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Gazeta do Povo, 8 de fevereiro
de 2010
Trabalho
Alta do mínimo precisa ser lenta
Reajuste traz benefícios, mas também
embute riscos, como alta da inflação e da informalidade
Com a reabertura dos trabalhos
da Assembleia Legislativa, os deputados paranaenses se preparam para
receber o projeto que reajusta o salário mínimo regional
do Paraná em até 21,5%. É quase certo que o texto
– que, diga-se, tem apelo em um ano eleitoral –, seja aprovado
sem que se respondam questões importantes para se definir uma
política salarial de longo prazo. O conhecimento sobre os efeitos
da alta do mínimo, seja nacional ou regional, ainda é
pequeno e, por isso mesmo, especialistas recomendam que ela seja gradual.
A política de valorização
do mínimo não é um retrocesso quando se olha a
experiência internacional – mesmo países muito liberais,
como Estados Unidos e Inglaterra, têm pisos salariais. Mas nos
detalhes de como ela é implementada existem riscos e benefícios
que precisam ser levados em conta no longo prazo. Um dos possíveis
problemas é a elevação do desemprego, que poderia
estagnar em um nível mais alto do que ocorreria sem o mínimo.
Há a possibilidade de a informalidade ser maior com a alta do
salário e de haver incentivo para o reajuste de preços.
Em tese, também ocorrem efeitos positivos, como a melhor distribuição
de renda.
Desde a adoção
do mínimo regional no Paraná em 2006– que, contando
a proposta atual, teria correção de 55% a 75%, contra
45% do piso nacional nos últimos quatro anos –, o comportamento
dos indicadores que ele poderia influenciar tem sido positivo. A inflação
em Curitiba ficou quase dois pontos porcentuais abaixo do nível
nacional no período de 2006 a 2009. O desemprego na região
metropolitana de Curitiba recuou dois pontos nesse mesmo período,
em linha com o que ocorreu na pesquisa nacional do IBGE. O estoque de
vagas formais no estado cresceu 20% nesses quatro anos, enquanto o desempenho
do país foi de 18,7%. A renda média do paranaense cresceu
mais rapidamente que a média nacional e a desigualdade caiu de
forma mais acentuada.
Olhados de longe, esses indicadores
mostram que o mínimo regional foi bem absorvido e não
fez com que a economia do Paraná andasse para trás,
quando comparada com o resto do país. Eles não provam,
porém, que há espaço indefinido para a alta do
salário e que seus efeitos serão sempre positivos.
Crescimento
Uma das lacunas no debate atual
é que sabe-se pouco sobre o limite para que a alta do mínimo
traga benefícios com poucos riscos. Mesmo economistas alinhados
com a política de retomada do poder aquisitivo do piso reconhecem
que ela precisa ser gradual e tem mais chances de sucesso em um ambiente
de crescimento econômico robusto – como mostram análises
sobre o mínimo nacional. “Vimos no período de 2004
a 2008, quando a economia cresceu bem, como aumentos reais do salário
são compatíveis com o controle do déficit da Previdência
e o avanço do mercado formal de trabalho”, afirma o economista
Anselmo dos Santos, professor da Universidade Estadual de Campinas
(Unicamp). “Como o piso ainda é muito baixo, há
espaço para ganhos reais, mas que só são sustentáveis
quando ligados ao crescimento econômico”, completa.
A presença do crescimento
econômico é necessária porque ele é resultado
de ganhos de produtividade que compensam um custo maior do trabalho.
Não por acaso o governo federal tem usado uma regra de reajuste
que leva em conta o crescimento registrado dois anos antes de o mínimo
entrar em vigor. A expansão econômica também minimiza
os possíveis efeitos negativos, como alta da informalidade e
do desemprego, ao estimular a abertura de novas vagas. “Ao isolar
os efeitos do reajuste, sabemos que no curto prazo há perda de
empregos e migração para o mercado informal. Isso aconteceu
com força no Brasil no fim dos anos 90. Também ocorre
uma concentração maior de pessoas ganhando em torno do
mínimo”, diz o economista Rodrigo Moura, professor da Fundação
Getulio Vargas (FGV).
Ganhos sociais
Existem estudos que relacionam
o salário maior a parte da queda na desigualdade. “O mínimo
equaliza a remuneração entre setores e faz com que caia
a diferença entre os rendimentos na sociedade. Setores de baixa
produtividade do trabalho têm de se modernizar no caminho, em
uma transição que pode levar algum tempo”, defende
Roberto González, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea), ligado ao governo federal. Esse fenômeno estimula
o consumo das classes mais pobres e tem o potencial de reforçar
o mercado interno.
Outro efeito esperado do reajuste
é a influência sobre salários um pouco acima do
piso. “Ele serve como parâmetro para a negociação
salarial de algumas categorias e no mercado informal”, diz Moura.
Há estudos que mostram também que a inflação
sobe mais quando o mínimo tem ganhos reais – pouca coisa
em uma economia estável, mas uma constatação que
sustenta o argumento em favor do gradualismo. “Aumentos abruptos
têm pouca chance de dar certo”, resume Anselmo dos Santos,
da Unicamp.

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Gazeta do Povo, 8 de fevereiro
de 2010
No campo, negociação
ficou mais difícil
No setor agrícola, o
salário mínimo regional acirrou as negociações
entre patrões e empregados e fez com que muitos produtores reduzissem
investimentos e optassem com mais frequência pela contratação
de temporários. Para outros, a alta pode ser um estímulo
para usar mais tecnologia para aumentar a produtividade.
O presidente do Sindicato Rural
de Santo Antônio da Platina, José Afonso Júnior,
diz que o mínimo regional foi absorvido pelos produtores. Sem
poder demitir, muitos estão tendo prejuízo ou cortando
investimentos, explica o ruralista. “Nós até queremos
pagar mais. Mas não podemos aceitar que nossos custos aumentem
sem que o governo federal respeite os preços mínimos dos
produtos.”
Em diversas regiões,
a saída tem sido a manutenção de convenções
coletivas. “Elas trazem algumas compensações, como
aumento nas horas extras e seguro de vida”, afirma o presidente
do Sindicato Rural em Ponta Grossa, Sérgio Sozim. Os trabalhadores,
porém, reclamam das dificuldades para negociar. “Temos
de superar uma barreira alta para fazer com que o salário se
iguale ao estadual”, relata o presidente do Sindicato dos Trabalhadores
Rurais em Ponta Grossa, Antônio Ostrufk.
Para o empresário rural
Douglas Taques Fonseca, o aumento do salário é uma
tendência política e uma necessidade para o trabalhador.
“Temos que melhorar o padrão do nosso operário,
o mínimo é muito baixo”, diz. Ele afirma que o agricultor
que usar mais tecnologia não sofrerá com o novo valor,
pois os trabalhadores com qualificação recebem mais do
que o piso.
Santo
Antônio da Platina e Ponta Grossa - Marco Martins, correspondente,
e Rodrigo Kwiatkowski da Silva, especial para a Gazeta do Povo.
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Gazeta do Povo, 8 de fevereiro
de 2010
Paraná
Governo quer elevação de
até 21,5%
A proposta de reajuste do mínimo regional do governo do estado
é ousada. Pelo segundo ano seguido, o piso paranaense subiria
mais do que o nacional para a maioria das categorias. Pelo projeto que
será levado à Assembleia Legislativa, o salário,
que tinha seis faixas, passaria a ter quatro, sendo que a de menor valor,
aplicada para trabalhadores agrícolas, subiria 9,5%, de R$ 605
para R$ 663, cerca de R$ 150 mais do que o piso nacional. A segunda
faixa unificaria as categorias do setor de serviços, incluindo
empregados domésticos, e passaria para R$ 688,50 – valor
até 12,8% acima do atual. O terceiro grupo, de trabalhadores
da indústria, subiria 14%, para R$ 714. O maior aumento seria
para os técnicos, reunidos na quarta faixa, que seria elevada
em 21,5%, para R$ 765.
Para chegar a esses porcentuais,
o governo levou em conta os valores médios dos salários
de entrada das categorias englobadas pelo mínimo. O reajuste
para os técnicos, por exemplo, é justificado pelo fato
de a média estadual ser de R$ 922. Na avaliação
do economista Eron Maranho, do Instituto Paranaense de Desenvolvimento
Econômico e Social (Ipardes), a correção não
será inflacionária porque os valores acompanham a média
do mercado. “O número de trabalhadores atingidos também
é limitado, cerca de 300 mil. O pagamento não é
obrigatório quando há uma convenção coletiva
da categoria”, explica Maranho.
O economista Sandro Silva, do
Dieese, um órgão de pesquisas ligado a sindicatos, também
refuta a possibilidade de a alta no piso causar desemprego. “Até
a crise, o Paraná vinha batendo recordes na criação
de empregos”, diz. “A política de valorização
do mínimo está apenas repondo as perdas do passado. Nos
últimos 30 anos a economia brasileira ficou muito mais produtiva
e isso não se reverteu em ganhos salariais.” Silva também
chama a atenção para outro efeito: o mínimo serve
de parâmetro para as convenções coletivas.
Negociações
Quando foram discutir o reajuste
salarial de 2006, os trabalhadores do setor da panificação
conseguiram um salto em sua remuneração. “Em Curitiba
e Cascavel tivemos ganhos por dois anos seguidos para alcançar
o mínimo regional”, lembra Ernane Garcia Ferreira, presidente
da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de
Alimentação do Paraná (FTIAP). Neste ano, o argumento
do mínimo está sobre a mesa do setor frigorífico.
“Se o reajuste ficar muito baixo, podemos ficar sem convenção
coletiva em algumas regiões e acionar as empresas para pagar
o mínimo”, explica Ferreira.
Esse efeito é o mais
temido pelas empresas. “O segmento da madeira, por exemplo, já
deu um reajuste alto no ano passado. O setor está com problemas,
com a exportação em baixa. Vai ter muita dificuldade em
negociar”, diz Amilton Stival, coordenador do Conselho Temático
de Relações do Trabalho da Federação das
Indústrias do Paraná (Fiep). “Não somos contra
o piso, mas é preciso levar em conta as condições
de mercado”, completa.
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BEM
PARANÁ, 08 de fevereiro de 2010 | Economia
Produção industrial
Indústria paranaense cresce 5,9%
em dezembro
No acumulado do ano, a taxa do crescimento da
indústria foi de -2,1%
AEN
A produção industrial do Paraná avançou 5,9%,
em dezembro do ano passado em relação a novembro, obtendo
o melhor resultado entre todos os Estados. Em relação a
dezembro de 2008, o avanço foi de 28,2%. Os dados foram divulgados,
nesta sexta-feira (5), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
– IBGE.
Os setores que mais avançaram em relação
a dezembro do ano anterior foram: veículos automotores (110%),
edição, impressão e reprodução de
gravações (99,7%) e máquinas e equipamentos (45,3%).
Já os setores com maiores quedas foram madeira (-16,4%), minerais
não metálicos (-2,4%) e refino de petróleo e álcool
(-1,8%).
De acordo com o pesquisador Fernando de Lima,
do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social
(Ipardes), os dados de dezembro confirmam a expectativa de recuperação
da indústria paranaense, que avançou significativamente
no último trimestre do ano.
No acumulado do ano, a taxa do crescimento da
indústria foi de -2,1%. Este resultado, apesar de negativo, está
acima do índice nacional de -7,4%, e foi o segundo melhor entre
os Estados, ficando atrás apenas de Goiás (0,0%), mas
à frente Santa Catarina (-7,8%) e Rio Grande do Sul (-7,2%),
São Paulo (-8,4%), Rio de Janeiro (-3,8%) e Minas Gerais (-13,1%).
No Paraná, os setores que tiveram crescimento
no acumulado do ano foram edição, impressão e gravações
(78,9%), outros produtos químicos (20,5%), bebidas (3,4%) e minerais
não-metálicos (2,4%). Os setores com variações
negativas foram aqueles com maior vínculo com o mercado externo,
como veículos automotores (-27,3%) e madeira (-22,7%). Ainda
segundo Lima, à medida que ocorrer a recuperação
da demanda externa, espera-se uma normalização das atividades
nestes setores exportadores.
BARRACÕES - Outra medida
que favorece a descentralização industrial e gera empregos
em todo o Estado são os barracões industriais, financiados
pelo Governo do Paraná. Até dezembro, chegava a 200 barracões
financiados e 164 barracões constituídos com investimentos
de R$ 30,4 milhões. Distribuídos em 76 municípios
paranaenses, as empresas instaladas nos barracões faturam cerca
de R$ 200 milhões por ano.
“Os barracões superam a marca de
6.700 empregos diretos e 8.800 indiretos. É um exemplo direto
de políticas públicas que promovem o progresso do Paraná”,
explica Virgílio Moreira Filho.
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Agência Diap, 8 de
fevereiro de 2010
Agenda Política: Adin do
DEM contra contribuição sindical às centrais na
pauta do STF
O placar, até o momento, está desfavorável às
centrais. São três votos favoráveis à Adin
e dois contrários. Faltam votar ainda cinco ministros. Toffoli
não poderá votar, pois à época que era AGU
se posicionou contra a Adin
Está previsto, para esta
quarta-feira (10), a apreciação pelo Supremo Tribunal
Federal (STF) da Ação Direta de Inconstitucionalidade
(Adin) 4067, do DEM, que questiona o repasse da contribuição
sindical às centrais sindicais.
A Corte Suprema poderá
retomar a votação iniciada em 24 de junho de 2009, quando
pedido de vistas do ministro Eros Grau interrompeu o julgamento. O placar,
até o momento, está desfavorável às centrais.
São três votos favoráveis à Adin e dois contrários.
O DEM requer a inconstitucionalidade
dos artigos 1º, II e 3º da Lei 11.648/08, bem como dos artigos
589, II, "b" e seus parágrafos 1º e 2º e
ao artigo 593 da CLT, na redação dada pela referida lei.
O partido afirma que "a
contribuição sindical configura espécie de contribuição
parafiscal, a constituir típica contribuição de
interesse de categorias profissionais, sendo vedada sua utilização
para o custeio de atividades que extrapolem os limites da respectiva
categoria profissional".
Nessa linha, sustenta que, "afora
o próprio Estado e as entidades expressamente referidas na Constituição,
descabe à lei reconhecer a outras entidades - como as centrais
sindicais - a condição de destinatárias imediatas
de recursos tributários".
Alega, ainda, que referidos
dispositivos impugnados conferem às centrais sindicais representatividade
diversa das hipóteses previstas no artigo 8º da Constituição
Federal.
Quem
votou
Três votos favoráveis à Adin. O relator,
ministro Joaquim Barbosa, os ministros Cezar Peluso e Ricardo Lewandowski
haviam votado parcialmente favorável à Adin, porém
pela impossibilidade da destinação de parcela da contribuição
sindical às centrais.
Dois votos contrários.
O ministro Marco Aurélio votou pela improcedência da Adin
e a ministra Cármen Lúcia, parcialmente favorável,
mas concordando com a destinação de parte da contribuição
sindical às centrais.
Quem
falta votar
Para concluir o processo, faltam votar ainda os ministros Gilmar Mendes
(presidente), Ellen Gracie, Carlos Britto, Eros Grau e Celso de Mello.
O ministro José Antonio
Dias Toffoli está impedido de votar, pois se posicionou contrário
à Adin quando era advogado-geral da União.
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Agência Diap, 8 de
fevereiro de 2010
Fórum Sindical dos Trabalhadores
(FST) realiza plenária em Brasília nesta segunda (8)
O objetivo dessa reunião é acompanhar a tramitação
de matérias de interesse do movimento sindical no Congresso.
Está também na pauta, mobilização na Câmara
em defesa da inclusão na pauta da PEC 231/95, redução
da jornada
A coordenação
do Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST) realiza, nesta segunda-feira
(8), em Brasília, reunião com os representantes e presidentes
das entidades filiadas, para traçar plano de ação
no Congresso Nacional.
O objetivo dessa reunião
é acompanhar a tramitação de matérias de
interesse do movimento sindical.
O encontro será às
15 horas no plenário 2, Ala Nilo Coelho, no Senado.
Os dirigentes sindicais discutirão
a seguinte pauta: plano estratégico para ações
no Congresso; proposta da Cobap para auditoria pública na Previdência
Social; agendamento de audiências na Câmara dos Deputados;
composição da comissão organizadora do Encontro
Nacional do FST 2010 (18 de maio); e proposta para a edição
da primeira revista do Fórum.
40 horas
O coordenador nacional do FST, José Augusto da Silva Filho, lembra
que, na terça-feira (9), as lideranças sindicais irão
fazer nova mobilização na Câmara dos Deputados pela
redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.
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Gazeta
do Povo, 8 de fevereiro de 2010
Telefonia
Lei pode derrubar a assinatura
Se aprovado, projeto faria com que conta telefônica
incluísse apenas os serviços utilizados
A cobrança da assinatura básica
dos serviços de telefonia fixa pode estar com os dias contados.
Está tramitando no Congresso Nacional um projeto de lei que determina
que os consumidores paguem apenas pela quantidade de minutos efetivamente
usados, proibindo a inclusão da chamada “tarifa básica”.
Com custo médio de R$ 40, a assinatura
foi criada pela Lei Geral de Telecomunicações –
que possibilitou a privatização do setor – como
uma espécie de tributo para financiar a expansão e universalização
dos serviços no país. Hoje, com a consolidação
da rede e a interrupção dos novos investimentos na ampliação
da infraestrutura, entidades de defesa do consumidor acreditam que valor
deixou de ser justificável.
O Instituto Brasileiro de Defesa do
Consumidor (Idec) é contrário à cobrança
da assinatura básica por considerar que ela fere os direitos
do consumidor, por cobrar por algo que não corresponde a uma
efetiva prestação de serviço. Para a advogada do
Idec Estela Guerrini, a cobrança cria uma barreira que dificulta
o acesso das famílias de menor poder aquisitivo a um serviço
essencial. “A manutenção da assinatura básica
inviabiliza o cumprimento da obrigação da universalização
e do princípio da modicidade tarifária”, destaca
Estela.
Já a Associação Brasileira
de Defesa do Consumidor (Pro Teste) aponta que o Brasil tem uma das
tarifas de telefonia mais caras do mundo, que compromete anualmente
cerca de 6% da renda dos brasileiros. A entidade promove uma campanha
de coleta de assinaturas pela internet para pedir o fim da cobrança
da tarifa de assinatura. Além disso, ela pretende fazer com que
as ligações locais entre telefones fixos não sejam
mais cobradas, “como já ocorre nos países desenvolvidos”.
A campanha já coletou 40 mil assinaturas. “Se conseguirmos
o que estamos reivindicando, mais pessoas poderão ter telefones
fixos em casa”, afirma a coordenadora institucional da Pro Teste,
Maria Inês Dolci.
O projeto de lei que prevê a extinção
da assinatura básica, de autoria do deputado Marcelo Teixeira
(PR-CE), tramita na Câmara dos Deputados desde março de
2008. O texto aguarda a instalação de uma comissão
especial para dar um parecer sobre o tema. Desde então, cerca
de 15 deputados apresentaram requerimentos pedindo a instalação
do grupo. Agora, os órgãos de defesa do consumidor pressionam
os parlamentares para que o assunto seja votado ainda em 2010, mesmo
com o “recesso branco” do Legislativo por conta das eleições
presidenciais.
Colaborou Carla Bueno Comarella
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Folha de S.Paulo, 8 de fevereiro
de 2010
FHC afirma que PSDB não
deve ter medo e chama Dilma de "boneco"
Ex-presidente defende candidatura de Alckmin
ao governo de São Paulo
CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
O ex-presidente Fernando Henrique
Cardoso comparou a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a um boneco
manipulado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Num seminário
destinado a prefeitos e vereadores do PSDB, no sábado, ele recomendou
que os tucanos não tenham medo da popularidade de Lula, a quem
chamou de ventríloquo de Dilma.
Segundo participantes, FHC duvidou do potencial de transferência
de votos de Lula para Dilma porque o eleitor "desconfia de bonecos".
"Vamos mostrar que Dilma não tem as mesmas inteligência
e capacidade de Lula", disse ele, segundo relato de participantes.
No seminário, FHC disse que seria um "tiro no pé"
se o PSDB não lançasse a candidatura de Geraldo Alckmin
ao governo de São Paulo. Por duas vezes, ele afirmou que sonhava
com o nome do governador de Minas, Aécio Neves, como vice de
José Serra, para a Presidência.
FHC afirmou, porém, que confia na cooperação de
Aécio ainda que ele não componha a chapa. Segundo ele,
Aécio terá que trabalhar muito em Minas para fazer seu
sucessor. Citando Tancredo Neves, avô de Aécio, FHC disse
que ele precisa manter o poder no Estado. Por isso, trabalhará
pelo partido.
Organizador do seminário, o secretário estadual Xico Graziano
pediu que não se falasse sobre o dia a dia político no
evento, destinado à modernização do discurso do
partido. FHC foi obrigado a falar quando um dos participantes criticou
o fato de o PSDB não ter candidato ao Planalto, enquanto Dilma
está em campanha.
FHC reagiu, afirmando que Serra é o candidato, mas não
pode se declarar enquanto governa São Paulo. Ainda segundo FHC,
cabe a Serra ditar as diretrizes da sigla em campanha. Mas isso ainda
não aconteceu. No evento, FHC fez uma crítica indireta
a Serra e Alckmin. Disse que o PT tenta desconstruir seu mandato. "Infelizmente,
nas duas campanhas do partido à Presidência, essa bandeira
não foi defendida."
FHC disse ainda que seria um erro do PT tentar comparar sua gestão
à de Lula porque não se faz disputa "olhando para
o retrovisor". Mas apresentou números para que o partido
fizesse comparações. Repetindo dados de artigo publicado
ontem em "O Estado de S. Paulo" e "O Globo", FHC
disse que atendeu a 5 milhões de famílias no Bolsa Escola
e que o governo Lula incluiu mais 6 milhões.
Em evento ontem com a Juventude Petista, Dilma defendeu a comparação
das gestões. "Se não comparar, fica difícil.
Vamos discutir quem fez o quê. E quem fará o quê."
O ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais)
também rebateu FHC. "Toda vez que ele fala, o governo cresce
na aprovação e a ministra, nas pesquisas."
No seminário, FHC disse ainda que o PT esconde o trabalho dos
governos anteriores.
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JusBrasil, 8 de fevereiro
de 2010
Empregador não pode interferir
no processo de eleição da CIPA
A empresa Refrigerantes Convenção Rio LTDA comprometeu-se
a não mais interferir no processo de eleição da
Comissão Interna de Prevenção de Acidentes -CIPA,
bem como no cumprimento dos mandatos dos membros eleitos. O compromisso
foi assumido, nesta semana, após representantes da empresa firmarem
Termo de Ajustamento de Conduta perante o Ministério Público
do Trabalho no Rio de Janeiro.
Segundo o procurador do Trabalho
Marco Antônio Costa Prado, a investigação foi iniciada
após o MPT receber cópia de sentença judicial proferida
pelo Juízo da 68ª Vara do Trabalho, informando que a empresa
promovia demissões com o intuito de retaliar ações
políticas dos empregados ligados à CIPA. Além disso,
a empresa inviabilizava as inscrições dos interessados
em integrar a comissão, concedendo-lhes férias durante
o período eletivo ou impedindo-os de entrar nas dependências
da empresa.
Em caso de descumprimento do
TAC, a empresa estará sujeita ao pagamento de R$ 50 mil por cada
eleição em que for constatada a interferência do
empregador.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
08/02/2010
Sucessão trabalhista da CBTU e Flumitrens
não afeta direitos trabalhistas de funcionário
A Flumitrens, empresa de trens
urbanos do Estado do Rio de Janeiro, foi condenada a pagar a empregado
promoções definidas em plano de cargos da Companhia Brasileira
de Trens Urbanos (CBTU), empresa antecessora, que foi absorvida pela
companhia carioca, em fevereiro de 1994. A decisão foi da Oitava
Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que deu provimento ao recurso
de revista do trabalhador contra decisão do Tribunal Regional
da 1ª Região (RJ), contrária ao deferimento às
promoções.
O trabalhador requereu direito
a promoções por antiguidade e merecimento relativas aos
anos de 1996, 1997, 1998 e 1999, previstas desde 1990 no Plano de Cargos
da CBTU. Contudo, com a absorção da CBTU pela Flumitrens
em 1994, as vantagens foram suspensas. Ela sustentou que a sucessão
trabalhista entre as empresas não teria a força de modificar
o direito às promoções, já teriam se integrado
ao contrato de trabalho.
O juiz de primeiro grau não
concedeu o direito ao empregado. Por sua vez, em recurso do empregado
ao TRT, o regional confirmou a sentença, sob o argumento de que,
com a incorporação da CBTU pela Flumitrens, a atual empregadora
havia se desvinculado da antiga tabela salarial, além de possuir
realidade orçamentária diferente da CBTU, impossibilitando
o pagamento das promoções. Contra essa decisão,
o trabalhador recorreu ao TST.
O relator do recurso na Oitava
Turma, ministro Márcio Eurico, concluiu que a decisão
do TRT havia violado os artigos 10 e 448 da CLT, pelos quais os direitos
adquiridos dos empregados e de seus contratos de trabalho não
serão afetados pela mudança de propriedade ou da estrutura
jurídica da empresa. Dessa forma, o funcionário teria
direito às promoções do Plano de Cargos da CBTU,
limitadas, contudo, ao período compreendido entre a aquisição
da CBTU pela Flumitrens, de fevereiro de 2004, até a data da
extinção da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), em
dezembro de 1999.
Com esses argumentos, a Oitava
Turma, por unanimidade, aceitou o voto do relator e deu provimento ao
recurso de revista do empregado, deferindo as diferenças salariais
e reflexos decorrentes de promoções estabelecidas no Plano
de Cargos da CBTU. (RR-50940-28.2000.5.01.006-Novo)
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08/02/2010
Empresa paraense é condenada por dano
moral coletivo
A empresa de transporte paraense
Transurb foi condenada a pagar indenização por dano moral
coletivo pela conduta reprovável de estimular seus empregados
demissionários a recorrerem à justiça para receber
as verbas rescisórias. A condenação foi imposta
pela Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho ao julgar
recurso do Ministério Público do Trabalho da 8ª Região
(PA/AP) que se insurgiu contra sentença regional favorável
à empresa.
Ao analisar o caso no TST, o
ministro Caputo Bastos verificou que a Transurb era recorrente na prática
ilegal de orientar os seus empregados demissionários a recorrer
à justiça para receber suas contas, constatou ainda que
a orientação era feita pela própria chefe do departamento
pessoal da empresa. O relator informou que essa estratégia permitia
à Transurb se livrar do prazo estipulado pelo artigo 477 da CLT
para quitar as verbas rescisórias devidas ao empregado e transformava
a justiça trabalhista “em um órgão meramente
homologador dos acordos realizados em juízo para efeito de quitação
do contrato de trabalho”.
O relator ressaltou que o reconhecimento
do dano moral coletivo, além de procurar coibir a empresa a continuar
a praticar essa conduta “condenável do ponto de vista ético,
jurídico e legal” e a utilizar a Justiça do Trabalho
indevidamente como mero órgão homologador de rescisões
contratuais, tem também a função de se evitar “a
explosão de ações com pedidos de danos morais individuais
decorrentes desse ato ilícito praticado pela empresa”.
Tecendo comentários a
respeito da conceituação do dano moral, o ministro citou
a Constituição de 88 e os artigos 186 e 927 do Código
Civil, que tratam da questão, e explicou que “o dano moral
pode atingir a pessoa, na sua esfera individual, mas também um
grupo determinável ou até uma quantidade indeterminada
de pessoas que sofrem os efeitos do dano derivado de uma mesma origem”.
Unanimemente a Sétima
Turma aprovou a sua decisão de dar seguimento ao recurso de revista
do Ministério Público, que havia sido trancado pelo Tribunal
Regional da 8ª Região (PA/AP), e condenar a empresa por
dano moral coletivo, considerando que o ato ilícito por ela praticado
não atentou apenas contra o empregado do presente caso, mas contra
toda a coletividade de trabalhadores. A Turma entendeu violado o artigo
5º, V e X, da Constituição. (RR-54340-93.2004.5.08.0004
– fase atual: RR)
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08/02/2010
Membro de Cipa perde estabilidade com fechamento
de filial em que trabalhava
Um empregado da empresa carioca
Pharmácia Brasil perdeu a estabilidade no emprego, que é
garantida aos membros da Cipa (Comissão Interna de Prevenção
de Acidente do Trabalho), porque a filial em que trabalhava foi fechada,
o que a Seção I Especializada em Dissídios Individuais
do Tribunal Superior do Trabalho considerou suficiente para autorizar
a sua demissão.
A dispensa havia sido rejeitada
na Quinta Turma do TST pelo mesmo motivo que o defendido pelo Tribunal
Regional da 1ª Região: o trabalhador deveria ser aproveitado
em outro local da empresa. Mas contrariamente a esse entendimento, a
ministra Maria Cristina Peduzzi, relatora do recurso da Pharmácia
na SDI-1, esclareceu que “a parte final do item II da Súmula
339 do TST” autoriza a demissão do empregado tanto no caso
de extinção das atividades da empresa quanto no de fechamento
da filial em que ele trabalha.
Unanimemente a SDI-1 aprovou
o voto da relatora determinando a devolução do processo
ao Tribunal Regional, para que o recurso ordinário da empresa
seja novamente analisado, “partindo da premissa de que a extinção
de um dos estabelecimentos é suficiente para afastar o direito
à estabilidade do empregado” . (E-ED-RR-63-1998-201-01-00.6)
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FETRACONSPAR, 08 de fevereiro de 2010 | Eventos
Reunião
SINTRACIMENTO visita a FETRACONSPAR
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Eduardo,
Ramthun e Nilton Campos |
No começo da tarde desta
segunda-feira (08/02) o Presidente da FETRACONSPAR e Secretário
Regional da CNTI – Sr. GERALDO RAMTHUN recebeu
o Srs. EDUARDO RODRIGUES (Presidente em Exercício)
e NILTON PEREIRA CAMPOS (Presidente Licenciado) do
Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Ladrilhos Hidráulicos,
Produtos de Cimento, Fibrocimento e Artefatos de Cimento Armado de Curitiba
e Região – SINTRACIMENTO, na sede da Federação,
para discutir assuntos referentes ao movimento sindical.
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FETRACONSPAR, 08 de fevereiro de 2010 | Eventos
Montagem Industrial
Presidente da CUT/PR reúne-se na
Federação
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Antonio
Lemos do Prado, Geraldo Ramthun e Roni Barbosa |
For realizada na tarde de hoje
(08/02), na sede da Federação, reunião com o Presidente
da Central Única dos Trabalhadores do Paraná - CUT/PR
- Roni Anderson Barbosa, com o Presidentre do Sindicato
dos Trabalhadores nas Empresas de Montagem e Manutenção
e Prestação de Serviços nas Áreas Industriais
no Estado do Paraná - SINDIMONT - Antonio Lemos do Prado
e o Presidente da FETRACONSPAR e Secretário Regional da CNTI
– Geraldo Ramthun, para discutir encaminhamentos
da categoria de Montagens Industriais.
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Antonio
Lemos do Prado, Geraldo Ramthun e Roni Barbosa |
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Agência Nova Central de Notícias,
08 de fevereiro de 2010
Salário Mínimo Regional
Nova Central Sindical Paraná acompanha
o envio de PEC´s á Assembléia Legislativa
Texto: Mario Fragoso – MTE-PR-2582
Militantes e dirigentes
da Nova Central Paraná participaram ativamente da concentração
que chamou a atenção da população e acompanhou
o vice-governador Orlando Pessutti, quando este foi até a Assembléia
Legislativa encaminhar as PECs (Propostas de Emenda à Constituição
Estadua) que tratam do Piso Mínimo Regional.
‘Não estamos criando
nenhuma situação de risco’, disse o vice-governador
Orlando Pessutti, antecipando-se ao discurso contrário de setores
empresariais, os quais consideram que o Piso Mínimo Regional
do Paraná provocaria queda de arrecadação, fechamento
de empresas e desativação de postos de trabalho.
Foi na abertura da sessão
legislativa desta segunda-feira, dia 8 de fevereiro, quando Pessutti,
representando o governador Roberto Requião, entregou à
mesa diretora da Assembléia Legislativa do Paraná a PEC
que estabelece os índices de reajuste do Piso Mínimo Regional,
em seus quatro níveis de aplicação, bem como a
que regulamenta o reajuste anual do Piso e, ainda, uma terceira que,
se aprovada, garante aos servidores terceirizados que prestam serviços
em empresas de economia mista o recebimento do Piso Regional, ou seja,
um ordenado que pode chegar a 50% acima do salário mínimo
nacional.
Para o presidente da Nova Central
Sindical de Trabalhadores no Paraná, o Carpinteiro Denílson
Pestana da Costa, também presidente do Sintracom-Londrina e diretor
da Fetraconspar, “o discurso do vice-governador vem de encontro
ao que pensa e defende a Nova Central e, de certa forma, o movimento
sindical paranaense.”
Pressão –
Para Denílson, a partir de agora a Nova Central tem como tarefa
a mobilização dos dirigentes das entidades filiadas, de
todo o Paraná, para cobrarem dos deputados de suas bases a aprovação
das PECs encaminhadas pelo Governo Estadual. “Temos que garantir
a aprovação das Propostas, o mais rápido possível,
pois seus reflexos interferem positivamente na vida de milhares de paranaenses”,
destaca.
O presidente da Nova Central,
que participou ativamente das discussões que resultaram na elaboração
das Propostas, informa que se empenhará, pessoalmente, tanto
na mobilização das bases da entidade quanto no acompanhamento
da tramitação das mesmas na Assembléia Legislativa.
“Aprendi na militância
política e sindical que é preciso estar atento o tempo
todo na luta em defesa dos interesses dos trabalhadores, pois o empresariado
em geral usa todas as suas armas quando se trata de fazer justiça
aos verdadeiros construtores deste país”, finaliza.
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