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Agência Diap, 11 de
junho de 2010
Franzin: Imprensa sindical tem
de cobrir Conclat melhor que a mídia grande
Por João Franzin*,
Na Agência Sindical
Como esperado, a grande imprensa
cobriu mal a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, realizada
no Pacaembu, dia 1º de junho, com cerca de 30 mil sindicalistas
de 4.500 entidades de todo o Brasil.
A má cobertura pela imprensa,
evidentemente, compromete a transmissão, para o grande público,
do que realmente se passou ali.
A impressão vendida pela
mídia é de que foi um evento político, só.
Quando, na verdade, a Conferência foi marcadamente sindicaleira,
com o componente político típico de um ano eleitoral.
O que fazer? Criticar a mídia
não resolve o problema concreto colocado, que é difundir
as deliberações da Conferência para o grande público
e especialmente junto à classe trabalhadora.
Temos, portanto, de enfrentar
esse desafio, usando a arma de que dispomos, ou seja, a imprensa sindical.
A recomendação,
se é que tenho esse direito, é que as 4.500 entidades
presentes repercutam a Conferência em seus materiais de comunicação,
e já (boletins, jornais, sites, blogs, programas de rádio
e TV etc.).
Os trabalhadores têm o
direito de saber por que a Conferência foi chamada, como ela se
realizou, quais as deliberações e que tarefas ela coloca
para o conjunto do movimento sindical.
É hora, portanto, da
imprensa sindical cumprir seu papel.
(*) Jornalista e assessor sindical
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IHU-Online, 11 de junho de 2010
Brasil tem 127 mil famílias
milionárias, afirma estudo
Uma pesquisa divulgada ontem pela consultoria americana Boston Consulting
Group (BCG) mostra que o Brasil tinha 127 mil famílias com patrimônio
acima de US$ 1 milhão no ano passado. A participação
dos milionários no movimento da economia - calculado em US$ 1,33
trilhão pela consultoria - subiu de 41%, em 2008, para 44%, em
2009.
Embora a consultoria não forneça
números exatos sobre o crescimento do número absoluto
de famílias com patrimônio acima de US$ 1 milhão
no País, a BCG informa que o indicador "cresceu de forma
significativa" nos últimos anos. A empresa diz ainda que
o Brasil aparecia em 17.º lugar no ranking mundial do número
de milionários de 2009.
De acordo com a Boston Consulting Group, o estudo
sobre a geração global de riquezas incluiu 62 países
que respondem por aproximadamente 98% do Produto Interno Bruto (PIB)
mundial.
A fatia mais pobre da população
do Brasil, segundo a consultoria, concentrou 38% do total de US$ 1,33
trilhão que circularam no Brasil em 2009. Já a fatia da
população classificada como "emergente" - com
patrimônio de US$ 100 mil a US$ 1 milhão - respondeu por
18% do total das riquezas geradas pelo em território nacional.
De acordo com o estudo, os milionários
concentram hoje 55% das riquezas mundiais. Na América do Norte,
o índice é de 53% e a proporção da América
Latina (42%) está em linha com a brasileira. No Japão
e na Europa, o domínio das famílias com patrimônio
superior a US$ 1 milhão é menor, na casa de 20%, e demonstra
um padrão mais justo de distribuição de renda.
Em termos absolutos, o maior número de
milionários (4,7 milhões) está nos Estados Unidos,
seguido de Japão, China, Reino Unido e Alemanha. No mundo, há
quase 11,2 milhões de famílias com patrimônio acima
de US$ 1 milhão, segundo a BCG.
Brasil x América Latina. Conforme Federico
Muxí, especialista do BCG, a importância relativa do Brasil
para a geração de riquezas da América Latina tende
a aumentar nos próximos anos. Em 2009, a geração
de riquezas na região somava US$ 3,4 trilhões, dos quais
40% eram gerados no Brasil.
Até 2014, diz a consultoria, a geração
de renda latino-americana vai passar de US$ 5 trilhões. A fatia
brasileira deste total subirá para 43%, ou US$ 2,2 bilhões.
"O Brasil não é apenas o maior mercado latino-americano,
é também o que mais cresce", afirmou Muxí
durante teleconferência para apresentação da pesquisa.
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Estudante.net, 11 de junho
de 2010
Estudantes comemoram aprovação
dos 50% do pré-sal para educação
A quinta-feira já pensava em amanhecer na África do Sul,
na véspera da festa de abertura do maior evento esportivo do
mundo. No Brasil, os estudantes acompanhavam atentos, como a um jogo
da seleção, a votação no plenário
do Senado que adentrou a madrugada. Por volta das 3h deste 10 de junho
de 2010, após mais de 11 horas de discussões, os senadores
aprovaram - por 38 votos favoráveis, 31 contrários e uma
abstenção - a criação do Fundo Social do
Pré-sal.
O gol, de placa, que entrou para a história, veio com a aprovação
da “emenda da UNE”, que determina que 50% dos recursos deste
Fundo sejam destinados exclusivamente ao financiamento da educação
pública superior e básica, área considerada pela
entidade como estratégica para o desenvolvimento do país.
A vitória histórica
dos estudantes foi fruto de ampla mobilização da UNE,
UBES e ANPG. Desde o início da semana, diretores das entidades
provocaram intenso corpo-a-corpo junto aos parlamentares, com objetivo
de pressionar e cobrar o comprometimento de cada um com a educação
brasileira. As entidades criticaram veementemente por meio de nota oficial
o primeiro relatório divulgado na terça-feira, que descaracteriza
o objetivo do Fundo Social ao propor que os recursos deveriam ser destinados
a diversas áreas, sem dizer claramente qual a prioridade.
Durante toda a quarta-feira,
os estudantes realizaram uma Blitz no Congresso Nacional para reverter
a redação do projeto e garantir os 50%. As entidades desencadearam
também uma “guerrilha virtual” por meio das redes
sociais. Milhares de mensagens foram enviadas para todos os senadores
via twitter, o que gerou o compromisso público de muitos deles
com a votação favorável à emenda.
O presidente da UNE, Augusto
Chagas, que ficou até o fim da votação desta madrugada
no Senado Federal conversando com os parlamentares sobre a importância
dos 50% para a educação, celebra a vitória como
uma conquista de todo o povo brasileiro. Para ele, a vitória
não é apenas desta geração.
“Fiz questão de
ficar até o último minuto da votação. Conversei
com cada parlamentar. Mostrei a importância da nossa emenda para
o futuro da nação. Fiquei realmente muito emocionado quando
conseguimos a aprovação. É o sonho geracional de
transformação do país. Vamos garantir para os nossos
filhos e os filhos dos nossos filhos e toda uma geração
de brasileiros e brasileiras um futuro promissor, com uma educação
pública, gratuita e de qualidade”, disse. "Agora,
vamos lutar da mesma forma e com muito mais mobilização
em cada canto do Brasil pela promulgação da emenda",
concluiu.
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IHU-Online, 11 de junho
de 2010
Desmate será livre em 90%
dos imóveis
A proposta de mudança no Código Florestal em discussão
na Câmara isentará 90% das propriedades rurais do País
da obrigação de preservar a vegetação nativa
em uma parcela das terras, mostra levantamento feito pelo Estado com
base no cadastro de propriedades rurais do Instituto Nacional de Colonização
e Reforma Agrária (Incra).
O projeto apresentado pelo deputado
Aldo Rebelo (PCdoB-SP) nesta semana suspende a exigência de reserva
legal nos imóveis de até 4 módulos fiscais. O tamanho
do módulo varia de município para município - pode
ter de 5 a 110 hectares.
O cadastro do Incra mostra que
propriedades de até 4 módulos representam 90% dos 5,2
milhões de imóveis rurais registrados no País.
Essas pequenas propriedades somam 135 milhões de hectares, o
equivalente a mais de cinco vezes o território do Estado de São
Paulo ou 25% da área total dos imóveis rurais registrados
no Brasil. E elas ficariam completamente livres da exigência de
proteger parte das terras.
O porcentual de pequenas propriedades
é mais expressivo nas Regiões Nordeste e Sul. Mas o efeito
dessa mudança na legislação pode ser mais relevante
na Amazônia, onde o tamanho dos módulos fiscais é
maior. Na região, uma pequena propriedade pode medir mais de
400 hectares.
Pela legislação
atual, os produtores são obrigados a manter a vegetação
nativa, a título de reserva legal, em um porcentual mínimo
de 20% de suas terras. Na Floresta Amazônica, esse índice
chega a 80%.
A medida exata do potencial
de estímulo ao desmatamento contido no projeto de Aldo Rebelo
é difícil de ser calculada porque teria de levar em conta
o tamanho dos módulos em cada município e a parcela das
grandes propriedades.
O projeto só prevê
necessidade de proteção na parcela de terra dos demais
imóveis que superar 4 módulos. Propõe ainda que
caberá aos Estados definir, em até cinco anos, a recomposição
de áreas desmatadas. Os Estados poderão, eventualmente,
reduzir o porcentual de reserva legal nas propriedades maiores.
Estimativa feita pela Confederação
da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) indica que 90% dos
produtores não têm área de reserva legal.
Estudo coordenado pelo professor
da USP Gerd Sparovek calcula que o País já desmatou 430
mil km2 do que deveria ser mantido como reserva legal - uma área
70% maior que o Estado de São Paulo. O estudo reconhece que a
recomposição da reserva legal onde ela desapareceu teria
custo altíssimo.
Outro estudo, feito pela comissão
que debate o Código Florestal, estima que a legislação
em vigor obrigaria a redução de 960 mil km2 atualmente
destinados à produção.
PARA ENTENDER
As propriedades com até
4 módulos somam 1,35 milhão de km2 de terras no País
ou 25% da área total. O Nordeste é a região com
maior porcentual de propriedades com até 4 módulos (93,5%),
seguido pelo Norte (86,9%), Sudeste (89,3%), Centro-Oeste (71,7%) e
Sul (9,4%).
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Congresso
em Foco, 11 de junho de 2010
TSE: ficha limpa vale para as eleições
deste ano
Em resposta à consulta do senador Arthur
Virgílio, tribunal decide que lei que dificulta candidatura de
políticos com pendências judiciais terá aplicação
imediata
Mário Coelho e Rodolfo Torres
Por seis votos a um, o Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) acaba de decidir que a Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/2010),
que impede a candidatura de políticos condenados por órgãos
colegiados da Justiça, terá validade a partir das eleições
de outubro deste ano.
O tribunal respondeu a uma consulta do senador
Arthur Virgílio (PSDB-AM). O relator do caso, ministro Hamilton
Carvalhido, afirmou: “A lei foi publicada antes das convenções
partidárias [que definem os candidatos], por isso não
prejudica a eleição vindoura”. Carvalhido ressalvou,
porém, que o candidato condenado por órgão colegiado
poderá entrar com recurso para suspender a condenação
e, assim, se candidatar. Essa possibilidade está prevista na
lei.
Além do relator, também votaram
pela validade da ficha limpa em 2010 os ministros Aldir Passarinho Junior,
Arnaldo Versiani, Cármen Lúcia, Marcelo Ribeiro e Ricardo
Lewandowski (presidente do TSE). O único voto contrário
foi do ministro Marco Aurélio Mello.
O ministro Marcelo Ribeiro chegou a admitir
que, por ter dúvidas sobre a aplicação da lei,
iria pedir vista para estudar melhor o caso. Contudo, ele preferiu que
a corte decidisse a questão antes das convenções
partidárias, que ocorrerão neste fim de semana. Se ele
pedisse vistas, poderia acabar prejudicando a aplicabilidade da lei
para este ano.
“A minha preocupação é
se não seria casuístico deixar nas mãos dos juízes
eleitorais a análise caso a caso de inelegibilidade”, afirmou.
“Quem vai definir o que é casuístico? A opinião
pública”, complementou.
O único voto contrário foi do ministro Marco Aurélio
Mello. Ele explicou que a lei que trata dos casos de inelegibilidade
está em exercício há 20 anos e não descartou
a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir a questão.
“Paga-se um preço para viver na democracia: é o
respeito à Constituição”, afirmou, referindo-se
ao artigo 16 da Constituição, que estabelece que "a
lei que alterar o processo eleitoral só entrará em vigor
um ano após sua promulgação".
Para os outros ministros, no entanto, o dispositivo
constitucional não se aplica à Lei da Ficha Limpa porque,
entre outras razões, ela não traz alterações
capazes de interferir na isonomia de tratamento em relação
aos candidatos. Ou seja, ela trata todos partidos e candidatos igualmente,
e, como a campanha eleitoral ainda não começou, ela não
favorece ou prejudica nenhuma agremiação.
Consulta
A corte eleitoral respondeu a consulta feita
pelo líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM). O
senador tucano perguntou à corte, ainda antes da transformação
do projeto ficha limpa em lei, se seria possível aplicar as alterações
na atual legislação caso a proposta fosse aprovada e entrasse
em vigor até 5 de julho.
A lei foi publicada na edição
da última segunda-feira (7) do Diário
Oficial da União após o presidente Lula sancionar
o texto sem vetos.
"Uma lei eleitoral que disponha sobre inelegibilidades
e que tenha a sua entrada em vigor antes do prazo de 05 de julho, poderá
ser efetivamente aplicada para as eleições gerais de 2010?",
questionou o líder do PSDB no documento protocolado no TSE.
Além do senador tucano, também
consultaram o TSE sobre o mesmo assunto os deputados Jerônimo
Reis (DEM-SE), Ilderlei Cordeiro (PPS-AC) e Otávio Leite (PSDB-RJ).
Para o presidente da Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB), Ophir Cavalcanti, que estava presente na análise
da consulta, a lei vale para a outubro. E acrescenta que atinge tanto
os que já foram condenados quanto os que ainda sofrerão
julgamento. "É uma boa lei para educar os partidos políticos
e os eleitores", afirmou.
O TSE, no entanto, não entrou no mérito
da questão levantada pelo presidente da OAB, que está
relacionada com alteração feita no Senado, a qual poderia,
segundo alguns, tornar possível a candidatura de políticos
condenados por órgãos colegiados antes da publicação
da Lei Ficha Limpa. Se tal interpretação prevalecer, a
emenda do Senado, apresentada por Francisco Dorneles (PP-RJ), beneficiaria
o deputado Paulo Maluf (PP-SP).
A Lei da Ficha Limpa amplia os crimes passíveis
de tornar políticos inelegíveis, impede a candidatura
de quem renunciou a mandato eletivo para preservar direitos políticos,
aumenta de três para oito anos o prazo de inelegibilidade e estabelece
critérios para a Justiça eleitoral usar novos instrumentos
para combater a corrupção e os abusos por parte de candidatos
ou de ocupantes de cargos eletivos.
A proposta, elaborada pelo Movimento de Combate
à Corrupção Eleitoral (MCCE), que reúne
mais de 40 entidades da sociedade civil, chegou ao Congresso no dia
29 de setembro do ano passado, com o apoio de aproximadamente 1,5 milhão
de assinaturas. Durante sua tramitação, o texto recebeu
o aval de mais 2,5 milhões de assinaturas de internautas.
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O ESTADO DO PARANÁ,
11 de junho de 2010 | Política
Convenções partidárias
inconclusivas
Roger Pereira
Foi-se o tempo em que as convenções partidárias
eram definitivas e, ao encerrá-las os partidos concluíam
as escolhas sobre candidatos e coligações. Três
partidos realizaram suas convenções ontem, mas nenhum
deles saiu 100% decidido.
Quem ficou mais perto disso
foi o PSOL, que oficializou o primeiro candidato ao governo do Estado,
o funcionário público Luiz Felipe Bergmann. O PSOL também
confirmou os nomes de Luiz Piva e Walmor Venturini para o Senado.
Mas o partido deixou aberta
a vaga para vice-governador e as candidaturas para as eleições
proporcionais, pois ainda espera resposta do PCB sobre uma aliança.
No PSB e no PDT, nenhuma novidade.
O partido do prefeito de Curitiba,
Luciano Ducci (PSB) confirmou o apoio a Beto Richa (PSDB) ao governo
do Estado, com base numa autorização da executiva nacional,
mesmo com o partido apoiando Dilma Rousseff (PT) à presidência
da República.
Mas, como não há
conclusão sobre os demais candidatos da coligação,
a convenção deixou em aberto os nomes para vice, e para
o Senado. Da convenção, saiu autorização
para que a executiva estadual tome as decisões até o dia
30.
O PSB decidiu, também,
que não aceitará coligação com partidos
maiores ou do mesmo porte nas eleições proporcionais,
mas deixou em aberto a possibilidade de completar sua chapa, que tem
45 candidatos a deputado federal e 50 a estadual, com aliados de partidos
menores.
No PDT, a convenção, realizada a portas fechadas, reuniu
apenas os 31 convencionais com direito a voto. Mas, sequer os nomes
dos candidatos a deputado federal e estadual foram homologados.
“Abrimos a convenção,
decidimos delegar à Executiva Estadual todas as decisões
a respeito de coligações, chapas e candidaturas. E, na
sequência, suspendemos a convenção por tempo indeterminado”,
disse o senador Osmar Dias, o primeiro a anunciar-se como pré-candidato
ao governo, mas que, até agora, não confirmou sua candidatura.
Para decidir, o PDT do Paraná espera o resultado da Convenção
Nacional do partido, marcada para amanhã.
Primeiro candidato
Luiz Felipe Bergmann é
o primeiro candidato homologado por seu partido ao governo do Estado.
Com 1% das intenções de voto na pesquisa Vox Populi divulgada
no mês passado, Bergmann entra na campanha com o objetivo de levar
as ideias socialistas ao debate e tentar puxar a eleição
de, ao menos, um deputado estadual.
“Se dobrarmos esse índice
de 1%, com 2% já conseguiremos fazer uma cadeira na Assembleia”,
disse. Bergamann informou que terá uma reunião final com
o PCB na sexta-feira para tentar a coligação.
Bergmann disse que o partido
levará questões como a reforma agrária, violência
urbana e redução da jornada de trabalho para o debate
e confia na eleição de deputados pela necessidade de renovação
da Assembleia.
“Infelizmente e
desgraçadamente, aconteceu esse escândalo na Assembleia
e é momento de mudança. Todos os deputados, todos, os
partidos que têm representantes na Assembleia têm culpa
no cartório”, disse.
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Congresso em Foco, 11 de
junho de 2010
Paraná, o campeão de processos
no Sul
Um terço dos 33 parlamentares do estado
responde a 19 processos no Supremo. Congressistas gaúchos e catarinenses
são alvos de outras 16 investigações | Paraná
é o estado do Sul com mais processos, mas o campeão de
ações é o catarinense Nelson Goetten
Lúcio Lambranho, Edson Sardinha e Thomaz
Pires
Um terço dos 33 parlamentares
do Paraná no Congresso responde a algum tipo de processo no Supremo
Tribunal Federal (STF). Os 11 congressistas paranaenses são responsáveis
também pelo maior número de inquéritos e ações
penais entre as três bancadas da região Sul. Com 19 parlamentares
na Câmara e no Senado, Santa Catarina tem três deputados
processados (15,78%), e com 34 parlamentares no Congresso, o Rio Grande
do Sul tem quatro deputados sob investigação (11,76%)
autorizada pelos ministros do Supremo.
Veja
a lista dos parlamentares processados da região Sul
Veja
o que dizem os parlamentares em suas defesas
Os dados, que fazem parte de
levantamento exclusivo do Congresso em Foco, mostram também que
28 deputados dos três estados do sul são alvo de 35 processos,
sendo 14 ações penais e 21 inquéritos. Nenhum dos
nove senadores da região Sul é réu de ações
penais ou responde a inquéritos no STF.
Na região Sul, o DEM
é o partido com maior número de deputados processados,
todos eles do Paraná: Abelardo Lupion, Alceni Guerra, Cássio
Taniguchi, Eduardo Sciarra e Luiz Carlos Setim.
O PP tem quatro deputados na
lista de processos do STF. São os deputados Dilceu Sperafico
e Ricardo Barros, do Paraná; Angela Amin, por Santa Catarina,
e José Otávio Germano, do Rio Grande do Sul. Empatados
com dois representantes de cada partido estão o PR, PT e o PMDB.
PSC, PTB e PSDB têm um representante cada na lista.
Lei de Licitações
O tipo penal com maior incidência
entre as ações penais e inquéritos dos deputados
da região sul é o crime contra a Lei de Licitações,
sendo quatro ações penais e quatro inquéritos.
Em seguida, com sete casos registrados pelo Supremo, está o crime
de responsabilidade.
Também tramitam na mais
alta corte do país outros quatro casos de crime eleitoral, três
registros de peculato e de crimes contra ordem tributária. Há
registro de dois estelionatos e outros dois de apropriação
indébita previdenciária.
Ações penais
A bancada do sul do país
tem nove réus de ações penais. São eles:
Abelardo Lupion (DEM-PR), Alceni Guerra (DEM-PR), Cássio Taniguchi
(DEM-PR), Dilceu Sperafico (PP-PR), Fernando Giacobo (PR-PR), Luiz Carlos
Setim (DEM-PR), Fernando Marroni (PT-RS), Sérgio Moraes (PTB-RS)
e Nelson Goetten (PR-SC).
Apesar de ter o menor número
de processados, Santa Catarina tem o deputado com o maior de processos.
Entre os parlamentares do Sul, Nelson Goetten (PR-SC) é o único
réu em duas ações penais. Ele responde às
ações penais 466 e 479, ambas por crime de responsabilidade.
O deputado catarinense também
é investigado em três inquéritos, dois também
por crime de responsabilidade e um quinto processo, o Inquérito
2765, por estelionato e falsidade ideológica. O deputado não
retornou o pedido de informações sobre os processos até
o fechamento desta edição (Veja
o que dizem os parlamentares do sul sobre seus processos).
Funcionária fantasma
Além de responder a um
inquérito por corrupção passiva, o presidente da
Comissão de Constituição e Justiça, deputado
Eliseu Padilha (PMDB-RS), também é acusado em outro inquérito
por empregar uma funcionária fantasma em seu gabinete de apoio
no Rio Grande do Sul e de irregularidades em contratação
de obras no Rio Grande do Sul. Segundo o MPF, a suposta servidora “vem
percebendo remuneração anual da ordem de R$ 55.000,00
(cinqüenta e cinco mil reais), embora os áudios captados
no dia 18 de abril de 2008 indiquem que ela não sabia sequer
o endereço do escritório político do parlamentar”.
Em setembro do ano passado, o STF determinou o depoimento do deputado
e outra diligências na Câmara para saber se Maria Dolores
Fraga é de fato funcionária da Casa.
Já o deputado federal Dilceu João Sperafico (PP-PR) e
seus irmãos, sócios na empresa Sperafico Agroindustrial
Ltda, se tornaram réus na Ação Penal 464 ainda
em março de 2007. Em nota publicada pelo STF após o julgamento
do caso, o ministro-relator, Carlos Ayres Britto, afirmou que “há,
no presente inquérito, indícios suficientes de autoria
e materialidade” na acusação de apropriação
indébita contra o deputado do Paraná. Votaram contra a
abertura da ação penal os ministros Celso de Mello e Gilmar
Mendes.
Um dos inquéritos aos
quais o deputado Takayama (PSC-PR) responde, segundo informações
do STF, "teria sido praticado no seio da Assembléia Legislativa
do Estado do Paraná, através de recebimento fraudulento
de salários". As informações foram reveladas
quando o ex-deputado estadual pelo Paraná Ricardo Maia quis trazer
para o STF o processo em que também é investigado de participar
de suposta fraude que teria ocorrido em 2001. Trata-se do Inquérito
2652 pelos crimes de peculato, estelionato e crimes contra a ordem tributária
e que tramita desde 2007. O deputado também responde a outro
inquérito por peculato. Takayama e Sperafico também não
retornaram os contatos feitos pela reportagem em seus gabinetes.
Foro privilegiado
Os parlamentares brasileiros,
assim como ministros e o presidente da República, entre outras
autoridades, só podem ser julgados nas ações criminais
pelo Supremo Tribunal Federal. É o chamado foro privilegiado.
Em março de 2007, quando o Congresso em Foco fez o primeiro levantamento
das pendências judiciais da atual legislatura, nem todos os processos
contra deputados e senadores novatos que corriam nas instâncias
inferiores haviam subido para o Supremo.
A tendência de crescimento nas ações e inquéritos
envolvendo congressistas se consolidou de lá pra cá. Em
setembro do ano passado, por exemplo, levantamento deste site apontou
para a existência de 331 processos contra 151 parlamentares. Entre
arquivamentos e abertura de novas investigações, o número
de parlamentares sob suspeita e de processos cresceu mais de 10% de
lá pra cá. Quase metade
de toda a bancada do Norte acumula pendências no STF. Como
mostrou anteontem (8) este site, durante o período de tramitação
do projeto ficha limpa no Parlamento, o Supremo abriu 87 processos contra
59 congressistas.
A nova lei, assinada pelo presidente
Lula, veda a candidatura de políticos condenados em órgãos
colegiados da Justiça por uma série de crimes. Como ainda
não há condenação nos demais casos em análise
no Supremo, os parlamentares não estão sujeitos à
perda do direito de se candidatar. Foi durante as discussões
do ficha limpa que os ministros condenaram, de maneira inédita,
dois deputados em maio. Zé Gerardo (PMDB-CE) e Cássio
Taniguchi (DEM-PR) foram condenados por crime de responsabilidade. O
paranaense, no entanto, ficou livre da pena porque o STF entendeu que
o caso dele já havia prescrevido. O
cearense, no entanto, não pode recorrer da decisão. Ele
ainda corre o risco de ter o mandato cassado.
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Congresso em Foco, 11 de
junho de 2010
Os parlamentares processados da
região Sul
Veja a relação de deputados e
senadores que respondem inquérito ou ação penal
no Supremo Tribunal Federal
Lúcio Lambranho, Edson Sardinha e Thomaz
Pires
Para o senso comum e os dicionários, processo é todo procedimento
ou demanda em andamento no Judiciário. É esse o conceito
usado pelo Congresso em Foco no levantamento a seguir, feito entre 29
de setembro e 29 de maio. Para os juristas, há uma diferença
entre inquérito, fase em que o parlamentar é considerado
suspeito de ter praticado ato ilícito, e se reúnem elementos
para se propor ou não uma ação penal; e as ações
penais, às quais o congressista responde na condição
de réu, após aceita a denúncia pelo STF. O site
procurou todos os parlamentares citados e publica
os esclarecimentos daqueles que retornaram o contato.
Na lista abaixo, o Congresso em Foco faz distinção entre
ações penais e inquéritos, abertos contra senadores
e deputados:
Leia também: O
que dizem os parlamentares da região Sul
AÇÕES PENAIS
PARANÁ
Deputados
Abelardo Lupion (DEM-PR)
Ação Penal 425 Crime eleitoral
Data de autuação: 03/05/2007
Alceni Guerra (DEM-PR)
Ação Penal 436 Falsificação de documento
Data de autuação: 29/06/2007
Ação Penal 515 Crime de trânsito
Data de autuação: 16/06/2009
Ação Penal 501 Crime de responsabilidade e contra a Lei
de licitações
Data de autuação: 04/11/2008
Cássio Taniguchi
(DEM-PR)
Ação Penal 445 Crime contra a Lei de licitações
Data de autuação: 08/08/2007
Dilceu Sperafico (PP-PR)
Ação Penal 464 Apropriação indébita
Data de autuação: 02/10/2007
Fernando Giacobo (PR-PR)
Ação Penal 345 Formação de quadrilha, falsidade
ideológica e crime contra a ordem tributária (c/parecer
da PGR pela extinção da punibilidade)
Data de autuação: 22/08/2003
Ação Penal 395 Calúnia e difamação
Data de autuação: 04/08/2005
Luiz Carlos Setim (DEM-PR)
Ação Penal 527 Crime contra a Lei de licitações
Data de autuação: 23/02/2010
RIO GRANDE DO SUL
Deputados
Fernando Marroni (PT-RS)
Ação Penal 523 Crime contra a Lei de Licitações
Data de autuação: 29/06/2009
Sérgio Moraes
(PTB-RS)
Ação Penal 416 Crimes de responsabilidade
Data de autuação: 22/03/2007
Ação Penal 448 Crimes de responsabilidade
Data de autuação: 10/08/2007
SANTA CATARINA
Deputados
Nelson Goeten (PR-SC)
Ação Penal 466 Crimes de responsabilidade
Data de autuação: 15/10/2007
Ação Penal 479 Crime de responsabilidade
Data de autuação: 03/04/2008
INQUÉRITOS
PARANÁ
Deputados
Alfredo Kaefer (PSDB-PR)
Inquérito 2642 Crime eleitoral
Data de autuação: 18/10/2007
Inquérito 2589 Crime contra o sistema financeiro e formação
de quadrilha
Data de autuação: 03/08/2007
Inquérito 2833 Crime eleitoral
Data de autuação: 04/08/2009
Cássio Taniguchi
(DEM-PR)
Inquérito 2850 Crime contra Lei de Licitações
Data de autuação: 10/09/2009
Eduardo Sciarra (DEM-PR)
Inquérito 2610 Crime eleitoral, captação ilícita
de votos e corrupção eleitoral
Data de autuação: 14/09/2007
Fernando Giacobo (PR-PR)
Inquérito 2712 Crime contra a ordem tributária
Data de autuação: 05/05/2008
Odílio Balbinotti
(PMDB-PR)
Inquérito 2886 Crimes contra a Flora
Data de autuação: 27/11/2009
Ricardo Barros (PP-PR)
Inquérito 1164 Crimes contra a ordem tributária (o processo
está suspenso, mas ainda tramita no STF)
Data de autuação: 06/03/1996
Takayama (PSC-PR)
Inquérito 2652 Peculato, estelionato e crimes contra a ordem
tributária
Data de autuação: 05/11/2007
Inquérito 2771 Peculato
Data de autuação: 05/11/2008
RIO GRANDE DO SUL
Deputados
Eliseu Padilha (PMDB-RS)
Inquérito 2097 Corrupção passiva
Data de autuação: 03/03/2004
Inquérito 2741 Competência por prerrogativa de função
Data de autuação: 01/08/2008
José Otávio
Germano (PP-RS)
Inquérito 2842 Peculato e Crimes da Lei de Licitações
Data de autuação: 19/08/2009
Inquérito 2808 Competência por prerrogativa de função
Data de autuação: 07/04/2009
SANTA CATARINA
Deputados
Angela Amin (PP-SC)
Inquérito 2948 Crimes Previstos na Legislação Extravagante
Data de autuação: 16/04/2010
Inquérito 2853 Crime contra a Lei de Licitações
Data de autuação: 11/09/2009
Décio Lima (PT-SC)
Inquérito 2851 Improbidade administrativa, crime contra a Lei
de licitações e contra a administração em
geral
Data de autuação: 10/09/2009
Inquérito 2958 Apropriação indébita sonegação
de contribuição previdenciária
Data de autuação: 03/05/2010
Nelson Goetten (PR-SC)
Inquérito 2765 Estelionato, falsidade ideológica
Data de autuação: 24/10/2008
Inquérito 2898 Crime de responsabilidade
Data de autuação: 14/01/2010
Inquérito 2916 Crime de responsabilidade
Data de autuação: 26/02/2010
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Congresso em Foco, 11 de
junho de 2010
As respostas dos parlamentares
da região Sul
Abelardo Lupion (DEM-PR)
“Sobre o assunto em questão, informamos que durante
cinco mandatos seguidos tivemos um único processo no STF. Este
em questão. Trata-se de inexatidão na prestação
de contas da campanha de 1998, considerada correta pela Justiça
Eleitoral do Paraná, mas questionada pelo Ministério Público.
Daí o processo.
Em nossa defesa, antes de comprovar a exatidão de nossa prestação
de contas, temos insistido para que o processo seja julgado o mais rápido
possível, certos de nossa razão. Porém, a Justiça
é morosa, e nos causa este transtorno há alguns anos.
Importante que o seu leitor seja informado, que constitucionalmente,
o parlamentar é obrigado a ser julgado pelo Supremo Tribunal
Federal, como única e última instância, que, como
é sabido, é um tribunal lento pela grande quantidade de
ações que nele desembocam. Isto, impede que o Parlamentar
encerre um processo rapidamente, em 1ª instância, muito mais
célere.
É o que ocorre com o presente processo, onde uma simples discussão
sobre prestação de contas, da campanha de 1998, após
12 anos, ainda está pendente.
Colocando-nos à disposição, firmamos. Atenciosamente,
Abelardo Lupion”
Alceni
Guerra (DEM-PR)
O parlamentar retornou o contato feito pelo Congresso em
Foco. Em sua explicação, o inquérito nº515
é um processo legítimo. O procedimento foi instaurado
em razão de um acidente de trânsito. Segundo ele, um ciclista
transitava no meio de uma rodovia e ele acabou desviando, mas colidiu
com outro veículo. O motorista do outro carro veio a óbito.
“É um processo legítimo. Acidentes dessa natureza
acabam rendendo apurações na Justiça. Estou tranquilo
e aguardando o desfecho desse caso”. Sobre os outros procedimentos,
o parlamentar alega que tratam de sua gestão como prefeito de
Pato Branco (PR), mas que são denúncias infundadas, que
acabaram gerando procedimentos ainda em tramitação no
Supremo.
Ângela
Amin (PP-SC)
Por meio de sua assessoria, a deputada Ângela Amin
informou que não tem conhecimento formal do Inquérito
2853 (crime contra a Lei de Licitações) porque ainda não
foi notificada sobre a abertura do procedimento. Em relação
ao Inquérito 2948, a deputada diz que há manifestação
da Polícia Federal pelo arquivamento da investigação
por não ter constatado a ocorrência de crime. Ângela
diz que espera pela mesma conclusão no parecer a ser elaborado
pela Procuradoria-Geral da República, solicitado pelo Supremo.
Cassio
Taniguichi (DEM-PR)
Por meio de sua assessoria, o parlamentar informa que aguardará
a conclusão das apurações em juízo com idêntica
tranquilidade quanto esperou e acolheu a absolvição ou
o arquivamento de outros seis processos que também tramitaram
na Suprema Corte.
Eduardo
Sciarra (DEM-PR)
“Não tenho processo no Supremo Tribunal Federal.
Há um inquérito que teve a seguinte origem: o meu nome
foi apenas citado em um processo, que tramitou somente em instância
inferior, o qual tratava de denúncia anômima contra um
candidato a deputado estadual que pertenceu à mesma coligação
da qual fiz parte, na última eleição. Este processo
foi arquivado por falta de provas e pela não comprovação
dos fatos alegados. O inquérito que tramita no STF resultou do
desmembramento deste processo, em razão do foro privilegiado
e se refere à mesma denúncia já arquivada e julgada
improcedente. Ora, se a denúncia (e todo o processo) sobre a
qual se baseia este inquérito já foi julgada improcedente
e arquivada, não há razão para também ele
não ser arquivado. É importante, pois, reafirmar que existe
apenas inquérito no Supremo Tribunal Federal e conforme consta
das certidões negativas (em anexo) não tenho processos
na Justiça.
Agradeço, mais uma vez, a louvável iniciativa de ouvir-me
sobre o assunto e continuo à disposição para mais
esclarecimentos. Atenciosamente, Deputado Eduardo Sciarra”
Fernando
Giacobo (PR-PR)
O deputado retornou o contato e conversou por telefone com
a equipe de reportagem. Segundo o parlamentar, nenhum dos processos
em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) foram protocolados durante
o exercício do mandato. “Desde fevereiro de 2003, quando
assumi meu primeiro mandato na Câmara, nunca tive um processo
oriundo do exercício do mandato. Todos tratam da minha vida pregressa
como empresário, sendo que alguns deles são de gravidade
menor, como a Ação Penal nº395, que é fruto
de uma negociação trabalhista com um antigo funcionário”.
Luiz
Carlos Setim (DEM-PR)
“Cumprimentando-o, sobre a investigação
que esse Jornal realiza, informo que fui acusado pelo Ministério
Público Estadual do Paraná, na época Prefeito de
São José dos Pinhais, em razão da falta de formalidades
no procedimento licitatório. O próprio Ministério
Público, que atua junto ao Tribunal de Contas do Estado do Paraná,
concluiu que a obra foi realizada e que a aquisição dos
materiais estava de acordo com os preços da época. E reforçando
a opinião do Ministério Público, a promotora responsável
pelo ajuizamento da Ação Civil Pública concluiu
que não haveria motivo para o ajuizamento de medida desta natureza,
por não ter havido qualquer prejuízo ao erário
público. Desde já agradeço a atenção
desse Jornal, dando-me a oportunidade de relatar a verdade dos fatos.
Atenciosamente, LUIZ CARLOS SETIM Paraná – Deputado Federal”
Ricardo
Barros (PP-PR)
O deputado enviou ao site mensagem em que destaca que o inquérito
a que responde está suspenso. Veja a resposta: "O inquérito
trata de parcelamento de impostos de empresa de minha responsabidade.
O parcelamento está em dia e, por isso, o STF suspendeu o processo
até o pagamento integral, quando este será arquivado.
Sou titular de uma das mais de um milhão e cem mil empresas brasileiras
que aderiram ao Refis. A informaçao do sobrestamento já
está na atual informaçao do Congresso em Foco. Agradeço
a oportunidade, Ricardo Barros"
Alfredo
Kaefer (PSDB-PR)
“A pedido do deputado Alfredo Kaefer - e na qualidade de seu
advogado - informo que os inquéritos 2642 e 2833 se referem a
consumo de combustível durante a campanha eleitoral, já
objeto de ampla investigação que demonstrou a correção
de todos os atos praticados na campanha. Todos os documentos que expressam
essa correção se encontram nos autos, com o relator ministro
Joaquim Barbosa. O inquérito 2589 tramita em segredo de justiça
e sobre ele somente o próprio STF pode se manifestar, mas adianto
a V.S.as que quase todos os tópicos do inquérito já
foram solucionados administrativamente pelo próprio Banco Central.
att. José Alberto Dietrich Filho, OAB-PR 8585”
Fernando
Marroni (PT-RS)
“O referido inquérito trata do seguinte caso:
Durante a gestão de Fernando Marroni na prefeitura de Pelotas
(2001-2004) a administração permitiu que uma pessoa física
utilizasse parte da Pedreira Municipal (empresa pertencente ao município
de Pelotas) como passagem até uma área da extração
de pedras (para fabricação de saibro) pertencente à
União. A decisão foi baseada em parecer elaborado pela
Procuradoria do Município. O Ministério Público
Estadual, todavia, entendeu que o município não poderia
ter franqueado tal acesso para exploração de área
pública sem realização de licitação.
Quando Fernando Marroni passou a ocupar uma vaga no Congresso Nacional,
em janeiro desse ano, o Ministério Público recorreu ao
STF para obter a permissão de mover tal ação judicial
contra o, agora, deputado federal Fernando Marroni. O pedido do MP ainda
tramita em fase inicial no STF podendo, inclusive, ser rejeitado pelo
ministro relator que ainda não se manifestou sobre o tema.
Att. Álvaro Guimarães
Assessoria de Imprensa”
Os demais parlamentares não
retornaram até o momento o contato feito pela reportagem.
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FOLHA DE DÃO PAULO,
11 de junho de 2010 | Poder
PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES 2010
Marina prega fim do voto plebiscitário
Na convenção nacional do
PV, senadora pede oração para se tornar "a primeira
mulher negra" a ser presidente | Empresário Guilherme Leal,
candidato a vice, afirma que a política no país hoje se
resume a lotear espaços de poder
BERNARDO MELLO FRANCO
ENVIADO ESPECIAL A BRASÍLIA
JOHANNA NUBLAT
MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA
A pré-candidata do PV
ao Planalto, Marina Silva, 52, disse que vai furar a polarização
entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) e chegar ao segundo
turno. A afirmação marcou o lançamento de sua campanha,
em Brasília.
"Não vamos aceitar o veredicto do plebiscito. Ele vai ser
revogado pelo povo", disse.
Marina flertou com a base lulista: abriu o discurso com a saudação
petista "companheiros e companheiras" e elogiou Lula, de quem
foi ministra do Meio Ambiente por cinco anos e meio.
"Agradeço por ter feito parte deste governo. Não
posso dizer que não estou aqui sem uma dorzinha no coração.
É claro que estou."
Após elogiar amigos do PT do Acre, ela deixou claro que sonha
em disputar a reta final da eleição contra Serra, com
apoio do antigo partido.
"Peço a Deus que eles continuem vitoriosos. Estamos separados
momentaneamente, mas vamos nos encontrar no segundo turno, se Deus quiser",
disse.
Marina pediu aos militantes que não sejam "ansiosos"
e disse acreditar que subirá nas pesquisas -ela está com
12%, segundo o Datafolha.
Em tom emocional, lembrou a infância pobre e se apresentou "menininha
analfabeta do seringal". No fim, pediu aos militantes que rezem
ou torçam para que se torne "a primeira mulher negra, de
origem pobre", a assumir a Presidência.
Os discursos mais duros ficaram para os aliados.
O vice Guilherme Leal afirmou que a política "que hoje prevalece
no país" se resume a "lotear e distribuir espaços
de poder": "Os escândalos de corrupção
permeiam a maioria dos espaços na política".
O pré-candidato do PV ao governo do Rio, Fernando Gabeira, fez
o ataque mais contundente ao governo.
"Há anos, lutávamos para colocar nosso grupo [no
Planalto]. E conseguimos. Mas nossos sonhos foram frustrados",
afirmou ele, que também é apoiado por Serra.
"Vamos de novo colocar outro grupo. Vamos ver se agora a situação
melhora."
GASTOS
O PV anunciou que pretende gastar até R$ 90 milhões na
campanha. O valor é mais de duas vezes a previsão inicial,
de R$ 40 milhões. "Esse será o limite, o melhor esforço",
disse Leal à Folha.
Segundo os verdes, a convenção custou R$ 700 mil. A festa
atraiu cerca de mil pessoas. O plano de encher o palanque de artistas,
porém, não se concretizou. Nem Gilberto Gil e Adriana
Calcanhoto, que brilharam na pré-convenção de maio,
apareceram.
O teólogo Leonardo Boff exaltou o simbolismo da senadora: "Marina
nos traz a utopia necessária".
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GAZETA DO POVO, 11 de junho
de 2010 | Política
Planos futuros
Lula descarta sair da política
após o fim do mandato
Aracaju - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem,
em Aracaju, Sergipe, que já “está ficando com saudades’’
do cargo e que, ao deixar a Presidência, vai continuar “fazendo
política”. Ele, porém, descartou a possibilidade
de pleitear cargos em organismos internacionais, como o de secretário-geral
da Organização das Nações Unidas (ONU) ou
presidente do Banco Mundial, para os quais especula-se que Lula estaria
cotado. Ele ainda ironizou que, ao deixar de ser presidente, em janeiro
de 2011, vai poder tomar “uma cervejinha” sem ninguém
para lhe “encher o saco’’.
“Estou ficando com saudades.
Pensando em que vou fazer quando terminar [o mandato]. Vou tomar um
banho de praia. Tomar uma cervejinha sem ninguém me encher o
saco e dizer que o presidente está bebendo, sem nenhuma preocupação
com a roupa que eu vou estar, sem preocupação se o jornalista
vai fotografar ou não’’, disse Lula,durante discurso
na inauguração de um conjunto habitacional na capital
de Sergipe.
Lula também afirmou que
continuará fazendo política. “Não vou parar.
A política está no meu sangue. Vou continuar viajando
e tentando ajudar a melhorar este país.’’ Pela manhã,
em entrevista à rádio FM Sergipe, o presidente negou que
tenha pretensão de ser secretário-geral da ONU ou dirigente
do Banco Mundial. “Não tem projeto internacional. Isso
é tudo fantasia. As pessoas ficam viajando na maionese e propondo
coisas.’’
Em sua passagem por Sergipe,
Lula desafiou ainda adversários e a imprensa a comparar os feitos
do seu governo com os anteriores. “Podem escolher o que vocês
quiserem: investimento em educação, quilômetro asfaltado,
megawatt instalado, podem comparar os oito anos do nosso governo
com 20 anos dos outros governos”, provocou o presidente. Posteriormente,
Lula reconheceu que os presidentes anteriores não puderam fazer
mais porque o país estava endividado.
Lula disse que em todos
os estados e municípios, sejam da oposição ou não,
o governo fez investimentos e atendeu a todos da mesma forma. “Vá
a São Paulo e pergunte ao Kassab [prefeito Gilberto Kassab],
que é do DEM, ou ao Serra [José Serra,ex-governador de
São Paulo, do PSDB], que é o nosso adversário [na
disputa presidencial]”, provocou Lula.
|
FOLHA
DE SÃO PAULO, 11 de junho de 2010 | Poder
Lula sinaliza veto a reajuste a aposentado
Decisão do Congresso sobre aumento de 7,72%
foi "irresponsável" e compromete sucessor, afirma presidente
| Petista diz que fará "o que tem que ser feito'; prazo para
decidir sobre veto à medida termina na próxima terça-feira
BRENO COSTA
ENVIADO ESPECIAL A ARACAJU
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
deu ontem a mais clara demonstração até o momento
de que deve vetar o reajuste de 7,72% a aposentados, conforme texto
aprovado no Senado em maio.
Apesar de afirmar que ainda não se decidiu sobre a concessão
do aumento e que "magistrado não se pronuncia fora dos autos
do processo", Lula disse não "brincar em serviço",
chamou a decisão do Congresso de "irresponsável"
e afirmou que não comprometerá seu sucessor.
"Não vou deixar um esqueleto para quem vier depois de mim",
disse o presidente, em entrevista a uma rádio de Aracaju (SE).
Lula afirmou que tomará uma decisão até, no máximo,
a próxima terça-feira, prazo legal para um eventual veto.
"Vou fazer aquilo que eu acho que deve ser feito. Se tiver que
dizer não, vou dizer não. E vou à televisão
explicar por que vou dizer não, e vou dizer por que foi irresponsável
alguém votar uma coisa comprometendo o próximo governo."
Lula deu as declarações após afirmar, na mesma
entrevista, que o Congresso "contribuiu muito" para seu governo,
mas que, "quando há exagero", ele veta.
Sem se referir diretamente ao reajuste, Lula afirmou que, em ano eleitoral,
"deputados e senadores ficam muito mais sensíveis a pressões
de prefeitos, de sindicatos, da sociedade".
Em seguida, o presidente refutou a tese de que a aprovação
de benefícios resulte em dividendos eleitorais.
A equipe econômica do governo trabalhava com a conta de que o
reajuste não poderia passar de 6,14%, conforme medida provisória
encaminhada pelo próprio Executivo ao Congresso.
O índice, contudo, foi alterado e acabou sendo aprovado no Senado,
sem, portanto, ter de voltar à Câmara. Caso retornasse,
a MP poderia caducar e, com isso, o governo não precisaria passar
pelo constrangimento de vetar o reajuste nas aposentadorias e pensões
em ano eleitoral.
IMPRENSA
Durante discurso para cerca de 400 moradores de um conjunto habitacional
em Aracaju, Lula voltou a criticar a cobertura da imprensa em relação
a seu governo e disse que o Brasil "não é o chamado
país do formador de opinião pública".
Diante da plateia, ele defendeu números e realizações
do governo federal.
"É este país que não aparece na imprensa.
É este país que não aparece na televisão,
é este país que muita gente tenta esconder. E aí
quando faz pesquisa, que o Lula tem 86% [de aprovação],
é este país que está dando essa popularidade ao
nosso governo", disse.
Para Lula, "o povo não quer mais intermediário".
|
Agência Diap, 11 de
junho de 2010
FGTS: uso para reforma de moradia
de pessoas com necessidade especial
Usar os recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)
para que o trabalhador promova a adequação de sua residência
em face da existência de necessidade especial própria ou
de seus dependentes é o objetivo do PLS
174/10.
O projeto, do senador Jayme
Campos (DEM/MT) foi apresentado, nesta quarta-feira (9), e acrescenta
o inciso XVIII ao artigo 20 da Lei 8.036/90, para permitir a liberação
do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço do trabalhador que necessite
executar projeto de acessibilidade em imóvel próprio.
Em princípio, a matéria
será apreciada pelas comissões de Assuntos Sociais (CAS)
e de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH),
nesta última a matéria será analisada em decisão
terminativa.
Crimes
praticados contra jornalistas
Crimes praticados contra jornalistas em razão de sua profissão
serão julgados por juízes federais. Esse é o conteúdo
da PEC
15/10, do senador Roberto Cavalcanti (PRB/PB), também apresentada,
nesta quarta-feira (9), no Senado Federal.
De acordo o texto apresentado,
"a presente proposta de emenda à Constituição
tem como objetivo precípuo valorizar o trabalho realizado pelos
jornalistas brasileiros".
A matéria será
analisada, primeiramente, na Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ). A seguir, será votada em dois turnos
no Plenário. Se aprovada, depois vai a exame na Câmara
dos Deputados.
O senador Cavalcanti também
apresentou na última terça-feira (8) o PLS
167/10, que altera o Código de Processo Penal, para assegurar
prioridade no julgamento de crimes de homicídio praticados contra
jornalistas em razão de sua profissão.
Pelo texto, "a proposta
consiste, pois, em alterar a redação do inciso I do art.
429 do Código de Processo Penal, que estabelece critérios
de preferência na organização da pauta de julgamentos
do Tribunal do Júri, para incluir os homicídios praticados
contra jornalistas em razão de sua profissão".
A matéria foi despachada
para a CCJ, que tem decisão terminativa e aguarda o recebimento
de emendas - o prazo termina na próxima quarta-feira (16). A
comissão ainda não designou o relator.
|
FOLHA DE SÃO PAULO,
11 de junho de 2010 | Mercado
Partidas da Copa mudam a rotina das empresas
Horas perdidas com jogos serão compensadas
GIULIANA VALLONE
DE SÃO PAULO
Copa não é feriado.
Ainda assim, os jogos do Brasil vão mudar a rotina das empresas
e serviços no país. Muitas companhias se organizaram para
que os funcionários possam assistir às partidas, sem prejuízo
à atividade.
"Não há fundamento legal para que o empregado exija
o feriado, mas é o costume. É como o Carnaval. Temos que
levar em conta que o futebol faz parte da cultura do país",
diz Nelson Manrich, sócio do escritório de advocacia Felsberg
e Associados e presidente da Academia Nacional do Direito do Trabalho.
Pensando nisso, a fabricante de revestimentos Solarium decidir fazer
votação entre os funcionários, para decidir o que
seria feito nos horários de jogos. As unidades de São
Paulo, Recife e Rio optaram por assistir às partidas no local
de trabalho.
"Compramos uma TV de tela fina para os jogos e faremos um lanche,
com cachorro-quente e pipoca, para os funcionários", diz
Crstiano Gomes, diretor de vendas da empresa.
As horas de trabalho perdidas com a Copa serão compensadas posteriormente.
O dono do escritório de advocacia Inoue Advogados, Alex Inoue,
terá outra estratégia. "Vamos tentar adequar o funcionamento
ao do Tribunal de Justiça, que vai operar com horário
reduzido nos dias de jogos."
Assim, no dia em que o jogo for à tarde, os funcionários
serão dispensados mais cedo. Na partida de manhã, eles
poderão chegar mais tarde ao escritório.
O comércio, de acordo com o Sindilojas-SP, vai manter o funcionamento
nos dias de jogos, mas com número menor de funcionários.
Os bancos ficarão fechados durante as partidas.
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FOLHA DE LONDRINA, 11 de
junho de 2010 | Economia
Paraná bate recorde em acidentes
de trabalho
Em dois anos número de casos teve aumento
de 52%; fruto da retomada da economia e da redução da
fiscalização das condições de trabalho
Curitiba - O número de acidentes de trabalho no Paraná
teve um aumento de 52% entre 2006 e 2008 e passou de 37.574 para 57.057.
Um dos motivos da elevação do número de acidentes
é uma mudança no sistema de apuração dos
dados que começou a levar em conta outros acidentes além
dos notificados pelas empresas. Paralelamente a isso, o número
de acidentes tem crescido, fruto da retomada da economia e da redução
da fiscalização das condições de trabalho.
Os números estão
sendo apresentados na 13 Feira de Saúde, Segurança do
Trabalho e Emergência, que se encerra hoje em Curitiba. De acordo
com Alexandre Gusmão, editor do Anuário Brasileiro de
Proteção e coordenador do evento, economia em crescimento
eleva a probabilidade de acidentes, pois entra no mercado de trabalho
uma quantidade maior de profissionais despreparados e sem conhecimento
sobre os riscos ocupacionais. No Paraná, os acidentes vêm
crescendo desde 2001, quando foram registrados 23.231 acidentes.
Na indústria de transformação
do Estado 130.997 trabalhadores foram vítimas de acidentes de
trabalho entre 2000 e 2008, segundo informações da Previdência
Social. O setor é o maior causador de acidentes, mas é
também o que mais emprega. Em 2008, atuavam na área 576.695
funcionários, ano no qual foram registrados 23.876 acidentes
de trabalho. Entre 1990 e 2008 morreram em acidentes de trabalho no
Paraná 5.229 trabalhadores e ocorreram 647.355 acidentes de trabalho.
Apesar dos acidentes típicos
de trabalho serem lesões com corte, quedas e mutilações,
atualmente, tem sido muito mais comuns as doenças como LER/DORT,
o estresse, a depressão e o câncer ocupacional.
Para facilitar a identificação
das doenças relacionadas ao trabalho, a Previdência Social
criou um estudo epidemiológico que associa profissão com
doença. É um banco de dados que mostra que algumas doenças
estão ligadas a algumas profissões. Com isso, as empresas
vão ter que provar e documentar que fazem a prevenção,
disse Gusmão. Hoje, de 1,5% a 6% aplicados sobre a folha de pagamento
vão para o seguro de acidente de trabalho. Quando mais risco
a empresa apresenta, mais elevado é o percentual.
Produtos expostos
Os novos produtos que estão
no mercado para segurança e prevenção são
mais confortáveis, leves e com design mais avançado. Gusmão
lembra que os equipamentos de proteção individual (EPI)
antes eram incômodos, pesados e desconfortáveis.
Hoje, já existem protetores
auriculares de silicone, óculos de proteção mais
leves e com design diferenciado e palmilhas antibacterianas para calçados
de trabalho. Em locais com mais de mil funcionários, a legislação
também exige que tenham desfibriladores, utilizados para restabelecer
os batimentos cardíacos. O equipamento está à venda
na feira.
A feira ainda apresenta instrumentos
para medir ruídos ou gases. Estes últimos podem evitar
mortes em locais confinados com possibilidade de falta de oxigênio
como bueiros de rua, no setor de mineração e em silos.
O evento é voltado para
médicos, técnicos e engenheiros de segurança no
trabalho, além de pessoas que trabalham com situações
de emergência. Uma das simulações realizadas ontem
à tarde foi o transbordo de material inflamável depois
de ter colidido com um carro.
A feira conta com 60 expositores
de produtos, serviços e tecnologias, sendo 20 do Paraná.
A previsão é receber um total de 10 mil visitantes.
Andréa Bertoldi
Equipe da Folha
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
11/06/2010
Empresa é condenada em R$ 200 mil
por comprar informações sobre antecedentes de trabalhadores
A Quinta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho condenou em R$ 200 mil, por dano moral coletivo, a Higi
Serv Limpeza e Conservação Ltda, pela compra de banco
de dados da empresa Innvestig, com informações sobre antecedente
de crimes, reclamações trabalhistas e crédito de
empregados e candidatos a emprego.
Com a decisão, a Quinta
Turma acatou recurso do Ministério Público do Trabalho
no processo de ação civil pública e, com isso,
reverteu decisão anterior do Tribunal Regional do Trabalho da
9ª Região (PR). O TRT havia liberado a Higi Serv da indenização
por danos morais imposta pelo juiz de primeiro grau, sob o argumento
de que o banco de dados com as informações dos trabalhadores
não teria, comprovadamente, influenciado em contratações
ou demissões de empregados.
Assim, não existiria
prejuízo efetivo que pudesse gerar o dano moral a que a Higi
Serv foi condenada. Inconformado, o Ministério Público
recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho. O ministro Emanoel Pereira,
relator do processo na Quinta Turma, entendeu que “o simples fato
de a reclamada violar a intimidade do empregado, por si só”,
já contrariaria o artigo 5º, X, da Constituição
Federal que garante a intimidade e a vida privada das pessoas. “Tem-se
que não existe necessidade de aferição dos prejuízos
ou mesmo de sua comprovação para fins de configurar o
dano moral. Esse decorre na mera invasão de privacidade, na qualidade
de empregadoras do autor, ao investigar a vida íntima do trabalhador
sem a sua autorização”, ressaltou o ministro, ao
dar provimento ao recurso do Ministério Público e restabelecer
a condenação a indenização de R$ 200 mil
destinada ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
(RR-9891800-65.2004.5.09.0014)
|
11/06/2010
Recepção de voz humana através
de fone de ouvido não é insalubre
Para a Brasil Telecom S.A.,
a atividade de telefonista não é insalubre. Com esse ponto
de vista, a empresa recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho para reformar
a decisão que mandava pagar adicional de insalubridade a um assistente
administrativo que fazia atendimento de chamadas telefônicas,
utilizando fones de ouvido, durante toda a jornada. O recurso de revista
foi acolhido pela Primeira Turma, que restabeleceu sentença negando
o direito do trabalhador ao recebimento do valor do adicional, porque
a recepção de fala, através de fones telefônicos,
não está incluída nos sinais previstos em norma
do Ministério do Trabalho (MTE).
Em decisão anterior,
o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS) condenou
a Brasil Telecom ao pagamento do adicional de insalubridade em grau
médio, por todo o tempo de contrato de trabalho, contrariando
o entendimento da Vara do Trabalho, que indeferira o pedido do empregado.
Para o TRT, a atividade exercida pelo autor da reclamação
é similar à prevista na Norma Regulamentar nº 15,
Anexo 13, do MTE, pois as tarefas executadas expunham o trabalhador
a riscos auditivos decorrentes da distância da fonte de ruído,
número de vibrações acústicas, descargas
elétricas e aumento de pressão sonora oriunda de obstáculos.
A empresa ajuizou recurso de
revista ao TST, alegando que não se pode considerar insalubre
a recepção de voz humana, nem a atividade de telefonista,
por falta de previsão no quadro das atividades e operações
insalubres do MTE. A sustentação está de acordo
com a Orientação Jurisprudencial nº 4 da Seção
I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1), pois, segundo
o relator do recurso, ministro Vieira de Mello Filho, o adicional de
insalubridade é devido somente se constar na classificação
da relação oficial elaborada pelo MTE, que prevê
o direito ao pagamento do adicional em grau médio para as atividades
de telegrafia e radiotelegrafia, manipulação em aparelhos
do tipo Morse e recepção de sinais em fones.
Na análise das tarefas
desenvolvidas pelo empregado da Brasil Telecom, o relator verificou
que elas não se enquadram nas descritas no Anexo 13 da NR-15.
Além disso, salienta o ministro Vieira de Mello, o TST entende
que “a recepção de fala através de fones
de aparelhos telefônicos da atividade de telefonia, via de regra,
não se inclui nos sinais em fone de que trata o citado dispositivo
regulamentador”. Para demonstrar esse posicionamento, o relator
citou vários precedentes de outros ministros. Com esses fundamentos,
a Primeira Turma deu provimento ao recurso de revista da Brasil Telecom,
restabelecendo a sentença. (RR - 88700-22.2003.5.04.0741)
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FETRACONSPAR, 11 de junho
de 2010 | Eventos
Copa no Brasil/ 2014
RAMTHUN participa de reunião da
ICM em São Caetano do Sul/ SP
O Presidente da FETRACONSPAR,
do DEPACOM, Secretário Regional da CNTI no Paraná –
GERALDO RAMTHUN, está em São Caetano
do Sul/ SP, na sede do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores nas
Indústrias da Construção e do Mobiliário
– Sindicato SOLIDARIEDADE, onde participa de reunião promovida
pela Internacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e da Madeira ( ICM ), para debater dentre outros assuntos o impacto
na categoria da Construção e do Mobiliário com
a realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014, conforme
experiência na África do Sul.
A
África do Sul foi o primeiro pais a realizar esta campanha
articulada com a Copa do Mundo de 2010, durante a realização
da campanha os sindicatos conseguiram se articular com vários
setores, inclusive com a FIFA, o resultado da campanha segundo a avaliação
dos sindicatos Sul Africanos, foi muito boa, os sindicatos conseguiram
ao final da campanha 44 mil ingressos para que os trabalhadores possam
assistir as partidas da COPA 2010.
Logo após a copa
da áfrica começa a se organizada a campanha no Brasil
2014, como será nossa organização, a intenção
da ICM é envolver todos os sindicatos nesta campanha pelo trabalho
digno.
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