 |
O ESTADO DO PARANÁ,
16 de junho de 2010 | Economia
Construção civil criou 193,3
mil vagas em 4 meses
O nível de emprego na construção civil brasileira
cresceu 7,87% no acumulado do ano até abril, com a contratação
de 193.386 trabalhadores formais. Os dados foram divulgados hoje pelo
Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado
de São Paulo (SindusCon-SP) e pela Fundação Getúlio
Vargas (FGV). No mês de abril, o nível de emprego aumentou
1,76% em relação a março. O montante equivale à
contratação de 45.869 trabalhadores com carteira assinada.
Com isso, o setor registra novo recorde, de 2,650 milhões de
trabalhadores com carteira assinada empregados na construção
brasileira. Este é o mais alto patamar da série histórica.
Nos 12 meses encerrados em abril, o nível de emprego no setor
aumentou 15,29%, o que corresponde a mais 351.480 trabalhadores empregados.
"Os números estão confirmando a expectativa do SindusCon-SP,
de um crescimento recorde, de 9%, do produto da construção
brasileira em 2010", comentou o presidente da entidade, Sergio
Watanabe.
No Estado de São
Paulo, o nível de emprego na construção civil cresceu
1,32% em abril, com o acréscimo de 9.494 vagas. Com isso, o número
de trabalhadores passou a 730.664, outro recorde na série histórica.
No ano, a alta foi de 6,99% e, nos 12 meses encerrados em abril, o aumento
chegou a 12,74%.
|
Folha de S.Paulo, 16 de
junho de 2010
"Minha Casa" dobra valor
de terrenos em periferias
Construções ganham impulso com
programa e alta da renda e do crédito | Para se adequarem aos
valores do Minha Casa, construtoras procuram áreas afastadas
e de grandes proporções
PEDRO SOARES
DO RIO
Programa federal de habitação
popular, o Minha Casa, Minha Vida acirrou a disputa de construtoras
por terrenos em periferias e fez até dobrar os preços
em áreas no entorno de cidades como São Paulo, Rio de
Janeiro, Salvador, Brasília e Fortaleza.
Segundo Daniel Ruman, presidente da construtora Bairro Novo (braço
popular da Odebrecht), há três anos a empreiteira comprava
terrenos nessas regiões a R$ 10 o metro quadrado. Hoje, não
saem por menos de R$ 20.
"Não havia concorrência nem interesse por esses terrenos.
Agora, existe", afirma.
Outras regiões se valorizaram ainda mais, diz, mas elas nem sequer
são olhadas pela Bairro Novo. É o caso de São Paulo,
onde Ruman diz ser impossível comprar terrenos por menos de R$
20 o m2.
"Nosso modelo de negócio só é rentável
até esse limite."
A Bairro Novo é a maior empreendedora do Minha Casa, Minha Vida,
programa que concede subsídios para compra de imóvel à
baixa renda (até seis salários mínimos) e condições
facilitadas de financiamento pela Caixa Econômica Federal.
A construtora só incorpora terrenos com ao menos 200 mil metros
quadrados para a construção de 2.500 unidades, em média.
"Por isso temos de ir para regiões mais afastadas. Mesmo
nas periferias do Rio e de São Paulo, não achamos nada
desse tamanho nem pelo preço que queremos."
Segundo Rogério Chor, presidente da Ademi (Associação
dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário), os terrenos
no subúrbio carioca já valorizaram 20% desde 2006, quando
começou a retomada das construções na região.
Em São Paulo, o preço dos imóveis prontos subiu,
em média, 27% em dois anos.
RENDA
As construções nas periferias e nas cidades do entorno
das capitais, diz Chor, tiveram um primeiro impulso com a alta da renda
-que fez renascer uma classe média baixa emergente- e a ampliação
do crédito imobiliário dos bancos privados.
A tendência, porém, ganhou ainda mais fôlego com
o Minha Casa, Minha Vida.
A julgar pelo avanço de 51% na concessão de crédito
à habitação em abril, ainda há muito espaço
para a expansão de lançamentos imobiliários e a
consequente valorização dos terrenos.
Para Marco Adnet, diretor da Rossi, há "uma clara valorização"
de áreas nos subúrbios, movimento que ganhou força
com o programa federal de habitação.
PADRONIZAÇÃO
Segundo Alexandre Calazans, da Living (braço popular da Cyrela),
os empreendimentos do programa só são viáveis com
construções de edifícios padronizados (o que permite
custo menor) e em grandes terrenos.
"O retorno nessas construções é menor, por
isso é preciso ter volume", diz Chor.
Para Romário Fonseca, gerente da corretora Lopes, o programa
federal atrai moradores de áreas invadidas e com posse irregular
da terra.
"Começam a surgir grandes empreendimentos às margens
de favelas. Com o subsídio do programa, elas podem sonhar em
sair das comunidades."
|
O ESTADO DO PARANÁ,
16 de junho de 2010 | Política
Financiamento a imóveis usados
infla resultado do PAC
Uma parcela de 12% do valor total dos projetos do Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC) tidos como "executados" pelo governo
não tem impacto sobre o crescimento da economia. Essa parcela
trata de financiamentos para a compra de imóveis usados e inflou
os resultados do PAC, ao fim de três anos, em pouco mais de R$
47 bilhões.
A crítica, feita na forma
de "alerta", aparece no relatório de contas do governo
aprovado por unanimidade pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
O relatório informa que, nesse tipo de operação
de empréstimo, "não há impacto" nas contas
que medem o crescimento da economia. Os financiamentos à compra
de imóveis usados representariam "tão somente a mudança
do proprietário do bem", afirma o texto aprovado pelo TCU
na semana passada. O relatório completo está disponível
na internet.
A reportagem ouviu o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a quem cabe calcular
as taxas oficiais de crescimento. O coordenador de contas nacionais,
Roberto Olinto, confirma a avaliação do TCU: "Não
há impacto nenhum no crescimento." Segundo Olinto, a construção
de imóveis tem impacto no crescimento, mas não a venda
de imóveis já usados. "Poderiam até alegar
efeitos indiretos, quando o vendedor do imóvel usado gasta todo
o dinheiro na compra de outros bens produzidos, mas esses desdobramentos
são muito difíceis de medir", observou.
Ambiente econômico
A secretária de
Habitação do Ministério das Cidades, Inês
Magalhães, argumentou que os financiamentos a imóveis
usados entraram na contabilidade porque são importantes para
melhorar o ambiente econômico. "O imóvel usado não
agrega, tudo bem. Mas o importante é a economia como um todo,
e os financiamentos fazem a economia girar", alegou. As informações
são do jornal O Estado de S. Paulo.
|
Monitor Mercantil, 16 de junho
de 2010
Auditoria Cidadã da Dívida:
Brasil cresce, mas sem distribuir o 'bolo', a renda
Segundo o economista Rodrigo Ávila, da Auditoria Cidadã
da Dívida, "quanto mais o PIB cresce, mais os rentistas
são beneficiados". Isso porque, segundo ele, se o PIB cresceu
9%, no primeiro trimestre, a renda média do trabalho subiu apenas
2,3%:
"A diferença foi
apropriada por outras classes sociais", disse, acrescentando que,
em comparação a março de 2002 (primeiro ano da
série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE),
a renda média do trabalho está praticamente estagnada,
subindo só 5,7% estes oito anos.
"Nunca é demais
lembrar que aumentos nos juros contribuem para transferir mais dinheiro
dos trabalhadores para os rentistas. O crescimento do PIB e da arrecadação
tributária também tem sido utilizado pela equipe econômica
para justificar um aumento do superávit primário e o estabelecimento
de um limite para as despesas correntes primárias. Ou seja, gastos
sociais", disse.
Segundo Ávila, os cortes
de R$ 7,5 bilhões previstos para o Orçamento federal retiraram
R$ 1,28 bilhão da Educação (que já acumula
perdas de R$ 2,34 bilhões no ano), R$ 1,24 bilhão no Ministério
do Planejamento, R$ 906 milhões nos Transportes, e R$ 757 milhões
na Fazenda.
"Tais cortes são
justificados pelo governo sob o argumento de que é necessário
conter o consumo para combater a inflação, o que poderia
permitir ao BC reduzir o ritmo de alta nos juros. Porém, a última
alta da Selic provocou aumento de R$ 15 bilhões nos gastos anuais
com juros da dívida ao elevar em 0,75 ponto a Selic".
E segue: "E tudo indica
que ela subirá mais nas próximas reuniões. Ou seja,
as áreas sociais fundamentais têm de perder R$ 7,5 bilhões
para impedir a inflação, mas os rentistas podem receber
R$ 380 bilhões de juros e amortizações da dívida
(como em 2009) para gastarem à vontade, sem problema algum".
|
Agência Brasil, 16
de junho de 2010
FAO prevê que o Brasil será
o maior produtor agrícola do mundo
O Brasil terá a maior produção agrícola
do mundo na próxima década. É o que prevê
o relatório anual Perspectivas Agrícolas 2010- 2019, publicado
nessa segunda-feira pela Organização das Nações
Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) e pela Organização
para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
De acordo com a publicação,
a produção agrícola brasileira aumentará
40% de 2010 a 2019 – crescimento superior ao da Rússia,
Ucrânia, China e Índia, que devem registrar percentual
médio superior a 20% no mesmo período.
O informe aponta os setores
de etanol e oleaginosas como alguns dos destaques da agricultura brasileira.
A produção de álcool combustível deve crescer
7,5% ao ano até 2019, segundo a agência de notícias
da BBC. No setor das oleaginosas, o Brasil deve se tornar o maior exportador
mundial em 2018, superando os Estados Unidos. A tendência é
de que a produção brasileira passe dos atuais 26% da produção
mundial este ano para 35% em 2019.
Para a FAO e a OCDE, o ritmo
do crescimento agrícola será mais lento na próxima
década em relação aos últimos dez anos,
mas atingirá a meta de 70% de aumento estimada para atender a
demanda mundial por alimentos prevista para 2050.
|
Agência Sindical,
16 de junho de 2010
Como "recolher do silêncio
a história do sindicalismo brasileiro"
Iniciamos em maio deste ano os primeiros passos
para a concretização de nossos projetos de recuperação
do arquivo do Centro de Memória Sindical e criação
de um espaço de pesquisa, produção e experimentação
cultural.
Por Milton Baptista de Souza (Cavalo)*,
na Agência Sindical
Alocado desde 1980 na sede do Sindicato dos Têxteis de São
Paulo, no número 80 da Rua Oiapoque, bairro do Brás, o
arquivo encontra-se em situação de abandono.
Valorizamos o acolhimento que
os Têxteis deram aos documentos. Sem este espaço talvez
tudo já tivesse se perdido. Chegou a hora, entretanto, de liberarmos
o salão que nos foi dado no 4ª andar daquele prédio
para nos estabelecer no 3º andar da sede do Sindicato Nacional
dos Aposentados, área gentilmente fornecida pela sua diretoria,
e sobretudo pelo presidente João Inocentini.
Hoje grande parte da documentação
não está devidamente armazenada impedindo sua utilização.
Retomando o contato com aquele arquivo notamos que se trata de um patrimônio
de grande valor histórico. Há pastas com material do Sindicato
dos Engenheiros, outras com material do Sindicato dos Eletricitários
de São Paulo, há muito material referente ao Sindicato
dos Metalúrgicos de São Paulo, enfim há muitas
instituições representadas.
Além disso, há
cartazes de campanhas sindicais e diversas fotos de importantes momentos
da nossa história. Há também uma rica coleção
de depoimentos, gravados e transcritos no início da década
de 1980, concedidos pelos militantes sindicais antes da fundação
da Força Sindical.
A equipe designada para conceber
o projeto e executar o resgate do arquivo chegou a encontrar periódicos
da década de 1940 e um exemplar único do cartaz feito
pelo Centro de Memória, em 1981, que trás os dizeres:
“ajude a recolher do silêncio a história do sindicalismo
brasileiro”.
Segundo a Fátima, pessoa
que tem zelado pelo Centro em todos estes anos, isso é só
o começo, pois vamos nos surpreender com as preciosidades que
aquele arquivo guarda. Qualquer pesquisador que explorar o arquivo do
CMS achará peças de uma historia que ainda não
foi plenamente contada.
A ideia agora é retomar
aqueles dizeres de 1981 e dar forma e voz à nossa história
e eternizar nossas lutas pelos trabalhadores!
Em nossos debates sobre este
projeto ultrapassamos a fronteira do resgate e preservação
históricos. Chegamos à conclusão que o debate acerca
do Centro de Memória está dentro de um esforço
de construção cultural.
Nesta transição
propomos um enriquecimento das atividades vinculadas ao Centro de Memória
Sindical, estendendo nossas ações a tudo o que tange o
universo de interesse dos trabalhadores: a história, as artes,
a comunicação.
Não pretendemos ser um
centro de recreação e lazer, mas sim um lugar de difusão
cultural, de estudos, de debates, um centro de referência intelectual
e cultural para os trabalhadores e para a Força Sindical. Se
não nos preocuparmos agora em resguardar nossa história,
ela ficará à mercê de interpretações
secundárias e, muitas vezes, tendenciosas. O espaço, nós
já temos, as ideias também, urge “reformar a casa
e fazer a mudança”!
* Milton Baptista de Souza (Cavalo)
é secretário de Cultura e Memória Sindical da Força
Sindical, presidente do CMS e diretor do Sindicato dos Metalúrgicos
de Osasco
|
BEM PARANÁ, 16 de junho de 2010 |
Economia
Copa
Até as grandes empresas param
Os jogos da seleção na Copa do Mundo estão mexendo
até mesmo com a rotina de pesos pesados da economia brasileira,
como Petrobras, Vale e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES). Ontem, na estatal do setor de petróleo, os
funcionários da área administrativa foram liberados
às 13h45 para assistir à estreia da seleção.
Durante os jogos do time de Dunga realizados pela manhã, a
Petrobras vai disponibilizar televisores para os funcionários.
Na Vale, os funcionários saíram dos escritórios
entre 14 horas e 14h30. Assim como na Petrobras, os gerentes de cada
uma das áreas operacionais estabeleceram esquemas para não
prejudicar o andamento das atividades.
Já os 2.400 funcionários do BNDES tiveram de cumprir
carga horária mínima de quatro horas, até as
14h. Nas partidas disputadas pela manha, o banco iniciará o
expediente às 14 horas. No Instituto Brasileiro de Estatística
e Geografia (IBGE), não houve esquema especial e o expediente
se estendeu das 7 às 19 horas.
|
Blog Renato Rovai, 16 de
junho de 2010
Dilma abre vantagem sobre Serra
em Minas Gerais, diz Sensus
Pesquei essa nota no blog do Nilmário
Miranda. Pelo jeito a candidatura de Dilma começa a pegar no
eleitorado mineiro antes mesmo de o programa de TV começar.
Fico imaginando quando João
Santana começar a mostrar a escola onde Dilma estudou, a casa
onde morou, sua tia mineira, etc. A tendência é a mineira
Dilma crescer ainda mais no estado.
“Na pesquisa espontânea,
Dilma aparece na frente com 24.3% dos votos e José Serra com
18% e Marina Silva com 4,2% em Minas. Lula é citado por 6,1%
dos entrevistados, ou seja, quando estas pessoas se derem conta que
ele não é candidato, os votos provavelmente deve migrar
para a candidata apoiada por ele.
Na estimulada, Dilma aparece
com 37,3% (tinha 35,9% em maio) , Serra 32,1% (tinha 34,9% em maio –
cai 2,8%) e Marina 7,3% (tinha 6.9%).
Na simulação do
2º turno, Serra tem 41,7% , mas tinha 44% em maio, cai 2.3%. Dilma
tem 40,5 hoje, em maio tinha 39,5%, cresceu 1%.
Nas eleições em
Minas Gerais, na espontânea, Helio Costa tem 21,1 % , Anastasia
tem 12,2% e José Fernando 1,7%. Na estimulada, Hélio Costa
tem 49,5 e tinha 35,3 em maio. Anastásia tem 20.7, tinha 22.7
e Zé Fernando tem 3,9 e tinha 6.2.
Na simulação do
2º turno, Hélio Costa tem 57,3% e Antonio Anastásia
17,6.
Tudo indica que as intenções
de voto do PT foram ou estão indo para o Hélio Costa.”
|
Gazeta do Povo, 16 de junho
de 2010
Propaganda
TSE multa o PSDB em R$ 10 mil
por difamar Dilma
Brasília - O ministro Henrique Neves,
do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), multou ontem o PSDB em R$ 10 mil
por ter feito propaganda eleitoral antecipada e por ter tentado difamar
a imagem da candidata petista à Presidência,
Dilma Rousseff. Henrique Neves decidiu punir o PSDB porque
entendeu que o site “Gente que mente” teria veiculado manifestações
de internautas favoráveis à candidatura de José
Serra ao Palácio do Planalto e contrários à petista
Dilma Rousseff.
Para o Ministério Público,
os comentários no site mostram “a existência de notória
propaganda eleitoral antecipada negativa em desfavor de Dilma Rousseff
e positiva em favor de José Serra”. O ministro concordou
e determinou que o PSDB retire as manifestações do ar.
O advogado do PSDB, José
Eduardo Alckmin, disse que vai recorrer da decisão. Segundo ele,
os comentários feitos no site são do público. Portanto,
o partido não poderia ser responsabilizado pelas críticas
à petista. Ele lembrou ainda que as manifestações
negativas a Dilma já foram retiradas do site.
PPS e Serra
Já o PT protocolou ontem
no TSE outra representação contra José Serra por
propaganda antecipada e divulgação de imagem pessoal.
Nessa ação, o PPS também é acusado de favorecer
o candidato tucano.
Segundo o PT, o PPS usou seu
programa partidário de 10 minutos, exibido quinta-feira passada,
para fazer propaganda para Serra, já que o candidato ocupou uma
parte significativa da peça publicitária. Os programas
partidários, em tese, devem ser usados para a promoção
do partido e não de candidatos, especialmente quando eles são
filiados a outros partidos.
“[O PPS] fez diversas
apologias à pessoa de José Serra, enaltecendo todos os
seus feitos em sua trajetória de vida, o que demonstra claramente
o desvirtuamento da propaganda partidária”, afirma o PT,
na representação. Os petistas pedem a suspensão
do programa do PPS no primeiro semestre de 2011 e a aplicação
de multa ao partido e a Serra. A multa varia de R$ 5 mil a R$ 25 mil.
Essa mesma artimanha para promover
Serra já havia sido usada na propaganda partidária do
DEM, exibida em 27 de maio. E o PT também usou o seu espaço
de divulgação partidária para promover Dilma.
|
FOLHA DE LONDRINA, 16 de
junho de 2010 | Política
TC lista 1.025 ‘inelegíveis’
no Paraná
A relação de gestores e ex-gestores
públicos com irregularidades nas prestações de
contas, servirá de subsídio para o Tribunal Regional Eleitoral
Curitiba - Mais de 1 mil gestores públicos e ex-gestores públicos
do Paraná estão na chamada ''lista de inelegíveis''
do Tribunal de Contas (TC) do Estado, divulgada ontem pelo órgão
e entregue na semana passada ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A
lista serve de subsídio para o TRE decidir pela inelegibilidade
ou não dos candidatos às eleições do próximo
outubro. Ela contém os nomes de 1.025 administradores e ex-administradores
(inclusive pessoas já falecidas), responsáveis pelo registro
de 1.472 irregularidades na prestação de contas públicas.
A maior parte das irregularidade se refere, segundo dados da Diretoria
de Execuções do TC, a infrações de cunho
formal ou técnico.
A lista envolve as contas com
trânsito em julgado (quando não cabe mais recurso no próprio
TC) referente aos últimos cinco anos, até 2 de junho último.
O envio da lista ao TRE é
determinado pela Lei Complementar 64/90, também conhecida por
''Lei das Inelegibilidades''. Ela considera inelegíveis os gestores
que ''tiveram contas relativas ao exercício de funções
e cargos públicos rejeitadas por irregularidades insanáveis
e por decisão irrecorrível do órgão competente''.
A lista abrange todas as decisões
em relação a contas de órgãos e entidades
das administrações direta e indireta - nos âmbitos
municipal e estadual -, convênios e outros repasses. Do total
de 1.472 registros de irregularidades, a maioria (466 ou 31,7%) se refere
a prefeituras de municípios; em seguida vêm as Câmaras
de Vereadores, com 338 anotações (23%), caixas de aposentadoria
e fundos municipais, com 212 registros (14,4%).
Entre os nomes da lista está
o deputado estadual e ex-prefeito de Londrina Antonio Belinati (PP),
responsável por um convênio firmado em 1999 entre o Departamento
de Estradas de Rodagem (DER) e a Prefeitua de Londrina. A irregularidade
no convênio já tinha rendido empecilhos à candidatura
de Belinati nas eleições de 2008 à Prefeitura de
Londrina - caso que ainda está em andamento no Supremo Tribunal
Federal (STF).
Carlos Moreira Júnior,
atual secretário de Estado da Saúde, é outro nome
conhecido da lista. Em 2008, ele saiu derrotado da disputa pela Prefeitura
de Curitiba. A irregularidade está na prestação
de contas de recursos recebidos do Iasp pela Universidade Federal do
Paraná (UFPR) em 2004. Na época, Moreira Júnior
era reitor da UFPR.
O ex-prefeito de Toledo Derli
Donin também está na lista. Ele foi o candidato a vice-governador
do Estado em 2006 na chapa encabeçada por Osmar Dias (PDT). O
ex-prefeito de Maringá Jairo Gianoto, que foi condenado neste
ano por ato de improbidade administrativa, também está
na relação de nomes em quatro situações
diferentes. Ricardo Gomyde, que disputou as eleições à
Prefeitura de Curitiba em 2008, também está na lista de
''inelegíveis'' por conta da sua gestão à frente
da Paraná Esporte em 2007. O ex-secretário estadual do
Trabalho Emprego e Promoção Social Roque Zimmermann é
outro nome da relação.
TIPOS DE IRREGULARIDADES
Veja quais são os 1.472
tipos de irregularidades detectadas em contas apresentadas pelas 1.025
pessoas ''inelegíveis'':
Irregularidade Quantidade de
registros
Infração à
norma legal 1.418
Omissão no dever de prestar contas 21
Dano ao erário 13
Desvio de finalidade 13
Desfalque ou desvio de dinheiro 07
TOTAL 1.472
Fonte: Diretoria de Execuções
do Tribunal de Contas do Paraná
Catarina Scortecci
Equipe da Folha
|
O ESTADO DO PARANÁ,
16 de junho de 2010 | Economia
França aumenta idade mínima
de aposentadoria
Os franceses terão de trabalhar mais dois anos para se aposentar
e os ricos pagarão impostos mais altos, num esforço para
tirar do vermelho o orçamento do bem-estar social do país,
disse o governo ao anunciar nesta quarta-feira uma esperada reforma
da previdência. De acordo com o plano, que deve enfrentar acirrada
resistência dos sindicatos, a idade mínima de aposentadoria
será elevada gradualmente para 62 anos até 2018, contra
os 60 anos exigidos atualmente.
"Trabalhar mais tempo é
inevitável", disse o ministro do Trabalho, Eric Woerth.
"Todos os nossos parceiros europeus já trabalham mais. Não
podemos deixar de se juntar a este movimento", acrescentou.
O presidente Nicolas Sarkozy
espera que a reforma convença os tensos investidores da sua determinação
em diminuir o pesado endividamento do estado francês e em capacitar
a França a manter seu precioso rating soberano "AAA".
Os sindicatos, no entanto, ameaçam combater o aumento da idade
mínima para a aposentadoria e o plano ainda pode ser suavizado
antes de chegar ao parlamento, em setembro. As informações
são da Associated Press.
|
Vermelho, 16 de junho de
2010
Lula dá reajuste de 7,7%
aos aposentados, mas veta fim do fator
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta terça-feira
(15), o reajuste de 7,7% para os aposentados que ganham mais de um salário
mínimo — mas decidiu vetar o fim do fator previdenciário.
O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega,
depois de cerca de quatro horas de reunião com Lula e a equipe
econômica do governo, além do ministro da Previdência,
Carlos Eduardo Gabas, e o líder do governo na Câmara, Cândido
Vaccarezza (PT-SP).
Segundo Mantega, Lula orientou a equipe econômica a fazer os cortes
necessários em outras despesas para compensar os gastos com o
reajuste. Não haverá redução em investimentos,
mas, sim, em custeio e em emendas parlamentares. “Além
dos cortes que já fizemos, de R$ 10 bilhões, cortaremos
R$ 1,6 bilhão para não alterar o Orçamento”,
afirmou o ministro da Fazenda.
Vaccarezza disse ter deixado
claro ao presidente que qualquer percentual que fosse inferior aos 7,7%
não passaria na Câmara ou no Senado. Segundo o parlamentar,
a decisão do governo se baseou em uma demanda popular. “Foi
criada uma expectativa muito grande, mas não prevaleceu nenhuma
decisão política. Não tem nada a ver com as eleições.”
A proposta original do governo
era de um reajuste modestíssimo — de 3,5%. Depois de um
acordo com as centrais sindicais e entidades dos aposentados, ficou
definido o índice de 6,14%, embora o governo desse sinais de
que poderia aceitar 7%. No Congresso, a medida provisória recebeu
duas emendas, a do fim do fator previdenciário e a elevando para
7,7% o aumento.
Ontem, em evento em Minas Gerais,
Lula afirmou que não pretendia “estragar a relação
que tem com essa parcela da população”, mas ponderou:
“Não pensem que eu me deixarei seduzir por qualquer extravagância
que alguém queira fazer por conta do processo eleitoral”.
Da Redação, com agências
|
Gazeta do Povo, 16 de junho
de 2010
Previdência social
Aumento beneficia candidatura de Dilma,
dizem especialistas
Brasília, São Paulo e Paris - Embora aliados do governo
federal tenham desmentido que a decisão do presidente Lula de
conceder o reajuste de 7,7% para os aposentados tenha tido motivação
eleitoral, o impacto da sanção do aumento no cenário
das eleições é inegável na opinião
de cientistas políticos ouvidos pela reportagem. Cerca de 8,5
milhões de aposentados, potenciais eleitores, serão beneficiados
com a medida.
Para o professor David Fleischer,
do departamento de Ciência Política da UnB, se Lula vetasse
o reajuste, haveria prejuízo eleitoral para Dilma. Ele considera
que esse componente político foi fundamental para a decisão
de Lula. “O reajuste dos aposentados vai ajudar na candidatura
de Dilma. Se Lula tivesse vetado, atrapalharia muito o PT e todos os
candidatos do partido”, diz ele.
O cientista político
Antonio Lavareda, da Consultoria MCI, que já esteve ligado ao
PSDB, afirma que Lula conseguiu capitalizar para o governo o reajuste
dos aposentados ao adiar ao máximo a decisão. “Lula
quis ser o árbitro da decisão”, diz Lavareda. Opinião
semelhante tem o cientista político Murillo Aragão, da
consultoria Arko Advice. Para ele, ao conceder o reajuste, Lula tirou
a bandeira do Congresso, e especialmente da oposição,
beneficando com sua decisão a candidatura de Dilma.
A sanção do reajuste,
por mais que possa vir a causar problemas para as contas do governo,
é tão sensível eleitoralmente que ontem nem mesmo
opositores criticaram a medida. A pcandidata à Presidência
Marina Silva (PV) elogiou a atitude de Lula, assim como a candidata
petista, Dilma Rousseff. O tucano José Serra (PSDB) não
defendeu a medida tomada por Lula. Mas também não a criticou.
Ele se recusou a comentá-la.
Elogios da oposição
Já líderes de
partidos da oposição, de olho nos votos dos aposentados,
não tiveram pudor em dizer que o presidente tomou a atitude correta.
“O aumento foi correto”, disse o presidente nacional do
DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ). Logo em seguida, alfinetou Lula. “[O
aumento foi correto] não só porque é ano eleitoral.
O presidente vem dando esses aumentos. Há tempos ele vem fazendo
uma política mais frouxa no aspecto fiscal.”
Na avaliação do
líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), o aumento
dado aos aposentados ajuda a recuperar o valor dos benefícios
do INSS. “O período eleitoral nos ajuda a recuperar o processo
acumulado de injustiças em relação aos aposentados”,
disse ele, reconhecendo que o índice mais generoso de aumento
só foi aprovado neste ano porque há eleições.
As críticas, como era
de se esperar, vieram de deputados tucanos.
“Eu esperava por isso.
O Lula adora fazer cortesia com o chapéu alheio”, disse
o líder do PSDB na Câmara, João Almeida (BA).
Repercussão
Aposentados satisfeitos com o índice
Guilherme Voitch
O vice-presidente do Sindicato
Nacional dos Aposentados, Paulo José Zanetti, comemorou a aprovação
do presidente Lula ao reajuste de 7,7% dos aposentados. “É
a primeira que vez teremos um aumento real”, disse ele.
Segundo Zanetti, o porcentual
aprovado se aproxima do que foi defendido pelo sindicato, ligado à
Força Sindical. “Queríamos o reajuste igual ao crescimento
do PIB [Produto Interno Bruto de 2008]. Tivemos 80% desse valor, mais
a inflação.”
Apesar disso, Zanetto reclamou
do veto ao fim do fator previdenciário. Para ele, a medida prejudica
quem está na ativa. “Nós, aposentados, já
sofremos com isso. Todos que se aposentaram depois de 1999 foram penalizados.
Quem vai se aposentar para frente precisa lutar”, afirmou Zanetti,
lembrando que o sindicato defende a discussão de um novo modelo.
|
O ESTADO DO PARANÁ,
16 de junho de 2010 | Economia
Com veto, Lula evita incentivo a aposentadoria
precoce
Ao mesmo tempo que aprovou o reajuste de 7,7% para as aposentadorias
de valor acima de um salário mínimo, o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva decidiu manter a aplicação
do fator previdenciário no cálculo das aposentadorias
com o objetivo de evitar um aumento descontrolado do rombo da Previdência
Social. O fim do fator implicaria numa elevação de, pelo
menos, R$ 10 bilhões nas despesas com aposentadoria.
Somente neste ano, segundo estimativas
do Ministério da Previdência, o déficit deverá
atingir a marca de R$ 50 bilhões. Para impedir uma pressão
adicional nesta conta, o presidente atendeu a orientação
de sua equipe econômica e manteve o mecanismo. O fator previdenciário
funciona como redutor no cálculo do valor do benefício
para desestimular as aposentadorias precoces. Ou seja, os brasileiros
precisam ficar mais tempo no mercado de trabalho para não terem
deduções no valor de sua aposentadoria.
Desde que foi criado pelo governo
Fernando Henrique Cardoso, em 1999, o instrumento proporcionou uma economia
de R$ 10 bilhões aos cofres públicos. Alguns técnicos
dizem até que esse valor é ainda maior, podendo chegar
a R$ 20 bilhões. Independentemente do montante, sem o fator,
essa "economia" seria automaticamente revertida em aumento
do déficit da previdência.
A extinção
do fator previdenciário é uma reivindicação
antiga dos aposentados e sempre está na pauta de discussão
dos deputados e senadores. Os aposentados defendem o fim do redutor
porque acreditam que estão sendo lesados com redução
de benefício. Mas o assunto ainda voltará à tona.
Existe um projeto de lei do senador Paulo Paim (PT-RS), que prevê
o fim do fator. Ele já foi aprovado na Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ) da Câmara e precisa agora ser apreciado
pelo plenário da Casa.
|
O Outro Lado da Notícia,
16 de junho de 2010
Carlos Lessa: Impacto dos 7,7%
é “quase nada”, minimiza o professor
Por Dayanne Sousa,
O reajuste de 7,7% aos aposentados,
sancionado nesta terça-feira (15) pelo presidente Lula não
trará impacto nas contas públicas, afirma o ex-presidente
do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social),
Carlos Lessa. "É quase nada", minimiza.
Apesar do ministro da Fazenda
Guido Mantega declarar que serão necessários cortes nos
gastos públicos para compensar o aumento, Lessa nega.
- O Mantega está atrapalhado
porque administra uma meta de superávit. O Banco Central eleva
os juros sem que o Mantega possa fazer nada, então resta pra
ele cortar gastos.
Segundo o ministro Guido Mantega,
o reajuste representa um impacto de R$ 1,6 bilhão nas contas.
Lessa considera o valor como pouco representativo. "Só na
conservação de estradas foram investidos cerca de R$ 5
bilhões", argumenta.
Lessa assumiu a presidência
do BNDES em 2003 a convite do presidente Lula. Deixou o cargo no mesmo
ano após uma série de críticas à política
de aumento dos juros adotada pelo presidente do Banco Central, Henrique
Meirelles.
Eleições
Quando a medida foi votada no Congresso, os parlamentares se dividiram
sob acusações de que o reajuste - acima dos 6,14% sugeridos
inicialmente pelo Executivo- era eleitoreiro.
O líder do Governo na
Câmara chegou a dizer que deputados da oposição
estivessem forçando um aumento excessivo para que o presidente
Lula tivesse de vetá-lo e, com isso, haveria um desgaste do presidente.
Mesmo afirmando que não
se deixaria levar por "qualquer extravagância", Lula
terminou sancionando o reajuste.
Apesar de defender a sanção,
Carlos Lessa concorda que a medida trará benefício eleitoral.
- Isso vai aumentar o poder
de compra , o que tem efeito espetacular num ano de eleição.
É um benefício pequenininho, no fundo é uma decisão
política. Mas para quem já está no fio da navalha,
é um refresco. Cria um clima favorável no supermercado.
O especialista aproveita para
reforçar as críticas ao aumento dos juros. Ele nega que
haja um superaquecimento da economia, argumento do Banco Central para
justificar a alta nas taxas.
Lessa diz que há apenas
uma recuperação da crise internacional, mas acredita que
só a redução dos juros pode promover crescimento
sustentado.
|
Folha de S.Paulo, 16 de
junho de 2010
ANÁLISE GOVERNO
Reajuste beneficia 6% do eleitorado nacional
Somados os que recebem benefícios vinculados
ao salário mínimo, grupo sobe para 20% dos que poderão
votar
--------------------------------------------------------------------------------
QUANTIDADES PESAM MAIS QUE OS EVENTUAIS ARGUMENTOS JURÍDICOS,
ECONÔMICOS OU SOCIAIS DESTINADOS A JUSTIFICAR O GANHO REAL DE
4%
--------------------------------------------------------------------------------
GUSTAVO PATU
DE BRASÍLIA
O reajuste sancionado pelo presidente
Lula favorecerá diretamente 8,4 milhões de aposentados
e pensionistas, algo como 6% do eleitorado nacional, um contingente
superior ao de todos os eleitores do Rio Grande do Sul -e em tendência
de alta.
Os interessados nas políticas previdenciárias formam um
grupo ainda maior. Se somados aqueles que recebem benefícios
vinculados ao salário mínimo, a clientela do Instituto
Nacional do Seguro Social chega a 20% dos brasileiros aptos a votar
nas eleições de outubro, número equivalente a quase
todo o eleitorado paulista.
Essas quantidades pesam mais que os eventuais argumentos jurídicos,
econômicos ou sociais destinados a justificar o ganho real de
4% proporcionado pela medida, aprovada com entusiasmo pelo mundo político
e suavemente combatida pela área técnica do Executivo.
A Constituição determina a correção pela
inflação das aposentadorias e pensões, e mesmo
o Dieese, que assessora os sindicatos, já constatou que os reajustes
concedidos desde o Plano Real, em 1994, superam a variação
acumulada do INPC, índice de preços normalmente utilizado
na análise de salários.
Tampouco os aposentados que recebem acima do mínimo fazem parte
da fatia mais vulnerável da população, caso dos
12,5 milhões de beneficiários do Bolsa Família.
Os primeiros significarão uma despesa de R$ 4,5 bilhões
neste ano -a diferença entre o custo do reajuste concedido e
o do mínimo obrigatório pela inflação. Os
segundos, ampliados neste ano eleitoral, implicarão gasto extra
de R$ 500 milhões.
Na prática, a crescente influência no meio sindical e no
Congresso permitiu aos aposentados, mesmo fora da produção,
participarem da distribuição do bolo do crescimento econômico:
o ganho pleiteado e obtido foi de 80% da expansão do Produto
Interno Bruto em 2009.
Não há sinal, porém, de uma nova política
permanente para os benefícios superiores ao mínimo. Da
década passada para cá, seguiu-se uma política
errática: em 1995, na esteira da euforia com o fim da superinflação,
foi aplicado um espantoso reajuste de 11,7% acima da inflação;
em 2006, ano da reeleição de Lula, uma taxa bem mais modesta,
de 1,7%.
Os custos parecem pequenos se comparados a um Orçamento de R$
700 bilhões. No entanto, a Previdência já responde
sozinha por mais de 40% das despesas federais e, com as benesses concedidas,
seu deficit deverá fechar 2010 acima do 1,36% do PIB registrado
no ano passado, mesmo com a economia em alta acelerada.
|
Agência Câmara,
16 de junho de 2010
Audiência discute fim da
contribuição previdenciária de aposentados
A comissão especial criada para analisar a Proposta de Emenda
à Constituição 555/06,
que extingue a cobrança de contribuição previdenciária
sobre proventos de aposentados e pensionistas do serviço público,
realiza audiência pública nesta quarta-feira (16) para
discutir a proposta com as centrais sindicais.
O relator, deputado Luiz Alberto
(PT-BA), disse que vai apresentar seu parecer neste mês.
Foram convidados:
- o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur
Henrique da Silva Santos;
- o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
(CTB), Wagner Gomes;
- o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva.
A reunião será
realizada às 14h30 no plenário 13.
* Matéria atualizada em 16/06.
Íntegra
da proposta:
PEC-555/2006
Da Redação/WS
|
Agência Câmara,
16 de junho de 2010
Comissão debaterá
inclusão de jovem no mercado de trabalho
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço
Público promove hoje debate sobre o mercado de trabalho para
o jovem brasileiro. O palestrante será o sociólogo José
Pastore, especializado em Relações do Trabalho e Desenvolvimento
Institucional.
O evento integra o ciclo de
palestras “Trabalho em Debate”, uma iniciativa da comissão
para discutir as perspectivas do mercado de trabalho no Brasil. A palestra
de hoje é a segunda do ciclo. A primeira foi realizada no mês
passado, com o professor Carlos Alberto Júlio.
“Durante o ano, pretendemos
trazer outros conferencistas para aprofundar o tema, contando sempre
com a presença de deputados, estudantes, autoridades do Poder
Executivo e demais interessados”, afirma o presidente da comissão,
deputado Alex Canziani (PTB-PR).
A palestra está marcada
para as 9 horas, no plenário 12.
*Matéria atualizada em 16/06.
|
Agência Câmara,
16 de junho de 2010
Marco Maia propõe amplo debate
sobre fator previdenciário
JBatista
O presidente interino na Câmara, Marco Maia, declarou há
pouco que a Casa deverá abrir um amplo debate sobre o fator
previdenciário e a sustentabilidade da Previdência
pública e privada no País. A declaração
do parlamentar foi em razão do veto, nesta terça-feira,
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da emenda aprovada
pela Câmara que acaba com o fator previdenciário, de
autoria do deputado Fernando Coruja (PPS-SC).
Marco Maia sugeriu como proposta
alternativa o texto do então relator do projeto (PL 3299/08)
na Comissão de Finanças e Tributação, deputado
Pepe Vargas (PT-RS), que, segundo o presidente interino, “coloca
a discussão em outro patamar”. “Acho que o fator
previdenciário precisa acabar, mas é necessário
que se ache uma equação que não inviabilize a Previdência
no futuro”, disse.
Na avaliação do
parlamentar, o presidente Lula deve ter vetado a emenda por conta do
momento político e econômico do País.
Reajuste
dos aposentados
Com relação à emenda do deputado Paulo Pereira
da Silva (PDT-SP) que reajusta os benefícios dos aposentados
que recebem acima de um salário mínimo em 7,72%, cujo
texto foi sancionado nesta terça-feira, Marco Maia ressaltou
que o presidente Lula, em alguma medida, atendeu a uma reivindicação
histórica dos aposentados brasileiros.
Íntegra
da proposta:
PL-3299/2008
MPV-475/2009
|
Agência Câmara,
16 de junho de 2010
Sindicatos poderão ser notificados
sobre multas a empresas
A Câmara analisa o Projeto de Lei 7219/10, do deputado Ricardo
Berzoini (PT-SP), que torna obrigatória a notificação
de sindicatos e entidades representativas de classe, desde que solicitada,
quando a Previdência Social multar empresas pela não comunicação
de acidentes de trabalho. O objetivo é ampliar a participação
dos sindicatos no acompanhamento da cobrança de multas pela Previdência.
A lei alterada pelo projeto,
que trata dos planos de benefícios da Previdência Social
(Lei 8.213/91), já prevê a participação de
entidades de trabalhadores nesse processo.
Porém, segundo o autor
da proposta, "essa prerrogativa muitas vezes se torna inócua
pelo fato de o sindicato não tomar conhecimento a tempo das fiscalizações
e da autuação de empresas".
Tramitação
A proposta será analisada em caráter conclusivoRito de
tramitação pelo qual o projeto não precisa ser
votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas
para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter
em duas situações: - se houver parecer divergente entre
as comissões (rejeição por uma, aprovação
por outra); - se, depois de aprovado pelas comissões, houver
recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos
dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário.
pelas comissões de Trabalho, de Administração e
Serviço Público; de Seguridade Social e Família;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
PL-7219/2010
Reportagem – Rachel Librelon
Edição – João Pitella Junior
|
Agência Brasil, 16
de junho de 2010
Brasil adere à Convenção
151, da OIT, sobre negociação no setor público
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi formalizou na Organização
Internacional do Trabalho (OIT), na Suíça, a adesão
do Brasil à Convenção 151.
A norma que trata das diretrizes
para a organização sindical dos servidores públicos
e a atuação deles no processo de negociação
coletiva foi aprovada pelo Congresso Nacional em outubro do ano passado.
Segundo nota do Ministério
do Trabalho, a adesão obriga o Estado brasileiro a regulamentar
em até um ano garantias aos trabalhadores do setor público,
tais como "a estabilidade dos dirigentes sindicais, o direito de
greve dos servidores e proteção contra possíveis
atos anti-sindicais de autoridades públicas".
A Convenção 151
da OIT foi proposta em 1978 e entrou em vigor na organização
em fevereiro de 1981.
|
Gazeta do Povo, 16 de junho de 2010
Esclarecimento
Ministério do Trabalho fiscaliza
empregadoras
A reportagem intitulada “Acidentes de trabalho crescem 52% no
Paraná”, publicada no último dia 12, omite o nome
de um dos organismos responsáveis por fiscalizar as empresas
empregadoras para que cumpram a legislação. Essa tarefa
também é feita pelo Ministério do Trabalho, por
meio dos auditores fiscais da área de segurança e saúde,
lotados na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego,
conforme mencionado pela procuradora Renée Araújo Machado,
do Ministério Público do Trabalho.
|
Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
16/06/2010
Trocar fraldas em creche não gera
adicional de insalubridade
Nos termos da NR-15, anexo 14,
é considerado grau médio o trabalho em contato permanente
com pessoas portadoras de doenças infectocontagiosas ou com objetos
de seu uso. Seguindo esta orientação, a Oitava Tuma do
Tribunal Superior do Trabalho reformou sentença do Tribunal Regional
da 4ª Região que havia concedido adicional de insalubridade
em grau médio, com reflexos, a uma ex- atendente de creche da
Prefeitura do Município de Butiá - RS. A atendente trabalhava
em creche administrada pela prefeitura municipal, onde fazia curativos
nas crianças, curava feridas, verificava sinais vitais, ministrava
medicamentos mediante receita médica, dava banho, trocava fraldas,
dava alimentação e as colocava para dormir.
Sob o argumento de que a troca
de fraldas a expunha a contato permanente com resíduos de fezes
e urina das crianças, papéis higiênicos e vasos
sanitários, o que caracterizaria atividade insalubre, ela ajuizou
reclamação trabalhista. Sustentou que esse contato diário
e sistemático com excrementos humanos atrairia a aplicação
do Anexo 14 da NR-15 da Portaria 3.214/78 e argumentou, também,
que a prefeitura havia pago o adicional nos dois últimos meses
de contrato.
O TRT aceitou os argumentos
e manteve sentença da Vara do Trabalho, que havia concedido o
adicional. A prefeitura recorreu da sentença ao TST, argumentando
que o tempo de exposição da autora aos agentes causadores
de danos à saúde não pode ser considerado como
permanente, uma vez que o contato com agentes biológicos não
era diário. Alegou, ainda, que as atividades exercidas pela atendente
não caracterizam risco à saúde.
A relatora da matéria
na Oitava Turma, ministra Maria Cristina Peduzzi, ao analisar o recurso,
entendeu que o TST já firmou o entendimento de que, para o deferimento
do referido adicional, é necessário que a atividade insalubre
esteja classificada na relação oficial elaborada pelo
Ministério do Trabalho, por meio de normas complementares. Nesse
sentido, a Orientação Jurisprudencial nº 4 da SDI-1.
No caso em análise, observa a ministra, verifica-se que as atividades
realizadas pela autora no âmbito de uma creche não se confundem
com o contato permanente com pacientes em isolamento por doenças
infectocontagiosas, na forma descrita no Anexo 14 da NR-15 do Ministério
do Trabalho. Cita ainda que o fato de o adicional ter sido pago nos
dois últimos meses do contrato “não faz surgir a
obrigação do pagamento da parcela no período anterior,
porquanto não preenchidos os requisitos legais para a concessão
do adicional”; deu provimento ao recurso determinando a exclusão
da condenação ao pagamento por parte do município
do adicional de insalubridade e reflexos. Julgando prejudicado o exame
do tema base de cálculo do adicional.
|
16/06/2010
Descumprimento de acordo coletivo pela empresa
não autoriza greve sem negociação
Embora a legislação
garanta que a greve não é abusiva quando tem por objetivo
exigir o cumprimento de item de convenção ou acordo coletivo,
esse fato, por si só, não garante a legalidade da paralisação
dos trabalhadores. Também é necessário comprovar
que foram esgotadas todas as possibilidades de negociações
dos trabalhadores com as empresas, antes do início do movimento
grevista. Com esse entendimento, a Seção Especializada
em Dissídios Coletivos do Tribunal Superior do Trabalho (SDC)
manteve o julgamento do TRT que considerou abusiva a greve de trabalhadores
da Proen Projetos Engenharia Comércio e Montagem Ltda., da cidade
de São Sebastião do Passé (BA) e, em consequência,
determinou multa diária de RS 70 mil, à época,
em caso da continuação da paralisação.
O ministro Maurício Godinho
Delgado, relator original do processo, votou favorável ao recurso
dos trabalhadores contra a decisão TRT, mas seu voto acabou sendo
vencido na SDC. Em sua avaliação, o caso, em que a greve
teve como motivação o pagamento de insalubridade determinado
em cláusula de convenção coletiva, se enquadraria
“na hipótese do art. 14, parágrafo único,
“I”, da Lei 7783/89, que assim dispõe: “não
constitui abuso do exercício do direito de greve a paralisação
que: I - tenha por objetivo exigir o cumprimento de cláusula
ou condição(de acordo ou convenção coletiva)”.
O que dispensaria, na hipótese do processo, a obrigatoriedade
da negociação determinada pelo artigo 3º mesma lei.
“Isso porque a existência de uma convenção
coletiva plenamente vigente indica que a cláusula descumprida
pela categoria econômica já foi amplamente discutida e
negociada entre as partes”, argumentou ele. Assim, seria “inviável
a exigência de que os trabalhadores novamente negociem com empresa
que já está descumprindo o que foi previamente ajustado”.
No entanto, não foi esse
o entendimento majoritário dos ministros da SDC, que votaram
de acordo com a divergência aberta pelo ministro João Oreste
Dalazen, nomeado, ao final do julgamento, como relator designado. Em
sua análise, o item do artigo 14 citado pelo relator original
não desobrigaria da necessidade de se esgotarem todas as possibilidades
de negociação antes do início da greve. Como fundamento,
o ministro Dalazen mencionou as informações do TRT de
que “as negociações coletivas se encontravam em
andamento”, com requerimento dos próprios trabalhadores
para mediação do Ministério Público do Trabalho.
“E, mesmo ciente da data designada para a tentativa de composição
do conflito, em 1.º/10/09, com nova audiência marcada para
06/10/09, (os trabalhadores) optaram pela paralisação
do trabalho, como medida extrema, a partir do dia 17/09/09. (...) o
que caracteriza violação ao art. 3.º da Lei nº
7.783/89 e, consequentemente, um abuso no exercício desse direito”.
|
16/06/2010
Quinta Turma: Banestado terá de pagar
horas extras por não apresentar cartões de ponto como
prova contrária
A Quinta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho, ao rejeitar (não conhecer) recurso de revista do
Banestado, manteve acórdão do Tribunal Regional da 9ª
Região (PR), que condenou o Banco Banestado a integrar à
remuneração de uma ex-empregada horas extras pré-contratadas,
pelo fato de a empresa não ter apresentado os cartões
de ponto como prova contrária. A trabalhadora requereu na Justiça
a integração de horas extras pré-contratadas e
realizadas habitualmente no período em trabalhou para o banco,
entre 1986 a 1997. Ocorre que o banco não apresentou os cartões
de ponto desse período. O TRT condenou o Banestado ao pagamento
das horas extras, além da sexta e da trigésima semanal,
com a integração à remuneração e
com reflexos em outras parcelas.
Diante disso, a empresa interpôs
recurso de revista ao TST, alegando que a apresentação
de prova sobre as horas extraordinárias seria obrigação
do trabalhador, o que foi feito. O Banestado ainda argumentou que não
houve obrigação judicial para que apresentasse os controles
de ponto. A relatora do recurso na Quinta Turma, ministra Kátia
Arruda, rebateu os argumentos do banco. Segundo a ministra, o registro
de ponto constitui prova obrigatória para o empregador com mais
de dez trabalhadores, sendo seu dever exibi-los espontaneamente para
agilizar a instrução processual. Na hipótese de
o empregador não apresentar os cartões, há a presunção
relativa de veracidade na jornada indicada pelo empregado, semelhante
ao caso em questão e conforme o item I da Súmula n°
338. A relatora, então, concluiu como correta a decisão
do TRT, uma vez que se presumiram como verdadeiras as alegações
da trabalhadora de que recebia, desde a admissão, horas fixas
por mês, em valores invariáveis.
Com esses fundamentos,
a Quinta Turma, por unanimidade, não conheceu do recurso de revista
do Banestado, ficando mantida a decisão do TRT. Assim, o Banco
recorreu à SDI-I por meio de recurso de embargos, que ainda não
foram julgados. (RR-1311000-25.2003.5.09.0001)
|
16/06/2010
Diferenças salariais de controvertida
conversão pela URV serão pagas por empresa de Porto Alegre
Condenada a pagar diferenças
aos empregados em decorrência de problemas na conversão
de salários pela URV, efetuada na época do Plano Real,
a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A. (Trensurb) pretendia
tornar ineficaz a decisão do Tribunal Regional da 4ª Região
(RS), mas a Seção II Especializada em Dissídios
Individuais (SDI-2) do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou recurso
da empresa, por não verificar a violação legal
apontada pela empregadora no acórdão regional.
A defesa da Trensurb explica
como equívoco o fato que motivou a reclamação trabalhista.
A empresa alega que interpretou erroneamente a MP 434/1994, depois Lei
8.880/1994, e converteu os salários dos empregados, em fevereiro
de 1994, de cruzeiros reais para URV, considerando o valor da URV vigente
em 01/03/1994, em vez de aplicar a média dos últimos quatro
meses – novembro e dezembro de 1993 e janeiro e fevereiro de 1994.
De acordo com a empresa, o engano
resultou no pagamento de salários além do devido aos trabalhadores,
o que foi detectado e corrigido em junho de 1994. Nesse mês, então,
segundo alega a empregadora, passou a utilizar o critério de
conversão adequado, reduzindo o valor do salário pago
nos meses de março a maio, e determinando a devolução
das diferenças remuneradas indevidamente. Os empregados, então,
ajuizaram a reclamação trabalhista, devido à redução
salarial, e conseguiram o deferimento das diferenças.
Ação rescisória
Após a condenação
na reclamação trabalhista, a Trensurb ajuizou uma ação
rescisória, que foi julgada improcedente pelo TRT/RS, o que motivou
um recurso ordinário ao TST. Ao examinar o caso, o ministro Emmanoel
Pereira, relator do recurso ordinário em ação rescisória,
considerou correto o primeiro critério de conversão. Segundo
o relator, “não bastasse o acerto na aplicação
do primeiro critério, restou configurada a redução
salarial em junho de 1994”.
Para o ministro Emmanoel, a
alegação da empresa de que o salário de fevereiro
de 1994 era inferior à média aritmética dos quatro
últimos meses “revela-se contraditória, uma vez
que, se assim fosse, a suposta correção perpetrada pela
Trensurb, em junho de 1994, não importaria redução
do valor do salário e tampouco na devolução de
eventuais diferenças, sendo certo, ainda, que a própria
execução da decisão não surtiria qualquer
efeito patrimonial para os trabalhadores”.
Se, para os trabalhadores, houve
redução salarial, para a Trensurb, uma sociedade de economia
mista, no entanto, houve um equívoco que resultou em maior salário
para os empregados e que derrubou toda a diretoria da empresa na época
– segundo declarações do advogado da Trensurb na
sustentação oral. Para a União, que atua como assistente
no processo e é acionista majoritária, resta agora uma
conta alta de “centenas de milhões de reais”, conforme
informações da advogada da União, também
na sustentação oral.
A SDI-2 acompanhou o voto do
relator e negou provimento ao recurso da Trensurb quanto à pretensão
de rescindir o acórdão proferido pelo TRT, determinando
o pagamento das diferenças salariais devidas pela conversão
da URV. Com a decisão da SDI-2, mantém-se, na prática,
a condenação do Tribunal Regional. (ROAR - 276600-09.2004.5.04.0000)
|
FETRACONSPAR, 16 de junho de 2010 | Eventos
Campanha Salarial/ Construção
Civil
5ª Rodada de negociações
entre a FETRACONSPAR e SINDUSCON/PR
|
Mesa
de Negociação: Diretores da FETRACONSPAR e dos
Sindicatos de trabalhadores com representantes do SINDUSCON
PR.
|
A Federação
dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário do Estado do Paraná - FETRACONSPAR e os
Sindicatos de Trabalhadores filiados, realizaram nesta quarta-feira,
16/06, às 14h00, na sede do Serviço Social do Sindicato
da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná
– SINDUSCON/SECONCI/PR, sito à Rua João Viana Seiler,
116 - Parolin - Curitiba-PR, 5ª reunião
para discutir a Pauta de Reivindicações dos trabalhadores
da categoria visando a Convenção Coletiva de Trabalho
(CCT) 2010/2011. A data base é 1º de junho.
A reunião foi entre a
Comissão de Negociação formada por membros da Federação
e dos Sindicatos de Trabalhadores com os representantes do SINDUSCON/PR.
Participaram da negociação
os companheiros REINALDIM BARBOZA PEREIRA (FETRACONSPAR),
DOMINGOS OLIVEIRA DAVIDE (STIC CIVIL Curitiba), LAURENO
GRUNEVALD (STIC CIVIL Curitiba), ALMIR DO ROSÁRIO
ANDRADE PRADO (STICC Ponta Grossa), CELSO DOMINGUES
LOPES (STICM Telêmaco Borba), LEANDRO DE FREITAS
(STICM Pato Branco), OSMAR KRIGER (STICC Francisco
Beltrão) e SIRLEI CÉSAR DE OLIVEIRA (STICM
Guarapuava).
|
Mesa
de Negociação: Diretores da FETRACONSPAR e dos
Sindicatos de trabalhadores com representantes do SINDUSCON
PR.
|
|