 |
Agência Diap, 16 de
março de 2010
Foram criados 205 mil empregos
formais em fevereiro, um recorde
Por Umberto Martins
Em fevereiro foram criados cerca
de 205 mil empregos formais no país, o que constitui um recorde
histórico segundo informações do ministro do Trabalho
e Emprego, Carlos Lupi, divulgadas nesta segunda-feira (15). Os dados
constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
A evolução da
oferta de emprego no mercado formal de trabalho é o melhor indicador
de que a economia nacional já superou os impactos da crise exportada
pelos EUA e caminha para um robusto crescimento neste ano. Os números
contrastam com o desempenho de países considerados mais desenvolvidos,
como EUA, Japão e União Europeia.
Contraste
O mercado de trabalho nos Estados Unidos sangra desde dezembro de 2007,
contabilizando 26 meses de demissões líquidas (com uma
única e pequena exceção em novembro de 2009), incluindo
o primeiro bimestre deste ano.
Durante a crise, a maior potência
capitalista que o mundo já conheceu até o momento, acrescentou
mais de 8 milhões de trabalhadores ao que Karl Marx costumava
chamar de exército de reserva de mão-de-obra (desempregados),
cuja principal função é depreciar a força
de trabalho e que hoje soma mais de 15 milhões de trabalhadores
e trabalhadoras no interior do império.
Na Europa a desocupação
também continua em alta e o nível de desemprego na zona
do euro está em torno de 10% da população economicamente
ativa. A situação no velho continente é crítica
e foi agravada pela severa crise fiscal que emergiu das intervenções
anticíclicas dos Estados capitalistas, o que colocou em evidência
novos desequilíbrios e problemas.
Produção
e emprego
Mais trabalhadores ocupados significa mais produção e
renda, pois ainda está de pé a antiga equação
descoberta pelo fundador da economia política moderna, o inglês
Adam Smith, segundo a qual o valor é igual ao tempo de trabalho
empregado na produção.
Em outras palavras, o trabalho
é a fonte do valor econômico e de toda riqueza social.
Assim, quanto maior o nível de emprego, na hipótese de
uma produtividade constante, maior tende a ser o valor da produção.
Em contrapartida, o desemprego
é o mais sério e dramático indicador da crise econômica.
Não há recessão sem desemprego. É por esta
razão que muitos economistas consideram frágeis os sinais
de recuperação da economia norte-americana, onde a anemia
do mercado de trabalho é persistente, ao contrário do
que ocorre no Brasil.
Forte
recuperação
O mercado de trabalho brasileiro sentiu com força os impactos
da crise mundial do capitalismo no último trimestre de 2008 e
no início de 2009. Em dezembro de 2008 o Caged registrou números
alarmantes: mais de 600 mil demissões líquidas. Mas a
situação começou a melhorar ainda no primeiro trimestre
e o ano passado foi fechado com um saldo positivo de 995 mil novas vagas
formais.
Em janeiro deste ano o Caged
revelou a geração de 181.419 postos de trabalho com carteira
assinada no país - número também recorde para o
mês. "Estamos fechando os números de fevereiro hoje
e já podemos considerar o melhor fevereiro da história
de 22 anos do Caged", disse Lupi a jornalistas após evento
no Rio de Janeiro.
"Este ano de 2010 tende
a ser o melhor ano na geração de empregos na história
do Brasil", acrescentou. A indústria, que foi o setor mais
afetado pela crise e onde a relação entre emprego e produção
é mais acentuada, está se destacando na recuperação.
"Houve demissões
precipitadas. A indústria está contratando muito porque
os estoques estavam altos e a indústria, que acreditava que a
crise ia ser avassaladora... e não foi, agora está contratando
em meses atípicos, como janeiro e fevereiro".
O ministro estima que a taxa
média de desemprego medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), deve ficar entre 7,4% e 7,5% neste ano,
ante 8,1% em 2009.
|
BEM PARANÁ, 16 de
março de 2010 | Trabalho & Negócios
Desemprego
Taxa de desemprego deve cair neste ano,
prevê ministro do Trabalho
O número representa uma diminuição
de até 0,7% em relação ao desemprego registrado
no ano passado, que ficou em 8,1%
Agência Brasil
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, previu hoje (15) que
a taxa média de desemprego terá uma retração
neste ano, devendo ficar entre 7,4% e 7,5%. O número representa
uma diminuição de até 0,7% em relação
ao desemprego registrado no ano passado, que ficou em 8,1%.
Lupi comemora a retomada na
economia, apontando os números de criação de empregos
que serão divulgados nos próximos dias, baseados no Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados (Caged). “Fevereiro vai ser
o melhor da história do Caged. Já vai ser um recorde.
Não estou com os números, que fecham hoje. Na minha avaliação,
serão mais de 2 milhões de empregos formais criados. Este
ano de 2010 tende a ser o melhor ano de geração de emprego
no Brasil”, previu Lupi.
Segundo ele, a economia está
respondendo bem, depois da crise do ano passado. Lupi lembrou que, em
janeiro, foram criadas 181 mil vagas e que o recorde de fevereiro foi
de 204 mil novas vagas, em 2007. Ele garantiu que o número a
ser divulgado será ainda maior.
Para o ministro, nenhum mecanismo
econômico mede melhor o fato de uma economia estar bem do que
a geração de emprego. "Eu conheço muita empresa
que, mesmo ganhando dinheiro, demite funcionário, mas não
conheço nenhuma empresa que contrate sem estar ganhando muito
dinheiro”, afirmou.
Entre os fatores responsáveis
pela recuperação do nível de emprego, Lupi citou
o comportamento dos empresários no início da crise e as
medidas anticíclicas tomadas posteriormente pelo governo. “Primeiro,
houve demissões precipitadas. Agora a indústria está
contratando muito, porque os estoques estavam altos e acreditavam que
a crise era avassaladora. Não foi. Vendeu-se muito, e o governo
foi proativo, com isenção de impostos”, lembrou.
Lupi participou no Rio
do lançamento do programa Juventude Cidadã, que vai capacitar
7 mil jovens em cursos profissionalizantes de até 350 horas.
Durante seis meses, os alunos receberão uma bolsa de R$ 100,
além de vale-transporte e lanche.
|
FOLHA DE LONDRINA, 16 de março de
2010 | Economia
PR contratará mais no 2º
trimestre
O Paraná é o estado brasileiro com a maior expectativa
líquida de emprego no segundo trimestre deste ano, um índice
de 44%. É isso que apontou a Pesquisa de Expectativa de Emprego
(Manpower Employment Outlook Survey), realizada pela Manpower, empresa
de recursos humanos. O levantamento avaliou a expectativa de mais
de 61 mil empresas de 36 países quanto à empregabilidade
no segundo trimestre de 2010. No Brasil, quase mil empregadores foram
ouvidos no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Paraná.
Entre os estados pesquisados, empregadores paranaenses são
os mais otimistas, seguidos pelos de Minas Gerais, com 42%. No total,
a expectativa líquida de emprego no Brasil está em 38%,
sete pontos percentuais acima do resultado do último trimestre.
O país tem o maior resultado da América, seguido pelo
Peru e pela Costa Rica (23% cada), Argentina (18%), Colômbia
(16%) e Panamá (15%).
|
O ESTADO DO PARANÁ,
16 de março de 2010 | Economia
Indústria investirá R$ 500
bi em quatro anos, diz BNDES
Com a retomada do crescimento econômico após a estagnação
imposta pela crise global em 2009, o Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) faz uma previsão de investimentos
de quase R$ 500 bilhões na indústria nos próximos
quatro anos. A cifra consta da última atualização
do mapeamento que o banco faz nos sete setores mais intensivos em capital,
que respondem por quase dois terços dos investimentos da indústria
brasileira.
Segundo o BNDES, o montante representa um crescimento de 60,2% em relação
aos R$ 311 bilhões investidos entre 2005 e 2008. O ano de 2009
não foi usado na comparação por não ter
dados consolidados. A pesquisa mantém a exploração
de petróleo e gás como principal motor da indústria
entre 2010 e 2013. O setor deverá responder por 60% dos planos
de investimentos mapeados - o equivalente a cerca de R$ 295 bilhões.
Na comparação com o período 2005-2008, a alta será
de 88,2%.
A exploração
e produção especificamente no pré-sal será
um grande impulso, mas responderá por R$ 60 bilhões dos
investimentos, apenas 20% do previsto para o segmento pelo BNDES até
2013. Boa parte das inversões virá da cadeia econômica
do setor, como a perspectiva de produção de 48 embarcações
de apoio e 13 plataformas até 2020 e 28 navios-sonda e plataformas
entre 2013 e 2017.
|
Folha de S.Paulo, 16 de
março de 2010
Lula pressiona BC a não
elevar juros antes de abril
KENNEDY ALENCAR
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva pediu ao presidente do BC, Henrique Meirelles, que tente
evitar uma alta de 0,25 ponto percentual da taxa básica de juros
na reunião de hoje e amanhã do Copom (Comitê de
Política Monetária).
Segundo a Folha apurou, há razões econômicas e políticas
para Lula tentar adiar a alta. Ele não quer dar à oposição
munição para atacar o governo numa hora de definições
no quadro eleitoral.
Do ponto de vista econômico, Meirelles disse a Lula que é
consenso no Copom a elevação dos juros no curto prazo
e que a decisão deve ser de 0,25 ponto percentual. No entanto,
relatou que há divisão no BC sobre o momento: se na reunião
desta semana ou no encontro de 27 e 28 de abril.
Uma ala do BC prefere aguardar o final do primeiro trimestre para ter
projeção mais segura sobre a inflação. Se
a projeção deste ano se mantiver acima do centro da meta
de inflação, que é de 4,5% ao ano pelo IPCA (Índice
de Preços ao Consumidor Amplo), o BC apanhará menos se
subir os juros.
Essa ala defende que a ata da reunião desta semana faça
sinalização forte indicando alta dos juros no final de
abril. Ao endurecer o discurso, o BC criaria na prática um efeito
no mercado para frear ímpetos inflacionários sem elevar
a taxa.
Um outro grupo do BC alega que já existem razões suficientes
para elevar a Selic. Todos no BC concordam que a eventual elevação
deve ser gradual.
Depois de Meirelles ter apresentado o cenário econômico
a Lula, houve debate político. Lula prepara a saída da
ministra Dilma Rousseff da Casa Civil no próximo dia 29 ou 30.
Seria melhor politicamente adiar a previsível crítica
da oposição à alta dos juros.
Outra razão política: Meirelles deverá deixar o
BC até 2 de abril para concorrer nas eleições de
outubro. O mais provável é ser candidato a senador pelo
PMDB de Goiás, mas ele sonha em ser vice de Dilma.
Lula quer esperar a definição de José Serra. O
tucano deverá sair do cargo até 2 de abril e lançar
seu nome ao Palácio do Planalto após a Semana Santa.
Mais: até o final de abril, Lula espera que o pré-candidato
do PSB, Ciro Gomes, já tenha desistido de concorrer ao Planalto,
facilitando a estratégia presidencial de confronto plebiscitário
entre Dilma e Serra.
Em resumo, Lula sabe que os juros vão subir, mas pediu a Meirelles
que tente adiar para o fim de abril. O presidente do BC gostaria de
atendê-lo.
|
Folha
de S.Paulo, 16 de março de 2010
Brasil avança na retaliação
aos EUA, que fazem ameaça
EUA veem "preocupações sobre
um potencial impacto no clima para investimentos no Brasil" | Governo
Obama se diz "decepcionado" com anúncio de retaliação
do Brasil, que deve se concentrar em remédios e produtos culturais
EDUARDO RODRIGUES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
ANDREA MURTA
DE WASHINGTON
A proposta do governo brasileiro para a retaliação
cruzada contra propriedade intelectual dos EUA, que se concentrou na
quebra de monopólios sobre medicamentos, produtos químicos
e biotecnologia, além da suspensão de direitos autorais
de produtos culturais do país, foi duramente criticada ontem
em Washington.
Além de fazer uma ameaça velada a investimentos no Brasil,
os EUA reagiram afirmando que o comércio bilateral poderá
ser prejudicado caso as medidas anunciadas na semana passada sejam implementadas.
"Algumas propostas levantam preocupações sobre um
potencial impacto no clima para investimentos no Brasil", afirmou,
em nota, uma porta-voz do representante americano para o Comércio,
Ron Kirk.
No Brasil, o aumento da concorrência nos setores eleitos para
retaliação de propriedade intelectual deve baratear medicamentos,
livros, filmes, séries e músicas produzidos nos EUA.
O efeito é oposto ao causado pela retaliação de
bens, na qual as 102 mercadorias norte-americanas já listadas
podem ficar mais caras a partir de abril.
A relação de medidas -que por 20 dias estarão sob
consulta pública- revela que o Brasil pretende atingir os EUA
nos quatro privilégios dos titulares de propriedade intelectual:
produção, comercialização, importação
e licenciamento. O impacto em 2010 pode chegar a US$ 238 milhões.
O primeiro rol de medidas trata da suspensão por tempo determinado
da proteção dos direitos de patentes e sobre a execução
de obras musicais. Ou seja, as informações sobre fórmulas
e processos de fabricação de medicamentos, produtos químicos
agrícolas e cultivares estarão durante esse período
sob domínio público, assim como a execução
de músicas de artistas americanos.
"Provavelmente essa medida não será aplicada a produtos
cuja patente ainda tem prazo longo de validade", afirmou o diretor
do Departamento Econômico do Itamaraty, Carlos Márcio Cozendey.
Segundo ele, não valeria a pena para a indústria adaptar
o parque instalado para produzir produtos que teriam suas patentes novamente
protegidas ao fim da retaliação.
Outro tipo de aplicação poderá ser a liberação
do licenciamento de produtos sem a autorização ou remuneração
aos titulares. No entanto, a liberação para a quebra de
monopólios nessa modalidade, que inclui a edição
de livros e a veiculação de séries de TV e filmes,
precisará de autorização do governo.
Além disso, o governo poderá confiscar sob o título
de direito comercial parte dos royalties devidos por empresas brasileiras
às matrizes americanas. A lista publicada ontem também
inclui a possibilidade de aumento dos custos para que empresas e pessoas
norte-americanas registrem ou renovem a proteção a patentes.
O Brasil ganhou na OMC o direito de retaliar em US$ 829 milhões
neste ano os EUA por subsídios ilegais ao algodão.
"Decepção"
"Estamos decepcionados por o Brasil ter dado esses passos.
Vamos continuar a trabalhar com o Brasil e com o Congresso dos EUA para
encontrar uma solução para os temas nessa disputa sem
que sejam necessárias as medidas anunciadas", diz nota do
governo dos EUA.
Fontes do governo americano afirmaram à Folha que já está
na mesa uma proposta preliminar para acordo que evite a aplicação
da retaliação por parte do Brasil. Segundo negociadores
brasileiros, porém, não há proposta concreta.
Membros do governo e empresários brasileiros afirmam que veriam
com bons olhos uma proposta para facilitar a importação
pelos EUA de itens como carne, álcool ou suco de laranja, antes
de discutir o subsídio ao algodão diretamente.
Alguns empresários sugeriram ainda que a compensação
seja feita por meio de investimentos americanos na pesquisa sobre o
algodão.
|
Portal do Trabalhador, 16
de março de 2010
CNTE realiza na terça paralisação
nacional em defesa do piso salarial
No Portal do Trabalhador (CUT)
Diante das dificuldades de implementação
da Lei 11.738/08 nos estados e municípios, a luta pelo piso salarial
profissional nacional (PSPN) foi ampliada. Na última quarta-feira
(10) aconteceu o Dia de Mobilização de estados e municípios,
especialmente naqueles locais onde existem maiores conflitos com os
governos e prefeituras, como preparação para a paralisação
nacional em defesa da implementação do piso que acontece
nesta terça-feira (16).
A agenda inclui audiência de representantes
do CNTE com o Ministro da Educação, às 10h, para
que assuma com mais determinação a defesa da Lei do Piso;
e com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para apresentar novas
razões contra a ação direta de inconstitucionalidade
(Adin) movida por governadores de cinco estados contra a Lei do Piso.
Além disso, já foi solicitada
uma audiência ao presidente Lula para discutir questões
referentes ao Piso e à Carreira dos Profissionais de Educação.
Durante a segunda semana de março também
foi enviado um documento ao Ministério da Educação.
A CNTE também irá marcar audiência
com a Procuradoria Geral da República para pedir a conclusão,
o rápido possível, do relatório sobre a Adin 4.167
que desde outubro de 2009 se encontra na PGR. Concluído o relatório,
a Adin 4.167 estará pronta para ser votada pelo plenário
do STF.
Luta histórica
Até o momento, a maioria dos estados e municípios ignora
a legislação em vigor desde 1ª de janeiro de 2009
e não aplica o piso salarial nacional do magistério. O
Piso Salarial Nacional é uma reivindicação histórica
da CNTE, é um instrumento de valorização profissional
e de correção de distorções salariais entre
os educadores de todo país.
A Confederação teve um papel importante
para a promulgação da lei e agora mais do que nunca, não
deixará de pressionar por sua implementação, independentemente
da decisão liminar do STF. O Piso garante ao professor um vencimento
básico de R$ 1.312,85.
Nos estados
A mobilização pelo PSPN no dia 16 ocorrerá de forma
descentralizada nos estados e municípios.
Alguns já divulgaram sua programação
de atividades. Acompanhe abaixo a agenda nos estados:
Paraná
Em 16 de março, acontecerá uma marcha em Curitiba, com
concentração, às 9 horas, na Praça Santos
Andrade, além de atos regionalizados. O Sindicato dos trabalhadores
de educação do Paraná enviará também
carta aos deputados e senadores em defesa do Piso, e para o Supremo
Tribunal Federal pedindo a votação da Adin 4167. (APP/PR)
Sergipe
45 municípios que ainda não implantaram o Piso Salarial
Profissional Nacional vão paralisar as atividades no dia 16 de
março. (Sintese/SE)
Mato Grosso
Profissionais da educação de Mato Grosso paralisarão
suas atividades dia 16 de março. Não haverá aula
em todos os 141 municípios. No Estado, apenas 5% dos municípios
pagam este valor. Cada município terá um planejamento
próprio de manifestação, mas, no geral, haverá
reuniões, audiências com representantes do poder público
e passeatas. Haverá concentração na Câmara
Municipal, às 7h30. (Sintep/MT)
Pernambuco
Os trabalhadores em educação do estado paralisarão
suas atividades. Acontecerá uma nova assembleia geral, às
14h, no IEP, com passeata até o Palácio do Campo das Princesas,
junto aos trabalhadores em educação das redes municipais.
A CUT solicitará audiência com os Secretários de
Educação de Estado e o secretário de Articulação
Regional. (Sintepe/PE)
Tocantins
Os trabalhadores em educação do estado iniciaram greve
no dia 8 de março em defesa da luta por melhores condições
de trabalho e pela qualidade social da educação pública.
A classe continua em greve e a diretoria executiva deverá se
reunir para definir os próximos encaminhamentos a serem tomados.
(Sintet/TO)
Acre
Em 16 de março será realizada uma grande assembleia. (Sinteac/AC)
Minas Gerais
O Sind-UTE MG reunirá o Conselho Geral no período da manhã.
Haverá uma assembleia estadual, às 14 horas, na Cidade
Administrativa do Estado de Minas Gerais. Após a assembleia ocorrerá
uma manifestação de todo o funcionalismo público
estadual no mesmo local. As redes municipais filiadas ao Sind-UTE MG
também organizarão mobilizações específicas
durante o dia. (Sind-UTE/MG)
Santa Catarina
Dia 16 de março, os trabalhadores vão exigir a implementação
do Piso até hoje não praticado pelo Governo de Santa Catarina.
Em Florianópolis, os trabalhadores se concentrarão na
Praça Tancredo Neves, às 13h30; em Chapecó, acontecerá
um ato macrorregional na Praça Cel. Bertaso, às 14h; em
Lages, ocorrerá um ato público no calçadão
da Praça João Costa, às 14h; e em Blumenau, em
frente Igreja Matriz, às 14h, haverá um ato público.
(Sinte/SC)
|
Agência Senado, 16 de
março de 2010
Redemocratização
do Brasil completa 25 anos; ciclo ditatorial durou 21
Na história do país, o primeiro
processo de redemocratização ocorreu em 1945, com a deposição
de Getúlio Vargas e o fim do chamado Estado Novo. O período
hoje vivido pelo país é a mais longa sequência de
governantes democraticamente eleitos. Atual presidente do Senado abriu
o ciclo
Por Helena Daltro Pontual e Teresa Cardoso,
Na Agência Senado
Completa 25 anos, nesta segunda-feira
(15), o segundo período de redemocratização vivido
pelo Brasil, quando o atual presidente do Senado, José Sarney
(PMDB/AP) assumiu o poder e encerrou-se o ciclo de 21 anos do regime
militar instaurado no País, em 1º de abril de 1964.
Na história do país,
o primeiro processo de redemocratização ocorreu em 1945,
com a deposição de Getúlio Vargas e o fim do chamado
Estado Novo. O período hoje vivido pelo país é
a mais longa sequência de governantes democraticamente eleitos.
Desde Sarney, chegaram pelo
voto ao Palácio do Planalto os presidentes Fernando Collor de
Mello e seu vice Itamar Franco, além de Fernando Henrique Cardoso
e Luiz Inácio Lula da Silva.
A eleição da chapa
composta por Tancredo Neves e José Sarney pelo Colégio
Eleitoral, para presidente e vice-presidente, denominada Aliança
Democrática, no dia 15 de janeiro de 1985, deu início
ao segundo processo de redemocratização na história
brasileira.
Na véspera de tomar posse,
em 14 de março daquele ano, Tancredo foi internado em estado
grave no hospital e o vice-presidente José Sarney assumiu o cargo,
exatamente no dia 15 de março de 1985.
Depois de ser submetido a sete
cirurgias - duas realizadas em Brasília e outras cinco em São
Paulo -, Tancredo morreu no dia 21 de abril de 1985, na capital paulista.
A chapa de Tancredo e Sarney
foi formada após a derrota da emenda Dante de Oliveira no Congresso,
em abril de 1984, que previa eleições diretas para presidente
da República.
A Aliança Democrática
derrotou o candidato da situação Paulo Maluf, com um placar
de 480 a 180 votos e 26 abstenções no Colégio Eleitoral.
No Governo, Sarney - atual presidente
do Senado - promoveu reformas, entre as quais a legalização
de partidos políticos até então clandestinos.
Em 1º de fevereiro de 1987,
foi instalada a Assembleia Nacional Constituinte, presidida pelo deputado
Ulysses Guimarães, do PMDB, que culminou com a promulgação
da Constituição do país, ocorrida no dia 5 de outubro
de 1988.
|
TSE,
16 de março de 2010
TSE edita calendário da eleições:
mudanças para 2010
Pelo Calendário Eleitoral das Eleições 2010, publicado
pelo Tirbunal Superior Eleitoral (TSE) no Diário Oficial no último
dia 5, haverá mudanças nas eleições deste
ano. Entre elas está a proibição de qualquer candidato
comparecer a inaugurações de obras públicas a partir
de 3 de julho. A norma anterior vedava participação somente
de candidatos aos cargos do Poder Executivo (presidente da República,
governador e vices).
Com relação à publicidade, o Calendário especifica
que a propaganda eleitoral na internet, assim como propaganda em geral,
só pode ser feita a partir de 6 de julho.
Já os candidatos têm novo prazo
- até 10 de julho - para pedir o registro de candidatura caso
o partido não o tenha feito até o prazo legal. Anteriormente,
o concorrente tinha até 48 horas após o encerramento do
prazo dado às legendas para se registrar. Este tempo agora passa
a ser contado a partir da publicação da lista dos candidatos
pela Justiça Eleitoral.
Outra novidade trazida pelo Calendário
Eleitoral é a possibilidade de o eleitor que estiver fora do
seu domicílio votar para presidente da República em qualquer
capital do país. Para tanto, o interessado deverá informar
à Justiça Eleitoral, entre 15 de julho a 15 de agosto,
onde estará no dia das eleições.
Prazo para eleitores
Nas eleições do próximo
de 3 de outubro, o eleitor deverá votar em seis candidatos: deputado
estadual, deputado federal, senador (duas vagas), governador e presidente.
São obrigados a votar e a fazer sua inscrição eleitoral
os maiores de 18 anos. Já para os analfabetos, jovens entre 16
e 18 anos e maiores de 70 anos, o voto é facultativo.
Termina no dia 5 de maio o prazo para o alistamento
eleitoral e a transferência de títulos. O TSE está
fazendo campanha de divulgação da data do fechamento do
cadastro eleitoral. O objetivo do chamamento antecipado para o comparecimento
do eleitor ao cartório, é para reduzir os transtornos
verificados no prazo final.
Aqueles que completarem 16 anos até 3
de outubro podem votar nas eleições gerais de 2010 e para
isso, devem solicitar o documento até o dia 5 de maio.
No caso do eleitor que mudou de município,
é necessário transferir o título para o atual domicílio.
Para obter o título pela primeira vez,
a pessoa deve procurar o Cartório Eleitoral correspondente à
rua de sua residência com os seguintes documentos: documento de
identidade; comprovante de residência e certificado de quitação
do serviço militar (para homens entre 18 e 45 anos).
Para a transferência, é necessário
que o eleitor resida há no mínimo três meses na
nova residência e já tenha completado um ano de sua inscrição
ou última transferência. Além disso, é preciso
ir ao cartório correspondente a sua residência atual munido
de: documento de identidade; comprovante de residência; título
eleitoral e os comprovantes de que votou nas últimas eleições
ou justificou.
O eleitor portador de deficiência física
que não está inscrito em uma seção especial
deve solicitar transferência para uma delas, a fim de evitar aborrecimentos
no dia da votação. Essas seções não
possuem escadas, o que facilita o acesso dessas pessoas às urnas.
Todas as zonas eleitorais dispõem de seções especiais.
Idosos com dificuldade de locomoção também podem
transferir seu título para uma seção especial,
já que as seções especiais não são
exclusivas para os eleitores portadores de deficiência.
Quem não votou e nem justificou a ausência
nas eleições anteriores deve pagar multa de cerca de R$3,50
por turno não votado, mas esse valor pode variar por determinação
do juiz eleitoral.
Com informações do TSE
|
Congresso em Foco, 16 de março de 2010
E você: é PIG ou Paiol?
“Tenta-se transferir a visão maniqueísta
da eleição polarizada para as páginas dos jornais.
Quem crítica, é do Partido da Imprensa Golpista, o PIG.
Quem elogia, é do Partido dos que Amam, Idolatram e Ovacionam
Lula, o Paiol”
“O jornal de manhã chega cedo,
Mas não traz o que quero saber.
As notícias que leio conheço,
Já sabia antes mesmo de ler”
Domingou, de Gilberto Gil
Vamos deixar por enquanto os
versos da velha canção de Gilberto Gil, dos tempos da
Tropicália, quietos aí no alto. Devagar, nós vamos
chegar até eles. No final da semana passada, fui convidado a
participar do programa “Comitê de Imprensa”, da TV
Câmara. Trata-se de um espaço interessante, no qual jornalistas
são convidados a comentar a cobertura política da imprensa.
Eu, o apresentador Paulo José Cunha e o jornalista João
Domingos, do Estado de S. Paulo, discutimos, então, a antecipação
da campanha política. Bem antes do que seria normal, levados
pela agenda que o presidente Lula imprimiu, ao lançar tão
cedo sua candidata à sucessão, a ministra-chefe da Casa
Civil, Dilma Rousseff, os jornais, especialmente os jornais impressos,
permitiram que a eleição presidencial dominasse quase
que por completo as páginas de política. Na discussão
sobre se isso representava uma presença maior do governador de
São Paulo, José Serra, nas páginas, dada a suposta
preferência das elites por ele, chegamos à história
do PIG, o tal “Partido da Imprensa Golpista”, que o PT e
o governo inventaram para classificar aqueles que fazem matérias
muito críticas sobre eles. Na resposta, eu acabei inventando
um outro partido também: “A verdade é que, se tem
o PIG, tem também o Paiol”, respondi. Paiol é a
sigla para Partido dos que Amam, Idolatram e Ovacionam Lula.
O que vem acontecendo? Na estratégia
que alinhavou para a sua sucessão – e que está conseguindo
estabelecer –, Lula buscou limitar a disputa entre a sua candidata
e o candidato que representasse a sucessão a ele. A eleição,
assim, seria um plebiscito: os que aprovam seu governo, votam em Dilma;
os que reprovam, votam em Serra. Na solidão em frente à
urna, fica reservado ao eleitor uma leitura maniqueísta, sem
direito a nuances, da realidade brasileira. Uma visão que impediria
ao eleitor gostar de algumas coisas, mas ter restrições
a outras; ou detestar a maior parte, mas ressalvando alguns pontos.
É o tal Fla X Flu, como chamam alguns. O que acontece é
que se tenta transferir a visão maniqueísta da eleição
polarizada para as páginas dos jornais. Quem critica o governo,
é contra ele. É do PIG. E se alguém elogia, é
totalmente a favor. É do Paiol. Nós aqui no Congresso
em Foco, não vamos cair nessa armadilha. Todos os repórteres
e editores do site são eleitores, e votarão em alguém.
Mas o site não será nem Fla nem Flu. Nem Olaria ou Madureira.
Só vai assistir ao jogo.
O PIG existe? Em determinado
momento, após o mensalão, houve, sim, de parte de alguns
veículos da imprensa, um esforço grande de campanha para
evitar que Lula se reelegesse. Muita coisa foi – e ainda é
– publicada sem os cuidados necessários de apuração,
para prejudicar o governo e o PT. Tudo isso é verdade. Mas é
verdade também que o governo aprendeu a tirar proveito político
disso. Depois que saiu das cordas, após a reeleição
de Lula, o governo compreendeu que, diante dos exageros que realmente
aconteceram, podia fazer um discurso de vitimização a
cada ataque. Em vez de explicar, replicar, melhor dizer que qualquer
denúncia, qualquer crítica, é obra do PIG. Principalmente
se encontrar algum jornalista do Paiol disposto a reverberar isso.
O problema é que chegamos
a uma situação em que a realidade nada contribui para
aumentar o grau de informação do leitor/eleitor. Se eu
não gosto do governo, encontro uma série de publicações,
jornalistas e articulistas que não gostam também. Vou
lá, os leio, e saio satisfeito de ver os meus conceitos e pontos
de vista ratificados por eles. Se eu gosto do governo, tenho também
publicações, sites, jornalistas e articulistas para repetir
o que eu já penso e sei. Assim, em vez do ofício de informar,
ficam uns e outros na arte de amaciar os egos da turma que já
conquistaram. Chegamos, então, aos versos de Gilberto Gil, com
uma leitura nova. Se o nosso compositor tropicalista, antes de ser ministro
da Cultura, reclamava dessa mesmice, hoje parece haver um grande número
de leitores que parece adorar transformar suas leituras em meros espelhos
dos seus cérebros e suas almas. Ao se enxergarem ali, somente
ratificam o que já sabem e pensam. Bem, se alguém quiser
buscar algo de novo, eu recomendo uma leitura: o site Congresso em Foco.
|
Gazeta do Povo, 16 de março
de 2010
Eleição 2010
Declaração de Ciro encerra
negociações com o PT paulista
Ribeirão Preto (SP) - Após meses de negociações,
terminou o namoro entre o PT de São Paulo e o deputado estadual
Ciro Gomes (PSB-SP), que poderia terminar na candidatura do parlamentar
à sucessão do governo paulista. Bastou Ciro chamar o PT
em São Paulo de “um desastre”, em entrevista do jornal
Folha de S.Paulo, para o partido encampar de vez o nome do senador Aloysio
Mercadante (PT) para liderar uma frente de oposição
que tentará tirar do poder o PSDB, há quinze anos no comando
do governo paulista. “É o nome do senador Mercadante que
emerge nesse momento”, admitiu Edinho Silva, presidente do PT
no estado de São Paulo.
Edinho afirmou que ainda aguarda
uma retratação, ou mesmo a confirmação,
do que chamou de “declaração agressiva e sem sentido”
feita por Ciro. “Não faz sentido uma declaração
agressiva como essa, justamente quando construímos um processo
alternativo para São Paulo, do qual ele era o líder e
um nome apoiado pelo PT”, disse o presidente do partido. “Se
ele quisesse pôr fim ao processo, poderia nos procurar que aceitaríamos
sem problemas, mas, sem uma retificação, [o processo]
chegou ao final”, completou.
As críticas de Ciro ao
PT e à possibilidade de sua candidatura ao governo paulista –
chamada de artificial pelo deputado – acabaram ainda com um encontro,
previsto para esta semana, no qual os partidos de oposição
ao PSDB em São Paulo tentariam convencê-lo a aceitar a
disputa. Ciro era esperado para uma reunião com todos os partidos
da frente, formada, por enquanto, com PT, PSB, PDT, PCdoB, PTC, PRB,
PSC e PTN, mas com possibilidade de adesão de PHS e PR.
Presidência
O deputado do PSB tenta viabilizar
a sua candidatura à Presidência desde o ano passado,
mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem procurado fazer
ele desistir dessa ideia. A candidatura de Ciro atrapalharia a ideia
de Lula de fazer uma eleição plebiscitária, com
a ministra Dilma Rousseff como única candidata da oposição.
Para tentar convencer o deputado de desistir de disputar o Palácio
do Planalto, o PT paulista vinha negociando com Ciro a possibilidade
da candidatura dele ao governo de São Paulo. Mas o deputado resiste
à oferta e tem sugerido o nome do presidente da Federação
das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp),
Paulo Skaf, como candidato ao governo paulista pelo PSB.
|
Gazeta do Povo, 16 de março
de 2010
Eleições 2010
Requião ameaça PT
e fala em apoiar Serra
Pela primeira vez, governador admite possibilidade
de estar com tucano na disputa presidencial. Mas aliados não
acreditam na hipótese
O governador Roberto Requião
ameaçou ontem apoiar a candidatura do governador de São
Paulo, José Serra (PSDB), à Presidência da República
se o PT insistir na aliança com o senador Osmar Dias (PDT), pré-candidato
ao governo do Paraná e desafeto de Requião desde
as eleições de 2006. “(Orlando) Pessuti
terá o apoio de Lula ou PMDB-PR apoiará (José)
Serra. Gostemos ou não, esta é a realidade do Paraná.”
A declaração feita por Requião por meio do seu
Twitter (sistema de microblog) movimentou o cenário político
estadual.
Essa é a primeira vez
que o governador fala abertamente sobre uma aliança do PMDB com
o PSDB. Embora a proximidade de Requião com Serra e com a ala
do PMDB paulista que apoia a candidatura do tucano seja antiga, até
hoje ele não tinha admitido abertamente a possibilidade de estar
com o PSDB na eleição presidencial. Deputados do próprio
partido do governador e aliados petistas, porém, não acreditam
que Requião leve adiante a ideia.
“Eu entendi a frase
‘nós se finge de leitão para mamar deitado’
como uma declaração de apoio à Dilma”, afirmou
o presidente do PT estadual, Ênio Verri. A declaração
foi feita por Requião na sexta-feira em Araucária, na
presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da
minsitra Dilma Rousseff, e no sábado, durante encontro estadual
do PMDB, no Jockey Club, em Curitiba. Os deputados peemedebistas, Luiz
Claudio Romanelli e Nereu Moura, também declararam
não acreditar num eventual apoio de Requião
a Serra.
No estado
A possibilidade do apoio de
Requião a Serra se estender a um acordo estadual
com o prefeito Beto Richa, pré-candidato tucano ao governo, é
descartada pelo deputado Valdir Rossoni, presidente da legenda no estado.
Ele admite que o governador junte-se a Serra, mas não a Richa.
“Todo apoio ao nosso candidato à Presidência é
bem vindo. Só ao Serra.”
Requião e Richa trocam
farpas desde que o prefeito apoiou Osmar Dias na eleição
de 2006. Depois disso, Requião acusou o irmão
do prefeito, José Richa Filho, de desviar R$ 10 milhões
do Departamento de Estradas e Rodagens
(DER). Richa chegou a chamar o governador de “desequilibrado”.
Tudo isso pode ser esquecido
em nome de objetivos eleitorais do dois lados com a aliança.
O governador consegueria apoio para a candidatura dele ao Senado Federal
e o PSDB garantiria o apoio do maior partido do Paraná, o PMDB,
para a candidatura de José Serra à Presidência
da República e ao próprio Richa, pré-candidato
a sucessão de Requião. Hoje o PSDB cogita lançar
o deputado federal Gustavo Fruet como candidato a senador.“Na
verdade o Requião quer servir o Beto Richa (PSDB), num acordo
branco ou informal para apoiar a candidatura do PSDB ao governo do estado”,
acusou o deputado federal André Vargas (PT).
Paulistas
Propaganda em que Lula elogia Dilma
é suspensa
Agência Estado
São Paulo - Em São
Paulo, o PMDB e tucanos já estão juntos. Tanto que obtiveram
ontem na Justiça Eleitoral a suspensão da propaganda partidária
que o PT vinha exibindo na TV – apenas para São Paulo.
Na peça, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta
aproximar sua pré-candidata à Presidência, ministra
Dilma Rousseff, do estado. Na propaganda, Dilma afirma que tem “muito
carinho e respeito” por São Paulo e Lula emenda que ela
é uma “mineira com a cara e a alma de São Paulo”.
|
Agência Diap, 16 de
março de 2010
PR: trabalhadores da Porcelana
Schmidt fecham acordo com empresa
Após uma semana de greve, os trabalhadores da fábrica
da Porcelana Schmidt, localizada em Campo Largo, fecharam um acordo
em assembléia com a empresa nesta segunda-feira (15).
Devido à frágil
situação econômica que se encontra a fábrica,
os trabalhadores aceitaram que nos próximos três meses
a empresa poderá atrasar em até 10 dias o pagamento e
em até cinco dias o depósito do vale.
A primeira proposta da empresa
era tirar o vale-mercado e o prêmio de produção,
mas os trabalhadores rejeitaram e renegociaram.
A Porcelana Schmidt irá
abonar os dias parados dos funcionários. Os trabalhadores estavam
em paralisados desde o dia 8 de março.
|
RADIO INDEPENDÊNCIA, 16 de março
de 2010
Sebrae/PR realiza missão para
empresas da construção civil, no sudoeste
O Projeto da Cadeia Produtiva da Construção Civil do
Sudoeste está organizando uma missão técnica
para a Feicon Batimat 2010 - 18ª Feira Internacional da Indústria
da Construção, em São Paulo, capital.
A intenção do Sebrae/PR e parceiros é fomentar
novos negócios, alternativas de comercialização
e inovações para o setor na região. A missão
técnica sairá de Francisco Beltrão, passando
por Pato Branco, no dia 7 de abril, às 17 horas e 18 horas,
respectivamente. O embarque será realizado em frente ao Sebrae/PR,
em ambas cidades. As vagas são limitadas e o prazo para inscrição
se encerra no dia 29 de março.
A Feicon será entre os dias 6 e 10 de abril, no Pavilhão
de Exposições do Anhembi.
O investimento é de R$ 520,00 por pessoa e inclui transporte
com ônibus leito Double Deck, hospedagem em apartamento duplo,
bem como translado hotel - evento. As inscrições podem
ser feitas pelos telefones (46) 3220- 1250, (46) 3224-6016 ou (46)
3523-1531.
|
GAZETA DE PIRACICABA, 16
de março de 2010
SP: Construção civil inicia
mobilização
Com o objetivo de mobilizar trabalhadores para a campanha salarial deste
primeiro semestre, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
da Construção e do Mobiliário de Piracicaba percorreu
canteiros de obras ontem, 15, para conversar com a categoria e entregar
material informativo.
A iniciativa, conforme o presidente
do sindicato, Edson Batista dos Santos, faz parte do calendário
de mobilização dos trabalhadores de produtos de cimento,
móveis e construção civil, numa campanha estadual,
que conta com a coordenação da Feticom-SP (Federação
dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário no Estado de São Paulo).
Conforme Edson Batista,
este trabalho consiste em mostrar aos trabalhadores a necessidade de
que todos participem da campanha salarial deste ano, que visa a garantir
a reposição integral da inflação e assegurar
aumento real aos salários.
|
JORNAL DO COMÉRCIO,
16 de março de 2010
RS: Salário-mínimo regional
opõe empresários e sindicalistas
Centrais sindicais discutem hoje aumento de
14% no salário estadual
Em trincheiras opostas, representantes de trabalhadores e de empresários
do Estado deflagraram ontem a guerra pelo reajuste do salário-mínimo
regional, que contempla as categorias que não têm um piso
exclusivo. De um lado, as centrais sindicais pedem aumento de 14% sobre
as quatro faixas de remuneração - que vão de R$
511,29 a R$ 556,06 -; já os empresários defendem uma ampliação
de 4%. No ano passado, o reajuste foi de 7,1%.
Se antecipando à reunião
que as centrais promovem hoje na Assembleia, Fiergs e Federasul divulgaram
ontem notas criticando o percentual de 14% e a própria existência
do mínimo regional. Paulo Tigre, presidente da Fiergs, disse
que o impacto do salário exclusivo para trabalhadores gaúchos
interfere nos custos de produção. Para ele, mais produtos
vão entrar no mercado local vindos de fora, afetando negativamente
todas as atividades, com repercussão no nível de emprego.
"Ou seja, vamos criar empregos em outras regiões do Brasil
onde não há esse piso."
Em nota, Tigre afirma que as
negociações entre os sindicatos patronais e de trabalhadores
estão na faixa de 4,6% e as previsões indicam que, em
todo o ano de 2010, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor
(INPC), de cada 12 meses, será sempre inferior a 5%. "A
proposta das centrais sindicais é quase três vezes superior
a esse patamar", diz.
O presidente da Federasul, José
Cairoli, pediu a extinção do mínimo regional. "O
piso representa um custo adicional às empresas gaúchas,
reduzindo a competitividade em relação à maioria
dos estados brasileiros que não adotaram o salário-mínimo
regional", defende, em nota. "A consequência inevitável
desta situação é a manutenção de
taxas de desemprego mais elevadas e de maior nível de informalidade
do que ocorreria sem a sua existência, especialmente naqueles
segmentos que mais empregam os supostos beneficiários desta medida:
microempresas, comércio e pequenos serviços", afirma
Cairoli.
Já o deputado Heitor
Schuch (PSB), disse ontem que a bancada do partido não dará
acordo para votação de mais nenhuma matéria de
interesse do Executivo enquanto o projeto de sua autoria que antecipa
a data base de reajuste do piso salarial regional de 1 de maio para
1 de janeiro, não for a plenário. Segundo o deputado,
o objetivo é igualar com a data de aumento do salário
mínimo nacional, como já aconteceu em Santa Catarina e
no Rio de Janeiro, dois dos cinco estados brasileiros que têm
piso salarial regional. A proposta de Schuch está na ordem do
dia desde 1 de dezembro, porém ainda não foi apreciada
por falta de acordo da liderança de governo.
Segundo Schuch, com o
aumento para R$ 510,00 em janeiro, o salário-mínimo ficou
quase igual à primeira faixa do piso regional gaúcho,
de R$ 511,29. Quando foi criado no Estado, em 2001, o piso era 28% superior
ao mínimo nacional.
|
Agência Senado, 16
de março de 2010
Tempo de estágio poderá
contar para a aposentadoria
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania
(CCJ) pode decidir nesta quarta-feira (17) se deve passar a constar
da Constituição federal norma que assegura a inclusão
de período de estágio e de estudos custeados por bolsas
na contagem de tempo necessário à concessão da
aposentadoria e demais benefícios previdenciários. A medida
já consta de legislação infraconstitucional, a
qual determina que, para fazer jus à contagem de tempo, estagiários
e bolsistas devem contribuir para a Previdência Social como segurados
facultativos.
A constitucionalização
do direito está sendo sugerida por meio da Proposta de Emenda
Constitucional (PEC) 16/04, apresentada pelo senador Sérgio Zambiasi
(PTB-RS). Ele argumenta que há incertezas quanto ao futuro das
reformas previdenciárias, o que pode levar a retrocessos com
relação ao direito hoje assegurado. O relator, senador
Alvaro Dias (PSDB-PR), recomenda em seu voto a aprovação
da matéria.
"Na situação
atual, nada impede que uma medida provisória ou um projeto de
lei qualquer venha a tornar letra morta esse direito, em nome da redução
do déficit previdenciário", argumenta o relator.
Se a previsão do benefício
estiver no texto constitucional, observa Alvaro Dias, qualquer tentativa
de modificação exigirá quórum qualificado.
Dessa maneira, conforme o senador, será possível evitar
"mudanças açodadas e insegurança jurídica"
para os contribuintes estagiários e bolsistas.
O direito facultativo de contribuição
para estagiários e bolsistas, como meio de acesso aos benefícios
previdenciários, está previsto no texto da Lei 8.212/1991,
que dispõe sobre a organização da Seguridade Social.
Depois do exame pela CCJ, a
proposta seguirá a Plenário, para votação
em dois turnos.
Gorette Brandão / Agência
Senado
(Reprodução autorizada mediante citação
da Agência Senado)
|
Agência Senado, 16
de março de 2010
Projeto que cria sistema de inclusão
previdenciária para trabalhadores de baixa renda está
na pauta da CAS
A pauta da Comissão de
Assuntos Sociais do Senado (CAS) para esta quarta-feira (17) contém
14 itens, entre os quais o PLS 253/05. Esse projeto de lei cria um sistema
especial de inclusão previdenciária para os trabalhadores
de baixa renda e para aqueles que se dedicam exclusivamente ao trabalho
doméstico, sem receber qualquer rendimento. O autor da proposta
é o senador Paulo Paim (PT-RS). A relatoria do texto está
com a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO).
Também está na
pauta da comissão o PLS 28/08, projeto de lei que garante aos
trabalhadores "celetistas" (cujo regime de trabalho é
regido pela Consolidação das Leis do Trabalho - a CLT)
o direito à licença para capacitação profissional.
De acordo com o texto, o empregado poderá afastar-se das suas
atividades a cada triênio de trabalho, "sem prejuízo
do emprego e do salário", por no mínimo 120 horas
para frequentar cursos de capacitação. O autor da matéria
é o senador Cristovam Buarque (PDT-DF); o relator, o senador
Gim Argello (PTB-DF).
Outro item da pauta é
o PLS 157/02. Esse projeto de lei permite que o trabalhador "celetista"
(inclusive o empregado doméstico) que adotar criança de
até cinco anos de idade tenha direito a uma licença-paternidade
de cinco dias úteis. Essa proposta foi apresentada em 2002 pelo
então senador Carlos Bezerra. Ao justificar a iniciativa, ele
observou que a Lei nº 10.421/02 estendeu às mães
adotivas o direito à licença-maternidade e ao salário-maternidade,
mas deixou de incluir entre os seus beneficiários os trabalhadores
do sexo masculino. Cristovam Buarque, relator da matéria, reiterou
esse argumento ao defender a matéria.
A reunião da CAS será
realizada na sala 9 da Ala Alexandre Costa, nesta quarta-feira, a partir
das 11h.
Ricardo Koiti Koshimizu / Agência
Senado
(Reprodução autorizada mediante citação
da Agência Senado)
|
Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
16/03/2010
Trabalhadora será indenizada em R$
1 milhão e terá cobertura integral de tratamento e lucros
cessantes após acidente
Como resultado do julgamento
de um caso de grave acidente de trabalho, uma empresa pertencente a
uma rede de supermercados, no Recife (PE), foi condenada a pagar indenização
de R$ 1 milhão, por danos morais, além de R$ 300 mil por
danos materiais e cobertura integral das despesas que ultrapassarem
esse valor, para fazer face ao tratamento e lucros cessantes até
o fim da convalescença.
Contratada na função
de operadora de supermercado, a autora da ação foi trabalhar
numa lanchonete da empresa, no bairro de Boa Viagem, no Recife. Com
a mudança de rotina, a lanchonete passou a oferecer almoço
e, a partir das 16 horas, servia sopas. Para aquecer o alimento, era
usado um “rechaud”, espécie de panela, com recipiente
na parte inferior onde se põe fogo, com o uso de álcool
em forma de gel. Mas, por questão de economia, a chefia da empregada
determinou a troca do álcool gel, mais seguro, para o álcool
anidro combustível. Ao esquentar a sopa que seria servida na
lanchonete, por volta das 18h30 do dia 08/04/2005, uma explosão
a atingiu violentamente e causou queimaduras de 2º e 3º graus
em cinqüenta e cinco por cento do corpo.
O médico que prestou
os primeiros socorros disse que quando tentava tirar sua roupa, a pele
ficava grudada no corpo. No hospital, ela chegou a ficar na UTI e foi
submetida a várias cirurgias e tratamentos complexos, custeados
pela empresa. Sua vida mudou drasticamente, com consultas e atendimento
com equipe multidisciplinar – psiquiatra, fisioterapeuta e cirurgião,
uma vez que ficou desfigurada.
A trabalhadora ajuizou ação
requerendo indenização por danos morais, danos morais
estéticos e materiais mediatos. O juiz de primeiro grau (Vara
do Trabalho) arbitrou indenização para custear tratamentos
futuros no valor de R$ 4 milhões, mas o Tribunal Regional do
Trabalho da 6ª Região (PE) entendeu que os danos materiais
emergentes já tinham sido satisfeitos, por antecipação
de tutela, e atribuiu à indenização o valor de
R$ 300 mil para fins de danos materiais mediatos. Quanto à indenização
por danos morais, o Regional deferiu o recurso da empresa para reformar
a sentença e arbitrou o valor de quinhentos mil reais.
Em recurso de revista ao TST,
a trabalhadora afirmou não ser proporcional o valor da indenização
por danos, pois o Regional não levou em consideração
a condição financeira e o grau de culpa da empresa, tampouco
o sofrimento físico e espiritual a que fora submetida. O relator
da matéria na Segunda Turma, ministro José Simpliciano,
manifestou-se pelo provimento ao recurso de revista para aumentar a
condenação por danos morais para R$ 1 milhão, manteve
a condenação no valor de R$ 300 mil, arbitrado pelo Tribunal
Regional do Trabalho de Pernambuco (6ª Região), mas deixou
a cargo do juiz de primeiro grau (Vara do Trabalho) que apure o que
ultrapassar esse montante, para fazer face ao tratamento e lucros cessantes
até o fim da convalescença.
|
16/03/2010
SDI-1: regra de Comissão de
Conciliação Prévia não é condição
insuperável para ajuizar ação trabalhista
Por violar o direito de acesso
à justiça, a Seção I Especializada de Dissídios
Individuais (SDI-1) reformou decisão que havia determinado a
extinção de um processo trabalhista movido contra Volkswagen.
A extinção havia sido determinada pela Quarta Turma do
TST, que, ao analisar recurso de revista da empresa, considerou estar
caracterizada a falta de pressuposto de validade, uma vez que o processo
não foi submetido à Comissão de Conciliação
Prévia, conforme o artigo 625-D da CLT. Esse dispositivo estabelece
que qualquer reclamação trabalhista deve passar pela CCP
antes de ser ajuizada – quando, na localidade da prestação
de serviços, houver sido instituída tal comissão
no âmbito da empresa ou do sindicato da categoria.
Com isso, o autor da ação
interpôs recurso de embargos à SDI-I, alegando não
ser obrigatória a prévia submissão à CCP.
O relator do recurso, ministro Augusto César Leite de Carvalho,
aplicou a jurisprudência da SDI-I ao caso. Segundo o relator,
a extinção do processo na instância extraordinária
– sem o aproveitamento da parte válida dos atos –
seria um desrespeito aos princípios da economia, utilidade e
celeridade. Ele apresentou decisões recentes da SDI-I nesse sentido.
Para ministro, a regra do artigo
não representa condição insuperável à
apresentação de ações na Justiça
do Trabalho pelo princípio maior do acesso à justiça.
O relator explicou que esse entendimento foi confirmado em maio de 2009
pelo Supremo Tribunal Federal ao conceder decisão cautelar nas
ADI 21396/DF-MC e ADI 2160/DF-MC.
Sob esses fundamentos, a SDI-I,
por unanimidade, deu provimento ao recurso de embargos e determinou
o retorno do processo à Quarta Turma para prosseguir no julgamento
do recurso, sem a proibição relacionada à ausência
de submissão prévia da demanda à CCP. (RR-130600-91.2003.5.02.0465-Fase
Atual: E-ED)
|
16/03/2010
Sem unicidade contratual, empregado
não ganha verbas relativas a dois contratos
Um empregado paranaense do Iate
Clube de Paranaguá tentou receber verbas trabalhistas relativas
a dois períodos em que trabalhou no clube, mas conseguiu apenas
as referentes ao último contrato; o primeiro já estava
prescrito, ou seja, havia se esgotado o prazo para interpor qualquer
reclamação. Esse foi o entendimento do Tribunal Regional
do Trabalho da 9a Região (PR), com o qual a Terceira Turma do
Tribunal Superior do Trabalho concordou, ao rejeitar recurso do trabalhador.
Seu primeiro contrato com o
clube foi no período de junho de 1999 a março de 2003;
o segundo, dezembro do mesmo ano a maio de 2005. Nessa última
dispensa, o empregador garantiu que o recontrataria brevemente. Como
a promessa não se concretizou, ele recorreu à justiça
em outubro de 2005 para reclamar seus direitos, mas não pediu
a unicidade contratual dos dois contratos. Por esse motivo, o TRT não
reconheceu os direitos relativos ao primeiro contrato, o que motivou
o recurso de revista do trabalhador ao TST.
A relatora do recurso na Terceira
Turma, ministra Rosa Maria Weber Candiota da Rosa, constatou que não
havia nada a reparar na decisão regional e esclareceu que, uma
vez que não transcorreram dois anos entre a última demissão
e o ajuizamento da ação, incide no caso a prescrição
quinquenal, que não dá direito ao empregado de reclamar
verbas relativas ao período anterior a 10 de outubro de 2000,
ou seja, cinco anos antes da reclamação ajuizada em outubro
de 2005. (RR-179800-45.2005.5.09.0322)
|
16/03/2010
Sexta Turma reconhece culpa objetiva em acidente
de trabalho
No Tribunal Superior do Trabalho,
os ministros da Sexta Turma não acataram apelo de empresa Copel
Distribuição S/A que, entre outros pedidos, pretendia
a reforma da decisão do TRT da 9.ª Região (PR) para,
assim, eximir-se da culpa por acidente que incapacitou um servidor para
as atividades laborais.
O empregado da Copel encontrava-se
no topo de uma escada e de lá caiu – de uma altura de cerca
de 10 metros – quando o poste em que estava encostada a escada
foi arrastado por caminhão em manobra. Esse movimento inesperado
do caminhão não permitiu ao trabalhador pôr o cinturão
de segurança, antes de iniciar sua tarefa. Do acidente, resultou
invalidez parcial e irreversível do empregado.
A Copel alega não ser
caso de responsabilidade objetiva do empregador e entende ser essa a
situação em que deve ser aplicado o art. 7.º, XXVIII,
da Constituição Federal, e não o art. 927 do Código
Civil. Aponta, ainda, violação dos dispositivos mencionados
e divergência jurisprudencial.
O Tribunal Regional paranaense
fundamentou sua decisão no depoimento do autor, na prova pericial
e na descrição do acidente, concluindo estar a atividade
da Copel inserida no rol daquelas abrangidas pela teoria do risco excepcional,
que justifica o dever de indenizar sempre que a atividade desenvolvida
pelo empregado constitui-se em risco acentuado ou excepcional pela natureza
perigosa, independentemente de comprovação de culpa. Diante
desses argumentos, o TRT afastou por completo a alegada culpabilidade
do empregado e considerou tão somente a culpa objetiva da empresa.
Na Sexta Turma, o ministro Aloysio
Corrêa da Veiga, relator do processo, considerou que no atual
panorama da responsabilidade civil, o inciso XXVIII do art. 7º
da Constituição Federal traz um direito mínimo
do trabalhador quanto à indenização por acidente
de trabalho no caso de dolo ou culpa, mas, ressaltou, “outra norma
pode atribuir uma situação mais favorável ao empregado
que permita a responsabilidade por culpa lato sensu. No caso do acidente
de trabalho, há norma específica nesse sentido, conforme
se extrai do parágrafo único do art. 927 do Código
Civil, quando consagra a responsabilidade objetiva para atividade de
risco.”
Assim, a Sexta Turma concluiu
não haver impedimento para o reconhecimento da responsabilidade
objetiva da empresa. (RR-99516/2005-093-09-00.1)
|
16/03/2010
Preposto não é função
de confiança e por isso tem direito a receber horas extras
A pessoa que representa uma
empresa em audiências na Justiça do Trabalho, ou seja,
que atua como preposto, não detém cargo de confiança
e, por isso, tem direito ao recebimento das horas que ultrapassem a
jornada de seis horárias diárias do bancário. Esse
foi o entendimento da Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho ao
acatar recurso de ex-preposto do Unibanco – União dos Bancos
Brasileiros S/A e alterar decisão do Tribunal Regional do Trabalho
da Segunda Região (SP).
Para o TRT, a função
de preposto era de confiança, por representar o banco na justiça
e ter acesso aos dados dos empregados. Por isso estaria na exceção
prevista no parágrafo segundo do artigo 224 da Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT) que garante ao banco o não pagamento
da 7ª e 8ª horas diárias aos ocupantes de cargo de
confiança.
Ao julgar recurso do trabalhador,
o relator do processo na Sexta Turma, Mauricio Godinho Delgado, ressaltou
que, para o enquadramento como cargo de confiança, é necessário
restar comprovado que o bancário “exercia efetivamente
as funções aptas a caracterizar o exercício de
função de confiança, e, ainda, que elas se revestiam
de fidúcia (confiança) especial, que extrapola aquela
básica, inerente a qualquer empregado.”
“O simples fato de a empregada ter atuado na Justiça do
Trabalho como preposta do banco e de ter acesso a dados dos empregados
não são suficientes para caracterizar a real fidúcia
inerente ao cargo de confiança”, concluiu o relator. Assim,
a Sexta Turma condenou o Unibanco ao pagamento de horas extras ao seu
ex-preposto. (RR-1594500-47.2002.5.02.0902)
|
FETRACONSPAR, 16 de março de 2010 |
Eventos
Brasília/DF
Presidente da FETRACONSPAR participa de
reunião da Nova Central
|
Ramthun
em discurso na Reunião de Diretoria Executiva da NCST |
O Presidente da FETRACONSPAR,
Secretário Regional da CNTI e 3º Vice-Presidente da NCST,
GERALDO RAMTHUN, esteve na data de ontem (15/03, segunda-feira)
em Brasília/DF, onde participou de reunião da diretoria
executiva da Nova Central Sindical de Trabalhadores.
|
 |
Ramthun
em discurso na Reunião de Diretoria Executiva da NCST |
|
Ramthun
em discurso na Reunião de Diretoria Executiva da NCST |
|