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UOL, 01 de setembro de 2009
| Política
Sarney recebe proposta de Orçamento
para 2010 com mínimo R$ 505,90 e PIB de 4,5%
Da Agência Senado*Atualizada
O projeto da Lei Orçamentária
Anual (LOA) para o exercício de 2010 foi entregue no início
da noite desta segunda-feira (31) ao presidente do Senado, José
Sarney (PMDB-AP), pelo ministro do Planejamento, Orçamento e
Gestão, Paulo Bernardo. A proposta prevê aumento do salário
mínimo dos atuais R$ 465 para R$ 505,90, ou seja, 8,79% de aumento.
A proposta também prevê
um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,5%, já contemplando
a retomada da economia depois da crise iniciada no segundo semestre
de 2008. O PIB do ano passado ficou em 5,1%, mas a crise prejudicou
as exportações e o mercado interno desacelerando a atividade
econômica. Os analistas preveem um PIB na casa dos 3% em 2009.
"A proposta orçamentária
para 2010 tem uma visão otimista. Estamos prevendo um crescimento
de 4,5% para o PIB no próximo ano. Na realidade, ficamos tentados
a colocar 5% de projeção porque muita gente já
está falando isso. É um cenário de receita melhor,
as transferências para Estados e municípios vão
crescer bastante também", disse Paulo Bernardo, ao sair
da reunião com Sarney.
O ministro enfatizou, porém,
que "o valor do salário mínimo pode sofrer ligeira
alteração, porque a correção é feita
com base no crescimento da economia do ano anterior (2008)". Como
o IBGE ainda fará uma revisão no PIB do ano passado, em
novembro próximo, o valor estabelecido pode mudar.
O artigo 35, parágrafo
2º, inciso III do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias prevê a remessa pelo Executivo do projeto
de lei orçamentária até o dia 31 de agosto. O prazo
do Legislativo para devolvê-lo à sanção é
22 de dezembro, data que coincide com o encerramento da sessão
legislativa.
O projeto da LOA para 2010 contém
a estimativa da receita e a fixação das despesas para
o exercício financeiro do próximo ano. Depois de aprovado
pelo Legislativo, sancionado pelo presidente da República e publicado
na imprensa oficial, converte-se na Lei Orçamentária Anual.
Nos termos da Constituição,
a proposta orçamentária deve observar as disposições
do Plano Plurianual em vigor, bem como da Lei de Diretrizes Orçamentárias
para o exercício.
*Com informações da
Agência Brasil
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Agência Câmara,
1 de setembro de 2009
Orçamento chega com salário
mínimo 8,8% maior
Luiz Xavier

Paulo Bernardo entrega a proposta a Sarney, observado pela senadora
Ideli Salvatti (E), Magela, o senador Francisco Dornelles e o deputado
Ricardo Barros (D).
O Executivo entregou nesta segunda-feira, ao Congresso, a proposta de
Lei Orçamentária (LOA) do último ano do governo
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os números do
texto mostram que o Executivo está otimista quanto ao desempenho
da economia em 2010. O crescimento do PIB foi estimado em 4,5%. O salário
mínimo foi fixado em R$ 505,90, o que representa um aumento nominal
de 8,8% em relação ao deste ano (R$ 465).
O ministro do Planejamento,
Paulo Bernardo, disse que a equipe econômica chegou a cogitar
um crescimento de 5% para o PIB, mas recuou a pedido do ministro da
Fazenda, Guido Mantega. O governo estima que a economia vai encerrar
o próximo ano somando R$ 3,33 trilhões. Para 2009, a última
estimativa oficial é de R$ 3,05 trilhões.
"Estamos convencidos de
que o Brasil já passou pela crise. Vamos chegar ao fim deste
ano crescendo em torno de 4%", disse Bernardo, após sair
do gabinete do presidente do Senado, José Sarney, a quem entregou
a proposta orçamentária. O ministro disse que o novo orçamento
reflete uma melhoria geral da economia.
Salário
mínimo
O valor do mínimo ainda não está fechado. Ele dependerá
do crescimento da economia em 2008 - cujo número final deverá
ser divulgado pelo IBGE em novembro - e da inflação deste
ano, medida pelo INPC.
Durante a tramitação
da proposta, os parlamentares poderão decidir que eventuais ganhos
de receita no próximo ano sejam destinados ao mínimo,
elevando o valor final. O ministro adiantou que o governo deve, pelo
menos, arredondar o valor para R$ 506.
Arrecadação
Paulo Bernardo disse ainda que o Executivo projetou uma crescimento
da arrecadação federal para 2010. A receita primária
(soma de todos os impostos e contribuições) foi estimada
em R$ 853 bilhões - contra uma previsão de R$ 805,4 bilhões
neste ano - e a despesa primária (soma de todos os gastos, exceto
para pagamento da dívida pública ) em R$ 802 bilhões.
O aumento da arrecadação eleva também as transferências
constitucionais para estados e municípios.
Em relação aos
investimentos, o das estatais foi fixado em cerca de R$ 97 bilhões.
O investimento a ser feito com os orçamentos Fiscal e da Seguridade
ficou em R$ 46 bilhões. A taxa de juros média para o ano
foi estimada em 8,75%.
Impasse
político
A proposta do governo será remetida à Comissão
Mista de Orçamento. Nesta terça-feira (1), os representantes
dos partidos no colegiado vão discutir o calendário de
tramitação.
Eles devem também negociar
uma saída para o impasse que tomou conta da comissão.
O colegiado não conseguiu votar nenhuma matéria em agosto,
quase sempre por falta de quórum. O relator-geral da proposta
orçamentária de 2010, deputado Magela (PT-DF), espera
que a vinda do texto estimule a retomada das reuniões.
Magela afirmou, no entanto,
que o Executivo precisa fazer valer sua maioria na comissão para
votar as matérias. "O governo tem que dialogar, negociar
e às vezes ceder, mas não pode ficar refém da oposição",
disse.
O deputado adiantou que não
deverá tratar nesta terça-feira do valor do teto para
as emendas individuais. Ele é favorável à redução
de R$ 10 milhões - valor que vigorou no orçamento aprovado
em 2009 - para R$ 8 milhões.
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O ESTADO DO PARANÁ,
01 de setembro de 2009 | Economia
Deputado propõe contrapartida para
redução de jornada
Joyce Carvalho
A redução da jornada de trabalho, de 44 para 40 horas
semanais, foi o tema principal de um encontro do deputado Wilson Picler
(PDT/PR) com o Conselho Político da Associação
Comercial do Paraná (ACP), ontem pela manhã. O parlamentar
ouviu dos empresários as opiniões sobre o assunto, tema
de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC)
em trâmite no Congresso Nacional.
“O nosso encaminhamento
é uma proposta de contrapartida, com a desoneração
para as empresas. Está sendo feito um estudo. Os sindicatos,
as empresas e o governo precisam chegar em um ponto de ajuste. Não
há condições de simplesmente jogar em cima do empresariado”,
avalia Picler.
Picler também comentou
sobre a Contribuição Social para a Saúde (CSS),
conhecida como a nova CPMF. As discussões sobre o assunto foram
retomadas recentemente, após o ministro da Saúde, José
Gomes Temporão, afirmar que convenceu a bancada do PMDB na Câmara
dos Deputados a apoiar a matéria.
A CSS foi aprovada em
junho do ano passado e, para entrar em vigor, depende a alteração
em um artigo. A proposta prevê a cobrança de 0,10% sobre
as movimentações financeiras, índice menor do que
a CPMF (0,38%). “Sou contra onerar. Sou a favor de desonerar.
O governo precisa é enxugar a máquina pública”,
afirma.
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Agência Brasil, 1
de setembro de 2009
Produção industrial cresce
pelo sétimo mês seguido, mostra dados do IBGE
A produção industrial brasileira
cresceu em julho deste ano pelo sétimo mês consecutivo.
Os dados da Pesquisa Industrial
Mensal - Produção Física divulgada, nesta segunda-feira
(31), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
mostram que o desempenho de julho, 2,2% maior do que o de junho é
superior ao da média mensal de crescimento apresentada neste
ano, que é de 1,5%.
Segundo a a gerente de Análise
e Estatísticas Derivadas do IBGE, Isabella Nunes, esse é
um dos melhor resultados deste ano, empata com o de fevereiro e perde
apenas para o de janeiro.
Apesar disso, janeiro, que teve
aumento de 3%, só obteve um desempenho melhor que junho porque
o mês de comparação - dezembro de 2008 - foi o pior
da crise econômica, no Brasil, com uma queda de 12,5%.
De acordo com Isabella Nunes,
o desempenho foi puxado principalmente pelo bom resultado das indústrias
de bens de consumo duráveis, em especial, os setores de automóveis,
motos e de eletrodomésticos da linha branca, como geladeiras
e fogões.
"Esse aumento de produção
de bens finais traz impactos para a cadeia produtiva, principalmente
para os bens intermediários ligados à siderurgia - que
religou alguns fornos que estavam parados -, à química
e à borracha, que são principalmente da cadeia automotiva
e também da cadeia de eletrodomésticos", afirmou.
Segundo Isabella Nunes, o resultado
positivo na produção de bens duráveis é
explicado pelo aumento do consumo interno, impulsionado por incentivos
como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados
(IPI) e pela retomada do crédito no país.
Comparando com dezembro de 2008,
o pior mês da crise, julho teve um crescimento de 12%.
Apesar disso, o setor industrial
ainda não conseguiu recuperar as perdas acumuladas no processo
e está 10,6% abaixo da produção histórica
registrada em setembro do ano passado.
Em relação a julho
do ano passado, a redução é de 9,9%.
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O ESTADO DO PARANÁ, 01 de setembro
de 2009 | Economia
FGTS não poderá ser usado
para ações da Petrobras
Agência Estado
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou hoje que os
minoritários da Petrobras que adquiriram ações
da empresa com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS) terão, como todos os outros minoritários, o direito
de subscrever o aumento de capital da empresa. Mas Dilma explicou
que não foi contemplada a possibilidade desses acionistas utilizarem
recursos do FGTS para a subscrição. A ministra disse
que quando houver a chamada para o aumento de capital, os acionistas
que quiserem participar terão que utilizar recursos próprios.
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O ESTADO DO PARANÁ,
01 de setembro de 2009 | Política
Renda superior excluiu 500 mil do Bolsa
Família em 2009
Agência Estado
A secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento
Social e Combate à Fome, Arlete Sampaio, informou hoje que cerca
de 500 mil famílias inscritas no Bolsa Família tiveram
seus benefícios bloqueados em 2009 porque algumas bases de dados
mostraram que sua renda per capita superava os parâmetros do programa.
"Fizemos o batimento das informações com o NIS (Número
de Identificação Social) e conseguimos eliminar algumas
famílias e abrir espaço para outras, que estavam inscritas
e esperavam vaga", explicou.
Arlete afirmou que, por ano,
cerca de 1 milhão de famílias são excluídas
do Bolsa Família por vários motivos, entre eles o bloqueio
de benefícios por divergência entre a renda declarada e
a real, não-cumprimento de condicionalidades e saída voluntária.
"Hoje, 86% das crianças são fiscalizadas quanto ao
cumprimento da condicionalidade de frequentar pelo menos 85% das aulas.
Queremos chegar a 100%", disse ela, após entrevista coletiva
para apresentar a visita de amanhã do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva ao Rio de Janeiro.
Desde o início
do Bolsa Família, segundo ela, 2 milhões de famílias
já saíram do programa. Até o fim do ano, deverá
ser atingido o teto de família do Bolsa Família: 12,9
milhões, 1,4 milhão além do 11,5 milhões
atuais. O número será mantido até o fim do governo
Lula, mesmo que entrem novos beneficiários. Esses só serão
aceitos em vagas abertas por famílias que saírem. O Orçamento,
de R$ 12 bilhões este ano, será mantido em 2010.
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Folha de S.Paulo, 1 de setembro
de 2009
Governo destina R$ 10 bi para plano habitacional
em 2010
Minha Casa, Minha Vida é a principal
inovação do Orçamento para o ano eleitoral | Verba
será a fundo perdido, a maior parte para famílias com
renda de até 3 salários mínimos; meta é
construir 1 milhão de casas, sem prazo
Alan Marques/Folha Imagem

Paulo Bernardo e o presidente do Senado, José Sarney, na entrega
do Orçamento ao Congresso
GUSTAVO PATU
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Com um volume inédito
de recursos em subsídios para a população de baixa
renda, o novo plano habitacional do governo Luiz Inácio Lula
da Silva é a principal inovação do projeto de Orçamento
da União para o ano eleitoral de 2010.
Batizado de Minha Casa, Minha Vida, o programa terá, segundo
dados parciais divulgados ontem, R$ 10 bilhões para despesas
a fundo perdido, a maior parte destinada a famílias com renda
até três salários mínimos -a parcela da população
que, segundo a experiência das últimas décadas,
não tem condições de arcar com os encargos cobrados
nos financiamentos habitacionais comuns.
Ao menos no papel, trata-se da iniciativa de política habitacional
mais ambiciosa já lançada para essa clientela. Só
o reservado em 2010 é suficiente para a aquisição
de até 270,3 mil casas, se considerado o menor preço previsto
nas especificações do programa. Mas, como depende de projetos
de engenharia, obras e colaboração de Estados e municípios,
a execução da verba é incerta.
O programa foi criado como a principal medida destinada a atenuar os
efeitos recessivos da crise econômica global. Ao todo, promete-se
viabilizar a aquisição, sem prazo final, de 1 milhão
de casas populares, das quais 400 mil para as famílias com renda
até R$ 1.395 mensais. Dependendo da metodologia, o deficit habitacional
do país é estimado entre 6 milhões e 8 milhões
de moradias.
Em tese, os gastos deveriam começar com R$ 6 bilhões até
dezembro, mas, a quase totalidade do dinheiro, que nem foi incluído
ainda no Orçamento de 2009, ficará mesmo para o próximo
ano.
Pelas regras já definidas pelo governo, as famílias mais
pobres pagarão prestações mensais que vão
variar de R$ 50 a 10% de sua renda. Na prática, porém,
haverá subsídio integral quando for avaliado que o mutuário
não tem condições de fazer pagamentos.
O projeto de Orçamento foi entregue ontem ao Congresso pelo ministro
Paulo Bernardo (Planejamento). O detalhamento dos números, porém,
só será feito hoje. Bernardo disse não acreditar
em uma eventual resistência da oposição ao novo
programa. "Acho que vai haver um reconhecimento de todos de que
é importante manter o subsídio do programa."
O volume de recursos pode parecer pequeno diante de um Orçamento
que estima receitas de R$ 853 bilhões e despesas de R$ 802 bilhões.
No entanto, mais de 80% do gasto total é composto por despesas
de caráter permanente e obrigatório, caso de salários
dos servidores, aposentadorias, pensões, benefícios assistenciais
e seguro-desemprego -o governo só interfere nesse volume ao conceder
reajustes para o salário mínimo e os vencimentos do funcionalismo.
As demais despesas, embora menores, são estratégicas politicamente.
Entre elas estão os R$ 46 bilhões em investimentos, ou
seja, obras e aquisições de máquinas e equipamentos.
Cerca de metade desse montante é formado pelos projetos do PAC
(Programa de Aceleração do Crescimento).
Otimista, o projeto de Orçamento prevê crescimento econômico
de 4,5% e uma recuperação das receitas da União
capazes de viabilizar o aumento do salário mínimo para
exatos R$ 505,90 -o valor provisório, porém, ainda depende
do comportamento futuro da inflação e terá de ser
arredondado. É certo, porém, que o reajuste será
de pelo menos 5,1% acima da inflação, como estabelece
a lei.
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Agência Brasil, 1
de setembro de 2009
Copom deve manter Selic na reunião
desta semana, preveem analistas
Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC)
não esperam mais reduções da taxa básica
de juros, a Selic, neste ano. Nesta terça (1º) e na quarta-feira
(2), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco
Central se reúne para definir a taxa de juros.
Atualmente a Selic está
em 8,75% ao ano. Os analistas também mantiveram a projeção
para os juros básicos ao final de 2010 em 9,25% ao ano. A informação
consta do boletim Focus, publicação semanal do Banco Central.
O BC usa a Selic para controlar
a inflação e cabe à autoridade monetária
perseguir a meta de 4,5% para este e o próximo ano.
Essa meta, definida com base
no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), tem margem
de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, ou seja, o limite inferior
é de 2,5% e o superior é 6,5%.
Os analistas esperam que neste
ano o IPCA fique em 4,29%, abaixo dos 4,32% previstos no boletim da
semana passada. Para 2010, foi mantida a previsão de 4,30%.
Os analistas consultados pelo
BC também fazem projeção para outros índices
de inflação. No caso do Índice Geral de Preços
- Disponibilidade Interna (IGP-DI) e do Índice Geral de Preços
de Mercado (IGP-M) a expectativa é de deflação
neste ano.
As projeções para
os dois índices passaram de -0,57% para -0,64% e de -0,73% para
-0,72%, respectivamente. No caso do Índice de Preço ao
Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas
(IPC-Fipe), a estimativa foi mantida em 4,12%. Para 2010, a projeção
para esses três índices é de 4,5%.
Para os preços administrados,
os analistas mantiveram as expectativas de 4,20% neste ano e de 3,50%
em 2010.
Quanto ao desempenho da economia,
foi mantida a projeção de queda do Produto Interno Bruto
(PIB) de 0,30% neste ano e de crescimento de 4% em 2010.
Para a produção
industrial, os analistas alteraram a estimativa de retração
de 7,05% para 6,93% neste ano. Em 2010, eles esperam crescimento de
5,10% e não mais de 5,05%.
Os analistas também alteraram
a projeção para a relação entre a dívida
líquida do setor público e o PIB de 42,25% para 42,43%
neste ano e de 40,95% para 41% em 2010.
O dólar deve valer R$
1,85 ao final de 2009 e de 2010, a mesma estimativa do boletim anterior.
A projeção para
o superavit comercial neste ano foi alterada de US$ 23,7 bilhões
para US$ 24 bilhões. Para 2010, a expectativa foi mantida em
US$ 18 bilhões.
Para o deficit em transações
correntes (registro das compras e vendas de mercadorias e serviços
do Brasil com o exterior), os analistas ajustaram a estimativa de US$
14,550 bilhões para US$ 15 bilhões.
Eles não alteraram a
expectativa de deficit em conta corrente de US$ 22 bilhões em
2010.
A estimativa para o investimento
estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do
país) foi mantida em US$ 25 bilhões neste ano e em US$
30 bilhões em 2010.
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Folha de S.Paulo, 1 de setembro de 2009
Grupo rastreia madeira ilegal com DNA
Projeto alemão, com colaboração
do Brasil, quer montar "RG" genético da madeira de
lei; testes começam com mogno | Trocas de letras no genoma
servem para distinguir populações de árvores,
e até a química da madeira ajuda a denunciar origem
Dado Galdieri-18.ago.2002/Associated Press

Toras de mogno apreendidas pelo Ibama no rio Xingu
REINALDO JOSÉ LOPES
ENVIADO ESPECIAL A ÁGUAS DE LINDOIA (SP)
Quem vende madeira ilegal mundo afora terá de se haver com
a biologia molecular. Pesquisadores alemães, em colaboração
com brasileiros e cientistas de outros países, estão
montando uma espécie de RG genético da madeira de lei.
A ideia é apontar com precisão a origem de toras e até
móveis, revelando se a matéria-prima foi obtida de forma
lícita.
O projeto foi apresentado por Jutta Buschbom, do Instituto de Genética
Florestal da Alemanha, durante o 55º Congresso Brasileiro de
Genética, que acontece nesta semana em Águas de Lindoia
(SP). Uma das primeiras espécies na mira é o mogno (Swietenia
macrophylla), árvore amazônica rara que tem comércio
controlado.
Buschbom reconhece que seria loucura querer aplicar o conceito para
todas as espécies de árvores exploradas hoje, ainda
mais levando em conta a grande diversidade de plantas das florestas
tropicais.
"Ao menos no começo, vamos nos concentrar em algumas espécies
muito visadas e de grande valor comercial", diz ela, citando
também a teca (Tectona grandis), do Sudeste Asiático,
além de espécies da África Central e das grandes
florestas de Europa e Ásia.
Dados apresentados por Buschbom indicam que cerca de metade da madeira
do mundo provém de derrubadas clandestinas, gerando um prejuízo
anual em torno de R$ 500 bilhões -e um lucro comparável
para os madeireiros.
O objetivo é conseguir uma "resolução"
refinada das populações de cada espécie de árvore,
de maneira que seja possível diferenciar entre o mogno obtido
por manejo e a madeira oriunda, digamos, de um desmatamento ilegal
a poucas dezenas de quilômetros dali.
A experiência obtida até o momento com a espécie
amazônica mostra que isso é possível, diz Alexandre
Magno Sebbenn, pesquisador do Instituto Florestal de São Paulo
e parceiro da iniciativa alemã.
"Dá para olhar essa escala populacional fina, porque,
no caso do mogno, a semente de uma árvore tende a germinar
a uns 500 m ou 1.000 m da planta-mãe. Então isso cria
populações distintas, cujo parentesco vai diminuindo
com a distância", explica Sebenn.
As principais técnicas genéticas testadas pelos pesquisadores
envolvem "assinaturas" de DNA típicas de uma dada
espécie ou população. Um tipo de assinatura são
os chamados microssatélites -uma "gagueira" do DNA,
na qual as "letras" químicas que compõem essa
molécula se repetem (GAAAG A-GAAAGA-GAAAGA, e assim vai). Outra
assinatura é o SNP, em que ocorre a troca de uma só
dessas letrinhas por outra -um C por um T, digamos.
Mas, para os casos em que esses detalhes do DNA não forem suficientes
para identificar a origem da madeira, já há um plano
B. Bastaria ver a presença de variantes de certos elementos
químicos no material -a proporção de dois tipos
diferentes de carbono ou de hidrogênio, digamos.
Essa proporção é exclusiva do ambiente onde a
planta cresceu, dando, portanto, boas pistas sobre sua origem. "O
ideal vai ser a combinação dessas abordagens",
diz Buschbom. Aplicando técnicas utilizadas para obter DNA
de fósseis, até a madeira processada em fábricas
tem chance de ganhar "certidão de nascimento".
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Congresso em Foco, 1 de
setembro de 2009
Lula lança Blog do Planalto
para se aproximar da população
Renata Camargo
A Presidência da República
lançou nesta segunda-feira (31) o Blog do Planalto, um site multimídia
que funcionará como mais um veículo de comunicação
para aproximar o presidente Lula da população. A página,
que funcionará como um diário eletrônico de Lula,
com divulgação de ações e decisões
do governo, apresenta problemas técnicos em suas primeiras horas
no ar.
De acordo com a assessoria de
imprensa do Planalto, o número de acessos simultâneos ao
blog foi maior do que o previsto, o que causou congestionamento na página.
Segundo o Planalto, o problema deve ser resolvido ainda pela manhã.
Em textos, vídeos, discursos
em áudio, infográficos e outros recursos eletrônicos,
os recados do presidente Lula à sociedade serão dados
por uma equipe de três jornalistas e dois técnicos, contratados
para se dedicarem ao blog. Os internautas, em princípio, só
poderão interagir com o presidente por meio de críticas
e sugestões enviados diretamente à equipe do Planalto.
Não haverá, inicialmente, um campo para perguntas e repostas
ou comentários.
Na estreia do blog, o presidente
Lula trouxe informações sobre o pré-sal –
que terá o projeto de marco regulatório divulgado nesta
segunda-feira – e falou ainda sobre a história do petróleo
no Brasil. Foram publicados também a entrevista de Lula no programa
Café com o Presidente e um vídeo do presidente dando boas-vindas
aos internautas.
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Gazeta
do Povo, 1 de setembro de 2009
Novas regras
Senado corre contra o tempo para aprovar
reforma eleitoral
Mudanças precisam ser votadas até
o dia 30 de setembro pelo Congresso para que entrem em vigor nas eleições
de 2010
O Senado vai tentar aprovar em tempo recorde,
nesta semana, o parecer sobre a nova lei eleitoral para permitir que
as mudanças entrem em vigor na disputa de 2010. Em reunião
conjunta, as comissões de Ciência e Tecnologia e Constituição
e Justiça (CCJ) da Casa vão tentar votar a proposta hoje,
para que seja analisada no plenário do Senado amanhã.
As mudanças precisam ser aprovadas até
o dia 30 de setembro pelo Congresso para que entrem em vigor nas eleições
do ano que vem. Como o Senado fez alterações no texto
da lei eleitoral, a matéria terá de retornar para nova
votação na Câmara antes de seguir para a sanção
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O parecer, de autoria conjunta dos senadores
Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Marco Maciel (DEM-PE), já recebeu
90 emendas – das quais 16 foram apresentadas à proposta
desde a última quarta-feira, quando o texto foi lido no plenário
da CCJ.
Os relatores rejeitaram 11 das 16 novas emendas
ao texto, mas acataram cinco que serão incorporadas ao parecer
principal. Entre as propostas que vão ser discutidas no âmbito
da lei eleitoral, está a de autoria da senadora Serys Slhessarenko
(PT-MT) que sugere aos candidatos identificar sua raça ou cor
no cadastro da candidatura. O objetivo da senadora é permitir
que a Justiça Eleitoral realize estatísticas sobre os
candidatos no que diz respeito à cor da pele.
Outra emenda, de autoria do senador Eduardo
Suplicy (PT-SP), sugere que os candidatos divulguem a prestação
de contas das campanhas no dia 30 de setembro de 2010, dois dias antes
da disputa, além dos dias 6 de agosto e 6 de setembro, como já
previsto na lei.
Os nomes dos doadores, porém, seriam
mantidos em sigilo para evitar prejuízos aos candidatos às
vésperas da disputa.
Outra emenda proíbe a propaganda institucional
de inaugurações de pedras fundamentais de obras públicas,
enquanto sugestão apresentada pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR)
(leia entrevista abaixo) permite que um candidato que não tenha
suas contas de campanhas anteriores julgadas pela Justiça Eleitoral
entrem na disputa caso as tenham apresentado em dia.
Azeredo e Maciel também acataram emenda
que permite a doação para campanhas eleitorais por meio
do débito em contas correntes – além dos tradicionais
boletos bancários, cartões de crédito, telefone
e internet que já haviam sido acatadas no parecer.
Além disso, a propaganda eleitoral paga
na internet fica permitida, desde que em sites noticiosos, de busca
ou serviços em geral.
Foram derrubados a criação do
voto impresso em 2% das urnas, para controlar a eficácia das
urnas, e o voto em trânsito para presidente.
Ficou mantida a liberação de campanha
na internet, apesar de submetida às regras impostas a rádios
e tevês, que são concessões públicas. Também
está preservada a possibilidade de eventos de “pré-campanha”.A
proposta tem recebido crítica por parte do Judiciário.
Na última sexta-feira, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral
(TSE), ministro Carlos Ayres Britto, afirmou que o projeto representa
um retrocesso e gera perdas para a democracia do país. Na mesma
oportunidade, o colégio de presidentes dos tribunais regionais
eleitorais assinou uma carta em que critica a reforma. O conteúdo
da carta deve ser divulgado hoje.

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Folha de S.Paulo, 1 de setembro
de 2009
Lula lança pré-sal com ataque
a tucanos
Tom político, nacionalista e estatizante
marca anúncio de propostas para exploração de petróleo,
que irão ao Congresso | Presidente sugere que tucanos queriam
debilitar estatal e diz que, sob seu governo, empresa reagiu "de
forma impressionante"
Sergio Lima/Folha Imagem

A ministra Dilma Rousseff, o presidente do Senado, José Sarney,
o presidente Lula, a primeira-dama Marisa Letícia, o presidente
da Câmara, Michel Temer, e o ministro Edison Lobão, em
Brasília
SIMONE IGLESIAS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Em discurso nacionalista e estatizante,
o presidente Lula anunciou ontem as propostas de um novo marco regulatório
para a extração de petróleo na região do
pré-sal, nova fronteira exploratória do país, a
até 7 km de profundidade na costa brasileira, com potencial de
mais do que dobrar as reservas brasileiras.
Lula criticou o que chamou de enfraquecimento da Petrobras na década
de 1990 e defendeu maior participação da União
na exploração das riquezas do país -como ocorrerá
se o modelo de partilha de produção divulgado ontem for
aprovado no Congresso.
O projeto do governo prevê ainda uma capitalização
recorde da Petrobras, estimada em até R$ 100 bilhões,
o que deverá justamente ampliar a participação
estatal na empresa -o governo hoje tem o controle acionário da
estatal, mas não tem a maioria das ações.
Numa continuação da retórica usada contra tucanos
no segundo turno de 2006 e numa indicação de rumo para
a campanha governista de 2010, Lula buscou colocar seu governo como
o oposto da gestão tucana no cada vez mais importante setor de
petróleo.
Ele foi irônico ao lembrar de tentativa de trocar o nome da Petrobras
para Petrobrax no governo Fernando Henrique Cardoso e disse que a estatal
era vista como "o último dinossauro a ser desmantelado".
Segundo Lula, 1997, ano da aprovação da atual Lei do Petróleo
-que acabou com o monopólio da Petrobras na exploração
e instituiu o modelo de concessão-, "foi tempo de pensamento
subalterno."
"Se não fosse a forte reação da sociedade,
teriam até trocado o nome da empresa. Em vez de Petrobras, a
companhia passaria a ser a Petrobrax. Sabe-se lá o que esse "xis"
queria dizer nos planos de alguns exterminadores do futuro", disse.
Para Lula, a mudança na mentalidade em seu governo levou a empresa
a investir e descobrir o petróleo na camada pré-sal. "Desde
o primeiro instante, meu governo deu toda força à Petrobras.
Passamos a cuidar com muito carinho do nosso querido dinossauro. Deixamos
claro que nossa política era fortalecer, e não debilitar,
a Petrobras. A companhia, estimulada, recuperada e bem comandada, reagiu
de forma impressionante", disse.
Ao chamar o pré-sal de "dádiva de Deus" e de
"bilhete premiado", Lula disse que o governo e o Congresso
devem tomar decisões acertadas para que a riqueza mineral não
se transforme em fonte de problemas.
"Países pobres que descobriram muito petróleo, mas
não resolveram bem essa questão, continuaram pobres. Outros,
caíram na tentação do dinheiro fácil e rápido.
Resultado: quebraram suas indústrias e desorganizaram suas economias.
E, assim, o que era dádiva transformou-se numa verdadeira maldição",
afirmou.
Antes de Lula, discursaram os ministros Edison Lobão (Minas e
Energia) e Dilma Rousseff (Casa Civil). Deram explicações
sobre as propostas do governo e a importância econômica
do pré-sal.
Dilma, a pré-candidata de Lula para sucedê-lo, exibiu tabelas
e fez um discurso com tom mais emocional -ela ainda chorou, após
o discurso de Lula. "Pingou uma lágrima", disse.
Segundo Dilma, o pré-sal abrirá "as portas para o
futuro", será "fonte de felicidade material e espiritual"
e os recursos da exploração trarão "mais casas,
mais comida e mais saúde".
Lobão, que anteontem anunciara, após reunião com
Lula e os governadores do Sudeste, que o governo havia desistido de
retirar do novo modelo benefícios atuais a Estados e municípios
produtores de petróleo, deu ontem recado diferente: "Os
Estados com fronteira com os campos de petróleo do pré-sal
terão tratamento diferenciado, mas todos devem compartilhar dessa
riqueza. Propomos o fortalecimento do pacto federativo mediante a distribuição
das riquezas nacionais com todos os Estados e todos os municípios
do país".
O tom épico-nacionalista do evento foi aberto pela manhã,
no Blog do Planalto, inaugurado ontem, e no programa de rádio
"Café com o Presidente", nos quais Lula afirmou que
o pré-sal é "a segunda independência do Brasil".
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Folha de S.Paulo, 1 de setembro
de 2009
Petrobras é grande vitoriosa
na definição de novas regras
Ela pode captar até R$ 100 bi, será
operadora única e tem atuação garantida em consórcios
| Capitalização visa dar suporte financeiro à estatal
para explorar o pré-sal e tentar aumentar a parcela da União
no capital da empresa
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Ao anunciar o novo marco regulatório
do setor de petróleo, o governo confirmou a decisão de
capitalizar a Petrobras, mais uma demonstração de que
a estatal saiu como a grande vitoriosa na definição das
novas regras. A operação pode ser a maior já feita
no país até hoje. Foi oficializada ainda a proposta de
criar a Petro-Sal, estatal que irá administrar a riqueza do pré-sal
em nome da União, e o fundo social, a ser formado com a renda
gerada pelas novas reservas.
A divulgação foi feita ontem pelo presidente Lula, durante
evento em Brasília, quando ele assinou quatro projetos de lei,
que tratam também da criação da partilha de produção
na exploração do pré-sal. As regras da capitalização
constam de um projeto de lei específico, que autoriza a União
a ceder à Petrobras direitos de exploração de áreas
não leiloadas do pré-sal, limitadas ao volume de 5 bilhões
de barris.
Segundo cálculos feitos como referência para a operação,
a capitalização pode atingir até R$ 100 bilhões
com um custo de extração do óleo de US$ 10 o barril.
A empresa tem valor de mercado de R$ 307 bilhões. Os detalhes
serão divulgados hoje pela estatal. A Petrobras poderá
pagar a cessão dessas áreas com títulos públicos
num primeiro momento. Depois, a operação será consumada
com a entrega de ações da empresa para o governo federal.
Para que a operação seja concluída, a Petrobras
contratará duas empresas de consultoria independentes que vão
avaliar o volume e o valor das reservas cujos direitos de exploração
serão transferidos para ela. A capitalização tem
dois objetivos: dar suporte financeiro à estatal para explorar
o pré-sal e tentar aumentar a parcela da União no capital
total da empresa -hoje na casa dos 32%, o que não lhe garante
a maior parte dos lucros. O governo tem a maioria do capital com direito
a voto da companhia.
Além da capitalização, as novas regras confirmaram
duas medidas que beneficiam diretamente a Petrobras: ela será
a operadora única do pré-sal e terá uma participação
de 30% garantida nos consórcios que irão explorar a região.
Ela ganhou ainda o direito de disputar os leilões para aumentar
essa participação mínima e pode ser contratada
diretamente, sem licitação, para desenvolver campos que
o governo considere estratégicos. A escolha do nome Petro-Sal
chegou a dividir o governo, mas Lula optou por ele, mesmo diante dos
riscos de que seja relacionado a "petrossauro" -uma crítica
feita no passado à Petrobras pelo ex-ministro Roberto Campos.
A nova companhia não será operadora nem fará investimentos
na exploração, mas irá representar a União
nos comitês operacionais formados pelas empresas para desenvolver
os campos de petróleo da região. Terá no máximo
130 empregados, sede meramente formal em Brasília e o escritório
central no Rio de Janeiro. A Petro-Sal também será a responsável
por fiscalizar os custos de produção, essencial na partilha
de produção -já que, quanto maior o custo, menor
a parcela do óleo a ser transferida para a União.
Quanto ao fundo social, ele ganhou, na reta final, duas novas destinações.
Além de educação, combate à pobreza e inovação
tecnológica, ele será investido em cultura e ambiente.
Suas fontes de recursos serão: a renda do óleo de propriedade
da União na partilha de produção; os bônus
pagos pelas empresas vencedoras dos leilões; e a parcela dos
royalties do governo federal.
Ao justificar a opção pela partilha de produção
no pré-sal, o governo destacou que todos os países fizeram
mudanças em seus sistemas quando encontraram grandes reservas.
O governo não divulgou dados sobre o potencial de toda a região
do pré-sal, mas lembrou que em três campos -Tupi, Iara
e Parque das Baleias- a expectativa é que as reservas fiquem
entre 9,5 bilhões e 14 bilhões de barris. Hoje, as reservas
provadas brasileiras são de 14 bilhões de barris. Com
a inclusão desses três campos, que podem dobrar as reservas
do país, o governo federal espera que a produção
diária de petróleo aumente em 1,815 milhão de barris,
praticamente a mesma de hoje -de 1,936 milhões de barris.
As novas regras divulgadas ontem valem para os campos do pré-sal
ainda não leiloados, 72% de toda província do pré-sal,
que atinge 149 mil quilômetros quadrados. As já concedidas
ficam sob as regras atuais. (VALDO CRUZ, SAMANTHA LIMA e HUMBERTO MEDINA)
Leia a íntegra dos projetos
do governo
www.folha.com.br/0924318
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PUC/SP, 1 de setembro de
2009
Reitoria da USP nega diálogo
sobre demissão de sindicalista
No processo movido pelo Sindicato
dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (Sintusp), pela
reintegração de Claudionor Brandão, a Reitoria
da USP protagonizou mais um episódio de truculência. Em
julho, foi realizada na 26ª Vara da Justiça do Trabalho,
uma audiência de conciliação entre as partes, mas
não houve acordo e o sindicalista não foi readmitido.
Representantes do Comando de
Mobilização e Autodefesa dos Trabalhadores chegaram a
se reunir com o chefe de gabinete da Reitoria, Alberto Carlos Almadio,
entregando-lhe moções, declarações, manifestos
e um abaixo-assinado com 1500 assinaturas de funcionários, estudantes,
professores e intelectuais.
Na reunião com a Reitoria,
os funcionários argumentaram que as ações pelas
quais Claudionor Brandão havia sido punido eram resultado de
decisões de assembléias dos funcionários e não
dele. Apesar de ouvir os protestos e entregar os documentos para a equipe
da Reitoria, Alberto Almadio avisou que os advogados da Consultoria
Jurídica iam fazer a parte deles e lutar para que o acordo não
fosse aceito.
Durante a audiência, a
juíza Maria Aparecida Lavorini questionou a demissão por
ter sido resultado de um processo administrativo. A justiça prevê
que a demissão de trabalhadores que tenham estabilidade sindical
seja antecedida pela instauração de inquérito judicial.
O diretor do Sintusp foi demitido
no dia 9 de dezembro de 2008 pela Reitoria da USP, que alegou justa
causa. Ele, que também era representante eleito dos funcionários
no Conselho Universitário, foi acusado de faltas graves por ter
participado de piquetes e das paralisações de 2005 e 2006
na universidade. Durante todo o período de participação,
Claudionor Brandão agiu em defesa da educação pública
e de qualidade, sempre seguindo as reivindicações definidas
pelas assembléias da categoria.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
31/08/2009
Suspenso julgamento de processo sobre fracionamento
de intervalo
O Pleno do Tribunal Superior
do Trabalho suspendeu o julgamento do incidente de uniformização
de jurisprudência que trata da possibilidade de redução
ou fracionamento do intervalo intrajornada (destinado a repouso ou alimentação)
de empregados de empresas de transportes urbanos por meio de negociação
coletiva. Os ministros julgaram conveniente examinar a proposta apresentada
pela Comissão de Jurisprudência do Tribunal no sentido
de abrir exceção para esta categoria na Orientação
Jurisprudencial 342 da SDI-1, desde que a supressão ou redução
do intervalo não acarrete redução do salário
e tenha, como contrapartida, a redução da jornada para
7 horas diárias ou 42 semanais. A proposta da Comissão
de Jurisprudência foi defendida pelo ministro Ives Gandra Martins
Filho, um de seus integrantes.
O relator do IUJ, ministro Horácio
de Senna Pires (foto), manifestou-se contrariamente à flexibilização,
sustentando que se trata de norma de higiene e segurança do trabalhador,
não passível de negociação. O ministro lembrou
o calor excessivo e as condições desfavoráveis
a que estão submetidos motoristas e cobradores. “É
necessário tutelar o trabalhador mesmo contra sua vontade, em
determinadas circunstâncias”, defendeu. O representante
do Ministério Público do Trabalho sustentou no mesmo sentido,
observando que a possibilidade de redução do intervalo
pode significar, para muitos empregados, almoçar no próprio
ônibus, no ponto final, durante a parada, enquanto espera os veículos
à sua frente retomarem o trajeto, sem poder se afastar do local.
“Negociar isso refoge à legitimidade negocial do sindicato”,
disse o procurador Edson Braz da Silva. (E-ED-ED-RR 1226/2005-005-24-00.1)
(Carmem Feijó)
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FETRACONSPAR, 01 de setembro de 2009
Terceirização
Ramthun participa de reunião em
Brasília/DF
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Terceirização:
Ramthun participa de reunião |
Geraldo Ramthun,
presidente da FETRACONSPAR, do DEPACOM, Secretário Regional da
CNTI e 3º Vice-Presidente da NCST, está em Brasília/DF,
onde participa nesta terça-feira (01/09) de reunião com
a Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST, para discutir
o projeto de terceirização.
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Terceirização:
Ramthun participa de reunião |
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