Ano 7        -        Nº 2356        -        Curitiba (PR), 11 de agosto de 2010.

FOLHA DE LONDRINA, 11 de agosto de 2010 | Economia
Indústria do Paraná paga melhores salários
Os resultados da folha de pagamento no Estado foram superiores ao da média nacional – elevação de 8,4% no semestre contra 4,6% do País

Curitiba - O nível de emprego na indústria cresceu 0,5% em junho, na comparação com o mês anterior, registrando o sexto resultado positivo seguido. Em relação a igual período em 2009, houve aumento de 4,9%, a quinta alta consecutiva nesse confronto e o maior crescimento desde o início da série histórica, iniciada em janeiro de 2001. No semestre, o emprego industrial acumula alta de 2,4%. Os dados fazem parte da pesquisa industrial de emprego e salário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O incremento expressivo da taxa deste ano em relação à do ano passado se explica pela recuperação da indústria após a crise internacional e a recessão no País - que ocorre, do ponto de vista técnico, quando a economia registra dois trimestes seguidos de retração. A retomada das exportações e o aquecimento das vendas no mercado interno também justificam o desempenho positivo do setor. A previsão do governo federal é que a produção industrial cresça 11,5% em 2010.

No Paraná, o emprego cresceu 1,9% em junho comparado com o mesmo mês do ano anterior e 0,4% no primeiro semestre. O economista do Departamento Econômico da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Roberto Zurcher, acredita que os números do Estado foram inferiores à média nacional porque o Paraná não demitiu tanto em 2009 com a crise, comparado a outras unidades da Federação.

Em junho, o valor da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria também cresceu. Descontada a inflação do período, o avanço foi de 3,3% em relação a maio, na análise dos dados com ajuste sazonal. Na comparação com igual mês em 2009, houve expansão de 8,3% e, no semestre, o crescimento foi de 4,6%.

No Paraná, os resultados da folha de pagamento foram melhores do que na média nacional. Em junho, comparado com o mesmo mês de 2009, houve um crescimento de 10,5% no valor da folha e nos primeiros seis meses de 2010, a elevação foi de 8,4%. Zurcher acredita que, devido a grande demanda de mão de obra, os salários estão sofrendo pressão no Estado.

Ele prevê que a indústria empregue significativamente até outubro e tenha níveis recordes de emprego e salário. O rendimento dos trabalhadores no setor pode encerrar o ano com crescimento de 10%. Segundo Zurcher, a indústria paranaense foi a segunda que menos sofreu o impacto da crise financeira, além de Goiás. Isso, porque ambas são muito ligadas ao agronegócio. De acordo com dados do Caged, entre janeiro e junho, a indústria do Estado já gerou mais de 33 mil empregos.

Já o número de horas pagas aumentou 0,3% em junho ante maio no Brasil. Em relação ao mesmo mês de 2009, houve alta de 5,7% - a maior taxa desde o início da série. No semestre, o crescimento foi de 3,5%. No Paraná, as horas pagas aumentaram 4,8% em junho e 3% no semestre.

Segundo André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, do IBGE, os números mostram o dinamismo do setor. ''Quando observamos indicadores que mostram a tendência para o emprego na indústria vemos que ele está em uma trajetória ascendente.''

O nível de emprego subiu em todos os 14 locais pesquisados em junho ante o mês anterior. As principais contribuições foram verificadas em São Paulo (3,7%), na região Nordeste (7,1%) e no Rio Grande do Sul (6,8%).

Entre os setores, houve avanço nas contratações em 14 dos 18 ramos industriais, com destaque para máquinas e equipamentos (9,5%) e produtos de metal (9,8%).

Andréa Bertoldi com Folhapress
Equipe da Folha


 

FOLHA DE SÃO PAULO, 11 de agosto de 2010 | Mercado
TRABALHO
Apesar de freio na indústria, emprego cresce pelo sexto mês

DO RIO - Apesar da queda no ritmo de produção da indústria, o emprego no setor continua em ascensão, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O indicador que monitora o pessoal ocupado na indústria avançou pelo sexto mês seguido em junho, com alta de 0,5% ante o mês anterior.

Em relação a igual período em 2009, houve aumento de 4,9%, a quinta alta consecutiva no confronto e o maior crescimento desde o início da série histórica, em janeiro de 2001.

Em junho, a folha de pagamento dos trabalhadores da indústria cresceu 3,3% em relação a maio, na análise dos dados com ajuste sazonal, descontada a inflação do período. Na comparação com julho de 2009, houve expansão de 8,3%.
O incremento expressivo se explica pela recuperação das exportações após a crise internacional e pelo dinamismo do mercado interno.

André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, do IBGE, diz que os reflexos do aquecimento ou desaquecimento da economia não se traduzem imediatamente no nível de emprego.

Para Julio Gomes de Almeida, economista do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), o nível do emprego industrial deve continuar em elevação nos próximos meses, mas, provavelmente, a taxas inferiores das registradas neste ano.


O ESTADO DO PARANÁ, 11 de agosto de 2010 | Economia
Emprego na indústria cresce de forma tímida
Helio Miguel

A indústria paranaense aumentou seu efetivo em 1,9% em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, conforme divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A melhora ajudou o setor a fechar o primeiro semestre com alta de 0,4% no índice de emprego, ante o acumulado entre janeiro e junho de 2009. Em 12 meses, porém, a taxa de pessoal ocupado ainda é negativa, de -3,15%. Os três indicadores estão abaixo das médias nacionais, que ficaram em 4,9% em junho, 2,4% no semestre e -1,6% nos 12 meses.

Se a indústria do Estado está contratando em um ritmo menor que o nacional, ao menos está aumentando mais os salários de seus empregados, superando os índices nacionais. O crescimento paranaense de junho, descontada a inflação, é de 10,5%. No semestre, o incremento é de 8,35% e, em 12 meses, de 2,9%. As taxas do País ficaram, respectivamente, em 8,3%, 4,6% e -0,1%.

No documento que divulgou a pesquisa, os técnicos do IBGE comentaram que, a expansão generalizada, no País, no fechamento do primeiro semestre, reflete a recuperação do emprego industrial nos últimos meses. Mas o instituto também lembra que os números ruins do mesmo período do ano passado, em função da crise econômica internacional, também influenciaram.

O setor da indústria estadual que puxou para cima os índices de emprego de junho e do primeiro semestre foi o de máquinas e equipamentos, que aumentou seu pessoal em 18,2% no mês e 13,8% nos seis primeiros meses do ano, ambos em comparação com iguais períodos do ano passado. No acumulado do semestre, o índice mais expressivo veio da indústria de calçados e couro, que ampliou seus quadros em 21%.

Por outro lado, o segmento que mais influenciou negativamente as taxas de junho e do primeiro semestre foi o de alimentos e bebidas, que diminuiu seu pessoal empregado em 3,5%, em relação a junho de 2009, e 3,8%, ante os seis primeiros meses do ano passado. Os piores índices, no entanto, vieram de outra área: em junho, o setor de refino de petróleo e álcool teve queda de 20,6%; já no semestre, a taxa ficou negativa em 10,3%.

Transporte

No índice estadual da folha de pagamento real, a principal influência positiva, tanto de junho como do semestre, veio do setor de fabricação de meios de transporte, que aumentou a massa salarial em 21,85%, em relação ao mesmo mês do ano passado, e em 14,4%, no acumulado entre janeiro e junho. Mas as maiores taxas vieram do segmento de calçados e couro, que evoluiu 32,3% em junho e 30% no primeiro semestre.

Apenas dois setores tiveram taxas negativas na folha de pagamento, em junho e no primeiro semestre. No mês, a mais importante aconteceu na indústria madeireira, que reduziu sua folha em 4,8%. No acumulado nos seis primeiros meses, o maior peso veio do refino de petróleo e álcool, que diminuiu sua massa salarial em 10%.


FOLHA DE LONDRINA, 11 de agosto de 2010 | Economia
Classe C deve aumentar em 10 milhões de pessoas até 2014

Brasília - O governo federal estima que o processo de expansão da classe C continuará nos próximos anos. A fatia social, que hoje representa um contingente de 103 milhões de brasileiros, deve chegar a 113 milhões em 2014, segundo o relatório Economia Brasileira em Perspectiva, divulgado ontem pelo Ministério da Fazenda.

O documento mostra ainda que as classes C e D já superam a B em poder de consumo, o que, segundo o governo, demonstra as condições macroeconômicas favoráveis para as camadas de menor renda, com destaque para o aumento do salário mínimo, o controle da inflação, a criação de empregos e programas de assistência social.

O Ministério da Fazenda projeta criação de 2,2 milhões de vagas formais até o fim do ano, além do maior salário mínimo real (descontada a influência da inflação) nos últimos 20 anos (com valores computados em dólares, para comparação). Segundo o relatório, o crescimento do mercado de trabalho e da massa salarial seguirão constantes.


FOLHA DE SÃO PAULO, 11 de agosto de 2010 | Poder
REAJUSTE
Lei Orçamentária de 2011 não prevê conta do mínimo

DE BRASÍLIA - Pela primeira vez desde 2004, a lei que define regras para a elaboração do Orçamento do ano seguinte não indica uma fórmula de reajuste do salário mínimo acima da inflação.

Sancionada ontem pelo presidente Lula, a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) relativa ao primeiro ano do próximo governo deixa em aberto o critério para o aumento do mínimo e dos benefícios previdenciários em 1º de janeiro de 2011.

Ela estipula que, até lá, haverá negociações com centrais sindicais e representantes dos aposentados.

No segundo governo Lula, o piso para o reajuste tem sido o crescimento da economia de dois anos antes. Em 2009, porém, o PIB encolheu 0,19%, o que limitaria o próximo aumento à reposição da inflação

Na prática, a decisão dos próximos reajustes deverá ficar a cargo do vencedor das eleições presidenciais.

O projeto de Orçamento será enviado ao Congresso no final deste mês e não será votado até dezembro.


O ESTADO DO PARANÁ, 11 de agosto de 2010 | Economia
LDO garante flexibilidade na contratação de obras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou hoje a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2011 que cria brechas para o governo gastar com mais facilidade e, ao mesmo tempo, fugir da fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU). Lula vetou mais de 20 pontos da LDO, mas garantiu a flexibilidade na contratação de obras e serviços por empresas públicas e para realização da Copa do Mundo de 2014.

Isso será possível porque na LDO de 2011, aprovada às pressas pelo plenário do Congresso Nacional no mês passado, existe um artifício que possibilita que Petrobras e Eletrobras fiquem fora da aplicação de tabelas oficiais de preços, que são utilizadas pelo TCU para investigar irregularidades. Além disso, as obras poderão ser fiscalizadas pelo valor global do empreendimento, ao invés de ser utilizado o preço de cada item utilizado na obra.

A derrota do TCU começou com uma manobra comandada ainda no Congresso pela base aliada do Planalto, Na ocasião da votação da LDO, o TCU defendeu alteração de um artigo que estabelecia que somente obras e serviços contratados com base nas regras da Lei de Licitações fossem sujeitos ao cumprimento de tabelas oficiais - Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) e Sistema de Custos de Obras Rodoviárias (Sicro).

O TCU era contra o artigo porque excluía a Petrobras e a Eletrobras do regime de licitação e seria regulado apenas pelo decreto 2.745/98 ou seja limitaria a fiscalização das contratações feitas pelas estatais. As estatais passariam a estar sujeitas a tabela específica, o que dificultaria a constatação de supervalorização de preços.

Mas o vice-líder do governo no Congresso Nacional, deputado Gilmar Machado (PT-MG) conseguiu reverter a situação. Em um acordo em cima da hora, ele inseriu artigo estabelecendo que não teriam que cumprir as tabelas oficiais os itens de montagem industrial ou que não sejam considerados como de construção civil. Com isso, a Petrobras poderá construir plataformas e refinarias sem cumprir os preços da Sicro e Sinapi. Já a Eletrobras poderá fazer o mesmo na construção de usinas. "Petrobras e o sistema elétrico vão ficar de fora", disse na ocasião o deputado. Dessa forma, as estatais acabaram saindo vitoriosas diante de uma briga antiga com o TCU. As empresas públicos, normalmente, se recusam a repassar informações sobre contratos ao tribunal por considerem que não devem obedecer a Lei de Licitações.

Copa e Olimpíadas

No que diz respeito às obras da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos, em muitos casos, não será necessário cumprir as regras da Lei de Licitações. Para agilizar as obras, a ideia do governo é utilizar o regime de empreitada, o que foi garantido com a sanção da LDO. No mês passado, Machado explicou que esse tipo de contratação não está sujeita a Lei de Licitações. Além disso, para esses empreendimentos, haverá ainda flexibilização de regras jurídicas e ambientais.

A LDO manteve nas mãos dos parlamentares a tarefa de decidir sobre a interrupção ou não de obras públicas apontadas com indícios de irregularidades em relatórios apresentados pelo TCU. Mas o governo, assim como a empresa pública, também poderá apresentar relatório respondendo as pendências apontadas pelo tribunal e os custos de interrupção da obra.


AGÊNCIA DIAP, 11 de agosto de 2010
Benefício social: pagamento do abono salarial começa nesta quarta-feira (11)

Começa, nesta quarta-feira (11), o pagamento do Abono Salarial referente ao exercício 2010/2011. Podem sacar o benefício a partir de amanhã trabalhadores inscritos no Programa de Integração Social (PIS) nascidos em julho e servidores públicos inscritos no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Púbico (Pasep), com matrícula terminada em 0 e 1.

A partir do dia 18 de agosto podem sacar o PIS, nas agências da Caixa Econômica Federal, trabalhadores nascidos em agosto. A partir do dia 25 têm direito a saque os nascidos em setembro.

O Pasep deve ser sacado nas agências do Banco do Brasil, a partir do dia 17 por servidores com matrículas terminadas em 2 e 3; a partir do dia 24 por servidores com matrículas terminadas em 4 e 5; e a partir do dia 31 os com matrículas de final 6 e 7.

O abono salarial, no valor de um salário mínimo (R$ 510), pode ser sacado até o dia 30 de junho de 2011.

Para o Exercício 2010/2011, foram identificados 18,4 milhões de trabalhadores brasileiros com direito a receber o Anbono Salarial. Juntos, receberão R$ 9,4 bilhões, disponibilizados pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador.

Beneficiários
Têm direito a receber o benefício pessoas que trabalharam com vínculo empregatício por pelo menos 30 dias em 2009, recebendo, em média, até dois salários mínimos, que naquele ano teve os valores de R$ 415 (em janeiro) e R$ 465 (demais meses).

Também é preciso estar inscrito no PIS/Pasep há 5 anos (desde 2005, para este exercício) e ter sido cadastrado corretamente pelo empregados junto à Relação Anual de Informações Sociais (Rais 2009).

Veja o calendário completo:

PIS

NASCIDOS

EM

RECEBEM A

PARTIR DE

RECEBEM

ATÉ

JULHO

11 / 08 / 2010

30 / 06 / 2011

AGOSTO

18 / 08 / 2010

30 / 06 / 2011

SETEMBRO

25 / 08 / 2010

30 / 06 / 2011

OUTUBRO

14 / 09 / 2010

30 / 06 / 2011

NOVEMBRO

21 / 09 / 2010

30 / 06 / 2011

DEZEMBRO

28 / 09 / 2010

30 / 06 / 2011

JANEIRO

14 / 10 / 2010

30 / 06 / 2011

FEVEREIRO

21 / 10 / 2010

30 / 06 / 2011

MARÇO

28 / 10 / 2010

30 / 06 / 2011

ABRIL

11 / 11 / 2010

30 / 06 / 2011

MAIO

17 / 11 / 2010

30 / 06 / 2011

JUNHO

24 / 11 / 2010

30 / 06 / 2011

Pasep

FINAL DA INSCRIÇÃO

INÍCIO DE PAGAMENTO

ATÉ

0 e 1

11 / 08 / 2010

30 / 06 / 2011

2 e 3

17 / 08 / 2010

30 / 06 / 2011

4 e 5

24 / 08 / 2010

30 / 06 / 2011

6 e 7

31 / 08 / 2010

30 / 06 / 2011

8 e 9

08 / 09 / 2010

30 / 06 / 2011


O ESTADO DO PARANÁ, 11 de agosto de 2010 | Economia
Crescimento sustentável está entre 5,5% e 6%

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou hoje que o patamar de crescimento sustentável da economia é entre 5,5% e 6% ao ano. Segundo ele, ao final deste ano, a economia brasileira estará crescendo nesse patamar. Mantega fez nesta tarde uma avaliação sobre o documento Economia Brasileira em Perspectiva, cuja sétima edição foi divulgada hoje pelo Ministério da Fazenda.

Segundo ele, esse documento terá, a partir de agora, uma regularidade bimestral e é um instrumento importante de análise, pois dá um panorama da realidade macroeconômica do País. Mantega disse que, a cada edição, a Fazenda vai dar destaque a um aspecto, de acordo com as questões que estiverem sendo discutidas na economia.

Ele destacou que o documento traz cenários alternativos para o crescimento do PIB em 2010. No primeiro cenário, considera a previsão de crescimento da Fazenda de 6,5%. Nos outros dois cenários, o ministro disse que considerou previsões de mercado de 7% e 7,5% no ano. "Tem para todo gosto. Podem escolher o cenário mais adequado", disse.

Ao falar do processo de retomada do crescimento no terceiro trimestre, depois da desaceleração no segundo trimestre, o ministro destacou dados do setor automotivo, que mostram o aumento da produção e do licenciamento de veículos em julho.

Juros

Mantega afirmou que a tendência dos juros reais nos próximos anos é de queda. Segundo ele, essa tendência já se verifica nos últimos anos com impacto favorável na conta de juros do setor público. A afirmação do ministro foi feita na apresentação sobre o boletim Economia Brasileira em Perspectiva, que prevê para 2010 um gasto com juros do setor público de 5,2% do PIB. Em 2009, essa conta ficou em 5,4% do PIB.

Mantega salientou que essa menor despesa com juros prevista para este ano ocorrerá mesmo com o custo do empréstimo para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômicos e Social (BNDES) e também com o custo decorrente da política de acumulação das reservas internacionais, cujos valores não foram informados pelo ministro. Vale destacar que o custo desses dois itens decorre da diferença entre a taxa básica com que o Tesouro Nacional capta recursos e a receita que ele obtém com as taxas mais baixas pagas a ele pelo BNDES e também com o rendimento da aplicação das reservas no exterior.

Inflação

O ministro da Fazenda disse que o recuo da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no segundo trimestre do ano foi causado pela queda nos preços dos produtos agrícolas, que sofreram forte elevação nos primeiros meses de 2010.

"A inflação está abaixo das expectativas de mercado. O IPCA acelerou no começo do ano, mas já está menor do que nos anos anteriores", disse o ministro. "Isso prova que de fato não havia inflação de demanda, mas um choque de oferta. Os preços agrícolas em um determinado momento elevaram os preços da economia e agora caíram", completou.


FOLHA DE SÃO PAULO, 11 de agosto de 2010 | Mercado
VINICIUS TORRES FREIRE
A banalidade do Lula x FHC

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País avançou sob Lula e FHC; atribuir baixo crescimento ao governo fernandino apenas é uma crítica burra
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HÁ MUITA crítica séria a fazer ao governo FHC. Mas sobrevem o torpor do desânimo quando se ouve a conversa de Dilma Rousseff e de petistas em geral sobre a economia ainda hoje crescer pouco devido à "herança maldita" fernandina.

Não é o caso de dizer que a crítica não tenha fundamento ou que os petistas sejam descarados ao empurrar a responsabilidade para os tucanos, dado que já estão no poder faz sete anos. O problema é que discutir crescimento demanda tanta atenção a matizes políticos e técnicos, além de reflexão sobre a história, que acusações tão toscas como a da candidata petista parecem má-fé ou ignorância, paranoia ou mistificação. Tucanos fazem a mesma coisa em relação aos petistas, mas noutros aspectos da pendenga.

Quase uma década depois do fim dos anos FHC, uma análise menos apaixonada do governo tucano sugere que teria sido difícil o país crescer mais do que os míseros 2,3% da média anual de 1995 a 2002 (ante 3,6% de 2003-09, e provavelmente 4% no final do governo Lula). FHC foi "vítima das circunstâncias"?

Sim e não. FHC começou a governar sob inflação caótica e economia desorganizada, empresas ineficientes, estatais apodrecidas, sistema bancário em parte quebrado, dívida externa ainda assombrosa, descrédito financeiro mundial etc.

Governou durante um tumulto quase contínuo na economia mundial (crise de 1994-95 no México, na Ásia em 1997, na Rússia em 1998, na Argentina e nos EUA em 2001 e 2002); durante um período em que o mercado mundial pagava pouco pelos produtos brasileiros de exportação. Era ainda muito forte o conflito político e social a respeito de medidas óbvias de racionalização do Estado e de contenção de gastos inviáveis, medidas de "interesse geral", ao menos no curto e médio prazos.

Os "erros" de FHC elevaram à potência vários desses problemas. "Erros" entre aspas: decisões de governo, quase todas, não podem ser medidas pelo metro de um manual de política pública. São decisões interessadas, que têm tal ou qual consequência, com efeito variado sobre cada parte da sociedade. Sim, obviedades sociológicas, esquecidas nestes tempos de economicismo.

Alguns desastres foram óbvios. A reeleição, que adiou a resolução de problemas macroeconômicos sérios. O apagão, que danou o crescimento de um ano e dos seguintes, pois a crise de energia exigiu juros ainda mais altos e multiplicou a dívida. Houve o descaso arrogante e catastrófico com as contas externas, houve a manipulação errada do câmbio, abertura comercial malfeita e outros problemas devidos a fetiches liberalóides da direita tucana.

Mas o país não teria crescido sob Lula se não fosse a reorganização da economia, que, aliás, tornou possível a elevação de salários e a melhor distribuição da renda do trabalho, o que ocorreu sob Lula. As tão malditas reformas colocaram azeite na máquina econômica, aí incluída a privatização, goste-se ou não do modo como foram feitas.

Lula herdou os benefícios de tais medidas; por seu lado, pouco fez em matéria de reformas institucionais. Teve a "sorte" de um ambiente externo que favoreceu o crescimento brasileiro e permitiu os aumentos de gastos públicos. Mas, em parte, fez bom uso dessa "sorte", ao contrário do que dizem tucanos. O caso de Lula, porém, fica para outro dia.

vinit@uol.com.br


FOLHA DE SÃO PAULO, 11 de agosto de 2010 | Poder
PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES 2010
Na propaganda, Dilma cola em Lula, e Serra foca "social"
Petista vai se apresentar e tucano quer comparar sua biografia com a da rival | Com menos recursos e tempo na TV, Marina apostará em artistas, e Plínio vai recomendar a eleitor vídeos no site
DE SÃO PAULO
DE BRASÍLIA

Na estreia do horário eleitoral gratuito, na próxima terça-feira, Dilma Rousseff (PT) apostará todas as fichas na associação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto José Serra (PSDB) vai investir em mostrar programas de seu governo, para tentar mostrar que tem "sensibilidade social".

Fora da polarização entre os dois líderes nas pesquisas, Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) apostam em recursos gráficos, artistas e no suporte da internet para compensar a falta de tempo na TV.

O programa do PSDB, comandado por Luiz Gonzalez, incluirá quadros em que Serra visita beneficiários de programas criados por ele.

Ele já gravou ao lado de trabalhadores rurais beneficiados pelo Pronaf, de enfermeiras e mutuários da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano). Em recente viagem, visitou pessoas atendidas pela Apae. Nas cenas, Serra atua sempre como "âncora".

O PSDB vai comparar a biografia dele com a de Dilma. Num primeiro momento, os ataques ao PT deverão ser reservados às inserções, comerciais de 30 segundos.

Os primeiros programas de TV de Dilma mostrarão quase tantas imagens de Lula quanto da candidata. A estratégia do marqueteiro João Santana é grudar no eleitor a ideia de que ela é a continuadora do governo.

Obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e beneficiários do Luz Para Todos e do Minha Casa, Minha Vida serão mostrados.

A equipe tem captado imagens e coletado histórias pelo país. Dilma faz gravações em diferentes Estados ao menos duas vezes por semana.

Também será fundamental apresentar a petista, novata nas urnas. Para isso, foi coletado material histórico e foram gravadas imagens da candidata em Minas, onde nasceu, e no Rio Grande do Sul, sua base política.

Na tentativa de aplacar a linguagem técnica e "suavizar" a imagem da candidata, os programas vão apostar em uma linguagem popular.
Está em estudo uma espécie de "talk show", no qual a petista responderia a perguntas de uma plateia.

O programa de Marina Silva (PV) investirá na linguagem pop para tentar chamar atenção do eleitorado em um minuto e 24 segundos.

A principal aposta são filmes em formato de história em quadrinhos, ideia do cineasta Fernando Meirelles, que não atua nas gravações.

O modelo é o documentário "The Story of Stuff", da norte-americana Annie Leonard. Quando a candidata falar sobre habitação, por exemplo, será mostrada a animação de uma casa ganhando novos cômodos.

O PV usará artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Adriana Calcanhoto.

Na primeira semana, a prioridade é apresentar a senadora, que ainda é desconhecida por 34% do eleitorado, segundo o Datafolha.

Os programas são coordenados pelo publicitário Paulo de Tarso Santos, que fez as campanhas de Lula em 89 e 94, e devem custar de R$ 3 milhões a R$ 4 milhões.

Com previsão de gastos de R$ 120 mil e só 61 segundos, a propaganda do PSOL será dividida em temas e criticará o governo Lula na área social.

O programa, feito pela Realejo Filmes, vai intercalar recursos gráficos e falas de Plínio, quase sempre em estúdio. Na peça que aborda a reforma agrária, por exemplo, uma maquete com a bandeira do Brasil aparece fincada com legumes, frutas e verduras para mostrar como a terra é usada no Brasil.

Para compensar a falta de tempo, Plínio convidará os eleitores a visitar seu site de campanha, onde haverá vídeos mais longos.

(ANA FLOR, BERNARDO MELLO FRANCO, CÁTIA SEABRA, FERNANDO GALLO, MÁRCIO FALCÃO E RANIER BRAGON)

 

VERMELHO, 11 de agosto de 2010
No JN, Marina nega conivência com mensalão e volta a elogiar FHC

Numa aparente tentativa da Globo de, mais uma vez, atingir o PT, o episódio do "mensalão" foi o tema dominante da entrevista dada pela candidata do PV à presidência da República, Marina Silva, ao Jornal Nacional, na noite desta terça-feira (10), . A ex-ministra até tentou reforçar seu discurso socio-econômico-ambiental, mas foi tragada pelo apresentador Willian Bonner que insistiu com a candidata que ela precisava esclarecer sua suposta conivência com o escândalo do mensalão.

por Cláudio Gonzalez

No início da entrevista, de 12 minutos, Marina Silva foi perguntada se o fato de ser uma candidata de um tema só, o do meio ambiente, sem nenhuma experiência em outro setor, não iria prejudicar sua campanha e eventual governo caso viesse a ser eleita. Marina fugiu até onde pode de uma resposta objetiva para a pergunta, ficou tergiversando sobre o que pode acontecer com o mundo até 2014, num discurso que chegou a cansar os entrevistadores Wiliian Bonner e Fátima Bernardes. Foi então interrompida para que respondesse a uma nova questão: a falta de alianças para governar o Brasil. A candidatura de Marina não tem o apoio de nenhum outro partido a não ser o seu próprio, o PV.

"Para mim é até mais fácil (não estar comprometida com outros partidos). Olho para a ministra Dilma e para o governador Serra e eles já estão tão comprometidos que só podem repetir mais do mesmo que foi visto com o presidente FHC, que era refém do fisiologismo dos Democratas, e com Lula, que ficou refém do fisiologismo do PMDB", disse ela.

Ignorando as divergências ideológicas e de projetos que separam PT e PSDB, a candidata propôs que num eventual governo seu tucanos e petistas trabalhem juntos. "Eu quero governar com os melhores, criando um diálogo entre PT e PSDB", afirmou.

Marina assegurou que apenas ela pode acabar com uma disputa de dezesseis anos entre PSDB e PT. "Irei criar uma base de sustentação que acabe com a ideia de situação pela situação e oposição pela oposição", garantiu. "Quem pode estabelecer um diálogo com essas forças que não se conversam é Marina Silva", proclamou a candidata, para logo depois cair em contradição ao dizer que o presidente Lula teve que governar com "quadros do PSDB".

Marina negou ainda que não contará com uma base de sustentação a um eventual governo do PV. "Vamos ter a colaboração de todos os partidos. Quando precisei aprovar leis no Congresso Nacional, consegui aprovar os meus projetos com o apoio de todos os partidos", afirmou.

Conivência com o mensalão

Apesar de algumas interrupções feitas por Bonner, o clima entre o casal de entrevistadores globais e a entrevistada foi bem mais ameno que o observado na entrevista feita na segunda-feira com a candidata do PT, Dilma Rousseff.

Questionada sobre o mensalão e sobre o fato de ter deixado o PT não por questões éticas, mas em função da política ambiental do governo, Marina diz que “não foi conivência, nem silêncio, o que aconteceu foi que todas as vezes que eu me manifestava eu não tinha audiência. Sempre disse que foi grave, que precisava de punição”. Marina diz que essa luta pela ética se dá em qualquer partido, mas que era minoria no partido para combater pela causa ambiental”.

Na época, a presidenciável ocupava o cargo de ministra do Meio Ambiente do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Eu sempre dizia que aquilo era condenável e que deveriam ser punidos todos os que cometeram irregularidades", reafirmou Marina.

A presidenciável listou algumas de suas propostas de governo, como a geração de um desenvolvimento sem agressão ao meio ambiente, a ampliação do acesso à educação de qualidade e possibilidade de desenvolver a infraestrutura do País. Mas não teve tempo para expor com mais detalhes cada uma delas.

A candidata verde negou a fama que obteve durante o governo Lula de ser responsável pelo entrave de projetos do governo federal em razão da demora nas licenças ambientais. Marina prometeu que em um eventual governo irá acelerar e aperfeiçoar o licenciamento ambiental, agilizando projetos na área de infraestrutura.

Elogio à herança de FHC e Lula

Nas considerações finais, ela voltou a agradecer primeiro a Deus e mais uma vez se posicionou como a primeira mulher de origem humilde que poderá governar o País. "É possível que uma pessoa que nasceu na Floresta Amazônica, analfabeta até os 16 anos seja a primeira mulher de origem humilde a ser presidente", afirmou.

Ela também disse que o Brasil teve um sociólogo (FHC) que fez as transformações econômicas, um operário (Lula) que fez as transformações sociais e "eu vou fazer as grandes transformações na educação”, finalizou.

Para líder do PV, Marina é prolixa

A entrevista de Marina Silva teve pouca repercussão na internet. No Twitter, apenas os eleitores de Marina se pronunciaram, elogiando a performance da candidata.

Um dos poucos líderes políticos a comentar a entrevista foi o líder do PV na Câmara, Edson Duarte. Ele acredita que Marina Silva teve um desempenho melhor na entrevista ao Jornal Nacional do que no debate entre os candidatos na Rede Bandeirantes.

Para Edson Duarte, no entanto, o principal problema da candidata do PV à Presidência da República apareceu também na sabatina da Globo: "A Marina é professora e política, ou seja, fala demais. Ela não é sucinta, não tem a objetividade, digamos assim".

Clique aqui para ver o vídeo e a transcrição, na íntegra, da entrevista de Marina Silva ao JN

 

VERMELHO, 11 de agosto de 2010
Diretor do Diap convoca sindicalistas a se engajarem nas eleições
As eleições gerais de 2010, tanto para presidente da República, quanto para o Congresso Nacional, terão importância estratégica para a classe trabalhadora. Do resultado do pleito dependerá a relação dos trabalhadores, dos servidores e dos aposentados e pensionistas com o Governo Federal e com os deputados e senadores.
Por Antônio Augusto de Queiroz*

No caso da Presidência da República, qualquer que seja o resultado, os desafios para esses três grupos de assalariados (trabalhadores, servidores e aposentados), serão grandes em relação à situação atual.

Com Lula, que possui relações políticas e fraternais com esses segmentos, o acesso ao Governo, em geral, e ao presidente em particular, tem sido fácil, tanto por intermédio das centrais sindicais, como das entidades de categorias profissionais, inclusive com espaço nos fóruns e instâncias de dialogo.

Mesmo na hipótese provável de eleição de Dilma Rousseff, candidata oficial, a relação com os movimentos sociais estará longe da praticada durante os governos do presidente Lula.

Dilma Rousseff não é oriunda do movimento social, como Lula, nem possui afinidade ou proximidade com o setor sindical. Sua relação com esse segmento terá que ser provocada, seja por integrantes de seu futuro Governo, seja por intermédio de parlamentares que façam essa interlocução.

Se for José Serra, a situação então será tão ou mais difícil do que foi nos governos FHC.

Por isso, é fundamental que os trabalhadores elejam uma grande bancada identificada com os pleitos dos assalariados do setor público e da área privada, incluindo os aposentados e pensionistas.

Os parlamentares, no período pós-Lula, serão acionados para mediar conflito com o setor privado e com os governos - federal, estaduais e municipais - bem como para intermediar demandas com a Administração Pública.

No período do presidente Lula, o papel da bancada sindical no Congresso foi mais de apoio às propostas do Governo e resistências às investidas da bancada empresarial, como no caso da Emenda 3, do que de resistências às perseguições patronais e dos governos federal, estaduais e municipais.

No caso do setor público, o Governo Federal fortaleceu a máquina pública e reajustou os salários dos servidores, com isto os governos estaduais e municipais ficaram constrangidos em enxugar a máquina ou arrochar salários. A postura da União serviu de paradigma para os estados e municípios. Isto foi positivo para a luta sindical dos servidores.

No caso do setor privado, o setor empresarial evitou perseguir os trabalhadores durante o Governo Lula. Como estavam lucrando muito, não ousaram demitir exageradamente nem perseguir as lideranças.

Quem tentou fazer isto tomou bronca do presidente, caso da Vale e da Embraer, que ameaçou suspender os financiamentos do BNDES e acionar os fundos de pensão para substituir os dirigentes dessas empresas.

Sem Lula não há garantia de que a política de valorização dos servidores continue nem a certeza de respeito do setor empresarial ao movimento sindical e aos trabalhadores, o que irá exigir uma presença maior dos parlamentares identificados com os assalariados para abrir portas e mediar conflitos.

O movimento sindical, de trabalhadores e servidores, bem como as entidades de aposentados, por intermédio de suas lideranças, têm a obrigação de se engajar nas campanhas dos candidatos identificados com seus representados, inclusive contribuindo financeiramente para a campanha, para eleger uma grande bancada, sob pena de retrocesso nos direitos sociais dos assalariados.

*Antônio Augusto de Queiroz é jornalista, analista político e diretor de Documentação do Diap

 

O ESTADO DO PARANÁ, 11 de agosto de 2010 | Política
TRE rejeita registro de Antonio Belinati
Luciana Cristo e Elizabete Castro

Os candidatos a deputado estadual Antonio Belinati (PP) e Luiz Pereira (PSB), o Padre Luizinho, tiveram seus pedidos de registro de candidatura indeferidos por unanimidade de votos ontem pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), ao ser aplicada a lei Ficha Limpa. Com mais esses dois casos, já são cinco candidatos paranaenses barrados por causa da lei nessas eleições. O TRE informou que a decisão para Belinati foi motivada por improbidade administrativa e pelo candidato possuir duas condenações em órgão colegiado. No caso do Padre Luizinho, foi por causa de desaprovação de contas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

O advogado de Belinati, Eduardo Franco, avaliou a decisão do TRE como natural. “O TRE-PR, assim como a maioria dos outros tribunais regionais eleitorais do País, seguiu orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de que a lei Ficha Limpa tem que ser aplicada a todo mundo”, disse o advogado, que pretende recorrer ao TSE. Na campanha política de Belinati, nada muda, segundo Franco. “Até que seja dada a palavra final, a campanha segue normalmente, o candidato aparece no horário eleitoral e estará nas urnas”, garante o advogado.

Londrina

Na Assembleia Legislativa, Belinati comentou a decisão do TRE, lembrando que já vivenciou situação semelhante em 2008, quando venceu o segundo turno da eleição, mas teve sua candidatura cassada por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele entrou com recurso e a decisão final do TSE somente foi conhecida em fevereiro do ano passado, quando foi convocada nova eleição. “Novamente, já sabemos, pelo que temos lido nos jornais, que a maioria dos casos não terá julgamento final antes do próximo ano. Nós vamos entrar com recurso e vamos continuar nossa campanha. Vou ficar esperando ser julgado pela figura principal de uma eleição, que é o povo”, declarou o deputado.

Belinati disse que, nas três condenações sofridas, em nenhuma delas há comprovação de improbidade administrativa. Uma delas, citou, foi por ter concedido um patrocínio de R$ 50 mil a um time de futebol de Londrina - o Londrina Esporte Clube. De acordo com o deputado, ele foi autuado porque o clube londrinense não colocou uma placa nos arredores do estádio dando crédito à ajuda do município.

Prefeitura

Segundo Franco, a decisão do TRE-PR em nada interfere no outro processo de Belinati, referente à prefeitura de Londrina. O advogado do candidato deve encaminhar ainda esta semana documentação referente à nova decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde já tramita recurso contra a anulação do resultado do segundo turno da eleição para prefeito de Londrina em 2008, quando o deputado foi eleito prefeito, mas não assumiu devido à reprovação de suas contas. Este fato serviu como fundamento da decisão do TSE que o considerou inelegível. Junto com o acórdão, que foi publicado pelo TCE na semana passada, o advogado de Belinati vai juntar notas taquigráficas para enviar ao STF.


O ESTADO DO PARANÁ, 11 de agosto de 2010 | Política
Site pretende contornar 'falta de memória política'

A tradicional "falta de memória política" dos brasileiros que quase nunca conseguem se lembrar em quem votaram na eleição passada inspirou o empresário Fernando Barreto a criar o site www.eulembro.com.br, que pretende ser uma espécie de memória eletrônica dos eleitores. O voto dos internautas ficará sempre salvo no portal, que entra no ar hoje, para que se lembrem em quem votaram.

No site, eleitores poderão consultar trajetória, patrimônio, notícias de jornal, votação em eleições anteriores e promessas de praticamente todos os políticos, de forma a cobrá-los por suas posições e projetos. Os eleitores também terão acesso a Twitter, gravações no YouTube e inserção dos candidatos nas redes sociais. Haverá ainda um fórum de discussões.


AGÊNCIA CÂMARA, 11 de agostod de 2010
Projeto amplia reabilitação profissional após licença por incapacidade

Berzoini quer facilitar a reinserção do segurado no mercado de trabalho.Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7207/10, do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) e outros, que define vários procedimentos obrigatórios da reabilitação profissional, a fim de garantir real possibilidade de reinserção no trabalho do segurado da Previdência Social ao término do seu benefício por incapacidade.

Berzoini afirma que a reabilitação profissional é um dos serviços mais complexos prestados pela Previdência Social a seus segurados e dependentes. No entanto, diz o deputado, a lei vigente não reflete essa complexidade, pois comete o equívoco de defini-la de forma muito sucinta.

"Esse fato faz com que todo o detalhamento dos procedimentos de reabilitação profissional seja remetido à regulamentação. E o que se observa é que essa regulamentação não se dá de forma satisfatória, resultando em serviço ineficiente e ineficaz", critica o autor do projeto.

Sequela adquirida

O projeto também objetiva resolver a atual "situação conflituosa" entre o trabalhador com sequela adquirida e a pessoa com deficiência, diferenciando os tipos de procedimentos de acordo com a realidade própria e individualizada da pessoa com deficiência e o trabalhador reabilitado.

Segundo ele, essa diferença, embora possa parecer sem importância, acaba por gerar um conflito de interesses, pois, na definição das cotas de obrigatoriedade de contratação, as empresas podem optar por cumpri-la totalmente com um ou com outro tipo de situação, de acordo com suas conveniências.

Atividades terapêuticas

De acordo com o projeto, a reabilitação profissional deve proporcionar ao beneficiário incapacitado, parcial ou totalmente, o desenvolvimento de atividades terapêuticas e de profissionalização que abranjam a integralidade do indivíduo.

O objetivo é superar os limites impostos por sua incapacidade, visando a estabilização física e a ampliação de movimentos e força, atuando no processo de estabilização psicossocial e possibilitando a integração nas relações sociais, cotidianas e de trabalho.

Para tanto, ela deve compreender:

- O processo terapêutico multidisciplinar;

- A avaliação de saúde, da incapacidade, da funcionalidade e do potencial laborativo, tendo como base a Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF), da Organização Mundial de Saúde, sob responsabilidade de equipe multidisciplinar do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS);

- O programa de reinserção do segurado na empresa de vínculo, que inclui ações no indivíduo, no local e no posto de trabalho, na atividade laboral;

- A qualificação do segurado, quando necessária, sob responsabilidade da empresa e supervisionada pela equipe multidisciplinar do INSS;

- A orientação e avaliação do processo de reabilitação profissional pelo INSS, antes da cessação do benefício, após dois meses, seis meses, um ano e dois anos do retorno ao trabalho;

- O fornecimento, pelo INSS, de aparelho de prótese, órtese e instrumentos de auxílio para locomoção quando a perda ou redução da capacidade funcional puder ser atenuada por seu uso e dos equipamentos necessários à reabilitação social e profissional;

- A reparação ou a substituição, pelo INSS, dos aparelhos desgastados pelo uso normal ou por ocorrência estranha à vontade do beneficiário;

- O transporte do acidentado do trabalho, quando necessário;

- O auxílio para tratamento ou exame fora do domicílio do beneficiário, quando for o caso.

Tramitação

O projeto terá análise conclusivaRito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário. das comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

PL-7207/2010

Reportagem - Luiz Claudio Pinheiro
Edição - Newton Araújo

 

O ESTADO DO PARANÁ, 11 de agosto de 2010 | Economia
Sindicato pede interdição da P-33 por risco a trabalhador

O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) foi hoje ao Ministério Público do Trabalho (MPT) pedir a interdição da plataforma de produção de petróleo P-33, instalada no campo de Marlim, na Bacia de Campos, alegando risco à segurança dos trabalhadores. A plataforma chegou a ser interditada na semana passada pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT) de Macaé, mas a Petrobras conseguiu liminar no sábado retomando as operações.

Segundo o coordenador do Sindipetro-NF, José Maria Rangel, os problemas foram detectados durante operação de vistoria que é realizada pelos trabalhadores nas plataformas da Bacia de Campos desde 2009. "São plataformas que estão operando há muito tempo e que necessitam de manutenção periódica para preservar o bom estado de conservação", explica Rangel, que cita como críticas também a P-31, do campo de Albacora, e P-35, de Marlim.

A Petrobras tem hoje 45 plataformas de produção na Bacia de Campos. Na P-33, a vistoria dos trabalhadores indicou uma série de problemas com equipamentos de segurança e nas condições de habitação da plataforma, incluindo acúmulo e lixo e falha na limpeza de banheiros. A unidade sofreu dois acidentes recentemente, segundo o Sindipetro-NF: um vazamento de gás em maio e a explosão de uma válvula em julho.

"Entendemos que a produção de petróleo é importante, mas não há dinheiro que pague uma vida", diz o sindicalista. A P-33 produz atualmente cerca de 20 mil barris por dia. A Petrobras alega que não há problemas na unidade, que "é inspecionada por profissionais habilitados e certificada anualmente, desde 1999, pelo Sistema Próprio de Inspeção de Equipamentos (SPIE)".

Ainda segundo a estatal, a última certificação foi emitida em dezembro de 2009 e permanece válida. A plataforma, diz a empresa, é vistoriada regularmente pela Marinha, que embarcará na unidade amanhã. A Delegacia Regional do Trabalho também deve participar dessa nova vistoria. Além do Ministério Público do Trabalho, o Sindipetro-NF levou a denúncia à Marinha e à Agência Nacional do Petróleo (ANP).


Notícias do Tribunal Superior do Trabalho

10/08/2010
Corregedoria cria comissão para dar maior celeridade à execução trabalhista

O corregedor geral da Justiça do Trabalho, ministro Carlos Alberto Reis de Paula, por meio do Ato GCGJT nº 006/2010, instituiu comissão destinada a colher dados e informações no âmbito de toda a Justiça do Trabalho e proceder à realização de estudos voltados ao desenvolvimento de instrumentos ou medidas destinadas a dar maior celeridade e efetividade à execução trabalhista.

A comissão é formada pelos juízes João Amílcar Silva e Sousa Pavan, do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, que a presidirá, Rubens Curado Silveira, titular da Vara do Trabalho de Guarí/TO, Marcos Alberto dos Reis, auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho, e pelo servidor Cláudio de Guimarães Rocha, assessor da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho.

A comissão tem prazo de 90 dias para conclusão dos trabalhos e apresentação do relatório final.


10/08/2010
TST regulamenta o depósito recursal em agravo de instrumento

O Presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Milton de Moura França, divulgou, nesta terça-feira (10/8), o teor da Resolução nº 168, que atualiza e altera a Instrução Normativa nº 3 de 1993, e disciplina o depósito recursal em agravo de instrumento previsto na Lei nº 12.275, de 29 de junho de 2010, que entrará em vigor no dia 13/8/10.

A Resolução explicita o procedimento para efetivação do depósito, como ocorre com os depósitos já exigidos para outros recursos, observada, no entanto, a peculiaridade no que se refere à sua comprovação, nos termos do Art. 899, § 7º, da Lei 12.275.

Veja o texto da Lei 12.275/2010


FETRACONSPAR, 11 de julho de 2010 | Eventos
Conselho das Cidades
Delegado da FETRACONSPAR participa de Reunião Preparatória do CONCIDADES em Curitiba

O Secretário de Formação Sindical da FETRACONSPAR e Presidente do STICM GuarapuavaSIRLEI CÉSAR DE OLIVEIRA participou nesta quarta-feira, no Auditório da SEDU/PARANACIDADE, sito à Rua Dep. Mário de Barros, 1290 - 2º andar – Curiitba/PR, de Reunião Preparatória para a próxima Reunião Ordinária das CONCIDADES, que será realizada nos dias 19 e 20 do corrente.