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Valor Econômico, 20
de agosto de 2010
Novo salário mínimo: uma
decisão que dará o perfil da despesa em 2011
Por Ribamar Oliveira,
No Valor Econômico

Uma decisão que deverá
ser tomada pelo futuro presidente da República antes mesmo de
assumir o cargo poderá definir o perfil da política fiscal
dos próximos anos. Até dezembro, o presidente eleito terá
que definir a nova política para o salário mínimo.
Isto porque a lei de diretrizes
orçamentárias (LDO) não fixou o valor do mínimo
que entrará em vigor a partir de janeiro de 2011. Apenas determinou
que a política de aumento real do piso salarial será definida
pelo governo em articulação com as centrais sindicais.
Como entrará em vigor
no dia da posse, o valor do piso salarial para 2011 terá que
ser fixado por medida provisória a ser assinada pelo presidente
Lula. Parece razoável acreditar que uma decisão dessa
natureza será tomada por Lula depois de ouvir o novo mandatário,
mesmo porque as despesas decorrentes desta decisão serão
pagas por aquele que ocupará o Palácio do Planalto nos
próximos quatro anos.
A proposta orçamentária
que será encaminhada pelo Ministério do Planejamento ao
Congresso no próximo dia 31 de agosto terá um valor para
o piso salarial apenas com a correção da inflação
(medida pelo INPC) do período, sem aumento real. O relator da
LDO, senador Tião Viana (PT-AC), chegou a anunciar que o mínimo
em 2011 seria de R$ 550, o que representaria um aumento nominal de 7,8%.
O governo achou o valor elevado
demais para caber no orçamento do ano que vem, principalmente
depois que o senador Paulo Paim (PT-RS) e o deputado Paulo Pereira da
Silva (PDT-SP) tentaram incluir na LDO um aumento real também
para os aposentados que ganham mais do que o piso salarial.
Para evitar esse novo gasto,
o líder do PT na Comissão Mista de Orçamento do
Congresso, deputado Gilmar Machado (MG) propôs uma redação
genérica sobre o aumento real do mínimo e das aposentadorias,
condicionando a decisão às negociações com
as centrais sindicais.
Na verdade, se a regra de reajuste
do salário mínimo que valeu para todo o segundo mandato
do presidente Lula fosse utilizada, o salário mínimo não
teria aumento real em 2011. A regra, negociada por Lula com as centrais
sindicais, previa que o piso teria um aumento real igual ao crescimento
real da economia de dois anos antes.
Como em 2009, o Produto Interno
Bruto PIB) brasileiro registrou uma queda real de 0,2%, segundo o IBGE,
o aumento real do mínimo seria de zero em 2011. O senador Tião
Viana propôs nova fórmula, que previa um aumento real para
o mínimo igual à média do crescimento real da economia
de 2008 e 2009, que não foi aprovada.
A nova regra será definida,
portanto, em negociação com as centrais. É preciso
observar que, em 2007, o presidente Lula comprometeu-se com uma política
de valorização do salário mínimo até
2023. Lula definiu também que haveria uma avaliação
da política executada até agora.
Tudo indica que o principal
ponto dessa avaliação será saber se o ritmo da
recuperação do salário mínimo que predominou
durante o governo Lula será mantido no próximo governo.
De acordo com o Dieese, o aumento
real do salário mínimo de 2003 a 2010 foi de 53,67%, com
ritmo mais acelerado durante o segundo mandato do presidente Lula, como
mostra a tabela abaixo. Essa trajetória de recuperação
do salário mínimo modulou o perfil do gasto público
durante o governo Lula, em que as transferências de renda para
as famílias absorveram uma parcela substancial do crescimento
da arrecadação do governo federal no período.
O aumento do piso salarial tem
um forte impacto sobre o gasto público, pois repercute sobre
as despesas da Previdência Social e dos programas de assistência
social, que têm o salário mínimo como referência.
Dados do Ministério da
Fazenda mostram que as transferências de renda para as famílias
cresceram 2,4 pontos percentuais do PIB de 2003 a 2009. O aumento foi
maior pois nesse cálculo a Fazenda não incluiu os benefícios
previdenciários para os servidores públicos federais.
As despesas com os benefícios
previdenciários do regime geral, mais conhecido como INSS, aumentaram
1,18 pontos percentuais do PIB no mesmo período. Os benefícios
assistenciais (Loas e renda mensal vitalícia) subiram 0,6 ponto
percentual do PIB, o abono e seguro desemprego subiram 0,3 ponto percentual
e o Bolsa família, 0,3 ponto percentual.
As demais despesas do governo,
incluindo educação e saúde, subiram muito pouco,
em proporção do PIB. Ou seja, a marca do governo Lula
foi a transferência de renda às famílias.
Ao definir a política
de recuperação do salário mínimo que valerá
para os próximos quatros anos, o futuro presidente decidirá
se a marca de seu governo continuará sendo a transferência
de renda às famílias ou se a prioridade passará
a ser educação, saúde e investimento público.
Tudo indica que, qualquer que seja o futuro presidente, o ritmo de recuperação
do mínimo será reduzido.
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Vermelho, 20 de agosto de
2010
1,65 milhão de novos empregos
com carteira em 2010
Em julho de 2010, foram gerados no Brasil 181.796 novos empregos com
carteira assinada. O saldo de novos postos de trabalho acumulado no
ano subiu a 1.655.116, o que mantém 2010 como o ano em que mais
se gerou empregos na história do país. A marca é
5,8% acima do recorde anterior, verificado em 2008 (1.564.606). Com
o resultado do Caged de julho, o país chega à marca de
14.178.749 brasileiros com emprego formal em atividade no país.
Os números foram anunciados na tarde desta quinta-feira (19)
pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, que apontou resultados
recordes para os próximos quatro meses. "O parque industrial
do Brasil continua crescendo, aumentando assim a capacidade de produção;
o consumo está se mantendo em alta; temos impulsos por conta
de investimentos do governo e da iniciativa privada. Por tudo isso,
estimo novos recordes para os meses de agosto, setembro, outubro e novembro",
analisou o ministro.
Contraste com FHC
Nos últimos 12 meses,
foram criados 2.212.318 de postos de trabalho, número inédito
na história do Caged para este tipo de comparação,
com aumento da empregabilidade em 6,82%. O resultado mensal foi o terceiro
melhor para meses de julho, atrás apenas de 2008 (203.218 postos)
e 2004 (202.033).
"O modo de crescimento
do mercado de trabalho deste ano reproduz o de 2009, com vantagem para
2010, pois conta com a demanda do mercado internacional, que ainda não
havia sido retomada ano passado, por conta da crise internacional",
comentou Lupi.
O comportamento do mercado de
trabalho no governo Lula contrasta francamente com o da época
em que FHC governou o país, quando a taxa de desemprego triplicou
e alcançou níveis recordes, superando a marca dos 20%
da população economicamente ativa nas principais regiões
metropolitanas, segundo o Dieese. A geração de empregos
formais na economia é uma das principais diferenças da
atual administração em relação ao neoliberalismo
tucano.
Da redação, com agências
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O ESTADO DO PARANÁ,
20 de agosto de 2010 | Economia
Emprego formal cresce em todas as regiões do País
Todas as regiões do País registraram elevação
no número de empregos formais em julho, de acordo com dados do
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados hoje
pelo Ministério do Trabalho. A Região Sudeste obteve o
melhor saldo no mês, com a criação de 90.905 postos
de trabalho, seguida do Nordeste, com 40.675 novas vagas formais. Já
a Região Sul, com saldo de 7.586 empregos, teve o melhor resultado
para julho desde o início da série histórica em
1992.
De acordo com os dados do Caged,
a Região Norte registrou elevação de 12.010 postos
de trabalho, mas os Estados de Roraima e Amapá registraram a
eliminação de 120 e 23 vagas, respectivamente. Na Região
Centro-Oeste, o crescimento foi de 10.620 empregos, embora o Distrito
Federal tenha perdido 78 postos no mês.
Para o ministro do Trabalho,
Carlos Lupi, as variações negativas nas três unidades
da Federação foram casos isolados e não refletem
uma tendência. O ministro manteve a previsão de que, no
ano, haverá um saldo de 2,5 milhões de novas vagas de
trabalho formal, apesar de julho ter registrado, pela terceira vez consecutiva,
uma diminuição no volume de criação de empregos
com carteira assinada em relação ao mês anterior.
Segundo ele, há possibilidade de atingir a meta de 2010 porque
espera-se uma nova retomada de recordes na geração de
empregos a partir deste mês.
"Não esperamos novos
aumentos das taxas de juros. Até o Banco Central está
otimista de que teremos quatro ou cinco meses finais do ano muito fortes
na geração de empregos", disse, citando, mais uma
vez a autoridade monetária. "Serão meses sequencialmente
de recordes."
Para o ministro, o esfriamento
na geração de empregos nos últimos meses nada mais
foi do que uma readequação do mercado ao crescimento "muito
forte" do começo do ano. "A adequação
foi muito positiva. Estamos mal acostumados com recordes", minimizou.
Em janeiro, segundo o Caged, foram criadas 181 mil novos postos de trabalho.
Em fevereiro, o volume saltou para 209 mil; em março, para 266
mil, atingindo o recorde do ano em abril, quando ficou em 305 mil. A
partir de maio, houve desaceleração dos números,
para 298 mil e 213 mil em junho. No mês passado, houve geração
de 181,8 mil postos.
Lupi salientou ainda que
a perspectiva do Ministério da Fazenda é mais conservadora
do que a do Ministério do Trabalho. A projeção
da Fazenda é de criação de 2,3 milhões de
postos este ano com carteira assinada.
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FOLHA DE LONDRINA, 20 de agosto de 2010 |
Economia
Paraná é o que mais emprega
no Sul do País
Estado teve 12.723 novos empregos com carteira
assinada em julho; no Brasil foram 182 mil vagas formais, novo recorde
no ano
A geração de empregos formais
no país atingiu 181.796 novas vagas em julho, o segundo melhor
desempenho para o mês da série histórica. Os dados
são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e
foram divulgados nesta quinta-feira. De acordo com o Ministério
do Trabalho, o índice fica atrás apenas de julho de 2008,
quando foram geradas mais de 200 mil vagas.
O emprego formal no país vem registrando
alta desde janeiro, e acumula saldo de 1.655.116 novos postos com carteira
assinada no ano, recorde da série histórica, iniciada
em 1991. O número é 5,8% maior que o registrado no mesmo
período de 2008 (1.564.606 postos). Os dados mantêm a expectativa
de que, em 2010, sejam criadas 2,5 milhões de empregos formais.
Com exceção de junho e julho, o ano bateu recordes em
todos os meses.
O Paraná, segundo o Caged, seguiu a tendência
de diversos estados do País, gerando, no mês de julho,
12.723 novos empregos com carteira assinada. O resultado é quase
o dobro do mesmo mês do ano passado, que somou 6.922 vagas e colocou
o Estado como o melhor da região Sul e destaque na geração
de empregos junto com São Paulo e Minas Gerais
O Estado atingiu o total de 113.711 empregos
formais até agora - resultado que supera com folga o resultado
de 2009 inteiro - com 69.084 postos. Entre as atividades da economia
paranaense, o setor de serviços foi o que alcançou melhor
desempenho, com 3.713 contratações em julho e 37.167 nos
primeiros sete meses do ano. Em seguida, aparece a indústria
da transformação, com 3.667 no mês passado e 38.230
no acumulado do ano. O setor da construção civil gerou
2.716 empregos e 122.002 até o mês passado.
Os dados também mostram que as cidades
do interior foram responsáveis pela maioria dos empregos no Paraná.
Do saldo de 12.723 empregos em julho, 5.293 foram gerados na Região
Metropolitana de Curitiba. Com esse último resultado, sobe para
2,3 milhões o número de trabalhadores do estado com registro
formal.
No País o setor de serviços também
foi o que gerou mais empregos formais no mês passado: 61.606,
a maior marca para julho da série.
A geração de empregos na agricultura
em julho (7.760 novos postos, ou 0,47% a mais do que no mesmo mês
em 2009) se deve a atividades de serviço relacionadas à
produção rural, como produção de frutas
cívicas e uva, segundo o ministério.
A indústria de transformação
gerou 41.530 postos, segundo melhor índice para o setor em meses
de julho.
Londrina
Em Londrina, a geração de empregos
formais em julho cresceu 72% em relação a junho. O saldo
foi de 1.479 vagas (8.715 admissões contra 7.246 demissões),
o melhor número da série histórica de julho desde
1999. O segundo maior número de criação de vagas
aconteceu em 2004, com 1.150 empregos.
Do total de vagas geradas, 870 foram para o
setor de serviços, 241 para indústria de transformação,
176 na construção civil e 163 no comércio. ''No
mês passado, as empresas de terceirização de safra
contrataram demais. Soma-se a isso a contratação de funcionários
temporários pelo IBGE e o pessoal que está trabalhando
na campanha eleitoral '', explicou Neiva de Cássia Sefrin, chefe
da Agência do Trabalhador de Londrina do Sistema Nacional do Emprego
(Sine).
Neiva ressaltou ainda a boa posição
da indústria de tranformação no ranking de admissões.
''As indústrias estão contratando pois querem fazer estoque
para o final do ano, que estará bastante aquecido, bem diferente
dos anos de 2008 e 2009. Este ano todos estão bem motivados''.
De janeiro a julho, Londrina acumula um saldo
recorde de 8.751 empregos formais, bem mais do que todo o ano passado,
que somou um pouco mais de cinco mil vagas. ''No mês de julho,
só ficamos atrás de Curitiba, que gerou 3.151 empregos.
Acredito que continuaremos com bons números até o final
deste ano'', completou Neiva.
Victor Lopes com Folhapress
Reportagem Local
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Gazeta do Povo, 20 de agosto
de 2010
Tráfico de drogas
Construtora acusada de lavar dinheiro
A Polícia Civil do Rio prendeu seis empresários por suposto
envolvimento com o tráfico. Eles são acusados de financiar
o transporte de drogas do Paraguai para traficantes do Rio, São
Paulo e estados do Nordeste. Os empresários são ligados
ao ramo da construção civil e de seguros. Segundo a polícia,
o grupo tinha ramificações em três estados: eles
foram presos em Brasília, Mato Grosso do Sul e São Paulo
durante a Operação Sem-Fronteiras.
Segundo o delegado Felipe Curi,
que chefiou a operação, as investigações
começaram em janeiro após a apreensão de uma tonelada
de maconha na favela da Grota, na zona norte do Rio. Na ocasião,
a polícia encontrou uma agenda que detalhava movimentações
financeiras entre maio de 2009 e janeiro de 2010.
Os empresários eram responsáveis
por comprar a droga no Paraguai e depois faziam a distribuição
em São Paulo e Rio. O dinheiro obtido com a venda seria lavado
pela construtora Confel, no Distrito Federal.
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Gazeta do Povo, 20 de agosto
de 2010
Habitação
Dilma critica Caixa por não divulgar
dados de programa
Petista diz que a Caixa Econômica não
pode ter “vergonha” dos números do Minha Casa Minha
Vida, mesmo que eles estejam abaixo da meta do governo
Brasília e São
Paulo - A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff,
criticou ontem a Caixa Econômica Federal (CEF) ao dizer que a
instituição “não pode ter vergonha”
de divulgar os números referentes à entrega de moradias
do programa Minha Casa Minha Vida. Lançado por Dilma em março
de 2009, quando ela era ministra da Casa Civil, o plano prevê
a construção de 1 milhão de casas até o
fim do ano.
Dados divulgados pela CEF na
semana passada indicam que apenas 3.588 unidades foram repassadas até
agora para famílias com renda de até três salários
mínimos (R$ 1.530). O número corresponde a 0,9% da meta
de construção de 400 mil moradias para essa faixa salarial.
“A Caixa não devia ficar com vergonha de dizer que entregou
menos casas”, afirmou Dilma, após conversar com o presidente
da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo
Lyrio Rocha. “Isso está errado. Tinha de explicar de forma
tranquila, e não esconder o número. Até porque
não podia ser diferente. Seria um milagre se fosse de outro jeito.”
Dilma negou que a meta de 1
milhão de moradias seja “enganosa” e, na guerra de
números, garantiu haver 590 mil casas já “contratadas”
pelo banco. A petista não escondeu a contrariedade com notícias
de que a CEF entregara apenas 565 unidades até agora. Apesar
de garantir que a meta será cumprida, a candidata ressalvou que
o número pode não ser “cravado”. “Pode
ser 890 mil, 920 mil ou mesmo 1,4 milhão.” Na segunda versão
do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a promessa
é ainda mais ambiciosa: construir 2 milhões de casas entre
2011 e 2014.
Agências reguladoras
O coordenador do programa de
governo de Dilma, Alessandro Teixeira, disse ontem que o Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) continuará
a ter um papel fundamental no desempenho da economia caso a ex-ministra
vença as eleições. “O BNDES é o grande
suporte que nós temos na economia. Eu diria que podemos esperar
um BNDES cada vez mais parceiro do setor privado e consolidando nossa
política de internacionalização das empresas em
todos os setores.”
Teixeira rejeitou as críticas
de que o BNDES utiliza critérios questionáveis na concessão
de financiamentos, privilegiando grandes empresas e multinacionais que
teriam condições de acessar outras formas de empréstimo.
“O BNDES não escolhe empresas, recebe demandas e auxilia
o setor privado brasileiro. Essa análise está completamente
equivocada”, afirmou. “O BNDES não faz exclusão
de setores. Ele ajuda todos os segmentos.”
Na avaliação do
coordenador, as agências reguladoras são fundamentais para
a economia brasileira, mas precisam estar alinhadas a uma política
de governo. “Elas não podem estar alienadas, como órgãos
separados da política de governo. Elas têm de estar alinhadas
a uma política de governo e isso só pode acontecer se
o Estado brasileiro for eficiente e tiver uma política clara
e definida, como nós estamos oferecendo para a sociedade”,
disse, em entrevista à TV Estadão.
Teixeira disse ainda que um
eventual governo Dilma vai perseguir o superávit comercial. Ele
acredita ser “difícil” o país registrar déficit
comercial a partir de 2011. “Temos de perseguir o superávit
comercial, mas se tiver um déficit um ou outro ano não
será um problema central”, afirmou.
Saúde
Depois de passar por uma bateria
de exames na noite de quarta-feira, em São Paulo, a candidata
do PT à Presidência, Dilma Rousseff, garantiu ontem que
está bem de saúde. “Estou muito feliz. Fizeram os
proverbiais exames de imagem, de rotina, e estou muito bem, obrigada”,
disse ela, depois de conversar com o presidente da CNBB, dom Geraldo
Lyrio Rocha. Dilma enfrentou um câncer no sistema linfático
no ano passado e se submeteu a várias sessões de quimioterapia.
Boletim médico divulgado ontem pelo Hospital Sírio Libanês
atesta que o estado de saúde de Dilma é “excelente”.
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Reuters, 20 de agosto de
2010
Ibope: Só fato novo muda curso
da eleição presidencial
A 45 dias das eleições presidenciais, apenas um fato novo,
fora de controle, poderá mudar o rumo da campanha. Sem esta virada,
a tendência é que a candidata do PT, Dilma Rousseff, saia
vitoriosa no primeiro turno, em 3 de outubro, como apontam pesquisas
recentes de intenção de voto. A avaliação
é da diretora-executiva do Ibope, Marcia Cavallari.
No levantamento do instituto divulgado há três dias, Dilma
tem 11 pontos percentuais de vantagem sobre seu principal adversário,
José Serra (PSDB), e, computados apenas os votos válidos
"excluídos brancos, nulos e indecisos", ela venceria
com 51%, enquanto Serra contaria com 38% neste cálculo.
"Se nada acontecer, e avaliando
as tendências até o momento, as chances dela ganhar no
primeiro turno são muito grandes", disse Marcia. "Não
exime que na reta final da campanha aconteça algum fato que possa
trazer um impacto grande nas campanhas", avalia. "A gente
está entrando numa fase da campanha que é a fase onde
nenhum dos candidatos pode ser pego de surpresa."
Na hipótese de a "surpresa"
se resumir a uma acusação de Serra contra Dilma ou contra
o petismo, é preciso que venha bem fundamentada, caso contrário
dificilmente terá o efeito desejado.
Segundo a executiva do Ibope,
o eleitor precisa ter certeza que a denúncia é verdadeira,
fundamentada e com provas. "Se ficar só no discurso, o eleitor
já tem este filtro de falar que isso faz parte do jogo, de um
ficar atacando o outro. A gente vê ao longo das campanhas que
o eleitor não gosta."
Outros ingredientes podem afetar
a intenção de voto do eleitor. O horário eleitoral
gratuito no rádio e na TV, as inserções na mídia,
que tiveram início esta semana, e os debates terão impacto
na campanha.
Com esses programas, o eleitor
vai começar a comparar os candidatos de uma forma mais direta
porque vai receber informações de todos ao mesmo tempo.
Podem favorecer ou desmerecer os concorrentes.
Para procurar reverter o cenário,
diz a executiva do Ibope, Serra teria que potencializar seu grau de
experiência e sua trajetória política e reforçar
que tem condições de exercer a continuidade das políticas
públicas que são bem avaliadas pela população,
mesmo sendo de oposição.
Serra tem um terço dos
votos daqueles que consideram o governo Lula como bom e 19% daqueles
que veem a gestão federal como ótima, segundo dados do
Ibope. A aprovação ao governo Lula chega a 78%.
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Poder Online, 20 de agosto
de 2010
Pesquisas de CNT e Datafolha medirão
impacto do horário eleitoral
Na próxima terça-feira, a Confederação Nacional
do Transporte (CNT) divulga mais uma pesquisa de intenção
de votos CNT/Sensus. Serão feitas 2 mil entrevistas, em 136 municípios
de 24 estados, entre sexta-feira e domingo.
A CNT esclarece que, em razão do momento eleitoral, a pesquisa
avalia apenas as opiniões relativas às próximas
eleições, com as intenções espontânea
e estimulada de voto para presidente da República. Ou seja, eliminou
a avaliação do governo Lula.
Mas o levantamento traz a opinião
a respeito de qual a melhor propaganda eleitoral dos candidatos a presidente,
nas TVs e rádios. Além disso, pesquisa a expectativa de
vitória, com a consulta sobre qual candidato o eleitor acredita
que vai ganhar a eleição, independentemente de seu voto.
Já o Datafolha pode divulgar
sua pesquisa, registrada ontem no TSE, já na segunda-feira. O
instituto informa que fará apenas um dia de campo – esta
sexta-feira (20) —, com 2.750 entrevistas, em 174 cidades.
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Vermelho, 20 de agosto de
2010
Debate UOL: eleitor que perguntou
para Serra é assessor do PSDB
Um dia depois do primeiro debate entre os candidatos a presidente pela
internet, surgiram as primeiras denúncias de manipulação
por parte do Portal que organizou o evento. O blog Os Amigos do Presidente
Lula publicou na tarde desta quinta-feira (18), matéria mostrando
que um dos internautas que fez a pergunta para o candidato da oposição
José Serra é assessor do PSDB.
"O "internauta" Kleber Maciel Lage, escolhido entre milhares,
para fazer uma pergunta a Serra, tem em seu currículo "Assessor
Técnico da Liderança do PSDB na Câmara dos Deputados",
desde 2001.
Foi escolhido para fazer a singela
pergunta: [Kleber Maciel Lage – Internauta] A sua candidatura
faz críticas ao aparelhamento do Estado e ao uso de cargos por
parte do atual governo. É público e notório que
as alianças políticas no passado recente da, aspas, democracia,
são feitas na base do “toma lá da cá”
de cargos, como mudar esse cenário?
Ironia das ironias, a pergunta
sobre “toma lá, dá cá” de cargos, foi
feita justamente por alguém que ocupa cargo público na
base do “toma lá, dá cá”, na Câmara
dos deputados, na liderança do PSDB.
E quanto à Folha/UOL,
depois disso, ainda quer que a gente ria quando falam que são
"apartidários" e "isentos"."Um pesquisa
pelo Google confirma que Lage ocupa a vaga de assessor
técnico da Liderança do PSDB.
De Porto Alegre,
Gustavo Alves
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Folha de S.Paulo, 20 de
agosto de 2010
PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES 2010
Serra agora gruda em Lula na TV, e PT
recorre ao TSE
Se recurso for aceito, coligação
serrista perderá tempo no horário gratuito | Iniciativa
do marketing tucano veio casada com ataques a Dilma para tentar conter
a queda de Serra nas pesquisas
DE SÃO PAULO
No horário nobre do programa
eleitoral gratuito na TV, ontem à noite, a campanha de José
Serra (PSDB) repetiu o que já fizera a sua adversária
Dilma Rousseff: grudou o tucano no presidente Luiz Inácio Lula
da Silva.
"Serra e Lula, dois homens de história. Dois líderes
experientes", disse o locutor logo na abertura da propaganda, enquanto
eram mostradas três cenas dos dois juntos -numa, o tucano afaga
o ombro do petista; noutra, eles cochicham.
Aproximar Serra de Lula de forma tão escancarada e logo no início
da propaganda eleitoral contrariou a ala do PSDB que defende uma oposição
mais contundente.
O PT anunciou que entrará com representação no
Tribunal Superior Eleitoral contra a coligação de Serra
pela utilização de imagens de Lula.
O pedido terá como base o artigo 54 da Lei eleitoral (9.504),
que permite a participação, nos programas de rádio
e televisão gratuitos, de "qualquer cidadão não
filiado a outra agremiação partidária ou a partido
integrante de outra coligação".
Caso seja aceita, poderá acarretar perda de tempo na TV da coligação
serrista.
A iniciativa do marketing tucano veio casada com ataques a Dilma, no
rádio e, em menor intensidade, na TV, numa estratégia
para tentar conter perda de votos e apatia entre os aliados.
Na avaliação de integrantes da cúpula tucana, para
garantir um segundo turno, Serra terá que investir na ideia de
que Dilma não tem experiência e depende somente do prestígio
de Lula.
No programa de TV, após a descrição de ações
do tucano na carreira, o locutor afirmou: "Serra, a vivência
que a Dilma não tem".
TIRA
A MÃO
Os programas de rádio foram mais críticos à adversária.
Incluíram jingle que aponta Dilma como usurpadora das realizações
de Lula.
"Tira a mão do trabalho do Lula/ tá pegando mal/
que o Brasil tá olhando/ Tudo o que o Lula criou/ ela diz:/ fui
eu, fui eu/ Tudo o que é coisa do Lula/ a Dilma diz:/ é
meu, é meu", afirma um trecho.
A investida busca aplacar o desânimo de parcela do tucanato com
a possibilidade de derrota. E acontece num momento em que, oito pontos
atrás de Dilma, Serra corre risco de perda de votos no próprio
eleitorado.
A tentativa de desconstrução da imagem de Dilma vai ganhar
corpo, gradualmente, na campanha. Pelo cronograma original, as peças
seriam exibidas a partir de sábado. Mas, com crescimento da petista
nas pesquisas, a estratégia foi antecipada.
Dilma também atacou Serra, sinalizando que a cada dia aumenta
a animosidade entre os adversários. "Ao mesmo tempo em que
o candidato tenta, muitas vezes de forma patética, ligar seu
nome ao do presidente Lula, ele fez oposição o tempo todo.
Tem dia que ele faz crítica, tem dia que ele quer ligar seu nome
ao projeto do presidente Lula. O candidato Serra é assim".
(leia na pág. A12).
Ontem à noite, pelo Twitter, o presidente do PT, José
Eduardo Dutra, um dos coordenadores da campanha de Dilma, comentou via
Twitter: "De dia o Serra esculhamba o governo, o PT e os petistas.
De noite bota o Lula no seu programa. Na minha terra o nome disso é
.. deixa pra lá".
Mais cedo, em entrevista sobre o ataque no rádio, Dutra descartou
um revide no horário eleitoral e disse que o PT não mudará
"em nem um milímetro" a sua estratégia.
"Isso me lembra um jingle do [petista Marcelo] Déda em 2006:
"Eita que eles estão aperreados". Mas não vamos
entrar em baixaria. É a lei da política: quem está
atrás, bate." (FABIO VICTOR, CATIA SEABRA E ANA FLOR)
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Congresso em Foco, 20 de
agosto de 2010
Paranaense recorre ao STF contra
a ficha limpa
Mário Coelho
O candidato a deputado federal
no Paraná Geraldo Cartário (PDT) recorreu nesta quinta-feira
(19) ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a Lei da Ficha Limpa (Lei
Complementar 135/10). Ele corre o risco de ter o registro de candidatura
negado por conta de condenação por abuso de poder econômico
e político e uso indevido de meios de comunicação.
O pedetista, que sofreu uma notícia de inelegibilidade, ainda
não teve a inscrição analisada pelo Tribunal Regional
Eleitoral (TRE-PR). O relator é o ministro Gilmar Mendes.
Veja
quem já teve o registro negado
Destino
da ficha limpa começa a ser definido hoje
Ficha
limpa não é punição, diz presidente do TSE
Ficha
limpa: uma lei e várias interpretações
Na ação cautelar,
ele afirma que sua candidatura poderá ser “ameaçada
por impugnação levada a efeito por adversário político”.
O pedetista não teve o registro contestado inicialmente pelo
Ministério Público Eleitoral (MPE), por partidos, candidatos
ou coligações. O caso dele foi apontado por um eleitor.
Conforme previsto na legislação eleitoral, qualquer pessoa,
com os deveres eleitorais em dia, pode contestar um candidato. Após
apresentar a notícia de inelegibilidade, MPE e o contestado apresentam
seus argumentos.
O caso dele estava previsto
para ser analisado pelo TRE-PR hoje à tarde. A corte eleitoral
local ainda não encerrou o julgamento de todos os registros de
candidatura paranaenses. Reeleito deputado estadual em 2006, Cartário
teve o registro negado pelo tribunal após as eleições.
Na época, ele teve como pena a perda do mandato e a declaração
de inelegibilidade por três anos. Pela antiga redação
da Lei Complementar 64/90 (Lei das Inelegibilidades), que foi atualizada
pela Ficha Limpa, ele estaria apto para concorrer em 2010. Porém,
as novas regras aumentam o período de três para até
oito anos.
Cartário é dono
do Grupo Cantário de Comunicação, que, segundo
a denúncia que o levou à condenação em 2006,
teria beneficiado o candidato durante a campanha. A decisão de
cassar o registro foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
no ano passado. Na cautelar, o advogado do candidato afirma que agora
o pedetista corre risco de, por decisão judicial, ter seu prazo
de inelegibilidade ampliado em virtude da Lei da Ficha Limpa. O caso
já transitou em julgado, e a sanção de inelegibilidade
foi cumprida em outubro de 2009.
“Em flagrante desrespeito
ao princípio da anterioridade [que determina que delito e pena
devem ser considerados exclusivamente nos termos da lei vigente ao tempo
da prática do crime] e da não renovação
de qualquer sanção já cumprida, portanto, busca
acautelar-se contra eventual iminência de uma nova condenação
pelo fato já punido: mais cinco anos de inelegibilidade”,
disse Cartário na ação cautelar.
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Congresso em Foco, 20 de
agosto de 2010
A disputa pelo Senado em cada estado,
segundo as pesquisas
ACRE
O ex-governador Jorge Viana (PT) lidera com folga, com 64% das intenções
de voto, conforme pesquisa Ibope realizada entre 27 e 29 de julho. Em
segundo lugar, vem Sérgio Petecão (PMN), com 35%. Edvaldo
Magalhães (PCdoB) tem 27%.
ALAGOAS
Pesquisa do Instituto Ibrape realizada entre 9 e 13 de julho aponta
a liderança da ex-senadora Heloísa Helena (Psol), com
39%. O senador Renan Calheiros (PMDB) é o segundo, com 33%. Benedito
de Lira (PP) tem 10%.
AMAPÁ
Pesquisa Ibope realizada entre 27 e 29 de julho mostra Valdez Góes
(PDT) na frente, com 51%. O senador Gilvan Borges (PMDB) é o
segundo, com 41%. O ex-senador João Capiberibe vem em terceiro
com 29%. O senador Papaléo Paes (PSDB) tem 19%, e Randolfe Rodrigues
(Psol), 17%.
AMAZONAS
O ex-governador Eduardo Braga (PMDB) lidera com folga, de acordo com
pesquisa Ibope realizada entre 27 e 29 de julho. Ele tem 86% das intenções
de voto. Em segundo, vem o senador Arthur Virgílio (PSDB), com
43%. A deputada Vanessa Graziottin (PCdoB) tem 33%.
BAHIA
O líder nas pesquisas é o senador César Borges
(PR), com 36% das intenções de voto. A deputada Lídice
da Mata (PSB) é a segunda, com 20%. O deputado Walter Pinheiro
(PT) aparece em terceiro com 17%. José Ronaldo (DEM) tem 8%.
CEARÁ
De acordo com pesquisa Ibope divulgada em 3 de agosto, o senador Tasso
Jereissati (PSDB) lidera com 63% das intenções de voto.
Em segundo, vem o deputado Eunício Oliveira (PMDB), com 27%.
O ex-ministro da Previdência José Pimentel (PT) é
o terceiro, com 25%.
DISTRITO FEDERAL
O senador Cristovam Buarque (PDT) lidera com folga para se reeleger.
Segundo pesquisa Datafolha feita entre 9 e 12 de agosto, ele tem 44%
das intenções de voto. O segundo lugar é seu companheiro
de chapa, o deputado Rodrigo Rollemberg (PSDB), com 30%. A ex-governador
Maria de Lourdes Abadia (PSDB) vem logo atrás, com 29%. Alberto
Fraga (DEM), tem 11%.
ESPÍRITO SANTO
Segundo pesquisa Ibope realizada entre 22 e 25 de julho, o senador Magno
Malta (PR) é o líder para o Senado, com 53% das intenções
de voto. Ricardo Ferraço (PMDB) é o segundo, com 49%.
Rita Camata (PSDB) tem 30%.
GOIÁS
O senador Demóstenes Torres (DEM) lidera a pesquisa do Ibope
realizada entre 10 e 12 de agosto. Segundo o levantamento, ele tem 43%.
A senadora Lúcia Vânia (PSDB) é a segunda, com 36%.
O ex-governador Pedro Wilson (PT) é o terceiro, com 16%.
MARANHÃO
Pesquisa do Instituto Escutec realizada entre 11 e 13 de agosto aponta
a liderança do ex-ministro das Minas e Energia, Edison Lobão
(PMDB), com 49,5%. João Alberto (PMDB) é o segundo, com
26,6%. Em terceiro, vem o ex-governador Zé Reinaldo (PSB), com
25,4%. Roberto Rocha e Edson Vidigal, ambos do PSDB, têm 15,2%
e 13,8%, respectivamente.
MATO GROSSO
O ex-governador Blairo Maggi (PR) lidera a corrida para o Senado em
Mato Grosso, conforme pesquisa do Ibope realizada entre 10 e 12 de agosto.
Blairo tem 61% das intenções de voto. O ex-senador Antero
Paes de Barros (PSDB) é o segundo, com 26%. O deputado Carlos
Abicalil (PT) é o terceiro, com 20%.
MATO GROSSO DO SUL
O senador Delcídio do Amaral (PT) lidera com 59%, segundo a pesquisa
Ibope realizada entre 10 e 12 de agosto. Dagoberto Nogueira (PDT) vem
em segundo, com 31%. Valdemir Moka (PMDB) é o terceiro, com 26%.
O quarto é Murilio Zaiuth (DEM), com 20%.
MINAS GERAIS
O ex-governador Aécio Neves (PSDB) está praticamente eleito
senador. De acordo com a pesquisa Datafolha realizada entre 9 e 12 de
agosto, Aécio tem 68% das intenções de voto. Em
segundo lugar, está o ex-presidente Itamar Franco, do PPS, com
47%. Pimentel, do PT, é o terceiro, com 20%.
PARÁ
Pesquisa do Ibope realizada entre 26 e 28 de maio, contratada pelo DEM,
mostra vantagem do deputado Jader Barbalho (PMDB). Segundo a pesquisa,
ele tem 56% das intenções de voto. Valéria Pires
Franco (DEM) tem 45%. E Paulo Rocha (PT) tem 20%.
PARAÍBA
Pesquisa do Ibope divulgada no dia 31 de julho mostra o ex-governador
Cássio Cunha Lima, do PSDB, em primeiro, com 45% das intenções
devoto. Em segundo, vem o senador Efraim Morais (DEM), com 22%. O deputado
Vital Filho (PMDB) é o terceiro com 21%.
PARANÁ
O ex-governador Roberto Requião (PMDB) lidera com 49% das intenções
de voto, seguido por Gleisi Hoffman (PT), com 31%. Barros, do PP, tem
15%. E Gustavo Fruet, do PSDB, tem 13%.
PERNAMBUCO
O ex-ministro da Saúde Humberto Costa (PT) lidera com 40%. O
senador Marco Maciel (DEM) é o segundo, com 35%. Monteiro, do
PTB, tem 25%.
PIAUÍ
O ex-governador Welington Dias (PT) lidera, com 42%. O senador Mão
Santa (PSC) é o segundo, com 22%. O deputado Ciro Nogueira (PP)
e o senador Heráclito Fortes (DEM) têm, ambos, 14%.
RIO DE JANEIRO
Com 40% das intenções de voto, o senador Marcelo Crivella
(PRB) lidera a disputa pelo Senado no Rio de Janeiro, conforme pesquisa
do Datafolha divulgada em 16 de agosto. Em segundo lugar, aparece o
ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM), com 33%. O ex-prefeito de Nova
Iguaçu, Lindberg Farias é o terceiro, com 22%. Jorge Picciani,
do PMDB, tem 14%.
RIO GRANDE DO NORTE
Pesquisa do Ibope divulgada no dia 14 de agosto mostra o senador Garibaldi
Alves Filho (PMDB) na frente, com 53% das intenções de
voto. O senador José Agripino (DEM) é o segundo com 47%.
A ex-governadora Wilma Faria (PSB) vem em terceiro, com 38%.
RIO GRANDE DO SUL
O ex-governador Germano Rigotto, que apresenta um discurso neutro com
relação às eleições presidenciais,
lidera a corrida para o Senado, com 43% das intenções
de voto, de acordo com a última pesquisa Datafolha, feita entre
9 e 12 de agosto. Em segundo lugar, vem o senador Paulo Paim (PT), seguido
de perto pela jornalista Ana Amélia Lemos (PP), com 33%.
RONDÔNIA
Segundo pesquisa Ibope realizada entre 27 e 29 de julho, o ex-governador
Ivo Cassol (PP) tem 45% das intenções de voto. O segundo
é o senador Valdir Raupp (PMDB), com 39%. A senadora Fátima
Cleide (PT) tem 29%, e Melki Donadon (PHS) tem 10%.
RORAIMA
Pesquisa realizada pelo Ibope entre 27 e 29 de julho aponta a vantagem
do senador Romero Jucá (PMDB). Ele tem 52% das intenções
de voto. A senadora Marluce Pinto (PSDB) tem 41%. Ângela Portela
(PT) tem 36%.
SÃO PAULO
De acordo com a última pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada
no dia 16 de agosto, a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy
lidera a lista de intenções de voto para o Senado, com
32%. O segundo colocado é o ex-governador paulista Orestes Quércia,
do PMDB, com 25%. O terceiro é o senador Romeu Tuma, com 23%.
O cantor Netinho de Paula (PCdoB) é o terceiro, com 17%. Em seguida
vem Ciro, do PTC, com 15%.
SANTA CATARINA
O ex-governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) lidera com 42% das
intenções de voto, conforme pesquisa do Ibope feita entre
os dias 7 e 9 de julho. O segundo é o ex-deputado Paulo Bauer
(PSDB), com 22%. Hugo Biehl (DEM) é o terceiro, com 12%.
SERGIPE
A última pesquisa conhecida foi feita pelo Ibope entre 26 e 28
de março. Ela mostra o senador Antonio Carlos Valadares (PSB)
na frente, com 49%. O segundo é o deputado Jackson Barreto (PMDB)
com 42%. O ex-governador Albano Franco (PSDB) é o terceiro com
31%. Eduardo Amorim (PSC) tem 19%.
TOCANTINS
Pesquisa do Instituto Visão, divulgada no dia 3 de agosto, mostra
o ex-governador Marcelo Miranda (PMDB) na frente, com 34,53%. Em segundo,
vem João Ribeiro (PR), com 27,36%. Paulo Mourão (PT) tem
12,54%.
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Agência Senado, 20 de
agosto de 2010
Senado lança campanha para
estimular escolha consciente e diminuir votos nulos e brancos
A Secretaria Especial de Comunicação
Social (SECS) do Senado Federal lançou, nesta quinta-feira (19),
a campanha de conscientização "Seu voto faz o Congresso
Nacional". A Campanha, realizada em parceria com a Câmara
dos Deputados, terá um filme publicitário, uma vinheta
de rádio, impressos e um site especial .
O secretário de Jornalismo
da SECS, Davi Emerich, afirmou se tratar de uma campanha inédita,
que visa valorizar o voto para deputados federais e senadores. Segundo
Emerich, a campanha guarda relação com o planejamento
estratégico estabelecido recentemente pela SECS, que definiu
como missão da secretaria a Comunicação para a
Cidadania. Para o diretor, as peças da campanha estimulam "a
consciência cívica acima dos interesses pessoais".
Responsável pela campanha,
a diretora da Secretaria de Projetos Especiais (Supres), Elga Mara Teixeira
Lopes, enfatizou o didatismo do material apresentado nesta quinta. Ela
destacou um o slogan "Você decide quem faz as leis do Brasil".
A diretora afirmou que, na eleição de 2006, os votos nulos
e brancos para senador atingiram 19,3%, enquanto a média de votos
inválidos para os outros cargos foi de 11%.
De acordo com Elga Lopes, a
campanha foi totalmente produzida por servidores do Senado Federal,
sem contratação de uma agência de publicidade. Não
precisou o custo do material produzido, mas afirmou que eles foram feitos
pela TV Senado, pela Rádio Senado e pela Secretaria Especial
de Editoração e Publicações (SEEP), a gráfica
do Senado.
A diretora disse ainda que a
campanha foi precedida de estudos sobre campanhas de valorização
do voto em outros países, como Espanha, Estados Unidos e França.
O filme publicitário está sendo divulgado pela TV Senado
e pela TV Câmara, e há negociações para a
divulgação também em emissores de televisão
públicas e privadas. Todo o material pode ser obtido no hot site
e divulgado sem custos.
A secretária-geral da
Mesa do Senado, Claudia Lyra, enfatizou na solenidade a importância
das leis aprovadas pelo Congresso Nacional. O secretário de Comunicação
da Câmara dos Deputados, Sérgio Chacon, afirmou que a campanha
é inteligente e a iniciativa é oportuna.
Participaram ainda da mesa da
solenidade que lançou a campanha a diretora-adjunta do Senado,
Andrea Valente, e o consultor-geral adjunto do Senado, Gustavo León.
A realização da campanha foi aprovada pelo Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) no último dia 12.
Da Redação / Agência
Senado
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Congresso em Foco, 20 de
agosto de 2010
PSDB quer diminuir horário
eleitoral de Dilma
Mário Coelho
O PSDB entrou nesta quinta-feira
(19) com seis representações no Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) contra a coligação que apoia a petista Dilma Rousseff
na disputa à presidência da República por uso indevido
do horário eleitoral gratuito. O partido quer que seja descontado
do tempo da petista os minutos usados nos programas exibidos em São
Paulo e em Santa Catarina. Na prática, a legenda do presidenciável
José Serra pretende diminuir na Justiça Eleitoral uma
diferença de quase três minutos entre os horários
de Dilma e do tucano.
Uma das representações
apresentadas pelos advogados do PSDB afirma que o presidente Lula usou
o tempo do candidato a governador por São Paulo, Aloizio Mercadante
(PT), para fazer propaganda para Dilma. A inserção invadida
por uma fala de Lula no horário destinado a Mercadante teve a
duração e o tempo de invasão de 15 segundos. Segundo
o TSE, os autores da representação dizem que, com base
em levantamento parcial, a inserção foi veiculada 27 vezes.
Dilma Rousseff tem 10 minutos, 38 segundos e 54 centésimos de
propaganda eleitoral gratuita. A coligação dela tem dez
partidos. Já José Serra, com o apoio de seis legendas,
possui sete minutos, 18 segundos e 54 centésimos.
Nas outras cinco, os advogados
do PSDB dizem que a invasão teria acontecido em propagandas destinadas
a candidatos a deputado federal em Santa Catarina. Além de beneficiar
Dilma, teriam feito propaganda negativa em desfavor do também
candidato José Serra. As propagandas questionadas foram veiculadas
na modalidade de inserções de televisão em 17 e
18 de agosto. Eles usaram como base para apresentar as ações
o artigo 53 A da Lei das Eleições (Lei 9.504/97) que proíbe
os partidos políticos e coligações incluir no horário
destinado aos candidatos às eleições proporcionais
propaganda das candidaturas das majoritárias.
De acordo com o tribunal, o
PSDB afirmou nas representações que o uso em Santa Catarina
não contou com a participação do presidente Lula,
mas sim locutores enaltecendo a gestão petista no Palácio
do Planalto. Em duas delas, o texto citava os investimentos na agricultura
e na construção de farmácias nos municípios
catarinenses nos últimos sete anos. Cada uma dessas inserções
tinham 15 segundos. De acordo com as representações, 11
segundos foram usados indevidamente foram invadidos, e foram veiculadas
13 vezes. Nas contas da coligação de José Serra,
foram 143 segundos de propaganda irregular “cabendo subtrair,
das inserções reservadas à Coligação
o Brasil Pode Mais, o número de inserções equivalente
ao tempo da invasão”.
Outras três representações
fizeram referência a propagandas com durações também
de 15 segundos e invasões de 11 segundos cada. No entanto, uma
das inserções tratou da criação de empregos
e foi apresentada sete vezes, o que somaria 77 segundos de propaganda
irregular. Já a segunda, sobre a distribuição de
bolsas de estudo para universitários catarinenses, teria sido
veiculada 14 vezes, num total de 154 segundos supostamente irregulares.
A terceira inserção diz respeito à duplicação
de estradas e em suas 14 exibições teria realizado propaganda
ilícita por 154 segundos.
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Agência Câmara,
20 de agosto de 2010
Projeto amplia para cinco dias úteis
licença de trabalhador no caso de morte na família
A Câmara analisa o Projeto
de Lei 7347/10, da deputada Rebecca Garcia (PP-AM), que amplia de dois
dias consecutivos para cinco dias úteis o período em que
o trabalhador pode se ausentar do serviço em razão de
morte na família.
Pela proposta, a chamada licença
nojo (luto) poderá ser utilizada pelo empregado no caso de falecimento
de cônjuge ou companheiro (a), ascendente, descendente, irmão
ou pessoa que viva sob sua dependência econômica.
O texto retira a exigência,
atualmente prevista na Consolidação das Leis do Trabalho
(CLT - Decreto-lei 5.452/43), de que a dependência econômica
esteja declarada na Carteira de Trabalho e Previdência Social
(CTPS) do trabalhador.
Outra alteração
trazida pelo projeto é a presença da figura do companheiro
(a) no rol de indivíduos ligados ao empregado, para fins da licença.
Hoje a CLT cita apenas o cônjuge.
Prazo
curto
Segundo a autora da proposta, o prazo atual do benefício é
insuficiente, porque o falecimento de alguém envolve, além
do impacto emocional, uma série de providências burocráticas
que precisam ser tomadas por seus parentes.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivoRito de tramitação
pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário,
apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto
perderá esse caráter em duas situações:
- se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição
por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado
pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por
51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará
ser votado pelo Plenário. e será analisado pelas comissões
de Trabalho, de Administração e Serviço Público;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
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O ESTADO DO PARANÁ,
20 de agosto de 2010 | Economia
Lupi nega pressão para ter adiado
ponto eletrônico
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, negou hoje que tenha
cedido ao apelo das empresas ao adiar para 1º de março de
2011 o prazo para a instalação do registro de ponto eletrônico.
"Não sou homem de sofrer pressões", garantiu.
"Estou convicto de que a medida é positiva para os dois
lados", acrescentou.
As novas regras, previstas na
portaria de 1.510/09, começariam a vigorar no dia 26 de agosto
e a fiscalização com aplicação de multa
seria iniciada a partir de dezembro. Lupi alegou que o maior número
de reclamações na Justiça Trabalhista é
a de não pagamento de horas extras. Com a instalação
do ponto, segundo o ministro, o controle também poderá
ser feito pelo empregado. "Me 'comeram' meia hora, está
errado. E aí arrumam", disse Lupi, reproduzindo o que seria
a queixa de um trabalhador.
O ministro relatou ainda que
tanto empresas quanto sindicatos de trabalhadores solicitaram que, nos
casos em que há acordos coletivos, eles se sobreponham à
existência do ponto eletrônico. "Nos pediram mais flexibilidade
e ficaram de colocar isso em um documento", explicou. O tema será
levado para estudo pela área técnica do ministério.
"O que não posso fazer é da exceção,
regra."
Lupi disse que decidiu adiar
o prazo para a instalação dos equipamentos por conta da
falta de itens disponíveis no mercado para aquisição
das empresas. "Não tinha como exigir isso das empresas",
considerou. Indagado sobre se a medida, ao ser empurrada para o próximo
governo, poderia nunca sair do papel, o ministro se disse, mais uma
vez, um otimista. "Acredito que o próximo governo será
nosso e que o tema terá sequência", disse o ministro,
que é do PDT, que faz parte da coligação de apoio
à candidata pelo PT, Dilma Rousseff.
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O ESTADO DO PARANÁ,
20 de agosto de 2010 | Economia
Bancários iniciam campanha salarial
Cintia Végas
Bancários de Curitiba e Região Metropolitana lançaram
ontem nova campanha salarial. Pela manhã, eles se reuniram na
Boca Maldita, na capital, com o intuito de expor suas reivindicações
à população.
A Campanha Nacional dos Bancários
2010 é unificada em todo País e terá a primeira
rodada de negociações entre representantes dos trabalhadores
e da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) no próximo
dia 24.
As principais reivindicações
da categoria são reajuste salarial de 11% (inflação
do período mais 5% de aumento real); participação
nos lucros e resultados de três salários mais R$ 4 mil
fixos; aumento do piso salarial de R$ 1.074,00 para R$ 2.157,88 (valor
do salário mínimo do Dieese -Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Socioeconômicos); elevação
de auxílio-refeição, cesta-alimentação
e auxílio-creche/babá para o valor de um salário
mínimo para cada item; além de previdência complementar
para todos os bancários.
"Desde 2008, os bancos
vêm lucrando muito, independente da crise financeira internacional.
Só no primeiro semestre deste ano, o lucro foi correspondente
a 25% do patrimônio das instituições. Em função
disto, da estabilidade econômica e das boas condições
do sistema financeiro, acreditamos que a probabilidade de fecharmos
um bom acordo na campanha salarial deste ano é grande",
comenta o presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e
Região, Otávio Dias.
De acordo com o técnico
do Dieese-PR, Fabiano Camargo da Silva, de 2008 para 2009 a lucratividade
dos bancos no Brasil cresceu 7,38%. "Isto ocorreu mesmo com o PIB
(Produto Interno Bruto) em queda de 0,2%, o que demonstra que o lucro
bancário tem se mostrado independente do cenário econômico.
No primeiro semestre deste ano, o lucro do Banco do Brasil foi de R$
5,1 bilhões, da Caixa Econômica de R$ 1,7 bilhão,
do Bradesco de R$ 4,5 bilhões e do Itaú de R$ 6,4 bilhões".
Além dos itens ligados
às questões salariais, os bancários pedem mais
contratações pelos bancos, investimentos na saúde
dos trabalhadores e mais segurança nas agências.
"Em relação
às contratações, há muita rotatividade de
trabalhadores nos bancos. Só em 2009, mais de 30 mil bancários
foram substituídos no País, sendo que a situação
permanece em 2010. No que diz respeito à saúde, os bancos
vem impondo metas abusivas e expondo os trabalhadores à assédio
moral, o que gera estresse e diversos outros problemas", diz Otávio.
"Em relação à segurança, assaltos a
agências bancárias vêm ocorrendo de forma frequente.
Só em Curitiba, nos últimos noventa dias, dois bancários
foram sequestrados".
Sobre a empregabilidade, o técnico
do Dieese-PR diz que, também nos seis primeiros meses deste ano,
os bancos geraram 9.048 vagas de emprego. Porém, os novos funcionários
têm entrado nas instituições com salários
38,04% inferiores que os dos trabalhadores demitidos.
"Funcionários que
ocupam cargos de gerência e supervisão foram os mais demitidos.
De 2008 para 2009, a empregabilidade bancária cresceu apenas
0,58%. Enquanto isso, o emprego formal em todos os setores da economia
aumentou 4,5%".
Após o lançamento
da campanha, os bancários seguiram em passeata até o Banco
do Brasil, na Praça Tiradentes. No local, protestaram contra
a falta de um plano de carreira, cargos e salários.
"Na campanha salarial de
2009, o Banco do Brasil se comprometeu a apresentar um plano até
o último dia 30 de junho. Porém, até agora, nada
foi feito e o assunto vem sendo tratado com total descaso pela instituição".
Atualmente, segundo o
Sindicato, existem no Brasil cerca de 465 mil bancários em atividade.
No Paraná, são cerca de 25 mil, sendo 17.500 em Curitiba
e Região Metropolitana.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
20/08/2010
Conta bancária de empresário
é bloqueada para pagar multa trabalhista
Um dos sócios de uma
empresa agroindustrial de Pernambuco não conseguiu convencer
a Seção II Especializada em Dissídios Individuais
do Tribunal Superior do Trabalho de que a decisão judicial que
bloqueou e penhorou sua conta bancária, para assegurar a execução
de multa referente a dívidas trabalhistas devidas a um empregado,
violou o seu direito líquido e certo.
O empresário impetrou
mandado de segurança no Tribunal Regional da 6ª Região,
alegando que além da penhora de um automóvel Golf/2001,
avaliado acima do valor da multa, calculada em R$ 24,5 mil, teve também
a conta bancária bloqueada pelo juiz da vara do trabalho, por
meio do sistema Bacen Jud (procedimento que permite ao juiz realizar
o bloqueio da conta junto ao Banco Central). O Tribunal Regional negou
a segurança e manteve a decisão do juiz.
Insatisfeito, o comerciante
recorreu ao TST insistindo na violação do seu direito.
Argumentou que sua conta foi bloqueada para garantir uma execução
ainda provisória que, por sua vez, já estaria garantida
por um bem, o veículo, o que configurava excesso de penhora.
Contrariamente a esse entendimento, o relator na SDI-2, ministro Emmanoel
Pereira, ressaltou que a hipótese dos autos é de execução
definitiva e que não houve excesso de penhora, pois o juiz determinou
que o bem fosse penhorado somente no caso de não obter sucesso
na penhora pelo sistema Bacen Jud.
Segundo o ministro, a jurisprudência
do TST é pacífica ao considerar que a penhora em dinheiro
não fere direito líquido e certo do executado, uma vez
que obedece a gradação estabelecida no artigo 655 do Código
de Processo Civil, a qual coloca valores em dinheiro em primeiro lugar
na ordem de preferência. Este tipo de penhora pode ser feita tanto
em dinheiro quanto sobre o faturamento da empresa, quando não
demonstrado qualquer risco ao desenvolvimento regular das atividades
do executado, acrescentou o relator.
O ministro informou ainda que
o TST tem estimulado, por intermédio da Corregedoria-Geral da
Justiça do Trabalho, a penhora on line de dinheiro, via sistema
Bacen Jud, “como forma de solucionar o tortuoso problema das execuções
trabalhistas”, com respaldo no artigo 655 do CPC.
Ao final, a SDI-2 aprovou por
unanimidade o voto do relator negando provimento ao recurso ordinário
em mandado de segurança do empresário. (ROMS-4700-17.2009.5.06.0000)
(Mário Correia)
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20/08/2010
Autorização do Ministério
do Trabalho valida redução de intervalo intrajornada na
Garoto
É válida a redução
do intervalo intrajornada, se houver a autorização do
Ministério do Trabalho. Com esse fundamento, a Oitava Turma do
Tribunal Superior do Trabalho não concedeu a empregados da empresa
Chocolates Garoto diferenças, como horas extras, de intervalo
para repouso e alimentação. A Turma reformou decisão
do Tribunal Regional da 17ª Região (ES).
Os trabalhadores da empresa
realizavam turnos ininterruptos de revezamento de oito horas diárias
e possuíam somente 40 minutos de intervalo para descanso e alimentação.
Entretanto, a CLT estabelece como direito o intervalo de no mínimo
uma hora para uma jornada acima de seis horas (Artigo 71).
O TRT havia condenado a empresa
a pagar a diferença de 20 minutos diários como horas extras,
acrescidos de 50%, e reflexos em outras verbas trabalhistas. Para o
TRT, foi inválido o acordo que reduziu o intervalo, pois o direito
ao descanso e alimentação constitui norma de saúde
e segurança do trabalho, não sendo passível de
flexibilização.
A Garoto, então, interpôs
recurso de revista ao TST. A relatora do processo, ministra Maria Cristina
Peduzzi, concluiu que, embora o direito ao intervalo seja uma norma
de saúde no trabalho, a CLT autoriza a redução
do direito, se cumpridos dois requisitos (artigo 71, §3°):
primeiro, quando há a autorização do Ministério
do Trabalho – ao verificar que a empresa atendeu exigências
relacionadas à organização dos refeitórios;
e segundo, quando os funcionários não estiverem submetidos
a regime de trabalho prorrogado.
Para a ministra, esses dois
aspectos foram registrados no acórdão do TRT, o que atestou
a legalidade da redução do intervalo de uma hora para
40 minutos.
Sob esse fundamento, a Oitava
Turma, por unanimidade, deu provimento ao recurso de revista da Garoto
e excluiu da condenação o pagamento da diferença
de 20 minutos diários referentes ao intervalo intrajornada. (RR-123100-62.2006.5.17.008)
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20/08/2010
Professora recebe indenização
por ter sido dispensada durante a aula
Constrangimento, desqualificação
e desmerecimento profissional e pessoal. Esses foram os sentimentos
relatados por uma professora, dispensada durante a aula e sem direito
a voltar para se despedir de seus alunos, sem nenhuma justificativa
plausível, após 27 anos trabalhando para a mesma instituição.
Condenado a lhe pagar indenização por danos morais, o
Serviço Social da Indústria (Sesi) apelou ao Tribunal
Superior do Trabalho para reformar a decisão, mas a Quinta Turma
rejeitou o recurso quanto a esse tema.
O Sesi recorreu ao TST não
somente em relação à indenização
por danos morais. A instituição não se conformou
também quanto a outras parcelas a que foi condenada a pagar pelo
Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (São Paulo):
horas extras decorrentes de intervalo para descanso, não usufruído,
em recreio pedagógico; promoção automática
por tempo de serviço; adicional por tempo de serviço e
multa de 40% do FGTS. A Quinta Turma manteve a decisão regional
na maioria dos aspectos, reformando entendimento apenas quanto ao adicional
por tempo de serviço e à promoção, pronunciando-se
pela prescrição total em relação às
duas parcelas.
Danos morais
Admitida em janeiro de 1975,
a professora se aposentou em junho de 1999 e continuou prestando serviços
à instituição por mais três anos, quando
foi dispensada, segundo conta, “de maneira aviltante”. Ela
relatou, na sua reclamação, que se sentiu constrangida
e desqualificada pessoal e profissionalmente, e conseguiu convencer
o TRT/SP do dano moral sofrido, por meio de provas testemunhais, inclusive
por depoimento da nova diretora da escola, única testemunha do
empregador.
O TRT registrou que, de acordo
com a prova oral, a professora foi convocada à sala da diretoria,
em meio a uma aula, com ordens de que levasse seus objetos pessoais.
No percurso até a superiora hierárquica, deparou-se com
a outra profissional que iria substituí-la no posto. Após
ser cientificada do desligamento, não lhe foi dada oportunidade
para que regressasse à sala de aula e pudesse se despedir dos
estudantes.
As duas testemunhas da trabalhadora
declararam que a empregada foi alvo de comentários em toda a
escola. O Regional concluiu que o rumor causado na instituição
estudantil era decorrente da maneira como foi realizado o desligamento
da trabalhadora, sem nenhuma justificação plausível,
e que o empregador procurou encobrir a estória, explicando que
a saída da professora fora motivada por aposentadoria. No entanto,
a professora já se aposentara há três anos. Por
considerar que o empregador errou na forma como conduziu o caso, pois
a professora não infringiu qualquer obrigação imposta
pelo regulamento do Sesi, o Tribunal Regional fixou a indenização
por danos morais no valor correspondente a dez salários da professora.
A instituição,
então, recorreu ao TST. O relator do recurso de revista, ministro
Emmanoel Pereira, porém, considerou que o acórdão
regional não violou os artigos 5º, II, X, da Constituição
Federal, 818 da CLT, e 333, I, do CPC, como alegou o empregador, que
também não comprovou divergência jurisprudencial
que permitisse o conhecimento do recurso. Segundo o ministro Emmanoel,
a decisão do TRT/SP, determinando o pagamento de danos morais,
observou a Constituição Federal no que ela se refere a
resguardar “a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das
pessoas e possibilitando a indenização por danos quando
violados”. (RR - 53400-64.2005.5.02.0262)
(Lourdes Tavares)
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FETRACONSPAR, 20 de agosto de 2010 | Eventos
Conselho das Cidades
Delegado da FETRACONSPAR participa de
Reuniões do CONCIDADES em Curitiba
O Secretário de Formação
Sindical da FETRACONSPAR e Presidente do STICM
Guarapuava – SIRLEI CÉSAR DE OLIVEIRA
participou nesta quinta-feira (19/08) da Reunião da Câmara
Técnica de Habitação e está participando
hoje, sexta-feira (20/08) da 11ª Reunião Ordinária
do Conselho de Cidades (CONCIDADES), no Hotel
Nikko, em Curitiba (PR).
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FETRACONSPAR, 20 de agosto de 2010 | Eventos
Atividades
Presidente da FETRACONSPAR participa
de Seminário no Maranhão e Reunião de diretoria
da CNTI em Brasília/DF
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Reunião
da Diretoria da CNTI – Confederação Nacional
dos Trabalhadores na Indústria. |
O presidente da FETRACONSPAR
e Secretário Regional da CNTI/PR - GERALDO RAMTHUN,
está em Brasília/DF, onde participou ontem e hoje (19
e 20/08) de reunião da Diretoria da CNTI – Confederação
Nacional dos Trabalhadores na Indústria.
Seminário
FETICEMA Maranhão
No último sábado (14/08), RAMTHUN participou
como palestrante no XVII Encontro Estadual dos Trabalhadores na Construção
e do Mobiliário do Estado do Maranhão, realizado nos dias
13 e 14 de agosto de 2010, em São Luís-MA,promovido pela
Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário do Maranhão - FETICEMA.
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Reunião
da Diretoria da CNTI – Confederação Nacional
dos Trabalhadores na Indústria. |
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Reunião
da Diretoria da CNTI – Confederação Nacional
dos Trabalhadores na Indústria. |
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Ramthun
no Seminário FETICEMA Maranhão |
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Seminário
FETICEMA Maranhão |
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Seminário
FETICEMA Maranhão |
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Seminário
FETICEMA Maranhão |
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Seminário
FETICEMA Maranhão |
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Seminário
FETICEMA Maranhão |
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Seminário
FETICEMA Maranhão |
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Seminário
FETICEMA Maranhão |
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Seminário
FETICEMA Maranhão |
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Seminário
FETICEMA Maranhão |
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