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TRIBUNA
DO NORTE, 17 de agosto de 2009 | Economia
Emprego
Dados sobre geração de empregos
indicam que Paraná se recupera mais rápido da crise
Os números são do Cadastro Geral
de Empregados e Desempregados (Caged)
Dados divulgados pela Secretaria Estadual do Trabalho, Emprego e Promoção
Social na semana passada mostram que setores fundamentais da economia
paranaense retomaram as contratações antes do previsto
diante da crise mundial e de forma mais rápida que em outros
Estados brasileiros.
O comércio, por exemplo, teve o melhor
desempenho do país neste primeiro semestre do ano e gerou 4.333
novos empregos formais. No mesmo período, em São Paulo,
6,5 mil postos de trabalho foram eliminados no setor. No Rio de Janeiro,
17.794 pessoas foram demitidas e em Minas Gerais o desemprego atingiu
quase 3 mil trabalhadores.
Os números são do Cadastro Geral
de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho
e Emprego.
O estudo compara a evolução
do emprego formal entre os cinco Estados com maior participação
no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil - São Paulo, Rio de
Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. A análise
compreende, ainda, os dados de Santa Catarina, que tem economia semelhante
à paranaense e permite acompanhar o desempenho da Região
Sul do país.
Segundo o Caged, mesmo com a turbulência
na economia entre outubro de 2008 e junho de 2009, o setor de Serviços
gerou 13.777 empregos formais no Paraná, o melhor resultado
da Região Sul. Destaque para as atividades relacionadas a alojamento
e alimentação (4.405 vagas abertas); serviços
médicos e odontológicos (3.066); ensino (2.710); transporte
e comunicação (1.892) e administração
de imóveis (1.748).
A Construção Civil, que fechou
3.977 vagas de trabalho no Paraná nos primeiros meses da crise,
contratou 5.019 pessoas no primeiro semestre de 2009. Minas Gerais
ainda não recuperou 21.684 empregos perdidos no setor e no
Rio Grande do Sul o resultado apresentado até o mês de
junho ainda não foi suficiente para recuperar 284 postos eliminados.
Para o secretário Nelson Garcia, os
resultados do Paraná comprovam a eficácia das medidas
contra a crise adotadas no Estado. "Enquanto muita gente falava
que no Brasil teríamos momentos de muitas dificuldades, o governador
Roberto Requião reunia economistas e estudiosos do mundo inteiro
para buscar soluções. Aqui, não esperamos de
braços cruzados a crise passar"
"Em uma iniciativa inédita, criamos
um Comitê em Defesa do Emprego e debatemos alternativas com
empresários e trabalhadores. Defendemos os salários,
garantimos o maior piso regional do país e protegemos o poder
de compra do paranaense com a redução do ICMS de mais
de 95 mil itens de consumo básico", lembra Garcia.
INDÚSTRIA - O setor
mais atingido pela crise em todo o Brasil foi a Indústria que,
entre outubro do ano passado e junho de 2009, fechou 489.776 postos
de trabalho no país. No Paraná, 24.706 empregos formais
foram cortados no período, mas a recuperação
já começou: nos primeiros meses deste ano, 5.281 novas
vagas foram abertas. Todos os demais Estados comparados no estudo
da Secretaria registraram demissões.
Em São Paulo, o Caged registrou baixa
de 32.374 empregos. Minas Gerais teve queda de 19.473 vagas de trabalho.
No Rio de Janeiro, 3.745 pessoas foram demitidas. Em Santa Catarina,
foram 6.660 vagas eliminadas e no Rio Grande do Sul cerca de 980 trabalhadores
foram afastados de seus cargos.
AGROPECUÁRIA - A Agropecuária
paranaense registrou quedas comuns ao período de entressafra,
principalmente no último trimestre de 2008. A recuperação
veio neste primeiro semestre de 2009, quando mais 3.171 trabalhadores
rurais passaram a trabalhar com carteira assinada.
Os outros Estados da Região Sul
tiveram demissões neste ano. Foram 4.374 postos de trabalho
eliminados no Rio Grande do Sul e 3.125 em Santa Catarina. No Sudeste,
São Paulo teve alta a partir de janeiro de 2009, mas precisa
recuperar mais de 37 mil empregos para compensar o corte de 86.673
vagas nos últimos meses de 2008.
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O
ESTADO DO PARANÁ, 17 de agosto de 2009 | Economia
Trabalhadores pedem redução
na jornada
Cintia Végas
Trabalhadores de diversas categorias se reuniram ontem, em várias
regiões do país, para a realização da Jornada
Nacional de Lutas. Várias bandeiras foram levantadas em inúmeros
protestos e manifestações.
Em Curitiba, integrantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT),
Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Assembleia Popular, Via
Campesina, entre outras entidades, promoveram uma grande mobilização
na praça Santos Andrade. Posteriormente, foi realizada uma caminhada
pelas ruas do centro da cidade, com término na Boca Maldita.
Como em outras mobilizações
já ocorridas na capital, uma das principais questões
defendidas pelos trabalhadores era a redução da jornada
de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução
de salários.
Segundo estimativa dos movimentos sociais, isto iria gerar, de forma
imediata, cerca de 2,2 milhões de novos empregos no país
(102 mil no Paraná). “A redução também
iria contribuir com a qualidade de vida e melhor formação
do trabalhador, que teria mais tempo para se capacitar”, comentou
o coordenador dos movimentos sociais e assessor do Sindicato dos Bancários
de Curitiba, Gustavo Erwin.
Outra reivindicação era relativa à reforma agrária,
principal motivo de luta do MST, que vem realizando manifestações
pela capital desde o início da semana. “Entendemos que
não há como haver crescimento econômico se não
houver uma justa distribuição das terras para maior
produtividade. Os debates sobre a questão da reforma agrária
são essenciais”, disse a secretária geral da CUT,
Marisa Stédile.
Outras bandeiras levantadas foram o
fim das demissões, o fim do superávit primário,
a redução das taxas de juros, manutenção
dos direitos sociais e trabalhistas, reforma urbana, defesa da moradia,
valorização do salário mínimo e fim das
privatizações.
A Petrobras e o pré-sal também não foram deixados
de lado. “Queremos que a Petrobras seja 100% pública
e estatal. O governo brasileiro não pode permitir que empresas
brasileiras explorem o petróleo nacional”, afirmou Marisa.
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ESTADÃO,
17 de agosto de 2009 | Economia
Burocracia agrava déficit habitacional
no Brasil
AE - Agencia Estado
BRASÍLIA - Não é falta de programas e o orçamento
escasso que impedem uma redução mais significativa do
déficit habitacional, que chega a sete milhões de moradias
no Brasil. Programas e dinheiro, mesmo que insuficientes, existem. O
problema é que os governos federal, estadual e municipal não
conseguem fugir da burocracia - como falta de terrenos e de projetos
- para liberar com maior agilidade os recursos disponíveis.
Para contornar a situação, o presidente Lula lançou,
recentemente, o programa "Minha Casa, Minha Vida". A ideia
é construir um milhão de casas e o subsídio do
governo vai variar conforme a renda. Atualmente, quatro fundos financiam
a habitação para a baixa renda. São eles: Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), Fundo Nacional de Habitação
de Interesse Social (FNHIS), Fundo de Arrendamento Residencial (FAR)
e o Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). Levantamento mostra que o
FNHIS e FAR fecharam 2008 sem liberar grande parte do orçamento
previsto - o que se mantém neste ano. Por outro lado, o FGTS
funciona a todo o vapor, porque é o mutuário quem solicita
a liberação de recursos.
No FNHIS, o orçamento para 2007 e 2008
era de R$ 1,952 bilhão, porém, apenas R$ 405,477 milhões
foram contratados. No Programa de Arrendamento Residencial (PAR),
que é financiado pelo FAR, de R$ 1 bilhão previstos
no orçamento deste ano, apenas R$ 300 milhões foram
liberados. A secretária nacional de Habitação
do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, afirmou
que o PAR terá de passar por reformulações para
deslanchar. Parte dos recursos será direcionado ao ?Minha Casa?,
que opera de maneira parecida. ?Talvez tenhamos que focar o PAR na
recuperação dos grandes centros?, explicou Inês.
Para o presidente da Câmara Brasileira
da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady
Simão, o funcionamento de programas como o FNHIS esbarra na
burocracia dos governos. Na avaliação dele, o grande
mérito do ?Minha Casa? é a dependência de 100%
do setor privado. ?Mas os outros programas continuarão sendo
tocados?, disse. As informações são do jornal
O Estado de S. Paulo.
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Folha de S.Paulo, 17 de agosto de 2009
Baixa renda puxa retomada da construção
civil
TONI SCIARRETTA
DA REPORTAGEM LOCAL
Afetadas pela crise de crédito no final do ano passado, as
empresas de construção civil voltaram a registrar
crescimento nas vendas de imóveis novos e a computar lucros
consideráveis no segundo trimestre de 2009.
Segundo levantamento da consultoria Economática, o setor
teve lucro líquido de R$ 577 milhões no segundo trimestre,
resultado 3% superior aos R$ 561 milhões do mesmo período
do ano passado, ainda antes da crise e em plena expansão
no setor. O estudo considerou os resultados financeiros de 16 empresas
com ações na Bolsa.
Impulsionado por programas do governo federal como o "Minha
Casa, Minha Vida", o aumento nas receitas do setor veio principalmente
do segmento de baixa renda, o primeiro a se recuperar ainda no início
do ano.
Para a corretora Brascan, as construtoras focadas na baixa renda
foram as que tiveram melhor desempenho financeiro no segundo trimestre.
Líder na baixa renda, a Tenda teve alta de 32% no lucro líquido,
bastante acima da média de 3% do setor, na comparação
com o segundo trimestre de 2008. Mas a margem de ganho líquida
da empresa caiu de 9,6% para 9%, nessa comparação.
Segundo Cassio Audi, diretor financeiro da construtora Rossi, as
vendas de imóveis de média e alta rendas também
mostram sinais de recuperação, mas isso só
aconteceu em meados do segundo trimestre. A construtora teve lucro
líquido de R$ 51,2 milhões, resultado estável
em relação ao mesmo período de 2008 e 79% maior
do que no primeiro trimestre."Tivemos um desempenho bastante
forte no segmento de baixa renda, principalmente depois do anúncio
do plano do governo", disse Audi.
No levantamento da Economática, as receitas das construtoras
saltaram 35,8% -passaram de R$ 3,122 bilhões para R$ 4,239
bilhões do segundo trimestre do ano passado para o mesmo
período deste ano.
Apesar desse forte aumento das receitas, o setor viu encolher suas
margens de ganhos operacionais. O estudo mostra que houve redução
dessas margens de 22,7% para 18,7%, do segundo trimestre de 2008
para o mesmo trimestre de 2009.
Para os próximos meses, a Brascan espera melhora nas margens,
com acomodação dos incentivos do governo para baixa
renda e recuperação maior das vendas na alta e média
rendas. "Melhores margens deverão ser apresentadas.
As quedas nas taxas de juros, aliadas a uma maior confiança
por parte de compradores, deverão fazer com que o segmento
volte a performar em níveis elevados como vistos no pré-crise."
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FOLHA
DE LONDRINA, 17 de agosto de 2009 | Economia
Empresas brasileiras crescem com
a crise
Multinacionais são as que mais têm
lucrado com a situação atual, investindo principalmente
na internacionalização dos negócios
São Paulo - A crise financeira global está abrindo espaços
para o crescimento das multinacionais brasileiras. Protegidas por um
mercado doméstico forte e ''treinadas'' para períodos
difíceis, por causa das inúmeras crises regionais que
já atravessaram, as múltis do País já começam
a aproveitar as boas oportunidades que vêm surgindo. Segundo a
espanhola Lourdes Casanova, professora da escola de negócios
Insead e especialista em empresas latino-americanas, o desinvestimento
realizado por multinacionais de países desenvolvidos - os mais
afetados pela crise - já rendeu bons negócios no Brasil
e também em outros países latino-americanos, como o Chile.
''Elas estão cortando gastos e investimentos
em lugares mais distantes e difíceis de administrar'', afirma
Casanova. Um ''desinvestimento'' que beneficiou uma multinacional
brasileira foi feito pela mineradora anglo-australiana Rio Tinto,
que vendeu seus ativos em Mato Grosso do Sul para a Vale, em janeiro.
Um negócio nos mesmos moldes foi fechado pelo banqueiro André
Esteves, do BTG, que conseguiu retomar o comando de seu Pactual, anos
depois de vendê-lo por US$ 2,5 bilhões ao suíço
UBS.
As brasileiras também saem ganhando
em outra ponta. Com os preços de ativos no exterior relativamente
baixos, apareceram oportunidades de expansão internacional.
Na semana passada, o presidente da petroquímica Braskem, Bernardo
Gradin, reafirmou o interesse em adquirir uma companhia nos Estados
Unidos e disse que um negócio pode ser fechado ainda este ano.
''Muitas empresas dos Estados Unidos estão anunciando a intenção
de se desfazerem de ativos'', ressaltou o executivo durante a apresentação
dos resultados da empresa, na semana passada. A entrada da companhia
no mercado americano deve marcar o início do processo de internacionalização
do grupo, que já tem projetos traçados para construir
fábricas na Venezuela, Peru e Bolívia.
No primeiro semestre, no entanto, as multinacionais
do País colocaram um pé no freio no processo de internacionalização.
Foram apenas 12 aquisições de empresas no exterior por
grupos brasileiros, enquanto em todo o ano de 2008 esse número
chegou a 60, segundo dados da consultoria KPMG. Mas especialistas
acreditam que nos próximos meses esse quadro pode ter uma virada.
No ano passado, as multinacionais brasileiras
tiveram forte avanço nos mercados globais, segundo estudo elaborado
pela Fundação Dom Cabral. De acordo com o estudo, mesmo
com a crise, que abalou o resultado financeiro de boa parte das empresas
no último trimestre, as 20 maiores múltis brasileiras
conseguiram aumentar seus níveis de internacionalização.
A receita dessas companhias com operações no exterior
passou a representar 25,3% do total em 2008, ante 24,1% em 2007. Os
ativos estrangeiros responderam por 27% do total das múltis
nacionais no ano passado, ante 24% no ano anterior.
Para Álvaro Cyrino, professor da Dom
Cabral, esse quadro deve voltar agora, com um impulso extra da valorização
da moeda nacional. Segundo ele, nenhuma empresa brasileira pensa em
interromper o processo de internacionalização. O que
pode ocorrer, no entanto, é uma mudança de foco: com
a crise, as companhias preferirão investir em mercados que
continuam crescendo - caso dos países emergentes, como a China
- e que tenham proximidade, seja cultural ou geográfica. Hoje,
a América Latina concentra 46% dos ativos das companhias brasileiras
internacionalizadas, de acordo com o estudo da Fundação.
Mariana Aragão
Agência Estado
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Vermelho, 17 de agosto de 2009
PIB japonês cresce 0,9% após
um ano de recessão
A economia do Japão cresceu pela primeira vez em mais de
um ano, emergindo de sua pior recessão em várias décadas.
A segunda maior economia do mundo expandiu-se 0,9% entre o primeiro
e o segundo trimestres do ano, após quatro trimestres consecutivos
de perdas, conforme os dados divulgados pelo governo nesta segunda-feira
(17).
Em termos anualizados, ou seja, caso o mesmo ritmo venha a se manter
por um ano, o PIB (Produti Interno Bruto) do Japão cresceu
3,7% no segundo trimestre. Pelo mesmo critério, o pior trimestre
foi o quarto do ano passado, em que o PIB japonês teve um
recuo anualizado de 13,1%.
O crescimento do segundo trimestre foi atribuido
em primeiro lugar a um aumento da demanda por exportações,
assim como ao estímulo dos gastos governamentais. A indústria
se beneficiou de um crescimento da demanda d China e outros mercados
emergentes. Os subsídios governamentais em espécie,
para produtos ecológicos, também ajudaram.
As exportações aumentaram
6,3% de um trimestre para outro, o que representou o crescimento
mais acelerado desde o segundo trimestre de 2002.
No entanto, Kyohei Morita, um economista
da Barclays Capital, disse à AFP que "esta ainda é
uma recuperação sustentada por medidas políticas
do governo e está longe de ser uma reviravolta autossustentada".
Dependente das exportações, o Japão foi fortemente
atingido pela crise global e a procura por seus carros e utensílios
eletrônicos secou em muitos países industrializados.
Temores de desemprego
As grandes empresas do país, como
a Toyota e a Sony, reduziram sua produção e suprimiram
milhares de postos de trabalho, fazendo com que a taxa de desemprego
chegasse em junho a 5,4%, a mais alta em seis anos.
Os números do desemprego continuam
a incomodar políticos e economistas. Estes advertem que a
recuperação pode desandar rapidamente, pois os salários
estão sendo arrochados e o alívio resultante dos incentivos
ecológicos não deve durar muito. A renda dos assalariados
se reduziu 1,7% em abril-junho, enquanto os gastos de consumo tiveram
um recuo de 0,8%.
Hiroshi Watanabe, economista do Instituto
de Pesquisa Daiwa, de Tóquio, disse à Associated Press
que, "com a remuneração caindo, é realmente
difícil esperar que os gastos individuais aumentem".
O ministro responsável pela política
econômica e fiscal, Yoshimasa Hayashi, embora afirmando que
a economia estava se recuperando apesar do "ambiente difícil",
admitiu que "fatores de risco" perduram, entre eles o
elevado desemprego (para os padrões japoneses) e a produção
entorpecida.
Porém a retomada foi saudada pelo
primeiro ministro, taro Aso, cujo partido, após uma longa
permanência no poder, corre o risco de perder a eleição
do fim deste mês devido ao descontentamento com a pior recessão
em várias décadas.
Com informações da Al Jazira
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Folha de S.Paulo, 17 de agosto de 2009
CÂMBIO
Real deve ter maior alta em 11 anos
até o fim de 2010 , diz banco
DA BLOOMBERG
O real deve subir 18% até o final do ano que vem com a disparada
das exportações para a China e o crescimento dos fluxos
de capital externo para investimento no mercado acionário brasileiro,
segundo o banco Standard Chartered, que tem previsto as valorizações
da moeda com maior precisão.
O câmbio deve terminar 2009 a R$ 1,80 por dólar -atualmente,
a moeda americana vale R$ 1,8236- e alcançará R$ 1,55
por dólar por volta de dezembro de 2010, no que será
a sua maior elevação em 11 anos, de acordo com o banco,
sediado em Londres, no Reino Unido.
O real já subiu 27% neste ano, mais do que todas as demais
171 moedas monitoradas pela Bloomberg.
O aquecimento da demanda por açúcar, café e suco
de laranja brasileiros ajudou o superávit comercial do país
a crescer 16% entre janeiro e julho deste ano, quando a China suplantou
os EUA como o maior mercado das exportação do Brasil,
segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior.
As receitas em dólar deverão esvaziar o efeito dos esforços
do Banco Central em deter o avanço do real por meio de compras
de divisas, diz Mike Moran, estrategista cambial sênior do Standard
Chartered. "Teremos um volume impressionante de comércio
entre o Brasil e a China", afirma Moran.
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Gazeta do Povo, 17 de agosto de 2009
Receita Federal
Devedor pode pedir parcelamento
São Paulo - A Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda
Nacional começam a receber hoje os pedidos de pagamento à
vista ou de parcelamento de débitos fiscais de pessoas físicas
e de empresas vencidos até 30 de novembro do ano passado.
Segundo a assessoria de im¬¬prensa da Receita, os pedidos
de adesão serão feitos nos sites www.receita.fazenda.gov.br
e www.pgfn.fazenda.gov.br, conforme o caso. O prazo final para pagar
à vista ou efetuar o pedido de parcelamento termina no dia
30 de novembro deste ano.
Nessa primeira etapa, o contribuinte interessado fará apenas
a adesão ao novo parcelamento. A indicação
dos débitos a serem parcelados ocorrerá numa fase
posterior. Segundo a Portaria Conjunta nº 6/2009 da Receita
e da Procura¬doria, que regulamenta a matéria, em caso
de opção pelo parcelamento as prestações
mensais não poderão ser inferiores aos seguintes valores:
R$ 2 mil, no caso de parcelamento de débitos decorrentes
do aproveitamento indevido de créditos do IPI; R$ 50 no caso
de pessoa física; e R$ 100 no caso dos demais débitos
da pessoa jurídica.
No caso de débitos que nunca foram parcelados até
o dia 27 de maio deste ano, inclusive, o número máximo
é de 180 parcelas mensais (15 anos) no âmbito de cada
um dos órgãos.
Conforme a forma de pagamento, o contribuinte terá redução
dos encargos legais. Quanto menor o número de parcelas, maior
os descontos. A regra vale tanto para os débitos com a Receita
como para os com a PGFN. Assim, no pagamento à vista haverá
redução total das multas de mora e de ofício.
Entre 2 e 30 parcelas, o desconto é de 90%; de 31 a 60 meses,
de 80%; de 61 a 120 parcelas, de 70%; e de 121 a 180 meses, desconto
de 60%. Em qualquer uma dessas hipóteses, haverá redução
total dos encargos legais.
No caso dos juros de mora, há descontos, respectivamente,
de 45%, 40%, 35%, 30% e 25%. Para as multas isoladas (decorrentes
do descumprimento de obrigações acessórias
ou as demais não vinculadas ao principal do tributo), os
descontos respectivos são de 40%, 35%, 30%, 25% e 20%.
Os contribuintes que aderiram aos programas anteriores (Re¬¬fis,
Paes, Paex) e a parcelamen¬tos ordinários poderão
migrar para uma das modalidades do novo parcelamento regulamentado
pela portaria.
Nesses casos, a adesão implicará a desistência
compulsória e definitiva desses programas. Para o saldo remanescente
dos débitos que já foram parcelados até 27
de maio deste ano, através dos três programas anteriores,
também haverá redução de diversos encargos.
As empresas que quiserem parcelar a dívida em vez de pagá-la
de uma só vez terão de abrir mão das ações
na Justiça.
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O ESTADO DO PARANÁ, 17 de agosto
de 2009 | Política
'El País' destaca mulheres presidenciáveis
do Brasil
Agência Estado
O ano de 2010 poderá ser o ano das mulheres presidenciáveis
no Brasil, diz artigo publicado no site do jornal espanhol "El
País". De acordo com a reportagem, será a primeira
vez nos últimos 20 anos em que Lula não será
candidato, porém, três mulheres, de três partidos
diferentes poderão lutar pelo cargo de presidente do Brasil:
Dilma Roussef, do PT e pré-candidata de Lula; Marina Silva,
ex-ministra do Meio Ambiente e que poderá abandonar o PT nos
próximos dias para ingressar no Partido Verde (PV); e Heloísa
Helena, que em 1998 foi expulsa do PT e hoje é líder
do PSOL.
O jornal lembra que Dilma ainda não é a candidata oficial
do partido, mas que todos no Brasil já dão como certa
na candidatura. Atual ministra da Casa Civil, Dilma lutou contra a
ditadura militar, período em que foi torturada e pertenceu
a um grupo guerrilheiro, do qual participaram vários ministros
do atual governo do presidente Lula, diz o jornal. O "El País"
lembra ainda que a ministra enfrenta um câncer no sistema linfático,
mas que o próprio Lula já disse que isso não
será um obstáculo para sua candidatura e que o Brasil
precisa de exemplos de força e coragem.
Por ora, Dilma, considerada uma gestora dura e exigente, aparece nas
sondagens com apenas 20% dos votos, mas o apoio e a popularidade de
Lula farão com que ela cresça quando seu nome for oficializado,
prossegue a reportagem. No entanto, o PT teria manifestado o desejo
de um nome com maiores raízes com sua militância, mas
Lula considera que uma mulher garantirá o eleitorado feminino.
Outra mulher que se prepara para disputar as eleições
presidenciais - e poderá ser a grande surpresa, segundo o "El
País" - é a ex-ministra do Meio Ambiente do governo
Lula, Marina Silva, ecologista convicta, política austera,
de origem pobre e de uma família de trabalhadores rurais que
atuavam na extração da borracha e que aprendeu a ler
e escrever aos 14 anos, de acordo com o jornal. Apesar de sua amizade
pessoal com Lula, Marina teve que deixar o governo por causa de sua
intransigência em relação ao meio ambiente. Ela
não se curvou aos compromissos cobrados pelos lobbys que vinham
do Congresso.
Segundo o "El País", a expectativa é de que
Marina Silva anuncie esta semana sua decisão de abandonar o
PT para ingressar no PV e disputar as eleições. Por
enquanto, um movimento social criou na internet uma página
que apoia sua candidatura (marinasilvapresidente.ning.com). É
um movimento que não está ligado a nenhum partido político,
mas que apoia sobretudo o Partido Verde, diz o periódico.
Esquerda
A terceira possível candidata é Heloísa Helena,
que já disputou as eleições presidenciais em
2006, apresentando bons resultados e conseguindo 15 milhões
de votos. Ela é fundadora do PSOL, nascido a partir de sua
expulsão e de outros membros do PT, por terem votado contra
o governo no plano de reforma da previdência. Com isso, Heloísa
Helena e seu partido se colocaram em uma posição ainda
mais à esquerda do PT, ressalta o "El País".
Para o jornal espanhol, a presença dessas três mulheres
nas eleições sem Lula dará não apenas
um tom feminino à disputa presidencial, mas poderá afetar
de forma importante o equilíbrio político no País,
especialmente no segundo turno das eleições.
Três mulheres e três candidaturas que poderão tirar
o sono de mais de um político. As três já foram
do PT. Mas apenas Dilma restou.
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FOLHA DE LONDRINA, 17 de agosto de 2009
| Economia
Reajuste de aposentados deve ser divulgado
amanhã
O governo deve definir na próxima
terça-feira (18) o tamanho do reajuste que será concedido
aos aposentados a partir de janeiro de 2010. A ideia é aproveitar
o momento propício e tentar unificar os quatro projetos de
interesse dos aposentados, que tramitam no Congresso, para criar
um ''substitutivo global'' e tentar aliar as reivindicações
da categoria e viabilidade econômica para o governo.
Segundo o deputado Pepe Vargas (PT-RS),
relator do projeto que propõem o fim do fator previdenciário,
o governo está disposto a negociar um reajuste para os aposentados
e também o fator previdenciário, mas quer discutir
em torno dessas propostas. ''E o acordo que for produzido, se for
produzido, será materializado em um substitutivo global para
que essas quatro matérias legislativas sejam superadas. Para
que não haja uma negociação agora e, em seguida,
se retome todo o debate de novo'', disse Vargas.
Entre os projetos em tramitação
dentro do tema há o que trata da política de recuperação
do salário mínimo até 2023, em que foi incluída
uma emenda que estende os mesmos reajustes aos benefícios
pagos pela Previdência; outro que propõe a reposição
para aqueles aposentados que ganham acima do salário mínimo;
um projeto que extingue o fator previdenciário; além
do veto à emenda que dava aos benefícios previdenciários
o mesmo porcentual de reajuste dado ao salário mínimo.
Na última quarta-feira (12), representantes
de entidades dos aposentados e pensionistas estiveram reunidos com
parlamentares e com os ministros da Previdência, José
Pimentel, e da Secretaria-Geral da Presidência da República,
Luiz Dulci. Nesse encontro não se falou em reajustes, mas
já existe uma proposta que deverá ser apresentada
pelo governo na próxima terça-feira. ''O governo disse
que o presidente (Lula) determinou ao Ministério da Previdência
que negociasse com a área econômica qual o porcentual
desse reajuste. A negociação foi feita e tem uma proposta
de porcentual'', disse o deputado.
Alexandre Inacio
Agência Estado
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Agência Câmara,
17 de agosto de 2009
PEC prevê sistema de proteção
aos direitos trabalhistas
Elton Bonfim
Barbosa diz que direitos previstos na Constituição são
desrespeitados.
A Câmara analisa a Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) 369/09, do deputado Iran Barbosa (PT-SE), que prevê a
criação, por lei ordinária, do Sistema Nacional
de Proteção ao Salário e demais Direitos dos
Trabalhadores. Conforme a proposta, a lei deverá dispor sobre:
- a criação de uma rede social e institucional de acompanhamento
e fiscalização do cumprimento do artigo 7º da Constituição
(direitos trabalhistas);
- a definição de princípios e objetivos, bem
como da composição, organização e funcionamento
do Sistema criado pela PEC;
- a definição de medidas preventivas a serem adotadas
com vistas a impedir o desrespeito aos direitos dos trabalhadores;
- a criação de mecanismos para coleta e análise
de dados estatísticos referentes ao cumprimento e ao desrespeito
aos direitos dos trabalhadores;
- a criação de um Cadastro Nacional que torne pública
a informação acerca de quais empresas desrespeitam os
direitos dos trabalhadores;
- a definição de medidas com vistas a restringir e/ou
impedir benefícios e relações do Poder Público
para com empresas incluídas no rol do Cadastro Nacional a que
se refere a alínea anterior;
- a garantia de amplo debate nacional durante o processo de discussão
legislativa para a formulação da Lei prevista nesta
proposta.
Segundo o deputado, apesar
dos inúmeros direitos assegurados aos trabalhadores, não
são poucos os casos de desrespeito às normas constitucionais.
Barbosa cita estatísticas do Tribunal Superior do Trabalho
(TST), segundo as quais o número de processos recebido pela
Justiça do Trabalho subiu de 2.636.798 para 2.739.509 entre
2007 e 2008.
"Esses números
dão uma idéia superficial de como são desrespeitados
os direitos dos trabalhadores, o que nos impulsiona à conclusão
de que a definição constitucional e infraconstitucional
desses direitos não é suficiente para assegurar a sua
observância", argumenta.
Tramitação
A PEC será analisada pela Comissão de Constituição
e Justiça e de Cidadania quanto à admissibilidade. Se
aprovada, será analisada por uma comissão especial a
ser criada especificamente para esse fim. Depois, seguirá para
o Plenário, onde precisará ser votada em dois turnos.
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Agência Diap, 17 de agosto de 2009
PLS 248/06: campanha pela aprovação
da taxa assistencial continua
Após aprovação na Comissão de Assuntos
Econômicos (CAE), do parecer do senador Inácio Arruda
(PCdoB/CE) ao PLS 248/06, que regulamenta a taxa a ser descontada
em favor dos Sindicatos, em razão da negociação
da Convenção Coletiva de Trabalho, será submetido
a mais uma votação, agora na Comissão de Assuntos
Sociais (CAS) do Senado.
Embora já tenha sido aprovado pela CAS, o projeto retorna à
Comissão porque teve duas emendas de plenário rejeitadas
pela CAE no início da semana. Sendo assim, essas precisam ser
submetidas ao colegiado.
Depois, o texto será votado no plenário da Casa, antes
de ser remetido à Câmara.
Segundo o coordenador nacional do FST (Fórum Social dos Trabalhadores),
José Augusto da Silva, em audiência com a presidente
da Comissão, senadora Rosalba Ciarlini Rosado (DEM/RN), ficou
acertado que a matéria entrará na pauta da reunião
do colegiado marcada para o dia 19 de agosto, às 10 horas.
José Augusto ressalta que a mobilização das
entidades e dirigentes sindicais das confederações e
centrais sindicais no Senado deve ser mantida, pois será fundamental
para a aprovação do projeto.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
17/08/2009
Souza Cruz deve pagar insalubridade com
base no salário mínimo
Por unanimidade de votos, a Sétima
Turma do Tribunal Superior do Trabalho reformou decisão da
Justiça do Trabalho do Rio Grande do Sul e determinou que a
Souza Cruz S.A. pague adicional de insalubridade a ex-empregado com
base no salário mínimo. A empresa recorreu ao TST depois
que o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS)
estabeleceu o salário normativo ou profissional do trabalhador
como referência para o cálculo do adicional.
Como explicou o relator do processo, ministro
Ives Gandra Filho, o TRT levou em consideração a Súmula
Vinculante n. 4 do Supremo Tribunal Federal que proíbe o uso
do salário mínimo como indexador de base de cálculo
de vantagem devida a empregado (no caso, o adicional de insalubridade),
em cumprimento ao que diz o artigo 7, inciso XXIII, da Constituição
Federal. Também serviu como referência para o Regional
a Súmula 228 do TST, com a redação que estabelecia
a aplicação do salário básico no cálculo
do adicional a partir de nove de maio de 2008 (data da publicaçã
o da súmula vinculante do STF), salvo critério mais
vantajoso para o trabalhador fixado em convenção coletiva.
Só que a Confederação Nacional da Indústria
(CNI) conseguiu decisão do STF para suspender a aplicação
da Súmula do TST na parte que trata da utilização
do salário básico como base de cálculo do adicional
de insalubridade.
Ainda segundo o relator, o STF não
anulou o artigo 192 da CLT, que prevê o uso do salário
mínimo para cálculo do adicional, apenas declarou que
o dispositivo era inconstitucional. Em resumo, esclareceu o ministro,
o Poder Judiciário não pode substituir o legislador
para definir critério diferente para regular a matéria.
Desse modo, até que novo parâmetro seja fixado pelos
congressistas, o salário mínimo deve ser mantido no
cálculo do adicional. ( RR 675/2006-731-04-00.6)
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17/08/2009
Vigilante ganhará 50% a mais por
supressão de horário de almoço
Por ter suprimido o intervalo intrajornada
(para descanso e alimentação) de um vigilante que trabalhava
em jornada de 12X36 horas, a GPS – Predial Sistemas de Segurança
Ltda, de Salvador, foi condenada pela Quarta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho ao pagamento total do período correspondente ao
intervalo, acrescido do adicional de 50%. A Turma aplicou ao caso
em questão a Orientação Jurisprudencial nº
307 da SDI-1 do TST. Essa Orientação decorre da interpretação
da Lei nº 8.923/1994, segundo a qual a não concessão
total ou parcial do intervalo intrajornada mínimo, de 30 minutos,
implica o pagamento total do período correspondente, com acréscimo
de, no mínimo 50% sobre o valor da remuneração
da hora normal.
O vigilante cumpria jornada em sistema de
turno ininterrupto de 12X36 no período da noite, das 19h até
7h do dia seguinte, sem horário para descanso ou para refeição.
Após quatro anos de trabalho, demitido sem justa causa, ajuizou
ação na Sétima Vara do Trabalho de Salvador visando
receber o aviso prévio e reflexos, intervalo intrajornada,
adicional noturno, FGTS e horas extras a partir das 8h diárias
e 44 semanais em dias úteis e de 100% nas realizadas aos domingos
e feriados, com reflexos.
Notificada para audiência, a fim de
conciliar ou apresentar defesa, a GPS não compareceu, incorrendo
em revelia. Alguns pedidos do vigilante foram concedidos, mas o juiz
indeferiu o adicional noturno, as horas extras e o intervalo intrajornada.
Inconformado, o vigilante recorreu ao TRT da 5ª Região
(BA), que manteve a sentença sob o argumento de que, existindo
previsão em instrumento normativo, é válida a
supressão do intervalo intrajornada para os empregados sujeitos
ao regime de 12X36, conforme previsto no art. 7º, inciso XIII,
da Constituição.
No TST, o recurso foi relatado pela ministra
Maria de Assis Calsing, que modificou a decisão do Regional
e concedeu o intervalo pleiteado. Ela afirmou compartilhar do disposto
no artigo 71, caput da CLT, que assegura ao empregado que trabalha
mais de seis horas diárias a concessão de, ao menos
uma hora a título de intervalo intrajornada. “A concessão
do referido intervalo tem por escopo assegurar a higidez física
e mental do trabalhador”, disse Calsing.
A ministra citou, ainda, precedentes
do TST no mesmo sentido, de acordo com a OJ nº 342 da SDI-1.
“No caso, debate-se a validade de norma coletiva que suprimiu
o intervalo intrajornada de empregado sujeito a um regime de 12 horas
de trabalho por 36 de descanso. Mesmo com relação a
esses trabalhadores, o TST firmou entendimento de que a norma coletiva
que prevê a supressão do intervalo é inválida”,
concluiu. ( RR-731/2006-007-05-00.6)
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FETRACONSPAR, 17 de agosto de 2009 | Eventos
Reunião
Presidente da FETRACONSPAR recebe Dr.
Sandro Lunard
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Lindomar
Maximiano (Colaborador), Geraldo Ramthun (Presidente da FETRACONSPAR)
e Dr. Sandro Lunard Nicoladeli (Advogado Trabalhista). |
Foi realizado na manhã desta segunda-feira
(17/08), na sede da FETRACONSPAR, reunião entre o presidente
da entidade Sr. Geraldo Ramthun e o Advogado
Trabalhista Dr. Sandro Lunard Nicoladeli, participou também
o colaborador Lindomar Maximiano Kszyvy.
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