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BEM PARANÁ, 29 de
junho de 2010 | Economia
Trabalho
Empregadores esperam mais vagas
Os empregadores do Paraná estão otimistas quanto a contratações
de funcionários no terceiro trimestre de 2010, aponta estudo
realizado pela Manpower, empresa de recursos humanos líder no
mercado. A pesquisa entrevistou companhias do mundo todo, e os empregadores
do Brasil são os segundos mais otimistas, só atrás
da Índia, com uma Expectativa Líquida de Emprego de 40%.
Na lista por estados, o Paraná, empatado com São Paulo,
tem expectativa de 44%. Os dados são da Pesquisa de Expectativa
de Emprego da Manpower (Manpower Employment Outlook Survey), que ouviu
61 mil empregadores de 36 países. No Brasil, quase mil empresas
foram entrevistadas.
Confirmando a tendência
apontada pelo estudo no Paraná, a filial da Manpower em Curitiba
está com processo seletivo aberto para aproximadamente 60 vagas
nessa semana. Com salários que variam de R$ 576,00 a R$ 9000,00,
há vagas para nível médio, técnico e superior.
Os empregos, temporários e efetivos, incluem funções
como vendedor, engenheiro e assistente administrativo. Os interessados
deverão comparecer à Manpower (Rua Sete de Setembro, 4751,
conjunto 5), de segunda a sexta-feira, munidos de currículo.
O telefone da unidade para mais informações é 41
3244-7344.
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BEM PARANÁ, 29 de
junho de 2010 | Economia
Construção civil
Índice de evolução
da construção sobe em maio
produção do setor está
mais vigorosa do que o usual para o mês
Agência Estado
A sondagem da construção civil, realizada pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI), mostra que em maio, o setor registrou
o 4º mês consecutivo de crescimento. Com base em entrevistas
a empresas do setor, a CNI calculou que o indicador de evolução
do nível de atividade da construção subiu de 53,9
pontos em abril para 55,8 em maio. Pelos critérios da sondagem,
pontuações superiores a 50 mostram evolução
ou expectativa positiva, enquanto números inferiores a essa marca
sinalizam retração ou expectativa negativa.
A produção do
setor está mais vigorosa do que o usual para o mês. Essa
é foi a conclusão do cálculo específico
da CNI para o nível de atividade do mês em relação
ao que é padrão para a mesma época do ano. Por
esse critério, a nota para o mês de maio foi de 55,6, o
que denota que o nível de atividade está acima do usual
para o mês.
Os empresários
do setor também estão mais otimistas sobre o futuro. Segundo
a CNI, a perspectiva para os próximos seis meses ficou em 77,8
pontos, o que indica que deve ocorrer aumento da atividade. A confiança
está se fortalecendo mais, principalmente, entre os dirigentes
das pequenas e médias empresas. Entre as construtoras de pequeno
porte, a expectativa para os próximos seis meses subiu de 61,3
em maio para 64,2 em junho. Entre as médias empresas, o índice
de expectativa aumentou de 66,1 para 68,8. Entre as grandes construtoras,
o otimismo caiu de 71,3 em maio para 69,9 em junho, embora ainda continue
alto. Para fazer a pesquisa, a CNI entrevistou 376 empresas, entre 31
de maio e 22 de junho de 2010.
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O ESTADO DO PARANÁ,
29 de junho de 2010 | Economia
CNI e Sebrae investirão R$ 50 mi
em inovação industrial
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas
(Sebrae) vão investir cada um R$ 25 milhões, num total
de R$ 50 milhões, em um projeto de inovação na
indústria. A afirmação foi feita hoje em conjunto
por representantes da CNI, Sebrae, BNDES e Ministério da Ciência
e Tecnologia (MCT), após reunião na sede da CNI em São
Paulo. Os recursos serão usados para financiar a formação
de núcleos de inovação em 20 Estados.
Os núcleos vão
ser conduzidos pelas federações de indústrias.
O objetivo destes núcleos é formar empresários
na gestão da inovação e investir num total de 18
mil empresas. O projeto faz parte de um programa maior, o Comitê
de Mobilização pela Inovação, com o qual
o BNDES já vem trabalhando em parceria com o MCT. "O Comitê
de Mobilização pela Inovação é o
ponto central das ações da CNI dentro do Programa de Competitividade
da Indústria Brasileira", afirma o presidente da CNI, Robson
Braga de Andrade.
Em maio, a CNI apresentou
aos principais candidatos à Presidência da República
uma série de propostas abordando as questões tributárias,
ambientais, de infraestrutura e de comércio internacional. Todas
as propostas, de acordo com Andrade, convergem para o aumento da competitividade
do País. "E na competitividade o tema central é a
inovação", diz o executivo, para quem sem investimentos
em inovação o Brasil vai perder a condição
de país competitivo com possibilidade de crescer a taxas sustentadas.
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Agência Diap, 29 de
junho de 2010
Lucro: Caixa Econômica poderá
financiar construção de casas populares
Na pauta dos projetos que serão apreciados, nesta terça-feira
(29), pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) está
o PLS 2/06, senador Cristovam Buarque (PDT/DF), que altera o artigo
8º da Lei 11.124/05, para atribuir ao Fundo Nacional de Habitação
de Interesse Social metade dos dividendos mínimos pagos pela
Caixa Econômica Federal ao Tesouro Nacional.
De acordo com o texto, metade
dos dividendos que cabem ao Tesouro devem ser repassados ao fundo, que
financia programas na esfera do Sistema Nacional da Habitação
de Interesse Social, desde a construção até a aquisição
final de moradias populares, além de lotes urbanizados, por valores
subsidiados.
O relator do projeto é
o senador Marcelo Crivella (PRB/RJ) que apresentou parecer favorável,
com substitutivo, ou seja, o relatório modifica a proposta original.
A matéria ainda será
apreciada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em decisão
terminativa.
O colegiado da CAE se reúne,
às 10h, no plenário 19, ala Alexandre Costa.
Comissão de Constituição,
Justiça e Cidadania
Terceirização
do trabalho no campo
Continua na pauta da CCJ o polêmico projeto que permite a atividade
de empresas de trabalho temporário no meio rural. Trata-se do
PLS 171/04, do senador Ramez Tebet (PMDB/MS).
A alteração na
lei abre brecha para a terceirização indiscriminada do
trabalho no meio rural. A mudança pode facilitar a ação
dos "gatos", como vulgarmente são conhecidos os aliciadores
que atuam no campo brasileiro.
A senadora Kátia Abreu
(DEM/TO) apresentou parecer pela aprovação, com a emenda
apresentada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária
(CRA). A senadora Marina Silva (PV/AC) apresentou voto em separado pela
rejeição da matéria, por inconstitucionalidade
e injuridicidade.
Em seguida, a matéria
será apreciada também pela Comissão de Assuntos
Sociais (CAS), em decisão terminativa.
A reunião na CCJ acontece
às 10 horas desta quarta-feira (30), no plenário 3, ala
Alexandre Costa.
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Correio Braziliense, 29
de junho de 2010
Eleições 2010: Serra/PSDB,
em ponto de saturação, pode perder no 1º turno
Por Marcos Coimbra,
No Correio Braziliense
Saiu uma nova pesquisa nacional
do Ibope, que confirma as que foram feitas recentemente pela Vox Populi
e pela Sensus. Os dois institutos já antecipavam o que agora
indica o Ibope, talvez por utilizarem amostras mais sensíveis.
Nessa pesquisa, a vantagem de
Dilma sobre Serra - ela com 40% das intenções de voto,
ele com 35% - é ainda pequena, perto da margem de erro de dois
pontos percentuais, se raciocinarmos com o pior cenário para
a candidata do PT (no qual ela teria 38%) e o melhor para o do PSDB
(em que ele ficaria com 37%). Como essa conjugação é
pouco provável, o mais certo é afirmar que ela assume
a dianteira, mas sem se distanciar do adversário.
Se fosse só isso, caberia
apenas dizer que a pesquisa é boa para Dilma. Na verdade, porém,
ela é melhor do que parece à primeira vista, o que permite
dizer que é muito favorável à petista.
De um lado, ela mostra que Dilma
continua a crescer tirando votos de Serra, em um processo análogo
ao que a matemática chama "jogo de soma-zero". Nele,
o ganho de um é idêntico ao prejuízo do outro, o
que produz um saldo sempre nulo: mais cinco menos cinco é igual
a zero.
Na política, isso acontece
quando só existem dois candidatos de direito (por exemplo, no
segundo turno) ou de fato (como está ocorrendo agora, quando
perto de 80% dos eleitores ficam entre Dilma e Serra). Somente 20% ainda
não sabem o que farão ou pensam fazer diferente: votar
em outros nomes, anular ou deixar em branco.
Como quase não há
alterações nos nulos e brancos e Marina não se
mexe, permanecendo estacionada nas pesquisas de todos os institutos
há algum tempo, as únicas mudanças se dão
entre as pessoas que saem de Serra e vão para Dilma (ou vice-versa,
mas em proporção muito menor).
Quanto à pequena indecisão
residual no voto estimulado, ela decorre da dificuldade que as campanhas
têm de atingir algumas faixas do eleitorado refratárias
à comunicação política, formadas por eleitores
que podem, em muitos casos, continuar tão indecisos até
o final que sequer comparecerão para votar.
Para Dilma, o bom, nesse processo,
é que, a cada deslocamento de eleitores de Serra para ela, os
números dobram. Por exemplo: se Serra perder outros três
pontos e ela os receber, a distância entre os dois subirá
seis pontos.
Se, então, estiver em
curso (como parece) essa tendência, a perspectiva de vitória
da candidata do PT no primeiro turno se torna concreta, mesmo imaginando
que Marina não mingue e até cresça um pouco. Quanto
aos nanicos, alguns respeitáveis, tudo indica que a possibilidade
de crescimento é remota.
Ducha
de água fria
A segunda razão da nova pesquisa do Ibope ser tão favorável
a Dilma é o período de realização. Seu campo
foi iniciado no dia seguinte à veiculação do programa
do PSDB em rede nacional e prosseguiu enquanto estavam no ar suas inserções,
logo após a propaganda do DEM e do PPS, igualmente dedicadas
a Serra.
O fato de toda essa mídia
não ter conseguido, ao que parece, provocar o aumento de suas
intenções de voto, era previsível, mas veio como
ducha de água fria naqueles que torciam para que melhorassem.
Não havia, no entanto,
maiores motivos para imaginar que Serra iria crescer. Como acontecera
no fim de 2009 em situação semelhante (quando ele coestrelou
com Aécio a propaganda tucana, sem subir), voltamos a ver que
seu nível de conhecimento é tão elevado que ele
não ganha quando seu tempo de televisão aumenta.
Em linguagem publicitária:
sua imagem parece ter atingido o ponto de saturação, a
partir do qual novos investimentos em propaganda apresentam retorno
decrescente ou, quem sabe, negativo (quando há risco de perda
de imagem com mais exposição).
Na interpretação
amiga de quem deseja que ele vença, houve quem dissesse que foi
a Copa do Mundo que o prejudicou, como se o interesse por ela fizesse
com que a opinião pública ficasse indiferente à
comunicação política enquanto a bola rola.
A tese seria admissível
se não fosse contrariada por tudo o que conhecemos de eleições
passadas, como a de 2002, quando Ciro Gomes cresceu mais de 15 pontos
em plena Copa, impulsionado pela propaganda partidária que, desta
feita, não ajudou Serra.
Com a perspectiva de encerramento
da fase de pré-campanha com Dilma em clara dianteira, a eleição
pode se encaminhar para uma definição antecipada: talvez
comecemos a etapa final, da propaganda na televisão e no rádio,
com a eleição resolvida na cabeça da maioria dos
eleitores. Para que isso se confirme, falta pouco.
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Congresso em Foco, 29 de
junho de 2010
Eleições 2010: Quando
tudo dá errado
“A novela do PSDB sobre
o vice de Serra é uma dessas histórias inacreditáveis
que não se consegue entender como avança, nem como cada
desdobramento parece ser pior que o momento anterior. Os eleitores de
Dilma Rousseff não param de dar risada”
É impressionante como
tudo parece dar errado numa campanha quando seu candidato começa
a perder terreno para o adversário. É como se algum fenômeno
começasse a embotar a inteligência das pessoas fazendo
com que os estrategistas cometam erros inacreditáveis. Nas eleições
passadas, houve a armadilha do PT em cima de Geraldo Alckmin sobre a
privatização das estatais. Alckmin engoliu a isca e reagiu
vestindo aquele inesquecível macacão amarelo cheio de
adesivos de Petrobras, Banco do Brasil, etc. Parecia o Rubinho Pé
de Chinelo do Casseta & Planeta. O eleitor não perdoou: Alckmin
cometeu a façanha de ter menos votos no segundo turno do que
tivera no primeiro.
A novela do PSDB sobre o vice
de Serra é uma dessas histórias inacreditáveis
que não se consegue entender como avança, nem como cada
desdobramento parece ser pior que o momento anterior. Os eleitores de
Dilma Rousseff não param de dar risada.
Para os aliados de Aécio
Neves no PSDB, é uma estratégia errada desde o início.
Se a cúpula do PSDB tivesse permitido a disputa interna que Aécio
pregava poderia ter dado uma outra dinâmica à hoje capenga
campanha de Serra. Se no final do ano passou, ou no início deste
ano, tivesse acontecido a prévia que Aécio propôs,
o PSDB teria conseguido com ela criar um fato para neutralizar o amplo
espaço favorável a Dilma que ela obteve nesse período.
Quando o presidente Lula pôs Dilma debaixo do braço e correu
com sua candidata pelo Brasil inaugurando obras, o PSDB ficou parado,
vendo o governo criar fatos que a imprensa – por mais boa vontade
que tenha por Serra – não podia ignorar. A prévia
geraria um fato paralelo, que concorreria com as inaugurações-comícios
de Lula e de Dilma. Primeiro erro.
Se a disputa interna no PSDB
acontecesse de forma civilizada e democrática, talvez ela acabasse
por gerar o ambiente para se criar a tal chapa dos sonhos. Ao final
de uma disputa democrática à qual perdesse, Aécio
poderia, então ceder, e tornar-se o vice de Serra. A cúpula
tucana não permitiu a disputa e impôs Serra. Aécio
foi derrotado em seus pontos de vista, atropelado. Não houve
a verificação da sua tese de que nas bases teria mais
votos que Serra. Como a cúpula tucana foi imaginar que num processo
assim, de imposição, Aécio simplesmente abaixaria
a cabeça e aceitaria calado a ordem seguinte, de se tornar vice
de Serra? Segundo erro.
Depois que anunciou que estava
fora da disputa interna, Aécio não deu qualquer sinal
de que poderia vir a aceitar ser o vice de Serra. Pelo contrário,
todas as vezes em que foi abordado sobre isso, ele deixou claro que
seria candidato a senador. Mas a cúpula do PSDB ficou se comportando
como se não ouvisse esses avisos. Adiou ao máximo a escolha.
Foi para a convenção sem definir o vice. Quando, afinal,
admitiu que a chapa dos seus sonhos não aconteceria, passou uma
impressão de derrota. O que, na verdade, era uma alternativa
que nunca se verificou de fato virou uma opção frustrada.
Esperando por um Aécio que qualquer brasileiro medianamente informado
sabia que não viria, o PSDB perdeu tempo na construção
de uma alternativa. Terceiro erro.
Durante oito anos, PSDB e DEM
formaram a dupla de ataque da oposição brasileira. Foram
os únicos partidos de expressão no país que não
entraram para o governo Lula. A união desses dois partidos na
disputa pela sucessão de Lula é uma coisa natural na cabeça
de qualquer eleitor que se opõe ao governo. É uma aliança
que não causa estranheza nenhuma. Mas o PSDB resolveu ter vergonha
dela. Principalmente depois da torrente de bolsas e meias do mensalão
comandado em Brasília pelo ex-governador José Roberto
Arruda. O PSDB poderia ter reforçado o discurso adotado pelo
DEM, de que tomou providências rápidas, expulsou Arruda,
condenou os envolvidos. Em vez disso, começou a ter vergonha
do DEM, embora aceitasse de bom grado os mais de dois minutos de acréscimo
no tempo de TV que o parceiro lhe dava. Primeiro, tentou atrair como
vice o senador Francisco Dornelles, do PP. Para, então, escolher
Alvaro Dias sem consultar o DEM (ou deixando para consultar o DEM por
último sem controlar o vazamento da escolha, feito primeiro por
Roberto Jefferson, do PTB, e depois por Roberto Freire, do PPS).
Em respeito aos leitores, não
reproduzirei aqui os palavrões que ouvi pelo telefone ontem (28)
pela manhã, numa conversa com um dos principais integrantes da
cúpula do DEM. Àquela altura, ele me dizia que não
haveria hipótese de o DEM recuar e aceitar Alvaro Dias como o
vice de Serra. Menos que a escolha do nome, que a turma do Democratas
também considera errada, o problema maior foi o método.
“Eles acham que nós vamos aceitar quietos entrar na campanha
pela porta dos fundos? Eles que vão...”, dizia o democrata
por telefone.
O DEM sempre deixou claro que
aceitaria uma chapa pura tucana se ela fosse Serra e Aécio, ou
vice-versa. Aliás, a primeira pessoa a falar nessa hipótese
foi o ex-presidente do partido Jorge Bornhausen. “Agora, organizar
uma chapa para disputar uma eleição presidencial com o
propósito de resolver uma questão eleitoral no Paraná,
é o fim da picada”, reclama o dirigente do DEM. “É
o oposto do que vem fazendo o PT. Para garantir a aliança com
o PMDB, eles enquadraram diretórios como o do Maranhão.
Escolher o Alvaro Dias para resolver a campanha do Paraná parece
coisa de quem já acha que perdeu a eleição presidencial”,
ataca.
E, aí, se é para entrar numa campanha derrotada por baixo,
o DEM já considera de fato a hipótese de ficar de fora,
sem se comprometer com uma campanha em que é posto cada vez mais
no papel de coadjuvante. “É claro que essa alternativa
é ruim para nós. Mas é péssima para eles”,
avalia o dirigente do DEM. Pelos cálculos da Justiça eleitoral,
o DEM tem praticamente o mesmo tempo de TV que o PSDB. Sem o DEM, Dilma,
com as alianças que fez, ficará com nada menos que 68%
do tempo total da propaganda eleitoral. “Chegar a uma situação
dessas revela espírito autoritário, falta de inteligência
e incompetência total”, conclui o dirigente do DEM. Nem
nos seus melhores sonhos Dilma poderia imaginar tanta lambança.
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Vermelho, 29 de junho de
2010
DEM analisa cobrar "um preço
muito alto" para desistir de vice
O senador Demóstenes Torres (DEM) confirmou nesta segunda-feira
(28), ao participar do lançamento da Associação
Brasileira de Táxis Aéreos, em Goiânia (GO), que
a indicação do senador Álvaro Dias (PSDB) para
a chapa do presidenciável José Serra (PSDB) irritou mesmo
o DEM. Líderes do partido dizem que podem até desistir
da indicação do vice, mas cobrarão um preço
alto por isso. Outra alternativa é desistir da aliança
ou fazer "corpo mole" na disputa presidencial.
"O Serra tem direito de escolher qualquer um. É um presidente
que nós queremos apoiar", criticou Torres. "Mas o fato
é que se ele tivesse indicado uma espécie de Dom Evaristo
Arns, alguém acima de qualquer questionamento, estava tudo certo.
Mas, ao indicar o Álvaro Dias, ele indicou alguém que
é igual a uns 30 ou 40 que nós temos dentro do DEM",
comparou, ressaltando que é amigo pessoal do senador paranaense.
"Então, por que (a vice) não pode ser do DEM?",
questionou o senador goiano.
Demóstenes acredita que
Serra fez a articulação mais errada possível, no
momento. "Gerou uma revolta (no DEM) que pode fazer, inclusive,
com que o partido não o apóie", sinalizou.
O senador ainda disse acreditar
que a indicação de Dias como vice de Serra ainda será
retirada. "Acho que eles não vão insistir nesta sandice",
qualificou. "Só para resolver um problema lá do Paraná?
Seria o mesmo que eu indicasse alguém para ser o vice-governador
para resolver o problema lá da minha cidade, Anicuns (GO)",
comparou.
Se o PSDB não recuar
e ceder a vice-presidência ao DEM, dificilmente conseguirá
desarmar o mal-estar criado por essa decisão sem graves danos
à candidatura tucana.
Uma alternativa estudada pelo
DEM é a de não apoiar qualquer candidato a presidente,
na convenção nacional de quarta-feira. Nesse caso, o tempo
de propaganda eleitoral gratuita que a lei reserva ao partido seria
dividido proporcionalmente entre os demais candidatos: a coligação
da petista Dilma Rousseff ficaria com 65,11% do tempo do DEM na televisão
e Serra, com 29,48%. A outra alternativa é lançar candidato
próprio e, nos quase três minutos a que tem direito - tempo
igual ao do PSDB -, fazer proselitismo partidário. "Assim
nos fixamos como o partido da direita moderna", disse o ex-deputado
Saulo Queiroz. Nas duas hipóteses, o tempo de propaganda gratuita
de Serra cairia muito: com o apoio do DEM, disporia de 6m46s, enquanto
Dilma teria 8 minutos. Com uma candidatura do DEM, cairia para 4m38s.
Se não apoiar nenhum candidato, Dilma ganha mais, Serra perde
muito. "O PSDB fica quase como uma candidatura nanica", disse
um deputado que não quis se identificar.
Preço alto
Mas, dentro do próprio
DEM há quem procure amenizar o mal-estar. O líder da sigla
no Senado, José Agripino Maia (RN), foi um dos que procurou abrir
espaço e reduzir as exigências. "Na relação
entre o DEM e o PSDB não pode haver ultimatos nem fatos consumados",
afirmou Agripino por meio de nota. Ele é um dos integrantes do
DEM que haviam sido cotados para a vice, ao lado do deputado José
Carlos Aleluia (BA), mais recentemente.
"A história de parcerias
e reciprocidades entre os dois partidos recomenda a superação
das divergências pelo diálogo e pela determinada busca
do entendimento", acrescentou.
Rodrigo Maia, presidente da
legenda, usou termos similares em sua página no microblog Twitter.
"Não há ultimato. Haverá um diálogo
entre aliados", disse Maia, em uma postura radicalmente diferente
das declarações da semana passada.
No domingo, o partido fez reunião
de emergência no Rio de Janeiro para discutir o assunto, quando
reduziu a ansiedade e procurou acertar o encontro com a direção
do PSDB.
A conversa deve incluir Guerra,
Maia e possivelmente Serra, que estava em Santos, no litoral paulista,
onde fez caminhada no centro da cidade e assistiu ao jogo entre Brasil
e Chile pela Copa. O encontro deve contar ainda com o presidente do
Conselho Político do DEM e prefeito de São Paulo, Gilberto
Kassab.
Fonte do Democratas comentou
que o partido pode até recuar da intenção de exigir
a vaga de vice de Serra. No entanto, "venderia caro" a decisão
ao PSDB, cobrando apoio em Estados onde há dificuldades nas negociações
entre os dois partidos, como Sergipe e Pará.
Se isso não ocorrer a
mensagem que pode ser dada aos tucanos é de que o DEM não
retirará o apoio formal a Serra para não diminuir o tempo
de propaganda na TV da principal candidatura da oposição,
mas deixaria de cobrar empenho de seus integrantes nos Estados durante
a campanha.
Em seu blog, o jornalista Luis
Nassif avaliou que "o que causa surpresa é o auto-engano
em que se meteu esse pessoal". "Serra é fruto exclusivo
do apoio que recebeu da velha mídia. Velhas raposas do DEM, que
ousaram mostrar - meses atrás - que Serra era uma fria, foram
isoladas no partido. Colegas tinham até receio de cumprimentá-los
com medo de incorrer na ira de Serra. Era claro para quem tivesse um
mínimo de discernimento, que Aécio era a única
chance do PSDB. Os mesmos analistas que ajudaram a sepultar sua candidatura
se surpreendem em constatar - tardiamente - que colocaram um candidato
não competitivo em campo", avalia Nassif.
Da redação, com agências
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Folha de S.Paulo, 29 de
junho de 2010
PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES
2010
Dilma terá 40% do tempo de TV,
contra 29,5% de Serra
Pela 1ª vez desde redemocratização,
candidato do PT será líder em espaço | Se o DEM
ficar neutro na disputa, petista fica com dobro do tempo de tucano;
Marina ficará com apenas 1min10s
RANIER BRAGON
FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA
A candidata do PT à Presidência,
Dilma Rousseff, terá 40% do total do tempo de TV destinado à
propaganda eleitoral dos postulantes ao Palácio do Planalto,
que começa em 17 de agosto.
A fatia é 35% superior à que terá o tucano José
Serra e representa fato inédito na história do PT -em
nenhuma das cinco eleições presidenciais desde a redemocratização
o partido ocupou o maior espaço na TV.
O predomínio se dá porque o PT e os partidos coligados
a ele -com destaque para o PMDB- elegeram um maior número de
deputados federais, principal critério estabelecido na lei para
a definição do tempo de TV.
A situação da petista pode melhorar caso o DEM rompa com
Serra e não confirme a aliança com os tucanos na convenção
de amanhã, hipótese menos provável.
Se isso acontecer, Serra perde um terço do seu espaço
previsto, que seria redistribuído a todos os candidatos. Dona
da aliança mais robusta, Dilma herdaria 64% desse "espólio"
e, assim, ficaria com o dobro do tempo de TV.
Mantida a aliança PSDB-DEM, entretanto, a petista terá
praticamente 10 minutos de cada bloco de 25 minutos -serão exibidos
duas vezes ao dia, às terças, quintas e sábados,
de 17 de agosto a até três dias antes das eleições.
Serra terá 7min23s (29,5% do total) e Marina Silva (PV) apenas
1min10s (5%).
Além dos blocos, a propaganda se dará também por
meio de peças diárias de até um minuto, nos intervalos,
as inserções partidárias.
A distribuição segue a lógica dos blocos. Dilma
terá em torno de cinco inserções de 30 segundos
por dia. Serra terá 3,5 peças; Marina, uma a cada dois
dias.
Os dados foram calculados com base na Lei Eleitoral, nas coligações
e nas candidaturas já anunciadas.
"O espaço será importante para fazermos a disputa
de projetos", disse Rui Falcão, da campanha de Dilma.
"É claro que o bom seria um tempo maior de TV, mas isso
não quer dizer que não teremos tempo para falar do nosso
trabalho", afirma a senadora Marisa Serrano (MS), vice-presidente
do PSDB.
Marina diz que usará linguagem publicitária. "As
outras candidaturas não vão fugir muito do [roteiro] candidato,
povo fala, clipe e jingle. No nosso caso, vamos ter que usar outros
recursos", afirma o publicitário Paulo de Tarso.
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Folha de S.Paulo, 29 de
junho de 2010
ANÁLISE
Candidata do PT vai aparecer mais na TV
em 45 dias do que a Coca-Cola em 5 meses
FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA
A arma de propaganda mais vital
na campanha eleitoral são os comerciais curtos espalhados ao
longo da programação das emissoras de rádio e de
TV. O eleitor tende a não ter como se desviar desses filmes,
em geral de 30 segundos de duração.
Nesse tipo de marketing, Dilma Rousseff (PT) tem vantagem sobre seus
adversários diretos, José Serra (PSDB) e Marina Silva
(PV).
As cinco inserções diárias de 30 segundos às
quais a petista terá direito durante os 45 dias da propaganda
eleitoral equivalem a mais do que a Coca-Cola teve, nessa mesma modalidade
de comercial, no período de janeiro a maio deste ano.
A marca de refrigerante mais famosa do mundo contratou 999 inserções
de 30 segundos nas seis principais emissoras de TV do país durante
os primeiro cinco meses deste ano -apenas na chamada "praça
São Paulo", a capital paulista e os municípios do
seu entorno.
Dilma Rousseff terá 1.125 comerciais com essa duração
em apenas 45 dias nessas mesmas seis emissoras que veicularam os filmes
da Coca-Cola. Mas com uma diferença: no caso dos políticos,
as propagandas também são exibidas em todos os canais
de rádio e de televisão aberta e por assinatura do Brasil.
Nenhum anunciante privado faz uma campanha tão abrangente.
José Serra terá direito à metade do tempo de Dilma
quando se trata de inserções de 30 segundos. Marina Silva
só tem 15 segundos por dia e terá esperar sempre 48 horas
para acumular 30 segundos.
Mais tempo na TV e no rádio não garante vitória
a ninguém. Há dezenas de casos recentes mostrando fracassos
retumbantes dos reis do horário eleitoral. O exemplo clássico
é o de Ulysses Guimarães (1916-1992). Candidato do PMDB
a presidente em 1989, ele tinha 37% a mais que o segundo colocado no
ranking de tempo na propaganda oficial. Ulysses terminou a disputa em
sétimo.
O importante parece ser ter tempo na propaganda eleitoral e uma mensagem
que ecoe positivamente entre os eleitores. Foi assim com Fernando Henrique
Cardoso (PSDB), que ganhou o Planalto em 1994 e 1998.
Desta vez, é cedo para dizer qual candidato terá sucesso
na TV e no rádio. Por enquanto, aparecendo ao lado do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, a petista Dilma sempre subiu nas pesquisas
após estrelar comerciais do PT. Já José Serra e
Marina Silva, depois de ir à TV, ficaram quase no mesmo lugar.
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Gazeta do Povo, 29 de junho
de 2010
Pressão
PDT nacional não aceitará
aliança com o PSDB no PR
Brasília - O presidente licenciado do PDT e ministro do Trabalho,
Carlos Lupi, reforçou ontem que o partido impedirá qualquer
tentativa de aliança do senador Osmar Dias com o PSDB no Paraná.
Segundo ele, também não há qualquer problema familiar
na candidatura de Osmar a governador, mesmo com a indicação
do irmão Alvaro para a vaga de vice na chapa do tucano José
Serra na disputa presidencial.
“Em hipótese nenhuma
o Osmar estará ao lado de uma chapa do PSDB. Ele tem duas opções:
é Dilma ou Dilma”, declarou. O ministro disse que a decisão
não é nenhuma novidade e que o próprio senador
assinou uma deliberação do partido que veda qualquer traição
à aliança nacional entre pedetistas e petistas.
Lupi, porém, preferiu
não falar sobre possíveis sanções ao paranaense
caso ele decida contrariar essa resolução. “Não
trabalho com essa hipótese, hoje [ontem] eu tenho a absoluta
certeza de que o Osmar será candidato a governador e que vai
ganhar as eleições.”
Pela legislação
eleitoral, o pedetista terá força para impedir a candidatura
à reeleição de Osmar em caso de apoio aos tucanos.
A única saída seria uma chapa independente, em que o senador
ficaria neutro na disputa estadual.
Para o ministro, há um
erro de interpretação na ideia de que Osmar precisa desistir
da candidatura ao Palácio Iguaçu em função
do irmão. “Eu não me envolvo em questão de
família, mas a candidatura a vice não recebe voto, é
secundária.”
Lupi afirmou que é melhor
Alvaro pedir para não ser escalado na chapa de Serra. “Seria
muito egoísmo dele [Alvaro] pedir para o irmão deixar
escapar as chances de se eleger governador para ir como vice de uma
candidatura que sabidamente não tem chances de vitória.”
O pedetista foi um dos principais
articuladores das reuniões com PMDB e PT, na semana passada,
que definiram a desistência do governador Orlando Pessuti em favor
de Osmar. “O Osmar só perdeu a eleição passada
para governador por uma acaso do destino. Agora ele está ainda
mais forte, com o apoio fechado da ministra Dilma e do presidente Lula.”
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Vermelho, 29 de junho de
2010
Vox Populi, Datafolha e Ibope realizam
novas pesquisas eleitorais
A campanha eleitoral começa oficialmente no próximo dia
6 de julho, até lá, três grandes institutos de pesquisas
(Vox Populi, Datafolha e Ibope) devem divulgar os resultados de novas
pesquisas de intenção de voto para a Presidência
da República. Assim, o eleitor terá uma noção
clara do quadro eleitoral neste início de campanha.
A última pesquisa eleitoral nacional foi divulgada pelo Ibope
na semana passada. Nesta pesquisa, encomendada pela Confederação
Nacional das Indústrais (CNI), a candidata do governo Lula, Dilma
Rousseff (PT), aparece com 40% das intenções de voto.
O tucano José Serra vem atrás com 35% e a candidata do
PV, Marina Silva, tem 9% das intenções de voto.
O mesmo Ibope está em
campo para realizar uma nova pesquisa. Desta vez sob encomenda da Associação
Comercial de São Paulo, entidade patronal controlada politicamente
pelo DEM. A pesquisa Ibope/ACSP foi registrada nesta segunda-feira (28)
e tem como período de realização os dias 27 a 30
de junho. Pelas regras eleitorais, uma pesquisa só pode ser divulgada
cinco dias após seu registro no TSE. Sendo assim, os resultados
desta nova pesquisa do Ibope podem ser conhecidos a partir do dia 3
de julho. Mas o instituto pode adiar a divulgação a critério
do contratante.
Outro grande instituto, o Datafolha,
registrou uma pesquisa nacional na última sexta-feira, dia 25
de junho. O período de realização é de 30/06
a 01/07. Os resultados podem ser divulgados a partir do dia 2 de julho,
sexta-feira. A tendência do Datafolha tem sido divulgar as pesquisas
encomendadas pelo jornal Folha de S. Paulo nas edições
de sábado do diário. A última pesquisa do Datafolha
sobre a sucessão presidencial, divulgada no final de maio, mostrava
Dilma e Serra empatados em 37%.
A novidade deste Datafolha é
que o questionário apresentado pelo instituto inclui perguntas
sobre o candidato a vice-presidente. Numa delas, o eleitor é
questionado se sabe quem é o vice e se ele influencia o voto
no candidato.
Por fim, o Vox Populi também
saiu a campo para aferir as intenções de voto dos brasileiros
para a disputa presidencial. O instituto registrou sua pesquisa no TSE
no dia 24 deste mês e concluiu sua realização no
sábado (26). Pela regra dos cinco dias, os resultados podem ser
divulgados a partir desta terça-feira (29). A pesquisa foi encomendada
pela Rádio e TV Bandeirantes. A última pesquisa Vox Populi/Bandeirantes,
divulgada no dia 15 de maio, trazia Dilma com 38% das intenções
de voto e Serra com 35%.
Da redação,
com agências
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O ESTADO DO PARANÁ,
29 de junho de 2010 | Economia
Cresce a preocupação com
o meio ambiente no mercado de trabalho
Mara Andrich
Você já pensou em ter um “emprego verde”? Se
ainda não, é recomendável ficar atento, pois este
tipo de trabalho está crescendo e tem tudo para se expandir ainda
mais nos próximos anos em função da sustentabilidade.
E a demanda é grande.
Basta pensar em um edifício verde (ou sustentável): desde
a confecção do projeto (para o qual são necessários
arquitetos e engenheiros) até a produção propriamente
dita (onde trabalham pedreiros, mestres de obra, etc.) e, ainda, chegando
na área de manutenção.
Um edifício verde economiza
energia elétrica, de água e até de produção
de esgoto. Um exemplo será o Green Building Comercial de Curitiba,
da construtora Laguna, que será lançado mês que
vem.
Quem procurar o local para instalar
sua empresa ou empreendimento terá 45% de economia somente na
conta de água. De esgoto, a redução chega à
metade. Porém, toda a sustentabilidade tem um custo: o da mão
de obra. E quem trabalha com isso conta que não está sendo
fácil encontrá-la.
“Há falta de profissionais
para trabalhar nessa área. Um exemplo é a área
de simulação energética. Mas estamos em processo
de recrutamento”, analisa o diretor da Petinelli, Guido Petinelli,
empresa de Curitiba que presta assessoria para construtoras que desenvolvem
projetos sustentáveis.
Para Petinelli, é preciso
investimento na área, pois a sustentabilidade é o futuro.
“Na realidade precisamos que o emprego verde vire bandeira política.
Ele agrega conhecimento à mão de obra, não é
facilmente exportado, e ainda paga mais. E estamos falando de benefícios
para o meio ambiente e para todo o país, do ponto de vista cultural”,
afirma.
Além das vantagens salariais
e de auxílio ao meio ambiente pelo lado de quem projeta e realiza
o empreendimento, quem for trabalhas nos prédios verdes também
terá mais qualidade de vida, pois a qualidade do ar será
melhor, além do conforto térmico e da iluminação.
As técnicas dos prédios verdes reduzem CO2 e os resíduos
da obra. Utiliza o sistema woodframe, que reduz em até 80% os
resíduos sólidos.
O engenheiro e diretor da empresa
Tecverde, Caio Bonatto, trouxe a tecnologia da Alemanha (a empresa é
formada por um grupo de seis pessoas que trabalharam a ideia na universidade).
A Tecverde vai lançar em Curitiba, também no mês
que vem, a primeira fábrica de casas sustentáveis na cidade.
Recentemente, o Sesi lançou
em Curitiba o primeiro curso de pós-graduação em
gestão sustentável da indústria. O programa tem
o objetivo de sanar as necessidades de capital humano das empresas,
preparando profissionais com características específicas
em processos sustentáveis.
O curso tem duração
máxima de dois anos. As aulas das disciplinas obrigatórias
serão realizadas as sextas-feiras das 18h30 às 22h e aos
sábados das 8h30 às 12h30. Já as disciplinas optativas
poderão ser cumpridas de segunda a sexta-feira, das 19h15 às
22h30 e aos sábados das 8h30 às 12h30, na sede da FAE
Business School. Para mais informações e inscrições
acesse www.fae.edu ou ligue (41) 2105-4087.
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O ESTADO DO PARANÁ,
29 de junho de 2010 | Cidades
Funcionários da Sanepar anunciam
nova paralisação
Luciana Cristo
Uma semana depois da primeira
paralisação, que durou apenas um dia, os servidores da
Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) devem voltar a cruzar
os braços a partir de amanhã, em Curitiba e região
Metropolitana.
A greve pode prejudicar o abastecimento
de água na região, avisa o Sindicato dos Trabalhadores
em Saneamento (Saemac), com menor o efetivo que será mantido
trabalhando.
Esse prazo dos últimos
dias foi dado pelos trabalhadores para que a empresa fizesse uma nova
proposta de reajuste salarial à categoria, o que não aconteceu.
Sem respostas, os funcionários decidiram apelar para a greve.
“Foram agendadas duas
reuniões nesse período e a Sanepar desmarcou as duas.
Eles dizem que estão abertos a conversar, mas não nos
atendem”, reclama o presidente do Saemac, Gerti José Nunes.
Para pressionar a diretoria, o sindicato promete mobilizar os servidores
para fazer plantão em frente à sede da Sanepar em Curitiba,
no bairro Rebouças, durante todo o dia de amanhã, aguardando
uma posição da empresa.
O último acordo coletivo
entre as partes venceu no fim de fevereiro e de lá para cá
não houve acordo. Os trabalhadores pedem ganho real de R$ 408,
mais benefícios. A Sanepar ofereceu 5% para reposição
da inflação acumulada de março de 2009 a fevereiro
deste ano e 2% de aumento real, o que foi rejeitado pelos funcionários.
Os sindicatos dos trabalhadores
nas regiões de Londrina e Maringá também podem
fazer assembleias e decidir aderir ao movimento grevista até
amanhã. O outro sindicato regional, de Cornélio Procópio,
rejeitou a proposta da empresa, mas não confirmou se adere à
greve a partir deste primeiro dia.
Em função
do jogo do Brasil ontem pela Copa do Mundo, a Sanepar não teve
expediente no período da tarde e a reportagem de O Estado não
conseguiu contato com a empresa para saber o posicionamento em relação
à negociação com os funcionários.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
29/06/2010
Trabalhador consegue FGTS sobre salário-habitação
por todo o período trabalhado
Um empregado da Companhia Estadual
de Geração e Transmissão de Energia Elétrica
– CEEE-GT, do Rio Grande de Sul, conseguiu demonstrar à
Seção I Especializada em Dissídios Individuais
do Tribunal Superior do Trabalho que tinha direito aos depósitos
do FGTS sobre salário-habitação, relativos a todo
o período em que trabalhou na empresa. O trabalhador sustentou
que, em relação seu caso, se aplicava a prescrição
trintenária.
No período de 1976 até
a sua dispensa, em 1995, a empresa lhe forneceu o salário-habitação,
sem o correspondente depósito do FGTS. Ele entrou na Justiça
e obteve sentença do juiz de primeira instância limitando
a verba ao quinquênio contado do ajuizamento da reclamação,
em fevereiro de 1997. Insatisfeito, interpôs recurso e o Tribunal
Regional do Trabalho da 4ª Região (RS) deferiu o pedido,
entendendo que a prescrição aplicável ao seu caso
é trintenária.
Contrariada com a reforma da
sentença, a empresa recorreu e a Primeira Turma do TST modificou
a decisão regional e aplicou a prescrição quinquenal,
motivo pelo qual o empregado interpôs embargos à SDI-1,
que foram analisados pela ministra Maria Cristina Peduzzi. A relatora
avaliou que a decisão do TRT deveria ser restabelecida, pois
a prescrição relativa ao recolhimento do FGTS sobre salário-habitação,
que foi incontroversamente fornecido ao empregado durante o contrato
de trabalho, é trintenária, tal como estabelece a Súmula
nº 362 do TST. A relatora explicou que a discussão sobre
a natureza jurídica a respeito dessa verba “consubstancia
pretensão meramente declaratória, não havendo falar
em limitação da prescrição ao quinquênio
anterior ao ajuizamento da ação”. Isso porque a
controvérsia diz respeito em saber se há ou não
incidência do fundo de garantia sobre parcela já paga.
Como não há pedido de pagamento de “parcela remuneratória
em si, mas tão-somente, insurgência contra o não-recolhimento
da contribuição para o FGTS, a prescrição,
como cediço, é inegavelmente trintenária”,
esclareceu. Seu voto foi aprovado unanimemente pelo colegiado da SDI-1.
(RR-7543100-04.2003.5.04.0900 – Fase atual: E-ED)
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29/06/2010
SDI-1: empresa que parcelou pagamento
de verbas rescisórias pagará multa do artigo 477 da CLT
Pela natureza imperativa do
pagamento de verbas rescisórias, a Seção Especializada
em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho negou
provimento a recurso da Têxtil Renaux S/A, que buscava validar
o pagamento parcelado de direitos trabalhistas. A empresa havia deixado
de pagar, a um empregado que dispensou sem justa causa, verbas rescisórias
no prazo legal. Firmou acordo extrajudicial, parcelando esses valores,
e estabeleceu novo prazo para o pagamento da multa do artigo 477 da
CLT. Esse dispositivo disciplina a multa por eventual descumprimento
do prazo para o pagamento das verbas rescisórias devidas no ato
da homologação da dispensa do trabalhador.
Ao analisar o caso, a Terceira
Turma do TST havia aceitado o recurso do trabalhador e condenou a empresa
ao pagamento da multa. Diante disso, a empresa interpôs recurso
de embargos, alegando a validade da transação. O relator
do processo na SDI-1, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, considerou
correta a posição da Terceira Turma, ao aplicar a multa
prevista no artigo 477, diante da inobservância do prazo para
o pagamento das verbas e da não validade do acordo extrajudicial.
Em sua avaliação, não se pode validar acordo que
prevê o parcelamento de verbas rescisórias, uma vez que
se trata de direito indisponível do empregado, ainda mais quando
realizado extrajudicialmente. O relator apresentou outra decisão
do colegiado nesse mesmo sentido. Seguindo o entendimento do relator,
a SDI-1, por unanimidade, negou provimento ao recurso de embargos da
empresa.
(RR-19600-41.2008.5.12.0010)
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29/06/2010
Trabalhador será indenizado
porque não há prova de divulgação de segredo
da empresa
A Number One Curso de Línguas
não conseguiu provar que um ex-empregado divulgou segredo da
empresa e, por esse motivo, merecia ser demitido por justa causa. O
assunto chegou à Seção I Especializada em Dissídios
Individuais do Tribunal Superior do Trabalho que, em decisão
unânime, rejeitou (não conheceu) o recurso de embargos
da Number One.
Segundo o relator, ministro
Aloysio Corrêa da Veiga, a jurisprudência do TST é
cautelosa na hora de apreciar pedidos de nulidade do julgado por negativa
de prestação jurisdicional. O relator esclareceu que a
divergência apresentada pela empresa refere-se a negativa de prestação
jurisdicional em que, no mérito, há fundamentação
no sentido da necessidade de revisão de provas.
Já no caso em discussão,
afirmou o relator, a Oitava Turma do TST equacionou a matéria,
verificando o tal documento sobre o qual a parte havia indicado omissão.
A Turma também rejeitou o recurso de revista da empresa, ao observar
que o Tribunal do Trabalho da 3ª Região (MG) afastou a caracterização
da dispensa por justa causa do trabalhador diante da ausência
de provas de que ele tivesse divulgado segredo da empresa. Por consequência,
a Turma entendeu correto o pagamento de indenização por
danos morais ao empregado, determinado pelo Regional, na medida em que
o episódio foi negativo para a imagem do profissional no âmbito
da empresa e entre as franqueadas.
Na avaliação do
ministro Aloysio, a Turma ainda constatou que as testemunhas ouvidas
não confirmaram que o tal documento divulgado constituísse
segredo ou informação sigilosa da empresa, como alegado.
Uma testemunha, inclusive, disse que o documento revelaria uma disputa
de poder interno. Para a Turma, portanto, o TRT julgou a controvérsia
de forma fundamentada, apesar de contrariamente aos interesses da parte.
Por fim, o relator concluiu
que a matéria foi enfrentada no Regional, conforme corroborou
a Oitava Turma. Foi levada em consideração a impossibilidade
de revisão de prova sobre a responsabilidade de divulgação
do documento e seu potencial comprometedor em relação
à empresa, além da constatação, pela análise
do documento, de que o trabalhador não divulgou segredo da empresa.
Com esse resultado na
SDI-1, na prática, nada muda para o trabalhador, dispensado sem
justa causa, que deverá ser indenizado por danos morais, nos
termos definidos pelo TRT mineiro.
(E-ED-ED-RR-141500-62.2002.5.03.0006)
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FETRACONSPAR, 29 de junho de 2010 | Eventos
Campanha Salarial/ Construção
Civil
6ª Rodada de negociações
entre a FETRACONSPAR e SINDUSCON/PR
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Mesa
de Negociação: Diretores da FETRACONSPAR e dos
Sindicatos de trabalhadores com representantes do SINDUSCON
PR.
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A Federação
dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário do Estado do Paraná - FETRACONSPAR e os
Sindicatos de Trabalhadores filiados, realizaram nesta terça-feira,
29/06, às 08h30, na sede do Serviço Social do Sindicato
da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná
– SINDUSCON/SECONCI/PR, sito à Rua João Viana Seiler,
116 - Parolin - Curitiba-PR, 6ª reunião
para discutir a Pauta de Reivindicações dos trabalhadores
da categoria visando a Convenção Coletiva de Trabalho
(CCT) 2010/2011. A data base é 1º de junho.
A reunião foi entre a
Comissão de Negociação formada por membros da Federação
e dos Sindicatos de Trabalhadores com os representantes do SINDUSCON/PR.
Participaram da negociação
os companheiros REINALDIM BARBOZA PEREIRA (FETRACONSPAR),
DOMINGOS OLIVEIRA DAVIDE (STIC CIVIL Curitiba), LAURENO
GRUNEVALD (STIC CIVIL Curitiba), ALMIR DO ROSÁRIO
ANDRADE PRADO (STICC Ponta Grossa), CELSO DOMINGUES
LOPES (STICM Telêmaco Borba), LEANDRO DE FREITAS
(STICM Pato Branco), OSMAR KRIGER (STICC Francisco
Beltrão) e SIRLEI CÉSAR DE OLIVEIRA (STICM
Guarapuava).
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FETRACONSPAR, 29 de junho de 2010 | Eventos
Construção Pesada
RAMTHUN recebe Presidente do SIMENCAL
Balsa Nova
Na tarde desta terça-feira
(29), o Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
de Cimento, Cal e Gesso de Balsa Nova - SIMENCAL – SAMUEL
SOARES DOS SANTOS, esteve na sede da FETRACONSPAR, reunido
com o Presidente - GERALDO RAMTHUN, para discutir o
processo judicial que envolve a Construção Pesada.
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