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O GLOBO, 13 de outubro de
2009
Custo da construção civil
sobe 0,20% em setembro, nota IBGE
Valor Online
RIO - O Índice Nacional da Construção Civil, calculado
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
aumentou 0,20% em setembro, resultado igual ao registrado um mês
antes. Em setembro de 2008, o indicador tinha aumentado 1,30%.
Segundo a pesquisa, o custo
nacional por metro quadrado passou de R$ 706,36 em agosto para R$ 707,78
no mês seguinte. Deste montante, R$ 408,23 se referem às
despesas com materiais e R$ 299,55 são relativos aos gastos com
mão de obra, com avanço de 0,26% e 0,29%, respectivamente,
ante agosto.
No acumulado do ano, a alta
do custo da construção correspondeu a 4,58%, abaixo dos
9,11% registrados em mesmo intervalo de 2008. Nos últimos 12
meses, o aumento chegou a 7,09%, menor do que os 8,26% dos 12 meses
imediatamente anteriores.
Os números são
calculados pelo IBGE, em convênio com a Caixa Econômica
Federal, a partir do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices
da Construção Civil (Sinapi), criado em 1969.
(Valor)
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DIÁRIO DO GRANDE
ABC, 13 de outubro de 2009
Mercado de trabalho contrata mais mulheres
Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC
As mulheres e os trabalhadores que estudam ou se formaram no ensino
médio ou superior garantiram maior participação
no mercado de trabalho em agosto, em relação ao mês
anterior, no Estado de São Paulo. No Grande ABC, mais trabalhadores
foram contratados do que demitidos na comparação dos dois
meses.
A participação
das mulheres no mercado de trabalho cresceu de 41,7%, registrados em
julho, para 43,5% em agosto. Os dados são do balanço Boletim
de agosto do Obervatório do Emprego e do Trabalho, da SERT (
Secretaria Estadual do Emprego e Relações do Trabalho).
De acordo com o balanço,
os trabalhadores que estudam ou são formados no ensino médio
ou superior representaram em agosto 87,3% do mercado de trabalho. A
alta foi de 21,8% em relação a julho, no qual o grupo
respondeu a 65,5% dos trabalhadores.
Segundo o professor da Fipe/USP
(Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade
de São Paulo) Hélio Zylberstajn, responsável pelo
balanço, o aumento é reflexo da crise financeira.
"As empresas trocaram os
seus funcionários durante a crise. Os cortes atingiram cargos
de alta chefia e grandes salários, geralmente ocupados por homens
com boa formação e já experientes. Agora, as empresas
estão contratam mulheres e jovens, que têm boa formação,
por salários mais baixos", analisa Zylberstajn.
Ele destaca que as empresas
se beneficiaram no curto prazo, pois refrescaram o caixa, mas "é
preciso analisar no longo prazo". "A experiência conta
muito para uma empresa. Os iniciantes levam certo tempo para entenderem
por completo suas obrigações no trabalho", acrescenta.
Região
- São Bernardo teve o maior saldo positivo entre o volume de
contratações e demissões, na relação
julho e agosto, com 1.368 empregos. Santo André teve ganho de
1.246 postos de trabalho. Em São Caetano foi registrada alta
de 1.244 empregos. Diadema garantiu saldo positivo com 727 novas contratações.
Mauá ganhou de 400 novos
empregos e Ribeirão Pires registrou acréscimo de 234 trabalhadores
no mercado. Rio Grande da Serra teve resultado distante das demais cidades
da região. O saldo positivo foi de 37 empregos.
"Depois de muito
tempo, A indústria começou a contratar e a região
do ABC é muito forte nesse setor", avalia Zylberstajn.
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O ESTADO DO .PARANÁ,
13 de outubro de 2009 | Economia
Chances do emprego temporário aumentam
com o fim de ano
Agência Brasil
Com a aproximação do fim do ano começam as contratações
temporárias. Grande parte da oferta de vagas é destinada
ao comércio. E muitas vezes não é necessário
ter experiência. Estatisticamente entre 10% e 25 % das pessoas
que são contratadas ficam no emprego. As vagas são disputadas
tanto por jovens quanto por pessoas mais velhas que já se aposentaram
do mercado de trabalho, mas precisam complementar a renda.
Em entrevista ao programa Revista
Brasil da Rádio Nacional, o vice-presidente de Relações
Trabalhistas Sindicais da Associação Brasileira de Recursos
Humanos, ABRH - Nacional, Carlos Pessoa, falou sobre os cuidados que
os candidatos devem ter para garantir uma vaga temporária. "A
entrevista é fundamental, o candidato deve demonstrar interesse
pelo trabalho. Numa loja, por exemplo, o candidato deve mostrar que
tem aptidão para vendas", disse.
O vice-presidente da ABRH disse
também que a experiência é uma vantagem na disputa
por um emprego, mesmo temporário. Entretanto, a demanda por mão
de obra faz com que as empresas deem chance também para os candidatos
inexperientes. "O que se observa mais, ainda hoje, é a experiência
do candidato, mas nessa época de fim de ano aparecem oportunidades
para quem não têm experiência, principalmente os
jovens".
Carlos ressaltou ainda que se
o contratado tiver bom desempenho ele pode se tornar um empregado efetivo.
"Tudo é importante nesse momento, é importante ele
ser um bom funcionário, ter atitudes corretas. Essa é
uma grande chance de seleção. O empregado tem seis meses
para mostrar serviço".
As regras para os contratos
temporários não são muito diferentes dos contratos
efetivos. A jornada de trabalho é em média de oito horas
por dia, ou 44 horas semanais. Os empregados têm todas as garantias
trabalhistas, décimo terceiro e férias proporcionais e
salários equivalentes ao dos empregados fixos. Direitos regulamentados
pela Lei 6.019, em vigor desde janeiro de 1974. Para as empresas, a
vantagem está nos encargos sociais que são menores.
As contratações
geralmente começam a partir do dia 15 de outubro. O prazo de
contrato é de seis meses, podendo excepcionalmente, com a autorização
das delegacias de trabalho, que hoje são as superintendências
do trabalho, ser prorrogados por mais 90 dias.
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CONGRESSO EM FOCO, 13 de
outubro de 2009
Instituto denuncia perda de R$ 53 bi no
FGTS
Lei que regula o fundo faz com que a
remuneração paga aos trabalhadores seja inferior à
inflação, diz ONG
Eduardo Militão
O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) foi criado em
1966. É uma poupança feita pelos patrões em uma
conta dos trabalhadores na Caixa Econômica. O empregador repassa
uma importância equivalente a 8% do salário bruto do funcionário
à Caixa.
A despesa não é
descontada do trabalhador. Em compensação, o dinheiro
não pode ser sacado por ele, exceto em situações
especiais. As situações mais comuns são demissão
sem justa causa e financiamento da casa própria.
Enquanto não são
sacados, o governo utiliza os recursos para financiar obras de habitação,
saneamento e infraestrutura urbana. Atualmente, o FGTS conta com R$
212,06 bilhões, segundo a Caixa Econômica.
Mas, de acordo com o Instituto
FGTS Fácil, a lei que regula o fundo faz com que a remuneração
paga aos trabalhadores seja inferior à inflação.
Com isso, as perdas aos trabalhadores desde 2002 chegariam a R$ 53 bilhões,
o dobro do orçamento inicial previsto para a realização
dos Jogos Olímpicos no Rio, em 2016.
A assessoria da Caixa disse
que, “no longo prazo”, os indicadores econômicos tendem
a se igualar. “Se pegar determinados períodos ora os indicadores
de inflação ganham do rendimento do FGTS, ora perdem”,
justificou o banco.
Questionada sobre as estimativas
de injeção de valores no Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC) motivadas por emendas à MP 464, a Caixa
afirmou que não comenta projetos de lei.
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AGÊNCIA DEDE NOTÍCIAS,
13 de outubro de 2009
Número de jovens no ensino superior
dobrou em dez anos, aponta IBGE
De acordo com o estudo Síntese de Indicadores Sociais, divulgado
nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), em dez anos, dobrou a proporção dos jovens cursando
o ensino superior, de 6,9% para 13,9%.
"No grupo de 16 a 24 anos,
aumentou, de 38,1% para 49,1%, o percentual daqueles que ganhavam mais
de um salário mínimo e diminuiu de 38,9% para 28,8% o
percentual de jovens trabalhando mais de 45 horas semanais", destaca
o estudo do IBGE.
O estudo mostra também
que a queda da taxa de fecundidade levou ao aumento da proporção
de casais sem filhos entre 1998 e 2008, de 13,3% para 16,7%. No período,
também cresceu a proporção das mulheres que se
declararam pessoa de referência do domicílio, mesmo com
a presença de um cônjuge (2,4% para 9,1%). Do mesmo modo,
subiu de 4,8% para 11,8% o percentual de mães de 18 a 24 anos
que são a pessoa de referência na família.
Outro dado apresentado
pelo estudo do IBGE aponta que o número de famílias com
rendimento per capita de até meio salário mínimo
caiu quase 10 pontos percentuais em dez anos, passando de 32,4%, em
1998, para 22,6%, em 2008. A constatação faz parte do.
Segundo a pesquisa, no entanto, no ano passado, metade das famílias
brasileiras ainda vivia com menos de R$ 415 per capita, enquanto mais
da metade das mulheres sem cônjuge e com todos os filhos menores
de 16 anos vivia com menos de R$ 249 per capita.
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CONGRESSO EM FOCO, 13 de
outubro de 2009
Senado vota MP que pode injetar R$ 50,4
bi no PAC
Senadores vão analisar medida provisória
que permite ao trabalhador investir até 30% do FGTS no fundo
que financia o Programa de Aceleração do Crescimento.
ONG diz que mudança prejudica trabalhador
Eduardo Militão
Os senadores devem apreciar
nesta semana uma medida provisória que poderá injetar
até R$ 50,4 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS) em um outro fundo, que serve para financiar as obras do Programa
de Aceleração do Crescimento (PAC). O programa, um dos
principais eixos do segundo mandato do governo Lula, é administrado
pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata
do PT à Presidência da República.
A oposição no
Senado ainda estuda o assunto, mas já há tucanos contra
o aporte de dinheiro extra. Na Câmara, o DEM reclamou, mas não
conseguiu derrubar a emenda, nem mesmo com o argumento de que o dispositivo
seria um “contrabando”, um assunto estranho ao tema principal
da medida provisória.
Uma emenda incluída na
MP 464, a pedido do governo, permite que os trabalhadores invistam até
30% do Fundo de Garantia no Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS),
usado para bancar rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e obras de
saneamento e energia do PAC. A regra atual permite que sejam aplicados
apenas 10%. Mas, na prática, isso não ocorre por falta
de regulamentação.
Para atrair o trabalhador, o
governo acena com a possibilidade de um ganho maior do que o registrado
hoje quando o dinheiro é deixado na Caixa Econômica Federal
(CEF), gestora do fundo. A correção pela Taxa de Referência
(TR), muitas vezes, fica abaixo da inflação (leia mais).
O dispositivo, porém, não estabelece o índice a
ser aplicado sobre o valor investido.
A emenda ainda permite que 80%
do patrimônio líquido do FGTS apurado ao final de cada
ano também sejam aplicados no FI-FGTS. A regra atual só
permitiu o aporte do valor apurado em dezembro de 2006, antes da criação
do PAC. O patrimônio líquido é uma espécie
de lucro gerado pelo FGTS dos trabalhadores depositado na Caixa Econômica
Federal. Esse dinheiro, na prática, é da Caixa, e costuma
ser usado pelo banco em investimentos.
Segundo cálculos do Instituto
FGTS Fácil, o ingresso do dinheiro dos trabalhadores pode turbinar
o PAC com até R$ 42,5 bilhões caso haja adesão
de todos os participantes do fundo. Outros R$ 22,3 bilhões viriam
com os recursos do patrimônio líquido do fundo, o que elevaria
o aporte a R$ 66,6 bilhões. Ou seja, um acréscimo de R$
50,4 bilhões em comparação com os R$ 14,4 bilhões
do FGTS já passíveis hoje de transferência para
o PAC.
Críticas
“Isso vai desequilibrar
o FGTS, que é para investir em habitação e saneamento”,
critica o presidente do instituto, Mário Avelino. “O PAC
gera mais emprego com carteira e realimenta o FGTS, mas a nossa crítica
é que vai faltar dinheiro no curto prazo para as obras sociais.”
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR)
se diz pessoalmente contra a emenda. “Vou defender que a oposição
tente rejeitar. Essa história de mexer com o dinheiro do trabalhador
nós conhecemos”, disse o vice-líder tucano ao Congresso
em Foco.
As lideranças do PSDB
e do DEM ainda estudam o assunto e não decidiram se vão
tentar obstruir a votação, instrumento usado para tentar
impedir a aprovação de determinadas proposições.
Na Câmara, a oposição
não conseguiu vetar o texto. O líder do DEM, Ronaldo Caiado
(GO), reclamou. “Vossa Excelência está tentando buscar
mais verbas para o PAC. A verdade é essa. Isso não tem
nada a ver com a essência da medida provisória”,
disse ele, no plenário, ao relator da MP, deputado Átila
Lins (PMDB-AM).
“A partir de agora, o
trabalhador vai poder investir não 10% do que ele tem no fundo
do FGTS, mas 30%. Ou seja, o trabalhador vai ser jogado num investimento
de altíssimo risco, exatamente as obras do PAC. O retorno: zero.
O risco: alto. Prejuízo imediato”, protestou Caiado. O
líder oposicionista disse que a função do FGTS
é bem diferente da proposta na emenda à medida provisória,
ou seja, servir de reserva financeira para o trabalhador demitido sem
justa causa e como poupança para a compra da casa própria.
Impacto
As regras atuais do fundo do
PAC foram definidas em 2007, época de criação do
programa, mas ainda não foram totalmente regulamentadas. Por
isso, nem mesmo os 10% dos trabalhadores podem ser aplicados no fundo
do PAC – o Instituto FGTS estima que R$ 12,3 bilhões podem
ser captados dessa maneira. Além disso, do aporte inicial de
patrimônio líquido do FGTS, só sobraram R$ 2,1 bilhões
para serem usados no Programa de Aceleração do Crescimento.
Ou seja, as regras atuais poderiam
conceder apenas mais R$ 14,4 bilhões. Como a emenda à
medida provisória elevaria o valor para R$ 66,4 bilhões,
o impacto a favor do PAC seria superior a R$ 50 bilhões.
O Instituto FGTS propôs
a alguns senadores que o texto da MP 464 fosse rejeitado para que apenas
10% dos recursos dos trabalhadores pudessem ser aplicados no PAC. A
organização não governamental defende a aprovação
de um projeto de lei que permite a aplicação de outros
10% em ações da Petrobras para a exploração
de petróleo da camada do pré-sal.
Votação
As mudanças na MP foram
introduzidas pelo relator da proposta na Câmara, Átila
Lins, e mantidas pelo relator no Senado, Osmar Dias (PDT-PR). Eles conversaram
com líderes governistas e representantes do Planalto e da Caixa
Econômica para fazerem as modificações.
Osmar Dias disse ao Congresso
em Foco que, ao contrário do que aconteceu na Câmara, não
haverá polêmica sobre o suposto caráter eleitoreiro
da emenda incluída na MP 464. Ele acredita que a votação
começa nesta terça-feira (13). A assessoria da Presidência
do Senado informou que José Sarney (PMDB-AP) ainda não
foi comunicado de nenhum acordo para votação.
Para Osmar Dias, não
existe risco de o FGTS ser esvaziado. “Isso não prejudica
os trabalhadores e ainda gera emprego. A cada dois anos tem eleição.
Se pararmos por isso, o país para”, defende o senador.
O deputado Átila Lins defende a alteração no fundo
para dar novo oxigênio ao PAC. “O fundo está engessado
e precisa ser realimentado”, diz. “São investimentos
em portos, ferrovias, hidrelétricas. Achei interessante para
o país. Não achei que fosse medida política e eleitoral”,
acrescentou.
Emendas estranhas
Originalmente, a MP 464 destina
R$ 1,9 bilhão para um fundo a ser divido entre os estados exportadores.
O líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado, disse que a emenda
de Lins tratava de outro assunto e, portanto, deveria ser rejeitada
pela Casa.
“Essa matéria não
tem nada a ver com a MP. Não se trata de FGTS. A medida provisória
trata de Lei Kandir e de Fundo Garantidor de micro, pequenas e médias
empresas. Não trata de FGTS”, criticou ele, no plenário.
Mas o presidente da Câmara,
Michel Temer (PMDB-SP), não aceitou a questão de ordem
suscitada por Caiado. “Eu justifiquei que a emenda também
tratava de um fundo”, lembra Átila Lins.
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GAZETA DO POVO, 13 de outubro
de 2009 | Vida Pública
Orçamento
Requião e Richa querem mais gastos
livres
Governador terá R$ 50 milhões
e o prefeito, R$ 45 milhões, para usarem onde quiserem
Publicado em 13/10/2009 | Rosana Félix
O governo do Paraná e a prefeitura de Curitiba querem ter mais
liberdade para remanejar alguns recursos dos seus respectivos orçamentos
de 2010 – ano de eleições. Nos projetos de leis
orçamentárias encaminhados ao Legislativo em 30 de setembro,
ambos reservaram uma fatia maior para os gastos livres, reunidos na
rubrica reserva de contingência. Enquanto o governo do estado
estimou um crescimento de 5,89% no orçamento, a reserva prevista
é 41,73% superior. No caso do Executivo municipal, a previsão
de alta do orçamento é de 8,73%, enquanto a reserva de
contingência apresenta alta de 28,7%, e a reserva orçamentária,
de 161,90%.
Esses recursos extras podem
ser usados pelo próprio Executivo, que precisa apenas baixar
um decreto – uma decisão feita no gabinete, sem a necessidade
de autorização do Legislativo – para determinar
onde a verba será aplicada. Também podem bancar as emendas
apresentadas pelos vereadores ou deputados – que têm autonomia
para modificar a peça orçamentária, desde que ela
seja aprovada pela maioria em plenário. Os governos estadual
e municipal negam qualquer alteração no orçamento
com vistas às eleições de 2010.
A reserva de contingência
normalmente é utilizada para bancar despesas previdenciárias
extras. O professor Neio Lúcio Peres Gualda, do Departamento
de Economia da Universidade Estadual de Maringá (UEM),
após analisar os dados dos orçamentos do governo estadual
e da prefeitura de Curitiba, afirmou que essas sobras estão superestimadas.
“Não há justificativa técnica para as reservas
serem tão grandes. As despesas previdenciárias são
mais ou menos estáveis, e não há nenhuma situação
de risco. Além disso, é possível fazer projeções
por meio de cálculo atuarial”, observa.
Para Gualda, especialista em
orçamento público, o componente eleitoral pode ter pesado
no planejamento do ano que vem. “Acho que, para 2010, foram previstas
sobras para acomodar alguma situação cujo encaminhamento
ao Legislativo pudesse ser mais complicado.” O diretor do curso
de Ciências Econômicas da PUCPR, Carlos Magno Bittencourt,
concorda. “Os recursos de contingência podem ser aplicados
de forma autônoma. O Executivo sempre encontra uma brecha para
cobrir qualquer conta que tenha.”
Montante
O governo do Paraná terá
quase R$ 50 milhões em 2010 para remanejar como quiser. Como
Roberto Requião (PMDB) deve deixar o comando do Palácio
Iguaçu em abril, a tempo de se candidatar a uma cadeira no Senado,
o vice-governador Orlando Pessuti – provável candidato
do PMDB na sucessão estadual – herdará uma boa folga
orçamentária. Além disso, Pessuti tem grandes chances
de dispor de R$ 1,2 bilhão adicional (leia mais na próxima
página).
O montante “livre”
que Beto Richa – um dos pré-candidatos tucanos ao Palácio
Iguaçu – pode ter em 2010 é de R$ 45 milhões,
considerando a reserva orçamentária e de contingência.
Isso é 53,5% superior ao valor deste ano. Caso ele efetivamente
concorra ao governo do estado, também deverá deixar o
cargo em abril. Nesse caso, o benefício de remanejar os recursos
será do vice, Luciano Ducci (PSB).
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FOLHA DE LONDRINA, 13 de
outubro de 2009 | Política
Nova lei eleitoral permite doações
de sindicatos
Uma brecha na nova lei eleitoral, que já vale para as eleições
de 2010, permite que sindicatos façam doações para
campanhas por meio de cooperativas controladas por eles, na prática.
Isso porque um parágrafo acrescentado ao artigo 24 da lei eleitoral
(9.504/97) autorizou que cooperativas repassem dinheiro a candidatos,
desde que não sejam concessionárias de serviços
públicos nem recebam recursos de governos.
Com isso, cooperativas que cumprem
esses critérios - algumas ligadas a grandes sindicatos proibidos
de doar, atualmente -, poderão fazer doações a
partidos que apoiam ou têm alguma relação histórica,
como é o caso dos metalúrgicos do ABC, ligados a Lula
e ao PT. Só essa classe tem duas cooperativas (uma de crédito
e outra habitacional). Formalmente, as cooperativas são independentes.
Na prática, a ligação é total. Elas surgem
por iniciativa dos sindicatos. Muitas funcionam no mesmo prédio
e têm dirigentes sindicais entre os cooperados.
A emenda permitindo a doação
surgiu por articulação da Organização das
Cooperativas Brasileiras (OCB), que representa o setor. No Congresso,
seu porta-voz foi o deputado federal Dr. Ubiali (PSB-SP). Até
2006, as cooperativas já utilizavam uma lacuna jurídica
para doar. Em 2008, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vetou essa possibilidade.
Entretanto, com as mudanças aprovadas no fim de setembro, a contribuição
passa a valer.
Agência Graffo
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FOLHA DE SÃO PAULO,
13 de outubro de 2009 | Brasil
Pré-candidatos se preparam
para afastar tensão eleitoral
Potenciais aspirantes à Presidência
fazem de acupuntura a artesanato para relaxar | Enquanto Serra é
adepto da massagem e Dilma medita, Ciro faz aulas de saxofone e Aécio
joga futebol; Marina lê a Bíblia e faz poesia
DA REPORTAGEM LOCAL
Meditação, acupuntura,
som, suor e contas de colar. Donos de temperamento forte e em concentração
para a corrida eleitoral do ano que vem, os potenciais candidatos à
Presidência da República têm receitas próprias
de combate ao estresse e à ansiedade.
Em boa parte dos casos, a descoberta de técnicas de relaxamento
se confunde com o calendário político. Hoje líder
nas pesquisas para a Presidência, o governador de São Paulo,
José Serra (PSDB), é prova disso.
Adepto da massagem e do alongamento, Serra recorreu à acupuntura
no segundo semestre de 1997, após tensa campanha e derrota na
eleição para a Prefeitura de São Paulo. Nunca mais
parou. "Faço acupuntura ao menos uma vez por semana. É
relaxante e revigorante", diz.
Assim com as aulas de alongamento, as sessões de acupuntura são
adaptadas ao excêntrico relógio biológico de Serra,
que costuma dormir já de madrugada. Geralmente, elas são
programadas para o fim da noite, e podem acontecer em dias de debate
ou até em um 31 de dezembro, véspera de posse.
O governador também não resiste quando lhe apresentam
o seu mapa astral e até já ensaiou uma aula de ioga. Mas,
fazendo uma espécie de losango ao juntar polegar e indicador
das duas mãos, brinca: "Se um dia eu conseguir ficar um
hora assim [sem pensar], é porque não preciso mais de
nada".
Presente
A iminência de um desafio eleitoral levou a ministra da Casa Civil,
Dilma Rousseff , à meditação transcendental. Em
janeiro -já cotada para concorrer à Presidência
pelo PT-, Dilma fez aulas por uma semana para a prática da meditação.
Enviada de Pernambuco a Brasília, a instrutora Adriane Brasileiro
foi um presente do ex-prefeito de Recife e hoje secretário estadual
de Articulação, João Paulo Lima (PT).
Os quatro primeiros passos para apresentação da técnica
foram feitos ao lado do ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias
(PT-MG). Os últimos passos são individuais.
"Tínhamos que adaptar o horário à agenda da
ministra", lembra Adriane.
A meditação transcendental exige 40 minutos diários
de prática: 20 pela manhã e à noite. Sem nenhum
vínculo religioso, consiste na repetição mental
de um mantra em sânscrito para limpeza da mente.
"Pergunte a Dilma e a Patrus sobre os benefícios da meditação
transcendental", sugere João Paulo.
Procurada por intermédio de sua assessoria, Dilma não
se manifestou sobre a prática.
Sax
O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) se vale das aulas de saxofone. Mas, disposto
a sedimentar sua candidatura na base de sustentação do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, admite: "Preciso retomar
as aulas de sax. Não faço outra coisa além de viajar
pelo país".
Já a senadora Marina Silva (PV-AC), embora não se considere
propensa ao estresse, busca o que chama de janela: "Manter a mente
ocupada com assuntos que interessam fora da pauta política".
"Também faço artesanato. A maioria dos colares que
uso foi desenhada e feita manualmente por mim, quase sempre esculpindo
sementes. E gosto de costurar, quando possível", conta a
senadora.
"Fazer poesia, ou algo que generosamente chamo de poesia, é
outra atividade que me dá muita satisfação",
acrescentou.
Evangélica, Marina não abandona a Bíblia. "Creio
que o que me dá tranquilidade, mesmo diante de muitas pressões,
é minha fé em Deus. Leio sempre a Bíblia, que me
acompanha em todos os lugares", disse.
Disputando com Serra o direito de representar o PSDB na eleição
presidencial de 2010, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves,
faz ginástica regularmente e também joga futebol com os
amigos uma vez por semana. À noite.
Em 2006, no auge da briga interna para a escolha do candidato do PSDB
à Presidência, Aécio -um dos cotados- justificou-se
ao atender, ofegante, o telefone. "Desculpe. Tenho de jogar bola.
Senão, fico como os outros", disse. (CATIA SEABRA)
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AGÊNCIA DIAP, 13 de
outubro de 2009
CNTM coloca no ar blog para debater redução
da jornada de trabalho
A luta pela redução da jornada de trabalho de 40 horas
entrou pesado na internet, no momento em que o movimento sindical pressiona
a Câmara dos Deputados a votar a proposta, em primeiro turno,
no plenário.
A Confederação
Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM-Força Sindical)
colocou no ar, na segunda-feira passada (5), o blog www.euquero40horas.org.br,
que será atualizado diariamente com as manifestações
de apoio às 40 horas que chegarem à redação.
Participe enviando seu comentário.
Inicialmente, foram postadas
opiniões do presidente da Força, deputado federal Paulo
Pereira da Silva (PDT/SP); do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos
de São Paulo e Mogi das Cruzes, Miguel Torres; do presidente
da CNTM, Clementino Vieira; e do presidente do Dieese, Tadeu Morais.
"O movimento sindical
já tem clareza suficiente para defender esta mudança,
que é de amplo alcance social para os trabalhadores. Precisamos,
contudo, massificar os nossos argumentos em defesa da redução
perante a sociedade brasileira e, em Brasília, continuar pedindo
o voto dos parlamentares pelas 40 horas", explica Clementino Vieira.
(Fonte: Agência Sindical)
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
13/10/2009
Bancária queria 15 minutos de intervalo.
Ganhou uma hora
Uma ex-funcionária do
Banco Interamericano reclamou que deveria ter quinze minutos de intervalo
intrajornada (tempo para descanso e refeição) –
e não uma hora, como concedia a empresa. Mas, para a Justiça
do Trabalho, segundo as normas em vigor, para jornada superior a seis
horas diárias, esse intervalo deve ser mesmo de uma hora. Com
esse entendimento, a Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho,
em voto do ministro Renato de Lacerda Paiva, rejeitou recurso da trabalhadora
e manteve a validade da extensão do intervalo, de 15 minutos
para uma hora, como havia sido determinado pelo empregador.
Em ação trabalhista,
a empregada pretendia obter o reconhecimento de direito à remuneração
da diferença decorrente dessa extensão, alegando que permanecia
no local de trabalho além dos 15 minutos, à disposição
do banco. A primeira instância constatou que, de fato, sua jornada
excedia às seis horas e, portanto, tinha direito ao intervalo
de uma hora, e não de apenas 15 minutos, como alegou para fundamentar
o pedido.
A questão chegou ao TST
mediante recurso de revista da trabalhadora. O relator na Segunda Turma,
ministro Renato de Lacerda Paiva, considerou o caso interessante, diante
do fato de a trabalhadora reclamar o direito 15 minutos de intervalo,
quando tem direito a um hora. Em seu voto, ele explicou que o artigo
255 da CLT prevê a prorrogação da jornada dos bancários
para até oito horas diárias e que o caput do artigo 71,
por sua vez, estabelece que nas atividades contínuas que excedam
a seis horas é obrigatória a concessão de uma hora
de intervalo para descanso e refeição, salvo acordos em
contrário.
Diante da natureza protetiva
do direito do trabalho, observou o ministro, a melhor interpretação
para o entendimento desses dispositivos legais é a que observa
“a jornada efetivamente cumprida, e não a contratada, porquanto
os intervalos previstos em lei têm o objetivo de evitar o esgotamento
físico e/ou psíquico do trabalhador”. E acrescentou
que esses malefícios podem manifestar-se em qualquer trabalho
contínuo, com mais de seis horas de duração. O
banco não pode ser penalizado por cumprir a lei que beneficia
a empregada, concluiu o relator ao negar o recurso da bancária.
A decisão foi por maioria. (RR-186-2002-043-15-00.3)
(Mário Correia)
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13/10/2009
Acordo entre as partes não implica
redução de recolhimento ao INSS
A contribuição
previdenciária deve incidir sobre o valor total do acordo firmado
entre as partes, respeitando-se a proporção de prestações
de natureza salarial e indenizatória fixadas na sentença
transitada em julgado. A partir desse entendimento unânime, a
QuartaTurma do Tribunal Superior do Trabalho reconheceu o direito de
o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) receber contribuições
previdenciárias reconhecidas em sentença transitada em
julgado e posteriormente alteradas por meio de acordo homologado na
Justiça.
Como destacou a relatora do
recurso de revista do INSS, ministra Maria de Assis Calsing, não
se discute no processo a possibilidade de as partes litigantes estabelecerem
acordo em qualquer tempo, pois essa é uma das características
da Justiça do Trabalho, mas sim se haveria algum limite para
a negociação. Segundo a relatora, a jurisprudência
do TST entende que o acordo não poderia alcançar direitos
de terceiros, no caso, do INSS.
O INSS recorreu ao TST depois
que o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM) indeferiu
seu pedido, por considerar que o acordo firmado após o trânsito
em julgado da sentença desobriga as partes de efetuarem os recolhimentos
previdenciários sobre as parcelas deferidas na decisão
judicial.
Para o INSS, ao contrário,
o acordo feito após o trânsito em julgado da sentença
não poderia prejudicar seu direito de receber as contribuições
previdenciárias já reconhecidas. Isso porque o fato gerador
da obrigação tributária, alegou, decorreria da
sentença que reconhecera o direito do empregado a determinadas
parcelas, e não do acordo realizado posteriormente.
Durante o julgamento no TST,
a advogada da Telemar Norte Leste S.A., uma das partes do processo,
chamou a atenção para o fato de que a empresa concordou
com as condições do acordo, uma vez que houve respaldo
judicial. No entanto, disse a advogada, agora a empresa estava sendo
surpreendida com a determinação de novos recolhimentos
previdenciários.
A relatora, Maria de Assis Calsing,
explicou que, quando a Subseção de Dissídios Individuais
do TST debateu esse tema, duas correntes surgiram. Uma, no sentido de
que o acordo se sobrepõe à sentença, tal como sustentou
a advogada no caso. E outra, que foi a tese vencedora na SDI, entendendo
que, embora as partes tenham liberdade para fazer acordos na época
que desejarem, não podem transacionar sobre verbas já
reconhecidas a uma terceira parte. Portanto, deve haver o recolhimento
previdenciário sobre o valor total das verbas salariais reconhecidas
na sentença transitada em julgado.
Assim como a relatora, os demais
ministros da Turma, embora reconheçam haver dificuldades na adoção
desse entendimento, o adotaram em respeito à orientação
da SDI. Ainda de acordo com a relatora, devido a essa interpretação
majoritária do TST, “quando uma empresa for fazer um acordo,
agora já deve pensar naquilo que é devido ao INSS.”
(RR-1547/2003-911-11-00.0)
(Lilian Fonseca)
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13/10/2009
Ausência do código de custas
na guia de recolhimento não configura deserção
A Quinta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho reformou decisão do Tribunal Regional do Trabalho
da 17ª Região (ES), que havia declarado a deserção
de um recurso ordinário interposto pela Fininvest Negócio
de Varejo Ltda., por não constar, no comprovante de pagamento
do preparo recursal, o código que revela a destinação
do recolhimento das custas processuais. A Instrução Normativa
nº 20 define que as custas e emolumentos da Justiça do Trabalho
deverão ser recolhidos ao Tesouro Nacional mediante a utilização
do códigos 8019 - Custas da Justiça do Trabalho - Lei
nº 10.537/2002.
A empresa havia recorrido contra
sentença da 4ª Vara do Trabalho de Vitória, que a
condenou a pagar horas extras em ação trabalhista, mas
o Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (ES) rejeitou
o recurso ordinário, por considerá-lo deserto, ou seja,
irregular para produzir efeitos jurídicos, considerando a falta
da informação sobre o código do recolhimento no
comprovante de depósito, como exigido pela Instrução
Normativa nº 20 do TST. A Fininvest recorreu ao TST.
Segundo o relator do recurso
na Quinta Turma, ministro Emanuel Pereira, o Regional ultrapassou os
limites da razoabilidade ao decidir pela deserção. O pagamento
havia sido feito dentro do prazo recursal e continha o mesmo valor determinado
na sentença, bem como a indicação da Vara de Origem,
o nome das partes e o número correto do processo trabalhista.
O procedimento atendeu aos requisitos da lei às instruções
normativas, uma vez que o artigo 789, § 1° da CLT exige apenas
que o pagamento seja efetuado dentro do prazo recursal e no valor estipulado
na decisão de primeiro grau. (RR-134/2007-004-17-00.8)
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13/10/2009
JT garante indenização de R$25
mil a trabalhador que sofreu perda auditiva
Foram vinte e um anos de trabalho
em ambientes com níveis de barulho acima dos limites de tolerância
do corpo humano. Para compensar a perda auditiva parcial sofrida pelo
empregado, a Justiça do Trabalho condenou a Ultrafértil
S.A. a pagar indenização por danos morais, no valor de
R$ 25 mil.
A defesa da Ultrafértil
tentou excluir da condenação a obrigação
de indenizar o empregado ou, pelo menos, reduzir o valor arbitrado.
Entretanto, com fundamento no voto da presidente da 8ª Turma do
Tribunal Superior do Trabalho, ministra Maria Cristina Peduzzi, o colegiado
rejeitou (não conheceu) o recurso de revista da empresa.
Na avaliação da
relatora, não houve as violações legais e constitucionais
alegadas pela parte. Para reformar a decisão, seria preciso reexaminar
provas do processo – o que é impossível em instância
extraordinária como o TST. Quanto ao pedido de redução
do valor fixado, a ministra esclareceu que a questão não
fora abordada no recurso ordinário ao Tribunal Regional do Trabalho
da 2ª Região (SP), depois de arbitrado pela sentença
de primeiro grau. Portanto, a matéria não poderia ser
discutida nesta fase recursal.
A empresa insistiu que sempre
fornecera equipamentos de proteção individual aos trabalhadores
e que o problema auditivo adquirido pelo empregado não causou
incapacidade para o trabalho, nem comprometeu sua vida social. Desse
modo, sustentou a defesa, como não foram preenchidos os requisitos
do artigo 186 do Código Civil (que trata da responsabilidade
daquele que causou dano a outrem), não existiria o direito do
empregado à indenização.
Mas, de acordo com a relatora,
as provas analisadas pelo Regional (inclusive laudo médico) confirmavam
a relação entre o prejuízo causado para a saúde
do trabalhador e a prestação de serviço em ambiente
ruidoso por muitos anos. Além do mais, medidas educativas e de
prevenção só foram adotadas pela empresa a partir
da década de oitenta, e o empregado iniciou o contrato de trabalho
em 1969. (RR- 712/2005-251-02-00.0)
(Lilian Fonseca)
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FETRACONSPAR, 13 de outubro de 2009 | Eventos
Câmara Técnica dos Setores de Plantio,
Extração e Transformação da Madeira
FETRACONSPAR participa de reunião
na SRTE/PR
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Ramthun
em reunião na SRTE/PR com a Câmara Técnica. |
O presidente da FETRACONSPAR/
DEPACOM, GERALDO RAMTHUN, esteve reunido na manhã
desta terça-feira (13/10), na sede da Superintendência
Regional do Trabalho e Emprego do Paraná, com a Câmara
Técnica dos Setores de Plantio, Extração e Transformação
da Madeira composta por representantes da SRT/PR, Federação
da Agricultura do Estado do Paraná – FAEP; Federação
das Indústrias do Estado do Paraná – FIEP; Federação
dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná –
FETAEP; Ministério Público do Trabalho, para reunião
da Câmara.
A Câmara Técnica
dos Setores de Plantio, Extração e Transformação
da Madeira tem por objetivo regular e discutir os problemas relacionados
às técnicas de plantio, de extração e de
transformação da madeira, no âmbito do Estado do
Paraná, com ênfase nas questões trabalhistas, de
segurança e saúde no trabalho e fiscais em geral, limitada
às entidades sindicais que a compõem, visando otimizar
as ações de fiscalização, a preservação
dos direitos sociais e o estabelecimento de padrões legais, morais
e éticos do segmento envolvido.
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Ramthun
em reunião na SRTE/PR com a Câmara Técnica. |
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