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Agência Diap, 27 de
outubro de 2009
Veja ataca sindicalismo brasileiro
com velha e surrada cantilena udenista
A revista "Veja" que está nas
bancas (edição 2136) traz matéria de cinco páginas
contra o movimento sindical.
O objetivo, evidente, é
desqualificar o movimento, repetindo a cantilena udenista da tal "república
sindicalista", sacada pelos golpistas de 64 para justificar a derrubada
de Jango e instaurar a ditadura.
A abertura da matéria
diz: "Poucos negócios no Brasil são tão lucrativos
quanto montar um Sindicato. Sim, você leu direito. Na república
sindical instalada no Brasil pelo governo petista, conseguir representar
uma categoria profissional virou excelente negócio". E vai
por aí...
Alguns sindicalistas são
entrevistados, entre eles Jacy de Melo, da CUT, Emílio Ferreira
Júnior, da Feticom, e Ricardo Patah da UGT.
Leia abaixo a íntegra
da matéria e tire suas conclusões.
"Pra quebrar tudo é
mais caro
De olho no dinheiro do imposto
sindical, centrais de trabalhadores contratam capangas armados a 180
reais por cabeça para invadir territórios rivais e "roubar"
filiados umas das outras
Poucos negócios no Brasil
são tão lucrativos quanto montar um sindicato. Sim, você
leu direito. Na república sindical instalada no Brasil pelo governo
petista, conseguir representar uma categoria de trabalhadores virou
excelente negócio. Mas não um negócio qualquer.
Para começar, o sindicato tem monopólio local garantido
por lei. Essa categoria é minha e ninguém tasca! A segunda
característica desse ramo especialíssimo de negócio
é o fato de que o dinheiro cai no caixa automaticamente, sem
que seja preciso mexer uma palha.
As contribuições,
para filiados ou não, são compulsórias. Delas,
dos impostos e da morte, ninguém escapa. Uma terceira faceta
do negócio é ainda mais atraente. A lei garante a inviolabilidade
de suas finanças. Isso significa que os sindicatos estão
dispensados de prestar contas sobre como gastam o dinheiro arrecadado
compulsoriamente. Quando se somam essas facilidades todas, fica evidente
que os sindicalistas chegaram não apenas ao Planalto, mas ao
paraíso.
Digamos que, mesmo em um ambiente
favorável assim, um dirigente sindical brasileiro sinta-se insatisfeito.
Sem problema. Passa pela direção de um sindicato o caminho
mais curto para conseguir a nomeação para algum alto posto
no governo federal em Brasília, que tem 12% dos cargos de confiança
ocupados por pessoas ligadas às centrais sindicais.
Mas - e sempre tem um mas -
um negócio desses, garantido e lucrativo, é muito disputado.
Como se verá nesta reportagem, disputado a pau e pedra. Para
evitarem que um sindicato "roube" o monopólio de filiação
de outro, lideranças desenvolveram uma estratégia previsível
quando se trabalha fora do alcance da lei.
Estão contratando capangas
armados para, na base do quebra-quebra e da pancadaria, impedir a realização
de assembleias de fundação de sindicatos potencialmente
concorrentes. Em São Paulo, desde o ano passado, já foram
registradas dezenas de confrontos do tipo, alguns envolvendo até
300 homens de cada lado - pois a parte ameaçada reage com a mesma
moeda e sai a contratar arruaceiros.
Desarmado, cada um custa 130
reais; armado, sai por 180 reais - ou 250 reais caso seja policial.
"Agora, se for pra quebrar tudo, fica mais caro", disse a
VEJA o chefe de um dos mais ativos serviços de milícia
de aluguel de São Paulo. Ele garante ter trabalhado para três
das seis principais centrais sindicais do país.
O gangsterismo sindical, agora
em sua versão explícita, começou com uma mudança
legal ocorrida no ano passado. No Brasil, desde o governo Getúlio
Vargas, vigora o sistema de unicidade sindical, que permite a existência
de apenas um sindicato por categoria em determinada região.
Uma portaria do governo, porém,
passou a admitir a abertura de entidades "concorrentes" em
uma mesma região desde que a sede da mais nova não fique
no mesmo local que a sede da mais antiga. Imagine-se o Sindicato dos
Garçons, com sede na cidade de São Paulo e atuação
em toda a Grande São Paulo.
Ele era o único autorizado
a representar os profissionais da região. Hoje, com as atuais
regras, qualquer um pode montar o, digamos, Sindicato dos Garçons
do B, desde que a sua base fique, por exemplo, em Santo André
- onde a primeira entidade não mais poderá atuar. Do ponto
de vista do modelo sindical, a mudança não significa nenhum
avanço. Ela é apenas a fragmentação de um
monopólio. Os garçons brasileiros - ao contrário
dos seus colegas americanos ou da maior parte dos europeus - continuam
sem ter o direito de decidir se querem ou não contribuir com
os seus sindicatos e também sem poder escolher qual a entidade
que vai representá-los.
O fato de a "contribuição"
ser compulsória garante que o dinheiro seja entregue ao sindicato
que fica na região em que o contribuinte trabalha. Já
do ponto de vista prático, deu no que deu.
No mês passado, para fundar
mais dois sindicatos na cidade de Bertioga (litoral de São Paulo),
a CUT levou 400 "seguranças", como o secretário
de organização da entidade, Jacy Afonso de Melo, prefere
chamar os capangas de aluguel. "Dona" do pedaço, a
Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário do Estado de São Paulo (Feticom) recepcionou
a CUT com 600 homens, prontos para impedir a realização
das assembleias ("Metade era trabalhador, metade a gente pagou",
admite o presidente da Feticom, Emílio Alves Ferreira Júnior).
O embate só não
aconteceu porque, na última hora, os líderes dos dois
lados decidiram sentar-se para lotear entre si as cidades que permaneceriam
sob a esfera de influência de cada um. Já o desfecho do
embate ocorrido em 31 de julho, em Osasco, entre a mesma CUT e a Nova
Central foi menos diplomático. A disputa para abocanhar as "contribuições"
de trabalhadores do setor de bares e restaurantes envolveu 300 cavalheiros,
muitos sopapos, coquetéis molotov e cadeiras voando pelos ares.
"Estamos vivendo numa anarquia
sindical. E a razão é que o movimento está sendo
dirigido por interesses financeiros e pessoais", diz Ricardo Patah,
presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT).
A CUT e a Força Sindical,
as duas maiores centrais do país, perderam território
para as novas entidades, criadas por lideranças de olho na reestruturação
da divisão do imposto sindical sacramentada pelo presidente Lula
no ano passado. A mudança agraciou as centrais com 10% do imposto
arrecadado pelos sindicatos, porcentagem que antes ficava para o governo.
Foi um presentão do "paizão" Lula - como, na
ocasião, se referiu ao presidente da República um sindicalista.
O "presentão do paizão" foi comemorado em grande
estilo. Dirigentes de classe organizaram um festão no Congresso,
com vinho e uísque 12 anos rolando solto.
Não foi o único
mimo ofertado por Lula aos companheiros sindicalistas. Em março
de 2008, ele vetou um dispositivo que autorizava o Tribunal de Contas
da União (TCU) a fiscalizar as contas dos sindicatos - inescrutáveis
desde a Constituição de 1988, que pretendeu, dessa forma,
proteger as organizações de interferências do poder
público.
"Esse veto é inacreditável.
É a primeira vez em que alguém diz que dinheiro público
não precisa ser auditado. Nem o Banco Central tem essa autonomia",
afirma o sociólogo José Pastore. Nas poucas vezes em que
um órgão logrou escarafunchar a caixa-preta das entidades,
como o TCU em 2003, os resultados foram alarmantes.
Dos 137 milhões de reais
em verbas federais destinadas a centrais sindicais pelo Plano Nacional
de Qualificação do Trabalhador (Planfor), ninguém
soube dizer onde foram parar 30,6 milhões. A auditoria do TCU
só foi possível porque o dinheiro investigado não
provinha do imposto sindical, mas de verbas federais. A apuração
do TCU inspirou o governo de São Paulo a investigar com lupa
os contratos e convênios firmados com sindicatos usando dinheiro
do Planfor. Até agora, foram analisados 206 dos 876 contratos
firmados de 1999 a 2006. Todos mostraram algum tipo de irregularidade,
formal ou envolvendo de notas frias a listas de alunos-fantasma.
"O modelo sindical brasileiro
reúne as três piores características possíveis.
Primeiro a unicidade sindical, seguida do sustento das entidades por
contribuição compulsória e, claro, a blindagem
contra fiscalização", afirma Otávio Pinto
e Silva, professor de direito da USP. Mesmo com seu figurino fora de
moda, o sindicalismo nacional ganha cada vez mais espaço e dinheiro
- o que, mais uma vez, coloca o Brasil na contramão da história.
Para o sociólogo Leôncio Martins, as entidades de classe
estão em franco declínio.
"A mobilidade do capital
internacional, a flexibilização da produção
e a maior heterogeneidade da força de trabalho, resultado do
crescimento da mão de obra imigrante, são alguns dos fatores
que apontam para isso", diz. Mas no Brasil, ao menos por enquanto,
os dirigentes não precisam se preocupar, já que têm
o sustento garantido por um governo "companheiro".
Na Argentina, Juan Domingo Perón
inundou os sindicatos de dinheiro e, em troca, pôde usá-los
como armas de auxílio direto para a sua sustentação
na Presidência. No Brasil, os sindicatos já deram incontáveis
provas de lealdade ao governo do qual dependem. Assumiram uma atitude
de contemplação bovina diante de questões antes
explosivas, como o salário mínimo e o desemprego.
Mas o maior favor prestado ao
"governo companheiro" é o ensurdecedor silêncio
que os sindicatos dedicam aos escândalos da administração
petista. Lula, o "paizão", tem retribuído à
altura - fingindo ignorar que seus "filhos" agem como gângsteres
na luta para manter os lucrativos territórios."
Matéria
assinada por Laura Diniz, publicada na edição de 28 de
outubro da revista Veja
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Congresso em Foco, 27 de
outubro de 2009
Lula diz que Brasil será
quinta economia mundial em seis anos
Thomaz Pires
O presidente Lula disse nesta
segunda-feira (26) que a economia brasileira tem tudo para ser a quinta
no mundo em apenas seis anos. A afirmação, feita durante
o programa de rádio semanal Café com o presidente, foi
dada para justificar a divulgação do último levantamento
do IBGE, que apontou queda na taxa de desocupação no país.
Pela pesquisa, a taxa de desemprego
no Brasil em setembro foi de 7,7%, o que representa uma queda de 0,4
ponto percentual frente a agosto (8,1%). Embalado pela estatística,
Lula mostrou-se otimista com a queda.
“Quando o Banco Mundial
faz um estudo e prevê que se o Brasil continuar crescendo, o Brasil
pode, em 2016, ser a quinta economia do mundo, é um desafio que
está colocado para nós. Então, nós precisamos
fazer as coisas corretas, sabe, nós não temos que fazer
nenhuma invenção e nenhuma mágica”, disse
o presidente.
Na avaliação de
Lula , as previsões para os próximos levantamentos do
IBGE são ainda mais animadoras. “Na medida em que (sic)
a gente cria as condições para essa pessoa comprar sua
casinha, essa pessoa comprar sua televisão, sua geladeira, seu
fogão, sua máquina, seu carro, nós estamos fazendo
o quê? Estamos girando a economia desse país. É
por isso que os dados do IBGE me deixam muito satisfeito, e eu acho
que eles só tendem a melhorar daqui para frente.”
O presidente aproveitou o programa
para comentar o otimismo do governo com o biodiesel. Ele comentou a
antecipação na adição de 5% do novo combustível
ao diesel. A previsão do Ministério de Minas e Energia
era fazer a adição somente em 2013, chegando assim a 5%
do biodiesel ao diesel.
De acordo com o presidente,
empresas de ônibus também já manifestaram interesse
em fazer testes para incorporar o B5, como é chamado o biocombustível,
aos motores dos veículos usados nas frotas. Na avaliação
do presidente, a ampliação da utilização
do biocombustível não reflete apenas no avanço
da indústria automobilística brasileira. Segundo ele,
a intenção do governo também é ficar cada
vez mais atento às questões climáticas.
“Nesse momento em que
estamos discutindo a questão do clima, o Brasil pode dar uma
contribuição de forma excepcional, aumentando mais o etanol
e aumentando mais o biodiesel. O mais importante é que praticamente
85% das empresas que produzem o biodiesel são empresas que têm
o selo social”, afirmou o presidente.
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BEM PARANÁ, 27 de
outubro de 2009 | Economia
Estou convencido de que estamos no caminho
certo, diz Lula
Presidente admitiu que previsão
feita pelo Banco Mundial de que em 2016 o Brasil possa se tornar a 5ª
maior economia do mundo é um "desafio"
Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva afirmou hoje (26) estar convencido de que a economia brasileira
está “no caminho certo”. Em seu programa semanal
Café com o Presidente ele admitiu, entretanto, que a previsão
feita pelo Banco Mundial de que em 2016 o Brasil possa se tornar a 5ª
maior economia do mundo é um “desafio”.
“O que o Brasil precisa
é ter vários anos de crescimento consecutivo para que
a gente possa gerar mais empregos, mais renda, aumentar os ganhos dos
trabalhadores. A sociedade vai ter mais poder de consumo, as empresas
vão produzir mais e nós vamos gerar mais empregos. É
uma roda gigante, que não pode parar nunca”, disse.
Lula se declarou “satisfeito”
com os números divulgados na semana passada pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE) , que indicam que a taxa de
desocupação em setembro ficou em 7,7% – a mesma
de setembro do ano passado.
Para o presidente, não
é preciso fazer “nehuma invenção ou mágica”
mas ter a consciência de que há espaço para mais
crédito e desoneração em alguns setores. “Temos
que incentivar o povo brasileiro a comprar aquilo que ele ainda não
tem”, afirmou.
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O DIÁRIO DO NORTE
DO PARANÁ, 27 de outubro de 2009 | Economia
Construção Civil/ Maringá:
Encontro debaterá inovações
As inovações na construção
civil demoram para se difundir no Brasil. De acordo com especialistas,
embora responda por cerca de 5% do Produto Interno Bruto (PIB), o setor
ainda não se industrializou completamente.
Segundo o consultor do Sebrae-PR
em Maringá, Joversi Luiz de Rezende, as novidades, que buscam
aumentar a produtividade e reduzir os custos, chegam primeiro aos grandes
centros para, somente alguns anos depois, ser adotado por empresas do
interior. “Em geral, esse processo leva, no mínimo, cinco
anos”, diz.
Essa demora será o foco
da segunda edição da etapa paranaense do Encontro Nacional
para Inovação na Construção Civil (Eninc),
promovido pelo Sebrae-PR e pelo Sindicato da Indústria da Construção
Civil do Noroeste do Paraná (Sinduscon-NOR/PR).
O evento ocorrerá em
Maringá, no Centro de Eventos Araucária, de amanhã
até sexta-feira e é voltado a empresários, engenheiros,
arquitetos e profissionais autônomos. As inscrições
são gratuitas. A expectativa de público é de 2
mil pessoas.
Em Maringá, o setor se
reaqueceu nos últimos três anos. Segundo o empresário
e presidente do Sinduscon-NOR/PR, Marcos Mauro Pena de Araújo
Moreira, o mercado passou, antes disso, por um período de estagnação
de 20 anos. “Os empresários não investiam em tecnologia”,
afirma. “Agora, quem não procurar inovações
estará fora do mercado em dois ou três anos.”
Para a doutora em Engenharia
Maria Angélica Covelo Silva, “a inovação
na construção civil foi significativa na década
de 90 e nos anos 2000, mas aquém do que de fato precisaria ser
para melhorar a produtividade, reduzir custos, avançar na qualidade,
segurança e impacto ambiental”.
Ela diz que as inovações
no setor foram puxadas pela indústria de materiais e sistemas
construtivos e que, agora, é necessário criar uma cultura
da inovação.
As inscrições
para o Eninc podem ser feitas gratuitamente pelo site www.sebraepr.com.br
e pelo telefone 0800-570-0800.
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BEM PARANÁ, 27 de
outubro de 2009 | Política
Minha Casa Minha Vida
Problemas no PAC da Habitação
em Curitiba viram alvo da Câmara
Atraso em obras e dúvidas sobre programa
preocupam vereadores de oposição
Redação Bem Paraná
Para o vereador Pedro Paulo, do PT, a área de habitação
em Curitiba pode estar na berlinda. O vereador recebeu nas últimas
semanas reclamações sobre atraso nas execução
das obras do PAC Habitação. Além das reclamações,
conta que semanalmente recebe inúmeros emails solicitando informações
sobre como se dará o o Programa "Minha Casa Minha Vida"
na cidade de Curitiba.
Por estes motivos, hoje, durante
a sessão plenária irá propor que os vereadores
organizem uma estratégia de acompanhamento sobre o assunto. "A
Câmara Municipal de Curitiba não poderá se omitir
neste assunto. Recebo inúmeros emails solicitando informações
sobre o programa. Há muita expectativa e é nosso dever
dar uma resposta à população", diz o vereador.
A previsão é que
12 mil casas sejam construídas em Curitiba, mas ao contrário
do que foi prometido, elas só devem ficar prontas no ano que
vem e não neste ano. Em todo o Estado estão previstos
R$ 1,76 bilhão para construção de cerca de 44 mil
casas. Há denúncias de que a Companhia de Habitação
Popular de Curitiba (Cohab-CT) teria adequado a inauguração
das obras com as eleições de 2010. O mês de inauguração
seria em março para coincidir com a desincompatibilização
dos ocupantes de cargos públicos, o que é negado pela
Cohab. Segundo a companhia, as chuvas, o aumento do preço do
material de construção e e a escassez de mão de
obra seriam o motivo do atraso de obras.
A cidade de Curitiba assinou
a sua adesão ao Programa no ano passado.“É preciso
garantir que a prefeitura provisione mais recursos do seu orçamento
para ampliar a sua atuação na área habitacional
e que os movimentos populares tenham participação ativa
no desenvolvimento deste Programa em Curitiba”, defendeu o vereador
Pedro Paulo.
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Folha de S.Paulo, 27 de
outubro de 2009
Centrais se queixam de interferência
nos sindicatos na OIT
Entidades questionarão no organismo atuação
do Ministério Público do Trabalho e da Justiça
CLAUDIA ROLLI
DA REPORTAGEM LOCAL
Seis centrais sindicais vão
entregar na próxima segunda-feira, em Genebra (Suíça),
denúncia ao diretor-geral da OIT (Organização Internacional
do Trabalho), Juan Somavia, para reclamar da interferência do
MPT (Ministério Público do Trabalho) e da Justiça
do Trabalho no movimento sindical.
"Em várias regiões do país, os sindicatos
estão sendo chamados para assinar termos de ajustamento de conduta
porque os procuradores do trabalho não consideram adequada a
cobrança de taxas de não sindicalizados. É o caso
da taxa assistencial, que é descontada, por conta da negociação
coletiva, uma vez por ano, de quem é sócio o ou não
do sindicato", diz Paulo Pereira da Silva, presidente da Força
Sindical. "Se o não sindicalizado também se beneficia
do mesmo reajuste negociado, por que ele não pode pagar a taxa
assistencial?"
Para Força, CUT, UGT, CTB, Nova Central Sindical e CGTB, com
a interferência, o país deixa de cumprir as convenções
98 e 135 da OIT, que tratam de direito de sindicalização,
negociação coletiva e representação do trabalhador.
"Vários sindicatos estão quebrados, sem sustentação
para bancar até o custo de campanhas salariais. Não vemos
a mesma vontade do MPT em fiscalizar entidades empresariais. Para os
procuradores, só tem ladrão do lado dos trabalhadores",
diz Paulinho.
Segundo Canindé Pegado, da UGT, a "intervenção"
tem ocorrido até em cláusulas assinadas em acordos negociados
entre patrões e empregados. "Até em questões
como o intervalo de descanso entre jornadas o MPT tem interferido."
A CUT também informa que serão denunciados atentados e
assassinato de sindicalistas. Integrantes de movimentos sociais -do
MST e da Contag (que reúne trabalhadores na agricultura)- também
devem participar do encontro.
Fábio Leal, presidente da ANPT (associação dos
procuradores do trabalho), diz que "não há interferência"
nos sindicatos. "O princípio da liberdade sindical não
é absoluto. É relativo porque tem de haver respeito às
leis. Mesmo que uma decisão tenha sido aprovada em assembleia,
tem de respeitar a legislação."
Em relação à cobrança de taxa assistencial
de não sindicalizados, ele afirma: "Há decisões
do STF e do TST que determinam que a cobrança de taxas não
seja feita de quem não é sindicalizado".
Luciano Athayde, da Anamatra (juízes trabalhistas), afirma que
"a Justiça atua em questões em que o MPT encontrou
inconsistências" e que os sindicatos já recebem financiamento
do imposto sindical. "Os sindicatos deveriam mostrar sua autonomia
financeira."
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Folha de S.Paulo, 27 de
outubro de 2009
Lei barra uso do FGTS em ações
da Petrobras
Fundos que no passado permitiram compra de ações
da estatal com o FGTS estão proibidos de receber recursos e cotistas
| Contrariando sugestão da Fazenda, nem empregando recursos próprios
cotistas de fundos de privatização podem elevar participação
SHEILA D'AMORIM
FERNANDA ODILLA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Sem mudança da legislação
em vigor, os trabalhadores que usaram seu FGTS (Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço) para investir na Petrobras não poderão
participar da nova oferta de ações a ser promovida pela
empresa.
A operação, que o governo Luiz Inácio Lula da Silva
quer iniciar em 2010, tem o objetivo de atrair recursos para a exploração
das novas reservas de petróleo na região do pré-sal
e será exclusiva para os atuais acionistas -a União, que
pretende ampliar sua fatia na empresa, e os sócios minoritários.
Para esses investidores, é uma oportunidade de ampliar os recursos
aplicados na estatal e, consequentemente, as chances de lucro.
Ao contrário dos demais acionistas minoritários da Petrobras,
os trabalhadores que compraram ações com dinheiro do FGTS
não terão o direito de participar do aumento de capital
da empresa nem mesmo usando recursos próprios, alternativa sugerida
na semana passada pelo ministro Guido Mantega (Fazenda).
Isso porque eles estão vinculados a fundos de investimento, chamados
de fundos mútuos de privatização, criados especificamente
para viabilizar a aplicação de parte do FGTS em ações
da Petrobras.
Esses fundos não podem receber mais recursos, e muito menos novos
cotistas.
Na prática, o acionista da empresa é o fundo de investimento
em que o trabalhador aplicou parte do seu FGTS. E são esses fundos
que deveriam fazer o aumento de capital para acompanhar o aporte anunciado
pelo governo. Para isso, precisariam de novos recursos.
O problema é que, de acordo com a instrução normativa
da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que regula o
funcionamento desses fundos, a política de investimento é
muito restrita. Segundo Daniel Walter Maeda Bernardo, da gerência
de Registros e Autorizações da CVM, isso ocorre porque
a normatização desses fundos atendeu a um ciclo de privatizações.
"Agora, os fundos estão em fase de manutenção.
Estão sujeitos à saída de recursos, e não
à entrada", diz. "Do jeito que está [a instrução
normativa], esses fundos não admitem recursos novos nem cotistas.
Não há essa previsão na regulamentação.
Eles já cumpriram seu papel", completa.
O texto da instrução, que data de 1998, é bem específico
e diz que os fundos serão destinados "à aquisição
de valores mobiliários no âmbito do PND (Programa Nacional
de Desestatização)", mediante aprovação
do Conselho Nacional de Desestatização. Só isso
já representa uma limitação, na avaliação
de especialistas, dado que a nova operação não
se trata de privatização, mas de capitalização
de empresa.
A regulamentação determina ainda que as cotas dos trabalhadores
sejam formadas "exclusivamente" por "recursos provenientes
de conversão parcial dos saldos do FGTS".
Uma forma que poderia ser usada para tentar driblar essa restrição,
segundo o ex-presidente da CVM Luiz Leonardo Cantidiano, seria o fundo
fazer uma "cessão de direito" para os seus cotistas.
Com isso, em vez de o fundo participar da capitalização,
o trabalhador o faria. No entanto, a alternativa é questionada,
e sua aplicação prática colocada em dúvida,
porque dependeria de uma aprovação dos participantes do
fundo em assembleia.
"Mesmo que isso fosse possível na teoria, na prática,
é inviável", avalia Bernardo. "São fundos
muito pulverizados, e convocar uma assembleia que seja representativa
é muito difícil."
Em audiência no Congresso, o presidente da Petrobras, José
Sérgio Gabrielli, foi direto. "Há uma contradição,
mas a lei [que regula os fundos] não permite que os fundos aumentem
a participação na Petrobras. Não se pode alterar
a condição original. O fundo não pode e o cotista
também não", disse aos deputados defensores do uso
do FGTS na abertura de capital da companhia.
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Folha de S.Paulo, 27 de
outubro de 2009
DEM veta aparição de Serra
em horário do partido na TV
Kassab enviou gravação em que
aparece ao lado do tucano, mas cúpula diz que não pode
exibir políticos de outra sigla | "Nunca foi cogitada a
participação de tucanos, até porque seria ilegal",
diz Rodrigo Maia, que tem demonstrado preferir Aécio
CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
A aparição do
governador de São Paulo, José Serra (PSDB), no programa
partidário foi ontem nova causa de desavença na cúpula
do DEM. Com a promessa de dois minutos para divulgação
de seu trabalho, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, incluiu,
na gravação, imagens ao lado de Serra.
O presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia (RJ), no entanto, resiste
à participação de tucanos, sob o argumento de que
o programa -que irá ao ar nesta quinta- destina-se à promoção
dos democratas.
"Nunca foi cogitada a participação de tucanos, até
porque seria ilegal", argumentou Rodrigo Maia, negando que a presença
de Serra tenha sido objeto de discussão com Kassab.
Segundo ele, as imagens de Serra nem sequer foram enviadas ao partido,
pois contrariaria o roteiro apresentado pela produtora GW, encarregada
da edição da cota de Kassab.
Mas, segundo democratas, Kassab e Maia discutiram o assunto. Maia pediu
que participação de Serra fosse suprimida, alegando que
o governador de Minas, Aécio Neves, não teria espaço
no programa. Kassab manteve o material intacto.
Outro problema teria sido a decisão de reduzir em 30 segundos
a cota reservada a Kassab. Editado na Bahia, o programa é apresentado
por Maia.
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e os líderes
no Senado, José Agripino (RN), e na Câmara, Ronaldo Caiado
(GO), gravaram participação no horário político.
Para Onyx Lorenzoni (RS), só democratas devem aparecer na TV.
"Como colocar candidatos de outros partidos?"
Os democratas divergem ainda sobre a divulgação de uma
pesquisa que indicaria que a maioria dos deputados do partido e do PPS
prefere a candidatura de Serra à Presidência. "Não
fui ouvido", disse Caiado.
Esse é mais um capítulo da turbulência iniciada
há duas semanas, quando Maia insinuou preferência por Aécio.
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O ESTADO DO PARANÁ,
27 de outubro de 2009 | Política
PEC prevê confisco de terra em caso
de trabalho escravo
Agência Estado
Está parada desde 2004 na Câmara dos Deputados a Proposta
de Emenda à Constituição 438/2001, a PEC do Trabalho
Escravo, que altera o artigo 243 da Carta, prevendo o confisco de propriedades,
sem direito à indenização, em casos de exploração
de mão de obra escrava. A proposta, que levou à criação
da Subcomissão de Combate ao Trabalho Escravo no Congresso, prevê
que as propriedades confiscadas sejam destinadas à reforma agrária.
A aprovação da
emenda é considerada por especialistas arma fundamental no combate
ao trabalho análogo à escravidão no Brasil. Atualmente
as punições aos exploradores desse tipo de mão-de-obra
são as determinadas no artigo 149 do Código Penal, que
prevê de dois a oito anos de prisão, e a inclusão
do nome na "lista suja" do Ministério do Trabalho e
Emprego, que pune os reincidentes com restrições de crédito.
Apresentada pela primeira vez em 1998 pelo deputado Paulo Rocha (PT-PA),
a PEC do Trabalho Escravo seguiu para o Senado, onde em 1999 foi transformada
na atual proposta, pelas mãos do ex-senador Ademir Andrade (PSB-PA).
A proposta chegou a ser aprovada em primeiro turno pela Câmara
em agosto de 2004 por 326 parlamentares, como resposta às cobranças
populares pelo assassinato de três auditores fiscais e um motorista
do Ministério do Trabalho em Unaí (MG), em janeiro do
mesmo ano.
O problema é que
logo depois da aprovação de primeiro turno a bancada ruralista
passou a trabalhar contra a proposta e até hoje não houve
acordo entre os líderes de partido para retomar a PEC às
votações.
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O ESTADO DO PARANÁ,
27 de outubro de 2009 | Política
Pela primeira vez, Sudeste lidera ranking
do trabalho escravo
Agência Estado
O número de pessoas flagradas no campo trabalhando em condições
análogas à escravidão cresceu nas regiões
Sudeste e Sul, as mais ricas e desenvolvidas do País, contrariando
uma tendência nacional de queda. O crescimento coloca o Sudeste
em uma condição inédita de liderança em
relação as demais regiões do País. De janeiro
a setembro deste ano, foram resgatadas 743 vítimas em propriedades
localizadas no Espírito Santo, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro
e em São Paulo. A quantia é quase 40% maior se comparada
ao total de libertados na região nos anos de 2008 (536) e 2007
(557). Os dados são do Ministério do Trabalho e Emprego.
No País 2.568 pessoas
foram libertadas entre janeiro e setembro, em 101 operações
do Grupo Especial de Fiscalização Móvel, da Secretaria
de Inspeção do Trabalho. Em igual período do ano
passado foram 3.669 libertados, em 107 ações. Estados
do Norte e Nordeste, onde historicamente os registros são superiores,
tiveram queda. No atual ranking, as duas regiões aparecem atrás
apenas do Sudeste.
O artigo 149 do Código Penal é claro ao definir como condições
de trabalho análogas à escravidão aquelas em que
a vítima for submetida a trabalhos forçados ou a jornada
exaustiva, seja sujeitando-a a condições degradantes,
seja restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em
razão de dívida contraída com o empregador.
"O Norte e o Nordeste
sempre lideraram os casos de resgate de trabalhadores em condições
análogas à escravidão, mas não se pode afirmar
que o problema seja uma exclusividade dessas regiões. Os dados
mostram que no Sul e no Sudeste o problema também existe. Nessas
regiões há uma cultura de se negar que a escravidão
contemporânea exista", afirma Sebastião Vieira Caixeta,
coordenador nacional de erradicação do trabalho escravo
do Ministério Público do Trabalho.
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Agência
Diap, 27 de outubro de 2009
Projeto quer reduzir jornada para
empregados da indústria alimentícia
O Projeto de Lei 6.232/09, do deputado Marco Maia (PT/RS), prevê
a redução da jornada diária de 8 para 6 horas para
os trabalhadores que atuam na linha de produção de indústrias
da alimentação que tenham mecanismos automatizados.
O projeto se aplica, principalmente, para os
frigoríficos avícolas.
Segundo o autor, o projeto de lei justifica-se
pelo fato que trabalhadores do setor avícola são expostos
aos riscos ergonômicos, com maior intensidade, ao cumprirem jornadas
superiores às 6 horas, em indústrias com linha de produção
automatizada.
Estatísticas comprovam a elevada incidência
de doenças ocupacionais, que afetam os profissionais psíquica
e fisicamente.
"É preciso proteger a saúde dos trabalhadores da
alimentação, que estão sendo duramente sacrificados
pelo ritmo de trabalho nos frigoríficos", explica o autor.
A proposta foi elaborada em parceria com a Confederação
Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação
(Contac/CUT), uma vez que muitos trabalhadores do setor têm apresentado
lesões em decorrência do trabalho intenso e repetitivo.
O deputado Marco Maia também é
o autor PL 6.740/06, que propõe alterações no artigo
200 da CLT, com o intuito de regulamentar o ritmo de trabalho e a prevenção
da fadiga.
A proposta aguarda indicação de
relator na Comissão de Seguridade Social e Família e será
examinada também pelas comissões de Trabalho; e de Constituição
e Justiça.
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O ESTADO DO PARANÁ,
27 de outubro de 2009 | Economia
Paralisações na Dataprev
e na Repar
Helio Miguel
Após os reajustes recentes obtidos pelos bancários e metalúrgicos,
resultado da deflagração de greves das categorias, as
paralisações ou ameaças têm se espalhado
em outras negociações salariais.
Ontem, os servidores da Empresa
de Tecnologia e Informações da Previdência Social
(Dataprev) lotados em Curitiba cruzaram os braços por tempo indeterminado.
Em Araucária, funcionários da Refinaria Getúlio
Vargas (Repar), da Petrobras, rejeitaram a última proposta da
empresa e aprovaram um indicativo de greve.
De acordo com o presidente do
Sindicato dos Petroleiros do Paraná (Sindipetro-PR), Silvaney
Bernardi, por enquanto os protestos se limitam a atos de curta duração,
feitos de surpresa nas unidades.
Ontem pela manhã, por
exemplo, foi a vez da Repar, onde, segundo ele, todos os funcionários
do turno e 40% dos empregados da área administrativa aderiram.
Esta semana, ele afirma que pode haver manifestação na
Unidade de Industrialização do Xisto, em São Mateus
do Sul.
Bernardi diz que as principais
reivindicações dos funcionários envolvem um ganho
real de 10% (mais a inflação do período), além
de cláusulas sociais, que são negociadas a cada dois anos.
A Petrobras ofereceu 2% de ganho
real e um abono de 80% dos salários. As negociações
acontecem em âmbito nacional, entre a direção da
empresa e a Federação Única dos Petroleiros (FUP).
Na Dataprev, a greve iniciada
ontem seguiu decisão de uma assembleia realizada na última
quarta-feira (21). O movimento, que, por ordem do Tribunal Superior
do Trabalho (TST) deve manter contingência mínima de 40%
em cada setor, também é nacional.
Como o órgão
atende o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), os serviços
previdenciários podem ser prejudicados. O centro de processamento
de dados fica no Rio de Janeiro, onde também há paralisação.
Em Curitiba, a greve pode afetar serviços pontuais, como reparos
em equipamentos, por exemplo.
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Notícias do Tribunal Superior do Trabalho
27/10/2009
Demissão um dia antes de candidatura
para sindicato não dá estabilidade
Trabalhador demitido um dia
antes de registrar sua candidatura para dirigente sindical não
tem direito à estabilidade de emprego garantida pela Constituição
Federal. Com esse entendimento, a Quarta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho acatou recurso da Visam – Segurança e Vigilância
da Amazônia Ltda. contra a reintegração de um empregado,
que havia sido determinada em sentença de primeira instância
(Vara do Trabalho) e mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 11ª
Região (AM).
A decisão do TRT considerou que, nas condições
em que foi efetivada, a demissão configura intenção
de criar obstáculo à estabilidade de emprego, na medida
em que a o empregador tinha conhecimento da pretensão do empregado
de candidatar-se. Em sua defesa, a empresa sustentou tese contrária:
mediante recurso de revista, recorreu ao TST, alegando que o trabalhador
não teria direito à reintegração exatamente
por haver registrado sua candidatura após ter tomado ciência
do aviso prévio.
Os argumentos da empresa foram acatados pela relatora, ministra Maria
de Assis Calsing, com base em dispositivo constitucional estabelecendo
que a estabilidade ocorre somente a partir do registro da candidatura.
“Vê-se que, no caso, a dispensa ocorreu um dia antes do
registro da candidatura do trabalhador, o que afronta, de fato, o artigo
8º, VIII, da Constituição”, concluiu a ministra
relatora.
Com a aprovação
do voto, a Quarta Turma decidiu excluir da condenação
a reintegração do trabalhador. (RR-1223/2007-003-11-00.8)
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DEPACOM, 27 de outubro de
2009 | Eventos
Construção e Mobiliário
Federações aprovam a fundação
de nova Confederação
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Federações
de Trabalhadores que representam a categoria da Construção
e do Mobiliário no País em renião |
Em reunião realizada
ontem (26/10) na sede da CNTI em Brasília/DF, as Federações
de Trabalhadores que representam a categoria da Construção
e do Mobiliário no País, se reuniram para avaliar os resultados
das deliberações dos conselhos de representantes em cada
estado, sobre à fundação da Confederação
específica da categoria.
As federações
presentes relataram o pensamento de suas bases sobre o assunto, e após
amplos debates, foi aprovada a data para fundação da Confederação
Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário.
Foi formada uma comissão
para elaborar o estatuto da nova Confederação, haja vista
que a data da fundação será dia 30/11/2009 em Brasília/DF,
no HOTEL SAN MARCO (Salão Bernini) - SHS Quadra 05 Bloco “C”
Brasília/DF - Cep. 70322-914.
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Federações
de Trabalhadores que representam a categoria da Construção
e do Mobiliário no País em renião |
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FETRACONSPAR, 27 de outubro
de 2009 | Eventos
Eleições Sindicais
STIMMQI Quedas do Iguaçu realiza
eleições para renovação da diretoria
O Sindicato dos Trabalhadores
nas Indústrias de Serrarias, Carpintarias, Tanoarias, Madeiras
Compensadas e Laminados, Aglomerados e Chapas de Fibras de Madeira,
Marceneiros, Indústria de Móveis de Madeira, Móveis
de Junco e Vime, Vassouras, Cortinados e Estofados, Escovas e Pincéis
de Quedas do Iguaçu - STIMMQI, presidido pelo
companheiro CLAUDIR DOS SANTOS, está realizando
na data de hoje (27/10), eleições para renovação
da diretoria administrativa, conselho fiscal e conselho de representantes.
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