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O GLOBO, 02 de setembro de
2010 | País
Construção civil retoma
ritmo mais puxado de crescimento
Valor Online
BRASÍLIA - Após
ligeira desaceleração em junho, a indústria de
construção civil voltou a registrar aquecimento mais forte
em julho. Sondagem da Confederação Nacional da Indústria
(CNI) aponta que o nível de atividade do setor subiu para 54,9
pontos, ante 53,8 pontos em junho. O indicador varia de zero a cem,
mostrando expansão acima dos 50 pontos.
De acordo com os dados divulgados
hoje, foi o sexto mês consecutivo de expansão da construção
civil, ao que tudo indica retomando o passo dos demais setores da economia,
que voltam a crescer de forma mais acelerada depois de desaquecimento
no segundo trimestre do ano.
O maior dinamismo é puxado
pelas cinco dezenas de grandes incorporadoras do país, cujo indicador
de atividade subiu a 57,4 pontos em julho, ante 55,1 pontos no mês
anterior. As pequenas companhias também reagiram bem ante junho,
quando tinham 50,4 pontos e passaram em julho para 52,4 pontos.
Já as médias empresas
apontaram um pequeno recuo para 54,8 pontos na evolução
do nível de atividade. Em junho, apontavam 55,3 pontos.
Na visão do responsável
pela pesquisa, o economista da CNI, Danilo Garcia, o aquecimento em
julho sobre junho se estende a empresas de todos os portes e setores.
"Os segmentos de construção de edifícios,
obras de infraestrutura e serviços especializados cresceram em
julho", assinala Garcia, lembrando que contratos governamentais
do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Minha
Casa Minha Vida mantém o vigor no setor.
A sondagem da construção
civil foi feita entre 2 e 18 de agosto, com 438 empresas, entre as quais
210 pequenas, 174 médias e 54 de grande porte.
(Azelma Rodrigues | Valor)
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O ESTADO DO PARANÁ,
02 de setembro de 2010 | Economia
Custo da construção civil
sobe 0,13% em agosto em SP
O CUB (Custo Unitário Básico) da construção
civil do Estado de São Paulo subiu 0,13% em agosto em relação
a julho, para R$ 905,95 por metro quadrado. Conforme levantamento realizado
pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil
do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e pela Fundação
Getúlio Vargas (FGV), no acumulado em 2010 o indicador registra
um aumento de 5,92%. Nos 12 meses encerrados em agosto a alta é
de 6,19%.
De acordo com o sindicato,
a alta no mês foi puxada, mais uma vez, pelos custos dos materiais
de construção, que tiveram elevação de 0,22%.
O custo da mão de obra registrou crescimento de 0,07% e os custos
administrativos, representados pela remuneração de engenheiros
e arquitetos, não variaram. A média ponderada entre as
três variáveis resultou no aumento do CUB de 0,13% no mês.
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Agência Câmara, 2 de setembro
de 2010
Centrais defendem salário mínimo
de R$ 560 em 2011

As principais centrais sindicais
do País decidiram defender o aumento do salário mínimo
dos atuais R$ 510 para R$ 560 em 2011. A posição foi anunciada
nesta quarta-feira (1º) após reunião das centrais
CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CGTB e NCST. Ontem (31), o governo
enviou o projeto da lei orçamentária ao Congresso prevendo
um mínimo de R$ 538 no próximo ano.
O reajuste previsto no Orçamento,
de 5,52%, limita-se a repor a inflação prevista para 2010.
O governo alega que apenas segue as regras acertadas com as centrais
sindicais em 2007. Pela política atual, o aumento do salário
mínimo será equivalente à inflação
acumulada no ano anterior mais a variação do PIB de dois
anos antes.
Ou seja, para 2011 o aumento
seria a previsão de inflação para 2010 (5,52%)
mais o PIB de 2009. Mas como o PIB desse ano não cresceu - ao
contrário, apresentou um declínio de 0,2% - desta vez
não haveria aumento real para o salário mínimo.
De acordo com as centrais sindicais,
a proposta de R$ 560 levou em conta, além da inflação,
a variação do PIB de 2006 a 2009 (de 3,8%). As centrais
também exigem abertura imediata de negociação com
o governo para a definição do reajuste.
Pressão
O presidente da CUT, Artur Henrique, ressalta que o salário mínimo
vem tendo aumentos reais desde 2003 e que o projeto de lei orçamentária
é apenas uma previsão de gastos da União, que pode
ser alterada após diálogo com os diversos atores sociais.
"Desde 2004 nós
estamos conseguindo, pelo processo de negociação, a partir
da pressão das marchas a Brasília pelo salário
mínimo, um reajuste maior que o da previsão inicial do
projeto de lei orçamentária", diz Artur Henrique.
O presidente em exercício
da Força Sindical, Miguel Torres, argumenta que um reajuste "digno"
do salário mínimo é uma forma de distribuir renda,
fortalecer o mercado interno, elevar a produção e o consumo,
além de gerar novos postos de trabalho.
Torres afirma que o crescimento
do mercado interno e o aumento real do salário mínimo
foram decisivos para ajudar o Brasil superar a crise econômica
iniciada em 2008. Ele ressalta, ainda, que o reajuste do mínimo
ajuda a aumentar o valor do piso de diversas categorias profissionais.
"Como a crise ficou para
trás, queremos consolidar nossa economia através de bons
reajustes do salário mínimo e das aposentadorias",
afirma. "Lembramos que há o compromisso do governo com as
centrais sindicais de empreender uma política permanente de valorização
do mínimo até 2023".
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Agência Câmara,
2 de setembro de 2010
Líder do governo: Orçamento
cumpre acordo sobre o mínimo
O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza
(PT-SP), ressaltou nesta quarta-feira que o fato de a proposta de Orçamento
de 2011 não ter previsão de aumento real para o salário
mínimo obedece a um acordo com as centrais sindicais. Ele lembrou
que o reajuste de 5,5%, previsto para o mínimo a partir de janeiro
de 2011, segue a regra de correção pela inflação
mais o PIBIndicador que mede a produção total de bens
e serviços finais de um país, levando em conta três
grupos principais: - agropecuária, formado por agricultura extrativa
vegetal e pecuária; - indústria, que engloba áreas
extrativa mineral, de transformação, serviços industriais
de utilidade pública e construção civil; e - serviços,
que incluem comércio, transporte, comunicação,
serviços da administração pública e outros.
A partir de uma comparação entre a produção
de um ano e do anterior, encontra-se a variação anual
do PIB. de dois anos anteriores. O valor fixado no Orçamento
é de R$ 538,15. A regra foi acertada entre o governo e as centrais
sindicais e está em vigor desde 2007.
No entanto, esse cálculo
fez com que, pela primeira vez, o atual governo encaminhasse uma proposta
de Orçamento ao Congresso sem previsão de aumento real
para o mínimo, já que o PIB de 2009 foi negativo. Vaccarezza
disse que vai defender a manutenção do acordo, mesmo diante
da posição das centrais sindicais de buscar um valor mais
elevado para o mínimo durante a tramitação do Orçamento
no Legislativo.
O líder apostou que haverá
uma compensação em 2012. "Existia um acordo do governo
com as centrais sindicais, e o governo não fez mais nem menos
do que cumpri-lo. Como o crescimento do PIB vai ser em torno de 7% em
2010, vamos ter 7% para o mínimo. Digamos que a inflação
brasileira seja de 4,5%, então haverá um aumento de 11,5%
a 12% para o salário mínimo em 2012", argumentou.
Segundo ele, todos os brasileiros
deveriam defender o acordo de 2007: "Não é porque
tem eleição que precisamos caminhar para a demagogia;
nós vamos ter uma discussão política depois das
eleições. Eu sou defensor de acordos; eles têm de
ser cumpridos quando agradam e desagradam."
Reportagem - José Carlos
Oliveira/Rádio Câmara
Edição - João Pitella Junior
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BEM PARANÁ, 02 de setembro de 2010
| Economia
PIB
Nível de renda avança
21,7% em 14 anos
O PIB (Produto Interno Bruto) per capita — que indica o nível
médio de renda da população — do Brasil
cresceu 21,7% entre 1995 e 2009, de acordo com dados divulgados pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa
“Indicadores de Desenvolvimento Sustentável” aponta
que, em 14 anos, o valor passou de R$ 4.441 para R$ 5.405.
O valor leva em consideração o PIB a preços constantes
de 1995 (ou seja, sem o efeito da inflação), que, em
2009, seria de R$ 1,03 trilhão, segundo o IBGE, e a população
residente estimada para 1º de julho do ano em questão
(191,481 milhões, no caso do ano passado).
O crescimento no período foi puxado pelo maior ritmo de aumento
nos anos finais, chegando a R$ 5.469 em 2008 (alta de 4,1% ante 2007).
Em 2009, porém, o PIB do país caiu 0,2% por conta da
crise internacional, fazendo com que o produto per capita registrasse
redução de 1,17%, para R$ 5.405.
Considerando os dados de 2007 — os últimos disponibilizados
pelo IBGE —, sem ajuste de preços, o PIB per capita brasileiro
foi de R$ 14.465. Entre as regiões, o Sudeste lidera o ranking
do produto por habitante, com R$ 19.277, seguido pelo Centro-Oeste,
com R$ 17.844. O Sul (R$ 16.564) fica com o terceiro lugar, seguido
pelo Norte (9.135) e, finalmente, pelo Nordeste (6.749).
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Folha de S.Paulo, 2 de setembro
de 2010
Número
12,6 milhões recebem o Bolsa Família
Esse mesmo número
de famílias também pode ganhar o "Bolsa Telefone",
subsídio criado pela Anatel para aumentar o acesso à telefonia
fixa. O programa prevê que, além de desconto, as operadoras
ofereçam meios para que os usuários controlem os gastos
com telefonia. Os planos serão comercializados a partir de janeiro
de 2012.
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Agência Diap, 2 de setembro
de 2010
Copom mantém taxa de juros
em 10,75%, ainda a maior do mundo
O Comitê de Política
Monetária (Copom), do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira
(1º), manter a taxa básica de juros (Selic) em 10,75% ao
ano, após três rodadas consecutivas de alta.
A decisão do Copom confirmou
o prognóstico dos analistas econômicos e finaneceiros,
de que a Selic se estabilizaria depois de sua última alta, na
primeira quinzena de agosto.
Com isso, a taxa fica no mesmo
patamar da última reunião do Copom, no dia 21 de julho,
e segue sendo a maior desde março do ano passado, quando estava
em 11,25%. A decisão foi unânime entre os integrantes do
Copom.
Com a manutenção
da taxa, o Brasil continua com os maiores juros reais do mundo. Os juros
reais descontam a inflação projetada para os próximos
12 meses.
Fazendo essa conta, os juros
básicos no Brasil ficam em 5,6% ao ano. Em segundo, vem a África
do Sul, com taxa real de 2,2%. Em terceiro, está a Rússia,
com 2,1%.
Os dados sobre juros reais são
coletados pelo analista internacional da Apregoa.com - Cruzeiro do Sul,
Jason Vieira, com a colaboração do analista de mercado
da Weisul Agrícola, Thiago Davino.
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ESTADÃO.COM/ SÃO
PAULO, 02 de setembro de 2010 | Economia
Fundos de pensão preferem bancos,
mineração e construção civil
Sobre os investimentos dos fundos de pensão,
os gestores apontam que haverá necessidade de aumentar os prazos
das carteiras para papéis de mais longo prazo
SÃO PAULO - Bancos, mineração
e construção civil são os três setores da
economia mais atrativos para investimentos, revelam os gestores de fundos
de pensão em pesquisa feita pela consultoria Mercer. Esses gestores
cuidam de R$ 231 bilhões em recursos. As ações
da Vale, Itaú Unibanco, PDG Realty e Petrobrás são
apontadas como as principais apostas para os próximos 12 meses.
O objetivo da pesquisa da Mercer
foi avaliar a expectativa dos gestores de fundos de pensão para
a economia brasileira. François Racicot, líder da área
de investimentos da Mercer, destaca que dentre os três setores
preferidos pelos fundos, os bancos foram os que tiveram mais votos como
setor número um em atratividade. Com o mercado de crédito
crescendo a 20% ao ano e a inclusão de 30 milhões de pessoas
no mercado financeiro nos últimos anos, os bancos devem continuar
mantendo taxas altas de expansão e lucros bilionários.
Para as commodities, 94% dos
gestores dos fundos esperam novos aumentos de preços nos próximos
anos. Alguns segmentos, como o de mineração, além
de ganhar com a alta dos preços no mercado internacional, também
se beneficiam do aquecimento da economia brasileira, que gera maior
demanda por aço e outros produtos. O setor de construção
civil também é beneficiado pelo aumento da renda, do crédito
imobiliário e dos projetos de infraestrutura.
Além de bancos, mineração
e construção, outros dois setores da economia tiveram
votos. Petroquímica e comércio também aparecem
entre os preferidos dos fundos de pensão. Já os segmentos
de energia elétrica e telefonia ficaram em último lugar
no levantamento.
A perspectiva para o Ibovespa,
o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa),
também é positiva. Alguns gestores apontam o indicador
em 90 mil pontos até o final do ano. A média das previsões
é que o índice fique em 75 mil pontos em dezembro. Os
mais pessimistas projetam que o Ibovespa fique nos atuais 65 mil pontos.
Para 2011, a previsão
é do Ibovespa em até 110 mil pontos, segundo a pesquisa
da Mercer. Já para os países desenvolvidos, principalmente
Japão e Zona do Euro, as perspectivas são negativas. Dos
gestores entrevistados, 80% apontam que as bolsas europeias devem terminar
2010 no vermelho. Alguns gestores apontam que os problemas fiscais da
região podem gerar uma nova crise e também que o desempenho
fraco das economias dos países europeus pode comprometer a expansão
da economia global nos próximos anos.
Sobre os investimentos
dos fundos de pensão, os gestores apontam que haverá necessidade
de aumentar os prazos das carteiras para papéis de mais longo
prazo. A pesquisa da Mercer ouviu 18 gestores que administram recursos
dos fundos de pensão. Os questionários foram respondidos
no final de julho.
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Gazeta do Povo, 2 de setembro
de 2010
Intervenção
Morales anula venda de cimenteira
O presidente da Bolívia,
Evo Morales, anulou a venda de ações de uma fábrica
de cimentos no sul do país, que haviam sido compradas há
uma década por um empresário que também é
um dos líderes da oposição, Samuel Doria Medina.
Evo entregou ontem o decreto ao prefeito (governador) de Chuquisaca,
Esteban Urquizo, o qual disse que a medida era uma aspiração
da sua região.
Segundo o decreto, foi revertida
a venda de 33,3% das ações da Fábrica Nacional
de Cemento SA (Fanesca). A fábrica foi privatizada em 1999, durante
uma onda de privatizações na Bolívia. Na época,
Medina, dono da Sociedade Boliviana de Cemento (Soboce) comprou as ações.
Urquizo disse que houve “favorecimento político”
na compra, porque Medina estava ligado ao grupo governante na época.
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Gazeta do Povo, 2 de setembro
de 2010
Desvio de dinheiro
Pedida intervenção em sindicato
investigado
Mesmo preso, Denilson Pires, presidente do Sindimoc,
continua no cargo de vereador
O grupo de oposição
à atual diretoria do Sindicato dos Motoristas e Cobradores das
Empresas de Transporte de Passageiros de Curitiba (Sindimoc) protocolou,
ontem pela manhã, pedido de intervenção da entidade
ao Ministério do Trabalho, por causa da prisão, na terça-feira,
do vereador e presidente do Sindimoc, Denilson Pires, e mais dois membros
da diretoria.
O pedido deverá ser discutido
hoje, às 16 horas, com a categoria, em frente à sede do
Sindimoc, segundo o candidato da oposição Anderson Teixeira.
Se o pedido for acatado, a Justiça do Trabalho deverá
determinar um interventor para a administração do sindicato
até a posse da nova diretoria. As eleições estão
marcadas para o dia 30 deste mês. “Queremos garantir
a definição o mais breve possível para garantir
a reeleição e a posse.” Teixeira é filho
do ex-secretário do Sindimoc, Alcir Teixeira, morto em janeiro
do ano passado, em uma tentativa de assalto.
A prisão dos membros
do Sindimoc foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial
de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) por suspeita de desvio de dinheiro
do sindicato e formação de quadrilha. Com Pires, também
estão presos no Centro de Triagem II, em Piraquara, o tesoureiro
do Sindimoc, Valdecir Boleti e o assessor do diretor social Márcio
Ramos, que estava foragido, mas apresentou-se ontem pela manhã
no Gaeco. O advogado e ex-vereador Valdenir Dielle Dias está
na sede da Polícia Militar.
Situação política
Mesmo preso, o vereador Denílson
Pires (DEM) permanecerá no cargo de vereador de Curitiba. Segundo
a assessoria de imprensa de Pires, o vereador não tem a intenção
de se licenciar do cargo e todas as suas faltas nas sessões plenárias
estão sendo justificadas. Caso Pires se licencie do cargo por
mais de 120 dias, quem assume a vaga é o primeiro suplente do
DEM, Genivaldo José dos Santos.
Pelas regras do Legislativo,
o vereador perderia o cargo automaticamente se condenando
e não havendo mais possibilidade de recurso.
Outra situação que resultaria na perda do cargo seria
no caso do parlamentar faltar a mais de 1/3 das sessões plenárias
e não justificar as ausências. Pires também poderia
sofrer um processo por quebra de decoro parlamentar, o que poderia resultar
na sua cassação.
A prisão também
não muda a situação de Pires dentro do DEM. O presidente
em exercício do partido, deputado Durval Amaral, afirmou que
a legenda buscará detalhes do inquérito e analisará
os dados antes de tomar qualquer providência. Por enquanto, não
é prevista nem mesmo a possibilidade de Pires perder a liderança
da bancada do DEM na Câmara Municipal. A primeira vice-líder
do partido, vereadora Julieta Reis, informou que está na liderança
até que Pires seja liberado e possa voltar ao trabalho.
Outro político envolvido
nas suspeitas de desvio de recursos do Sindimoc, o ex-vereador Valdenir
Dias foi cassado em 2008 por abuso do poder econômico durante
a campanha eleitoral de 2004. Desde o ano passado, Valdenir ocupa a
presidência do PMN.
”Ficha
suja”
Denílson Pires não é o primeiro vereador de Curitiba
a ser preso.
Confira outros casos:
Paulo Frote (PSDB)
- O vereador foi preso por ser
suspeito de se apropriar dos salários de funcionários
do seu gabinete na Câmara Municipal de Curitiba. Frote ficou detido
entre os dias 8 e 23 de agosto de 2003. Em maio do ano passado, ele
foi condenado pelo TJ à perda da função pública,
mas recorreu da decisão e continua no cargo.
Custódio da Silva
- Ex-vereador de Curitiba, Custódio
ficou preso durante 9 meses – entre outubro de 2002 e julho de
2003 – também por suspeita de se apoderar do salário
de servidores do seu gabinete. Segundo a denúncia do Ministério
Público, Custódio teria se apropriado de cerca de R$ 1
milhão em salários de funcionários, entre janeiro
de 1993 e março de 2000. (CO)
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Agência Diap, 2 de setembro
de 2010
Eleições 2010: Datafolha,
Ibope e Vox Populi anunciam novas pesquisas
O Datafolha registrou, na segunda-feira
(30), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pesquisa sobre avaliação
do Governo Lula e sucessão presidencial. O contratante é
o jornal Folha de S.Paulo.
Na pesquisa, serão ouvidos
4.290 eleitores entre quinta e sexta-feira (3). De acordo com a legislação,
os resultados poderão ser divulgados a partir de sábado
(4).
Pesquisa Ibope contratada pela
TV Globo também deve ser divulgada até o final da semana.
Na sexta-feira, o instituto encerra as entrevistas de nova sondagem
sobre a disputa à Presidência da República.
O Vox Populi também registrou
uma nova pesquisa. A expectativa é que os resultados dos três
institutos não apontem para grandes oscilações
na intenção de votos.
Pesquisas diárias encomendadas
pelo PSDB têm mostrado nos últimos dias que Dilma Rousseff
parou de subir e José Serra deixou de cair. Levantamentos internos
do PT indicam a mesma tendência.
Dilma
na frente
Na última pesquisa Ibope, divulgada no sábado (28), pelo
Jornal Nacional, a candidata Dilma Rousseff (PT) aparece na frente na
corrida pela Presidência da República. A petista tem 51%
das intenções de voto contra 27% do adversário
José Serra (PSDB).
De acordo com o Ibope, em terceiro
lugar está Marina Silva (PV), com 7%. No levantamento anterior
do Ibope, realizado dos dias 12 a 15 de agosto, Dilma tinha 43%, Serra,
32%, e Marina, 8%.
A margem de erro da pesquisa
é de 2 pontos para mais ou menos. Isso indica que Dilma pode
ter entre 49% e 53% e Serra, entre 25% e 29%. A pesquisa foi encomendada
pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S.Paulo.
Os eleitores que responderam
que votarão em branco ou nulo somaram 5% e os que se disseram
indecisos, 9%.
Dos demais candidatos, Eymael
(PSDC), Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB), Plínio de Arruda
Sampaio (PSol) e Zé Maria (PSTU), nenhum alcançou 1% das
intenções de voto. O candidato Rui Costa Pimenta (PCO)
não foi citado por nenhum dos entrevistados.
O Ibope ouviu 2.506 eleitores
com mais de 16 anos em 171 municípios de terça-feira (24)
a quinta-feira (26). A pesquisa está registrada no Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) sob o número 26139/2010. (Com agências)
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Agência Diap, 2 de setembro de 2010
Eleições 2010: Vox
Populi começa divulgar pesquisa eleitoral diária
Conhecidas como tracking, essas sondagens são
geralmente usadas por candidatos e marqueteiros por oferecerem uma maneira
rápida de identificar tendências, o que possibilita intervenção
imediata nos rumos da campanha. A primeira, mostra a petista Dilma Rousseff
(51%) com 26 pontos de vantagem sobre o tucano José Serra (25%)

Série de pesquisas quantitativas
diárias será divulgada pelo iG em parceria com o Instituto
Vox Populi e Band. A primeira delas mostra Dilma com 26 pontos de vantagem
sobre Serra.
Dando continuidade à
parceria com o Instituto Vox Populi e a Band, o portal iG começou
a divulgar nesta quarta-feira (1º) uma série de pesquisas
quantitativas diárias sobre a corrida presidencial.
Conhecidas como tracking, essas
sondagens são geralmente usadas por candidatos e marqueteiros
por oferecerem uma maneira rápida de identificar tendências,
o que possibilita intervenção imediata nos rumos da campanha.
Seu uso nas campanhas eleitorais
é recorrente há mais de uma década. Apesar de o
sistema ser utilizado há tanto tempo, os dados tradicionalmente
não entravam no rol de divulgação dos veículos
de comunicação.
"Os leitores terão
em mãos os mesmos instrumentos utilizados pelas campanhas e serão
brindados pela transparência. É uma evolução
democrática que demorou a chegar no Brasil, mas que ajudará
no entendimento de como são feitas as pesquisas eleitorais",
afirma o presidente do Instituto Vox Popul, João Francisco Meira.
Primeira
medição mostra Dilma com 51%
Na primeira medição do tracking encomendado pelo iG e
pela Band ao Instituto Vox Populi, a candidata do PT ao Palácio
do Planalto, Dilma Rousseff, aparece na liderança, com 51% das
intenções de voto.
O cenário, que daria
à petista a vitória no primeiro turno, mostra o adversário
tucano José Serra com 25%. A candidata do PV, Marina Silva, aparece
em seguida, com 9%. Outros candidatos obtiveram, juntos, 1% das intenções
de voto. Brancos e nulos somaram 4%, enquanto os indecisos ficaram em
11%.
O tracking Vox/Band/iG conta
com 2.000 entrevistas, sendo que um quarto dessa amostra é renovada
diariamente. Essa renovação permite identificar rapidamente
as tendências de evolução das intenções
de voto. A margem de erro do tracking é de 2,2 pontos porcentuais
para mais ou para menos.
No tracking espontâneo,
no qual os nomes dos candidatos não são apresentados aos
entrevistados, Dilma tem 41% das intenções de voto, enquanto
Serra aparece com 19%. Marina, nesse caso, tem 6%. O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva ainda é citado por 2% dos entrevistados.
Brancos e nulos somaram 4%, não souberam ou não responderam
11%.
Processo
de decisão
Segundo João Francisco Meira, a divulgação do tracking
possibilitará ao eleitor entender como é formado o processo
de decisão de voto. De acordo com Meira, a iniciativa trará
mais transparência para a divulgação das pesquisas
eleitorais e ajudará o eleitor a entender os motivos que levam
à escolha de um determinado candidato.
"O resultado de uma pesquisa
eleitoral não surge de um dia para outro. Ele é cumulativo.
Durante o período de propaganda eleitoral, o cidadão é
bombardeado por diversas informações sobre os candidatos.
O tracking mede diariamente como essas informações são
assimiladas pelo eleitor e ajudam na formação do voto",
explica Meira.
Oriunda do inglês, a palavra
tracking significa rastreamento, trilha ou caminho. A diferença
dela em relação às pesquisas convencionais divulgadas
pelos institutos está na renovação da amostra de
entrevistados, que muda 25% a cada dia, além da rapidez com que
os dados são computados e divulgados.
Assim como as pesquisas de intenção
de voto convencionais, que o Vox Populi divulga quinzenalmente, todas
as entrevistas do tracking são feitas pessoalmente e respeitam
a divisão de setores censitários apontados pelo IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia Estatística). Nessa setorização,
o instituto divide cada município brasileiro em unidades de até
400 domicílios.
O mecanismo de renovação
da amostra permite que, a cada quatro dias, o grupo de entrevistados
e as cidades consultadas pelos pesquisadores do Vox Populi se renovem
completamente.
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O Estado de S.Paulo, 2 de
setembro de 2010
Dilma supera desempenho de Lula
e lidera em todos os estados
Mantido o cenário atual da sucessão presidencial, Dilma
Rousseff (PT) teria uma vitória mais ampla que a conquistada
há quatro anos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Não apenas em quantidade e proporção de votos —
mas também geograficamente.
De acordo com o Ibope, a candidata da coligação Para o
Brasil Seguir Mudando lidera sozinha em 21 unidades da Federação
e está tecnicamente empatada com José Serra (PSDB) nas
outras seis. Não há nenhum estado em que o presidenciável
tucano ostente uma liderança sobre Dilma acima da margem de erro.
No primeiro turno de 2006, Lula
— que era candidato à reeleição — foi
o mais votado em 16 estados, enquanto Geraldo Alckmin (PSDB) venceu
em dez e no Distrito Federal. Lula obteve 48,6% dos votos válidos
e precisou disputar o segundo turno. Dilma aparece, no fim de agosto,
com 59% dos votos válidos, segundo o Ibope.
O mapa do desempenho dos candidatos
a presidente nas unidades da Federação foi desenhado a
partir da consolidação das mais recentes pesquisas estaduais
do Ibope que foram divulgadas. Todas foram realizadas em agosto, mas
em datas diferentes. A maior parte, depois do dia 20 de agosto.
Dilma supera Serra em quatro
estados onde Alckmin bateu Lula em 2006: Rondônia, Roraima, Goiás
e São Paulo. Além disso, também ganha do tucano
no Distrito Federal.
Os seis lugares onde a petista
e o tucano estão tecnicamente empatados são todos estados
onde Lula teve menos votos que o adversário no primeiro turno
de quatro anos atrás: Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul,
Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Como Lula em 2006, Dilma lidera em todo o Nordeste. Mas a intensidade
atual da liderança da petista é maior do que a vantagem
obtida por Lula em 2006 em quase todos os estados nordestinos, com exceção
do Ceará. Mas a pesquisa cearense é mais antiga que a
dos outros estados — foi concluída em 1.º de agosto.
Em Alagoas, por exemplo, Lula
teve 47% dos votos válidos no primeiro turno de 2006, enquanto
Dilma aparece com 69% dos votos válidos no Ibope. Em Sergipe
ele teve 47% e ela, 65%.
Virada no Norte, empate técnico
do Sul
Tanta vantagem em tantos estados
é o principal motivo de uma possível vitória de
Dilma ainda no primeiro turno. Nas 20 unidades da Federação
onde tem maioria absoluta dos votos válidos, a candidata abre
uma diferença de 18 pontos porcentuais sobre a soma de Serra
e Marina Silva (PV).
Se incluirmos São Paulo
na conta — a 21ª unidade da Federação onde
Dilma bate Serra —, a diferença cai para 17 pontos. Tudo
porque ela lidera entre os paulistas, mas sem maioria absoluta (tem
48% dos votos válidos). Como a diferença é menor,
ou mesmo negativa, nos outros seis estados, a vantagem nacional de Dilma
cai para 9 pontos porcentuais.
A mais recente rodada de pesquisas
do Ibope na Região Norte mostra que Dilma ampliou sua vantagem
nos estados da região. Ela virou em Rondônia e Roraima,
além de ter aumentado sua diferença no Amazonas —
onde tem o melhor desempenho em todo o país: 78% dos votos válidos.
Foi lá também que Lula teve sua vitória mais ampla
em 2006.
Boa parte do crescimento da
petista no Norte se deu à custa de eleitores que antes declaravam
voto em Marina Silva, originária da região. No Acre, por
exemplo, a disputa mudou de um empate técnico entre a candidata
do PV e Serra, para um empate entre Dilma e o tucano.
Com exceção do
Acre, os estados onde há empate técnico entre Dilma e
Serra ou são do Sul do país ou sofreram forte influência
imigratória dessa região, como são os casos de
Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Dilma diminuiu a vantagem de Serra
nesses estados e chegou ao empate — o que dificulta ainda mais
a tarefa do tucano de manter um reduto eleitoral que possa lhe garantir
levar a eleição para o segundo turno.
Da Redação, com informações
de O Estado de S.Paulo
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Folha de S.Paulo, 2 de setembro de 2010
RENATA LO PRETE
Um Senado para Dilma
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Lula invoca o papel de vítima da Casa para tentar obter 60% das
cadeiras
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PARA JUSTIFICAR o empenho em
dizimar a oposição no Senado, Lula tem dito e repetido
que seu governo foi muito maltratado pela Casa, experiência da
qual pretende poupar Dilma Rousseff. A análise retrospectiva,
no entanto, mostra que o presidente exagera.
É verdade que no primeiro mandato houve a CPI dos Bingos, também
chamada "do fim do mundo", dada a variedade de escândalos
sobre os quais se debruçou.
Entre mortos e feridos, Lula sobreviveu e se reelegeu.
De 2007 para cá, a derrubada da CPMF foi a única contrariedade
relevante que os senadores lhe impuseram. Um baque no orçamento
da saúde, sem dúvida, mas bastante aliviado pelo vigor
da economia e o crescimento da arrecadação.
As CPIs que o Planalto não conseguiu evitar, como a da Petrobras,
nem de longe provocaram as turbulências do passado. Escolada,
a tropa de choque governista utilizou manobras regimentais para esterilizar
qualquer investigação.
Alguém poderá lembrar que o Senado convocou Dilma a explicar
seu envolvimento na fabricação, pela Casa Civil, de um
dossiê sobre gastos do casal Fernando Henrique e Ruth Cardoso.
O fato é que a então ministra, ajudada pelo despreparo
dos interrogadores, saiu ilesa do depoimento.
No mais, de nomeações para tribunais e agências
reguladoras à entrada da Venezuela no Mercosul, os senadores
entregaram tudo o que o governo pediu.
Se foi assim nos últimos quatro anos, e se a onda, seja ela "vermelha"
ou "continuísta", naturalmente desenha uma correlação
de forças ainda mais confortável em caso de vitória
petista, para que tanta gana?
Embora no calor do palanque Lula transmita a impressão de ressentimento,
sua motivação é essencialmente objetiva. Ele invoca
o papel de vítima do Senado para entrar de sola nas campanhas
estaduais e ajudar a construir, para a eventual Presidência de
Dilma, uma maioria ao redor de 60% das 81 cadeiras.
Da aprovação de emendas constitucionais ao eventual debate
sobre a instalação de uma Constituinte exclusiva, tudo
é viável quando se tem uma base como essa.
Ainda é cedo para prever o tamanho exato que alcançará
essa maioria. O voto para o Senado tradicionalmente se consolida mais
tarde que o dos demais cargos majoritários -e neste ano, diferentemente
de 2006, o eleitor será instado a escolher dois senadores.
Até onde a vista alcança, porém, não há
dúvida de que os governistas morderão muitas das vagas
hoje ocupadas pela oposição.
Uma coisa é certa: a estratégia "take no prisioners"
de Lula guarda menos relação com um passado de privações
do que com um futuro cheio de possibilidades.
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RENATA LO PRETE é editora do Painel
AMANHÃ EM PODER:
Jonathan Wheatley
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Agência Diap, 2 de setembro
de 2010
Assistencial: nova posição
do MPT reconhece contribuição do não filiado
Em parecer técnico, o
advogado Hélio Gherardi, membro do corpo técnico do DIAP,
faz abordagem sobre o novo posicionamento do Ministério Público
do Trabalho reconhecendo o recolhimento da taxa ou contribuição
assistencial do não filiado à entidade sindical.
A taxa assistencial é
para o custeio das atividades sindicais, em conformidade com artigo
548 "caput" e alíneas "a" e "b",
da CLT, que fixa uma determinada categoria a contribuição
assistencial e a contribuição confederativa.
Por sua vez, obriga a todos
os integrantes da categoria, independentemente de prévia autorização
específica, sem comportar qualquer oposição, inclusive
porque vincularam-se às negociações coletivas,
por meio de acordos, convenções e/ou dissídios
coletivos.
Ou seja, são sentenças
normativas que por sua vez beneficiam a todos mesmo os não filiados
sindicalmente.
Clique aqui
para baixar o inteiro teor do parecer técnico.
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TRIBUNA DO NORTE, 02 de setembro
de 2010 | Economia
RN: Trabalhadores definem pauta de reivindicações
Os funcionários que trabalham
na construção civil do Rio Grande do Norte definiram uma
nova pauta de reivindicações aos empresários. Em
assembleia realizada na tarde de ontem, o sindicato decidiu pleitear
junto ao patronato um aumento no salários mínimo pago
ao setor, fornecimento de vale-transportes sem ônus ao funcionário
e adicional de 80% para as horas trabalhadas aos sábados. Os
trabalhadores garantiram também que, caso não haja o entendimento,
haverá greve.
Durante a reunião com
aproximadamente 2 mil pessoas em frente à sede do Sindicato dos
Trabalhadores da Construção Civil do Rio Grande do Norte,
a rua Fonseca e Silva, no Alecrim, foi totalmente tomada pelos funcionários
e o trânsito no local ficou interrompido. Os pontos sugeridos
pelo sindicato foram apresentados e os servidores aprovaram todos à
unanimidade.
De acordo com o presidente do
sindicato, Assis Pacheco, o aumento do salário mínimo
dos servidores corrige uma defasagem com relação a vários
estados. Atualmente, o valor pago no Rio Grande do Norte é de
R$ 602, e o aumento para R$ 715 ainda deixaria os trabalhadores do estado
ganhando menos do que em vários Estados. “Mas é
um aumento que consideramos razoável”, explicou.
Sobre a proposta de que as empresas
forneçam os vale-transportes sem o desconto nos salários,
Assis Pacheco disse que isso também é algo comum em outros
Estados, assim como a reserva do sábado para o repouso dos trabalhadores.
Por isso, a assembleia aprovou que as 44 horas semanais de serviço
sejam cumpridas de segunda a sexta, com o trabalho aos sábados
sendo opcional e tendo o adicional de 80% para o pagamento pelo período
trabalhado.
“Definimos nossos pleitos
e agora vamos aguardar o posicionamento do sindicato patronal (Sinduscon).
Não há nenhum ponto de instransigência de nossa
parte, mas queremos as melhorias. No dia 25 desse mês teremos
nossa assembleia e decidiremos sobre a contraproposta que deverá
ser enviada. Caso não haja acordo, haverá paralisação”,
garantiu.
O sindicato estima que há
aproximadamente 25 mil funcionários atuando formalmente na construção
civil, enquanto outros 25 mil trabalham na informalidade no Rio Grande
do Norte. Para Assis Pacheco, ainda há muito o que se melhorar
nas condições de trabalho dos profissionais. “Ainda
precisamos avançar muito. Há muitas empresas que quase
escravizam os trabalhadores, obrigam o trabalho dos servidores aos sábados
e ainda ameaçam de demissão quem não vai trabalhar”.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
02/09/2010
HSBC é condenado a reintegrar bancário
demitido pouco antes de se aposentar
O empregador pode rescindir
o contrato de trabalho firmado com seu empregado, com ou sem justa causa.
Porém, se o ato de dispensa caracterizar a finalidade de privar
o trabalhador de obter um direito, o ato deve ser considerado nulo.
Essa foi a decisão unânime proferida na 7ª Turma do
Tribunal Superior do Trabalho, ao manter a reintegração
de bancário, demitido imotivadamente às vésperas
de obter a estabilidade conferida convencionalmente, que lhe asseguraria
o direito à complementação da aposentadoria, além
do pagamento de abono ao aposentado.
O trabalhador foi admitido pelo
HSBC Bank Brasil S.A. em maio de 1976 e permaneceu no emprego por 31
anos e sete meses. Aos 47 anos de idade, em 5 dezembro de 2007, foi
dispensado, imotivadamente, faltando apenas oito meses para obter a
estabilidade prevista em Convenção Coletiva e restando
dois anos e oito meses para fazer jus à aposentadoria integral.
Nove dias depois da dispensa,
ele propôs reclamação trabalhista, com pedido de
tutela antecipada, requerendo reintegração no emprego,
pagamento dos salários do período em que esteve afastado,
integração da média das horas extras e das gratificações
ao salário e honorários advocatícios.
A Vara do Trabalho concedeu
a tutela antecipada, determinando que o banco reintegrasse imediatamente
o empregado, sob pena de multa diária de R$ 500,00, o que foi
cumprido no dia 24 de julho de 2008. Quanto ao mérito, confirmou
a reintegração e condenou a empresa ao pagamento dos salários
referentes ao período de afastamento.
De acordo com o juiz, o Banco
em nenhum momento respaldou a dispensa em motivo técnico, econômico,
financeiro ou por falta de desempenho do empregado. “Esperava-se
da reclamada a manutenção do contrato até a aposentadoria
do autor (boa-fé objetiva), sobretudo porque não demonstrou
qualquer razão lícita e moralmente legítima para
resilir o contrato de trabalho”. Tal atitude, destacou o magistrado,
seria “um indício de que houve camuflada intenção
de obstar os efeitos que a aposentadoria geraria para o Banco”.
Insatisfeito com a condenação,
o Banco recorreu ao TRT da 9ª Região (PR), que manteve a
condenação pelos mesmos fundamentos manifestados pela
Vara do Trabalho. O HSBC, então, recorreu ao TST, mas não
obteve êxito. Em seu voto, a relatora do recurso, juíza
convocada Maria Doralice Novaes, fez referência ao artigo 129
do Código Civil, que repudia a má-fé na execução
de negócios jurídicos. “O ato jurídico consistente
na dispensa de empregado deve obediência às restrições
impostas por tal dispositivo legal, razão pela qual, se o rompimento
do ajuste laboral se der com a finalidade de frustrar o adimplemento
de condição para exercício de um direito, deve
ser considerado nulo”, justiçou a relatora. (RR - 3779900-06.2007.5.09.0652).
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02/09/2010
Manusear produtos ácidos em pequena
concentração não dá direito a adicional
de insalubridade
Ao desconsiderar como insalubre
a atividade de limpeza com produtos contendo álcalis cáusticos
(detergentes e saponáceos), a Terceira Turma do Tribunal Superior
do Trabalho afastou da condenação à Kraft Foods
Brasil o pagamento de adicional de insalubridade a um empregador.
O trabalhador propôs ação
trabalhista contra a Kraft Foods Brasil, multinacional do ramo de alimentos,
requerendo o recebimento de adicional de insalubridade por ter manuseado
produtos maléficos à saúde ao realizar a limpeza
das gôndolas da empresa.
Com base em laudo pericial,
o juiz de primeiro grau entendeu que as atividades do empregado enquadraram-se
como insalubres e destacou o fato de o trabalhador não ter recebido
ou usado luvas impermeáveis. Com isso, condenou a empresa ao
pagamento de adicional de insalubridade em grau médio, por manuseio
de substância contendo álcalis cáusticos, conforme
o Anexo 13 da Norma Regulamentar n° 15 do Ministério do Trabalho.
Os álcalis cáusticos
são produtos ácidos usados geralmente em detergentes,
contendo substâncias químicas como hidróxido de
cálcio, soda cáustica, potassa cáustica e hidróxido
de potássio.
Diante da sentença, a
empresa recorreu ao Tribunal Regional da 4ª Região (RS),
que negou o recurso. Para o TRT, a empresa não questionou as
conclusões do laudo pericial. Além disso, ressaltou o
Regional, a prova oral demonstrou que o trabalhador utilizou os produtos
químicos, mantendo contato com os agentes insalubres.
Contra essa decisão,
a empresa interpôs recurso de revista ao TST, alegando que a mera
utilização de produtos de limpeza de uso doméstico
não poderia gerar o deferimento do adicional.
O relator do recurso, ministro
Alberto Bresciani, entendeu que a atividade de limpeza de gôndolas
utilizando produtos contendo álcalis cáusticos, diluída
em água, não se enquadrava nas atividades consideradas
prejudiciais do Anexo 13.
Segundo o ministro, a Portaria
Ministerial trata da fabricação e manuseio de álcalis
cáusticos, ou seja, refere-se ao contato direto com a substância
em sua composição bruta, nunca diluída em produtos
comuns de limpeza – que contém os álcalis cáusticos
em concentração própria para uso doméstico.
Para reforçar esse entendimento, o ministro apresentou decisões
do TST no mesmo sentido.
Assim, com esse entendimento,
a Terceira Turma, por maioria, deu provimento ao recurso de revista
da empresa e excluiu da condenação o pagamento do adicional
de insalubridade ao empregado. Ficou vencida a ministra Rosa Maria Weber.
(RR-99900-37.2007.5.04.0013)
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FETRACONSPAR, 02 de setembro de 2010 | Eventos
Contabilidade
Presidente da FETRACONSPAR se reúne
com Valdir Largura
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Valdir
Largura (Valcontec Contabilidade) e Geraldo Ramthun (Presidente
da FETRACONSPAR) |
Foi realizado na manhã
desta quinta-feira (02/09), na sede da FETRACONSPAR,
reunião entre o presidente da entidade Sr. GERALDO RAMTHUN
e o Contador – VALDIR LARGURA que representa
a VALCONTEC CONTABILIDADE.
Na pauta da reunião
foram discutidos os seguintes itens:
a) Movimentação
Contábil das Contas da FETRACONSPAR;
b) Implementação
das informações diárias sobre a movimentação
financeira a todos os Diretores da FETRACONSPAR.
A Federação encaminha
mensalmente o Balancete de Verificação aos seus 39 Sindicatos
Filiados. Estamos instituindo um sistema de caixa onde cada um dos 45
Diretores receba diariamente toda movimentação financeira
da Entidade.
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