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Agência Estado, 5 de
julho de 2010
Governo e centrais debatem proposta
de mínimo para 2011
A proposta das centrais sindicais de utilizar o crescimento acelerado
da economia deste ano para elevar o salário mínimo de
R$ 510 para R$ 570 em 2011 pode criar indexação perigosa
e gerar esqueletos para futuros governos. Essa é a avaliação
do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Ele disse que não
dá para calcular o mínimo com base em estimativas do Produto
Interno Bruto (PIB) de 2010 porque trabalhadores podem reivindicar na
Justiça a diferença, se houver, em relação
ao número oficial.
O número fechado do PIB deste ano será divulgado pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apenas
em março e ainda deve passar por uma revisão em setembro.
Já o novo valor do mínimo começa a vigorar em janeiro.
"Se o mínimo de
2011 for calculado com o PIB de 2010, como querem as centrais sindicais,
pode haver um monte de ações na Justiça e vamos
ter esqueleto. O PIB de dois anos atrás não gera pendência
jurídica", afirmou o ministro. "É preciso ter
cuidado com esse discurso para não cair em oportunismo",
acrescentou.
O negociado
Bernardo continua defendendo
o cálculo com base no PIB de dois anos antes, mais o acumulado
em 12 meses do Índice Nacional de Preços ao Consumidor
(INPC). Ou seja, pela proposta do governo, o mínimo de 2011 seria
calculado com o PIB de 2009, que foi negativo em 0,2%, e não
garantiria ganho real. "Conversei com o presidente Lula sobre o
assunto, mas ainda não há uma conclusão. Temos
que defender o critério negociado", ressaltou.
O real
Mas os parlamentares e sindicalistas
são totalmente contra a sugestão da equipe econômica
e já começam a trabalhar por ganho real na Comissão
Mista do Orçamento (CMO). O senador petista Tião Viana,
que é relator do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias
(LDO), propôs um cálculo alternativo com base na média
de crescimento de 2008 e 2009, o que viabilizaria uma alta acima da
inflação de quase 3% e o mínimo chegaria a R$ 550.
(AE)
Da redação, com Agência
Estado
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O ESTADO DO PARANÁ,
05 de julho de 2010 | Economia
Centrais querem mínimo de R$ 570
em 2011
As centrais sindicais já começaram a pressionar o Congresso
e o governo federal para garantir um salário mínimo de
R$ 570 no ano que vem. Como a decisão tem de ser tomada agora,
em ano eleitoral, a tendência é que o governo ceda a mais
essa pressão, assim como aconteceu recentemente no embate em
torno da elevação das aposentadorias com benefícios
acima do mínimo. O Ministério do Planejamento propõe
que o mínimo seja elevado dos atuais R$ 510 para R$ 535,91. O
relator do Orçamento, senador Tião Viana (PT-AC), propõe
R$ 550.
A guerra em torno do novo mínimo está sendo travada na
Comissão Mista de Orçamento, que corre para aprovar até
o dia 16, quando começa o recesso parlamentar, o texto da Lei
de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Viana, que é
candidato ao governo do Acre, apresentou uma proposta alternativa para
minimizar o desgaste criado com a posição defendida pelo
Planejamento, que não prevê aumento acima da inflação
em 2011.
O relator quer que o cálculo
do mínimo considere a média de crescimento do Produto
Interno Bruto (PIB) de 2008 e de 2009, mais o Índice Nacional
de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado nos últimos 12
meses, e não apenas o PIB de 2009, como quer a equipe econômica
do presidente Lula. O cálculo de Viana eleva o mínimo
para R$ 550 - um aumento real de 2,46%. Pela proposta do Planejamento,
ao considerar o PIB negativo de 0,2% apurado em 2009, o salário
mínimo ficaria em R$ 535,91. A reivindicação das
centrais, que eleva o mínimo para R$ 570, leva em conta a projeção
de crescimento neste ano, que pode ficar entre 7% e 7,5%.
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O ESTADO DO PARANÁ,
05 de julho de 2010 | Economia
Ministro critica proposta de centrais
para mínimo
A proposta das centrais sindicais de utilizar o crescimento acelerado
da economia deste ano para elevar o salário mínimo de
R$ 510 para R$ 570 em 2011 pode criar indexação perigosa
e gerar esqueletos para futuros governos. Essa é a avaliação
do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Ele disse ontem ao jornal
O Estado de S. Paulo que não dá para calcular o mínimo
com base em estimativas do Produto Interno Bruto (PIB) de 2010 porque
trabalhadores podem reivindicar na Justiça a diferença,
se houver, em relação ao número oficial.
O número fechado do PIB
deste ano será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE) apenas em março e ainda deve passar
por uma revisão em setembro. Já o novo valor do mínimo
começa a vigorar em janeiro.
"Se o mínimo de
2011 for calculado com o PIB de 2010, como querem as centrais sindicais,
pode haver um monte de ações na Justiça e vamos
ter esqueleto. O PIB de dois anos atrás não gera pendência
jurídica", afirmou o ministro. "É preciso ter
cuidado com esse discurso para não cair em oportunismo",
acrescentou.
Bernardo continua defendendo
o cálculo com base no PIB de dois anos antes, mais o acumulado
em 12 meses do Índice Nacional de Preços ao Consumidor
(INPC). Ou seja, pela proposta do governo, o mínimo de 2011 seria
calculado com o PIB de 2009, que foi negativo em 0,2%, e não
garantiria ganho real. "Conversei com o presidente Lula sobre o
assunto, mas ainda não há uma conclusão. Temos
que defender o critério negociado", ressaltou.
Mas os parlamentares e
sindicalistas são totalmente contra a sugestão da equipe
econômica e já começam a trabalhar por ganho real
na Comissão Mista do Orçamento (CMO). O senador petista
Tião Viana, que é relator do Projeto de Lei de Diretrizes
Orçamentárias (LDO), propôs um cálculo alternativo
com base na média de crescimento de 2008 e 2009, o que viabilizaria
uma alta acima da inflação de quase 3% e o mínimo
chegaria a R$ 550.
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FOLHA DE LONDRINA, 05 de julho
de 2010 | Empregos & Concursos
O boom dos temporários
O número de contratações
de curto prazo tem crescido no Brasil. Elas facilitam a vida das empresas
e podem representar uma possibilidade de efetivação para
os funcionários
Houve um tempo em que os trabalhadores,
em sua grande maioria, permaneciam boa parte de sua vida no mesmo emprego.
Esse era o sonho de todos que começavam em uma empresa. A partir
da década de 1990, a realidade e o desejo das pessoas mudaram.
Com a competitividade crescente
e o aumento de possibilidades, tornou-se comum funcionários trocarem
de emprego algumas vezes durante a vida, buscando melhores salários
e condições de crescimento. Agora, no século 21,
outro sistema tem se apresentado em destaque. O mercado de trabalho
num futuro bem próximo dará muita importância para
a prestação de serviços especializados na forma
de trabalho temporário.
É o que detectou a 4
Pesquisa Setorial da Associação Brasileira das Empresas
de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário
(Asserttem) - um levantamento anual realizado sobre serviços
especializados e trabalho temporário no Brasil e que corresponde
ao período de abril de 2009 a abril de 2010.
Segundo a pesquisa, o número
de empresas que utilizam empregados temporários subiu 2,9% em
relação ao mesmo período do ano anterior. Atualmente,
são mais de 900 mil pessoas trabalhando nesse sistema por mês.
E julho promete aquecer o mercado com essa realidade. ''Este ano, a
expectativa é que sejam criadas 25% mais vagas do que em 2009'',
informa o presidente da Assertem, Vander Morales.
De acordo com a estimativa da
Associação, 15 mil vagas temporárias deverão
ser abertas nesse período de férias. Os dados têm
como base o estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Manager (Ipema),
a pedido da entidade. No ano passado, o número de vagas foi de
12 mil.
Morales prevê que a maior
parte das contratações será feita pelo setor de
lazer e entretenimento, do qual fazem parte parques de diversão,
clubes, hotéis, pousadas, acampamentos, bares e restaurantes.
''Serão aproximadamente 10,5 mil vagas em todo o país
no setor de serviços, e mais 4,5 mil na indústria e no
comércio'', contabiliza.
''A área produtiva está
demandando muito pessoal, e este ano passou por um boom de contratações,
então há a dificuldade de encontrar profissionais qualificados
para todos os níveis, inclusive para o nível operacional
(chão de fábrica)'', afirma a gerente de Recursos Humanos
Ruth Hayashi, da Capital Recursos Humanos.
A tendência, que representa
uma boa notícia para os trabalhadores, segundo ela, é
que as empresas usem a mão de obra temporária para futuras
contratações efetivas. ''Há grandes chances de
um funcionário ser efetivado se ele fizer um bom trabalho'',
garante.
O contrato temporário,
segundo o advogado trabalhista João Felipe Barros de Albuquerque,
dispensa o pagamento de algumas multas recisórias como o aviso
prévio indenizável, os 40% da multa do FGTS e o pagamento
das multas dos dias faltantes para a recisão do contrato.
O advogado explica ainda que
um contrato temporário de trabalho pode ser realizado por no
máximo 6 meses. ''No comércio é corriqueiro que
o contrato seja feito por 30 dias, renováveis por mais 30, mas
ele pode ser de 45 dias e até mesmo de 90 dias prorrogáveis
por igual período. Para que o trabalho temporário seja
formalizado, ele deve estar registrado na carteira de trabalho, caso
contrário, caracteriza contrato por prazo indeterminado, podendo
gerar um futura ação trabalhista'', esclarece.
Contratação fácil
Thiago Ribeiro dos Santos e
Jorge José Lima Vicente são trabalhadores temporários
contratadados pelo período de 90 dias, no setor de paletização
da Confederação das Cooperativas Centrais Agropecuárias
do Paraná (Confepar), voltada para a produção de
leite.
Essa é a primeira experiência
como temporário para ambos. Eles foram contratados devido ao
aumento na produção do leite UHT (leite de caixinha) que
passou de 12 para 18 mil litros de leite por hora. ''Com isso foi preciso
aumentar a mão de obra'', explica o líder de produção
Newton Ávila, responsável pelo setor de leite de caixinha.
A responsabilidade deles é
a de repor as máquinas com embalagens de plástico e de
papelão, além de retirar da esteira as caixas prontas
com 12 embalagens e colocar nos paletts. ''Estou gostando do emprego,
me adaptei bem e espero que ele se torne efetivo após o término
do contrato'', diz Thiago.
A contratação
da mão de obra temporária, segundo o gerente de Recursos
Humanos da Confepar, Claúdio Cartaxo, se dá pela praticidade
e agilidade na hora da contratação.''As agências
especializadas em contratações possuem banco de dados
e essas pessoas já vêm selecionadas pelas psicólogas
direto para o cargo que irão ocupar. Isso gera mais assertividade'',
explica.
Para ele, os trabalhadores temporários
se comprometem mais. ''Eles se dedicam mais e a maioria acaba se tornando
um funcionário efetivo'', diz.
Kalinka Amorim
Reportagem Local
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O ESTADO DO PARANÁ,
05 de julho de 2010 | Economia
Construção civil vive novo
'milagre econômico'
Uma nova onda de investimentos públicos e privados renovou os
ânimos da construção civil, que tem batido recordes
de produção e emprego mês a mês. Depois de
atingirem o fundo do poço na depressão financeira dos
anos 80 e 90, agora as construtoras comemoram um novo "milagre
econômico", a exemplo do que ocorreu na década 70.
Entre 2003 e 2008, o valor total
das obras do setor teve crescimento real (descontada a inflação)
de 60% - bem acima dos 26,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no período.
O forte movimento foi impulsionado especialmente pela retomada das construções
para o setor público, cujo avanço foi de 69,5%, conforme
dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os projetos da iniciativa privada, que respondem pela maior parte do
volume total de obras (56%), cresceram 54,6%.
Toda cadeia da construção civil representa 9% do PIB total
do País (só a construção civil, 5%). Embora
na década de 70 essa participação tenha atingido
15%, hoje o volume total de obras é muito maior, afirma o presidente
da Câmara Brasileira da Indústria da Construção
(Cbic), Paulo Simão. "Estamos num momento muito especial.
Com o avanço de novos projetos, esperamos um crescimento de 9%
no PIB do setor este ano."
O executivo comenta que
o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), uma espécie
de grife do atual governo que anda mais devagar que o necessário,
ajudou a fortalecer o ressurgimento da construção civil,
sufocado durante os anos 80 e 90. "Apesar das críticas,
o programa foi um indutor do crescimento", afirma Ana Maria Castelo,
consultora da FGV Projetos.
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O ESTADO DO PARANÁ,
05 de julho de 2010 | Economia
Indústria e comércio iniciam
segundo semestre com ritmo forte
A indústria e o comércio iniciam o segundo semestre com
ritmo forte de atividade, apesar de reduções marginais
do segundo para o terceiro trimestre, apontam duas pesquisas de opinião
feitas com empresários.
O temor do superaquecimento
do primeiro trimestre, quando o PIB cresceu 2,7% ante o último
de 2009 e 9% na comparação com igual período do
ano anterior, ficou para trás, dizem os economistas. Mas eles
ponderam que a atividade econômica segue em nível elevado,
comparável aos bons momentos pré-crise.
A produção prevista
da indústria para três meses subiu em junho pelo segundo
mês consecutivo, aponta a Sondagem Conjuntural da Indústria
de Transformação da Fundação Getúlio
Vargas (FGV). No mês passado, 44,4% das cerca de mil indústrias
consultadas apostavam numa produção maior para o período
de junho a agosto.
Em maio, essa participação
era de 40,5% e, em abril, de 38,4%, quando houve uma forte retração
em relação ao mês anterior (45,1%). Os resultados
são comparáveis porque estão livres das oscilações
sazonais, que normalmente ocorrem de um mês para outro. "Mantém-se
a expectativa de desaceleração do ritmo de atividade,
mas a evolução do indicador sinaliza que a magnitude esperada
para a desaceleração já foi mais intensa",
diz o superintendente adjunto de Ciclos Econômicos da FGV, Aloisio
Campelo.
Ajuste
Pesquisa Empresarial Serasa
Experian com cerca de mil executivos da indústria, do comércio
e do setor de serviços revela que há pequenas reduções
nas expectativas em relação ao crédito, emprego
e investimentos a cada trimestre, mas o cenário ainda é
muito favorável.
Em dezembro, 6% dos empresários
achavam que as condições de crédito no primeiro
trimestre de 2010 seriam piores em relação ao anterior.
No segundo trimestre, essa fatia subiu para 15% e no terceiro trimestre
para 19%. Em contrapartida, a fatia dos que acham que as condições
de crédito vão se manter ou melhorar em relação
ao trimestre anterior é ainda muito elevada. Essa parcela era
de 85% no primeiro trimestre, caiu para 85% no segundo trimestre e está
em 81%.
Com relação
ao emprego, que é um indicador de como vai se comportar a atividade,
os resultados são mais robustos. Em dezembro de 2009, 4% das
empresas informaram que pretendiam demitir no primeiro trimestre. Esse
resultado subiu para 6% no trimestre seguinte e se manteve nesse patamar
neste trimestre. Já a fatia de empresas que pretendem contratar
ou manter os quadros estava em 96% no primeiro trimestre e desde o segundo
trimestre se mantém em 94%.
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Agência Diap, 5 de julho
de 2010
Lucro: Caixa Econômica poderá
financiar construção de casas populares
Na pauta dos projetos que serão
apreciados, nesta terça-feira (22), pela Comissão de Assuntos
Econômicos (CAE) está o PLS 2/06, senador Cristovam Buarque
(PDT/DF), que altera o artigo 8º da Lei 11.124/05, para atribuir
ao Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social metade
dos dividendos mínimos pagos pela Caixa Econômica Federal
ao Tesouro Nacional.
De acordo com o texto, metade
dos dividendos que cabem ao Tesouro devem ser repassados ao fundo, que
financia programas na esfera do Sistema Nacional da Habitação
de Interesse Social, desde a construção até a aquisição
final de moradias populares, além de lotes urbanizados, por valores
subsidiados.
O relator do projeto é
o senador Marcelo Crivella (PRB/RJ) que apresentou parecer favorável,
com substitutivo, ou seja, o relatório modifica a proposta original.
A matéria ainda será
apreciada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em decisão
terminativa.
Seguro
Dpvat
Está na pauta da CAE, o projeto de lei que tem por objetivo incluir
os estados e municípios entre os destinatários dos recursos
gerados com o seguro obrigatório de danos pessoais causados por
veículos automotores de vias terrestres, o Dpvat.
O PLS 16/08, de senador Marconi
Perillo (PSDB/GO), altera a Lei 8.212/91, que dispõe sobre a
organização da Seguridade Social, institui Plano de Custeio
e dá outras providências, para instituir rateio dos recursos
oriundos do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais.
No texto apresentado pelo autor,
as companhias seguradoras, que mantêm o seguro obrigatório
de danos pessoais causados por veículos automotores de vias terrestres,
deverão repassar à Seguridade Social, relativamente ao
valor total do prêmio recolhido, 35% ao Fundo Nacional de Saúde
e 15% aos Fundos estaduais e municipais de Saúde, exclusivamente
para custeio da assistência médico-hospitalar dos segurados
vitimados em acidentes de trânsito.
O relator na CAE, senador João
Vicente Claudino (PTB/PI), apresentou parecer favorável com uma
emenda. A matéria ainda será apreciada na Comissão
de Assuntos Sociais (CAS), em decisão terminativa.
O colegiado da CAE se reúne,
nesta terça-feira (6), às 10h, no plenário 19,
ala Alexandre Costa.
Comissão de Meio
Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle
Meia
entrada pela internet
Na pauta da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e
Fiscalização e Controle (CMA), que se reúne nesta
terça-feira (6), continua em destaque o PLC 35/09 (PL 2.125/07,
na Câmara), do deputado Felipe Bornier (PHS/RJ), que tem decisão
terminativa nesta comissão.
O projeto de lei obriga os fornecedores
de produto cultural pela internet a tornar disponível a venda
de meia-entrada por esse veículo.
O texto diz que para a comprovação
da situação de beneficiário da meia-entrada, o
usuário deverá apresentar a documentação
exigida, com o ingresso, na data do evento cultural. A impossibilidade
de comprovação do direito ao benefício implica
a perda do ingresso pelo comprador.
O texto tem parecer pela aprovação,
oferecido pelo relator na CMA, senador Jayme Campos (DEM/MT).
A matéria já foi
apreciada pelas comissões de Educação, Cultura
e Esporte (CE); e de Ciência, Tecnologia, Inovação,
Comunicação e Informática (CCT), tendo parecer
favorável nas duas.
O colegiado se reúne,
às 11h30, no plenário 6, ala Senador Nilo Coelho.
Comissão de Constituição,
Justiça e Cidadania
Resíduos
sólidos
Projeto de lei (PLS 354/89) que institui a Política Nacional
de Resíduos Sólidos será debatido em reunião
conjunta das Comissões de Constituição, Justiça
e Cidadania; de Assuntos Econômicos; de Assuntos Sociais; e de
Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle
do Senado nesta quarta-feira (7). Estará em discussão
o substitutivo da Câmara dos Deputados ao projeto de lei do senado.
Terceirização
do trabalho no campo
Continua na pauta da CCJ o polêmico projeto que permite a atividade
de empresas de trabalho temporário no meio rural. Trata-se do
PLS 171/04, do senador Ramez Tebet (PMDB/MS).
A alteração na
lei abre brecha para a terceirização indiscriminada do
trabalho no meio rural. A mudança pode facilitar a ação
dos "gatos", como vulgarmente são conhecidos os aliciadores
que atuam no campo brasileiro.
A senadora Kátia Abreu
(DEM/TO) apresentou parecer pela aprovação, com a emenda
apresentada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária
(CRA). A senadora Marina Silva (PV/AC) apresentou voto em separado pela
rejeição da matéria, por inconstitucionalidade
e injuridicidade.
Em seguida, a matéria
será apreciada também pela Comissão de Assuntos
Sociais (CAS), em decisão terminativa.
A reunião na CCJ acontece,
nesta quarta-feira (7), às 10 horas, no plenário 3, ala
Alexandre Costa.
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Gazeta do Povo, 5 de julho
de 2010
Frustração
O pesadelo da casa própria
Número de reclamações
contra construtoras mais do que dobrou nos últimos dois anos.
Cobrança de juros excessivos e atrasos na entrega são
as principais queixas
Ao mesmo tempo em que vem tornando
possível a realização do sonho da casa própria
para milhares de pessoas, o volume recorde de crédito para o
financiamento imobiliário trouxe também um efeito colateral
para os consumidores. Acompanhando o ritmo de crescimento do mercado,
o número de registros referente a problemas com construtoras
mais que dobrou nos últimos dois anos, segundo dados
da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa ao Consumidor
(Procon-PR).
No primeiro semestre deste ano,
o órgão registrou 230 ocorrências, uma média
de cinco atendimentos sobre o setor a cada quatro dias e um crescimento
de 125% sobre o mesmo período de 2008. Em relação
ao mesmo período do ano passado, o aumento foi de 70% no volume
de reclamações.
Por trás desses números
estão proprietários frustrados por problemas contratuais,
como a cobrança indevida de juros ou atraso na entrega das chaves
ou por falhas estruturais do próprio imóvel, como rachaduras
e trincas, infiltrações ou uso de material diferente do
que conta no memorial descritivo.
“A compra do imóvel
próprio é o segundo ato civil mais importante na vida
do brasileiro, depois do casamento. O problema é que,
com o acesso ao crédito cada vez mais fácil
e rápido, as pessoas visitam a imobiliária e já
saem de lá com o contrato assinado, sem submetê-lo à
análise de um advogado, o que é imprescindível”,
afirma o presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa
das Relações de Consumo (Ibedec), José Geraldo
Tardin.
E foi tentando conciliar os
dois eventos que o engenheiro Délcio Waculicz e a jornalista
Camila Canassa Santos programaram a compra de um apartamento. A data
do casamento foi escolhida em função da programação
de entrega do imóvel e o casal optou por uma unidade no edifício
Manhattan Residence, da Habitel Engenharia e Construções.
O contrato foi assinado em março de 2009, com uma entrada
de R$ 40 mil e previsão de entrega para maio.
“Escolhemos esse imóvel
justamente pela data de entrega, pois a outra opção iria
demorar mais a construção. No fim, aquele ficou pronto
e o nosso ainda não foi entregue”, desabafa Waculicz
que, há cinco meses está morando com a esposa em um flat,
devido ao atraso de um ano e dois meses na conclusão da obra.
Segundo ele, após adiar
por quatro vezes a entrega do imóvel, a construtora alega que
a demora está relacionada a dificuldades na aprovação
da ligação da rede de esgoto. O casal pretende entrar
na Justiça pedindo o ressarcimento do valor gasto no aluguel
do flat, cerca de R$ 900 por mês.
Além do transtorno pelo
descumprimento do prazo, problemas com o memorial descritivo do imóvel
também desagradam aos proprietários. Segundo Waculicz,
o contrato previa a construção em concreto armado, entretanto
a obra foi erguida em alvenaria estrutural. Para a construtora, a mudança
pode ter significado uma economia de 30% e, para os proprietários,
a desvalorização do imóvel. Outro problema encontrado
foi nos forros do banheiro. “Na descrição
estava que o forro seria em gesso, mas quando fomos ver o apartamento,
eles colocaram o forro em PVC”, conta Délcio. Cerca de
62 proprietários estariam na mesma situação.
O representante comercial Darlan
Simão, que também aguarda a liberação
do imóvel para se mudar com a esposa, reclama da falta
de transparência da empresa. “A construtora nunca entrou
em contato avisando sobre o atraso, sempre nós que tínhamos
que ir atrás para saber o que estava acontecendo”, reclama.
Segundo ele, a questão do esgoto é que estaria impedindo
a mudança para o apartamento novo. “O mais duro é
ver uma obra pronta e não poder morar”, desabafa.
Tardin, presidente do Ibedec,
lembra que o prazo de entrega estabelecido
em contrato não pode ser excedido sem que o consumidor
seja compensado. Segundo ele, os próprios contratos
preveem cláusulas de prorrogação automática,
em geral, de 180 dias. “Mas a própria Justiça
entende que a cláusula só tem validade
em casos fortuitos ou de força maior e desde que
o consumidor seja notificado formalmente”.
O atraso na entrega das chaves ao consumidor dá direito a estes
de requerer o valor proporcional ao valor do
aluguel do imóvel adquirido no tempo decorrido até
sua entrega definitiva, além de indenização por
danos morais.
Disputa judicial motivou o atraso,
alega construtora
Uma “briga de vizinhos”
estaria por trás do atraso na entrega da obra da construtora
Habitel, de acordo com o diretor da empresa, Mauri Amaral.
Uma disputa jurídica com o condomínio Villa Real, localizado
ao lado do Manhattan Residence, teria impedido a ligação
da rede de esgoto e o consequente atraso na entrega das unidades.
“O problema existe, tanto para os compradores quanto para a construtora”,
afirma.
O impasse existe porque a rede
de esgoto mais próxima do empreendimento é a do condomínio
Villa Real, cuja síndica não teria autorizado a execução
da ligação, que obrigatoriamente passaria junto ao seu
terreno. Outra solução possível, a construção
de uma rede de esgoto paralela, também exigiria a passagem ao
lado dos terrenos de número 6 e 7, de propriedade da síndica,
por conta da topografia da região.
Segundo Amaral, a Habitel solicitou
à Sanepar que fizesse a ligação de esgoto da obra.
“A síndica simplesmente não autorizou os funcionários
a realização da ligação”. Diante da
negativa, a construtora conseguiu na Justiça uma liminar
autorizando a ligação. “Mesmo assim, quando a Sanepar
foi fazer a ligação, foi impedida pela síndica,
que em seguida conseguiu uma liminar na vara da Fazenda Pública
proibindo a execução da obra”.
Recentemente, afirma Amaral,
os moradores do condomínio vizinho destituíram a síndica
e se propuseram a resolver a questão de forma negociada. “Provavelmente
ainda nesta semana haverá uma reunião para resolver
a questão. Estou otimista de que nos próximos dias teremos
uma solução encaminhada”, avalia.
O diretor garante ainda que
não existe nenhum problema que envolva a documentação
legal do empreendimento. “A obra está regular,
com toda a documentação em ordem; seja alvará,
habite-se ou certificado de conclusão da obra”, afirma.
Sobre a questão do memorial
descritivo, o diretor afirma que, após solicitação
dos proprietários, todos os forros foram trocados de
PVC para gesso. Já a questão do método de construção
estaria especificada na documentação da obra como
sendo de alvenaria estrutural. Mesmo assim, ele ressalta que a isso
não interfere no valor do imóvel. “Não
há nada que deprecie, que prejudique a qualidade ou a habitabilidade
do imóvel. É uma modernidade, e não um retrocesso.
Não houve uma mudança para violentar os direitos
do consumidor”, afirma.
Colaborou Taysa Dias.

Condomínio
Empresária perdeu sinal do negócio
Ao fechar a compra de um sobrado
com a Barra Grande Construtora Ltda, em agosto de 2009, a comerciante
Márcia Leite deu um sinal de R$ 7 mil, para depois assinar o
contrato e continuar pagando a entrada, referente a 10% do valor do
imóvel, de forma parcelada diretamente com a empresa.
A assinatura do contrato, entretanto,
nunca ocorreu. “A construtora adiava a assinatura alegando problemas
com a prefeitura e com o proprietário do terreno”. Márcia
conta que, por precaução, pesquisou sobre a empresa antes
da compra do imóvel. “Eu levantei todos os dados da construtora,
até do engenheiro, e não tinha problema nenhum”,
afirma.
Depois de quatro meses sem contrato,
a compradora solicitou a devolução do valor do sinal já
pago. “Mas a construtora alegou que havia usado o dinheiro e devolveria
o valor até o final de fevereiro de 2010. Eles foram me enrolando
até abril, e depois sumiram”, relata.
O imóvel faria parte
de um condomínio fechado no bairro Santa Cândida, em Curitiba,
com 16 sobrados de aproximadamente R$ 200 mil reais, com a data prevista
de entrega para maio de 2010. A compradora lesada contratou uma advogada
para cuidar do caso e tentar recuperar o valor pago na Justiça.
“Deu tudo errado”, lamenta.
A reportagem tentou contato
com a construtora Barra Grande, sem sucesso. No telefone que consta
nos documentos, uma gravação da operadora informa que
o número está programado para não receber chamadas.
O escritório em que funcionava a empresa está fechado
e o site www.barragrandeimoveis.com.br, registrado em nome de João
Domingos de Melo, fora do ar.
Seus
direitos
Alguns problemas comuns na compra de um
imóvel na planta:
- Cobrança indevida de
juros e correção monetária – Durante a construção
o reajuste das parcelas só pode ser pelo INCC. Após a
entrega do imóvel, a correção pode ser feita
por índice inflacionário (INPC, IGPM, etc) e os juros
podem ser cobrados até o limite de 1% ao mês.
- Venda casada – obrigar
o consumidor a comprar o mobiliário interno ou
acessórios de uma empresa previamente escolhida é ilegal.
- Falta de memorial –
é o documento que prevê todos os detalhes da obra e deve
estar registrado na matrícula antes da venda dos imóveis.
Sua falta implica multa de 50% do valor pago em favor dos consumidores.
- Atraso na entrega –
o prazo estabelecido em contrato não pode ser excedido sem que
o consumidor seja compensado. Cláusulas de carência
de 60 a 180 dias são comuns e são ilegais, já que
não há direito do consumidor atrasar os pagamentos
sem penalidades.
- Prazos para reclamação
– Os vícios podem estar ocultos ou serem de fácil
identificação. Para os ocultos, que aparecem com
o tempo, o prazo é de 90 dias após a sua constatação.
Já para os de fácil identificação, o prazo
de garantia é de 90 dias após a entrega do imóvel.
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Gazeta
do Povo, 5 de julho de 2010
Frustração
Sinduscon diz que há “empresas
oportunistas”
O aumento no número de reclamações na compra de imóveis
novos pode estar relacionado à ação de “empresas
oportunistas”, criadas apenas para aproveitar as chances criadas
com o boom imobiliário local. A avaliação é
do presidente do Sindicato da Indústria da Construção
Civil no Paraná (Sinduscon-PR), Hamilton Franck.
“Quando o setor imobiliário está aquecido, surgem
os incorporadores que não tem um compromisso muito grande com qualidade,
que querem apenas lucrar com o bom momento, muitas vezes com empresas
que não visam a perenidade no mercado. Dependendo de quando surja
o problema, elas podem nem mais existir”, diz.
Segundo Franck, a fiscalização
aliada à atenção do consumidor na hora da compra
ajudam a evitar esse tipo de problema. “O setor da construção
civil é todo regulamentado. Todas as etapas tem sua fiscalização:
da autorização para a construção à
entrega da obra, da responsabilidade técnica do engenheiro à
venda com corretor, tudo é regulamentado”, afirma.
Para o coordenador do conselho técnico
da Câmara de Mediação e Arbitragem do Conselho
Regional de Engenharia e Arquitetura do Paraná
(Crea-PR), Claude Franck Loewenthal, o aumento no número
de reclamações está relacionado à
escassez de profissionais qualificados. “A demanda por mão
de obra é grande e os bons profissionais não
são muitos. Algumas obras são tocadas sem um engenheiro
responsável; em outras, o papel é exercido por um mestre
de obras que nem mesmo bom pedreiro é. É natural que depois
comecem a aparecer os problemas”, avalia.
Para evitar transtornos com a compra do imóvel,
os especialistas orientam para que o consumidor não adiante qualquer
tipo de pagamento ou assine qualquer contrato sem antes pesquisar sobre
o histórico da empresa. Consultar um advogado para avaliar as
cláusulas contratuais também é altamente recomendável.
Outra questão importante é a leitura
atenta do memorial descritivo da obra, para que tudo fique bem claro
e não haja surpresas desagradáveis na hora da entrega
das chaves.
A incorporadora também deve
fornecer – até mesmo nas publicidades sobre o empreendimento
–, o número do memorial de incorporação;
este é o documento que dá legalidade à
obra.
“De forma alguma um imóvel pode
ser vendido sem o memorial de incorporação. Nunca, repito,
nunca, um consumidor deve comprar nada sem acesso a este documento.
Se a resposta for ‘ainda está resgistrando’: não
compre, pois a obra é ilegal”; orienta o presidente do
Ibedec, José Geraldo Tardin.
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Folha de S.Paulo, 5 de julho
de 2010
89 mil poderão usar o FGTS
na capitalização
DE SÃO PAULO
Entre os mais de 312 mil trabalhadores
que aplicaram em ações da Petrobras com recursos do FGTS
(Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) em 2000, apenas 89.398
(29% do total) poderão utilizar o fundo novamente para participar
da capitalização da companhia.
Os outros 222.796 se desfizeram dos papéis e ficarão de
fora, segundo balanço dos fundos listados na CVM (Comissão
de Valores Mobiliários) em 30 de junho.
Na última semana, o governo decidiu manter a possibilidade de
uso dos recursos no processo para quem comprou os papéis com
o FGTS e não se desfez deles.
Apenas entre março e junho deste ano, 38.540 trabalhadores venderam
as ações da estatal.
Analistas dizem que, para os investidores que têm a opção
de compra, a decisão de participar da capitalização
pode ser vantajosa.
Enquanto o rendimento do FGTS somou 64,52% de agosto de 2000 a junho
deste ano, os papéis da estatal tiveram valorização
de 613% até o último dia 25.
"Com rendimento de 3% ao ano mais TR [Taxa Referencial], o FGTS
hoje mal cobre a inflação. O negócio é extremamente
atrativo", afirma Clodoir Gabriel Vieira, da Souza Barros.
Já o gerente de análise da Modal Asset, Eduardo Roche,
pondera que a capitalização é uma alternativa arriscada
para quem tem perspectiva de sacar os recursos no curto prazo.
"As ações estão voláteis e podem não
ser atrativas para quem, por exemplo, irá se aposentar e pretende
tirar o dinheiro em um ou dois anos", explica.
A aposentadoria e a compra de imóvel são dois casos em
que os trabalhadores são autorizados a sacar os recursos do FGTS.
(MS)
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Folha de S.Paulo, 5 de julho
de 2010
GUSTAVO CERBASI
Sem FGTS para a Petrobras
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Quem tem recurso no fundo lamenta que a possibilidade de uso esteja
restrita a quem comprou ações em 2000
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DEFINIDA a regra do uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço)
para a compra de ações da Petrobras, veio a decepção.
Quem tem recursos no fundo lamenta que a possibilidade de uso esteja
restrita a quem comprou ações em 2000 e ainda continua
com elas.
Quem comprou e já as vendeu tem motivos dobrados de arrependimento:
tanto pela perda de direito de compra como pelo reconhecimento de que
abriu mão de um ganho acumulado de mais de 700% na década.
Afinal, é uma média nada desprezível de mais de
23% ao ano! Se eu contasse com um saldo no fundo, aumentaria o coro
dos indignados contra a restrição da oportunidade a um
número pequeno de investidores. Porém, não é
difícil entender o raciocínio do governo ao impor esse
limite.
Em primeiro lugar, deve-se levar em consideração que não
será preciso um grande estímulo à compra dos papéis
da Petrobras, pois, diferentemente da época da privatização,
a empresa já provou seu potencial e é extremamente atraente,
a ponto de fazer parte da carteira da grande parte dos investidores
pessoa física brasileiros.
Não há dúvida de que trocar o rendimento pífio
do FGTS, fadado a perder da inflação, pela participação
no futuro brilhante de uma empresa estatal livre de risco de quebrar
é um grande negócio. Em 2000, era preciso boa dose de
otimismo para acreditar nisso.
Em segundo lugar, é preciso lembrar qual é o papel do
FGTS para o trabalhador. Quando o governo estimula o uso do fundo para
a compra de ações, ele não está simplesmente
pondo em risco a segurança dos brasileiros contra o desemprego.
Certamente, leva-se em consideração que as regras de saque
restrito do FGTS criam a condição favorável para
que o investimento seja mantido no longo prazo, fator fundamental para
o desempenho das ações se consolidar e apresentar diferenciais
em relação à renda fixa. Há risco, mas esse
risco refere-se à volatilidade no preço do papel, e não
à possibilidade de quebra da empresa.
Empresas que têm o governo como sócio não quebram.
O incentivo ao uso do FGTS para investir justifica-se pelo fato de que,
com prazo suficientemente longo, é improvável que uma
empresa como a Petrobras não supere a renda fixa.
Por outro lado, os recursos do FGTS não são infinitos.
Por mais que a oportunidade seja reconhecida e estimulada pelo governo,
devemos lembrar que o FGTS, mais do que um seguro contra o desemprego,
hoje é visto como uma provisão para que a classe média
garanta a entrada de sua casa própria.
Com o boom na compra de imóveis dos últimos anos, o uso
dos recursos do FGTS foi intenso e, por isso, não há grande
margem para estimular o uso desses recursos para outras modalidades
de consumo ou investimento.
Por mais que os rendimentos do fundo sejam ineficientes (correção
pela TR mais 3% ao ano, quase metade da caderneta de poupança),
há uma gestão preocupada em garantir a disponibilidade
de recursos para quem realmente precisa deles diante de uma situação
de desemprego. Daí a restrição do uso para um grupo
tão pequeno de pessoas.
Se você tem ações da Petrobras no fundo do FGTS,
minha opinião segura é que deve aproveitar a oportunidade,
pois o crescimento da empresa é evidente. Se não tem,
mas pensa em sacar recursos de outros investimentos para comprar as
ações, a recomendação é diferente.
Como qualquer ativo de risco, as ações da Petrobras estão
sujeitas ao humor dos mercados, e por isso você deve estudar cautelosamente
as opiniões de analistas -no plural, ou seja, jamais confie em
uma única opinião.
Se, por outro lado, seus planos são os de investir para colher
resultados em um futuro ainda distante e você conta com outras
formas de poupança para serem utilizadas em caso de emergência,
faça o que você deveria fazer sempre: compre ações
regularmente, para, como sócio de empresas, participar dos resultados
do bom momento da economia brasileira.
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GUSTAVO CERBASI é autor de "Casais
Inteligentes Enriquecem Juntos" (ed. Gente) e "Mais Tempo,
Mais Dinheiro" (Thomas Nelson Brasil).
Internet: www.maisdinheiro.com.br
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Vermelho, 5 de julho de
2010
Chega ao fim a exclusividade dos
cartões no comércio
Desde esta quinta-feira (1/7) tornou-se dispensável consultar
se os estabelecimentos aceitam determinada bandeira nas compras feitas
com cartões de débito ou crédito. Isso porque teve
fim a exclusividade de empresas de cartões com credenciadoras
nas máquinas instaladas nos comércios. Com a mudança,
cada maquininha, independentemente da empresa, passará a aceitar
todos os cartões de crédito e débito.
A reivindicação veio da dos comerciantes, e foi feito
um acordo entre o Banco Central, o Ministério da Justiça
e a Associação Brasileira de Empresas de Cartões
de Crédito e Serviços (Abecs).
A novidade trará, na
visão do diretor de relações institucionais da
Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping),
Luís Augusto Ildefonso da Silva, mais democracia ao varejo. "Em
primeiro lugar, os lojistas se beneficiarão com o fim da locação
de várias máquinas - o que gera um alto custo - e não
terão de pagar as várias taxas de transação",
explica.
A concorrência entre as
empresas já vem sendo observada, segundo o advogado especializado
em direito do consumidor, Arthur Rollo. "Se uma empresa prestar
um mau serviço o cliente tem a possibilidade de trocar a empresa
que administra a maquininha. Se a Cielo cobrar mais o lojista contrata
a Redecard, por exemplo".
Outro ponto destacado pelo advogado
é o estimulo da competitividade entre as principais empresas
do setor. "As empresas já vem apresentando propostas com
descontos para os lojistas e, uma vez que a margem de lucro do comerciante
é mantida, a esperança é de que ele repasse estes
descontos para o consumidor", acrescenta Rollo.
A adaptação das
máquinas poderá ser realizada de forma simples, conforme
explica Silva. Basta que o lojista solicite junto às empresas
credenciadoras de cartões que novas bandeiras sejam incluídas
em sua máquina. Essa adaptação levará algum
tempo por parte dos lojistas e é provável que os benefícios
sejam observados a longo prazo.
Consumidores mais confortáveis
O ganho desta mudança
será estendido aos consumidores, que terão a vida facilitada.
"Acaba o incômodo de questionar se a bandeira de seu cartão
é aceita em determinado local", comenta Silva. Outro benefício
destacado pelo diretor de relações institucionais é
a facilidade em comprar. “Além disso, hoje a máquina
vem até o cliente, tanto na mesa de um restaurante, quanto em
casa nas compras feitas via delivery”, comenta.
Na visão de Rollo, os
cartões de crédito sempre causaram grandes problemas aos
consumidores e, aos poucos, a expectativa é de que estas dores
de cabeça sejam equacionadas. "Esta é uma medida
de autoregulamentação instituída após muitos
protestos. A tendência é que diminuam os abusos",
diz.
Da redação, com AE
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Gazeta do Povo, 5 de julho
de 2010
Crescimento
Europa frágil, América mais
forte
O mundo recupera-se da crise: segundo o Banco
Santander, 132 das 150 maiores economias do mundo irão crescer
em 2010. E o destaque vai para os latino-americanos
De um lugar que mistura arquitetura
futurista com telhados cobertos por plantas aromáticas,
cercado por oliveiras milenares, o economista espanhol José Juan
Ruiz arrisca previsões otimistas para a economia global nos próximos
dez anos. Ele fala como diretor de análise e estratégia
da divisão América do Banco Santander, e faz suas estimativas
dois anos depois da crise financeira de 2008, mas ainda no meio do tornado
em que giram países da União Europeia como França,
Itália e Grécia, acossados por endividamento,
cortes em benefícios sociais e protestos de trabalhadores.
O cenário de onde afirma
que “o mundo será melhor por que está crescendo
a taxas de 4% ao ano” é a cidade financeira construída
pelo banco na região metropolitana de Madri. A área
de 70 hectares – que abriga 6,5 mil funcionários, museu
de arte contemporânea, teatro para mil pessoas e duas grandes
estruturas de informática para gerenciar full time as operações
mundiais – usa de força cênica para mostrar o peso
de uma das maiores instituições financeiras da Europa,
com forte presença no Brasil desde a compra do banco Real, há
três anos.
José Juan Ruiz fala confiante
sobre recuperação global, apresentando alguns dados de
leitura fácil: 132 dos 150 maiores países devem crescer
em 2010, a uma taxa média de 3,3%. O destaque vai para
os emergentes, cuja riqueza se expandirá à razão
de 5,9%. Dos 18 que não vão crescer, 9 são europeus,
5 ficam no Caribe, 2 são latino-americanos, 1 é africano
e outro, asiático.
A fragilidade europeia que a
lista demonstra não deve preocupar, diz ele. Já nos últimos
cinco anos o mundo vem se acostumando a não depender do crescimento
dos países europeus, que tentam se livrar de déficits
fiscais gigantescos e retomar a trilha do crescimento. Entre 2005 e
2010, China, Estados Unidos, Índia e Brasil responderam
por 85% do crescimento mundial. E, só para dar um exemplo, as
vendas chinesas para a União Europeia não pesam mais do
que 0,50% no PIB. “Somos um erro estatístico para a China”,
arremata.
Ruiz pontua as lições
trazidas pela crise financeira mundial iniciada em 2008 e pela crise
fiscal que ainda agora abala a Europa: a recuperação exige
empenho e perseverança na reestruturação do modelo
financeiro internacional, com maior supervisão das instituições;
e o equacionamento pelos governos das desordens de ordem fiscal, com
redução do déficit público e do
endividamento – compromissos já assumidos pela União
Europeia e pelo G-20, na semana passada, no Canadá.
Para a América Latina,
as previsões do banco são de recuperação
em V (gráfico que mostra curva acentuada para cima), com crescimento
real do PIB de 6,1% (estimativa do primeiro trimestre do ano), aumento
na demanda interna, no consumo e nas taxas de investimento. Brasil e
Chile apresentam a melhor reação ao pós-crise.
A inflação se acelera, principalmente no mercado brasileiro,
mas não põe em risco a estabilidade dos preços.
Além disso, a região adotou políticas anticíclicas
e as instituições financeiras preservam sua credibilidade.
O modelo de crescimento da região continua gerando
empregos e é sustentável do ponto de vista fiscal. Tais
avanços foram especialmente facilitados pela consolidação
de governos democráticos e pelo crescimento da classe média.
Reforma
O crescimento da riqueza per
capita e dos índices de bancarização fazem do Brasil
e demais países latino-americanos uma das principais apostas
do Santander para os próximos anos. A estratégia
do banco para a região é reduzir custos sem fechar unidades,
e ganhar participação de mercado.
O diretor financeiro José
Antonio Álvarez confirma a abertura de mais
600 agências no país até 2013, que vão se
somar às 3.587 mantidas hoje sob as bandeiras Santander e Real.
Na Espanha, o banco encolheu em número
de endereços no ano passado, com o fechamento de 1,5 mil escritórios.
O movimento obedeceu à
estratégia desenhada para a instituição e que,
segundo sua economista-chefe, Alejandra Kindelán, precede
a crise. Mais do que isso, práticas como a de manter um grupo
permanente que se reúne toda semana para discutir riscos teriam
preservado o Santander do turbilhão financeiro de 2008.
O receituário inclui trabalhar com uma estrutura descentralizada,
em que as filiais têm autonomia de gestão e na qual fica
limitado o contágio dos vários negócios, em caso
de crise.
“O banco está forte”,
diz a diretora, ao apresentar a posição do Santander sobre
a reforma regulatória que o mundo esboça, para não
repetir, entre outros, o caso Lehman Brother (banco
norte-americano cuja bancarrota cristalizou a crise financeira em 2008).
Na lista das “dez chaves
do êxito”, em que a instituição apresenta
sua visão, destacam-se a regulação dos bancos,
com foco em capital de maior qualidade e liquidez dos sistema a curto
e longo prazo, sem prejuízo da oferta de crédito para
o mercado. Outro entendimento é de que as grandes entidades não
são necessariamente perigosas – apenas precisam de medição
constante do risco sistêmico que representam. “A chave está
na supervisão e tamanho não é problema”,
acentua.
A jornalista viajou a convite
do Banco Santander Brasil.
As
dez chaves do êxito
A visão do banco Santander sobre a reforma regulatória
do sistema financeiro internacional reúne dez pontos. É
o receituário para se evitar outra crise como a que teve início
em 2008 e afetou mercados do mundo todo:
1 De volta ao básico:
os bancos comerciais devem estar focalizados no cliente e gerir o
risco com prudência
2 Regulação:
mais e melhor; capital de maior qualidade e liquidez do sistema assegurada
a curto e longo prazo, sem prejuízo do crédito
3 Melhor supervisão:
mais rigorosa e estrita
4 Regular o “shadow
banking”: não pode haver no mercado instituições
operando “na sombra”, sem supervisão
5 Tamanho não é
problema: medição permanente do risco sistêmico;
as grandes instituições não são necessariamente
perigosas
6 Todas as entidades devem
poder cair: ou seja, bancos são empresas como outra qualquer
e não devem ser tutelados de forma a se estimular a incompetência
(caso Lehman Brothers, por exemplo)
7 Estruturas adequadas ao
modelo de negócio: filiais autônomas em capital e liquidez
8 Impostos não são
a solução: bancos saudáveis não devem
“pagar pelos pecadores”
9 Reforçar o governo
corporativo: mais transparência, independência e apresentação
de contas
10 Medir e valorizar: o impacto
da reforma regulatória no conjunto
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Vermelho, 5 de julho de
2010
O que é sindicalismo classista?
Augusto César Petta *
O senso comum revela que o sindicato deve ser um instrumento de luta
para a conquista de melhores salários e condições
de trabalho. E essa idéia está baseada na origem dos sindicatos.
Os primeiros sindicatos nasceram na Inglaterra, no século XVIII,
quando ocorreu a Revolução Industrial. Nesse momento histórico,
o capitalismo adquire condições básicas para se
tornar o modo de produção predominante. Para extrair mais
valia, a burguesia impõe um ritmo de trabalho de 16 horas diárias.
Após a utilização de algumas formas de luta, a
classe operária vai criar os primeiros sindicatos. Organizadas
clandestinamente, as trade-unions (uniões de ofícios)
foram se transformando em referências importantes das lutas. Nesse
período inicial, os sindicatos desenvolvem a luta econômica.
Mas, em 1837, surge o movimento
cartista na Inglaterra, considerada a primeira atividade em que os sindicatos
se envolvem na luta política propriamente dita. O nome é
derivado de uma carta em que os operários reivindicam maiores
liberdades políticas, inclusive direito de voto para todos. Em
outros países, também há grandes mobilizações
políticas, sendo a mais importante, a chamada Comuna de Paris,
em que os operários, por alguns dias,em 1871,conquistaram o poder
político na França.
Assim, podemos afirmar que já
no século XIX, os sindicatos desenvolveram lutas econômicas
e políticas. Foi no final do século XIX e início
do século XX, que se consolidam as principais concepções
sindicais, elaboradas por teóricos europeus. Nesse período,
tradeunionismo, anarquismo, marxismo, social-democracia, o chamado sindicalismo
cristão e trotskismo aparecem enquanto teorias elaboradas.
O tradeunionismo enfatiza a
luta econômica e defende o sistema capitalista; o anarquismo reforça
a greve e o sindicato, tem um posicionamento anti-capitalista, mas minimiza
a importância do partido político e da luta institucional;
a social-democracia se referencia na luta institucional e no partido
político, apostando no evolucionismo e não na revolução
e na luta de classes; o trotskismo aposta na luta de classes e na revolução,
mas desconsidera a correlação de forças para chegar
à sociedade socialista, provocando o divisionismo e o isolamento;
o sindicalismo cristão conservador objetiva a conciliação
entre o capital e o trabalho, é anti-socialista e defende o sindicalismo
assistencialista; já o sindicalismo cristão progressista
é anti-capitalista, considera que o sindicato deve desenvolver
luta econômica e política e, na falta de uma elaboração
teórica própria, se aproxima do modelo marxista.
A concepção marxista
considera que os sindicatos são fundamentais para o desenvolvimento
da luta econômica; porém essa luta desenvolvida sem uma
conexão com a luta política, acaba sendo muito limitada.
Para Marx, a luta econômica deve estar articulada com a luta política
e com a luta ideológica, visando a conquista do poder político
pelo proletariado. Neste sentido, as greves são muito importantes,
mas não são os únicos instrumentos de luta. A unidade
dos trabalhadores é essencial para se ter sucesso na luta de
classes. O partido político é fundamental para que o proletariado
conquiste o poder político.
A concepção marxista
ilumina a visão classista de sindicato. Praticar sindicalismo
classista significa optar, na luta de classes, a favor da classe trabalhadora;
trabalhar para que os trabalhadores e as trabalhadoras efetivamente
conquistem melhores salários e condições de trabalho,
consigam reduzir a jornada de trabalho sem redução de
salários; significa participar da luta política mais geral,
visando a transformação profunda da sociedade; significa
também desenvolver um processo de formação política
e sindical da classe trabalhadora para que esta adquira consciência
de classe avançada. Significa buscar a unidade internacional
dos trabalhadores para organizar a luta anti-capitalista.
O sindicalismo classista não
defende só os interesses imediatos de determinada categoria ou
ramo de atividade, mas também os interesses históricos
da classe trabalhadora. Ou seja, não se contenta em desenvolver
a luta econômica no sistema capitalista, mas sim deseja o fim
do sistema capitalista e a sua substituição pelo socialismo.
Na conjuntura atual, as eleições
de 2010 adquirem importância central para o sindicalismo classista.
Trata-se de eleger candidatos comprometidos com os interesses da classe
trabalhadora. Nesse sentido, a CTB, confederações, federações
e sindicatos classistas devem estimular o voto naqueles candidatos que
defendam um projeto nacional de desenvolvimento que efetivamente valorize
o trabalho e distribua a renda, abrindo novos caminhos para a construção
da sociedade socialista.
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Blog do Fernando Rodrigues,
5 de julho de 2010
Pré-campanha de Dilma exitosa.
Serra, aos trancos e barrancos, sobreviveu
Pré-campanha de Dilma
foi mais bem sucedida. A petista conseguiu efetivar as alianças,
a fim de ampliar o tempo de propaganda na TV e os palanques estaduais.
E não teve baixas. Já Serra teve um mês de junho
conturbado, cujo ápice foi a escolha de seu vice, Indio da Costa
(DEM) que ao fim e ao cabo pouco ou nada acrescentou para a nau tucana
A corrida presidencial começa
com um empate no primeiro lugar. O Datafolha deu 39% para José
Serra (PSDB). Dilma Rousseff (PT) pontuou 38%. Esses percentuais só
descrevem o cenário atual.
O Ibope confirmou a pesquisa
do Datafolha - ambos, Serra e Dilma estão com 39% de intenções
de voto.
O mais relevante são
as curvas de cada um. Dilma está em ascensão. Serra oscila
numa mesma faixa há meses. Não avança.
O tucano se segura estoicamente
entre os 78% dos eleitores que aprovam Lula. Cerca de um terço
deles (34%) declara voto em Serra. É uma tarefa difícil
conseguir ampliar esse tipo de voto.
Até porque quem avança
nessa área é Dilma. Em dezembro de 2009, no papel de candidata
oculta, tinha 32% entre os eleitores pró-Lula. Hoje está
com 46%.
Analistas tucanos podem argumentar
que a petista empacará nesse patamar. Essa é uma possibilidade,
embora ainda sem elementos científicos para comprová-la.
Uma hipótese é
Dilma ter péssimo desempenho em debates, em confronto direto
com Serra. Haverá cinco encontros assim no primeiro turno. Mas
é apenas futurologia saber como eles vão se sair.
Nas aparições
controladas, Dilma teve mais êxito que Serra. Quando surgiu na
TV - sempre ao lado de Lula - reagiu positivamente nas pesquisas. Já
Serra, ao estrelar comerciais, conseguiu, no máximo, ficar no
mesmo lugar.
Outros três dados também
devem ser levados em conta: 1) Dilma terá 50% a mais de tempo
de TV na propaganda eleitoral na comparação com seu adversário
tucano; 2) 25% dos eleitores ainda não sabem que ela é
apoiada por Lula; 3) entre os atuais eleitores de Serra, 17% dizem que
o apoio de Lula a um candidato os "levaria com certeza" a
votar nessa pessoa.
Tudo considerado, os percentuais
do empate na largada só traduzem ações da pré-campanha.
Iluminam algo já consumado - como a imagem da lanterna na popa,
tão usada por Roberto Campos.
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Folha de S.Paulo, 5 de julho
de 2010
PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES
2010
Serra prevê gastar 14,65% mais que
Dilma na eleição
Tucano registra no TSE campanha de R$ 180 milhões,
e petista, de R$ 157 mi | Estimativa de custos do PSDB é 119,7%
superior ao gasto de Alckmin em 2006, e a do PT supera em 50,9% valor
de Lula
CATIA SEABRA
DANIELA LIMA
DE SÃO PAULO
O comando de campanha de José
Serra (PSDB) prevê um gasto de R$ 180 milhões na corrida
presidencial. Esse teto é 14,65% superior à estimativa
da petista Dilma Rousseff: R$ 157 milhões.
O prazo para registro de candidaturas e previsão de gastos no
TSE (Tribunal Superior Eleitoral) vence hoje.
Há um mês, as previsões de petistas e tucanos beiravam
R$ 250 milhões. Mas os tesoureiros duvidaram da capacidade de
arrecadação.
Ainda assim, o orçamento dos dois comitês supera significativamente
os custos declarados em 2006.
A estimativa do PSDB é 119,78% maior do que o gasto registrado
pela campanha de Geraldo Alckmin à Presidência (R$ 81,9
milhões).
Já a previsão de Dilma é 50,96% superior aos R$
104,3 milhões declarados pelo comitê de Lula em 2006. A
inflação acumulada no período é de cerca
de 20%.
"Fixamos o custo em R$ 180 milhões. Esperamos gastar menos",
disse o coordenador administrativo da campanha de Serra, José
Henrique Lobo. O gasto do PSDB com comunicação deve chegar
a R$ 50 milhões.
INÍCIO
NO SUL
Tecnicamente empatados, Serra e Dilma escolheram a região Sul
para a largada oficial da campanha.
Disposto a consolidar vantagem de 19 pontos na região, Serra
participará de evento em Curitiba.
Ele deve enfrentar constrangimentos por causa da substituição
do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) pelo deputado Indio da Costa (DEM-RJ)
na vice de sua chapa.
"Só vou se o Serra pedir muito", disse Dias.
Dilma, que foi secretária de Minas e Energia no Rio Grande do
Sul, fará caminhada no centro de Porto Alegre.
Segundo o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, a estratégia
da campanha continua: colar a imagem do presidente Lula em Dilma. "A
Dilma é a candidata da continuidade."
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Folha de S.Paulo, 5 de julho
de 2010
PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES
2010
Vice não influencia voto para
58%, diz Datafolha
Apenas 17% dos eleitores admitem levar nome
em conta na hora de votar | Entre os entrevistados, 94% não sabem
dizer o nome do vice de Dilma, Michel Temer, e 96%, o de Serra, Indio
da Costa
BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO
A três meses das eleições,
a maioria dos brasileiros ignora os nomes dos candidatos a vice-presidente
e afirma que eles não terão qualquer influência
em seu voto.
De acordo com a mais recente pesquisa Datafolha, 58% dos eleitores do
país dizem que não pensarão no vice ao escolher
um dos presidenciáveis.
Outros 25% afirmam que o segundo nome da chapa influenciará pouco
sua decisão de voto, e apenas 17% admitem levá-lo muito
em conta diante da urna eletrônica.
Os eleitores com maior grau de escolaridade são os que mais se
importam com o vice. Dos que concluíram o ensino superior, 46%
dizem que ele não exerce qualquer influência sobre seu
voto, e 19%, que influencia muito.
No grupo que não ultrapassou o ensino fundamental, o percentual
de brasileiros que dizem não se importar com o vice salta para
64%. Os que afirmam se importar muito são 14%.
Como só 13% dos eleitores têm ensino superior, a balança
pende contra o papel dos vices na corrida presidencial.
ANONIMATO
A pesquisa também revela que os candidatos a vice são
desconhecidos do eleitor. Dos entrevistados, 94% não souberam
dizer o nome do companheiro de chapa de Dilma Rousseff (PT). A desinformação
chegou a 96% com José Serra (PSDB) e a 98% com Marina Silva (PV).
O vice mais citado (6%) foi o de Dilma, Michel Temer (PMDB), que teve
a indicação confirmada em maio. Mesmo assim, 1% apontou
outros nomes na chapa petista.
A longa indefinição sobre o vice de José Serra
(PSDB) confundiu os eleitores. Descartado por pressão do DEM,
o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) foi citado por 2%. O deputado Indio
da Costa (DEM-RJ), que herdou a vaga na tarde de quarta-feira, por 1%.
A pesquisa foi realizada entre quarta e quinta-feira da semana passada.
Vice de Marina Silva (PV), o empresário Guilherme Leal foi citado
por 1%. Outro 1% respondeu com expressões como "empresário"
e "dono da Natura", mas não soube dizer seu nome.
A escolha do vice se arrastou como novela nas campanhas dos três
protagonistas da corrida presidencial.
Michel Temer enfrentou bombardeio de petistas e até do presidente
Lula antes de ser confirmado como vice na chapa de Dilma.
A recusa do ex-governador mineiro Aécio Neves (PSDB) deixou Serra
sem vice até a semana passada. Quando ele pensou ter resolvido
o problema, com a indicação de Alvaro Dias, o DEM promoveu
uma rebelião que quase implodiu seu palanque.
A vaga de vice de Marina foi oferecida ao PSOL, mas o partido optou
pela candidatura própria. Plano B, Leal atrasou a decisão
por meses, alegando razões pessoais.
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Valor Econômico, 5 de
julho de 2010
Eleições 2010: pela
primeira vez propaganda petista na TV vai predominar
O PT chega à sua sexta
disputa presidencial com o maior número de partidos coligados
em sua história. A chapa de Dilma Rousseff finalizou a fase de
convenções com nove legendas, o que elevou para quase
50% o tempo de propaganda na TV que ela terá a mais que José
Serra (PSDB).
A decisão de última
hora do PSC de desembarcar da candidatura Serra retirou do tucano e
levou para a petista 19 segundos.
Somados os 6 segundos do PTC,
Dilma terá 10min26s a cada bloco de 25 minutos de propaganda,
que começa em 17 de agosto. Isso representa 42% do tempo total
e é 47% superior ao que terá Serra.
Fazem parte da chapa de Dilma
PT, PMDB, PDT, PR, PSB, PCdoB, PSC, PRB e PTC. Nas cinco vezes em que
disputou a Presidência, Lula não teve mais do que seis
partidos em sua chapa.
Já Serra terá
o suporte de seis legendas (PSDB, DEM, PPS, PTB, PMN e PTdoB), o que
lhe proporcionará 7min07s nos blocos de 25 minutos - serão
seis na TV, a cada semana -, 28,5% do total. Isolada, Marina Silva (PV)
terá 1min13s, 5%.
A definição do
espaço deve ser divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral ainda
neste mês. A projeção acima considera o lançamento
de 11 candidaturas (oito nanicas) e a legislação eleitoral,
que estabelece o número de deputados federais eleitos como principal
critério da divisão.
Dilma terá o maior espaço
por ter reunido partidos que elegeram um maior número de deputados.
Sua fatia de 42% se assemelha à que Serra teve em 2002 e à
que Geraldo Alckmin (PSDB) teve em 2006. Os dois perderam para o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, que nas duas disputas não teve
tempo superior a 30%.
Essa é a primeira vez
que o PT terá a predominância na propaganda televisiva.
Em Campinas, Dilma Rousseff,
disse hoje, em Campinas (93 km de SP), que não conhece o candidato
a vice na chapa do tucano José Serra, deputado federal Índio
da Costa (DEM/RJ).
Pelo Twitter, Costa convidou
a candidata para um debate. "Não conheço, não
tenho o prazer de conhecer o deputado Índio da Costa", disse
a candidata do PT. Sobre a proposta de debate do candidato a vice, ela
disse que não responderia.
Dilma almoçou com cerca
de 50 pessoas em Campinas, entre elas políticos e empresários.
Ela estava acompanhada do candidato petista ao governo de São
Paulo, o senador Aloizio Mercadante. A tarde, Dilma visitou uma escola.
Para a candidata, as declarações
de que ela foge dos debates é um "factoide". Em entrevista
coletiva, a candidata petista disse que pretende evitar os "factoides"
nestas eleições e que sua proposta é discutir projetos
e programas de governo.
"Tenho comparecido a todos
os debates dentro dos mesmos parâmetros que o demais candidatos
estão comparecendo. Eu acho que nesta eleição a
gente tem de ficar evitando o factoide que tiram o foco do debate consistente,
que é o debate eleitoral, que é o debate de programa,
que é o debate de propostas concretas", disse a presidenciável
petista Dilma Rousseff em Campinas.
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Gazeta do Povo, 5 de julho
de 2010
Campanha
Lula prepara “cartada” em
SP, Minas e Bahia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já deu sinais ao
comando da campanha da candidata à Presidência, Dilma Rousseff
(PT), de que poderá concentrar sua agenda em São Paulo,
Minas e Bahia na reta final da eleição caso haja um quadro
de ascensão da candidata nas pesquisas de intenção
de votos nas próximas semanas.
Ciente de que funciona como
ímã de votos para a candidata, o presidente articula uma
cartada para a reta final do primeiro turno, ainda que os petistas,
incluindo o próprio Lula, optem pela cautela em comentários
públicos.
Além de os três
estados serem estratégicos sob o ponto de vista eleitoral –
juntos, representam 40% do eleitorado, o equivalente a 53 milhões
de eleitores –, há ainda razões afetivas que explicam
o direcionamento da agenda de Lula. Diante das incertezas da Justiça
Eleitoral sobre o que é permitido e o que é vedado nos
palanques eletrônicos, a presença física de Lula
nos estados poderá ser decisiva, preveem coordenadores da campanha
petista.
Sul
Não está descartada,
também, uma ação estratégica de Lula na
região Sul, onde o tucano apresenta o melhor desempenho contra
Dilma.
O presidente, por exemplo, atuou
pessoalmente para desmontar a possibilidade de o pedetista Osmar Dias,
candidato ao governo do Paraná, se coligar com os tucanos –
o que, se concretizado, poderia ampliar as vantagens de Serra.
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BEM PARANÁ, 05 de
julho de 2010 | Política
Ficha limpa
Movimento de Combate à Corrupção
Eleitoral promete fiscalização
Decisões do STF favoráveis a políticos
condenados preocupam entidade
Agência Estado
Dois dias depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter autorizado
o segundo registro de candidaturas de políticos com ficha suja,
o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE)
avisou que estará atento ao cumprimento da lei que impede a candidatura
de políticos que foram condenados por um colegiado. Na sexta-feira,
o ministro Dias Toffoli suspendeu a aplicação da lei à
deputada estadual Isaura Lemos (PDT-GO). Na véspera, o ministro
Gilmar Mendes já havia suspendido a aplicação da
lei para o senador Heráclito Fortes (DEM-PI).
"O que está na lei
tem de ser cumprido. Estaremos em cima e aguardando um posicionamento
do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)", afirmou a diretora da Secretaria
Executiva do MCCE, Jovita José da Rosa. Ela observou que para
integrantes do movimento tanto Heráclito quanto Isaura estão
inelegíveis. "Eles foram condenados por um colegiado e a
lei é clara", anotou. Jovita cobrou do Judiciário
o cumprimento à lei da ficha limpa. "A Câmara e o
Senado fizeram a sua parte ao aprovar a lei. Depois, o Executivo fez
sua parte também. Agora, está na hora do Judiciário
fazer a sua", afirmou.
Para Jovita, é fundamental
que os movimentos que encamparam a aprovação da lei e
a sociedade como um todo fiquem atentos ao cumprimento da lei. "Sabemos
no Brasil que algumas leis pegam e outras não. Essa tem de pegar",
disse. Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir
Cavalcante, a lei "já pegou". "O número
de políticos que estão procurando se livrar da lei é
bem inferior do que a gente esperava. Isso significa que ela já
inibiu as pessoas que não tem ficha limpa de concorrer",
afirmou.
Presidente da Associação
dos Magistrados Brasileiros (AMB), Mozart Valadares Pires foi mais cauteloso.
Ele não viu "flexibilização ou fragilização"
da lei nos casos em que o STF permitiu o registro das candidaturas de
políticos com a ficha suja. "É preciso ter cuidado
e serenidade", anotou, destacando que analisou várias vezes
o despacho do ministro Gilmar Mendes.
"O senador entrou com recurso
e o prazo para o registro das candidaturas termina amanhã (5).
O ministro só concedeu o efeito suspensivo ao senador para evitar
dano irreparável ou de difícil reparação.
Na volta do recesso, a análise de casos como esse será
prioritária", disse Pires.
O presidente da AMB, Mozart
Valadares Pires, ressaltou que a lei de ficha limpa é um marco
no País. E reforçou estar tranquilo quanto à sua
aplicação. "Não é porque temos uma
lei rígida que vamos querer impedir que todos sejam candidatos.
A lei não pode se transformar em caixa às bruxas",
advertiu.
"Ser firme no cumprimento
da lei não significa condenar a todos", completou Ophir
Cavalcante, apontando que os ministros Gilmar Mendes e Antônio
Dias Toffoli concederam liminares autorizando dois registros, mas, em
outros três casos, o ministro Carlos Ayres Britto os negou. "O
Judiciário tem que ter muito critério sobre essas suspensões,
observando o mérito de cada caso e, sobretudo ser rígido.
A lei Ficha Limpa depende diretamente da avaliação criteriosa
do Poder Judiciário".
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IHU-Online, 5 de julho de
2010
Projeto de lei ‘pega carona’
no Ficha Limpa e pode criminalizar o movimento social
O deputado Luiz Carlos Hauly
(PSDB-PR), pegando uma “carona” no projeto de Lei Ficha
Limpa, apresentou na Câmara dos Deputados um projeto, que caso
aprovado, pode criminalizar o movimento social. Pelo projeto, dirigentes
de movimentos sociais, de sindicatos e Ongs, caso tenham sido condenados
pela justiça – mesmo em casos de defesa de sua categoria
e ou movimento – ficariam impedidos de assumirem a direção
de suas organizações.
Na argumentação
do projeto, o deputado afirma: “Recentemente, a Câmara dos
Deputados aprovou o projeto ficha limpa (...) a presente proposição
objetiva, de modo análogo, estabelecer critérios semelhantes
para os que ocupam cargos de direção ou em conselhos de
administração e fiscais em pessoa jurídica de direito
privado sem fins lucrativos, entidade de utilidade pública, entidade
de classe ou sindical, associação legalmente constituída,
organização não–governamental, entidade esportiva,
partidos políticos, organizações da sociedade civil
de interesse público, assim como cargos de direção
e assessoramento superior e funções de confiança
nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e de exercer
atividade em emissoras de rádio e televisão”.
A argumentação
do projeto é ampla, porém, é o foco central é
atingir dirigentes do movimento social. Segundo João Pedro Stédile,
do MST, a proposta significa “criminalização total
dos movimentos sociais”.
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BEM PARANÁ, 05 de
julho de 2010 | Economia
Benefício
Correção retroativa
pode gerar ação na Justiça
Medida inédita adotada pelo Ministério da Previdência,
ao cobrar a correção do benefício previdenciário
retroativamente a janeiro, mesmo com o aumento das aposentadorias acima
de um salário mínimo tendo entrado em vigor em junho,
pode gerar questionamentos na Justiça. A avaliação
é do consultor tributário Douglas Campanini, da ASPR Auditoria
e Consultoria.
A cobrança retroativa
da contribuição dos trabalhadores à Previdência
causou estranheza, segundo o consultor, porque as tabelas já
tinham sido reajustadas em janeiro. Para Campanini, não era esperada
uma cobrança sobre um reajuste que só entrou em vigor
em junho. “A prática é o governo corrigir as tabelas
à medida que os benefícios são reajustados. A cobrança
retroativa é um procedimento inteiramente novo”, disse.
O Ministério da Previdenciária
editou, nesta semana, as novas tabelas de contribuição
para financiar o aumento de 7,7% das aposentadorias acima de um salário
mínimo. A correção já era esperada e a novidade
foi a cobrança retroativa a janeiro, quando a tabela havia sido
reajustada por causa do aumento de 6,14%.
Segundo Campanini, o fato de
o Congresso ter alterado o índice de reajuste das aposentadorias
no meio do ano abriu precedente para a cobrança retroativa. Dessa
forma, ele avalia que a medida pode ser questionada na Justiça.
O consultor ressaltou
que, no entanto, o aumento na contribuição não
deverá acarretar prejuízo ao trabalhador porque o cálculo
da aposentadoria será modificado.
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FETRACONSPAR, 05 de julho
de 2010 | Eventos
Relações do Trabalho
SRTE/PR visita a FETRACONSPAR
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MARCUS
VINÍCIOS CARDOSO DA SILVA e GERALDO RAMTHUN |
O Sr. MARCUS VINÍCIOS
CARDOSO DA SILVA (Seção de Relações
do Trabalho – SERET, da Superintendência Regional do Trabalho
e Emprego - SRTE/PR – Paraná, esteve na
tarde hoje (05/07), na sede da FETRACONSPAR –
Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário do Estado do Paraná, para uma visita ao
Presidente da Entidade e Secretário Regional da CNTI/PR
- GERALDO RAMTHUN.
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FETRACONSPAR, 05 de julho de 2010 | Eventos
Instalações Elétricas
RAMTHUN recebe Presidente do SOE Curiitba
Na tarde desta segunda-feira
(05/07), o Presidente do Sindicato dos Oficiais Eletricistas e Trabalhadores
na Indústria de Instalações Elétricas, Gás
Hidráulicas e Sanitárias de Curitiba e Região Metropolitana
- SOE – JOSÉ CAETANO FERREIRA, esteve
na sede da FETRACONSPAR, reunido com o Presidente -
GERALDO RAMTHUN, para discutir e avaliar o andamento
das negociações dos Oficiais Eletricistas e Trabalhadores
na Indústria de Instalações Elétricas, Hidráulicas,
Gás e Sanitárias do Estado.
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