alguns clientes, diante da crise, adiaram
o projeto de comprar um novo imóvel”, diz Erlon Rotta Ribeiro,
diretor comercial.
A construtora vai inaugurar em 2010 um
empreendimento de duas torres com apartamentos de 560 metros quadrados
e preço de R$ 1,2 milhão
na região do Ecoville, em Curitiba. O diretor comercial diz que
sentiu uma mudança no ritmo de vendas. “Vendemos 100% da
primeira torre antes da crise. A segunda está 50% vendida. Sabemos
que há renda e demanda. A questão é que a decisão
de compra foi adiada”, afirma. Por conta desse cenário,
a construtora preferiu mudar o perfil de um edifício de alto padrão
que seria lançado no bairro Cabral. “Decidimos transformar
o projeto em imóveis comerciais até que o mercado de alta
renda volte ao ritmo normal”, afirma.
Na concessionária Audi Munich, que comercializa carros com preços
de R$ 98 mil a R$ 620 mil, as vendas estão 6% abaixo do esperado – que
era de 15 veículos por mês –, segundo o gerente geral,
Sandro Amaro Maestrelli. Ele diz que houve um esforço maior para
vendas esse ano. “Além de lançamentos e promoções,
tivemos a ajuda da redução do IPI”, acrescenta. “Foi
um semestre bom, mas esperamos uma melhora” diz.
Para Andréa El Omeiri, uma das sócias da Bazaar Fashion,
loja multimarca de grifes voltada para a classe A, a consumidora da alta
renda não deixou de comprar, mas mudou o perfil. “A cliente
passou a parcelar mais a compra e pedir desconto para a compra à vista.” De
acordo com Irit Czerny, proprietária da Lafort, a crise gerou
uma espécie de “medo moral de gastar” por parte do
consumidor de maior poder aquisitivo. “Tivemos que apelar para
promoções, liquidações antecipadas e para
redução de preços e margens”, conclui. (CR)
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REVISTA ISTO É, 20 de julho
de 2009 |
Comportamento
Mulher para toda obra
Ao colocar a mão na massa, elas rompem a última
barreira que as separava dos homens no mercado de trabalho
Claudia Jordão

BATOM NA LAJE Kelly Romena é uma das sete carpinteiras de
uma obra no Rio. No detalhe, pedreiras constroem o Hospital da Mulher
de
Fortaleza
No histórico ano de 1968, feministas fervorosas se reuniam em
praça pública para queimar sutiãs e exigir a igualdade
entre os sexos. Elas já haviam conquistado o direito ao voto
e ao trabalho, mas muito ainda estaria por vir. Agora, 40 anos depois,
as mulheres parecem ter rompido a última barreira que as separava
dos homens, pelo menos em âmbito profissional. O estudo "Boletim
Mulher e Trabalho", da Secretaria Especial de Políticas
para as Mulheres, mostra que o sexo feminino fincou bandeira em território
tradicionalmente masculino, o da construção civil.
De
setembro de 2007 a abril de 2008, a mão de obra feminina cresceu
15% no setor, enquanto a masculina foi reduzida em 6%. "Do total
de brasileiras na formalidade, 0,7% está na construção
civil", diz Luana Pinheiro, subsecretária de planejamento
da secretaria. "São cerca de 69 mil mulheres nas seis principais
regiões metropolitanas do País." O outrora sexo
frágil agora pega pesado como pedreiras, carpinteiras, azulegistas,
pintoras, encanadoras e eletricistas.
A rotina na obra do empreendimento O2 Corporate, um prédio de
apartamentos na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, por exemplo, incorporou
flagrantes da delicadeza feminina ao tradicional entra e sai de caminhões, às
pilhas de plantas e ao barulho constante. Dos 135 funcionários,
sete se destacam pelas unhas feitas, brincos e cabelos longos presos
em coques debaixo do capacete. São as carpinteiras de fôrma,
responsáveis por fazer e instalar moldes de madeira para concreto
e pela segurança dos funcionários. A presença
de mulheres em território marcado pela testosterona, no entanto,
ocorre muito mais por necessidade do que por opção. Aos
44 anos, casada e mãe de uma adolescente, a carioca Lecticia
Cordeiro é carpinteira há quatro meses. Por nove anos
trabalhou em uma rede de farmácias e, em três deles, foi
gerente. Perdeu o emprego e não conseguiu recolocação.
Chegou a trabalhar como doméstica, mas se sentiu insatisfeita
com o salário mínimo que recebia e com a rotina que levava. "Tenho
orgulho de ser pioneira em meu trabalho", diz ela. "As mulheres
eram criadas para cuidar da família e da casa, mas elas são
boas em se reinventar, especialmente nas adversidades." A maior
dificuldade que enfrentou foi a dureza da lida. Sua vida é carregar
madeira, serrar, pregar, andar em terreno instável e subir e
descer escadas. "Chego em casa quebrada", diz. "O lado
bom é que os músculos das minhas pernas estão
definidos." Ela, porém, não abre mão de seu
lado feminino. "Esses dias martelei o dedo e dei um chilique."
As mulheres estão longe de ser realidade em toda obra. Ao mesmo
tempo que sua presença é frequente em cidades como Rio
de Janeiro, Canoas (RS) e Fortaleza (CE) - onde há projetos
sociais que lhes dão treinamento profissional -, é praticamente
nula em São Paulo. Mas como aconteceu em outros bastiões
da masculinidade, como a carreira militar ou a aviação
civil, a tendência não tem volta e é questão
de tempo para que elas se tornem cada vez mais constantes. Quem defende
o argumento é a engenheira carioca Deise Gravina, 52 anos. Ela é a
idealizadora do Projeto Mão na Massa, que desde 2007 já formou
143 encanadoras, pintoras, carpinteiras e pedreiras, em parceria com
o Senai. "Dessas, 70% estão empregadas com carteira assinada",
orgulha-se. Para ela, que há 30 anos pisa em canteiros de obras,
a revolução feminina na construção civil
acontece na melhor hora, pelo menos no Rio. "O mercado está aquecido,
especialmente por causa das obras do PAC - Programa de Aceleração
do Crescimento - e da Copa do Mundo", diz.
A modernização de maquinários e materiais também
foi fundamental para que a brecha para a entrada do sexo feminino fosse
aberta. "Atualmente, a força física não é tão
necessária", diz Deise. "Antes, era preciso misturar
cimento, areia e brita para fazer o concreto, um esforço enorme.
Hoje, geralmente, ele chega pronto na obra", explica. A construtora
Cofix é entusiasta do trabalho das mulheres: são 15 carpinteiras
em quatro obras. "Elas são mais detalhistas, organizadas
e limpas e isso influencia, inclusive, os homens", diz Denise
Rodrigues, diretora administrativa da Cofix. Há empresas que
descobriram como tirar o melhor de cada sexo. A saída foi organizá-los
em duplas de trabalho. Por exemplo, o homem lixa e a mulher pinta. "Enquanto
eles ficam com o trabalho pesado, elas se dedicam ao acabamento final",
diz o químico Fabrício Zanotta, assistente de contas
da PPG Tintas, que colabora no projeto Mulheres em Construção,
que desde 2006 já capacitou 240 moças de Canoas (RS)
para a construção civil.

Até pouco tempo atrás, os
peões estavam acostumados
a ver mulheres apenas do lado de fora do canteiro de obras, de onde
eram saudadas com gracejos descorteses. Talvez por isso a adaptação
da operária Kelly Romena tenha sido tão complicada. "No
início, assoviavam e mexiam comigo", conta. "Vira
e mexe o mestre de obras tinha de intervir e pedir respeito." Aos
25 anos, a ex-recepcionista aprendeu a se impor. "Hoje me respeitam,
mas nem todos entendem minha escolha", diz. "Falam que eu
deveria ser modelo." Feminina, ela deixa a vaidade de lado no
trabalho. Mas, para não embrutecer, faz aulas de dança
do ventre uma vez por semana. Porém, após saltar a barreira
da profissão, elas esbarraram noutra velha distorção.
Segundo a pesquisa, as mulheres ganham 80% do salário inicial
dos homens. Uma injustiça que pune a ousadia.
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G1, 20 de julho de 2009
Juízes preveem enxurrada de ações se STF restringir
demissões no País
Uma ação em tramitação
no Supremo Tribunal Federal (STF) pode fazer vigorar novamente uma
convenção
da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que
gera polêmica no direito trabalhista: determina que as empresas
percam o direito de demitir sem motivo.
Atualmente, as empresas têm liberdade para dispensar os empregados
sem motivo aparente desde que paguem uma indenização,
que é a multa de 40% sobre o Fundo de Garantia por Tempo de
Serviço (FGTS) do empregado.
A outra possibilidade para demissão é a justa causa;
nessas circunstâncias, o trabalhador perde quase todos os direitos
da rescisão.
A Convenção 158 da OIT estabelece que as empresas só podem
demitir por justa causa e quando houver dificuldade financeira, mudanças
tecnológicas ou comprovação de que o trabalhador
não está executando adequadamente a função.
A convenção visa proibir demissões por questões
pessoais ou por rebaixamento de salário, por exemplo.
Em janeiro de 1996, a Convenção 158 entrou em vigor
no Brasil após aprovação do Congresso Nacional.
No fim do mesmo ano, o presidente Fernando
Henrique Cardoso "denunciou
a convenção" por meio de um decreto presidencial,
o que significou, na linguagem jurídica, que o governo brasileiro
não mais adotaria a medida.
No ano seguinte, centrais sindicais protocolaram
a Ação
Direta de Insconstitucionalidade (Adin) 1625 contra a atitude do presidente
FHC.
As entidades argumentaram que, uma vez
que o Congresso aprovou a adoção
da medida, deveria também aprovar a saída do país
do acordo.
Desde então, o caso tramita no Supremo Tribunal Federal sendo
paralisado algumas vezes por pedido de vista, ou seja, para análise
do processo.
No fim do mês passado, o caso voltou a ser discutido no plenário
do STF. O ministro Joaquim Barbosa apresentou voto para que fosse declarado
inconstitucional o decreto presidencial e a convenção
voltasse a vigorar.
Houve novo pedido de vista, e não há prazo
para o julgamento ser retomado.
Na avaliação de magistrados e advogados, a retomada
da convenção é positiva, mas pode provocar uma
enxurrada de processos trabalhistas, uma vez que todas as justificativas
das demissões podem ser questionadas na Justiça.
Outro ponto é se a decisão do STF vai considerar legítimas
as demissões sem motivo no período em que a convenção
deixou de vigorar.
Divergência
O desembargador José Antonio Pancotti, do Tribunal Regional
do Trabalho da 15ª Região, em Campinas (SP), afirma que
os juízes estão voltando a considerar na análise
de processos trabalhistas que o ato que derrubou a convenção
da OIT foi inconstitucional, mesmo antes de o STF tomar uma decisão.
"O entendimento está começando a surgir e está sendo
muito debatido. Eu não tive a ousadia de utilizá-lo porque
acho que não está pacificado", afirmou.
Para Pancotti, a convenção deveria ser aplicada no país. "Acho
que a dispensa sem justa causa é um ato de violência contra
o trabalhador".
Segundo o desembargador, porém, a discussão não
pode ser uma disputa política "entre a esquerda e a direita".
"Tem que ser conduzida uma discussão transparente e não
ideológica".
O juiz Cláudio Antônio Freitas Delli Zotti, de Belo Horizonte,
considera "inegável" que, se a convenção
for retomada, vai aumentar a quantidade de processos trabalhistas para
questionar o motivo das demissões.
"Acredito que durante algum tempo o número de ações
na Justiça do trabalho poderá crescer".
Delli Zotti concorda com a retomada da
convenção, mas
defende um prazo para que as empresas se adaptem.
O juiz do Distrito Federal Rogério Neiva afirmou que a grande
dificuldade com a retomada da convenção seriam os casos
retroativos.
Ele avalia que se o Supremo analisar
o caso, deve também indicar
o que fará com os casos entre a renúncia da convenção
e a eventual retomada.
"Na verdade eu acho que vamos ter problemas daqui para frente
e daqui para trás. É preciso analisar que a decisão
judicial trará uma consequência. (...) O que me preocupa
são os efeitos jurídicos dessa conversa principalmente
sobre o que já aconteceu, o que preocupa é a segurança
jurídica".
Já o advogado trabalhista Sérgio Batalha considera o
texto da convenção "genérico" e diz
não crer em grandes mudanças. Para ele, a legislação
brasileira já coíbe a demissão arbitrária
com a aplicação da multa de 40% sobre o FGTS.
No entanto, Batalha destaca que a multa
de 40% é uma medida
transitória da Constituição e que carece de regulamentação. "Regulamentar é uma
discussão muito mais interessante do que voltar a aderir à convenção".
O Tribunal Superior do Trabalho informou
que não pode se posicionar
sobre a convenção da OIT, uma vez que a caso está "sub
judice" no Supremo.
Além disso, informou a assessoria de imprensa, o tribunal vai
analisar o processo sobre as mais de 4 mil demissões na Embraer,
no qual o TRT considerou a Convenção 158 ao cancelar
liminarmente as demissões.
Em decisão final, o tribunal decidiu depois manter as demissões,
mas as julgou "arbitrárias" e estipulou indenização
superior aos 40% do FGTS. O caso vai a análise do TST no próximo
dia 10 de agosto.
Contra
a convenção
Diversas entidades empresariais se posicionaram contra a volta da convenção.
Para a Federação do Comércio do Estado de São
Paulo (Fecomercio), as regras da convenção "afrontam
os princípios da livre iniciativa"
"Constituem-se como um mecanismo de ingerência na administração
das empresas e representando, ainda, obstáculo ao investimento
estrangeiro no País".
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera
ainda a convenção como "motivo de preocupação".
"A Convenção 158 da OIT, que trata do término
da relação de trabalho por iniciativa do empregador,
a chamada demissão imotivada, é motivo de preocupação
no meio empresarial por causa dos prejuízos que a adoção
dessas normas acarretará às empresas brasileiras, à competitividade
do país e também, aos trabalhadores em geral", diz
a confederação.
Economia
Especialista na Convenção 158, Carlindo Rodrigues, técnico
do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos
(Dieese), a retomada do acordo pode favorecer a economia brasileira.
"A adoção da convenção seria um mecanismo
eficiente para reduzir a rotatividade da mão de obra e, com
isso, evitar a contenção da massa salarial, uma vez que
os empresários demitem para contratar novos trabalhadores com
menores salários. Além do aspecto da dignidade ao trabalhador,
para que tenha mais segurança no emprego", afirma.
Congresso
No ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou
ao Congresso uma proposta para retomada da convenção.
O texto foi rejeitado pela Comissão de Relações
Exteriores e Defesa Nacional e agora será examinado pelas comissões
de Trabalho; e de Constituição e Justiça e também
pelo plenário.
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Dieese, 20 de julho de 2009
Dieese cria Rede de Apoio à Negociação (RAN) para
subsidiar negociações
Com o objetivo de produzir e difundir
conhecimento sobre negociação
coletiva e subsidiar as direções sindicais e os trabalhadores
nesses processos, o Dieese criou a Rede de Apoio à Negociação
ou RAN.
Acessível pela internet, a Rede está disponível às
entidades sindicais associadas ao Dieese e possibilita conhecer em tempo
real as negociações praticadas, os principais temas tratados
e os resultados alcançados.
Essas informações são registradas por técnicos
do Dieese e dirigentes sindicais a cada atividade realizada durante o
processo de negociação de diversas categorias profissionais.
São rodadas de negociação, elaboração
da pauta de reivindicações, preparação da
mesa, reuniões internas, assembléias e fechamento do acordo
coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho,
entre outras.
É importante observar que os dados aqui relacionados têm
valor indicativo e não podem ser extrapolados para o universo
das negociações coletivas.
Este segundo número do Boletim RAN de 2009 traz as informações
sobre negociações coletivas registradas na Rede de Apoio à Negociação
(RAN) no período de abril a junho.
Foram 61 registros referentes
a 51 unidades de negociação.
Destas, 26 foram finalizadas
e 24 ainda estão em andamento. Um
dos registros refere-se à negociação de programa
de Participação nos Resultados.
Quanto à data-base, um dos acordos fechados foi relativo a janeiro,
três a março, três a abril, dezessete a maio, um a
junho e um a agosto.
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O ESTADO DO PARANÁ, 20
de julho de 2009 | Economia
Brasil vai propor o uso
de mais moedas locais entre os países do Mercosul
Agência Brasil
O governo brasileiro pretende aprovar, no âmbito do Mercosul, a ampliação
do sistema de pagamentos de moedas locais que já mantém com
a Argentina. A decisão será submetida ao Conselho do Mercado
Comum - instância máxima decisória do bloco - no próximo
dia 23 , em Assunção, às vésperas da Cúpula
de Chefes de Estado do Mercosul.
O atual sistema, em vigor desde o ano
passado, engloba o pagamento, em moedas locais, de comércio de bens. "Queremos expandir
para permitir que outros pagamentos sejam feitos através dele
como pagamentos previdenciários e exportações de
serviços", antecipou o diretor do Departamento do Mercosul
do Itamaraty, ministro Bruno Bath, em entrevista exclusiva à Agência
Brasil.
O uso de moedas locais no comércio entre os países do Mercosul
permite que sejam economizadas reservas internacionais em dólares
e euros, que se tornam mais escassas em períodos de crise internacional.
Estas moedas são consideradas fortes para as principais transações
mundiais (comércio exterior, investimentos, empréstimos).
O Brasil, por exemplo, tem reservas internacionais de US$ 209 bilhões.
A intenção do governo brasileiro é adotar o mesmo
sistema com os demais parceiros do Mercosul - Uruguai e Paraguai. As
conversas entre os bancos centrais já começaram.. "Esses
contatos ainda estão em fase inicial, pois é um trabalho
técnico bastante complexo, mas estamos avançando bem. Há muita
vontade dos países em avançar", afirma o diplomata
brasileiro.
Os acordos com Uruguai e Paraguai, quando
fechados, já incluirão
a ampliação que está sendo proposta pelo Brasil. "Eles
não precisariam passar pela primeira etapa, só cobrindo
comércio de bens", explica Bath.
Seminário sobre o tema foi realizado no dia 22 de abril,. em
Montevidéu, com representantes de bancos centrais e ministérios
de Economia dos países-membros da Associação Latino-Americana
de Integração (Aladi).
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BEM PARANÁ, 20 de julho
de 2009 | Economia
Perfil das demandas para
o crescimento econômico
Apesar da retórica otimista reinante
nos meios oficiais, é inegável
que a conjugação entre o elevado grau de endividamento primário
da população, os ainda exorbitantes juros cobrados nas operações
de consumo, giro e investimentos, a apreciável participação
dos itens financeiros nas despesas públicas, e o encolhimento da procura
externa, provocado pela crise, vem enfraquecendo os motores da demanda agregada
e dificultando a restauração das funções keynesianas
do Estado brasileiro, mesmo com a ampliação dos beneficiários
do Programa Bolsa Família de 11,0 milhões para 12,3 milhões
de famílias.
A macroeconomia do país carece de encaixe estrutural a um paradigma de
crescimento mais atrelado ao mercado doméstico e às exportações
com maior densidade tecnológica, o que, por seu turno, exigiria a intensificação
dos incentivos à capacitação de mão-de-obra e às
inversões em ciência e tecnologia das organizações
privadas e públicas.
Igualmente relevante seria a priorização de investimentos públicos
em infra-estrutura, em substituição ao setor privado, com reflexos
multiplicadores sobre as cadeias produtivas articuladas à construção
civil. Cálculos da Associação Brasileira da Infra-estrutura
e da Indústria de base (Abdib) identificam necessidades de aplicações
anuais superiores a R$ 100,0 bilhões para a restauração
da competitividade da infra-estrutura do país.
Tanto é assim que, pesquisa realizada no último quadrimestre de
2008, pela Associação de Investidores Estrangeiros em Imóveis
(Afire), entidade americana que congrega agentes atuantes no mercado imobiliário,
identificou o Brasil como a 2ª preferência para aplicação
dos capitais do setor, desbancando a China em relação ao levantamento
de 2007. O abrupto declínio dos preços dos imóveis, acoplado à crise,
preservou o 1º posto, ocupado pelos EUA, e fez a Grã-Bretanha saltar
do 9º para o 4º lugar.
O estoque de capital disponível pelo governo Lula para a promoção
de alterações mais radicais na gestão econômica pode
ser considerado adequado, pois a popularidade do governo e do Presidente da República
mantém-se em patamares bastante elevados. Conforme sondagens realizadas
pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT)/Sensus, pelo Ibope
e pelo Instituto Datafolha, a avaliação positiva da gestão
Lula teria superado inclusive os recordes registrados pela administração
Sarney, em 1986, vinculados ao êxito inicial do Plano Cruzado.
Gilmar Mendes Lourenço é Economista, Coordenador do Curso de
Ciências Econômicas e Editor da Revista “Vitrine da Conjuntura” da
FAE Centro Universitário, e Conselheiro do CORECON-PR. Ele escreve às
Quartas-Feiras neste espaço.
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Agência Estado, 20 de julho de 2009
Salários na esfera federal devem aumentar cerca de R$ 16 bilhões
em 2010
No ano que vem, a folha de salários do Governo Federal
deverá ter
um aumento da ordem de R$ 16 bilhões, segundo dados que circulam
na área técnica do Governo.
O salto é resultado dos reajustes negociados em anos anteriores,
a serem pagos em etapas, e das contratações de aprovados
em concursos públicos.
A cifra deverá constar do projeto de lei para o Orçamento
de 2010, a ser encaminhado ao Congresso no final de agosto.
A mesma proposta prevê um salto de R$ 27 bilhões nas
chamadas despesas discricionárias (que não são
obrigatórias) do Governo.
Desse montante, a maior parte são investimentos - principalmente
os do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que
deverá somar R$ 22,5 bilhões em 2010, segundo consta
da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
Também de acordo com essa lei, as despesas com benefícios
previdenciários deverão ter um incremento de R$ 22,2
bilhões.
Outras despesas também deverão
crescer em 2010.
O programa Minha Casa Minha Vida, que
este ano tem reservados R$ 6 bilhões para subsídios, deverá demandar
mais recursos em 2010.
Também está em discussão um reajuste dos benefícios
do programa Bolsa-Família, cujo impacto é estimado em
R$ 2 bilhões - mas tudo depende do critério de reajuste
a ser definido pelo Governo.
Já a área de Educação deverá receber
cerca de R$ 3,5 bilhões para o Plano de Desenvolvimento da Educação
(PDE).
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Folha de S.Paulo, 20 de
julho de 2009
Mesmo com lei do SAC, atendimento piora
Acesso de consumidores a atendentes
cresce, mas qualidade do serviço
cai, aponta pesquisa com empresas de seis setores | Consultoria Everis,
autora do estudo, diz que dados sugerem que empresas "só contrataram",
em vez de melhorarem seus serviços
Eduardo Knapp/Folha Imagem

Reinaldo Buri, que teve problemas com o SAC
da Telefônica
JULIO WIZIACK
CLAUDIA ROLLI
DA REPORTAGEM LOCAL
Meses
após sua implantação, em dezembro do ano
passado, a Lei do SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor)
ainda está longe de surtir o efeito necessário para os
consumidores que dependem dos call centers na hora de fazerem valer
seus direitos pela qualidade de produtos e serviços.
É
o que revela pesquisa feita pela consultoria Everis, que testou o call
center de 69 companhias no país em seis setores (telefonias
fixa e móvel, empresas de transporte de passageiros, planos
de saúde, instituições financeiras e seguradoras).
A pesquisa foi feita em dois períodos deste ano: em janeiro,
um mês após a lei entrar em vigor, e em abril.
Entre janeiro e abril, as empresas melhoraram, em média, em
44% o acesso dos consumidores ao SAC, mas a qualidade do atendimento
caiu. O acompanhamento dos pedidos, por exemplo, registrou queda de
12% na qualidade. O envio de e-mails confirmando a solução
das demandas caiu 55%.
Esses números variaram por setor. Na telefonia móvel,
a qualidade do atendimento caiu praticamente pela metade, segundo a
Everis. "Nenhuma das operadoras enviou e-mail ao término
da resolução dos chamados," afirma Rodrigo Gonsales,
sócio da Everis.
Apesar de a amostragem ser pequena, as empresas foram escolhidas por
terem bases de clientes expressivas capazes de representar os setores
em que atuam, segundo a Everis.
Para Teodoro Lopez, vice-presidente da consultoria, a pesquisa revela
que a melhoria no acesso aos SACs indica que as companhias investiram
pesado só na contratação de funcionários. "Elas
incharam seus call centers só para atender a lei. Resolver o
problema do cliente depende da empresa, não de um SAC. Se os
produtos ou os serviços são ruins, não adianta
investir no SAC, pois os problemas vão continuar."
É
o que considera Reinaldo Buri, dono do bufê Chef em Casa. "Quanto
mais você tem de ligar para um call center, pior é a qualidade
do serviço dessa empresa. Acho que a boa empresa não
recebe chamada pelo SAC, porque presta um bom serviço ou tem
bons produtos."
Buri passou os últimos dois meses tentando cancelar seu Speedy,
serviço de acesso à internet da Telefônica. "Eu
esperava demais, os atendentes não localizavam meu protocolo
e as informações dadas por um funcionário eram
desmentidas depois por outros."
Buri pensou estar preso à cláusula de fidelidade que
o impedia de encerrar o contrato com o Speedy. Obteve o cancelamento,
após 60 dias, quando uma atendente verificou no sistema a inexistência
da cláusula.
Diferentemente de Buri, 5.560 brasileiros não tiveram seus problemas
resolvidos pelos SACs e tiveram de recorrer aos Procons.
Entre dezembro de 2008 e abril, a telefonia fixa respondeu por quase
30% dessas reclamações, segundo o DPDC (Departamento
de Proteção e Defesa do Consumidor), do Ministério
da Justiça. Somando com os protestos contra as teles móveis,
que centralizaram 27,45% das reclamações, a telefonia
ficou com metade das demandas.
Além da telefonia, os setores com mais reclamações
contra os SACs foram o das instituições financeiras,
com 28,56% das reclamações; o de TVs por assinatura (5,11%),
o de planos de saúde (2,95%) e o de companhias elétricas
(2,88%).
Segundo levantamento do DPDC, foram aplicadas 431 autuações
em 15 Estados entre dezembro do ano passado e abril deste ano.
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BEM
PARANÁ, 20 de
julho de 2009 | Economia
Construção
civil
Trabalhadores entram em greve
A greve, por tempo indeterminado, foi aprovada pela classe em assembleia
19/07/09 às 18:52
Cerca de 35 mil trabalhadores
da construção civil de Curitiba e Região Metropolitana de
Curitiba (RMC) cruzam os braços partir de amanhã. A greve, por
tempo indeterminado, foi aprovada pela classe em assembleia realizada no início
da noite da última quinta-feira, na Praça 19 de Dezembro. As informações
são do vice-presidente, Laureno Grunevald, do Sindicato dos Trabalhadores
nas Indústrias da Construção Civil, de Olarias, de Cerâmicas
para Construção, de Artefatos de Cimento Armado e de Mármores
e Granitos de Curitiba e Região Metropolitana (Sintracon).
Na sexta reunião de negociações entre os sindicatos de
patrões e de trabalhadores, que aconteceu na última quarta-feira,
o empresariado apresentou a seguinte proposta para o fechamento da Convenção
Coletiva de Trabalho 2009/2010: 7% de reajuste salarial, que representa a inflação
acumulada de 1 de junho de 2008 a 31 de maio de 2009 (5,44%) mais 1,56% de
aumento real, e o mesmo índice para a recomposição do
vale-compras, atualmente em R$ 105,00.
A proposta foi rejeitada pelos trabalhadores
na assembleia. A categoria reivindica a reposição da inflação mais 14% a título
de ganho real, referente ao crescimento industrial da construção
civil do Paraná no período de 2001 a 2008 e que não repassado
aos vencimentos da categoria, e a correção de 20% do vale-alimentação,
bem como sua integração no salário.
Na pauta dos trabalhadores também consta o fornecimento de todas as
refeições no local de trabalho, com vistas a acabar com a marmita,
e da cesta-básica.
A categoria dos trabalhadores nas indústrias da construção
civil de Curitiba e Região Metropolitana é composta por aproximadamente
35 mil operários que atuam em 23 municípios, segundo Grunevald.
(AE)
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BEM PARANÁ, 20 de julho
de 2009 | Economia
Carteiras de trabalho
Superintendência muda horário
Devido ao aumento na quantidade de conveniados para a emissão de requerimentos
de Carteiras de Trabalho e de Seguro-desemprego, a partir do dia 30 de julho
a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Paraná (SRTE/PR),
em Curitiba, mudará o horário de atendimento. A partir dessa data,
o público será atendido das 8 às 13 horas. Já no
período da tarde, das 13 às 17 horas, os servidores atuarão
na montagem das carteiras e na análise de recursos para o seguro-desemprego.
Os horários para a retirada da CTPS permanecerão os mesmos: das
8 às 13 horas e das 14 às 17 horas.
De acordo com o superintendente do Trabalho
e Emprego no Paraná, Alvyr
Pereira de Lima Junior, a SRTE/PR vai analisar como será a demanda pelos
serviços. “Inicialmente faremos uma avaliação e,
conforme for, a alteração será definitiva”, salienta
o superintendente. Segundo a chefe da Seção de Políticas
de Trabalho, Emprego e Renda (SEPTER), Carmen Matos dos Santos, o objetivo é agilizar
a montagem e a entrega de CTPS de toda a base da Superintendência, além
dos recursos do seguro-desemprego.
A mudança se deve principalmente ao fato de que o número de
parceiros, tanto para a emissão de CTPS quanto para dar entrada no seguro-desemprego,
tem aumentado. Só no Estado, são 481 conveniados que emitem o
protocolo da CTPS. Ao todo, são 381 prefeituras, 94 sindicatos, 4 entidades
privadas e 2 entidades públicas. Em Curitiba, além da SRTE/PR,
os serviços também são encontrados nas Ruas da Cidadania,
em alguns sindicatos e no Sine.
Como a montagem da CTPS e a análise dos recursos cabem somente à SRTE/PR,
tendo em vista que esta atividade não pode ser delegada a outras entidades,
o papel dos parceiros torna-se fundamental para a Superintendência. “É importante
destacar que os trabalhadores não serão prejudicados, pois a
rede de conveniados só está aumentando”, salienta Lima
Junior.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
20/07/2009
Funcionário da CEF da Paraíba não
consegue isonomia salarial
A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho não
aceitou recurso de um empregado da Caixa Econômica Federal em
João
Pessoa (PB) que pleiteava diferenças salariais decorrentes do
princípio da isonomia salarial. Desde a primeira instância,
o economiário vinha insistindo, em vão, em receber a
remuneração maior dos colegas de outras localidade do
País que realizam o mesmo trabalho. Só que a diferença
salarial não decorreu de redução de salário,
mas de classificação de porte de agências, informou
o relator, ministro Ives Gandra Martins Filho.
A queixa do empregado começou quando a CEF instituiu norma
interna e classificou as agências de acordo com o volume de negócios,
custos e competitividade do mercado local. Em 2007, o empregado recorreu à Justiça
alegando-se prejudicado porque trabalhava em uma agência menor,
em Pombal (PB), e somente por isso ganhava menos. O juiz verificou
que não havia nada a reparar: os critérios diferenciados
de remuneração instituídos pela Caixa eram legítimos
e justificavam que o salário menor decorria de quantidade também
menor de trabalho. Da mesma forma o Tribunal Regional da 13ª Região
julgou o recurso do empregado e informou que a empresa tem quadro de
carreira organizado, com promoções obedecendo a critérios
preestabelecidos, sendo “inviável a concessão de
diferença salarial fundamentada no princípio da isonomia
salarial”.
Ao debater o assunto na sessão de julgamento da Sétima
Turma no TST, o relator disse que o tamanho da agência bancária “justifica
efetivamente uma diferenciação salarial”. O ministro
Pedro Paulo Manos acrescentou que se tratava de “benefício
salarial para aquele que vai trabalhar em uma localidade em que o serviço é maior
ou mais custoso”.
O ministro Ives Gandra concluiu que o
critério geográfico
estabelecido pela CEF, que definiu os valores salariais dos seus empregados, “não
configura discriminação atentatória à isonomia,
porque sedimentado em justificativa racional, sem ranhuras ao texto
constitucional”, além de que ficou comprovado que não
acarretou prejuízo ao trabalhador, uma vez que não houve
redução salarial. A Turma decidiu unanimemente. ( RR-775-2007-004-13-00.4
)
(Mário Correia)
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AGÊNCIA
ESTADO, 20 de julho de 2009
Funcionários da construção
civil fazem passeata em SP
Agência Estado
Por Solange Spigliatti
São Paulo - Cerca de três mil funcionários da construção
civil, segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores
da Construção Civil de São Paulo (Sintracon), estão
concentrados na sede do sindicato, no centro da capital paulista, para
realizar uma passeata na manhã de hoje. A passeata, segundo o
presidente do sindicato, Antonio de Sousa Ramalho, tem como destino a
superintendência do Ministério do Trabalho em São
Paulo.
O objetivo do protesto, de acordo com Ramalho, é o de reivindicar
melhor segurança nas obras e evitar novos casos de mortes de trabalhadores.
Um documento com outras oito reivindicações do sindicato
também será entregue ao superintendente, José Roberto
de Melo. Ramalho explica que a manifestação tem a intenção
de criar uma política de respeito à vida e à prevenção
a acidentes.
"Queremos que o governo dê maior atenção à vida.
Não são só os trabalhadores que correm riscos durante
uma obra. Um pedestre que passa pela rua e mesmo os vizinhos da obra
também podem ser vítimas da falta de segurança",
afirma. Os funcionários aguardavam no início da manhã autorização
da Polícia Militar, que programa o roteiro da passeata para evitar
congestionamentos. São esperados cerca de oito mil trabalhadores,
de acordo com Ramalho.
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AFP, 20 de julho de 2009
EUA: o pior já teria passado para a construção
civil
WASHINGTON — A retomada da construção civil e o
aumento das licenças com esse fim nos Estados Unidos confirmaram,
em junho, a recuperação em relação ao mês
anterior, o que parece indicar que o pior já teria passado, embora
o setor ainda esteja longe de uma verdadeira reativação.
O número de pedidos de licenças para a construção
e as obras em andamento nos Estados Unidos subiram mais que o previsto
em junho, em 3,6% e 8,7% respectivamente, segundo cifras oficiais corrigidas
pelas variações sazonais publicadas nesta sexta-feira pelo
Departamento de Comércio, em relação ao mês
de maio.
Foram concedidas 563.000 licenças, em nível
anual, quando os analistas esperavam, apenas, 524.000.
A abertura de obras para a construção de casas aumentou,
por sua vez, 3,6% em junho, alcançando 582.000 em nível
anual, o mais alto desde novembro de 2008. Esta cifra também surpreendeu
os analistas, que trablhavam com um número de 530.000.
Esses dois indicadores - da tendência do setor de construção
civil nos próximos meses e de seu estado atual - haviam caído
em abril ao patamar mais baixo em meio século.
"O mercado imobiliário finalmente poderá dar a volta à página",
arrisca o economista independente Joel Naroff, recordando que o baixo
investimento no setor havia contribuído para a queda de um ponto
no crescimento do país tanto em 2007 quanto em 2008.
"Isto reforça a convicção de que a recessão
está chegando ao fim", acrescentou.
Segundo Patrick Newport, do gabinete IHS
Global Insight, os dados "são
os melhores em vários anos".
As dificuldades do mercado da construção começaram
antes da explosão da bolha dos créditos imobiliários
de risco ("subprime"), em agosto de 2007.
Os investimentos das famílias na compra da casa própria
estão em baixa desde o começo de 2006. Desde então,
o setor perdeu 20% de seus empregos, segundo dados do departamento de
Trabalho.
O setor da construção civil e, em particular o da habitação, é considerado
muito importante nos Estados Unidos, onde duas em cada três famílias
são proprietárias de imóveis. Sua recuperação é,
em consequência, considerada indispensável para permitir
um crescimento durável depois da reativação esperada
para até o final do ano.
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FETRACONSPAR, 20 de julho de 2009 | Eventos
Campanha Salarial/ Construção
Civil
FETRACONSPAR e SINDUSCON/PR realizam 9ª Rodada
de negociações,
na SRTE/PR
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Mesa
de Negociação
na DRT/PR |
A FETRACONSPAR e os Sindicatos de trabalhadores
filiados realizaram nesta segunda-feira, 20/07, às 11h00, na sede da Superintendência
Regional do Trabalho e Emprego – SRTE/Paraná, em Curitiba/PR,
9ª reunião para definir o percentual de reajuste salarial
para os trabalhadores da categoria e renovação da Convenção
Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010. A data base é no mês
de junho.
Nesta reunião o empresariado
apresentou a seguinte proposta para o fechamento da Convenção
Coletiva de Trabalho 2009/2010: 7,5% de reajuste salarial, e o vale-compras
de R$ 140,00.
Diante do impasse o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
da Construção
Civil de Curitiba e Região - SINTRACON, realizará Assembléia
hoje (20/07), a partir das 18h00min e caso os trabalhadores rejeitam
a proposta
patronal,
amanhã se inicia a greve na capital paranaense.
Já ficou agendada nova
reunião na SRTE, para amanhã 21
de julho de 2009, às 10h00min.
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Mesa
de Negociação na DRT/PR
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Mesa
de Negociação na DRT/PR
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FETRACONSPAR, 20 de julho
de 2009 | Eventos
Campanha Salarial/ Madeira e Mobiliário - Francisco Beltrão
SINTRAMADEMÓVEIS realiza reunião
com o SINDMADEMÓVEIS
na SRTE/PR
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Mesa
de Negociação na DRT/PR
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Os diretores do Sindicato dos
Trabalhadores nas Indústrias de
Serrarias, Carpintarias, Marcenarias, Tanoarias, Madeiras Compensadas
e Laminados, Aglomerados e Chapas de Fibras de Madeira, Oficiais Marceneiros
e Trabalhadores nas Indústrias de Móveis de Madeira, Junco
e Vime, Vassouras, Cortinados e Estofados, Escovas, Pincéis e
Afins de Francisco Beltrão – SINTRAMADEMÓVEIS - João
Carlos da Silva Machado (Presidente) e José Tenório de
Araújo (Tesoureiro), estiveram na manhã de hoje (20/07),
na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRTE/Paraná,
acompanhados do Presidente da FETRACONSPAR – Sr. Geraldo
Ramthun, e do Sr. Reinaldim Barboza Pereira (Secretário Geral), para reunião,
a fim de definir o percentual de reajuste salarial para os trabalhadores
da categoria e renovação da Convenção Coletiva
de Trabalho (CCT) 2009/2010. A data base é no mês de maio.
Dando continuidade ao processo de negociação, as partes,
após análise e debates da pauta de negociação
ainda não chegaram a uma decisão final, ficando marcada
nova reunião em Francisco
Beltrão para o dia 27 de julho de 2009 às 11h00min, e mais
uma novamente na SRTE no dia 31 de julho de 2009, às 11h00min.
Participaram também os
companheiros Osmar Kriger e Cândido
Tomaz Sitnievski, diretores do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
da Construção Civi de Francisco Beltrão.
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