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Valor
Econômico, 23 de junho de 2010
Governo projeta criação
de 1,580 milhão de vagas formais no 1º semestre
Por Luciana Otoni,
No Valor Econômico

Cerca de 320 mil vagas líquidas
de trabalho com carteira assinada podem ter sido abertas em junho, projeção
que, se confirmada, fará com que o primeiro semestre do ano se
encerre com a criação de 1,580 milhão de postos.
A estimativa foi feita pela
ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que informou que no mês passado
foram criados 298 mil empregos, configurando um recorde para meses de
maio.
Esse desempenho é a diferença
entre 1,693 milhão de pessoas admitidas e 1,395 milhão
de dispensas ocorridas no mês passado, conforme consta no Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Com esse resultado, subiu para
1,260 milhão o número final de postos de trabalho criados
no país entre janeiro e maio.
O ministro avalia que, além
do maior ritmo de expansão da economia, também a Copa
do Mundo de futebol, que está sendo disputada na África
do Sul, e as eleições, têm contribuído para
ampliar o dinamismo do mercado de trabalho. Segundo ele, a preparação
das campanhas eleitorais movimentará a cadeia produtiva do setor
gráfico e o segmento de locação de imóveis
e de equipamentos.
Outro fator que deverá
ampliar a oferta de vagas em junho e nos meses subsequentes, aponta
Carlos Lupi, é o setor de agronegócio do Centro-Oeste.
O ministro disse que a contribuição para a oferta de emprego
de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul foi pequena e deve
ocorrer em maior intensidade a partir deste mês.
A despeito de representarem
o quarto melhor resultado desde o início da série, que
foi iniciada em 1992, os empregos líquidos gerados em maio foram
inferiores aos 305 mil de abril. Essa queda pode indicar que, para os
próximos meses, o mercado de trabalho continuará aquecido,
mas deverá mostrar dinamismo menor em comparação
com bases mais elevadas do Caged ao longo do segundo semestre do ano
passado.
O relatório do Ministério
do Trabalho mostra que os 25 subsetores de atividade pesquisados elevaram
a oferta de vagas. O setor de serviços se mantém na liderança,
tendo criado, no mês passado, 86,1 mil empregos.
Na sequência figuram o
setor agrícola e a indústria da transformação,
com a abertura de 62,2 mil vagas cada. O comércio registrou desempenho
recorde e teve a contratação de 43,4 mil trabalhadores.
Na construção civil foram admitidos 39 mil operários
no último mês.
Ao comentar os dados, Lupi disse
não temer que o mercado de trabalho aquecido e a renda do trabalhador
em alta sejam fatores de pressão da inflação. O
ministro afirmou que para este ano a inflação está
projetada entre 5% e 5,5%.
"Eu não vejo problema
em ter 0,25% a mais de inflação, quando o Brasil já
teve 30% ao ano. Eu não vejo ninguém reclamar quando a
China ou a Índia crescem mais de dois dígitos, a 10%.
Não via ninguém
reclamar quando o Japão crescia a 9% ao ano. Nós vamos
crescer bem, com emprego e inflação controlada",
disse. Ele também manteve a projeção de abertura
de 2,5 milhão de postos de trabalho com carteira assinada neste
ano.
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Agência
Câmara, 23 de junho de 2010
Reajuste real do salário mínimo
em 2011 poderá ser de pelo menos 2,4%
Relatório do senador Tião Viana
(PT-AC) ao projeto da LDO, que será apresentado nesta quarta-feira,
estabelece que o aumento real do mínimo não poderá
ser menor do que a média dos dois últimos PIBs. Parecer
também define teto de R$ 32 bilhões para orçamento
do PAC.
O salário mínimo
de 2011 poderá ter um aumento real (acima da inflação)
de pelo menos 2,4%. Esse número equivale à média
do Produto Interno Bruto (PIBIndicador que mede a produção
total de bens e serviços finais de um país, levando em
conta três grupos principais: - agropecuária, formado por
agricultura extrativa vegetal e pecuária; - indústria,
que engloba áreas extrativa mineral, de transformação,
serviços industriais de utilidade pública e construção
civil; e - serviços, que incluem comércio, transporte,
comunicação, serviços da administração
pública e outros. A partir de uma comparação entre
a produção de um ano e do anterior, encontra-se a variação
anual do PIB.) acumulado em 2008 (5,1%) e em 2009 (-0,2%). O percentual
foi apresentado nesta terça-feira pelo relator do projeto da
Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDOLei que define as
metas e prioridades da administração pública federal,
incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro
subseqüente, orienta a elaboração da Lei Orçamentária
Anual, dispõe sobre as alterações na legislação
tributária e estabelece a política de aplicação
das agências financeiras oficiais de fomento. ), senador Tião
Viana (PT-AC), aos líderes dos partidos na Comissão Mista
de OrçamentoA Comissão Mista de Planos, Orçamentos
Públicos e Fiscalização é responsável
pela análise das propostas orçamentárias concebidas
pelo Executivo. Além disso, deve acompanhar o desenvolvimento
anual da arrecadação e da execução do Orçamento,
fazendo eventuais correções ao longo do ano. A Comissão
vota o Plano Plurianual, com metas a serem atingidas nos próximos
quatro anos; a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO),
que estabelece os parâmetros do Orçamento; e a Lei Orçamentária
Anual, que organiza as receitas e despesas que o Governo terá
no ano seguinte. Atualmente, o papel do Congresso é autorizar
o Orçamento, ou seja, analisar os gastos propostos e aprovar
sua realização. .
A nova regra para o reajuste
do mínimo faz parte do parecer final que Viana vai apresentar
nesta quarta-feira, na comissão – o horário ainda
não foi definido.
Nos últimos anos a política
de aumentos tem se baseado em um reajuste que soma a variação
do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPCMede a
variação de preços da cesta de consumo das famílias
de baixa renda, com salário de um a seis mínimos, entre
os dias 1º e 30 do mês de referência. Abrange nove
regiões metropolitanas do País (São Paulo, Rio
de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém,
Porto Alegre e Curitiba), além do município de Goiânia
e de Brasília. O índice é calculado pelo IBGE desde
1979 e é muito utilizado como parâmetro para reajustar
salários em negociações trabalhistas.) do ano anterior
ao crescimento do PIB de dois anos antes. Por essa regra, o reajuste
de 2011 seria a soma da inflação de 2010 com o PIB de
2009 – o problema, neste caso, é que o PIB de 2009 foi
negativo. Para evitar perda salarial, Viana resolveu modificar a fórmula.

O projeto da LDO que foi encaminhado
pelo Executivo previa que o reajuste levaria em conta apenas a variação
do INPC, o que daria uma correção, sem aumento real, de
cerca de 5,08%. O mínimo passaria dos atuais R$ 510 para R$ 535,90.
Com a nova regra estabelecida
pelo relator, o reajuste nominal poderá chegar a aproximadamente
7% - pelas previsões atuais, segundo o Banco Central, a expectativa
do mercado para o INPC deste ano é de 4,36%. Porém, o
dispositivo incluído pelo relator é apenas um piso. Ou
seja, nada impede que o Executivo, durante a discussão do aumento
do salário mínimo no Congresso, concorde com um reajuste
real maior.
Este ano o aumento real do salário
mínimo chegou a 6,02%. O último ano em que o reajuste
real ficou abaixo dos 2,4% pretendidos foi em 2004, quando ele foi majorado
em apenas 1,19% em termos reais.
Superávit
primário
Além do aumento do mínimo, Tião Viana apresentou
aos coordenadores dos partidos na comissão os principais pontos
do substitutivo. Ele manteve o valor nominal para o superávit
primário de 2011, que será de R$ 125,5 bilhões
para o conjunto do setor público (União, estatais, estados
e municípios). Esse número equivale a 3,3% do PIB projetado
para o próximo ano, com base em cálculos feitos em abril.
A oposição vinha
criticando esse dispositivo, alegando que um eventual crescimento do
PIB acima da meta estabelecida para 2011 (5,5%) faria o superávit
cair em termos percentuais. O senador concorda que a regra pode fazer
o superávit diminuir, mas disse que essa é uma opção
do governo. “Colocamos a base nominal para proteger a sociedade.
Estamos dizendo que vamos diminuir o superávit [primário]
e apostar mais no investimento”, afirmou Viana.
A única modificação
feita por ele em relação à meta fiscal foi a definição
de um teto para o Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC), que será de R$ 32 bilhões em 2011. O projeto da
LDO permite que a meta de superávit seja reduzida pelo valor
que for consignado ao PAC. O texto no entanto não trouxe um valor.
Essa ausência, segundo consultores de orçamento do Congresso,
poderia reduzir o superávit a valores mínimos, bem inferiores
aos R$ 125,5 bilhões.
Execução
provisória
Viana manteve ainda no texto a possibilidade de o governo executar investimentos
públicos (PAC e estatais) na ausência da lei orçamentária,
na proporção de 1/12 da dotação mensal.
A oposição é contra. De acordo com o coordenador
do PSDB na comissão, deputado Rogério Marinho (RN), os
restos a pagar girados pelo governo ao final de cada ano já dão
uma ampla margem de recursos para o ano seguinte.
Em 2010, por exemplo, a inscrição
de restos a pagar chegou a R$ 85 bilhões. “O governo não
precisa dessa liberalidade”, disse Marinho.
Com a divulgação
do parecer final, marcada para esta quarta, os partidos vão analisar
o texto apresentado por Viana, que aprovou 1.763 das 3.028 emendas apresentadas.
A previsão é que o parecer seja lido na próxima
semana. A votação vai depender de acordo entre os partidos.
Reportagem - Janary Júnior
Edição – Daniella Cronemberger
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Correio Braziliense, 23
de junho de 2010
Salário mínimo deve
chegar a R$ 550
Salário mínimo
maior e garantia de recursos para obras do Programa de Aceleração
do Crescimento são os principais pontos do relatório da
Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2011. Na arena
da disputa eleitoral deste ano, o governo tenta manter o PAC como prioridade
nos investimentos do Executivo, independentemente do presidente a ser
eleito no fim do ano. Enquanto o relator da LDO de 2011, senador Tião
Viana (PT-AC), esmiúça normas e regulamentações
para garantir equilíbrio financeiro e margem para investimento
para o próximo governo, a oposição reclama e boicota
as sessões da Comissão Mista de Orçamento. Ontem,
pela terceira semana consecutiva, a reunião foi novamente cancelada
sem deliberações. O governo afirma que conseguiu acordo
para votar o relatório, mas a oposição promete
fazer barulho para barrar pontos considerados polêmicos.
Parlamentares do DEM e do PSDB reclamam dos R$ 32 bilhões reservados
prioritariamente para obras do PAC, mas também no bojo dos políticos
que disputarão a reeleição este ano comemoram a
possibilidade de reajuste maior para o mínimo. A sugestão
de Tião Viana de usar a média de variação
do Produto Interno Bruto (PIB) de 2008, que teve um bom crescimento,
e de 2009, com índice negativo, foi recebida de forma unânime
na comissão. Com isso, a previsão é que o salário
mínimo de 2011 possa chegar a R$ 550, na proposta enviada pelo
governo a estimativa era de R$ 535,90 — atualmente está
em R$ 510. Ou seja, um aumento de até 7,8% no ano que vem.
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O ESTADO DO PARANÁ,
23 de junho de 2010 | Economia
Centrais sindicais vão se unir por salário mais elevado
As centrais sindicais querem unificar a campanha salarial para barganhar
reajustes mais elevados para os trabalhadores no segundo semestre. Pelo
menos 105 negociações salariais deverão ocorrer
em todo o País nos próximos seis meses, de acordo com
o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(Dieese). As principais categorias com data-base são os bancários,
os comerciários, os petroleiros, os servidores das áreas
de comunicações e transportes.
Somente no Estado de São
Paulo a Central Única dos Trabalhadores (CUT) deve intermediar
acordos de 38 categorias, que representam 1,5 milhão de trabalhadores.
Com a expectativa de crescimento econômico superior a 6% ao ano
e concessão de elevados aumentos salariais pelo governo aos servidores
públicos, os trabalhadores da iniciativa privada esperam conseguir
das empresas aumentos bem acima da inflação. O problema
é que reajustes acima da inflação estimulam o consumo
e podem fazer com que o Banco Central (BC) eleve ainda mais os juros
para desacelerar a economia brasileira.
O diretor do Dieese Clemente
Ganz afirmou que, em 2009, o reajuste dos trabalhadores ficou em média
2% acima da inflação. Para o segundo semestre, existem
sindicatos que já pensam em um aumento de pelo menos 5% acima
da inflação.
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O ESTADO DO PARANÁ,
23 de junho de 2010 | Economia
Relator muda fórmula de reajuste
do salário mínimo
O relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para
2011, senador Tião Viana (PT-AC), manteve os pontos principais
do texto enviado ao Congresso pelo Executivo em abril. A principal mudança
introduzida pelo relator refere-se à fórmula de reajuste
do salário mínimo, que considera a média da variação
do Produto Interno Bruto (PIB) relativo aos dois últimos anos
(2008 e 2009).
A mudança, que tem o
apoio de todos os partidos, visa a preservar o aumento real do salário
mínimo. Pela regra em vigor, o reajuste em 2011 levaria em conta
a inflação do ano anterior medida pelo INPC mais o crescimento
real do PIB de dois anos atrás, no caso o PIB de 2009, que foi
negativo, por causa dos efeitos da crise financeira mundial.
A íntegra do parecer
de Viana, entretanto, só será conhecida amanhã,
a partir de quando os membros da Comissão Mista de Orçamento
(CMO) terão acesso ao texto. Entre os pontos polêmicos
identificados pela oposição - num resumo antecipado pelo
relator -, destaca-se o estabelecimento das metas de superávit
primário em valores nominais (R$ 125,5 bilhões para o
setor público, R$ 81,8 bilhões para os orçamentos
fiscal e da seguridade social e R$ 7,6 bilhões para as estatais).
A fixação de metas
em valores nominais já constava do texto original do Executivo,
a fim de propiciar "maior previsibilidade, uma vez que o PIB somente
será conhecido depois de encerrado o exercício".
O valor de R$ 125,5 bilhões corresponde a 3,3% do PIB calculado
em abril. Esse porcentual aparece implícito no texto: segundo
o relator, funciona como uma trava, um teto para que a economia de recursos
para o pagamento dos juros da dívida não ultrapasse esse
índice.
No entanto, mantida a tendência
de crescimento da economia, esse porcentual acabaria reduzido. Técnicos
da Comissão de Orçamento avaliam que esse índice
corresponderia a 2,8% do PIB atual. Tião Viana admite a possibilidade
de redução do porcentual, mas alega que isso é
uma "vantagem" porque reverte em aumento dos investimentos.
Os demais pontos controversos
são os mesmos dos anos anteriores: a limitação
da competência do Congresso para suspender as obras consideradas
irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e a execução
dos duodécimos, na hipótese de não aprovação
do Orçamento até 31 de dezembro.
A LDO contempla as diretrizes
gerais para elaboração da Lei Orçamentária
de 2011. O cronograma traçado nesta tarde pelas lideranças
da Comissão Mista de Orçamento (CMO) prevê que o
texto seja votado no colegiado na primeira semana de julho. A apreciação
em sessão conjunta do Congresso tem de ocorrer até 17
de julho, sob pena de que os parlamentares fiquem sem o recesso do meio
do ano.
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Vermelho,
23 de junho de 2010
Concentração da riqueza
aumentou durante a crise mundial
A crise mundial do capitalismo provocou muito sofrimento para a classe
trabalhadora, com o crescimento do desemprego, arrocho dos salários
e redução de direitos. Mas, nem todos perderam. Os ricos
ficaram mais ricos no ano passado, ao mesmo tempo em que o mundo passou
pela pior recessão desde a Grande Depressão de 1929. É
a lógica perversa do capitalismo.
Uma recuperação no mercado acionário ajudou as fileiras
dos milionários do mundo a crescer 17%, para 10 milhões
de pessoas, enquanto a riqueza coletiva deles aumentou 19%, para US$ 39
trilhões, quase recuperando as perdas decorrentes da crise financeira,
revelou o relatório mais recente sobre riqueza mundial da Merrill
Lynch-Capgemini.
Os valores das ações subiram 50%,
e os hedge funds recuperaram a maioria das perdas sofridas em 2008,
em um ano marcado por gastos de estímulo governamentais e flexibilização
dos bancos centrais.
A chefe de administração de patrimônio
do Bank of America, Sally Krawcheck, disse: "Já estamos
vendo sinais distintos de recuperação e, em algumas áreas,
de retorno completo aos níveis de riqueza e crescimento de 2007."
O aumento mais acelerado de riqueza aconteceu
na Índia, China e Brasil, alguns dos mercados mais duramente
atingidos em 2008. A riqueza na América Latina e Ásia-Pacífico
chegou a níveis recordes.
As fileiras de milionários da Ásia
subiram para 3 milhões de pessoas, equiparando-se pela primeira
vez à Europa, ao lado de uma expansão econômica
de 4,5%.
A riqueza combinada dos milionários asiáticos
subiu 31%, para US$ 9,7 trilhões, superando os US$ 9,5 trilhões
de seus colegas europeus.
Na América do Norte, a lista dos muito ricos cresceu 17% e a
riqueza deles aumentou 18%, chegando a US$ 10,7 trilhões. Os
Estados Unidos foi o país que teve mais milionários em
2009 - 2,87 milhões de pessoas -, seguido pelo Japão (1,65
milhão de milionários), Alemanha (861 mil) e China (477
mil).
Capitalismo
A Suíça é o país
que teve a maior concentração de milionários: quase
35 para cada mil adultos.
Contudo, enquanto os portfólios se recuperavam, os investidores
continuaram cautelosos, após um colapso que apagou uma década
de ganhos com ações, motivou uma contração
na economia global e fez o desemprego subir vertiginosamente.
Baseado em pesquisas com mais de 1.100 investidores
ricos em 23 firmas, o relatório constatou que os ricos foram
beneficiados por terem uma larga gama de investimentos, incluindo commodities
e patrimônio imobiliário.
Os milionários aplicaram uma parte maior
de seu dinheiro em investimentos de renda fixa, buscando retornos previsíveis
e fluxo de caixa. O desafio que os corretores têm pela frente
é convencer seus clientes a apostar em investimentos mais frutíferos
e de risco mais alto. O aumento da concentração de renda
e da centralização do capital em períodos de crise
é uma característica do modo capitalista de produção,
que faz com que os responsáveis pela crise sejam também
seus principais beneficiários, enquanto a classe trabalhadora
(que não promove crises) é quem paga o pato.
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Unifem, 23 de junho de 2010
Brasil lidera ações
de empoderamento das mulheres
Onze empresas brasileiras fazem parte da lista de 39 corporações
que aderiram aos Princípios de Empoderamento das Mulheres, lançados
pelo Unifem (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas
para a Mulher) e o Pacto Global das Nações Unidas, em
março deste ano. O número coloca o Brasil em primeiro
lugar na lista de adesão aos “Princípios de Empoderamento
das Mulheres” estabelecidos pela Organização das
Nações Unidas (ONU).
A segunda posição é ocupada por seis empresas de
caráter global. Estados Unidos e Egito estão na terceira
posição no ranking de empresas com adesão aos Princípios.
Nesta segunda-feira (21), 39
executivos de grandes empresas divulgaram a Declaração
de Apoio aos “Princípios de Empoderamento das Mulheres
– Igualdade Significa Negócios”, conclamando a adesão
do setor empresarial à iniciativa das Nações Unidas.
No documento, os presidentes
e diretores executivos expressam o compromisso com a promoção
da igualdade entre homens e mulheres, pedra fundamental dos setes Princípios
de Empoderamento das Mulheres a ser adotada em escala mundial pelas
empresas para incorporar a diversidade global e nacional.
Com adesão divulgada
na semana passada, a Petrobras também reafirmou em nível
global o seu compromisso com a igualdade de gênero. “Estamos
colocando em prática um dos valores expressos no Plano Estratégico
da Petrobras para 2020, que é o respeito à diversidade
humana e cultural, baseada em três princípios: não-discriminação,
igualdade de oportunidades e respeito às diferenças”,
declarou o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, em mensagem
enviada para a ONU, em Nova York.
Para a diretora-executiva do
UNIFEM, Inés Alberdi, “pela primeira vez, os executivos
estão liderando a promoção da igualdade de gênero.
Com esse apoio, presidentes e diretores executivos elevam, para o nível
mais alto, o suporte necessário para os Princípios de
Empoderamento das Mulheres e com um ganho de força nas relações
individuais das empresas e nas suas culturas”, afirma.
Os Princípios de Empoderamento
das Mulheres – Igualdade Significa Negócios oferece à
comunidade empresarial uma nova ferramenta no trabalho conjunto com
as Nações Unidas para avançar no cumprimento dos
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, particularmente o objetivo
três, que é o de promover a igualdade entre os sexos e
a autonomia das mulheres.
As empresas brasilerias que
aderiram aos princípios são: Açovisa Indústria
e Comércio de Aços Especiais Ltda, CINQ Tecnologia, Copel
(Companhia Paranaense de Energia), Fersol Indústria e Comércio
SA, INCCATI Sistemas Ltda, Itaipu Binacional, Microlife Informática
de Franca Ltda, Natusfran, New Space Processamento e Sistemas Ltda,
Petrobras e Rodovalho Advogados.
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Folha de S.Paulo, 23 de
junho de 2010
Brasil é próxima
potência mundial, afirma bilionário
O americano Sam Zell, do grupo Equity International,
está no país até amanhã em busca de novos
negócios | "Prefiro investir em um país quente",
diz Zell, que já tem participações em brasileiras
como Gafisa e BR Malls
CRISTINA FIBE
DE NOVA YORK
O bilionário americano
Sam Zell, 68, está no Brasil, hoje e amanhã, para expandir
os investimentos do grupo Equity International no país que considera
a próxima "potência mundial".
"O quanto vamos investir depende das oportunidades. Até
hoje, nenhuma foi maior do que o nosso apetite por capital", afirmou
Zell à Folha, por telefone, de Chicago.
O grupo de private equity já tem participações
em cinco empresas brasileiras, entre elas a Gafisa e a BR Malls, que
tem atualmente 35 shoppings em seu portfólio.
Entusiasta do Brasil, Zell atribui ao presidente Luiz Inácio
Lula da Silva o reconhecimento do país como "uma das oportunidades
mais atraentes do mundo".
O empresário americano minimiza o risco de superaquecimento da
economia brasileira. "O país vai muito bem. Prefiro investir
em um país quente demais a investir em um país frio",
diz.
"Começamos a estudar o Brasil há quase 12 anos. Desde
então, houve o reconhecimento [no exterior] da estabilidade fiscal
do país", elogia.
""O Brasil elevou as taxas de juros antes de outros países,
evitando a hiperinflação que o infestou no passado."
Para o americano, "o Brasil sempre foi reconhecido como tendo enormes
recursos e oportunidades, mas, no passado, não soube tirar vantagem
disso".
""Nos últimos oito, nove anos, tem havido um novo nível
de disciplina, fazendo dele uma das oportunidades mais atraentes no
mundo. O presidente Lula focou no crescimento enquanto manteve a disciplina
fiscal, para evitar a hiperinflação."
Zell diz achar que, hoje, ""há menos obstáculos
para investir no país". "O Brasil está se transformando
de um país em desenvolvimento em um país desenvolvido."
A eleição tampouco o preocupa -os dois principais candidatos
à Presidência, diz, manterão a política econômica
atual.
CONSELHOS
Ele dá dois conselhos para que o país continue no caminho
para se tornar uma potência com liderança mundial: ""Manter
a disciplina fiscal e continuar a desenvolver os seus recursos e a construir
infraestrutura, facilitando os investimentos".
Apesar de o principal foco da sua empresa ser no setor imobiliário,
Zell afirma não descartar nenhuma área. Mas, ao final
da entrevista, o empresário responde com um rápido ""não"
quando questionado se investiria na mídia brasileira.
Uma das grandes polêmicas que assombram sua carreira é
a aquisição da Tribune Company, em 2007. No ano seguinte,
o grupo, que publica o ""Los Angeles Times" e o ""Chicago
Tribune", entre outros veículos, pediu falência.
Com o processo ainda em andamento, Zell recusa-se a comentar o assunto.
Questionado se se arrepende de ter investido em mídia nos EUA,
diz apenas: ""Não tenho arrependimento nenhum".
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Vermelho, 23 de junho de
2010
Inglaterra congela salários
e aumenta idade da reforma
Numa evidência de que uma forte ofensiva contra a classe trabalhadora
está em curso em toda a Europa, o governo inglês anunciou
nesta terça (22) o congelamento de salários no setor público
durante dois anos, cortes de 25% nos gastos sociais e uma redução
na taxa de imposto sobre os lucros de empresas. Dois pesos e duas medidas:
para os assalariados, o arrocho; para os capitalistas, renúncia
fiscal.
O novo governo do Reino Unido, liderado por David Cameron, anunciou
duras medidas como proposta de Orçamento retificativo para este
ano e as grandes linhas da política fiscal até 2015. O
ministro das finanças, George Osborne, afirmou que o governo
vai congelar os salários dos funcionários públicos
durante os próximos dois anos e cortar em cerca de 25% os gastos
sociais, com excepção da saúde. O valor do abono
de família, por exemplo, será congelado nos próximos
três anos.
Privilégios para o capital
Outras medidas emblemáticas
são a antecipação da elevação da
idade mínima da aposentadoria para 66 anos e a redução
os benefícios fiscais para famílias com rendimentos anuais
superiores a 40 mil libras. A taxa normal do IVA também aumenta
já no dia 4 de Janeiro, passando de 17,5 para 20%. O exercício
fiscal de 2011 também terá uma taxa nas contas do setor
financeiro.
A proposta de “emagrecimento”
do Estado, conduzida pela aliança de direita no Reino Unido,
espera conseguir um corte na despesa pública da ordem das 30
bilhões de libras por ano até 2015. Em “contrapartida”,
numa evidência de que o governo conservador tem dois pesos e duas
medidas (uma para a classe trabalhadora, outra para os capitalistas),
estão propondo uma redução nos impostos sobre os
lucros das empresas, que durante os próximos quatro anos vão
descer em um ponto percentual, até atingir os 24%.
Georde Osborne considerou este
um “Orçamento inevitável” e para o qual “todos
serão chamados a contribuir”. O movimento sindical reagiu
com indignação e promete realizar manifestações
em defesa dos interesses da classe trabalhadora. O novo ministro das
finanças admite que as medidas provocarão uma desaceleração
das atividades produtivas, estimando um crescimento da economia britânica
para o próximo ano inferior ao que até então se
projetava, 2,3% contra a estimativa anterior, de 2,6%.
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Congresso em Foco, 23 de
junho de 2010
O brasileiro está se politizando?
Passei a suspeitar que a própria
rotinização da democracia esteja contribuindo para elevar
o grau médio de politização do brasileiro
Após vários anos
afastado da sala de aula, na semana passada fui dar uma palestra sobre
política numa instituição de ensino aqui em São
Paulo. A satisfação foi dupla. Por um lado, o auditório
ficou lotado. Por outro lado, pude travar com os meus alunos um debate
extremamente proveitoso sobre a política brasileira.
A aula havia sido planejada como uma discussão teórica.
Estava preparado para discutir conceitos de autores clássicos
como os alemães Max Weber e Carl Schmitt, temperados por uma
pitada do nosso João Ubaldo Ribeiro – autor de um dos meus
livros clássicos particulares (“Política: quem manda,
por que manda, como manda”).
Mas o que era para ser uma exposição teórica acabou
virando um pequeno seminário sobre a conjuntura política
brasileira. Acho que o fato de estarmos às vésperas do
início da campanha eleitoral contribuiu para isso. Mas também
fiquei muito satisfeito ao constatar o elevado grau de politização
daquela minha turma.
Os brasileiros somos considerados um povo pouco politizado. De fato,
sob uma perspectiva comparativa internacional, isso é mesmo verdade.
Nossas taxas de preferência partidária e de apoio à
democracia ainda são mais baixas do que a média mundial.
Além disso, nossas taxas de escolaridade e de leitura de jornais
também deixam muito a desejar.
Mas passei a suspeitar que a própria rotinização
da democracia esteja contribuindo para elevar o grau médio de
politização do brasileiro. Quando o presidente Lula entregar
o poder para o seu sucessor, esta terá sido a quinta vez consecutiva
em menos de duas décadas – contando as reeleições
– em que um governo democraticamente eleito dá posse a
um novo governo também democraticamente eleito.
Nunca houve nada parecido no Brasil. E nem me refiro aos períodos
autoritários da nossa história. Na República Velha,
os governos não eram eleitos por sufrágio universal. E
a instabilidade política era a grande marca do regime constitucional
de 1946. Hoje, todos já sabem que ano de Copa do Mundo também
é ano de votar para presidente.
Instituições democráticas tradicionais como a alternância
pacífica no poder, a liberdade de opinião, a mobilidade
social e a universalização da educação básica,
entre outras, acabam gerando efeitos positivos sobre o que se convencionou
chamar de a cultura política da população. A aprovação
da Lei da Ficha Limpa teria sido inconcebível tempos atrás.
Acredito, portanto, haver boas razões para acreditar numa tendência
de crescimento da politização da população
brasileira. Mas reconheço que essa hipótese ainda precisa
ser submetida a testes empíricos mais sofisticados. Talvez eu
deva passar mais tempo nas salas de aula.
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Gazeta do Povo, 23 de junho de 2010
Eleição
Indeciso, Osmar vê suas opções
diminuírem
Pessuti abre mão de disputar o governo
para apoiar o senador, mas PDT veta aliança com o PSDB e Gleisi
se recusa a ser a vice do pedetista
Brasília - Nem a mobilização
dos caciques nacionais dos maiores partidos governistas do Brasil foi
suficiente para fazer o senador Osmar Dias (PDT) anunciar uma decisão
sobre candidatar-se à reeleição ao Senado ou ao
governo do Paraná. Após dois dias de negociação
em Brasília, no entanto, três decisões irão
nortear qualquer acordo. O governador Orlando Pessuti (PMDB) aceitou
desistir da eleição, a cúpula do PDT não
permitirá uma chapa com o PSDB e está descartada a hipótese
de Gleisi Hoffman (PT) ser candidata a vice.
A negativa da petista foi a explicação
de Osmar, que se posicionou como pré-candidato ao Palácio
Iguaçu desde 2006, para não aceitar a aliança entre
os três partidos. “Ninguém pode dizer que não
sabia disso. Eu sempre coloquei como proposta clara”, disse Osmar.
A partir disso, cabem duas opções
ao pedetista. A primeira é ser candidato a governador em uma
chapa com um vice indicado pelo PMDB e com Roberto Requião e
Gleisi para o Senado. A outra é candidatar-se ao Senado em uma
chapa independente, que poderia receber o apoio de pequenas legendas
como o PSC e o PR.
A primeira opção foi levada a
ele ontem à tarde pelo ministro do Trabalho e presidente licenciado
do PDT, Carlos Lupi. A proposta era o resultado de uma reunião
de quase três horas de duração entre Lupi, Pessuti
e os presidentes nacionais e estaduais do PMDB (Michel
Temer e Waldyr Pugliesi) e do PT (José Eduardo Dutra e Ênio
Verri). Osmar prometeu responder até as 18 horas, mas acabou
não se posicionando.
Também foi o ministro quem garantiu que
Osmar não poderá participar de uma coligação
do PSDB. Segundo ele, há uma resolução da executiva
nacional do partido que veda as alianças com os tucanos. “Ele
vai fazer a campanha de Dilma [Rousseff, candidata à Presidência]
porque é uma decisão partidária e ele é
um homem de partido”, disse o ministro.
Lupi foi uma das peças-chave de uma maratona
de negociações, que começaram na segunda-feira
à noite na casa de Temer. O presidente da Câmara dos Deputados
reuniu toda a “tropa de choque” nacional do PMDB para discutir
a situação do Paraná e pressionar Pessuti a desistir
da candidatura. Entre os convidados estavam o senador Renan Calheiros
(AL) e o líder do partido na Câmara, Henrique Alves (RN).
O trabalho surtiu efeito. Todos seguiram para
uma nova reunião na sede nacional do PT, na qual encontraram
Osmar e os dirigentes petistas e pedetistas. Pessuti anunciou que desistiria,
mas Osmar voltou a insistir que só aceitaria o acordo com Gleisi
na vice.
O impasse levou a uma nova reunião, agendada
para ontem pela manhã. Osmar chegou antes da hora marcada, conversou
com Dutra, reforçou a exigência quanto à petista
e foi embora. Lupi disse que ele não permaneceu no encontro porque
estava se sentindo mal. “Ele teve um pico de hipertensão”,
afirmou. O problema foi desmentido pela assessoria de Osmar.
Na saída, os caciques do PMDB reforçaram
a impressão de que Osmar não seria candidato a governador.
“Como ele não respondeu nem participou da discussão
de hoje [ontem], estamos trabalhando mais forte com a candidatura do
Pessuti e com uma aliança apenas com o PT”, disse Henrique
Alves, em nome da executiva nacional peemedebista.
Entre os petistas, porém, a negociação
não foi dada por encerrada. “Eu já estou nessa conversação
com o Osmar há cinco meses e aprendi uma coisa: com ele nada
está encerrado, assim como nada está começado”,
disse o presidente estadual do PT, Ênio Verri.
O petista esperava por uma resposta definitiva
do senador até as 18 horas. O próprio Osmar declarou duas
vezes que encerraria o assunto até ontem, mas não se posicionou
oficialmente até o fechamento desta edição. Às
18h30, ele teve um novo encontro com Lupi, sem definições
de novo.
Nos bastidores, comenta-se que a indefinição
de Osmar seria por causa de um convite ao irmão dele, o senador
Alvaro Dias (PSDB), para ser vice na chapa do tucano José Serra
à Presidência. Um acordo familiar impossibilitaria que
os dois estivessem em palanques opostos. O prazo limite, por lei, para
Osmar se decidir é o dia 30.
Aliança com PDT
Richa não comenta veto
Hélio Strassacapa, do Jornal de Maringá
Online
O candidato do PSDB ao governo do Paraná,
Beto Richa, preferiu não comentar a determinação
da cúpula nacional do PDT de barrar a possibilidade de Osmar
Dias (PDT) se lançar à reeleição ao Senado
aliado à chapa tucana à sucessão estadual. “Eu
só vou me manifestar em relação a isso quando tiver
um comunicado oficial do PDT. Eu não posso me manifestar baseado
em possibilidades ou hipóteses.” Richa disse ainda estar
tranquilo no caso de precisar buscar outros nomes, fora do PDT, para
integrar a chapa. “Temos bons companheiros dentro dos 14 partidos
que estão integrando a nossa coligação”,
disse ele.

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BEM PARANÁ, 23 de
junho de 2010 | Política
Fantasmas
Justiça determina bloqueio de bens
de deputados paranaenses
Juíza negou o pedido para que os dois
fossem afastados dos cargos na mesa diretora
Agência Estado
A juíza da 2ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba,
Luciane Pereira Ramos, acatou pedido do Ministério Público
do Paraná para bloquear, preventivamente, bens no valor de R$
10 milhões tanto do presidente da Assembleia Legislativa, Nelson
Justus (DEM), quanto do primeiro-secretário, Alexandre Curi (PMDB).
Eles são investigados por possível conivência ou
omissão no caso de nomeação de funcionários
fantasmas. A juíza negou o pedido para que os dois fossem afastados
dos cargos na mesa diretora.
O MP entrou com ação
civil pública por ato de improbidade administrativa, alegando
que os dois deputados não se beneficiaram, mas teriam sido coniventes
com nomeações de servidores que recebiam vencimentos mensais,
apesar de não trabalharem, o que teria causado prejuízo
de R$ 3 milhões. Os bens bloqueados são para pagamento
de possível multa caso haja condenação. Hoje, durante
a sessão da Assembleia, Justus acentuou ser "homem de formação
jurídica", e, por isso, acatava qualquer decisão
judicial. O MP ainda estuda a decisão para analisar qual a melhor
medida a ser tomada.
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O ESTADO DO PARANÁ,
23 de junho de 2010 | Economia
CMN proíbe crédito a empregador
de trabalho escravo
O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu hoje que instituições
financeiras ficam proibidas de contratar ou renovar crédito rural
a pessoas físicas ou jurídicas inscritas no Cadastro de
Empregadores que mantiveram trabalhadores em condições
análogas a de escravo. O Cadastro é do Ministério
do Trabalho e Emprego (MTE). "Respeitamos a Justiça, mas
a Justiça nem sempre é rápida", avaliou secretário
adjunto de política agrícola do Ministério da Fazenda,
Gilson Bittencourt.
De acordo com o secretário,
o nome da pessoa fica nessa lista por dois anos, se condenada, é
obrigada a pagar multa e depois passa a ser monitorada pelo MTE. "Se
não foi constatado mais trabalho escravo, ela sai da lista. Existe
procedimento de entrada e saída mesmo que o processo judicial
continue", explicou. Para Bittencourt, este é mais um instrumento
econômico para desestimular práticas de degradação
de pessoas.
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Agência Senado, 23
de junho de 2010
Serys defende redução
do uso do amianto na indústria até sua completa extinção
A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT)
defendeu em Plenário, nesta terça-feira (22), projeto
de sua autoria que propõe a redução da produção,
comercialização e uso industrial do amianto e sua extinção
gradativa em até dez anos após a implantação
da lei com o objetivo de salvaguardar a saúde do trabalhador
e de seus familiares.
Serys informou que 100 mil mortes
são causadas anualmente pela inalação de amianto
em todo o mundo, acrescentando que 50 países já eliminaram
o uso desta fibra mineral. Entre as doenças associadas ao amianto,
estão a asbestose ou fibrose pulmonar, a mesotelioma de pleura
e o câncer de pulmão, juntamente com outros tipos de câncer.
- Essas enfermidades podem demorar
décadas após a exposição ao asbesto para
se manifestar, levando com assustadora frequência à invalidez
para o trabalho e à morte - explicou a senadora, pedindo a aprovação
de seu projeto.
Serys informou que grupo de
trabalho instituído pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento
Sustentável da Câmara dos Deputados aprovou seu relatório
final, elaborado pelo deputado Edson Duarte (PV-BA), propondo a eliminação
do amianto da cadeia produtiva. O assunto também foi tema de
audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro,
na segunda-feira (21), com a presença do ex-ministro do Meio
Ambiente Carlos Minc.
A senadora disse que o Brasil
perdeu a chance de banir a utilização do amianto em 1995,
quando aprovou a Lei 9.055/95, devido ao forte lobby promovido pelas
empresas interessadas em manter sua utilização. Essa lei
"disciplina a extração, industrialização,
utilização, comercialização e transporte
do asbesto/amianto e dos produtos que o contenham, bem como das fibras
naturais e artificiais, de qualquer origem, utilizadas para o mesmo
fim e dá outras providências".
Na ocasião, o lobby teria
levado a crer que o uso da variedade crisotila (amianto branco) seria
menos danoso à saúde do trabalhador, hipótese desmentida
por estudos posteriores, acrescentou a senadora.
Serys afirmou que a saúde
e a vida do trabalhador são postas em risco devido a falhas na
legislação. De acordo com a parlamentar, há uma
"margem probabilística" de acidente de trabalho com
riscos à saúde do trabalhador que pode ser reduzida pela
legislação, mas não eliminada, especialmente no
caso do amianto. As próprias estatísticas mostram, apontou
a senadora, que o amianto é o agente ocupacional que, individualmente,
mais gerou vítimas fatais.
O projeto de Serys (PLS
30/09) aguarda designação de relator na Comissão
de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), e que
deve ser examinado também pela Comissão de Serviços
de Infraestrutura (CI).
Da Redação / Agência
Senado
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Financial Times, 23 de junho
de 2010
Walmart muda tática com sindicatos
O Walmart vai utilizar só
trabalhadores de construção civil sindicalizados em Chicago,
num esforço para superar a oposição política
que repetidamente impediu seus planos de expansão na cidade.
A maior varejista do mundo anunciou
ter assinado um contrato de trabalho com o Chicago & Cook County
Building Trades Council, que a obriga a empregar membros do sindicato
em projetos futuros, numa ruptura com a tradicional postura anti-sindical
da empresa.
A decisão faz parte de
uma série de medidas anunciadas pelo Walmart para conquistar
apoio, antes da reunião de uma comissão de zoneamento
da cidade de Chicago que acontecerá amanhã e deverá
considerar um pedido de autorização para a construção
um supermercado em Pullman, na região sul da cidade.
Na segunda-feira, a companhia
disse alimentar esperanças de poder abrir "várias
dezenas pontos de venda de diferentes tamanhos e formatos" em Chicago
nos próximos cinco anos, como parte do que, segundo o Walmart,
trata-se de uma iniciativa de longo prazo denominada Chicago Community
Investment Partnership.
O plano deverá incluir
a abertura de supermercados em "desertos alimentares", áreas
urbanas pobres praticamente abandonadas por cadeias de supermercados.
O Walmart anunciou que a empresa
e sua fundação destinarão US$ 20 milhões
nos próximos cinco anos para financiar entidades que atuam na
cidade no combate à fome, redução da violência
juvenil e outros objetivos.
A varejista informou que vai
criar 12 mil empregos na construção civil e no varejo
e que deverá recolher mais de US$ 500 milhões em impostos
locais. A companhia disse também que vai pagar "salários
competitivos". Reportagens na imprensa local dizem que o Walmart
comprometeu-se a pagar um salário inicial de US$ 8,75 por hora
- ou 50 centavos de dólar acima do salário mínimo
no Estado.
O Walmart tem apenas uma loja
em Chicago e tentativas de obter aprovação para mais pontos
de venda foram bloqueadas por membros pró-sindicato com assento
no conselho da cidade. A concorrente Target tem oito lojas em Chicago.
O sindicato UFCW de trabalhadores
em supermercados encara os supermercados Supercenter, do Walmart, como
uma ameaça ao salário superior e benefícios de
seguro-saúde pagos pelo varejo tradicional sindicalizado na cidade.
Em 2006, o Conselho aprovou
uma lei de salário "custo de vida" a ser praticado
em lojas de grande formato que foi vetada por Richard Daley, prefeito
da cidade, que apoia os planos do Walmart na cidade. Como parte de sua
atual campanha em Chicago, o Walmart tem mantido conversações
com representantes sindicais.
Se as suas propostas para o
avanço de Chicago prosperarem, abriria um precedente para o avanço
em outros locais, incluindo Nova York e Los Angeles, onde a varejista
tem enfrentado oposição similar.
Eduardo Castro-Wright, diretor
do Walmart nos EUA, disse que as áreas urbanas são uma
oportunidade de crescimento para o Walmart, que vem respondendo com
formatos menores, como a bandeira Marketside.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
23/06/2010
Vale do Rio Doce é condenada ao pagamento
de adicional noturno
Segundo a Súmula 60,
II, do Tribunal Superior do Trabalho “cumprida integralmente a
jornada no período noturno e prorrogada esta, devido é
também o adicional quanto às horas prorrogadas. Com este
entendimento, a Sétima Turma do TST reformou sentença
do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (ES) e condenou
a Companhia Vale do Rio Doce – CVRD ao pagamento do adicional
noturno a um ex-empregado.
No caso analisado, o trabalhador
cumpria jornada no período noturno (entre 24h e 5h), havendo
prorrogação, com o trabalho se estendendo após
as 5 horas da manhã, o que acarretaria a incidência do
adicional noturno sobre as horas trabalhadas, conforme previsão
da Súmula 60 do TST. A sentença regional, no entanto,
entende que é devido o pagamento de adicional noturno para as
horas prorrogadas no período diurno somente quando a jornada
de trabalho for cumprida integralmente no período noturno, ou
seja, no período compreendido entre 22h e 5h.
Para a relatora do recurso,
juíza convocada Maria Doralice Novaes, a jurisprudência
dominante do TST entende que, havendo a prorrogação da
jornada de trabalho noturna do empregado no período diurno, é
devido o adicional noturno, nos termos da Súmula 60, II, do TST,
não afastando a sua incidência o fato de a jornada ser
mista, pois o adicional noturno é devido como forma de compensar
o desgaste sofrido pelo trabalhador, que é bem maior nas hipóteses
de jornada mista. Em sua avaliação, a decisão regional,
ao entender que somente é devido o pagamento de adicional noturno
para as horas prorrogadas no período diurno “quando a jornada
de trabalho é cumprida integralmente no período noturno,
ou seja, no período compreendido entre 22h e 5h, implica possível
contrariedade à Súmula 60, II, do TST”. Com esses
fundamentos, manifestou-se pelo conhecimento do recurso do empregado
e, no mérito, condenou a empresa ao pagamento do adicional noturno
nas horas trabalhadas na prorrogação da jornada noturna.
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23/06/2010
Após ter justa causa desconstituída
em juízo, trabalhador receberá multa do artigo 477 da
CLT
Um trabalhador cuja dispensa
por justa causa foi desconstituída pelo Tribunal Regional da
17ª Região (ES), consegue o direito de receber verbas rescisórias
e a multa do artigo 477, § 8.º da CLT. Este é o resultado
do julgamento na Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que,
ao negar provimento a recurso da empresa, manteve a decisão do
TRT.
O caso iniciou-se quando a direção
da Paranasa Engenharia o demitiu por justa causa, sob a alegação
de que ele havia se desentendido com outro colega de trabalho, gerando
ofensas verbais entre si. Ao analisar o caso, o juiz de primeiro grau
(Vara do Trabalho) reconheceu a existência da justa causa, conforme
dispõe o artigo 482, J, da CLT, segundo o qual pode ser demitido
o empregado que, no serviço, comete contra qualquer pessoa ato
lesivo da honra ou da boa fama.
Com isso, o ex-empregado recorreu
ao TRT da 17ª Região (ES), que reformou a sentença
e excluiu a justa causa. Para o Tribunal Regional, as alegações
da empresa sobre os motivos da dispensa foram genéricos, ressaltando
que meros desentendimentos verbais não são suficientes
para ensejar a dispensa por justa causa. Com esses fundamentos, o TRT
reverteu o ato em dispensa sem justa causa, condenando a empresa ao
pagamento das parcelas rescisórias devidas e da multa do artigo
477, §8.º, da CLT.
Diante dessa decisão,
a Paranasa Engenharia interpôs recurso de revista ao TST, alegando
que as parcelas devidas da dispensa foram quitadas no prazo da lei e
que a matéria debatida seria controvertida, uma vez que a justa
causa foi afastada no segundo grau de jurisdição. Ao analisar
o caso, o relator do processo, ministro Lelio Bentes Corrêa, concordou
com a decisão do TRT, destacando que houve uma mudança
da jurisprudência. Antes, se propunha o não cabimento da
multa artigo 477 quando houvesse fundada controvérsia no fato
gerador da obrigação (OJ nº 351 da SDBI-I). Agora,
segundo o ministro, com o cancelamento dessa OJ, a existência
ou não de controvérsia acerca da relação
empregatícia – no caso a existência de justa causa
– é irrelevante para se resolver a questão. Além
disso, acrescentou Lelio Bentes, a alegação de justa causa,
não confirmada em juízo, não isenta o empregador
do pagamento da multa do artigo 477. O ministro ressaltou que o empregador,
no uso do poder potestativo, ao realizar a dispensa argumentando justa
causa, assume os riscos da reversão de suas alegações,
sobretudo quanto à incidência da multa pela não
quitação tempestiva do contrato de emprego (artigo 477,
§8.º da CLT), como ocorreu no segundo grau.
Com esses fundamentos, a Primeira
Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de revista da empresa
e manteve a decisão do TRT, que reverteu a justa causa e condenou
a Paranasa ao pagamento de verbas rescisórias e da multa do artigo
477. Não houve interposição de novo recurso e o
processo retornou ao TRT de origem. (RR-94800-75.2001.5.17.0005)
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23/06/2010
Terceirização em atividade-fim
de telecomunicação: trabalhador não consegue vínculo
de emprego
A terceirização
de atividades inerentes aos serviços de telecomunicações
é autorizada por lei, informou a Oitava Turma do Tribunal Superior
do Trabalho, ao rejeitar recurso de um empregado da Telemont –
Engenharia de Telecomunicações, que pretendia vínculo
empregatício com a Telemar Norte Leste, em Minas Gerais, para
a qual prestava serviços.
A compreensão do empregado
era de que, por ter trabalhado na atividade-fim da Telemar, especificamente
na reparação e instalação de linhas telefônicas
de clientes da empresa, teria direito ao vínculo empregatício.
Mas não foi assim que entendeu o Tribunal Regional da 3ª
Região, ao fundamento de que a Lei 9.472/97 ampliou as hipóteses
de terceirização e tornou possível a contratação
de empresa interposta para prestação de serviços
inerentes às suas atividades.
Contrariado com a decisão
regional, o empregado interpôs recurso de revista no TST. A relatora
na Oitava Turma do TST, ministra Maria Cristina Peduzzi, explicou que
a decisão regional estava correta, pois o artigo 94, II, da Lei
9.472 “autoriza a terceirização das atividades-fim
elencadas no § 1º do artigo 60”, que dispõe sobre
a organização dos serviços do setor. Ela citou
vários precedentes e concluiu que “mesmo que as tarefas
desempenhadas pelo trabalhador sejam atividade-fim, é lícita
sua terceirização, ante a previsão contida na Lei
Geral de Telecomunicações (Lei 9.472/97)”. (RR-39500-20.2008.5.03.0023)
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23/06/2010
Professor ganha diferenças
salariais após diminuição de carga horária
A Sétima Turma
do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou (não conheceu) recurso
de revista da Academia Paulista Anchieta e manteve, na prática,
o direito de ex-professora da escola de receber diferenças salariais
decorrentes da redução no número de horas-aulas
ministradas.
A relatora, juíza convocada
Maria Doralice Novaes, esclareceu que a redução da carga
horária do professor, em virtude da diminuição
do número de alunos, não significa alteração
contratual, porque não implica redução do valor
da hora-aula – esse entendimento já está consagrado
na Orientação Jurisprudencial nº 244 da Seção
I de Dissídios Individuais do TST.
Contudo, afirmou a relatora,
no caso, o Tribunal do Trabalho da 2ª Região (SP) confirmou
o pagamento de diferenças salariais à trabalhadora em
função da diminuição da carga horária
(conforme determinado na sentença), por concluir que a escola
não comunicara previamente, por escrito, à professora
sobre a alteração no número de aulas, nem havia
prova de aceitação, também por escrito, da docente
das novas condições de trabalho, como previsto em norma
coletiva da categoria.
Além do mais, segundo
a relatora, os exemplos de julgados apresentados pela defesa da Academia
Paulista não servem para demonstrar divergência jurisprudencial
e permitir a análise do mérito do recurso de revista,
pois dizem respeito a hipóteses diferentes da discutida nos autos,
ou seja, de que havia norma coletiva estipulando condições
para a validade da redução da carga horária dos
professores.
Assim, como explicou a juíza
Doralice, seria necessário o reexame dos fatos e provas do processo
para saber se teria sido observada ou não a norma coletiva, sendo
lícita a redução salarial em virtude da redução
do número de aulas, o que não é possível
no âmbito do TST (incidência da Súmula nº 126).
(RR-82300-02.2005.5.02.0054)
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FETRACONSPAR, 23 de junho de 2010 | Eventos
Instalações Elétricas
Dirigentes Sindicais reúnem-se
na FETRACONSPAR para avaliar andamento das negociações
Estiveram reunidos ao final
da tarde desta terça-feira (22/06), na sede da FETRACONSPAR,
juntamente, com o Presidente da Entidade e Secretário Regional
da CNTI – GERALDO RAMTHUN, os companheiros JOSÉ
CAETANO FERREIRA (SOE Curitiba), ALMIR DO ROSÁRIO
ANDRADE PRADO (STICC Ponta Grossa) e JOSÉ ÁVIDO
PACHECO (STICM Paranaguá), para avaliar o andamento
das negociações da Categoria dos Oficiais Eletricistas
e Trabalhadores na Indústria de Instalações Elétricas,
Hidráulicas, Gás e Sanitárias; de Instalações
Elétricas.
Uma nova rodada de negociações
ficou agendada para o dia 1º de julho de 2010, às 09h00min
no SINELTEPAR.
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FETRACONSPAR, 23 de junho
de 2010 | Eventos
Reunião de Jovens - Setor Florestal e
Madeira
Diretor da FETRACONSPAR participa de Evento
da ICM em São Paulo
O
Secretário Adjunto de Saúde, Segurança e
Prev. Social da FETRACONSPAR, e Presidente do SINTRICOMU Umuarama
- MARCOS ANTONIO BERALDO, está em São
Paulo/SP, nos dias 22 e 23 de junho, participando da Reunião
de Jovens - Setor Florestal e Madeira, evento organizado pela
Internacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e da Madeira ( ICM ).
Confira
a programação
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MARCOS BERALDO
(Diretor FETRACONSPAR e Presidente SINTRICOMU) |
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FETRACONSPAR, 23 de junho de 2010 | Eventos
CONCIDADES/ Brasília (DF)
FETRACONSPAR participa da 4ª Conferência
das Cidades
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| DENILSON
PESTANA DA COSTA
(Secretário de Finanças e Presidente do
SINTRACOM Londrina) |
SIRLEI
CÉSAR DE OLIVEIRA
(Secretário de Formação Sindical
e Presidente do STICM Guarapuava) |
A FETRACONSPAR –
Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário do Estado do Paraná, está em Brasília
(DF), participando da 4ª Conferência Nacional das Cidades,
através dos seus Diretores - DENILSON PESTANA DA COSTA
(Secretário de Finanças e Presidente do SINTRACOM Londrina)
e SIRLEI CÉSAR DE OLIVEIRA (Secretário
de Formação Sindical e Presidente do STICM Guarapuava).
O evento teve início no último sábado (20/06) e
segue até esta quarta-feira (23/06).
Os avanços e dificuldades
para a implementação da Política Nacional de Desenvolvimento
Urbano (PNDU) são os assuntos discutidos durante a 4ª Conferência
Nacional das Cidades, que traz o lema “Cidade para todos e todas
com gestão democrática, participativa e controle social”.
Esta conferência dá
prosseguimento a um processo iniciado em 2003, ano em que foi realizada
a 1ª Conferência Nacional das Cidades e criado o Conselho
das Cidades.
O Conselho das Cidades apontou
quatro eixos temáticos que refletem os principais desafios para
implantação desta política: “Criação
e implementação de conselhos das cidades, planos, fundos
e seus conselhos gestores nos níveis federal, estadual, municipal
e no Distrito Federal”, “Aplicação do Estatuto
da Cidade, dos planos diretores e a efetivação da função
social da propriedade do solo urbano” “A integração
da política urbana no território: política fundiária,
mobilidade e acessibilidade urbana, habitação e saneamento”
e “Relação entre os programas governamentais - como
PAC e Minha Casa, Minha Vida - e a política de desenvolvimento
urbano”, eslcarece o Ministério das Cidades.
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