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ESTADÃO.COM, 14 de
setembro de 2009 | Economia
PIB não reflete desempenho da construção,
diz Sinduscon
CHIARA QUINTÃO - Agencia Estado
SÃO PAULO - O desempenho da construção civil não
está refletido no Produto Interno Bruto (PIB) setorial divulgado
hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
conforme o Sindicato da Indústria da Construção
Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP). De acordo com o
IBGE, o PIB da construção caiu 9,6% no primeiro semestre
em relação ao mesmo período do ano passado e teve
queda de 9,5% no segundo trimestre, na mesma base de comparação.
"O IBGE calcula o PIB do setor em função da produção
física de materiais. Nossa percepção, principalmente
pelo parâmetro de nível de ocupação, mostra
que o nível de atividade da construção civil não
é negativo", disse o presidente do Sinduscon-SP, Sergio
Watanabe.
A última estimativa de
crescimento do setor em 2009 divulgada pelo Sinduscon-SP é de
3,5%. Na avaliação da consultora da FGV Projetos, Ana
Castelo, a expansão deve ficar em torno de 2% a 2,5%. Trata-se
de estimativa preliminar, pois os cálculos para o ano ainda não
foram refeitos. Já a Associação Brasileira da Indústria
de Materiais de Construção (Abramat) prevê estabilidade
para o segmento de materiais e poderá revisar a projeção
para baixo, dependendo dos números de agosto. A expectativa é
que, a partir de agosto, as vendas de materiais passem a ser maior do
que as do mês equivalente de 2008. O desempenho de agosto pode
sinalizar se será possível reverter a queda acumulada
no ano, segundo o presidente da Abramat, Melvyn Fox.
No primeiro semestre, embora
tenham lançado poucos produtos, as incorporadoras deram prosseguimento
às obras dos empreendimentos imobiliários já anunciados.
Como não houve descontinuidade das obras, a demanda de materiais
por parte das empresas não se retraiu. Já a demanda pelo
varejo caiu por conta da redução do consumo das famílias,
devido à retração do crédito decorrente
da crise financeira internacional e à insegurança em relação
ao que poderia ocorrer, conforme a consultora da FGV Projetos. Ana Castelo
destacou que, além do mercado imobiliário, o segmento
de infraestrutura também manteve a continuidade das atividades.
As construções industriais tiveram desaceleração,
mas o peso do segmento no setor de construção civil é
pequeno, segundo a consultora.
O presidente do Sinduscon-SP
ressaltou que, até julho, toda a perda de postos de trabalho
na construção em novembro e dezembro do ano passado foi
recomposta. Em julho, o nível de emprego da construção
civil foi recorde, com 2,216 milhões de trabalhadores, conforme
pesquisa mensal realizada pelo Sinduscon-SP e pela FGV Projetos. O recorde
anterior havia sido registrado em outubro do ano passado, quando o número
de empregados do setor somava 2,194 milhões. Watanabe citou também
que o consumo de cimento no primeiro semestre ficou praticamente estável
na comparação com o mesmo período do ano passado,
o que reforça que o nível de atividades de construtoras
e incorporadoras não foi reduzido.
O programa habitacional
"Minha Casa, Minha Vida" impulsionou a retomada da procura
por imóveis destinados à baixa renda, enquanto a demanda
por parte das classes média e média-alta foi incentivada
com a ampliação do limite máximo do valor do imóvel
a ser financiado com recursos da poupança e do Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço (FGTS), de R$ 350 mil para R$ 500 mil. "O
governo tem anunciado programas anticíclicos, não só
para o setor de construção", disse o presidente do
Sinduscon-SP, ressaltando que, diante dos estímulos, as incorporadoras
retomaram lançamentos de imóveis. Nos primeiros meses
do ano, os esforços de vendas por parte das empresas se concentraram
nos estoques prontos e em construção.
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FOLHA DE SÃO PAULO, 14 de setembro
de 2009 | Opinião
Editoriais
A Fiesp nos comerciais
POUCAS instituições brasileiras desfrutam de imagem
tão boa, em termos de eficiência, utilidade pública
e importância educacional, quanto as do chamado "sistema
S", de que são exemplos o Sesi e Senai. Só por
isso, já seria de estranhar que veiculem publicidade na TV,
nos ônibus e no metrô enaltecendo qualidades amplamente
reconhecidas pela população.
Estranha-se mais ainda -ou melhor, entende-se perfeitamente- que o
material propagandístico esteja concentrado na figura de Paulo
Skaf, presidente da Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo. É a Fiesp, órgão
representativo por excelência do empresariado paulista, que
controla o Sesi e o Senai.
A candidatura ao governo paulista está nas cogitações
de Skaf, que há dois meses contratou o célebre publicitário
Duda Mendonça como consultor da Fiesp. Eis que o rosto do presidente
da entidade é lançado para o conhecimento mais amplo
da população, numa campanha de R$ 8 milhões.
Os recursos, é crucial lembrar, provêm de contribuição
compulsória de todo empresário paulista, seja qual for
sua preferência partidária.
Argumenta-se, na Fiesp, que a presença de Skaf na investida
publicitária seria para mostrar que Sesi e Senai não
são órgãos do governo, e sim da iniciativa privada,
sendo assim legítimo associá-los ao líder empresarial.
Certamente, não veio da fértil imaginação
de Duda Mendonça um argumento tão inconvincente. O velho
aparelhamento das entidades sindicais, tão comum nos órgãos
representativos dos trabalhadores, repete-se na Fiesp. O público
e o privado, a pessoa e a instituição, misturam-se desse
modo pelas artes da política e da propaganda.
E o "Sistema S" corre o risco de tornar-se, pelo menos até
as próximas eleições, uma outra coisa: o Sistema
Skaf.
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MS NOTÍCIAS, 14 de setembro de 2009
Indústria da construção
civil cresce e exige capacitação
De acordo com especialistas na área econômica, a indústria
da construção civil deverá manter, no segundo
semestre, o mesmo potencial de crescimento dos seis primeiros meses
deste ano. Há 14 meses, o setor tem apresentado um evolução
significativa, mesmo em tempos de crise econômica mundial. Esse
crescimento se deve aos pacotes de obras anunciados pelos governos
federal, estadual e municipal e por empreendimentos particulares de
diversos portes. Dados do Caged, (Cadastro Geral dos Empregados e
Desempregados) do Ministério do Trabalho comprovam que a construção
civil é um dos setores com recuperação mais rápida
na geração de ocupação formais. Porém,
em contrapartida, a capacitação é um item necessário
ao profissional.
O mercado mostra que a atualização dos conhecimentos
e das inovações na construção civil exigem
dos trabalhadores deste setor uma capacitação continuada
para atender a demanda de empreendimentos e às inovações
tecnológicas em edificação. Para acompanhar a
exigência do mercado, construtoras, como por exemplo a Plaenge,
investem constantemente no treinamento dos seus profissionais para
acompanhar essa evolução.
No final de agosto, 14 profissionais (mestres de obras e encarregados)
finalizaram o curso de “Aperfeiçoamento e formação
de mestres de obras”. A cerimônia de entrega dos certificados
aconteceu na Central de Apartamentos Decorados da Plaenge, sendo prestigiada
por familiares, representantes da construtora e do Senai/MS. Os formandos
são trabalhadores de diversas obras em andamento e integrantes
do DAC (Departamento de Atendimento ao Cliente) que se dedicaram o
longo de quase um ano às aulas realizadas no escritório
da Plaenge, no período da noite.
“Sabemos o quanto é importante a atualização
dos conhecimentos e que o mercado da construção civil
exige cada vez mais que os trabalhadores estejam aptos às inovações,
às tecnologias e novos procedimentos de construir. É
fundamental que esses profissionais acompanhem o crescimento e evolução
da construção civil”, afirma o diretor da Plaenge,
Édison Holzmann.
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A
TARDE/ MINAS GERAIS, 14 de setembro de 2009 | Economia
Obras públicas impulsionam
empregos na construção civil
Impulsionada por obras de infraestrutura
tocadas pelo poder público, a construção civil
superou no período de janeiro a julho de 2009 o saldo de empregos
gerados no mesmo período do ano passado. Mesmo com a crise econômica,
que reduziu o acesso a crédito e freou novos investimentos, foram
criadas 10.426 novas vagas no setor, um crescimento de 1,28% em relação
a 2008. Os dados, que contabilizam apenas os empregos formais, fazem
parte do Mapa do Emprego na Construção Civil, elaborado
pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da
Bahia (SEI).
Os bons resultados da construção
civil do Estado saltam ainda mais aos olhos quando são confrontados
com cenário nacional. Enquanto na Bahia, o setor cresceu 6% em
participação no Produto Interno Bruto (PIB), no País
o resultado foi inverso, com queda de 9,8%. De acordo om o coordenador
de pesquisas sociais da SEI, Laumar Neves, os dados são surpreendentes.
“Quando a crise eclodiu, em setembro de 2008, houve uma escassez
de crédito que dificultava o financiamento. Por isso, não
tínhamos expectativa um cenário semelhante ao do ano passado,
em que foi gerado um número substancial de postos de trabalho”,
diz.
A explicação para
este crescimento expressivo está na realização
de obras públicas no Estado, capitaneada pelo Programa de Aceleração
de Crescimento (PAC). Responsável por 55,9% das novas vagas,
o segmento da infraestrutura tem se destacado através de obras
em dois setores: o de saneamento básico, com intervenções
em Salvador e interior, e de logística, com obras como Via Expressa
Baía de Todos-os-Santos e a finalização do metrô
da capital.
Setor imobiliário
- Por outro lado, o levantamento mostra retração no número
de empregos gerados com a construção de edifícios.
Em 2008, foram 4.630 vagas neste segmento, enquanto este ano foram apenas
2.561 postos de trabalho. Um resultado que revela uma redução
da fatia das obras privadas na geração de empregos na
construção.
Na avaliação do
presidente do Sindicato da Indústria da Construção
do Estado da Bahia (Sinduscon-BA), Vicente Mattos, este segmento entrou
em crise com a escassez de financiamento, que freou o lançamento
de novos empreendimentos. No entanto, ele ressalta que acredita numa
recuperação. “Este segmento ganhará um impulso
maior a partir de outubro, quando deverá deslanchar o programa
Minha Casa, Minha Vida”, avalia.
De acordo com Laumar Neves,
da SEI, grande parte dos empregos gerados este ano na construção
de edifícios é de unidades lançadas ao longo do
ano passado: “É um efeito retardado do setor, que teve
um desempenho excepcional no ano passado”. Dados da Associação
de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi) apontam
o lançamento de 17.376 novas unidades habitacionais em 2008,
um incremento de 91,6% em relação ano anterior.
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O ESTADO DO PARANÁ,
14 de setembro de 2009 | Economia
'Minha Casa, Minha Vida' é discutido
em Curitiba
Joyce Carvalho
Empresários da construção civil, autoridades, representantes
da Caixa Econômica Federal e do Conselho Regional de Engenharia
e Arquitetura do Paraná (Crea/PR) discutiram ontem, em Curitiba,
o andamento do Programa Minha Casa, Minha Vida no Estado. Para o Sindicato
da Indústria da Construção Civil no Paraná
(Sinduscon/PR), o projeto ainda não decolou para a população
com faixa de renda de até três salários mínimos.
“Estas pessoas, de 0 a
3 salários mínimos, não possuem condições
de pagar um financiamento ‘normal’. E é para elas
que o programa ainda não decolou. Existe uma série de
dificuldades. Tanto no setor privado quanto por parte da Caixa Econômica
Federal, que é o órgão que efetivamente faz o programa
andar”, esclarece o presidente do Sinduscon/PR, Hamilton Franck.
De acordo com ele, os projetos
para habitações direcionadas para esta faixa de renda
estão saindo das construtoras, mas há empecilhos no momento
de aprovação na Caixa. “Na faixa entre três
e dez salários mínimos (também contemplados com
o programa), os projetos e as aprovações estão
fluindo normalmente. A dificuldade é justamente na faixa de 0
a 3. Há uma dificuldade muito grande por causa de interpretação
das normas por parte da Caixa Econômica”, comenta Franck.
A Caixa Econômica Federal
soma, no Paraná, 42 mil unidades habitacionais, entre já
contratadas, em análise dentro do banco e ainda em propostas.
De acordo com Luciano Valério Bello Machado, gerente regional
de negócios da Caixa em Curitiba, o programa está em andamento
pleno e pode ser considerado um sucesso. “Naturalmente que na
faixa de 0 a 3 salários mínimos a demanda é maior”,
afirma. Ele explica que estão em processo adiantado 20 mil unidades
destinadas a este público e outras 10 mil ainda precisam de documentação
para ter seguimento. Para a faixa entre 3 e 10 salários mínimos,
estão adiantadas 3 mil unidades e ainda dependem de documentação
outras 6 mil.
Especificamente em Curitiba,
houve dificuldades iniciais em encontrar áreas propícias
para a construção das casas dentro do programa do governo
federal. “Mas, através da parceria, entre prefeitura, construtoras
e Caixa Econômica, nós estamos conseguindo viabilizar áreas.
Entre as unidades habitacionais já encaminhadas para a Caixa
ou em fase de encaminhamento, já possuímos praticamente
4 mil unidades. Outras 1,7 mil unidades estão em análise
final da Caixa”, revela o presidente da Companhia de Habitação
Popular de Curitiba (Cohab), Mounir Chaowiche.
De acordo com ele, até
final do ano, 6 mil unidades serão contratadas em Curitiba. E
mais 6 mil para o ano que vem. As casas ficam prontas entre 12 e 18
meses, dependendo do projeto.
O ministro do Planejamento,
Paulo Bernardo, que participou do encontro, assegurou que, até
o final de 2009, 400 mil casas serão contratadas em todo o País.
Outras 400 mil terão o mesmo andamento até julho do ano
que vem. “Não tenho dúvidas de que vamos cumprir
a meta de 1 milhão de casas até 2010”, anuncia.
De acordo com ele, a Caixa
tem razão em ser rígida nas avaliações dos
projetos, até mesmo pelo valor de subsídios (R$ 35 bilhões)
dado pelo governo federal. “E não vamos deixar fazer conjunto
no fim do mundo. Os lugares precisam ter estrutura, com oferta de transporte,
posto de saúde, escola, rede de esgoto. Não dá
para fazer como há 20 anos, que se fazia na ‘caixa-prego’
e o pessoal depois tinha que lutar por estrutura”, analisa Bernardo.
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CONGRESSO EM FOCO, 14 de
setembro de 2009
Congresso deve votar aumento no FPM e
reforma eleitoral
Enquanto a Câmara discute MP que garante
mais R$ 1 bilhão ao Fundo de Participação dos Municípios,
Senado retomará votação das regras eleitorais para
2010, inclusive para a internet
Lúcio Lambranho
Para começar a limpar
a pauta do plenário, trancada também por três proposições,
a Câmara precisa apreciar as 23 emendas feitas pelo Senado na
Medida Provisória (MP) 462/09. O texto da MP garante o repasse,
ainda neste ano, de R$ 1 bilhão ao Fundo de Participação
dos Municípios (FPM). O objetivo do governo é ajudar as
prefeituras a enfrentar a crise financeira.
Está mantida no texto
aprovado no Senado, segundo a Confederação Nacional dos
Municípios (CNM), a criação de um Comitê
de Revisão da Dívida Previdenciária dos Municípios.
Reinvindicado pela CNM, o comitê tem a missão de fazer
um encontro de contas entre débitos e créditos previdenciários
dos municípios junto ao INSS. O texto também prevê
ampliação do prazo para os municípios parcelarem
seus débitos com o INSS, que terminou no dia 31 de agosto. O
prazo é esticado até 30 de novembro deste ano.
No Senado, todas as atenções
estarão voltadas para a votação das emendas feitas
em plenário no projeto de lei da reforma eleitoral. Na última
quinta-feira (10), a votação foi adiada depois da votação
do texto-base do Projeto de Lei Complementar 141/2009.
O presidente do Senado, senador
José Sarney (PMDB-AP), resolveu transferir a discussão
para a próxima terça-feira alegando que haviam sido feitas
mais de dez emendas no plenário. Também não houve
quorum para votação. Até os relatores da matéria
não estavam na sessão (lei mais).
Conheça as emendas
ao projeto de reforma eleitoral que devem ser votadas na terça-feira
pelos senadores, segundo a agência Senado:
Emenda 67 -
senador Eduardo Suplicy (PT-SP) - Obriga partidos políticos,
coligações e candidatos a divulgar, pela internet, nos
dias 6 e 30 de setembro, relatório discriminando os recursos
em dinheiro, ou estimáveis em dinheiro, que tenham recebido para
financiamento da campanha eleitoral. O documento também deverá
conter os nomes dos doadores, os respectivos valores doados e os gastos
realizados.
Emenda 72 -
senador Aloizio Mercadante (PT-SP) - Retira artigo 57D da Lei Eleitoral.
O texto do artigo regula os conteúdos de empresas de comunicação
social e de provedores de internet às normas usadas para rádio
e a televisão. "A internet é um veículo em
que mídia impressa, auditiva e televisiva se confluem e se confundem",
justica o senador.
Emendas dos relatores - Senadores
Marco Maciel (DEM-PE), relator na Comissão de Constituição,
Justiça e Cidadania (CCJ) e Eduardo Azeredo (PSDB-MG), relator
na Comissão de Ciência.
Emenda 85 -
Os debates no rádio, na televisão e na internet devem
ter a participação de pelo menos dois terços dos
candidatos, assegurada a participação dos candidatos de
partidos com mais de dez representantes na Câmara dos Deputados.
A proposta tira, por exemplo, o Psol dos debates.
Emenda 86 -
Permite a livre manifestação do pensamento em blogs assinados
por pessoas físicas, redes sociais, sítios de interação
e de mensagens instantâneas, entre outras formas de comunicação
na internet. Nesses formatos fica permitido fazer propaganda eleitoral
de candidato, partido político ou coligação, bem
como dar tratamento privilegiado a qualquer um destes.
Emenda 88 - Aumenta de três para quatro meses
a proibição para propaganda institucional ou eleitoral
relacionada à inauguração ou ao lançamento
de pedra fundamental de obras públicas.
Emenda 38 -
senador Tasso Jereissati (PSDB- CE) - Determina nova eleiçao
após cassação do mandato. Quando o presidente,
governador ou prefeito for cassado pela Justiça, nos dois primeiros
anos do mandato, será marcada nova eleição em até
90 dias. Caso a cassação ocorra nos dois últimos
anos de mandato, o sucessor será eleito pelo Poder Legislativo,
seja ele o Congresso Nacional, a Assembleia Legislativa ou a Câmara
dos Vereadores.
Emenda 39 -
É igual a emenda apresentada pelos relatores sobre os debates.
Emenda 54 -
Senador Pedro Simon (PMDB-RS) - Ficha limpa - Exige que os candidatos
comprovem idoneidade moral e reputação ilibada para obterem
o registro de candidatura. Tem o mesmo teor da emenda 55.
Emenda 62 -
senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) -Impede novos critérios
de ampliação para programas sociais do governo. Também
impede que este programa seja executado por entidade nominalmente vinculada
a candidato ou por ele mantida.
Emenda 68 -
senador senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Determina que os partidos deverão
informar como distribuíram entre os candidatos os recursos financeiros
obtidos de pessoas físicas e jurídicas, bem como os critérios
para esta distribuição.
Emenda 69 -
senador Alvaro Dias (PSDB-PR). Permiti a utilização de
outdoor nas campanhas para presidente da República, para governador
e para senador. O uso de outdoor foi proibido no texto aprovado nas
comissões.
Emenda 71-
senador Alvaro Dias (PSDB-PR). Quer retirar do texto do projeto os artigos
57C e 57D, que tentam regulamentar a publicidade na internet. A internet,
diz o senador na justificativa da emenda, "é uma forma de
comunicação que não admite a censura" e que
"tentar fazer isso é um completo equívoco".
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O ESTADO DO PARANÁ,
14 de setembro de 2009 | Política
Serra e Aécio fazem acordo para
evitar prévias
Agência Estado
Não haverá eleições prévias no PSDB
para escolher o candidato tucano que vai disputar a sucessão
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no ano que vem. O acordo
tático entre os governadores de São Paulo, José
Serra, e de Minas, Aécio Neves, os dois nomes mais fortes do
PSDB, está estabelecido numa frase: "Nada de disputa entre
nós."
No pacto entre os dois governadores
não há uma definição de candidato para a
cabeça de chapa tucana, embora a maioria do partido adote a candidatura
Serra como a mais provável. O que define, porém, as prévias
como desnecessárias é o acerto de que um terá o
apoio do outro para a definição do candidato titular.
Na quarta-feira, em entrevista
concedida em Belo Horizonte, Aécio não só admitiu
de público a hipótese de se adotar outro "instrumento
de escolha", que não as prévias, como chegou a sugerir
um "conjunto de análises que inclua pesquisas eleitorais",
desde que se levem em conta aspectos como o baixo nível de rejeição,
a capacidade de aglutinação e o potencial de crescimento,
que ele considera seus pontos fortes.
As referências de
Aécio à hipótese de não haver prévias
e aos seus trunfos eleitorais foram lidos como sinal de manutenção
da pré-candidatura - o que é visto com naturalidade dentro
do PSDB. O governador mineiro vai mesmo tirar licença do comando
do Estado por pelo menos 15 dias, para fazer um tour nacional em pré-campanha,
começando pelo Nordeste. Ele entende que o período de
outubro a novembro será decisivo para firmar seu nome como alternativa
tucana à sucessão de Lula.
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GAZETA DO POVO, 14 de setembro
de 2009
Transparência
Deputado apresenta nota de R$ 1,8 mil
com refeição
Parlamentares da Assembleia do Paraná
justificam gastos de vários almoços e jantares com um
único recibo ou bancam refeições para outras pessoas,
num exemplo de falta de regras para despesas com alimentação
Publicado em 14/09/2009 | Karlos Kohlbach
A prestação de contas
dos deputados estaduais do Paraná, disponível no Portal
da Transparência da Assembleia Legislativa, revela que alguns
parlamentares apresentaram numa única nota fiscal gastos de até
R$ 1,8 mil com alimentação – tudo pago com dinheiro
público. Levantamento da Gazeta do Povo, com base nas notas entregues
pelos deputados em agosto para receber o reembolso, mostra que 29 dos
54 deputados apresentaram notas únicas para justificar despesas
variando de R$ 300 a R$ 1,8 mil com refeições.
Alguns parlamentares ouvidos
pela reportagem admitem que bancam, com verba da Assembleia, almoços
ou jantares para aliados, em encontros políticos. Outros dizem
que as despesas que estão numa única nota, na verdade,
são referentes ao acúmulo de várias refeições
nos restaurantes – e não uma só.
A situação, porém, revela que faltam regras estabelecidas
pela própria Assembleia para os gastos dos deputados –
que têm uma verba mensal de R$ 15 mil para despesas gerais, como
alimentação, viagens e gasolina. A única citação
sobre despesas com alimentação que consta no Portal é
a seguinte: “Registra as despesas com aquisição
de refeições, inclusive lanches e similares, do parlamentar
e assessores no exercício da atividade parlamentar”.
Campeão
Quatro parlamentares apresentaram
numa única nota gastos superiores a R$ 1 mil: Caíto Quintana
(PDMB), Luiz Carlos Martins (PDT), Valdir Rossoni (PSDB) e Péricles
de Mello (PT).
Caíto, o campeão
nesse quesito, apresentou despesa de R$ 1,8 mil em um única nota,
no Restaurante Frizzo’s Grill, de Francisco Beltrão, Sudoeste
do Paraná. Caíto argumenta que o valor da nota se refere
ao acúmulo de diversas refeições. “Tenho
três funcionários que trabalham em Francisco Beltrão.
E esses R$ 1,8 mil não são de uma única refeição.
No final do mês eu peguei uma nota somando todos os gastos”,
diz Caíto. “Muitos desses custos são fruto de reuniões
políticas, com prefeitos e vereadores da região.”
Em Curitiba, Luiz Carlos Martins
(PDT) gastou na Churrascaria KF uma conta de R$ 1.313,00.
“Não esbanjei”, defende-se Martins. Segundo ele,
o jantar foi um encontro com lideranças comunitárias.
“Eu não me lembro o número de pessoas nesta reunião.
Esses encontros servem para me orientar no sentido de como agir nas
votações, por exemplo.”
Valdir Rossoni foi o terceiro
que mais gastou com nota única em restaurantes. Ele desembolsou
R$ 1,2 mil na Churrascaria Dom Nunes, em Guarapuava, no Centro do Paraná.
Rossoni não foi encontrado pela reportagem para comentar essa
despesa.
No ranking das maiores notas
fiscais apresentadas pelos deputados, o quarto foi o petista Péricles
de Mello. Ele gastou R$ 1.180,00 no Restaurante Adécio Ferreira
Porto, em Ponta Grossa. “As minhas duas maiores notas são
deste restaurante de Ponta Grossa e do restaurante da Assembleia.
São nesses dois lugares que meus funcionários almoçam.
No fim de cada mês pego uma única nota e apresento”,
explica Mello.
Sem regras
O professor de ciência
política e direito constitucional Carlos Luiz Strapazzon, do
Centro Universitário Curitiba, diz não ser possível
julgar o método de prestação de contas dos deputados,
já que a Assembleia não determinou nenhuma regra de despesas.
“É claro que a forma mais transparente de prestação
de contas de alimentação seria a apresentação
de diversas notas e não de uma única. Entretanto, a Assembleia
não determina uma forma. Ela (Assembleia) deveria, por exemplo,
estipular um número de refeições e o teto de gastos,
como as empresas adotam.”

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AGÊNCIA DIAP, 14 de
setembro de 2009
Comissão de Trabalho pode votar
projeto que trata da demissão imotivada
A Comissão de Trabalho poderá votar, nesta quarta-feira
(16), o projeto de lei complementar (PLP) 8/03, do deputado Maurício
Rands (PT/PE), que define o justo motivo objetivo autorizativo e o justo
motivo subjetivo autorizativo para despedida do empregado, sendo o primeiro
por dificuldade econômica do empregador e o segundo por indisciplina
ou insuficiência no desempenho do empregado.
O relator da matéria,
deputado Roberto Santiago (PV/SP) apresentou substitutivo favorável
ao projeto.
O deputado Luiz Carlos Buzato
(PTB/RS) apresentou voto em separado no colegiado que diverge do conteúdo
do texto original e do substitutivo apresentado pelo relator.
CCJ:
desconstitucionaliza direitos sociais e trabalhistas
Nesta semana, a Comissão de Constituição e Justiça
da Câmara dos Deputados tem em sua pauta várias proposições
de interesse dos trabalhadores. Entre os destaques está o requerimento
117/09, do deputado Regis de Oliveira (PSC/SP), autor da PEC 341/09,
que desconstitucionaliza direitos sociais e trabalhistas conquistados
em 1988.
O requerimento pede a realização
de audiência pública para debater à proposta do
parlamentar paulista.
Custeio
da Previdência Social
Outra matéria em pauta é o PL 7.078/02 do Poder Executivo
que consolida a legislação que dispõe sobre os
Planos de Benefícios e Custeio da Previdência Social e
sobre a organização da Seguridade Social.
O relator do projeto, deputado
Colbert Martins (PMDB/BA) apresentou favorável ao texto, com
emenda, e do Substitutivo do Grupo de Trabalho de Consolidação
das Leis.
Bingos
O PL 270/03, do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB/SP), que
proíbe a exploração do jogo de bingo. Apesar da
ementa da matéria proibir a exploração do jogo,
durante a tramitação do projeto na Casa, a proposta passou
a legalizar a atividade dos bingos no País.
O relator na Comissão
de Justiça é o deputado Regis de Oliveira, cujo parecer
é favorável, de acordo com o substitutivo da Comissão
de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio;
e da Comissão de Finanças e Tributação da
Casa.
Adicional
de periculosidade aos eletricitários
Está ainda na pauta da CCJ, o PL 7.378/06, na casa de origem
PLS 170/05, senador Paulo Paim (PT/RS), que modifica o artigo 193 da
CLT, que concede adicional de periculosidade aos eletricitários.
O relator da matéria,
deputado Pastor Manoel Ferreira (PTB/RJ) apresentou parecer pela constitucionalidade,
juridicidade e técnica legislativa. Já foi concedido vista
ao deputado Valtenir Pereira (PSB/MT). O deputado Roberto Magalhães
(DEM/PE) apresentou voto em separado pela inconstitucionalidade da proposição.
Indenização
em caso de rescisão do contrato
Outro projeto na pauta da CCJ é o PL 5.710/01, do Fernando Ferro
(PT/PE), que acrescenta parágrafo ao artigo 543, da CLT, a fim
de dispor sobre a indenização em caso de rescisão
do contrato de empregado eleito para cargo de dirigente sindical ou
suplente.
O relator da matéria,
deputado Zenaldo Coutinho (PSDB/PA) apresentou parecer favorável
ao texto.
Piso
do enfermeiro
A Comissão de Seguridade Social e Família poderá
votar o PL 4.924/09, do deputado Mauro Nazif (PSB/RO), que dispõe
sobre o piso salarial do enfermeiro, do técnico de enfermagem,
do auxiliar de enfermagem e da parteira.
O relator da matéria,
deputado Jofran Frejat (PR/DF) apresentou parecer favorável ao
projeto. O piso proposto pelo autor é de R$ 4.650, a Comissão
se reúne, nesta quarta-feira (16), às 9h no plenário
6.
População
indígena
A Comissão da Amazônia, Integração Nacional
e de Desenvolvimento Regional realiza audiência pública
para discutir meios de compensação por serviços
ambientais às populações tradicionais e indígenas
pela conservação de florestas, rios, lagos e igarapés.
Foram convidados o presidente
do Instituto Chico Mendes, Rômulo Mello; o presidente da Funai,
Márcio Meira; e o coordenador do Instituto de Pesquisa Ambiental
da Amazônia, Paulo Moutinho. Ainda sem plenário definido
a reunião será às 14h.
Tarifas
bancárias
A Comissão de Legislação Participativa da Câmara
dos Deputados realiza, nesta terça-feira (15), audiência
pública sobre o limite máximo para os spreads bancários.
Foram convidados o ministro
da Fazenda, Guido Mantega; o diretor do Instituto Brasileiro de Estudo
e Defesa das Relações de Consumo, José Tardin;
e o relator da comissão especial sobre os efeitos da crise na
área da indústria, deputado Pedro Eugênio (PT/PE).
A reunião será às 14h30, ainda sem plenário
definido.
Jornada
dos enfermeiros
A Comissão de Finanças e Tributação Câmara
dos Deputados realiza, nesta terça-feira (15) audiência
pública para debater sobre a jornada de trabalho dos enfermeiros,
técnicos e auxiliares de enfermagem.
Foram convidados, entre outros,
o ministro do Trabalho, Carlos Lupi; a diretora do departamento de Regulação
do Trabalho em Saúde do Ministério da Saúde, Maria
Machado; o presidente do Conselho Federal de Enfermagem, Manoel Neri;
e a presidente da Federação Nacional dos Enfermeiros,
Silvia Casagrande. A reunião será no plenário 2,
às 14h30.
Transporte
urbano
A Comissão Especial do Transporte Coletivo Urbano realiza audiência
pública nesta quarta-feira (16).
Foram convidados o presidente
do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba, Denilson Pires;
o prefeito de Santos, João Paulo Papa; e o presidente do Sindicato
das Empresas de Transportes de Passageiros de Pernambuco, Luiz de Mello.
A reunião que acontece às 14h, ainda não há
plenário definido.
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O ESTADO DO PARANÁ,
14 de setembro de 2009 | Economia
Metalúrgicos do ABC aceitam reajuste
de 6,53%
Agência Estado
Os metalúrgicos do Grande ABC Paulista aprovaram proposta das
empresas para reajuste de 6,53%. O acordo foi negociado na madrugada
de hoje pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e aprovado em
assembleia realizada esta manhã com a presença de 10 mil
trabalhadores, segundo o sindicato.
"É o melhor índice
de aumento real do País em 2009 até o momento", afirmou
o presidente do sindicato, Sérgio Nobre. Tendo como base o Índice
Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 4,44%, Nobre considera
o porcentual de 2% de aumento real bastante positivo.
Além dos 2% acima da
inflação, a proposta inclui abono salarial de R$ 1.500,00,
equivalente a alta de 2,07%. Nas contas do sindicato, o combinado de
aumento real chega a 4,11%.
"Diante do período
de crise que passamos e ainda com alguns segmentos dentro do setor em
dificuldades, o resultado da negociação pode ser considerado
uma vitória", disse, referindo-se aos problemas ainda enfrentados
pelos segmentos de caminhões e ônibus, mais dependentes
das exportações.
O crescimento do Produto Interno
Bruto (PIB) de 1,9% no segundo trimestre ante o primeiro, demonstrando
a saída do Brasil da recessão técnica, ajudou na
negociação, segundo Nobre.
"A avaliação
para o futuro é bastante positiva. A expectativa é de
manutenção do ritmo de vendas de automóveis e de
melhora nas vendas de caminhões e ônibus, o que contribuiu,
inclusive, para conseguirmos alguns benefícios além do
reajuste", afirma.
Nas cláusulas sociais,
foram aprovados entre outros itens a ampliação de 18 para
36 meses do auxílio-creche. Uma das cláusulas destacadas
pelo presidente do sindicato foi a liberação, sem desconto
no salário, do trabalhador um dia por ano para participar de
curso de formação no sindicato. As condições
serão negociadas por empresa.
Haverá, no entanto, um
teto para o reajuste. Os 6,53% só serão aplicados nos
salários até R$ 7 mil por mês. A partir deste valor,
o trabalhador receberá um fixo de R$ 457,10.
Não houve negociação
para estabilidade no emprego. No início da crise a categoria
contava com 102 mil trabalhadores e hoje tem 92 mil, de acordo com o
presidente do sindicato.
O acordo não envolve
os trabalhadores nas autopeças e nos demais grupos, que amanhã
terão negociação com o Sindipeças, e na
próxima quinta-feira participam de assembleia para votação
das propostas.
O sindicato tenta que
o acordo dos metalúrgicos do ABC seja replicado para os demais
grupos. Se isso não ocorrer há ameaça de ser decretada
greve por tempo indeterminado na quinta-feira.
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O ESTADO DO PARANÁ,
14 de setembro de 2009 | Economia
Greves nas montadoras da RMC ainda sem
solução
Helio Miguel
As greves nas duas principais montadoras de automóveis de São
José dos Pinhais completaram uma semana ainda sem solução.
Ontem à tarde, representantes dos metalúrgicos se reuniram,
em horários diferentes, com executivos das empresas no Tribunal
Regional do Trabalho (TRT) da 9.ª Região, em Curitiba. Apesar
da mediação do vice-presidente do TRT, desembargador Luiz
Eduardo Gunther, que presidiu as sessões, não houve solução
em nenhum dos casos. Hoje, deve haver negociações na Renault-Nissan
e na Volvo onde há ameaça de paralisação
a partir de segunda-feira.
A primeira reunião de
ontem foi entre o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba
(SMC) e a Volkswagen-Audi, que condicionou a volta das negociações
ao retorno dos empregados ao trabalho. A sugestão, porém,
foi negada pelos sindicalistas e, segundo eles, apoiada pelo desembargador
Gunther. Foi marcada, então, uma nova reunião para segunda-feira
(14), às 14h. Antes, no início do dia, os trabalhadores
devem realizar uma assembleia na porta de fábrica.
Na audiência seguinte,
com representantes da Renault-Nissan, houve uma melhora na proposta.
A empresa ofereceu abono de R$ 1.750 ainda em setembro, mais aumento
de 4,44%, correspondente à variação do Índice
Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Um aumento real, de
1%, viria apenas em agosto de 2010. A proposta de ontem ou a de hoje,
se houver, deve ser discutida em assembleia, também na manhã
de segunda-feira, às 5h. À tarde, haverá nova audiência
no TRT.
Para o vice-presidente do SMC,
Cláudio Gramm, as propostas que vêm aparecendo ainda estão
bem abaixo do que os trabalhadores pretendem. “Ninguém
entra em greve para ganhar uma diferença mínima de reajuste”,
diz, lembrando que os abonos oferecidos pelas empresas também
estão aquém do pretendido pelos metalúrgicos.
Em greve desde quinta-feira
da semana passada, os cerca de 3,5 mil funcionários da Volks-Audi
pretendem receber um aumento de 10% e um abono de R$ 2 mil mesmo pedido
dos empregados da Volvo. Na Renault-Nissan a greve começou um
dia depois. Os aproximadamente 5 mil trabalhadores fazem as mesmas reivindicações,
mas também querem mais 1% de reajuste, que seria um resíduo
das negociações do ano passado.
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BEM PARANÁ, 14 de
setembro de 2009
Justiça
Começa hoje a Semana de Conciliação
Expectativa do Poder Judiciário do Paraná
é realizar 4.500 audiências
A expectativa do Poder Judiciário do Paraná é realizar
4.500 audiências na Semana Nacional pela Conciliação
– Meta 2, de hoje até 18 de setembro. O esforço
envolve o Tribunal de Justiça do Estado, o Tribunal Regional
Federal e o Tribunal Regional do Trabalho. Na abertura do evento, em
Curitiba, estará presente a conselheira do CNJ Morgana Richa,
presidente da comissão que coordena o Movimento Nacional pela
Conciliação. O presidente do TJ, desembargador Carlos
Hoffmann, fará a abertura da cerimônia.
A Semana Nacional pela Conciliação
é uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O início dessa mobilização será marcado
por solenidades em capitais das cinco regiões do país.
No Sul, Curitiba foi a cidade escolhida. Representantes dos Tribunais
de Justiça de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul também
virão para a solenidade, marcada para hoje, às 9 horas,
no plenário do TJ, no 12º andar do prédio anexo ao
Palácio da Justiça.
“A pacificação
social – virtude da atividade jurisdicional — deve nortear-se,
preferencialmente, pela composição amigável do
litígio, de forma a atender, na medida do possível, às
pretensões de ambas as partes. O escopo social da conciliação
há de ser agregado, ainda, à velocidade proporcionada
à prestação jurisdicional, componente altamente
favorável à consecução da Meta de Nivelamento
nº 2. Com efeito, à vista do grande número de feitos
distribuídos até 31-12-2005, ainda não julgados,
e do exíguo prazo para o cumprimento da Meta 2, a conciliação
é o mecanismo mais eficiente para a respectiva consecução”,
diz Hoffmann. A Justiça Estadual tem mais de 100 mil processos
que se enquadram na Meta 2.
A desembargadora Lélia
Samardã é a coordenadora em exercício do Movimento
pela Conciliação no âmbito da Justiça Estadual.
Segundo ela, estão previstas 3.363 audiências no Juízo
de 1º Grau e 360 audiências no Juízo de 2º Grau.
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BEM PARANÁ, 14 de
setembro de 2009
Anuário
Publicação traz retrato
do mercado de trabalho no PR
A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Paraná
(SRTE/PR), juntamente com o Departamento Intersindical de Estatísticas
e Estudos Sócioeconômicos (Dieese), lançam, amanhã,
em Curitiba, o Anuário do Sistema Público de Emprego,
Trabalho e Renda.
Em cinco livretos, o Anuário divulgará dados sobre o Mercado
de Trabalho; a Intermediação de Mão-de-Obra; a
Qualificação Social e Profissional; o Seguro Desemprego
e Economia Solidária, o Proger e Juventude.
As atividades serão
coordenadas pelo superintendente do Trabalho e Emprego no Paraná,
Alvyr Pereira de Lima Junior. Segundo ele, o evento, que é aberto
ao público, faz parte de uma série de iniciativas do Ministério
do Trabalho e Emprego (MTE) com o objetivo de difundir os dados relativos
às ações do Sistema, promover e facilitar o uso
dessas informações pelos dirigentes do setor público.
No dia 16 de setembro ocorre a Exposição das Fontes Estatísticas
do Anuário do Sistema Público de Emprego, Trabalho e Renda
e dos indicadores do Mercado de Trabalho nas Dimensões Nacional
e Local.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
14/09/2009
JT é incompetente para determinar
ao INSS averbação de tempo de serviço
A Oitava Turma do Tribunal Superior
do Trabalho declarou a incompetência da Justiça do Trabalho
para determinar a averbação, pelo Instituto Nacional de
Seguridade Social (INSS), de tempo de serviço reconhecido em
juízo, e reformou acórdão regional que julgava
em sentido contrário. A relatora do recurso, ministra Dora Maria
da Costa, acolheu o recurso da União contra a decisão
da Justiça do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP)
e trouxe julgados do Tribunal em que se decidiu pela incompetência
material trabalhista.
Ela observou que a Constituição
não reservou à Justiça do Trabalho a competência
para averbar o período em que houve o reconhecimento de vínculo
empregatício em juízo, para fins de contagem de tempo
de serviço, e que tampouco norma infraconstitucional havia autorizado
tal determinação. “Portanto, conclui-se que a competência
para tal é da Justiça Federal ou da Justiça Estadual,
na hipótese em que a comarca do domicílio do segurado
ou do beneficiário não seja sede de vara do juízo
federal”, disse em seu voto.
O TRT afastou a arguição
de incompetência levantada pela União, ressaltando que
não se aplicaria ao caso o artigo 109 da Constituição
Federal, que atribui competência à Justiça Federal
nas causas em que a União, entidade autárquica ou empresa
pública federal fossem parte em processo, pois o INSS não
havia integrado a relação de emprego nem participou da
fase inicial, de conhecimento, do processo. Para o TRT, o inciso VIII
do artigo 114 da Constituição Federal define a competência
da Justiça Trabalhista para a execução, de ofício,
das contribuições sociais. Assim, a contagem como tempo
de serviço do período em que as contribuições
foram cobradas obrigaria o INSS à averbação, viabilizando
ao segurado obrigatório usufruir dos benefícios previdenciários.
A Oitava Turma do TST acolheu
por unanimidade o voto da relatora, eximindo a autarquia de fazer a
averbação do tempo de serviço e de receber as penalidades
estipuladas pelo juiz de primeiro grau em caso de descumprimento. “A
competência é da Justiça Federal, pois não
se encontra taxativamente prevista no artigo 114 da Constituição,
nem existe legislação em vigor que fixe a competência
dessa Justiça Especializada para determinar a averbação”,
concluiu a relatora. (RR-227/2007-043-015-00.6)
(Alexandre Caxito)
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14/09/2009
Klabin indenizará operador de motosserra
incapacitado após queda de árvore
Um ex-empregado da Klabin S/A
receberá indenização por danos morais equivalente
a 200 vezes a sua última remuneração (no total
de R$ 43.500,00 , corrigidos a partir do ajuizamento da ação,
em fevereiro de 2000) em razão do acidente de trabalho que o
tornou inválido aos 32 anos de idade. O trabalhador exercia a
função de operador de motosserra na unidade florestal
da Klabin em Santa Catarina (antiga Serviços Sul Florestais Ltda.)
e, no dia 15 de setembro de 1997, uma árvore caiu sobre ele,
atingindo sua coluna vertebral. O acidente acarretou sua aposentadoria
por invalidez, e sua locomoção só é possível
com uso de cadeira de rodas.
A Segunda Turma do Tribunal
Superior do Trabalho acolheu recurso do trabalhador com base no artigo
5º, inciso X, da Constituição de 1988. Segundo o
relator do recurso, ministro Renato de Lacerda Paiva, ao contrário
do que entendeu a instância regional, no caso dos autos, evidencia-se
violação à intimidade, à vida privada, è
honra ou à imagem do trabalhador, tendo em vista que o acidente
o incapacitou para o trabalho e para o desempenho de outras atividades,
o que demonstra sofrimento e dor íntima. O acórdão
regional foi reformado para restabelecer a sentença favorável
ao trabalhador.
O relator salientou que o sofrimento
do trabalhador, decorrente da perda total da sua capacidade de trabalho
e da perda de sua capacidade social, vista como um todo, “é
de fácil percepção, tendo em vista que o homem
médio necessita da sensação de ser útil
no meio familiar, bem como dentro da sociedade”. O ministro Vantuil
Abdala divergiu do relator apenas quanto à fundamentação
(má aplicação do artigo 5º, X, da Constituição).
Ele reconheceu o direito à indenização por considerar
que o corte de árvore com uso de motosserra é atividade
de risco.
No recurso ao TST, a defesa
do trabalhador questionou decisão do TRT da 12ª Região
(SC), que entendeu não se aplicar ao caso o dispositivo constitucional
que protege a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas.
Para o TRT/SC, “o sofrimento do trabalhador, comum a todos os
que passam por esse infortúnio, não se encontra entre
os bens juridicamente protegidos por esta norma constitucional”.
A Klabin recorreu ao TRT/SC alegando que o acidente foi uma fatalidade,
pois a árvore que caiu sobre ele estava podre e seca. Alegou
ainda que fornecia todos os equipamentos de proteção individual
previstos para a atividade a céu aberto.
Ao restabelecer a sentença,
o ministro Renato de Lacerda Paiva afirmou que, ainda que se entenda
que o empregador não tenha concorrido para o acidente, não
se pode concluir pela isenção de sua responsabilidade,
tendo em vista que, atualmente, as leis de acidente de trabalho, ao
regular as indenizações nos casos de acidente propriamente
ditos, estão fundadas na teoria da responsabilidade objetiva
do empregador, denominada “teoria do risco”. Foi exatamente
este o fundamento da sentença, quando o juiz da Vara do Trabalho
de Curitibanos (SC) afirmou que o risco da atividade comporta a responsabilização
civil do empregador, quando coloca em perigo direito de outra pessoa.
No caso, trata-se do direito à integridade física do empregado
que desempenha atividade de risco. ( RR 129/2000-042-12-00.2 )
(Virginia Pardal)
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14/09/2009
Bancário receberá salários
de período de afastamento por inquérito judicial
A Primeira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho rejeitou agravo de instrumento do banco do Brasil
contra condenação ao pagamento de salários, acrescido
de todas as demais vantagens e reflexos, a um bancário que teve
seu contrato de trabalho suspenso por cinco anos, sob a acusação
de irregularidades. Além dos salários, o trabalhador receberá
também indenização de R$ 100 mil por dano moral.
O inquérito, para apuração de suposta falta grave,
foi extinto por ter sido instaurado fora do prazo legal de 30 dias e
só depois reaberto, para considerar o trabalhador inocente.
Em junho de 1993, após
onze anos de trabalho, o bancário elegeu-se representante sindical.
Em janeiro de 1995, foi suspenso, acusado de transferir valores das
contas de clientes para a sua pessoal, sem autorização.
Também foi acusado de ter descumprido vários compromissos
financeiros durante sua gestão como presidente da Associação
Atlética Banco do Brasil (AABB) de sua região, ferindo
os estatutos da associação e as normas do Banco do Brasil.
Só retornou ao emprego em outubro de 2000, depois que o inquérito
foi julgado extinto, sem julgamento do mérito, por ter sido instaurado
fora do prazo. Por meio de recurso, o bancário conseguiu a reabertura
do inquérito e a declaração de sua inocência,
e ajuizou então a reclamação trabalhista em que
pediu o pagamento dos salários e indenização por
dano moral.
A Justiça do Trabalho
da 5ª Região (BA) deferiu o pagamento dos salários
com base no entendimento de que a extinção do inquérito
por instauração fora do prazo não poderia prejudicar
o trabalhador. “Não recebendo os salários em razão
da investida do empregador, o empregado não poderia ser penalizado
quando o ajuizamento do inquérito judicial fosse, por exemplo,
totalmente sem fundamento ou então proposto muito além
do prazo legal”, afirmou o TRT/BA. A título de dano moral,
pelas conseqüências da acusação não
provada, o TRT deferiu indenização de R$ 100 mil.
No agravo ao TST, o Banco insistiu para que o TST reexaminasse o caso,
afirmando que a determinação de pagamento dos salários
ofendia a CLT. Mas, para o ministro Walmir Oliveira da Costa, relator
do agravo, não houve violação. “ O TRT conferiu
interpretação sistemática aos artigos 853, 494
e 495 da CLT para concluir que, na hipótese de ser inobservado
o prazo decadencial de 30 dias para a instauração do inquérito
judicial (artigo 853(, também deve ser assegurado ao trabalhador
o pagamento dos salários referentes ao período de suspensão
contratual, tal como a garantia prevista nas situações
em que se reconhecer a inexistência de falta grave”, afirmou.
(AIRR-442/2001.271.05.00-1)
(Lourdes Côrtes)
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FETRACONSPAR, 14 de setembro
de 2009 | Eventos
Campanha de Saúde e Segurança
SINTRACOCIMOM Medianeira realiza Palestra
aos Trabalhadores
O Sindicato dos Trabalhadores
nas Indústrias da Construção e do Mobiliário
de Medianeira – SITRACOCIMOM Medianeira, presidido
pelo companheiro CLIMAR RIBAS DOS SANTOS, dando continuidade
à Campanha de Saúde e Segurança nas Indústrias
da Construção e do Mobiliário do Estado do Paraná,
lançada pela FETRACONSPAR, dias 02 e 03/07/2009, realizou palestra
com os trabalhadores das empresas: Lajes Patagonia (98 funcionários)
e Pós Tubos (37 funcionários).
Os trabalhadores que participaram
da palestra receberam dos diretores do sindicato um exemplar do jornal
Salva-Vidas, o qual destaca a importância da saúde e da
segurança dos operários, mais um adesivo com a marca-símbolo
da Fetraconspar e o lema da campanha.
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FETRACONSPAR, 14 de setembro de 2009 | Eventos
Conselho das Cidades
Delegados da FETRACONSPAR participam
de Reunião do CONCIDADES em Curitiba
O Secretário de Finanças - Denilson
Pestana da Costa e o Secretário de Formação
Sindical – Sirlei César de Oliveira,
da FETRACONSPAR, participaram nesta segunda-feira de Reunião
Extraordinária do Conselho de Cidades (CONCIDADES) em Curitiba
(PR).
Na reunião os conselheiros apresentaram,
debateram e aprovaram o REGIMENTO ESTADUAL da 4ª
Conferência Nacional das Cidades, a ser realizada de 24 a 28 de
maio de 2010.
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