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O GLOBO, 18 de fevereiro
de 2010 | Economia
Construção civil
permanece em alta, mostra sondagem da CNI
Valor Online
BRASÍLIA - A Sondagem
da Construção Civil lançada pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Câmara Brasileira
da Indústria da Construção (CBIC) revela que a
atividade mantém em alta o aquecimento verificado nos últimos
três anos e que as grandes empresas " estão mais do
que satisfeitas com a margem de lucro operacional. "
A pesquisa, que será
divulgada mensalmente pela CNI, abrange três grandes ramos do
setor que representa 18% do PIB brasileiro: obras públicas (infraestrutura,
edificações e saneamento); imobiliário (obras comerciais,
habitação de cunho social e para média e alta renda)
e prestadores de serviço (construtoras, por exemplo).
Realizada entre os dias 4 e
22 de janeiro de 2010 com 283 empresas, sendo 143 pequenas, 105 médias
e 35 grandes, o levantamento envolve quase a totalidade representativa
do setor, segundo a CBIC. Ele tem o objetivo de avaliar a situação
financeira, produção, investimentos, principais problemas
e expectativas dos empresários para o semestre seguinte.
O economista da CNI, Renato
da Fonseca, chamou a atenção para as diversas peculiaridades
do setor, que exigiram um levantamento à parte, em relação
às pesquisas que a entidade já faz para a indústria
de transformação como um todo.
" É uma indústria
em que a fábrica anda e o produto fica " , definiu o vice-presidente
da CBIC, José Carlos Martins.
Os primeiros dados apontaram
que os empresários da construção civil confiam
no aumento de atividade. O indicador que mede esse sentimento ficou
em 70,6 pontos, com destaque de confiança maior entre os grandes
empresários do setor (78,8 pontos). Também apostam em
novos empreendimentos e serviços (média de 70 pontos),
em aumento na compra de matéria-prima (69,7 pontos) e na contratação
de mais trabalhadores (66,8 pontos).
Números apurados sobre
dezembro apontam que o índice de nível de atividade efetivo
em relação ao usual foi de 53,2 pontos, enquanto o indicador
referente à evolução no universo de empregados
ficou em 53,6 pontos. A situação financeira foi satisfatória,
com marca de 56,9 pontos.
Os problemas enfrentados pelo
setor foram apontados de forma espontânea, sem lista prévia,
de forma que a carga tributária vem em primeiro lugar, com 60,7%
das empresas apontando esse fator. Mas, segundo a CBIC, cerca de 30%
do custo final da obra imobiliária são impostos.
O segundo destaque foi a falta
de mão de obra qualificada, assinalado por 53% das empresas consultadas,
seguida pelas dificuldades criadas por condições climáticas,
como as chuvas ininterruptas em São Paulo, por exemplo.
Ao contrário de boa parte
dos setores da economia brasileira, para a construção
civil o crédito deixou de estar entre as preocupações
de destaque. O indicador relativo ao acesso ao crédito no quatro
trimestre de 2009, por exemplo, ficou com 54,6 pontos na média
geral.
Martins chegou a dizer que marcos
regulatórios recentes, que criaram garantias adicionais, tornaram
o financiamento imobiliário " o melhor crédito para
os bancos, mesmo sendo de longo prazo, porque fideliza o cliente "
.
O crescimento geral do crédito
no país acelerou a oferta de crédito habitacional nos
últimos anos. O executivo da CBIC destacou que, nesse setor,
" o crédito sempre vem junto com a realização
do investimento imobiliário. "
Vale notar que os indicadores
variam de zero a 100. O ponto de equilíbrio é 50. Assim
sendo, a leitura acima dessa marca significa uma quadro mais favorável;
abaixo, uma situação menos satisfatória.
(Azelma Rodrigues | Valor)
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ESTADÃO.COM/ SÃO
PAULO, 18 de fevereiro de 2010 | Economia
Construção civil sofre com
falta de empregados, diz CNI
FABIO GRANER Agencia Estado
BRASÍLIA - O problema
da falta de trabalhadores qualificados, o segundo mais citado na Sondagem
da Construção Civil, divulgada hoje pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI), é mais significativo entre
as grandes empresas. Segundo o gerente executivo de pesquisas da CNI,
Renato da Fonseca, o fato de as grandes companhias estarem crescendo
mais gera maior demanda por mão de obra. A dificuldade para encontrar
profissionais qualificados, no entanto, surpreende a CNI, já
que é bem maior que a normalmente citada pela indústria
de transformação.
De acordo com a Sondagem, a
falta de trabalhador qualificado fica atrás apenas da elevada
carga tributária entre os principais problemas enfrentados pelo
setor no quarto trimestre de 2009. Os empresários citaram ainda
as condições climáticas adversas e as taxas de
juros elevadas.
O vice-presidente da Câmara
Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José
Carlos Martins, afirmou que a questão da mão de obra qualificada
está ligada ao fato de que a indústria da construção
está inovando mais. Ele ressaltou, porém, que estão
sendo desenvolvidos trabalhos de treinamento, como o programa de capacitação,
para a construção civil, de 180 mil pessoas oriundas do
Bolsa Família.
Programa habitacional
Martins afirmou ainda que o
grande propulsor do otimismo do setor de construção é
o programa do governo federal "Minha Casa, Minha Vida". De
acordo com a Sondagem, os empresários do setor estão com
o otimismo elevado para os próximos seis meses.
Segundo Martins, o programa
representou uma mudança de paradigma na forma de atacar o déficit
habitacional, estimulando o crescimento da indústria da construção
em 2009. O vice-presidente da CBIC disse que o otimismo da indústria
está relacionado também aos estímulos ao investimento,
proporcionados pelo Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC), e à redução dos juros.
De acordo com Martins, desde
2003 o setor tem contado com maior volume de financiamentos, que cresceu
dez vezes. Para ele, isso ocorreu porque, ao longo dos últimos
anos, foram adotadas medidas para dar maior segurança jurídica
aos financiamentos imobiliários.
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Monitor Mercantil, 18 de
fevereiro de 2010
Economista alerta que, para reduzir desemprego,
é preciso crescer mais
De acordo com pesquisa da Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo (Fiesp) junto a empresários, a
recuperação da atividade industrial não está
sendo acompanhada pela criação de empregos na mesma proporção
e velocidade.
Diferentemente, a expansão
da produção, em boa parte, é sustentada pelo aumento
da produtividade dos trabalhadores no período de recuperação,
somada ao esforço dos empregados que permaneceram no mercado.
De acordo com o economista Cláudio
Salm, professor da UFRJ, a produção tem de crescer mais
que a produtividade para gerar empregos:
"Essa discussão
é antiga. É verdade que a produtividade joga contra o
emprego, por isso, a produção tem de crescer mais que
a ela. A teoria do comércio internacional, que tem origem em
David Ricardo, grande teórico das vantagens comparativas, dizia
que aumento da produtividade só é bom se houver crescimento.
Caso contrário, resulta em desemprego e miséria",
lembra.
Salm disse, ainda, que o crescimento
não precisa, necessariamente, se dar no setor que apresenta aumento
da produtividade e lembrou que, em alguns casos específicos,
quando há renovação total de um parque industrial,
a situação pode ficar "dramática".
Segundo a Fiesp, de um total
de 365 empresas consultadas, 76% disseram esperar aumento de produção
no primeiro semestre deste ano e só 6% falaram em queda.
Entre os empresários
ouvidos, 81% pretendem realizar, este ano, investimentos capazes de
aumentar em 15%, na média, a sua capacidade produtiva.
Em contrapartida, os empresários
estão divididos em relação à contratação
de empregados: 51% pretendem fazê-lo e 49%, não. Em média,
as empresas têm expectativa de ampliar em 7,36% o seu quadro de
pessoal no semestre.
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Folha de S.Paulo, 18 de
fevereiro de 2010
Mulheres trabalham menos tempo em casa
Com mercado de trabalho feminino aquecido e
renda em alta, tempo semanal gasto em tarefas domésticas cai
5 horas desde 2001 | Vagas em setores como comércio e serviços
ganham participação no mercado, e acesso a bens de consumo
agiliza trabalho no domicílio
VERENA FORNETTI
DA REDAÇÃO
O número de horas que
as mulheres dedicam aos afazeres domésticos está diminuindo.
A carga horária média empregada em tarefas como a limpeza
da casa e o cuidado das crianças e dos idosos passou de 28,9
horas por semana em 2001 para 23,9 horas em 2008, segundo o IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística).
A mudança se relaciona com o crescimento da participação
das mulheres no mercado de trabalho, com o avanço da renda, que
permite a compra de bens que agilizam o cuidado com a casa -como o micro-ondas,
o liquidificador e a máquina de lavar- e com a melhora, ainda
que modesta, da divisão de tarefas domésticas entre os
homens e as mulheres.
Ana Lúcia Sabóia, gerente do IBGE, destaca que, com a
melhora na renda nos últimos anos, mais famílias têm
acesso a eletrodomésticos. "A cada ano, cresce o acesso
a bens de consumo. A máquina de lavar, por exemplo, é
um dos itens mais libertadores da mulher e ainda não é
um bem universal no país, como a geladeira já é."
O acesso a serviços públicos também contribui para
a queda no tempo gasto nas tarefas relacionadas à casa, uma vez
que a matrícula dos filhos em creches e escolas permite que a
mulher exerça outras atividades. E o aumento da renda possibilita
a contratação de empregadas ou diaristas para exercer
essas atividades dentro da casa.
"As mulheres foram para a rua", afirma Hildete de Araújo,
especialista da Universidade Federal Fluminense, que destaca o aumento
da participação das mulheres na População
Economicamente Ativa. Segundo o IBGE, em 2008, 47,2% das mulheres com
dez anos ou mais no país estavam ocupadas. Em 1992, eram 43,4%.
Ela diz que o IBGE fez antes da piora da crise as entrevistas para a
Pnad 2008, que apontou a diminuição do tempo gasto na
realização das tarefas domésticas. Na ocasião,
cresciam os setores que empregam boa parte da mão de obra feminina,
como comércio e serviços.
Em 2009, apesar do impacto da recessão econômica, esses
segmentos também estiveram aquecidos, o que indica que continua
crescendo a participação das mulheres no mercado de trabalho.
A Pnad 2009 será divulgada no fim deste ano.
Número
subestimado
A pesquisadora afirma que o número de horas dedicadas à
casa apontado pela pesquisa está subestimado. Segundo Araújo,
os dados referentes ao trabalho realizado pelo homem dentro do domicílio
também podem estar distorcidos. "Existe o preconceito de
que trabalho doméstico é coisa de mulher e, portanto,
não é valorizado."
O professor da Unicamp Claudio Dedecca reforça essa percepção:
"Os homens podem responder ao pesquisador do IBGE que o tempo para
lavar o carro conta como afazer doméstico. E, por outro lado,
a mulher pode não considerar atividades como a de levar os filhos
à escola porque acha que são coisas normais do dia a dia".
O IBGE incluiu a pergunta sobre dedicação a essas tarefas
em 2001. Mas, mesmo com a ressalva de que o número do IBGE pode
estar aquém do real e de que a pesquisa é recente -e,
portanto, a base de dados para a análise ainda é limitada-,
Dedecca diz que a diminuição das horas dedicadas ao lar
revela avanço na sociedade.
"Uma parte do trabalho doméstico não se pode exteriorizar
-por exemplo, a atenção dedicada à formação
dos filhos. Mas outra parte espero que o poder público assuma,
com escola integral, creches etc."
Classes
sociais
Os números do IBGE também revelam que, quanto menor é
a escolaridade -e, por conseguinte, a renda-, maior é o tempo
dedicado à casa. Mulheres que estudaram 15 ou mais anos empregam
quase a metade do tempo nessas tarefas do que o gasto pelas que frequentaram
a escola por até um ano.
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Agência Brasil, 18
de fevereiro de 2010
Mercado financeiro eleva projeção
de inflação pela quarta vez seguida
A projeção de analistas do mercado financeiro para a inflação
oficial continua a se distanciar do centro da meta de 4,50%.
Segundo o boletim Focus divulgado,
nesta quarta-feira (17), pelo Banco Central (BC) a estimativa para o
Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em alta há
quatro semanas, subiu de 4,78% para 4,80%.
A meta de inflação,
além do centro de 4,50%, tem margem de dois pontos percentuais
para mais ou para menos. Cabe ao BC perseguir essa meta e para isso
utiliza a taxa básica de juros, a Selic, como instrumento.
Como a previsão é
de economia aquecida e aumento da inflação, os analistas
esperam que a Selic encerre este ano em 11,25% ao ano, a mesma estimativa
do boletim anterior.
A taxa entretanto, na visão
dos analistas, não deve começar a subir na próxima
reunião do Comitê de Política Monetária (Copom)
do BC, em março próximo.
A expectativa para essa reunião
é de manutenção do atual patamar de 8,75% ao ano.
Para o final de 2011, os analistas ajustaram a projeção
de 11% ao ano para 11,25% ao ano.
O boletim Focus também
traz projeções para o Índice Geral de Preços
- Disponibilidade Interna (IGP-DI). Neste caso, a previsão para
2010 subiu de 5,13% para 5,51%. Para o Índice Geral de Preços
de Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 4,84% para 5,26%.
A estimativa para o Índice
de Preços ao Consumidor, da Fundação Instituto
de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), neste ano, subiu de 5,04%
para 5,28%. Para 2011, a estimativa para esses índices - IPCA,
IGP-DI, IGP-M e IPC-Fipe - permanece em 4,50%.
A estimativa para os preços
administrados passou de 3,50% para 3,55% em 2010, e de 4,30% para 4,50%,
em 2011.
Os preços administrados
são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis,
energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação,
saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros.
O boletim Focus é uma
publicação semanal elaborada pelo BC com base nas projeções
de analistas do mercado financeiro para os principais indicadores da
economia.
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Gazeta
do Povo, 18 de fevereiro de 2010
Tributos
Pela 1.ª vez em 6 anos, carga fiscal
diminui
Os efeitos recessivos da crise global e os incentivos ao consumo no ano
passado reduziram a carga tributária brasileira a 35,2% do Produto
Interno Bruto (PIB), ante 35,8% em 2008 (menos 0,6 ponto porcentual),
segundo o consultor na área fiscal Amir Khair. Se confirmada, será
a primeira queda após 2003. Para 2010, porém, a tendência
é de aumento da carga.
A carga tributária (ou fiscal) é
a soma de todos os tributos (impostos, taxas e contribuições)
pagos pela sociedade aos três níveis de governo, em relação
ao PIB. Assim, segundo o consultor, de cada R$ 100 que o país
produziu no ano passado, R$ 35,2 viraram tributos que foram para os
cofres dos governos federal, estaduais e municipais.
Para calcular a carga do ano passado, Khair
usou a metodologia de cálculo da Receita Federal e considerou
uma variação nula para a soma de todas as riquezas produzidas
no país, estimada em R$ 3,005 trilhões. Se o resultado
oficial do PIB de 2009, a ser divulgado nos próximos meses pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), for positivo,
a queda da carga tributária será maior que a estimada
pelo consultor. No caso de retração do PIB, a carga pode
ter aumentado. “A redução da carga tributária
no ano passado se deve exclusivamente às perdas da União”,
afirma Khair.
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Gazeta do Povo, 18 de fevereiro
de 2010
Cimenteiras
Votorantim passa a ter 21% da Cimpor
Enquanto a CSN tenta convencer os acionistas da cimenteira portuguesa
Cimpor a aceitarem sua oferta de compra, suas rivais vão ampliando
a participação na companhia. Ontem, a Votorantim anunciou
a compra de mais 3,93% de ações da portuguesa Cimpor,
que pertenciam à Cinveste. Com a nova fatia, a participação
da Votorantim passa a ser de 21,16% Anteriormente, a Votorantim
tinha celebrado acordo de acionistas com a Caixa Geral de Depósitos
(CGD), que possui 9,6% de participação na Cimpor, e conquistado
o direito a voto conjunto em determinadas matérias.
A outra brasileira na disputa,
a Camargo Corrêa, já garantiu uma fatia de cerca de 32%
na Cimpor. Juntas, Votorantim e Camargo detêm uma participação
de mais de 50% na cimenteira portuguesa, tornando cada vez mais difícil
o sucesso da oferta pública de aquisição da CSN,
que termina na próxima segunda-feira.
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Agência Estado, 18
de fevereiro de 2010
Ibope mostra crescimento de Dilma (PT)
e Serra (PSDB) estagnado
Por Gustavo Uribe e Elizabeth Lopes,
Na Agência Estado
Pesquisa Ibope/Diário
do Comércio, encomendada pela Associação Comercial
de São Paulo e realizada entre os dias 6 a 9 deste mês,
indica que a corrida à sucessão presidencial de outubro
continua polarizada pelos pré-candidatos do PSDB e do PT, respectivamente
o governador de São Paulo, José Serra, e a ministra-chefe
da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Nesta mostra, Serra tem 36%
das intenções de voto e Dilma 25%. Em terceiro lugar está
o deputado federal Ciro Gomes (PSB) com 11%, seguido da senadora Marina
Silva (PV) com 8%. O porcentual de votos brancos e nulos somou 11% e
dos que disseram não saber em quem votar atingiu 9%.
A última pesquisa divulgada
pelo Ibope foi no dia 7 de dezembro do ano passado. Na mostra, encomendada
pela Confederação Nacional da Indústria (CNI),
José Serra registrava 38% das intenções de voto,
seguido de Dilma Rousseff com 17%, Ciro Gomes com 13% e Marina Silva
com 6%.
Naquela pesquisa, o porcentual
de votos brancos e nulos atingiu 13% e dos que disseram não saber
em quem votar ou não quiseram responder somou 12%.
No cenário sem Ciro Gomes,
a pesquisa Ibope/Diário do Comércio aponta José
Serra com 41%, Dilma Rousseff com 28%, Marina Silva com 10%, brancos
e nulos 12% e não sabem ou não opinaram 9%.
Na simulação de
um eventual segundo turno entre José Serra e Dilma Rousseff,
o tucano lidera com 47% e Dilma registra 33%.
A maior rejeição
apontada pela pesquisa é de Ciro Gomes, com 41%, seguido de Marina
Silva com 39%, Dilma Rousseff com 35% e José Serra com 29%.
Continuidade
A pesquisa Ibope/Diário do Comércio avaliou também
o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para 47% dos
entrevistados, a administração de Lula é boa, para
29% é ótima, para 19% é regular, para 3% é
péssima e para 2% é ruim.
A mostra indagou ainda o que
os eleitores gostariam que o próximo presidente fizesse. Do total
de entrevistados, 34% querem a total continuidade do atual governo,
29% querem pequenas mudanças com continuidade, 25% querem a manutenção
de apenas alguns programas com muitas mudanças e 10% querem a
mudança total do governo do País.
Para 78% dos entrevistados,
o presidente Lula é confiável, enquanto 18% disseram não
confiar no presidente.
A pesquisa, que será
divulgada amanhã pelo Diário do Comércio, foi realizada
com 2.002 eleitores em 144 municípios de todo o Brasil. O intervalo
de confiança estimado é de 95% e a margem de erro é
de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Esta pesquisa está registrada
no Tribunal Superior Eleitoral, sob o protocolo 3196/2010.
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O ESTADO DO PARANÁ,
18 de fevereiro de 2010 | Política
Congresso do PT custará R$ 6,5
milhões
A dívida de R$ 36 milhões que constará da próxima
prestação de contas do PT à Justiça Eleitoral
não impediu o partido de gastar R$ 6,5 milhões em um único
evento. Essa é a conta estimada pela legenda para realizar seu
4º Congresso, que reunirá cerca de 1.500 delegados em Brasília,
de amanhã a sábado.
A gastança tem uma explicação
relativamente simples, segundo o comando partidário. O evento
servirá de palco para o lançamento oficial da pré-candidatura
da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Em um ano qualquer,
a soma seria bem menor. Em 2007, por exemplo, data do último
congresso petista, foram aplicados menos de R$ 3 milhões para
reunir em São Paulo algo em torno de 1.100 delegados.
Em tese, o congresso do PT é
convocado periodicamente para debater temas polêmicos, sacramentar
decisões da direção partidária e rever o
estatuto que guia a atividade da legenda. Delegados escolhidos pelos
filiados em todo o País se revezam nos diferentes plenários
e votam propostas pré-elaboradas. Esse processo define a base
da política partidária a ser executada nos anos seguintes,
seja do ponto de vista eleitoral ou do dia a dia administrativo da sigla.
"O partido decidiu
que este seria um evento grandioso", explicou o tesoureiro do PT,
Paulo Ferreira, sem demonstrar constrangimento com o tamanho da conta.
O evento, reconhece o dirigente, será provavelmente o maior já
realizado na história do partido. Mas, segundo ele, nada disso
abala a "saúde financeira" da legenda, já que
todas as dívidas atuais estão renegociadas, para caber
na capacidade de pagamento da sigla. As informações são
do jornal O Estado de S. Paulo.
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Gazeta do Povo, 18 de fevereiro
de 2010
Financiamento político:
Especialistas elogiam; partidos criticam
São Paulo - Especialistas
em Direito Eleitoral ouvidos pela reportagem manifestaram-se favoráveis
às regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pretendem
acabar com as doações ocultas. Mas tesoureiros dos partidos
afirmam que a medida só vai aumentar o caixa 2 eleitoral.
Para o secretário-geral
do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius
Furtado Coelho, é “lamentável que os partidos não
tenham consciência de que a moralização das campanhas
é melhor para eles próprios”. Segundo ele, brechas
como as que permitem as doações ocultas “impedem
que pessoas de bem tenham viabilidade eleitoral”, pois favorecem
os políticos “que se deixam levar por esse tipo de prática”.
O advogado contesta o argumento
de que o veto às doações ocultas pode intensificar
o uso do chamado “caixa 2” nas campanhas. “Não
se combate o crime fazendo com que a atividade ilícita deixe
de ser crime.” O professor de direito constitucional da Universidade
de São Paulo (USP) Elival da Silva Ramos concorda. “Sempre
haverá maneiras de burlar a lei. Mas o TSE está fazendo
a coisa certa, localizando as brechas e tentando resolvê-las.”
Porém, para Paulo Ferreira,
tesoureiro do PT, o endurecimento nas regras de prestação
de contas pode aumentar o volume de doações ilegais. “Sabe
o que isso vai fazer? Vai incentivar o caixa 2.” Ferreira nega
que as doações a candidatos feitas por meio dos partidos
sejam ocultas. “As doações estão na prestação
de contas dos partidos, não são ocultas”, diz. “A
empresa que doa para o partido quer uma relação institucional.”
Ferreira chama de “irrealizável”
a determinação do TSE que obriga os partidos a prestar
contas em ano de eleição, da mesma forma que os candidatos.
Para ele, a minuta de prestação de contas contraria a
legislação eleitoral. “Existe uma lei votada pelo
Congresso. O TSE não pode contrariar a lei.”
Hélio Silveira, advogado
do PT, diz que a minuta do TSE pode “dar um ar de irregularidade”
a um tipo de doação que ele considera legítima.
“O que o TSE está fazendo é deixar mais claro uma
coisa que já estava clara.”
As posições petistas
são reproduzidas do lado tucano. Ricardo Penteado, advogado do
PSDB, considera difícil relacionar a origem dos recursos ao seu
destino. “É como se você tivesse uma caixa d’água
em casa que recebe água da chuva e da fonte. Na hora de tomar
banho, não dá para saber que água você usou.”
O secretário executivo do PSDB, Eduardo Jorge Caldas, afirma
que os partidos “não têm como saber para quem prestar
contas”. Ele também disse não ver imoralidade na
forma como as doações são feitas atualmente.

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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
18/02/2010
Demitido após período de estabilidade
não tem direito à reintegração
O trabalhador demitido após
o período de estabilidade por ser membro da Comissão Interna
de Prevenção de Acidente, não tem direito à
reintegração mas somente ao pagamento da indenização
dos meses não trabalhados. Com esse entendimento, a Seção
I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior
do Trabalho (SDI 1) rejeitou (não conheceu) recurso de ex-funcionário
da TV SBT Canal 4 de São Paulo S.A.
A SDI-1 manteve a decisão
da Oitava Turma do TST, contrária à intenção
do trabalhador de conseguir a reintegração na empresa,
mesmo após ter recebido os valores referentes aos meses compreendidos
entre a sua dispensa e o final do período de estabilidade. Em
sua defesa, ele alegou que não poderia haver a demissão,
pois a estabilidade não pertence à empresa, mas à
categoria funcional. Como também não seria “vantagem
pessoal”, mas “trata-se, pois, de direito não patrimonial”.
Para o ministro Horácio
Sena Pires, relator do processo, “consoante os termos da Súmula
396 do TST, esgotado o período de estabilidade, não é
assegurada a reintegração, mas tão somente a indenização
do período” de estabilidade, que foi plenamente quitado
pela empresa. “No caso concreto, a estabilidade findou-se, pelo
que não há mais falar em reintegração”,
concluiu o relator. (E-ED-RR-158600-27.2001.5.02.0383)
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18/02/2010
Operador de telemarketing tem jornada de
trabalho diferente de telefonista
O operador de telemarketing
não tem direito à jornada de trabalho diferenciada como
prevista para a categoria de telefonista. Essa é a jurisprudência
do Tribunal Superior do Trabalho, consolidada na Orientação
Jurisprudencial nº 273 da Seção I Especializada em
Dissídios Individuais. O entendimento foi aplicado em julgamento
recente de recurso de revista da Eletrolux do Brasil contra ex-empregada
do setor de telemarketing da empresa.
Como explicou o relator, ministro
Vieira de Mello Filho, o artigo 227 da CLT, que estabelece jornada de
seis horas diárias ou trinta e seis semanais para telefonista,
não pode ser estendido, por analogia, ao operador de telemarketing.
Segundo o ministro, os operadores de telemarketing não exercem
suas atividades exclusivamente como telefonistas nem operam mesa de
transmissão. Além do mais, usam apenas telefones comuns
para atender e fazer ligações por exigência da função.
Na Justiça do Trabalho,
a operadora de telemarketing pediu a aplicação analógica
do comando celetista ao caso e a empresa insistiu na incompatibilidade
da norma com as funções da trabalhadora. O Tribunal do
Trabalho da 9ª Região (PR) manteve a sentença de
primeiro grau que reconhecera o direito da empregada às horas
extraordinárias. O Regional concluiu que a jornada especial era
devida à trabalhadora porque ela se utilizava do telefone para
a realização das tarefas em 90% do tempo de serviço
– fato admitido pelo representante da empresa.
Entretanto, a Primeira
Turma reformou essa decisão com base na jurisprudência
do TST. Por unanimidade, os ministros excluíram da condenação
o pagamento das horas extraordinárias que tinham sido deferidas
a partir do reconhecimento do direito da trabalhadora à jornada
especial. (RR-10147/2002-900-09-00.2)
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18/02/2010
Transporte público inadequado faz
empresa pagar horas “in itinere”
Na contagem de horas à
disposição da empresa, no caso de trabalhador rural, só
pode ser considerada a existência de transporte público
se este for apropriado à locomoção com segurança
de suas ferramentas de trabalho. Com essa fundamentação,
a Seção I Especializada em Dissídios Individuais
do Tribunal Superior do Trabalho (SDI-1) rejeitou (não conheceu),
por maioria, recurso pelo qual a Klabin S/A pretendia isentar-se de
pagar horas “in intinere” a um trabalhador rural, referentes
ao seu tempo de deslocamento até a empresa, sob alegação
da existência de transporte coletivo no percurso.
Como, de acordo com a súmula
90 do TST, só há a obrigação de pagar esse
período como “jornada de trabalho” se o percurso
em questão não for suprido de “transporte público
regular”, três ministros votaram contrário à
decisão vencedora da
maioria na SDI-1 – entre eles a ministra Maria Cristina Irigoyen,
relatora do processo. “As condições de higiene do
trabalhador rural, quando do final de uma jornada de trabalho, agregadas
à condução de ferramentas, não autorizam
o pagamento de horas in itinere”, alegava a ministra em seu voto.
Para ela não se pode impedir “a presença de tais
trabalhadores” no transporte público, sob pena de admitir-se
“odiosa intolerância e discriminação”.
No entanto, o ministro Aloysio
Corrêa da Veiga, que foi nomeado relator do processo após
a derrota do voto da relatora original, não aceitou a existência
de transporte público no caso por não ser adequado à
locomoção segura das ferramentas de trabalho – no
caso, enxadas e foices. “O cuidado de acomodar as ferramentas,
como enxadas e foices, visa a preservar a segurança do trabalhador,
se tornando o transporte público inviável para tanto”,
afirmou o ministro.
Para ele, “o empregado
rural, com suas ferramentas, não tem condições
de adentrar num ônibus urbano, o que equivale a não ter
transporte coletivo regular que pudesse absorver tais trabalhadores”.
Com esse entendimento, a SDI-1 não conheceu o recurso da Klabin
e, na prática, manteve decisão anterior da Sexta Turma
do TST. (RR-47500-42.2005.5.09.0671)
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FETRACONSPAR, 18 de fevereiro de 2010 | Eventos
Reunião
FETRACONSPAR recebe Advogados
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FETRACONSPAR
recebe Advogados |
No início da tarde desta
quinta-feira (18/02) o Presidente da FETRACONSPAR, do DEPACOM e Secretário
Regional da CNTI – GERALDO RAMTHUN, e o Secretário
de Formação Sindical da FETRACONSPAR e Presidente do STICM
Guarapuava – SIRLEI CÉSAR DE OLIVEIRA,
reuniram-se com os Advogados Trabalhistas: ANDRÉ PASSOS,
SANDRO LUNARD NICOLADELI, EMERSON NOREHIKE
FUKUSHIMA e TORIBIO AUGUSTO PIMENTEL BUDAL,
onde foi debatido sobre o regime falimentar de empresa localizada em
Guarapuava.
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