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O ESTADO DO PARANÁ,
26 de agosto de 2009 | Economia
Lupi defende redução da
jornada de trabalho
Agência Estado
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, defendeu hoje, em audiência
na Comissão Geral da Câmara dos Deputados, a redução
da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais. Segundo ele,
com a mudança, a participação do custo do salário
na produção passaria de 22% para 23,9%.
Para o ministro, esse custo
é muito baixo, ao contrário do que as empresas afirmam.
Lupi ressaltou que a maioria dos países no mundo adota uma média
de 40 horas semanais de trabalho. Por outro lado, a prática abusiva
de horas extras adotada pelas empresas, segundo o ministro, impede o
aumento dos postos de trabalho no Brasil.
O objetivo da Comissão
Geral é discutir a Proposta de Emenda Constitucional que prevê
a redução da jornada e o aumento do adicional da hora
extra, de 50% para 75% do valor da hora trabalhada.
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FOLHA DE LONDRINA, 26 de agosto
de 2009 | Economia
Polêmica na redução
da jornada de trabalho
Discussão sobre mudanças nas relações
trabalhistas foi discutida ontem na Câmara dos Deputados
Curitiba - A proposta de redução da carga horária
de trabalho foi discutida, ontem, na Câmara dos Deputados. O assunto,
que tem gerado polêmica entre empresários e trabalhadores,
já foi aprovado nas comissões especiais, mas ainda tem
que ser votada em dois turnos no plenário da Câmara e do
Senado, ainda sem data definida. Como os parlamentares afirmam que ainda
não têm uma posição definida, ouviram - por
cinco horas - opiniões de 30 representantes da indústria,
comércio, agricultura, sindicatos e centrais sindicais.
De um lado os empresários
dizem que a redução provocaria perda de competitividade,
aumento de custos e até poderia trazer desemprego. Os representantes
dos trabalhadores apostam em criação de novas vagas, aumento
de produtividade, redução de doenças e acidentes
do trabalho. Além da redução da jornada de trabalho
de 44 para 40 horas semanais, a Proposta de Emenda à Constituição
(PEC 231/95) ainda aumenta o valor da hora extra de 50% para 75%.
A Federação das
Indústrias do Paraná (Fiep) é contrária
a redução da jornada e defende a livre negociação.
A entidade acredita que não haverá geração
de mais empregos, prevê aumento de custo de produção
e queda da produtividade. A comitiva de empresários do Paraná
contou com 14 pessoas. ''Conseguimos convencer os parlamentares de que
não se pode aprovar a medida sem um estudo mais detalhado e sem
considerar os argumentos dos dois lados - trabalhadores e empregadores'',
disse Luiz Paulo Rover, um dos vice-presidentes da entidade.
A PEC foi debatida no último
dia 17, em Curitiba, quando a Fiep recebeu o presidente Michel Temer
e a bancada de deputados paranaenses. A Confederação Nacional
do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) defende
que a redução da jornada pode fechar mais postos de trabalho
do que abrir, posição também assumida pela Federação
do Comércio do Paraná (Fecomércio-PR). Para a CNC,
a PEC pode ''induzir o empresário a reduzir o quadro de trabalhadores
de sua empresa, além de criar desestímulo para que outros
'empresários-empreendedores' realizem novos investimentos e ampliem
a contratação de novas levas de trabalhadores''.
''Não estamos em uma
luta de classes, mas somos contrários a essa proposta porque
a medida deve ser negociada por setores e por regiões do país.
A redução da jornada de trabalho, sem a revisão
dos salários imobiliza os empregadores que perdem em competitividade
e, consequentemente, isso gera a abertura do mercado brasileiro para
produtos de outros países. E perdendo a competitividade no nosso
País sofremos com a queda nas vendas o que se reflete diretamente
na redução de postos de trabalho'', alertou Ardisson Naim
Akel, presidente da Federação das Associações
Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap).
Empregos
O supervisor técnico
do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(Dieese), Cid Cordeiro, disse que a redução da jornada
gera mais empregos. Há um potencial de criar até 2 milhões
de novas vagas no Brasil e 120 mil no Paraná. Ele não
acredita em perda de competitividade e lembrou que 40% dos trabalhadores
no País e 27% no Paraná já fazem 40 horas semanais.
''As grandes empresas já têm uma jornada menor e conseguem
mais produtividade'', destacou.
Ele lembrou que as mudanças
sociais sempre têm resistência das lideranças empresariais.
Cordeiro defendeu ainda que a redução de jornada pode
trazer economia para as empresas que gastam com doenças e acidentes
do trabalho e faltas dos funcionários. Segundo ele, haveria um
aumento de 2% no custo das empresas que pode ser absorvido com o aumento
da produtividade. Entre 1988, quando a jornada foi reduzida de 48 para
44 horas, e 2008, a produtividade do trabalhador brasileiro aumentou
84%, segundo ele.
Andréa Bertoldi
Equipe da Folha
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Agência Diap, 26 de
agosto de 2009
Jornada: mais uma vez comissão
geral expõe divergências sobre o tema
Lupi rebate propaganda catastrofista feita pelos
empresários, que "a medida não provocará falência
de empresas ou demissão de empregados, uma vez que a participação
da massa salarial no custo do produto de uma empresa é de 22%"
Marcos Verlaine
Previsto para começar
às 9h30, o debate sobre a redução da jornada de
trabalho para 40 horas semanais no plenário da Câmara.
A diferença desta vez é que os empresários se mobilizaram
e compareceram em peso.
O que foi bom, pois deu e dará
mais visibilidade política e midiática ao tema e, por
consequência, ao debate.
Ao abrir a sessão da
Câmara e transformá-la em comissão geral, o presidente
da Casa, Michel Temer (PMDB/SP), em tom conciliador e mediador disse
que o papel do Congresso Nacional será o de filtrar essas discussões
e tentar produzir um entendimento.
Temer ponderou que tanto os
defensores das 40 horas quanto os das 44 horas pensam no desenvolvimento
do País, e os argumentos de ordem prática devem prevalecer.
"Queremos ouvir os especialistas,
com argumentos de ambos e transformar este plenário no centro
dos debates sobre temas de importância nacional", disse.
Contra
o catastrofismo
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi abriu os debates rebatendo
a propaganda catastrofista feita pelos empresários, que a medida
não provocará falência de empresas ou demissão
de empregados, uma vez que a participação da massa salarial
no custo do produto de uma empresa é de 22%.
"A redução
da jornada de trabalho terá impacto de 1,99 ponto percentual
nesse custo, que passaria para 23,99%, praticamente 24%", disse.
Hora
extra
O ministro também disse que existe hoje uma prática abusiva
das horas extras. "Essa prática, além de diminuir
o rendimento do trabalho, tira a vaga de trabalho de vários outros
trabalhadores".
A PEC 231/95, além da
redução da jornada, prevê a elevação
do valor da hora extra para 75% sobre o da hora normal.
A voz
dos patrões
O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria),
deputado Armando Monteiro Neto (PTB/SP) deu o tom sobre o tema pelo
lado empresarial.
Segundo ele, os dados do ministro
do Trabalho sobre jornadas de trabalho em outros países, em sua
maioria inferior à do Brasil, dizem respeito à jornada
média nesses países, e não à jornada legal.
Armando Monteiro frisou que,
no Brasil, a jornada média já é inferior, mas não
seria oportuno diminuir a jornada legal obrigatória.
Por fim, Monteiro disse que
não há nenhuma evidência empírica de que
a redução da jornada provoca aumento do número
de empregos.
Centrais
O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva
(PDT/SP) disse que a mudança não levará empresas
à falência, mas beneficiará o Brasil.
"O que quebra uma empresa
é o excesso de imposto e não a redução da
jornada de trabalho. De 1988 [ano em que a jornada passou de 48 para
44 horas] para cá, a produtividade no Brasil mais que triplicou.
O País ganhou mercado e conseguiu até melhorar salário",
argumentou.
O presidente da CUT, Artur Henrique
da Silva Santos defendeu a redução da jornada de trabalho
com base no fato de a produtividade ter aumentado na última década,
da mesma forma que o patrimônio e o valor das empresas.
Para ele, isso demonstra que
há espaço para a redução da jornada de trabalho
de 44 para 40 horas semanais.
Mais
tempo para família
Já o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
(CGTB), Antônio Neto, ressaltou que o principal benefício
para os trabalhadores será o tempo para a família, para
a educação e qualificação profissional.
"Ninguém mais consegue
viver com dignidade nas grandes cidades com o trânsito, duas horas
no mínimo para chegar ao trabalho, e tendo de trabalhar aos sábados,
o que além de tudo aumenta os acidentes de trabalho", definiu.
Na mesma linha de raciocínio,
o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo
Patah, disse que há categorias que trabalham 40 horas, e até
menos, mas há trabalhadores de primeira e de segunda categoria.
"Eu sou comerciário,
e nossa categoria trabalha 54 horas por semana, como podemos cuidar
de nossas famílias?", indagou.
Inclusão
na ordem do dia
Ao discursar na tribuna, o presidente da Força apresentou requerimento
de inclusão da proposta na ordem do dia da Câmara.
O documento assinado por ele
e pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB/SP) só não recebeu
a assinatura do líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO).
O requerimento recebeu o apoio
dos líderes da base e da oposição - PMDB, PT, PDT,
PV, PP, PRB, PTC, PTB, PSB, PTdoB, PR, PMN, PHS e PCdoB.
E ainda do PSDB, PPS e também
do líder do Governo e de outros tantos deputados que apóiam
a iniciativa.
A proposta foi aprovada em forma
de substitutivo do relator, deputado Vicentinho (PT/SP), por unanimidade,
na comissão especial, em 30 de junho.
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Congresso em Foco, 26 de
agosto de 2009
Nova jornada deve ser votada ainda
em 2009, diz Vicentinho
Mário Coelho
O relator da PEC 231/95, que
reduz de 44 para 40 horas a carga de trabalho semanal no país,
deputado Vicentinho (PT-SP), quer colocar o tema em votação
no plenário ainda neste semestre. Após debate da comissão
geral para discutir a PEC, encerrada há pouco, o petista afirmou
que existe um requerimento de urgência pronto para ser levado
a plenário. Segundo Vicentinho, ele foi assinado por quase todos
os partidos, com exceção do DEM, que deve definir se apoia
ou não a medida.
"Nós podemos, mesmo
sem a assinatura do DEM, colocar o requerimento em votação.
Mas nós queremos é ter o apoio de todos os partidos. Vamos
trabalhar para um grande acordo", afirmou Vicentinho. A intenção
de votar ainda em 2009 é corroborada pelo vice-presidente da
Câmara, Marco Maia (PT-RS). Ele, que presidiu a comissão
nos momentos finais, disse que a Mesa Diretora vai estudar qual o momento
mais propício para colocar o tema em votação. "Essa
discussão foi importantíssima. Vamos discutir a conveniência
e o melhor momento para colocar em pauta", comentou.
Iniciada por volta das 10h,
a discussão durou mais de quatro horas no plenário. Revezeram-se
na tribuna, em discursos, representantes dos trabalhadores, do empresariado
e deputados. Para Vicentinho, a grande diferença desse debate
em relação à primeira comissão geral para
discutir a PEC, foi a presença dos empresários. "Eles
vieram divididos. Parte dos empresários é a favor da redução
da jornada", analisou. O petista citou o caso das empresas farmacêuticas
de São Paulo. Em acordo, patrões e empregados resolveram
reduzir a jornada para 40 horas semanais.
Além de elogiar a presença
dos empresários, Vicentinho aponta que vai refletir sobre dois
assuntos que foram mencionados repetidas vezes em plenário. O
primeiro é a questão do prazo para as empresas se adequarem
à nova jornada. Ele pode ser colocado em etapas ou ser cumprido
de uma vez só. A outra questão é das horas-extras.
No relatório de Vicentinho, ele propõe a elevação
da hora extra para 75% sobre o valor da hora normal. Atualmente o percentual
é de 50%. "Vamos analisar esses dois temas com cuidado",
afirmou.
Falência
Para ser aprovada, a PEC precisa
ser apreciada em dois turnos pelo plenário da Câmara com
dois terços dos votos. O mesmo procedimento será exigido
no Senado. O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira
da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, disse que a mudança
não levará empresas à falência, mas beneficiará
o Brasil. "O que quebra uma empresa é o excesso de imposto
e não a redução da jornada de trabalho. De 1988
[ano em que a jornada passou de 48 para 44 horas] para cá, a
produtividade no Brasil mais que triplicou. O país ganhou mercado
e conseguiu até melhorar salário", disse.
A presidente da Confederação
Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora
Kátia Abreu (DEM-TO), ponderou que é preciso encontrar
uma solução que não prejudique nenhuma categoria
especificamente. Durante seu discurso, a senadora do DEM recebeu uma
série de vaias dos sindicalistas.
Para que Kátia pudesse
prosseguir, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), teve
de intervir em duas oportunidades. "Não podemos definir
se 44 horas é muito, se 40 horas é pouco, se os trabalhadores
ou empresários estão com a razão. Todos têm
as suas razões. Proponho uma grande conciliação",
disse a senadora.
Mesa quebrada
Durante toda a manhã,
centenas de trabalhadores se amontoaram dentro do plenário, nas
galerias e no salão verde. Por conta da aglomeração,
um dos trabalhadores caiu e acabou quebrando uma das mesas de vidro
que ficam no espaço ao lado do plenário. "Não
foi tumulto que causou a quebra da mesa. Uma mesa custa tão barato,
a Força Sindical faz questão de ressarcir a Câmara
pelos gastos que tiver", disse Paulinho da Força.
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Folha de S.Paulo, 26 de
agosto de 2009
Jornada menor encarece até
moradia, diz indústria
Sergio Lima/Folha Imagem
Sindicalistas e empresários
debatem proposta no Congresso
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A redução da jornada
semanal de trabalho de 44 para 40 horas tornará mais cara a construção
das habitações do programa Minha Casa Minha Vida e poderá
ter impacto nos valores das prestações da unidades, segundo
estimativa divulgada pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria
da Construção).
A previsão foi apresentada durante debate no plenário
da Câmara entre empresários e trabalhadores. As construtoras
alertaram para o risco de o governo não conseguir atingir a meta
de 1 milhão de moradias, caso a proposta de emenda constitucional
(PEC) para reduzir a jornada seja aprovada.
Considerando os custos de uma casa de dois dormitórios em Mato
Grosso do Sul, o estudo apresentado pela CBIC aponta que a redução
de quatro horas exigiria aumento de 4,8% no preço de cada unidade,
que hoje sai por R$ 26.030,54.
""Significa dizer que a verba destinada para o programa deixará
de financiar 48 mil unidades", afirmou o presidente da entidade,
Paulo Safady Simão.
Dezenas de empresários e mais de mil sindicalistas lotaram as
galerias e salões da Câmara com faixas e adesivos favoráveis
e contrários à matéria.
O presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), chegou a ameaçar
suspender a sessão devido aos gritos que partiam de ambos os
lados que se alternavam na discussão. Segundo ele, no entanto,
ainda não há previsão para votação
da proposta, que precisa ser aprovada em dois turnos por no mínimo
308 deputados (três quintos do total) antes de ir para o Senado.
Defensor da redução, o ministro Carlos Lupi (Trabalho)
argumentou que o impacto da medida não seria tão grande,
pois o custo dos salários, que hoje respondem em média
por 22% do preço final dos produtos, passaria para 23,9%. "Essa
história de prejuízos não é o mundo real.
Em 1988 a Constituinte alterou de 48 para 44 horas e ninguém
quebrou."
A proposta também eleva a remuneração das horas
extras de 50% para 75% do valor da hora normal. Mas, segundo sindicalistas,
os trabalhadores podem abrir mão desse ponto para alcançar
um acordo que permita a votação ainda em 2009.
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Agência Unb, 26 de
agosto de 2009
Marcio Pochmann defende jornada
de 12 horas semanais
Enquanto nesta terça
(25) pela manhã, na Câmara dos Deputados, trabalhadores
e empresários não se coadunavam em torno da proposta de
redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais,
o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicadas (Ipea),
Marcio Pochmann, surpreendia uma pequena plateia de professores e estudantes
no Campus da Universidade de Brasília (UnB) com a seguinte afirmação:
“Não há mais razão para se trabalhar mais
do que 12 horas por semana.”
O economista participou do seminário
da Comissão UnB 50 anos de Brasília que debateu o tema
“Como será o trabalho no século XXI?”. Ele,
que prevê uma jornada de quatro e apenas três dias por semana,
diz que as condições para isso já estão
colocadas.
Pochamann explicou que há
o chamado excedente imaterial gerado pelo trabalho intelectual. “As
pessoas não trabalham oito horas por dia, elas trabalham 24 horas,
porque estão plugadas o tempo todo, gerando conhecimento que
está sendo absorvido pelas empresas”, diz um trecho da
palestra divulgada em matéria da Agência UnB.
Com o contingente maior de pessoas
produzindo num ambiente de trabalho onde o setor de serviço é
hegemônico - no Brasil 70% dos postos de trabalho já estão
no setor contra um índice de 90% no mundo -, a redução
da jornada passa a ser uma realidade.
O presidente do Ipea só
alerta para o fato de que o trabalhador ainda não põe
na sua conta o excedente imaterial, isto é, as horas em que permanece
na empresa pensando como melhorar o serviço. Como isso ainda
não é medido, a empresa se apropria.
Segundo Pochamann, no campo
educacional, a situação também terá que
ser diferente. “A escola será para a vida toda, e vai ensinar
para a vida, não para o trabalho (...) Temos que abandonar a
escola utilitarista”, destacou Pochamann.
Pensamento utópico
Segundo a Agência UnB,
Pochmann reconhece que essas propostas talvez representem um sonho utópico,
que nunca se realizará. “Mas destaca que tudo isso são
decisões políticas, que dependem da vontade da sociedade
organizada para acontecer. E lembra que o Brasil, infelizmente, está
no caminho contrário.”
“Estamos cada vez mais
ignorantes. De cada dez jovens com 18 a 24 anos de idade, apenas um
está estudando”, diz Pochmann, criticando a ida cedo ao
mercado de trabalho por causa da falta de condições da
família em manter os jovens na escola.
Pelos cálculos do economista,
existem estudante com jornada de 16 horas, isso levando em conta as
oito horas no emprego, quatro na faculdade e quatro para o deslocamento.
“É uma jornada de trabalho igual a dos operários
do século XIX. Como é que alguém vai ter tempo
de ainda abrir um livro? Estudar e trabalhar não combina.”
De Brasília,
Iram Alfaia com informações da Agência UnB
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FOLHA DE LONDRINA, 26 de agosto
de 2009 | Economia
PR registra aumento no nível de
emprego
Curitiba - O nível de
emprego no Paraná teve um crescimento de 2,22% de janeiro a julho
deste ano, o que significou a criação de 47.433 vagas,
o pior resultado desde 2000. Em julho, foram abertos 6.922 postos de
trabalho com aumento de 0,32%. As informações foram divulgadas
ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (Dieese). Ainda no mês passado, o interior
apresentou crescimento de 0,36% e a Região Metropolitana de Curitiba
de 0,24%.
Nos primeiros sete meses do
ano, os maiores aumentos foram nos setores de alimentos e bebidas (13.494
vagas), construção civil (6.225 vagas), comércio
varejista (3.846), comércio atacadista (2.443), administração
pública (1.643), agropecuária (3.574), serviços
(21.760), com destaque para hotéis e restaurantes (6.395) e ensino
(4.039).
Os setores que mais demitiram
foram madeira e mobiliário (-2.657 vagas), material de transporte
(-1.633), metalúrgica (-880), material elétrico e de comunicações
(-728), mecânica (-424) e borracha, fumo e couros (-411).
Entre os três Estados
do Sul, Santa Catarina apresentou o maior aumento do nível de
emprego em julho, com aumento de 0,33%. O Paraná ocupou a segunda
posição com 0,32% e o Rio Grande do Sul teve redução
de -0,02%. Nos sete primeiros meses do ano, o Paraná ficou com
o melhor desempenho.
Andréa Bertoldi
Equipe da Folha
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O Outro Lado da Notícia,
26 de agosto de 2009
OIT: recuperação
do emprego é mais lenta que saída da crise econômica
O diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT)
na América Latina, o venezuelano Jean Maninat, afirmou que a
recuperação do emprego "sempre será mais lenta"
do que a saída da crise mundial.
"Talvez a crise esteja
diminuindo ou chegando ao fundo do poço, mas o emprego sempre
fica para trás. Os governos devem pôr a criação
de emprego no centro das políticas públicas", afirmou
Maninat na abertura de um seminário sobre o convênio da
OIT para o trabalho na pesca, realizado no Rio de Janeiro.
Maninat explicou que o desemprego
é a face "mais perniciosa" de qualquer crise e criticou
que se aproveite a melhoria econômica para resgatar os modelos
trabalhistas anteriores às turbulências financeiras.
"Não podemos cometer
o risco de voltar a mais do mesmo. Seria injusto e afetaria a governabilidade
democrática e a paz social na América Latina", disse
o representante da OIT.
Informalidade
Para Maninat, uma solução para estender boas práticas
no emprego é aplicar os convênios da OIT, como o da pesca,
cujo conteúdo será debatido até quarta-feira no
Rio por representantes de governos e associações de empresários
e trabalhadores de diversos países da América Latina.
"A força e o vigor
destes acordos residem em que são fruto da discussão de
três partes (de trabalhadores, empregadores e governos), e não
um produto de laboratório de Genebra", acrescentou.
Maninat ressaltou que na América
Latina 2 milhões de pessoas vivem da pesca, 500 mil da aquicultura
e outros dois milhões da "pesca artesanal", o que implica
trabalhadores na informalidade, com embarcações precárias
e com pouca ou nenhuma proteção social.
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Gazeta do Povo, 26 de agosto
de 2009
Protesto
Oposição renuncia a vagas
no Conselho de Ética do Senado
Brasília - Inconformada com o arquivamento sumário das
11 denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney
(PMDB-AP), a oposição ontem tomou duas medidas para marcar
posição política: formalizou a renúncia
coletiva de seus nove representantes no Conselho de Ética (cinco
titulares e quatro suplentes); e promoveu um boicote a uma reunião
de líderes partidários convocada por Sarney para tentar
definir uma pauta de votações no plenário. O encontro,
que não contou ainda com os petistas, acabou fracassando.
Já o senador Eduardo
Suplicy (PT-SP) voltou ontem a criticar e pedir a renúncia de
Sarney. O petista chegou a mostrar um cartão vermelho –
como o mostrado pelos juízes no futebol – para o presidente
da Casa, que já não estava no plenário. O senador
Heráclito Torres (DEM-PI) tomou as dores de Sarney e bateu boca
com Suplicy. O petista também deu vermelho para o democrata.
Efeito zero
Como o efeito prático
da renúncia é zero – o Conselho de Ética
poderá continuar funcionando normalmente, se a cada reunião
houver um quórum mínimo de sete senadores –, PSDB
e DEM vão tentar aprovar hoje, na Comissão de Constituição
e Justiça, um projeto de resolução alterando sua
composição, de forma a impedir o que classificam de loteamente
partidário do conselho.
“O Conselho de Ética
não pode ser loteado pelos partidos. Por isso defendemos a mudança
de sua composição”, afirmou o presidente nacional
do PSDB, senador Sérgio Guerra.
A ideia é aproveitar
os três projetos de resolução que estão tramitando
na CCJ, entre eles o do senador Tião Viana (PT-AC) que propõe
a extinção do Conselho de Ética, e apresentar um
substitutivo estabelecendo uma composição paritária,
ou seja, com um representante de cada partido com assento na Casa. Hoje,
as 15 vagas no Conselho são distribuídas
de forma proporcional ao tamanho das bancadas partidárias, assim
como ocorre nas demais comissões do Senado. Isso dá ao
PMDB e partidos da base controle total sobre as votações.
Caberá ao senador Antônio
Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA), relator dos três
projetos de resolução, elaborar o substitutivo que deverá
proibir ainda que sejam indicados para compor o Conselho de Ética
suplentes ou senadores que respondam a processos criminais por improbidade
administrativa ou que tenham tido suas contas rejeitadas por qualquer
Tribunal de Contas.
A oposição
planeja ainda retirar do presidente do Conselho o poder de arquivar
de forma imperial, representações apresentadas por partidos
políticos.

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Gazeta
do Povo, 26 de agosto de 2009
Educação
Ensino médio obrigatório
é aprovado pela Câmara
Os estados e o Distrito Federal serão obrigados a oferecer
vagas a todos os interessados em ingressar no ensino médio. Ontem
a Comissão de Constituição, Justiça
e de Cidadania (CCJ) da Câmara Federal aprovou o Projeto
de Lei número 7.409/06, que prevê a universalização
do ensino médio. A proposta segue direto para a sanção
presidencial.
Atualmente, por meio da Lei de Diretrizes e
Bases da Educação (LDB), os estados e municípios
são obrigados a universalizar o acesso ao ensino fundamental,
e aumentar, progressivamente, a cobertura do ensino médio. A
lei passa a valer no primeiro dia do ano seguinte ao que for sancionada.
O relator da proposta na Comissão
de Educação da Câmara, deputado federal Lelo Coimbra
(PMDB-ES), explica que em 2006 foi criado o Fundo de Manutenção
e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização
dos Profissionais da Educação (Fundeb), assegurando
mais recursos para a educação básica como um todo,
incluindo o ensino médio. “Se já temos mecanismos
de financiamento não tem por que fazer com que somente o ensino
fundamental tenha oferta obrigatória”, afirma Coimbra.
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Folha de S.Paulo, 26 de
agosto de 2009
PMDB cobra apoio de Lula à
aprovação de nova CPMF
Partido não quer arcar sozinho com ônus
político de criar tributo perto das eleições |
Parlamentares da oposição iniciam movimentação
contrária à chamada CSS e obstruíram as votações
nas comissões da Câmara
MARIA CLARA CABRAL
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O PMDB, maior partido no Congresso,
negocia com o presidente Lula para que o governo apresente formalmente
um pedido de prioridade à votação da nova CPMF,
batizada de CSS (Contribuição Social para a Saúde).
O partido, que fechou questão a favor da criação
da CSS, não quer assumir sozinho o ônus de aprovar aumento
de tributo na véspera das eleições.
Por isso, o discurso do presidente da Câmara e presidente licenciado
do PMDB, deputado Michel Temer (PMDB-SP), é que considera difícil
a aprovação da CSS sem consenso.
"Acho difícil votar um novo imposto. Há muita resistência
dos deputados", disse ontem.
No dia anterior, porém, em encontro com Lula em São Paulo,
tanto ele quanto o líder da sigla na Câmara, deputado Henrique
Eduardo Alves (RN), pediram para que o presidente leve o assunto à
próxima reunião do Conselho Político, prevista
para a semana que vem.
"O Lula tem que mobilizar a base, queremos ouvir [a posição
favorável] do governo. Mas vamos votar isso neste ano",
afirmou Alves.
O novo imposto seria de 0,1% sobre as movimentações financeiras.
Está pronto para ser votado na Câmara desde o ano passado
junto com o projeto que regulamenta a emenda 29, destinando mais recursos
para a saúde. Se for aprovada pela Câmara, a CSS terá
de passar pelo crivo do Senado, onde o governo terá mais dificuldades.
O PT também concorda com a CSS, mas ressalta que quer o apoio
da oposição para colocar o projeto em pauta.
Secretários de saúde também trabalham para convencer
a oposição. "Estamos lutando para votar de qualquer
forma", disse o presidente do Conselho Nacional de Secretarias
Municipais de Saúde, Antônio Carlos Figueiredo Nardi, após
reunião de secretários em Brasília.
Do outro lado, a oposição deu início ontem a movimentações
contrárias ao novo imposto.
Para impedir a votação do projeto, DEM e PSDB obstruíram
as votações nas comissões da Câmara. "O
Brasil não aguenta mais impostos", afirmou o presidente
do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ).
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UOL, 26 de agosto de 2009
Governo e centrais chegam a acordo, e
aposentadorias serão reajustadas de acordo com inflação
e PIB
Da Agência CâmaraAtualizado
O governo aceitou na noite desta terça-feira (25) proposta das
centrais sindicais sobre a política de reajustes para aposentadorias
acima de um salário mínimo (R$ 465). Ficou acertado que
serão concedidos aumentos equivalentes à inflação
mais 50% do PIB de dois anos anteriores (em 2011, por exemplo, o cálculo
será feito com base no PIB de 2009).
O ganho real desses benefícios
em 2010 deve ficar em torno de 2,5%, além da inflação.
O ministro da Previdência, José Pimentel, disse que o acordo
é "absorvível" pelas contas previdenciárias.
O acordo deve ser aprovado pelo Congresso.
O deputado Pepe Vargas (PT-RS),
relator do projeto de lei 3299/08, que acaba com o fator previdenciário,
deverá apresentar um substitutivo nos próximos dias englobando
a nova proposta de reajuste e a adoção do chamado "fator
85/95". O fator em questão refere-se à soma, para
fins de aposentadoria, da idade com o tempo de contribuição.
Para mulheres esta soma deve resultar em 85 e, para os homens, em 95.
A regra seria um alternativa
ao fator previdenciário, mecanismo criado no governo Fernando
Henrique Cardoso para desestimular as aposentadorias pelo tempo mínimo
de contribuição (30 anos para mulheres e 35 anos para
os homens). Assim, quanto maior a idade e o tempo de contribuição
do trabalhador, maior o valor do benefício.
Concessão
Diante do acordo de hoje, as centrais se comprometem a não insistir
na aprovação de três matérias. São
elas: o projeto, na íntegra, que acaba com o fator previdenciário;
a emenda do senador Paulo Paim (PT-RS) ao projeto de lei 1/07 que garante,
às aposentadorias, o mesmo percentual de reajuste do salário
mínimo; e o reajuste de 16,7% para aposentados e pensionistas
que ganham mais que um salário mínimo - aprovado pelo
Congresso na forma de emenda à medida provisória 288/06
e vetado em seguida pelo presidente Lula.
A reunião desta noite
entre representantes do governo, sindicalistas e parlamentares já
foi encerrada. Ela aconteceu no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB),
em Brasília.
Estiveram presentes os ministros
da Previdência, José Pimentel, e da Secretaria-Geral da
Presidência da República, Luiz Dulci, além do líder
do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), do deputado
Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical,
e do deputado Pepe Vargas.
Com informações da
Folha de S.Paulo
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Agência Câmara,
26 de agosto de 2009
Aposentadoria acima do mínimo
terá aumento real de 2,5% em 2010
Acordo foi fechado nesta terça-feira
em reunião de parlamentares com representantes do governo e de
centrais sindicais em Brasília. Para valer, o novo critério
de reajuste ainda precisará ser aprovado pelo Congresso.
As aposentadorias e pensões
acima de um salário mínimo serão reajustadas, a
partir de 2010, com base na inflação mais a metade do
crescimento do PIB
registrado dois anos antes da concessão do aumento. Para o deputado
Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical,
o acordo é histórico. "Estamos instituindo, pela
primeira vez na história do Brasil, um aumento real para aposentados
que ganham acima do mínimo. Em 2010, por exemplo, eles terão
pelo menos 2,5% de reajuste real, acima da inflação",
afirmou.
O ministro da Previdência,
José Pimentel, disse que o impacto do reajuste será absorvido
sem maiores problemas. "Nós vamos pagar a inflação
integral, como já vinha sendo feito desde 2006. O reajuste será
dado em janeiro de 2010. E o impacto, para cada ponto percentual de
ganho real, será de R$ 1,2 bilhão", informou. Segundo
ele, a medida beneficiará 8,2 milhões de aposentados e
pensionistas.
Em 2010, o cálculo para
o reajuste será feito com base no PIB de 2008. Já em 2011,
será usado o PIB de 2009, e assim por diante.
Substitutivo
Para entrar em vigor em janeiro de 2010, esse aumento ainda precisará
ser aprovado pelo Congresso. Ele fará parte do substitutivo que
o deputado Pepe Vargas (PT-RS) vai apresentar ao Projeto de Lei 3299/08,
que acaba com o fator
previdenciário.
Pepe Vargas adiantou outros
pontos do novo texto. Um deles será a extinção
do fator previdenciário quando a soma da idade com o tempo de
contribuição do segurado for de 95 para o homem e 85 para
mulher; ou 90 para o professor e 80 para a professora do ensino fundamental.
Além disso, mudará
o cálculo da média do salário de benefício:
em vez de 80% das maiores contribuições, passarão
a ser levadas em conta 70% das maiores contribuições.
"Isso permite, portanto, um maior descarte das contribuições
mais baixas, o que elevará o valor da aposentadoria em todas
as situações", explicou o deputado.
O período de aviso-prévio
do trabalhador e o tempo de seguro-desemprego passarão a contar
para fins de tempo de contribuição à Previdência.
"E haverá garantia no emprego quando o segurado chegar a
12 meses de sua aposentadoria", acrescentou Pepe Vargas.
Concessão
Diante do acordo, as centrais sindicais se comprometeram a não
insistir na aprovação de três matérias:
- o texto atual do PL 3299/08, sobre o fator previdenciário;
- a emenda do senador Paulo Paim (PT-RS) ao PL 1/07 que garante, às
aposentadorias, o mesmo percentual de reajuste do salário mínimo;
- e o reajuste de 16,7% para aposentados e pensionistas que ganham mais
que um salário mínimo, aprovado pelo Congresso na forma
de emenda à MP 288/06 e vetado em seguida pelo presidente Lula.
O líder do governo, deputado
Henrique Fontana (PT-RS), disse que vai reunir os líderes da
base aliada ao Executivo com ministros e presidentes de centrais sindicais,
para agilizar a tramitação na Câmara do substitutivo
de Pepe Vargas.
A reunião desta terça-feira
entre parlamentares e representantes do governo e das centrais aconteceu
no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB).
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Folha de S.Paulo, 26 de
agosto de 2009
Acordo veta dispensa antes de aposentadoria
Governo e centrais fecham proposta que também
prevê aumento real, em 2010 e em 2011, para benefícios
acima do mínimo | Reajuste será de metade da variação
do PIB de dois anos antes, mais a inflação; acordo também
garantiu a criação do Fator 85/95
JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
As empresas passarão
a ser obrigadas a garantir o emprego do trabalhador que estiver a um
ano da aposentadoria, ou, no caso de demissão nesse período,
estarão sujeitas ao pagamento de indenização maior
ao funcionário. A nova regra, que ainda precisará ser
aprovada pelo Congresso, faz parte de um acordo fechado ontem entre
governo e centrais sindicais.
O pacote anunciado inclui ainda aumento real em 2010 e em 2011 para
as aposentadorias acima do salário mínimo. Conforme a
Folha antecipou, o ganho real será equivalente a 50% do crescimento
do PIB de dois anos antes.
O mecanismo deverá garantir em 2010 reajuste total (já
incluída a inflação deste ano) de aproximadamente
6% para 8,2 milhões de aposentados.
A negociação também garantiu a criação
do Fator 85/95, que passará a ser uma fórmula alternativa
ao atual fator previdenciário. O novo fator requer que a soma
do tempo de contribuição e da idade do trabalhador ao
se aposentar seja igual a 85 anos, no caso de mulheres, e a 95 anos,
no caso de homens.
O acordo fechado ontem não foi unânime entre as centrais
sindicais e entidades de aposentados. A Nova Central Sindical, a CTB
(Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e a Cobap (Confederação
Brasileira de Aposentados e Pensionistas) não aceitaram os termos
negociados. Apesar disso, o acordo não deverá enfrentar
resistência no Congresso, já que as medidas têm forte
apelo popular.
O ministro Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência) disse
no início da noite que o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva aprovou o acordo, considerando o pacote de mudanças o "esforço
máximo" a ser feito pelo governo diante da queda da arrecadação
neste ano.
O ministro da Previdência, José Pimentel, disse que o impacto
das medidas nas contas públicas é absorvível. Segundo
ele, o aumento real para os aposentados em 2010 custará ao governo
R$ 3 bilhões.
As centrais comemoraram o acordo. A contrapartida dos sindicalistas
será abrir mão de mais de 20 projetos que tramitam no
Congresso propondo mudanças favoráveis aos aposentados.
As entidades não concordaram em incluir no pacote apenas um projeto:
o que vincula o valor do benefício ao número de salário
mínimos na época de concessão. Houve o compromisso,
entretanto, de não votar o projeto nem em 2010 nem em 2011.
"Agora vamos defender nas nossas instâncias o acordo que
foi construído para melhorar a situação dos aposentados",
declarou o presidente da CUT, Artur Henrique.
"O mais importante é que esse é um acordo histórico.
Vamos dar ao trabalhador a garantia de emprego um ano antes de se aposentar.
Não é estabilidade; se a empresa quiser demitir terá
de pagar o salário de 12 meses, além das contribuições
para a Previdência", declarou o presidente da Força
Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP).
Na negociação, os sindicalistas também conseguiram
convencer o governo a computar o período em que o trabalhador
estiver recebendo aviso prévio e seguro-desemprego como contagem
de tempo para aposentadoria. O desempregado, no entanto, precisará
contribuir para a Previdência.
A atual fórmula da cálculo da aposentadoria ainda foi
alterada. No acordo, reduziu-se de 80% para 70% as maiores contribuições
a serem consideradas no cálculo da média das contribuições
do trabalhador.
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FOLHA DE LONDRINA, 26 de agosto
de 2009 | Política
Funcionários do MTE param
Curitiba - Servidores do Ministério do Trabalho e do Emprego
(MTE) realizaram ontem uma paralisação de advertência
para exigir a elaboração de um plano de carreira para
a categoria. Segundo a representação sindical no Paraná,
o movimento foi deflagrado em nível nacional e seria realizado
apenas ontem - hoje, os funcionários devem voltar ao trabalho.
Uma avaliação dos sindicalistas de Curitiba, divulgada
à tarde, apontou que, no Estado, foram interrompidos os serviços
na Capital e municípios vizinhos, em Cascavel, Londrina e Foz
do Iguaçu. Há poucas semanas, outra paralisação
de advertência havia sido deflagrada. (Equipe da Folha)
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BEM PARANÁ, 26 de agosto
de 2009 | Economia
Paralisação
Em Curitiba, 120 ficam sem atendimento
Servidores do Ministério do Trabalho
e Emprego (MTE) no Paraná aderiram à paralisação
nacional
Ana Ehlert

Greve: Superintendência Regional do Trabalho fica
vazia (foto: Jonas Oliveira )
Servidores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no Paraná
aderiram à paralisação nacional marcada para ontem.
No Paraná, em função da redução do
horário de atendimento adotada como medida preventiva à
gripe A, cerca de 120 pessoas deixaram de ser atendidas na sede da Superintendência
Regional do Ministério do Trabalho e Emprego do Paraná
(SRMTEPR). O horário de atendimento ao público é
realizado das 8 às 13 horas. Apenas as tarefas pré-agendadas
foram realizadas.
Conforme os dados da assessoria
de imprensa da Superintendência, 60 senhas são distribuídas
para a confecção de carteiras de trabalho e outras 60
para as solicitações do benefício do seguro desemprego.
Em Curitiba, os servidores realizaram um ato em frente da sede da Superintendência,
à Rua José Loureiro, com cartazes e faixas durante todo
o dia.
Os funcionários reivindicam a aprovação do plano
de cargos e salários (PCS) pelo Ministério do Planejamento
e a redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais.
A paralisação foi aprovada por representantes dos trabalhadores
de 24 estados no último dia 16 e referendada em assembleias realizadas
em todo o país.
O movimento já
ocorreu no mês passado e tem como objetivo pressionar o Ministério
do Planejamento a aceitar as reivindicações da categoria.
No entanto, não há definições, ao menos
por enquanto, de novas paralisações.
“Nosso salário é um dos mais baixos do funcionalismo
público. Equivale a quatro diárias de um ministro de Estado,
ou R$ 2.600 em média”, disse o diretor do Sindicato dos
Trabalhadores do Serviço Público Federal de São
Paulo (Sindsef–SP), Pedro Luiz Paulino.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
25/08/2009
Empregado será reintegrado após
aderir a PDV “compulsório”
A Primeira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho manteve decisão que garantiu a um auxiliar
do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) o direito
à reintegração ao emprego após a constatação
de que sua adesão ao plano de desligamento voluntário
(PDV) nada teve de voluntária: foi compulsória em decorrência
da coação que sofreu de seus superiores. As instâncias
ordinárias da Justiça do Trabalho do Paraná (9ª
Região) declararam a nulidade da rescisão contratual e
determinaram a reintegração do trabalhador aos quadros
da empresa pública federal com base em provas que demonstraram
que o PDV foi prejudicial ao empregado e a ele imposto como única
alternativa à demissão.
Segundo o relator do recurso,
ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, a decisão regional
que apontou a existência de coação no PDV baseou-se
em fatos e provas que não podem ser revistos no TST. Um das testemunhas
ouvidas em juízo afirmou que, numa reunião, “o gerente
colocou abertamente a todos que aqueles que não aderissem ao
PDV, no caso dos auxiliares, não teriam mais vez na empresa,
ou seja, seriam despedidos”.
O ministro observou que o TRT/PR
foi enfático ao afirmar que “a coação restou
inexoravelmente comprovada”. Desse modo, “assentado o fato
de o acórdão recorrido ter se orientado pela premissa
estritamente fática, e por isso mesmo refratária ao exame
do TST, a teor da Súmula 126 desta Corte, de que o reclamante
foi coagido a aderir ao plano de demissão voluntária,
fica impossibilitado a caracterização de divergência
jurisprudencial, pois decisões trazidas como divergentes só
são inteligíveis dentro do próprio contexto probatório”,
afirmou Vieira de Mello Filho em seu voto.
Para o Tribunal Regional
do Trabalho da 9ª Região (PR), tal afirmativa reflete a
imposição no sentido de que o autor da ação
foi compelido a “aderir” o PDV como única alternativa
a evitar sua demissão, ou ao menos postergá-la, o que,
em última análise, não lhe traria nenhuma vantagem
extra. Segundo o acórdão do TRT/PR, mantido pela Primeira
Turma do TST, “seria mais transparente e ético que o Serpro
se utilizasse do seu poder potestativo e houvesse promovido a rescisão
sem justo motivo”. O Regional verificou que o auxiliar tinha direito
aos depósitos do FGTS e à multa respectiva, mas não
há prova de seu pagamento. ( RR 799.846/2001.7)
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FETRACONSPAR, 26 de agosto de 2009 | Eventos
Madeira e Mobiliário
SIMAC Castro reúne-se na FETRACONSPAR
Os diretores do Sindicato dos
Trabalhadores nas Indústrias de Pincéis, Palitos, Escovas,
Serrarias, Madeiras Compensadas e Laminadas, Aglomerados, Chapas de
Fibras de Madeira, Móveis de Madeira e Oficiais Marceneiros de
Castro - SIMAC - OTÁVIO RAIMUNDO RODRIGUES
(Presidente), LUIZ MARIANO SITOR, RUI ALBANI
PEREIRA e THIAGO DE AQUINO DE PASSOS, estiveram
na manhã de hoje (26/08) na sede da FETRACONSPAR, para discutir
encaminhamentos sobre o Acordo Coletivo de Trabalho com a Pincéis
Tigre S/A
Participou também o Advogado
Trabalhista DR. SANDRO LUNARD NICOLADELI.
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FETRACONSPAR, 26 de agosto
de 2009
Campanha Salarial 2009/2010 - Madeira e Mobiliário
SIMAC Castro realiza negociação
salarial com a Pincéis Tigre S/A
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Comissão
de Negociação formada por diretores do SIMAC Castro
e FETRACONSPAR |
Nesta quarta-feira (26/08),
o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Pincéis,
Palitos, Escovas, Serrarias, Madeiras Compensadas e Laminadas, Aglomerados,
Chapas de Fibras de Madeira, Móveis de Madeira e Oficiais Marceneiros
de Castro (SIMAC), reuniu-se com os representantes
da Pincéis Tigre S/A para discussão da
renovação das cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho
(ACT), período 2009/2010.
A reunião iniciou-se
às 10 horas da manhã na sede da FIEP
– Federação das Indústrias do Estado do Paraná
e foi entre a Comissão de Negociação formada por
diretores do SIMAC Castro e FETRACONSPAR com representantes da Pincéis
Tigre S/A.
Estiveram presentes os companheiros
GERALDO RAMTHUN (Presidente da FETRACONSPAR),
OTÁVIO RAIMUNDO RODRIGUES (Presidente SIMAC Castro),
LUIZ MARIANO SITOR (Diretor SIMAC Castro), RUI
ALBANI PEREIRA (Diretor SIMAC Castro), THIAGO DE AQUINO
DE PASSOS (Diretor SIMAC Castro), juntamente com o DR.
SANDRO LUNARD NICOLADELI (Advogado Trabalhista).
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