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O ESTADO DO PARANÁ,
06 de julho de 2010 | Economia
Salário mínimo deveria ter
sido de R$ 2.092,36 em junho
Pelo levantamento divulgado
ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (Dieese) o salário mínimo do trabalhador
brasileiro deveria ter sido de R$ 2.092,36 em junho, para ele suprir
suas necessidades básicas e da família. A constatação
é feita por meio da utilização da Pesquisa Nacional
da Cesta Básica do mês passado, realizada pela instituição
em 17 capitais do País.
Com base no maior valor apurado
para a cesta em junho, de R$ 249,06, em São Paulo, e levando
em consideração o preceito constitucional que estabelece
que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir
as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde,
transportes, educação, vestuário, higiene, lazer
e previdência, o Dieese calculou que o mínimo deveria ser
4,10 vezes superior ao piso em vigor no período, de R$ 510.
Em maio, o piso mínimo
era estimado em R$ 2.157,88 (4,23 vezes o menor salário legal).
Em junho de 2009, correspondia a R$ 2 046,99, ou seja, 4,40 vezes o
valor então vigente, de R$ 465,00
O Dieese informou também
que, para adquirir a cesta básica em junho, o trabalhador que
ganha salário mínimo precisou cumprir, na média
das 17 capitais pesquisadas, jornada de 94 horas e 56 minutos, tempo
menor que o exigido em maio (97 horas e 39 minutos). Em junho de 2009,
a mesma compra comprometia jornada bem inferior, de 90 horas e 14 minutos.
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Agência Brasil, 6
de julho de 2010
Analistas elevam projeção
de crescimento do PIB pela 16ª vez
A projeção de analistas do mercado financeiro para o crescimento
da economia foi elevada pela 16ª semana seguida. A estimativa para
a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – soma dos bens
e serviços produzidos no país – neste ano passou
de 7,13% para 7,2%.
Há quatro semanas, a projeção era de 6,6%. Para
2011, foi mantida a expectativa de crescimento do PIB de 4,5%. As informações
constam do boletim Focus, sondagem semanal do Banco Central (BC) feita
com base em projeções de analistas para os principais
indicadores da economia.
A expectativa do mercado para
o crescimento da produção industrial neste ano se manteve
praticamente estável, passando de 11,94% para 11,91%. Para o
próximo ano, a estimativa foi mantida em 5%. A projeção
para a relação entre a dívida líquida do
setor público e o PIB foi mantida em 41% em 2010 e 39,5% em 2011.
A cotação do dólar, para os analistas, deve fechar
o ano em R$ 1,80 e, no ano que vem, em R$ 1,90.
A previsão para o superávit
comercial (saldo positivo de exportações menos importações)
foi ajustada de US$ 15,36 bilhões para US$ 15,72 bilhões
este ano e de US$ 7 bilhões para US$ 7,83 bilhões em 2011.
Para o déficit em transações correntes (registro
das transações de compra e venda de mercadorias e de contratação
de serviços do Brasil com o exterior), a estimativa foi alterada
de US$ 47,78 para US$ 47 bilhões este ano.
Para 2011, a projeção
de déficit passou de US$ 58 bilhões para US$ 57 bilhões.
Já a expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos
que vão para o setor produtivo do país) permaneceu em
US$ 35 bilhões este ano e em US$ 40 bilhões em 2011.
Fonte: Agência Brasil
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O ESTADO DO PARANÁ,
06 de julho de 2010 | Economia
FGV: 40% das empresas querem ampliar capacidade
O número de empresas que atribuem a realização
de investimentos à capacidade produtiva aumentou nos últimos
meses, segundo revela a Sondagem de Investimentos da Indústria
realizada entre os meses de abril e maio pela Fundação
Getúlio Vargas (FGV). Segundo o estudo, no que diz respeito à
expansão dos investimentos em 2010, o aumento da capacidade produtiva
foi a motivação mais citada por 40% das 789 empresas informantes,
o segundo maior porcentual da série iniciada em 1998, inferior
apenas aos 50% apurados em abril-maio de 2008. "O aumento da frequência
de empresas indicando esta motivação para a realização
de investimentos está geralmente associado às boas perspectivas
de crescimento do setor industrial", informa a FGV no documento
de divulgação da Sondagem.
O segundo motivo para a realização
de investimentos produtivos em 2010, de acordo com a Sondagem, é
o aumento da eficiência produtiva, assinalado por 28% das empresas.
Já o fator substituição de máquinas e/ou
equipamentos registrou a maior frequência da série histórica
(18%) iniciada em 1998. Além disso, a proporção
de empresas que afirmam estar sem programa de investimento em 2010 é
de 14%, o menor porcentual da série, empatado com os valores
registrados em 2007 e 2008.
De acordo com a Sondagem, a percepção das empresas industriais
em relação ao ambiente para a realização
de investimentos "modificou-se bastante em relação
ao ano passado". Entre 2009 e 2010, o porcentual de empresas que
afirmam encontrar dificuldades para realizar investimentos em capital
fixo reduziu-se de 87% para 33%. Entre as empresas que percebem entraves
à realização de investimentos, segundo a pesquisa,
o fator mais lembrado foi a limitação de recursos próprios,
mencionado por 42% das empresas, um salto de 7 pontos porcentuais em
relação ao ano passado (35%)e a maior proporção
da série histórica.
Ainda segundo a Sondagem,
mesmo que tenha sido indicado por 26% dos informantes, o fator carga
tributária registrou o mais baixo porcentual da série
histórica como entrave aos investimentos. O custo de financiamento
também foi apontado por 26% das empresas, proporção
inferior aos 28% do ano passado. O fator limitativo incertezas acerca
da demanda, que havia sido mais citado em 2009, por 50% das empresas,
foi indicado por apenas 20% este ano, o segundo menor porcentual da
série (o menor foi de 18% em 2008). As citações
à limitação de crédito como um fator limitativo
aos investimentos também diminuíram em relação
a 2009, de 28% para 25%.
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BEM PARANÁ, 06 de
julho de 2010 | Paraná
Qualidade
Curitiba tem o melhor ensino fundamental
do país
Cidade conquista titulo de melhor desempenho
pela terceira vez consecutiva
SMCS
Pela terceira vez consecutiva, Curitiba tem o melhor desempenho entre
as capitais no Índice de Desenvolvimento da Educação
Básica (Ideb), indicador do Ministério da Educação
criado para medir a qualidade do ensino oferecido nas escolas públicas.
O resultado da avaliação de 2009 foi divulgado nesta sexta-feira
(2), pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira (Inep). Curitiba obteve índice de 5,7 na avaliação
dos anos iniciais do ensino fundamental (1ª a 4ª série).
"O resultado mostra que
estamos firmes no compromisso de oferecer ensino de qualidade para avançarmos
na construção de uma cidade melhor", disse o prefeito
Luciano Ducci. "A educação é prioridade na
Prefeitura de Curitiba. Priorizar a educação é
apostar na qualidade de vida e no desenvolvimento dos cidadãos."
O índice de Curitiba
ficou acima da média nacional de 4,6 e vem crescendo a cada avaliação.
Em 2007, Curitiba teve índice de 5,1, e em 2005, índice
de 4,7. "Temos que dividir esta conquista com todos os estudantes
e com os profissionais de educação da Rede Municipal,
que têm ajudado Curitiba a manter-se como referência, além
de oferecer ensino de qualidade para nossas crianças", afirmou
a secretária municipal da Educação, Eleonora Bonato
Fruet.
O Ideb é calculado a
partir dos dados sobre aprovação obtidos no censo escolar
e das notas do Sistema de Avaliação da Educação
Básica (Saeb) e Prova Brasil. Para que o índice de uma
escola melhore é preciso que o aluno aprenda, não repita
o ano e frequente as aulas.
Na Prova Brasil, Curitiba também
lidera entre as capitais, com nota média padronizada de 5,91
nas provas de Matemática e de Língua Portuguesa. Palmas,
no Tocantins, ficou em segundo na Prova Brasil, com nota média
de 5,76. No Ideb, Palmas ficou em segundo lugar, com índice de
5,6, seguida de Belo Horizonte, com índice de 5,3.
"Fazemos diagnósticos
profundos e constantes para buscar informações que mostrem
a realidade de cada escola, suas experiências e necessidades",
disse Eleonora. A Secretaria da Educação transforma os
dados coletados em informação e a informação
em prática pedagógica, que melhora a qualidade de ensino
das escolas municipais.
Em 2009, ano da mais recente
avaliação do Ideb, a Prefeitura investiu aproximadamente
R$ 18 milhões em novas creches, escolas, quadras poliesportivas
cobertas e bibliotecas e em reformas e ampliações das
unidades de ensino.
Em 2010, está investindo
R$ 20 milhões em obras para ampliar a oferta de vagas na rede
municipal de ensino. São obras de construção e
ampliação de escolas, Centros Municipais de Educação
Infantil (CMEIs) e unidades de educação integral, que
estão acontecendo nas nove administrações regionais.
No total, são 26
equipamentos que abrirão mais 4.768 vagas na educação
infantil e no ensino fundamental. A maior parte dos recursos - aproximadamente
R$ 15 milhões - está sendo aplicada na expansão
da oferta para crianças de três meses a cinco anos de idade
em creches. Além disso, desde janeiro, 622 novos profissionais
foram contratados na educação.
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Agência Diap, 6 de julho
de 2010
Diap apresenta prognóstico
com as futuras bancadas partidárias do Senado
O Departamento Intersindical
de Assessoria Parlamentar (DIAP) acaba de concluir seu primeiro
prognóstico para a eleição de 2/3 do Senado
(54 das 81 cadeiras) neste pleito de 2010, analisando dois aspectos
da eleição: a) o índice de renovação,
tendo por parâmetro as duas últimas eleições
em que 2/3 das vagas da Casa estavam em disputa; e b) as bancadas por
partido no pós eleição.
Índice de renovação
O índice de renovação,
a julgar pelos postulantes à reeleição, será
muito elevado, porém inferior ao das duas últimas eleições
em que duas das três cadeiras de cada Estado no Senado estavam
em disputa.
Em 1994, somente nove dos 54
senadores que encerravam o mandato em 1995 foram reeleitos, numa renovação
de 83,35%, considerando as vagas em disputa, e de 55,55% em relação
à composição total do Senado.
Em 2002, apenas 14 dos 54 senadores
se reelegeram, numa renovação de 74,93% das vagas em disputa
e de 49,38% em relação à composição
total do Senado.
Em 2010, o prognóstico
do DIAP é que entre 15 e 20 senadores consigam renovar seus mandatos,
numa renovação mínima de 72,22% e 62,96% das vagas
em disputa e máxima de 48,15% e 41,97% da composição
total do Senado.
Bancadas por partido
As futuras bancadas do Senado,
tendo por parâmetro a atual composição partidária,
sofrerão pequenas oscilações, para cima ou para
baixo. A oposição será a principal prejudicada.
A tendência é que PT, PSB e PP cresçam e DEM, PSDB,
PMDB, PTB, PDT e PR reduzam suas bancadas, conforme segue:
O PMDB, que atualmente possui
18 senadores, renova 15 cadeiras neste pleito, permanecendo apenas três
senadores com mandato até 2015. A tendência é que
eleja entre 12 e 14 senadores em outubro, ficando com uma bancada entre
15 e 17 na próxima legislatura. Apesar de perder entre um e três
senadores em relação à composição
atual, a tendência é que continue como a maior bancada
a partir de fevereiro de 2011.
O PSDB, atualmente com 14 senadores,
renova nove cadeiras, permanecendo cinco senadores com mandato até
2015. A tendência é que eleja entre 7 e 8 senadores, ficando
com uma bancada entre 12 e13, perdendo um ou dois senadores em relação
à composição atual.
O DEM, com 14 senadores, será
o mais prejudicado. Perderá entre três e quatro senadores
em relação à composição atual. Permanece
com seis senadores com mandato até 2015 e tende a eleger entre
4 e 5 senadores, podendo chegar a uma bancada com entre 10 e 11 senadores.
PTB, PDT, PR e PRB, respectivamente
com sete, seis, quatro e dois, tendem a perder entre um e dois senadores
cada. O PTB só não perde mais porque cinco dos sete atuais
senadores possuem mandato até 2015, enquanto o PDT tem apenas
dois e o PR somente um com mandato até 2015. O PRB elegerá,
no máximo, um senador.
O PT, que atualmente possui
nove senadores, sendo que seis deles encerram seus mandatos em 2011,
remanescendo apenas três com mandato até 2015, poderá
eleger entre 11 e 13 neste pleito, chegando a uma bancada com entre
14 e 16 senadores. Sai de quarta para a segunda bancada, superando PDSB
e DEM, ficando atrás apenas do PMDB.
O PSB dará um bom salto,
saindo de dois para entre quatro e cinco senadores. Já o PP,
que possui apenas um, ficará com entre dois e quatro senadores
na próxima legislatura. O PCdoB, que tem um senador com mandato
até 2015, poderá eleger até mais dois.
PSC, PSol, PV, PMN e PPS elegeriam,
no melhor cenário, um senador cada.
Acesse
também
Prognóstico
das eleiçoes para o senado por região
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Congresso em Foco, 6 de
julho de 2010
TSE recebe nove registros de candidaturas
a presidente
Mário Coelho
Faltando poucos minutos para
o encerramento do prazo para registro, o Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) recebeu os dois últimos pedidos de registro para a disputa
à presidência da República. O advogado Ivan Pinheiro
(PCB) declarou que terá como teto R$ 200 mil na campanha presidencial.
Ele disse que possui um total de R$ 350 mil em bens, entre imóveis
e um automóvel. O vice na chapa comunista, Edmilson Costa, informou
um total de R$ 200 mil na declaração de bens.
O outro candidato a apresentar
seu registro na última hora foi o ex-deputado Plínio de
Arruda Sampaio (Psol). De acordo com o TSE, o partido informou que usará,
no máximo, R$ 900 mil na campanha presidencial. A declaração
de bens dele soma R$ 2,1 milhões, entre imóveis e aplicações
financeiras. Os dados do vice, Hamilton Assis, ainda não foram
divulgados.
Com eles, fecha em nove o número
de candidatos da eleição presidencial de outubro. Da lista
inicial de 11, desistiram Oscar Silva (PHS) e Américo de Souza
(PSL). Este número, no entanto, pode mudar, já que a corte
eleitoral vai analisar a documentação de todos os candidatos.
O advogado Ivan Pinheiro é
secretário geral do PCB e já concorreu à Prefeitura
do Rio de Janeiro, à Câmara de Vereadores do Rio e à
Câmara Federal. Já o intelectual paulistano Plínio
de Arruda Sampaio é um dos fundadores do PT. Disputou o governo
de São Paulo pela legenda em 1990. Deputado constituinte, atuou
como promotor público e é ligado à Igreja Católica.
Atualmente preside a Associação Brasileira de Reforma
Agrária.
Entre os três candidatos
que aparecem na frente nas pesquisas eleitorais, o que possui a maior
previsão de gastos é o tucano José Serra. Ele declarou
à Justiça Eleitoral o teto de R$ 180 milhões, mais
que o dobro de Geraldo Alckmin (PSDB) em 2006. Já os petistas
estimam em R$ 157 milhões o limite da campanha de Dilma Rousseff,
valor 51% superior aos R$ 104,3 milhões declarados por Lula na
disputa à reeleição. A senadora Marina Silva (PV),
primeira a apresentar o registro, declarou gastos de até R$ 90
milhões.
De acordo com o calendário
eleitoral estabelecido pelo TSE, a partir de amanhã (6) os candidatos
estão liberados para fazer propaganda eleitoral. Para fazer o
registro, além de preencher formulário com todos os dados
pessoais, os postulantes aos cargos eletivos também têm
que apresentar a declaração atual de bens e certidões
criminais da Justiça Federal e também da estadual. Para
aqueles que vão concorrer à chefia do Executivo, outra
exigência: protocolar na Justiça Eleitoral documento com
as promessas de campanha.
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Congresso em Foco, 6 de
julho de 2010
TSE mantém inelegibilidade
de sete candidatos pelo ficha limpa
Mário Coelho
O presidente do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandwoski, manteve nesta segunda-feira (5)
a inelegibilidade de sete pré-candidatos por conta da Lei do
Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10). Eles entraram com pedidos de
liminares e recursos para conseguir o registro de candidatura, apesar
de terem sido condenados por órgãos colegiados nos casos
que a nova legislação prevê.
Segundo o TSE, o ministro afirmou
que não havia argumento jurídico plausível para
suspender as inelegibilidades. Por conta disso, decidiu rejeitar as
liminares. A Lei do Ficha Limpa proíbe que pessoas com condenações
por órgãos colegiados se candidatem a um cargo eletivo.
Também prevê que políticos que renunciaram para
evitar processos de cassação.
Um dos casos analisados foi
do deputado distrital Cristiano Araújo (PTB). Condenado por abuso
de poder econômico em 2007 pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF)
em 2007, ele teve como pena a decertação da perda dos
direitos políticos por três anos. Na ação,
ele argumentou que foi escolhido em convenção para tentar
a reeleição.
Nos outros casos, o ministro
negou liminar na ação cautelar proposta por Ana Maria
Resende Vieira que queria suspender decisão do Tribunal Regional
Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). O processo trata-se de doação
de recursos de campanha acima do limite legal. Charly Jhone Santos de
Sousa, José Carlos Moretes, vereador de Colombo (PR), Amaro Alves
Saturnino, de Wellington Gonçalves de Magalhães e de Raimundo
Nonato Cardoso.
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FOLHA DE LONDRINA, 06 de
julho de 2010 | Política
Presidenciáveis podem gastar
até R$ 434 milhões na campanha
Entre os três líderes na corrida
sucessória, o tucano José Serra foi o que registrou maior
teto de gastos: R$ 180 mi
Brasília - Encerrado
ontem o prazo da Justiça Eleitoral para registro de candidaturas,
nove partidos se habilitaram a disputar a Presidência da República.
Os três líderes das pesquisas na corrida sucessória
podem gastar até R$ 434 milhões juntos. O candidato tucano
José Serra (PSDB) estimou um gasto de R$ 180 milhões,
R$ 23 milhões a mais que a candidata da situação,
Dilma Rousseff (PT), que calculou seus gastos em R$ 157 milhões.
Marina Silva, do (PV), que aparece em terceiro lugar nas últimas
pesquisas de intenção de voto, estimou seu custo de campanha
em R$ 97 milhões.
Os demais partidos registrados
na disputa foram Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Rui Pimenta
(PCO), Levy Fidelix (PRTB), José Maria de Almeida (PSTU), José
Maria Eymael (PSDC) e Ivan Pinheiro (PCB). O pedido de registro inclui,
além da previsão de gastos, a declaração
de bens e um resumo do programa de governo de cada candidato.
Entre os candidatos a presidente,
o de maior patrimônio é Eymael, que declarou um patrimônio
de R$ 3,1 milhões, quase a metade disso só em aplicações
financeiras. O com menos bens é José Maria de Almeida,
que declarou a propriedade de um automóvel Gol Power 1.6, ano
2006, avaliado em R$ 16 mil. É também o que menos vai
gastar: R$ 300 mil.
À frente da coligação
''O Brasil pode mais'', Serra declarou um patrimônio de R$ 1.421.254,87.
A maior parte vem de aplicação em fundos renda fixa na
Caixa (R$ 414,5 mil), um plano de previdência privada (R$ 329,3
mil), e do fundo de investimento financeiro Santander/Banespa (R$ 240
mil). O patrimônio é semelhante ao do seu vice, Índio
da Costa (DEM), R$ 1.448.230,18. Índio tem a maior fatia também
em fundos de investimento (R$ 401,7 mil), mas seu patrimônio é
mais diversificado e inclui um barco no valor de R$ 206,6 mil e um ultraleve,
avaliado em R$ 170,9 mil.
Dilma Rousseff declarou um patrimônio
de R$ 1,06 milhão, incluindo dois apartamentos em Porto Alegre
(RS) - avaliados em R$ 250 mil e 290 mil, um apartamento em Belo Horizonte
(MG) que vale R$ 118 mil, e um Fiat Tipo 1996, no valor de R$ 30 mil.
O registro da chapa mostra que o candidato a vice, Michel Temer (PMDB)
tem patrimônio superior a R$ 6 milhões, quase seis vezes
maior.
Primeira candidata a registrar
pedido na quinta-feira passada, Marina declarou um patrimônio
de R$ 150 mil (casa em Rio Branco, dois lotes e um saldo de R$ 46,8
mil em conta bancária). O que chama a atenção no
registro do PV é o patrimônio bilionário do vice,
Guilherme Leal, dono da Natura: R$ 1.197.729.991. É tanto dinheiro
que o TSE se confundiu na cifra e deixou de fora uma ''migalha'' de
R$ 2,4 milhões de uma aplicação financeira que
ficou apagada na última linha da relação de bens.
O troco esquecido é quase dez vezes mais que o patrimônio
de Marina. A aplicação mais abastada soma R$ 625 milhões,
no fundo de investimento administrado pelo banco Itaú.
Os programas de governo foram
apresentados de forma sintética. À noite, Dilma mandou
emissários ao TSE substituir o programa de governo. O texto,
por equívoco, foi o aprovado no congresso do PT e foi inserido
apenas para atender à legislação. À noite,
um novo texto com sugestões do PMDB foi protocolado no TSE para
substituir o anterior. Mesmo assim, os advogados explicaram que é
provisório e mais adiante será acrescido de sugestões
dos demais partidos da coligação no programa definitivo.
Vannildo Mendes
Agência Estado
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Folha de S.Paulo, 6 de julho
de 2010
PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES 2010
Serra declara R$ 1,4 mi e Dilma, R$ 1
mi
Petista diz ter R$ 113 mil em espécie
e R$ 50 mil em joias; tucano possui aplicação de renda
fixa de R$ 414,5 mil | Candidaturas foram registradas ontem; vice de
Serra, Indio declarou ter R$ 1,4 mi e Temer, vice de Dilma, R$ 6 mi
DE BRASÍLIA
DE SÃO PAULO
Os candidatos à Presidência
José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) declararam ontem ao Tribunal
Superior Eleitoral possuir patrimônio de R$ 1,42 milhão
e R$ 1,07 milhão, respectivamente.
A petista listou R$ 113 mil em "dinheiro em espécie, moeda
nacional". O montante equivale a 10% de seu patrimônio ou
a mais de dez salários de um ministro.
Questionada pela Folha, Dilma informou, por meio de assessores, que
não comentaria as razões de ter a quantia em espécie.
A candidata também apontou possuir R$ 50 mil em joias e R$ 47
mil em caderneta de poupança. O bem mais caro declarado é
um apartamento de R$ 290 mil em Porto Alegre.
No total, Dilma afirmou ser proprietária de três apartamentos,
uma casa e um lote financiado. Ela declarou possuir apenas um veículo,
um Fiat Tipo, ano 96, de R$ 30,1 mil, valor da época da compra.
Não há como estabelecer a evolução patrimonial,
pois essa é sua primeira relação de bens que vem
a público.
Serra informou que possui uma casa de veraneio avaliada em R$ 61 mil,
parte de um terreno de R$ 44 mil, três salas comerciais de R$
240 mil -esses três itens constam com o mesmo valor de declarações
apresentadas à Justiça Eleitoral em 2002 e 2006.
Além disso, Serra informou ter aplicações de quase
R$ 700 mil. Na comparação com a declaração
de bens de 2006, quando se candidatou ao governo paulista, seu patrimônio
cresceu 35%, já descontada a inflação.
Em relação aos gastos, a campanha do tucano prevê
investir mais que a da sua principal rival, como a Folha revelou ontem.
A estimativa de despesas do PSDB é de R$ 180 milhões.
O partido tem o apoio de DEM, PPS, PTB, PMN e PT do B na coligação
"O Brasil pode mais".
Sob o slogan "Para o Brasil seguir mudando", a coligação
de Dilma estimou teto de gastos de R$ 157 milhões.
Com a adesão de última hora do PTN, Dilma terá
oficialmente dez partidos em sua coligação, a maior aliança
da história do PT (PT, PMDB, PDT, PSB, PR, PC do B, PRB, PTN,
PSC e PTC).
O partido vai aplicar até R$ 127 milhões, enquanto os
outros R$ 30 milhões poderão ser custeados pelo PMDB.
O patamar é 50,96% superior aos R$ 104,3 milhões declarados
pelo comitê de Lula em 2006.
VICES
O deputado federal Indio da Costa (DEM-RJ), candidato a vice na chapa
de Serra, registra um total de R$ 1,448 milhão em bens. O valor
é o triplo do declarado há quatro anos, quando ele se
candidatou a deputado federal. Entre os bens que não constavam
da declaração de 2006 estão um ultraleve e um barco,
avaliados em R$ 377 mil.
Companheiro de chapa de Dilma, o presidente da Câmara, Michel
Temer (PMDB-SP), declarou possuir um patrimônio de R$ 6,05 milhões
-salto de 119% em relação ao que declarou possuir em 2006,
também já descontada a inflação do período.
Sua assessoria disse que a evolução se deu pelo recente
recebimento de honorários advocatícios de uma causa iniciada
nos anos 70.
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Vermelho, 6 de julho de
2010
Plano de Dilma contempla 40 horas,
Confecom e taxação de fortunas
AVISO: O texto abaixo foi produzido antes do PT substituir o documento
protocolado no TSE. Após a substituição, TODAS
as propostas mais avançadas, comentadas abaixo, foram retiradas
do documento. Leia mais aqui
Ao solicitar o registro da candidatura de Dilma Rousseff à presidência
da República, a coligação "Para o Brasil seguir
mudando", composta por dez partidos (PT, PMDB, PDT, PSB, PR, PCdoB,
PRB, PTN, PSC e PTC), apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
o documento, agora obrigatório, com as "diretrizes programáticas"
da candidatura.
Nele, estão contempladas
questões que incomodam, e muito, a direita e setores da elite.
Entre elas, a democratização dos meios de comunicação,
a taxação de grandes fortunas, o diálogo com os
movimentos sociais e a defesa da redução da jornada e
trabalho para 40 horas semanais.
Ao longo de 15 páginas,
o "pré-plano" de governo sustenta que após duas
décadas de estagnação ou avanços medíocres,
a economia brasileira voltou a crescer com uma nova lógica. "Ele
[o crescimento] se faz com forte distribuição de renda,
com inédito equilíbrio macro-econômico, com redução
da vulnerabilidade externa e, sobretudo, com fortalecimento da democracia."
O documento ainda sofrerá
modificações, incorporando propostas apresentadas pelos
partidos aliados. O texto final do programa de Dilma está a cargo
do dirigente petista Marco Aurélio Garcia. Estão sendo
formados grupos de trabalho com representantes dos outros partidos coligados
para auxiliá-lo.
Desenvolvimento econômico e
social
As diretrizes, aprovadas no
4º Congresso Nacional do PT, partem dos seguintes pressupostos:
"O governo Lula criou as condições para um Projeto
de Desenvolvimento Nacional Democrático Popular; o Brasil deixou
de ser o eterno país do futuro; o futuro chegou, e o pós-Lula
é Dilma".
A candidatura de Dilma à
presidência assume o compromisso de adotar um modelo de desenvolvimento
econômico amparado no crescimento acelerado, no combate às
desigualdades raciais, sociais e regionais, e na promoção
da sustentabilidade ambiental.
A política de valorização
do salário mínimo, o aprimoramento dos programas de transferência
de renda, como o Bolsa Família, a ampliação do
crédito popular, o fortalecimento da agricultura familiar e a
redução de impostos serão as bases para a expansão
do mercado de bens de consumo que produziu forte impacto positivo sobre
o setor produtivo.
De acordo com o documento do
PT, o "governo Dilma" será marcado pela elevação
das taxas de crescimento, o que exigirá a conclusão das
obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que,
“além de acentuar a competitividade da economia brasileira,
oferecer consideráveis melhorias das condições
de vida dos brasileiros por meio da ampliação de linhas
de metrô, corredores de ônibus e redes ferroviárias
urbanas e regionais, universalização do abastecimento
de água e da coleta e tratamento de esgoto, drenagem urbana,
recuperação de áreas degradadas e de prevenção
de acidentes em áreas de risco e ampliação do Programa
Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci)”.
Democratização da comunicação
Um dos temas incluídos
no documento diz respeito à comunicação social
e tem como base as diretrizes aprovadas na primeira Conferência
Nacional de Comunicação. Por serem propostas avançadas
e até hoje boicotadas pelas grandes empresas do setor, provavelmente
serão alvo de muitos ataques da grande mídia. Um dos trechos
do documento propõe "...medidas que promovam a democratização
da comunicação social no país, em particular aquelas
voltadas para combater o monopólio dos meios eletrônicos
de informação, cultura e entretenimento. Para isso, devem-se
levar em conta as resoluções aprovadas pela 1ª. Confecom,
promovida por iniciativa do governo federal, e que prevêem, entre
outras medidas, o estabelecimento de um novo parâmetro legal para
as telecomunicações no país; a reativação
do Conselho Nacional de Comunicação Social; o fim da propriedade
cruzada; exigência de uma porcentagem de produção
regional, de acordo com a Constituição Federal; proibição
da sublocação de emissoras e horários; e direito
de resposta coletivo."
Também serão foco
de sisudas críticas dos donos dos cartéis de jornais,
revistas e TV, as propostas de fortalecimento da Blogosfera, da internet
e das TVs públicas: "... a maioria da população
brasileira conta, como único veículo cultural e de informação,
com as cadeias de rádio e de televisão, em geral, pouco
afeitas à qualidade, ao pluralismo, ao debate democrático...",
diz o documento.
O texto diz ainda que "modernas
tecnologias, como aquelas ligadas à Internet, além das
TVs públicas, têm permitido um arejamento cultural e político
que pode compensar o monopólio e concentração dos
meios de comunicação..." e termina propondo "...iniciativas
que estimulem o debate de idéias, com o fortalecimento das redes
públicas de comunicação e o uso intensivo da blogosfera
...".
Contra a criminalização
dos movimentos sociais
O texto avança ainda
em questões que são frontalmente contrárias ao
programa defendido pelos tucanos. Como a intensificação
dos assentamentos e apoio técnico aos trabalhadores sem terra.
Neste tema, o pré-programa de Dilma propõe "continuar,
intensificar e aprimorar a reforma agrária de modo a dar centralidade
ao programa na estratégia de desenvolvimento sustentável
do país, com a garantia do cumprimento integral da função
social da propriedade, da atualização dos índices
de produtividade, do controle do acesso à terra por estrangeiros,
da revogação dos atos do governo FHC que criminalizaram
os movimentos sociais e com a eliminação dos juros compensatórios
nas desapropriações e das políticas
complementares de acesso à terra, entre outras medidas, implementação
de medida prevista no PNDH3, de realização de audiência
pública previa ao julgamento de liminar de reintegração
de posse".
Tributação de grandes
fortunas
O documento defende também
uma reforma tributária que contemple a cobrança de um
imposto sobre grandes fortunas. Esta é uma bandeira histórica
dos setores progressistas. "Reforma tributária que reduza
os impostos indiretos, desonere os alimentos básicos e os bens
e serviços ambientais, dê continuidade aos avanços
obtidos na progressividade, valorizando a tributação direta,
especialmente sobre as grandes fortunas", destaca o programa de
Dilma.
"Deve também estimular
a produção e racionalizar o sistema de impostos, favoreça
a produção."
Na semana passada, em entrevista
ao programa Roda Viva da TV Cultura, a ex-ministra da Casa Civil considerou
que a proposta de tributação de grandes fortunas "é
uma demanda que para ser aprovada no Brasil demandaria uma imensa energia
política", mas não descartou a idéia.
A tributação de
grandes fortunas é prevista na Constituição, mas
até agora não foi regulamentada. No mês passado,
a Comissão de Constituição e Justiça da
Câmara aprovou projeto que cria o imposto.
A proposta, com resistência
de diversos setores no Parlamento ligados ao empresariado, ainda precisa
concluir sua tramitação na Casa antes de seguir para o
Senado. Ela considera grandes fortunas patrimônios superiores
a 2 milhões de reais.
Redução da jornada
de trabalho
Há ainda no documento
o compromisso "com a defesa da jornada de trabalho de 40 horas
semanais, sem redução de salários".
Em algumas entrevistas que concedeu,
Dilma procurou distanciar-se deste compromisso. Mas a quase totalidade
das lideranças de esquerda que apoiam sua candidatura defendem
que o governo assuma a bandeira da redução da jornada
de trabalho. Esta é uma das principais reivindicações
das centrais sindicais que apoiam a candidatura de Dilma.
O projeto que diminui a jornada
para 40 horas semanais, de autoria dos senadores Paulo Paim (PT-RS)
e Inácio Arruda (PCdoB-CE) tramita há anos no Congresso
Nacional.
O deputado federal Vicentinho
(PT-SP) é o relator do projeto na Câmara. Segundo ele,
o projeto dificilmente será votado ainda este ano na Câmara,
mas quando for votado, o deputado acredita que será aprovado.
"O projeto está engatilhado, não tem mais volta e
uma hora vai ter que votar. O que ocorreu é que muitos deputados
fizeram pressão para que não se votasse o projeto. Este
ano, até as eleições, não vai ser votado,
depois outubro pode ter segundo turno, novembro é difícil.
Acho que deve ficar mesmo para o ano que vem...Eu tenho convicção
que será aprovado", diz.
Para acessar a íntegra
do documento protocolado no TSE, clique aqui
(documento em PDF):
Cláudio Gonzalez
com agências
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O ESTADO DO PARANÁ,
06 de julho de 2010 | Política
Paraná ganha força no cenário
político nacional
Roger Pereira
José Serra (PSDB) lança
sua candidatura hoje em Curitiba. PT elege o Paraná como o Estado
em que pode iniciar a virada de Dilma Rousseff na Região Sul
(onde tem os piores índices de intenção de voto).
O senador paranaense Alvaro
Dias (PSDB) chegou a ser confirmado como vice de Serra, sendo substituído
no último dia do prazo por conta da reclamação
do DEM. Nunca o Paraná esteve em tanta evidência num início
de processo eleitoral.
A construção de
um palanque forte para Dilma Rousseff (PT) no Estado, conquistado na
última hora com a candidatura de Osmar Dias ao governo, apoiado
por PT e PMDB, deu a coordenação da campanha de Dilma
a esperança de diminuir a diferença de Serra sobre a petista
no Estado.
“Não há
uma matemática pronta, hoje tanto Dilma quanto Osmar têm
os mesmos índices, 33%. Mas com esse palanque, aumenta a exposição,
a articulação, aumentam as oportunidades de Dilma no Estado,
podemos crescer”, disse o deputado federal André Vargas,
secretário nacional de comunicação do partido.
“É um colégio eleitoral importante (o sexto do país
com 7,5 milhões de eleitores), tradicionalmente temos dificuldades
aqui, mas este ano teremos uma boa disputa”, vislumbra o deputado,
que atribui à melhor situação econômica do
Paraná em relação ao resto do país o desempenho
pior do PT no Estado. “Pois as políticas sociais do governo
Lula são menos sentidas”.
O coordenador da campanha de
Osmar Dias, ex-governador Mário Pereira (PDT) é ainda
mais otimista. Pereira acredita que o forte palanque pode ajudar o PT
a vencer pela primeira vez as eleições presidenciais no
Paraná.
“Nunca houve um palanque
desse porte. E isso impressionou a campanha da Dilma. Esse entusiasmo
contagiou as bases dos partidos, que passaram por cima das diferenças
para trabalhar por esse objetivo. Podemos empatar ou até vencer
a nacional aqui”, disse.
O forte palanque de Dilma no
Paraná abriu os olhos do PSDB. Tanto que o partido tentou, até
o último momento, tirar Osmar Dias da disputa, com uma proposta
de coligação e, depois, a indicação de seu
irmão para a vice-presidência.
Como não emplacou Alvaro
como vice, o PSDB traz Serra a Curitiba na abertura oficial da campanha.
“Ele vem até como um sinal de respeito ao Paraná
e à possibilidade de Alvaro ter sido o vice. Mas é fato
que, comparando com as outras eleições mais recentes,
esta é a que o Paraná tem maior destaque em todas as articulações”,
disse o deputado federal Gustavo Fruet (PSDB), candidato ao Senado.
“Mas o Serra escolheu
Curitiba para lançar seu plano de governo, também, por
causa do senso crítico do curitibano. Ele sempre disse que Curitiba
é uma ótima cidade para testar, para sentir a reação
da opinião pública. E vai ser bom para o Estado, pois
os holofotes estarão aqui amanhã (hoje)”, disse.
Fruet disse que não
há como anular o “prejuízo” que a candidatura
de Osmar Dias trouxe para a de Serra, “mas é questão
de avaliarmos nas próximas pesquisas o que isso pode representar
e reforçar a campanha do Serra aqui”, disse.
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FOLHA DE LONDRINA, 06 de julho
de 2010 | Política
Mais de 800 candidatos disputam votos
no Paraná
O TRE também recebeu ontem o limite
de gastos dos postulantes ao governo do Estado: Osmar Dias registrou
o maior valor com R$ 42 milhões
Curitiba - A campanha eleitoral
começa hoje. Além dos sete candidatos ao governo do Estado,
pelo menos 787 candidatos aos outros três cargos em disputa vão
concorrer pela atenção do eleitorado paranaense. Ontem
foi o último dia para registro das candidaturas no Tribunal Regional
Eleitoral (TRE). O balanço não conta com os números
do PTB, que até o fechamento desta edição não
havia informado quantos candidatos havia registrado. O total de candidatos
também pode mudar porque os partidos ainda tem alguns dias para
fazer substituições e completar chapas.
Ontem o dia foi de correria
e muita conversa nos partidos, principalmente para acomodar os candidatos
nos dois principais ''chapões'' da disputa para a Assembleia
Legislativa e a Câmara dos Deputados. Muitos partidos só
fecharam o registro final de seus candidatos próximo das 19 horas,
horário limite de atendimento do TRE.
Os candidatos também
registraram o limite máximo de gastos que poderão ser
feitos durante a campanha. O candidato ao governo do Paraná,
Osmar Dias (PDT) é o que terá o maior valor-limite: serão
R$ 42 milhões. Já Beto Richa, candidato ao governo pelo
PSDB, gastará no máximo R$ 27 milhões. O PV, que
tem como candidato ao Palácio Iguaçu o ex-vereador Paulo
Salamuni, terá teto de gastos de R$ 733 mil. Até o fechamento
da edição o Tribunal ainda não tinha um balanço
total dos valores declarados pelos candidatos.
A relação candidato/vaga
mais favorável da disputa é a do Senado. Estão
em jogo duas vagas que serão disputadas por onze candidatos.
Já na eleição proporcional para a Assembleia e
a Câmara a disputa deverá ser grande mesmo entre aliados.
É que duas grandes chapas concentram os principais partidos do
Estado. De um lado, alinhado ao candidato do PSDB ao governo, Beto Richa,
está o chapão PSDB, PTB, PRB, DEM e PP. Do outro está
a coligação que apoia Osmar Dias (PDT), com PT, PMDB,
PDT, PR e PC do B. Ambos ''chapões'' terão cada um 108
candidatos a deputado estadual e 60 postulantes a deputado federal.
Na disputa pelas 54 cadeiras
da Assembleia estarão 542 candidatos. Já as 30 vagas na
Câmara Federal terão 229 postulantes. Na Assembleia Legislativa
apenas cinco deputados não irão disputar a reeleição.
Dobrandino da Silva (PMDB) irá lançar o filho, Sâmis
da Silva como candidato pelo PSDB. Antônio Anibelli também
desistiu em favor do filho, Antônio Anibelli Neto, que disputa
a eleição pelo PMDB.
Já Luiz Nishimori (PSDB),
Cida Borghetti (PP) e Rosane Ferreira (PV) irão tentar uma vaga
na Câmara Federal. Por fim, o deputado Jocelito Canto (PTB) desistiu
da carreira política. Na bancada paranaense 27 dos 30 parlamentares
disputam a reeleição. Rodrigo Rocha Loures (PMDB) deixa
o parlamento para disputar a vice-governadoria com Osmar e Gustavo Fruet
(PSDB) está na disputa pelo Senado. Já Alceni Guerra (DEM),
desistiu da candidatura.
Marcela Rocha Mendes e Rosiane
Correia de Freitas
Equipe da Folha
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BEM PARANÁ, 06 de
julho de 2010 | Política
Campanha eleitoral
Disputa pelo governo no PR pode custar
mais de R$ 72 milhões
Com candidaturas de deputados e senadores, projeção
de gastos das duas principais coligações chega a R$ 130
milhões
Abraão Benício
Richa, ontem, durante o registro da candidatura no TRE: R$ 27 milhões
(foto: Jonas Oliveira) Os sete candidatos ao governo do Paraná
podem gastar juntos até R$ 72,6 milhões na campanha eleitoral
deste ano. O valor representa a soma das previsões de custos
das campanhas protocoladas ontem no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/PR).
Apenas as coligações dos dois principais candidatos –
Osmar Dias (PDT) e Beto Richa (PSDB) – podem consumir mais de
R$ 130 milhões nas campanhas majoritárias e proporcionais.
A coligação “A
União Faz Um Novo Amanhã” (PDT, PMDB, PT, PR, PSC
e PCdoB), estimou gasto máximo de R$ 42 milhões para promover
a candidatura de Osmar Dias. Estão programados gastos de no máximo
R$ 3 milhões para a campanha de deputados estaduais, até
R$ 6 milhões para deputados federais e até R$ 15 milhões
para senadores.
Já a coligação
“Novo Paraná” (PSDB, PSB, PP, DEM, PPS, PTB, PRB,
PRP, PHS, PTC, PSDC, PTN, PSL e PMN) projeta gastar até R$ 27
milhões na tentativa de eleger Beto Richa governador. Cada candidato
a senador na chapa encabeçada pelo tucano poderá ter até
R$ 15 milhões. Outros R$ 5 milhões estão reservados
para os candidatos a deputados federais e R$ 2,5 milhões para
os postulantes a cadeiras na Assembleia.
A Justiça eleitoral estabelece
que no ato do registro de candidaturas, todos os incluídos na
disputa majoritária – governador e senadores, na eleição
deste ano – devem informar o custo máximo da campanha e
apresentar uma declaração de bens, que será cruzada
com as informações repassadas a Receita Federal através
da declaração de imposto de renda.
O ex-vereador de Curitiba, Paulo Salamuni (PV), planeja gastar até
R$ 743 mil na campanha e informa possuir um patrimônio de R$ 466
mil.
O PRTB informa que projeta gastar
até R$ 2,8 milhões na campanha de Robinson de Paula ao
governo do Paraná. O candidato não declarou bens ao Tribunal
Regional Eleitoral (TRE/PR).
O candidato do PSOL ao Palácio
das Araucárias, Luiz Felipe Bergamnn, estima gastar até
R$ 100 mil na campanha. Bergmann declarou a Justiça Eleitoral
patrimônio de aproximadamente R$ 200 mil.
Os outros dois candidatos –
Amadeu Felipe da Luz Ferreira (PCB) e Avanílson Araújo
(PSTU) – não foram localizados.
Programas — Na eleição deste ano, a Justiça
estabelece ainda que os candidatos devem registrar, junto com as candidaturas,
as diretrizes do plano de governo. Os principais concorrentes ao governo
do Paraná citam como prioridades o desenvolvimento sustentável
da economia, educação, segurança, saúde
e geração de empregos.
Beto Richa (PSDB) afirma que
“todos os gastos do governo – investimento e custeio –
terão que observar o preceito da máxima economia dos recursos
públicos”.
Já o Partido Verde promete
trabalhar pela implantação de “políticas
sociais voltadas às minorias socialmente deprimidas (índios,
quilombolas, comunidades de pescadores, lavradores, trabalhadores urbanos
e rurais sem a necessária qualificação técnica)”.
Ex-secretário de Estado da Agricultura, Osmar Dias (PDT) tem
como principais bandeiras o “fortalecimento da agricultura familiar”
e na “educação em período integral”.
Os outros quatro candidatos não informaram suas diretrizes.
Na estrada – O senador
Osmar Dias (PDT) inicia a campanha pelo Interior. Nos próximos
dias, o pedetista promete percorrer os maiores municípios do
Estado. Hoje, a peregrinação começa por Ponta Grossa
e Londrina. Amanhã, o senador passa por Maringá, Paranavaí
e Apucarana.
O candidato do PSDB, Beto Richa,
dá a largada oficial na campanha com uma caminhada pela Ruça
XV de Novembro – centro de Curitiba – ao lado do candidato
do partido a presidência da República, José Serra.
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O ESTADO DO PARANÁ,
06 de julho de 2010 | Política
PR: Apenas quatro deputados da AL ficam
fora da eleição
Elizabete Castro
Dos 54 deputados estaduais,
apenas quatro não se inscreveram para a disputa eleitoral de
outubro. Outros três vão tentar vaga na Câmara dos
Deputados. Os demais são candidatos à reeleição.
No último dia do prazo
para pedido de registro de candidaturas na Justiça Eleitoral,
Antonio Anibelli (PMDB), Dobrandino da Silva (PMDB), Jocelito Canto
(PTB) e Pedro Ivo Ilkiv (PT) estão fora da lista dos inscritos.
Luiz Nishimori (PSDB), Rosane
Ferreira (PV) e Cida Borghetti (PP) pediram registro para disputar uma
vaga na Câmara dos Deputados. Nishimori e Rosane terminam em fevereiro
do ano que vem seus primeiros mandatos na Assembleia Legislativa. Já
Cida está no segundo mandato e, desta vez, vai ocupar o espaço
deixado pelo marido, deputado federal Ricardo Barros, candidato ao Senado
pelo PP.
Entre os que se despedem da carreira política, pelo menos por
enquanto, Anibelli é o que teve o maior número de mandatos.
Foi duas vezes deputado federal e exerce o sexto mandato como deputado
estadual.
Vai tentar deixar como herdeiro
o filho, Antonio Anibelli Neto, o terceiro de uma linhagem de políticos
que começou com o avô, um dos ex-presidentes da Assembleia
Legislativa. Anibelli Neto está na lista de candidatos do PMDB
à Assembleia Legislativa.
Dobrandino da Silva também
se retira da disputa, mas deixa um herdeiro na corrida eleitoral. Sâmis
da Silva, ex-prefeito de Foz do Iguaçu, é candidato a
uma cadeira de deputado estadual pelo PSDB. Dobrandino vai se dedicar
à campanha eleitoral do filho.
Dobrandino também tem
pendências judiciais da época em que foi prefeito de Foz
do Iguaçu e teria dificuldades em passar pelo crivo da lei dos
candidatos fichas limpas.
O mesmo obstáculo apontado
por Jocelito Canto para não concorrer este ano. Quando anunciou
que não iria disputar um novo mandato, Jocelito Canto reconheceu
que teria problemas para obter o registro. Ele já tem uma condenação
por improbidade administrativa quando prefeito de Ponta Grossa.
Prevenido
O deputado Luiz Fernandes Litro
(PSDB) apresentou seu pedido de registro de candidatura ao partido.
Mas como também é réu em uma ação
que o acusa de improbidade administrativa no Superior Tribunal de Justiça,
Litro inscreveu também a esposa, Rosemari Coletti.
Se a Justiça Eleitoral
negar registro, dona Rosemari assume a candidatura à Assembleia
Legislativa. A acusação contra Litro remonta ao seu mandato
de vereador, em Dois Vizinhos, no Sudoeste do Estado, entre 1993 e 1996.
Ele foi denunciado junto com outros doze vereadores por aumento irregular
de salários.
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BEM PARANÁ, 06 de
julho de 2010 | Economia
Greve do INSS
Perícia médica tem agenda
só a partir de outubro
Paralisação dos peritos do Instituto
Nacional de Seguro Social completa hoje 15 dias
Ana Ehlert
A greve dos médicos peritos do Instituto Nacional de Seguro Social
(INSS), que hoje completa 15 dias, já começa a causar
prejuízos aos segurados que necessitam de pericia médica
para obter o pagamento de um benefício, como por exemplo o auxílio
doença. Segundo as informações da Associação
Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social (ANMP),
a data mais próxima para a marcação de uma perícia
médica na Agência de Previdência Social do bairro
Hauer é de 12 de novembro, ou seja, final do ano.
As duas principais agências da Capital do Paraná, no centro
da Cidade, têm vaga somente para o dia quatro de outubro. Apesar
desta espera, a assessoria de imprensa do INSS afirma que a paralisação
não está interferindo no agendamento das perícias.
Já a associação afirma que essa demora é
ainda resultado da má gestão da Previdência Social
Brasileira, que permitiu o esvaziamento dos quadros médicos periciais.
A recomposição destes quadros é um dos itens da
pauta de reivindicações da categoria.
Apesar de estar com uma adesão de praticamente 100% ao movimento
grevista em todo o país, a perícia médica previdenciária
está obedecendo rigorosamente às determinações
do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que não considerou
a greve abusiva, decretou sua legalidade e estipulou que 50% dos peritos
médicos deveriam comparecer aos seus postos de trabalho. Nas
cidades onde há apenas uma Agência, a orientação
é para que o atendimento não seja interrompido.
Em todo o Brasil as filas
estão se avolumando e o INSS tenta acobertar a situação.
Na APS República, em São Paulo (Capital) a vaga mais próxima
para uma perícia é o dia 13 de setembro. Em Nilópolis
no Rio de Janeiro a situação é melhor, a espera
é de apenas 30 dias e a vaga mais próxima está
aberta para o dia cinco de agosto. Na Capital Federal, a APS de maior
movimento, Taguatinga, tem vaga somente para o dia cinco de agosto.
No Espírito Santo somente na capital, Vitória, há
vagas para agosto. Nas cidades do interior a disponibilidade para a
perícia começa a partir de 13 de setembro, como em Linhares
(ES).
Há mais de dois anos a perícia vem alertando ao governo
da precariedade de suas condições de trabalho, como falta
de equipamentos, falta de segurança, falta de profissionais e
a otimização dos poucos espaços hoje existentes.
De acordo com Nota Técnica de 22 de março de 2010, da
Controladoria Geral da União (CGU), há uma defasagem atualmente
de 40% no número de consultórios para o atendimento médico
pericial previdenciário. A proposta da Associação
Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social (ANMP)
é de adoção de dois turnos de trabalho, com jornadas
de 30 horas corridas, permitindo o dobro do atendimento hoje disponibilizado
aos segurados que enfrentam as filas já citadas.
De acordo com os dados do INSS há uma defasagem nos quadros médicos
periciais de mais de mil profissionais. Foi feito um concurso para suprir
500, das 1.500 vagas existentes no início do ano.
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Agência Diap, 6 de julho
de 2010
Taxa assistencial: Sinttel/RR e
MPT firmam TAC que garante o desconto
No dia 23 de junho último
o advogado Hélio Stefani Gherardi, membro do corpo técnico
do DIAP, assessou o Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações
e Operadoras de Mesas Telefônicas do Estado de Roraima (Sinttel/RR)
na audiência realizada no Ministério Público do
Trabalho, convocada pelo Procurador Dr. Gilberto Souza dos Santos, no
processo nº IC 000128.2009.11.001/0-102.
Pela primeira vez foi firmado
um Termo Compromisso de Ajuste de Conduta (TAC) através do qual
o Ministério Público do Trabalho reconhece o direito do
desconto da Contribuição Sindical de associados e de não
associados.
Trata-se, segundo Gherardi,
de um reconhecimento histórico sendo a entidade sindical representativa
da categoria de telecomunicações a primeira no Brasil
a obter o aval no M.P.T. em relação à cobrança
da contribuição de não associados.
Acesse
a íntegra do TAC firmado.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
06/07/2010
Ação de R$ 4 milhões
é anulada no TST
A Seção II Especializada
em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho considerou
inválida citação, que, por ter sido encaminhada
ao endereço incorreto, resultou na condenação à
revelia da Caixa Econômica Federal. A ação trabalhista
já alcançava o valor atualizado de R$ 4 milhões
e estava em fase de execução. Por maioria, a SDI-2 julgou
procedente ação rescisória da Caixa e anulou todos
os atos processuais a partir da citação.
Trata-se de ação
movida por um ex-empregado, que, na petição inicial, informou
incorretamente o endereço da Caixa Econômica. Ao entregar
a citação do juiz do trabalho, o carteiro constatou que
não havia no endereço indicado agência da CEF e,
por iniciativa própria, resolveu procurar o endereço correto.
Ali, ele entregou a notificação, colhendo a assinatura,
que continha apenas o primeiro nome de quem a recebeu, sem nenhum outro
elemento identificador. O processo trabalhista seguiu o trâmite
normal, e a CEF foi condenada à revelia por não ter comparecido
à audiência. Na sentença o juiz da Vara do Trabalho
determinou que a Caixa fosse informada da decisão por meio de
notificação postal, sendo que esta, também, foi
destinada ao endereço errado. Mais uma vez, o carteiro dirigiu-se
ao endereço que entendia ser o correto. Porém, diferentemente
do que ocorrera na notificação anterior (citação),
ele colheu a assinatura de funcionário devidamente identificado
com o nome completo , nº da matricula e carimbo da CEF.
Diante disso, a empresa ingressou
com Ação Rescisória no Tribunal Regional do Trabalho
da 12ª Região com o objetivo de desconstituir a sentença
da Vara do Trabalho sob o argumento de cerceamento de defesa. O Regional
julgou improcedente o pedido, por considerar que os Correios haviam
tido êxito na entrega do documento para o seu correto destinatário.
Esse posicionamento levou a CEF a ingressar com Recurso Ordinário
no TST, reafirmando a tese de cerceamento de defesa.
Decisão
Ao julgar o recurso na SDI-2, o ministro Caputo Bastos observou que
o acórdão regional afirma que seria “presumível
que o agente do Correio tenha procedido à entrega da correspondência
no endereço correto”. Acrescentou que “em se tratando
de ato citatório, deve-se exigir a mínima comprovação
da regularidade da citação”, o que para ele se daria
com o carimbo indicando o cargo e matrícula de quem o recebeu.
Para o relator, não há elementos que confirmem que a assinatura
aposta no Aviso de Recebimento seja, realmente, da funcionária
da Caixa Econômica.
Caputo Bastos observa ainda que, mesmo que a lei determine que a notificação
inicial seja feita em registro postal (§ 1º do artigo 841
da CLT), “não se pode admitir que a incerteza quanto à
regularidade da citação possa impor à reclamada
os graves efeitos da revelia, pelo que entendo como vulnerados os princípios
constitucionais processuais inscritos no artigo 5º, LIV e LV, da
Constituição Federal, bem como o disposto no artigo 841,
§ 1º, da CLT”.
A SDI-2 julgou, por maioria de votos, procedente a ação
rescisória da CEF e decidiu anular todos os atos processuais
a partir da citação, determinando o envio (baixa) dos
autos à Vara do Trabalho da cidade de Florianópolis/SC,
para o seu processamento regular. Ficaram vencidos, na votação,
os ministros João Oreste Dalazen e Emmanoel Pereira, que entendiam
como válida a primeira citação.
(RO-AR-23.700-06.2007.5.12.0000)
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06/07/2010
SDI-1: empregado contratado para transportar
valores para banco não é bancário
O trabalho de conferência
e guarda de numerário representa terceirização
de atividade especializada de segurança bancária, e não
pode ser considerado atividade-fim do banco. Por essa razão,
uma trabalhadora contratada pela Prosegur Brasil – Transportadora
de Valores e Segurança para realizar o transporte e a conferência
de documentos e valores do Banco ABN AMRO Real não conseguiu
o enquadramento na categoria profissional de bancária.
A Seção I Especializada
em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho, por
maioria de votos, negou provimento ao recurso de embargos da empregada
por entender que a terceirização, no caso, é lícita.
Como esclareceu o relator, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, mesmo
que a trabalhadora tenha sido responsável pela abertura de malotes
provenientes de caixas-rápido do banco, com separação
e autenticação de documentos, além de contagem
de numerário, não caracteriza o exercício de atividades
tipicamente bancárias.
Segundo o ministro Aloysio,
a compensação de cheques e outros documentos é
atividade preponderantemente bancária, sujeita à fiscalização
do Banco Central. Entretanto, na hipótese em discussão,
a conferência dos valores depositados pelos clientes não
importa, por si só, em atividade bancária, quando realizada
pela empresa que faz o recolhimento dos malotes.
Ainda de acordo com o relator,
a terceirização tem, por princípio, a transferência
da responsabilidade por um serviço de uma empresa para outra
tendo como objetivo mais eficiência e competitividade. Ou seja,
a terceirização é ferramenta eficaz no mundo globalizado,
pois proporciona às empresas a possibilidade de se concentrarem
em suas atividades finalísticas. De qualquer modo, não
se confunde com precarização ou intermediação
de mão de obra.
O ministro Aloysio ainda chamou
a atenção para o fato de que a jurisprudência do
TST está consolidada no sentido de que é ilícita
a terceirização de atividade-fim da empresa, isto é,
da atividade especializada em que se baseia a própria existência
da empresa, porque a corte entende ser impossível a relação
triangular quando o trabalho a ser efetuado pela prestadora de serviços
está vinculado à atividade-fim da empresa tomadora dos
serviços.
Durante o julgamento, o ministro
Lelio Bentes Corrêa divergiu do relator e concordou com os argumentos
da trabalhadora. Na interpretação do ministro, como havia
manuseio, contagem de valores e autenticação de documentos
dos malotes pela empregada, e o banco tinha até um posto de serviço
dentro da Prosegur, a atividade desenvolvida não se resumia apenas
ao transporte (atividade-meio da empresa), mas possuía características
suficientes para o enquadramento dela como bancária. Essa interpretação
foi acompanhada pelos ministros Rosa Maria Weber e Augusto César
de Carvalho.
De qualquer modo, a maioria
dos ministros da SDI-1 concluiu pela validade da terceirização
realizada pelo banco com a empresa de segurança, inviabilizando
o enquadramento da trabalhadora como bancária. (E-ED-RR- 124800-30.2007.5.03.0137)
(Lilian Fonseca)
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FETRACOSPAR, 06 de julho de 2010 | Eventos
Reunião
FETRACONSPAR recebe Diretores da FETICOM
Santa Catarina
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ALTAMIRO PERDONÁ, CARLOS ALBERTO, GERALDO RAMTHUN
e MARIO FRAGOSO. |
O Presidente da FETRACONSPAR,
do DEPACOM, e Secretário Regional da CNTI – GERALDO
RAMTHUN, recebeu na sede da Federação, na manhã
de hoje (06/07), os Diretores da Federação dos Trabalhadores
nas Indústrias da Construção e do Mobiliário
de Santa Catarina – FETICOM/SC – ALTAMIRO PERDONÁ
(Presidente) e CARLOS ALBERTO BALDISSERA (Tesoureiro
Geral).Participou também o jornalista MARIO FRAGOSO.
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R7
NOTÍCIAS, 06 de julho de 2010 | Rio e Cidades
Sete operários morrem após
acidente em fábrica de cimento no Pará
Vítimas caíram de uma altura de
50 metros depois que laje desabou; quatro estão em coma
Do R7, com Fala Brasil
Sete operários morreram
e 18 ficaram feridos após o desabamento de uma laje em uma fábrica
de cimento em Itaituba, cidade a 1.626 km de Belém, no Pará.
As vítimas caíram de uma altura de 50 metros.
No momento do acidente, 50 pessoas
trabalhavam na fábrica. Além dos mortos, mais 18 pessoas
ficaram feridas e foram levadas para hospitais regionais de Itaituba
e Santarém (1.520 km). Quatro delas estão em coma.
Homens do Corpo de Bombeiros
estavam no local na manhã desta terça-feira (6) realizando
vistorias para determinar as causas do acidente.
Assista ao vídeo:
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