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O ESTADO DO PARANÁ,
12 de agosto de 2010 | Economia
OIT: desemprego entre jovens é
o maior desde 2002
A taxa de desemprego entre jovens de todo o mundo atingiu em 2009 o
maior nível em oito anos e deve seguir o movimento de alta, fechando
2010 com 81,2 milhões de jovens fora do mercado de trabalho.
O relatório anual Tendências Globais de Emprego para a
Juventude, organizado pela Organização Internacional do
Trabalho (OIT), mostra que no ano passado o índice de desemprego
entre pessoas com idade entre 15 e 24 anos chegou a 13% - ou 81 milhões
dos 623 milhões de jovens economicamente ativos. O resultado
é o maior da série histórica do levantamento, realizado
desde 2002.
A taxa de desemprego entre os
maiores de 25 anos em 2009 foi de 4,9%, segundo o levantamento. Na comparação
com os adultos, a taxa de desemprego entre jovens é 2,8 vezes
superior. No Brasil, ela chega a 3,2 vezes, de acordo com dados de 2008.
O grande contingente de jovens
desempregados deve-se, de acordo com a OIT, aos desdobramentos da crise
financeira mundial. No período de 2007 a 2009, o número
de desempregados nessa faixa de idade aumentou 7,8 milhões, passando
de 11,9% para 13%. A expectativa da entidade é de que essa taxa
cresça neste ano para 13,1% e tenha um ligeira recuo em 2011,
para 12,7%.
"Geração perdida"
A OIT observa que a falta de
experiência é um dos principais empecilhos para que esses
jovens retornem ao mercado de trabalho, o que torna mais demorada sua
reincorporação em relação aos adultos. É
por isso, segundo a entidade, que o desemprego nessa faixa etária
deve seguir em nível elevado nos próximos anos, formando
o que chamou de "geração perdida".
O estudo alerta que o período
de afastamento pode gerar transtornos a esses jovens, como a perda de
ânimo e autoestima, "o que pode comprometer as perspectivas
de emprego". A pesquisa destaca ainda o custo da ociosidade provocada
pelos reflexos da recessão mundial, como os investimentos em
educação e redução das contribuições
para os sistemas de seguridade social. "Não ter esse potencial
no mercado é um desperdício econômico e pode minar
a estabilidade social", avalia o diretor-geral da OIT, Juan Somavia.
A juventude de países
em desenvolvimento, como o Brasil, é a que mais sofre com os
impactos de uma crise. Segundo a pesquisa, os jovens desses países
são mais vulneráveis ao subemprego e à pobreza,
enquanto os de nações mais pobres não costumam
ser demitidos - eles têm as horas de trabalho ou os salários
reduzidos. Nos dois tipos de economia, as demissões acabam empurrando
os jovens para o mercado informal, alternativa em crescimento entre
a faixa etária de 15 a 24 anos. O relatório mostra ainda
que, em 2008, os jovens representaram 24% dos pobres inseridos no mercado
de trabalho mundial. No geral, os trabalhadores de baixa renda são
18,5% da mão de obra mundial.
O relatório aponta
também que a taxa de desemprego entre os jovens é agravada
por variáveis como sexo e região. Entre as mulheres, a
desocupação chegou em 2009 a 13,2%, superior aos 12,9%
observados entre os homens. No Norte da África, por exemplo,
a taxa de desemprego nessa faixa etária foi de 23,3% no ano passado,
enquanto na União Europeia foi de 17,3%. Na América Latina,
a taxa ficou em 14,3% e no Sul da Ásia, em 14,5%. A região
com a menor taxa de desocupação entre os jovens foi no
Leste da Ásia, de 8,6%.
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BBC Brasil, 12 de agosto de
2010
OIT alerta para surgimento de ‘geração
perdida’ de jovens sem emprego
O número recorde de quase
81 milhões de jovens desempregados no mundo em 2009, devido à
crise econômica, cria o risco do surgimento de “uma geração
perdida, constituída de jovens que abandonaram o mercado de trabalho
e perderam as esperanças de poder trabalhar e ganhar a vida decentemente”,
alerta a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em
um relatório divulgado nesta quarta-feira.
O risco da existência
de uma “geração perdida” afeta sobretudo os
jovens de países desenvolvidos, onde “novos candidatos
que ingressam no mercado de trabalho se somam às filas de desempregados”,
disse à BBC Brasil Sara Elder, economista da OIT e autora do
relatório Tendências mundiais do emprego dos jovens 2010.
O número de jovens desempregados
nos países ricos passou de 8,5 milhões em 2008 a 11,4
milhões em 2009, o que representa um aumento de 34,1%. No caso
dos países em desenvolvimento e pobres, onde muitos trabalham
de maneira independente e em setores informais e não podem contar
com benefícios sociais, os jovens desempregados “perdem
a oportunidade de sair da pobreza”, afirmou a economista.
“Nos países em
desenvolvimento, os efeitos da crise econômica ameaçam
agravar os déficits de trabalho decente dos jovens, tendo como
resultado um aumento do número de jovens trabalhadores bloqueados
na pobreza, prolongando o ciclo da pobreza no trabalho em pelo menos
uma geração”, declarou o diretor-geral da OIT, Juan
Somavia.
Já nos países
ricos, muitos jovens desempregados acabam optando por prolongar seus
estudos superiores após ficarem pelo menos um ano inativos. “Mas
muitos se revoltam com a situação, se sentem desencorajados
e abandonam a procura de um trabalho”, disse a economista.
Programas para jovens
Não há números
globais em relação aos jovens que desistem de ingressar
no mercado de trabalho, mas ela citou os exemplos de alguns países.
Na Grã-Bretanha, segundo a autora do estudo, 25% dos jovens inativos
se sentem desencorajados para procurar um emprego. Esse é o índice
mais alto entre as economias desenvolvidas. Na Espanha, 10% dos jovens
desempregados perderam as esperanças de encontrar um trabalho.
Elder disse que muitos países
desenvolvidos, como os da União Europeia, criaram programas de
formação e adotaram medidas fiscais para subsidiar a contratação
de jovens. “O perigo agora são as pressões para
retirar esses incentivos”, afirmou, se referindo às restrições
orçamentárias para reduzir os elevados déficits
públicos dos países europeus.
Segundo o relatório,
o número de jovens com idade entre 15 e 24 anos desempregados
aumentou em 7,8 milhões no mundo entre 2007 e 2009, totalizando
80,7 milhões de pessoas. A título de comparação,
durante o período de dez anos que precedeu a crise atual (de
1996/97 a 2006/07), o número de jovens desempregados no mundo
aumentou em 1,91 milhão.
A taxa de desemprego dos jovens
passou de 11,9% em 2007 a 13% em 2009, a maior alta em termos percentuais
dos últimos 20 anos em que a OIT dispõe de estatísticas
internacionais. A organização prevê que o índice
de desemprego entre os jovens começará a diminuir somente
em 2011. Neste ano, a OIT estima uma leve alta na taxa, que deve atingir
13,1% dos jovens economicamente ativos.
Brasil
Embora o estudo da OIT retrate
a situação apenas por regiões do mundo e não
por países, a economista afirmou que o Brasil “é
um caso muito especial e representa um bom exemplo de resposta à
crise” do desemprego dos jovens. Elder citou o programa Bolsa-Família,
que teria contribuído, segundo ela, para a redução
da taxa de desemprego dos jovens no Brasil.
O índice, no segundo
trimestre deste ano, é de 17%. No mesmo período de 2007,
a taxa era de 18,7%. Na América Latina e Caribe, o número
de jovens desempregados aumentou 11,4% entre 2008 e 2009, totalizando
8,8 milhões de pessoas.
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Gazeta do Povo, 12 de agosto
de 2010
Pib
Crescimento desacelera, aponta IBC-Br
A economia brasileira mostra sinais de desaceleração,
de acordo com o novo indicador do Banco Central criado para tentar antecipar
a tendência do PIB. A atividade econômica cresceu 1,32%
no segundo trimestre de 2010 em relação ao trimestre anterior,
quando a expansão havia sido de 2,45%, de acordo com o Índice
de Atividade do BC (IBC-Br). Foi o segundo trimestre seguido de desaceleração.
Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve
expansão de 9,5% no segundo trimestre, ante expansão de
10,4% nos três primeiros meses de 2010.
Na comparação
com o mesmo mês do ano anterior, o ritmo de crescimento caiu pelo
terceiro mês seguido, para 8,6%. O IBC-Br é um dos indicadores
que serão avaliados pelo Copom no início de setembro para
definir a taxa básica de juros, hoje em 10,75% ao ano.
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Gazeta do Povo, 12 de agosto
de 2010
Construção civil
Crédito imobiliário bate
recorde
Financiamentos com recursos da poupança
alcançam o maior valor desde 1967. Em Curitiba, feira busca aproveitar
disponibilidade de recursos
As operações de
crédito imobiliário com recursos da poupança atingiram
R$ 23,8 bilhões no primeiro semestre deste ano, registrando o
melhor resultado para esse período na série histórica
iniciada em 1967. De acordo com a Associação Brasileira
das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança
(Abecip), o valor superou em 77% o montante contabilizado no mesmo período
do ano passado. Em quantidade, foram 187,6 mil unidades financiadas,
com expansão de 51,5%.
Os dados mostram ainda que o
porcentual de financiamento vem crescendo nos últimos anos, atingindo
no semestre a média de 61,9% do valor total da moradia. Em 2009,
havia ficado em 61,1%, patamar bem acima do contabilizado um ano antes
(58,6%). Os números registrados em 2004 (46,8%) e em 2005 (47,8%)
mostram que os clientes dos bancos davam mais da metade do valor de
entrada para realizar o sonho da casa própria.
Foi nesse clima de crédito
mais amplo que começou, ontem, a 19.ª edição
da Feira de Imóveis do Paraná. Na abertura, Gustavo Selig,
presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do
Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR) – promotora
do evento –, apresentou resultados de uma pesquisa desenvolvida
pela associação para conferir a valorização
dos imóveis e o preço dos metros quadrados em Curitiba
entre janeiro e junho deste ano.
Para Selig, a expansão
do mercado imobiliário continua por cerca de sete anos, com uma
valorização dos empreendimentos de 8% a 10% ao ano na
capital paranaense. O presidente da Ademi-PR considera que esse é
um bom momento de compra, principalmente para imóveis na planta,
porque as construtoras levarão cerca de dois anos para entregar
seus produtos, período em que a valorização já
estará ocorrendo.
Batel, Cabral e Água
Verde têm os metros quadrados de área privativa mais caros
da cidade: R$ 6,2 mil, R$ 4,5 mil e R$ 4,4 mil respectivamente. “O
Centro é um lugar valorizado, fazendo com que os bairros em seu
entorno também sejam. Dois fatores contribuem para isso: a escassez
de terrenos e a grande procura por essas localizações”,
afirmou Selig. Já Barreirinha, Fazendinha e Santa Cândida
são os bairros mais baratos, com R$ 2,1 mil, R$ 2,2 mil e R$
2,3 mil por metro quadrado de área privativa, respectivamente.
Eurico Borges dos Reis, diretor
da construtora Conceito e Moradia (do Grupo Borges dos Reis), que possui
projetos encaixados no programa do governo federal Minha Casa Minha
Vida, afirma não haver uma tendência para o desaquecimento
do mercado, mas aponta preocupação com a alta nos preços
dos terrenos. “Os terrenos não podem mais subir de preço.
Se continuarem, o destinatário final não poderá
ser mais o que ganha até seis salários mínimos”,
argumentou.
Perfil
Veja o que pode ser encontrado na Feira de Imóveis do
Paraná e quais as expectativas para esta edição:
Expositores Cerca de 65 expositores,
entre construtoras, incorporadoras e imobiliárias, atuantes no
Paraná e em Santa Catarina, com opções de venda
e locação de imóveis residenciais e comerciais.
Imóveis Mais de 30 mil
opções de imóveis entre R$ 35 mil e R$ 6 milhões.
Crédito A Praça
Financeira, com estandes do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal
e Companhia Província, entre outras instituições
de financiamento, atende aos visitantes interessados em fazer simulações
de pagamentos e conhecer linhas de crédito disponíveis.
Cinco empresas de consórcio também estão no local.
Expectativa O presidente da
Ademi-PR, Gustavo Selig, espera que o evento supere a marca de 35 mil
visitantes e venda pelo menos a metade dos empreendimentos ofertados.
Entre as opções mais procuradas na cidade, ele aponta
para os imóveis de R$ 200 mil a R$ 450 mil, com dois ou três
dormitórios.
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Agência Brasil, 12
de agosto de 2010
Financiamento para casa própria
cresce 77% no primeiro semestre
O financiamento imobiliário com recursos das cadernetas de poupança
atingiu no primeiro semestre deste ano o melhor resultado da história
no que se refere a valores. Até junho, os bancos que integram
o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) concederam
a construtoras e pessoas físicas R$ 23,8 bilhões, valor
77% acima dos R$ 13,5 bilhões contratados no mesmo período
de 2009.
Se consideradas apenas as operações realizadas em junho
deste ano, os financiamentos somaram R$ 5,27 bilhões, montante
78% superior ao resultado de igual mês de 2009 (R$ 2,96 bilhões)
e 24% acima das contratações de maio de 2010 (R$ 4,25
bilhões).
O número de unidades
financiadas subiu de 123,9 mil, nos primeiros seis meses de 2009, para
187,6 mil, de janeiro a junho deste ano, um crescimento de 51,5%. Somente
em junho foram financiados 40,8 mil imóveis, de acordo com dados
divulgados hoje (11), em São Paulo, pela Associação
Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança
(Abecip).
A captação líquida
de depósitos de poupança aumentou quase cinco vezes nos
primeiro semestre deste ano na comparação com o mesmo
período de 2009, quando o resultado foi, em parte, afetado pela
crise financeira mundial surgida no final de 2008. Do valor de R$ 1,8
bilhão captados entre janeiro e junho de 2009, os depósitos
saltaram para R$ 8,8 bilhões.
Os resultados sustentam as expectativas
otimistas da Abecip, que prevê que o financiamento imobiliário
com recursos da poupança seja de R$ 45 bilhões a R$ 50
bilhões. Apesar disso, o presidente da associação,
o engenheiro Luiz Antonio Nogueira de França, chama a atenção
para o risco de os recursos das cadernetas de poupança se tornarem
insuficientes para atender à demanda por crédito imobiliário.
"Com relação
à capacidade de financiar o mercado imobiliário com os
recursos da caderneta de poupança, nossos estudos – que
convergem com os de outras entidades – mostram que, entre dois
e três anos, a gente deva ter problema com essa fonte", afirmou.
Segundo França, o cenário
de juros baixos, prazos alongados e crescimento econômico estimula
a demanda por crédito imobiliário. Atualmente, a poupança
e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) são as
duas principais fontes de recursos do setor habitacional.
Para o economista José
Roberto Mendonça de Barros, que foi secretário de Política
Econômica do Ministério da Fazenda entre 1995 e 1998, é
necessário discutir e viabilizar novos instrumentos de financiamento
que possam ser usados em breve.
"Já temos hoje o
sistema de securitização de recebíveis que deverá
crescer. O que está sendo estudado e que parece o mais viável
são os chamados CDBs cobertos, um tipo de certificados de depósitos
que os bancos poderiam usar para captar e emprestar recursos. Isso,
contudo, ainda depende de regulamentação governamental
e está em discussão, mas é uma possibilidade já
utilizada em outros países", afirmou Barros.
Agência Brasil
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O ESTADO DO PARANÁ,
12 de agosto de 2010 | Economia
Vendas de material de construção
crescem 9,6%
As vendas de material de construção no varejo aumentaram
9,6% no acumulado do ano até julho em relação ao
mesmo período do ano anterior, conforme estudo do Ibope Inteligência
divulgado pela Associação Nacional dos Comerciantes de
Material de Construção (Anamaco). Com o resultado, o setor
fica mais próximo da meta da entidade de crescimento para 2010,
que é de 11%. No ano passado o setor teve faturamento recorde
de R$ 45,04 bilhões.
No mês de julho, as vendas
de material cresceram 4% ante o mês anterior e 8,5% na comparação
com julho de 2009. Na avaliação da Anamaco, o desempenho
das lojas polarizou o comércio no mês passado, apesar de
ter ficado abaixo das estimativas das lojas. Em nota, o presidente da
entidade, Cláudio Elias Conz, lembra que no mês de junho
o setor registrou um desempenho abaixo do esperado em razão dos
jogos da Copa do Mundo, mas agora já se observa uma pequena melhora.
"Ao mesmo tempo, as expectativas para agosto são muito otimistas",
afirma Conz no comunicado, citando que 68% das lojas acreditam que as
vendas vão crescer entre 10% e 20% em volume.
O dirigente destaca que
os números ficaram aquém das expectativas dos lojistas,
mas revelam também que o processo de recuperação
já foi iniciado. Em junho as vendas recuaram 5,5% ante maio,
pontuando a primeira queda em 15 meses. Em nota a entidade afirma que
o mercado permanece aquecido, com a manutenção da redução
do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) até o final
de dezembro, possibilitando aos consumidores planejarem suas obras,
além de toda a movimentação dos programas habitacionais
e das obras para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
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BEM PARANÁ, 12 de agosto de 2010 |
Economia
Reforço
Trabalhores têm direito a sacar
R$ 668, 3 milhões no Paraná
Valor é o total que será pago
a 2,873 milhões de pessoas a título do rendimento do PIS
e abono salarial neste ano
Ana Ehlert
Trabalhadores do Paraná
têm direito a receber R$ 668, 3 milhões, referentes ao
abono salarial e os rendimentos do Programa de Integração
Social (PIS), para o exercício 2010/2011, segundo os dados divulgados
pela Caixa. São 2,873 milhões de trabalhadores que têm
direito ao valor de um salário mínimo (R$ 510). Os valores
começaram a ser pagos ontem.
Os trabalhadores que possuem conta corrente ou poupança na Caixa
e estão com as informações do cadastro do PIS atualizadas,
já receberam o crédito em conta, ou ainda, pela folha
de pagamento da empresa que possui o convênio Caixa PIS Empresa.
No Brasil, cerca de 15,6 milhões de trabalhadores têm direito
ao Abono, em um volume de quase R$ 8 bilhões, e 28,1 milhões
aos rendimentos do PIS, em um total de aproximadamente R$ 1,4 bilhões.
Os trabalhadores podem retirar o abono salarial ou rendimentos do PIS
com o Cartão do Cidadão e senha nas máquinas de
autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes CaixaAqui,
inclusive em finais de semana. Quem não tem o Cartão do
Cidadão deve procurar uma agência da Caixa e levar documento
de identidade e comprovante de inscrição no PIS. O abono
salarial, no valor de R$ 510,00, pode ser sacado até 30 de junho
de 2011.
O abono salarial é
pago com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e a gestão
do programa é feita pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Já os rendimentos do PIS são pagos com recursos do Fundo
de Participação do PIS/PASEP.
Direito — Tem direito ao abono o trabalhador
cadastrado no PIS ou PASEP até 2005 (cinco anos de cadastramento),
que trabalhou no mínimo 30 dias, consecutivos ou não,
no ano de 2009, com carteira de trabalho assinada por empresa, e que
recebeu, em média, até dois salários mínimos
mensais e teve seus dados informados corretamente pela empresa no Ministério
do Trabalho, na RAIS do ano-base 2009, deve prestar atenção
ao Calendário do PIS, pois tem direito ao Abono.
Rendimentos do PIS — Tem direito ao saque, o
trabalhador que foi cadastrado no PIS-PASEP até 04/10/1988 e
que tenha saldo na conta PIS. O pagamento obedece ao mesmo calendário
do Abono Salarial. Atualmente, é permitido o saque do saldo de
quotas da conta PIS pelos motivos previstos em lei: aposentadoria, invalidez
permanente, reforma militar, transferência para a reserva remunerada,
aids ou câncer do titular ou de seus dependentes, morte do titular,
Benefício Assistencial à pessoa portadora de deficiência
e ao Idoso e participante com idade igual ou superior a 70 anos.
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Revista Época, 12 de
agosto de 2010
Eleições 2010: especialista
em pesquisas faz previsões sombrias para Serra
Na análise distribuída
aos seus clientes, Almeida, que é e autor do livro "A Cabeça
do Eleitor", faz carga contra a estratégia de marketing
de Serra. Para ele, repete os mesmos erros da campanha do tucano Geraldo
Alckmin em 2006 contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(a equipe de comunicação das duas campanhas é a
mesma, liderada pelo jornalista Luiz Gonzalez)
O cientista político
Alberto Carlos de Almeida, sócio-diretor do Instituto Análise
e autor do livro "A Cabeça do Eleitor", está
distribuindo para seus clientes uma análise, em inglês,
com previsões catastróficas para a campanha do candidato
tucano, José Serra.
Para Almeida, que já
foi visto como muito próximo aos tucanos, a candidata do PT,
Dilma Rousseff, tende a vencer a eleição no primeiro turno
e por uma lavada de votos em relação a Serra - uma vantagem
de 15 a 20 pontos percentuais.
Na análise distribuída
aos seus clientes, Almeida faz carga contra a estratégia de marketing
de Serra. Para ele, repete os mesmos erros da campanha do tucano Geraldo
Alckmin em 2006 contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(a equipe de comunicação das duas campanhas é a
mesma, liderada pelo jornalista Luiz Gonzalez).
Em 2006, segundo pesquisas feitas
pelo Instituto Análise, Alckmin era visto pelos eleitores como
o mais experiente, o mais preparado para o cargo e o mais comprometido
em resolver os problemas da saúde pública.
Mesmo assim, perdeu, por uma
margem de 20 pontos, a eleição para Lula porque o presidente
era visto como o candidato que entendia os problemas dos pobres e iria
aumentar a capacidade de consumo.
O mesmo padrão de imagem
dos candidatos, segundo a análise de Almeida, está se
repetindo agora na eleição de 2010. Serra é percebido
como mais preparado e experiente do que Dilma e também como o
mais empenhado com a questão da saúde. Mas a petista teria
adquirido a imagem imbatível de que é a candidata que
vai colocar mais dinheiro no bolso dos eleitores.
Arko Advice: Dilma tem
potencial para chegar a quase 70% dos votos
Em outro estudo, colocado disponível, na última segunda-feira
(9), a respeitada consultoria política, Arko Advice, fez uma
análise sobre até que ponto o presidente Lula consegue
transferir seus votos para sua candidata, Dilma Rousseff.
Para calcular o potencial de
transferência de voto do presidente Lula, a Arko Advice analisou
o que Lula conseguiu transferir para ele mesmo em 2006 quando disputou
a reeleição.
"Importante frisar que
dificilmente Lula conseguirá transferir para a sua candidata
100% do seu prestígio, já que não conseguiu nem
para si este feito em 2006", adverte a consultoria.
Em agosto daquele ano, segundo
pesquisa Ibope (7 a 9 de agosto), Lula tinha 46% das intenções
de voto. Nesse mesmo período, 56% dos eleitores afirmavam que
aprovavam o seu governo. Ou seja, a cada 1,21 eleitor que aprovava seu
governo, 1 votou no presidente.
Hoje, de acordo com a última
pesquisa Ibope (2 a 5 de agosto), 85% dos eleitores aprovam o governo
Lula. Assim, no melhor cenário possível onde ele consiga
transferir todo o seu prestígio para Dilma, ele chegaria a 69,82%
dos votos.
Considerando que Dilma tem,
segundo o mesmo levantamento, 39% dos votos, ela ainda tem potencial
para conquistar mais 30% dos votos. Vale ressaltar que, de acordo com
último levantamento do Datafolha, 24% dos eleitores ainda não
sabem quem é a candidata do presidente.
Ainda de acordo com essas projeções,
Dilma ainda tem potencial para crescer em todas as regiões do
País. No Nordeste, por exemplo, onde a aprovação
do governo atinge 91%, Dilma pode sair dos atuais 46% para 81,24% em
um cenário onde Lula consiga transferir para ela todo seu prestígio.
Até mesmo nas regiões
Sul e Sudeste, onde José Serra (PSDB) é mais forte, ainda
há espaço para crescimento.
Na avaliação da
Arko, Lula ainda não atingiu seu limite de transferência.
Ela ainda tem potencial para crescer mais considerando que:
1) o governo tende a continuar
bem avaliado;
2) Lula deve envolver-se ainda
mais na campanha;
3) Dilma terá mais tempo
de TV do que Serra;
4) desde que começou
a campanha, Dilma tem apresentado melhor performance nas pesquisas;
e
5) Dilma recebe mais doações
que Serra.
"No que pese a imprevisibilidade
de qualquer eleição, este quadro reforça nossa
avaliação sobre o favoritismo de Dilma", diz a empresa
de consultoria.
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Vermelho, 12 de agosto de
2010
Serra no Jornal Nacional: 12 mentiras
em 12 minutos
Tratado como se estivesse entre amigos –e
estava--, o candidato do PSDB à presidência da República,
José Serra (PSDB), participou nesta quarta-feira (11) da rodada
de entrevistas com os presidenciáveis do Jornal Nacional, da
Rede Globo. Sem ser confrontado pelos entrevistadores, Serra conseguiu
se mostrar elegante na forma, mas no conteúdo sua participação
foi marcada por um discurso repleto de mentiras e meias-verdades (veja
a lista no final desta matéria).
Por Cláudio Gonzalez
Apesar da colher de chá
que os entrevistadores deram ao candidato para expor suas idéias
sem muitos questionamentos, Serra derrapou no final, quando tentou deixar
sua mensagem alinhada com a nova estratégia de campanha --a de
se distanciar da elite e se mostrar como o candidato dos pobres. Ele
enrolou na resposta e acabou sendo cortado.
No início da entrevista,
ao ser questionado sobre o fato de estar poupando o presidente Lula
de críticas na campanha, Serra desconversou, disse que Lula não
é candidato, portanto não é seu adversário,
e tentou desqualificar a candidata do PT. Sem citar o nome de Dilma,
disse que não se pode 'governar na garupa', insinuando que a
ex-ministra, caso seja eleita, faria um governo monitorado pelo atual
presidente. A declaração de Serra pode ter gerado a manchete
que a mídia queria, mas é uma afirmação
potencialmente arriscada para o tucano. Com a popularidade do governo
nas alturas, uma parte considerável do eleitorado que aprova
o presidente Lula pode estar buscando justamente uma candidatura que
"ande na garupa" de Luis Inácio. E esta candidata é
Dilma, não Serra.
Mensalão ressurge como tema
Na única pergunta que
parecia mais constrangedora para Serra, Willian Bonner questionou o
tucano sobre a aliança com o PTB, numa clara manobra para voltar
a falar do “mensalão do PT”. Não precisa ser
jornalista nem analista político para saber que houve, nesta
pergunta, uma clara intenção de poupar o candidato tucano
do desconforto de ter que justificar sua aliança com o DEM, que
protagonizou um “mensalão” muito mais recente e constrangedor,
que foi o escândalo envolvendo o governador José Roberto
Arruda, do Distrito Federal.
Também não se
questionou o tucano sobre o “mensalão” mineiro protagonizado
por ninguém menos que o ex-presidente do PSDB, Eduardo Azeredo.
Privatizações, relação com movimentos sociais,
atritos com aliados... foram outros temas espertamente descartados da
sabatina.
Tucano assume que não trabalhou
direito
Ao falar sobre os caros pedágios
cobrados em São Paulo, Serra entrou em contradição.
Disse que se "trabalhar direito" dá para fazer estradas
boas sem cobrar tarifas elevadas de pedágio. Neste momento, um
entrevistador atento e isento teria perguntado: então por que
seu governo não fez isso em São Paulo? O senhor “não
trabalhou direito”?
Mas a conversa do casal global
com o candidato tucano não previa confrontações.
Estava tudo dentro do script traçado pela família Marinho
para alavancar a candidatura “da casa” e não cabia
ali desautorizar o “mais preparado dos homens públicos”.
Palocci: o inocente útil do
Serra
Durante a entrevista, mais uma
vez, tal como fez no debate da Bandeirantes, José Serra citou
o nome do ex-ministro Antonio Palocci, repetindo que o petista "não
cansava de elogiar o governo Fernando Henrique" quando foi ministro
da Fazenda no primeiro mandato do presidente Lula. A afirmação
recorrente de Serra tem dois objetivos: constranger a candidata do PT,
Dilma Rousseff –já que Palocci é um dos coordenadores
de sua campanha-- e minimizar as críticas ao governo Fernando
Henrique.
Pior do que ouvir tal afirmação
vinda de Serra é saber que Antonio Palocci não se digna
a responder ao tucano. A carapuça lhe serve, portanto não
questiona o uso político que Serra faz de seu nome em prejuízo
da candidata da qual é coordenador de campanha. Tivesse um pouco
mais de dignidade, Palocci no mínimo utilizaria seu espaço
cativo nas colunas de bastidores dos jornais para desautorizar o tucano.
Mas como não responde, acaba fazendo o papel de "inocente"
útil num tema que é crucial para a campanha petista: a
comparação entre os governos FHC e Lula.
Sandálias da humildade
Serra tentou, ao final da entrevista,
emplacar sua nova estratégia de campanha. Mudar a imagem de candidato
da elite e calçar as “sandálias da humildade”
para se mostrar como o homem de origem pobre que venceu na vida estudando
e ajudando o povo. Serra queria dizer que ia governar para os pobres
e não apenas para os ricos. Mas não deu tempo. Por mais
cordial que Bonner tenha sido com Serra, não dava para deixar
o entrevistado surrupiar minutos a mais que o tempo previsto para a
entrevista.
Mentiras e meias-verdades
A íntegra da entrevista
de Serra, assim como a de Dilma e Marina, estão facilmente disponíveis
na internet. Não é preciso detalhar o que o entrevistado
disse ou como disse. Mas é imprescindível apontar as contradições
e inverdades contidas em suas declarações. Até
por que, são declarações recorrentes, argumentos
que o tucano tem utilizado com frequência e, que se não
forem devidamente combatidos e esclarecidos, podem atravessar toda a
campanha eleitoral travestidos de verdade.
Numa rápida análise
da entrevista de 12 minutos ao Jornal Nacional, podemos detectar pelo
menos 12 questões levantadas por Serra que não correspondem
à realidade. Especialistas em cada assunto poderão encontrar
várias outras. Abaixo, um resumo das “mentiras por minuto”
que Serra contou aos telespectadores do telejornal de maior audiência
da televisão brasileira.
1. Fiz os genéricos...
Parece uma constante na biografia de José Serra a sua pretensão
de autoria sobre programas que ele não criou, apenas regulamentou.
A história da legislação dos genéricos no
Brasil inicia-se pelo então deputado federal Eduardo Jorge, em
1991, quando apresentou o Projeto de Lei 2.022, que planejava remover
marcas comerciais dos medicamentos. Em 1993, foi publicado pelo então
presidente Itamar Franco, que tinha como ministro da Saúde Jamil
Haddad, o Decreto nº 793, que instituiu a política de medicamentos
genéricos. Portanto, quando Serra assumiu o Ministério
da Saúde, no governo FHC, o programa de medicamentos genéricos
já era uma realidade. Serra e FHC apenas revogaram o decreto
anterior na íntegra e fizeram uma lei (9.787/99) e um novo decreto
(3.181/1999) com muitas concessões ao lobby da indústria
farmacêutica.
2. Fiz a campanha da
Aids...
O mesmo embuste dos genéricos, Serra aplica em relação
ao programa de combate à Aids. Na verdade, o tucano, por uma
estratégia de marketing, assume como se fosse dele um programa
que é anterior à sua gestão no Ministério.
Saiba mais aqui
3. A saúde,
nos últimos anos, não andou bem
Serra tenta generalizar para não reconhecer que a situação
hoje é melhor que no governo passado. A saúde continua
com problemas, é óbvio, sobretudo no atendimento de urgência
e emergência de hospitais do país. Mas nos últimos
anos, houve melhoras significativas em quase todas as demais áreas
da saúde. No governo Lula diminuiu sensivelmente a mortalidade
materna e a mortalidade infantil. O Brasil está entre os 16 países
em condições de atingir a quarta meta dos Objetivos de
Desenvolvimento do Milênio nestas questões. O governo Lula
instalou e ampliou programas importantíssimos que não
existiam ou estavam subutilizados na gestão de Serra ministro,
como o Farmácia Popular, Brasil Sorridente, Saúde da Família
-- o financiamento do programa foi triplicado entre 2002 e 2008, passando
de R$1,3 bilhão para R$ 4,4 bilhões--, Samu 192 –ao
qual SP se nega a aderir até hoje—, PAC da Saúde,
UPA 24h, Olhar Brasil, Doação de Órgãos,
Bancos de Leite Humano, QualiSUS (fortalecimento do SUS, que os tucanos
boicotam), mais investimentos na Política de Saúde Mental,
etc. Todo este avanço ocorreu mesmo com o fato da oposição,
incluindo o DEM e o PSDB, ter votado pelo fim da CPMF, que destinava
recursos para a saúde. Também é preciso frisar
que nem todas as ações dependem da União. Governos
estaduais e municípios têm ampla participação
na gestão da saúde. Serra também não conseguiu
resolver os problemas na saúde pública de São Paulo
quando foi prefeito, nem quando foi governador.
4. Muita prevenção
que se fazia acabou ficando para trás
Mentira pura de Serra. O governo federal manteve e ampliou todas as
campanhas de vacinação existentes e ainda incluiu novas
vacinas no calendário oficial. Desde 2004, o Ministério
da Saúde adota três calendários obrigatórios
de vacinação: o da criança, o do adolescente e
o do adulto e idoso. O programa de prevenção às
endemias funciona bem, ao contrário do que acontecia no governo
Fernando Henrique. Quando Serra ainda era ministro da Saúde,
o Brasil sofreu com uma terrível epidemia de dengue, ao ponto
do tucano ter sido apelidado de “ministro da dengue”.
5. O Roberto Jefferson
conhece muito bem o meu programa de governo
Nem Roberto Jefferson nem nenhum outro aliado do tucano conhece o “programa
de governo” de Serra porque ele simplesmente não existe.
Quando foi entregar o seu “programa” no TRE, a campanha
tucana protocolou a transcrição de dois discursos de Serra,
e disse que aquilo era o programa de governo da candidatura. Além
disso, Roberto Jefferson aliou-se a Serra não por que comunga
com o tucano ideias programáticas. Pelo contrário: Jefferson
criticou duramente Serra quando o tucano deu declarações
contra o “mercado”. O apoio do PTB a Serra tem um único
objetivo: facilitar a eleição de deputados da legenda
nas coligações regionais.
6. Eu não faço
loteamentos de cargos
Serra vem repetindo esta lorota em várias ocasiões. Mas
o fato é que quase todas as instituições, estatais
e órgãos públicos do governo de São Paulo
são chefiados por correligionários ou pessoas indicadas
pelos líderes de partidos que governam o estado. As sub-prefeituras
da cidade de S. Paulo, tanto na gestão Serra quanto na gestão
Kassab, foram e são comandadas por apadrinhados políticos.
Aliados de Serra, como o presidente do PPS, Roberto Freire, mesmo não
tendo nenhum vínculo com SP, foram nomeados para conselhos de
estatais paulistas. O neo-aliado Orestes Quércia (PMDB) já
fez diversas indicações para cargos de confiança
em SP na atual gestão demo-tucana. Prefeitos de partidos que
lhe fazem oposição dizem que Serra governa com mapa político
nas mãos e com ele no governo os adversários passam a
pão e água. Verbas, convênios e obras só
para seus aliados. Ao insistir nesta afirmação de que
“não faz loteamento”, o tucano menospreza a inteligência
do eleitor e provoca riso –e talvez alguma preocupação--
entre seus aliados, que sabem que alianças são feitas
apenas se as forças políticas participantes puderem compartilhar
a administração pública do mandatário que
ajudaram a eleger.
7. Eu não sou
centralizador
Quem desmente o candidato são seus próprios correligionários.
As seções de bastidores de política dos principais
jornais do país trazem toda semana a reclamação
de algum aliado de Serra que protesta contra o modo centralizador como
o candidato conduz a campanha. Chegaram a dizer que enquanto a campanha
de Dilma é conduzida por um G7, a de Serra é conduzida
por um G1, grupo formado por ele mesmo.
8. O Índio da
Costa estava entre os nomes que a gente cogitava
Não há nenhum analista político no país
que tenha coragem de confirmar esta afirmação de Serra.
Simplesmente porque ela é uma mentira deslavada. O nome de Índio
da Costa só surgiu aos 45 minutos do segundo tempo, depois que
uma dezena de outros nomes já tinham sido descartados e uma crise
grave estava instalada na campanha. O próprio Serra disse que
não conhecia direito o vice escolhido pelo DEM.
9. Meu vice é
jovem, ficha limpa, preparado
Em primeiro lugar, aos 40 anos a pessoa já não é
tão jovem assim. Tanto que o deputado do DEM nunca se interessou
por projetos ligados à juventude. Mas quanto a isso, sem problemas.
O problema é dizer que Índio da Costa é “ficha
limpa”. A verdade é que a “ficha” do apadrinhado
de Cesar Maia tem algumas manchas bem encardidas. Ele foi um dos alvos
da CPI na Câmara dos Vereadores do Rio que investigou superfaturamento
e má-qualidade nos alimentos comprados para a merenda escolar,
quando ainda era vereador. Além disso, o deputado demista foi
sim um dos que relataram o Projeto Ficha Limpa no início, mas
o relatório fundamental foi do deputado do PT-SP José
Eduardo Cardozo. Quando os tucanos tentam colocar na conta de Índio
da Costa a aprovação do projeto Ficha Limpa apelam para
o mesmo engodo que Serra aplica quando se diz o criador da Lei dos Genéricos.
E, por fim, sobre o adjetivo “preparado”, basta lembrar
as trapalhadas e constrangimentos que Índio da Costa causou à
campanha tucana logo no início para saber que é um elogio
descabido.
10. Nunca o Brasil teve
estradas tão ruins
Mais uma vez Serra generaliza para tentar esconder as melhorias ocorridas
nos últimos anos. Esta frase de Serra poderia caber durante o
governo Fernando Henrique que investiu quase nada em estradas. O governo
Lula não só aumentou os investimentos, como promoveu a
concessão de algumas rodovias federais que agora recebem melhorias
sem que para isso os usuários tenham que pagar elevadas tarifas
de pedágio. O canal de notícias T1 (http://www.agenciat1.com.br
) especializado em transportes, desmente o discurso tucano e fornece
enorme quantidade de dados e informações que mostram que
as rodovias federais melhoraram e não pioraram nos últimos
anos.
11. A Fernão
Dias está fechada
Serra deveria avisar isso aos milhares de motoristas que trafegavam
pela Fernão Dias no exato instante em que o tucano dizia tal
mentira. Serra fez a firmação como se a rodovia estivesse
totalmente indisponível para o tráfego. O fato é
que apenas um pequeno trecho, na região de Mairiporã,
da rodovia que liga São Paulo a Minas Gerais está em obras.
12. A Regis Bittencourt
continua sendo a rodovia da morte
A Rodovia Régis Bittencourt, que liga São Paulo a Curitiba,
foi incluída, em 2008, no plano federal de concessões.
Desde então, foram feitas diversas melhorias na via. Os 402 quilômetros
da rodovia receberam melhorias no asfalto, nova sinalização,
muretas de proteção e serviço de atendimento ao
motorista. É fato que os R$ 302 milhões investidos até
agora não foram suficientes para acabar com a má fama
da Régis, mas foi o governo Lula o primeiro a tomar a iniciativa
de melhorar a estrada. No governo FHC, nada foi feito e, apesar da maior
parte da rodovia estar em território paulista, os sucessivos
governos tucanos em SP nunca propuseram parcerias com o governo federal
e/ou municípios para ajudar na conservação da BR.
Serra ainda pretendia contar
uma 13a. lorota: a de que vai governar para os pobres e não para
os ricos, mas não deu tempo.
|
Folha de S.Paulo, 12 de
agosto de 2010
PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES
2010
Deputado quer cargo para corrupção,
diz Serra no "JN"
Cobrado por apoio do PTB de Jefferson, tucano
promete não lotear governo | Candidato evita criticar Lula, mas
diz que não se pode governar o país na "garupa",
sobre o elo de Dilma com o presidente
DE SÃO PAULO
Surpreendido por uma pergunta
sobre alianças com envolvidos no escândalo do mensalão,
o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou
ontem, em entrevista ao "Jornal Nacional", da TV Globo, que
deputados que buscam cargos no governo têm o objetivo de promover
a corrupção.
"Para mim não tem grupinho de deputado indicando diretor
financeiro de uma empresa, ou diretor de compras de outra. Pra quê
um deputado quer isso? Evidente que não é para ajudar
em melhor desempenho. É para corrupção", disse.
O tucano foi o terceiro e último candidato ao Palácio
do Planalto a ser sabatinado na bancada do "JN" pelo casal
de apresentadores William Bonner e Fátima Bernardes.
A exemplo das entrevistas com Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV),
Serra foi instado a responder perguntas sobre temas incômodos,
como a aliança com Roberto Jefferson, cassado por conta do mensalão,
e os preços dos pedágios em São Paulo.
No entanto, assuntos como o mensalão do DEM, principal aliado
de sua coligação, não foram abordados.
Sobre a aliança com Jefferson, Serra disse que os "principais
personagens" envolvidos no mensalão não são
do PTB (três dos réus do mensalão são do
partido) e que o aliado não é candidato.
No início da entrevista, o tucano teve que explicar por que não
ataca o governo Lula. Serra se classificou como candidato do "futuro",
e, evitando críticas ao presidente, repetiu que o petista não
está disputando as eleições.
Em duas vezes, disse que um presidente não pode governar "na
garupa" ou ser "monitorado", numa alusão à
dependência de Dilma em relação a Lula.
"O próximo presidente vai governar e não pode ir
na garupa. Tem que ter ideias também, não só coisas
que fez no passado, mas também ideias a respeito do futuro",
disse.
Em outro tema incômodo, ao ser questionado sobre o tumultuado
processo que levou à escolha de Indio da Costa (DEM-RJ) como
seu vice, Serra negou a fama de ser centralizador.
"O que havia sido pensado inicialmente, por circunstâncias
políticas acabou não acontecendo", disse Serra.
O tucano disse que o nome de Indio da Costa já estava sendo cogitado
dentro do partido, mas que isso não chegou à "opinião
pública", para não causar "fofoca". O nome
de Indio, na verdade, surgiu na data limite da convenção
do DEM que definiria o apoio do partido a Serra.
Mais tarde, em entrevista à "Globonews", Serra afirmou
que, se for eleito, Indio "vai ficar viajando pelo Brasil verificando
como funcionam os serviços governamentais".
Governador de São Paulo até março, Serra também
teve que falar sobre os elevados preços dos pedágios nas
estradas paulistas e se esse modelo seria expandido para o Brasil. O
tucano não respondeu objetivamente. Acabou elogiando a qualidade
das rodovias paulistas e criticando as federais.
No fim, se mostrou surpreendido pelo curto tempo da entrevista e não
conseguiu se despedir do público. Foi interrompido por Bonner
por ter ultrapassado o tempo.
|
FOLHA DE LONDRINA, 12 de agosto
de 2010 | Política
Saúde vira bandeira de disputa
entre candidatos
José Serra (PDSB) e Dilma Rousseff (PT)
prometem implantar em todo o país programas de atendimento médico
Rio - Vice-campeão entre
seis motivos de insatisfação dos eleitores brasileiros,
de acordo com a última pesquisa Ibope, o setor de saúde
virou campo de confronto de siglas-símbolo de programas para
o setor, brandidas pelos presidenciáveis do PT e do PSDB, nas
primeiras semanas de propaganda. As Unidades de Pronto-Atendimento (UPA),
surgidas no Rio e adotadas pelo governo federal, viraram arma de campanha
para a presidenciável petista Dilma Rousseff enfrentar os Ambulatórios
Médicos de Especialidades (AME), implantados em São Paulo
e defendidos pelo candidato tucano à Presidência, José
Serra. Depois que o ministro da Saúde, José Gomes Temporão,
reconheceu que, de 500 UPAs prometidas, só 200 ficarão
prontas até o fim do ano, as siglas ganharam mais destaque no
noticiário. O debate sobre o tema, porém, já fora
iniciado.
''O atendimento fica mais ágil,
pois, em vez de se deslocar para o hospital, o paciente já tem
atendimento na própria UPA'', elogiou Dilma no início
de agosto, durante visita ao Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília.
Duas semanas antes, em Paranavaí, o tucano prometera criar, se
eleito presidente, 154 AMEs. ''Isso encurtará drasticamente o
tempo de espera que hoje é de seis meses em média de uma
consulta ou tratamento especializado.'' Mas são, na verdade,
estruturas diferentes: as UPAs se dedicam ao primeiro atendimento de
emergências mais simples, enquanto as AMEs fazem consultas e exames.
A preocupação
expressa pelos dois primeiros colocados na corrida presidencial tem
raízes na opinião pública. Segundo a pesquisa Ibope
realizada de 2 a 5 de agosto, 30% dos eleitores avaliam que, nos dois
anos anteriores à sondagem, os serviços de saúde
pioraram um pouco ou muito. O índice perdeu apenas para segurança
pública (35%), líder nas reclamações do
eleitorado, e superou impostos (28%), educação pública
(21%), oportunidades de emprego (16%) e poder de compra ou consumo (9%).
''A Dilma responde com a UPA
ao que o Serra falou da AME'', disse o vereador e médico Paulo
Pinheiro (PPS). Apesar de aliado de Serra, o parlamentar tem críticas
e elogios aos dois modelos - que, afirmou, são boas ferramentas,
mas não podem substituir o sistema de saúde.
O Rio tem 36 UPAs, cujo custeio
mensal é de R$ 500 mil por unidade. A implantação
sai a R$ 3.577,5 milhões cada, dos quais R$ 2,6 milhões
repassados pelo Ministério da Saúde. São Paulo
tem 32 AMEs, com custo de R$ 870 mil por mês por ambulatório.
Críticas
Para Pinheiro, as UPAs surgiram
de promessa de campanha do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB)
em 2006: os postos de saúde 24 horas. Nelas, há clínicos
gerais, pediatras, pessoal de apoio e alguns equipamentos. ''Se moro
em uma favela e meu irmão tem uma crise convulsivas, eu corro
com ele para a UPA, onde lhe dão uma medicação
anticonvulsiva. Acabou a crise, e agora? Mandam para casa. Mas ele pode
ter tumor cerebral ou epilepsia. A UPA engana. É o carro-chefe
no Rio. Isso é um tremendo absurdo'', disse o vereador, para
quem os hospitais tradicionais ''estão em petição
de miséria''. Ele também criticou a contratação
de médicos, para as UPAs, sem concurso.
O secretário de Saúde
do Rio, Sérgio Côrtes, rebate as críticas. Ele afirma
que nenhum dos cinco hospitais estaduais tinha plantões completos
com neurocirurgiões. A gestão atual implantou o sistema
de ponto biométrico - evitando a falta dos profissionais - e
concentrou essas cirurgias em três hospitais - inclusive o Getúlio
Vargas, na Avenida Brasil. O número de neurocirurgias subiu de
320, em 2006, para 1501, em 2009.
De acordo com Côrtes,
a UPA não foi criada para substituir a atenção
básica, mas para desafogar as emergências. ''Segundo dados
da Secretaria Municipal da Saúde, caiu em 40% a procura nos grandes
hospitais. Agora, é preciso organizar o sistema. Em cidades como
Teresópolis e Nova Friburgo, com boa atenção básica,
a UPA só atende pequenas urgências. No Rio é que
acontece de o paciente achar que UPA substitui o posto, o saúde
da família, a unidade básica de saúde'', afirmou.
AMEs
A assessoria de Imprensa da
secretaria Estadual de Saúde de São Paulo ressaltou que
o modelo de gestão criado no Estado foi copiado por 71 municípios,
14 Estados brasileiros e inspirou o Ministério da Saúde.
''Os hospitais não fazem licitação para comprar
insumos ou medicamentos, mas adotam rígidos regulamentos de compras.
Não realizam concurso público e sim seleção
dos mais capazes'', informou em nota.
Wilson Tosta e Clarissa Thomé
Agência Estado
|
Correio Braziliense, 12
de agosto de 2010
Marcos Coimbra: por que Dilma pode
ganhar no primeiro turno
A cada momento, as eleições suscitam
perguntas diferentes. Já foram várias: Dilma decolará?
Serra será candidato? Marina vai empolgar? Quanto de sua popularidade
Lula conseguirá transferir?
Por Marcos Coimbra*, no Correio Braziliense
A mais nova e interessante diz respeito a um cenário que muitos
consideravam impensável há pouco tempo: será que
Dilma vai ganhar no primeiro turno?
Algumas pessoas acham que apenas
formular essa pergunta é tomar partido de Dilma, querer que ela
vença ou torcer por ela. São os que supõem que
a hipótese é tão absurda que só faria sentido
na cabeça de um “dilmista”.
Na verdade, não. São
cada vez mais numerosos os analistas que trabalham com essa possibilidade.
Até quem sempre raciocinou unicamente com a situação
inversa, de Serra vencer no primeiro turno, hoje admite que ela exista
e que está se tornando a cada dia mais provável.
Já faz tempo, no entanto,
que as pesquisas permitiam antevê-la. A rigor, desde o final do
ano passado, quando Serra ainda estava com folgada dianteira. Bastava
levar em conta o que diziam as pessoas que conseguiam estabelecer a
ligação entre Dilma e Lula.
Entre os que sabiam que ela
era a candidata do presidente, a liderança do ex-governador desaparecia
e os dois ficavam com a mesma intenção de voto. Mas, ao
considerar o perfil socioeconômico dos que não sabiam,
via-se que ela tinha grande potencial de crescimento, bastando, para
isso, que a informação aumentasse e alcançasse
os segmentos mais propensos a votar em seu nome.
De dezembro em diante, as pesquisas
foram mostrando que, a cada ponto que subia o conhecimento de que ela
era a candidata de Lula, aumentavam suas intenções de
voto. Ou seja, embora Serra continuasse liderando, sua vantagem era
frágil, pois se sustentava em algo que a campanha eleitoral se
encarregaria de alterar. Era a desinformação que lhe dava
vantagem, e essa tenderia a desaparecer à medida que a eleição
se avizinhasse.
O papel da imprensa
Lula fez o que estava ao seu
alcance para que cada vez mais pessoas identificassem Dilma como sua
candidata. Levou-a a todos os palanques, convidou-a para inaugurações
e solenidades, viajou com ela Brasil afora. Mas foi a imprensa quem
mais contribuiu para que seu objetivo — universalizar a informação
de que ele a apoiava — fosse sendo progressivamente atingido.
Em 2010, fora seus discursos
para as plateias reunidas nesses eventos, Lula só se dirigiu
diretamente ao conjunto dos eleitores para falar em Dilma uma vez: quando
estrelou os comerciais e o programa partidário do PT em maio.
Apenas nessa oportunidade usou uma mídia de massa para falar
olhando nos olhos do eleitor e pedir seu voto.
Hoje, cerca de 80% dos eleitores
são capazes de associar Dilma a Lula, mas menos de 25% dizem
conhecê-la bem. Faltam 20% que sequer a conhecem e há uma
larga fatia que somente sabe seu nome.
Engana-se quem olha seus atuais
40% de intenções de voto como teto. Ela chegou a esse
patamar através de um processo de difusão da informação
que alcançou o eleitor popular fundamentalmente através
do chamado “boca a boca”. Nele, a bem dizer, a televisão
foi apenas coadjuvante.
Horário político
Quando, a partir da semana que
vem, a propaganda eleitoral começar e Lula passar a aparecer
diariamente no programa e nos comerciais na TV e no rádio, Dilma
deverá entrar em uma nova etapa de crescimento. Até onde
irá, é difícil dizer.
Como as perspectivas de crescimento
de Serra são reduzidas, a esperança de quem quer dois
turnos se deslocou para Marina e os pequenos candidatos. Mas a mídia
que terão é tão exígua (Marina, por exemplo,
disporá de um único comercial em horário nobre
por semana) que é pouco provável que sejam sequer percebidos
pela maioria do eleitorado.
É por essas (e outras)
que quem entende de eleição cada vez mais considera possível
a vitória, em primeiro turno, da candidata de Lula.
* Marcos Coimbra é sociólogo
e presidente do Instituto Vox Populi
|
Congresso em Foco, 12 de
agosto de 2010
Ficha limpa já tirou 19
definitivamente da disputa
A lei produziu algumas decisões que
já independem de decisão judicial. São políticos
que ou renunciaram das suas candidaturas ou tiveram a legenda negada
por seus partidos | Ficha limpa já tirou definitivamente das
eleições 19 candidatos. Caso, por exemplo, de Alceni Guerra
Mário Coelho
Silenciosamente, a Lei da Ficha
Limpa (Lei Complementar 135/10) já tirou da corrida eleitoral
19 candidatos de maneira definitiva. São os que renunciaram à
candidatura após sofrerem impugnação por parte
do Ministério Público Eleitoral (MPE) ou então
tiveram suas inscrições canceladas pelos partidos antes
de serem analisadas pela Justiça Eleitoral. Para esses, a eleição
já acabou de fato, Não há mais possibilidade de
recurso. A eles, somam-se outros 169 registros até agora que
foram indeferidos pelos tribunais nos estados.
O nome mais conhecido dessa
lista de políticos definitivamente fora das eleições
é o deputado Alceni Guerra (DEM-PR), ex-ministro da Saúde
no governo Fernando Collor. Alceni foi condenado por improbidade administrativa
e teve as contas rejeitadas por sua administração como
prefeito de Pato Branco. Outro nome fora da disputa é o ex-deputado
distrital Júnior Brunelli, o deputado da “oração
da propina” do mensalão do DF. Os dois renunciaram diante
da hipótese de terem suas candidaturas cassadas pela ficha limpa.
Veja
a lista completa dos políticos que já estão fora
da eleição por conta da filha limpa
As renúncias estão
espalhadas por 11 unidades da federação. Acre, Distrito
Federal, Paraná, Piauí, Rondônia e Santa Catarina
tiveram, cada um, dois candidatos que abdicaram da disputa após
a contestação das candidaturas. Já Amapá,
Bahia, Pará e Rio Grande do Norte tiveram uma renúncia
cada. O Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) ainda informou
que dois registros foram cancelados, ambos de candidatos à Assembleia
Legislativa local.
O levantamento teve como base
a lista de impugnações feitas pelo Ministério Público
nos estados e no Distrito Federal e a situação processual
de cada candidato no sistema Divulga, do Tribunal Superior Eleitoral
(TSE). Ele é abastecido com informações fornecidas
pelas cortes regionais. Em alguns casos, a transmissão dos dados
pode demorar. Estados como Rio de Janeiro, por exemplo, ainda têm
candidatos barrados com a situação descrita como aguardando
julgamento.
Além dos 19 que já
estão fora da eleição – já que, em
casos de renúncia e cancelamento, não há hipótese
e se voltar atrás –, correm o risco de não permanecer
na corrida eleitoral outros 169 candidatos. No total, são 188
pessoas com problemas na Justiça que ou saíram definitivamente
ou já tiveram a negativa da Justiça em continuar na disputa.
Eles estão distribuídos por 24 estados e o Distrito Federal.
O total de barrados – indeferidos, renúncias e cancelamentos
– representam 38,7% das 482 contestações feitas
pelo MPE com base na Lei da Ficha Limpa.
Cotando os três casos,
Rondônia é o estado com o maior número de barrados.
Somados os indeferimentos e renúncias, houve 26 candidatos com
problemas na Justiça que devem ficar de fora das eleições
de outubro. Em seguida, vêm o Ceará, com 25, e Minas Gerais,
com 16. Pará tem 13, Acre e Paraíba 12, enquanto no Rio
de Janeiro o total a ficar de fora pode chegar a dez. Depois vêm
Paraná (8), Alagoas e Piauí (7); Amapá, Espírito
Santo, Goiás e Santa Catarina (6); Distrito Federal, MAto Grosso
e Rio Grande do Sul (5). Outros estados com registros negados são
Mato Grosso do Sul (3), Pernambuco(3), Sergipe (2), Amazonas (1), Rio
Grande do Norte (1), São Paulo (1) e Tocantins (1).
Os números devem aumentar.
São Paulo começou a julgar o registro dos mais de 3 mil
candidatos na semana passada. Na terça-feira (10), os juízes
paulistas negaram o primeiro registro com base na Lei da Ficha Limpa.
Cortes como da Bahia e do Distrito Federal pretendem terminar a análise
da situação de cada um dos candidatos até sexta-feira.
Nem que para isso seja preciso trabalhar no feriado. Ontem (11), Dia
do Advogado, a Justiça estava de folga. No entanto, os integrantes
do Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF) trabalharam para acabar
com a pauta.
Distrital
Um dos casos analisados ontem
pelo TRE-DF foi do deputado distrital Cristiano Araújo (PTB).
Ele teve a candidatura contestada pela Procuradoria Regional Eleitoral
(PRE-DF) e pelo candidato a distrital Chico Vigilante (PT) por ter sido
condenado pela corte eleitoral, em 2008, por abuso de poder econômico.
Na época, ele foi condenado a ficar inelegível por três
anos, mas manteve o mandato de deputado distrital. Ele tenta a reeleição.
Por quatro votos a dois, os
membros do TRE-DF entenderam que as novas regras de inelegibilidade
se aplicam no caso de Araújo. Segundo o relator do caso, desembargador
federal Hilton Queiroz, que votou pelo indeferimento do registro, ainda
lembrou que não houve trânsito em julgado quanto à
decisão do TRE-DF em, já que o parlamentar entrou com
um recurso no TSE em 2008, ainda não analisado. Em 2008, os integrantes
da corte local entenderam que houve abuso nas relações
com os empregados da empresa de segurança e vigilância
que a família dele é dona. Ele teria ameaçado demitir
funcionários da empresa da família caso não votassem
nele nas eleições de 2006. Araújo nega as acusações.
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Agência Senado, 12 de
agosto de 2010
Alvaro Dias cobra transparência
nas operações do BNDES
Em pronunciamento nesta quarta-feira
(11), o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) cobrou mais transparência
nas operações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES), por entender que essas transações financeiras
não guardam "relação estreitada" com
os interesses nacionais.
Na avaliação de
Alvaro Dias, o BNDES acaba atuando como um "Robin Hood às
avessas", pois trabalha com recursos públicos, muitas vezes
oriundo dos próprios trabalhadores, que são transferidos
a grandes empresas nacionais por meio de empréstimos privilegiados
de longo prazo de pagamento.
- Ou se retira o "S"
do banco ou se confere a ele orientação que diga respeito
à sigla, efetivamente - afirmou.
Segundo Alvaro Dias, dos R$
168 bilhões emprestados de 2008 a junho último pelo BNDES,
57% foram destinados a Petrobras, Eletrobrás e a mais dez grupos
privados, entre eles dois frigoríficos, um dos quais utilizará
os recursos para aquisição de uma unidade produtiva nos
Estados Unidos.
- Portanto, estamos assistindo
a invasão de recursos públicos para a terra do tio Sam,
dinheiro dos trabalhadores para o caixa de grandes empresários
americanos - afirmou.
Alvaro Dias ressaltou que o
BNDES também vem financiando empreendimentos na Venezuela e no
Equador com recursos que fazem falta ao Brasil, tendo em vista a infraestrutura
precária do país em rodovias, portos e aeroportos.
Em aparte, o senador Eduardo
Suplicy (PT-SP) disse que a concentração de recursos do
BNDES nos dez maiores grupos econômicos do país nos anos
1990 foi maior que a atual.
Já o senador Antônio
Carlos Júnior (DEM-BA) lembrou que o governo pretende aumentar
o limite do dinheiro do Tesouro Nacional a ser repassado para o BNDES
por meio da MP 487/10, a ser votada pelo Congresso Nacional.
Por sua vez, o senador Jayme
Campos (DEM-MT) lamentou que o BNDES tenha se tornado "uma instituição
particular". Segundo ele, o banco não pode ser usado como
um instrumento "político e partidário".
Finame
Em seu discurso, Alvaro Dias
anunciou resultado de auditoria do Tribunal de Contas da União
(TCU) que aponta irregularidades na transferência pelo BNDES da
carteira Finame (financiamento industrial), em 2007. Avaliada em R$
650 milhões, a carteira foi adquirida pelo HSBC por R$ 8,3 milhões,
sem licitação. O tribunal considera que houve omissão
dos gestores na regulamentação do repasse da carteira,
uma vez que o BNDES não teria adotado medidas para gerenciar
os créditos de sua atividade, deixando a iniciativa por conta
do banco privado.
- O banco não adotou
procedimentos adequados, há recuperação insuficiente
e inadequada dos créditos, uma vez que o HSBC não tinha
obrigação de recuperá-los - afirmou.
Alvaro Dias lembrou que a questão
é tratada em duas ações populares que tramitam
na Justiça Federal. O senador disse que não pode haver
extinção das ações, de forma "preliminar
e monocrática", sem a realização de uma perícia
judicial para que o julgamento ocorra em defesa do interesse público.
Da Redação / Agência
Senado
(Reprodução autorizada mediante citação
da Agência Senado)
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FOLHA DE LONDRINA, 12 de agosto
de 2010 | Cidades
SEU DIREITO - PREVIDÊNCIA
O que é aposentadoria especial?
Trata-se de um benefício
da Previdência Social aos trabalhadores que exerceram atividades
relacionadas com agentes nocivos ou prejudiciais à saúde
e a integridade física.
Em decorrência do mal
que tais agentes causam, o segurado é tratado pela Previdência
de forma especial em relação ao tempo de contribuição
necessária para sua aposentadoria. Se um trabalhador normal terá
direito a aposentar-se após 35 anos de atividade, o trabalhador
em regime especial terá esse direito, em média, após
15 a 25 anos de contribuição dependendo da atividade exercida.
Aqueles que tiveram contato
permanente e não ocasional com algum dos diversos tipos de agentes
existentes, serão beneficiados com o direito a uma aposentadoria
precoce e renda mensal equivalente a 100% do salário-de-benefício.
Para citar alguns exemplos de
agentes físicos temos os ruídos, o calor ou frio intensos,
a eletricidade e a radiação. Já como agentes biológicos
temos aqueles ambientes onde há contato com fungos, bactérias,
parasitas, vírus e outros. Por último os agentes químicos
como a névoa, poeira, fumos, gases e outros que estão
no ambiente de trabalho e podem ser absorvidos por via respiratória
ou outras vias.
De modo geral, as empresas que
exercem atividades relacionadas com esses agentes são obrigadas
a apresentar laudos técnicos para ter seu funcionamento autorizado,
e esses laudos são os comprovantes da atividade exercida pelo
trabalhador que é passível de enquadrá-lo como
segurado especial.
Por fim, vale lembrar que se
o aposentado de forma especial retornar ou continuar a exercer as atividades
prejudiciais, terá sua aposentadoria cancelada automaticamente.
Eduardo Faria de Oliveira
Campos, advogado (Londrina)
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Agência Câmara,
12 de agosto de 2010
PEC que estende licença-maternidade
para 6 meses chega à Câmara
Proposta, já aprovada pelo Senado, garante
a licença ampliada a todas as mães, independentemente
da vontade da empresa, como é hoje.
Chegou à Câmara
a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 515/10,
aprovada no último dia 3 pelo Senado, que prorroga a licença-maternidade
de quatro para seis meses.
A PEC garante a licença
de seis meses a todas as mães, independentemente de pedido de
prorrogação ou adesão de empresas. “Há
evidências de que o alongamento do período de licença-maternidade,
benefício importante na proteção da mulher no mercado
de trabalho, da saúde da mãe e do recém-nascido,
não incentiva aumento de ações discriminatórias
em relação à mulher no mercado de trabalho”,
avalia a autora da proposta, senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN).
Atual
legislação
A Lei da Empresa Cidadã (11.770/08) já oferece incentivos
fiscais para empresas privadas que estenderem a licença maternidade
por dois meses. A empresa que opta pelo programa pode deduzir do imposto
devido o total da remuneração integral da empregada pago
no período de prorrogação da licença-maternidade.
A mesma lei faculta à
administração pública instituir programa que garanta
prorrogação da licença-maternidade para suas servidoras.
No âmbito federal, as servidoras já tiveram o direito assegurado.
Vários estados e municípios também já concederam
a licença ampliada.
Tramitação
A PEC será analisada pela Comissão de Constituição
e Justiça e de Cidadania quanto à admissibilidadeExame
preliminar feito pela Comissão de Constituição
e Justiça e de Cidadania sobre a constitucionalidade de uma proposta
de emenda à Constituição (PEC). A CCJ examina se
a proposta fere uma cláusula pétrea da Constituição,
se está redigida de acordo com a técnica correta e não
fere princípios orçamentários. Se for aprovada
nessa fase, a proposta será encaminhada a uma comissão
especial que será criada especificamente para analisá-la.
Se for considerada inconstitucional, a proposta será arquivada..
Se aprovada, será analisada por uma comissão especial
a ser criada especificamente para esse fim. Depois, seguirá para
o Plenário, onde precisará ser votada em dois turnos.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
12/08/2010
SDC decide sobre legitimidade de sindicato
para representar categoria profissional
A Seção de Dissídios
Coletivos do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento ao recurso
do Sindiaeroespacial (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
de Construção de Aeronaves, Equipamentos Gerais Aeroespacial,
Aeropeças, Montagem e Reparação de Aeronaves e
Instrumentos Aeroespacial do Estado de São Paulo) e confirmou
a legitimidade de entidade sindical mais antiga para representar profissionais
ligados à atividade de metalurgia de material aéreo na
região. A SDC acompanhou, por unanimidade, voto da relatoria
do ministro Márcio Eurico Vitral Amaro.
O Sindiaeroespacial ajuizou
dissídio coletivo de natureza econômica em maio de 2007
contra a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado
de São Paulo) para que fosse incluída, na convenção
coletiva de trabalho da categoria de 2006-2008, cláusula com
garantia de emprego ao empregado acidentado. Entretanto, o Sindicato
dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região,
o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas,
Mecânicas e de Material Elétrico de Botucatu e a Federação
dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas
e de Material Elétrico do Estado de São Paulo alegaram
que eram os legítimos representantes da categoria profissional
nas respectivas bases territoriais.
O Tribunal do Trabalho da 2ª
Região (SP) extinguiu o processo, sem exame do mérito,
por entender que o Sindiaeroespacial, de fato, não possuía
legitimidade de representação para propor o dissídio
coletivo. Para o TRT, os sindicatos buscam a representação
da mesma categoria profissional, cujos associados exercem atividade
de metalurgia de material aéreo, mas a base dos sindicatos litigantes
equivale ao mesmo município – o que é vedado pelo
princípio da unicidade sindical (artigo 8º, II, da Constituição).
No recurso ordinário
ao TST, o Sindiaeroespacial argumentou que o direito de representar
a categoria dos trabalhadores do setor aeroespacial nos Municípios
de Botucatu e Gavião Peixoto foi confirmado por sentença
da 5ª Vara de São José dos Campos. Desse modo, o
sindicato considera que o dissídio pode ser julgado tendo em
vista a sua legitimidade de representação nas localidades
fora da base territorial em litígio.
Como esclareceu o relator do
processo, ministro Márcio Eurico, a jurisprudência do TST
já está consolidada no sentido de que, havendo disputa
judicial sobre a representatividade da categoria, permanece como representante
o sindicato mais antigo. No caso, o Sindicato dos Metalúrgicos
de São José dos Campos e Região exerce a representação
há mais de 50 anos, diferentemente do Sindiaeroespacial, que
obteve o registro sindical em 2006.
Ainda segundo o relator, a Sétima
Turma e a Seção I Especializada em Dissídios Individuais
do TST confirmaram a representatividade do sindicato mais antigo em
julgamentos anteriores. Além do mais, observou o ministro Márcio,
a questão da representatividade da categoria profissional em
relação aos Municípios de Botucatu e Gavião
Peixoto e de São José dos Campos, Jacareí, Caçapava,
Santa Branca e Igaratá está pendente de decisão
definitiva, embora o Sindiaeroespacial conte com registro sindical.
Assim, o relator defendeu a
extinção do processo sem resolução do mérito,
na medida em que a questão controvertida diz respeito justamente
à possibilidade de dissociação sindical da categoria
dos metalúrgicos para instituir representação específica
de trabalhadores de empresas do ramo aeroespacial, em particular da
Embraer, com sede e cadeia produtiva no Município de São
José dos Campos e Região. (RODC- 2025200-52.2007.5.02.0000)
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12/08/2010
TST nega bloqueio de conta salário
para pagar dívida trabalhista
É indevido o bloqueio
bancário, mesmo parcial, de conta-corrente utilizada para depósito
de salário com objetivo de efetuar o pagamento de dívida
trabalhista. Com esse entendimento, a Seção II Especializada
em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho acatou
recurso de ex-sócio da Transporte Especializado Ltda. –
NPQ, que teve bloqueado 15% da sua conta salário para pagamento
de débitos trabalhistas da empresa.
A SDI-2 reformou decisão
anterior do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (BA)
que, ao julgar mandado de segurança impetrado pelo empresário,
manteve o bloqueio bancário determinado pela Primeira Vara do
Trabalho de Camaçari (BA). No entendimento do TRT, embora o artigo
649 do CPC garanta a impenhorabilidade dos salários, não
se pode interpretar a norma visando apenas a proteção
do devedor, sob pena de se violar o princípio da isonomia.
Inconformado, o ex-sócio
da NPQ interpôs, com sucesso, recurso ao TST. O ministro Renato
de Lacerda Paiva, relator do processo na SDI-2, destacou em seu voto
que, a princípio, não fere direito líquido e certo
o ato judicial que determina a penhora em dinheiro existente na conta-corrente
do autor, na fase de execução definitiva, para garantir
os créditos trabalhistas do empregado, uma vez que obedece a
ordem de preferência prevista no artigos 655 do CPC. No entanto,
segundo o ministro, ficou comprovado que o impetrante recebe seus salários
na conta-corrente bloqueada, e que o valor retido é necessário
ao seu sustento e de sua família.
Em seu voto, o ministro destacou
que a Vara do Trabalho, ao fazer a penhora sobre a conta-corrente do
ex-sócio, " ofendeu ao seu direito líquido e certo,
inserto no art. 649, inciso IV, do Código de Processo Civil,
que consagra a impenhorabilidade dos salários.”
A SDI-2 acatou por unanimidade o recurso do empresário e determinou
o desbloqueio dos valores retidos em sua conta-corrente para o pagamento
dos débitos trabalhistas. (RO—62800-89.2009.5.05.0000)
(Augusto Fontenele)
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12/08/2010
PLR paga mensalmente pela Volkswagen tem
natureza indenizatória
Reconhecendo a natureza indenizatória
de parcela de participação nos lucros paga mensalmente
pela Volkswagen, a Seção I Especializada em Dissídios
Individuais (SDI-I) reformou decisão da Sétima Turma,
que havia entendido pelo caráter salarial da verba.
A empresa e o sindicato da categoria
haviam firmado em acordo coletivo que o pagamento referente à
Participação nos Lucros e resultados (PLR) seria feito
de forma mensal, na proporção de 1/12, fato que ocorreu
no período de janeiro de 1999 a abril de 2000. Ocorre que a Lei
n° 10.101/2000, nos artigos 3°, § 2.º, proibiu o pagamento
da participação nos lucros de forma parcelada, ou seja,
em periodicidade inferior a um semestre civil, ou mais de duas vezes
no mesmo ano civil.
Com isso, um funcionário
da empresa requereu na Justiça do Trabalho o reconhecimento da
natureza salarial, e não indenizatória, das parcelas da
PLR pagas mensalmente, bem como a integração ao salário
regular.
Chegando o caso ao TST, por
meio de recurso de revista da Volkswagen, a Sétima Turma reformou
decisão do Tribunal Regional da 2ª região (SP), que
aceitava a natureza salarial da parcela. Para a Sétima Turma,
o acordo coletivo foi inválido quanto ao parcelamento do PLR,
pois contrariou o disposto na Lei n° 10.101/2000.
Novamente a Volkswagen recorreu,
desta vez à SDI-I, por meio de recurso de embargos, alegando
a validade do acordo coletivo. O relator, ministro Lelio Bentes Corrêa,
aplicou à matéria a interpretação majoritária
da SDI-I, embora tenha entendimento divergente.
Nestes casos, ressaltou o ministro,
a SDI-I firmou posição no sentido de que os termos do
acordo coletivo devem ser reconhecidos, por retratar fielmente o interesse
dos empregados, representados pelo Sindicato profissional, a despeito
da vedação expressa da lei. Assim, o pagamento mensal
e fracionado da participação nos lucros estabelecidos
no acordo não descaracteriza a sua natureza indenizatória
da parcela.
Seguindo o voto do relator,
que fez ressalva de entendimento, a SDI-I, por unanimidade, deu provimento
ao recurso de embargos da Volkswagen e restabeleceu a sentença
que reconhecia a natureza indenizatória da parcela. (RR-9500-50.2004.02.0461-Fase
Atual: E-ED)
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FETRACONSPAR, 12 de agosto de 2010 | Eventos
Construção Civil
FETRACONSPAR participa de Audiência
Pública
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Claudemir
Andrade na mesa, representando a FETRACONSPAR |
Os Colaboradores da
FETRACONSPAR – Federação dos Trabalhadores
nas Indústrias da Construção e do Mobiliário
do Estado do Paraná – CLAUDEMIR JOSÉ DE
ANDRADE, DANIEL PEREIRA, FERNANDO
ZANATTO MARSON, JOÃO WANDERLEY LIZ ORTIZ JÚNIOR
e da 1ª Secretaria da Regional Sul da CNTI - SANDRA
TRENTIN DE SOUZA, estiveram participando na tarde de hoje (12/08)
de AUDIÊNCIA PÚBLICA, realizada
pela Procuradoria Regional do Trabalho da 9ª Região –
PRT9, em Curitiba/PR.
Na audiência foram convocadas
as entidades do segmento de CONSTRUÇÃO CIVIL
que participam do Comitê de Incentivo à Formalidade.
Nesta ocasião foram tratadas
as normas de saúde e segurança do trabalho, aplicação
das NR´s.
Clique
e verifique a NOTIFICAÇÃO RECOMENDATÓRIA
|
Colaboradores FETRACONSPAR |
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