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O ESTADO DO PARANÁ,
13 de julho de 2010 | Economia
Valor da produção paranaense
vai crescer 20%
Helio Miguel
Enquanto o País deve passar por uma leve queda de 0,37% no Valor
Bruto da Produção (VBP) de suas 20 principais lavouras,
este ano, o Paraná deve recuperar boa parte da perda do ano passado
e aumentar o valor em 20,15%. De acordo com dados de junho, divulgados
ontem pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
(Mapa), a agricultura do Estado deve gerar, este ano, R$ 21,8 bilhões,
contra R$ 18,1 bilhões no ano passado.
O total é o segundo maior
do País, atrás apenas do Estado de São Paulo (R$
25,9 bilhões). O VBP nacional deve ficar em R$ 160,75 bilhões,
quase R$ 600 milhões menor que no ano passado, se considerado
o valor final do ano e descontada a influência da inflação,
no período. O valor gerado pela agricultura no Paraná,
em 2010, não deve superar os R$ 22,8 bilhões obtidos em
2008.
A recuperação
do indicador no Paraná, em relação ao ano passado,
se deve especialmente à soja, que deve gerar cerca de R$ 9,6
bilhões ao Estado, este ano. O crescimento em relação
a 2009, quando a produção totalizou R$ 7,16 bilhões,
é de 34,57%. O valor deve superar, inclusive, o patamar de R$
8,9 bilhões atingido na boa safra de 2008.
O segundo produto que mais deve gerar renda ao Estado é o milho,
com R$ 3,27 bilhões. O aumento em relação ao ano
passado, porém, é discreto: 1,9%. Já a cultura
com o maior crescimento proporcional deve ser a da batata, que ficou
60% mais cara para o consumidor, em Curitiba, este ano. A produção
deve passar de R$ 476,6 milhões, no ano passado, para R$ 758,4
milhões, este ano. A melhora é de 59,12%.
Por outro lado, o levantamento
prevê quedas consideráveis em alguns produtos, como o algodão,
a banana e a uva. Mas a mais importante é no feijão, que,
a exemplo do que aconteceu em 2009, deve continuar caindo em relação
ao ano anterior. A redução no valor produzido deve ser
de 22,54%, ou quase R$ 270 milhões, passando de R$ 1,19 bilhão,
no ano passado, para R$ 921 milhões, este ano.
Cana
O coordenador de Planejamento
Estratégico do Mapa, José Gasques, destacou o café
e a cana-de-açúcar como os principais responsáveis
pela sustentação do valor da produção nacional.
Ele lembrou que os produtos devem responder por 26,7% do valor total
da produção. No café, o preço real melhorou
5,6% em relação a 2009. Na cana, o aumento foi de 9,4%.
No Paraná, ambos
os produtos também devem passar por bons aumentos no valor produzido.
Para o café, está previsto um avanço de 47% em
relação ao ano passado, para um total de R$ 604,4 milhões.
Na cana-de-açúcar, a previsão de aumento é
de 5,29%, para R$ 1,87 bilhão. O valor é o terceiro maior
entre os produtos paranaenses.
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Agência
Brasil, 13 de julho de 2010
Cepal: igualdade no trabalho exige
novo pacto social
Na América Latina e no Caribe, as mulheres não apenas dedicam
mais tempo que os homens ao trabalho doméstico não remunerado,
mas também sua carga de trabalho total – incluindo as atividades
remuneradas – é maior. No entanto, continuam sendo discriminadas
no mercado de trabalho e recebem salários inferiores.
Esta realidade é analisada no documento “Que tipo de Estado?
Que tipo de igualdade?” que será apresentado na 11a Conferência
Regional sobre a Mulher da América Latina e do Caribe (Cepal),
que se realiza de 13 a 16 de julho em Brasília, Brasil.
O relatório examina as conquistas e desafios
enfrentados pelos governos da região em matéria de igualdade
de gênero. “Não será possível conseguir
igualdade de trabalho para as mulheres enquanto não for resolvida
a carga de trabalho não remunerado e de cuidados que recai historicamente
sobre elas. Neste sentido, é necessário buscar uma nova
equação virtuosa que inclua o Estado, o mercado e as famílias”,
assinalou Alicia Bárcena, Secretária Executiva da Cepal,
ao apresentar o documento.
O documento da Cepal acentua que o trabalho
é a base da igualdade entre os gêneros e para isto é
fundamental a conquista da autonomia econômica, física
e política das mulheres. A autonomia econômica implica
ter o controle sobre os bens materiais e recursos intelectuais e a capacidade
de decidir sobre a renda familiar.
O texto enfatiza a necessidade de tornar mais
visível o valor econômico e social do trabalho não
remunerado e de cuidados que é realizado pelas mulheres da região,
bem como a importância de dar-lhes poderes para que possam exercer
seu legítimo direito de escolha e assim participar em igualdade
de condições no mundo do trabalho e nas instâncias
de tomada de decisões.
Estado, família e mercado
E aponta como medidas para reverter esse quadro,
a adoção de políticas públicas que reformulem
os vínculos entre as três instituições fundamentais
da sociedade: Estado, família e mercado, para articular um novo
pacto social de redistribuição do trabalho total entre
homens e mulheres, a fim de facilitar o acesso delas ao mercado de trabalho
como parte de seus direitos humanos.
De acordo os dados medidos na carga de trabalho
total (remunerado e não remunerado) de homens e mulheres em vários
países da região, em todos os casos, o tempo de trabalho
total é maior para as mulheres do que para os homens e são
as mulheres que dedicam a maior parte de seu tempo ao trabalho não
remunerado.
No Brasil, por exemplo, as mulheres dedicam
56,6 horas semanais ao trabalho total, enquanto que os homens ocupam
52 horas. No México, as mulheres dedicam 76,3 horas contra apenas
58,4 dos homens.
Dados de 2008 mostram que 31,6% das mulheres
de 15 anos ou mais na região não tinham renda própria,
enquanto que somente 10,4% dos homens estavam nessa condição.
As mulheres superam os homens em termos de desemprego (8,3% contra 5,7%)
e, embora a brecha salarial entre os gêneros tenha diminuído
– a renda média das mulheres passou de 69% da dos homens
em 1990 para 79% em 2008 –, as mulheres continuam ocupando os
cargos de baixo nível hierárquico e recebem salários
menores para um trabalho de igual valor que o dos homens.
De Brasília
Márcia Xavier
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The Independent, 13 de julho
de 2010
Jornal britânico diz que
Brasil vive milagre econômico
O bom momento econômico do Brasil foi tema de uma reportagem de
duas páginas publicada nesta sexta-feira (9) pelo diário
britânico The Independent. Sob o título "No topo do
mundo: Por que o Brasil está crescendo", o correspondente
do diário em São Paulo, David Usborne, afirma que "não
é possível passar um dia no Brasil sem sentir os milagres
econômicos que acontecem" no país.
A reportagem que ocupa as duas páginas centrais do jornal é
acompanhada por três imagens. As fotos são da estátua
do Cristo Redentor no Corcovado, de torcedores acompanhando uma partida
de futebol da seleção brasileira e do presidente Lula
em sua recente viagem ao Quênia. Ainda assim, a reportagem afirma
que o Brasil "é um país que se moveu para longe dos
clichês de sua marca internacional".
"Brasília está
agonizando sobre como manter o controle sobre seu boom econômico,
enquanto o resto de nós (na Europa) está brigando sobre
os respectivos benefícios da austeridade para cortar o déficit
versus os gastos para estimular a economia", observa o jornalista.
A reportagem comenta ainda a
proximidade das eleições presidenciais de outubro, citando
as pesquisas que apontam uma disputa acirrada entre a ex-ministra Dilma
Rousseff, candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
contra o ex-governador de São Paulo José Serra.
O jornal diz que o próximo
presidente vai herdar um país em plena efervescência, com
a perspectiva da realização da Copa do Mundo de 2014,
da Olimpíada de 2016 e da exploração das vastas
reservas de petróleo na camada do pré-sal.
Apesar disso, o jornal adverte
que ainda é possível encontrar "muitas pessoas sensatas"
no Brasil dispostas a identificar problemas, como a falta de investimentos
em infraestrutura e em educação ou a burocracia e o sistema
tributário complexo.
O texto lembra que o Brasil
permanece um dos países com a maior desigualdade entre ricos
e pobres, segundo o Banco Mundial, mas observa que essa diferença
caiu durante o governo Lula.
"É verdade que as
favelas, com esgotos a céu aberto, armas e drogas, permanecem
uma característica da paisagem urbana, especialmente no Rio de
Janeiro, onde será necessária mais do que uma plástica
antes dos Jogos de 2016", diz a reportagem. "Mas o número
de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza caiu durante os dois mandatos
de Lula de 50 milhões para 30 milhões" ressalta.
A reportagem comenta também
a descoberta brasileira de reservas de petróleo na camada do
pré-sal, a aproximação do país com a China
e a estabilidade econômica.
Por fim, o jornal adverte que,
apesar de todos esses sinais positivos, o futuro do país não
está garantido. Segundo o texto, alguns economistas advertem
para uma possível bolha de crescimento que estaria se formando
principalmente por conta da entrada de uma grande quantidade de capital
estrangeiro e do fortalecimento do real.
Fonte: Blog Amigos do presidente
Lula
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O ESTADO DO PARANÁ,
13 de julho de 2010 | Política
Estados querem mais verba federal para
habitação
Secretários estaduais de Habitação e Desenvolvimento
Urbano querem verba federal para colocar em prática um plano
de erradicação das áreas de risco e o monitoramento
de regiões inundáveis no Brasil. Estados afetados por
desastres naturais, como as fortes chuvas que devastaram Alagoas e Pernambuco
essa semana, teriam prioridade na transferência de recursos dos
programas habitacionais, como o "Minha Casa, Minha Vida".
Bandeira da candidata governista,
Dilma Rousseff (PT), o programa enfrenta uma espécie de efeito
às avessas. O aporte de subsídios federais para a construção
de 1 milhão de casas pela iniciativa privada provocou uma verdadeira
corrida a terrenos, o que fez sumir os espaços ainda vazios para
construção e o preço do metro quadrado disparar
nas periferias. É justamente nessas áreas, onde as favelas
e assentamentos precários crescem à revelia da lei, que
vivem as famílias mais afetadas pelas chuvas.
Reunidos no Fórum Nacional de Habitação e Desenvolvimento
Urbano, os secretários estaduais querem que o governo federal
libere verbas para o mapeamento das áreas de maior risco. E recursos
da habitação destinados, prioritariamente, para a retirada
das famílias dessas áreas. Das 8 milhões de unidades
necessárias para acabar com o déficit habitacional no
Brasil, cerca de 3 milhões estão em zonas de risco. Presidido
pelo secretário de Habitação de São Paulo,
Lair Krähenbühl, o Fórum definiu uma agenda nacional
para o setor que será entregue aos candidatos a presidência.
Entre as reivindicações
estão aumento de 35% no valor do subsídio nas regiões
metropolitanas, que passaria a R$ 70 mil, e de 25% nos municípios,
para R$ 53 mil. Nas cidades com até 50 mil habitantes, o fórum
propõe mínimo de R$ 20 mil em subsídios por unidade.
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Congresso em Foco, 13 de
julho de 2010
Pelo menos 207 candidatos na mira
do ficha limpa
Dados colhidos pelo Congresso em Foco até
as 22h de ontem (12) mostram que já passam das duas centenas
os pedidos de impugnação feitos pelo Ministério
Público Eleitoral. Garotinho, Jader Barbalho e Joaquim Roriz
estão na lista
Mário Coelho e Thomaz Pires
A Lei do Ficha Limpa (Lei Complementar
135/10) já poderá tirar da disputa eleitoral de outubro
pelo menos 207 candidatos. Entre eles, pesos pesados da política,
como Joaquim Roriz (quatro vezes governador do Distrito Federal), Anthony
Garotinho (ex-governador do Rio e ex-candidato à Presidência
da República) e Jader Barbalho (ex-governador do Para e ex-presidente
do Senado). Levantamento feito pelo Congresso em Foco nos sites das
27 unidades do Ministério Público Federal (MPF) mostrou
que os procuradores eleitorais procuraram passar um pente fino em todos
os registros apresentados à Justiça Eleitoral até
a última segunda-feira (5).
Os dados foram recolhidos até
às 22h de ontem (12). No entanto, os números devem aumentar,
já que o MPE estuda, em vários estados, os registros de
candidatura. Além disso, das 27 unidades da federação,
somente 11 tinham colocado em suas páginas oficiais as listas
com os pedidos de impugnação dos candidatos. Todas as
ações devem ser julgadas até 5 de agosto, de acordo
com o calendário eleitoral estabelecido pelo Tribunal Superior
Eleitoral (TSE).
Além disso, outro fato
que pode fazer o número aumentar e retirar ainda mais pessoas
com problemas na Justiça da disputa é a falta de documentação
na hora de fazer o registro. Somente em Goiás, de acordo com
informações da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-GO),
74 candidatos não entregaram as certidões criminais e
podem sair da disputa eleitoral. Caso não tenham condenações
por órgãos colegiados, voltam à corrida.
O estado com o maior número
de pedidos, até o momento, é o Ceará, com 41. Ele
é seguido do Maranhão (40), Rio de Janeiro (34), Goiás
(27), Tocantins (23), Acre (16), Pará (10), Alagoas (6), Distrito
Federal (5), Rio Grande do Norte (2) e Sergipe (1). Esses estados divulgaram
os motivos das ações. A conta também pode aumentar
por outro motivo. Dois estados, Minas Gerais e Rondônia, não
discriminaram se pediam a impugnação com base na Lei do
Ficha Limpa. Somente em Minas foram 204 pedidos de impugnação
até a última quinta-feira (8). Em Rondônia, foram
protocoladas 234 representações.
Veja
a lista dos pedidos de impugnação apresentados com base
no ficha limpa
Entre elas, está a do
ex-senador Expedito Junior (PSDB). Ele foi cassado pelo TSE por compra
de votos nas eleições de 2006. A sentença transitou
em julgado, e ele perdeu, na época, os direitos políticos
por três anos. Porém, com o ficha limpa, esse período
aumenta para oito anos. No entanto, os advogados do tucano acreditam
que, pelo fato de não haver mais possibilidade de recurso, e
Expedito já ter cumprido a pena, que a perda dos direitos políticos
dele não pode ser ampliada.
Jader Barbalho
Outra candidatura contestada
pelo MPE é a do deputado Jáder Barbalho (PMDB-PA). Ele
renunciou ao mandato de senador em em 2001, depois que o Conselho de
Ética da Casa acatou o pedido de abertura de processo disciplinar
contra ele para apurar seu envolvimento nos desvios de recursos do Banpará.
Como ele, o deputado Paulo Rocha, que deixou a Câmara em 2005
depois que seu nome foi citado no caso do mensalão.
Casos como dos ex-governadores
da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), e do Maranhão,
Jackson Lago (PDT), que foram cassados por abuso de poder econômico,
continuam a suscitar debates. Porém, na visão dos integrantes
do Ministério Público Eleitoral, eles estão inelegíveis
de acordo com a nova legislação eleitoral.
“Na consulta 1147/DF,
o TSE afimou que com a nova lei, candidatos com condenações
anteriores tornaram-se inelegíveis pelo prazo de oito anos, ainda
que o prazo de três anos da lei anterior tenha sido cumprido”,
afirmou o procurador regional eleitoral de Alagoas, Rodrigo Tenório.
Roriz
O Ministério Público
também pediu a cassação do registro do ex-governador
Joaquim Roriz (PSC-DF). De acordo com o procurador regional eleitoral,
Renato Brill de Góes, a
candidatura dele deve ser impedida porque o político renunciou
em 2007 ao mandato de senador para escapar da cassação
(o que gera inelegibilidade pela Lei da Ficha Limpa).
À época, uma representação
do Psol acusava Roriz de participar de um esquema de desvio de dinheiro
do Banco de Brasília. O pedido era baseado nas conversas telefônicas
feitas durante a Operação Aquarela da Polícia Civil
do Distrito Federal, que mostraram o senador tratando do desconto e
partilha de R$ 2,2 milhões. O
Psol também pediu a impugnação da candidatura do
ex-governador.
Segundo as normas do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE), candidatos, partidos políticos, coligações
e o Ministério Público Eleitoral têm legitimidade
para impugnar as candidaturas, por meio de uma petição
fundamentada ao TRE. A legislação também permite
que qualquer cidadão no gozo de seus direitos políticos,
no mesmo prazo, dê notícia de inelegibilidade ao juiz eleitoral.
Terminado o prazo para impugnação,
os candidatos ou a coligação serão notificados
por fax, uma vez que eles terão um prazo de sete dias para contestar
o resultado ou se manifestar sobre a inelegibilidade. Encerrado o prazo
para produção de provas, as partes apresentarão
alegações no prazo também de cinco dias. Depois,
concluso para o relator, o processo irá para julgamento pelo
TRE e, conforme a decisão, é possível recorrer
ao TSE.
Heráclito
Enquanto mais de 200 têm
seus registros contestados, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI)
conseguiu uma sobrevida no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi condenado
pelo Tribunal de Justiça do Piauí por conduta lesiva ao
patrimônio público. Após a sua condenação,
Heráclito entrou com um recurso suspensivo no Supremo. A ação
começou a ser julgada em novembro de 2009 pela 2ª Turma,
mas foi interrompida por pedido de vista do ministro Cezar Peluso.
O ministro Gilmar Mendes concedeu
a suspensão dos efeitos da Lei da Ficha Limpa ao parlamentar
alegando que o recurso não poderia mais ser julgado antes do
prazo de registro das candidaturas. Porém, a liminar pode ter
efeito contrário ao senador do DEM, que tenta a reeleição.
A nova legislação prevê que, com a concessão
do benefício, o processo seja julgado mais rápido pela
Justiça.
Veja
a lita dos pedidos de impugnação apresentados com base
no ficha limpa
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O ESTADO DO PARANÁ,
13 de julho de 2010 | Política
Procuradores pedem impugnação
de 371 candidatos
Pelo menos 371 políticos que pretendem concorrer a cargos públicos
nas eleições deste ano tiveram suas candidaturas contestadas
na Justiça Eleitoral. Levantamento feito pelo jornal O Estado
de S. Paulo junto a órgãos do Ministério Público
(MP) e da Justiça indica que grande parte deles é acusada
por ter "ficha suja". A lista de candidaturas questionadas
ainda deve crescer ao longo desta semana, quando termina o prazo para
o MP apresentar os pedidos de impugnação.
Dados preliminares da Justiça
Eleitoral indicam que cerca de 20 mil políticos pediram registro
para disputar as eleições de outubro. De acordo com decisão
recente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os condenados por tribunais
não poderão se candidatar porque esse impedimento está
previsto na Lei da Ficha Limpa. Pela interpretação da
lei, que foi sancionada no dia 4 de junho, deverão ser barrados
até mesmo os políticos condenados no passado e aqueles
que renunciaram ao mandato para fugir de processo de cassação.
Entre os que tiveram candidaturas
questionadas pelo MP até agora estão o deputado Jader
Barbalho (PMDB-PA), que pretende concorrer ao Senado, e o ex-governador
e ex-senador Joaquim Roriz (PSC-DF), que quer voltar a governar o Distrito
Federal. Os dois renunciaram no Senado para evitar possíveis
cassações. As impugnações terão de
ser analisadas até 19 de agosto. Em tese, recursos ainda poderão
ser encaminhados ao TSE e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Em Alagoas, a Procuradoria Regional
Eleitoral protocolou ontem seis ações de impugnação
de registro de candidaturas com base na Lei da Ficha Limpa. Entre as
candidaturas questionadas está a do ex-governador Ronaldo Lessa
(PDT), que disputa de novo o governo do Estado.
Pará e Rio
Já no Pará,
além de Jader, nove políticos tiveram suas candidaturas
contestadas por causa de rejeição de contas relativas
a administrações anteriores ou em virtude de renúncias.
Um deles é o deputado Paulo Rocha (PT), que agora pediu o registro
para concorrer ao Senado. Ele é suspeito de envolvimento no esquema
do mensalão do PT. Outro político que teve a candidatura
contestada foi o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (PR).
Ele foi condenado pela Justiça Eleitoral por abuso de poder econômico
nas eleições de 2008, junto com sua mulher, Rosinha. As
informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Folha de S.Paulo, 13 de
julho de 2010
AFINIDADES ELETIVAS
Aliança PT-PMDB demorou 30 anos
para ser fechada
MAURICIO PULS
DE SÃO PAULO
A candidata do PT ao Planalto,
Dilma Rousseff, inaugura hoje em Brasília, às 18h, o seu
comitê central ao lado do vice, Michel Temer, e da cúpula
do PMDB -que desde 2004 integra o governo Lula.
A aliança PT-PMDB hoje parece natural, mas demorou 30 anos para
ser fechada. Quando foi fundado, em 1980, o PT atraiu alguns parlamentares
do antigo MDB, mas os dois logo entraram em choque, pois disputavam
fatias do mesmo eleitorado.
O PMDB acusava o PT de dividir a oposição e "fazer
o jogo" da ditadura, enquanto o PT o chamava de "partido burguês".
"Nosso adversário é o PMDB", dizia Lula.
Os dois partidos atuaram juntos na campanha das diretas-já, em
1984, mas se separaram assim que a emenda foi rejeitada: o PMDB conseguiu
eleger Tancredo Neves, mas o PT se negou a participar do Colégio
Eleitoral e forçou a saída dos dissidentes.
Lula fez oposição sistemática à gestão
de José Sarney (PMDB) e se recusou a votar o texto da Constituição
de 88, elaborada por um Congresso de maioria peemedebista.
Na campanha presidencial de 1989, o candidato do PMDB, Ulysses Guimarães,
se dispôs a apoiá-lo no segundo turno, mas o PT vetou sua
presença no palanque. Em 1992, após a queda de Collor,
o PT suspendeu Luiza Erundina, que aceitara ser ministra de Itamar Franco.
É só a partir de 1998 que Lula vai atrás do PMDB.
Este se alia aos tucanos em 2002, mas o PT já obtém o
apoio de Sarney e Quércia. O PMDB entra no governo em 2004 e,
a cada crise política, vai ampliando a cota de ministérios.
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Vermelho, 13 de julho de 2010
Centrais acusam Serra (PSDB) de
impostura e golpe contra trabalhadores
Em manifesto, cinco centrais
sindicais reconhecidas pelo Ministério do Trabalho - CUT, Força
Sindical, CTB, Nova Central e CGTB - denunciam o candidato tucano José
Serra como inimigo dos trabalhadores e suas organizações.
Documento foi divulgado na última quarta-feira (7), em SP
As centrais sindicais lançaram
manifesto conjunto, na última quarta-feira (7), em que alertam
a população para que não se deixe enganar pelas
mentiras veiculadas na rádio e na televisão por José
Serra, candidato de Fernando Henrique e do PSDB à Presidência
da República, a respeito de pretensas medidas que teria proposto
em prol da classe trabalhadora. Serra age como um verdadeiro lobo vestido
em pele de cordeiro.
Sob o título "Serra:
impostura e golpe contra os trabalhadores", CUT, Força Sindical,
CTB, CGTB e Nova Central denunciam que "o candidato José
Serra (PSDB) tem se apresentado como um benemérito dos trabalhadores,
divulgando inclusive que é o responsável pela criação
do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e por tirar do papel o Seguro-Desemprego.
Não fez nenhuma coisa nem outra. Aliás, tanto no Congresso
Nacional quanto no governo sua marca registrada foi atuar contra os
trabalhadores". De acordo com as centrais, "a mentira tem
perna curta e os fatos desmascaram o tucano".
Falsificando
a história
A nota assinada pelos presidentes das centrais - Wagner Gomes, da Central
dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil; Artur Henrique, da Central
Única dos Trabalhadores; Miguel Torres, em exercício,
da Força Sindical; Antonio Neto, da Central Geral dos Trabalhadores
do Brasil e José Calixto Ramos, da Nova Central Sindical dos
Trabalhadores - ressalta é fundamental que a população
seja bem informada a respeito dos fatos para que dimensione o tamanho
da falsidade que vem sendo divulgada pelo PSDB.
"A verdade", esclareceram,
é que "o seguro-desemprego foi criado pelo decreto presidencial
2.284, de 10 de março de 1986, assinado pelo então presidente
José Sarney. Sua regulamentação ocorreu em 30 de
abril daquele ano, através do Decreto 92.608, passando a ser
concedido imediatamente aos trabalhadores".
Da mesma forma, "o FAT
foi criado pelo Projeto de Lei 991, de 1988, de autoria do deputado
Jorge Uequed (PMDB/RS). Um ano depois Serra apresentou um projeto sobre
o FAT (2.250/1989), que foi considerado prejudicado pelo plenário
da Câmara dos Deputados, na sessão de 13 de dezembro de
1989, uma vez que o projeto de Jorge Uequed já havia sido aprovado".
Reprovado
pelo DIAP
Na Assembleia Nacional Constituinte (1987/1988), o candidato tucano
votou reiteradamente contra os trabalhadores, assinala o manifesto:
"Serra não votou pela redução da jornada de
trabalho para 40 horas; não votou pela garantia de aumento real
do salário mínimo; não votou pelo abono de férias
de 1/3 do salário; não votou para garantir 30 dias de
aviso prévio; não votou pelo aviso prévio proporcional;
não votou pela estabilidade do dirigente sindical; não
votou pelo direito de greve; não votou pela licença paternidade;
não votou pela nacionalização das reservas minerais".
Por isso, conforme recordam
os sindicalistas, José Serra foi reprovado pelo Departamento
Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), que conferiu aos parlamentares
uma nota entre zero a dez de acordo com a posição assumida
na votação dos temas de interesse da classe trabalhadora,
em particular o capítulo sobre direitos sociais.
Serra, que a esta altura já
tinha se bandeado para o lado da direita, teve nota 3,75 pelo desempenho
na Constituinte. Vale lembrar que no primeiro turno da Constituinte,
o atual candidato tucano tirou nota 2,50 e, no segundo turno, por se
ausentar em várias votações em que havia votado
contra, levou nota 5,0 - o que lhe elevou a média para 3,75.
Homem
do capital financeiro
Já em 1994, diante da proposta de Revisão Constitucional,
lembram as centrais, "Serra apresentou a proposta 16.643, para
permitir a proliferação de vários sindicatos por
empresa, cabendo ao patrão decidir com qual sindicato pretendia
negociar. Ainda por essa proposta, os sindicatos deixariam de ser das
categorias, mas apenas dos seus representados. O objetivo era óbvio:
dividir e enfraquecer os trabalhadores e propiciar o lucro fácil
das empresas. Os trabalhadores enfrentaram e derrotaram os ataques de
Serra contra a sua organização, garantindo a manutenção
de seus direitos previstos no artigo 8º da Constituição".
Conforme o manifesto, "é
por essas e outras que Serra, enquanto governador de São Paulo,
reprimiu a borrachadas e gás lacrimogêneo os professores
que estavam reivindicando melhores salários; jogou a tropa de
choque contra a manifestação de policiais civis que reivindicavam
aumento de salário, o menor salário do Brasil na categoria;
arrochou o salário de todos os servidores públicos do
Estado de São Paulo".
"As centrais sindicais
brasileiras estão unidas em torno de programa de desenvolvimento
nacional aprovado na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora,
em 1º de junho, com mais de 25 mil lideranças sindicais,
contra o retrocesso e para garantir a continuidade do projeto que possibilitou
o aumento real de 54% do salário mínimo nos últimos
sete anos, a geração de 12 milhões de novos empregos
com carteira assinada, que acabou com as privatizações,
que descobriu o pré-sal e tirou mais de 30 milhões de
brasileiros da rua da amargura", conclui o documento assinado pela
CUT, Força Sindical, CTB, Nova Central e CGTB.
Enfim, Serra é um homem
do capital financeiro e, como tal, já se revelou inimigo da classe
trabalhadora. Definitivamente não merece a confiança das
centrais sindicais.
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O ESTADO DO PARANÁ,
13 de julho de 2010 | Política
Centrais sindicais são 'aparelhos
do PT', diz Guerra
O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), rebateu
hoje críticas das centrais sindicais ao candidato tucano à
sucessão presidencial, José Serra. O PT divulgou anteontem
um manifesto elaborado por cinco centrais que acusa o tucano de "impostura"
e "golpe contra os trabalhadores" por se dizer autor de iniciativas
trabalhistas como a criação do Fundo de Amparo ao Trabalhador
(FAT) e do seguro-desemprego. O presidenciável tucano apresentou-se
em programas partidárias de aliados, que foram ao ar na TV, como
criador das iniciativas.
"Quando as centrais falam
de política, elas são evidentemente palanques, aparelhos
do PT. É o PT falando", afirmou Guerra, ao chegar no comitê
de Serra, na capital paulista, onde se reúne com a coordenação
de campanha. Para o presidente do PSDB, o documento elaborado pelas
centrais é "parcial" e sem fundamento, mas não
surpreende os tucanos. "Não há novidade nenhuma.
Surpreendente seria se as centrais sindicais dessem uma palavra a favor
de Serra", criticou. "Isso é uma ação
defensiva da campanha da Lula, quer dizer, da Dilma (Rousseff). Que,
na falta do que fazer, fala isso", disse o tucano, confundindo
o nome da candidata do PT à sucessão presidencial com
o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Questionado se reiterava essas
credenciais de Serra, Guerra respondeu: "O Serra ajudou em tudo
isso. E muito. Eu não estava no Congresso (quando Serra legislou
em favor das medidas), mas logo em seguida eu cheguei lá",
disse o tucano. "Serra teve um papel relevante em vários
assuntos na questão sindical e sempre de forma positiva. Eu tenho
depoimentos de muita gente, do meio sindical, que diz isso."
Guerra desafiou ainda os dirigentes
sindicais a mostrarem o que Dilma fez pelos trabalhadores. "Eles
estão apoiando a Dilma por quê? Quando, onde, em que circunstâncias,
em que momento Dilma deu apoio à luta dos trabalhadores? Eu nunca
ouvi falar e tenho certeza de que ninguém ouviu falar, nem as
centrais sindicais."
No documento divulgado
pelo PT na internet, o grupo de cinco centrais sindicais (CUT, Força
Sindical, CTB, CGTB e Nova Central) nega que Serra seja autor tanto
do FAT quanto do seguro-desemprego. De acordo com as centrais, o seguro-desemprego
foi criado pelo decreto presidencial número 2.284, de 10 de março
de 1986, assinado pelo então presidente José Sarney. Já
o FAT foi criado pelo Projeto de Lei número 991, de 1988, de
autoria do deputado Jorge Uequed (PMDB-RS).
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Agência Diap, 13 de
julho de 2010
Incentivos fiscais às empresas
que contratarem jovens entre 18 e 24 anos
Empresas que contratarem trabalhadores
jovens, com idade entre 18 e 24 anos, ou com mais de 50 anos poderão
ter desconto no Imposto de Renda devido.
Dois projetos que tratam da
concessão de incentivos fiscais a empresas que admitirem funcionários
nessas faixas etárias serão analisados pela Comissão
de Assuntos Econômicos.
O primeiro, PLS 220/00, do senador
Mozarildo Cavalcanti (PTB/RR), que dispõe sobre incentivos fiscais
a empresas privadas que contratem trabalhadores de faixa etária
a partir de 50 anos.
O Segundo, PLS 185/03, do ex-senador
Sibá Machado (PT/AC), que institui incentivo fiscal à
contratação de jovens para o primeiro emprego em microempresas
e empresas de pequeno porte inscritas no Simples.
O relator, senador João
Vicente Claudino (PTB/PI) apresentou parecer pela aprovação
do PLS 220/00, nos termos do substitutivo que apresenta, e pela rejeição
do PLS 185/03.
Outro projeto (PLS 509/07) concede
abatimento no Imposto de Renda (IR) às pessoas físicas
e jurídicas que façam doações financeiras
a fundos públicos de geração de emprego.
A Comissão se reúne,
nesta terça-feira (13), na sala 19, da Ala Alexandre Costa, às
10h.
Comissão de Assuntos Sociais
Regulamentação
da profissão de comerciário
A Comissão de Assuntos Sociais do Senado realiza audiência
pública sobre a regulamentação da profissão
de comerciário, com representantes de empresários e trabalhadores
do setor.
Há dois projetos de lei
que tratam deste assunto no colegiado. O primeiro é o PLS 115/07,
do senador Paulo Paim (PT/RS). O segundo é o PLS 152/07, do senador
Pedro Simon (PMDB/RS). A relatora de ambos os projetos é a senadora
Rosalba Ciarlini (DEM/RN).
Foram convidados para o debate
o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP), presidente licenciado da
Força Sindical; Artur Henrique da Silva Santos, presidente da
Central Única dos Trabalhadores (CUT); Roque Pellizzaro Júnior,
presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas;
José Paulo Dornelles Cairolli, presidente da Confederação
das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil; e
Antonio de Oliveira Santos, presidente da Confederação
Nacional do Comércio.
O debate vai ser nesta terça-feira
(13), na sala 9, da Ala Alexandre Costa, às 10h.
Regulamentação
de profissão
A Comissão poderá votar projeto (PLS 187/09), que regulamenta
o exercício da profissão de analista de sistemas.
Está em análise
também projeto que determina que alunos com diabetes, hipertensão
ou anemia recebam alimentação diferenciada em escola pública.
As matérias têm decisão terminativa na comissão.
A sessão do colegiado
vai ser na sala 9 da Ala Alexandre Costa, às 11h30, desta terça-feira
(13).
Suspensão do
contrato de trabalho
Está ainda na pautada CAS, o PLS 76/05, do senador Jefferson
Peres (PDT/AM), que altera a redação do artigo 476-A da
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com o objetivo
de instituir a suspensão do contrato de trabalho em caso de crise
econômico-financeira da empresa.
O relator, senador Raimundo
Colombo (DEM/SC) ofereceu parecer pela aprovação da matéria.
Qualificação
profissional
Consta ainda na pauta da CAS, o PLS 251/07, do senador Aloizio Mercadante
(PT/SP), que altera o artigo 19 da Lei 7.998, de 11 de janeiro de 1990,
para incluir entre as competências do Codefat a definição
dos critérios para a utilização dos recursos do
FAT para a qualificação dos profissionais dos órgãos
de segurança pública.
A relatora, senadora Lúcia
Vânia (PSDB/GO) apresentou parecer pela aprovação
do projeto e da Emenda 1 (CCJ), com a emenda que apresenta.
Trabalho do idoso
O PLS 314/07, da senadora Lúcia Vânia (PSDB/GO), que altera
a Lei 9.029, de 1995, para vedar a fixação de limite etário
máximo e outras práticas discriminatórias, na admissão
ou permanência da relação jurídica de trabalho
do idoso e dá outras providências pode ser objeto de deliberação
na CAS.
O relator, senador Garibaldi
Alves Filho (PMDB/RN) apresentou parecer pela aprovação
do projeto, com a emenda.
Dissídio coletivo
de trabalho
O PLS 285/08, do senador Magno Malta (PR/ES), que altera a Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT), para dispor sobre o dissídio coletivo
de trabalho.
O relator, senador Mozarildo
Cavalcanti (PTB/RR) ofereceu parecer pela aprovação do
projeto.
Acidentes de trabalho
O PLS 92/06, do senador Valdir Raupp (PMDB/RO), que acrescenta parágrafos
3º e 4º ao artigo 12 da Lei 6.019 de 3 de janeiro de 1974,
para dispor sobre a responsabilidade civil nos acidentes ocorridos no
trabalho temporário ou terceirizado e dá outras providências.
O relator, senador José
Nery (PSol/PA) apresentou parecer pela aprovação do projeto
com duas emendas que apresenta.
Aviso prévio
O PLS 310/09, do senador Antonio Carlos Júnior (DEM/BA), que
acrescenta artigo 487-A à Consolidação das Leis
do Trabalho (CLT), para prever a obrigação de informar
aos empregados, por meio do aviso prévio ou do recibo de rescisão
contratual, o prazo prescricional do direito de ação previsto
no inciso XXIX do artigo 7º da Constituição e dá
outras providências.
O relator, senador Heráclito
Fortes (DEM/PI) ofereceu parecer pela aprovação do projeto.
Comissão de Agricultura e
Reforma Agrária
Trabalhador rural
Está na pauta da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária,
o PLS 458/09, do senador Gilberto Goellner (DEM/MT), que altera a Lei
5.889, de 8 de junho de 1973, que estatui normas reguladoras do trabalho
rural, com objetivo de sua adequação e modernização.
O relator, senador Raimundo
Colombo (DEM/SC) ofereceu parecer pela aprovação do projeto,
nos termos da emenda (substitutiva) que apresentou.
A Comissão vai se reunir,
nesta terça-feira (13), às 9h30, na sala 7, da ala senador
Alexandre Costa.
Comissão de Constituição,
Justiça e Cidadania
Servidor aposentado
Está na agenda da CCJ, o PLS 273/08, do senador Romeu Tuma (PTB/SP),
que acrescenta parágrafo 4° ao artigo 186 da Lei 8.112, de
11 de dezembro de 1990, Regime Jurídico Único (RJU), dos
servidores públicos civis da União, das autarquias e das
fundações públicas federais, com o objetivo de
permitir que o servidor público civil aposentado por invalidez,
possa exercer atividades de assessoria intelectual remunerada.
O relator, senador Neuto de
Conto (PMDB/SC) ofereceu parecer pela aprovação da matéria
com duas emendas.
Terceirização
do trabalho no campo
Continua na pauta da CCJ o polêmico projeto que permite a atividade
de empresas de trabalho temporário no meio rural. Trata-se do
PLS 171/04, do senador Ramez Tebet (PMDB/MS).
A alteração na
lei abre brecha para a terceirização indiscriminada do
trabalho no meio rural. A mudança pode facilitar a ação
dos "gatos", como vulgarmente são conhecidos os aliciadores
que atuam no campo brasileiro.
A senadora Kátia Abreu
(DEM/TO) apresentou parecer pela aprovação, com a emenda
apresentada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária
(CRA). A senadora Marina Silva (PV/AC) apresentou voto em separado pela
rejeição da matéria, por inconstitucionalidade
e injuridicidade.
Em seguida, a matéria
será apreciada também pela Comissão de Assuntos
Sociais (CAS), em decisão terminativa.
Aposentadoria do servidor
O PLS 250/05 (complementar), do senador Paulo Paim (PT/RS), que estabelece
requisitos e critérios diferenciados para a concessão
de aposentadoria aos servidores públicos portadores de deficiência
consta da agenda da CCJ.
O relator, senador Valdir Raupp
(PMDB/RO) apresentou parecer favorável à matéria
e à emenda 1.
A reunião na CCJ acontece,
nesta quarta-feira (14), às 10 horas, no plenário 3, ala
Alexandre Costa.
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Agência Senado, 13 de
julho de 2010
PEC que estende licença
maternidade para 180 dias deverá ser destaque das votações
de agosto
Na última semana, o Plenário
do Senado fechou a pauta de votações do semestre com uma
série
de aprovações importantes, na terça-feira (6)
e quarta-feira (7). Os dois dias de votações, porém,
não foram suficientes para esgotar a lista de matérias
que havia sido pactuada pelos líderes.
Assim, na mesma ocasião,
por iniciativa do líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR),
foi marcado um novo esforço concentrado após o recesso,
nos dias 10 e 11 de agosto. Nesse período, o destaque deverá
ser a votação da Proposta de Emenda à Constituição
(PEC
64/07) da senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) que estende a licença
maternidade para 180 dias. A matéria chegou a ser aprovada em
primeiro turno na última semana.
Também está na
lista de prioridades para agosto a conclusão da tramitação
da PEC
17/10, do próprio Jucá, que trata do quadro de servidores
civis e militares dos ex-territórios federais do Amapá
e de Roraima, além de uma série de projetos de lei.
Entre esses, está o Projeto
de Lei da Câmara 6/09,
que reestrutura e moderniza o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência
(SBDC) e fortalece a atuação do Conselho Administrativo
de Defesa Econômica (Cade).
De acordo com Jucá, para
que não sejam inviabilizadas as deliberações importantes
do Senado devido ao período eleitoral, no mês de setembro
também será realizado um "esforço concentrado",
ainda sem data marcada.
Raíssa Abreu / Agência
Senado
(Reprodução autorizada mediante citação
da Agência Senado)
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Agência Diap, 13 de
julho de 2010
Senado aprova ampliação
da licença-maternidade de 4 para seis meses
Na última quarta-feira
(7), o Senado Federal aprovou a proposta de emenda à Constituição
(PEC) 64/07, da senadora Rosalba Ciarlini (DEM/RN), que altera a licença-maternidade
de quatro para seis meses.
A proposta, que recebeu 54 votos
favoráveis e nenhum contra, será votada ainda em segundo
turno e depois segue para análise na Câmara dos Deputados.
Somente após aprovação na Câmara, o texto
vai à promulgação.
O projeto modifica a Constituição
Federal para tornar obrigatória a licença de 180 dias
para empresas públicas e privadas.
Na prática, a proposta
amplia o alcance da Lei 11.770, de 2008, que faculta às empresas
a concessão da licença de seis meses. Em contrapartida,
a norma garante a dedução das despesas extras do Imposto
de Renda.
Hoje, as servidoras públicas
tem acesso ao benefício, mas as trabalhadores da iniciativa privada
para ter acesso à ampliação da licença dependem
de as empresas em que trabalham ingressem no programa Empresa-Cidadã
para ampliar a licença-maternidade.
A autora da proposta, a senadora
Rosalba Ciarlini (DEM/RN), que é médica pediatra, não
acredita que as empresas ofereçam resistência à
ampliação do prazo. Ela argumenta que a taxa de natalidade
do País, atualmente de 1,9 filho por casal, vem caindo sistematicamente.
Ela afirma ainda que as experiências
recentes mostram que a mãe que passa mais tempo com o filho retorna
mais produtiva ao trabalho. E acrescenta que o ciclo de seis meses de
amamentação garante mais saúde ao recém-nascido
e, com isso, reduz as faltas da mãe ao trabalho.
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Agência Brasil, 13 de
julho de 2010
Governo Federal não vai
recorrer contra ações trabalhistas, diz AGU
A AGU (Advocacia-Geral da União)
não vai recorrer de parte das cerca de 18 mil ações
trabalhistas que correm no Tribunal Superior do Trabalho (TST), nas
quais a União figura como ré.
O motivo desta decisão
é a economia para os cofres públicos, já que muitas
vezes é mais caro manter um processo que pagar a quantia requerida
por ex-funcionários ou terceirizados.
O anúncio foi feito por
meio de uma portaria publicada no Diário Oficial da União.
Nela, o advogado-geral da União, Luis Inacio Adams, autoriza
advogados públicos que atuam no TST a desistirem, até
31 de dezembro de 2010, das ações em que a União
provavelmente vá perder.
A norma não se aplica
nos casos em que a União é representada pela PGFN (Procuradoria-Geral
da Fazenda Nacional) ou pela PGF (Procuradoria-Geral Federal).
A AGU não informou quantos
processos estão nessa condição e nem quanto a medida
trará de economia para o Executivo e para o Judiciário.
Um grupo de trabalho foi criado
para analisar os processos nesta situação e atuará
até o dia 31 de dezembro. (Fonte: Agência Brasil)
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O ESTADO DO PARANÁ,
13 de julho de 2010 | Economia
Cursos gratuitos para qualificação
profissional
Leonardo Coleto
Jovens entre 18 e 29 anos terão até o dia 20 para garantir
uma das sete mil vagas de cursos profissionalizantes oferecidas gratuitamente
pela Secretaria Municipal do Trabalho e Emprego (SMTE), por meio do
Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem), do Ministério
do Trabalho e Emprego (MTE). Além de uma tenda montada na Praça
Rui Barbosa, no Centro, as inscrições poderão ser
feitas em 12 terminais de Curitiba. São eles: Cabral, Portão,
Hauer, Fazendinha, Pinheirinho, Capão da Imbuia, Bairro Alto,
Centenário, Campina do Siqueira, Sítio Cercado, Barreirinha
e Santa Cândida.
De acordo com o secretário
municipal do trabalho e emprego, Paulo Bracarense, as vagas estão
divididas em sete cursos. “Administração é
o que tem o maior número de vagas e, consequentemente, mais procura.
Estamos oferecendo 2,5 mil oportunidades nessa área”, afirma.
Ainda existem vagas para Telemática (1,6 mil) Turismo e Hospitalidade
(600), Beleza e Estética (mil), Construção e Reparos
(500), Transportes (500) e Esporte e Lazer (300). “Todos os cursos
têm duração de seis meses e totalizam 350 horas/aula.
As aulas acontecem três vezes por semana e poderão ser
feitas de manhã, tarde ou noite”, ressalta o secretário.
Os alunos inscritos receberão
uma bolsa auxilio de R$ 100, vale transporte, uniforme e material didático.
“Grande parte desses jovens conseguirão no Projovem o primeiro
emprego. Por isso disponibilizamos esses benefícios. Através
das parcerias firmadas, por meio de licitação, com duas
Oscips (Organizações da Sociedade Civil), esperamos incluir
esses jovens no mercado de trabalho, bem como contribuir para o futuro
profissional deles”, diz Bracarense.
Futuro
Na Praça Rui Barbosa,
a desempregada Ariane Talita viu no curso Beleza e Estética a
oportunidade de abrir um negócio próprio. “Já
trabalhei em um salão de beleza, mas além de poder me
qualificar com esse curso, vejo a chance que faltava para abrir meu
próprio salão de beleza”, afirma. “A qualificação
pode abrir muitas portas no futuro”, ressalta Jonas Fracaro, que
irá fazer o curso de Telemática. Além da idade,
para participar o jovem deve ter renda mensal per capita de até
um salário mínimo e estar cursando ou ter concluído
o ensino fundamental ou médio. Para participar é preciso
levar copia do Cadastro de Pessoa Física (CPF), Registro Geral
(RG), título de eleitor, carteira de trabalho, comprovante de
endereço e histórico escolar. Informações
através do telefone (41) 3015-9073 da Sociesc, ou pelo telefone
(41) 3333-9409 da Reimer, Oscips responsáveis pelos cursos.
Se você tiver críticas
ou sugestões, envie e-mail para emprego@oestadodoparana.com.br.
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FOLHA DE LONDRINA, 13 de julho
de 2010 | Geral
Funcionários aprovam proposta da
Sanepar
Curitiba - Funcionários
da Sanepar nas regiões Oeste, Central, Sul e Sudeste do Paraná
aprovaram ontem, em assembleia, uma proposta apresentada pela empresa
no final de junho. Baseado nessa proposição, um novo acordo
coletivo de trabalho, que estava pendente desde o início do ano,
será assinado nos próximos dias.
De acordo com o Sindicato dos
Trabalhadores no Saneamento (Saemac), a Sanepar vai pagar um reajuste
salarial de 5% por perdas da inflação e mais 2% de ganho
real, antecipar em seis meses o pagamento da participação
nos lucros e resultados e aplicar um plano gestor que pode proporcionar
ganhos salariais variando entre 1,86% e 5,24%. As mudanças abrangem
os trabalhadores da empresa em todo o Estado.
Os funcionários haviam
aprovado greve e chegaram a deflagrar no dia 21 de junho uma paralisação
de algumas horas. Suspenderam a greve quando a Sanepar voltou a negociar.
A categoria reivindicava reposição da inflação,
ganho real linear de R$ 408, alterações no adicional de
penosidade, na gratificação de férias e no vale-alimentação,
além de estabilidade no emprego e melhora nas condições
de segurança no trabalho.
''Entendemos que a negociação
avançou. É claro que 2% (de aumento real) é pouco.
Queríamos um piso salarial maior para a categoria e isso não
foi possível. Temos que batalhar muito ainda. Mas o sindicato
não pode ser contra os trabalhadores e a assembleia é
soberana'', comentou Gerti Nunes, presidente do Saemac.
Fábio Galão
Equipe da Folha
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
13/07/2010
Manicure obtém vínculo de emprego
com pedicure, reconhecida como empregadora
Uma manicure e depiladora obteve
o reconhecimento de relação de emprego com uma pedicure,
alegando haver, para isso, os requisitos de subordinação
e não eventualidade com a outra profissional liberal, que, no
caso, seria equiparada à figura do empregador. A pedicure recorreu
de decisão de Tribunal Regional, mas a Quinta Turma do Tribunal
Superior do Trabalho rejeitou o apelo.
Foi determinante para a decisão
a verificação de que os riscos das atividades eram assumidos
pela pedicure, já que o contrato de aluguel do imóvel
estava em seu nome e a ela cabia pagar também as demais despesas
do estabelecimento, segundo a própria profissional informou em
depoimento. Ao considerar a integralidade do conjunto de provas, o Tribunal
Regional do Trabalho da 9ª Região (Paraná) entendeu
estar caracterizado o vínculo empregatício.
De acordo com informações
do TRT, a pedicure, ao ser interrogada em juízo, afirmou que
o local onde as duas exerciam suas atividades era mantido por ela, que
pagava o aluguel, com contrato assinado em seu nome, e que ela era proprietária
dos móveis e do telefone utilizados no estabelecimento. À
manicure pertenciam apenas os instrumentos específicos de sua
atividade, como os alicates para cutícula. Também através
de prova oral, o Tribunal Regional apurou que os profissionais que prestavam
serviços no estabelecimento contribuíam mensalmente com
o pagamento das despesas, com 20% do ganho de cada um, entregue à
pedicure.
Semanalmente, ela prestava contas
das despesas efetuadas. Se sobrasse dinheiro, este seria destinado ao
pagamento de despesas da semana seguinte. Se fosse insuficiente, o prejuízo
não era rateado. A pedicure responderia individualmente pelo
prejuízo sofrido, assumindo o risco da atividade. Assim, concluiu
o TRT, “o valor equivalente a 80% do trabalho de cada um ficaria
garantido aos prestadores de serviço, a exemplo da autora, independente
de prejuízo ao estabelecimento”.
Após a condenação,
a pedicure apelou ao TST. Ao analisar a questão na Quinta Turma,
o relator, ministro Emmanoel Pereira, manifestou-se pelo não
conhecimento do recurso quanto ao tema da caracterização
do vínculo de emprego. Ao contrário das alegações
da profissional, ele entendeu que não houve, por parte do acórdão
regional, violação do artigo 3º da CLT, que considera
empregado a pessoa física que presta serviços de natureza
não eventual a empregador, sob a dependência dele e recebendo
salário.
Em sua avaliação,
houve o reconhecimento da responsabilidade pelos riscos da atividade,
“na medida em que as despesas pertinentes com o local de trabalho
seria suportado ao fim e ao cabo pela reclamada. Inequívoco,
pois, que se desnaturou qualquer relação de ordem civil
que se pretendesse estabelecer entre as partes, configurando-se o vínculo
de emprego”. Não sendo conhecido o recurso pela Quinta
Turma quanto ao tema, mantém-se, na prática, a decisão
do TRT/PR de reconhecimento do vínculo. (RR - 391000-22.2000.5.09.0005)
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13/07/2010
Novo titular de cartório não
é responsável por dívidas trabalhistas anteriores
Quando há a mudança
do titular de cartório, o novo nomeado para a função,
escolhido por concurso público, não assume automaticamente
os débitos trabalhistas dos antigos empregadores. Não
há, assim, a “sucessão” (continuidade) do
contrato de emprego dos trabalhadores. Com esse entendimento, a Subseção
I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior
do Trabalho (SDI -1) não acatou recurso de uma ex-empregada do
Cartório do Quarto Ofício de Registro de Imóveis
de Belo Horizonte(MG) contra o novo titular do órgão.
No caso, os ministro da SDI-1
mantiveram a decisão anterior da Oitava Turma do TST contrária
à ex-empregada. Demitida com a troca do responsável pelo
cartório, ela ajuizou ação na Justiça do
Trabalho com o objetivo de ter seus direitos pagos pelo novo titular,
para o qual não chegou a trabalhar.
De acordo com o ministro o ministro
Aloysio Corrêa da Veiga, relator do processo na SDI-1, quando
o antigo titular deixa o cargo, o Estado “retoma a delegação
da atividade e, apenas posteriormente, quando outro é nomeado
para assumir a titularidade do cartório, retoma-se a delegação”.
Por isso haveria, nessa situação, “uma quebra na
cadeia sucessória em virtude da ocorrência de concurso
público”.
O ministro citou ainda provimento conjunto da Corregedoria Geral de
Justiça e do Segundo Vice-Presidencia do Tribunal de Justiça
de Minas Gerais, que “atribui ao titular que vai deixar o cargo,
mesmo que exercido em caráter precário, a obrigação
de quitação dos contratos de trabalho” do cartório.
Como o processo revela que a ex-empregada não chegou a trabalhar
para o novo titular, o relator concluiu que não se pode falar
em sucessão trabalhista no caso, pois “sequer houve a continuidade
na prestação de serviços”. Por esse entendimento,
a sucessão só existiria se os antigos empregados continuassem
a trabalhar no cartório.
(RR-167600-43.2005.5.03.0008)
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FETRACONSPAR, 13 de julho de 2010 | Eventos
Reunião
Presidente da FETRACONSPAR reúne-se
com Jorge Moraes
Foi realizado na manhã desta
terça-feira (13/07), na sede da FETRACONSPAR, reunião
entre o presidente da Federação e Secretário
Regional da CNTI - GERALDO RAMTHUN e JORGE
MORAES (Presidente do SINTRACOM Maringá e Secretário
de Saúde, Seg. e Prev. Social: da Federação).
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FETRACONSPAR, 13 de julho de 2010 | Eventos
Eleições 2010
Dra. CLAIR visita a FETRACONSPAR
A candidata à deputada
federal pelo PV - Dra. CLAIR esteve na manhã
de hoje (13/07), acompanhada do seu assessor; na sede da FETRACONSPAR,
para visita ao Presidente – GERALDO RAMTHUN,
ocasião em que apresentou as propostas que irá defender
na Câmara Federal.
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FETRACONSPAR, 13 de julho de 2010 | Eventos
Campanha Salarial/ Olaria e Cerâmica
FETRACONSPAR e Sindicatos filiados realizam
2ª Rodada de negociações
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| Mesa
de Negociação: Diretores da FETRACONSPAR e dos Sindicatos
de trabalhadores com representantes dos Sindicatos Patronais. |
A FETRACONSPAR e os Sindicatos
de Trabalhadores, juntamente com o Sindicato das Indústrias de
Olarias e Cerâmicas para Construção no Estado Do
Paraná – SINCEPAR, Sindicato das Indústrias
de Cerâmicas e Olarias de Nova Santa Rosa, Sindicato
das Indústrias de Cerâmicas e Olarias da Região
Centro Sul do Paraná - SINCOLSUL e o Sindicato
das Indústrias de Olarias e Cerâmicas para Construção
de Jataizinho e Região – SINDICERÂMICA,
realizaram nesta terça-feira (13/07), às 14h30min, na
sede da Federação das Indústrias do Estado do Paraná
- FIEP, sito à Av. Candido de Abreu, 200 - Centro Cívico,
Curitiba/PR, 2ª reunião para discutir
a Pauta de Reivindicações dos trabalhadores da categoria
visando a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2010/2011.
A data base da categoria é no mês de junho.
A reunião foi entre a Comissão de Negociação
formada por diretores da Federação e dos Sindicatos de
Trabalhadores com os representantes dos Sindicatos Patronais.
A Comissão de Negociação da FETRACONSPAR foi composta
pelos seguintes companheiros: REINALDIM BARBOZA PEREIRA
(FETRACONSPAR), SIRLEI CÉSAR DE OLIVEIRA (STICM
GUARAPUAVA), RONALDO WINKLAN (STICM IRATI), RAUL
PEREIRA (SINTRACON CURITIBA) e CELSO DOMINGUES LOPES
(STICM Telêmaco Borba).
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| Mesa
de Negociação: Diretores da FETRACONSPAR e dos Sindicatos
de trabalhadores com representantes dos Sindicatos Patronais. |
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G1, 13 de julho de 2010
| Economia & Negócios
Em 13 anos, 12,8 milhões saíram
da pobreza absoluta, mostra Ipea
Taxa de pobreza absoluta caiu de 43,4% em 1995
para 28,8% em 2008 | Distribuição de renda só registrou
piora no Distrito Federal.
Do G1, em São Paulo
Quase 13 milhões de brasileiros
saíram da pobreza absoluta entre 1995 e 2008, segundo levantamento
do Instituto Brasileiro de Pesquisas Econômicas (Ipea). Com isso,
essa faixa, que considera famílias com rendimento médio
por pessoa de até meio salário mínimo mensal, recuou
de 43,4% para 28,8% do total da população no período.
A maior queda foi verificada
na região Sul, onde a porcentagem da população
em pobreza absoluta recuou 47,1%, de 34% para 13% do total. Com isso,
a região ultrapassou o Sudeste como detentora do melhor indicador
– no conjunto dos quatro estados desta região, a população
em pobreza absoluta recuou de 29,9% para 19,5% do total.

Na região Nordeste, houve
queda de 28,8% na taxa de pobreza absoluta. Ainda assim, 49,7% da população
local vivia, em 2008, com até meio salário mínimo
mensal – em 1995, essa porcentagem era de 69,8%.
Pobreza extrema
Também de 1995 a 2008,
saíram da pobreza extrema – caracterizada pelo rendimento
médio domiciliar per capita de até um quarto de salário
mínimo por mês – 12,1 milhões de brasileiros,
reduzindo quase à metade a taxa de pessoas nessas condições,
de 20,9% para 10,5%.
A melhora mais significativa
na taxa de pobreza extrema também foi registrada na região
Sul, onde o indicador recuou 59,6%, de 13,6% para 5,5% - também
a menor entre as regiões pesquisadas.
No Nordeste, a pobreza extrema
recuou 40,4% em 13 anos. A queda, no entanto, não foi suficiente
para tirar da região a maior taxa de pobreza extrema, de 24,5%
em 2008. Em 1995, A proporção da população
que vivia com até um quarto de salário mínimo era
de 41,8%.
Nos estados
Quando considerados os estados,
as maiores reduções nas taxas de pobreza nos anos analisados
foram vistas em Santa Catarina (61,4%), Paraná (52,2%) e Goiás
(47,3%). Por outro lado, os estados com menor diminuição
acumulada na taxa de pobreza absoluta foram: Amapá (12,0%), Distrito
Federal (18,2%) e Alagoas (18,3%).
Em 2008, Alagoas foi o estado
que registrou a maior taxa de pobreza absoluta (56,6%), seguido do Maranhão
(55,9%) e Piauí (52,9%). Em 1995, os três estados com maior
taxa de pobreza absoluta eram Maranhão (77,8%), Piauí
(75,7%) e Ceará (70,3%).
Para o mesmo ano (1995), os
estados com menor taxa de pobreza absoluta eram São Paulo (20,7%),
Distrito Federal (23,6%) e Santa Catarina (29,8%). Treze anos depois
(2008), os estados com menor taxa de pobreza absoluta foram Santa Catarina
(11,5%), São Paulo (12,8%) e Rio de Janeiro (18,2%).
Em relação à
taxa de pobreza extrema, Maranhão (53,1%), Piauí (46,8%)
e Ceará (43,7%) eram os estados com maior proporção
de miseráveis no país em 1995. Treze anos depois, Alagoas
foi o estado da federação com a maior taxa de pobreza
extrema (32,3%), seguido do Maranhão (27,2%) e do Piauí
(26,1%).
Na outra ponta, os estados com
menor taxa de pobreza extrema em 2008, de acordo com o Ipea, eram Santa
Catariana (2,8%), São Paulo (4,6%) e Paraná (5,7%). Em
1995, os estados que registravam menor taxa de pobreza extrema eram
São Paulo (7,1%), Distrito Federal (8,8%) e Rio de Janeiro (9,9%).
Desigualdade de renda
De 1995 a 2008, apenas o Distrito
Federal registrou piora na desigualdade de renda. O índice de
Gini do DF passou de 0,58 para 0,62 no período – neste
indicador, quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade registrada.
Com a elevação, o Distrito Federal passou a ter a maior
desigualdade de renda do país, seguida por Alagoas e Paraíba,
ambos com 0,58.
No estado de São Paulo,
que em 1995 apresentava a melhor distribuição de renda
do país, com índice de Gini em 0,53, houve melhora em
2008, para 0,50. Houve melhoras mais acentuadas, no entanto, no Amapá,
para 0,45, Santa Catarina (0,46) e Rondônia (0,48), estados que,
em 2008, ultrapassaram São Paulo no ranking.
Trajetória da pobreza
O Ipea projeta que, em 2016,
o país terá superado a miséria (pobreza extrema)
e reduzido a 4% a taxa nacional de pobreza absoluta.
“Mas para que essa projeção se torne realidade,
os estados terão de apresentar ritmos diferenciados de redução
na miséria, uma vez que registram enorme assimetria nas taxas
atuais de pobrezas extremas, como se pode observar entre Alagoas (32,3%)
e Santa Catarina (2,8%)”, diz o instituto em nota.
Pelas projeções
do Ipea, Santa Catarina e Paraná devem ser os primeiros estados
da federação a superar a miséria, já em
2012, seguidos de Goiás, Espírito Santo e Minas Gerais,
em 2013. Para o ano de 2014, poderá ser a vez dos estados de
São Paulo e Mato Grosso superarem a pobreza extrema, assim como
Tocantins, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, em 2015.

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G1, 13 de julho de 2010
| Economia & Negócios
Ipea prevê erradicação
da miséria em SC e PR em 2012
Instituto aponta ainda que pobreza extrema no
país pode ser erradicada até 2016.
BBC
Um estudo divulgado nesta terça-feira
(13) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) indica
que Santa Catarina e Paraná deverão ser os primeiros Estados
do país a erradicar totalmente a miséria, atingindo a
marca em 2012.
A previsão foi feita
com base na evolução do combate à pobreza extrema
entre 2003 e 2008 e considera, ainda, o fato de esses dois Estados terem
a menor incidência de miseráveis do país.
Segundo o levantamento do Ipea,
com base em dados do IBGE, a miséria no Estado de Santa Catarina
atinge 2,8% da população, enquanto no Paraná essa
incidência é de 5,7%.
A pobreza extrema (ou miséria)
é caracterizada por um rendimento médio domiciliar per
capita de até um quarto de salário mínimo - ou
seja, uma média de R$ 127,50 para cada integrante da família.
Em 2013, deve ser a vez de Goiás,
Espírito Santo e Minas Gerais entrarem para a lista dos Estados
sem miseráveis, segundo o Ipea. No ano seguinte, São Paulo
e Mato Grosso devem passar a integrar o grupo.
A estimativa do Ipea é
que, em 2016, todo o país terá conseguido erradicar a
pobreza extrema, caso o ritmo de avanços dos últimos anos
seja mantido.
Diferenças
O estudo chama atenção
para a "enorme assimetria" entre Estados e grandes regiões
geográficas do país no que diz respeito à taxa
de pobreza e afirma que o assunto merece "ações específicas".
Enquanto Santa Catarina tem
2,8% de miseráveis, esse mesmo índice em Alagoas atinge
um terço da população: 32,2%.
As diferenças regionais
também são visíveis no caso da pobreza absoluta
(renda per capita de meio salário mínimo), que é
de 18% na região Sul contra 42,8% na região Norte. A média
nacional é de 28,8%.
Pelos cálculos do Ipea,
o Brasil poderá reduzir esse índice para 4% da população
nos próximos seis anos, número próximo ao de países
ricos.
Contradições
O estudo aponta ainda algumas
contradições entre a expansão do Produto Interno
Bruto (PIB) de algumas regiões e a diminuição da
pobreza.
Um exemplo é a região
Centro-Oeste, que registrou o maior ritmo médio anual de crescimento
do PIB per capita (5,3%), mas ao mesmo tempo apresentou o pior desempenho
em termos de redução média anual da taxa de pobreza
absoluta (-0,9%).
Já a região Sul
seguiu a trajetória inversa: teve a menor expansão econômica
média anual (2,3%), mas apresentou o melhor desempenho em termos
de redução da pobreza (-3,0%).
"O crescimento econômico,
ainda que indispensável, não se mostra suficiente para
elevar o padrão de vida de todos os brasileiros", diz o
texto.
Outro exemplo que chama atenção
é o do Distrito Federal, que apesar de ter expandido sua economia
de forma considerável, com uma alta média anual do PIB
per capita de 6,5%, foi a única unidade da federação
que conseguiu piorar seu índice de desigualdade de renda no período.
Segundo o estudo do Ipea, a
explicação para essas diferenças pode estar no
"perfil" do crescimento econômico, ou seja, se essa
expansão foi acompanhada por uma geração "intensiva"
de empregos e da qualidade dos postos de trabalho gerados.
Em sua conclusão, o instituto
diz que o Brasil está diante de uma "inédita oportunidade"
de superação da pobreza e que, para aproveitá-la,
o país precisa investir em "políticas de Estado".
"Por meio dessas políticas,
o Brasil protagonizaria um novo padrão de desenvolvimento capaz
de torná-lo a quinta economia do mundo", diz o texto.
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