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Agência Diap, 22 de
julho de 2010
Emprego formal bate recorde e alcança
mais de 50% dos ocupados
Números da PED da região
metropolitana de SP do Dieese - que têm série histórica
mais antiga - mostram que entre 90 e 03 o total de trabalhadores formais
no setor privado caiu 8,7%, para 3,150 mi, enquanto o número
de empregados sem carteira quase dobrou, subindo 94,9%, para 1,047 mi
A formalização
no mercado de trabalho brasileiro aumenta intensamente desde 2004 na
esteira do crescimento mais forte da economia e de reformas que estimularam
a contratação de trabalhadores com carteira assinada.
Em 2010, pela primeira vez, o total de trabalhadores com carteira assinada
superou 50% da mão de obra ocupada nas seis maiores regiões
metropolitanas do país.
Essa participação
cresceu ao longo do semestre - começou em 50,3% em janeiro e
alcançou 51,1% em maio. O percentual é recorde. Desde
2002, quando começa a nova série de emprego e desemprego
do IBGE, nunca o emprego formal foi tão representativo.
O avanço da formalização
nos últimos anos mostra um quadro muito diferente do registrado
na década de 90 e no começo dos anos 2000, diz o economista
Sérgio Mendonça, do Departamento Intersindical de Estatísticas
e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Números da Pesquisa de
Emprego e Desemprego (PED) da região metropolitana de São
Paulo do Dieese - que têm uma série histórica mais
antiga - mostram que entre 1990 e 2003 o total de trabalhadores formais
no setor privado caiu 8,7%, para 3,150 milhões, enquanto o número
de empregados sem carteira quase dobrou, subindo 94,9%, para 1,047 milhão.
A partir de 2004 o quadro mudou.
O número de empregados formais no setor privado subiu de 3,4
milhões em 2003 para 4,6 milhões na média de março,
abril e maio de 2010, uma alta de 46%. No mesmo período, o estoque
de assalariados sem carteira assinada subiu apenas 2,6%, para 1,075
milhão de trabalhadores.
Para Mendonça, a aceleração
do crescimento é a principal explicação para o
avanço da formalização. De 2004 a 2008, o país
cresceu a uma média de 4,8% ao ano. Em 2009, a economia encolheu
0,2%, mas já retomou um ritmo forte de expansão, devendo
avançar mais de 7% este ano. Entre 1980 e 2003, a média
foi pouco superior a 2%.
"Os números indicam
que o que faltava para a criação de empregos formais era
um crescimento mais forte", acredita ele. De 2004 a junho de 2010,
a geração de empregos formais superou 9,5 milhões
de vagas, considerando a diferença entre admissões e demissões
no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
O economista Fábio Romão,
da LCA Consultores, aponta o crescimento mais forte - e a percepção
de que o país pode sustentar taxas mais elevadas ao longo do
tempo - como o principal motivo para a formalização crescente
no mercado de trabalho. Isso dá mais confiança para as
empresas registrarem os funcionários.
Romão observa que parte
das vagas que aparecem no Caged se refere à formalização
de postos de trabalho já existentes, ainda que não seja
a maior fatia e não haja como precisar seu tamanho total, apenas
a parcela que decorre das ações de fiscalização
do Ministério do Trabalho.
Segundo Romão, esse fenômeno
fica claro quando se compara o crescimento do estoque de trabalhadores
por categoria de ocupação na Pesquisa Mensal de Emprego
(PME), do IBGE.
Em maio, o número de
empregados com carteira assinada cresceu 7% em relação
ao mesmo mês de 2009, enquanto o número de informais encolheu
0,6%. Essa diferença, avalia Romão, "indica a formalização
de vagas já existentes".
Além do crescimento mais
forte da economia, Mendonça acredita que a aprovação
da da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa contribuiu para o avanço
da formalização nos últimos anos. Conhecida como
Supersimples, a lei entrou em vigor em julho de 2007, barateando a contratação
com carteira para empresas de menor porte.
"Ela reduz o custo de uma
relação de trabalho formal", observa o economista
José Márcio Camargo, da Opus Gestão de Recursos,
que esse tipo de reforma com um peso maior no processo de formalização
recente do que o ritmo de crescimento.
Segundo ele, a crescente importância
do crédito na economia brasileira também tem importância.
Trabalhadores com carteira assinada têm acesso a modalidades de
crédito como os empréstimos consignados.
Para ele, esse é mais
um incentivo para que os trabalhadores busquem relações
formais de trabalho e relutem em aceitar a informalidade, que por vezes
pode garantir um rendimento líquido maior.
O fim da cumulatividade da Cofins,
aprovada em 2003, também influenciou nesse processo, acredita
Mendonça. Como o imposto começou a a incidir sobre o valor
agregado, as empresas maiores passaram a pressionar as fornecedores
de menor porte a se formalizar, para terem direito aos créditos
tributários, diz ele. Nesse processo, as empresas tendem a regularizar
a mão de obra, o que também facilita obtenção
de crédito.
O aumento da formalização
é amplamente favorável para a economia, destacam os economistas.
O caixa do governo é reforçado, já que há
um aumento da contribuição sobre a folha de salários
e sobre a renda das pessoas físicas.
O processo também ajuda
a realimentar o próprio crescimento, como diz Romão. Quem
tem carteira assinada se sente mais confiante para consumir e entrar
em empréstimos e financiamentos.
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Valor Econômico, 22
de julho de 2010
Carteira de Trabalho: formalização
pode elevar arrecadação em 10% do PIB
O processo de formalização
da economia brasileira tem levado a um aumento expressivo da arrecadação,
processo que deve se manter ao longo dos próximos anos e garantir
ao governo um volume significativo de recursos, que pode chegar a 10%
do Produto Interno Bruto (PIB) em 10 ou 20 anos, aponta um estudo do
economista Bernard Appy, ex-secretário de Política Econômica
do Ministério da Fazenda.
Para ele, essa folga fiscal,
se bem utilizada, pode expandir o investimento público e privado
e a poupança doméstica.
Se mantida a trajetória
de elevação das receitas - e não sendo essa arrecadação
consumida na expansão de despesas correntes -, "há
várias formas possíveis e não excludentes"
que podem favorecer uma política de desenvolvimento, diz Appy
no estudo, citando o aumento do investimento público em infraestrutura,
o avanço das desonerações tributárias ou
a ampliação da poupança do governo para reduzir
mais rapidamente a dívida pública.
Appy diz que a alta da carga
tributária nos últimos anos mostra o grande impacto da
formalização sobre as receitas. Esse aumento, segundo
ele, se deve principalmente aos tributos sobre a renda do trabalho,
somando as contribuições sobre a folha de salários
e o Imposto de Renda das Pessoas Físicas, e os tributos sobre
a renda das empresas e os ganhos de capital.
Hoje diretor de Pesquisa e Projetos
de Negócios da BM&F Bovespa, Appy diz que, de 2004 a 2008,
anos de crescimento robusto, a carga tributária subiu de 32,23%
para 35,8% do PIB, num momento em que não houve medidas importantes
para aumentar a receita. No período, os tributos sobre a renda
das pessoas físicas aumentaram 0,44 ponto do PIB, as contribuições
sobre a folha de salários, 1,3 ponto, e os impostos sobre a renda
das empresas e o capital, 1,57 ponto.
Appy nota que, de 2002 a 2008,
os trabalhadores formais passaram de 37,7% para 43,4% da população
ocupada. "Esse parece ser o fator dominante do forte crescimento
das contribuições previdenciárias, bem como do
IRPF".
Ele ressalta ainda que a expansão
dos tributos sobre o lucro das empresas é resultado, pelo menos
em parte, "do processo de formalização das receitas
e do lucro, refletindo mudanças como a crescente abertura de
capital e uma atuação mais eficiente da Receita".
Para Appy, se o país
continuar a crescer a uma taxa entre 4% e 5% ao ano, a tendência
de formalização e seu impacto positivo sobre a receita
deve continuar por muito tempo. No caso do mercado de trabalho, a perspectiva
de continuidade é clara, até porque a informalidade ainda
é alta. No caso das empresas, ele acha razoável supor
a continuidade do processo de formalização das receitas
e do lucro, ainda que a um ritmo mais moderado.
Appy diz ser provável
que, nos próximos 10 a 20 anos, a carga tributária cresça
entre 0,5 e 1 ponto percentual do PIB ao ano. Mantida a trajetória
recente, ela pode subir dos atuais 35% do PIB para mais de 45% do PIB
em 20 anos, estima ele.
Para ele, esse quadro oferece
duas opções de gestão da política fiscal.
A primeira, mais confortável do ponto de vista político,
é a acomodação do atual modelo, com o aumento inevitável
da carga tributária e das despesas correntes como proporção
do PIB, "ainda que a dívida pública siga sendo reduzida
e que possa haver alguma margem para desonerações e para
a ampliação do investimento público".
Ele diz que não propõe
o corte de programas sociais ou de despesas correntes, mas considera
importante "explicitar que o crescimento inercial desses gastos
acima do crescimento do PIB reduz o espaço para políticas
que podem contribuir para a consolidação do ciclo de desenvolvimento".
A outra opção
é mudar o modelo atual, definindo metas de longo prazo para a
"carga tributária, os investimentos e a dívida pública,
e a alteração das regras que levam a um aumento automático
de certas categorias de despesas como proporção do PIB".
Com isso, a folga fiscal decorrente
da formalização abre espaço para políticas
que favoreçam a competitividade, o investimento e o crescimento.
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Congresso em Foco, 22 de
julho de 2010
Ensino profissionalizante e o primeiro
emprego
“As empresas já não encontram
trabalhadores em quantidade e qualificação exigidos pelo
mercado. Uma escola voltada para a nova realidade do país, com
cursos profissionalizantes, pode oferecer alternativas para mudar a
vida das pessoas”
Alexandre Cardoso
A estabilidade da economia e o horizonte que se abre com as recentes
descobertas no setor energético colocam o Brasil numa boa posição
no ranking das economias mundiais. Por mais animadores que sejam, esses
indicadores deixam como subproduto a necessidade de se refletir sobre
as condições do país para enfrentar as demandas
que certamente serão geradas no campo do trabalho. Esse desafio
está conectado ao sistema educacional e ao futuro da juventude
brasileira.
As estatísticas revelam que a evasão no ensino médio
é altíssima e que, dos alunos que alcançam a educação
superior, a maioria não consegue concluir a universidade. O último
censo escolar, de 2006, mostra que a situação no ensino
médio é ruim em todos os estados. Dos 3.651.903 alunos
matriculados no período, apenas 50,9% concluíram o curso,
o que significa dizer que um contingente de 1.858.615, por diferentes
razões, abandonou as salas de aula.
A situação do
estado do Rio de Janeiro nesse contexto é preocupante e requer
uma avaliação mais detalhada. Segundo dados do MEC, apenas
44,5% dos alunos matriculados terminaram o ensino médio em 2006.
É um índice de conclusão inferior ao de alguns
estados da região Nordeste, como a Bahia (48,2%) e Pernambuco
(45,8%) e o pior de todo o Sudeste.
Igualmente preocupante é
o destino dos universitários que conseguem concluir o ensino
superior no país. Para ficar apenas em um exemplo, é prudente
lembrar que cerca de 80% dos estudantes que saem das universidades com
diploma de bacharel em direito não conseguem aprovação
no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Além de sugerir que o
processo educacional precisa ser sacudido por mudanças, as estatísticas
levam a uma inevitável pergunta: de que serviram os 12 anos de
estudo até a conclusão do ensino médio e os 16
ou 17 anos para encerrar o superior – com tempo e gastos financeiros
pesados – se ao final do período o jovem não tem
sequer uma alternativa para ingressar no mercado de trabalho? Não
serviram para nada, mas apontam para respostas que podem ser encontradas
na fase intermediária da educação, ou seja, no
ensino médio. Mais que se adequar à realidade atual, o
ensino precisa oferecer garantias de futuro aos jovens, sobretudo aos
nunca alcançarão o ensino superior ou um diploma universitário.
Um dos caminhos é incluir
cursos profissionalizantes no ensino médio. Resultado de amplo
debate no meio acadêmico, apresentarei na Câmara dos Deputados
proposta de mudança na Lei das Diretrizes e Base (LDB). Quero
críticas e sugestões (dep.alexandrecardoso@camara.gov.br).
Pela proposta, as escolas serão obrigadas a oferecer, nos últimos
dois anos, cursos profissionalizantes segundo as vocações
regionais. Serão seis meses de preparação em cada
um dos anos para que o jovem tenha acesso ao primeiro emprego.
Também estou exortando
os homens públicos em geral, com ênfase nos futuros dirigentes
do país, para um debate mais aprofundado sobre o assunto. A troca
de ideias com o meio acadêmico e a intimidade com pesquisas sobre
o setor me dão a certeza de que este é um tema de alta
relevância para o país. O programa de governo de quem irá
comandar os destinos da nação nos próximos quatro
anos deve ter a educação como prioridade e, dentro dela,
cursos profissionalizantes no ensino médio. Esse debate é
um imperativo.
O estudante e a família
terão, democraticamente, a alternativa de optar ou não,
mas os estabelecimentos públicos ou privados devem construir
estruturas adequadas, que viabilizem os cursos e abram janelas, inclusive,
para estágios no mercado. A simples constatação
de que mais da metade dos estudantes abandona a escola compromete o
futuro da juventude brasileira e revela um enorme desperdício
de mão de obra num país que tem pressa crescer com solidez.
Uma pesquisa recente da Fundação
Getúlio Vargas (ver em www.fgv.r/cps/proedu) avaliou o bom desempenho
dos cursos profissionalizantes no mercado de trabalho e confirmou que
eles não apenas capacitam, mas são, também, saudáveis
iniciativas para garantir melhores chances de inserção
no mercado e de maiores salários.
O estudo também chama a atenção para os riscos
de um apagão de mão de obra em decorrência do crescimento
econômico do país e da falta de profissionais capacitados.
As empresas já não encontram trabalhadores em quantidade
e qualificação exigidos pelo mercado. Como agravante desse
quadro, o número de jovens matriculados em alguma instituição
formal vem caindo. De 2006 a 2008, a queda foi de 3,5% entre os jovens
de 18 a 24 anos de idade. E nada indica que a queda tenha sido contida.
O ensino profissionalizante
firma-se como alternativa a um sistema educacional genérico –
de qualidade e foco questionáveis –, à crescente
evasão escolar e a um diploma que se tornou inalcançável
para a maioria dos estudantes que atingem a educação superior.
É também um dos caminhos para ajudar o Brasil a enfrentar
e superar o flagelo das drogas. Ele apresenta resultado em prazo mais
curto, permite que o estudante concilie estudo e trabalho, e é
direcionado às necessidades dos diferentes nichos de negócio.
O que proponho é um modelo que combine a educação
formal com a busca de uma profissão.
Principal personagem desse processo, o jovem deve ser o alvo das políticas
públicas. A ele devem ser ofertadas as informações
sobre a eficácia dos cursos e as vantagens do ensino profissionalizante.
Um jovem consciente saberá adotar o caminho correto.
Os cursos profissionalizantes
têm alcance maior que os técnicos, numa proporção
de 43% contra 6% das vagas no mercado. Uma vez incluídos no ensino
médio, portanto, podem oferecer mão de obra capacitada
a setores como turismo, construção civil, comércio,
gestão, indústria automobilística, finanças,
petróleo e gás – área que terá saudável
impulso com as descobertas do pré-sal –, gastronomia, estética
ou mesmo no pujante agronegócio.
A rede que precisa de serviços profissionais é vasta e
crescente. Uma vez tratada corretamente, com qualificação
adequada e contingentes voltados para as exigências do mercado,
pode ajudar a corrigir as distorções regionais, fortalecendo
o papel dos estados e municípios.
É fundamental repensar
a escola, criando um sistema que priorize a preparação
do jovem para a vida. Não faz mais sentido estimular a busca
do diploma universitário como única alternativa ou alimentar
o sonho de buscá-lo na capital. Uma escola voltada para a nova
realidade do país, com cursos profissionalizantes, pode oferecer
alternativas para mudar a vida das pessoas. Nós, homens públicos,
precisamos ter a coragem de enfrentar esse debate.
* Deputado federal, é presidente do
PSB do Rio de Janeiro e vice-presidente nacional do PSB.
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FOLHA DE LONDRINA, 22 de julho
de 2010 | Economia
Economia informal reduz participação
no PIB
Expansão do crédito e elevação
do número de trabalhadores formalizados estão entre os
fatores que respondem pela redução da economia subterrânea
no País
São Paulo - A economia
subterrânea, conhecida como economia informal, representou 18,4%
do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009, o equivalente a R$ 578,4 bilhões,
ante 21% do PIB em 2003. Esse é o resultado de um estudo inédito
que calcula o Índice da Economia Subterrânea, realizado
pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio
Vargas (Ibre-FGV) e encomendado pelo Instituto Brasileiro de Ética
Concorrencial (Etco). Segundo o responsável pelo estudo, professor
Fernando Holanda Barbosa Filho, o indicador tenta medir toda a produção
de bens e serviços que não foi comunicada ao governo.
De acordo com Barbosa Filho,
os principais fatores que respondem pela redução da economia
subterrânea no Brasil são o aumento do crescimento do PIB,
a elevação do número de pessoas formalizadas no
mercado de trabalho e a expansão da concessão de crédito
aos trabalhadores. Outros elementos importantes estão relacionados
à modernização da economia, maior abertura comercial,
com o avanço das exportações, e a evolução
de sistemas de arrecadação, como notas fiscais eletrônicas.
A redução da burocracia tributária, com a instituição
do regime Super Simples, também colaborou para a diminuição
da economia informal no País.
''O crescimento do PIB é
um santo remédio'', comentou Luiz Schymura, diretor do Ibre.
Segundo ele, a expansão do nível de atividade permite
melhorias institucionais no País, como a busca de maior eficiência
produtiva e o próprio aumento da formalização no
mercado de trabalho.
Na avaliação de
Barbosa Filho, se o Brasil crescer ao redor de 7% neste ano, como indicam
as previsões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
é ''factível'' que o índice de economia subterrânea
chegue à marca de 18% do PIB ao final de 2010. ''A expectativa
é que, com a continuidade da expansão do País,
a economia subterrânea continue em queda, embora não seja
possível afirmar agora qual seria o nível exato de redução.''
De acordo com os responsáveis
pela pesquisa, a informalidade no Brasil ainda atinge níveis
elevados, pois, nos países membros da Organização
para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE),
a taxa está ao redor de 10% do PIB. ''A economia informal no
Brasil equivale aproximadamente ao PIB da Argentina'', afirmou André
Franco Montoro Filho, diretor executivo do Etco. Segundo ele, em outros
países da América Latina esse patamar está ao redor
de 30% do PIB.
Na avaliação de
Montoro Filho, a redução da economia subterrânea
indicará a evolução do nível de desenvolvimento
da economia do País. Ele pondera que o termo economia informal
é uma espécie de eufemismo para a economia ilegal, que
comporta quem não paga impostos por suas atividades comerciais.
''Isso é ruim para o Brasil, pois emite sinais negativos para
os empresários e gera um mau ambiente de negócios'', comentou.
Segundo ele, a economia subterrânea
reduz os investimentos das empresas, pois uma parte delas não
encontra incentivos para ampliar suas atividades se os concorrentes
não pagam tributos. Além disso, se a economia possui muitas
atividades que não são formalizadas, as companhias registram
dificuldades para encontrar sócios no País e no exterior
a fim de realizar investimentos, dada a precariedade nas relações
contratuais entre empresas e fornecedores.
''Levando em consideração
a atual carga tributária, é possível estimar que
há sonegação de aproximadamente R$ 200 bilhões
por ano no Brasil'', comentou Montoro Filho. ''Imagine quantos investimentos
poderiam ser feitos com esse montante, inclusive em estradas. Somente
os investimentos realizados pelo governo federal no ano somaram R$ 30
bilhões'', afirmou. Segundo ele, a redução da economia
subterrânea é fundamental para ampliar a Formação
Bruta de Capital Fixo no País, gerar empregos formais e melhorar
a renda da população.
Ricardo Leopoldo
Agência Estado
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Gazeta do Povo, 22 de julho
de 2010
Pesquisa
Economia informal brasileira equivale
ao PIB da Argentina
Participação da informalidade
no produto nacional está abaixo da média da América
Latina, mas acima dos países desenvolvidos
Um estudo da Fundação
Getulio Vargas (FGV) encomendado pelo Instituto
Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco)
mostrou que a movimentação das riquezas não reportadas
ao governo caiu de 21% do Produto Interno Bruto (PIB), em
2003, para 18,4% em 2009. Isso significa que a economia subterrânea
movimentou R$ 578 bilhões no último ano. A cifra representa
valor próximo à soma de todas as riquezas
geradas pela Argentina em 2009. O crescimento da economia brasileira
nos últimos anos contribuiu para que o país
reduzisse o nível da produção de bens e serviços
que atua na informalidade.
O termo “subterrâneo”
inclui, além de trabalhadores informais, a movimentação
gerada com atividades ilícitas como tráfico de drogas
e contrabando. Em 2003, a economia subterrânea movimentou R$ 357
bilhões. Em valores de 2009, isso representaria R$ 523 bilhões.
Segundo os pesquisadores, o valor absoluto registrado no último
ano é maior porque a base do PIB quase dobrou no período.
O pesquisador do Instituto Brasileiro
de Economia (Ibre) da FGV Fernando de Holanda Barbosa Filho, responsável
pelo estudo, evita emitir opinião sobre a dimensão do
número, mas reforça que ele serve de base de comparação
com outros países. Segundo ele, a informalidade representa uma
média de 10% em países da Organização para
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Os países emergentes apresentam uma média de 30% do PIB.
De acordo com Barbosa, o aumento
na oferta de crédito foi um dos maiores responsáveis pela
redução. Empresas e trabalhadores preferem arcar com os
custos da formalização para ter acesso aos financiamentos
a receber mais como informais. O crescimento de empresas pequenas e
o aumento das companhias exportadoras exigiu maior formalização.
Pesou também o uso de notas eletrônicas e a modernização
dos sistemas de cobrança de impostos. O pesquisador acredita
que o porcentual de participação da informalidade no PIB
siga as previsões de crescimento para 2010 e mantenha a tendência
de queda. “Uma grande saída seria reduzir a carga tributária
e a burocracia”, sugere Barbosa.
Metodologia
O cálculo para a movimentações
informais é feito com base na demanda de moeda e número
de trabalhadores informais, da Pesquisa Nacional por Amostra
em Domicílio (Pnad). O resultado de 2009 foi feito com os dados
da Pnad do ano anterior.
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Gazeta do Povo, 22 de julho
de 2010
Política monetária
Desaceleração faz BC elevar
juros em ritmo mais brando
Com inflação em queda e indicadores
de atividade econômica mais fraca, Copom reduz ritmo do aperto
monetário e anuncia elevação de 0,5 p.p. na Selic
Pressionado pela divulgação
de indicadores que apontam a desaceleração da economia
brasileira, o Banco Central decidiu reduzir o ritmo de aumento da taxa
básica de juros, a Selic. O Comitê de Política Monetária
do BC (Copom) elevou ontem à noite os juros de 10,25% para 10,75%
ao ano. A intensidade do aumento foi menor que a realizada nas duas
reuniões anteriores do Copom, quando a taxa havia subido 0,75
ponto porcentual.
A notícia da alta já
era esperada pelo mercado, tendo em vista a necessidade de manter a
política monetária instituída pelo BC. “Considerando
o processo de redução de riscos do cenário inflacionário
que se configura desde a última reunião do Copom, e que
se deve à evolução recente de fatores domésticos
e externos, o comitê entende que a decisão irá contribuir
para intensificar esse processo”, informou a autoridade monetária.
Apesar das previsões,
muitos economistas esperavam um aumento maior, de 0,75 ponto porcentual.
Para eles, nem mesmo o anúncio de deflação de 0,09%
no IPCA-15, divulgado na última terça-feira, aliviaria
o ritmo do aperto monetário promovido pelo BC desde abril deste
ano.
Os analistas destacam que o
aumento da Selic não trará impacto imediato à economia
nacional, uma vez que a elevação não compromete,
em curto prazo, o crédito e o financiamento usados pela indústria,
pelo comércio ou mesmo pelo consumidor. “Esse aumento não
afeta as decisões de consumo que o povo já está
tomando. Quem pensa em comprar um carro irá comprá-lo
de qualquer jeito”, avalia Demian Castro, chefe do departamento
de Economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Edson Stein, coordenador do
curso de Economia da Faculdades Integradas do Brasil (Unibrasil), diz
que o aumento da Selic tem consequências ruins, mas em um prazo
de médio a longo. É que o acréscimo de 0,5 ponto
porcentual torna mais cara a produção e encarece o consumo.
Em linhas gerais, qualquer acréscimo acaba por onerar toda a
cadeia produtiva, o que levaria a economia ao patamar de desaceleração
esperado pelo governo em 2011. “Em vez de conter o consumo, o
governo deveria se empenhar em desenvolver uma política econômica
que amplie a oferta, já que todos estão interessados em
consumir ainda mais”, pondera o economista.
Expectativas
Para Giuliano Contento de Oliveira,
professor do instituto de economia da Unicamp, não há
possibilidade de alteração da conduta adotada pelo BC.
Pelo menos não antes do término de 2010. “O que
o BC vai fazer é continuar esse ciclo de alta e verificar como
os preços e a atividade econômica respondem ao aumento.
Só aí poderemos ter uma redefinição dessa
política”, explica.
O diretor-executivo da Federação
do Comércio de São Paulo (Fecomercio-SP), Antonio Carlos
Borges, disse que a alta no juro básico mostra um medo exagerado
do BC sobre a possibilidade de aumento da inflação e a
classifica como conservadora. A Fecomercio ressalta que alterações
na Selic costumam levar de quatro a oito meses para surtirem efeito
na economia real.
Já o presidente em exercício
da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson
Andrade, disse ver “com algum alento” a decisão de
reduzir o ritmo de aumentos na Selic. Ainda assim, segundo ele, a elevação
dos juros se mostra desnecessária, pelo cenário de arrefecimento
da atividade econômica. “Diversos indicadores, como a produção
e venda de veículos, a produção de papel ondulado
e consumo de energia elétrica confirmam o quadro de redução
no ritmo de crescimento já no segundo trimestre deste ano”,
acrescentou Andrade.
Ranking
Brasil mantém liderança
em maiores taxas
Das agências
Com a decisão do Copom
de elevar a taxa Selic em 0,5 ponto porcentual, o Brasil manteve sua
posição na liderança do ranking dos países
com maiores juros reais do planeta. A alta na taxa básica do
país levou os juros reais a 5,6% ao ano. Na segunda posição
aparece a China, com taxa real de 2,3%. Na terceira posição
está a Rússia, com 1,8%. O ranking é elaborado
por Jason Vieira, analista internacional do Cruzeiro do Sul, e Thiago
Davino, gerente financeiro da Weisul Agrícola, com 40 das maiores
economias do planeta.
Da taxa básica, foi descontada
a inflação projetada para os próximos 12 meses.
Enquanto o Brasil reforça sua liderança, com juros ascendentes,
mais da metade dos países citados registram juro real negativo.
Tanto que a taxa média geral dos países analisados ficou
em -0,6%.
A liderança do Brasil
pode representar uma entrada mais expressiva de capital externo, que
ocorre porque os títulos de renda fixa emitidos no país
pagam mais que seus pares internacionais.
Sindicalistas
Para a Força Sindical,
o novo aumento da Selic foi “nefasto para o setor produtivo”.
“Lamentamos profundamente que o Brasil esteja virando um paraíso
para os especuladores”, disse o presidente em exercício
da central, Miguel Torres. A inflação havia sido o número
que abriu os olhos de diversas entidades, inclusive os sindicatos, para
a chance de uma alta menos intensa da Selic – mais especificamente
o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que marcou
inflação zero em junho, abaixo de todas as expectativas.
Os preços seguiram no radar até horas antes da decisão,
já que na terça-feira o IPCA-15 de julho, uma prévia
do índice até o meio do mês, apontou deflação
de 0,09%, mais uma abaixo do previsto.
Correção
Ao contrário do informado
na edição de ontem da Gazeta do Povo, o IPCA-15 mede a
inflação entre os dias 15 de cada mês, e não
a inflação dos 15 primeiros dias do mês.

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O ESTADO DO PARANÁ,
22 de julho de 2010 | Economia
Indústria, comércio e sindicatos
criticam decisão do BC
O presidente em exercício da Confederação Nacional
da Indústria (CNI), Robson Andrade, disse ver "com algum
alento" a decisão do Comitê de Política Monetária
(Copom) de reduzir o ritmo de aperto monetário, com alta de 0,50
ponto porcentual na taxa Selic, para 10,75% ao ano. Para ele é
desnecessário manter o processo de elevação dos
juros, pelo cenário de arrefecimento da atividade econômica.
Os últimos dados divulgados, lembra Andrade, apontam nítida
desaceleração no ritmo de expansão econômica,
principalmente na produção industrial que, nos últimos
dois meses interrompeu o crescimento. Enfatizou que o próprio
índice de atividade econômica produzido pelo Banco Central,
referente a maio, aponta estabilidade do Produto Interno Bruto (PIB).
"Somados a isso, diversos
indicadores antecedentes, como a produção e venda de veículos,
produção de papel ondulado e consumo de energia elétrica
confirmam o quadro de clara redução no ritmo de crescimento
já no segundo trimestre deste ano", acrescentou o presidente
da CNI.
"Após a estabilidade
do IPCA de junho, o IPCA-15 de julho apontou queda de 0,1%, com redução
no preço dos alimentos, principal componente de pressão
inflacionária dos últimos meses. São sinais mais
do que suficientes, portanto, para a flexibilização do
ciclo de aperto monetário do Banco Central. A persistência
desse processo poderá reduzir o ritmo de crescimento dos investimentos,
aspecto fundamental para o crescimento sustentado da economia",
alerta Robson Andrade.
Fiesp
O presidente em exercício
da Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo (Fiesp), João Guilherme Sabino Ometto, repudiou a decisão
do Copom de elevar a taxa Selic. "Vamos seguir defendendo o setor
produtivo brasileiro. O Brasil não pode continuar entre os campeões
mundiais de maiores taxas de juros", disse, em nota.
"A Federação
e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp
e Ciesp) não podem concordar com a política equivocada
de elevação da taxa Selic simplesmente para que as expectativas
de mercado não sejam contrariadas", criticou. "O que
é mais importante: as expectativas de mercado ou os números
já bem claros de arrefecimento da inflação no Brasil?
A quem interessa juros altos: aos poucos do mercado ou aos muitos da
sociedade?", questionou. "Qual é a razão para
o aumento dos juros? A Fiesp e o Ciesp não encontram nenhuma,
exceto a distribuição de renda ansiada pelos sopradores
de 'vuvuzelas' do mercado."
Fecomercio-SP
Apesar de o aumento da Selic
ter sido menor que o esperado pela maioria do mercado financeiro, a
Federação do Comércio de Bens, Serviços
e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) criticou a decisão
do Copom. Para a entidade, o Copom demonstrou "um medo exagerado"
da possibilidade de aumento da inflação, ignorando os
sinais de arrefecimento da economia brasileira nos últimos meses.
Analistas financeiros esperavam
elevação de 0,75 ponto porcentual e a decisão do
Copom foi de aumentar a Selic em 0,50 ponto, para 10,75% ao ano. Mesmo
assim, o diretor executivo da Fecomercio, Antonio Carlos Borges, avaliou
que o reajuste foi "absolutamente desnecessário". "O
momento pede uma parada técnica para que o BC analise melhor
a situação a partir dos aumentos dos juros básicos
nos meses anteriores e possa tomar a decisão mais acertada daqui
para a frente", afirmou.
Força Sindical
A decisão do Copom também
foi criticada pela Força Sindical. Em nota, o presidente em exercício
da entidade, Miguel Torres, considerou a decisão "nefasta"
para o setor produtivo. "Esta insensata medida irá aumentar
a trava para a produção e a geração de empregos,
prejudicando as estimativas de um PIB vigoroso este ano", afirmou.
"É realmente
lamentável que as autoridades monetárias brasileiras tenham
se transformado em meros aduladores dos especuladores. Suas decisões
estão cada vez mais distante dos interesses maiores da sociedade
e do Brasil", disse. "Lamentamos profundamente que o Brasil
esteja virando um paraíso para os especuladores do mundo inteiro."
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Gazeta do Povo, 22 de julho
de 2010
Trabalho
Abono movimenta R$ 7,4 bi em 12
meses
O Ministério do Trabalho e do Emprego divulgou ontem
os números do abono salarial pago entre julho de 2009 e junho
de 2010. Em todo o país, 16,3 milhões de pessoas receberam
o benefício, que somou R$ 7,4 bilhões, valor
recorde. Segundo o ministério, 96,31% dos trabalhadores
com direito ao abono fizeram o saque, referente a um salário
mínimo.
“Este recorde mostra que
o benefício é um instrumento eficiente no amparo ao trabalhador.
É dinheiro diretamente no bolso, que entra imediatamente na roda
da economia brasileira, trazendo benefícios para todos”,
afirmou o ministro Carlos Lupi comemorou o número recorde do
Abono Salarial. O recorde anterior foi registrado entre julho de 2008
e junho de 2009, quando 14,8 milhões de trabalhadores receberam
R$ 6 bilhões.
Benefício
O abono é pago a trabalhadores
cadastrados no Programa de Integração Social (PIS) e do
Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Púbico
(Pasep) há pelo menos cinco anos, que receberam em média
até dois salários mínimos mensais no ano-base e
exerceram atividade remunerada por pelo menos 30 dias do ano base.
Recursos
FAT tem saldo de R$ 3,2 bi no semestre
Folhapress
O Ministério do Trabalho
e Emprego (MTE) divulgou ontem que o Fundo de Amparo ao Trabalhador
(FAT), cujos recursos são usados para custear o seguro-desemprego
e abono salarial, fechou o primeiro semestre do ano com um saldo positivo
de R$ 3,213 bilhões, uma alta de 88,15% em relação
ao resultado do mesmo período do ano passado, quando acumulou
R$ 1,7 bilhão.
Segundo o MTE, as contribuições
de PIS/Pasep foram a principal fonte de arrecadação no
primeiro semestre, acumulando R$ 13,8 bilhões (avanço
de 22,64% ante os seis primeiros meses de 2009). As outras receitas
somaram R$ 5,3 bilhões.
O saldo foi obtido após
despesas de R$ 10,19 bilhões para o pagamento de seguro-desemprego,
R$ 163,5 milhões para o custeio do abono salarial, R$ 107,9 milhões
para outros projetos e atividades e mais R$ 5,5 bilhões para
programas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES).
Ainda de acordo com o ministério,
3,624 milhões de trabalhadores receberam seguro-desemprego no
primeiro semestre deste ano, um número 11% abaixo do registrado
em mesmo período de 2009, quando 4,072 milhões foram beneficiados.
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FOLHA DE LONDRINA, 22 de julho
de 2010 | Economia
Cresce população ativa com
mais de 50 anos
No mês de maio, a população
ocupada ficou estável em relação ao mês anterior.
Ainda assim, deu um enorme salto se comparada a de 2009, quando cresceu
4,3% com a criação de 894 mil postos de trabalho em um
ano. Mas uma parcela da população merece destaque nesse
calculo: aqueles com mais de 50 anos.
De 2006 para cá, essa
parcela da população ganhou mais de um milhão de
pessoas ocupadas, passando de 3,5 milhões, para 4,7 milhões,
segundo os dados divulgados pelo IBGE em maio, aumentando sua participação
para 21,6%, resultado superior ao de 2009, quando obtinha 20,5% da população
economicamente ativa.
No último dia 5, o ministro
do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, defendeu a adoção
de políticas públicas para a reinserção
de profissionais com mais de 50 anos no mercado de trabalho. Segundo
o ministro, a falta de mão de obra qualificada poderá
estimular o retorno de pessoas mais experientes.
Agência Graffo
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Vermelho, 22 de julho de
2010
Brasil assumirá comando
do Mercosul e do Parlasul
O Brasil assume, no segundo semestre, o comando do Mercosul e também
a presidência do Parlamento do Mercosul (Parlasul), quando encerra
a conclusão da presidência argentina. Na próxima
sessão do legislativo regional, em nove de agosto, em Montevidéu,
chega a vez do Brasil assumir o cargo que é rotativo. A cada
seis meses o Mercosul e o Parlasul são presididos por cada um
dos países integrantes do bloco - Argentina, Brasil, Paraguai
e Uruguai.
Atual vice-presidente pela representação brasileira, o
senador Aloizio Mercadante (PT-SP) deverá ser confirmado como
presidente do Parlasul uma semana após a reunião de cúpula
do Mercosul, que ocorrerá na cidade argentina de San Juán,
quando os presidentes dos quatro países se reunirão para
discutirem o critério de proporcionalidade para a composição
futura do parlamento.
Os ministros de Relações
Exteriores e de Economia, que integram o Conselho do Mercosul, órgão
decisório do bloco, analisarão a instituição
do chamado Critério de Representação Cidadã,
que deverá garantir maior número de assentos no parlamento
aos países de maior população.
Segundo a proposta que estará
em debate, até 2014 o Brasil seria representado por 37 parlamentares,
enquanto a Argentina teria 26 e Paraguai e Uruguai manteriam os seus
atuais 18 parlamentares cada um.
Depois de 2014, ano em que provavelmente
ocorrerão eleições diretas no Brasil para a escolha
dos representantes brasileiros no Parlasul, a população
brasileira passaria a ser representada em Montevidéu, sede do
parlamento, por 75 parlamentares.
A Argentina teria 43, enquanto
os dois países menores, Paraguai e Uruguai, manteriam seus 18
parlamentares cada. Caso se confirme a adesão da Venezuela, este
país teria 30 representantes em Montevidéu.
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ESTADÃO.COM, 22 de
julho de 2010 | Radar Econômico
Eleições podem atrapalhar
‘boom’ da construção civil
Sílvio Guedes Crespo
As empresas do setor de construção
civil estão preocupadas com o período de campanha eleitoral
e algumas incorporadoras já temem queda nas vendas, informa o
jornal Brasil Econômico.
O motivo é que, por causa
das eleições, desde 1º de julho as companhias não
poderão usar o selo do programa Minha Casa, Minha Vida. Segundo
o jornal, esta logomarca se tornou uma das principais ferramentas de
marketing do setor. Por ser sinônimo de financiamento barato,
ela atrai milhares de pessoas com baixa renda.
“Muita gente entra no
estande de vendas e pede para ser cadastrado no Minha Casa, Minha Vida.
Isso mostra que, muitas vezes, não entendem como funciona o programa,
mas que é, sem dúvida alguma, uma alavanca nas vendas,
isso é”, disse ao jornal Hugo Louro, da Atua.
João Hater, da
Rossi, é menos pessimista: “Minha primeira impressão
era de que o fim do uso do selo iria prejudicar bastante as vendas.
Agora não tenho tanta certeza”.
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G1, 22 de julho de 2010
135,8 mi de eleitores estão
aptos a votar nas próximas eleições, diz TSE
Agência DIAP
O Tribunal Superior Eleitoral
divulgou, nesta terça-feira (20), dados consolidados sobre o
eleitorado brasileiro que mostram que 135,8 milhões de eleitores
estão aptos a votar nas eleições de outubro.
O número é 8,5%
maior que o da última eleição presidencial, de
junho de 2006, quando o total de eleitores brasileiros era de 125,9
milhões. Os dados foram repassados ao TSE pelos tribunais regionais
eleitorais (TREs).
O principal colégio eleitoral
do país continua a ser o estado de São Paulo, com 22,3%
do total de eleitores brasileiros - 30,3 milhões de pessoas aptas
a votar neste pleito - seguido de Minas Gerais, com 14,5 milhões
de eleitores (10,6% do eleitorado).
Em seguida, os estados com mais
eleitores são o Rio de Janeiro (11,5 milhões de eleitores
e 8,5% do eleitorado nacional), a Bahia (9,5 milhões e 7%) e
o Rio Grande do Sul (8,1 milhões e 5,9%). O menor colégio
eleitoral é Roraima -271,8 mil eleitores (0,2% do total).
Mulheres
A maioria do eleitorado brasileiro é composto de mulheres, 51,8%
das pessoas aptas a votar, ou 70,3 milhões de eleitoras. Os homens
representam 65,2 milhões de votantes. Em 2006, o eleitorado feminino
correspondia a 51,5% (64,8 milhões de votantes) e o masculino,
a 48,3% (60,8 milhões).
Com 984,6 mil eleitoras (53,6%
do total), o Distrito Federal é a unidade da federação
com o maior proporção de mulheres votantes, seguido do
Rio de Janeiro, com 6,1 milhões de eleitoras (53,2% do total).
Segundo o TSE, 200,3 mil eleitores
devem votar no exterior. O voto para quem está fora do país
vale apenas para os cargos de presidente e vice-presidente.
Segundo o secretário
de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino, o
perfil básico do eleitor brasileiro são pessoas do sexo
feminino com idade entre 25 a 34 anos. A maioria dos estados tem maior
percentual de mulheres eleitoras, com exceção de Mato
Grosso, Pará, Roraima e Rondônia.
"O aumento do eleitoral
ele se estende em todos os outros números, como sessões,
pontos de votação e de mesários convocados e tudo
corresponderá a esse aumento", afirmou Janino.
O assessor da Corregedoria-Geral
Eleitoral do TSE, Sérgio Cardozo, afirmou que o aumento total
do eleitorado brasileiro e a predominância feminina já
eram esperados pela Justiça eleitoral.
"É difícil
de estabelecer circunstância determinante da movimentação
do eleitorado. De acordo com o padrão vegetativo do eleitorado,
de uma eleição para outra, a média de crescimento
é de 4%. Não apresentou-se surpresa em relação
ao aumento e ao número maior de mulheres. Não há
como explicar essa tendência de maior participação
feminina. Talvez interesse maior das mulheres ou fator genético
do eleitorado", afirmou o assessor do TSE.
Jovens
O levantamento demonstrou também que houve uma redução
no número de eleitores de 16 anos e 17 anos. De acordo com os
dados do TSE, os eleitores nessa faixa etária somavam 2,55 milhões
de votantes em 2006; nestas eleições, 2,39 milhões.
O secretário de Tecnologia
da Informação do TSE disse que a redução
é um "fato novo", apesar das campanhas veiculadas pela
Justiça eleitoral para estimular a participação
do eleitorado jovem.
"Trabalho no TSE há
14 anos. Nos últimos, 10 anos tivemos números crescentes.
Esta é uma tendência a se estudar", afirmou Janino.
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Agência Brasil, 22
de julho de 2010
Dados do TSE mostram que eleitorado
feminino mantém crescimento
Débora Zampier,
Na Agência Brasil
As mulheres aumentam diferença
sobre os homens no colégio eleitoral brasileiro. Segundo dados
divulgados, nesta terça-feira (20), pelo Tribunal Superior Eleitoral
(TSE), elas representam agora 51,8% do eleitorado, um total de 70.373.971
milhões de votantes.
Os homens são 48% dos
votantes, ou 65.282.009 em números absolutos.
A diferença na soma entre
o total de homens e de mulheres, que é de 0,109%, ou de 148.453
eleitores, é explicado pelo fato de que antigamente os eleitores
não precisavam informar o sexo na hora de retirar o título
de eleitor.
"Essa informação
vai sendo corrigida aos poucos, pois agora há um sistema único
de registro de eleitores", disse Giseppe Janino, secretário
de Tecnologia da Informação do TSE.
O número de eleitoras
vem crescendo desde as eleições de 2006, quando representavam
51,53% do colégio eleitoral. Nas eleições de 2008,
a porcentagem foi para 51,76%.
Embora a diferença percentual
entre 2006 e 2010 seja de apenas 0,27%, em números absolutos
isso corresponde a quase 5,5 milhões de eleitores a mais do sexo
feminino.
A tendência da maioria
feminina segue o que é observado na divisão de brasileiros
por gênero. Segundo o último censo demográfico do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2000,
há 3% mais mulheres que homens no país.
Com exceção de
Mato Grosso, Rondônia, Roraima e do Tocantins, as mulheres são
a maioria entre os eleitores nos estados.
DF e
Rio
O Distrito Federal e o Rio de Janeiro são os que apresentam
proporcionalmente os mais altos percentuais de mulheres votantes, com
53,6% e 53,2%, respectivamente.
Os estados com maior proporção
de eleitores homens são de Mato Grosso, com 50,8%, e do Tocantins,
com 50,7%.
As mulheres também são
maioria em todas as faixas etárias de eleitores. A presença
feminina é mais significativa na faixa entre 70 e 79 anos, com
54,93% de mulheres votantes, seguida pela faixa de maiores de 79 anos,
com 53,46%.
A faixa etária com menor
presença feminina é de 18 a 20 anos, com 50,2%.
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Radar
Online, 22 de julho de 2010
Dilma deve aparecer à frente
de Serra na nova Vox Populi
Está prevista para esta quarta-feira (21) a divulgação
da mais nova pesquisa Vox Populi sobre a corrida presidencial. O levantamento
foi realizado entre sábado e terça-feira com 3 mil entrevistas.
Na semana passada, o Vox fez uma mesma pesquisa também com 3 mil
pessoas por encomenda do PT. Deu Dilma Rousseff com 43% e José
Serra com 37%. Como não houve qualquer fato relevante de lá
para cá, a lógica indica um resultado semelhante na pesquisa
que ganhará os sites a partir de hoje à noite.
No sábado, o Datafolha sairá com
a sua nova pesquisa, feita com 10 730 pessoas. Começou a ser
realizada na segunda-feira e terminará de colher as respostas
na sexta.
Não é comum uma pesquisa presidencial
com esse volume de entrevistas — para o Ibope, por exemplo, bastam
2 mil pessoas. O Datafolha, no entanto, tem uma razão para isso:
está pesquisando também a intenção de voto
dos candidatos a governador.
Da Redação, com informações
do Radar Online
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FOLHA DE LONDRINA, 22 de
julho de 2010 | Política
Legendas miram crescimento e aumento do
fundo partidário
Partidos lutam ainda para eleger a maior bancada
na tentativa de emplacar o próximo presidente da Câmara
dos deputados
Brasília - Em recesso, os deputados se dedicam às campanhas
eleitorais. Dos 513 deputados, 421 (82%) tentarão a reeleição
e 33 (6,43%) querem se tornar senadores. Enquanto 88,4% dos parlamentares
correm atrás do voto, os partidos fixam metas ambiciosas na tentativa
de eleger as maiores bancadas, porque isso definirá a força
da legenda diante do novo governo.
O número de deputados
eleitos e a quantidade de votos dados à legenda nas eleições
para a Câmara definirão o tamanho dos partidos para efeito
de distribuição proporcional do dinheiro do fundo partidário
e do uso do horário eleitoral gratuito na TV. Essa distribuição
valerá para os próximos quatro anos e são moedas
fortes em alianças e composição com o Planalto.
Antes mesmo de os votos caírem
nas urnas, o PMDB e o PT estão convictos de que elegerão
o próximo presidente da Câmara. Os candidatos já
estão postos: Henrique Eduardo Alves (RN), caso o PMDB eleja
a maior bancada, e Cândido Vaccarezza (SP), se o PT for o vencedor.
O líder do PMDB, Henrique Alves, considera que o partido sairá
na frente, elegendo de 95 a 100 deputados.
As eleições de
2006 elevaram o PMDB à posição de maior partido,
com 89 deputados. Com o troca-troca de legendas, a bancada tem hoje
90 parlamentares na Câmara, o que o mantém na condição
de maior partido. ''O PMDB tem grande força nos Estados e muitos
candidatos a governador, o que fortalece a formação das
bancadas legislativas, mais do que provoca repercussão nacional'',
diz Henrique Alves.
Onda Lula
No PT, a intenção
é aumentar a bancada atual de 79 deputados com mais 10 ou 15
eleitos. ''Temos expectativa de um leve crescimento da bancada com base
no trabalho que o PT vem fazendo no Congresso'', avalia o petista Vaccarezza.
''O fato de Lula ser filiado ao PT ajuda a bancada.''
O deputado José Genoino
(PT-SP) também considera que o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva faz a diferença quando o assunto é voto
no partido. Com a popularidade alta, ter Lula como cabo eleitoral pode
render os votos necessários para ultrapassar o aliado PMDB na
Câmara. ''Recente pesquisa eleitoral mostra que o PT tem 28% da
preferência nacional. O partido pode ficar maior do que o PMDB'',
afirma Genoino.
A entrada de Lula na campanha
pelo voto no número 13 não é assunto fácil
de ser tratado pelos partidos aliados. O ministro das Relações
Institucionais, Alexandre Padilha, diz que não há discussão
sobre isso. ''No momento certo, o presidente fará campanha para
os aliados'', esquiva-se. A pretensão de evoluir na esteira do
crescimento do País é disseminada entre as legendas da
base do governo.
Com uma bancada de 27 deputados,
o PSB calcula quase dobrar de tamanho nesta eleição. ''Esperamos
eleger de 40 a 50 deputados'', diz o deputado Márcio França
(PSB-SP), secretário nacional do partido. O PSB aposta fichas
no vereador de São Paulo Gabriel Chalita, candidato a uma vaga
de deputado federal, para puxar mais votos para a legenda e eleger com
ele mais parlamentares. França acredita que ele poderá
ser o mais votado em São Paulo.
O partido também pôs
como puxadores de votos os candidatos e ex-jogadores de futebol Marcelinho
Carioca e Romário.
Denise MadueÀo
Agência Estado
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O ESTADO DO PARANÁ,
22 de julho de 2010 | Política
Sites de governos estaduais desafiam lei
eleitoral
Biografias elogiosas, vídeos, fotos e áudios de governadores
de Estado e prestações de contas fechadas no meio do ano,
pouco antes do início do período mais restrito da lei
eleitoral. Em tese, nenhuma dessas informações deveria
estar no ar em sites institucionais de governo estaduais, mas estão.
As páginas dos governos dão espaço à divulgação
dos feitos de governadores que tentam a reeleição este
ano. No entanto, a proibição da publicação
de notícias sobre atos administrativos gera controvérsia
entre especialistas em Direito Eleitoral, abrindo brechas para a continuidade
dessas informações nos sites oficiais.
A legislação eleitoral
proíbe publicidade institucional de órgãos públicos
e uso da máquina em favor de qualquer candidato. Levantamento
da Agência Estado em 20 sites de governos estaduais, cujos ocupantes
concorrem à reeleição, encontrou problemas em 14.
São eles: Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará,
Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Piauí,
Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia e Roraima.
Para o presidente da Comissão
de Estudos Eleitorais da seccional São Paulo da Ordem dos Advogados
do Brasil (OAB), Sílvio Salata, a manutenção das
biografias nos sites traz benefícios eleitorais aos governadores.
"É propaganda institucional com benefício ao candidato,
não ao governador", afirmou. "Eles estão usando
um site de governo para divulgar a candidatura deles e quebrando a linha
de igualdade em relação aos outros candidatos."
A resolução número 23.191 do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) veda a publicidade institucional de atos, programas,
obras, serviços e campanhas de órgãos públicos
nos três meses anteriores ao pleito, ou seja, a partir de 3 de
julho. O agente público que descumprir a determinação
pode receber multa de até R$ 106,4 mil e o candidato beneficiado
fica sujeito à cassação do registro de candidatura.
A lei proíbe também o uso da máquina pública
e o abuso de autoridade e de poder econômico em favor de uma candidatura.
As regras valem mesmo nos casos em que o chefe do Executivo não
disputa a reeleição, para evitar benefícios ao
candidato da situação.
"O site é parte
da máquina administrativa. É como usar qualquer bem público",
disse o especialista em Direito Eleitoral Luciano Pereira dos Santos,
que integra o Movimento de Combate à Corrupção
Eleitoral, reunião de entidades que acompanha a atuação
do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "O mau uso do site pode configurar
uso da máquina e abuso do poder político - situações
em que a cassação é possível."
Apesar de ter publicado uma
instrução normativa sobre as restrições
da lei eleitoral, o governo da Bahia, por exemplo, manteve, em seu site
institucional um "Balanço de Ações" das
bandeiras eleitorais do governador Jaques Wagner (PT), candidato à
reeleição. O documento de 110 páginas é
anunciado na página inicial da Assessoria de Comunicação
Social do governo. "Os valores do governo do Estado estão
pautados no compromisso com a melhoria das condições de
vida, com o desenvolvimento, com o respeito ao meio ambiente e à
cidadania. Clique e confira", convida o banner com fotos. O material
foi postado há duas semanas.
"As prestações
de contas de governo são permitidas dentro do período
normal, no encerramento do ano", explicou o advogado Pereira dos
Santos. "Agora, como estamos no período de eleição,
qualquer manifestação é propaganda eleitoral."
Salata acha estranho que um balanço divulgado todos os anos em
dezembro seja, dessa vez, publicado em junho. "Ele está
usando a administração pública para divulgar seu
propósito eleitoral."
O procurador regional eleitoral
de Sergipe, Ruy Bastos Mello, defende rigidez na análise dos
casos e vê como possível uso da máquina a manutenção
de qualquer material vinculado a atos de governo nos sites oficiais.
Consultado pelo governo de Sergipe, Bastos Mello aconselhou a retirada
de todo material noticioso do site oficial.
O governador Marcelo Déda
(PT) seguiu a orientação. "O aconselhável
é que o governo tire do ar as informações relacionadas
com a gestão atual e fique apenas algo sobre a história
do Estado. Pela regra da lei, não pode haver notícias
sobre o dia do governador, pois isso dá publicidade a atos de
governo", afirmou o procurador. "Caberá aos colegas
procuradores eleitorais analisarem isso em cada Estado."
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Folha de S.Paulo, 22 de
julho de 2010
PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES 2010
Indio insinua elo PT-Comando Vermelho
Vice de Serra acirra polêmica iniciada
no fim de semana, quando acusou partido de envolvimento com as Farc
| Democrata nega ter sido repreendido dentro da campanha tucana por
suas declarações e diz que "fala o que pensa"
ITALO NOGUEIRA
DO RIO
O deputado Indio da Costa (DEM-RJ),
candidato a vice-presidente na chapa de José Serra (PSDB), ligou
indiretamente ontem o Comando Vermelho, maior facção criminosa
do Rio, ao PT.
A declaração aumenta a polêmica criada por ele no
fim de semana ao acusar o partido de ligação com as Farc
e com o narcotráfico.
Indio, que acompanhou Serra em visita ao Rio, afirmou existirem "vários
indícios de ligação do Comando Vermelho com as
Farc".
"A gente vive aqui no Rio de Janeiro, no meio de uma guerrilha
urbana alucinada por conta do narcotráfico. Veja só: PT
e as Farc. As Farc e o narcotráfico. O narcotráfico e
o Rio de Janeiro, o Comando Vermelho, com indícios muito claros
de relacionamento. Agora ela [Dilma] tem que dizer o que ela acha. Se
ela acha que tem problema ou não essa relação."
O vice de Serra disse considerar "ridículos" os processos
que o PT pretende mover.
Referindo-se à candidata petista, Indio citou a quebra do sigilo
fiscal de Eduardo Jorge. "Será que ela acha que é
legal e merece respeito quebrar o sigilo bancário e fiscal contra
um cidadão?"
Seguindo a estratégia de preservar Serra de discussões,
Indio disse ainda que gostaria de saber o que Dilma acha da "pressão"
que sua campanha estaria fazendo sobre a vice-procuradora-geral eleitoral,
Sandra Cureau, autora de ações contra Lula por campanha
antecipada.
Indio negou ter sido repreendido por tucanos dentro da campanha por
suas declarações. "Entrei na política para
falar o que eu penso."
NOVA
AÇÃO
O PT entrou nesta quarta-feira com uma ação na 13ª
Vara de Justiça do DF por danos morais contra o PSDB e Indio
pelas declarações ligando o partido às Farc e ao
narcotráfico. A legenda pede R$ 40 mil por difamação.
O PT solicita ainda que a decisão, se favorável, seja
reproduzida no Twitter e no site Mobiliza PSDB, que divulgou a entrevista.
Para o PT, o PSDB deve responder criminalmente pelas acusações
do vice porque "foi conivente".
O PT já havia ingressado na segunda-feira com uma ação
no STF por crime contra honra e na Justiça Eleitoral com um pedido
de resposta.
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Agência Senado, 22 de
julho de 2010
Entre atividades do semestre, CDR
aprovou projeto que proíbe regularização de construções
em área de risco
Projetos de infraestrutura básica
e de regularização fundiária - inclusive os do
Programa Minha Casa, Minha Vida - não poderão ser implantados
em assentamentos localizados em áreas de risco. Essa é
a determinação de um dos projetos aprovados neste primeiro
semestre pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo
(CDR). A medida visa preservar encostas e assim prevenir deslizamentos
que podem resultar em mortes.
Na CDR, o relator, senador Gerson
Camata (PMDB-ES), ressaltou que a Lei 11.977/2009, que criou o Programa
Minha, Casa Minha Vida, precisa se adequar as exigências de regularização
fundiária que impedem a implantação de assentamentos
em áreas perigosas ou insalubres, como encostas de morros e várzeas
de rios.
O projeto prevê que os
responsáveis pela implantação de infraestrutura
básica ou regularização fundiária em terrenos
com declividade superior a 30%, ou em condições geológicas
que não aconselhem edificação, bem como em áreas
de preservação ambiental, ficam sujeitos a pena de reclusão
de um a quatro anos, mais multa.
A matéria (PLS 99/10)
agora será debatida em audiência pública na Comissão
de Meio Ambiente (CMA), onde tem como relator o senador Jefferson Praia
(PDT-AM). A matéria já foi aprovada na Comissão
de Serviços de Infraestrutura (CI).
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Agência Câmara,
22 de julho de 2010
Projeto dispensa documento para
concessão do auxílio-doença
A Câmara analisa o Projeto
de Lei 7204/10, que autoriza a concessão do auxílio-doença
sem a chamada Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT).
Hoje, pela Lei 8.213/91, em caso de acidente em ambiente laboral, a
empresa ou o próprio empregado deve comunicar o fato à
Previdência Social para que o funcionário tenha direito
ao benefício. Pela proposta, do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP),
a Previdência passa a dispensar a apresentação desse
documento para conceder o auxílio-doença.
O auxílio-doença
é conferido ao funcionário contribuinte do Regime Geral
de Previdência Social que ficar incapacitado para o trabalho por
mais de 15 dias consecutivos. Atualmente, o Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS) já dispensa a apresentação da CAT
no caso de acidentes ligados diretamente à prática de
uma determinada atividade profissional. São os casos detalhados
no chamado Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário
(NTEP), que relaciona o exercício de atividade bancária
ao risco de ocorrência da Lesão por Esforço Repetitivo
(LER), por exemplo.
Segundo o autor, o objetivo
da proposta é estender a dispensa da CAT para todos os casos
de requisição de auxílio-doença. A partir
de então, ficará a cargo da perícia médica
do INSS avaliar se há relação entre o acidente
ocorrido e o trabalho executado.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivoRito de tramitação
pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário,
apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto
perderá esse caráter em duas situações:
- se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição
por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado
pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por
51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará
ser votado pelo Plenário., será analisada pelas comissões
de Trabalho, de Administração e Serviço Público;
de Seguridade Social e Família; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
PL-7204/2010
|
Agência Câmara,
22 de julho de 2010
Reabilitação para
aposentado que volta ao trabalho poderá ser obrigatória
A Câmara analisa o Projeto
de Lei 7201/10, que torna obrigatório a oferta pela Previdência
Social de reabilitação profissional aos aposentados por
invalidez que forem considerados aptos a voltar ao trabalho. O autor
do projeto, deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), afirma que essa reabilitação
é necessária porque, muitas vezes, o aposentado permaneceu
afastado por um longo período.
A proposta estabelece que, durante
a reabilitação profissional, o segurado terá garantido
o benefício por incapacidade até que seja considerado
habilitado para o desempenho de nova atividade. Se for considerado não
recuperável, o segurado será reencaminhado para a aposentadoria
por invalidez.
Berzoini lembra que o retorno
do aposentado por invalidez ocorre por reaquisição plena
ou parcial da capacidade para o trabalho. Em casos de reaquisição
parcial, a reabilitação profissional definirá se
o trabalhador será realocado em função diversa
da qual habitualmente exercia.
Lei
atual
A reabilitação profissional é uma medida prevista
na Lei 8.213/91 para proporcionar meios de reeducação
e de readaptação profissional e social aos beneficiários
incapacitados (parcial ou totalmente) e aos portadores de deficiência.
A lei já estabelece que, após concluído o processo
de reabilitação, cabe à Previdência Social
emitir certificado com as atividades que poderão ser exercidas
pelo beneficiário.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivoRito de tramitação
pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário,
apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto
perderá esse caráter em duas situações:
- se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição
por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado
pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por
51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará
ser votado pelo Plenário., será analisado pelas comissões
de Trabalho, de Administração e Serviço Público;
de Seguridade Social e Família; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
PL-7201/2010
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D24AM, 22 de julho de 2010
| Economia
AM: Grevistas da construção
civil podem ficar sem salários
O Sinduscon orientou empresas a descontarem
dos trabalhadores os dias em que eles ficaram parados durante as manifestações.
O Sindicato da Indústria
da Construção Civil do Estado do Amazonas, com base em
recentes orientações jurisprudenciais do Tribunal Superior
do Trabalho, TST, está recomendado aos 105 associados, que contemplam
as maiores construtoras do Estado que descontem dos trabalhadores em
greve os dias parados.
Segundo os assessores jurídicos
do Sinduscon-Am, advogados Eli Marques Cavalcante Junior e Arthêmio
Wagner Dantas de Oliveira, os contratos de trabalho dos funcionários
que aderiram a greve foram suspensos em decorrências da ausência
destes operários nos canteiros de obras. "A decisão
não é focada num ramo de atividade. Ela é generalizada
e pode ser aplicada em qualquer movimento grevista e só pode
ser revertida quando a justiça determinar o contrário",
esclareceu o assessor jurídico Eli Marques.
Os trabalhadores da construção
civil estão parados desde o dia 8 de julho. Como ainda havia
a possibilidade de negociações entre a classe patronal
e laboral sem a intervenção da justiça, o corpo
jurídico do Sinduscon-Am orientou os empresários a autorizarem
o pagamento das quinzenas cheias em julho, que correspondem a 40% dos
salários, acrescidas da reposição das perdas referentes
aos últimos 12 meses, que tem como indicador o INPC, Índice
Nacional de Preços ao Consumidor que registrou em junho percentual
de 4,76%.
No entanto, com a continuidade
da greve, a nova orientação encaminhada aos associados
recomenda que todas as faltas sejam descontadas no salário de
julho e que se não houver saldo do trabalhador para cobrir a
reposição, o desconto seja efetivado no salário
do mês de agosto.
Na próxima sexta-feira,
dia 23 de julho, o Tribunal Regional do Trabalho realiza a primeira
audiência de conciliação entre as partes e pode
julgar a ação cautelar ingressada pelo Sinduscon-Am para
a definição da legalidade da greve. O maior entrave para
o retorno às atividades é o percentual de ganho real.
Os grevistas pedem 2,5%, enquanto a classe patronal afirma que só
pode conceder no máximo 1,5% porque não teria como repassar
custos maiores aos contratos já em andamento.
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BBC Brasil, 22 de julho de
2010
Amianto pode matar mais de 1 milhão
até 2030, segundo especialistas
Especialistas em saúde
alertam para um grande aumento no número de mortes nas próximas
duas décadas devido ao uso do amianto pela indústria da
construção civil, sobretudo nos países em desenvolvimento.
Uma investigação
conjunta da BBC e do Consórcio de Jornalistas Investigativos
revelou que mais de um milhão de pessoas podem morrer até
2030 devido a doenças ligadas à substância.
Com um consumo de amianto 50
vezes maior do que nos Estados Unidos, o Brasil é o quinto maior
consumidor do produto em uma lista liderada por China, Índia
e Rússia.
Mina de amianto
O amianto é uma fibra
natural presente em minas. A substância, que é barata e
resistente ao calor e ao fogo, é misturada ao cimento para construção
de telhas e pisos.
No entanto, o amianto, que é
proibido ou de uso restrito em 52 países, solta fragmentos microscópicos
no ar que podem provocar diversas doenças pulmonares quando inaladas,
inclusive alguns tipos de câncer.
Amianto
branco
A investigação conjunta do Consórcio de Jornalistas
Investigativos e da BBC revelou que a produção de amianto
continua na ordem dos dois milhões de toneladas.
A indústria do amianto
ainda movimenta bilhões de dólares, sobretudo com exportações
para países em desenvolvimento, onde as leis de proteção
e a fiscalização são mais brandas.
Apesar da proibição
e restrição ao uso, uma variação da substância
conhecida como amianto branco é produzida e exportada para diversos
países.
Para a Organização
Mundial da Saúde (OMS), mesmo o amianto branco pode provocar
câncer.
Alguns cientistas temem que
a disseminação do amianto branco possa prolongar uma epidemia
de doenças relacionadas à substância.
"Minha visão pessoal
é de que os riscos são extremamente altos. Eles são
tão altos quanto qualquer outra substância cancerígena
que vimos, com exceção, talvez, do cigarro", afirma
Vincent Cogliano, cientista da Agência Internacional de Pesquisa
sobre Câncer da OMS.
Segundo a OMS, 125 milhões
de pessoas convivem com amianto no trabalho. A Organização
Internacional do Trabalho (OIT) estima que 100 mil trabalhadores morram
por ano devido a doenças relacionadas ao amianto.
Nos Estados Unidos, a indústria
da construção civil não usa mais nenhum tipo de
amianto. No entanto, o número de mortes devido à substância
está chegando ao ápice, devido ao longo período
em que a doença ainda pode se manifestar.
No México, mais de 2
mil empresas usam o amianto em diversos produtos, como freios, aquecedores,
tetos, canos e cabos. Mais de 8 mil trabalhadores têm contato
direto com a substância.
Doença
O Canadá é um dos maiores produtores mundiais de amianto
branco e exporta o produto, mas proíbe seu uso no país.
Na província de Quebec,
Bernard Coulombe, que é proprietário de uma mina, afirma
que o amianto branco exportado por ele é vendido "exclusivamente
para consumidores finais que possuem os mesmos padrões de higiene
industrial do Canadá". Ele afirma que sua indústria
possui amparo legal para exportar o produto.
Não muito longe dali,
a pintora amadora Janice Tomkins luta contra mesothelioma, uma doença
rara ligada ao amianto. Ela acredita ter contraído a doença
há vários anos devido à exposição
ao amianto azul e marrom, variações hoje proibidas internacionalmente.
Ela luta para impedir que o
governo do Quebec libere um financiamento de US$ 56 milhões para
que a mina próxima a sua casa possa expandir a produção,
de olho em mercados emergentes como a Índia.
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FOLHA DE LONDRINA, 22 de julho
de 2010 | Geral
Acidentes de trabalho matam 1 e ferem
outro
Dois acidentes de trabalho registrados
ontem à tarde no Paraná deixaram um morto e um ferido
em uma diferença de apenas 10 minutos. Em Maringá (Região
Noroeste), um homem com idade entre 25 e 30 anos - não identificado
até o fechamento desta edição - morreu durante
uma explosão em uma empresa metalúrgica. Segundo informações
do Corpo de Bombeiros, o trabalhador pintava um tanque enquanto um outro
funcionário soldava partes de um equipamento que continha combustível
em seu interior. Esse funcionário nada sofreu.
O outro acidente aconteceu por
volta das 15 horas em Arapongas. Cesar Alves de Souza de 33 anos que
trabalha em uma indústria do ramo moveleiro, foi soterrado quando
o barracão onde estava desabou. Com ferimentos considerados graves,
mas sem risco de morrer, ele foi encaminhado à Santa Casa.
Vinícius Fonseca
Reportagem Local
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FETRACONSPAR, 22 de julho de 2010 | Eventos
Visita
FETRACONSPAR recebe Presidente do SINDIMÁRMORE
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RAMTHUN,
ILSON e LINDOMAR |
Na manhã desta quinta-feira
(22/07), o Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
de Mármores e Granitos do Estado do Paraná - SINDIMÁRMORE
– ILSON KONDRATOSKI, esteve na sede da FETRACONSPAR,
reunido com o Presidente - GERALDO RAMTHUN, participou
também o colaborador LINDOMAR MAXIMIANO KSZYVY.
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FETRACONSPAR, 22 de julho de 2010 | Eventos
Campanha Salarial/ Instalações
Elétricas
Fetraconspar e Sindicatos realizam 6ª
rodada de negociação com o SINELTEPAR, na DRT
|
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Diretores
da Federação e dos Sindicatos de Trabalhadores com
representantes do SINELTEPAR e assistida pelo mediador da DRT. |
A FETRACONSPAR e
os Sindicatos de Trabalhadores, juntamente com o Sindicato
Patronal , realizaram nesta quinta-feira (22/07), às 15,00, na
sede do Sindicato das Empresas de Eletricidade, Gás, Água,
Obras e Serviços do Estado do Paraná – SINELTEPAR,
na sede Delegacia Regional do Trabalho – DRT/PR, em Curitiba/PR,
6ª reunião para discutir a Pauta
de Reivindicações dos trabalhadores da categoria visando
a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2010/2011. A data
base da categoria é no mês de junho.
A reunião foi entre a Comissão de Negociação
formada por diretores da Federação e dos Sindicatos de
Trabalhadores com os representantes do SINELTEPAR.
Participaram os companheiros: DENILSON PESTANA DA COSTA
(FETRACONSPAR/ SINTRACOM Londrina), JOSÉ CAETANO FERREIRA
(SOE Curitiba), JOSÉ THOMAZ (SOE Maringá),
JOSÉ ÁVIDO PACHECO (STICM Paranaguá)
e ALMIR DO ROSÁRIO ANDRADE PRADO (STICC Ponta
Grossa) e foi aasistida pelo Auditor Fiscal
do Trabalho - LUIS FERNANDO FAVARO BUSNARDO.
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Diretores
da Federação e dos Sindicatos de Trabalhadores com
representantes do SINELTEPAR e assistida pelo mediador da DRT. |
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