Ano 7        -        Nº 2333        -        Curitiba (PR), 19 de julho de 2010.
O ESTADO DO ,PARANÁ, 19 de julho de 2010 | Economia
Centrais sindicais se unem por melhores salários

No ano em que a economia brasileira deverá crescer mais de 7%, as centrais sindicais resolveram deixar as diferenças de lado para juntar forças na tentativa de arrancar aumentos reais de salários mais polpudos nas negociações salariais do segundo semestre. A estratégia prevê ainda uma maior mobilização na luta por direitos como a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, bandeira de quase 20 anos das centrais.

É na segunda metade do ano que se concentram as negociações das categorias mais organizadas do País, como metalúrgicos, petroleiros, bancários, eletricitários e químicos. As centrais querem unificar a campanha salarial dessas categorias.

As reivindicações de aumento real de salários dessas categorias variam de 5% a 11%, além da reposição das perdas com inflação. Em 2009, o aumento ficou, em média, 2% acima da inflação.

Sindicatos filiados a uma mesma central já fazem campanhas unificadas. A união das centrais, porém, é inédito na história do movimento sindical brasileiro.

A ideia inicial do movimento é buscar a unidade das centrais na campanha, porém sem unificar toda a pauta de reivindicações nem a data-base das categorias. No entanto, traria um índice de referência para as reivindicações de aumento real dos salários. Uma das ideias em discussão prevê que o índice seja equivalente ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), estimado em 7,3% este ano.

Além disso, a pauta das diversas categorias incluiria também alguns pontos considerados bandeiras do movimento sindical. Além da redução da jornada para 40 horas, os sindicalistas discutem, entre outras coisas, a inclusão de mecanismos semelhantes à Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que causa arrepios no mundo empresarial. Ela estabelece que nenhuma empresa não pode demitir sem apresentar justificativa.

A movimentação das centrais parece não assustar o empresariado. Pelo menos na ótica diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini, que vê com "naturalidade" a mobilização dos trabalhadores. "Tem períodos em que a posição negocial dos empresários é muito mais forte, porque atrás dos trabalhadores está o fantasma do desemprego", observa o executivo. "De repente, como agora, os fantasminhas mudam de lado e vão para trás dos empresários."

Para Francini, o fato de a economia brasileira viver um bom momento, com crescimento previsto de mais de 7%, favorece a mobilização dos trabalhadores. "É natural, mas não quer dizer isso que deva ser concedido ou não deva ser concedido, apenas é um jogo de forças que sempre existe numa negociação." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Terra Magazine, 19 de julho de 2010
País caminha para índice inédito de emprego formal, diz Pochmann do Ipea
Ana Cláudia Barros,
Na Terra Magazine

O Brasil criou cerca de 1,5 milhão de empregos formais nos primeiros seis meses de 2010. A estimativa é do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que divulgou, na última quinta-feira (15), em Brasília, os números relativos a junho do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Na análise do presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, o desempenho do primeiro semestre, considerado histórico, sinaliza, em primeiro lugar, que o País conseguiu sair mais forte da crise financeira internacional, que atingiu o mundo entre 2008 e 2009.

- Em segundo lugar, significa que os empregos estão não apenas sendo impulsionados pela capacidade instalada, que havia sido reduzida em função da crise. Mais do que isso: vêm sendo puxados pelos novos investimentos.

Sobre as projeções do ministro Lupi, que espera fechar 2010 com 2,5 milhões de contratações com carteira assinada, Pochmann considera a estimativa factível.

- Nós trabalhamos na passagem do ano passado para este, com o número de 2 milhões, mas a expectativa de crescimento da economia nacional não era como está agora. Portanto, dada a evolução até o momento, esse novo ritmo, é bastante provável que nós tenhamos um universo de empregos gerados acima de 2 milhões, aproximando-se dos 2,5 milhões.

Mais do que expressivo, segundo o economista, o número é inédito na história do Brasil. Na prática, significa dizer que, a cada dez postos de trabalhos gerados, nove já são formais, conforme explica o presidente do Ipea.

- Desde a introdução da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que não havia se registrado experiência como essa. Isso acontece depois de toda a avalanche de argumentos, nos anos 90, de que o Brasil não geraria empregos com carteira assinada porque a CLT estava ultrapassada e impossibilitava isso.

Para Pochmann, a alta dos juros deve cessar já, pois a inflação recuou nos últimos meses, o IPCA não se manifesta como um perigo forte no curto prazo e adicionais elevações da Selic podem prejudicar os investimentos, que já são baixos.

De acordo com o IBGE, a Formação Bruta de Capital Fixo atingiu 18% do PIB no primeiro trimestre, patamar bem inferior à marca de 23% do Produto Interno Bruto vista por vários especialistas como necessária para que o potencial de crescimento do País saía de uma marca ao redor de 4,5% para um patamar mais próximo a 5,5%.

Na avaliação de Rafael Bacciotti e Luiza Rodrigues, os juros precisam ficar acima de 11,75% neste ano para que a inflação fique mais próxima da meta de 4,5% em 2011.

Para atingir aquele objetivo, a Tendências acredita que a Selic deve subir mais 0,50 ponto porcentual em outubro, enquanto o Santander avalia que será necessário mais um incremento de 0,50 ponto porcentual também em dezembro, o que levaria a taxa para 12,75%.

Mesmo com tais aumentos de juros, a consultoria acredita que o IPCA deve variar de uma alta de 5,4% em 2010 para 4,7% no ano que vem, enquanto o banco espanhol pondera que o índice chegará este ano em 5,5% e atingirá 5% no ano que vem.

"O ritmo de atividade está muito intenso e é preciso reduzir sua velocidade para que a inflação atinja um patamar mais sustentável no ano que vem", disse Luiza.


Blog do Outro Lado da Notícia, 19 de julho de 2010
País deve criar mais de 2 mi de empregos em 2010, dizem especialistas

A criação de 1,473 milhão de postos de trabalho formais no primeiro semestre deste ano, de acordo com o Cadastro Geral de Empregos e Geral de Empregados e Desempregados (Caged), indica que o Brasil deve criar pelo menos 2,06 milhões de vagas neste ano, segundo especialistas ouvidos pela Agência Estado.

Se esse número for confirmado, o total de empregos criados desde 2003 atingirá 11,14 milhões - marca que supera as 10 milhões de vagas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, durante a campanha em 2002, que o Brasil precisaria criar.

"Esperamos que serão criados neste ano 2,4 milhões de empregos", comentou a economista do Santander, Luiza Rodrigues. Rafael Bacciotti, analista da Tendências, acredita que podem ser gerados mais 1,1 milhão de postos no segundo semestre, o que representaria 2,5 milhões de postos neste ano.

O presidente do Ipea, Márcio Pochmann, acredita que a marca pode chegar a 2,1 milhões. "Mas não me surpreenderia se o bom ritmo de expansão da economia gerasse no total 2,4 milhões de vagas em 2010?, afirmou. Na avaliação do economista da LCA, Fábio Romão, devem ser gerados 2,06 milhões neste ano, o que representaria perto de 587 mil postos líquidos criados no segundo semestre.

Luiza Rodrigues leva em consideração que a criação de 2,4 milhões de empregos formais em 2010 está relacionada com o forte desempenho do nível de atividade, pois o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 7,8% neste ano.

De acordo com Pochmann, a geração de quase um milhão de postos de trabalho de julho a dezembro é viável, pois o estoque de vagas líquidas formadas no primeiro semestre foi muito forte, dado que foi o recorde para o período na história do Caged.

Segundo Bacciotti, a desaceleração do nível de atividade no segundo trimestre na margem produziu uma redução do saldo de empregos formais gerados mensalmente em termos dessazonalizados no primeiro semestre. Em janeiro, foram criados perto de 233 mil postos, número que baixou para 199 mil vagas em fevereiro e que retornou aos 233 mil empregos em março.

No mês de abril, a marca atingiu 193 mil vagas, que subiu um pouco para 196 mil em maio, número que baixou para 143 mil empregos em junho. Romão lembra que a redução da capacidade de geração de empregos no mês passado está relacionada com a diminuição do ritmo de expansão do País no segundo trimestre.

Depois do PIB ter avançado 2,7% de janeiro a março, na margem, esse número deve atingir 0,7% de abril a junho, chegar a 0,4% no terceiro trimestre e alcançar 1,0% nos últimos três meses do ano, pelo mesmo critério de análise.

Romão destaca que algumas categorias profissionais importantes apresentaram em junho de 2010 uma geração de empregos inferior ao mesmo mês de 2008, que é o parâmetro mensal mais próximo para análise comparação, pois o desempenho do sexto mês de 2009 apresentou resultados baixos devido aos efeitos da crise internacional sobre o País.

A indústria, no mês passado, criou 47 mil postos, abaixo dos 54,8 mil em junho de 2008. O comércio apresentou uma geração de 26,6 mil postos no mês passado, marca inferior aos 48,2 mil empregos do mesmo período em 2008. Os serviços, que incluem a administração pública, criaram 59 mil postos em junho de 2010, número menor que as 77 mil vagas criadas em junho de 2008.

Para o segundo semestre, os especialistas preveem uma criação inferior de empregos ao apurado entre janeiro a junho, o que está vinculado ao fato de que a geração de postos no primeiro semestre normalmente é superior ao apurado nos seis meses seguintes.

A indústria, por exemplo, reduz o contingente de trabalhadores em dezembro, dado que o pico da produção ocorreu nos meses imediatamente anteriores, em função da fabricação de mercadorias para serem vendidas nas festas de final de ano.

Romão tem uma avaliação um pouco mais cautelosa sobre a geração de empregos no segundo semestre, pois ele acredita que as empresas já recuperaram o estoque de funcionários registrados em relação ao período pré-crise internacional.

Mas para Luiza Rodrigues, há uma boa dose de confiança dos agentes econômicos, inclusive dos empresários, sobre as perspectivas favoráveis da economia no longo prazo que permitem prever que a geração de empregos no segundo semestre deve chegar perto de um milhão de vagas.

Ele destacou que a Sondagem Industrial realizada pela FGV apontou que em março, 45,1% dos dirigentes de companhias tinham intenção de contratar funcionários nos três meses seguintes. "Essa marca alta ocorreu quando o País estava num nível muito forte de expansão", ressaltou.

Em junho, ela ponderou, mesmo com a desaceleração do nível de atividade a pesquisa mostrou que aquele indicador baixou pouco, pois atingiu 44,4%.

"Ou seja, a confiança dos empresários está muito favorável para a geração de empregos. Para os dirigentes de empresas, este fator esta relacionado diretamente com a estabilidade da economia, com inflação sobre controle, processo que já ocorre há vários anos", afirmou.

Alta dos juros
A redução do ritmo da economia no segundo trimestre, o que foi exibido por vários indicadores, como o recuo de 5% da produção de veículos em junho na margem, segundo a Anfavea, e a queda de 3,83% das vendas de papelão ondulado no mesmo período, promove um debate indireto entre os especialistas sobre a necessidade do aperto monetário ser muito mais vigoroso no último trimestre do ano.

Para Fábio Romão, a Selic deve aumentar 0,75 ponto porcentual na próxima semana e mais 0,75 ponto porcentual no dia primeiro de setembro.

"Não há necessidade de maior elevação dos juros devido à clara redução da velocidade do nível de atividade", disse. A LCA estima que o PIB deverá crescer 6,6% neste ano, taxa inferior à alta de 7% manifestada pelo presidente Lula.


Valor Econômico, 19 de julho de 2010
País atrai trabalhador estrangeiro qualificado

Mais de 90% dos quase 180 mil estrangeiros que receberam, ao longo dos últimos cinco anos, algum tipo de visto de trabalho para atuar em terras brasileiras têm diploma universitário, ensino médio completo ou algum grau de especialização técnica, destaca o relatório "Trabalhadores Estrangeiros e Qualificação Profissional", publicado pela Coordenação Geral de Imigração (CGI) do Ministério do Trabalho. "É imprescindível que a mão de obra nacional esteja preparada para competir com os estrangeiros", alerta o texto.

O dado revela não só a escassez de pessoal especializado para atender à forte demanda atual do mercado de trabalho nas áreas de indústria, infraestrutura, energia, petróleo e gás, infraestrutura e energia. A importação de trabalhadores estrangeiros também demonstra que a educação no país apresenta dificuldades para acompanhar as necessidades de desenvolvimento do país, como argumenta André Portella, professor de economia do trabalho da Fundação Getulio Vargas (FGV). "Essa demanda por trabalhadores mais bem qualificados é uma tendência, e como o nosso sistema educacional não reage na velocidade exigida pelo mercado, obviamente as empresas vão querer satisfazer suas demandas importando mão de obra", opina o acadêmico.

Titular da CGI, Paulo Sérgio de Almeida explica que o forte aumento do número de vistos concedidos a cidadãos de outros países - em um ritmo de 17% ao ano - está associado à necessidade de "mão de obra bastante específica", à importação de equipamentos e máquinas modernas e também à chegada de novas empresas de capital estrangeiro ao Brasil. "Isso demanda a vinda de profissionais especializados para a supervisão da transferência de tecnologia e montagem e execução das etapas mais sensíveis da implantação desses equipamentos", diz.

Almeida acrescenta que a maior parte das autorizações é emitida em caráter temporário, por um prazo de até dois anos com direito à renovação. De 2005 até 31 de março deste ano, foram concedidos 164,9 mil vistos de trabalho provisórios e 12,5 mil definitivos. O objetivo dessa diferenciação é estimular a transferência de conhecimento entre imigrante e trabalhador local.

"O setor de petróleo e gás, por exemplo, implica a vinda do exterior de equipamentos sofisticados, como navios-sonda para coleta de dados geofísicos e unidades de perfuração. Esses barcos ingressam no Brasil com estrangeiros a bordo e gradualmente vão incorporando profissionais brasileiros às tripulações", relata Almeida, explicando que essas autorizações de trabalho são concedidas com base em resoluções normativas do Conselho Nacional de Imigração (CNIg). "As decisões são tomadas por consenso entre os três blocos que compõem o conselho: o governo federal, que participa com nove ministérios, as cinco centrais sindicais mais representativas do país e confederações de entidades empresariais."

De acordo com o Ministério do Trabalho, no primeiro trimestre deste ano, dos 11.530 vistos de trabalho concedidos a estrangeiros, 45% foram para profissionais "embarcados" do setor petrolífero, aqueles que trabalham a bordo de navios ou plataformas e desempenham variadas funções: marinheiro de convés, técnico e engenheiro mecânico de embarcações, técnico de perfuração, oficial de navegação, agente de manobra e docagem, ajustador naval, entre outros.

Juan Quirós, presidente do grupo Advento e vice-presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e das Indústrias de Base (Abdib), conta que um soldador de navios com nível técnico tem salário inicial de R$ 12 mil. "Quantos cursos de engenharia naval ou mesmo de técnico em solda para navios você conhece?", pergunta Quirós.

Segundo ele, além da transferência de conhecimento profissional pelos trabalhadores estrangeiros, é urgente fazer um mapeamento, por setor, das necessidades de mão de obra e criar cursos técnicos para evitar um "apagão de mão de obra". "É o caminho mais rápido, o Brasil tem que verificar onde está a concentração dessa importação de trabalhadores e preparar cursos técnicos de dois anos para jogar o cara no mercado, torná-lo experiente e capaz", completa.

Com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), do Ministério da Ciência e Tecnologia e da Petrobras, o governo federal oferece, desde 2003, cursos de nível básico, médio, técnico e superior a cerca de 80 mil trabalhadores de 185 categorias e planeja qualificar outros 207 mil até 2013. As ações fazem parte do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp). Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que 81% dos profissionais qualificados pelo Prominp estão no mercado de trabalho formal, com carteira assinada.

 

Blog do Outro Lado da Notícia, 19 de julho de 2010
Mulheres: principais canalizadoras dos benefícios dos programas sociais

O presidente Lula valeu-se da audiência com um grupo de 40 mulheres que representam 40 países da América Latina e Caribe para divulgar os programas do governo brasileiro implantados nos últimos anos.

Em tom didático, Lula disse para uma plateia atenta que os programas sociais têm na mulher como o principal canalizador dos benefícios.

Na conversa, o presidente contou por exemplo que o Território da Cidadania, que levou políticas públicas para 1,8 mil municípios do País, consiste "na coisa mais bem elaborada que nós conseguimos fazer".

Depois, Lula explicou sobre o surgimento do programa Minha Casa, Minha Vida. Segundo ele, os ministros foram instados a apresentar um projeto de construção de moradias que pudesse fazer frente à demanda do País.

Num primeiro momento, apresentaram a proposta de 200 mil unidades que, em seguida chegou a 500 mil casas. O presidente achou pouco e ficou determinado que o programa deveria ofertar um milhão de habitações.

Lula informou que já foi lançada a segunda edição do programa, com meta de dois milhões de unidades.

"E o mais importante é que a titularidade é sempre para a mulher. Eu boto fé que a mulher sabe cuidar mais do que o homem", explicou, sendo aplaudido pelo grupo.

O milagre na oferta de crédito para os brasileiros foi explicado com o exemplo do BNB que em 2002 emprestou R$ 262 milhões, tendo uma inadimplência de 37%. No ano passado, foram R$ 22 bilhões emprestados e taxa de inadimplência de 3%.

Terminada a cerimônia, Lula tirou fotos com o grupo de mulheres e aproveitou para demonstrar o carinho que tem pela economista Maria da Conceição Tavares, também presente à cerimônia.

Folha de S.Paulo, 19 de julho de 2010
Fusão cria 5ª maior varejista da construção
Casa Show e TendTudo se unem com plano de abrir capital; negócio mostra que onda de fusões chega ao setor | Nova empresa começa com faturamento anual de R$ 500 milhões, com participação societária de 50% para cada grupo
ELVIRA LOBATO
DO RIO

A onda das fusões chegou ao setor varejista de material de construção, tradicionalmente atendido por pequenos lojistas.

A Casa Show -principal rede do ramo no Estado do Rio de Janeiro- juntou-se ao grupo goiano TendTudo.

A empresa resultante da fusão vai se chamar BR Home Centers e será a quinta no ranking, segundo Jacinto Lúcio Borges, presidente da TendTudo.

A nova empresa começa com faturamento anual de R$ 500 milhões, sendo R$ 300 milhões da TendTudo e R$ 200 milhões da Casa Show.

O negócio foi confirmado à Folha por Borges, que vai presidir a nova empresa. Segundo ele, cada grupo terá 50% de participação societária na BR Home Centers.

As duas empresas funcionam com sistema de autoatendimento, em que os produtos ficam expostos nas gôndolas, e acreditam que essa é uma tendência crescente no mercado de material de construção.

Segundo Borges, o autoatendimento representa menos de 10% das vendas no Brasil, mas as projeções são que chegue a 30%, próximo do patamar europeu, que é de 35%.

"O motivo da fusão é juntar forças para expandir a rede para outros Estados", afirmou o executivo.

A abertura de capital, com lançamento de ações em Bolsa, está nos planos de médio prazo da nova empresa.

A TendTudo é uma empresa familiar goiana, enquanto a Casa Show pertence ao fundo de investimentos Leblon Equity -administrado pela Investidor Profissional, do Rio de Janeiro- e ao grupo Sendas.

A gestão da nova companhia, segundo o executivo, ficará unicamente a cargo da equipe profissional da TendTudo.
As duas empresas têm o mesmo número de lojas (nove cada uma), mas a Casa Show está concentrada no Estado do Rio de Janeiro, enquanto sua sócia tem lojas em Recife, em Salvador, em Fortaleza, em Goiânia, em Brasília, em Feira de Santana (Bahia) e em São José do Rio Preto (São Paulo).

CONCENTRAÇÃO

Segundo levantamento feito pela Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), existem 138 mil lojas de venda de material de construção no país.

O mercado é alimentado, principalmente, por reformas, construção e ampliações geridas pelas próprias famílias.

A maior empresa "home center" do Brasil é a C&C, Casa e Construção, pertencente ao banco Alfa, de capital nacional.

Entre os grandes estão os grupos franceses Leroy Merlin e Telha Norte (subsidiária da Saint-Gobain).

Agência Diap, 19 de julho de 2010
Eleições 2010: Datafolha e Vox Populi registram pesquisas sobre sucessão

O Instituto Vox Populi registrou, no sábado (17), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pesquisa sobre sucessão presidencial.

A pesquisa foi contratada pela TV Bandeirantes. Serão ouvidos 3 mil eleitores entre nos dias 17 e 20 de julho.

De acordo com a legislação, os resultados poderão ser divulgados a partir desta quarta-feira (21).

Datafolha

Pesquisa Datafolha também pode ser divulgada a partir do próximo sábado (24/07).

O Datafolha registrou no TSE, na última sexta-feira (16), pesquisa sobre avaliação do Governo Lula e sucessão presidencial.

A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo. Serão ouvidos 10.730 eleitores entre os dias 20 e 23 de julho. Será a primeira pesquisa nacional após o início da campanha.


Agência Diap, 19 de julho de 2010
Agenda Política: presidenciáveis dão entrevista e Copom pode aumentar Selic

As expectativas desta semana se voltam para as duas pesquisas de intenção de voto presidencial - Vox Populi e Datafolha - que devem ser divulgadas quarta-feira (21) e sábado (24). Copom deve anunciar nesta quarta alta da taxa básica de juros (Selic), em meio ponto percentual

Com o Congresso em recesso até o dia 31 de julho, as atenções se voltam totalmente para a sucessão presidencial, as eleições nos estados e o pleito parlamentar.

Nesta terça-feira (20), a senadora Marina Silva (PV) vai ter encontro com investidores internacionais, em Nova Iorque, em evento organizado pela Bovespa.

Na quarta-feira (21), Dilma Rousseff (PT) concede entrevista à empresa pública de televisão TV Brasil. No dia seguinte vai ser a vez de José Serra (PSDB) e na sexta-feira (23), Marina Silva.

Datafolha e Vox Populi

Duas novas pesquisas sobre sucessão presidencial e avaliação do governo serão divulgadas nesta semana. Serão os primeiros levantamentos após o início da campanha eleitoral, que começou no dia 6 de julho. O Datafolha ouve 10.730 eleitores entre nos dias 20 e 23 de julho.

De acordo com a legislação, os resultados poderão ser divulgados a partir desta terça-feira (20). Entretanto, considerando o período da coleta dos dados, o mais provável é que sua publicação aconteça no sábado (24). O Instituto Vox Populi ouve 3 mil eleitores entre 17 e 20 de julho. A pesquisa pode ser divulgada a partir desta quarta-feira (21).

Copom

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne, nesta terça e quarta-feira (21), para decidir sobre a taxa básica de juros (Selic), hoje em 10,25% ao ano.

Expectativa é que haja aumento de meio ponto percentual. A ata da reunião será divulgada na próxima semana (29).

LDO, Pré-Sal S/A e Resíduos Sólidos

O presidente Lula pode sancionar, nesta semana, a Lei de Diretrizes Orçamentárias, o projeto que cria a Pré-Sal S/A e a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Pela Constituição, Lula tem 15 dias úteis para vetar ou sancionar, totalmente ou parcialmente, os projetos a contar da data do recebimento. Ele recebeu os textos na semana passada.


FOLHA DE LONDRINA, 19 de julho de 2010 | Política
Candidatos à reeleição na Câmara declaram mais de R$ 181 mi
Marcelo Almeida é o segundo candidato mais rico do país

Os 26 deputados federais paranaenses que vão tentar a reeleição no pleito de outubro declararam à Justiça Eleitoral, juntos, uma fortuna de pouco mais de R$ 181,017 milhões. Os dados foram disponibilizados ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no sistema de divulgação das candidaturas. Além dos bens de cada um dos postulantes e da situação de análise de cada um dos registros deles, é possível ver ainda, pelo levantamento, que a soma dos 26 nomes é quase quatro vezes menor que a declaração do candidato Marcelo Almeida (PMDB), ex-chefe do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) na gestão do ex-governador Roberto Requião (PMDB) e dono de um patrimônio declarado de R$ 683.270.832.

Almeida é o segundo candidato mais rico, no Brasil, entre todos os participantes das eleições 2010. O engenheiro paranaense perde apenas para o vice da presidenciável Marina Silva (PV), o empresário Marcelo Leal (PV), que declarou ao TSE bens avaliados em cerca de R$ 1,2 bilhão.

Entre os postulantes à reeleição, o maior patrimônio foi declarado por Alfredo Kaefer (PSDB), com R$ 95.728.260. Na sequência aparece o empresário Wilson Picler (PDT), que assumiu a vaga com a eleição de Barbosa Neto (PDT) à Prefeitura de Londrina: R$ 23.011.415,20. O terceiro candidato com maior avaliação de bens é Odílio Balbinotti (PMDB), nome forte da sojicultura, com R$ 16.066.180,57. Dra Clair, do PT, é quarta no ranking, com R$ 9.189.285 de patrimônio.

A lista dos 26 maiores bens ainda tem Affonso Camargo (PSDB), com R$ 7.761.261,43; Dilceu Sperafico (PP), com R$ 7.680.293,03; Abelardo Lupion (DEM), com R$ 5.898.464,13; Eduardo Sciarra (DEM), com R$ 2.677.733,28; Ratinho Junior (PSC), com R$ 1.939.492,97; Alex Canziani (PTB), com R$ 1.580.972,56; Osmar Serraglio (PMDB), com R$ 2.101.177; Hidekazu Takayama (PSC), com R$ 1.198.481,20; Moacir Micheletto (PMDB), com R$ 1.238.423,84; Nelson Meurer (PP), com R$ 1.516.749,51, Reinhold Stephanes (PMDB), com R$ 1.081.316,20, Luiz Carlos Hauly (PSDB), com R$ 777.902,85, André Vargas (PT), com R$ 2.050,54, Hermes Parcianello (PMDB), com R$ 348.983; Dr Rosinha (PT), com R$ 258.285,22, Assis do Couto (PT), com R$ 202.064,86, e Dilto Vitorassi (PMN), com R$ 189.000.

Dos candidatos Airton Roveda, Fernando Giacobo, Chico da Princesa, Iris Simões (os três, do PSL) e Luiz Nishimori (PSDB) consta nenhum bem declarado.

Janaina Garcia
Reportagem Local

 

Carta Maior, 19 de julho de 2010
Gilson Caroni: Serra quer instalar uma República Midiática
Eleger José Serra para assegurar a instalação de uma República Midiática, onde os três poderes seriam editados ao sabor dos ditames do mercado e do espetáculo: esse é o programa de governo que ainda não foi apresentado pela candidatura demotucana e pelo baronato midiático.
por Gilson Caroni Filho*, para a Carta Maior

O processo eleitoral deste ano constitui um momento privilegiado no movimento político global da política brasileira. Uma significativa vitória das forças governistas, com a eleição de executivos e parlamentares do campo democrático-popular, pode ampliar espaços político-administrativos que continuem realizando o aprofundamento de formas participativas de gestão pública. É contra isso, em oposição virulenta a mecanismos institucionais que aperfeiçoem a democratização da vida nacional, que se voltam as principais corporações midiáticas e seus denodados funcionários.

Sem nenhuma atualização dos métodos utilizados em 1954 contra Getúlio Vargas e, dez anos depois, no golpe de Estado que depôs Jango, a grande imprensa aponta sua artilharia para os atores que procuram romper a tradição brasileira de definir e encaminhar as questões políticas de forma elitista e autoritária. Jornalistas, radialistas e apresentadores de programas televisivos, sem qualquer pudor, tentam arregimentar as classes médias para um golpe branco contra a candidatura de Dilma Rousseff. Para tal objetivo, além do recorrente terrorismo semântico, as oficinas de consenso contam com alguns ministros do TSE e uma vice-procuradora pautada sob medida.

A campanha de oposição ao governo utiliza uma linguagem radical e alarmista, que mistura denúncias contra falsos dossiês, corrupção governamental, uso da máquina pública no processo eleitoral, supostas teses que fragilizariam a propriedade privada em benefício de invasões, além do ”controle social da mídia em prejuízo da liberdade de imprensa”. Temos a reedição da retórica do medo que já rendeu dividendos às classes dominantes. Em escala nacional, os índices disponíveis de percepção do eleitorado assinalam que dificilmente os recursos empregados conseguirão legitimar uma investida golpista. Mas não convém baixar a guarda.

Se tudo isso é um sinal de incapacidade do bloco oposicionista para resolver seus mais imediatos e elementares problemas de sobrevivência política, a inquietação das verdadeiras classes dominantes (grande capital, latifúndio e proprietários de corporações midiáticas) estimula pescadores de águas turvas, vitalizando sugestões que comprometam a normalidade do processo eleitoral. Todas as forças democráticas e populares devem recusar clara e firmemente qualquer tentativa perturbadora. Sugestões desestabilizadoras, venham de onde vierem, têm um objetivo inequívoco: impedir o avanço rumo a uma democracia ampliada.

É nesse contexto que devem ser vistos os movimentos do campo jornalístico. Apesar do recuo do governo na terceira edição do Programa Nacional dos Direitos Humanos, a simples realização da Confecom foi um golpe duro para os projetos da grande mídia. A democratização dos meios de comunicação de massa está inserida na agenda de praticamente todos os movimentos sociais.

A concentração das iniciativas culturais e informativas em mãos da classe dominante, que decide unilateralmente o que vai e o que não vai ser divulgado no país, está ameaçada não apenas por novas tecnologias, mas por uma consciência cidadã que conheceu consideráveis avanços nos dois mandatos do presidente Lula. Tem dias contados a sujeição cultural da população em seu conjunto, transformada em público espectador e consumidor. Como podemos ver, não faltam razões para o desespero das famílias Civita, Marinho, Mesquita e Frias.

Ao levantarem a cortina de fumaça da “República Sindicalista”, em um claro exercício do “duplipensar” orwelliano, os funcionários do baronato ameaçado reescrevem notícias antigas para que elas não contradigam as diretivas de hoje. Um olhar ao Brasil de hoje mostrará que o “duplipensamento” tem uma função clara até outubro: eleger José Serra para assegurar a instalação de uma República Midiática, onde os três poderes seriam editados ao sabor dos ditames do mercado e do espetáculo. Esse é o programa de governo que Serra ainda não apresentou. Há divergências na produção artística.

*Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

 

Folha de S.Paulo, 19 de julho de 2010
PRESIDENTE 40/ELEIÇÕES 2010
PT avalia processar vice de Serra após acusações
Presidente da sigla diz que Indio da Costa é "desqualificado" e "medíocre' | Em entrevista dada a militantes do PSDB, deputado ligou PT a guerrilha e narcotráfico e atacou Dilma Rousseff
DE BRASÍLIA

O PT irá analisar se vai processar o vice do tucano José Serra, Indio da Costa (DEM-RJ), segundo o presidente do partido, José Eduardo Dutra.

"É um personagem tão medíocre que não sei se vale a pena lhe garantir mais publicidade", provocou.

"Isso que dá colocar um desqualificado como candidato a vice. Pegar um jogador de terceira divisão e colocar para jogar no Maracanã dá nisso", atacou Dutra.

Numa entrevista dada sexta-feira a militantes tucanos no site Mobiliza PSDB, Indio disse que o PT possui ligação com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e com o narcotráfico.

"Todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior", afirmou.

Além disso, Indio criticou a adversária Dilma Rousseff. Segundo ele, a ex-ministra pode dar um "chute no Lula" se ganhar as eleições e governar com "as garras do PT" -a campanha petista recusou-se a falar sobre o tema.

Para Dutra, as declarações são "irresponsáveis" e partem de um "desqualificado" que não deve fazer acusações sem ter como provar.

O presidente petista já tinha mostrado disposição, via Twitter, de processar Indio depois que o deputado chamou Dilma de "esfinge do pau oco" e "ateia", em resposta à provocação de que ele havia "caído do céu".

Na sexta-feira, a candidata petista criticou Indio, ao compará-lo com o seu vice, Michel Temer (PMDB-SP). "Meu vice não caiu do céu, não é improvisado. É competente e capaz", afirmou.

Agora, Dutra diz preferir analisar o assunto com os advogados pelo fato "envolver um personagem menor".

Outros petistas subiram o tom contra Indio. O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que "isso [as declarações] é uma molecagem, uma irresponsabilidade. Acho que o Serra deverá puxar a orelha dele", afirmou.

As declarações também foram criticadas pelo secretário de comunicação do PT, André Vargas, que atacou a campanha tucana. "Isso que dá escolher um vice sem pensar. É uma crítica infundada", disse.

No Piauí, a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, entrou na polêmica e criticou seus dois principais adversários na corrida presidencial. "É a guerra dos dossiês e agora esse tipo de declaração. Creio que agora o plebiscito é para saber quem vai fazer mais baixarias", disse.

Folha de S.Paulo, 19 de julho de 2010
Aliados dizem que Indio exagerou na dose
DE SÃO PAULO
DO RIO

O tom dos ataques de Indio da Costa (DEM) a Dilma Rousseff e ao PT causou desconforto na coordenação de campanha do presidenciável José Serra (PSDB).

Para aliados, ele exagerou na dose ao questionar as crenças da adversária e ligar seu partido à guerrilha colombiana e ao narcotráfico.

"Não dá para cravar que o PT tenha relação com as Farc", censurou o presidente do DEM, Rodrigo Maia.

Ele evitou criticar publicamente o colega de partido, mas, nos bastidores, demonstrava estar perplexo.

Candidato ao Senado na chapa de Serra em São Paulo, o ex-governador Orestes Quércia (PMDB) também reprovou o ataque ao PT.

"Não é o momento para fazer esse tipo de conexão", desautorizou o peemedebista.

Um integrante do comando da campanha disse à Folha que Indio se excedeu e que Serra não pretende adotar esse discurso no embate com a candidata petista.

Ele atribuiu o tom dos ataques à inexperiência de Indio, de 39 anos. "A juventude tem vantagens e desvantagens", ironizou.

O presidenciável, que foi ontem ao velório do secretário de Saúde Luiz Barradas Barata, se irritou com perguntas sobre o assunto e preferiu não comentá-lo.

Indio foi chamado ontem a São Paulo, onde participou do que chamou de "reuniões de planejamento".

Embora a coordenação da campanha se exima de responsabilidade pela entrevista de Indio, que foi recrutado para falar ao público jovem, seu discurso coincide com a estratégia tucana de lançar dúvidas sobre Dilma e o PT, poupando o presidente Lula. Foi o que ele tentou fazer.

Encarregado da comunicação do PSDB na internet, Sérgio Caruso diz que nada foi arquitetado. "Ele [Indio] não foi "brifado". Não foi recrutado [para bater no PT]".

(BERNARDO MELLO FRANCO, CATIA SEABRA E ELVIRA LOBATO)

 

O ESTADO DO PARANÁ, 19 de julho de 2010 | Política
Justiça Eleitoral usa dois pesos e duas medidas

A candidata do Partido dos Trabalhadores à presidência da República, Dilma Roussef disse que a Justiça Eleitoral usa dois pesos e duas medidas ao analisar as ações de sua campanha eleitoral e a do candidato de oposição José Serra, do PSDB.

"Acho que não se pode na vida ter dois pesos e duas medidas", disse, agora há pouco em Jales interior de São Paulo, ao ser indagada sobre a possibilidade de a vice-procuradora-geral eleitoral Sandra Cureau entrar com ação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ter citado o nome da candidata petista durante a cerimônia de lançamento do trem-bala.

Antes de observar que não costuma polemizar em torno de questões judiciais, insinuou que há tratamento diferente porque, segundo ela, o governador Alberto Goldman também tem citado o nome de José Serra nos atos oficiais do governo paulista. "Eu não vou entrar nessa polêmica com a (vice) procuradora. É prudente prestarmos atenção".

Entretanto, afirmou que não vê como campanha o fato de o presidente ter mencionado seu nome naquela cerimônia. "Eu tenho certeza que vocês hão de convir comigo que no caso do Trem de Alta Velocidade eu fui responsável pela construção do projeto. Então, não é um elogio e sim a constatação da verdade".

A petista chegou com duas horas de atraso a encontro político agendado para as 10 horas da manhã, em Jales. O evento ainda está em andamento e são aguardados discursos da própria Dilma Roussef, do candidato a vice-presidente Michel Temer e do candidato a governador Aloísio Mercadante.


MTE, 19 de julho de 2010
Trabalhadores com conta na Caixa recebem abono a partir desta segunda

Cerca de 4,5 milhões de trabalhadores irão receber o abono salarial, no valor de um salário mínimo (R$ 510), a partir desta segunda-feira (19), confirma o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O benefício vai ser pago, por meio de depósito, aos trabalhadores que tem conta corrente ou poupança na Caixa Econômica Federal. Serão pagos R$ 2,3 bilhões com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), referentes ao exercício 2010/2011.

No total foram identificados cerca de 18,4 milhões de trabalhadores com direito a receber o benefício, com um dispêndio estimado em R$ 9,4 bilhões para o FAT.

Estão aptos a receber o abono salarial trabalhadores cadastrados no Programa de Integração Social (PIS) ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) há pelo menos cinco anos; tenha trabalhado pelo menos 30 dias no ano-base (2009); tenha recebido até dois salários mínimos de média no período trabalhado (2009), e tenha sido informado corretamente na Rais (Relação Anual de Informações Sociais/2009).

O pagamento dos demais identificados a receber o abono salarial terá início no dia 11 de agosto, nas agências do Banco do Brasil e da Caixa, e deve ser feito até 30 de junho de 2011, conforme o cronograma aprovado.

Os trabalhadores que têm o valor creditado na folha de pagamento receberão entre julho e setembro de 2010. O pagamento pela Fopag (por meio da folha de pagamento das entidades conveniadas) será feito entre julho de 2010 e maio de 2011.

Antecipação em PE e AL

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi anunciou, na última quinta-feira (15), que o Governo vai antecipar o abono salarial para os trabalhadores que têm direito ao beneficio em 58 municípios afetados pelas chuvas em Alagoas e Pernambuco.

O valor total destinado ao pagamento do benefício nas regiões atingidas corresponde a R$ 112,7 milhões.

Cerca de 221 mil trabalhadores serão beneficiados nas localidades, sendo que aproximadamente 63 mil receberão mediante crédito na conta corrente/poupança e 29 mil junto com o salário que será pago em julho e agosto.

Já os trabalhadores que tiverem direito e não têm convênios para depósito do benefício, poderão efetuar o saque nas agências da Caixa Econômica, entre os dias 20 de julho e 10 de agosto, independentemente da data prevista no calendário.


Monitor Mercantil, 19 de julho de 2010
Licença-maternidade de 180 dias deve ser destaque das votações de agosto

Na última semana, o plenário do Senado fechou a pauta de votações do semestre com uma série de aprovações importantes, na terça e quarta-feira. Os dois dias de votações, porém, não foram suficientes para esgotar a lista de matérias que havia sido pactuada pelos líderes.

Assim, na mesma ocasião, por iniciativa do líder do Governo, Romero Jucá (PMDB/RR), foi marcado um novo esforço concentrado após o recesso, entre os dias 3 e 5 e também 31 de agosto.

Nesse período, o destaque deverá ser a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 64/07) da senadora Rosalba Ciarlini (DEM/RN) que estende a licença-maternidade para 180 dias. A matéria chegou a ser aprovada em primeiro turno na última semana.

Também está na lista de prioridades para agosto a conclusão da tramitação da PEC 17/10, do próprio Jucá, que trata do quadro de servidores civis e militares dos ex-territórios federais do Amapá e de Roraima, além de uma série de projetos de lei.

Entre esses, está o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 6/09, que reestrutura e moderniza o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência (SBDC) e fortalece a atuação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

De acordo com Jucá, para que não sejam inviabilizadas as deliberações importantes do Senado devido ao período eleitoral, no mês de setembro também será realizado um "esforço concentrado", ainda sem data marcada.


Notícias do Tribunal Superior do Trabalho

16/07/2010
Quebra de sigilo bancário dá direito à indenização por danos morais a trabalhador

Para a Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que acompanhou por unanimidade o voto de relatoria do ministro Emmanoel Pereira, o Banco do Brasil, ao acessar as movimentações financeiras da conta corrente de funcionário, violou a garantia constitucional de preservação da intimidade e da privacidade, prevista no artigo 5º, incisos X e XII, da Constituição Federal, caracterizando dano moral e direito ao recebimento de indenização pelo ex-empregado.

Em decisão anterior, o Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (TRT/CE) julgou improcedente a reclamação do ex-funcionário, por considerar inexistente a quebra de sigilo. De acordo com o Tribunal cearense, era natural que o banco, na condição de guardião do sigilo bancário, tivesse acesso aos dados da conta de qualquer um de seus funcionários, sem que isso resultasse em quebra de sigilo e consequente direito à indenização.

Ainda conforme o Regional, a demissão sem justa causa do ex-funcionário não tornou ilegal o procedimento investigatório realizado pelo Banco do Brasil, uma vez que tal investigação foi conduzida em obediência às normas internas da instituição, a fim de apurar possíveis irregularidades envolvendo o ex-empregado. Além do mais, para o TRT, mesmo que a conclusão do processo tivesse sido pela inexistência dessas irregularidades, o banco, no exercício de seu poder, tinha a possibilidade de demitir sem justa causa.

Por outro lado, o ministro Emmanoel Pereira esclareceu que o simples fato de o banco ter violado a intimidade do correntista, invadindo sua privacidade, já contrariou aquele preceito constitucional e as normas infraconstitucionais que protegem a intimidade e a privacidade. Segundo ele, as informações bancárias de quaisquer correntistas devem ser preservadas do acesso de terceira pessoa, como prevêem os artigos 1º, caput, e §§ 3º e 4º, e 10 da Lei Complementar nº 105/2001, sendo admitida a quebra do sigilo somente quando houver fortes indícios de culpabilidade de quem se busque rastrear a conta, e que isto seja feito mediante autorização judicial, o que não ocorreu no caso. Além disso, para o relator, a situação se agravou pela demissão sem justa causa do ex-funcionário, mesmo tendo sido inocentado ao final do procedimento investigatório realizado pelo Banco.

Por fim, o ministro Emmanoel Pereira manifestou-se pelo provimento ao recurso do ex-empregado do Banco do Brasil, julgando procedente o pagamento de indenização por dano moral. Determinou também o retorno dos autos ao TRT cearense, para o prosseguimento na análise dos outros pedidos formulados pelas partes, ainda pendentes de julgamento.

(RR-209100-67.2003.5.07.0002).

(Luciano Eciene)


FETRACONSPAR, 19 de julho de 2010 | Eventos
Campanha Salarial/ Construção Civil
7ª Rodada de negociações entre a FETRACONSPAR e SINDUSCON/PR

Mesa de Negociação: Diretores da FETRACONSPAR e dos Sindicatos de trabalhadores com representantes do SINDUSCON PR.

A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário do Estado do Paraná - FETRACONSPAR e os Sindicatos de Trabalhadores filiados, realizaram nesta segunda-feira, 19/07, às 09h00, na sede do Serviço Social do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná – SINDUSCON/SECONCI/PR, sito à Rua João Viana Seiler, 116 - Parolin - Curitiba-PR, 7ª reunião para discutir a Pauta de Reivindicações dos trabalhadores da categoria visando a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2010/2011. A data base é 1º de junho.

A reunião foi entre a Comissão de Negociação formada por membros da Federação e dos Sindicatos de Trabalhadores com os representantes do SINDUSCON/PR.

Participaram da negociação os companheiros REINALDIM BARBOZA PEREIRA (FETRACONSPAR), DOMINGOS OLIVEIRA DAVIDE (STIC CIVIL Curitiba), LAURENO GRUNEVALD (STIC CIVIL Curitiba), ALMIR DO ROSÁRIO ANDRADE PRADO (STICC Ponta Grossa), CELSO DOMINGUES LOPES (STICM Telêmaco Borba), LEANDRO DE FREITAS (STICM Pato Branco), OSMAR KRIGER (STICC Francisco Beltrão) e SIRLEI CÉSAR DE OLIVEIRA (STICM Guarapuava).