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O ESTADO DO PARANÁ,
20 de outubro de 2009 | Economia
Lula reafirma que Brasil crescerá
5% em 2010
Agência Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou hoje, no programa
semanal de rádio "Café com o Presidente", que
prevê crescimento de aproximadamente 5% para o Brasil em 2010.
De acordo com Lula, o País está preparado para crescer,
criar mais empregos e distribuir renda. "É isso que todos
nós queremos", afirmou. "Essa é uma coisa extraordinária,
que me deixa muito feliz, e eu estou muito otimista com o ano de 2010",
disse.
Lula também reiterou
as previsões para o emprego em 2009 e afirmou ter ficado "muito
feliz" quando, em setembro, o País abriu 252 mil vagas de
trabalho com carteira assinada, segundo os dados do Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados (Caged). De acordo com o presidente, o Brasil
criará em 2009 um milhão de postos formais. "Eu tenho
mais um ano e três meses de mandato, vou trabalhar como nunca
trabalhei na minha vida para concluir as coisas que estamos fazendo,
para aperfeiçoar aquilo que possa ter algum defeito e, ao mesmo
tempo, para deixar o Brasil mais preparado para quem vier depois de
mim", disse.
A obra de transposição do Rio São Francisco, que
o presidente visitou na semana passada, também foi abordada por
Lula no programa. Segundo ele, o deslocamento do rio é um projeto
"extraordinário", que mudará "um pouco"
a cara do Nordeste, sobretudo do Semiárido. Lula declarou que
mais brasileiros deveriam visitar a obra do canal, porque é "extraordinariamente
importante para o Brasil". "Muito mais importante ainda para
os Estados do Nordeste que são recebedores dessa água:
Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, e mais
importante ainda para 12 milhões de pessoas que moram no semiárido
nordestino, que são pessoas que vão ser beneficiadas com
essa água."
Não apenas a obra,
na qual são investidos R$ 6 bilhões, mas também
as melhorias no entorno dela, o que inclui o saneamento básico
e a coleta de esgoto em todas as cidades às margens do rio, destacou
Lula, trarão benefícios para as cidades. Ao mesmo tempo,
segundo ele, o governo recupera as margens do São Francisco.
"Eu penso que essa obra vai fazer um diferencial na parte mais
empobrecida do nosso País", afirmou.
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Folha de S.Paulo, 20 de
outubro de 2009
HABITAÇÃO
Crédito para casa própria
bate recorde
DA REUTERS
O volume de empréstimos
imobiliários com recursos da caderneta de poupança alcançou
R$ 3,6 bilhões em setembro, um recorde na história do
SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), segundo
a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito
Imobiliário e Poupança).
O volume de financiamentos contratados no mês passado corresponde
a alta de 13,3% ante o registrado em agosto.
Nos últimos 12 meses, as operações contratadas
no âmbito do SBPE somam R$ 30,4 bilhões, com aumento de
4,7% ante setembro do ano passado.
Conforme a Abecip, os "dados indicam que o SBPE retomou os níveis
anteriores à crise e tenderá a apresentar evolução
positiva, em termos reais, em 2009, quebrando os recordes de 2008".
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Agência Estado, 20 de
outubro de 2009
Mantega anuncia tributo sobre entrada
de capital externo para conter especulação
A partir desta terça-feira
(20), os recursos estrangeiros que ingressarem no País por meio
de Bolsa de Valores, título público e renda fixa terão
incidência de IOF com alíquota de 2%
O ministro da Fazenda, Guido
Mantega confirmou, nesta segunda-feira (19), a expectativa do mercado
e decidiu impor a taxação de Imposto sobre Operações
Financeiras (IOF) sobre a entrada de capital estrangeiro para investimentos
em renda fixa e variável.
A taxa será cobrada apenas
na entrada e não terá diferença entre recurso de
curto ou longo prazo.
A partir desta terça-feira
(20), os recursos estrangeiros que ingressarem no País por meio
de Bolsa de Valores, título público e renda fixa terão
incidência de IOF com alíquota de 2%.
"Eu queria anunciar a implantação
de um tributo sobre aplicações de estrangeiros na Bolsa
de Valores e também nas aplicações do mercado financeiro,
ou seja, renda fixa", afirmou o ministro em entrevista coletiva
concedida na capital paulista.
"Não haverá
taxação sobre investimento estrangeiro direto (IED)",
acrescentou.
O ministro ressaltou que a aplicação
de impostos sobre a entrada de capital estrangeiro tem como objetivo
evitar "um excesso de especulação na Bolsa de Valores
e no mercado de capital em razão da grande liquidez que existe
hoje no mercado internacional".
Mantega disse que o Brasil é
hoje um mercado muito atrativo para o investidor externo e que a medida
não tem como objetivo elevar a arrecadação federal
que está em queda desde o início do ano em razão
da crise.
Mantega ressaltou que a medida
foi tomada também para proteger a produção nacional,
incentivar a volta dos investimentos e preservar o emprego dos trabalhadores.
"Queremos impedir um excesso
de valorização do real. Quando o real se valoriza, acaba
encarecendo nossas exportações e barateando as importações
e já temos um aumento expressivo das importações
e as exportações não estão crescendo como
deveriam", afirmou.
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Congresso em Foco, 20 de
outubro de 2009
Uso de FGTS em consórcio
será liberado até dezembro
Conselho Curador do fundo deve regulamentar
nova lei no final do ano
Eduardo Militão
Ao contrário do que fez
duas vezes, o presidente Lula não vetou a permissão para
que as 531 mil pessoas detentoras de consórcios para comprar
imóveis possam usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS) para pagar suas dívidas com a casa própria. Mas
vai demorar para sair do papel a regulamentação da novidade,
prevista na Lei 12.058/2009, sancionada na semana passada.
A assessoria do Ministério
do Trabalho informou ao Congresso em Foco que a regulamentação
do uso do fundo em consórcios só sai em dezembro. E não
há data específica para o detalhamento das regras.
Antes da Lei 12.058, só
era possível usar o FGTS em financiamentos de casas e apartamentos.
A nova norma diz que mesmo no caso de residências já adquiridas
pelos consorciados o dinheiro do fundo poderá ser utilizado para
a amortização das prestações.
Outra novidade é a isenção
de contratação de seguros quando são feitos empréstimos
habitacionais com dinheiro do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR)
e Fundo de Desenvolvimento Social (FDS).
A lei tem origem na Medida Provisória
462, que foi editada com dez artigos e acabou sancionada com 49. Com
as mudanças feitas no Congresso, ela tratou de quase 30 assuntos
diferentes.
Imóveis
representam 14% dos consórcios

Mercado dos imobiliários aumenta 7%

Fonte: Associação Brasileira
das Administradoras de Consórcios
O que diz a lei
Art. 11. O art. 20 da Lei
no 8.036, de 11 de maio de 1990, passa a vigorar acrescido do seguinte
§ 21:
“Art. 20. ...........................................................
§ 21. As movimentações autorizadas nos incisos V
e VI do caput serão estendidas aos contratos de participação
de grupo de consórcio para aquisição de imóvel
residencial, cujo bem já tenha sido adquirido pelo consorciado,
na forma a ser regulamentada pelo Conselho Curador do FGTS.” (NR)
Art. 30. O art. 2o da Medida
Provisória no 2.197-43, de 24 de agosto de 2001, passa a vigorar
acrescido do seguinte § 3o:
“Art. 2o ...........................................................
§ 3o Nas operações em que sejam utilizados recursos
advindos do Fundo de Arrendamento Residencial - FAR e do Fundo de Desenvolvimento
Social - FDS, os agentes financeiros poderão dispensar a contratação
de seguro de que trata o caput, nas hipóteses em que os riscos
de morte e invalidez permanente do mutuário e de danos físicos
ao imóvel estejam garantidos pelos respectivos Fundos.”
(NR)
Conheça
a Lei 12.058/2009
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Gazeta do Povo, 20 de outubro
de 2009
Governo federal
A um ano da eleição, mais
500 mil entram no Bolsa Família
Brasília - A menos de um ano das eleições de 2010,
o governo federal resolveu ampliar pela terceira vez neste ano o número
de beneficiários do Bolsa Família, principal programa
social da gestão do presidente Lula. Desde ontem, 500 mil novas
famílias foram incluídas no programa, que já atinge
12,4 milhões de lares e movimenta R$ 1 bilhão por mês.
O governo nega o interesse eleitoral
na expansão e argumenta que segue estimativa feita pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Mapa
de Pobreza, para definir o número de assistidos pelo programa.
Ao todo, 1,3 milhão de
famílias passaram a fazer parte do programa em 2009 – sendo
500 mil em agosto e outros 300 mil em maio. Segundo o Ministério
do Desenvolvimento Social, em 2010, a ampliação
do programa deve atingir mais 500 mil famílias, chegando a 12,9
milhões de domicílios.
Além da ampliação
no número de família assistidas, em
setembro o governo já havia reajustado em 10% o valor do benefício
– sendo que o valor médio concedido passou
de R$ 86 para R$ 95. O aumento significa R$ 99,1 milhões a mais
em relação a agosto. Esse foi o terceiro reajuste dos
valores em quase seis anos de execução do programa. A
primeira recomposição nos valores,
de 18,25%, ocorreu em agosto de 2007. Em julho do ano passado, o reajuste
havia sido de 8% e em 2009 chegou a 10%.
Apesar de o governo evitar relacionar
as mudanças com as eleições, nos bastidores, interlocutores
do presidente Lula reconhecem que as medidas podem dar sustentação
à bandeira social da candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma
Rousseff, na disputa pela sucessão presidencial em 2010.
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Folha de S.Paulo, 20 de
outubro de 2009
Fortalecido pelo DEM, Aécio
decide dar ultimato ao PSDB
Mineiro quer oficializar intenção
de disputar Presidência e antecipar definição do
partido | Governador tem dito que, se decisão ficar para depois
de fevereiro, vai se lançar ao Senado em MG; cúpula do
DEM também cobra pressa
CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
O governador de Minas, Aécio
Neves, desembarcou ontem em São Paulo decidido a dar um ultimato
ao PSDB. Fortalecido por recentes manifestações de simpatia
do DEM, Aécio viajou até São Paulo para oficializar
sua disposição de concorrer à Presidência
e rechaçar a vice numa chapa com o governador de São Paulo,
José Serra.
Antes de embarcar para um jantar com Serra, Aécio antecipou a
aliados preocupações quanto à indefinição
do partido. A decisão, alega, não pode ficar para março
sob pena de se reproduzir o cenário de 2006.
Os tucanos apontam o tardio lançamento como um dos motivos da
derrota de Geraldo Alckmin para Lula em 2006.
A interlocutores, Aécio tem dito que, se o PSDB empurrar a decisão
para depois de fevereiro, vai se lançar candidato ao Senado em
Minas.
O anfitrião do jantar foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), chegou por
volta das 20h30. Aécio, às 21h.
Embora não discorde de Serra publicamente, Aécio se queixa
de imobilidade. Recentemente, ele teve que cancelar uma viagem por quatro
Estados do Norte do país. Ele argumenta ainda que, escolhido,
o candidato poderia monopolizar o tempo de programa partidário,
em vez de dividi-lo.
DEM
Reunida em São Paulo, a cúpula do DEM também cobrou
pressa do PSDB. Ainda sob impacto das declarações de preferência
do presidente do partido, Rodrigo Maia (RJ), por Aécio, os democratas
afirmaram que a decisão cabe ao PSDB.
Mas avisaram que a demora impõe risco nos Estados: "Se ficar
para março, vamos pagar um preço. Devemos tomar precauções
para que não se perca o controle da aliança", alertou
o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), para
quem "a explicitação de preferências não
soma".
Já o líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO),
afirma que, sem um candidato que avalize as alianças nos Estados,
vai propor que, na convenção, o partido seja liberado
e não oficialize aliança com o PSDB.
"Eles não têm o direito de exigir aliança de
nós. Por que vamos constranger os democratas? Libera geral",
disse.
Candidato ao governo da Bahia, Paulo Souto disse que o "DEM deveria
deixar a iniciativa de seleção de candidatos ao PSDB".
Mas alerta: "Não pode demorar muito".
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Agência
Senado, 20 de outubro de 2009
Projeto permite que trabalhador movimente
FGTS a partir dos 65 anos

O trabalhador que possui conta no Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ganha o direito de sacar
todo o valor de seu saldo em diversas situações - uma
delas quando completa 70 anos. Proposta do senador Demóstenes
Torres (DEM-GO), no entanto, estabelece que aos 65 o trabalhador já
poderá ter direito a esse benefício. O projeto está
na pauta da reunião de quarta-feira (21) da Comissão de
Assuntos Sociais (CAS) do Senado.
Demóstenes Torres (DEM-GO)
argumenta que a idade exigida atualmente "é muito elevada
para o padrão brasileiro, em que a expectativa de vida corresponde
a 71,59 anos" (média aproximada na época em que o
texto foi apresentado, em 2006). Assim, argumenta ele, "o trabalhador
que consegue atingir 70 anos de idade saca seu FGTS, mas, em média,
tem menos de dois anos para usufruir dos recursos, o que não
é justo, pois os recursos lhe pertencem".
O relator do projeto (PLS
322/06), senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), apresentou voto favorável
à aprovação da matéria, que será
examina em decisão terminativa na CAS.
Acompanhante de idoso
Também está na
pauta da CAS projeto que altera a Lei nº 9.656/98 (que trata de
planos e seguros privados de assistência à saúde)
para permitir a cobertura das despesas do acompanhante de paciente idoso.
A senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) é a autora da matéria
(PLS
317/07).
O relator da proposta, senador
Raimundo Colombo (DEM-SC), acatou sugestão do senador Paulo Paim
(PT-RS) e estendeu esse benefício aos acompanhantes de paciente
com deficiência, "desde que se atenda a recomendação
médica expressa". O texto também receberá
da CAS decisão terminativa.
A reunião da Comissão
de Assuntos Sociais será realizada na sala 9 da Ala Alexandre
Costa, a partir das 11h.
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O ESTADO DO PARANÁ,
20 de outubro de 2009 | Política
Dinheiro da Secretaria Municipal do Trabalho
vai para Rua 24 Horas
Roger Pereira
Uma mensagem da prefeitura de Curitiba, solicitando a abertura de crédito
de R$ 1,27 milhão para reformar a Rua 24 horas desagradou a oposição
na Câmara Municipal.
Isso porque a previsão
é retirar os recursos da Secretaria Municipal de Trabalho e Emprego
(SMTE). A mensagem já foi aprovada pela Comissão de Economia,
com voto contrário das vereadoras Professora Josete (PT) e Noêmia
Rocha (PMDB) e vai a plenário.
“Não temos nada
contra a revitalização da Rua 24 horas; um importante
cartão postal da cidade, mas discordamos da forma como a reserva
de recursos está sendo feita”, disse Josete, destacando
que a SMTE é uma das pastas com menor orçamento na administração
municipal e que “recentemente devido a impasses com a Procuradoria
Geral do Município (PGM), a pasta perdeu a oportunidade de atender
pelo menos sete mil jovens de baixa renda por meio do Projovem, projeto
do Governo Federal voltado à qualificação profissional,
ao perder o prazo. Por isso, não faz sentido retirar dinheiro
da SMTE para outros fins”, justificou.
Além do baixo orçamento,
R$ 4,136 milhões para 2009, e da perda dos cerca de R$ 9 milhões
do Projovem, a Secretaria do Trabalho também enfrenta dificuldades
para cumprir suas metas no Contrato de Gestão firmado com a Prefeitura.
Até agosto, a secretaria
só havia cumprido 20% das metas de qualificação
profissional. A SMTE comprometeu-se a qualificar 3,4 mil trabalhadores
neste ano. A pasta é comandada pelo ex-vereador Jorge Bernardi
(PDT), do partido do senador Osmar Dias, possível adversário
do prefeito Beto Richa (PSDB) nas eleições estaduais do
ano que vem.
A reportagem tentou contato
com o secretário, que não atendeu o celular. A prefeitura
manifestou-se em nota, dizendo apenas que “a abertura de crédito
adicional aprovada pela Câmara Municipal, conforme mensagem número
060/2009, é perfeitamente legal e será usada em benefício
da cidade, na reforma da Rua 24 Horas”.
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O ESTADO DO PARANÁ,
20 de outubro de 2009 | Economia
Setor de autopeças aquece
economia com acordos
Helio Miguel
Os acordos salariais realizados nas últimas semanas entre empregados
e fornecedoras de autopeças para montadoras devem injetar cerca
de R$ 21 milhões na economia do Estado.
Ontem, o Sindicato dos Metalúrgicos
da Grande Curitiba (SMC) e o Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgaram um balanço
das 20 negociações realizadas na região, que garantiram
a cerca de 5 mil a 6 mil trabalhadores da categoria aumentos reais de
3,7% (8,3%, no total), abonos de R$ 1,5 mil e piso salarial de R$ 1
mil.
Para o presidente do SMC, Sérgio
Butka, um dos principais fatores positivos das negociações
deste ano foi a consolidação do Estado como referência
para o setor no País, ao lado da região do grande ABC,
em São Paulo onde os acordos deste ano foram inferiores aos paranaenses.
“O Paraná hoje
é um grande balizador das últimas negociações
nacionais. Antes todos esperavam o que iria acontecer no ABC para usar
os acordos como referência”, observou.
De acordo com Butka, o piso
salarial do setor de autopeças fechado na Grande Curitiba já
é maior que do Grande ABC, que é de R$ 980. Mesmo assim,
os salários médios na região paulista ainda são
maiores que os paranaenses, que recebem R$ 2.273. Em São Bernardo
do Campo, por exemplo, a média é de R$ 2.927; no restante
da Grande São Paulo, de R$ 2.342; em Campinas, chegam a R$ 3.330.
O sindicalista apontou que, ao menos no setor de autopeças, as
negociações, feitas individualmente com cada empresa,
foram rápidas e não ficaram marcadas por greves mais destacadas.
Segundo ele, os funcionários
da companhia Thyssenkrupp Presta, em São José dos Pinhais,
foram os que realizaram a paralisação mais longa, que
durou 24 horas. Na maioria das outras, quando houve suspensão
das atividades, a pausa foi curta: de 30 minutos a uma hora apenas.
O economista do Dieese, Cid
Cordeiro, avaliou que as conquistas foram positivas. “As negociações
começaram em um patamar de 0% e chegaram aos 3,7% de aumento
real”, diz.
Para ele, o cenário,
este ano, foi bem diferente, já que a crise levou a uma série
de demissões no setor, entre as duas datas-base. “Os trabalhadores
pagaram a crise com o emprego, e foram buscar a retomada no salário”,
explica.
Apesar dos resultados positivos
nas fornecedoras de autopeças, uma das empresas, onde as negociações
devem começar no mês que vem, deverá merecer cuidados
especiais do Sindicato. É a Bosch, que, em crise devido à
diminuição da demanda internacional, demitiu, ainda em
junho, 900 funcionários.
“A recuperação
do mercado da empresa deve acontecer somente no segundo semestre do
ano que vem”, lembrou. “Até lá, certamente
teremos dificuldades. Temos que negociar com mais tato.”
Montadoras
Butka também fez uma
avaliação das negociações com as montadoras,
que levaram a greves nas três principais indústrias do
setor na região. Ele minimizou as ameaças feitas por algumas
empresas, de que as paralisações quase anuais poderiam
afetar novos investimentos no Estado.
“É uma queda de
braço, normal quando a disputa fica mais acirrada”, afirmou,
lembrando que investir no Paraná ainda é muito vantajoso
para as companhias, devido à produtividade mais alta e os salários
mais baixos.
Segundo Butka, cada metalúrgico
paranaense produz 2,8 automóveis por ano em média, enquanto
os paulistas fabricam 1,7. Ao mesmo tempo, a média dos salários
no setor, no Paraná, ainda é 54% menor do que a de São
Paulo.
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Gazeta do Povo, 20 de outubro
de 2009
Trabalho
Metalúrgicos tentam obter aumento
real
Categoria conseguiu reajuste de 8,3% das montadoras
e quer estender porcentual para outras empresas
O Sindicato dos Metalúrgicos
da Grande Curitiba (SMC) pretende usar o índice de 8,3%, obtido
recentemente em acordo com as montadoras instaladas na região
metropolitana, como parâmetro para negociação salarial
dos trabalhadores do setor de máquinas, metalurgia e fornecedoras
de peças e equipamentos.
O índice representa aumento
real de 3,7%, mais a reposição integral da inflação
nos últimos 12 meses, medida em 4,44% pelo Índice Nacional
de Preços ao Consumidor (INPC). A data-base da categoria é
em 1º de outubro e, segundo balanço divulgado ontem, o sindicato
já fechou acordo com 17 empresas do setor, que também
concordaram em pagar aos trabalhadores abono salarial entre R$ 1 mil
e R$ 1,5 mil.
Juntas, essas empresas reúnem
cerca de 5 mil trabalhadores e correspondem a um terço da produção
do setor no Paraná. A maioria das companhias que ainda não
fecharam o acordo fornece peças diretamente ao mercado, e não
para as montadoras.
“O resultado das negociações
foi extremamente positivo. Apenas uma empresa [ThyssenKrupp Presta,
localizada em São José dos Pinhais] parou por 24 horas,
o que mostra que as negociações estão andando rápido”,
avalia o presidente do SMC, Sérgio Butka.
Segundo cálculos do Dieese,
esse aumento deve representar a injeção de R$ 21 milhões
na economia paranaense em um ano. “Os acordos consolidam um avanço
conquistado com a greve das montadoras, fixando uma referência
para as outras negociações”, avalia o economista
do Diesse Cid Cordeiro.
O índice de reajuste
dos metalúrgicos da RMC está entre os maiores do país,
e se iguala ao aumento real obtido pelos trabalhadores de São
Caetano do Sul (SP). Para os metalúrgicos do ABC Paulista o índice
foi de 6,53%, com 2% de aumento real. Mesmo obtendo maiores reposições
nos últimos anos, o salário médio de um metalúrgico
paranaense continua sendo, em média, 57% inferior ao de um trabalhador
do ABC Paulista.
Dificuldade
Para o presidente do Sindicato
das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material
Elétrico do Estado do Paraná (Sindimetal-PR), Roberto
Karam, no entanto, será “muito difícil” que
as empresas aceitem o índice proposto pelo SMC.
“Os números que
estão sendo colocados não têm nenhum embasamento.
A negociação passa a ser uma questão política
entre os sindicatos, para ver quem tem o melhor índice de reajuste
do país”, afirma
“Aumento real, nesta situação,
é muito complicado. A crise ainda não passou no Paraná.
Muitas indústrias têm a produção voltada
à exportação, e esse mercado continua parado”,
diz Karam. Segundo ele, o setor metal-mecânico no estado ainda
enfrenta uma queda de 13% em média na produção
em relação ao mesmo período do ano passado. “No
nosso ponto de vista, hoje, a reposição da inflação
seria mais realista.”
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BEM PARANÁ, 20 de
outubro de 2009 | Economia
Greve
Paralisação da Caixa entra
no 27º dia
Hoje, dia 20 de outubro, a greve dos trabalhadores da Caixa Econômica
Federal entra no 27º dia de paralisação. A continuidade
da greve e a disposição de luta dos bancários é
reforçada diariamente com a postura de descaso adotada pela empresa.
O ajuizamento do dissídio coletivo, no último dia 15,
só deixou a categoria mais revoltada e aborrecida com o posicionamento
da instituição financeira. A expectativa dos bancarios
era de que a Caixa, assim como o movimento sindical, apostasse na via
negocial, sem intervenção do Poder Judiciário.
“O movimento sindical
e os trabalhadores acreditam no diálogo e na transparência”,
reforça Otávio Dias, presidente do Sindicato. Desta forma,
a empresa poderia apresentar antes da audiência agendada para
amanhã, dia 21, uma proposta mais interessante para os trabalhadores.
Além da assembleia informativa desta terça-feira, dia
20, às 17 horas, no Espaço Cultural e Esportivo dos Bancários,
o único agendamento é mesmo o da primeira audiência
de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST),
na quarta.
Várias bases sindicais espalhadas pelo país já
decidiram que só voltam a realizar assembleia quando tiverem
alguma proposta de acordo para analisar.
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TRT/SP, 20 de outubro de
2009
TRT/SP: empresa controlava uso do banheiro
durante jornada de trabalho
A 12ª Turma do TRT/SP reformou decisão de primeira instância
para reconhecer hipótese de rescisão indireta do contrato
de trabalho pela prática de assédio moral contra empregada,
caracterizado pela fiscalização excessiva de sua rotina
e utilização de práticas classificadas pelos julgadores
como sendo "gestão por constrangimento".
Entre as práticas passíveis
de causar constrangimento a que se submetia a autora diariamente estava
o uso controlado dos banheiros da empresa durante a jornada de trabalho.
Segundo a autora, o uso do toalete
devia ser previamente solicitado ao supervisor e não podia ultrapassar
o tempo total de cinco minutos, independentemente do número de
vezes utilizado.
Além desse fato, destacou
que eram constantes as ameaças de advertência, suspensão
e justa causa, e as penas disciplinares aplicadas eram anunciadas publicamente
perante os funcionários.
A funcionária também
era obrigada a realizar vendas de produtos de clientes, tarefas distintas
daquelas para as quais foi contratada, e eventual recusa ou omissão
acarretava punição disciplinar, tal como a suspensão,
já aplicada a trabalhadora em algumas situações.
Assédio
moral
O desembargador relator Davi Furtado Meirelles ressaltou em seu voto
que a prova produzida não deixou dúvidas a respeito do
assédio moral do qual foi vítima a reclamante, pois evidencia
o 'terror' psicológico adotado cotidianamente, caracterizando
gestão de pessoal por 'constrangimento', conduzindo ao reconhecimento
da hipótese de rescisão indireta do contrato de trabalho.
O julgador salienta que as decisões
judiciais não apenas reconhecem a lesão pretérita
de direitos, como também moldam as relações de
trabalho, tanto as novas como aquelas em curso, por intermédio
da consolidação da jurisprudência, humanizando os
departamentos pessoais de grandes, médias e pequenas empresas,
em prestígio ao princípio da dignidade da pessoa humana,
um dos fundamentos da República, insculpido no artigo 1º
da Constituição Federal.
Por fim, destaca, também,
que "não se há falar em ausência de imediatidade
do empregado em relação à conduta faltosa do empregador,
pois o assédio moral se materializa, geralmente, por intermédio
da atitude reiterada do empregador ou seus prepostos", bem assim
que "a tolerância do empregado quanto ao assédio moral
do empregador não configura perdão tácito, eis
que motivada pela impossibilidade de o trabalhador prescindir, ainda
que temporariamente, da relação de emprego, fonte de renda
própria e da família".
A decisão foi acompanhada
pela unanimidade dos desembargadores da 12ª Turma do TRT/SP que
participaram do julgamento.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
20/10/2009
Escolha de local de residência não
impede concessão de horas de percurso
O local escolhido pelo empregado
para morar não afasta, em princípio, o seu direito ao
recebimento de horas de percurso, se o empregador forneceu-lhe, espontaneamente,
transporte de casa para o local de trabalho. Essa é a conclusão
unânime da Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que
acompanhou voto relatado pelo presidente do colegiado, ministro Lelio
Bentes Corrêa, para dar provimento ao recurso de revista de trabalhadora
que teve o pedido de horas de percurso rejeitado pela Justiça
do Trabalho gaúcha.
No caso, o TST não concedeu as horas de percurso requeridas por
ex-empregada da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE),
mas determinou o retorno do processo ao Tribunal Regional do Trabalho
da 4ª Região (RS) para julgar novamente os embargos de declaração
em que a trabalhadora pediu pronunciamento expresso sobre a incompatibilidade
dos horários do transporte público existente com a sua
jornada de trabalho.
A trabalhadora insiste na tese de que os horários não
eram compatíveis, tanto que a empresa fornecia transporte para
o trajeto. Afirmou que foi contratada em 1978 para trabalhar no município
gaúcho de Candiota e permaneceu residindo em Bagé até
o fim do contrato em 1997. Disse ainda que a decisão do Regional
violou os artigos 93, IX, da Constituição (que garante
decisões judiciais fundamentadas, sob pena de nulidade), 832
da CLT (que trata da necessidade de apreciação das provas
e os fundamentos das decisões) e 458 do CPC (sobre os requisitos
da sentença).
O TRT se baseou em prova testemunhal para manter a sentença que
negou à trabalhadora o direito às horas de percurso. Entendeu
que, se a empregada quisesse, poderia ter optado por morar próximo
ao local de prestação do serviço (Candiota), em
vez de Bagé. Assim, o Regional considerou irrelevante para a
solução do conflito esclarecer os horários do transporte
público coletivo, na medida em que a trabalhadora fez opção
por residir em cidade diferente da que trabalhava.
No entanto, como explicou o relator, ministro Lelio Bentes, a jurisprudência
do TST (Súmula nº 90) não impõe esse tipo
de restrição para a concessão das horas de percurso.
Os requisitos para o deferimento são o fornecimento de transporte
pelo empregador ao empregado para o local de trabalho e a incompatibilidade
do transporte público existente no local com os horários
de início e término da jornada de trabalho. Portanto,
a opção feita pela trabalhadora de continuar residindo
em Bagé não determinava o indeferimento das horas de percurso.
Ainda de acordo com o relator, a resistência do TRT em explicar
pontos relevantes para o desfecho do processo, conforme pedido pela
trabalhadora, de fato, caracteriza vício de procedimento e confirma
as violações alegadas. Desse modo, como houve claro prejuízo
à empregada, a decisão do Regional nos embargos de declaração
foi anulada para dar lugar a novo exame da matéria. (RR-86465/2003-900-04-00.2)
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20/10/2009
Multa de 10% do CPC não cabe em execução
provisória trabalhista
A multa de 10% sobre o valor da condenação judicial, prevista
no Código de Processo Civil, por atraso na quitação
do débito, não se aplica no caso em execução
provisória na Justiça do Trabalho, quando ainda existem
recursos a ser julgados. Com essa tese, a Terceira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho decidiu que só existiria a penalidade para
processos em fase de execução definitiva.
No caso, o Sebrae conseguiu
alterar no TST decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª
Região (MG), que manteve a condenação da multa
de 10% imposta em sentença de primeiro grau. Em sua defesa, a
instituição sustentou, entre outros argumentos, que essa
penalidade seria inaplicável em processo do trabalho.
O ministro Maurício Godinho
Delgado, relator do recurso na Terceira Turma do TST, afirmou que a
multa pode ser aplicada na Justiça do Trabalho por analogia,
em função da inexistência de penalidade similar
na CLT, mas a penalidade não atinge a execução
provisória, caso do processo em questão. Nessa fase, ressaltou
o relator, a empresa tem a opção de oferecer bens para
garantir o pagamento, sem a necessidade de depósito em dinheiro.
O mesmo aconteceria com processos
em que as partes fizeram acordo e há previsão de multa
em caso de seu descumprimento. Tratando-se, porém, de execução
definitiva, em que está determinado o pagamento em dinheiro,
com autorização de bloqueio bancário dos valores
pendentes, estaria clara a compatibilidade da multa do CPC com o processo
de execução trabalhista, concluiu o ministro. (RR-314/2005-023-03-41,0)
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FETRACONSPAR, 20 de outubro de 2009 | Eventos
Mobilização
Diretores da CUT/PR visitam a FETRACONSPAR
Na manhã de hoje (20/10),
o Secretário de Finanças da FETRACONSPAR e futuro Presidente
da NCST/Paraná – DENILSON PESTANA DA COSTA
recebeu a visita dos Diretores da CUT/PR: REGINA PERPETUA CRUZ
(Sec. da Mulher Trabalhadora), MARISA STEDILE (Secretaria Geral) e JOSÉ
ALEXANDRE DOS SANTOS – ZÉZÃO (Secretario
Relações de Trabalho), na sede da federação,
sito à Rua Dr. Faivre, n.º 888 – Centro – Curitiba/PR.
Na oportunidade foi discutido os preparativos das Centrais para a 6ª
Marcha da Classe Trabalhadora a ser realizada no dia 11 de novembro
em Brasília/DF e a mobilização para a aprovação
da proposta de emenda à Constituição (PEC) 231/95,
que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas.
Também ficou previamente agendada uma reunião para o dia
16 de novembro, para tratar do Encontro com a Bancada Federal do Paraná
(Deputados Federais) que ocorrerá no dia 23 de novembro.
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