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Folha de S.Paulo, 7 de junho
de 2010
Divulgação do PIB
do 1º tri é destaque na semana
Investidor também conhecerá taxa
Selic
DE SÃO PAULO
Os fatos econômicos nacionais
prometem uma semana forte. A reunião do Copom (Comitê de
Política Monetária) e a divulgação de índices
de inflação de maio se juntam ao dado oficial para o PIB
(Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre.
A decisão sobre uma possível alteração da
taxa básica de juros, na quarta-feira, se dará em meio
a um cenário mais incerto.
A evolução da crise europeia se soma às projeções
de uma diminuição no ritmo de crescimento interno. A previsão
de desaceleração no IPCA (Índice de Preços
ao Consumidor Amplo), indicador que será divulgado na quarta-feira,
se torna um complicador para a avaliação do Banco Central.
A Europa tem destaque na quinta-feira. O Banco Central do continente
e a autoridade monetária inglesa definem a taxa básica
de juros.
A Hungria é a nova preocupação europeia. O temor
sobre a situação fiscal ronda o país do Leste europeu.
China e Estados Unidos também merecem atenção.
Os dados de vendas, emprego e crédito norte-americanos devem
confirmar a tendência de recuperação, segundo analistas.
O país asiático divulga as informações sobre
vendas, preço dos imóveis, volume de crédito e
produção industrial na quinta-feira.
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Agência Diap, 7 de junho
de 2010
Eleições 2010: partidos
políticos acertam datas para fazer convenções
Praticamente todos os principais
partidos políticos marcaram para os dias 12, um sábado,
e 13 de junho, domingo, suas convenções nacionais e estaduais
para oficializar a escolha de seus candidatos a presidente da República
e vice, governador, senador e deputados federal e estadual, além
de deliberar sobre coligações.
Somente o PV, da senadora e
pré-candidata Marina Silva, fará seu encontro nacional
no dia 10, uma quinta-feira, em Brasília.
As datas estão dentro
do período legal, de 10 a 30 de junho, para a realização
de convenções, conforme determina a Lei 9.504, que disciplina
as eleições. Já o encontro estadual do PV será
em São Paulo, no dia 19.
PMDB
e PSDB
O PMDB e o PSDB marcaram suas convenções nacionais em
Brasília para o dia 12, sábado. Na próxima semana,
as direções nacionais dos dois partidos devem se reunir
com suas assessorias para discutir detalhes como local e número
de convidados para o encontro.
PDT
A convenção nacional do PDT também será
dia 12, só que em São Paulo, estado no qual o partido
tem pequena expressão, ao contrário do Rio e do Rio Grande
do Sul.
PT
Já o PT marcou sua convenção nacional para
o dia 13, domingo, em Brasília. Na mesma data, o rival PSDB vai
realizar seu encontro estadual em São Paulo, principal colégio
eleitoral do País. A convenção paulista do PT está
marcada para o dia 26 de junho.
O partido do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva e da pré-candidata Dilma Rousseff
espera reunir pelo menos 6 mil delegados de todos os estados no encontro
nacional e o PSDB, de José Serra, deve contar com a participação
de 4 mil delegados na convenção.
PSol
O PSol resolveu destoar dos outros partidos. Sua convenção
nacional está prevista para o dia 30 de junho - último
dia de prazo segundo a legislação eleitoral - na Assembleia
Legislativa de São Paulo. O encontro estadual será dia
12, mas o local ainda não foi definido.
DEM
O DEM também não marcou ainda a data da convenção,
mas provavelmente será no dia 13.
Clique aqui
e veja o calendário das eleições de 3 de outubro
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Vermelho,
7 de junho de 2010
Ibope dá empate Dilma-Serra; e agora,
Montenegro?
O empate entre os presidenciáveis da oposição
e do governo – 37% a 37% –, apontado na pesquisa Ibope deste
sábado (5), tem um gostinho especial para a torcida de Dilma Rousseff
(PT). O instituto é presidido por Augusto Montenegro, aquele que,
em entrevista à Veja em agosto passado, assegurou que "Lula
não fará seu sucessor", pois "15% a 20% talvez
seja o teto de Dilma" e "foi-se o tempo em que um líder
muito popular elegia um poste". E agora, Montenegro?
Por Bernardo Joffily

A entrevista da Veja: "1% dos votos"?
A entrevista à Veja (nº
2127, 22/08/09) causou espécie na época. Afinal, o Ibope
é o decano dos institutos de pesquisa atuando no Brasil. No campo
de Lula, muitos se insurgiram contra a inconveniência do seu presidente
se aventurar assim no campo da futurologia – e do proselitismo
da candidatura José Serra (PSDB).
Mas eis que os quatro principais
institutos que cobrem a campanha presidencial – Ibope, Datafolha,
Sensus e Vox Populi – estão neste momento alinhados. Todos
indicam um empate entre as candidaturas oposicionista e governista,
com a terceira via de Marina da Silva (PV) distanciada na casa dos 10%.
O que interessa é a curva
Há diferenças.
Ibope e Datafolha, numa proeza estatística, cravam o mesmo número
para Serra e Dilma, 37%. Ao passo que Sensus e Vox Populi dão
à petista uma pequena dianteira, dentro da margem de erro.
Mas isso são miudezas.
Eu acredito em pesquisas. Porém não a ponto de detectar
nuances tão sutis.
O que nada tem de miúdo
ou sutil é a tendência, a curva das pesquisas, expressa
com pequenas variações e oscilações pelos
quatro institutos: Dilma sobe; e Serra desce.
Talvez essa tesoura mostrada
pelas pesquisas explique o destempero do presidenciável tucano
na semana que passou, saindo do figurino "paz e amor" para
acusar sua concorrente de autora do hoje célebre dossiê,
"aquele que foi sem nunca ter sido". Para Serra, "a principal
responsável por esse dossiê é da candidata Dilma
Rousseff. Isso eu não tenho dúvida".
Demotucanos apostam na TV
Mas a vida continua. Ainda falta
um pouco mais de cem dias para 3 de outubro. Ou, como teria dito o técnico
da seleção paraguaia, em uma piada eivada de preconceito
antiguarani: "Nem tudo está perdido; ainda tem muito para
perder no segundo tempo".
O QG oposicionista diz acreditar
que "maio foi o mês da Dilma" mas "junho será
de Serra". Apostam suas fichas nos programas partidários
em rede de rádio e TV. No último dia 27 foi a vez do DEM,
que dedicou três quartos dos seus 10 minutos a mostrar Serra.
Ao longo do mês, haverá programas do PSDB, PTB e PPS, também
de 10 minutos, mais as inserções de 30 segundos, totalizando
uma hora e meia na telinha.
A oposição pretende
fazer de Serra a estrela dos programas, como já ocorreu no caso
do DEM. Os programas não são eleitorais – como os
demotucanos não se cansam de bradar em suas interpelações
judiciais –, pois a campanha não começou oficialmente.
Usá-los para pedir voto em Serra é ilegal. E mais ilegal
ainda exibir o candidato de um partido (PSDB) no programa de outro (DEM,
PTB, PPS). Mas os oposicionistas seguem o adágio da República
Velha: "Para os amigos, tudo, para os inimigos, a lei".
O que disse Montenegro
É duvidoso superestimar
o peso da TV na trajetória das pesquisas eleitorais. Fatores
bem mais fortes e profundos estão por trás da popularidade
do presidente Lula e da decolagem de sua candidata.
Foi por menosprezar esses fatores,
em agosto passado, que Augusto Montenegro disse o que disse na Veja,
e que o seu Ibope não se cansa de desmentir desde então,
até chegar aos 37% a 37% deste sábado.
Recordar é viver:
abaixo, os melhores momentos da entrevista de Montenegro, nove meses
atrás:
Montenegro: A Dilma, em qualquer
situação, teria 1% dos votos. Com o apoio de Lula, seu
índice sobe para esse patamar já demonstrado pelas pesquisas,
entre 15% e 20%. Esse talvez seja o teto dela. A transferência
de votos ocorre apenas no eleitorado mais humilde. Mas isso não
vai decidir a eleição. Foi-se o tempo em que um líder
muito popular elegia um poste. Isso acontecia quando não havia
reeleição. Os eleitores achavam que quatro anos era pouco
e queriam mais. Aí votavam em quem o governante bem avaliado
indicava, esperando mais quatro anos de sucesso.
Oscar Cabral, da Veja:
Diante do quadro político que se desenha, quais são então
as possibilidades dos candidatos anunciados até o momento?
Montenegro: Faltando um ano
para as eleições, o governador de São Paulo, José
Serra, lidera as pesquisas. Ele tem cerca de 40% das intenções
de voto. Em 1998, também faltando um ano para a eleição,
o líder de então, Fernando Henrique Cardoso, ganhou. Em
2002, também um ano antes, Lula liderava – e venceu. O
mesmo aconteceu em 2006. Isso, claro, não é uma regra,
mas certamente uma tendência. Um candidato que foi deputado constituinte,
senador, ministro duas vezes, prefeito da maior cidade do país
e governador do maior colégio eleitoral é naturalmente
favorito. Ele pode cair? Pode. Mas pode subir também.
Nota: O
internauta mais curioso pode clicar aqui para ver a íntegra.
O endereço é de um site tucanófilo, para facilitar,
pois a pesquisa em edições anteriores da Veja é
lenta e penosa.
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O ESTADO DO PARANÁ,
07 de junho de 2010 | Política
Pesquisa Ibope: divisão regional
dá o tom da eleição
A pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada ontem revela um País
dividido em termos geográficos: o tucano José Serra lidera
a corrida presidencial nas Regiões Sul e Sudeste, enquanto a
petista Dilma Rousseff está à frente no Nordeste, no Norte
e no Centro-Oeste.
Segundo o levantamento do Ibope,
feito a pedido do jornal O Estado de S. Paulo e da TV Globo, Serra e
Dilma têm, cada um, 37% das preferências dos eleitores.
Marina Silva, do PV, aparece com 9%. Em relação à
pesquisa anterior do Ibope, feita em abril, antes da propaganda dos
dois principais pré-candidatos no rádio e na TV, Dilma
subiu cinco pontos porcentuais, e Serra caiu três. O empate persiste
na simulação de um eventual segundo turno: 42% para o
tucano, 42% para a petista. Na pesquisa Ibope de abril, o placar era
de 46% a 37%.
Os números também
mostram uma divisão social: a petista colhe seus melhores resultados
entre os mais pobres (11 pontos porcentuais de vantagem entre quem ganha
até um salário mínimo), enquanto o tucano tem desempenho
melhor na faixa mais alta de renda (9 pontos de folga entre os que recebem
mais de cinco salários).
Mas a influência regional
se sobrepõe à das classes sociais. No Sul e no Sudeste,
até os pobres votam majoritariamente em Serra. Nas demais regiões,
Dilma lidera mesmo na faixa com renda maior.
Desde abril, data da pesquisa
anterior do Ibope, a pré-candidata petista ampliou seu eleitorado
em todas as regiões, com exceção do Sul, onde o
panorama ficou inalterado, com oscilações dentro da margem
de erro.
No Nordeste, Dilma lidera com
47% e ampliou sua vantagem de 8 para 20 pontos porcentuais. No Norte/Centro-Oeste,
a petista saiu de uma situação de empate técnico
e assumiu a ponta, com 43% a 31%.
No Sudeste, Serra é o
líder, com 41% a 33%, mas sua vantagem se reduziu de 16 para
8 pontos. No Sul, o tucano oscilou de 48% para 46%, enquanto a petista
passou de 24% para 26%.
Entre os mais pobres de seu principal reduto, o Nordeste, Dilma vence
por larga margem: 51% a 25%. Entre os mais pobres do Sul, é Serra
quem se sobressai: 53% a 16%. Os resultados se referem ao segmento com
renda familiar de até um salário mínimo, o mais
beneficiado por programas sociais do governo, como o Bolsa-Família.
A ex-ministra da Casa Civil
tem desempenho homogêneo nos municípios de até 20
mil habitantes (38%), de 20 mil a 100 mil (37%) e de mais de 100 mil
moradores (36%). O ex-governador de São Paulo vai melhor nas
cidades pequenas e médias (39% e 43%) que nas grandes (33%).
Nas capitais, Dilma lidera
(35% a 31%). Nas chamadas cidades periféricas, Serra leva vantagem
(40% a 33%). No interior, há empate técnico.
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O Estado de S.Paulo, 7 de
junho de 2010
Dilma lidera entre beneficiados por programas
sociais
A pré-candidata do PT
à Presidência, Dilma Rousseff, tem dez pontos porcentuais
de vantagem sobre o tucano José Serra no segmento do eleitorado
beneficiado por programas sociais do governo federal, segundo a pesquisa
Ibope/Estado/TV Globo. Dilma tem 43% das intenções de
voto entre os eleitores que recebem auxílio governamental e Serra,
33%. Já no segmento não beneficiado, o tucano tem 38%
contra 34%. No universo total de entrevistados, os dois aparecem empatados,
com 37%. O levantamento revela que os programas do governo federal chegam
a 30% dos domicílios do País. O mais abrangente é
o Bolsa-Família, que tem beneficiários em 22% dos domicílios.
A seguir vem o Farmácia Popular, com 4%. Nenhum dos demais programas
listados pelo Ibope teve mais de 1% das citações. Os números
mostram que a pré-candidata petista tem apoio significativo entre
os atendidos por programas federais, mas, ao menos por enquanto, derrubam
a tese de que esse grupo penderia de forma quase homogênea para
o lado governista na eleição. Descontados os indecisos
e os que pretendem votar em branco, esse eleitorado está dividido
ao meio: metade fica com Dilma e metade com os dois principais candidatos
de oposição: Serra e Marina Silva (PV).
Pesquisa mostra poucas opções
de discurso para tucano
A pesquisa Ibope/Estado/TV Globo
mostra a dificuldade de José Serra (PSDB) fixar um discurso de
campanha eficiente. Entre os temas pesquisados, apenas "segurança"
e "impostos" revelam potencial para serem explorados em uma
campanha oposicionista. São os únicos temas nos quais
mais eleitores acham que as coisas pioraram do que melhoraram nos últimos
dois anos. Serra ganha de Dilma Rousseff (PT) entre o eleitorado mais
crítico. Ele pode tentar ampliar sua vantagem nesse segmento,
mas o teto de crescimento é baixo.
Emprego e renda ajudam petista; tucano
capta descontentes
A pesquisa Ibope/Estado/TV Globo
mostra que a geração de empregos e a melhora da renda
são fatores que impulsionam a preferência dos eleitores
por Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência.
Já o eleitorado descontente com serviços públicos,
principalmente na segurança e na saúde, tende a votar
majoritariamente no tucano José Serra. Dos entrevistados que
consideram que a oferta de empregos "melhorou muito" no País
nos últimos dois anos, 51% pretendem votar na petista e 32%,
em Serra. A vantagem também é larga no segmento para o
qual a situação do emprego melhorou "um pouco":
47% a 33%.
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Vermelho, 7 de junho de
2010
Sem vice nem discurso, Serra busca os
votos de Minas
O pré-candidato presidencial oposicionista, José Serra
(PSDB), participa nesta segunda-feira (7), em Montes Claros, do Encontro
de lideranças do Norte de Minas, dando início à
sua campanha no estado. O ex-governador Aécio Neves estará
junto, na tentativa de desmentir a versão de que fará
corpo mole na campanha presidencial, 'cristianizando' o tucano paulista.
O verbo 'cristianizar' nasceu na campanha presidencial de 1950, quando
o PSD lançou Pinheiro Machado como candidato, mas na prática
apoiou Getúlio Vargas, do PTB. Caso os boatos tenham fundamento,
seria uma vingança histórica das Alterosas, pois Cristiano
era mineiro (o que não impediu que ficasse em terceiro lugar
em seu próprio estado). Será também uma reincidência
de Montes Claros, já que em 2002 os tucanos locais voltaram as
costas para a primeira disputa presidencial do paulista.
Além de Aécio,
Serra será acompanhado pelo governador de Minas Antonio Anastasia,
pré-candidato do PSDB à reeleição. Os oposicionistas
prometem reunir "centenas de lideranças" no encontro
convocado para o Automóvel Clube de Montes Claros.
Vice: sobem as apostas em Aleluia,
do DEM
Serra chegará a Monte
Claros sem vice definido em sua chapa, embora falte menos de uma semana
para a Convenção Nacional do PSDB – que será
sábado que vem (12), em Salvador. Embora a Convenção
possa legalmente deixar o vice em aberto, seria uma demonstração
de fraqueza, em uma campanha oposicionista já abatida pela queda
nas pesquisas.
A bolsa de apostas sobre o vice
se inclinou neste fim de semana para o deputado José Carlos Aleluia
(DEM-BA), apesar do reduzido entusiasmo dos tucanos em ter na chapa
um partido que foi o pivô do Mensalão do Distrito federal.
Os adeptos de uma alternativa tucana, já desesperançados
de atrair o senador Tasso Jereissati (CE), testam as alternativas dos
senadores Marisa Serrano (MS) e Álvaro Dias (PR).
A visita a Minas conviverá
ainda com as vacilações em relação à
linha de campanha de Serra. Uma descrição sintética
mas certeira foi feita neste domingo pelo colunista Elio Gaspari, que
não é propriamente um fã de Lula. "O tucanato
está tonto e zangado. A prova da falta de rumo está na
insistência de José Serra em vazer oposição
vigorosa... ao governo da Bolívia."
No resto do seu comentário,
Gaspari tenta alentar a oposição. "A perplexidade
tucana não tem amparo na realidade. A percentagem de eleitores
dispostos a tirar o PT do governo é igual à daqueles que
gostariam de votar em Dilma Rousseff. Trata-se apenas de batalhar pelo
votos com uma plataforma real, livre de marquetagens. Se perder, paciência",argumenta
Gaspari. Mas o que fica é a tirada inicial de um jornalista que
não resiste a uma descrição ferina.
A novela da vice tem data fixada
em lei para terminar: 5 de julho. A do discurso pode entrar pela campanha
eleitoral adentro, já que as opiniões oposicionistas estão
divididas. A de uma hipotética 'cristianização'
de Serra em Minas virá ou não à luz com os resultados
de 3 de outubro.
Da redação, com agências
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Folha de S.Paulo, 7 de junho de 2010
PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES 2010
PT e PMDB decidem hoje saída para
impasse em MG
Reunião entre partidos no Estado ontem
terminou novamente sem acordo | Direção estadual petista
insiste em Pimentel na cabeça de chapa, mas os peemedebistas
dizem que Costa é o candidato
DE SÃO PAULO
Após quatro horas de reunião ontem,
em um hotel em Belo Horizonte, esgotou-se a chance de o PT e do PMDB
em Minas chegarem a um acordo sobre liderança de uma chapa única
para disputar o governo do Estado.
O PT mineiro resolveu resistir à pressão do diretório
nacional do partido pelo apoio à candidatura de Hélio
Costa (PMDB) e, em reunião com outros partidos aliados no Estado,
resolveu insistir numa chapa com o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando
Pimentel na cabeça.
Em encontro na manhã de ontem na casa do presidente estadual
do PR, Clésio Andrade, o PT e outros partidos da base de Lula
resolveram apresentar aos peemedebistas a chapa com Pimentel para o
governo e o próprio Andrade para vice. Hélio Costa ficaria
como o candidato único ao Senado na coalizão.
O PMDB mineiro diz que não abre mão da candidatura do
ex-ministro Hélio Costa, que lidera as pesquisas de intenção
de voto. "Hélio Costa é candidato ao governo. Não
tem como recuar", disse o deputado federal Antônio Andrade,
presidente do PMDB-MG, após a reunião.
O princípio de rebelião do PT mineiro tem pouca chance
de prosperar. Além de esbarrar na resistência do PMDB local,
ela deve ser abortada pelos comandos nacionais dos dois partidos, que
discutem hoje a situação do Estado, em Brasília.
ATENÇÕES
Minas, que detém o segundo maior eleitorado do país, volta
a ser o centro das atenções da política nacional
seja por esse impasse, que ameaça implodir o palanque único
de Dilma Rousseff no Estado, seja pela tentativa de José Serra
de galvanizar o apoio de Aécio Neves.
Hoje, o presidenciável tucano volta a fazer campanha em Minas
ao lado de Aécio (leia mais na página A6).
Antes da reunião com o PMDB, ontem à tarde, Lopes publicou
em sua página no Twitter que a chapa liderada por Pimentel era
"fruto de um amplo debate coletivo dos partidos da base do governo
Lula".
A militância petista no Estado lançou no Twitter o movimento
"Empurrado eu não vou", que defende o nome do petista
ao governo.
DESGASTE
Apesar de toda essa resistência, dirigentes do PT mineiro ouvidos
pela Folha admitiram que terão de ceder.
As cúpulas nacionais do PT e do PMDB devem referendar hoje a
aliança em torno de Costa, e Pimentel deve continuar na coordenação
da campanha de Dilma.
Além do fato de Lula achar que os petistas têm de ceder
para apoiar aliados no Estado, pesa contra a candidatura de Pimentel
o fato de o ex-prefeito ter se queimado pelo fato de seu nome ter sido
ligado à polêmica da montagem de uma equipe, vinculada
à campanha de Dilma Rousseff, para elaborar dossiês contra
José Serra.
O ex-prefeito de BH nega qualquer participação na montagem
desse grupo e negou que tivesse marcado um encontro para tratar do assunto,
como disse o delegado aposentado da Polícia Federal Onézimo
Sousa, em entrevista à revista "Veja".
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Folha de S.Paulo, 7 de junho
de 2010
PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES
2010
Base de Aécio vacila em apoiar
Serra
De 264 prefeituras de PSDB, PPS e DEM em MG,
79 se disseram neutras, indecisas ou mesmo a favor de Dilma | Gratidão
por repasses de Lula e mágoa por ex- governador não ter
sido candidato a presidente explicam racha mineiro
RODRIGO VIZEU
DE BELO HORIZONTE
O pré-candidato do PSDB
à Presidência, José Serra, vai hoje à mineira
Montes Claros, ao lado de Aécio Neves, numa tentativa de sedimentar
os apoios de prefeitos de PSDB, DEM e PPS no Estado.
Em Minas, que tem 853 cidades, os três partidos controlam 286
prefeituras. A Folha ouviu 264 prefeitos dessas legendas e 79 deles
disseram que não estão fechados com Serra. A fratura atinge
28% do total: 43% no DEM, 36% no PPS e 16% no PSDB.
A indefinição ou mesmo traição declaradas
dos prefeitos é um teste à dedicação a Aécio,
que vem resistindo aos apelos para ser vice na chapa tucana, mas prometeu
apoio total a Serra nas três legendas no Estado.
Juntas, elas administram prefeituras onde estão 27% do eleitorado
mineiro.
Sem a unanimidade do "núcleo duro" aecista, Serra deve
ter mais dificuldades para convencer prefeitos de siglas que integram
tanto a base federal quanto a aliança estadual, como PP, PDT
e PSB. Nelas, Aécio já admitiu que pode haver defecções.
Dos prefeitos ouvidos, 64 se disseram indecisos, seis declararam neutralidade
e nove afirmaram apoiar Dilma. Cinco não quiseram revelar quem
apoiarão.
Foram entrevistados mais de 92% dos prefeitos das três legendas
no Estado. O restante -19 do PSDB e 3 do DEM- não foi localizado.
"HOMEM
SECO"
A hesitação em fazer campanha para Serra se assenta sobre
um tripé: gratidão pelos repasses de verbas de Lula, alianças
locais com partidos pró-Dilma e mágoa por Aécio
não ter sido o candidato a presidente do PSDB.
Alguns criticaram o estilo pessoal do paulista. "A Dilma me abraça.
O Serra nem olha para a cara, é um homem seco", afirmou
Dinair Isaac (DEM), de Capinópolis.
A prefeita de Carmópolis de Minas, Maria do Carmo Lara (PSDB),
se diz indefinida e promete apoiar quem prometer um hospital na cidade.
"A gente depende de verba, tem que ser pragmático",
concordou Lucas Siqueira (PPS), de Patrocínio.
Alguns disseram que podem pender a Serra se Aécio for vice. "Não
basta ser vice, tinha que ser Aécio na cabeça", disse
o indeciso Jéferson Miranda (PSDB), de Santo Antônio do
Grama.
Só nove dos prefeitos ouvidos ainda não prometem apoio
ao governador Antonio Anastasia (PSDB), candidato de Aécio ao
governo mineiro.
Fechado com Anastasia, mas não com Serra, Odilon Oliveira (PSDB),
prefeito de Oratório, explica a posição: "O
Aécio pediu apoio para Anastasia, mas não fala totalmente
que apoia Serra".
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Colaboraram JEAN-PHILIP STRUCK e ÉLIDA OLIVEIRA , de São
Paulo
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Folha de S.Paulo, 7 de junho
de 2010
Desde 1945, Getúlio foi
único eleito sem vencer em MG
PAULO PEIXOTO
DE BELO HORIZONTE
De todos os presidentes eleitos
no país a partir de 1945, após o declínio do Estado
Novo, somente Getúlio Vargas, em 1950, não foi o mais
votado pelos eleitores mineiros. Todos os demais presidentes eleitos
venceram a disputa eleitoral em Minas.
O Estado é o segundo maior colégio eleitoral do país,
com 14,5 milhões de eleitores. Por isso tem peso importante na
disputa presidencial, a ponto de PSDB e aliados pressionarem o ex-governador
Aécio Neves para ser vice na chapa de Serra.
Na exceção que aconteceu com Vargas, a derrota foi por
uma margem de 1,8 ponto percentual dos votos válidos, ou 23.496
votos. Desde 1945 aconteceram nove disputas.
Tanto Fernando Collor (1989) quanto Lula (2002 e 2006) se mantiveram
na frente nos dois turnos das disputas que venceram.
Nas eleições após a redemocratização,
a maior diferença de votos registrada foi em 1994, quando Fernando
Henrique Cardoso abriu 42,9 pontos sobre Lula. A menor ocorreu no primeiro
turno da eleição de 2006, quando Lula abriu 10,2 pontos
sobre Geraldo Alckmin (PSDB).
Mas, no segundo turno, Alckmin viu a diferença subir para 30,4
pontos.
O fato de haver um candidato do Estado concorrendo à Presidência
pode influir. Por isso há esforço da pré-candidata
Dilma Rousseff (PT) em reafirmar sua "mineiridade". Essa influência
aconteceu em SP, onde Alckmin bateu Lula em 2006 e no Rio, quando Anthony
Garotinho venceu Lula em 2002.
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Gazeta do Povo, 7 de junho
de 2010
Paraná sai às ruas nesta
terça-feira
A sociedade paranaense sairá
às ruas amanhã para protestar contra a corrupção
e cobrar mais transparência do poder público. A manifestação
faz parte do movimento “O Paraná Que Queremos”, uma
reação às irregularidades mostradas pela Gazeta
do Povo e pela RPC TV na série “Diários Secretos”.
O movimento, encabeçado
pela seccional Paraná da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
e apoiado por 434 entidades, 859 empresas e 20.659 pessoas físicas,
defende três eixos principais. O principal é o afastamento
dos integrantes da Mesa Diretora da Assembleia. A medida não
é consenso entre os políticos. Também são
pedidos a adoção de medidas moralizantes na casa e a instituição
de um observatório social no estado.
De acordo com o presidente da
OAB-PR, José Lúcio Glomb, o afastamento dos nove integrantes
da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa é uma questão
urgente. “Antes de qualquer manifestação judicial
seria importante que os próprios parlamentares saíssem
por sua própria consciência, até para preservarem
a Casa”, diz.
O presidente da Associação
Paranaense dos Juízes Federais (Apajufe), Anderson Furlan, diz
que a expectativa para amanhã é grande. “Conversando
com as pessoas, recebendo e-mails, temos percebido a indignação
e a vontade de mudar isso.”
A Apajufe, diz Furlan, está
trabalhando em um projeto de transparência para regular a atuação
dos três poderes, do Tribunal de Contas e do Ministério
Público. “Queremos que essas denúncias surtam efeito.
Queremos que toda sociedade possa acompanhar o trabalho da instituições.
Queremos que qualquer cidadão tenha acesso às informações
e não que isso continue a ser um trabalho para jornalistas abnegados.”
Na capital, o evento será
realizado na Boca Maldita, centro da cidade, às 18 horas. Tradicional
reduto de manifestações e discussões políticas,
o local já serviu de palco para grandes manifestações
por causas que marcaram a história política brasileira.
Em 1984, a Boca Maldita recebeu o primeiro comício da campanha
das Diretas Já. Na ocasião, cerca de 50 mil pessoas estiveram
no calçadão para pedir a volta das eleições
diretas para presidente no país.
O evento terá atrações
musicais, como as bandas Blindagem e Terminal Guadalupe. Também
estão programadas manifestações para as cidades
de Londrina, Cascavel, Maringá, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu,
Guarapuava e Pato Branco.
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BEM PARANÁ, 07 de junho de 2010 |
Economia
PR: Programa contempla 37 propostas
de projetos de lei
Os projetos de lei destacados na Agenda Legislativa da Indústria
Paranaense de 2010 estão divididos em sete áreas distintas:
assuntos econômicos, infraestrutura, meio ambiente, responsabilidade
social, tributos, política social e questões institucionais.
Ao lado de cada proposta, é mostrado se a posição
da Fiep vai de acordo ou não com o que diz o texto.
Além das 37 propostas incluídas na Agenda 2010, a Fiep
acompanha a tramitação dos outros projetos de lei que
afetam o setor industrial. Para se ter uma ideia, um levantamento
do Departamento Legislativo da Federação das Indústria
dos Estado do Paraná (Fiep) mostra que, entre os mais de 700
projetos apresentados pelos deputados estaduais no ano passado, 209
têm ligação com a indústria e também
estão sendo monitorados pela instituição.
Após o lançamento na próxima segunda-feira, a
“Agenda Legislativa da Indústria do Paraná 2010”
será entregue a todos os 54 deputados estaduais paranaenses,
além de outras lideranças políticas e empresariais
do Estado.
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Agência Diap, 7 de
junho de 2010
FGTS: PLS 193/08 propõe corrigir
depósitos nas contas vinculadas do fundo
Na pauta da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que
se reúne nesta terça-feira (8), está o projeto
de lei que dispõe sobre a correção dos depósitos
efetuados nas contas vinculadas do FGTS, e dá outras providências.
O PLS 193/08, do senador Tasso
Jereissati (PSDB/CE), altera o caput do artigo 13 e o artigo 22, da
Lei 8.036, de 11 de maio de 1990.
De acordo com o projeto, os
depósitos efetuados nas contas vinculadas serão corrigidos,
mensalmente, mediante a aplicação do Índice de
Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), ou por outro índice que
venha a substituí-lo, com capitalização de juros
de 3% ao ano.
A matéria já foi
apreciada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), com parecer
favorável.
Na CAE, o relator, senador Garibaldi
Alves Filho (PMDB/RN), ofereceu parecer pela aprovação,
com substitutivo.
A matéria será
deliberada em decisão terminativa na CAE.
14º
salário
Está na pauta da CAE o projeto de lei que cria o 14º salário
dos profissionais da educação da rede pública e
dá outras providências.
O PLS 319/08, do senador Cristovam
Buarque (PDT/DF) já foi apreciado pela Comissão de Educação,
Cultura e Esporte (CE), com parecer favorável nos termos do substitutivo
aprovado.
O relator na CAE é o
senador Valdir Raupp (PMDB/RR), que apresentou parecer pela aprovação
da matéria, que depois, será apreciada pela Comissão
de Assuntos Sociais (CAS), em decisão terminativa.
Os debates na CAE têm
início às 10 horas, no plenário 19, da Ala Alexandre
Costa.
Profissionais
estrangeiros
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) realizará duas reuniões,
nesta terça-feira (8). Na primeira haverá audiência
pública para debater o projeto que dispõe sobre a atuação,
no Brasil, de profissionais de saúde estrangeiros, especialmente
em áreas com carência desses profissionais.
O PLS 451/03, do senador Mozarildo
Cavalcanti (PTB/RR) tramita em decisão terminativa na CAS e está
sob a relatoria do senador Mão Santa (PSC/PI), autor do pedido
da audiência.
Foram convidados os presidente
do Conselho nacional de Saúde (CNS), Francisco Batista Júnior;
do Conselho Nacional de Educação (CNE), Clélia
Brandão Alvarenga Craveiro; do Conselho Federal de Medicina (CFM),
Roberto Luiz D'Ávila, presidente; e da Associação
Médica Brasileira (AMB), José Luiz Gomes do Amaral.
A audiência começa
às 9h, no plenário 9, Ala Alexandre Costa.
Regulamentação
de profissão
Na segunda reunião, que tem início às 11h e acontece
no mesmo local da primeira, a comissão poderá votar o
PLS 607/07, do ex-senador Expedito Júnior (PSDB/RO), que dispõe
sobre a regulamentação do exercício da profissão
de Analista de Sistemas e suas correlatas, cria o Conselho Federal e
os conselhos regionais de Informática e dá outras providências.
O texto, sob a relatoria do
senador Raimundo Colombo (DEM/SC), recebeu parecer favorável
à matéria, com emendas.
A matéria já foi
apreciada pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação,
Comunicação e Informática (CI) e pela Comissão
de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A decisão
da CAS é terminativa.
Licença
gala
Outro projeto que está na pauta da CAS, o PLS 18/08, senador
Expedito Júnior (PR/RO), que modifica o artigo 473 da Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT).
A matéria amplia o período
de interrupção do contrato de trabalho em razão
de casamento para até cinco dias consecutivos e estender o benefício
aos empregados que tenham formalizado união estável.
Atualmente, o trabalhador pode
interromper seu contrato de trabalho, sem perda de salário, por
até três dias consecutivos, e também, sem lançar
mão de período de férias, de que porventura dispusesse.
O relator, senador Geraldo Mesquita
Júnior (PMDB/AC), já deu parecer pela aprovação
do projeto, com uma emenda.
Discriminação
na contratação de trabalhadores
Está na pauta da CAS o PLS 266/08, do senador Mário Couto
(PSDB/PA), que altera a CLT, para incluir dispositivo que proíbe
a consulta aos cadastros e bancos de dados de proteção
ao crédito, públicos e privados, para fins de admissão
de empregados.
O relator, senador Mozarildo
Cavalcanti (PTB/RR) apresentou parecer pela aprovação.
A decisão na CAS é em caráter terminativo.
Suspensão
do contrato de trabalho
Também consta na pauta da CAS o projeto que tem o objetivo de
instituir a suspensão do contrato de trabalho em caso de crise
econômico-financeira da empresa.
O PLS 76/05 (terminativo), do
senador Jefferson Peres (PDT/AM), altera a redação do
artigo 476-A da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
O relator, senador Raimundo
Colombo (DEM/SC), emitiu parecer pela aprovação da proposição.
A votação será nominal.
Adicional
de periculosidade
Está na pauta da CAS o projeto de lei que assegura aos empregados
de condomínios, prestadores dos serviços de portaria,
vigilância e segurança, o adicional de periculosidade previsto
no artigo 193 da Consolidação das Leis do Trabalho.
O PLS 493/09, do senador Marcelo
Crivella (PRB/RJ), tem parecer pelo acolhimento de uma emenda e pela
prejudicialidade de outra dada ao substitutivo aprovado na CAS.
A relatora do projeto é
a senadora Rosalba Ciarlini (DEM/RN). A decisão da CAS é
terminativa.
Licença-maternidade
Na pauta da CAS está o PLS 367/09, do senador Paulo Paim (PT/RS),
que modifica a redação do caput do art. 71-A da Lei 8.213/91
e dá outras providências.
O projeto que assegura a licença-maternidade
para a adotante está sendo relatado pelo senador Mão Santa
(PSC/PI), que emitiu parecer pela aprovação com emendas.
Licença
para luto familiar
Também na pauta da CAS está o PLS 347/04, do senador César
Borges (PR/BA), que altera o inciso I do art. 473 da CLT, para ampliar
para cinco dias o prazo de dispensa de comparecimento ao trabalho do
empregado em caso de falecimento de familiar ou dependente.
O relator do projeto, senador
Renato Casagrande (PSB/ES) apresentou parecer pela aprovação
do projeto. A decisão da CAS é terminativa.
Meia
entrada pela internet
Na pauta da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e
Fiscalização e Controle (CMA), que se reúne nesta
terça-feira (8), destaca-se o PLC 35/09 (PL 2.125/07, na Câmara
dos Deputados), do deputado Felipe Bornier (PHS/RJ), que tem decisão
terminativa nesta comissão.
O projeto de lei obriga os fornecedores
de produto cultural pela internet a tornar disponível a venda
de meia-entrada por esse veículo.
O texto diz que para a comprovação
da situação de beneficiário da meia-entrada, o
usuário deverá apresentar a documentação
exigida, com o ingresso, na data do evento cultural. A impossibilidade
de comprovação do direito ao benefício implica
a perda do ingresso pelo comprador.
A matéria já foi
apreciada pelas Comissões de Educação, Cultura
e Esporte (CE); e de Ciência, Tecnologia, Inovação,
Comunicação e Informática (CCT), tendo parecer
favorável nas duas.
O texto tem parecer pela aprovação,
oferecido pelo relator na CMA, senador Jayme Campos (DEM/MT).
O colegiado da CMA se reúne
às 11h30, no plenário 6, ala Senador Nilo Coelho.
Trabalhador
rural
A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) se reúne
nesta terça-feira (8), dentre os projetos dois estão relacionados
aos trabalhadores da atividade do corte de cana.
O primeiro, PLS 226/07, do senador
Paulo Paim (PT/RS), altera a Lei 5.889/73, que estatui normas reguladoras
do trabalho rural e dá outras providências, para dispor
sobre a jornada de trabalho, seguro de vida e participação
dos lucros dos canavieiros, e acrescenta disposição à
Lei 8.213/91, para presumir como penosa a atividade de corte de cana-de-
açúcar.
O relator do projeto é
o senador Neuto de Conto (PMDB/SC), que apresentou parecer pela aprovação
do projeto, com emenda.
O segundo projeto é o
PLS 502/09, do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB/PE), que concede seguro-desemprego,
no período de entressafra, ao trabalhador rural que atua no cultivo
de cana-de-açúcar.
A relatoria da matéria
está com o senador César Borges (PR/BA), cujo relatório
expôs voto pela aprovação, com emendas.
Ambos os projetos serão
apreciados pela Comissão de Assuntos Sociais, em decisão
terminitava. A reunião na CRA tem início às 9h30,
no plenário 7, Ala Alexandre Costa.
Código
eleitoral
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania
(CCJ) pode votar nesta quarta-feira (9) o projeto de lei que suprime
restrições ao eleitor que deixar de votar. O PLS 244/06,
do senador Marco Maciel (DEM/PE).
De acordo com o Código
Eleitoral, o eleitor que não apresentar prova de votação
na última eleição, do pagamento de multa ou da
justificação, bem como o brasileiro que não comprovar
o alistamento eleitoral não poderá: inscrever-se em concurso
público; investir-se ou empossar-se em cargo ou função
pública; receber de órgãos ou entidades da administração
pública; participar de licitação pública;
obter empréstimos de entidades financeiras estatais; obter carteira
de identidade ou passaporte; renovar matrícula em estabelecimento
de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo; praticar qualquer ato
para o qual se exija quitação do serviço militar
ou imposto de renda.
O relator, senador Antonio Carlos
Júnior (DEM/BA), apresentou parecer pela aprovação,
com emenda.
Segurança
no trabalho
Na pauta da CCJ está o PLS 193/03, do senador Marcelo Crivella
(PRB/RJ), que acrescenta parágrafo ao artigo 166 e altera a redação
dos artigos 167 e 193, da CLT, que dispõe sobre as medidas de
segurança e de proteção individual contra os riscos
de acidentes do trabalho, e dá outras providências.
O relator, senador Eduardo Suplicy
(PT/SP), apresentou relatório favorável à matéria,
com emenda substitutiva.
A matéria será
apreciada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em decisão
terminativa.
Terceirização
do trabalho no campo
Continua na pauta da CCJ o polêmico projeto que permite a atividade
de empresas de trabalho temporário no meio rural. Trata-se do
PLS 171/04, do senador Ramez Tebet (PMDB/MS).
A alteração na
lei abre brecha para a terceirização indiscriminada do
trabalho no meio rural. A mudança pode facilitar a ação
dos "gatos", como vulgarmente são conhecidos os aliciadores
que atuam no campo brasileiro.
A senadora Kátia Abreu
(DEM/TO) apresentou parecer pela aprovação, com a emenda
apresentada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária
(CRA). A senadora Marina Silva (PV/AC) apresentou voto em separado pela
rejeição da matéria, por inconstitucionalidade
e injuridicidade.
Em seguida, a matéria
será apreciada também pela Comissão de Assuntos
Sociais (CAS), em decisão terminativa.
A reunião na CCJ acontece
às 10 horas, no plenário 3, ala Alexandre Costa.
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Agência Câmara,
7 de junho de 2010
Projeto reduz valor de depósito
recursal para microempresas
A Câmara analisa o Projeto de Lei 7047/10, do deputado Efraim
Filho (DEM-PB), que reduz o valor do depósito recursal em ação
trabalhista quando o recorrente for microempresa ou empresa de pequeno
porte inscrita no Simples Nacional. Pelo projeto, o valor do depósito
nesses casos deverá ser no mínimo 50% menor do que o estipulado
pela Justiça do trabalho.
Atualmente, a lei estabelece
que o depósito prévio para o recurso é obrigatório,
quando a condenação estabelece pena pecuniária
de até dez vezes o salário mínimo da região
onde a ação foi julgada.
Ele argumenta que a medida é
justa e coerente com o princípio estabelecido pela Constituição
de 1988 de conferir tratamento especial a essas entidades, que empregam
maioria dos trabalhadores brasileiros.
Mudança
da CLT
O projeto muda a Consolidação das Leis do Trabalho
(CLT) - Decreto-Lei 5.452/43. Segundo a CLT, o valor do depósito
é repassado para a parte vencedora após a ação
transitar em julgado. Em caso de condenação de valor indeterminado,
o depósito corresponderá ao que for arbitrado pela Junta
ou Juízo de Direito, até o limite de dez vezes o salário
mínimo da região.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivoRito de tramitação
pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário,
apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto
perderá esse caráter em duas situações:
- se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição
por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado
pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por
51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará
ser votado pelo Plenário., será examinado pelas comissões
de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio;
de Trabalho, de Administração e Serviço Público;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Reportagem - Oscar Telles
Edição - Pierre Triboli
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Agência Câmara,
7 de junho de 2010
PEC reserva vagas em concursos para moradores
de pequenos municípios
A Câmara analisa a Proposta
de Emenda à Constituição (PEC) 490/10, do deputado
Efraim Filho (DEM-PB), que reserva vagas para os moradores de municípios
de até 20 mil habitantes em concursos realizados pelas prefeituras
dessas cidades. Atualmente a Constituição prevê
reserva de vagas apenas para portadoras de deficiência.
A proposta de Efraim Filho não
estabelece um percentual para as reservas de vagas. No caso das cotas
para portadores de deficiência, a Constituição também
não define o número de vagas que serão reservadas.
No caso das pessoas com deficiência,
a Lei 8.112/90 estabelece que os concursos federais deve reservar para
esses candidatos até 20% das vagas oferecidas. Os concursos estaduais
e municipais, no entanto, estabelecem percentuais diferentes. Em Minas
Gerais, por exemplo, esse percentual é de 10%.
Oportunidade
de emprego
Efraim Filho lembra que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), 75% dos municípios brasileiros têm
até 20 mil habitantes. O objetivo da PEC, segundo ele, é
facilitar oportunidades de emprego para os brasileiros que residem nestas
cidades.
Ele argumenta que as oportunidades
de emprego acabam concentradas nas cidades maiores, em razão
do maior volume de investimentos tanto da iniciativa privada como pública.
E isso acaba estimulando a migração. A medida, prevista
na proposta, segundo ele, vai contribuir para mudar uma realidade que
obriga os moradores das cidades pequenas a migrarem para os grandes
municípios em busca de emprego.
Tramitação
A admissibilidadeExame preliminar feito pela Comissão
de Constituição e Justiça e de Cidadania sobre
a constitucionalidade de uma proposta de emenda à Constituição
(PEC). A CCJ examina se a proposta fere uma cláusula pétrea
da Constituição, se está redigida de acordo com
a técnica correta e não fere princípios orçamentários.
Se for aprovada nessa fase, a proposta será encaminhada a uma
comissão especial que será criada especificamente para
analisá-la. Se for considerada inconstitucional, a proposta será
arquivada. da proposta será analisada pela Comissão de
Constituição e Justiça e de Cidadania. Se for aprovada,
será criada uma comissão especial para analisar o mérito
da matéria, que ainda deverá ser votada em dois turnos
pelo Plenário.
Íntegra
da proposta:
PEC-490/2010
Reportagem - Rodrigo Bittar
Edição - Newton Araújo
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BEM PARANÁ, 07 de
junho de 2010 | Comportamento
Copa do Mundo
Comportamento ao assistir jogos na empresa
requer cuidado
Gritar e xingar são atitudes que podem
comprometer a carreira
Redação Bem Paraná
O futebol mexe com a emoção das pessoas, principalmente
dos brasileiros. E quando quem está em campo é a seleção
nacional, o sentimento é ainda maior. Assistindo aos jogos é
comum que as pessoas gritem, xinguem o juiz, os jogadores do time adversário
e, em alguns casos, até os jogadores do próprio time.
Contudo, não é
em qualquer lugar que se pode agir dessa forma. Durante a Copa do Mundo,
muitas empresas irão permitir que seus funcionários assistam
aos jogos do Brasil, e o empregado deve agir de acordo com o local de
trabalho. Por isso, é preciso tomar cuidado. “Ao assistir
os jogos em casa, na casa de um amigo ou mesmo num bar é possível
extravasar a emoção sem maiores consequências, mas
no trabalho é melhor se conter, afinal é um ambiente formal
e exige uma postura adequada”, explica a consultora empresarial
Reginah Araújo.
Além de não se
exaltar aos assistir aos jogos, o funcionário também deve
evitar ficar comentando a partida o resto do dia. “É preciso
tomar cuidado para não perder a concentração fora
do horário do jogo, afinal, a produtividade já estará
comprometida pela pausa no expediente e passar o resto do dia comentando
o jogo poderá fazer com que o chefe se arrependa de ter deixado
os funcionários verem os jogos”, ressalta Reginah.
“O funcionário
deve lembrar que seu comportamento é avaliado o tempo todo, mesmo
em dias de jogos e comemorações. Uma atitude errada hoje
poderá comprometer uma promoção amanhã”,
adverte a consultora. Reginah também lembra que quando a pessoa
comemora fora de hora, corre o risco de ser julgada pela falta de foco,
de interesse no trabalho, ou por ser incompetente, se a produtividade
diminuir. Essa visão fará com que as pessoas a tratem
diferente, tanto no dia a dia, quanto do ponto de vista de crescimento
na carreira.
Dicas:
- Controle-se ao torcer
nada de exageros
- Mantenha o foco no trabalho após o jogo
- Tenha uma atitude respeitosa em relação aos colegas
de trabalho
- Antes de ir ao trabalho uniformizado com a camisa do Brasil verifique
se a empresa permite
- Não comente jogos durante o expediente
- Não beba na empresa, conheço pessoas que perderam seu
emprego por mau comportamento em festas informais
- Nada de intimidade com os colegas de trabalho e os superiores
- Procure não gritar ou falar palavrões nos gols perdidos
nem em faltas mal cobradas
- Não leve cornetas, apitos e demais adereços no trabalho
- Seja cortês com as colegas, seda o melhor lugar, procure ser
cavalheiro, as pessoas irão notar e ganhará pontos.
- Se combinado de levar lanches, pipoca, refrigerantes não se
esqueça de ajudar na limpeza do local após o jogo.
- Lembre-se de levar sua parte caso haja uma situação
em que dividir lanches é saudável.
- Não leve parentes e amigos para assistir aos jogos na empresa,
a menos que a direção convide.
- Ao final dos jogos caso o Brasil passe para a final não seja
o primeiro a pedir que sejam dispensados, pega mal, deixe que a sugestão
surja de outra pessoa.
- E finalmente lembre-se que aquele ambiente continua sendo de trabalho
e que ocasionalmente foi aberta uma exceção para assistir
aos jogos.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
07/06/2010
Assédio moral leva empresa a ser condenada
em R$ 30 mil por dano moral
Quando o empregador age de forma
agressiva, desrespeitosa e discriminatória com o empregado, causando-lhe
humilhação e constrangimento, dor íntima e baixa
estima, ferindo a sua honra e dignidade, configura-se o assédio
moral. Foi esse o motivo que levou uma empresa mineira do setor de indústria
e comércio a ser condenada ao pagamento de R$ 30 mil por dano
moral por assédio moral a um empregado que se sentiu ofendido
com as agressões sofridas no trabalho.
A empresa considerou excessivo
o valor da condenação imposto pelo Tribunal Regional do
Trabalho da 3ª Região (MG) e interpôs recurso ao Tribunal
Superior do Trabalho, na expectativa de que fosse reduzido. A indenização
foi fixada de acordo com as peculiaridades do caso concreto e em observância
ao princípio da razoabilidade e da proporcionalidade ao dano
sofrido, declarou o ministro João Batista Brito Pereira, que
analisou o recurso da empresa na Quinta TST. O relator transcreveu em
seu voto parte do acordo regional em que ressalta que a indenização
trabalhista é devida por “causa do dano, da dor interior,
que se mistura e infunde na vítima a sensação de
perseguição”. A Quinta Turma aprovou unanimemente
a decisão do relator de não conhecer (rejeitar) o apelo
da empresa, uma vez que ele não conseguiu demonstrar que a decisão
regional ofendeu aos artigos 5º, inc. X, da Constituição
e 944 do Código Civil, como sustentou. (RR-90100-73.2007.5.03.0025)
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07/06/2010
Acidente de trabalho assegura estabilidade
provisória a trabalhadora da Brasil Telecom
A Brasil Telecom foi obrigada
a readmitir uma empregada paranaense, que foi dispensada quando estava
protegida por estabilidade provisória decorrente de acidente
de trabalho. Foi o que decidiu a Terceira Turma do Tribunal Superior
do Trabalho, ao negar provimento a recurso da empresa contra decisão
regional. Desde os idos de 1992, ela vinha apresentando redução
da capacidade de trabalho, atestada por diversos registros médicos,
exames clínicos e procedimentos terapêuticos, informou
o Tribunal Regional da 9ª Região. A doença foi diagnosticada
como tenossinovite (inflamação de bainha do tendão).
Inconformada com a decisão
regional que manteve a sentença do primeiro grau concedendo o
retorno da trabalhadora ao emprego, a Brasil Telecom recorreu à
instância superior, mas não conseguiu reverter a decisão.
O ministro Horácio Senna Pires, que analisou o recurso na Terceira
Turma, informou que, após ser dispensada, a empregada passou
a receber auxílio-acidente comum, tendo o TRT reconhecido a existência
de doença ocupacional. Assim, concluiu o relator, não
há o que reparar na decisão regional, pois, ao reconhecer
a estabilidade, o 9º Tribunal Regional decidiu de acordo com “a
parte final da Súmula 378/TST, não se caracterizando contrariedade
a seus termos, tampouco ofensa ao artigo 118 da Lei 8.213/91”,
como sustentou a empresa.
Seu voto foi aprovado por unanimidade
na Terceira Turma. (RR-24500-27.2003.5.09.0010)
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07/06/2010
Quarta Turma: é irrelevante
apresentação de folha de rosto aos originais de recurso
interposto por fax
Ao considerar que houve afronta
ao princípio da instrumentalidade do processo, a Segunda Turma
do Tribunal Superior do Trabalho afastou decisão do Tribunal
Regional do Trabalho da 4ª Região (RS) que havia rejeitado
recurso interposto de um ex-empregado do Banco Santander, por não
juntar aos originais de um recurso a “folha de rosto” de
um documento transmitido via fax. O trabalhador havia interposto recurso
ordinário ao Tribunal Regional da 4ª Região (RS)
pelo sistema fac-símile. Contudo, o Regional indeferiu o recurso
sob o argumento de que não fora juntado aos originais a folha
de rosto emitida na fase eletrônica do envio, conforme exigido
pelo Provimento n° 1 do TRT. O artigo 3° do Provimento n°
1 obriga a emissão de folha de rosto para cada petição
transmitida por fac-símile, com especificação da
quantidade de folhas correspondentes e menção em todas
elas do número do processo a que se referem, quando for o caso.
Por sua vez, segundo o artigo 6° do mesmo provimento, ficou obrigada
a parte à apresentação dos originais com a folha
de rosto que informe a anterior transmissão por fac-símile.
Assim, com a decisão
do regional em rejeitar seu recurso, o trabalhador recorreu ao TST,
alegando que tanto o recurso ordinário transmitido via fac-símile
quanto o original foram interpostos dentro do prazo legal. Ao analisar
o caso, o relator do recurso na Segunda Turma, juiz convocado Roberto
Pessoa, discordou da decisão Regional. O relator destacou que,
conforme a jurisprudência do TST, a Lei n° 9.800/99 (que regulamentou
a prática de atos processuais por sistema eletrônico de
dados) não condicionou a existência da folha de rosto para
a validade da transmissão via fac-símile, mostrando-se
irrelevante a exigência da apresentação da folha
de rosto aos originais do recurso.
Assim, segundo o relator,
o TRT, ao regulamentar a Lei n° 9.800/99, atribuiu exigência
que não se concilia com essa lei, além de ter violado
o princípio da instrumentalidade do processo, segundo o qual
são válidos os atos que, embora realizados de outro modo,
tenham alcançado a finalidade pretendida. No caso, concluiu-se
que o recurso ordinário original juntado ao processo, sem a folha
de rosto, alcançou sua finalidade. Com esses fundamentos, a Segunda
Turma, por unanimidade, determinou o retorno do processo ao TRT para
prosseguir no julgamento, afastando-se a irregularidade do recurso ordinário,
transmitido via fac-símile e original. (RR-96100-23.2002.5.04.0030)
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07/06/2010
SDI-I mantém adicional de periculosidade
proporcional firmado em acordo coletivo
A Seção I Especializada
em Dissídios Individuais (SDI-I) não conheceu (rejeitou)
o recurso de embargos de um grupo de empregados da Companhia de Saneamento
do Distrito Federal – CAESB, questinando o recebimento, previsto
em acordo coletivo, de adicional de periculosidade proporcional ao tempo
de risco, inferior ao percentual legal.
A Oitava Turma havia considerado
correta a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª
Região (DF), que declarou válida a cláusula de
acordo coletivo prevendo o pagamento proporcional do adicional de periculosidade.
Com isso, os autores recorreram à SDI-1, sustentando que, por
trabalharem em condições de risco, o critério de
proporcionalidade aplicado ao pagamento do adicional não poderia
ser determinado por acordo coletivo.
Ao analisar o recurso
na SDI-1, o relator, juiz Convocado Roberto Pessoa, observou que a “hipótese
dos autos se refere à existência de norma coletiva firmada
entre as partes, na qual se pactuou o pagamento de adicional de periculosidade
proporcionalmente ao tempo de labor do empregado em condições
de risco, conforme apurado em laudo pericial”. O relator salientou
que a decisão da Oitava Turma já está pacificada
na Corte, por meio da Súmula nº 364, item II, segundo a
qual a fixação do adicional de periculosidade, em percentual
inferior ao legal e proporcional ao tempo de exposição
ao risco, deve ser respeitada, desde que pactuada em acordos ou convenções
coletivos. (ex-OJ nº 258 da SBDI-1 - inserida em 27.09.2002). Diante
disso, não se conheceu (rejeitou) os embargos dos empregados.
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07/06/2010
Constatação de vínculo
feita por fiscal do trabalho é base para cobrança de FGTS
Por entender que não
há invasão de competência da Justiça do Trabalho,
a Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho acolheu recurso de revista
da União Federal e reconheceu a atribuição do auditor
fiscal do trabalho para declarar a existência de vínculo
de emprego, pois está entre suas atribuições a
verificação de ofensa às normas trabalhistas. Ao
constatar a contratação irregular entre a tomadora de
serviços e o trabalhador, é competência do fiscal
do trabalho autuar a infratora e providenciar a emissão da Notificação
Fiscal para Recolhimento do FGTS (NFCG).
Com esse entendimento, a Sexta
Turma julgou que não há impedimento na cobrança
do FGTS pela União Federal - no caso, representada pela Procuradoria-Geral
da Fazenda Nacional – e determinou que a controvérsia entre
a União e a Telemar Norte Leste S.A. volte para a primeira instância,
que deverá analisar os demais pedidos. Reformou, assim, o acórdão
do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG), que
considerou não ser o auto de infração suficiente
para dar suporte à cobrança, pois o reconhecimento de
vínculo empregatício não poderia ser feito pelo
fiscal do trabalho, mas somente pelo Judiciário, através
de uma reclamação trabalhista.
Com posicionamento diferente
do exposto pelo TRT, o ministro Augusto Cesar Leite de Carvalho, relator
do recurso de revista na Sexta Turma, considera que não pode
haver limitação das atribuições do fiscal
do trabalho, especialmente ao ser verificada a existência de relação
de emprego com empresa tomadora de serviços, havendo evidente
violação das normas trabalhistas. Segundo o relator, “essas
atribuições não invadem a esfera da competência
da Justiça do Trabalho. O cumprimento da normas trabalhistas
não pode deixar de ser fiscalizado sob a alegação
de ser competência da Justiça do Trabalho a declaração
de reconhecimento de vínculo de emprego”.
O ministro Augusto Cesar ressalta,
ainda, que, constatada pelo auditor fiscal do trabalho a relação
de emprego, não há impedimento na cobrança do FGTS
pela União, pois a verba devida a esse título compõe
o Sistema Financeiro de Habitação, sendo inquestionável
a atribuição do Ministério do Trabalho, de acordo
com o artigo 23 da Lei 8.036/90. A conclusão do relator é
que o valor devido pela empresa a título de FGTS não é
de interesse exclusivo do empregado, mas também da União
e que não há incongruência em haver cobrança
do FGTS pela União.
Cabe à Telemar Norte
Leste S.A. discutir administrativa e judicialmente a existência
do vínculo de emprego declarado pelo fiscal, mas a conclusão,
de acordo com as informações do ministro, ficará
restrita à empresa e à fiscalização. Segundo
o relator, “não há razão para se anular a
NFCG – Notificação Fiscal para Recolhimento do FGTS,
declarando a incompetência do auditor fiscal do trabalho”,
como queria a empresa e havia decidido o TRT/MG.
A Sexta Turma acompanhou
o voto do ministro Augusto Cesar e deu provimento ao recurso da União,
reconhecendo a atribuição do fiscal do trabalho para declarar
a existência de vínculo de emprego, e, afastada a tese
do Tribunal Regional de Minas Gerais, determinar o retorno dos autos
à Vara do Trabalho para analisar os demais fundamentos e pedidos
da inicial. (RR - 131140-48.2005.5.03.0011)
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07/06/2010
SDI-1: processo sindical é
limitado aos associados quando há citação dos representados
Mesmo com ampla legitimidade
do sindicato na defesa dos interesses da categoria profissional, as
ações judiciais de sua autoria ficam limitadas aos associados
quando há citação expressa dos beneficiados. Com
esse entendimento, a Subseção I Especializada em Dissídios
Individuais (SDI-1) acatou, por maioria, recurso do Banco Itaú
S.A. e reverteu decisão anterior da Primeira Turma do TST.
No caso, após o sindicato
de sua categoria ter ganhado vantagens salariais em ação
trabalhista, um empregado do banco não associado à entidade
entrou com outra ação para ter os mesmos direitos. Mas,
como o sindicato indicou apenas os seus associados como representados
na solicitação (petição) inicial do primeiro
processo, tanto o juízo de primeiro grau como o Tribunal Regional
do Trabalho da 9ª Região (PR) limitaram os benefícios
aos integrantes do órgão de classe.
Ao acatar recurso do trabalhador,
a Primeira Turma argumentou que o Supremo Tribunal Federal já
se pronunciou pela ampla legitimidade do sindicato como representante
da sua categoria profissional. Assim, os direitos reivindicados pelos
sindicatos transcenderiam a esfera individual do empregado. Com isso
a coisa julgada, a legitimidade de partes e outros institutos jurídicos
deveriam levar em conta as peculiaridades do processo, sob pena de violar
o art. 8º da Constituição.
Inconformado, o Banco Itaú
recorreu com sucesso à SDI-1. A ministra Maria Cristina Irigoyen
Peduzzi, relatora da ação, mesmo reconhecendo a ampla
autonomia sindical atual, argumentou que: “se a entidade de classe,
usando da faculdade que lhe é constitucionalmente concedida,
indica expressamente os substituídos que pretende defender, e
a sentença explicitamente limita seus efeitos àqueles
substituídos, não cabe (...) ampliar os limites subjetivos
da lide (do processo), sob pena de afronta à intangibilidade
da coisa julgada”.
Com esse entendimento,
a SDI-1 deu provimento ao recurso do Banco Itaú para restabelecer
a decisão do TRT que limitou os benefícios da ação
ajuizada pelo sindicato aos seus associados. (E-RR-148900-61.2005.5.0461)
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FETRACONSPAR, 07 de junho de 2010 | Eventos
Campanha Salarial/ Construção
Civil
4 ª Rodada de negociações
entre a FETRACONSPAR e SINDUSCON/PR
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Mesa
de Negociação: Diretores da FETRACONSPAR e dos Sindicatos
de trabalhadores com representantes do SINDUSCON PR. |
A Federação
dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário do Estado do Paraná - FETRACONSPAR e os
Sindicatos de Trabalhadores filiados, realizaram nesta segunda--feira,
07/06, às 09h00, na sede do Serviço Social do Sindicato
da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná
– SINDUSCON/SECONCI/PR, sito à Rua João Viana Seiler,
116 - Parolin - Curitiba-PR, 4ª reunião para discutir
a Pauta de Reivindicações dos trabalhadores da categoria
visando a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2010/2011.
A data base é 1º de junho.
A reunião foi entre a
Comissão de Negociação formada por membros da Federação
e dos Sindicatos de Trabalhadores com os representantes do SINDUSCON/PR.
Participaram da negociação
os companheiros REINALDIM BARBOZA PEREIRA (FETRACONSPAR),
DOMINGOS OLIVEIRA DAVIDE (STIC CIVIL Curitiba), LAURENO
GRUNEVALD (STIC CIVIL Curitiba), ALMIR DO ROSÁRIO
ANDRADE PRADO (STICC Ponta Grossa), CELSO DOMINGUES
LOPES (STICM Telêmaco Borba), LEANDRO DE FREITAS
(STICM Pato Branco), OSMAR KRIGER (STICC Francisco
Beltrão) e SIRLEI CÉSAR DE OLIVEIRA (STICM
Guarapuava).
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FETRACONSPAR, 07 de junho de 2010 | Eventos
Reunião
Presidente da FETRACONSPAR recebe Dr.
Sandro Lunard
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Geraldo Ramthun (Presidente da FETRACONSPAR) e Dr. Sandro Lunard
Nicoladeli (Advogado Trabalhista).
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Foi realizado na manhã
desta segunda-feira (07/06), na sede da FETRACONSPAR, reunião
entre o Presidente da entidade Sr. GERALDO RAMTHUN e
o Advogado Trabalhista Dr. SANDRO LUNARD NICOLADELI.
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