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ESTADO DE SÃO PAULO,
21 de junho de 2010 | Economia
IBGE: receita da construção
civil subiu 19,8% em 2008
ALESSANDRA SARAIVA
Agencia Estado
RIO - A expansão de 5,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2008
impactou positivamente a indústria da construção
em 2008. É o que mostrou a Pesquisa Anual da Indústria
da Construção (Paic) referente àquele ano, divulgada
hoje pelo Instituto Brasileiro Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o instituto, houve expansão em todos os grupos
de produtos e serviços da construção civil nas
empresas com 30 ou mais pessoas ocupadas. Em 2008, o valor das incorporações,
obras e serviços na construção foi de R$ 159,0
bilhões, o que representa elevação de 12,3% em
termos reais (descontada a inflação) ante o valor registrado
em 2007. Já a receita líquida das empresas do setor foi
de R$ 149,6 bilhões, o que representou um aumento nominal de
19,8% em relação ao valor de 2007.
Na comparação
entre 2007 e 2008, as obras de infraestrutura cresceram 27,1%, enquanto
o volume de edificações industriais comerciais e outras
edificações não residenciais subiram 18,8%. Por
sua vez, o montante de serviços especializados para construção
subiu 21,1% no mesmo período.
Para Arthur Faria dos Reis,
economista do IBGE, é possível perceber que o bom momento
do setor foi influenciado pela alta do PIB naquele ano. "Sempre
houve uma relação muito estreita entre o desenvolvimento
do setor da construção e a evolução do PIB",
lembrou. Ele disse ainda que a próxima pesquisa, que será
referente a 2009, incluirá os efeitos do programa "Minha
Casa, Minha Vida", lançado pelo governo em 2009. O técnico
preferiu não fazer projeções sobre qual seria o
impacto do programa nos resultados da pesquisa, lembrando que o instituto
não realiza projeções.
A Paic revelou que, em 2008,
havia 56,6 mil empresas ativas do setor da construção,
que ocuparam aproximadamente 1,8 milhão de pessoas naquele ano.
O gasto total das empresas do setor com pessoal foi de R$ 38,2 bilhões,
dos quais R$ 25,5 bilhões foram em salários, retiradas
e outras remunerações, o que significou uma média
mensal de 2,6 salários mínimos.
O IBGE informou ainda
que as empresas realizaram obras e serviços no valor de R$ 154,1
bilhões, dos quais R$ 67,6 bilhões foram construções
para entidades públicas. Segundo o instituto, as entidades públicas
representaram 43,9% do total das construções, participação
maior do que a observada em 2007 (40,3%).
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Agência Diap, 21 de
junho de 2010
Lucro: Caixa Econômica poderá
financiar construção de casas populares
Na pauta dos projetos que serão apreciados, nesta terça-feira
(22), pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) está
o PLS 2/06, senador Cristovam Buarque (PDT/DF), que altera o artigo
8º da Lei 11.124/05, para atribuir ao Fundo Nacional de Habitação
de Interesse Social metade dos dividendos mínimos pagos pela
Caixa Econômica Federal ao Tesouro Nacional.
De acordo com o texto, metade
dos dividendos que cabem ao Tesouro devem ser repassados ao fundo, que
financia programas na esfera do Sistema Nacional da Habitação
de Interesse Social, desde a construção até a aquisição
final de moradias populares, além de lotes urbanizados, por valores
subsidiados.
O relator do projeto é
o senador Marcelo Crivella (PRB/RJ) que apresentou parecer favorável,
com substitutivo, ou seja, o relatório modifica a proposta original.
A matéria ainda será
apreciada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em decisão
terminativa.
Seguro
Dpvat
Está na pauta da CAE, o projeto de lei que tem por objetivo incluir
os estados e municípios entre os destinatários dos recursos
gerados com o seguro obrigatório de danos pessoais causados por
veículos automotores de vias terrestres, o Dpvat.
O PLS 16/08, de senador Marconi
Perillo (PSDB/GO), altera a Lei 8.212/91, que dispõe sobre a
organização da Seguridade Social, institui Plano de Custeio
e dá outras providências, para instituir rateio dos recursos
oriundos do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais.
No texto apresentado pelo autor,
as companhias seguradoras, que mantêm o seguro obrigatório
de danos pessoais causados por veículos automotores de vias terrestres,
deverão repassar à Seguridade Social, relativamente ao
valor total do prêmio recolhido, 35% ao Fundo Nacional de Saúde
e 15% aos Fundos estaduais e municipais de Saúde, exclusivamente
para custeio da assistência médico-hospitalar dos segurados
vitimados em acidentes de trânsito.
O relator na CAE, senador João
Vicente Claudino (PTB/PI), apresentou parecer favorável com uma
emenda. A matéria ainda será apreciada na Comissão
de Assuntos Sociais (CAS), em decisão terminativa.
O colegiado da CAE se reúne
às 10h, no plenário 19, ala Alexandre Costa.
Previdência
Social para portadores de deficiência
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em conjunto com a Subcomissão
Permanente de Assuntos Sociais das Pessoas com Deficiência debate,
nesta terça-feira (22), a repercussões do registro em
Carteira de Trabalho da pessoa com deficiência e a manutenção
de benefícios assegurados pela Previdência Social.
Serão discutidos pontos
como as implicações da contratação de pessoas
com deficiência, como o registro em carteira de trabalho e posterior
rescisão do contrato de trabalho, e o restabelecimento do benefício
de prestação continuada (BPC), auxílio no valor
de um salário mínimo que é pago a elas. Os parlamentares
também querem debater a possibilidade de perda do direito a pensão
por morte cujo beneficiário é portador de deficiência
que ingressar no mercado formal de trabalho.
O autor do pedido de audiência
pública foi o senador Flávio Arns (PSDB/PR). Foram convidados
para o debate a Subprocuradora-Geral do Ministério Público
do Trabalho, Maria Aparecida Gugel; os representante dos ministério
do Trabalho e Emprego, Rogério Lopes Costa Reis; e da Previdência
Social, Geraldo Arruda; e a secretária executiva e procuradora
Jurídica da Federação Nacional das Associações
de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes), Sandra Marinho Costa.
A audiência acontece às
11h30, no plenário 9, ala Alexandre Costa.
Meia
entrada pela internet
Na pauta da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e
Fiscalização e Controle (CMA), que se reúne nesta
terça-feira (22), continua em destaque o PLC 35/09 (PL 2.125/07,
na Câmara), do deputado Felipe Bornier (PHS/RJ), que tem decisão
terminativa nesta comissão.
O projeto de lei obriga os fornecedores
de produto cultural pela internet a tornar disponível a venda
de meia-entrada por esse veículo.
O texto diz que para a comprovação
da situação de beneficiário da meia-entrada, o
usuário deverá apresentar a documentação
exigida, com o ingresso, na data do evento cultural. A impossibilidade
de comprovação do direito ao benefício implica
a perda do ingresso pelo comprador.
O texto tem parecer pela aprovação,
oferecido pelo relator na CMA, senador Jayme Campos (DEM/MT).
A matéria já foi
apreciada pelas comissões de Educação, Cultura
e Esporte (CE); e de Ciência, Tecnologia, Inovação,
Comunicação e Informática (CCT), tendo parecer
favorável nas duas.
O colegiado se reúne
às 11h30, no plenário 6, ala Senador Nilo Coelho.
Sabatinas
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania
(CCJ) pode votar, nesta quarta-feira (23), as mensagens da Presidência
da República que indicam nomes para uma vaga no Tribunal Superior
do Trabalho (TST) e duas vagas no Superior Tribunal Militar (STM).
A primeira Mensagem 154/10,
submete ao Senado Federal a escolha do nome de José Roberto Freire
Pimenta para exercer o cargo de ministro do TST, na vaga reservada a
juízes de carreira da magistratura trabalhista, decorrente de
aposentadoria do ministro Vantuil Abdala.
A segunda Mensagem, 157/10,
remete a apreciação do nome do almirante-de-esquadra Marcos
Martins Torres, para exercer o cargo de ministro do STM, na vaga decorrente
da aposentadoria do almirante-de-esquadra Marcos Augusto Leal de Azevedo,
a partir de 25 de agosto de 2010.
O relator das duas primeiras
proposições é o senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG).
A terceira Mensagem, 158/10,
indica o nome do general-de-exército Fernando Sérgio Galvão,
para exercer o cargo de ministro do STM, na vaga decorrente da aposentadoria
do general-de-exército Sérgio Ernesto Alves Conforto,
a partir de 31 de agosto de 2010.
Para esta mensagem foi designado
relator o senador Romeu Tuma (PTB/SP).
Terceirização
do trabalho no campo
Continua na pauta da CCJ o polêmico projeto que permite a atividade
de empresas de trabalho temporário no meio rural. Trata-se do
PLS 171/04, do senador Ramez Tebet (PMDB/MS).
A alteração na
lei abre brecha para a terceirização indiscriminada do
trabalho no meio rural. A mudança pode facilitar a ação
dos "gatos", como vulgarmente são conhecidos os aliciadores
que atuam no campo brasileiro.
A senadora Kátia Abreu
(DEM/TO) apresentou parecer pela aprovação, com a emenda
apresentada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária
(CRA). A senadora Marina Silva (PV/AC) apresentou voto em separado pela
rejeição da matéria, por inconstitucionalidade
e injuridicidade.
Em seguida, a matéria
será apreciada também pela Comissão de Assuntos
Sociais (CAS), em decisão terminativa.
A reunião na CCJ acontece
às 10 horas, no plenário 3, ala Alexandre Costa.
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O ESTADO DO PARANÁ,
21 de junho de 2010 | Economia
Indústria faz sudeste voltar à
liderança do crescimento
A retomada da indústria começa a mudar a distribuição
geográfica do crescimento no Brasil. Depois de o Nordeste ter
sido o astro regional da expansão nos últimos anos, a
bola da vez agora é o Sudeste. Ao contrário do que vinha
ocorrendo, o desenvolvimento será dinamizado mais pela ampliação
da indústria e serviços e menos por transferências
de renda promovidas por programas como o Bolsa-Família e aumento
do salário mínimo.
A expansão da massa de
renda (soma todos os rendimentos do trabalho e benefícios previdenciários
e sociais) no Sudeste, região mais industrializada do Brasil,
teve um fraco desempenho entre 2003 e 2008. O crescimento médio
anual no Estado de São Paulo, que concentra o maior número
de indústrias do País, foi de apenas 2,9%, já descontada
a inflação - o mais baixo entre todas as unidades da federação.
No Piauí, essa taxa chegou a 7,9% e na Bahia, a 7%. A massa de
renda é o principal indicador da capacidade de consumo de uma
determinada população.
Um estudo da consultoria econômica
MB Associados mostra que o quadro começou a mudar e o crescimento
da renda nos próximos cinco anos passará a ser menos concentrado
nas regiões mais pobres. Para São Paulo, a consultoria
projeta crescimento médio anual da renda de 8,1% até 2015
(ver quadro ao lado).
Com a renda em alta, o consumo na região já dá
sinais de mudança. O índice Consumo Target, criado pela
IPC Marketing Editora há 20 anos, mostra que, em 2010, o Sudeste
passa a responder por 52,7% do mercado de consumo do País. No
ano passado, o porcentual era de 51,4%.
A retomada do Sudeste
fica ainda mais nítida quando se analisa os números de
desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES). De janeiro a abril, o banco desembolsou R$ 35,606 bilhões
para financiar investimentos. Desse total, o Sudeste recebeu R$ 19,520
bilhões, o que representa 54,6% do total. Em igual período
do ano passado, essa participação era de 48,8%. Já
o Nordeste viu sua participação recuar de 9,95% para 7,11%.
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Folha de S.Paulo, 21 de
junho de 2010
País perde US$ 15 bi com má
formação de engenheiro
Valor é estimativa dos prejuízos
com falhas nos projetos de obras públicas | CNI calcula que 150
mil vagas não terão como ser preenchidas até 2012;
evasão nos cursos chega a 80%
AGNALDO BRITO
DE SÃO PAULO
A baixa qualidade do ensino
médio, sobretudo em disciplinas como física, química
e matemática, tornou-se obstáculo para a formação
de engenheiros no Brasil. Essa falha, agravada pela alta demanda gerada
com o crescimento do país, tem custo -e não é pequeno.
Cálculos de entidades de engenharia mostram que o país
perde US$ 15 bilhões (R$ 26,5 bilhões) por ano com falhas
nos projetos das obras públicas. A cifra, equivalente a 1% do
PIB, foi apresentada em encontro nacional de engenheiros, em Curitiba,
na semana passada.
A reunião levou à capital do Paraná 850 engenheiros
de todo o país com o único propósito: buscar meios
de frear a crise sem precedentes da engenharia nacional.
GUERRA
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) calcula
que 150 mil vagas de engenheiros não terão como ser preenchidas
até 2012. Tamanha demanda diante da falta de profissionais criou
uma guerra por engenheiros.
Em 2003, a formação de um engenheiro custava US$ 25 mil.
Hoje, US$ 40 mil, diz a IBM, uma das empresas que mais contrataram engenheiros
e técnicos de computação desde quando o Brasil
tornou-se base mundial para oferta de serviços.
Essa escassez já atinge a competitividade brasileira. "Em
2009, exportamos US$ 1,5 bilhão em serviços. Só
a IBM respondeu por US$ 500 milhões. A Índia exportou
US$ 25 bilhões", disse Paulo Portela, vice-presidente de
Serviços da IBM, em seminário promovido pela Amcham, em
São Paulo.
"Essa disputa [por engenheiros] não ajuda. Vamos perder
se entrarmos numa guerra e ampliar a inflação dos custos
da mão de obra." O salário inicial, de R$ 1.500 em
2006, já atinge R$ 4.500.
EVASÃO
O diagnóstico da realidade nos 1.374 cursos no país mostra
que a evasão nos cursos de engenharia é de 80%; dos 150
mil que ingressam no primeiro ano, 30 mil se formam.
"Só um 1 em cada 4 possui formação adequada.
O Brasil forma menos de 10 mil engenheiros com competência e esses
são disputados pelas empresas", diz José Roberto
Cardoso, diretor da Escola Politécnica da USP, uma das mais importantes
faculdades de engenharia do país.
A Amcham (Câmara Americana de Comércio) quer o tema na
campanha eleitoral. O documento com o diagnóstico e as propostas
compiladas por Jacques Marcovitch, professor da USP e conselheiro do
Fórum Econômico Mundial, será entregue ao governo
e aos candidatos.
É certo que ficará para o próximo governo a busca
da resposta para a pergunta: "Por que o jovem quer ser médico
e advogado e não quer ser engenheiro e professor de matemática?".
Exemplo de baixa procura pela área ocorreu em concurso para professor
de física em São Paulo. De 931 vagas, só 304 foram
preenchidas.
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Folha de S.Paulo, 21 de
junho de 2010
Financiamento imobiliário
é aposta de estabelecimentos
DE BRASÍLIA
O financiamento imobiliário
está entre os produtos com maiores taxas de adesão entre
os lotéricos. São 280 correspondentes cadastrados, com
expectativa de ampliação de até 50 novos estabelecimentos
por mês.
O retorno com essas operações compensa o investimento
em espaço e treinamento de funcionários, diz a Caixa.
Esses novos produtos respondem, em média, por um terço
da receita dos correspondentes que optaram voluntariamente por investir
nessa área.
O principal atrativo são as comissões pagas em cima de
um negócio que envolve valores maiores que os jogos.
A remuneração por um financiamento imobiliário
de R$ 100 mil equivale à venda de mais de R$ 10 mil em jogos
ou ao recebimento de 3.300 contas de consumo. (EC)
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Folha de S.Paulo, 21 de junho
de 2010
PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES
2010
Estudo vê padrão em voto
para presidente desde 89
Peso de máquinas eleitorais explica
alianças polêmicas de Serra e Dilma | Quando Collor chegou
ao Palácio do Planalto com vitória sobre Lula, votação
em grotões e periferias foi decisiva
BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO
O mapa das últimas cinco
eleições presidenciais mostra que é impossível
chegar ao Planalto sem as máquinas que controlam os votos dos
grotões e das periferias das grandes metrópoles.
A conclusão está em estudo coordenado pelo cientista político
Cesar Romero, da PUC-Rio. Ele constatou semelhanças geográficas
na votação de todos os vencedores, de Fernando Collor,
em 1989, a Lula, em 2006.
"Cada eleição tem sua história, mas as estratégias
vitoriosas são sempre parecidas. Ganharam os que foram mais pragmáticos",
afirma.
A análise dos resultados por microrregião brasileira mostra
que todos os eleitos conseguiram conquistar os grotões, dominados
por oligarquias locais, e as periferias urbanas, com forte presença
de líderes populistas e pastores pentecostais.
Para Romero, a constatação obriga os candidatos Dilma
Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) a abraçar o pragmatismo
e buscar aliados malvistos pela opinião pública e por
seus próprios partidos.
"Por saber disso, os dois têm adotado a mesma tática",
analisa. "Esta será uma disputa sem ideologia, de máquina
contra máquina."
Como exemplos, ele cita a aproximação de Serra com o ex-deputado
Roberto Jefferson (PTB) e a de Dilma com os senadores José Sarney
e Renan Calheiros (PMDB), além do esforço dos dois candidatos
para fechar alianças no mundo evangélico.
Os mapas eleitorais de Lula mostram a importância dessas alianças.
Após três derrotas, ele se elegeu em 2002 ao se aliar a
ex-adversários e aumentar sua votação em grotões
e periferias.
Com o peso das máquinas, a discussão programática
fica restrita ao eleitorado de classe média das grandes cidades.
É apenas lá, segundo o estudo, que o debate ideológico
terá alguma relevância na campanha.
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Folha de S.Paulo, 21 de
junho de 2010
PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES
2010
Ficha Limpa pode tornar inelegíveis
36 congressistas
Deputados e senadores são investigados
por trabalho escravo, corrupção, crimes eleitorais e até
homicídio | Se condenados, seriam impedidos de concorrer, mas
podem ficar aptos porque julgamento não deve ocorrer a tempo
FILIPE COUTINHO
FELIPE SELIGMAN
NOELI MENEZES
DE BRASÍLIA
No ano em que a Ficha Limpa
virou lei, 36 deputados e senadores candidatos a reeleição
entraram na mira do STF (Supremo Tribunal Federal) e estão ameaçados
de ficar inelegíveis por práticas como trabalho escravo,
corrupção, crimes eleitorais e até homicídio.
Levantamento feito pela Folha revela que, a cada três dias, um
pedido de abertura de inquérito ou de ação penal
contra parlamentar chegou ao Supremo neste ano -totalizando 60 procedimentos
(51 inquéritos e 9 ações) até agora.
A quatro meses da eleição, esse número é
130% maior que o mesmo período de 2009, quando o Ministério
Público havia pedido a abertura de 18 inquéritos e 8 ações
penais.
Os parlamentares são investigados por práticas como trabalho
escravo, fraudes em licitação e, principalmente, crimes
eleitorais. Há, inclusive, uma investigação em
curso por homicídio qualificado - o caso está sob sigilo.
Se condenados, eles não poderiam concorrer neste ano graças
à Lei do Ficha Limpa. Como o julgamento dificilmente ocorrerá
até o registro das candidaturas, devem ficar aptos ao pleito.
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, avalia que o
grande número de inquéritos é um "efeito colateral"
do fenômeno dos ficha-sujas. "Muitos políticos que
chegam ao Congresso Nacional eram prefeitos antes. Quando chegam a Brasília,
as investigações sobre irregularidades são remetidas
ao Supremo Tribunal Federal", disse Gurgel.
As suspeitas estão espalhadas pelas cinco regiões do país
e envolvem os principais partidos: PMDB, PT, PSDB, DEM e PV. No ranking
das denúncias, a principal suspeita é de crime eleitoral,
com 12 inquéritos de 51.
As investigações atingem desde parlamentares do "baixo
clero" até senadores como Eduardo Azeredo (PSDB-MG), réu
no chamado "mensalão mineiro".
Pedro Henry (PP-MT), réu no mensalão do PT, de 2005, responde
ainda a inquérito pela suspeita de ter usado dinheiro da Câmara
dos Deputados para contratar um piloto particular.
CONSELHO
DE ÉTICA
Em cinco meses, Urzeni Rocha (PSDB-RR), integrante da Conselho de Ética
da Câmara, já foi alvo de três inquéritos.
Ele é investigado por trabalho escravo e suposta prática
de crimes contra o meio ambiente.
O deputado Sabino Castelo Branco (PTB-AM) é réu em ação
por peculato e há dois meses passou a ser investigado por crimes
contra a ordem tributária -Sabino faz parte das comissões
da Câmara que discutem a reformulação da Polícia
Federal e a criação de varas para julgar casos de improbidade.
Após a abertura do inquérito, um ministro do STF tem que
analisar cada pedido do Ministério Público, de quebra
de sigilo a diligências burocráticas. Na média,
os inquéritos misturam-se a quase 7.000 processos que se acumulam
em cada gabinete do STF. Desde a Constituição de 1988,
apenas um parlamentar foi condenado pela Corte sem a pena prescrever.
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Gazeta do Povo, 21 de junho
de 2010
Suspense
PDT, PMDB e PT se reúnem para
definir acordo no PR
Dirigentes nacionais do PDT, PT e PMDB se reúnem hoje em Brasília
para tratar da eleição no Paraná. Na pauta da discussão
estará a candidatura do senador Osmar Dias (PDT) ao governo do
estado. Cortejado pelo PSDB e preferido pelo presidente Luiz Inácio
Lula da Silva para ser o candidato da base governista no Paraná,
Osmar já deu sinais de que poderá abrir mão da
candidatura e aceitar a oferta de aliança com os tucanos. Pela
proposta, o pedetista disputaria a reeleição ao Senado
e a vaga de vice na chapa de Beto Richa seria do PDT – provavelmente
do presidente estadual do partido, deputado Augustinho Zucchi.
Na última quinta-feira,
Osmar enviou uma carta à executiva nacional do PDT para saber
se o partido autorizaria o acordo. O documento foi interpretado pelos
tucanos como um sinal da intenção de Osmar de aceitar
a oferta. O senador, no entanto, afirmou que a carta foi apenas uma
consulta e não significaria que ele aceitou a proposta.
A expectativa dos tucanos é
que a resposta da direção nacional do PDT à consulta
de Osmar saia na terça-feira. “Nós estamos esperando
um resultado positivo dessa reunião. Mesmo porque, na consulta
que o senador fez, ele manifestou o desejo da coligação”,
afirmou o presidente estadual do PSDB, deputado Valdir Rossoni.
Apesar do aparente otimismo
dos tucanos, nos bastidores, o envio da carta foi interpretado como
uma possível jogada de Osmar para tentar pressionar PT e PMDB
a aceitarem as suas condições para disputar a eleição
estadual. O senador do PDT já deixou claro que só entrará
na disputa se for o candidato único da base governista.
Isso implicaria na desistência do governador Orlando Pessuti,
do PMDB, na campanha estadual. Na semana passada, Pessuti,
que parecia irredutível, sinalizou que poderá abrir mão
da candidatura ao Palácio Iguaçu caso haja
um pedido do presidente Lula.
Outra condição
imposta por Osmar seria ter a ex-presidente estadual do PT Gleisi Hoffmann
como vice em sua chapa. Os petistas, no entanto, insistem em ter Gleisi
como candidata ao Senado.
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Congresso em Foco, 21 de
junho de 2010
PMDB prevê eleger governadores
em 12 estados
Estimativa da Fundação Ulysses
Guimarães (FUG) também avalia que o partido continuará
com as maiores bancadas tanto na Câmara como no Senado
Mário Coelho, Lúcio Lambranho
e Rudolfo Lago
À primeira vista, como
apenas empresta o vice para a candidatura de Dilma Rousseff, do PT,
o PMDB pode parecer um coadjuvante no pleito de outubro. Se as eleições,
porém, foram avaliadas pelo ângulo das disputas regionais,
o partido demonstra por que se tornou a maior agremiação
política do país depois da redemocratização.
Sem candidato próprio à Presidência há 12
anos, a aliança com o PT para tentar eleger Dilma Rousseff dará
ao PMDB ainda mais poder político, após as eleições
de 2010, principalmente nos estados. É o que prevê uma
estimativa da Fundação Ulysses Guimarães (FUG),
especializada em estudos políticos do PMDB. Pela projeção
da fundação, o partido poderá eleger até
12 governadores, cinco a mais do que os sete eleitos nas eleições
de 2006. A avaliação é referendada pelo presidente
da FUG no Espírito Santo, Chico Donato, que esteve nas cinco
regiões do país visitando os diretórios regionais
do PMDB pelo projeto “Estradas e Bandeiras”.
Apelidado de "IBGE do PMDB",
o estudo realizado entre abril e maio de 2009, também dá
como certa a manutenção das duas maiores bancadas no Congresso
com integrantes do partido. Atualmente, o PMDB tem 18 senadores e 90
deputados.
A conta de Donato nos governos
estaduais leva em consideração um vice-governador no Amazonas,
já que o partido indicou o ex-secretário de governo do
Amazonas José Melo como vice na chapa do candidato a governador
do estado, Omar Aziz (PMN). Aziz foi o vice-governador do peemedebista
Eduardo Braga, ex-governador do estado, e candidato ao Senado junto
com a deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB). A chapa garante palanque
para Dilma.
Os outros onze estados com chances
reais, segundo o dirigente do PMDB, são: Rio Grande do Sul, Rio
de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás,
Paraíba, Maranhão, Bahia, Rondônia e Tocantins.
Com a eleição
de um número maior de governadores, o PMDB deverá controlar
uma fatia ainda do orçamento nacional. Como
mostrou o Congresso em Foco em fevereiro de 2009, o dinheiro público
administrado pelo PMDB já ultrapassa em mais de duas vezes o
orçamento federal da Argentina. Sem contar as prefeituras,
o partido controla cerca de R$ 258,9 bilhões, divididos em seis
ministérios, sete governos estaduais, a Câmara e o Senado.
Mas, apesar da avaliação
positiva da Fundação Ulysses Guimarães, o PMDB
não lidera as pesquisas em todos os estados em que tem candidato
próprio (veja a situação em cada estado, de acordo
com as últimas pesquisas). A maior chance, por enquanto, está
na reeleição do governador de Mato Grosso do Sul, André
Puccinelli.
O candidato do PMDB tem 51%
das intenções de voto, segundo a pesquisa do Instituto
Ibrape (8-14-abril). O ex-governador Zeca do PT (PT) tem 32% e a senadora
Marisa Serrano (PSDB) com apenas 8%, índice menor do que os de
brancos, nulos e indecisos que somam 9%.
Além dessa possibilidade
de reeleição, o PMDB avança em dois estados importantes,
antes controlados por governadores do PSDB. Em Minas Gerais, Hélio
Costa já aparece na frente na última pesquisa Sensus com
49,5% contra 20,7% de Antonio Anastasia (PSDB).
No Rio Grande do Sul, apesar
da neutralidade do candidato do partido em relação ao
palanque para Dilma Rousseff, o prefeito de Porto Alegre, José
Fogaça (PMDB), está em segundo lugar nas pesquisas. Segundo
a última pesquisa Vox Populi (12.mai.2010), Tarso Genro (PT)
tem 32% das intenções de voto contra 27% de Fogaça.
Considerando a margem de erro, os dois candidatos estão tecnicamente
empatados.
"Partido
mais estruturado"
O cientista político e professor da Universidade de Brasília
(UnB) Davi Fleischer também acredita que a tendência é
que o PMDB eleja um grande número de deputados, senadores e governadores.
Para sustentar a tese, o cientista político recorre aos números
das últimas eleições, tanto municipais quanto estaduais.
Em 2008, por exemplo, o partido fez o maior número de vereadores
e prefeitos. E já possui uma grande quantidade de deputados estaduais,
além de deter a maior bancada de deputados e senadores no Congresso.
"Tudo indica que o PMDB vai continuar a crescer. É o partido
mais bem estruturado do país, com presença em quase todos
os municípios", afirmou Fleischer.
Mas ele ressalta que o partido
pode ter problemas em alguns estados, como Minas Gerais e Maranhão,
onde o PT foi obrigado pelo diretório nacional a se aliar com
os peemedebistas. Para Fleischer, a aliança pode surtir o efeito
contrário. "Isso deixou parte do PT irritado", frisa
o cientista político.
Para o dirigente da Fundação
Ulysses Guimarães, o desgaste entre os dois partidos não
é problema mesmo após a greve de fome do deputado Domingos
Dutra (PT-MA) e do líder petista maranhense Manoel da Conceição
na Câmara na semana passada. "Este deputado é um arqui-inimigo
dos Sarney há muito tempo. O protesto e a reação
do PT não devem fazer diferença no eleitorado no Maranhão",
avalia Donato.
O peemedebista do Espírito
Santo também acredita em um virada na Bahia em favor do candidato
do PMDB, que atualmente está em terceiro lugar nas pesquisas.
“Na Bahia, apesar das pesquisas, o ex-ministro da Integração
Geddel, pode ser beneficiado com a polarização entre o
governador candidato à reeleição do PT e o candidato
do DEM, Paulo Souto. O estado quer uma alternativa e acreditamos que
nosso candidato passa para o segundo turno”, avalia.
Ameaça de intervenção
Os dois casos citados pelo cientista
político, Maranhão e Minas Gerais, como problemas para
a aliança entre PT e PMDB também podem ser somados a dois
outros entraves eleitorais recentes para os dois partidos que marcham
juntos na disputa pelo Palácio do Planalto. Há uma possibilidade
de intervenção no diretório catarinense do PMDB
e os reveses da disputa no Distrito Federal, onde parte do partido defendeu
a candidatura própria do governador Rogério Rosso (eleito
de forma indireta após a renúncia do ex-governador José
Roberto Arruda) e a parte vencedora optou por oferecer à chapa
do PT a vaga de vice. Mesmo, porém, no caso dessa vitória,
poderá haver problemas. O nome escolhido para vice, o deputado
Tadeu Fillipelli durante anos foi um dos principais aliados de Joaquim
Roriz, principal adversário dos petistas em Brasília.
Boa parte dos eleitores parece resistir a votar numa chapa que tenha
Fillipelli de vice.
Em Santa Catarina, a decisão
de abandonar a candidatura própria e tentar reeditar a "tríplice
aliança" - DEM, PSDB e PMDB - causou estranheza à
cúpula nacional do partido. Tanto que foi aberto prazo de oito
dias para defesa do diretório regional. Caso não mude
de ideia, haverá intervenção nacional. Se os argumentos
não forem aceitos, a direção estadual será
destituída. Até o momento, a intenção de
não lançar candidato próprio, costurada pelo ex-governador
Luiz Henrique da Silveira, está mantida. Assim como o apoio a
José Serra.
Peemedebistas catarinenses ouvidos
pelo site afirmam que o partido vai rachado para a convenção,
marcada para o próximo sábado (26). Até o momento,
existem duas possibilidades de voto. Uma é da coligação
com DEM e PSDB, e a indicação do presidente regional do
PMDB, Eduardo Pinho Moreira como vice. Além disso, Luiz Henrique,
o ex-governador do estado pelo PMDB, será candidato ao Senado.
No entanto, já apareceu uma candidatura dissidente. O também
ex-governador e ex-deputado Paulo Afonso Vieira apresentou-se como nome
ao Senado. Afonso vai disputar com Luiz Henrique - que possui grande
influência entre os votantes - a indicação peemedebista.
A possibilidade do lançamento
de uma chapa pura dissidente é descartada entre os peemedebistas.
Os principais nomes do partido são favoráveis à
coligação com DEM e PSDB e o apoio a Serra. E o único
político viável eleitoralmente não tem como se
candidatar. Dário Berger, prefeito de Florianópolis, não
saiu do cargo após perder disputa interna contra Pinho Moreira.
Berger também está envolto em ações judiciais.
Responde no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) à acusação
de ser prefeito itinerante, já que comandou a vizinha São
José por dois mandatos.
Somados, o peemedebista, que
já passou pelo então PFL (hoje DEM), possui quatro mandatos
seguidos. Por conta das constantes viagens à Brasília
e visitas ao TSE e ao Tribunal de Contas da União (TCU), foi
apelidado no meio político catarinense de "prefeito de Brasília".
Distrito Federal
A disputa no Distrito Federal
ganhou contornos inesperados. O anúncio da coligação
entre PT e PMDB - que sempre foram adversários ferrenhos -, levantou
novamente a questão da bandeira ética nas eleições.
Os peemedebistas, especialmente por conta do ex-governador Joaquim Roriz,
possuem uma imagem ligada a escândalos de corrupção.
O PT sempre tentou levantar um discurso de contraponto. Tanto que elegeu
Cristovam Buarque (hoje no PDT) ao governo em 1994. Porém, a
aliança entre os dois partidos, na tentativa de dar um palanque
único a Dilma Rousseff, acabou desagradando a militância
dos partidos.
Além disso, serviu para
dividir o PMDB. O partido elegeu Rogério Rosso como governador
para mandato tampão com a cassação de José
Roberto Arruda e a renúncia de Paulo Octávio. Na cerimônia
de posse, ele, que foi administrador de Ceilândia no governo de
Roriz e presidente da Codeplan no governo Arruda, prometeu não
se candidatar à reeleição. O presidente regional
do partido, deputado Tadeu Filippelli, costurou um acordo de bastidores
com petistas e se lançou a vice de Agnelo Queiroz (PT).
Na quinta-feira (17), Rosso
se lançou como pré-candidato, tendo Ivelise Longhi (PMDB)
como sua vice. Na carta manuscrita enviada à direção
regional do partido, o peemedebista afirmou que a polarização
entre o PT e Roriz, que vai se candidatar pelo PSC, "não
traduz os anseios da nossa sociedade". "Durante os entendimentos
que permearam o processo de eleição indireta no DF existia
a esperança, um norte, respaldado na articulação
de Vossa Excelência com outros partidos e lideranças políticas
do DF, da formação de um novo pensamento, uma nova opção
para o Distrito Federal", afirmou.
No sábado (19), o partido,
em convenção tumultuada, definiu-se pelo apoio a Agnelo
Queiroz, com Filipelli como vice.
Leia também:
As
chances do PMDB estado a estado
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BEM PARANÁ, 21 de
junho de 2010 | Paraná
Sanepar: Trabalhadores deflagram greve
Hoje, a partir das 8 horas, os trabalhadores
se concentram em frente à sede da empresa
Da Redação
Os trabalhadores da Sanepar ligados ao Sindicato dos Trabalhadores no
Saneamento do Paraná (Saemac) deflagraram desde a zero hora de
hoje mais uma greve da categoria. Pelo menos 1.500 trabalhadores dos
cerca de 3 mil representados pelo Saemac devem cruzar os braços,
conforme expectativa do sindicato.
As principais reivindicações dos trabalhadores são
a reposição salarial de 5%, gratificação
de férias, estabilidade no emprego, segurança no local
de trabalho e a recuperação das perdas salariais. Hoje
o salário inicial da categoria começa em R$ 742, diz Gerti.
O acordo coletivo de trabalho venceu em fevereiro, e desde lá
acontecem negociações. A greve foi decidida após
48 sessões da Assembleia Geral dos Trabalhadores.
Hoje, a partir das 8
horas, os trabalhadores se concentram em frente à sede da empresa
no Rebouças. Às 11 horas está agendado uma reunião
entre a diretoria do Saemac e da Sanepar. Às 14 horas, também
está marcado um encontro de conciliação no Tribunal
Regional do Trabalho.
Segundo o Saemac, o período da greve é indeterminado,
mas o sindicado e os trabalhadores têm esperança de um
acordo ainda hoje. O abastecimento e os serviços de manutenção
à população serão mantidos normalmente.
Possibilidade de desabastecimento apenas se a greve se prolongar.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
21/06/2010
Turma do TST mantém aditamento de
pedido no decorrer de ação trabalhista
A Terceira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho não conheceu do recurso de revista interposto
pela Ambev, ficando mantida decisão do Tribunal Regional do Trabalho
da 1ª Região (RJ) que considerou válido o pedido
de novo direito – horas extras – no decorrer da ação
trabalhista.
A questão se refere ao
texto constitucional que estabeleceu o prazo prescricional de dois anos
para o trabalhador ajuizar ação trabalhista, após
o término do contrato (artigo 7°, XXIX, da CF). No caso,
o ex-empregado foi dispensado em agosto de 2002, e entrou com ação
em junho de 2003. Contudo, um pedido novo, referente a horas extras,
foi aditado à petição inicial em outubro de 2004,
período acima do prazo prescricional de dois anos. Para a Ambev,
o aditamento configurou uma nova ação trabalhista, mas
inválida, pois intentada fora do prazo.
O juiz de primeiro grau não
reconheceu as horas extras, o que levou o trabalhador a recorrer ao
TRT, que reformou a sentença e julgou pertinente o pedido. No
acórdão, o Regional explicou que o ajuizamento da ação
trabalhista interrompeu o prazo prescricional de dois anos, não
atingindo o novo pedido formulado. Contra essa decisão, a empresa
interpôs recurso de revista ao TST, alegando violação
do artigo 7°, XXIX, da Constituição Federal, que estabelece
a prescrição. O artigo diz que a ação, quanto
aos créditos resultantes das relações de trabalho,
terá prazo prescricional de dois anos após a extinção
do contrato de trabalho.
Entretanto, a relatora do processo
na Terceira Turma, ministra Rosa Maria Weber, não reconheceu
a violação do dispositivo. Para ela, o dispositivo constituicional
não compreende a interrupção da prescrição
e, tampouco, o prazo para aditamento da petição inicial.
Ou seja, não houve violação direta da Constituição,
mas sim reflexa, o que, segundo as regras processuais trabalhistas,
impossibilita o seguimento do recurso (artigo 896, “c”,
da CLT). Com esses fundamentos, a Terceira Turma, por unanimidade, rejeitou
o recurso da Ambev, mantida, assim, a decisão do TRT que concedeu
ao trabalhador o direito a horas extras, pedidas em aditamento da petição
inicial. A empresa interpôs embargos declaratórios, que
foram negados pela relatora. (RR-79400-11.2003.5.01.0065)
(Alexandre Caxito)
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FETRACONSPAR, 21 de junho de 2010 | Eventos
Curitiba
Diretores da CFT/PR visitam à FETRACONSPAR
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| Da
esq. REMI STELMACH, VICENTE SILVA e GERALDO RAMTHUN |
Os Diretores da Coordenação
Federativa de Trabalhadores do Estado do Paraná – CFT/PR,
VICENTE SILVA (Secretário Coordenador) e REMI
STELMACH (Secretário Executivo), estiveram na tarde
desta segunda-feira (21), na sede da FETRACONSPAR, acompanhados do Presidente
da Entidade e Secretário Regional da CNTI – GERALDO
RAMTHUN, para dentre outros assuntos, analisar a debater os
encaminhamentos dos documentos da Coordenação - CFT/PR.
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FETRACONSPAR, 21 de junho de 2010 | Eventos
Visita
FETRACONSPAR recebe Presidente do SINDIMÁRMORE
Na tarde desta segunda-feira
(21), o Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
de Mármores e Granitos do Estado do Paraná - SINDIMÁRMORE
– ILSON KONDRATOSKI, esteve na sede da FETRACONSPAR,
reunido com o Presidente - GERALDO RAMTHUN.
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