Ano 7        -        Nº 2378        -        Curitiba (PR), 02 de setembro de 2010.

O GLOBO, 02 de setembro de 2010 | País
Construção civil retoma ritmo mais puxado de crescimento
Valor Online

BRASÍLIA - Após ligeira desaceleração em junho, a indústria de construção civil voltou a registrar aquecimento mais forte em julho. Sondagem da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que o nível de atividade do setor subiu para 54,9 pontos, ante 53,8 pontos em junho. O indicador varia de zero a cem, mostrando expansão acima dos 50 pontos.

De acordo com os dados divulgados hoje, foi o sexto mês consecutivo de expansão da construção civil, ao que tudo indica retomando o passo dos demais setores da economia, que voltam a crescer de forma mais acelerada depois de desaquecimento no segundo trimestre do ano.

O maior dinamismo é puxado pelas cinco dezenas de grandes incorporadoras do país, cujo indicador de atividade subiu a 57,4 pontos em julho, ante 55,1 pontos no mês anterior. As pequenas companhias também reagiram bem ante junho, quando tinham 50,4 pontos e passaram em julho para 52,4 pontos.

Já as médias empresas apontaram um pequeno recuo para 54,8 pontos na evolução do nível de atividade. Em junho, apontavam 55,3 pontos.

Na visão do responsável pela pesquisa, o economista da CNI, Danilo Garcia, o aquecimento em julho sobre junho se estende a empresas de todos os portes e setores. "Os segmentos de construção de edifícios, obras de infraestrutura e serviços especializados cresceram em julho", assinala Garcia, lembrando que contratos governamentais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Minha Casa Minha Vida mantém o vigor no setor.

A sondagem da construção civil foi feita entre 2 e 18 de agosto, com 438 empresas, entre as quais 210 pequenas, 174 médias e 54 de grande porte.

(Azelma Rodrigues | Valor)


O ESTADO DO PARANÁ, 02 de setembro de 2010 | Economia
Custo da construção civil sobe 0,13% em agosto em SP

O CUB (Custo Unitário Básico) da construção civil do Estado de São Paulo subiu 0,13% em agosto em relação a julho, para R$ 905,95 por metro quadrado. Conforme levantamento realizado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), no acumulado em 2010 o indicador registra um aumento de 5,92%. Nos 12 meses encerrados em agosto a alta é de 6,19%.

De acordo com o sindicato, a alta no mês foi puxada, mais uma vez, pelos custos dos materiais de construção, que tiveram elevação de 0,22%. O custo da mão de obra registrou crescimento de 0,07% e os custos administrativos, representados pela remuneração de engenheiros e arquitetos, não variaram. A média ponderada entre as três variáveis resultou no aumento do CUB de 0,13% no mês.

 

Agência Câmara, 2 de setembro de 2010
Centrais defendem salário mínimo de R$ 560 em 2011

As principais centrais sindicais do País decidiram defender o aumento do salário mínimo dos atuais R$ 510 para R$ 560 em 2011. A posição foi anunciada nesta quarta-feira (1º) após reunião das centrais CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CGTB e NCST. Ontem (31), o governo enviou o projeto da lei orçamentária ao Congresso prevendo um mínimo de R$ 538 no próximo ano.

O reajuste previsto no Orçamento, de 5,52%, limita-se a repor a inflação prevista para 2010. O governo alega que apenas segue as regras acertadas com as centrais sindicais em 2007. Pela política atual, o aumento do salário mínimo será equivalente à inflação acumulada no ano anterior mais a variação do PIB de dois anos antes.

Ou seja, para 2011 o aumento seria a previsão de inflação para 2010 (5,52%) mais o PIB de 2009. Mas como o PIB desse ano não cresceu - ao contrário, apresentou um declínio de 0,2% - desta vez não haveria aumento real para o salário mínimo.

De acordo com as centrais sindicais, a proposta de R$ 560 levou em conta, além da inflação, a variação do PIB de 2006 a 2009 (de 3,8%). As centrais também exigem abertura imediata de negociação com o governo para a definição do reajuste.

Pressão

O presidente da CUT, Artur Henrique, ressalta que o salário mínimo vem tendo aumentos reais desde 2003 e que o projeto de lei orçamentária é apenas uma previsão de gastos da União, que pode ser alterada após diálogo com os diversos atores sociais.

"Desde 2004 nós estamos conseguindo, pelo processo de negociação, a partir da pressão das marchas a Brasília pelo salário mínimo, um reajuste maior que o da previsão inicial do projeto de lei orçamentária", diz Artur Henrique.

O presidente em exercício da Força Sindical, Miguel Torres, argumenta que um reajuste "digno" do salário mínimo é uma forma de distribuir renda, fortalecer o mercado interno, elevar a produção e o consumo, além de gerar novos postos de trabalho.

Torres afirma que o crescimento do mercado interno e o aumento real do salário mínimo foram decisivos para ajudar o Brasil superar a crise econômica iniciada em 2008. Ele ressalta, ainda, que o reajuste do mínimo ajuda a aumentar o valor do piso de diversas categorias profissionais.

"Como a crise ficou para trás, queremos consolidar nossa economia através de bons reajustes do salário mínimo e das aposentadorias", afirma. "Lembramos que há o compromisso do governo com as centrais sindicais de empreender uma política permanente de valorização do mínimo até 2023".


Agência Câmara, 2 de setembro de 2010
Líder do governo: Orçamento cumpre acordo sobre o mínimo

O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), ressaltou nesta quarta-feira que o fato de a proposta de Orçamento de 2011 não ter previsão de aumento real para o salário mínimo obedece a um acordo com as centrais sindicais. Ele lembrou que o reajuste de 5,5%, previsto para o mínimo a partir de janeiro de 2011, segue a regra de correção pela inflação mais o PIBIndicador que mede a produção total de bens e serviços finais de um país, levando em conta três grupos principais: - agropecuária, formado por agricultura extrativa vegetal e pecuária; - indústria, que engloba áreas extrativa mineral, de transformação, serviços industriais de utilidade pública e construção civil; e - serviços, que incluem comércio, transporte, comunicação, serviços da administração pública e outros. A partir de uma comparação entre a produção de um ano e do anterior, encontra-se a variação anual do PIB. de dois anos anteriores. O valor fixado no Orçamento é de R$ 538,15. A regra foi acertada entre o governo e as centrais sindicais e está em vigor desde 2007.

No entanto, esse cálculo fez com que, pela primeira vez, o atual governo encaminhasse uma proposta de Orçamento ao Congresso sem previsão de aumento real para o mínimo, já que o PIB de 2009 foi negativo. Vaccarezza disse que vai defender a manutenção do acordo, mesmo diante da posição das centrais sindicais de buscar um valor mais elevado para o mínimo durante a tramitação do Orçamento no Legislativo.

O líder apostou que haverá uma compensação em 2012. "Existia um acordo do governo com as centrais sindicais, e o governo não fez mais nem menos do que cumpri-lo. Como o crescimento do PIB vai ser em torno de 7% em 2010, vamos ter 7% para o mínimo. Digamos que a inflação brasileira seja de 4,5%, então haverá um aumento de 11,5% a 12% para o salário mínimo em 2012", argumentou.

Segundo ele, todos os brasileiros deveriam defender o acordo de 2007: "Não é porque tem eleição que precisamos caminhar para a demagogia; nós vamos ter uma discussão política depois das eleições. Eu sou defensor de acordos; eles têm de ser cumpridos quando agradam e desagradam."

Reportagem - José Carlos Oliveira/Rádio Câmara
Edição - João Pitella Junior


BEM PARANÁ, 02 de setembro de 2010 | Economia
PIB
Nível de renda avança 21,7% em 14 anos

O PIB (Produto Interno Bruto) per capita — que indica o nível médio de renda da população — do Brasil cresceu 21,7% entre 1995 e 2009, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa “Indicadores de Desenvolvimento Sustentável” aponta que, em 14 anos, o valor passou de R$ 4.441 para R$ 5.405.

O valor leva em consideração o PIB a preços constantes de 1995 (ou seja, sem o efeito da inflação), que, em 2009, seria de R$ 1,03 trilhão, segundo o IBGE, e a população residente estimada para 1º de julho do ano em questão (191,481 milhões, no caso do ano passado).

O crescimento no período foi puxado pelo maior ritmo de aumento nos anos finais, chegando a R$ 5.469 em 2008 (alta de 4,1% ante 2007). Em 2009, porém, o PIB do país caiu 0,2% por conta da crise internacional, fazendo com que o produto per capita registrasse redução de 1,17%, para R$ 5.405.

Considerando os dados de 2007 — os últimos disponibilizados pelo IBGE —, sem ajuste de preços, o PIB per capita brasileiro foi de R$ 14.465. Entre as regiões, o Sudeste lidera o ranking do produto por habitante, com R$ 19.277, seguido pelo Centro-Oeste, com R$ 17.844. O Sul (R$ 16.564) fica com o terceiro lugar, seguido pelo Norte (9.135) e, finalmente, pelo Nordeste (6.749).

 

Folha de S.Paulo, 2 de setembro de 2010
Número
12,6 milhões recebem o Bolsa Família

Esse mesmo número de famílias também pode ganhar o "Bolsa Telefone", subsídio criado pela Anatel para aumentar o acesso à telefonia fixa. O programa prevê que, além de desconto, as operadoras ofereçam meios para que os usuários controlem os gastos com telefonia. Os planos serão comercializados a partir de janeiro de 2012.


Agência Diap, 2 de setembro de 2010
Copom mantém taxa de juros em 10,75%, ainda a maior do mundo

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (1º), manter a taxa básica de juros (Selic) em 10,75% ao ano, após três rodadas consecutivas de alta.

A decisão do Copom confirmou o prognóstico dos analistas econômicos e finaneceiros, de que a Selic se estabilizaria depois de sua última alta, na primeira quinzena de agosto.

Com isso, a taxa fica no mesmo patamar da última reunião do Copom, no dia 21 de julho, e segue sendo a maior desde março do ano passado, quando estava em 11,25%. A decisão foi unânime entre os integrantes do Copom.

Com a manutenção da taxa, o Brasil continua com os maiores juros reais do mundo. Os juros reais descontam a inflação projetada para os próximos 12 meses.

Fazendo essa conta, os juros básicos no Brasil ficam em 5,6% ao ano. Em segundo, vem a África do Sul, com taxa real de 2,2%. Em terceiro, está a Rússia, com 2,1%.

Os dados sobre juros reais são coletados pelo analista internacional da Apregoa.com - Cruzeiro do Sul, Jason Vieira, com a colaboração do analista de mercado da Weisul Agrícola, Thiago Davino.


ESTADÃO.COM/ SÃO PAULO, 02 de setembro de 2010 | Economia
Fundos de pensão preferem bancos, mineração e construção civil
Sobre os investimentos dos fundos de pensão, os gestores apontam que haverá necessidade de aumentar os prazos das carteiras para papéis de mais longo prazo

SÃO PAULO - Bancos, mineração e construção civil são os três setores da economia mais atrativos para investimentos, revelam os gestores de fundos de pensão em pesquisa feita pela consultoria Mercer. Esses gestores cuidam de R$ 231 bilhões em recursos. As ações da Vale, Itaú Unibanco, PDG Realty e Petrobrás são apontadas como as principais apostas para os próximos 12 meses.

O objetivo da pesquisa da Mercer foi avaliar a expectativa dos gestores de fundos de pensão para a economia brasileira. François Racicot, líder da área de investimentos da Mercer, destaca que dentre os três setores preferidos pelos fundos, os bancos foram os que tiveram mais votos como setor número um em atratividade. Com o mercado de crédito crescendo a 20% ao ano e a inclusão de 30 milhões de pessoas no mercado financeiro nos últimos anos, os bancos devem continuar mantendo taxas altas de expansão e lucros bilionários.

Para as commodities, 94% dos gestores dos fundos esperam novos aumentos de preços nos próximos anos. Alguns segmentos, como o de mineração, além de ganhar com a alta dos preços no mercado internacional, também se beneficiam do aquecimento da economia brasileira, que gera maior demanda por aço e outros produtos. O setor de construção civil também é beneficiado pelo aumento da renda, do crédito imobiliário e dos projetos de infraestrutura.

Além de bancos, mineração e construção, outros dois setores da economia tiveram votos. Petroquímica e comércio também aparecem entre os preferidos dos fundos de pensão. Já os segmentos de energia elétrica e telefonia ficaram em último lugar no levantamento.

A perspectiva para o Ibovespa, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), também é positiva. Alguns gestores apontam o indicador em 90 mil pontos até o final do ano. A média das previsões é que o índice fique em 75 mil pontos em dezembro. Os mais pessimistas projetam que o Ibovespa fique nos atuais 65 mil pontos.

Para 2011, a previsão é do Ibovespa em até 110 mil pontos, segundo a pesquisa da Mercer. Já para os países desenvolvidos, principalmente Japão e Zona do Euro, as perspectivas são negativas. Dos gestores entrevistados, 80% apontam que as bolsas europeias devem terminar 2010 no vermelho. Alguns gestores apontam que os problemas fiscais da região podem gerar uma nova crise e também que o desempenho fraco das economias dos países europeus pode comprometer a expansão da economia global nos próximos anos.

Sobre os investimentos dos fundos de pensão, os gestores apontam que haverá necessidade de aumentar os prazos das carteiras para papéis de mais longo prazo. A pesquisa da Mercer ouviu 18 gestores que administram recursos dos fundos de pensão. Os questionários foram respondidos no final de julho.


Gazeta do Povo, 2 de setembro de 2010
Intervenção
Morales anula venda de cimenteira

O presidente da Bolívia, Evo Morales, anulou a venda de ações de uma fábrica de cimentos no sul do país, que haviam sido compradas há uma década por um empresário que também é um dos líderes da oposição, Samuel Doria Medina. Evo entregou ontem o decreto ao prefeito (governador) de Chuquisaca, Esteban Urquizo, o qual disse que a medida era uma aspiração da sua região.

Segundo o decreto, foi revertida a venda de 33,3% das ações da Fábrica Nacional de Cemento SA (Fanesca). A fábrica foi privatizada em 1999, durante uma onda de privatizações na Bolívia. Na época, Medina, dono da Sociedade Boliviana de Cemento (Soboce) comprou as ações. Urquizo disse que houve “favorecimento político” na compra, porque Medina estava ligado ao grupo governante na época.


Gazeta do Povo, 2 de setembro de 2010
Desvio de dinheiro
Pedida intervenção em sindicato investigado
Mesmo preso, Denilson Pires, presidente do Sindimoc, continua no cargo de vereador

O grupo de oposição à atual diretoria do Sindicato dos Motoristas e Cobradores das Empresas de Transporte de Passageiros de Curitiba (Sindimoc) protocolou, ontem pela manhã, pedido de intervenção da entidade ao Ministério do Trabalho, por causa da prisão, na terça-feira, do vereador e presidente do Sindimoc, Denilson Pires, e mais dois membros da diretoria.

O pedido deverá ser discutido hoje, às 16 horas, com a categoria, em frente à sede do Sindimoc, segundo o candidato da oposição Anderson Teixeira. Se o pedido for acatado, a Justiça do Trabalho deverá determinar um interventor para a administração do sindicato até a posse da nova diretoria. As eleições estão marcadas para o dia 30 deste mês. “Queremos ga­­rantir a definição o mais breve possível para garantir a reeleição e a posse.” Teixeira é filho do ex-secretário do Sindimoc, Alcir Teixeira, morto em janeiro do ano passado, em uma tentativa de assalto.

A prisão dos membros do Sindimoc foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) por suspeita de desvio de dinheiro do sindicato e formação de quadrilha. Com Pires, também estão presos no Centro de Triagem II, em Piraquara, o tesoureiro do Sindimoc, Valdecir Boleti e o assessor do diretor social Márcio Ramos, que estava foragido, mas apresentou-se ontem pela manhã no Gaeco. O advogado e ex-vereador Valdenir Dielle Dias está na sede da Polícia Militar.

Situação política

Mesmo preso, o vereador Denílson Pires (DEM) permanecerá no cargo de vereador de Curitiba. Segundo a assessoria de imprensa de Pires, o vereador não tem a intenção de se licenciar do cargo e todas as suas faltas nas sessões plenárias estão sendo justificadas. Caso Pires se licencie do cargo por mais de 120 dias, quem assume a vaga é o primeiro suplente do DEM, Genivaldo José dos Santos.

Pelas regras do Legislativo, o ve­­reador perderia o cargo automaticamente se condenando e não ha­­vendo mais possibilidade de re­­curso. Outra situação que resultaria na perda do cargo seria no caso do parlamentar faltar a mais de 1/3 das sessões plenárias e não justificar as ausências. Pires também po­­deria sofrer um processo por quebra de decoro parlamentar, o que poderia resultar na sua cassação.

A prisão também não muda a situação de Pires dentro do DEM. O presidente em exercício do partido, deputado Durval Amaral, afirmou que a legenda buscará detalhes do inquérito e analisará os dados antes de tomar qualquer providência. Por enquanto, não é prevista nem mesmo a possibilidade de Pires perder a liderança da bancada do DEM na Câmara Municipal. A primeira vice-líder do partido, vereadora Julieta Reis, informou que está na liderança até que Pires seja liberado e possa voltar ao trabalho.

Outro político envolvido nas suspeitas de desvio de recursos do Sindimoc, o ex-vereador Valdenir Dias foi cassado em 2008 por abuso do poder econômico durante a campanha eleitoral de 2004. Desde o ano passado, Valdenir ocupa a presidência do PMN.

”Ficha suja”

Denílson Pires não é o primeiro vereador de Curitiba a ser preso.

Confira outros casos:

Paulo Frote (PSDB)

- O vereador foi preso por ser suspeito de se apropriar dos salários de funcionários do seu gabinete na Câmara Municipal de Curitiba. Frote ficou detido entre os dias 8 e 23 de agosto de 2003. Em maio do ano passado, ele foi condenado pelo TJ à perda da função pública, mas recorreu da decisão e continua no cargo.

Custódio da Silva

- Ex-vereador de Curitiba, Custódio ficou preso durante 9 meses – entre outubro de 2002 e julho de 2003 – também por suspeita de se apoderar do salário de servidores do seu gabinete. Segundo a denúncia do Ministério Público, Custódio teria se apropriado de cerca de R$ 1 milhão em salários de funcionários, entre janeiro de 1993 e março de 2000. (CO)


Agência Diap, 2 de setembro de 2010
Eleições 2010: Datafolha, Ibope e Vox Populi anunciam novas pesquisas

O Datafolha registrou, na segunda-feira (30), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pesquisa sobre avaliação do Governo Lula e sucessão presidencial. O contratante é o jornal Folha de S.Paulo.

Na pesquisa, serão ouvidos 4.290 eleitores entre quinta e sexta-feira (3). De acordo com a legislação, os resultados poderão ser divulgados a partir de sábado (4).

Pesquisa Ibope contratada pela TV Globo também deve ser divulgada até o final da semana. Na sexta-feira, o instituto encerra as entrevistas de nova sondagem sobre a disputa à Presidência da República.

O Vox Populi também registrou uma nova pesquisa. A expectativa é que os resultados dos três institutos não apontem para grandes oscilações na intenção de votos.

Pesquisas diárias encomendadas pelo PSDB têm mostrado nos últimos dias que Dilma Rousseff parou de subir e José Serra deixou de cair. Levantamentos internos do PT indicam a mesma tendência.

Dilma na frente

Na última pesquisa Ibope, divulgada no sábado (28), pelo Jornal Nacional, a candidata Dilma Rousseff (PT) aparece na frente na corrida pela Presidência da República. A petista tem 51% das intenções de voto contra 27% do adversário José Serra (PSDB).

De acordo com o Ibope, em terceiro lugar está Marina Silva (PV), com 7%. No levantamento anterior do Ibope, realizado dos dias 12 a 15 de agosto, Dilma tinha 43%, Serra, 32%, e Marina, 8%.

A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos para mais ou menos. Isso indica que Dilma pode ter entre 49% e 53% e Serra, entre 25% e 29%. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S.Paulo.

Os eleitores que responderam que votarão em branco ou nulo somaram 5% e os que se disseram indecisos, 9%.

Dos demais candidatos, Eymael (PSDC), Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB), Plínio de Arruda Sampaio (PSol) e Zé Maria (PSTU), nenhum alcançou 1% das intenções de voto. O candidato Rui Costa Pimenta (PCO) não foi citado por nenhum dos entrevistados.

O Ibope ouviu 2.506 eleitores com mais de 16 anos em 171 municípios de terça-feira (24) a quinta-feira (26). A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 26139/2010. (Com agências)


Agência Diap, 2 de setembro de 2010
Eleições 2010: Vox Populi começa divulgar pesquisa eleitoral diária
Conhecidas como tracking, essas sondagens são geralmente usadas por candidatos e marqueteiros por oferecerem uma maneira rápida de identificar tendências, o que possibilita intervenção imediata nos rumos da campanha. A primeira, mostra a petista Dilma Rousseff (51%) com 26 pontos de vantagem sobre o tucano José Serra (25%)

Série de pesquisas quantitativas diárias será divulgada pelo iG em parceria com o Instituto Vox Populi e Band. A primeira delas mostra Dilma com 26 pontos de vantagem sobre Serra.

Dando continuidade à parceria com o Instituto Vox Populi e a Band, o portal iG começou a divulgar nesta quarta-feira (1º) uma série de pesquisas quantitativas diárias sobre a corrida presidencial.

Conhecidas como tracking, essas sondagens são geralmente usadas por candidatos e marqueteiros por oferecerem uma maneira rápida de identificar tendências, o que possibilita intervenção imediata nos rumos da campanha.

Seu uso nas campanhas eleitorais é recorrente há mais de uma década. Apesar de o sistema ser utilizado há tanto tempo, os dados tradicionalmente não entravam no rol de divulgação dos veículos de comunicação.

"Os leitores terão em mãos os mesmos instrumentos utilizados pelas campanhas e serão brindados pela transparência. É uma evolução democrática que demorou a chegar no Brasil, mas que ajudará no entendimento de como são feitas as pesquisas eleitorais", afirma o presidente do Instituto Vox Popul, João Francisco Meira.

Primeira medição mostra Dilma com 51%

Na primeira medição do tracking encomendado pelo iG e pela Band ao Instituto Vox Populi, a candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, aparece na liderança, com 51% das intenções de voto.

O cenário, que daria à petista a vitória no primeiro turno, mostra o adversário tucano José Serra com 25%. A candidata do PV, Marina Silva, aparece em seguida, com 9%. Outros candidatos obtiveram, juntos, 1% das intenções de voto. Brancos e nulos somaram 4%, enquanto os indecisos ficaram em 11%.

O tracking Vox/Band/iG conta com 2.000 entrevistas, sendo que um quarto dessa amostra é renovada diariamente. Essa renovação permite identificar rapidamente as tendências de evolução das intenções de voto. A margem de erro do tracking é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

No tracking espontâneo, no qual os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Dilma tem 41% das intenções de voto, enquanto Serra aparece com 19%. Marina, nesse caso, tem 6%. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda é citado por 2% dos entrevistados. Brancos e nulos somaram 4%, não souberam ou não responderam 11%.

Processo de decisão

Segundo João Francisco Meira, a divulgação do tracking possibilitará ao eleitor entender como é formado o processo de decisão de voto. De acordo com Meira, a iniciativa trará mais transparência para a divulgação das pesquisas eleitorais e ajudará o eleitor a entender os motivos que levam à escolha de um determinado candidato.

"O resultado de uma pesquisa eleitoral não surge de um dia para outro. Ele é cumulativo. Durante o período de propaganda eleitoral, o cidadão é bombardeado por diversas informações sobre os candidatos. O tracking mede diariamente como essas informações são assimiladas pelo eleitor e ajudam na formação do voto", explica Meira.

Oriunda do inglês, a palavra tracking significa rastreamento, trilha ou caminho. A diferença dela em relação às pesquisas convencionais divulgadas pelos institutos está na renovação da amostra de entrevistados, que muda 25% a cada dia, além da rapidez com que os dados são computados e divulgados.

Assim como as pesquisas de intenção de voto convencionais, que o Vox Populi divulga quinzenalmente, todas as entrevistas do tracking são feitas pessoalmente e respeitam a divisão de setores censitários apontados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística). Nessa setorização, o instituto divide cada município brasileiro em unidades de até 400 domicílios.

O mecanismo de renovação da amostra permite que, a cada quatro dias, o grupo de entrevistados e as cidades consultadas pelos pesquisadores do Vox Populi se renovem completamente.


O Estado de S.Paulo, 2 de setembro de 2010
Dilma supera desempenho de Lula e lidera em todos os estados

Mantido o cenário atual da sucessão presidencial, Dilma Rousseff (PT) teria uma vitória mais ampla que a conquistada há quatro anos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Não apenas em quantidade e proporção de votos — mas também geograficamente.

De acordo com o Ibope, a candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando lidera sozinha em 21 unidades da Federação e está tecnicamente empatada com José Serra (PSDB) nas outras seis. Não há nenhum estado em que o presidenciável tucano ostente uma liderança sobre Dilma acima da margem de erro.

No primeiro turno de 2006, Lula — que era candidato à reeleição — foi o mais votado em 16 estados, enquanto Geraldo Alckmin (PSDB) venceu em dez e no Distrito Federal. Lula obteve 48,6% dos votos válidos e precisou disputar o segundo turno. Dilma aparece, no fim de agosto, com 59% dos votos válidos, segundo o Ibope.

O mapa do desempenho dos candidatos a presidente nas unidades da Federação foi desenhado a partir da consolidação das mais recentes pesquisas estaduais do Ibope que foram divulgadas. Todas foram realizadas em agosto, mas em datas diferentes. A maior parte, depois do dia 20 de agosto.

Dilma supera Serra em quatro estados onde Alckmin bateu Lula em 2006: Rondônia, Roraima, Goiás e São Paulo. Além disso, também ganha do tucano no Distrito Federal.

Os seis lugares onde a petista e o tucano estão tecnicamente empatados são todos estados onde Lula teve menos votos que o adversário no primeiro turno de quatro anos atrás: Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Como Lula em 2006, Dilma lidera em todo o Nordeste. Mas a intensidade atual da liderança da petista é maior do que a vantagem obtida por Lula em 2006 em quase todos os estados nordestinos, com exceção do Ceará. Mas a pesquisa cearense é mais antiga que a dos outros estados — foi concluída em 1.º de agosto.

Em Alagoas, por exemplo, Lula teve 47% dos votos válidos no primeiro turno de 2006, enquanto Dilma aparece com 69% dos votos válidos no Ibope. Em Sergipe ele teve 47% e ela, 65%.

Virada no Norte, empate técnico do Sul

Tanta vantagem em tantos estados é o principal motivo de uma possível vitória de Dilma ainda no primeiro turno. Nas 20 unidades da Federação onde tem maioria absoluta dos votos válidos, a candidata abre uma diferença de 18 pontos porcentuais sobre a soma de Serra e Marina Silva (PV).

Se incluirmos São Paulo na conta — a 21ª unidade da Federação onde Dilma bate Serra —, a diferença cai para 17 pontos. Tudo porque ela lidera entre os paulistas, mas sem maioria absoluta (tem 48% dos votos válidos). Como a diferença é menor, ou mesmo negativa, nos outros seis estados, a vantagem nacional de Dilma cai para 9 pontos porcentuais.

A mais recente rodada de pesquisas do Ibope na Região Norte mostra que Dilma ampliou sua vantagem nos estados da região. Ela virou em Rondônia e Roraima, além de ter aumentado sua diferença no Amazonas — onde tem o melhor desempenho em todo o país: 78% dos votos válidos. Foi lá também que Lula teve sua vitória mais ampla em 2006.

Boa parte do crescimento da petista no Norte se deu à custa de eleitores que antes declaravam voto em Marina Silva, originária da região. No Acre, por exemplo, a disputa mudou de um empate técnico entre a candidata do PV e Serra, para um empate entre Dilma e o tucano.

Com exceção do Acre, os estados onde há empate técnico entre Dilma e Serra ou são do Sul do país ou sofreram forte influência imigratória dessa região, como são os casos de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Dilma diminuiu a vantagem de Serra nesses estados e chegou ao empate — o que dificulta ainda mais a tarefa do tucano de manter um reduto eleitoral que possa lhe garantir levar a eleição para o segundo turno.

Da Redação, com informações de O Estado de S.Paulo

 

Folha de S.Paulo, 2 de setembro de 2010
RENATA LO PRETE
Um Senado para Dilma

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Lula invoca o papel de vítima da Casa para tentar obter 60% das cadeiras
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PARA JUSTIFICAR o empenho em dizimar a oposição no Senado, Lula tem dito e repetido que seu governo foi muito maltratado pela Casa, experiência da qual pretende poupar Dilma Rousseff. A análise retrospectiva, no entanto, mostra que o presidente exagera.

É verdade que no primeiro mandato houve a CPI dos Bingos, também chamada "do fim do mundo", dada a variedade de escândalos sobre os quais se debruçou.

Entre mortos e feridos, Lula sobreviveu e se reelegeu.

De 2007 para cá, a derrubada da CPMF foi a única contrariedade relevante que os senadores lhe impuseram. Um baque no orçamento da saúde, sem dúvida, mas bastante aliviado pelo vigor da economia e o crescimento da arrecadação.

As CPIs que o Planalto não conseguiu evitar, como a da Petrobras, nem de longe provocaram as turbulências do passado. Escolada, a tropa de choque governista utilizou manobras regimentais para esterilizar qualquer investigação.

Alguém poderá lembrar que o Senado convocou Dilma a explicar seu envolvimento na fabricação, pela Casa Civil, de um dossiê sobre gastos do casal Fernando Henrique e Ruth Cardoso.

O fato é que a então ministra, ajudada pelo despreparo dos interrogadores, saiu ilesa do depoimento.

No mais, de nomeações para tribunais e agências reguladoras à entrada da Venezuela no Mercosul, os senadores entregaram tudo o que o governo pediu.

Se foi assim nos últimos quatro anos, e se a onda, seja ela "vermelha" ou "continuísta", naturalmente desenha uma correlação de forças ainda mais confortável em caso de vitória petista, para que tanta gana?

Embora no calor do palanque Lula transmita a impressão de ressentimento, sua motivação é essencialmente objetiva. Ele invoca o papel de vítima do Senado para entrar de sola nas campanhas estaduais e ajudar a construir, para a eventual Presidência de Dilma, uma maioria ao redor de 60% das 81 cadeiras.

Da aprovação de emendas constitucionais ao eventual debate sobre a instalação de uma Constituinte exclusiva, tudo é viável quando se tem uma base como essa.

Ainda é cedo para prever o tamanho exato que alcançará essa maioria. O voto para o Senado tradicionalmente se consolida mais tarde que o dos demais cargos majoritários -e neste ano, diferentemente de 2006, o eleitor será instado a escolher dois senadores.

Até onde a vista alcança, porém, não há dúvida de que os governistas morderão muitas das vagas hoje ocupadas pela oposição.
Uma coisa é certa: a estratégia "take no prisioners" de Lula guarda menos relação com um passado de privações do que com um futuro cheio de possibilidades.

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RENATA LO PRETE é editora do Painel
AMANHÃ EM PODER:
Jonathan Wheatley

 

Agência Diap, 2 de setembro de 2010
Assistencial: nova posição do MPT reconhece contribuição do não filiado

Em parecer técnico, o advogado Hélio Gherardi, membro do corpo técnico do DIAP, faz abordagem sobre o novo posicionamento do Ministério Público do Trabalho reconhecendo o recolhimento da taxa ou contribuição assistencial do não filiado à entidade sindical.

A taxa assistencial é para o custeio das atividades sindicais, em conformidade com artigo 548 "caput" e alíneas "a" e "b", da CLT, que fixa uma determinada categoria a contribuição assistencial e a contribuição confederativa.

Por sua vez, obriga a todos os integrantes da categoria, independentemente de prévia autorização específica, sem comportar qualquer oposição, inclusive porque vincularam-se às negociações coletivas, por meio de acordos, convenções e/ou dissídios coletivos.

Ou seja, são sentenças normativas que por sua vez beneficiam a todos mesmo os não filiados sindicalmente.

Clique aqui para baixar o inteiro teor do parecer técnico.


TRIBUNA DO NORTE, 02 de setembro de 2010 | Economia
RN: Trabalhadores definem pauta de reivindicações

Os funcionários que trabalham na construção civil do Rio Grande do Norte definiram uma nova pauta de reivindicações aos empresários. Em assembleia realizada na tarde de ontem, o sindicato decidiu pleitear junto ao patronato um aumento no salários mínimo pago ao setor, fornecimento de vale-transportes sem ônus ao funcionário e adicional de 80% para as horas trabalhadas aos sábados. Os trabalhadores garantiram também que, caso não haja o entendimento, haverá greve.

Durante a reunião com aproximadamente 2 mil pessoas em frente à sede do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Rio Grande do Norte, a rua Fonseca e Silva, no Alecrim, foi totalmente tomada pelos funcionários e o trânsito no local ficou interrompido. Os pontos sugeridos pelo sindicato foram apresentados e os servidores aprovaram todos à unanimidade.

De acordo com o presidente do sindicato, Assis Pacheco, o aumento do salário mínimo dos servidores corrige uma defasagem com relação a vários estados. Atualmente, o valor pago no Rio Grande do Norte é de R$ 602, e o aumento para R$ 715 ainda deixaria os trabalhadores do estado ganhando menos do que em vários Estados. “Mas é um aumento que consideramos razoável”, explicou.

Sobre a proposta de que as empresas forneçam os vale-transportes sem o desconto nos salários, Assis Pacheco disse que isso também é algo comum em outros Estados, assim como a reserva do sábado para o repouso dos trabalhadores. Por isso, a assembleia aprovou que as 44 horas semanais de serviço sejam cumpridas de segunda a sexta, com o trabalho aos sábados sendo opcional e tendo o adicional de 80% para o pagamento pelo período trabalhado.

“Definimos nossos pleitos e agora vamos aguardar o posicionamento do sindicato patronal (Sinduscon). Não há nenhum ponto de instransigência de nossa parte, mas queremos as melhorias. No dia 25 desse mês teremos nossa assembleia e decidiremos sobre a contraproposta que deverá ser enviada. Caso não haja acordo, haverá paralisação”, garantiu.

O sindicato estima que há aproximadamente 25 mil funcionários atuando formalmente na construção civil, enquanto outros 25 mil trabalham na informalidade no Rio Grande do Norte. Para Assis Pacheco, ainda há muito o que se melhorar nas condições de trabalho dos profissionais. “Ainda precisamos avançar muito. Há muitas empresas que quase escravizam os trabalhadores, obrigam o trabalho dos servidores aos sábados e ainda ameaçam de demissão quem não vai trabalhar”.

 

Notícias do Tribunal Superior do Trabalho

02/09/2010
HSBC é condenado a reintegrar bancário demitido pouco antes de se aposentar

O empregador pode rescindir o contrato de trabalho firmado com seu empregado, com ou sem justa causa. Porém, se o ato de dispensa caracterizar a finalidade de privar o trabalhador de obter um direito, o ato deve ser considerado nulo. Essa foi a decisão unânime proferida na 7ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, ao manter a reintegração de bancário, demitido imotivadamente às vésperas de obter a estabilidade conferida convencionalmente, que lhe asseguraria o direito à complementação da aposentadoria, além do pagamento de abono ao aposentado.

O trabalhador foi admitido pelo HSBC Bank Brasil S.A. em maio de 1976 e permaneceu no emprego por 31 anos e sete meses. Aos 47 anos de idade, em 5 dezembro de 2007, foi dispensado, imotivadamente, faltando apenas oito meses para obter a estabilidade prevista em Convenção Coletiva e restando dois anos e oito meses para fazer jus à aposentadoria integral.

Nove dias depois da dispensa, ele propôs reclamação trabalhista, com pedido de tutela antecipada, requerendo reintegração no emprego, pagamento dos salários do período em que esteve afastado, integração da média das horas extras e das gratificações ao salário e honorários advocatícios.

A Vara do Trabalho concedeu a tutela antecipada, determinando que o banco reintegrasse imediatamente o empregado, sob pena de multa diária de R$ 500,00, o que foi cumprido no dia 24 de julho de 2008. Quanto ao mérito, confirmou a reintegração e condenou a empresa ao pagamento dos salários referentes ao período de afastamento.

De acordo com o juiz, o Banco em nenhum momento respaldou a dispensa em motivo técnico, econômico, financeiro ou por falta de desempenho do empregado. “Esperava-se da reclamada a manutenção do contrato até a aposentadoria do autor (boa-fé objetiva), sobretudo porque não demonstrou qualquer razão lícita e moralmente legítima para resilir o contrato de trabalho”. Tal atitude, destacou o magistrado, seria “um indício de que houve camuflada intenção de obstar os efeitos que a aposentadoria geraria para o Banco”.

Insatisfeito com a condenação, o Banco recorreu ao TRT da 9ª Região (PR), que manteve a condenação pelos mesmos fundamentos manifestados pela Vara do Trabalho. O HSBC, então, recorreu ao TST, mas não obteve êxito. Em seu voto, a relatora do recurso, juíza convocada Maria Doralice Novaes, fez referência ao artigo 129 do Código Civil, que repudia a má-fé na execução de negócios jurídicos. “O ato jurídico consistente na dispensa de empregado deve obediência às restrições impostas por tal dispositivo legal, razão pela qual, se o rompimento do ajuste laboral se der com a finalidade de frustrar o adimplemento de condição para exercício de um direito, deve ser considerado nulo”, justiçou a relatora. (RR - 3779900-06.2007.5.09.0652).


02/09/2010
Manusear produtos ácidos em pequena concentração não dá direito a adicional de insalubridade

Ao desconsiderar como insalubre a atividade de limpeza com produtos contendo álcalis cáusticos (detergentes e saponáceos), a Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho afastou da condenação à Kraft Foods Brasil o pagamento de adicional de insalubridade a um empregador.

O trabalhador propôs ação trabalhista contra a Kraft Foods Brasil, multinacional do ramo de alimentos, requerendo o recebimento de adicional de insalubridade por ter manuseado produtos maléficos à saúde ao realizar a limpeza das gôndolas da empresa.

Com base em laudo pericial, o juiz de primeiro grau entendeu que as atividades do empregado enquadraram-se como insalubres e destacou o fato de o trabalhador não ter recebido ou usado luvas impermeáveis. Com isso, condenou a empresa ao pagamento de adicional de insalubridade em grau médio, por manuseio de substância contendo álcalis cáusticos, conforme o Anexo 13 da Norma Regulamentar n° 15 do Ministério do Trabalho.

Os álcalis cáusticos são produtos ácidos usados geralmente em detergentes, contendo substâncias químicas como hidróxido de cálcio, soda cáustica, potassa cáustica e hidróxido de potássio.

Diante da sentença, a empresa recorreu ao Tribunal Regional da 4ª Região (RS), que negou o recurso. Para o TRT, a empresa não questionou as conclusões do laudo pericial. Além disso, ressaltou o Regional, a prova oral demonstrou que o trabalhador utilizou os produtos químicos, mantendo contato com os agentes insalubres.

Contra essa decisão, a empresa interpôs recurso de revista ao TST, alegando que a mera utilização de produtos de limpeza de uso doméstico não poderia gerar o deferimento do adicional.

O relator do recurso, ministro Alberto Bresciani, entendeu que a atividade de limpeza de gôndolas utilizando produtos contendo álcalis cáusticos, diluída em água, não se enquadrava nas atividades consideradas prejudiciais do Anexo 13.

Segundo o ministro, a Portaria Ministerial trata da fabricação e manuseio de álcalis cáusticos, ou seja, refere-se ao contato direto com a substância em sua composição bruta, nunca diluída em produtos comuns de limpeza – que contém os álcalis cáusticos em concentração própria para uso doméstico. Para reforçar esse entendimento, o ministro apresentou decisões do TST no mesmo sentido.

Assim, com esse entendimento, a Terceira Turma, por maioria, deu provimento ao recurso de revista da empresa e excluiu da condenação o pagamento do adicional de insalubridade ao empregado. Ficou vencida a ministra Rosa Maria Weber. (RR-99900-37.2007.5.04.0013)

 

FETRACONSPAR, 02 de setembro de 2010 | Eventos
Contabilidade
Presidente da FETRACONSPAR se reúne com Valdir Largura

Valdir Largura (Valcontec Contabilidade) e Geraldo Ramthun (Presidente da FETRACONSPAR)

Foi realizado na manhã desta quinta-feira (02/09), na sede da FETRACONSPAR, reunião entre o presidente da entidade Sr. GERALDO RAMTHUN e o Contador – VALDIR LARGURA que representa a VALCONTEC CONTABILIDADE.

Na pauta da reunião foram discutidos os seguintes itens:

a) Movimentação Contábil das Contas da FETRACONSPAR;

b) Implementação das informações diárias sobre a movimentação financeira a todos os Diretores da FETRACONSPAR.

A Federação encaminha mensalmente o Balancete de Verificação aos seus 39 Sindicatos Filiados. Estamos instituindo um sistema de caixa onde cada um dos 45 Diretores receba diariamente toda movimentação financeira da Entidade.