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O ESTADO DO PARANÁ,
10 de junho de 2010 | Economia
Produção industrial do Estado
registra queda
Helio Miguel
Depois de experimentar uma alta de 18,7% em março, em relação
a fevereiro, a produção industrial paranaense perdeu fôlego
em abril e fechou com queda de 14,7% na comparação com
o mês anterior.
O índice é o menor
entre os 14 estados e regiões pesquisados. Mesmo assim, na comparação
com abril do ano passado, a produção cresceu 8,7%. O resultado
foi o sétimo positivo seguido e contribuiu para o avanço
de 11,7% observado nos primeiros quatro meses do ano.
Os dados fazem parte da última
Pesquisa Industrial Mensal, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento,
o índice paranaense de abril, apesar de positivo, é menor
que a média nacional, de 17,4%.
No acumulado do ano, a taxa
também é inferior à do País, de 18%. Já
os índices acumulados nos últimos 12 meses são
próximos: no Brasil, a taxa é de 2,3%, e no Paraná,
de 2%. O índice é o maior desde maio do ano passado (2,5%),
e manteve uma ascensão que vem acontecendo desde novembro.
Na comparação
com abril de 2009, nove das 14 atividades pesquisadas pelo IBGE tiveram
resultados positivos. O setor de veículos automotores foi o que
mais contribuiu no índice geral, com um crescimento de 54,8%.
De acordo com o instituto, todos
os produtos investigados no segmento tiveram maior produção
que no mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, o setor
também é o que mais cresceu.
No comparativo com os primeiros quatro meses de 2009, a taxa é
de 64%. Os destaques, em ambos os índices, foram para os caminhões
e automóveis. Outro setor que teve avanços significativos,
em abril e no quadrimestre, foi o de máquinas e equipamentos,
que cresceu 30,3% no mês e 40,9% no acumulado do ano, ambos em
relação aos mesmos períodos do ano passado.
No entanto, os produtos mais
fabricados foram diferentes: no mês, os destaques foram para a
produção de refrigeradores e tratores agrícolas;
no ano, para as máquinas para colheita e produção
de celulose.
Evidência
O setor de celulose e papel,
por sinal, teve o terceiro maior impacto no índice de abril,
com um crescimento de 16,4% na produção, impulsionada
pelos materiais para embalagens.
Em 2010, o segmento produziu
10,9% mais que no mesmo período do ano passado. Os artigos do
mobiliário também tiveram aumento na produção
em abril (42,87%), e ficaram em evidência entre os crescimentos
no ano, com taxa de 54,8%, impulsionada principalmente pela fabricação
de guarda-roupas de madeira.
Outro destaque ficou com a indústria
madeireira, que vinha acumulando índices negativos -em 12 meses
a queda ainda é forte, de 14,1%. O setor, porém, aumentou
em 17,1% a produção, em abril, e já acumula um
discreto índice positivo de 0,6% no ano.
Já os maiores impactos
negativos de abril aconteceram nos setores de outros produtos químicos
(-32%), que reduziu a fabricação de adubos e fertilizantes,
e de edição e impressão (-21,4%), que teve queda
na produção de livros, brochuras e impressos didáticos.
O segmento também teve a principal contribuição
negativa na taxa acumulada do ano, com queda de 17,9% na produção.
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Folha de S.Paulo, 10 de
junho de 2010
Alimentos sobem menos e inflação
recua em maio
Para analistas, desaceleração
na economia no 2º tri ainda não influi nos preços
| Queda da taxa, de 0,57% para 0,43%, é pontual, dizem economistas;
no acumulado do ano, IPCA avança 3,09%
PEDRO SOARES
DA SUCURSAL DO RIO
Com uma alta mais branda de
alimentos, a inflação oficial do governo cedeu em maio
e ficou em 0,43%.
Mas ainda não há sinais de que o desaquecimento da economia
no segundo trimestre já tenha se traduzido em preços mais
baixos, revelam os dados IPCA (Índice de Preços ao Consumidor
Amplo). Em abril, o índice do IBGE havia sido de 0,57%.
A desaceleração foi pontual, dizem analistas, e se deveu
quase que exclusivamente à menor pressão dos alimentos
-que subiram 0,28%, ante 1,45% em abril.
Com a menor alta do grupo alimentação, o IPCA registrou
em maio a mais baixa variação do ano. De janeiro a maio,
o índice acumulou inflação de 3,09%. Em 12 meses,
ficou em 5,22% -acima do centro da meta de inflação de
2010 (4,5%).
Os dados mostram que a pressão de alimentos deu lugar, em maio,
à dos serviços públicos e preços administrados.
Subiram acima do IPCA médio do mês energia elétrica
(1,23%), condomínio (1,17%), remédios (1,16%), taxa de
água e esgoto (0,84%), aluguel (0,74%) e empregado doméstico
-que sofre influência do salário mínimo e avançou
1,12%.
Para Laura Haralyi, economista do Itaú-Unibanco, a perda de ritmo
da inflação é reflexo da desaceleração
dos alimentos, movimento que tende a se intensificar em junho e julho
-quando é provável que o IPCA registre taxas negativas.
"É uma tendência pontual. Os alimentos devem voltar
a subir em agosto. A alta dos juros e o menor aquecimento da economia
ainda não tiveram impacto na inflação."
Um sinal é o maior fôlego, em maio, dos aumentos dos serviços
(0,62%) e dos bens duráveis (0,41%) -estes sob impacto do fim
do IPI reduzido para automóveis, eletrodomésticos e móveis.
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Gazeta do Povo, 10 de junho
de 2010
Política monetária
BC eleva juro para 10,25% e indica mais
altas
Aumento da Selic faz parte da política
oficial de “resfriamento econômico”
Nem o recuo da inflação
nem a crise europeia alteraram a trajetória de alta dos juros
brasileiros. O Comitê de Política Monetária do Banco
Central (Copom) anunciou ontem à noite o segundo aumento consecutivo
da taxa Selic, que passou de 9,50% para 10,25% ao ano, por unanimidade.
A taxa básica de juros
voltou à casa dos dois dígitos exatamente um ano depois
de ficar, pela primeira vez na história, abaixo de 10% anuais.
Na época, a economia estava em recessão. Agora, cresce
a “taxas chinesas”, apesar dos sinais de desaceleração.
A alta dos juros é parte da política do governo de retirar
os estímulos ao crescimento da economia anunciados durante a
crise de 2008 e 2009.
O comunicado divulgado ontem
após a reunião, com o mesmo texto apresentado em abril,
reforça a expectativa de que a taxa continuará subindo
pelo menos até a véspera da eleição. “Dando
seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias
ao cenário prospectivo da economia, para assegurar a convergência
da inflação à trajetória de metas, o Copom
decidiu, por unanimidade, elevar a taxa”, informou o BC.
A queda na inflação
medida pelo IPCA (índice oficial do governo) nos últimos
12 meses, divulgada na manhã de ontem pelo IBGE (leia mais abaixo),
mudou a expectativa dos economistas. A alta de 0,75 ponto porcentual
era uma aposta praticamente unânime no mercado. Em abril, o BC
já havia elevado a Selic de 8,75% para 9,50% ao ano, dando início
a um novo ciclo de alta dos juros, o primeiro desde 2008.
Desaquecimento
O Copom volta a se reunir nos
dias 20 e 21 de julho, para quando é esperada uma nova alta da
mesma magnitude. De acordo com a pesquisa Focus, feita pelo BC com cerca
de 100 economistas, os juros devem chegar a 11,75% anuais em setembro.
Depois, a taxa voltaria a subir apenas em janeiro de 2011, para 12%.
Apesar do aprofundamento da
crise europeia e da desaceleração da economia brasileira
desde a última reunião do Copom, pesaram na decisão
do BC o fato de a inflação continuar acima do centro da
meta de 4,5% e o forte crescimento da economia no início de 2010.
Na terça-feira, o IBGE
havia divulgado que o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre,
que cresceu 9% ante o mesmo período de 2009 e 2,7% em relação
ao trimestre anterior.
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Folha de S.Paulo, 10 de
junho de 2010
Juro traz preocupação,
dizem empresários
Para entidades, Selic de 10,25% ao ano reduzirá
demais o crescimento, após alta de 9% no PIB no 1º trimestre
| Sindicatos também são contra o aumento da taxa de juros,
que desestimularia os investimentos
DE SÃO PAULO
O aumento da taxa básica
de juros da economia brasileira para 10,25% ao ano atrapalha o desenvolvimento
do país, disseram ontem entidades empresariais e sindicais.
"O ciclo de aumentos na taxa contraria a lógica dos números
da economia brasileira e prejudica o desenvolvimento, incluindo o aspecto
relevante da geração de empregos", disse Benjamin
Steinbruch, presidente em exercício da Fiesp (Federação
das Indústrias do Estado de São Paulo).
Para a entidade, dados mostram que os preços subiram nos primeiros
meses de 2010 devido a fatores sazonais e que os preços já
estão voltando "à normalidade".
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) disse
ver com "preocupação" o retorno da Selic aos
dois dígitos.
Segundo o órgão, o crescimento de 9% do PIB no primeiro
trimestre deste ano na comparação com o mesmo período
de 2009 não deve orientar as expectativas para o resto do ano,
já que incentivos criados para combater os efeitos da crise econômica
mundial já foram retirados.
Para a CNI, há espaço para que o ciclo de alta seja mais
curto do que o previsto.
Para a Fecomercio (Federação do Comércio de Bens,
Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), o patamar
de juros prejudica a competitividade brasileira.
"Mais do que tentar arrefecer o consumo, o Brasil deveria partir
para uma ação concreta de racionalização
dos gastos públicos e de estímulos aos investimentos produtivos",
disse o presidente da entidade, Abram Szajman.
PRESSÃO
O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Artur
Henrique, classificou a alta de "política assistencialista
para banqueiros".
"E ainda existe uma forte pressão por parte do setor financeiro
e seus representantes para que esse ciclo de aumento da taxa básica
de juros permaneça", disse ele, que defende ainda que a
alta dos juros desestimula investimentos e prejudica as contas públicas.
Na visão de Miguel Torres, presidente em exercício da
Força Sindical, a decisão do Copom (Comitê de Política
Monetária), é "equivocada".
"É um balde de água fria na aquecida economia brasileira,
que demonstrou recentemente uma imensa capacidade para o crescimento
com geração de emprego e renda. Os tecnocratas do Banco
Central torcem contra o crescimento econômico do Brasil",
disse Torres.
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Carta Maior, 10 de junho
de 2010
Por que o Brasil precisa crescer
a 7%
Se o objetivo central da sociedade brasileira for vencer o subdesenvolvimento,
a economia terá de crescer a taxas mais elevadas do que as que
têm ocorrido no passado recente, enquanto que as políticas
de distribuição de renda terão de ser mais vigorosas
para incorporar ao sistema econômico e social moderno as imensas
massas que se encontram em situação de grave pobreza:
cerca de 60 milhões de brasileiros. caso se deseje manter o Brasil
como país pobre e subdesenvolvido, basta crescer a taxas modestas,
obedecendo a todas as metas e a supostos potenciais máximos de
crescimento, e, assim, lograr manter a economia estável porém
miserável.
Eis o artigo.
1. O subdesenvolvimento, situação
em que a esmagadora maioria da população de um país
não pode desfrutar dos bens e serviços que o avanço
tecnológico e produtivo moderno permitem, é sempre uma
questão relativa. Nenhum país é subdesenvolvido
isoladamente; esta é sempre uma situação comparativa
entre países e sociedades, desenvolvidas e subdesenvolvidas,
em diferentes graus, em distintos momentos históricos.
2. Naturalmente, há indicadores
objetivos de subdesenvolvimento: a exploração ao mesmo
tempo insuficiente e predatória dos recursos naturais; a baixa
escolaridade e qualificação média da mão
de obra; a desintegrada rede de transportes; o pequeno consumo per capita
de energia; a reduzida diversificação das exportações;
o pequeno número de patentes registradas; o acesso restrito da
população a saneamento básico; as precárias
condições de saúde, educação e cultura;
o alto percentual da população que se encontra abaixo
da linha de pobreza etc.
3. A heterogeneidade é
uma característica central do subdesenvolvimento. Regiões
avançadas ao lado de regiões paupérrimas e de baixa
produtividade. A ignorância ao lado da cultura. A moderna eficiência
tecnológica convive com o uso de tecnologias do passado. A riqueza
vizinha da miséria. E assim por diante. Essa heterogeneidade,
ainda atual, é resultado da evolução de um sistema
produtivo que se forma a partir de enclaves modernos, vinculados a centros
econômicos externos, cuja maior produtividade não se difundiu
para o resto do sistema nem deu origem a processos de geração
e distribuição de renda devido à estrutura social,
cuja base era o latifúndio agrícola, ou o enclave minerador,
e o regime de mão-de-obra escrava ou servil.
4. O conjunto dessas deficiências
leva a uma produção de bens e serviços por habitante
relativamente pequena, o que, em termos monetários, se expressa
por um baixo produto per capita e, em termos sociais, por uma precária
qualidade de vida para a imensa maioria, ao lado de uma riqueza da qual
pouquíssimos desfrutam.
5. A produção
per capita representa o conjunto de bens e serviços a que o habitante
médio de um país teria acesso por ano. Esta média
hipotética será tanto mais representativa da realidade
quanto mais igualitária for a distribuição de renda
em uma sociedade, o que não ocorre no Brasil.
6. Por todos os critérios
acima, o Brasil é um país subdesenvolvido, ainda que com
importantes bolsões de riqueza e de produção moderna.
Apesar dos esforços das últimas décadas, com significativas
flutuações e longos períodos de estagnação,
o Brasil continua a ser um país subdesenvolvido. Em relação
a quem?
7. A situação
de desenvolvimento do Brasil não pode ser comparada com a de
países que, pelas características de território,
população e PIB, não enfrentam os mesmos desafios
que a sociedade brasileira. Pequenos e médios países europeus,
asiáticos e sul-americanos, ainda que às vezes ostentem
níveis de produto per capita ou indicadores sociais importantes,
superiores aos brasileiros, não têm o mesmo potencial do
Brasil nem têm de enfrentar desafios semelhantes aos nossos.
8. O Brasil é um país
continental. Se fizermos três listas de países segundo
o território, a população e o PIB, somente três
países estarão entre os dez primeiros de cada uma dessas
três listas: os Estados Unidos, a China e o Brasil.
9. Os países com quem
o Brasil tem de ser comparado são países como os Estados
Unidos, a China, a Rússia, a Índia, a Alemanha e a França.
Esses têm de ser o nosso referencial e esses são os nossos
competidores (e eventuais colaboradores) na dinâmica do sistema
internacional e na disputa por poder político e pela apropriação
de riqueza.
10. Todavia, a China e a Índia
têm um produto per capita muito inferior ao do Brasil, enfrentam
desafios sociais muito maiores e dispõem de recursos naturais
inferiores aos nossos o que dificulta sua árdua tarefa de se
tornarem países desenvolvidos. A Rússia, apesar de seus
recursos naturais e do avanço tecnológico em certas áreas,
enfrenta dificuldades extraordinárias em termos sociais e de
reestruturação de sua economia. A Alemanha e a França,
com todo o avanço que já alcançaram, enfrentam
importantes dificuldades devido a suas limitações de território
e de população e, portanto, apresentam vulnerabilidades
decorrentes da necessidade de importar insumos e da dependência
excessiva de sua economia em relação ao mercado internacional.
11. Talvez o melhor paradigma
para o Brasil sejam os Estados Unidos. Nossas características
territoriais e demográficas são semelhantes, enquanto
que nosso PIB é muito distinto. Os Estados Unidos são
o país mais poderoso do mundo em termos militares, de PIB e de
tecnologia. Nossas sociedades democráticas, multiculturais e
multiétnicas são semelhantes e grande é a diversidade
de recursos naturais e a capacidade agrícola de ambos os países.
12. O produto per capita dos
Estados Unidos em 1989 era 22.100 dólares e o do Brasil 3.400.
A diferença era, portanto, naquela data de 18.700. Ora, o Brasil
e os Estados Unidos cresceram em termos reais à mesma taxa nos
últimos 20 anos: os Estados Unidos a 2,5% a.a. e o Brasil a 2,5%
a.a.. Nos Estados Unidos, esta taxa de crescimento poderia ser considerada
razoável e adequada mas, no caso do Brasil, ela reflete a estagnação
da economia brasileira, da produção e do emprego, no período
de 1989 a 2002. Esta situação se modificou entre 2002
e 2009, no Governo do Presidente Lula, período em que o Brasil
cresceu à taxa média de 3,4% e os Estados Unidos à
taxa média de 1,4% a.a..
13. Essas taxas de crescimento,
devido às bases de PIB muito distintas de que partiam e às
taxas diferentes de crescimento demográfico, fizeram com que
a produção per capita americana passasse de 22.100 dólares,
em 1989, para 46.400 dólares, em 2009, enquanto a do Brasil aumentou
de 3.400 dólares para 8.200 dólares. Assim, o hiato de
produto per capita entre os Estados Unidos e o Brasil aumentou entre
1989 e 2009, passando de 18.700 dólares para 38.200 dólares.
O atraso relativo, o subdesenvolvimento, aumentou.
14. Se o objetivo central da
sociedade brasileira for vencer o subdesenvolvimento, a economia terá
de crescer a taxas mais elevadas do que as que têm ocorrido no
passado recente, enquanto que as políticas de distribuição
de renda terão de ser mais vigorosas para incorporar ao sistema
econômico e social moderno as imensas massas que se encontram
em situação de grave pobreza: cerca de 60 milhões
de brasileiros.
15. Se o PIB dos Estados Unidos
crescer a 2% a.a. até 2022 (inferior à sua taxa de 2,5%
a.a. entre 1989 e 2009, e assim essa hipótese leva em conta os
efeitos da crise atual sobre a economia americana), o PIB per capita
americano alcançará 53.100 dólares; se, neste mesmo
período, a economia brasileira crescer à taxa de 5% a.a.
o PIB per capita brasileiro atingirá 14.200 dólares. O
hiato de produção per capita aumentaria em 700 dólares.
16. Se o PIB dos Estados Unidos
daqui até 2022 crescer a 2% a.a. e se o Brasil crescer a 6% a.a.,
a diferença de produto per capita se manterá praticamente
igual entre os dois países: os Estados Unidos atingirá
53.100 dólares e o Brasil 16.000 dólares. O hiato, que
em 2009 era de 38.200 dólares, se reduziria para 37.100 dólares.
Uma melhora de 1.100 dólares em 12 anos: cem dólares por
ano...
17. Assim, o Brasil em 2022,
no bicentenário de sua Independência, continuaria tão
subdesenvolvido quanto é hoje, apesar de seu produto per capita
ter atingido 16 mil dólares e apesar dos enormes esforços
para retirar da pobreza a maioria de sua população e para
realizar amplos programas de construção de sua infra-estrutura
e de financiamento a grandes investimentos.
18. Somente na hipótese
de os Estados Unidos crescerem a 2% a.a. e o Brasil a 7% a.a., atingindo
os Estados Unidos 53.100 dólares e o Brasil 18.100 dólares,
a diferença de produção, de bem-estar, de desenvolvimento,
entre os dois países se reduziria de 38.200 dólares para
35.000 dólares. Poderíamos então afirmar que o
Brasil estaria iniciando o processo de se tornar um país desenvolvido.
Isto caso fosse mantido este esforço nas décadas seguintes
e caso a perversa dinâmica de distribuição de renda
e de riqueza no Brasil for firmemente enfrentada. Aliás, esses
7% a.a. correspondem à taxa média de crescimento do PIB
brasileiro entre 1946 e 1979...
19.Caso contrário, caso
cresçamos à uma taxa anual média inferior a 7%
a.a., apesar de todos os esforços bem intencionados, o senso
comum e a prudência monetarista (a qual, aliás, teria impedido
a integração territorial brasileira e a transformação
do Brasil em uma grande economia industrial, já que teria vetado
o Plano de Metas de Juscelino Kubitscheck pois o teria considerado inflacionário)
que nos quer obrigar a crescer a uma taxa de 4,5% a.a., farão
com que o Brasil continue a ser em 2022 uma sociedade subdesenvolvida,
caracterizada pela extraordinária disparidade de renda e de riqueza.
Nela, continuaremos a nos defrontar com a extrema pobreza, a ignorância
profunda, a exclusão perversa e a violência anômica
ao lado de uma riqueza ostensiva, suntuária, nababesca e excessiva,
desfrutada por 0,04% da população brasileira (cerca de
80.000 pessoas) cuja renda mensal, em 2009, era superior, às
vezes muito superior, a 50.000 reais.
20. Há, sempre, colocados
pelos prudentes, três obstáculos ao crescimento da economia
brasileira a taxas superiores a 4,5% a.a. ou 5% a.a.. O primeiro diz
respeito ao suposto retorno da inflação a taxas superiores
às que seriam “toleráveis”, com todos os seus
efeitos sobre preços relativos e, em especial, porque a inflação
prejudicaria principalmente os pobres. Esta preocupação
generosa com a situação dos pobres não leva em
conta, em primeiro lugar, que o que afeta os pobres de forma mais grave
é o desemprego, a miséria, a violência, a exclusão
e a falta de oportunidades que resultam do baixo crescimento em uma
economia subdesenvolvida e tão díspar como o Brasil. Em
segundo lugar, que a tendência inflacionária está
presente em qualquer processo de desenvolvimento acelerado e que é
possível preservar os segmentos mais pobres da população
dos efeitos sobre os preços de um desenvolvimento mais rápido.
21. Uma palavra sobre a inflação.
O processo de superação do subdesenvolvimento, devido
aos grandes investimentos na infra-estrutura de energia, de transportes,
de prospecção e exploração mineral, de pesquisa
tecnológica, de comunicação, que são essenciais
porém de longa maturação e de retorno incerto,
e em programas sociais, também de longa maturação
e também de retorno incerto, como em saúde, educação
e cultura, provocam, necessariamente, aumentos de demanda sem o correspondente
e imediato aumento de produção.
Como esses investimentos na
infra-estrutura física e social têm de se suceder em períodos
de décadas, para superar o atraso relativo do país, a
pressão pelo aumento de preços passa a ser constante.
Todavia, o crescimento do PIB a 7% a.a., quando sustentado a médio
e longo prazos, significa que está havendo uma ampliação
da capacidade instalada, da formação bruta de capital
fixo, o que é feito por empresas que decidem investir, isto é,
decidem ampliar suas unidades de produção, suas fábricas,
suas lavouras, etc. E que o Estado decidiu investir diretamente por
suas empresas (poucas, no caso do Brasil somente no setor financeiro
e no setor de energia) ou indiretamente, contratando empresas privadas
para a construção de obras de infra-estrutura ou financiando
investimentos privados para produzir bens de consumo e de capital.
Ora, o crescimento, o desenvolvimento,
à taxa de 7% a.a. significa a expansão das empresas, do
capitalismo no Brasil, do emprego e dos lucros. Quanto menor o crescimento
econômico menores as oportunidades de lucro, menores os investimentos,
menor a geração de emprego (para absorver a mão-de-obra
que ingressa no mercado todos os anos, cerca de 2 milhões de
novos jovens trabalhadores) maior a violência e a exclusão
social. Por outro lado, a demanda gerada pelos investimentos na infra-estrutura
econômica e social é uma demanda em parte por bens de consumo
o que estimula a ampliação da produção e
o investimento privado, investimento cujo prazo de maturação
é mais curto, o que reduz a pressão inflacionária.
Aliás, a China e a Índia têm crescido a taxas superiores
a 7% a.a. sem que tenha ocorrido inflação significativa.
22. Um segundo obstáculo,
segundo os prudentes, seria que a economia brasileira não teria
como gerar a poupança necessária à realização
dos investimentos. Aí, há quatro respostas possíveis:
a primeira, que o próprio Estado brasileiro, através de
uma política de juros mais adequada, disporia de recursos adicionais
significativos para investir direta ou indiretamente. A segunda, que
ainda há vasto espaço para ampliação do
crédito para investimento. A terceira, que não se pode
afastar, tendo em vista o elevado grau de desconhecimento dos recursos
do subsolo brasileiro, a possibilidade de descoberta de recursos naturais
importantes, como foi o caso das descobertas no pré-sal que colocarão
o Brasil entre os seis maiores produtores mundiais de petróleo.
A quarta, que uma economia em expansão dinâmica, com as
características do Brasil, atrairá como já se verifica,
capitais externos em volumes significativos, como ocorreu e ocorre com
a China. Aliás, os investimentos chineses (que têm 2,3
trilhões de reservas) estão chegando em volumes muito
expressivos ao Brasil, na compra de sistemas de transmissão,
na construção de hidroelétricas e na exploração
do petróleo, tornando a China o terceiro maior investidor no
Brasil.
23. O terceiro obstáculo
ao desenvolvimento a taxas mais elevadas seria a escassez de mão
de obra qualificada, em especial de engenheiros, nos mais diversos setores,
que já estaria sendo detectada. Aí há duas soluções
possíveis, pelo menos: a primeira, expandir os programas de formação
e de retreinamento de engenheiros o que poderia ser feito rapidamente
a custo baixo já que estudos recentes indicam a existência
de grande número de vagas disponíveis nas escolas de engenharia;
a segunda, “importar” mão de obra qualificada sem
prejudicar a mão de obra nacional, bastando exigir o respeito
aos padrões salariais da categoria, aproveitando, inclusive,
a situação de crise em que se encontram os países
desenvolvidos, onde há abundância de mão de obra
qualificada, desempregada.
24. Porém, finalmente
e por outro lado, caso se deseje manter o Brasil como país pobre
e subdesenvolvido, basta crescer a taxas modestas, obedecendo a todas
as metas e a supostos potenciais máximos de crescimento, e, assim,
lograr manter a economia estável porém miserável.
Este baixo crescimento corresponderá a um custo humano e social
elevadíssimo para a imensa maioria da população,
exceto para os super-ricos, que se transformarão, cada vez mais,
em proprietários rentistas e absenteístas, distantes e
alheios aos conflitos que se agravarão cada vez mais na sociedade
brasileira.
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Valor Econômico, 10
de junho de 2010
Dieese vai formar ''cientistas
do trabalho''
Quem quiser se especializar ou mesmo se formar como cientista do trabalho
já pode começar a estudar. O Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Socioeconômicas (Dieese) conseguiu,
há duas semanas, a liberação do Ministério
da Educação (MEC) para abrir uma escola de ensino superior.
Ontem, o governo federal assinou a concessão - sem ônus
- por dez anos, de um prédio pertencente à União,
no centro de São Paulo, que funcionará como sede da Escola
Dieese de Ciências do Trabalho. Segundo a entidade, a escola proverá
cursos de graduação e pós-graduação,
além de disciplinas de especialização para dirigentes
sindicais.
Os planos são ambiciosos,
a julgar pelas ideias que o diretor técnico do Dieese, Clemente
Ganz Lucio, apresentou ao Valor. Haverá um curso de graduação
de três anos em ciência do trabalho. Além disso,
Lúcio fala em pós-graduação e também
num programa especial para dirigentes sindicais. "Queremos, no
futuro, que jornalistas, economistas, advogados e juristas se especializem
na questão do trabalho", diz Lucio, para quem é "inacreditável"
que um estudante de ensino superior seja formado em economia e passe
quatro anos na faculdade sem ter contato com questões do trabalho.
Num processo iniciado no fim
de 2007, o Dieese precisa agora da liberação do MEC para
poder lançar o primeiro curso. Além de técnicos
do órgão, professores serão contratados e outros
convidados a ministrar aulas. A primeira turma, avaliam os técnicos
do Dieese, deve começar em julho de 2011, porque não haverá
tempo hábil de fazer um vestibular ainda em 2010 para o curso
começar em fevereiro do ano que vem. Os esforços dos técnicos
do órgão, no entanto, são para iniciar os trabalhos
já no início do próximo ano. Ainda não está
definido o número de vagas que serão abertas, mas o prédio,
de oito andares, comporta quatro salas de aula e dois laboratórios,
além de biblioteca, lanchonete e um auditório para 120
pessoas.
A escola ainda não tem
uma receita definida, mas os gastos para 2010 estão incluídos
no orçamento total da entidade de R$ 25,3 milhões. A ideia
é que a escola seja mantida com os repasses recebidos pelo Dieese
das centrais sindicais. Ainda não está definido se os
cursos serão gratuitos ou não.
Há a intenção
também de fazer com que os cursos oferecidos pela Escola do Dieese
possam ser cursados como disciplinas optativas por parte de estudantes
de outras universidades. No início da semana, o Dieese assinou
convênio com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), para intercâmbio
de pesquisas e trabalhos. "A ideia é colocar o tema do trabalho
nas faculdades, então apostamos em articulações
com diferentes cursos em diferentes universidades", diz.
O ministro do Planejamento,
Paulo Bernardo, disse, na cerimônia de lançamento da escola,
ontem, ter ficado "encantado" com o projeto. "O presidente
Lula achou a ideia fantástica e avaliou a concessão da
sede como mais uma parceria do governo com o movimento sindical."
Seis centrais - CUT, Força, UGT, CTB, NCST e CGTB - receberam,
desde 2008, R$ 146,5 milhões do governo, como repasse de 10%
do imposto sindical.
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Valor Econômico, 10
de junho de 2010
Centrais querem se reaproximar
do meio acadêmico
O Dieese não quis divulgar o lançamento de sua escola
de ensino superior por avaliar que o tratamento poderia ser "politizado",
uma vez que o órgão é mantido por sete centrais
sindicais - cinco delas favoráveis à campanha Dilma Rousseff
(PT), uma delas ligada ao PSTU e outra à União Geral dos
Trabalhadores (UGT), ligada ao PPS, que apoia a pré-candidatura
de José Serra (PSDB). Como pano de fundo, há um projeto
maior tocado pelas centrais: se reaproximar da academia.
O movimento sindical perdeu
o diálogo que tinha com as universidades e os professores",
diz Ricardo Patah, presidente da UGT. Para lançar livro e DVD
sobre os cem anos do sindicalismo no Brasil, a UGT promoveu, em maio,
seminário na Fundação Armando Álvares Penteado
(Faap), em São Paulo. Patah conta que a intermediação
do evento foi feita pelo ex-governador do Estado, Claudio Lembo (DEM).
"O Lembo contou que ouviu do reitor da Faap um alerta. O reitor
temia que os sindicalistas pudessem causar uma algazarra no anfiteatro
da faculdade."
Ontem, no lançamento
da Escola do Dieese, o secretário de política sindical
da CUT, Vagner Freitas, disse que a "luta sindical se faz no dia
a dia, mas não vai sair do lugar se não for acompanhada
de formação intelectual". O secretário-geral
da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna,
acha que a relação entre membros do movimento sindical
e pesquisadores e professores da USP e da Unicamp, nos anos 70 e 80,
deve ser reforçada. Na aula inaugural da Escola do Dieese, o
pesquisador Renato Janine Ribeiro, da USP, avaliou o momento como "um
marco na história do sindicalismo".
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FOLHA DE LONDRINA, 10 de
junho de 2010 | Geral
ProUni vai oferecer 60 mil bolsas
Programa concede bolsas para alunos de baixa
renda em instituições privadas de ensino superior
Brasília - Os estudantes interessados em disputar uma das bolsas
do Programa Universidade para Todos (ProUni) para o segundo semestre
de 2010 devem fazer a inscrição pela internet a partir
da próxima terça-feira, dia 15, até o dia 19 de
junho. As regras do processo seletivo foram divulgadas ontem no ''Diário
Oficial da União''.
O programa oferece bolsas para
alunos de baixa renda em instituições privadas de ensino
superior. Para se candidatar ao benefício é necessário
ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009
e ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou
na rede particular na condição de bolsista.
O Ministério da Educação
(MEC) ainda não fechou o total de bolsas que serão oferecidas,
mas, segundo a secretária de Ensino Superior, Maria Paula Dallari
Bucci, serão no mínimo 60 mil 39 mil integrais e 21 mil
parciais. O benefício pode ser integral, que custeia 100% da
mensalidade, ou parcial, que arca com 50% dos custos.
As bolsas integrais são
destinadas aos alunos com renda familiar mensal per capita de até
um salário mínimo e meio (R$ 765). As bolsas parciais
são para os candidatos cuja renda familiar mensal per capita
não seja superior a três salários mínimos
(R$ 1.530).
Os candidatos podem escolher
três opções de instituições de ensino,
cursos ou turnos. A nota no Enem 2009 será usada como critério
para o preenchimento das vagas. De acordo com a portaria do MEC, é
vedada a inscrição de candidatos que tenham nota inferior
a 400 nas provas ou tirado zero na redação daquele exame.
Enem
O período de inscrições
para o Enem de 2010 será de 21 de junho a 9 de julho, exclusivamente
pela internet. As informações foram divulgadas ontem pelo
presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
(Inep), Joaquim José Soares Neto. Ele confirmou que as provas
serão aplicadas nos dias 6 e 7 de novembro.
Folhapress
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IHU-Online, 10 de junho
de 2010
Produção madeireira
diminui 50% em dez anos na Amazônia
A produção de madeira na Amazônia caiu pela metade
entre 1998 e 2009, de 28,3 milhões de m3 para 14,2 milhões
de m3, afirma um levantamento divulgado hoje pelo SBF (Serviço
Florestal Brasileiro) e pela ONG Imazon. Esse novo raio-X da atividade
madeireira na Amazônia Legal aponta um trio de causas que teriam
ajudado a desencadear a mudança.
Uma delas é a substituição
da madeira da floresta por outros materiais, como forros de PVC e madeiras
plantadas, como a de eucalipto. Outro fator é o aumento de operações
contra o desmatamento e o comércio ilegal de madeira, que foram
de 20 em 2003 para 160 em 2007.
E, como era de se esperar, a
crise econômica também afetou o setor no ano passado. O
faturamento das madeireiras amazônicas foi de R$ 4,9 bilhões
em 2009, contra R$ 6,7 bilhões em 2004.
"Acho que parte da queda
pode ser explicada mesmo pela crise econômica, mas o resultado
geral mostra que as políticas públicas estão começando
a dar seus primeiros resultados", afirma Antonio Carlos Hummel,
diretor-geral do SBF e coautor do levantamento. Além da fiscalização
direta, diz Hummel, o acesso a sistemas eletrônicos de monitoramento,
como o GPS, também facilitou o controle do desmate.
O diretor do SBF afirma que
ainda não há dados referentes a este ano. O esperado é
que a demanda por madeira tenha aumentado, graças ao crescimento
da economia nos últimos meses.
"A pressão sobre
a floresta é muito influenciada pelo ritmo da construção
civil, então o aumento do PIB realmente pode alterar esse quadro.
É preciso estar preparado para isso", adverte Hummel.
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Folha de S.Paulo, 10 de
junho de 2010
Brasil vota contra, mas ONU pune
Irã
Conselho de Segurança aprova novo pacote
de sanções contra país, ignorando acordo entre
Brasília e Teerã | Além do Brasil, apenas a Turquia
foi contrária às punições; o Líbano
se absteve, e 12 países endossaram decisão
CRISTINA FIBE
DE NOVA YORK
Com apenas dois votos contrários
-um deles do Brasil- e uma abstenção, o Conselho de Segurança
da ONU aprovou ontem a quarta rodada de sanções contra
o Irã desde 2006 por causa do seu programa nuclear.
Apesar de elogiarem os esforços de Brasil e Turquia na busca
por uma solução negociada com os iranianos, 12 países
do conselho votaram a favor da resolução, elaborada por
iniciativa dos EUA.
O Líbano, cujo governo tem participação do Hizbollah,
grupo xiita alinhado a Teerã, decidiu se abster.
"Essa resolução coloca em vigor as sanções
mais duras que o governo iraniano já enfrentou", disse o
presidente dos EUA, Barack Obama.
As novas medidas restringem o acesso do Irã a diversos tipos
de armamentos e pedem que os países membros da ONU inspecionem
cargas e navios e bloqueiem transações financeiras consideradas
suspeitas.
Para Obama, apesar da "dureza", a resolução
não "fecha a porta para a diplomacia". "O Irã
continua a ter a oportunidade de escolher um caminho diferente."
Obama disse ainda que o seu maior desejo é que chegue "o
dia em que o governo iraniano cumprirá as suas obrigações
internacionais -o dia em que essas sanções e as sanções
anteriores serão suspensas". Do contrário, afirmou,
"o Irã se encontrará mais isolado, menos próspero
e menos seguro".
ESFORÇOS
A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, voltou a elogiar
os esforços diplomáticos de Brasil e Turquia, apesar de
"não terem sido bem-sucedidos".
Hillary confirmou que os EUA esperam que os dois países continuem
a cumprir "um papel importante" nas negociações
com o Irã.
Recado semelhante já fora transmitido na véspera pelo
governo americano ao assessor internacional da Presidência, Marco
Aurélio Garcia, que respondeu que as sanções invalidariam
qualquer esforço diplomático brasileiro.
"Eles escolheram votar "não", em parte, tenho
certeza, para manter a porta aberta entre eles e o Irã. É
uma avaliação legítima", disse Hillary, na
tarde de ontem.
Em 17 de maio, Brasil e Turquia conseguiram fazer o Irã assinar
um acordo no qual se compromete a enviar 1.200 quilos de seu urânio
pouco enriquecido ao exterior e receber, cerca de um ano depois, 120
quilos do combustível enriquecido a nível adequado para
fins médicos, mas não militares.
O acordo foi apresentado à AIEA (Agência Internacional
de Energia Atômica), que fizera proposta semelhante em outubro.
A agência e as potências do Conselho de Segurança
da ONU, porém, consideram que hoje o acordo já não
é mais suficiente para garantir que o Irã não venha
a produzir a bomba dentro de pouco tempo.
CRÍTICA
AMERICANA
Após a sessão que aprovou as sanções, um
alto diplomata americano subiu o tom ao comentar a posição
brasileira. Para ele, um país que busca um papel de liderança
global deveria defender o sistema internacional e não aqueles
que violam suas regras.
Questionada sobre a reação dos EUA, a embaixadora do Brasil
na ONU, Maria Luiza Viotti, discordou.
"Respeitamos inteiramente as regras internacionais. Criamos as
condições para que o Irã voltasse à mesa
de negociações." Ela disse esperar que a votação
"não tenha maior impacto" nas relações
"muito boas" com os EUA.
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Folha Online, 10 de junho
de 2010
Serra convoca aliados para definir
seu vice entre 9 nomes cotados
A cinco dias da convenção que oficializará sua
candidatura à Presidência, o tucano José Serra se
debruçava, nesta terça-feira (8), sobre nove currículos
para a vice de sua chapa. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, os nomes
em análise são de DEM, PSDB e PP.
Serra ainda não descartou a indicação do explosivo
e polêmico senador Tasso Jereissati (CE) — foge completamente
do padrão apontado como ideal pelo ex-governador paulista. Em
conversas que invadiram a madrugada de segunda para terça, Serra
pediu a seus principais colaboradores uma avaliação do
perfil dos cotados para a chapa até sexta-feira, véspera
da convenção nacional do PSDB, no sábado.
O prazo foi encarado como um
indício de que Serra só deverá anunciar seu vice
logo após a convenção. Outro sinal está
na disposição de manter o presidente do PP, Francisco
Dornelles (RJ), entre os potenciais vices.
Com um pé no governo
federal, mas trabalhando com a hipótese de neutralidade, o PP
espera a evolução das pesquisas para decidir seu futuro
na eleição. Até lá, o PSDB investe no PP
nos estados, incluindo Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba,
na tentativa de viabilizar uma aliança.
A opção por Dornelles
não é consenso entre os aliados. Há no PSDB forte
defesa pela chapa puro-sangue, mesmo sem Aécio Neves. Entre aliados
de Serra, a torcida é pelo presidente nacional do PSDB, Sérgio
Guerra (PE), pelo seu trânsito entre os aliados. Apesar do temperamento
inquieto, Alvaro Dias (PR) aparece como um nome que tem boa imagem pública.
O próprio Guerra, no entanto, tem alegado que a indicação
de um democrata evitaria tremores na aliança. No DEM, são
cotados o deputado José Carlos Aleluia (BA) e o líder
do partido no Senado, Agripino Maia (RN). Embora Agripino tenha um nome
consolidado no cenário político, Aleluia é admirado
por Serra do ponto de vista técnico. Ainda no DEM, o nome de
Valéria Pires Franco (PA) aparece como opção.
Os cotados para a vaga de vice
foram objeto de discussão num jantar na noite de anteontem entre
os principais articuladores da campanha de Serra. À mesa, Guerra,
o deputado Jutahy Magalhães (BA), o coordenador administrativo
da campanha, José Henrique Reis Lobo, e os tucanos Ronaldo Cezar
Coelho e Márcio Fortes, ambos do Rio.
No jantar, realizado na casa
do secretário estadual da Cultura, Andrea Matarazzo, o comando
da campanha também fez uma análise sobre o potencial de
arrecadação para a disputa. Embora um grupo defenda a
fixação de um teto de R$ 250 milhões, a conclusão
é a de que não há capacidade para tanto. A previsão
de receita, segundo tucanos, é inferior a R$ 200 milhões.
Sob pressão para anunciar
seu vice ainda na convenção, Serra tem recomendado calma.
A avaliação dele é que, esgotadas as investidas
em Aécio Neves (MG), é possível amadurecer a escolha.
Por ora, o comando da campanha também reza por uma recuperação
de Serra nas pesquisas a partir da semana que vem, quando serão
exibidas as inserções do PSDB, para atrair o PP.
Em 27 de maio, o programa de
TV do DEM fez a mais desabrida e radical propaganda antecipada do ano,
ao expor José Serra — que não é do partido
— na maior parte do tempo, com promessas para o Brasil. A exposição
, no entanto, não surtiu efeito, conforme revela o empate entre
Serra e Dilma (37 a 37) na pesquisa Ibope.
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Gazeta do Povo, 10 de junho
de 2010
O dia seguinte
Deputados se “ofendem” com
manifestações
Antônio Anibelli declarou que parlamentares
que compareceram ao ato público da Boca Maldita traíram
a Assembleia
No dia seguinte aos atos públicos
que pediram transparência e ética na política do
Paraná, deputados estaduais bateram boca na Assembleia Legislativa
ao defender e criticar o movimento “O Paraná que Queremos”
– que mobilizou manifestações em
16 cidades do estado na terça-feira à noite.
O primeiro-vice-presidente da
Casa, Antônio Anibelli (PMDB), declarou que a manifestação
“ofendeu” a Assembleia. E acusou os deputados que compareceram
aos protestos de serem traidores. “Os deputados que compareceram
lá [na manifestação] traíram o Poder Legislativo”,
disse Anibelli.
Acampados - Um grupo de 70 pessoas
promete se revezar em um acampamento montado em frente à Assembleia
até que os atuais integrantes da Mesa Executiva se afastem dos
cargos. A decisão veio durante o ato “O Paraná que
Queremos”, promovido na Boca Maldita. “Não queremos
compactuar com esse tipo de situação e de irregularidade
no Legislativo”, disse Gustavo Oliveira, 30 anos, um dos membros
do grupo que passou a noite de terça para quarta-feira dormindo
debaixo de uma lona, na Praça Nossa Senhora de Salete
A declaração de
Anibelli foi contestada por dois deputados que estiveram na manifestação
de Curitiba, realizada na Boca Maldita. “Não tenho medo
de político acusado de improbidade administrativa. Não
vão me calar”, disse Ney Leprevost (PP). O deputado do
PP ainda elogiou o projeto de lei de transparência no poder público
apresentado pelo movimento “O Paraná que Queremos”.
“O projeto é excelente e representa um grande avanço.”
O petista Tadeu Veneri também
reagiu à acusação de ser um traidor da Assembleia.
“Jamais vou aceitar qualquer imposição desse tipo
sobre meu mandato. Seja o deputado da Mesa ou não”, disse
ele.
Mais tarde, em plenário,
Veneri voltou a se envolver em polêmica e discutiu com o deputado
Jocelito Canto, líder do PTB na Casa. Jocelito tem feito diversos
discursos afirmando que os deputados não poderiam fazer cobranças
da Mesa Executiva da Assembleia, já que eles mesmos aprovaram
as contas da Assembleia.
Ele, assim como Anibelli, também
atacou os políticos que aderiram ao movimento pela transparência:
“Os deputados que foram lá fiscalizaram alguma vez as contas
aqui da Casa?”, questionou Canto, que fez a pergunta diretamente
para Veneri.
“O senhor não tem
o direito de perguntar se foi ou não foi”, rebateu Veneri.
“Não perguntei por que o senhor deixou de ir ou não
[na manifestação]. Eu apresentei pedidos de informação
[sobre suposta irregularidades da Assembleia] à Mesa. E o senhor
não apresentou nenhum. Em 2005, se o senhor procurar, vai encontrar
um pedido de informações que eu fiz aqui nesta casa, na
época do Hermas [Hermas Brandão, atual presidente do Tribunal
de Contas e ex-presidente da Assembleia] quando foi feito o reenquadramento,
sobre o número de funcionários, o último concurso,
quantos comissionados. Isso é fiscalizar.”
Após a resposta de Veneri,
Jocelito continuou seu discurso, questionando os deputados. “Quando
eu vejo alguns deputados daqui lá na Boca [Maldita] dizer que
nós [que não fomos] somos podres, [me pergunto]: e eles
[também não cometeram nenhuma irregularidade]?”
Depois, foi a vez do deputado
Neivo Beraldin (PDT) que também compareceu ao ato, protestar:
“O Jocelito tenta colocar todo mundo na vala comum. Fiscalizamos
conforme as informações do Tribunal de Contas. Para a
gente ter mais detalhes, precisaríamos que o TC desmembrasse
a prestação de contas”, afirmou Beraldin.
Projeto da transparência
Apesar do bate-boca, o projeto
de lei da transparência pública, elaborado pela seccional
Paraná da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PR) e pela Associação
Paranaense dos Juízes Federais (Apajufe), foi formalmente entregue
ontem por Tadeu Veneri ao presidente da Assembleia, Nelson
Justus (DEM).
Segundo Veneri, como o texto
altera estruturas do Ministério Público, Tribunal de Contas
e Tribunal de Justiça, e avalia que talvez seja preciso transformar
o projeto em proposta de emenda à Constituição
do Paraná (PEC) para que ele avance. “Vamos ver se isso
será feito por PEC ou projeto de lei, que acho mais difícil.
O importante é que a discussão está posta.”
O projeto obriga que todos os
poderes públicos do estado deem ampla divulgação
a seus atos e prevê punições para os agentes políticos
que descumprirem as normas. Justus não fez comentários
sobre a proposta ou sobre as manifestações da tarça-feira.
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O ESTADO DO PARANÁ,
10 de junho de 2010 | Política
Lula engaveta programa de menores aprendizes
Sentado há um ano e cinco meses em cima do projeto de lei que
estenderá às administrações federal, estaduais
e municipais a exigência feita hoje às grandes empresas,
de contratação de menores aprendizes, o próprio
presidente Luiz Inácio Lula da Silva inviabilizou a meta anunciada
por ele em dezembro de 2008, de 800 mil contratos para jovens até
o fim de 2010.
"Pedi uma audiência
à Casa Civil para fazer um apelo para que o projeto seja enviado
ao Congresso, com urgência", informou ao jornal O Estado
de S. Paulo o ex-jogador de futebol Raí Oliveira, presidente
da ONG Atletas pela Cidadania, que acompanha os contratos feitos pelas
empresas com os menores. "Quando o projeto que dá às
administrações públicas a obrigatoriedade de contratar
os menores for aprovado, serão mais 400 mil contratos",
disse.
Raí está preocupado com os menores em maior vulnerabilidade
social. De acordo com a Casa Civil, especialistas ainda estudam o projeto.
Até agora, de acordo com levantamento feito pela ONG presidida
por Raí com base nos dados da Relação Anual de
Informação Social (Rais), o País encerrou o ano
de 2008 com 133.937 contratos de jovens aprendizes, que são temporários
e não podem durar mais do que dois anos.
Em 2009, houve aumento
para 170.426 vagas, um crescimento de 27%, mas muito longe ainda da
meta anunciada por Lula numa solenidade em Brasília, da qual
participaram atletas como Raí, Zetti, Clodoaldo (nadador), Flávio
Campos (judoca), Patrícia Medrado (tenista), Henrique Guimarães
(judoca), Ana Moser (vôlei), Ricardo Vidal (atletismo) e Vanessa
Menga (tênis).
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FOLHA DE LONDRINA, 10 de
junho de 2010 | Politica
Apenas 11% dos brasileiros dizem confiar
nos políticos
São Paulo - Uma pesquisa da empresa GfK mostra que o índice
de confiança dos brasileiros nos políticos continua baixa.
Em 2010, 11% dos entrevistados disseram confiar na categoria, ante 16%
em 2009. A média global caiu para 14% neste ano depois de estar
em 18% no ano passado.
A pesquisa mediu o nível
de confiança da população em profissões
e organizações no Brasil, em alguns países da Europa,
nos EUA, na Colômbia e na Índia. Foram ouvidas entre os
dias 6 e 29 de março 18,8 mil pessoas, sendo mil no Brasil.
O maior índice de confiança
nos políticos está na Índia, onde 29% dos entrevistados
disseram confiar na classe. Em 2009 o patamar era de 7%.
O estudo revela que, pelo segundo
ano consecutivo, os bombeiros são apontados como os profissionais
mais confiáveis, com 98% das menções entre os brasileiros
e 94% entre as populações do resto do mundo.
Os carteiros, com 92%, conquistaram
o segundo lugar no Brasil, seguidos pelos professores dos ensinos fundamental
e médio e dos médicos, que empataram em 3º lugar,
com 87%.
Folhapress
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FOLHA DE LONDRINA, 10 de
junho de 2010 | Politica
Senado derruba punições
a eleitor faltoso
CCJ aprova projeto que acaba com retrições
a quem não justificar voto no prazo de 30 dias; apenas a multa
foi mantida
A decisão ainda pode ser
revista ou alterada pelos deputados federais, mas a Comissão
de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado
aprovou ontem o fim de sete punições aos eleitores que
deixarem de votar e não justificarem a ausência dentro
do prazo legal previsto no atual Código Eleitoral. O projeto,
de autoria do senador Marco Maciel (DEM-PE), seria encaminhado ainda
ontem para a Mesa Executiva e, caso não haja interposição,
ele segue para apreciação na Câmara Federal.
O projeto de lei 244/06 prevê
que o eleitor que não tiver votado nem se justificado poderá
se inscrever em concurso público, obter passaporte ou carteira
de identidade, receber remuneração de órgãos
e entidades estatais, participar de licitação pública,
obter empréstimo de entidades financeiras estatais; renovar matrícula
em estabelecimento de ensino oficial e praticar qualquer ato que exija
quitação do serviço militar ou imposto de renda.
O projeto mantém apenas
a multa de 5% a 20% do salário-mínimo da zona de residência
do eleitor que deixar de votar e não se justificar perante o
juiz eleitoral até 30 dias após a realização
da eleição. As atuais restrições só
permanecem válidas para os brasileiros maiores de 18 anos que
não cumprirem com o alistamento eleitoral obrigatório.
O senador Marco Maciel considera
as restrições previstas pelo atual Código Eleitoral
como ''de constitucionalidade duvidosa''. Ele argumenta que as punições
em vigor violariam princípios fundamentais como o da cidadania.
A multa e a possibilidade de cancelamento do registro caso o eleitor
deixe de votar em três eleições seguidas, segundo
o senador, já seriam suficientes para evitar a falta não
justificada do eleitor. ''Continuo defensor do voto obrigatório,
por entender que o voto não é só um direito, mas
um dever. É fundamental enraizar essa consciência cívica
no exercício da cidadania democrática'', disse.
Caso não haja interposição
de nenhum recurso no prazo de cinco dias úteis, o projeto segue
para a Câmara Federal. Segundo a assessoria da Casa, se os deputados
federais aprovarem como está, mas entenderem que a lei diz respeito
à norma eleitoral, ela entraria em vigor somente um ano após
sua aprovação. Caso contrário, existem duas possibilidades:
se for aprovada sem cláusula de vigência, entra em vigor
em 45 dias; se for aprovada com cláusula de vigência, passa
a valer a partir da data de sua publicação. (Com Agência
Estado)
Luciano Augusto
Reportagem Local
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O ESTADO DO PARANÁ,
10 de junho de 2010 | Economia
Reajuste para aposentado deve ficar em
6,14%
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje acreditar ser
mais provável que o reajuste dos aposentados que ganham benefícios
acima de um salário mínimo fique em 6,14% do que os 7,7%
aprovados pelo Congresso. De acordo com o ministro, esses 6,14% representam
a inflação mais 2,5% de ganho real. "Não podem
nos acusar de estarmos prejudicando os aposentados, como alguns costumam
brincar que estamos prejudicando os velhinhos."
Perguntado se o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva iria sancionar o aumento de 7,7%, ele disse
que anteontem, quando saiu de Brasília, a informação
que tinha é de que o presidente iria fazer uma reunião
até o final desta semana para decidir o que faria com relação
ao reajuste dos aposentados. Ele afirmou que o presidente tem até
o dia 15 de junho para aprovar ou não o aumento. O ministro participou
hoje de cerimônia de entrega de um prédio no centro da
cidade de São Paulo, onde funcionará a Escola Dieese de
Ciências do Trabalho.
O ministro disse também
que o presidente Lula deverá vetar o fim do fator previdenciário.
Indagado se Lula estaria num "beco sem saída" com relação
à questão do aumento aos aposentados, o ministro disse
que não, que é apenas uma questão de vetar ou aprovar.
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Agência Câmara,
10 de junho de 2010
Desrespeito a direitos trabalhistas
para aumentar lucro poderá ser punido
Empresas que desrespeitarem direitos trabalhistas para aumentar os lucros
poderão ser punidas com multa e pagamento de indenização
aos trabalhadores e aos concorrentes prejudicados.
É o que prevê o
PL 7.070/10, do deputado Carlos Bezerra (PMDB/MT), que penaliza o chamado
dumping social - prática de ampliar lucros com o não pagamento
de horas extras ou com a contratação de empregado sem
carteira de trabalho, por exemplo.
Apesar de haver previsão
a esse respeito na legislação trabalhista, vários
juízes já punem o dumping social com base em uma determinação
da Associação Nacional dos Magistrados Trabalhistas (Anamatra)
aprovada em 2007.
O projeto de lei, se aprovado,
vai dar amparo legal a essas decisões.
"A possibilidade de condenação
torna menos atrativa a prática da concorrência desleal
fundada em desrespeito à legislação trabalhista",
argumenta Carlos Bezerra.
A proposta, que tramita em caráter
conclusivo, será analisada pelas comissões de Trabalho,
de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio;
e por fim de Constituição e Justiça e de Cidadania
da Casa.
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O ESTADO DO PARANÁ,
10 de junho de 2010 | Cidades
Membros da Contag promovem manifestação
Fernanda Deslandes
Sem saber mais para quem pedir ajuda, integrantes da Confederação
dos Trabalhadores da Agricultura (Contag) realizaram uma manifestação,
na manhã de ontem, em frente à sede administrativa do
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em Londrina.
Eles pedem que fazendas do Grupo
Atalla, que tem dívidas milionárias com a União,
sejam repassadas para o Instituto Nacional de Colonização
e Reforma Agrária (Incra), que pode utilizá-las no assentamento
de 800 famílias.
Os manifestantes passaram várias
horas no local, que fica na Avenida Duque de Caxias, bairro Petrópolis,
até o início de uma reunião com representantes
da Contag, do INSS e da Receita Federal.
De acordo com a gerente executiva
do INSS em Londrina, Marilene Almeida, a manifestação
e a reunião foram tranquilas. “Eles vieram com um grupo
grande mas ocuparam só a parte externa do prédio. Não
teve hostilidade por nenhuma das partes e o trabalho dos nossos funcionários
não foi interrompido”, afirma.
De acordo com a gerente, os
manifestantes acreditavam que os terrenos já eram de propriedade
do INSS. “Durante a reunião esclarecemos que existe um
procedimento legal e que toda a parte de cobrança de empresas
que devem para o INSS é feita pela Receita Federal. Ainda que
o juiz determine que um bem seja utilizado para pagamento de dívidas,
o bem vai à leilão, e não para as mãos do
INSS”, explica.
Logo após a reunião,
no início da tarde, os manifestantes deixaram o estacionamento
do INSS e retornaram para a Fazenda Itaverá, em Alvorada do Sul.
“Nós já
não sabemos mais para quem pedir ajuda”, desabafa Cláudio
Fernandes, coordenador da Contag no Paraná. Muitas das famílias
que participaram da manifestação foram expulsas na semana
passada de duas fazendas em Porecatu.
De acordo com Cláudio,
a Canaã e a Jaborandi acumulam uma dívida de 42 milhões
com o INSS referente à falta de pagamento dos direitos trabalhistas
de cortadores de cana.
“É muita
política e os grandes não pensam nos pobres. Ainda assim
estamos otimistas. Se as fazendas forem à leilão, o Incra
terá prioridade”, ressalta. Hoje o grupo segue para uma
nova reunião no Incra, às 14h, onde definirão o
destino das famílias e os próximos passos da manifestação.
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BEM PARANÁ, 10 de
junho de 2010 | Economia
Acidentes de trabalho
Feira reúne profissionais de segurança
Ontem houve simulação de acidente
O número de acidentes de trabalho, entre os anos de 2006 e 2008,
cresceu no Paraná mais que a média nacional. No período
passou de 37.574 para 57.057 — 52%, contra os 46% registrados
no Brasil. O tema reúne cerca de 4 mil pessoas na PrevenSul Paraná
— 13ª Feira de Saúde, Segurança do Trabalho
e Emergência, aberta ontem no Expo Unimed, e que segue até
sábado, dia 12.
Uma das causas da elevação dos números de acidentes
é uma mudança no sistema de apuração dos
dados, que passou a levar em conta outros acidentes além dos
notificados pelas empresas. Paralelamente a isto, o número de
acidentes de trabalho tem crescido no país desde 2001, fruto
da retomada da economia e da redução da fiscalização
das condições de trabalho por parte do Ministério
do Trabalho, segundo avaliação do jornalista Alexandre
Gusmão, editor do Anuário Brasileiro Proteção,
que reúne as estatísticas sobre acidentes de trabalho
no Brasil.
Ele lembra que quando
a economia cresce a probabilidade de acidentes aumenta em proporções
maiores, pois ingressam no mercado de trabalho uma quantidade maior
de profissionais despreparados e sem conhecimento sobre os riscos ocupacionais.
O Paraná também vem crescendo em acidentes desde 2001,
quando atingiu 23.231 acidentes. Ano a ano os registros foram se ampliando
e chegaram em 2008 a 57.057 mil acidentados.
Indústria — Um total de 130.997 trabalhadores
da indústria da transformação foram vítimas
de acidentes de trabalho no Paraná entre 2000 e 2008, segundo
dados da Previdência Social. O setor é o maior causador
de acidentes de trabalho no Estado, mas é também o que
mais emprega. Em 2008 atuavam na área 576.695, ano em que foram
registrados 23.876 acidentes de trabalho.
A indústria da transformação emprega 23,82%, mas
registrou em 2008 um total de 44,41% do total de acidentes. Entretanto,
o grande vilão de acidentes em 2008 é o setor de águas,
esgotos e resíduos, que gera 15.083 empregos (0,62% dos trabalhadores
paranaenses) e que registrou 1.669 acidentes (3,10% do total do Estado).
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Financial Times, 10 de junho
de 2010
Sucesso faz protesto trabalhista
se alastrar na China
Protestos trabalhistas que forçaram paralisações
em fábricas de companhias estrangeiras estabelecidas na China
alastraram-se para além do coração industrial no
sul do país, constituindo um perigoso novo problema para Pequim.
Operários de uma indústria
taiwanesa nos arredores de Xangai entraram em confronto com a polícia
na terça-feira. O incidente deixou cerca de 50 feridos. O choque
é uma escalada nas recentes greves, que até agora tinham
sido relativamente tranquilas e concentradas na província de
Guangdong.
A agitação sugere
que as greves estão proliferando mais rápido do que os
governos locais e a Federação Chinesa de Sindicatos (único
sindicato permitido pelo Partido Comunista) conseguem resolver.
Não há evidências
de que os trabalhadores em diferentes fábricas estejam articulando
suas ações, mas o sucesso de uma greve na fábrica
de transmissões da montadora japonesa Honda deu mais ousadia
aos trabalhadores, demonstrando que ações de massas podem
produzir resultados.
Nos protestos recentes, os trabalhadores
praticamente ignoraram o sindicato oficial, outra preocupação
para o governo chinês, que costuma agir rapidamente para reprimir
qualquer organização não enquadrada pelo partido.
Protestos de trabalhadores não
são raros na China, mas raramente acontecem de forma concertada
em fábricas operadas por multinacionais, como a Honda e afiliadas.
Os confrontos na KOK International,
em Kunshan, perto de Xangai, coincidiu com novas greves nas operações
da Honda e de seus fornecedores na China.
A greve na Foshan Fengfu Autopeças,
que fornece componentes para escapamentos, forçou a Honda a parar
a produção nas montadoras na vizinha Guangzhou, capital
da província de Guangdong.
Um porta-voz da Honda confirmou
ontem mais uma greve numa fornecedora, mas não havia detalhes
sobre seu impacto. A Yum Brands recusou-se a comentar reportagem da
agência de notícias oficial Xinhua, de que 68 lanchonetes
KFC e Pizza Hut em Shenyang, no nordeste da China, concordaram em aumentar
os salários em 30%, para 900 yuans (US$ 130).
Trabalhadores da Foshan Fengfu,
que emprega 492 pessoas, parecem ter sido inspirados pela greve, na
semana passada, na fábrica de transmissões da Honda, que
terminou após a empresa aceitar aumentos salariais entre 24%
e 33%. Os trabalhadores voltaram à fábrica ontem, mas
visitantes disseram que a produção não foi retomada.
No domingo, trabalhadores de
uma fábrica taiwanesa de componentes de áudio em bloquearam
estradas para protestar contra mudanças de turnos.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
10/06/2010
Erro de fato não caracterizado impossibilita
vínculo de emprego
Ao afirmar que documentos comprovando
subordinação não foram analisados quando o Tribunal
Regional do Trabalho da 15ª Região (SP) negou o reconhecimento
de vínculo empregatício, um trabalhador pretendia caracterizar
erro de fato e tornar ineficaz o acórdão regional. No
entanto, não foi isso que a Seção II Especializada
em Dissídios Individuais (SDI-2) do Tribunal Superior do Trabalho
constatou ao examinar o recurso ordinário em ação
rescisória movido pelo trabalhador que, contratado por diversas
empresas, prestou serviços por mais de vinte anos para a Companhia
Energética de São Paulo (CESP).
Primeiro, auxiliar de escritório;
depois, controlador administrativo, e, por último, encarregado
administrativo. Com essa trajetória, contratado sucessivamente
por empresas terceirizadas para prestar serviços à CESP,
no setor de transportes terrestres de Ilha Solteira (SP), o trabalhador
ajuizou reclamação para obter o vínculo de emprego
diretamente com a companhia energética, que foi deferido pela
Vara do Trabalho de Andradina (SP).
Porém, após recurso
da empresa, o TRT da 15ª Região afastou o reconhecimento
de vínculo. A decisão transitou em julgado (quando não
mais cabe recurso) e o ex-encarregado administrativo interpôs,
então, ação rescisória, alegando erro de
fato, pois, segundo ele, o Regional teria se omitido em emitir pronunciamento
a respeito de documento que caracterizaria a sua subordinação
direta a um empregado da CESP e, portanto, de sua subordinação
à CESP. Afirma que esse documento foi o que motivou a sentença,
pelo reconhecimento de vínculo, reformada pelo Regional.
Ao examinar a ação
rescisória, o Tribunal Regional julgou-a improcedente, porque
“houve expressa manifestação judicial sobre os elementos
caracterizadores do vínculo e documentos indicados como prova
da pessoalidade e subordinação do autor”, acrescentando
que a “conclusão se deu a partir do exame e valoração
das provas produzidas nos autos, inclusive os documentos invocados como
evidência do hipotético erro de fato”.
Esse resultado motivou
recurso ao TST, onde a SDI-2 também rejeitou o apelo, ao negar
provimento ao recurso ordinário em ação rescisória.
O relator, ministro Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira, analisando
o acórdão objeto do recurso, verificou que os aspectos
alegados pelo trabalhador “foram objeto de manifestação
pelo Regional, embora de forma contrária aos interesses do autor”.
Diante desse quadro, o ministro entendeu que não poderia prosperar
a pretensão recursal, calcada “unicamente pelo prisma do
alegado erro de fato”. O relator esclarece ser “impossível
evocar-se erro de fato se as circunstâncias destacadas foram consideradas
nos fundamentos do julgado que se ataca, embora de forma contrária
aos interesses da parte”. Ante o exposto pelo ministro Bresciani,
a SDI-2 decidiu negar provimento ao recurso. (RO - 108100-32.2008.5.15.0000)
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10/06/2010
Sétima Turma mantém
indenização a ex-operador de máquina que sofreu
lesão na coluna vertebral
Por considerar bem fundamentado
julgamento do Tribunal Regional da 12ª Região (SC), um ex-operador
de máquina, que sofreu lesão na coluna vertebral no trabalho,
consegue aumento da indenização por danos morais. A decisão
foi da Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho que rejeitou
recurso da Whirlpoll S.A, empresa fabricante de eletrodomésticos.
O incidente aconteceu quando, na falta de um funcionário especializado,
o operador de máquina foi manusear uma bomba injetora de poliuretano
(plástico rígido) para se confeccionar um eletrodoméstico.
Contudo, o trabalhador não possuía treinamento adequado
para utilizar o equipamento. Ao iniciar a operação da
máquina, o trabalhador foi empurrado para trás, ocasionando
o agravamento de uma lesão que já possuía na coluna
vertebral.
Diante disso, ele ajuizou ação
trabalhista contra a empresa requerendo danos morais. Ao analisar as
provas, o juiz de primeiro grau (Vara do Trabalho) concedeu o valor
de 20 mil reais, diante da dor e das seqüelas permanecidas. No
processo, a perícia medida concluiu pela incapacidade definitiva
e parcial do operador para todos os esforços físicos que
demandassem a rotação da coluna vertebral. Assim, a empresa
recorreu ao TRT, que, no entanto, elevou a indenização
de 20 mil para 50 mil reais, diante da gravidade da lesão e o
pelo porte econômico da empresa. Com isso, a Whirlpoll novamente
recorreu, agora ao TST, alegando arbitrariedade por parte do Regional,
ao desconsiderar outras provas produzidas.
O relator do processo
na Sétima Turma, ministro Pedro Paulo Manus, considerou correto
o julgamento do TRT. Para o ministro, o Regional fundamentou toda a
decisão. Entre os motivos pelos quais aumentou o valor do dano
moral, o TRT levou em conta o a confirmação da lesão
pelo laudo médico; a incapacidade laboral; o sofrimento do empregado;
a dificuldade de reinclusão no mercado de trabalho e o objetivo
educativo à empresa, não havendo que se falar em arbitrariedade.
Com esses fundamentos, a Sétima Turma, por unanimidade, negou
conhecimento ao recurso de revista da empresa e manteve acórdão
do TRT, que aumentou a indenização. O processo foi baixado
ao TRT da 12ª Região (SC).
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FETRACONSPAR,
10 de junho de 2010 | Eventos
Montagem Industrial
Eleições no SINDIMONT
Teve início às
07h30min da manhã de hoje (10/06/2010), a coleta de votos das
eleições para renovação da Diretoria Administrativa,
Conselho Fiscal e Delegados Representantes junto à FETRACONSPAR
do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Montagem e Manutenção
e Prestação de Serviços nas Áreas Industriais
no Estado do Paraná - SINDIMONT.
No pleito concorre uma chapa
e as 05 urnas foram entregues aos coordenadores e mesários na
noite de terça-feira (09/06), com a presença da atual
diretoria do Sindicato. A chapa é encabeçada pelo companheiro
ANTONIO LEMOS DO PRADO atual presidente.
A FETRACONSPAR e
a CNTI coordenam o processo eleitoral com a colaboração
de diversos sindicatos da categoria. O término da votação
será amanhã (11/06) às 17h30min com a apuração
dos votos em seguida.
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FETRACONSPAR, 10 de junho de 2010 | Eventos
Campanha Salarial/ Móveis Estadual
FETRACONSPAR e SIMOV realizam 3ª
rodada de negociações
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Mesa de Negociação: Diretores da FETRACONSPAR e
dos Sindicatos de trabalhadores com representantes SIMOV. |
A Federação dos Trabalhadores
nas Indústrias da Construção e do Mobiliário
do Estado do Paraná - FETRACONSPAR e os Sindicatos
de Trabalhadores Filiados reuniram-se nesta quinta-feira, 10/06,
às 09h00, com o Sindicato da Indústria do Mobiliário
e Marcenaria do Estado do Paraná - SIMOV, na
sede da FIEP, e realizaram 3ª reunião
para discutir a Pauta de Reivindicações dos trabalhadores
da categoria visando a Convenção Coletiva de Trabalho
(CCT) 2010/2011. A data base é 1º de maio.
A reunião foi entre a Comissão de Negociação
formada por membros da Federação e dos Sindicatos de Trabalhadores
com os representantes do SIMOV.
A Comissão de Negociação da FETRACONSPAR foi composta
pelos seguintes companheiros: REINALDIM
BARBOZA PEREIRA (FETRACONSPAR), JOÃO MARIA VIANA
(SOMPAR), ALTAMIR LAUREANO DA SILVA (SOMPAR), JADIR
VIEIRA (SOMPAR), EDSON KLEBER FERREIRA (SOMPAR),
ALMIR GUEDES FERNANDES (SINTRIMMOC Cascavel), NILTON
ANTUNES BETIM (SITIM Jaguariaíva), ANTONIO SARTOR
(SOMSJOP) e CLAUDIR DOS SANTOS (STIMMQI Quedas do Iguaçu).
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FETRACONSPAR, 10 de junho de 2010
| Eventos
Conselho das Cidades
Delegado da FETRACONSPAR participa
de Reunião do CONCIDADES em Curitiba
O Secretário de Formação
Sindical da FETRACONSPAR e Presidente do
STICM Guarapuava – SIRLEI CÉSAR
DE OLIVEIRA participou nesta quinta-feira, da 10ª
Reunião Ordinária do Conselho de Cidades (CONCIDADES),
realizada no Hotel Nikko, em Curitiba (PR).
Pauta da Reunião:
Abertura Regimental;
Informes da Secretaria Executiva;
Aprovação da pauta;
Leitura e aprovação da ata da 4ª reunião
extraordinária;
Leitura e aprovação da ata da 9ª reunião
ordinária;
Indicação da Comissão Coordenadora que
auxiliará o Presidente e a Secretaria Executiva conforme
Art.12, I, II, III e IV e §1º e § 2º do
Regimento Interno;
Avaliação da 4ª Conferência Estadual
das Cidades pelos Coordenadores Executivos da Coordenação
Executiva Estadual;
Relatório final da Comissão Estadual Recursal
e de Validação – CERV item de pauta sugerido
pelo conselheiro Valdir Mestriner;
Encerramento.
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