Ano 7        -        Nº 2313        -        Curitiba (PR), 29 de junho de 2010.
BEM PARANÁ, 29 de junho de 2010 | Economia
Trabalho
Empregadores esperam mais vagas

Os empregadores do Paraná estão otimistas quanto a contratações de funcionários no terceiro trimestre de 2010, aponta estudo realizado pela Manpower, empresa de recursos humanos líder no mercado. A pesquisa entrevistou companhias do mundo todo, e os empregadores do Brasil são os segundos mais otimistas, só atrás da Índia, com uma Expectativa Líquida de Emprego de 40%.

Na lista por estados, o Paraná, empatado com São Paulo, tem expectativa de 44%. Os dados são da Pesquisa de Expectativa de Emprego da Manpower (Manpower Employment Outlook Survey), que ouviu 61 mil empregadores de 36 países. No Brasil, quase mil empresas foram entrevistadas.

Confirmando a tendência apontada pelo estudo no Paraná, a filial da Manpower em Curitiba está com processo seletivo aberto para aproximadamente 60 vagas nessa semana. Com salários que variam de R$ 576,00 a R$ 9000,00, há vagas para nível médio, técnico e superior.

Os empregos, temporários e efetivos, incluem funções como vendedor, engenheiro e assistente administrativo. Os interessados deverão comparecer à Manpower (Rua Sete de Setembro, 4751, conjunto 5), de segunda a sexta-feira, munidos de currículo. O telefone da unidade para mais informações é 41 3244-7344.

 

BEM PARANÁ, 29 de junho de 2010 | Economia
Construção civil
Índice de evolução da construção sobe em maio
produção do setor está mais vigorosa do que o usual para o mês
Agência Estado

A sondagem da construção civil, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que em maio, o setor registrou o 4º mês consecutivo de crescimento. Com base em entrevistas a empresas do setor, a CNI calculou que o indicador de evolução do nível de atividade da construção subiu de 53,9 pontos em abril para 55,8 em maio. Pelos critérios da sondagem, pontuações superiores a 50 mostram evolução ou expectativa positiva, enquanto números inferiores a essa marca sinalizam retração ou expectativa negativa.

A produção do setor está mais vigorosa do que o usual para o mês. Essa é foi a conclusão do cálculo específico da CNI para o nível de atividade do mês em relação ao que é padrão para a mesma época do ano. Por esse critério, a nota para o mês de maio foi de 55,6, o que denota que o nível de atividade está acima do usual para o mês.

Os empresários do setor também estão mais otimistas sobre o futuro. Segundo a CNI, a perspectiva para os próximos seis meses ficou em 77,8 pontos, o que indica que deve ocorrer aumento da atividade. A confiança está se fortalecendo mais, principalmente, entre os dirigentes das pequenas e médias empresas. Entre as construtoras de pequeno porte, a expectativa para os próximos seis meses subiu de 61,3 em maio para 64,2 em junho. Entre as médias empresas, o índice de expectativa aumentou de 66,1 para 68,8. Entre as grandes construtoras, o otimismo caiu de 71,3 em maio para 69,9 em junho, embora ainda continue alto. Para fazer a pesquisa, a CNI entrevistou 376 empresas, entre 31 de maio e 22 de junho de 2010.


O ESTADO DO PARANÁ, 29 de junho de 2010 | Economia
CNI e Sebrae investirão R$ 50 mi em inovação industrial

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) vão investir cada um R$ 25 milhões, num total de R$ 50 milhões, em um projeto de inovação na indústria. A afirmação foi feita hoje em conjunto por representantes da CNI, Sebrae, BNDES e Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), após reunião na sede da CNI em São Paulo. Os recursos serão usados para financiar a formação de núcleos de inovação em 20 Estados.

Os núcleos vão ser conduzidos pelas federações de indústrias. O objetivo destes núcleos é formar empresários na gestão da inovação e investir num total de 18 mil empresas. O projeto faz parte de um programa maior, o Comitê de Mobilização pela Inovação, com o qual o BNDES já vem trabalhando em parceria com o MCT. "O Comitê de Mobilização pela Inovação é o ponto central das ações da CNI dentro do Programa de Competitividade da Indústria Brasileira", afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Em maio, a CNI apresentou aos principais candidatos à Presidência da República uma série de propostas abordando as questões tributárias, ambientais, de infraestrutura e de comércio internacional. Todas as propostas, de acordo com Andrade, convergem para o aumento da competitividade do País. "E na competitividade o tema central é a inovação", diz o executivo, para quem sem investimentos em inovação o Brasil vai perder a condição de país competitivo com possibilidade de crescer a taxas sustentadas.


Agência Diap, 29 de junho de 2010
Lucro: Caixa Econômica poderá financiar construção de casas populares

Na pauta dos projetos que serão apreciados, nesta terça-feira (29), pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) está o PLS 2/06, senador Cristovam Buarque (PDT/DF), que altera o artigo 8º da Lei 11.124/05, para atribuir ao Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social metade dos dividendos mínimos pagos pela Caixa Econômica Federal ao Tesouro Nacional.

De acordo com o texto, metade dos dividendos que cabem ao Tesouro devem ser repassados ao fundo, que financia programas na esfera do Sistema Nacional da Habitação de Interesse Social, desde a construção até a aquisição final de moradias populares, além de lotes urbanizados, por valores subsidiados.

O relator do projeto é o senador Marcelo Crivella (PRB/RJ) que apresentou parecer favorável, com substitutivo, ou seja, o relatório modifica a proposta original.

A matéria ainda será apreciada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em decisão terminativa.

O colegiado da CAE se reúne, às 10h, no plenário 19, ala Alexandre Costa.

Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania

Terceirização do trabalho no campo

Continua na pauta da CCJ o polêmico projeto que permite a atividade de empresas de trabalho temporário no meio rural. Trata-se do PLS 171/04, do senador Ramez Tebet (PMDB/MS).

A alteração na lei abre brecha para a terceirização indiscriminada do trabalho no meio rural. A mudança pode facilitar a ação dos "gatos", como vulgarmente são conhecidos os aliciadores que atuam no campo brasileiro.

A senadora Kátia Abreu (DEM/TO) apresentou parecer pela aprovação, com a emenda apresentada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA). A senadora Marina Silva (PV/AC) apresentou voto em separado pela rejeição da matéria, por inconstitucionalidade e injuridicidade.

Em seguida, a matéria será apreciada também pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em decisão terminativa.

A reunião na CCJ acontece às 10 horas desta quarta-feira (30), no plenário 3, ala Alexandre Costa.


Correio Braziliense, 29 de junho de 2010
Eleições 2010: Serra/PSDB, em ponto de saturação, pode perder no 1º turno
Por Marcos Coimbra,
No Correio Braziliense

Saiu uma nova pesquisa nacional do Ibope, que confirma as que foram feitas recentemente pela Vox Populi e pela Sensus. Os dois institutos já antecipavam o que agora indica o Ibope, talvez por utilizarem amostras mais sensíveis.

Nessa pesquisa, a vantagem de Dilma sobre Serra - ela com 40% das intenções de voto, ele com 35% - é ainda pequena, perto da margem de erro de dois pontos percentuais, se raciocinarmos com o pior cenário para a candidata do PT (no qual ela teria 38%) e o melhor para o do PSDB (em que ele ficaria com 37%). Como essa conjugação é pouco provável, o mais certo é afirmar que ela assume a dianteira, mas sem se distanciar do adversário.

Se fosse só isso, caberia apenas dizer que a pesquisa é boa para Dilma. Na verdade, porém, ela é melhor do que parece à primeira vista, o que permite dizer que é muito favorável à petista.

De um lado, ela mostra que Dilma continua a crescer tirando votos de Serra, em um processo análogo ao que a matemática chama "jogo de soma-zero". Nele, o ganho de um é idêntico ao prejuízo do outro, o que produz um saldo sempre nulo: mais cinco menos cinco é igual a zero.

Na política, isso acontece quando só existem dois candidatos de direito (por exemplo, no segundo turno) ou de fato (como está ocorrendo agora, quando perto de 80% dos eleitores ficam entre Dilma e Serra). Somente 20% ainda não sabem o que farão ou pensam fazer diferente: votar em outros nomes, anular ou deixar em branco.

Como quase não há alterações nos nulos e brancos e Marina não se mexe, permanecendo estacionada nas pesquisas de todos os institutos há algum tempo, as únicas mudanças se dão entre as pessoas que saem de Serra e vão para Dilma (ou vice-versa, mas em proporção muito menor).

Quanto à pequena indecisão residual no voto estimulado, ela decorre da dificuldade que as campanhas têm de atingir algumas faixas do eleitorado refratárias à comunicação política, formadas por eleitores que podem, em muitos casos, continuar tão indecisos até o final que sequer comparecerão para votar.

Para Dilma, o bom, nesse processo, é que, a cada deslocamento de eleitores de Serra para ela, os números dobram. Por exemplo: se Serra perder outros três pontos e ela os receber, a distância entre os dois subirá seis pontos.

Se, então, estiver em curso (como parece) essa tendência, a perspectiva de vitória da candidata do PT no primeiro turno se torna concreta, mesmo imaginando que Marina não mingue e até cresça um pouco. Quanto aos nanicos, alguns respeitáveis, tudo indica que a possibilidade de crescimento é remota.

Ducha de água fria

A segunda razão da nova pesquisa do Ibope ser tão favorável a Dilma é o período de realização. Seu campo foi iniciado no dia seguinte à veiculação do programa do PSDB em rede nacional e prosseguiu enquanto estavam no ar suas inserções, logo após a propaganda do DEM e do PPS, igualmente dedicadas a Serra.

O fato de toda essa mídia não ter conseguido, ao que parece, provocar o aumento de suas intenções de voto, era previsível, mas veio como ducha de água fria naqueles que torciam para que melhorassem.

Não havia, no entanto, maiores motivos para imaginar que Serra iria crescer. Como acontecera no fim de 2009 em situação semelhante (quando ele coestrelou com Aécio a propaganda tucana, sem subir), voltamos a ver que seu nível de conhecimento é tão elevado que ele não ganha quando seu tempo de televisão aumenta.

Em linguagem publicitária: sua imagem parece ter atingido o ponto de saturação, a partir do qual novos investimentos em propaganda apresentam retorno decrescente ou, quem sabe, negativo (quando há risco de perda de imagem com mais exposição).

Na interpretação amiga de quem deseja que ele vença, houve quem dissesse que foi a Copa do Mundo que o prejudicou, como se o interesse por ela fizesse com que a opinião pública ficasse indiferente à comunicação política enquanto a bola rola.

A tese seria admissível se não fosse contrariada por tudo o que conhecemos de eleições passadas, como a de 2002, quando Ciro Gomes cresceu mais de 15 pontos em plena Copa, impulsionado pela propaganda partidária que, desta feita, não ajudou Serra.

Com a perspectiva de encerramento da fase de pré-campanha com Dilma em clara dianteira, a eleição pode se encaminhar para uma definição antecipada: talvez comecemos a etapa final, da propaganda na televisão e no rádio, com a eleição resolvida na cabeça da maioria dos eleitores. Para que isso se confirme, falta pouco.


Congresso em Foco, 29 de junho de 2010
Eleições 2010: Quando tudo dá errado

“A novela do PSDB sobre o vice de Serra é uma dessas histórias inacreditáveis que não se consegue entender como avança, nem como cada desdobramento parece ser pior que o momento anterior. Os eleitores de Dilma Rousseff não param de dar risada”

É impressionante como tudo parece dar errado numa campanha quando seu candidato começa a perder terreno para o adversário. É como se algum fenômeno começasse a embotar a inteligência das pessoas fazendo com que os estrategistas cometam erros inacreditáveis. Nas eleições passadas, houve a armadilha do PT em cima de Geraldo Alckmin sobre a privatização das estatais. Alckmin engoliu a isca e reagiu vestindo aquele inesquecível macacão amarelo cheio de adesivos de Petrobras, Banco do Brasil, etc. Parecia o Rubinho Pé de Chinelo do Casseta & Planeta. O eleitor não perdoou: Alckmin cometeu a façanha de ter menos votos no segundo turno do que tivera no primeiro.

A novela do PSDB sobre o vice de Serra é uma dessas histórias inacreditáveis que não se consegue entender como avança, nem como cada desdobramento parece ser pior que o momento anterior. Os eleitores de Dilma Rousseff não param de dar risada.

Para os aliados de Aécio Neves no PSDB, é uma estratégia errada desde o início. Se a cúpula do PSDB tivesse permitido a disputa interna que Aécio pregava poderia ter dado uma outra dinâmica à hoje capenga campanha de Serra. Se no final do ano passou, ou no início deste ano, tivesse acontecido a prévia que Aécio propôs, o PSDB teria conseguido com ela criar um fato para neutralizar o amplo espaço favorável a Dilma que ela obteve nesse período. Quando o presidente Lula pôs Dilma debaixo do braço e correu com sua candidata pelo Brasil inaugurando obras, o PSDB ficou parado, vendo o governo criar fatos que a imprensa – por mais boa vontade que tenha por Serra – não podia ignorar. A prévia geraria um fato paralelo, que concorreria com as inaugurações-comícios de Lula e de Dilma. Primeiro erro.

Se a disputa interna no PSDB acontecesse de forma civilizada e democrática, talvez ela acabasse por gerar o ambiente para se criar a tal chapa dos sonhos. Ao final de uma disputa democrática à qual perdesse, Aécio poderia, então ceder, e tornar-se o vice de Serra. A cúpula tucana não permitiu a disputa e impôs Serra. Aécio foi derrotado em seus pontos de vista, atropelado. Não houve a verificação da sua tese de que nas bases teria mais votos que Serra. Como a cúpula tucana foi imaginar que num processo assim, de imposição, Aécio simplesmente abaixaria a cabeça e aceitaria calado a ordem seguinte, de se tornar vice de Serra? Segundo erro.

Depois que anunciou que estava fora da disputa interna, Aécio não deu qualquer sinal de que poderia vir a aceitar ser o vice de Serra. Pelo contrário, todas as vezes em que foi abordado sobre isso, ele deixou claro que seria candidato a senador. Mas a cúpula do PSDB ficou se comportando como se não ouvisse esses avisos. Adiou ao máximo a escolha. Foi para a convenção sem definir o vice. Quando, afinal, admitiu que a chapa dos seus sonhos não aconteceria, passou uma impressão de derrota. O que, na verdade, era uma alternativa que nunca se verificou de fato virou uma opção frustrada. Esperando por um Aécio que qualquer brasileiro medianamente informado sabia que não viria, o PSDB perdeu tempo na construção de uma alternativa. Terceiro erro.

Durante oito anos, PSDB e DEM formaram a dupla de ataque da oposição brasileira. Foram os únicos partidos de expressão no país que não entraram para o governo Lula. A união desses dois partidos na disputa pela sucessão de Lula é uma coisa natural na cabeça de qualquer eleitor que se opõe ao governo. É uma aliança que não causa estranheza nenhuma. Mas o PSDB resolveu ter vergonha dela. Principalmente depois da torrente de bolsas e meias do mensalão comandado em Brasília pelo ex-governador José Roberto Arruda. O PSDB poderia ter reforçado o discurso adotado pelo DEM, de que tomou providências rápidas, expulsou Arruda, condenou os envolvidos. Em vez disso, começou a ter vergonha do DEM, embora aceitasse de bom grado os mais de dois minutos de acréscimo no tempo de TV que o parceiro lhe dava. Primeiro, tentou atrair como vice o senador Francisco Dornelles, do PP. Para, então, escolher Alvaro Dias sem consultar o DEM (ou deixando para consultar o DEM por último sem controlar o vazamento da escolha, feito primeiro por Roberto Jefferson, do PTB, e depois por Roberto Freire, do PPS).

Em respeito aos leitores, não reproduzirei aqui os palavrões que ouvi pelo telefone ontem (28) pela manhã, numa conversa com um dos principais integrantes da cúpula do DEM. Àquela altura, ele me dizia que não haveria hipótese de o DEM recuar e aceitar Alvaro Dias como o vice de Serra. Menos que a escolha do nome, que a turma do Democratas também considera errada, o problema maior foi o método. “Eles acham que nós vamos aceitar quietos entrar na campanha pela porta dos fundos? Eles que vão...”, dizia o democrata por telefone.

O DEM sempre deixou claro que aceitaria uma chapa pura tucana se ela fosse Serra e Aécio, ou vice-versa. Aliás, a primeira pessoa a falar nessa hipótese foi o ex-presidente do partido Jorge Bornhausen. “Agora, organizar uma chapa para disputar uma eleição presidencial com o propósito de resolver uma questão eleitoral no Paraná, é o fim da picada”, reclama o dirigente do DEM. “É o oposto do que vem fazendo o PT. Para garantir a aliança com o PMDB, eles enquadraram diretórios como o do Maranhão. Escolher o Alvaro Dias para resolver a campanha do Paraná parece coisa de quem já acha que perdeu a eleição presidencial”, ataca.

E, aí, se é para entrar numa campanha derrotada por baixo, o DEM já considera de fato a hipótese de ficar de fora, sem se comprometer com uma campanha em que é posto cada vez mais no papel de coadjuvante. “É claro que essa alternativa é ruim para nós. Mas é péssima para eles”, avalia o dirigente do DEM. Pelos cálculos da Justiça eleitoral, o DEM tem praticamente o mesmo tempo de TV que o PSDB. Sem o DEM, Dilma, com as alianças que fez, ficará com nada menos que 68% do tempo total da propaganda eleitoral. “Chegar a uma situação dessas revela espírito autoritário, falta de inteligência e incompetência total”, conclui o dirigente do DEM. Nem nos seus melhores sonhos Dilma poderia imaginar tanta lambança.


Vermelho, 29 de junho de 2010
DEM analisa cobrar "um preço muito alto" para desistir de vice

O senador Demóstenes Torres (DEM) confirmou nesta segunda-feira (28), ao participar do lançamento da Associação Brasileira de Táxis Aéreos, em Goiânia (GO), que a indicação do senador Álvaro Dias (PSDB) para a chapa do presidenciável José Serra (PSDB) irritou mesmo o DEM. Líderes do partido dizem que podem até desistir da indicação do vice, mas cobrarão um preço alto por isso. Outra alternativa é desistir da aliança ou fazer "corpo mole" na disputa presidencial.

"O Serra tem direito de escolher qualquer um. É um presidente que nós queremos apoiar", criticou Torres. "Mas o fato é que se ele tivesse indicado uma espécie de Dom Evaristo Arns, alguém acima de qualquer questionamento, estava tudo certo. Mas, ao indicar o Álvaro Dias, ele indicou alguém que é igual a uns 30 ou 40 que nós temos dentro do DEM", comparou, ressaltando que é amigo pessoal do senador paranaense. "Então, por que (a vice) não pode ser do DEM?", questionou o senador goiano.

Demóstenes acredita que Serra fez a articulação mais errada possível, no momento. "Gerou uma revolta (no DEM) que pode fazer, inclusive, com que o partido não o apóie", sinalizou.

O senador ainda disse acreditar que a indicação de Dias como vice de Serra ainda será retirada. "Acho que eles não vão insistir nesta sandice", qualificou. "Só para resolver um problema lá do Paraná? Seria o mesmo que eu indicasse alguém para ser o vice-governador para resolver o problema lá da minha cidade, Anicuns (GO)", comparou.

Se o PSDB não recuar e ceder a vice-presidência ao DEM, dificilmente conseguirá desarmar o mal-estar criado por essa decisão sem graves danos à candidatura tucana.

Uma alternativa estudada pelo DEM é a de não apoiar qualquer candidato a presidente, na convenção nacional de quarta-feira. Nesse caso, o tempo de propaganda eleitoral gratuita que a lei reserva ao partido seria dividido proporcionalmente entre os demais candidatos: a coligação da petista Dilma Rousseff ficaria com 65,11% do tempo do DEM na televisão e Serra, com 29,48%. A outra alternativa é lançar candidato próprio e, nos quase três minutos a que tem direito - tempo igual ao do PSDB -, fazer proselitismo partidário. "Assim nos fixamos como o partido da direita moderna", disse o ex-deputado Saulo Queiroz. Nas duas hipóteses, o tempo de propaganda gratuita de Serra cairia muito: com o apoio do DEM, disporia de 6m46s, enquanto Dilma teria 8 minutos. Com uma candidatura do DEM, cairia para 4m38s. Se não apoiar nenhum candidato, Dilma ganha mais, Serra perde muito. "O PSDB fica quase como uma candidatura nanica", disse um deputado que não quis se identificar.

Preço alto

Mas, dentro do próprio DEM há quem procure amenizar o mal-estar. O líder da sigla no Senado, José Agripino Maia (RN), foi um dos que procurou abrir espaço e reduzir as exigências. "Na relação entre o DEM e o PSDB não pode haver ultimatos nem fatos consumados", afirmou Agripino por meio de nota. Ele é um dos integrantes do DEM que haviam sido cotados para a vice, ao lado do deputado José Carlos Aleluia (BA), mais recentemente.

"A história de parcerias e reciprocidades entre os dois partidos recomenda a superação das divergências pelo diálogo e pela determinada busca do entendimento", acrescentou.

Rodrigo Maia, presidente da legenda, usou termos similares em sua página no microblog Twitter. "Não há ultimato. Haverá um diálogo entre aliados", disse Maia, em uma postura radicalmente diferente das declarações da semana passada.

No domingo, o partido fez reunião de emergência no Rio de Janeiro para discutir o assunto, quando reduziu a ansiedade e procurou acertar o encontro com a direção do PSDB.

A conversa deve incluir Guerra, Maia e possivelmente Serra, que estava em Santos, no litoral paulista, onde fez caminhada no centro da cidade e assistiu ao jogo entre Brasil e Chile pela Copa. O encontro deve contar ainda com o presidente do Conselho Político do DEM e prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

Fonte do Democratas comentou que o partido pode até recuar da intenção de exigir a vaga de vice de Serra. No entanto, "venderia caro" a decisão ao PSDB, cobrando apoio em Estados onde há dificuldades nas negociações entre os dois partidos, como Sergipe e Pará.

Se isso não ocorrer a mensagem que pode ser dada aos tucanos é de que o DEM não retirará o apoio formal a Serra para não diminuir o tempo de propaganda na TV da principal candidatura da oposição, mas deixaria de cobrar empenho de seus integrantes nos Estados durante a campanha.

Em seu blog, o jornalista Luis Nassif avaliou que "o que causa surpresa é o auto-engano em que se meteu esse pessoal". "Serra é fruto exclusivo do apoio que recebeu da velha mídia. Velhas raposas do DEM, que ousaram mostrar - meses atrás - que Serra era uma fria, foram isoladas no partido. Colegas tinham até receio de cumprimentá-los com medo de incorrer na ira de Serra. Era claro para quem tivesse um mínimo de discernimento, que Aécio era a única chance do PSDB. Os mesmos analistas que ajudaram a sepultar sua candidatura se surpreendem em constatar - tardiamente - que colocaram um candidato não competitivo em campo", avalia Nassif.

Da redação, com agências


Folha de S.Paulo, 29 de junho de 2010
PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES 2010
Dilma terá 40% do tempo de TV, contra 29,5% de Serra
Pela 1ª vez desde redemocratização, candidato do PT será líder em espaço | Se o DEM ficar neutro na disputa, petista fica com dobro do tempo de tucano; Marina ficará com apenas 1min10s
RANIER BRAGON
FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, terá 40% do total do tempo de TV destinado à propaganda eleitoral dos postulantes ao Palácio do Planalto, que começa em 17 de agosto.

A fatia é 35% superior à que terá o tucano José Serra e representa fato inédito na história do PT -em nenhuma das cinco eleições presidenciais desde a redemocratização o partido ocupou o maior espaço na TV.

O predomínio se dá porque o PT e os partidos coligados a ele -com destaque para o PMDB- elegeram um maior número de deputados federais, principal critério estabelecido na lei para a definição do tempo de TV.

A situação da petista pode melhorar caso o DEM rompa com Serra e não confirme a aliança com os tucanos na convenção de amanhã, hipótese menos provável.

Se isso acontecer, Serra perde um terço do seu espaço previsto, que seria redistribuído a todos os candidatos. Dona da aliança mais robusta, Dilma herdaria 64% desse "espólio" e, assim, ficaria com o dobro do tempo de TV.

Mantida a aliança PSDB-DEM, entretanto, a petista terá praticamente 10 minutos de cada bloco de 25 minutos -serão exibidos duas vezes ao dia, às terças, quintas e sábados, de 17 de agosto a até três dias antes das eleições.

Serra terá 7min23s (29,5% do total) e Marina Silva (PV) apenas 1min10s (5%).

Além dos blocos, a propaganda se dará também por meio de peças diárias de até um minuto, nos intervalos, as inserções partidárias.

A distribuição segue a lógica dos blocos. Dilma terá em torno de cinco inserções de 30 segundos por dia. Serra terá 3,5 peças; Marina, uma a cada dois dias.

Os dados foram calculados com base na Lei Eleitoral, nas coligações e nas candidaturas já anunciadas.

"O espaço será importante para fazermos a disputa de projetos", disse Rui Falcão, da campanha de Dilma.

"É claro que o bom seria um tempo maior de TV, mas isso não quer dizer que não teremos tempo para falar do nosso trabalho", afirma a senadora Marisa Serrano (MS), vice-presidente do PSDB.

Marina diz que usará linguagem publicitária. "As outras candidaturas não vão fugir muito do [roteiro] candidato, povo fala, clipe e jingle. No nosso caso, vamos ter que usar outros recursos", afirma o publicitário Paulo de Tarso.

Folha de S.Paulo, 29 de junho de 2010
ANÁLISE
Candidata do PT vai aparecer mais na TV em 45 dias do que a Coca-Cola em 5 meses
FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA

A arma de propaganda mais vital na campanha eleitoral são os comerciais curtos espalhados ao longo da programação das emissoras de rádio e de TV. O eleitor tende a não ter como se desviar desses filmes, em geral de 30 segundos de duração.

Nesse tipo de marketing, Dilma Rousseff (PT) tem vantagem sobre seus adversários diretos, José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV).

As cinco inserções diárias de 30 segundos às quais a petista terá direito durante os 45 dias da propaganda eleitoral equivalem a mais do que a Coca-Cola teve, nessa mesma modalidade de comercial, no período de janeiro a maio deste ano.

A marca de refrigerante mais famosa do mundo contratou 999 inserções de 30 segundos nas seis principais emissoras de TV do país durante os primeiro cinco meses deste ano -apenas na chamada "praça São Paulo", a capital paulista e os municípios do seu entorno.

Dilma Rousseff terá 1.125 comerciais com essa duração em apenas 45 dias nessas mesmas seis emissoras que veicularam os filmes da Coca-Cola. Mas com uma diferença: no caso dos políticos, as propagandas também são exibidas em todos os canais de rádio e de televisão aberta e por assinatura do Brasil. Nenhum anunciante privado faz uma campanha tão abrangente.

José Serra terá direito à metade do tempo de Dilma quando se trata de inserções de 30 segundos. Marina Silva só tem 15 segundos por dia e terá esperar sempre 48 horas para acumular 30 segundos.

Mais tempo na TV e no rádio não garante vitória a ninguém. Há dezenas de casos recentes mostrando fracassos retumbantes dos reis do horário eleitoral. O exemplo clássico é o de Ulysses Guimarães (1916-1992). Candidato do PMDB a presidente em 1989, ele tinha 37% a mais que o segundo colocado no ranking de tempo na propaganda oficial. Ulysses terminou a disputa em sétimo.

O importante parece ser ter tempo na propaganda eleitoral e uma mensagem que ecoe positivamente entre os eleitores. Foi assim com Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que ganhou o Planalto em 1994 e 1998.

Desta vez, é cedo para dizer qual candidato terá sucesso na TV e no rádio. Por enquanto, aparecendo ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a petista Dilma sempre subiu nas pesquisas após estrelar comerciais do PT. Já José Serra e Marina Silva, depois de ir à TV, ficaram quase no mesmo lugar.


Gazeta do Povo, 29 de junho de 2010
Pressão
PDT nacional não aceitará aliança com o PSDB no PR

Brasília - O presidente licenciado do PDT e ministro do Trabalho, Carlos Lupi, reforçou ontem que o partido impedirá qualquer tentativa de aliança do senador Osmar Dias com o PSDB no Paraná. Segundo ele, também não há qualquer problema familiar na candidatura de Osmar a governador, mesmo com a indicação do irmão Alvaro para a vaga de vice na chapa do tucano José Serra na disputa presidencial.

“Em hipótese nenhuma o Osmar estará ao lado de uma chapa do PSDB. Ele tem duas opções: é Dilma ou Dilma”, declarou. O ministro disse que a decisão não é nenhuma novidade e que o próprio senador assinou uma deliberação do partido que veda qualquer traição à aliança nacional entre pedetistas e petistas.

Lupi, porém, preferiu não falar sobre possíveis sanções ao paranaense caso ele decida contrariar essa resolução. “Não trabalho com essa hipótese, hoje [ontem] eu tenho a absoluta certeza de que o Osmar será candidato a governador e que vai ganhar as eleições.”

Pela legislação eleitoral, o pedetista terá força para impedir a candidatura à reeleição de Osmar em caso de apoio aos tucanos. A única saída seria uma chapa independente, em que o senador ficaria neutro na disputa estadual.

Para o ministro, há um erro de interpretação na ideia de que Osmar precisa desistir da candidatura ao Palácio Iguaçu em função do irmão. “Eu não me envolvo em questão de família, mas a candidatura a vice não recebe voto, é secundária.”

Lupi afirmou que é melhor Alvaro pedir para não ser escalado na chapa de Serra. “Seria muito egoísmo dele [Alvaro] pedir para o irmão deixar escapar as chances de se eleger governador para ir como vice de uma candidatura que sabidamente não tem chances de vitória.”

O pedetista foi um dos principais articuladores das reuniões com PMDB e PT, na semana passada, que definiram a desistência do governador Orlando Pessuti em favor de Osmar. “O Osmar só perdeu a eleição passada para governador por uma acaso do destino. Agora ele está ainda mais forte, com o apoio fechado da ministra Dilma e do presidente Lula.”


Vermelho, 29 de junho de 2010
Vox Populi, Datafolha e Ibope realizam novas pesquisas eleitorais

A campanha eleitoral começa oficialmente no próximo dia 6 de julho, até lá, três grandes institutos de pesquisas (Vox Populi, Datafolha e Ibope) devem divulgar os resultados de novas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República. Assim, o eleitor terá uma noção clara do quadro eleitoral neste início de campanha.

A última pesquisa eleitoral nacional foi divulgada pelo Ibope na semana passada. Nesta pesquisa, encomendada pela Confederação Nacional das Indústrais (CNI), a candidata do governo Lula, Dilma Rousseff (PT), aparece com 40% das intenções de voto. O tucano José Serra vem atrás com 35% e a candidata do PV, Marina Silva, tem 9% das intenções de voto.

O mesmo Ibope está em campo para realizar uma nova pesquisa. Desta vez sob encomenda da Associação Comercial de São Paulo, entidade patronal controlada politicamente pelo DEM. A pesquisa Ibope/ACSP foi registrada nesta segunda-feira (28) e tem como período de realização os dias 27 a 30 de junho. Pelas regras eleitorais, uma pesquisa só pode ser divulgada cinco dias após seu registro no TSE. Sendo assim, os resultados desta nova pesquisa do Ibope podem ser conhecidos a partir do dia 3 de julho. Mas o instituto pode adiar a divulgação a critério do contratante.

Outro grande instituto, o Datafolha, registrou uma pesquisa nacional na última sexta-feira, dia 25 de junho. O período de realização é de 30/06 a 01/07. Os resultados podem ser divulgados a partir do dia 2 de julho, sexta-feira. A tendência do Datafolha tem sido divulgar as pesquisas encomendadas pelo jornal Folha de S. Paulo nas edições de sábado do diário. A última pesquisa do Datafolha sobre a sucessão presidencial, divulgada no final de maio, mostrava Dilma e Serra empatados em 37%.

A novidade deste Datafolha é que o questionário apresentado pelo instituto inclui perguntas sobre o candidato a vice-presidente. Numa delas, o eleitor é questionado se sabe quem é o vice e se ele influencia o voto no candidato.

Por fim, o Vox Populi também saiu a campo para aferir as intenções de voto dos brasileiros para a disputa presidencial. O instituto registrou sua pesquisa no TSE no dia 24 deste mês e concluiu sua realização no sábado (26). Pela regra dos cinco dias, os resultados podem ser divulgados a partir desta terça-feira (29). A pesquisa foi encomendada pela Rádio e TV Bandeirantes. A última pesquisa Vox Populi/Bandeirantes, divulgada no dia 15 de maio, trazia Dilma com 38% das intenções de voto e Serra com 35%.

Da redação,
com agências


O ESTADO DO PARANÁ, 29 de junho de 2010 | Economia
Cresce a preocupação com o meio ambiente no mercado de trabalho
Mara Andrich

Você já pensou em ter um “emprego verde”? Se ainda não, é recomendável ficar atento, pois este tipo de trabalho está crescendo e tem tudo para se expandir ainda mais nos próximos anos em função da sustentabilidade.

E a demanda é grande. Basta pensar em um edifício verde (ou sustentável): desde a confecção do projeto (para o qual são necessários arquitetos e engenheiros) até a produção propriamente dita (onde trabalham pedreiros, mestres de obra, etc.) e, ainda, chegando na área de manutenção.

Um edifício verde economiza energia elétrica, de água e até de produção de esgoto. Um exemplo será o Green Building Comercial de Curitiba, da construtora Laguna, que será lançado mês que vem.

Quem procurar o local para instalar sua empresa ou empreendimento terá 45% de economia somente na conta de água. De esgoto, a redução chega à metade. Porém, toda a sustentabilidade tem um custo: o da mão de obra. E quem trabalha com isso conta que não está sendo fácil encontrá-la.

“Há falta de profissionais para trabalhar nessa área. Um exemplo é a área de simulação energética. Mas estamos em processo de recrutamento”, analisa o diretor da Petinelli, Guido Petinelli, empresa de Curitiba que presta assessoria para construtoras que desenvolvem projetos sustentáveis.

Para Petinelli, é preciso investimento na área, pois a sustentabilidade é o futuro. “Na realidade precisamos que o emprego verde vire bandeira política. Ele agrega conhecimento à mão de obra, não é facilmente exportado, e ainda paga mais. E estamos falando de benefícios para o meio ambiente e para todo o país, do ponto de vista cultural”, afirma.

Além das vantagens salariais e de auxílio ao meio ambiente pelo lado de quem projeta e realiza o empreendimento, quem for trabalhas nos prédios verdes também terá mais qualidade de vida, pois a qualidade do ar será melhor, além do conforto térmico e da iluminação. As técnicas dos prédios verdes reduzem CO2 e os resíduos da obra. Utiliza o sistema woodframe, que reduz em até 80% os resíduos sólidos.

O engenheiro e diretor da empresa Tecverde, Caio Bonatto, trouxe a tecnologia da Alemanha (a empresa é formada por um grupo de seis pessoas que trabalharam a ideia na universidade). A Tecverde vai lançar em Curitiba, também no mês que vem, a primeira fábrica de casas sustentáveis na cidade.

Recentemente, o Sesi lançou em Curitiba o primeiro curso de pós-graduação em gestão sustentável da indústria. O programa tem o objetivo de sanar as necessidades de capital humano das empresas, preparando profissionais com características específicas em processos sustentáveis.

O curso tem duração máxima de dois anos. As aulas das disciplinas obrigatórias serão realizadas as sextas-feiras das 18h30 às 22h e aos sábados das 8h30 às 12h30. Já as disciplinas optativas poderão ser cumpridas de segunda a sexta-feira, das 19h15 às 22h30 e aos sábados das 8h30 às 12h30, na sede da FAE Business School. Para mais informações e inscrições acesse www.fae.edu ou ligue (41) 2105-4087.


O ESTADO DO PARANÁ, 29 de junho de 2010 | Cidades
Funcionários da Sanepar anunciam nova paralisação
Luciana Cristo

Uma semana depois da primeira paralisação, que durou apenas um dia, os servidores da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) devem voltar a cruzar os braços a partir de amanhã, em Curitiba e região Metropolitana.

A greve pode prejudicar o abastecimento de água na região, avisa o Sindicato dos Trabalhadores em Saneamento (Saemac), com menor o efetivo que será mantido trabalhando.

Esse prazo dos últimos dias foi dado pelos trabalhadores para que a empresa fizesse uma nova proposta de reajuste salarial à categoria, o que não aconteceu. Sem respostas, os funcionários decidiram apelar para a greve.

“Foram agendadas duas reuniões nesse período e a Sanepar desmarcou as duas. Eles dizem que estão abertos a conversar, mas não nos atendem”, reclama o presidente do Saemac, Gerti José Nunes.

Para pressionar a diretoria, o sindicato promete mobilizar os servidores para fazer plantão em frente à sede da Sanepar em Curitiba, no bairro Rebouças, durante todo o dia de amanhã, aguardando uma posição da empresa.

O último acordo coletivo entre as partes venceu no fim de fevereiro e de lá para cá não houve acordo. Os trabalhadores pedem ganho real de R$ 408, mais benefícios. A Sanepar ofereceu 5% para reposição da inflação acumulada de março de 2009 a fevereiro deste ano e 2% de aumento real, o que foi rejeitado pelos funcionários.

Os sindicatos dos trabalhadores nas regiões de Londrina e Maringá também podem fazer assembleias e decidir aderir ao movimento grevista até amanhã. O outro sindicato regional, de Cornélio Procópio, rejeitou a proposta da empresa, mas não confirmou se adere à greve a partir deste primeiro dia.

Em função do jogo do Brasil ontem pela Copa do Mundo, a Sanepar não teve expediente no período da tarde e a reportagem de O Estado não conseguiu contato com a empresa para saber o posicionamento em relação à negociação com os funcionários.


Notícias do Tribunal Superior do Trabalho

29/06/2010
Trabalhador consegue FGTS sobre salário-habitação por todo o período trabalhado

Um empregado da Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica – CEEE-GT, do Rio Grande de Sul, conseguiu demonstrar à Seção I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho que tinha direito aos depósitos do FGTS sobre salário-habitação, relativos a todo o período em que trabalhou na empresa. O trabalhador sustentou que, em relação seu caso, se aplicava a prescrição trintenária.

No período de 1976 até a sua dispensa, em 1995, a empresa lhe forneceu o salário-habitação, sem o correspondente depósito do FGTS. Ele entrou na Justiça e obteve sentença do juiz de primeira instância limitando a verba ao quinquênio contado do ajuizamento da reclamação, em fevereiro de 1997. Insatisfeito, interpôs recurso e o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS) deferiu o pedido, entendendo que a prescrição aplicável ao seu caso é trintenária.

Contrariada com a reforma da sentença, a empresa recorreu e a Primeira Turma do TST modificou a decisão regional e aplicou a prescrição quinquenal, motivo pelo qual o empregado interpôs embargos à SDI-1, que foram analisados pela ministra Maria Cristina Peduzzi. A relatora avaliou que a decisão do TRT deveria ser restabelecida, pois a prescrição relativa ao recolhimento do FGTS sobre salário-habitação, que foi incontroversamente fornecido ao empregado durante o contrato de trabalho, é trintenária, tal como estabelece a Súmula nº 362 do TST. A relatora explicou que a discussão sobre a natureza jurídica a respeito dessa verba “consubstancia pretensão meramente declaratória, não havendo falar em limitação da prescrição ao quinquênio anterior ao ajuizamento da ação”. Isso porque a controvérsia diz respeito em saber se há ou não incidência do fundo de garantia sobre parcela já paga. Como não há pedido de pagamento de “parcela remuneratória em si, mas tão-somente, insurgência contra o não-recolhimento da contribuição para o FGTS, a prescrição, como cediço, é inegavelmente trintenária”, esclareceu. Seu voto foi aprovado unanimemente pelo colegiado da SDI-1.

(RR-7543100-04.2003.5.04.0900 – Fase atual: E-ED)


29/06/2010
SDI-1: empresa que parcelou pagamento de verbas rescisórias pagará multa do artigo 477 da CLT

Pela natureza imperativa do pagamento de verbas rescisórias, a Seção Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento a recurso da Têxtil Renaux S/A, que buscava validar o pagamento parcelado de direitos trabalhistas. A empresa havia deixado de pagar, a um empregado que dispensou sem justa causa, verbas rescisórias no prazo legal. Firmou acordo extrajudicial, parcelando esses valores, e estabeleceu novo prazo para o pagamento da multa do artigo 477 da CLT. Esse dispositivo disciplina a multa por eventual descumprimento do prazo para o pagamento das verbas rescisórias devidas no ato da homologação da dispensa do trabalhador.

Ao analisar o caso, a Terceira Turma do TST havia aceitado o recurso do trabalhador e condenou a empresa ao pagamento da multa. Diante disso, a empresa interpôs recurso de embargos, alegando a validade da transação. O relator do processo na SDI-1, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, considerou correta a posição da Terceira Turma, ao aplicar a multa prevista no artigo 477, diante da inobservância do prazo para o pagamento das verbas e da não validade do acordo extrajudicial. Em sua avaliação, não se pode validar acordo que prevê o parcelamento de verbas rescisórias, uma vez que se trata de direito indisponível do empregado, ainda mais quando realizado extrajudicialmente. O relator apresentou outra decisão do colegiado nesse mesmo sentido. Seguindo o entendimento do relator, a SDI-1, por unanimidade, negou provimento ao recurso de embargos da empresa.

(RR-19600-41.2008.5.12.0010)

 

29/06/2010
Trabalhador será indenizado porque não há prova de divulgação de segredo da empresa

A Number One Curso de Línguas não conseguiu provar que um ex-empregado divulgou segredo da empresa e, por esse motivo, merecia ser demitido por justa causa. O assunto chegou à Seção I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho que, em decisão unânime, rejeitou (não conheceu) o recurso de embargos da Number One.

Segundo o relator, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, a jurisprudência do TST é cautelosa na hora de apreciar pedidos de nulidade do julgado por negativa de prestação jurisdicional. O relator esclareceu que a divergência apresentada pela empresa refere-se a negativa de prestação jurisdicional em que, no mérito, há fundamentação no sentido da necessidade de revisão de provas.

Já no caso em discussão, afirmou o relator, a Oitava Turma do TST equacionou a matéria, verificando o tal documento sobre o qual a parte havia indicado omissão. A Turma também rejeitou o recurso de revista da empresa, ao observar que o Tribunal do Trabalho da 3ª Região (MG) afastou a caracterização da dispensa por justa causa do trabalhador diante da ausência de provas de que ele tivesse divulgado segredo da empresa. Por consequência, a Turma entendeu correto o pagamento de indenização por danos morais ao empregado, determinado pelo Regional, na medida em que o episódio foi negativo para a imagem do profissional no âmbito da empresa e entre as franqueadas.

Na avaliação do ministro Aloysio, a Turma ainda constatou que as testemunhas ouvidas não confirmaram que o tal documento divulgado constituísse segredo ou informação sigilosa da empresa, como alegado. Uma testemunha, inclusive, disse que o documento revelaria uma disputa de poder interno. Para a Turma, portanto, o TRT julgou a controvérsia de forma fundamentada, apesar de contrariamente aos interesses da parte.

Por fim, o relator concluiu que a matéria foi enfrentada no Regional, conforme corroborou a Oitava Turma. Foi levada em consideração a impossibilidade de revisão de prova sobre a responsabilidade de divulgação do documento e seu potencial comprometedor em relação à empresa, além da constatação, pela análise do documento, de que o trabalhador não divulgou segredo da empresa.

Com esse resultado na SDI-1, na prática, nada muda para o trabalhador, dispensado sem justa causa, que deverá ser indenizado por danos morais, nos termos definidos pelo TRT mineiro.

(E-ED-ED-RR-141500-62.2002.5.03.0006)

 

FETRACONSPAR, 29 de junho de 2010 | Eventos
Campanha Salarial/ Construção Civil
6ª Rodada de negociações entre a FETRACONSPAR e SINDUSCON/PR

Mesa de Negociação: Diretores da FETRACONSPAR e dos Sindicatos de trabalhadores com representantes do SINDUSCON PR.

A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário do Estado do Paraná - FETRACONSPAR e os Sindicatos de Trabalhadores filiados, realizaram nesta terça-feira, 29/06, às 08h30, na sede do Serviço Social do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná – SINDUSCON/SECONCI/PR, sito à Rua João Viana Seiler, 116 - Parolin - Curitiba-PR, 6ª reunião para discutir a Pauta de Reivindicações dos trabalhadores da categoria visando a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2010/2011. A data base é 1º de junho.

A reunião foi entre a Comissão de Negociação formada por membros da Federação e dos Sindicatos de Trabalhadores com os representantes do SINDUSCON/PR.

Participaram da negociação os companheiros REINALDIM BARBOZA PEREIRA (FETRACONSPAR), DOMINGOS OLIVEIRA DAVIDE (STIC CIVIL Curitiba), LAURENO GRUNEVALD (STIC CIVIL Curitiba), ALMIR DO ROSÁRIO ANDRADE PRADO (STICC Ponta Grossa), CELSO DOMINGUES LOPES (STICM Telêmaco Borba), LEANDRO DE FREITAS (STICM Pato Branco), OSMAR KRIGER (STICC Francisco Beltrão) e SIRLEI CÉSAR DE OLIVEIRA (STICM Guarapuava).





 

FETRACONSPAR, 29 de junho de 2010 | Eventos
Construção Pesada
RAMTHUN recebe Presidente do SIMENCAL Balsa Nova

Samuel e Ramthun

Na tarde desta terça-feira (29), o Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Cimento, Cal e Gesso de Balsa Nova - SIMENCAL – SAMUEL SOARES DOS SANTOS, esteve na sede da FETRACONSPAR, reunido com o Presidente - GERALDO RAMTHUN, para discutir o processo judicial que envolve a Construção Pesada.